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FACULDADE ÚNICA 
DE IPATINGA 
PLANEJAMENTO FINANCEIRO 
E ORÇAMENTO EMPRESARIAL 
 
Francisleila Melo Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
Menu de Ícones 
Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo 
aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos. 
Eles são para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um 
com uma função específica, mostradas a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São sugestões de links para vídeos, documentos 
científico (artigos, monografias, dissertações e teses), 
sites ou links das Bibliotecas Virtuais (Minha Biblioteca e 
Biblioteca Pearson) relacionados com o conteúdo 
abordado. 
 
Trata-se dos conceitos, definições ou afirmações 
importantes nas quais você deve ter um maior grau de 
atenção! 
 
São exercícios de fixação do conteúdo abordado em 
cada unidade do livro. 
 
São para o esclarecimento do significado de 
determinados termos/palavras mostradas ao longo do 
livro. 
 
Este espaço é destinado para a reflexão sobre questões 
citadas em cada unidade, associando-o a suas ações, 
seja no ambiente profissional ou em seu cotidiano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ................................................................ 6 
1.1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 6 
1.2 O PAPEL DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO ........................................................... 7 
1.3 AS FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ................................................. 11 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 15 
RISCO E RETORNO DE ATIVOS ............................................................. 19 
2.1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 19 
2.2 RISCO ....................................................................................................................... 19 
2.1.1 Risco Econômico ................................................................................................ 21 
2.1.2 Risco Financeiro .................................................................................................. 21 
2.1.3 Risco Sistemático e Risco não Sistemático. ................................................... 23 
2.1.4 O risco total da carteira de investimento ...................................................... 24 
2.3 INCERTEZA ............................................................................................................... 29 
2.4 DIFERENÇA ENTRE RISCO E INCERTEZA .................................................................. 29 
2.5 RETORNO ................................................................................................................. 30 
2.6 A ESCOLHA ENTRE RISCO E RETORNO ................................................................... 32 
2.7 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) .......................................................................... 36 
2.8 VANTAGENS DE DESVANTAGENS DA TIR ............................................................... 38 
2.9 USO DA TIR EM PROJETOS DE INVESTIMENTO. ....................................................... 39 
2.10 ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO PARA CADA TIPO DE INVESTIDOR ............... 40 
2.11 O PERFIL DO INVESTIDOR ...................................................................................... 40 
RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO E ALAVANCAGEM 
FINANCEIRA ............................................................................................ 49 
3.1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 49 
3.2 RETORNO SOBRE PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ROE) .................................................... 50 
3.3 ALAVANCAGEM FINANCEIRA ............................................................................... 55 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 58 
ORÇAMENTO EMPRESARIAL ................................................................... 61 
4.1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 61 
4.2 ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS INTRODUTÓRIOS .................................................... 61 
4.3 FINALIDADE DO ORÇAMENTO ............................................................................... 64 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 68 
TIPOS DE ORÇAMENTO ........................................................................... 71 
5.1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 71 
5.2 ORÇAMENTO DE TENDÊNCIAS ............................................................................... 71 
5.3 ORÇAMENTO BASE ZERO ........................................................................................ 76 
5.4 ORÇAMENTO POR ATIVIDADES .............................................................................. 80 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 82 
UNIDADE 
02 
UNIDADE 
01 
UNIDADE 
03 
UNIDADE 
04 
UNIDADE 
05 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
ORÇAMENTO MESTRE ............................................................................. 86 
6.1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 86 
6.2 ELABORANDO O ORÇAMENTO MESTRE ................................................................ 86 
6.3 ORÇAMENTO DE VENDAS ...................................................................................... 89 
6.4 ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO ................................................................................ 90 
6.5 ORÇAMENTO DE COMPRA DE MATÉRIAS PRIMAS ................................................ 91 
6.6 ORÇAMENTO DE MÃO DE OBRA DIRETA ............................................................... 92 
6.7 ORÇAMENTO DOS CUSTOS INDIRETAS DE FABRICAÇÃO .................................... 93 
6.8 ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL .......................................................................... 94 
6.9 ORÇAMENTO DE CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS .................................... 95 
6.10 ORÇAMENTO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS E DE VENDAS ........................... 97 
6.11 ORÇAMENTO GLOBAL – O ORÇAMENTO MESTRE FINALIZADO. ........................ 98 
6.12 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 100 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................. 103 
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO ............................................. 106 
REFERÊNCIAS ......................................................................................... 107 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 
06 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
CONFIRA NO LIVRO 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem você verá o conceito de 
Administração Financeira e suas áreas de atuação com destaque 
às atribuições do administrador financeiro 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai analisar o risco e 
retorno dos investimentos, mensurar o risco de uma carteira de 
investimentos e conhecer as principais alternativas de investimento 
para cada tipo de investidor. 
 
 
Nesta unidade você vai estudar Retorno sobre investimento (ROI), 
além de conhecer seu conceito e entender sua importância para 
as empresas e conhecer o conceito de alavancagem, o qual 
permite que empresas potencializem os resultados das suas 
atividades. 
Esta Unidade de Aprendizagemtrata de um instrumento 
importante para a administração chamado orçamento. Ele é um 
aspecto do planejamento utilizado por muitas empresas, lucrativas, 
sem fins lucrativos, grandes ou pequenas, de serviços ou industriais, 
para formular e implementar estratégia, coordenar e monitorar 
operações, revisar e avaliar desempenho. Nesta Unidade de 
Aprendizagem você estudará de que forma o orçamento se 
apresenta como peça-chave da organização e verá as vantagens 
e desvantagens da sua aplicação. 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem você verá os tipos de 
orçamento, subdivididos em três categorias: orçamento de 
tendências, orçamento base zero e orçamento por atividades. 
As metas fundamentais de uma empresa (metas de venda, de 
produção e metas financeiras) são elaboradas a partir de uma 
interconexão de tipos de orçamentos. O agrupamento desses 
orçamentos é chamado de orçamento-mestre. Nesta Unidade de 
Aprendizagem, você vai entender como é desenvolvido o 
orçamento-mestre e por que o orçamento de vendas é o seu 
ponto de partida. Por fim será apresentado o resultado global 
deste orçamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
 
 
 
 
A administração financeira envolve uma série de decisões, entre elas as que 
dizem respeito acerca do que fazer com os recursos financeiros, como utilizá-los e 
como obter recursos adicionais em caso de insuficiência desses recursos. 
 
1.1 INTRODUÇÃO 
A Administração Financeira aborda além das finanças as responsabilidades 
do administrador financeiro numa empresa. Os administradores financeiros 
gerenciam ativamente as finanças de todos os tipos de empresas, financeiras ou 
não-financeiras, privadas ou públicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins 
lucrativos. Eles desempenham uma variedade de tarefas, tais como orçamentos, 
previsões financeiras, administração do caixa, administração do crédito, análise de 
investimento e captação de recursos (GITMAN, 2010). 
Em virtude do atual cenário econômico muitas empresas vêm encontrando 
dificuldades para se manter no mercado. Assim, a gestão financeira auxilia na 
gestão eficiente dos recursos necessários para a atividade das empresas e sua 
manutenção no mercado. 
As empresas passam por diversas dificuldades ao longo da sua existência e, 
em alguns casos, não conseguem sobreviver. Geralmente, essas dificuldades são 
provenientes de problemas econômicos e financeiros. 
A falta de uma gestão financeira eficiente pode acarretar diversos 
problemas nas empresas. Um dos fatores visíveis nas empresas é a desorganização 
dos fluxos econômicos no que tange à geração e à distribuição do valor agregado, 
neste capítulo será abordada a Administração Financeira e suas áreas de atuação 
dando início aos estudos que corroboram para o entendimento do planejamento 
financeiro e o orçamento empresarial, temas alvo desta apostila. 
 
