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PROJETO JUNINO TEMA: “O milho nosso de cada dia” O MILHO COMO AGENTE INTERDISCIPLINAR PARA O ENSINO As atividades desenvolvidas deverão abordar desde o surgimento, produção, desenvolvimento à sua importância econômica e cultural do milho, para a nossa região, estado e país. Cada Componente curricular (disciplina) abordará os objetos de conhecimentos de forma expositiva com uso de textos, músicas, gráficos, explicação oral, slides, exercícios e produção de maquetes e cartazes. A proposta é usar a educação ambiental como suporte para uma filosofia educativa com enfoque interdisciplinar. História: História dos povos primitivos da América, destacando a importância do milho não apenas para a alimentação, mas também para a cultura e para a religião. Ciências: abordar o valor nutricional do grão, as práticas positivas e negativas do solo para o cultivo de milho. Geografia: abordar os sistemas de produção agrícola, e o desenvolvimento do cultivo no decorrer das estações do ano, os problemas ambientais gerados pelas queimadas. Matemática: Explorar situações problema, envolvendo o valor econômico do milho para o país, estado ou região. Português: Utilizar textos relacionados ao tema. como por exemplo; receitas, lendas, músicas, cordel, poemas, adivinhas, quadrinhas, parlendas e etc.. Sugestões de Cordéis: “O Milho nosso de cada dia” Dizem que é americana, a origem de fato. Outros afirmam que não, o fruto é asiático. Enquanto germina na terra, fecunda a discussão. Se data de quatro, cinco ou seis mil anos então? E se aduba a questão na busca de uma pista. Lá pelas bandas do México dizem arqueologistas, Já se achou grão de pólen de muito mais anos atrás. Mostra de grão resistente, resistente até demais. Ganhou até passaporte pra germinar noutra instância Que o amem Portugal, Espanha, Itália e França. A princípio cultivado como planta ornamental, Foi enfim reconhecido com valor nutricional Colombo o exportador apreciou mais as pedras, Ouro, diamante, esmeralda, tudo debaixo da terra. Os índios que ali estavam tinham certeza de que Maior riqueza estava sobre a terra a crescer. O milho, de cinco a seis dias, na terra sendo lançado Logo fecunda-se o grão se o solo for bem preparado Dividido em pericarpo, endosperma e embrião Três elementos unidos engrandecem uma nação Seja pra onde for ou pra que lado se virar Este grão polivalente , certamente vai vingar Deixando a sua marca , remontando a história Fazendo com que os povos o cultivem na memória Só pra se ter uma idéia de onde o podes achar, Vai aqui pequena lista, é melhor se acomodar. Enquanto debulha o milho no melhor do prosear, No fogo da vaidade melhor grão que este não há. Se sentimos uma dor , tem dele na medicina, É de amido de milho o envoltório da aspirina. Se até mesmo com sede bebemos refrigerante, Lá está também o milho em forma de edulcorantes Tem milho impregnado em cosmético, gel, sabonete Tem a frutose do milho usada em iogurte e sorvete. E não pára por ai não o milho também tem fama, Na manteiga , mostarda , ketchup , na pizza que você ama Se transformado em amido ou xarope adoçante , No pudim , biscoito ou caramelo será peça integrante . Também não posso esquecer o tradicional pão de milho , É cultura quase que mundial , passa de pai para filho . Até mesmo em seu uniforme , a colorida intensidade, Provém da base do milho , tamanha vivacidade. Em quase tudo que há , o milho está presente. Seja adesivos , corantes , tintas ,até solventes. Haja versos pra falar de um produto tão precioso. Portanto aqui vou parar , não quero ser rigoroso, Mas grão , tal qual este não há pelo mundo aí a fora, Que me faça escrever uma linha só se quer do que lhes escrevo agora. Tem milho lá no espaço ,de um extremo a outro tem. Tem dele na sua caneta , no giz da escola também. Pesquise a força deste fruto que não vê barreira não, E chega a ser " huMILHOante" a qualquer um outro grão. O milho nosso de cada dia Literatura de Cordel "O milho nosso de cada dia" "Eu plantei meu milho todo No dia de São José Me ajuda a providência Vamos ter milho a grané Vou colher pelos meus cálculos Vinte espiga em cada um pé" (Luiz Gonzaga) *** A música do velho Lua Já anuncia a plantação Do alimento mais sagrado Pressas bandas do sertão O milho é o maná do céu E é cinquenta conto a mão *** Uma mão de milho tem Cinquenta espigas fornidas Quebradas no mesmo dia Pra não ficar desenxavida E pra saber se tão cheinha Tem que apertar a espiga *** Nas chuvas do mês de março A roça vira uma festança Três caroços na terrinha Pra em Junho ter comilança Na distância de um passo Se planta cedo a esperança *** Um esterquinho de galinha Faz a boneca encher E ao chegar terra no pé Faz o milharal crescer O milho só fica maduro Quando o cabelo escurecer *** E pra espantar o priquito Se prepara um espantaio Você põe roupa de gente Um chapéu e uns retaio Tem que ficar esquisito Pra quem ver pegar ataio *** Milho assado é muito bom E cozinhado é excelente Um cuscuz de mio ralado Se não gostar, está doente Mungunzá ao leite de coco Só presta se tiver quente *** Uma canjica bem curada Dá pra raspar as panelas O milho assado na palha A pipoca vem nas tijelas E no meio de tanta comida Quem cantou foi a barriga Pra degustar todas elas Agnaldo Silva, o Zé 15/06/19 O FESTIVAL DO MILHO Prepara-se a terra primeiro Começando pelo roçado E de novembro a janeiro O chão pela chuva é regado Planta-se arroz e feijão E naquele pedaço de chão O milho também é plantado. Com a plantação do milho O agricultor fica animado E todo dia pega o “trilho” Para visitar ao roçado Ao vê o milho crescendo A Deus fica agradecendo Por ter lhe abençoado O milho depressa cresce E logo solta um pendão E o homem nunca esquece Como lhe plantou no chão Mostra-se muito animado E dentro de seu roçado Faz toda a sua previsão O milho verde ainda, É bastante utilizado A família toda é vinda Buscar milho no roçado Uns preferem cozido Para outros o preferido E comê-lo mesmo assado. Após o milho maduro, Faz-se canjica e pamonha Garantido está o futuro E a alegria é tamanha Faz-se cuscuz e o pão Na casa do senhor João E também da dona Antônia Anima-se o agricultor Com a sua produção Pois o milho que plantou Superou sua previsão Ficando cheiro o celeiro Esse humilde fazendeiro Não controla a emoção Do milho se faz fubá A pipoca e a farinha Está na mesa de jantar Também está na cozinha Na mesa do presidente O milho se faz presente Na sua casa e na minha Faz-se o bolo e a farofa Faz-se o mingau também O milho que sai da roça Quanta utilidade tem Engorda suíno no chiqueiro E a galinha no terreiro E o cidadão de bem Para os bois e os jumentos Faz-se do milho a ração Outros tipos de alimentos Faz-se na industrialização Faz-se o óleo de cozinha E o xerém e a farinha Que serve de nutrição. Por conta desa lavoura Com brilhante resultado Com uma paz duradora Cada produtor animado De forma simples e real Promove até festival Para prefeito e deputado. Luís Gonçalves Enviado por Luís Gonçalves em 22/01/2012 Código do texto: T3455182 https://www.revistaea.org/pf.php?idartigo=1033 https://www.recantodasletras.com.br/cordel/3455182 https://www.recantodasletras.com.br/cordel/3455182 https://www.revistaea.org/pf.php?idartigo=1033