 
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7 
 
 
 
1.2 O PAPEL DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO 
A administração financeira se utiliza de métodos e técnicas que devem ser 
aplicados em conjunto para gerenciar os recursos financeiros de uma empresa. 
A administração financeira, através de seu gestor, condiciona esse 
profissional a tomar uma série de decisões, entre elas o que diz respeito aos recursos 
financeiros. As principais questões que se configuram nestes casos são, por exemplo, 
diante de recursos disponíveis, como utilizá-los e, ao contrário, quando escassos, 
como obtê-los. 
O propósito do gestor é proporcionar à empresa os recursos necessários para 
suprir todas as suas operações, ou pelo menos parte significativa delas, sabendo 
que precisará tomar novas decisões dependendo da disponibilidade ou não desses 
recursos. 
Mesmo em cenários tão diversos, a dominância dos meios de comunicação, 
redes sociais, internet, ainda nos deparamos neste contexto contemporâneo, com 
empresas que não utilizam ferramentas contábeis nem têm gestão financeira, o que 
gera surpresa aos seus administradores e proprietários quanto à saúde financeira 
delas. 
Outro ponto a considerar é que ainda há resistência à modernização do 
processo produtivo e dos sistemas de informação gerencial por parte de alguns 
empresários, o que engessa os processos realizados pelos departamentos ou 
unidades de negócio, atrasa o processo decisório e impacta na eficiência e na 
eficácia dos recursos, acarretando maiores custos para a empresa. 
No que tange às empresas familiares, é comum verificar a falta de registro e 
de controle dos gastos faltando dados para a contabilidade, devido à falta de 
documentação comprobatória (nota fiscal, por exemplo). Também é comum a 
confusão entre o patrimônio familiar e o empresarial, que pode resultar em alto risco 
para ambas as partes e acarretar perda do patrimônio ou uso indevido do dinheiro 
da empresa. 
Independente do porte, seguimento ou modernidade na qual a empresa 
está inserida qualquer tomada de decisão efetuada pelos gestores de uma 
organização requer um planejamento, não importando se a ação a ser executada 
seja de curto, médio ou longo prazo. 
É fundamental para a sobrevivência das empresas que todo o projeto, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
 
desenvolvimento de novo produto ou serviço, ampliação, redução, seja 
apresentado de forma lógica e estruturada para que, com esse domínio, reduzam-
se riscos e contingências. 
Toda a decisão gerencial deve estar pautada em uma visão global da 
organização e de seu meio focando em seus fatores internos e externos 
(oportunidades e ameaças, forças e fraquezas), tendo como perspectiva de 
resultados àqueles direcionados aos objetivos empresariais. 
O papel do administrador financeiro é proporcionar à empresa os recursos 
financeiros necessários às suas operações, aplicando as sobras e captando as 
faltas. A figura 1 apresenta os processos de decisão relacionados ao papel do 
administrador financeiro. 
 
Figura 1: Processos de decisão relacionados ao papel do administrador financeiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
As empresas e os estabelecimentos precisam o tempo todo de recursos, seja 
para aquisição de máquinas e equipamentos, para a contratação de pessoas, seja 
para estruturar suas operações ou para sua expansão. Tomar decisões é o papel do 
gestor (ou administrador) financeiro nas organizações. 
É dele a responsabilidade de buscar oportunidades para manter o 
empreendimento saudável em um mundo de negócios cada vez mais competitivo. 
Cabe ao gestor financeiro captar e alocar capital visando maximizar a riqueza da 
empresa e o valor de suas ações. É dele as decisões sobre fontes e custos dos 
recursos, bem como a responsabilidade pelos riscos envolvidos. 
A tomada de decisões em resposta às oportunidades ocorre quando os 
gerentes buscam maneiras de aprimorar o desempenho organizacional para 
beneficiar clientes, funcionários e outros stakeholders (pessoas interessadas), e a 
que é baseada em resposta a ameaças ocorre quando eventos dentro ou fora da 
organização estão afetando adversamente o desempenho organizacional e os 
gerentes estão buscando maneiras de aumentar o desempenho, de forma ampla e 
geral e não apenas de uma determinada área da organização, deste modo a 
administração financeira se apresenta de modo interdisciplinar. 
De acordo com Moraes e Oliveira (2011, p. 57) “saberes em administração, 
contabilidade e economia devem estar em poder do gestor para que as decisões 
por ele tomadas sejam as mais eficientes e eficazes possíveis. 
Utilizando-se da interdisciplinaridade, o administrador financeiro é capaz de 
objetivar processos, delimitar ações, planejar estratégias e obter resultados 
esperados, Oliveira (2010, p. 14) destaca que a Administração Financeira “é uma 
atividade orientada por objetivos. As ações do administrador financeiro relativas à 
análise e ao planejamento financeiro, às decisões de investimento e às decisões de 
financiamentosdevem ser tomadas visando-se ao cumprimento dos objetivos dos 
proprietários da empresa, seus acionistas”. 
As decisões básicas da Administração Financeira envolvem o orçamento de 
Capital (trata basicamente do investimento de longo prazo da empresa e consiste 
basicamente em avaliar as oportunidades de investimento atrativas no mercado, 
sempre ponderando o retorno esperado e o risco envolvido (OLIVEIRA, 2010). 
A estrutura de Capital (consiste basicamente em como será composto o 
capital empregado pela empresa, seja este próprio e de terceiros) e a 
administração do Capital de Giro (trata da administração financeira de curto prazo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
 
da empresa, ou seja, preocupa-se com a administração dos ativos e passivos 
imediatos da empresa, tais como estoques, caixa, fornecedores, entre outros) 
(ROSS; WESTERFIELD; JORDAN, 2000). 
O papel do administrador financeiro é avaliar os resultados dos investimentos 
que realiza. Ao tomar essa decisão, ele deve verificar as taxas de retorno de acordo 
com os prazos. A partir disso, busca no mercado diferentes possibilidades para que 
possam manter sempre que possível a maior rentabilidade e liquidez. Isso nem 
sempre é possível, pois a rentabilidade máxima pode comprometer a liquidez. Essa 
é uma das decisões que o administrador deve tomar. 
Muitas empresas (cerca de 55%, segundo pesquisadores 
norteamericanos) confiam a tarefa de coordenar e dirigir o processo 
orçamentário diretamente a um dos executivos de primeira linha da 
área de finanças: geralmente, o tesoureiro ou o ‘controller’. Outras 
empresas preferem designar alguém para a função específica de 
diretor, gerente, ou coordenador de orçamentos. Outros, ainda, 
entendem proveitosa a constituição de uma Comissão de 
Orçamentos (Budget Committee), geralmente composta de um 
Coordenador de Orçamentos, o presidente da empresa e mais 
alguns poucosexecutivos de primeiro escalão administrativo 
(PASSARELLI; BOMFIM, 2004, p. 27). 
 
 
 
 Segundo Gitman (2010) o administrador financeiro deve proporcionar a 
empresa estratégias que façam aumentar seu patrimônio líquido e acrescenta: 
Para o autor, para que se possa entender como anda o desempenho da empresa 
dentro de um cenário tão competitivo e turbulento, é necessário acompanhar o 
seu fluxo e sua lucratividade líquida. 
Por isso, o administrador financeiro recebe a valiosa incumbência de 
assegurar o acompanhamento constante das finanças da empresa. Mas não se 
trata de apenas atualizar diariamente o fluxo de caixa, e, sim, de garantir sua 
análise. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
1.3 AS FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
O conhecimento acerca das teorias e ferramentas de gestão financeira e 
administrativa permitem aos gestores melhor domínio e controle dos custos da 
atividade, bem como das estratégias de preço tendo em vista os impactos 
esperados nas receitas dos empreendimentos. 
Gitman (2010) esclarece que o fluxo de caixa é essencial para a empresa e 
deve ser a primeira preocupação do administrador financeiro, tanto na gestão das 
finanças do dia a dia quanto no planejamento e na tomada de decisões 
estratégicas, para o autor o administrador financeiro tem a responsabilidade de 
gerir os negócios financeiros de uma empresa através de planejamento, liberação 
de crédito, avaliação de propostas e captação de recursos para as mais diversas 
operações (figura 2). 
Figura 2: Balanço patrimonial 
 
Fonte: Adaptado de Gitman (2010) 
 
A administração financeira é uma das áreas funcionais da administração que 
tem como principal objetivo a maximização do valor do negócio para os seus 
proprietários. Obtida através de decisões de investimento, de financiamento e da 
própria gestão operacional, é fundamental para quem assume responsabilidades 
de gestão, dominar algumas técnicas e métodos de forma a poder tomar decisões 
corretas na condução do seu negócio. 
As funções da administração financeira são: 
 
 O planejamento financeiro: “compreende estimar os recursos necessários 
para os planos da empresa, determinar as fontes desses recursos e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
estabelecer sua melhor aplicação” (CAMARGO, 2007, p. 18); 
 O controle financeiro ou controladoria: “conjunto de princípios, 
procedimentos métodos, que se ocupa da gestão econômica das 
entidades, com e sem fins lucrativos, tendo como finalidade torna-las mais 
eficazes” (SANTOS, 2012, p. 05); 
 A administração dos ativos e passivos: “pode ser definida como quatro 
conceitos-chave: 
 
I. liquidez, muito importante para qualquer instituição que aceita 
depósitos pois deve atender à necessidade de recursos instantâneos 
dos clientes; 
II. a estrutura de mercado futuro da taxa de juros, cuja forma e as 
expectativas para o curto e médio prazos impactam significativamente 
a estratégia de ALM aplicada no Banco; 
III. O perfil de maturação da carteira, sendo que a maturidade da carteira, 
o casamento entre ativos e passivos e a curva de juros, determinam o 
risco da taxa de juros total da carteira; inadimplência, que é o risco de 
exposição da instituição ao possível não pagamento; 
IV. inadimplência, que é o risco de exposição da instituição ao possível não 
pagamento” (CHOUDHRY, 2007, p. 170) 
 
Os ativos financeiros são uma possibilidade de negócios tanto para 
investidores, que negociam no mercado financeiro, quanto para empresas, que 
captam valores de terceiros para que possuam capital e capacidade de 
investimento. Os ativos financeiros representam uma parcela das possibilidades de 
negócios no mercado de capitais, tornando possível obter retorno financeiro, mas 
também se trata de um investimento arriscado, sendo necessário mensurar riscos e 
compreender o comportamento de investimentos de renda variável. 
A administração econômico-financeira tanto quanto as diretrizes do processo 
de produção são um dos mais importantes pilares das organizações, independente 
do segmento, é preciso que o gestor saiba administrar principalmente com o 
aumento da competitividade no mercado, nesta premissa Ferreira e Caetano 
(2017) acrescentam: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
 
Administração Financeira contribui para o sucesso dos negócios, pois, 
consegue evidenciar as decisões passadas, traduzindo-as em 
números através de suas ferramentas, projetando assim as próximas 
ações, pois, através delas terão meios de objetivar novos alvos para 
atingir ganhos mais condizentes com a realidade das empresas. 
Além disso, também nos permite analisar em tempo real se as 
decisões mais presentes podem ser reavaliadas e mudadas frente a 
uma situação emergencial (Ferreira e Caetano, 2017, p. 17). 
Nos mercados, o capital é o recurso que viabiliza todos os tipos de 
investimentos. Esses investimentos têm riscos inerentes e também retornos. Assim 
sendo, não existem capitais livres de riscos, mas existem capitais que podem não 
obter retorno. O que isso quer dizer? 
O grande desafio do administrador financeiro é ser capaz de coordenar, 
avaliar e monitorar a situação financeira - para uma melhor aplicação dos recursos 
através de dados; e analisar adequadamente os riscos envolvidos em uma tomada 
de decisão deste modo, “para serem bem-sucedidos, os administradores financeiros 
têm que se envolver com as mudanças que ocorrem, constantemente, no campo 
das finanças” (OLIVEIRA, 2010, p. 13). 
 
 
 
Para que os investimentos aconteçam, os investidores avaliam os retornos do 
projeto e o confrontam com os riscos do capital, ou seja, os riscos que formam o 
custo de uso de capital - que pode ser próprio (sócios) ou de terceiros (investidores 
e instituições financeiras). Além disso, nos mercados existem diferentes tipos de 
riscos, diferentes origens de capital e diferentes prazos de quitação dos recursos de 
financiamento. 
No mundo contemporâneo, competitivo e globalizado, cada vez mais se 
torna necessária a utilização de ferramentasque garantam a continuidade das 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
empresas no mercado. Dentro desse contexto, as empresas passam a buscar um 
eficiente controle administrativo, em que o administrador precisa utilizar de todas as 
ferramentas possíveis para a execução dos objetivos da empresa. 
A tomada de decisão no ambiente empresarial é feita sob condições de 
incertezas, pois todo projeto ou toda decisão de investimento são baseados em 
projeções de cenários, expectativas de custos, previsões de receitas. Ou seja, utiliza-
se valores futuros, que podem ou não acontecer. Com a possibilidade desses 
valores e resultados variarem, existe o risco. Assim, estudar como o risco e o retorno 
poderão comportar-se é essencial para auxiliar os gestores no processo de tomada 
de decisão, pois eles devem otimizar a relação entre risco e retorno, que serão 
abordados no capítulo a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. O que é administração financeira? 
a) É o conjunto de relatórios que identificam as operações de uma empresa. 
b) Trata-se de um conjunto de indicadores elaborados pelos diretores da empresa, 
auxiliados pelos gerentes de bancos, que levam à obtenção de resultados 
financeiros das empresas 
c) É o conjunto de métodos e técnicas que devem ser utilizados para gerenciar os 
recursos financeiros de uma empresa. 
d) São regras determinadas pela empresa para o controle das suas informações. 
e) Trata-se do controle do fluxo de caixa. 
 
2. A tomada de decisões é o processo pelo qual os gerentes reagem às 
oportunidades e ameaças, identifica-se neste processo o processo reativo dos 
gestores. Sobre tomada de decisões assinale a alternativa correta: 
a) A tomada de decisões em resposta às oportunidades ocorre quando os clientes 
buscam maneiras de aprimorar suas necessidades. 
b) A tomada de decisões em resposta às oportunidades ocorre quando os 
gerentes estão sempre tentando tomar boas decisões para aprimorar o 
desempenho comercial. 
c) A tomada de decisões em resposta a ameaças ocorre quando eventos dentro 
ou fora da organização estão afetando adversamente o desempenho 
organizacional e os gerentes estão buscando maneiras de aumentar o 
desempenho. 
d) É baseada em resposta a oportunidades e somente ocorre quando eventos fora 
da organização estão alterando o desempenho organizacional e sua margem 
de rentabilidade. 
e) A tomada de decisões em resposta a ameaças visa confrontar a alta direção 
quanto a necessidade tomar decisões de curto prazo, sobre objetivos. 
 
3. A administração dos ativos e passivos pode ser definida como quatro conceitos-
chave, são eles: 
a) Liquidez, a estrutura de mercado futuro da taxa de juros, o perfil de maturação 
da carteira e a inadimplência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
b) Controle do passivo, a estrutura de mercado futuro da taxa de juros, o perfil de 
maturação da carteira e a inadimplência. 
c) Liquidez, controle do passivo, o perfil de maturação da carteira e a 
inadimplência. 
d) Liquidez, controle do passivo, perfil dos acionistas e a inadimplência. 
e) Perfil dos acionistas, liquidez, a estrutura de mercado futuro da taxa de juros, e a 
inadimplência. 
 
4. São responsabilidades do administrador financeiro: 
a) Compreende estimar os recursos necessários para os planos da empresa, 
determinar as fontes desses recursos e estabelecer sua melhor aplicação. 
b) Emitir diversas declarações em favor da empresa e atestar a sua regularidade 
perante a Previdência Social e ao Fisco. 
c) A elaboração do conjunto completo das Demonstrações Contábeis, incluindo a 
Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado Abrangente 
e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 
d) Elaborar o Plano de Contas, mesmo que simplificado, considerando-se as 
especificidades e natureza das operações realizadas, contemplando as 
necessidades de controle de informações no que se refere aos aspectos fiscais e 
gerenciais. 
e) Realizar a escrituração contábil com observância aos Princípios de 
Contabilidade, aprovados pela Resolução CFC n.º 750/93, e em conformidade 
com as disposições contidas nesta Interpretação. 
 
5. Em algumas empresas a tarefa de coordenar e dirigir o processo orçamentário é 
realizada pelos executivos da alta direção, em outras estas funções é 
direcionada a qual profissional? 
a) Analista de compliance (conformidade). 
b) Gerente Legal. 
c) Controller. 
d) Faturista. 
e) Supervisor de contas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
 
6. Como diziam Kaplan e Norton: “O que não é medido não é gerenciado”, 
considerando critérios de medição e gerenciamento, o administrador financeiro 
deve dedicar-se a gestão eficaz de quais atividades abaixo relacionadas? 
a) Controle da Qualidade. 
b) Política de recursos humanos. 
c) Gestão de fornecedores. 
d) Controle de perdas. 
e) Contas a pagar e faturamento. 
 
7. Trata-se de um setor do departamento financeiro responsável pelo fluxo de 
caixas que a empresa tem, cuja atribuição fundamental é o controle diário das 
entradas e saídas do dinheiro, também é responsável por gerir as contas 
bancárias da companhia, já que uma parcela do movimento de caixa é 
realizada eletronicamente. 
a) Faturamento. 
b) Gestão de contas. 
c) Contabilidade. 
d) Tesouraria. 
e) Relação com bancos. 
 
8. Os demonstrativos financeiros tornam possível uma análise financeira, contábil, 
econômica e de alavancagem de uma organização, de forma a apresentar os 
resultados para os stakeholders da empresa, os resultados ou projeções da 
empresa, e subsidiar a tomada de decisão. Ciente das informações elencadas, 
com relação ao administrador financeiro, assinale a seu papel nas organizações. 
a) O papel do administrador financeiro é apresentar a empresa a necessidade de 
recursos humanos necessários às suas operações, aplicando regras de conduta 
e incentivos, 
b) O papel do administrador financeiro é proporcionar à empresa os recursos 
financeiros necessários às suas operações, aplicando as sobras e captando as 
faltas 
c) O papel do administrador financeiro é gerenciar a aquisição dos recursos 
materiais necessários às suas operações. 
d) O papel do administrador financeiro é proporcionar à equipe de vendas as 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
 
metas a serem alcançadas em um determinado período. 
e) O papel do administrador financeiro é definir, mensurar, analisar e propor 
soluções para os problemas que interferem no desempenho dos processos 
organizacionais, além de ajudar a estabelecer melhorias de qualidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
 
RISCO E RETORNO DE ATIVOS 
 
 
 
2.1 INTRODUÇÃO 
O entendimento da relação de risco e retorno é essencial para investidores e 
organizações financeiras que captam recursos financeiros, sendo que cabe ao 
tomador de decisão procurar aquela que maximize o seu valor investido. Para isso, 
existem diferentes opções no mercado, que combinam risco e retorno e podem ser 
compatibilizadas com diferentes perfis relacionados com o próprio ciclo de vida 
pessoal do investidor. 
A tomada de decisão no ambiente empresarial é feita sob condições de 
incertezas, pois todo projeto ou toda decisão de investimento são baseados em 
projeções de cenários, expectativas de custos, previsões de receitas. Ou seja, utiliza-
se valores futuros, que podem ou não acontecer. Com a possibilidade desses 
valores e resultados variarem, existe o risco. Assim, estudar como o risco e o retorno 
poderão comportar-se é essencial para auxiliar os gestores no processo de tomada 
de decisão, pois eles devem otimizar a relação entre risco e retorno. 
A relação Risco X Retorno é um dos conceitos mais importantes a ser 
compreendido para realizar corretamente análise sobre investimentos. Porém,na 
vida cotidiana nota-se que, grande parte dos investidores se atentam apenas para 
o retorno que um determinado investimento é capaz de proporcionar; sem dar a 
devida atenção nível de risco associado. 
Este capítulo aborda alguns elementos fundamentais da relação entre risco e 
retorno e do processo decisório envolvido, bem como os diferentes perfis de 
investidores e tipos de investimentos disponíveis no mercado financeiro. 
 
2.2 RISCO 
Ativos financeiros representam um investimento de capital realizado por 
investidores, dando, a estes, o direito ao recebimento de um pagamento futuro. Um 
exemplo de ativos financeiros são as ações. Esse tipo de investimento representa 
uma excelente oportunidade de negócios, mas também uma série de riscos. É 
Erro! 
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20 
 
 
 
necessário, dessa forma, projetar o risco de investimento de ativos financeiros. Os 
modelos de precificação de ativos possibilitam analisar o valor de um ativo 
financeiro por meio de previsões e cálculos, de modo a projetar os valores futuros 
para o presente. 
Várias empresas, ao realizarem um investimento, utilizam diferentes fontes de 
financiamento, seja de recursos próprios ou de recursos de terceiros. Esses recursos 
captados de diferentes fontes também contam com diferentes custos de capital, 
pois seus emprestadores têm diferentes perspectivas acerca dos riscos. 
É comum associarmos a palavra risco a cenários negativos, entretanto, em 
análise de investimentos, o risco faz parte do dia a dia sendo necessário conhecer 
quais seriam os mecanismos de ajuste e de defesa relacionados a ele. 
Os investidores, os investimentos e o mercado financeiro, como um todo, 
sofrem influências de diversos tipos de risco. Os riscos podem ocorrer de forma 
isolada ou combinada com outros que influenciarão o retorno e outras condições 
do investimento e as decisões de aplicação em relação aos ativos. Fatores como 
economia, política, ética, entre outros, podem influenciar de forma decisiva o 
comportamento desses ativos. 
Os conceitos iniciais ligados a riscos são elementares para o mundo das 
finanças e fazem parte da vida cotidiana dos seres humanos. A compreensão da 
diferença entre risco e incerteza é importante para tomada de decisão e análises 
no mercado financeiro. Compreender os fatores que fazem com que a 
subjetividade altere decisões envolvendo risco e incerteza permite que estudiosos 
mapeiem e compreendam porque as decisões não são 100% racionais. 
Para Gitman (2010) risco é a possibilidade de perda. Quanto mais certo for o 
retorno de um ativo ou de uma carteira de ativos, menor sua variabilidade e, 
portanto, menor seu risco. Considere o exemplo: um depósito numa caderneta de 
poupança é menos arriscado que apostar em corridas de cavalo, pois a primeira 
rende juros constantes mais uma taxa de juros pôr ano e são garantidos pelo 
governo federal. 
Em finanças, o risco é a oscilação da rentabilidade. O valor justo de um 
produto está ligado aos retornos futuros que este produto irá gerar aos seus 
financiadores. Então, o risco do produto é reflexo do risco de seus fluxos de caixa 
futuros. 
Os riscos aos quais os investimentos e as empresas estão sujeitos podem ser 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
 
divididos em dois grandes grupos: o risco econômico e o risco financeiro. 
 
 
 
2.1.1 Risco Econômico 
Segundo Woiler & Mathias (2008) o risco é intrínseco ao processo econômico 
e parte integrante da análise de um empreendimento, sendo impossível eliminá-lo 
por ser impossível prever os acontecimentos futuros e à incapacidade de se coletar 
todas as informações relevantes ao investimento. 
O risco econômico está intimamente associado ao tipo de operação da 
empresa, ao tipo de produto e às características de sua procura, já que este é o 
risco oferecido por sua atividade e setor de atuação e suas oscilações ficam sujeitas 
a forças externas, cuja origem pode estar relacionada a situação econômica do 
pais e do mundo. Portanto, “...o risco econômico corresponde à estrutura de ativos 
da empresa, resultado de suas atividades e o risco financeiro corresponde à 
estrutura das fontes de recursos, principalmente em termos de endividamento” 
(SANVICENTE, 1987). 
 
2.1.2 Risco Financeiro 
 
Além de incluir o risco econômico, o risco financeiro é determinado pelo uso 
do capital de terceiros, que exige remuneração fixa e prioritária em face da 
remuneração do capital dos acionistas. O risco financeiro é um conceito bastante 
amplo e envolve outras questões relacionadas à incerteza e a eventos futuros. 
Segundo Gitman e Joehnk (2005), o risco financeiro é aquele ligado ao grau de 
incerteza do pagamento atribuível à composição de passivo e patrimônio líquido 
que é usada para financiar um negócio. Com isso, quanto maior for a proporção 
de dívida utilizada para o financiamento de uma empresa, maior será o seu risco 
financeiro relacionado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
Assim, o risco financeiro subdivide-se em diversas categorias, dentre as quais 
cabe destacar o risco de mercado (decorre da variabilidade dos preços e produtos 
e das variáveis externas que afetam estes dois itens) e o risco de crédito (não 
recebimento de créditos concedidos). 
Assim, as decisões relacionadas a investimentos devem considerar o risco 
econômico com base no lucro operacional (relacionado ao resultado gerado pelos 
ativos antes das despesas financeiras), e o risco financeiro, com base na 
composição do capital (relacionado ao custo de captação do capital necessário 
para financiar a operação, seja capital de terceiros ou capital próprio), no quadro 
01 estão representadas as principais características de risco econômico e 
financeiro. 
 
Quadro 1: Principais características de risco econômico e financeiro 
Risco Econômico Risco Financeiro 
Refere-se diretamente à atividade 
operacional da organização e ao seu 
mercado. 
É considerado com base no lucro 
operacional (ativos antes das despesas 
financeiras) 
Envolve decisões de investimentos. 
Ocorre antes da função financeira, 
independentemente da forma como a 
empresa é financiada. 
Envolve sazonalidade, tecnologia, alterações 
em demanda, variações macroeconômicas, 
etc. 
Leva em conta o grau de incertezas 
associado aos rendimentos de investimento e 
à sua capacidade de pagar retornos 
prometidos ou esperados. 
Envolve decisões de financiamento. 
É considerado com base no custo de 
captação e no custo de capital próprio. 
Envolve liquidez e solvência. 
Refere-se diretamente às decisões de 
financiamento. 
Está ligado ao grau de incerteza do 
pagamento atribuível à composição de 
passivo e patrimônio líquido e que é 
usada para financiar um negócio. 
Subdivide-se em diversas categorias, 
como o risco de mercado e o risco de 
crédito. 
Fonte: Elaborado pelo autor (2020) 
 
Para Menezes (2012), em um processo de tomada de decisão, são feitas 
escolhas, e, para tanto, é necessário que os tomadores de decisão disponham de 
um corpo teórico de informações que será utilizado na formação das alternativas e 
na determinação das escolhas. Inicialmente, nas decisões dentro dos estudos 
relacionados à teoria econômica, tanto o risco quanto a incerteza eram 
simplesmente ignorados, sendo que os eventos eram explicados pela tríade acaso, 
sorte ou azar. 
Menezes (2012) salienta que, quando uma pessoa decide tomar uma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
 
decisão objetivamente, é possível calcular a probabilidade de realização de um 
determinado evento. Já no caso da subjetividade, não existe uma base objetiva, 
porém, mesmo com uma base subjetiva, é possível que exista a tomada de 
decisão. 
Contudo, se a pessoa que está tomando a decisão não possui qualquer 
elemento para estimar a probabilidade, seja ela objetiva ou subjetiva, entrará em 
um processo de incerteza. Isso ocorre porque, nesse caso, não existe qualquer 
condiçãode previsibilidade (MENEZES, 2012). 
O risco de um investimento é composto por dois fatores: há os riscos não 
sistemáticos ou diversificáveis, e os riscos sistemáticos ou não diversificáveis, os quais 
serão apresentados a seguir. 
 
 
 
2.1.3 Risco Sistemático e Risco não Sistemático. 
Os riscos sistemáticos ou não diversificáveis afetam todos os ativos, todo o 
mercado. Decorrem de fatores não controláveis como clima, guerra, inflação, 
atentados e outros de natureza semelhante. 
O risco Sistêmico é aquele que afeta a economia de uma forma geral. 
Podemos dar como exemplo um colapso no sistema financeiro ou de capitais, uma 
grande variação na taxa de juros ou mesmo nas taxas de câmbio. Este tipo de risco 
é extremamente difícil de ser reduzido pois afeta a economia como um todo. 
O risco não diversificável, é o risco de afetar todas as empresas, não sendo 
especifico de um setor da economia ou uma empresa isoladamente. Fatores como 
crises econômicas, inflação e guerras são as principais razões da existência deste 
risco. Por afetar todas as empresas, não é possível diversificar esta parcela de risco. 
Risco sistêmico é todo risco que não pode ser diminuído por ação isolada de 
nenhuma empresa. Em outras palavras, não há nada que se possa fazer, pois 
envolve questões macroeconômicas. Já o risco não sistêmico é todo o risco que 
pode ser diminuído pela empresa. Os riscos sistêmicos podem ser minimizados uma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 
 
vez que afetam apenas determinado setor. Um investidor que possua investimentos 
no ramo da construção civil, seja em ativos reais ou através de ações de alguma 
incorporadora irá sofrer as consequências de uma greve de trabalhadores desta 
área por exemplo. 
De forma geral, podemos dizer que o risco sistêmico é ocasionado por uma 
instabilidade catastrófica no sistema financeiro que afete os grandes players do 
mercado financeiro. Os bancos e as demais instituições financeiras são 
extremamente interligados. O pedido de falência de uma instituição ou grupo 
financeiro pode desencadear uma falência generalizada dos demais bancos. 
Risco diversificável envolve o risco individual que um investimento oferece à 
carteira, seja relativo à empresa, segmento, mercado ou país alvo do investimento. 
Esta parcela de risco abrange fatores internos da empresa que podem 
comprometer os retornos de seus ativos. 
Por exemplo: greves, nova legislação, ações judiciais, incêndio em fábrica, 
etc. É possível diminuir este risco através da não concentração de recursos em um 
só investimento ou uma empresa: quanto mais o portfólio for diversificado em 
diferentes investimentos e segmentos, menor o risco diversificável e, portanto, menor 
o risco total do portfólio. 
A diversificação de ativos é capaz de reduzir o risco total de investimentos, 
pois é possível escolher investimentos que possuam consequências inversas aos 
fatos futuros. Por exemplo, você não sabe se no ano que vem irá fazer calor ou frio. 
Investir apenas em uma fábrica de aparelhos de ar-condicionado (e torcer para 
fazer calor) ou apenas em uma fábrica de cobertores (e torcer para fazer frio) não 
elimina o risco de o resultado ser o oposto do esperado. Por outro lado, investir um 
pouco em cada uma destas fábricas e, assim, fabricar ambos os produtos, elimina, 
em grande parte, o efeito de o clima ser adverso ao previsto. 
Os riscos não sistemáticos são os riscos do empreendimento, riscos do 
negócio e riscos país, e podem ser mitigados (ter seus efeitos reduzidos) por 
decisões do investidor. 
 
2.1.4 O risco total da carteira de investimento 
Na compreensão do risco total que atua sobre os investimentos, as empresas 
e o mercado financeiro, de forma geral, dois conceitos são essenciais: Os riscos não 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
 
sistemáticos ou diversificáveis sistemático e risco sistemático, os quais 
compreendemos nesta unidade de aprendizagem. Cada um deles é promovido 
por diferentes fontes, sendo capazes de afetar o valor dos investimentos de 
diferentes formas. Além disso, requerem um tratamento diferenciado, envolvendo 
questões, como a diversificação e suas possibilidades de mitigação de riscos, 
análises de mercado e outras técnicas utilizadas. Para completar o cenário, existe, 
ainda, a possibilidade de ocorrência de eventos inesperados, que também podem 
influenciar os retornos esperados dos ativos, assim as decisões financeiras de longo 
prazo são influenciadas pelo risco total. 
 
Figura 3: Decisões financeiras de longo prazo custo capital 
 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Segundo Gitman (2010) a avaliação do grau de risco associado a um ativo 
isoladamente é comumente realizada por meio da análise de sensibilidade e pelas 
distribuições de probabilidade. Neste contexto, Higgins (2014, p. 338) define o risco 
total de um investimento como a gama de possíveis retornos, podendo ser estimado 
para os ativos negociados como o desvio padrão dos retornos e pode ser evitado, 
em certa medida, por meio da diversificação, no gráfico 01 o autor apresenta a 
composição do risco total. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
 
Figura 4: Risco Total = Risco Sistemático + Risco Não Sistemático 
 
Fonte: Higgins (2014) 
 
Através da representação gráfica verifica-se a soma do risco sistemático e o 
não sistemático, resultando no risco total. 
A principal diferença entre o risco sistêmico e não sistêmico é que os riscos 
não sistêmicos podem ser reduzidos através da correta diversificação dos 
investimentos. Em contrapartida, o risco sistêmico não é possível fazer alguma 
proteção. 
Já o Risco Não Sistêmico refere-se a uma empresa ou setor em específico. Os 
riscos sistêmicos podem ser minimizados uma vez que afetam apenas determinado 
setor. Um investidor que possua investimentos no ramo da construção civil, seja em 
ativos reais ou através de ações de alguma incorporadora irá sofrer as 
consequências de uma greve de trabalhadores desta área por exemplo, deste 
modo os tipos de risco precisam ser conhecidos para a empresa possa mitiga-los. 
No dia a dia das empresas, o risco é um fator sempre presente. As decisões 
sobre o que fazer antes de os riscos acontecerem podem definir o resultado positivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
 
ou negativo da empresa. Buscar eliminar todos os riscos pode não ser a melhor 
opção. Isso acontece porque, na maioria dos casos, o que se faz é trocar um tipo 
de risco por outro. 
Diversificar os negócios significa ampliar a alocação dos investimentos, a fim 
de mitigar riscos individuais de um segmento ou empresa. Para que a diversificação 
seja eficiente, o portfólio deve conter ativos com baixa correlação entre si. 
A distinção entre um risco sistemático e um risco não sistemático nunca é tão 
exata quanto aparenta ser, pois mesmo a menor e mais particular notícia sobre 
uma empresa pode trazer consequências para a economia. 
No mundo dos investimentos, existem vários tipos de riscos para o capital de 
qualquer investidor, e nem sempre é possível evitar tais riscos, o quadro 02 
apresenta alguns riscos bem conhecidos em finanças. 
 
Quadro 2: Fontes populares de risco para administradores financeiros e acionistas 
Fonte de risco Descrição 
Riscos específicos da empresa 
Risco operacional A possibilidade de que a empresa não seja capaz de cobrir seus 
custos operacionais. Seu nível é determinado pela estabilidade 
das receitas da empresa e pela estrutura de seus custos 
operacionais (fixos versus variáveis). 
Risco Financeiro A possibilidade de que a empresa não seja capaz de fazer frente 
a suas obrigações financeiras. Seu nível é determinado pela 
previsibilidade dos fluxos de caixa operacionais da empresa e por 
suas obrigações financeiras de custo fixo. 
Riscos específicos dos acionistas 
Risco de taxa de 
juros 
Refere-se à possibilidade de que variações na taxa de juros 
afetem negativamente o valor de um investimento.Na maioria 
das vezes, os investimentos perdem valor quando a taxa de juros 
sobe e ganham valor quando a taxa de juros se reduz. 
Risco de liquidez A possibilidade de que um investimento não possa ser facilmente 
liquidado a um preço razoável. A liquidez é afetada de modo 
significativo pela extensão e profundidade do mercado em que 
um investimento costuma ser negociado. 
Risco de mercado: Tem por característica básica a possibilidade de redução do valor 
de mercado de um ativo acarretado por instabilidades no 
mercado, independentes do ativo, como eventos econômicos, 
políticos e sociais. Quanto mais o valor do ativo reage às 
instabilidades do mercado maior o risco envolvido no investimento 
Riscos conjuntos: empresas e acionistas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
 
Risco de evento: Está relacionado a situações inesperadas que podem interferir no 
valor da empresa ou de um ativo específico. Geralmente, os 
eventos inesperados afetam setores específicos ou pequenos 
grupos de acionistas. 
Risco de câmbio Refere-se à possibilidade de flutuações na taxa de câmbio 
interferirem nas negociações empresariais com fluxos de caixa 
futuros previstos, já que tais flutuações podem mudar o valor da 
empresa e das ações negociadas. 
Risco de poder 
aquisitivo 
A possibilidade de que uma mudança nos níveis de preços 
causada pela inflação ou deflação possa afetar negativamente 
os fluxos de caixa e o valor da empresa ou investimento. 
Normalmente empresas ou investimentos cujos fluxos de caixa se 
movam de maneira semelhante aos níveis gerais de preços 
apresentam baixo risco de poder aquisitivo, enquanto aquelas 
cujos fluxos de caixa não acompanhem os níveis gerais de preço 
apresentam elevado risco de poder aquisitivo. 
Risco de tributação Refere-se a empresas e ativos que são influenciados por 
alterações na legislação tributária. A possibilidade de que 
sobrevenham mudanças desfavoráveis na legislação tributária. 
Empresas e investimentos cujo valor seja sensível a mudanças da 
legislação tributária são mais arriscados. 
Risco moral Os investimentos, investidores e todo o mercado financeiro estão 
sujeitos a um outro tipo de risco bastante difícil de ser definido, 
que é conhecido como risco moral. Santana e Oreiro (2017) 
definem que o risco moral diz respeito a uma situação em que o 
agente (que no caso é a instituição financeira) toma a decisão 
de assumir determinado risco, mas as perdas associadas a esse 
risco acabam recaindo sobre outro agente, no caso, o próprio 
governo. 
Fonte: Adaptado de Gitman (2010) 
 
Pereira (2014, p. 12) acrescenta que “o risco de mercado decorre de 
mudanças no cenário econômico e influencia todas as instituições. Subdivide-se em 
risco da variável econômica (taxa de juros e taxa de câmbio) e risco de liquidez, ou 
seja, capacidade de honrar compromissos no vencimento” deste modo, o autor 
apresenta o risco de mercado com suas subáreas 
Identificadas as subáreas, o autor reitera que as subáreas do risco de 
mercado e do risco de crédito são bastante elucidativas para a compreensão 
dessas dimensões de risco total, deste modo o conhecimento da estrutura do 
mercado financeiro e o acompanhamento da evolução dos riscos é fundamental 
para que o administrador financeiro possa tomar a decisão de assumir ou transferir 
os riscos de um investimento, o que está diretamente relacionado ao retorno 
esperado (PEREIRA, 2014). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 
2.3 INCERTEZA 
As incertezas do mercado financeiro são muitas e podem afetar os 
investimentos, aumentar os riscos oferecidos aos investidores e os rendimentos que 
terão em relação ao valor aplicado. As fontes de risco podem ser derivadas de 
uma combinação ou de um tipo específico de risco ou de uma combinação deles. 
Assim, um investidor deverá levar isso em conta na hora de escolher um 
investimento. 
A incerteza é uma situação de dúvida ou insegurança de resultados, sem 
forma de quantificar possibilidades de situações positivas ou negativas. 
Alguns conceitos fazem parte naturalmente da vida das pessoas e é preciso 
que sejam entendidos de maneira geral para serem compreendidos em relação à 
área de investimentos. Conforme Securato (2012), o risco, a incerteza e a certeza 
são conceitos que fazem parte desse grupo, já que as pessoas levam a vida 
basicamente voltada para o futuro. Com isso, a maioria está habituada a 
condições que envolvem risco e incerteza. 
 
 
 
2.4 DIFERENÇA ENTRE RISCO E INCERTEZA 
A incerteza está relacionada ao conhecimento das probabilidades ou 
chances de correrem certos resultados. O risco ocorre quando quem toma as 
decisões da aplicação de um ativo pode estimar as probabilidades relativas a 
vários resultados, com base em dados históricos, o que chamamos de distribuições 
probabilísticas objetivas. Quando não se tem dados históricos e precisa fazer 
estimativas aceitáveis, ou seja, distribuições probabilísticas subjetivas, lidamos com a 
incerteza. 
Menezes (2012) aponta dois caminhos possíveis em relação à incerteza, o uso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
de uma estimativa baseada em experiência pessoal ou mera intuição, e outro 
fundamentado na confiança que a pessoa tem em sua estimativa. 
Segundo Neto e Lima (2009)“o risco no mercado financeiro pode ser 
entendido como a probabilidade de perda em razão de uma exposição ao 
mercado. As perdas no mercado financeiro podem decorrer de diversos eventos, 
principalmente aqueles relacionados às variações nas taxas de juros e nos preços 
de mercado”, para o autor sempre haverá incertezas no mercado financeiro. 
 
 
 
Há ainda que se diferenciar os tipos de comportamento dos agentes com 
relação ao risco, estes podem ser avessos, neutros e arrojados com relação às 
situações que envolvem risco. 
 
 
 
Os investidores avessos ao risco, procuram o menor risco possível, medido 
pelo desvio-padrão da distribuição de probabilidades dos fluxos futuros, dado o 
valor esperado de retorno, conforme veremos a seguir. 
 
2.5 RETORNO 
Risco e retorno estão intimamente ligados, ou seja, o investidor precisa tornar 
o risco o menor possível para fazer com que o retorno seja o maior possível. 
Os investidores neutros ao risco são indiferentes ao recebimento de um 
retorno garantido ou de um retorno incerto que apresente o mesmo valor esperado 
de retorno. E por fim, os investidores arrojados que preferem assumir maiores riscos, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
 
se estes lhes trouxerem maior retorno associado. 
Em todo investimento, três fatores devem ser analisados, o risco, o retorno e a 
liquidez. 
O retorno é a rentabilidade ou a variação do capital ao longo do tempo, 
Saurin (2017)apresenta a maneira usada para calcular o retorno: 
 
 
 
 
Onde: 
kt é a taxa observada, exigida ou esperada de retorno no período t; 
Pt é o preço corrente; 
Pt – 1 é o preço no período anterior; 
Ct é qualquer fluxo de caixa produzido pelo investimento. 
 
Esta equação é usada para obter o resultado da taxa de retorno em um 
determinado período que poderá ser tanto curto, como um dia, ou longo, como 
uma década ou mais. Contudo, na maioria das vezes, t equivale um período de um 
ano e k, consequentemente, representa uma taxa anual de retorno (Saurin, 2017). 
Na prática, as decisões financeiras não são tomadas em ambiente de total 
certeza com relação a seus resultados. Por estarem essas decisões 
fundamentalmente voltadas para o futuro, é imprescindível que se introduza a 
variável incerteza como um dos mais significativos aspectos do estudo das 
operações do mercado financeiro. 
O método do prazo de retorno, também chamado prazo de recuperação 
do investimento, embora tenha falhas, é utilizado com frequência em virtude de sua 
aparente objetividade. O prazo de retorno fornece um número de períodos do fluxo 
de caixa em questão nos quais o somatório dos benefícios se iguala ao somatório 
dos custos. O prazo de retorno é muitoutilizado pelo fato de os investidores, muitas 
vezes, não preferirem a melhor alternativa, isto é, a de maior lucro, mas sim a de 
menor prazo de recuperação do investimento, fato que limita o risco e possibilita 
que o dinheiro retornado seja empregado em outros investimentos. 
 
1
1


t
ttt
t P
PPC
k
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 
 
 
2.6 A ESCOLHA ENTRE RISCO E RETORNO 
Para que os investimentos se tornem analisáveis e viáveis, o investidor precisa 
analisar os custos de capital - seja ele próprio ou de terceiros. Os custos representam 
os riscos inerentes aos investimentos, somados aos retornos que os seus proprietários 
desejam obter. 
O entendimento da relação do risco e retorno é essencial para investidores e 
organizações financeiras que captam recursos financeiros. 
Cabe ao tomador de decisão procurar aquela relação que maximize o seu 
valor investido. Para isso, existem diferentes opções no mercado que combinam 
risco e retorno e que podem ser compatibilizadas com variados perfis relacionados 
ao próprio ciclo de vida pessoal do investidor. Esses investidores também precisam 
compreender que é possível e necessário comparar investimentos, títulos com maior 
e menor exposição ao risco e outros fatores essenciais ao processo decisório. 
O risco está associado à capacidade de se mensurar determinado estado 
de incerteza de uma decisão. 
Esse estado de incerteza pode ser associado a uma probabilidade ligada à 
ocorrência de um resultado ou valor. 
Nessas análises de probabilidade é que o investidor irá avaliar a possibilidade 
de ocorrer determinado evento. Esses eventos, por sua vez, podem estar ligados, 
por exemplo, à avaliação do risco em certo tipo de investimento. 
Observando a dispersão dos resultados esperados desses investimentos é 
possível determinar o risco: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
 
Figura 5: Resultados ou retornos esperados de um investimento 
 
Fonte: adaptado de Gitman e Joehnk (2005)e Ross et al (2015) 
 
Observe no gráfico acima que quanto maior a dispersão (variação nos 
resultados) de determinado ativo, maior o seu risco. Então, esse ativo precisa 
oferecer um retorno maior para que se torne atrativo, essa afirmativa pode ser 
melhor compreendida através do gráfico a seguir. 
 
Figura 6: Dispersões associadas ao risco de um investimento 
 
Fonte: adaptado de Gitman e Joehnk (2005)e Ross et al (2015) 
 
Os dados representados no gráfico 03 ilustram que os investimentos plotados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
 
no ponto A têm um retorno esperado maior que os investimentos representados 
pelo ponto B., contudo, observe que é o ponto B que se encontra acima da linha 
do mercado, ou seja, são estes investimentos que estão oferecendo um retorno 
maior do que os de mesmo risco. O retorno dos investimentos, representado pelo 
ponto A, apesar de maior do que o do ponto B, está abaixo dos investimentos com 
risco semelhante. Conclusão: B oferece retorno acima de seu risco, enquanto A, 
apesar de oferecer retorno maior do que B, está abaixo do seu próprio nível de 
risco. Nestas condições, a melhor opção é o investimento B. 
O gráfico 03 apresenta que, quanto menor a dispersão, menor o risco. Assim, 
esses investimentos mais dispersos, acabam por oferecer menores retornos em 
função da segurança que oferecem aos seus investidores, e consequentemente 
menores riscos. 
Brigham & Houston (1999, p. 162) esclarecem que “quanto mais estreita a 
distribuição de probabilidades dos retornos futuros esperados, menor será o risco de 
um dado investimento”. 
Gitman (2010, p. 209) salienta que “para desenvolver uma distribuição de 
probabilidades contínua é preciso contar com dados sobre um grande número de 
ocorrências históricas de um determinado evento” , deste modo ao desenvolver 
uma distribuição de frequência na qual seja indicado quantas vezes cada resultado 
ocorreu em um determinado intervalo de tempo é possível converter os dados em 
uma distribuição de probabilidades. 
Dessa forma, não existem capitais livres de riscos, mas há capitais que podem 
não obter retorno. Além disso, nos mercados existem diferentes tipos de riscos, 
diferentes origens de capital e diferentes prazos de quitação dos recursos de 
financiamento. 
 
 
 
O retorno esperado de uma carteira é simplesmente uma média ponderada 
dos retornos esperados dos títulos individuais que a compõem. E a aplicação do 
conceito de correlação se traduz em uma importante ferramenta para o processo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
 
de redução do risco de uma carteira, por meio de uma diversificação dos retornos 
esperados. 
Os investidores, os investimentos e o mercado financeiro, como um todo, 
sofrem influências de diversos tipos de risco. Os riscos podem ocorrer de forma 
isolada ou combinada com outros que influenciarão o retorno e outras condições 
do investimento e as decisões de aplicação em relação aos ativos (gráfico 04). 
Fatores como economia, política, ética, entre outros, podem influenciar de forma 
decisiva o comportamento desses ativos. 
 
Figura 7: A escolha entre risco e retorno. 
 
Fonte: Higgins (2014, p. 294) 
 
A escolha por um investimento é realizada por meio de um processo 
decisório que tem diferentes etapas, as quais devem considerar o mercado, o 
retorno e os risos . Por meio dessas etapas, são tratadas questões como a busca 
pela diminuição dos riscos e a obtenção dos melhores retornos possíveis. 
Para a definição de uma política de investimentos, não basta conhecer 
apenas o retorno dos investimentos. É necessário também conhecer o risco 
envolvido, como este influencia o valor do investimento ao longo do tempo e, por 
consequência, as decisões dos investidores, que naturalmente buscam alternativas 
para mitigação dos riscos. 
Afinal, existem diferentes tipos de investimento disponíveis no mercado, cada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 
um com uma combinação de risco e retorno. 
 
2.7 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) 
Para a realização de projetos e investimento nas organizações, é necessário 
identificar se há viabilidade financeira nos projetos. Para isso, existem alguns índices 
que possibilitam mensurar o retorno de um investimento. 
A Taxa Interna de Retorno (TIR) “é a taxa de desconto que iguala o VPL de 
uma oportunidade de investimento a zero (isso porque o valor presente das 
entradas de caixa iguala-se ao investimento inicial) ” (GITMAN, 2010, p. 371). 
A Taxa Interna de Retorno (TIR), vem do inglês Internal Return Rate (IRR), e é 
um fórmula matemática-financeira utilizada para calcular a taxa de desconto que 
teria um determinado fluxo de caixa para igualar a zero seu Valor Presente Líquido 
(VPL). Em outras palavras, seria a taxa de retorno do investimento em questão, e é 
representada pela equação: 
 
 
ou 
 
 
Em que F significa o fluxo de caixa de cada período e o t é o período em 
questão. Assim que o estamos vendo é cada fluxo de caixa ser dividido pela TIR 
elevada ao seu respectivo período, visto que os juros, neste caso, são compostos. E 
tudo isso deve ser igual a zero. Caso a TIR seja maior que a taxa de desconto 
predeterminada, o empreendimento será economicamente viável. 
A TIR é bastante utilizada para medir a viabilidade de projetos de 
investimentos. Sua base de comparação é a taxa mínima de atratividade (TMA), 
ela possibilita mensurar o percentual de retorno de um determinado projeto ou 
investimento de uma organização. Esse índice pode indicar a taxa de crescimento 
de um projeto e a sua viabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
 
O fluxo de caixa é uma forma gráfica representativa das entradas e saídas 
de um projeto (gráfico 5). Essas entradas representam os ganhos e são 
apresentadas com setas direcionadas para o alto; já quanto às saídas, as setas 
estarão direcionadas para baixo. Essas entradas e saídas são dispostas em uma 
linha de tempo (n).Figura 8: Representação gráfica do fluxo de caixa 
 
Fonte: Gitman (2010) 
 
Conforme Gitman (2010, p. 211)“o fluxo de caixa é o sangue que corre pelas 
veias da empresa e, portanto, uma determinante fundamental do valor do 
negócio”. 
Dentro da planilha do fluxo de caixa, o saldo inicial corresponde ao valor 
disponível no início do período, ou seja, ao dinheiro que está no caixa, somado aos 
saldos das contas correntes disponíveis para saque. Já o saldo operacional, 
corresponde ao total de entradas menos o total de saídas. É, portanto, o saldo de 
caixa referente exclusivamente ao período, sem considerar o saldo anterior que 
estava disponível. 
Assim, a ferramenta Fluxo de Caixa tem como objetivo possibilitar à empresa 
uma visão ampla de suas finanças, a fim de analisar os fatos ocorridos para a 
tomada de decisões, bem como proporcionar à organização a possibilidade de 
projetar suas finanças para o futuro, capacitando o administrador para realizar a 
execução de aplicações ou captações de recursos com a maior vantagem 
possível. 
A inclusão do pró-labore que, no caso de um fluxo de caixa individual, 
corresponde ao dinheiro do empreendimento que é retirado para uso pessoal do 
empreendedor, deve ser feita na “saída”. As vendas à vista, os cheques pré-
datados que se tornem disponíveis ao longo do período, os créditos de contas a 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
 
receber como, por exemplo, os depósitos de clientes, devem ser colocados na 
“entrada”. 
O total de entradas é a soma simples da “entrada” que corresponde 
basicamente ao dinheiro novo que entrou em caixa ao longo do período. 
Assim, como o fluxo de caixa, outro elemento essencial em análise de 
investimentos é a taxa mínima de atratividade (TMA). 
Segundo Puccini (2011, p. 164), “em geral, a taxa de atratividade é o custo 
de capital da empresa ou ainda o retorno médio obtido pela empresa em suas 
atividades”. Pode-se considerar a TMA como a taxa que, comparada à TIR, 
possibilitará ao investidor manter o projeto ou desistir dele. 
 
2.8 VANTAGENS DE DESVANTAGENS DA TIR 
 VANTAGENS - A grande vantagem é permitir que todo projeto se resuma a 
um único número: a sua rentabilidade intrínseca. Por isso o critério continua 
sendo tão usado. Outra vantagem é que, no mercado financeiro, quase 
todos os fluxos de caixa dos investimentos possuem uma única inversão de 
sinal. 
 DESVANTAGENS - A principal desvantagem é o risco de se usar o critério 
quando há mais de uma inversão de sinal. Nesse caso, pode-se encontrar 
várias TIRs positivas. Usando uma delas, você estará incorrendo em erro. 
 
De forma geral podemos dizer que quanto maior a TIR, melhor é a 
expectativa de um investimento ter sucesso, Gitman (2010) corrobora para este 
entendimento ao afirmar que: 
Em termos puramente teóricos, o VPL é a melhor abordagem ao orçamento 
de capital, por diversas razões. Sobretudo, o uso do VPL pressupõe de forma 
implícita que quaisquer entradas de caixa intermediárias geradas por um 
investimento sejam reinvestidas ao custo de capital da empresa. O uso da TIR 
pressupõe reinvestimento à frequentemente elevada taxa especificada pela TIR. 
Como o custo de capital tende a ser uma estimativa razoável da taxa a que a 
empresa pode, efetivamente, reinvestir as entradas de caixa intermediárias, usar o 
VPL, a uma taxa de reinvestimento mais conservadora e realista, é preferível, em 
tese (GITMAN, 2010, p. 378). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
A taxa interna de retorno (TIR), por exemplo, mensura se um investimento é 
viável, considerando o valor presente líquido (VPL) e a taxa mínima de atratividade, 
a partir dos valores investidos ao longo do tempo. Desse modo, é possível considerar 
a viabilidade de um investimento por meio da análise de uma métrica que avaliará 
o seu percentual de retorno. 
A TIR representa um dos indicadores mais utilizados para mensurar a 
viabilidade de projetos, investimentos e até mesmo novos empreendimentos. A 
ferramenta apresenta características únicas e auxilia os empreendedores a verificar 
se é adequado ou não, sob o ponto de vista financeiro, realizar os investimentos de 
negócios. 
 
2.9 USO DA TIR EM PROJETOS DE INVESTIMENTO. 
O método de análise da viabilidade de um projeto de investimento por meio 
da TIR é compreendido pela comparação desta com a TMA. 
Quando a TIR for superior à TMA, significa que o projeto é viável, pois a TMA é 
a taxa de desconto do VPL e, como visto, a TIR é a taxa que transforma o VPL em 
zero (TIR > TMA). 
Caso a TIR seja menor que a TMA do projeto de investimento, ele se torna 
inviável pois seu VPL será zero (TIR < TMA). 
Gitman (2010, p. 371)afirma que: “esses critérios garantem que a empresa 
receba, pelo menos, o retorno requerido. Tal resultado deve aumentar seu valor de 
mercado e, portanto, a riqueza de seus proprietários”. Já para a análise de risco do 
projeto de investimento a premissa básica é: quanto mais próxima a TIR estiver da 
TMA, maior será o risco inerente ao projeto de investimento. 
Uma das principais vantagens da TIR é considerar o valor do dinheiro no 
tempo e, de forma prática, gerar um valor em percentual, facilitando sua 
comparação com outras taxas de mercado. Em contrapartida, ela apresenta um 
cálculo não muito simples e pressupõe que todos os fluxos de caixa serão aplicados 
por ela mesma, o que na prática não ocorre. Além disso, não tem muita usabilidade 
em fluxos de caixas mais complexos, gerando inúmeras taxas de retorno e deixando 
a tomada de decisão confusa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
2.10 ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO PARA CADA TIPO DE INVESTIDOR 
Estudar a relação entre o risco e o retorno é vital para que os agentes 
possam embasar suas decisões de investimento, pois, otimizando essa relação, os 
gestores podem obter resultados melhores e com menor margem de erro. 
A compensação entre risco e retorno faz parte de muitas decisões 
financeiras pessoais. O investidor usará os conceitos de risco e retorno ao escolher 
instrumentos de poupança, comprar imóveis, financiar compras de grande valor, 
contratar seguros, investir em títulos e incrementar planos de aposentadoria. É 
fundamental, portanto, saber como medir adequadamente a taxa de retorno e o 
risco envolvido. Embora seja difícil medir com precisão o risco e o retorno, é possível 
ter uma ideia do que representam e, assim, tomar decisões com base na 
compensação entre eles à luz de sua inclinação pessoal em relação ao risco. 
Dentro do mercado financeiro, ao assumir grandes riscos, implicitamente, 
assume-se também a possibilidade de grandes retornos. Isto não significa, porém, 
que o retorno esteja garantido, apenas que há a possibilidade de se ter uma boa 
remuneração. No geral, quando estratégias de investimento são comparadas umas 
às outras, risco e retorno tendem a caminhar juntos, ou seja, títulos com elevados 
retornos médios tendem a possuir elevadas quantidades de risco embutidas. 
Os investimentos são realizados com o intuito de obtenção de retornos. No 
mercado, há muitos títulos e ações negociadas com retornos esperados diferentes. 
Assim, há de se esperar que os riscos também sejam diferentes, pois quanto maior o 
risco de um investimento, maior deverá ser seu retorno esperado. 
 
2.11 O PERFIL DO INVESTIDOR 
Gitman e Joehnk (2005) criaram um conceito relacionado ao ciclo de vida 
para definir o perfil dos investidores, representado no quadro 4. 
 
Quadro 3: Fases da vida de um investidor 
Fonte: Gitman (2010) 
Jovens 
(até 45 anos) 
Meia idade 
(entre 45 e 60 anos) 
Próximos da aposentadoria 
(de 61 anos em diante) 
Orientados para o 
crescimento 
Orientados para a consolidação 
dos investimentos 
Orientados para a renda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
 
Nesse contexto, é possível inferir que os investidores jovens tendem a preferir 
investimentos orientados para o crescimento e que enfatizem os ganhos de capitalem vez da renda corrente. É comum que esses jovens não tenham muitos recursos 
para investir e que mesmo esta não sendo a maneira mais correta, busquem de 
forma rápida a especulação como modo de formar capital. Os jovens preferem 
instrumentos especulativos, que são orientados para o crescimento, representados 
por ações ordinárias de alto risco, opções e títulos futuros (GITMAN; JOEHNK, 2005). 
Na fase da meia idade ou consolidação, existe um aumento da demanda e 
das responsabilidades familiares, como despesas com saúde e educação dos filhos. 
Outro ponto é que esses indivíduos passam a se preocupar também com a 
aposentadoria. Assim, a carteira de investimentos deve passar por uma 
transformação, passando a alocar títulos com maior qualidade. Nesse caso, são 
geralmente utilizados como forma de diversificação ações de baixo risco e 
preferenciais, conversíveis, títulos de dívida, fundos mútuos e outros que remetam a 
maior segurança. 
Já aqueles investidores que se encontram mais próximos da aposentadoria 
buscam a preservação do capital com um alto nível de renda. Afinal, procuram 
manter seu padrão de vida alcançado durante os anos de trabalho. Caso existam 
ganhos de capital, estes são encarados como meros subprodutos dos investimentos 
e não mais como uma necessidade, como no caso dos investidores mais jovens. 
Nessa fase, a carteira de investimentos é diferenciada por ser altamente 
conservadora, sendo geralmente formada por ações de baixo risco, títulos de 
dívida do governo, títulos privados de qualidade, certificados de depósito bancário 
(CBDs), assim como outros instrumentos de curto prazo. Nesse ponto, ocorre a 
colheita dos investimentos, e não mais riscos e apostas, tendo sido a diversificação 
realizada ao longo de todo uma vida (GITMAN; JOEHNK, 2005). 
O perfil de investidor denominado conservador busca segurança para seus 
investimentos. Assim, investidores com esse perfil procuram manter um alto 
percentual em renda fixa, além de alguma parte do capital em renda variável. 
Também costumam apostar em investimentos de curto prazo, considerando 
que podem precisar dos recursos e não querem ter perdas motivadas por retiradas 
antecipadas ou ainda pela carência que existe em algumas aplicações de longo 
prazo (GITMAN; JOEHNK, 2005). 
Já o perfil moderado é aquele que busca certo equilíbrio, investindo tanto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
 
em títulos de renda fixa como de renda variável, mas ainda assim buscando 
retornos acima da média. Esse investidor busca fundos de investimentos com risco 
mínimo a moderado, como aqueles provenientes de renda fixa e fundos 
balanceados. 
Por fim, o perfil dinâmico, também denominado arrojado ou agressivo, é 
aquele em que o investidor concentra a maior parte de sua renda em aplicações 
de renda variável, de médio e longo prazo. Essas aplicações têm mais potencial 
para gerar maiores retornos – ainda que associados a maiores riscos, mas podendo 
proporcionar o rendimento desejado por esse perfil. 
 
 
 
Quadro 4:Alternativas de investimento para cada tipo de investidor 
Perfil e alternativas de investimento 
Perfil dinâmico ou arrojado: 
Investidores desse perfil costumam buscar alternativas que viabilizem maiores lucros, 
ainda que assumindo maiores riscos, tendo a visão de que terão uma rentabilidade que 
faça jus ao risco. Além disso, esse tipo de investidor não pensa em resgatar valores a 
curto ou médio prazo. 
Investimento indicado: Ações, por serem o tipo de investimento preferido desse perfil, 
sendo a alternativa que costuma viabilizar maior rentabilidade, ainda que no longo 
prazo. Para compensar o risco, pode ser adotada a estratégia de pulverizar o 
investimento em diferentes ações de empresas potenciais (assim, uma companhia que 
possua lucro acima do esperado poderá cobrir possíveis prejuízos das demais ações) 
ou, ainda, em momentos de incerteza, optar por fundos de capital protegido. 
Perfil Moderado 
Esse tipo de investidor normalmente está disposto a correr alguns riscos e obter seu 
retorno financeiro no médio prazo, geralmente preferindo mais de um tipo de 
investimento, diversificando as aplicações para aumentar as chances de lucratividade. 
Investimento indicado: Títulos de empresas sólidas, títulos de crédito privado ou fundos 
multimercados, por serem opções que possuem moderado grau de riscos e maior 
índice de rentabilidade, se comparadas à poupança, por exemplo. 
Perfil Conservador 
Esse tipo de investidor não está disposto a correr riscos, mesmo que isso implique em 
uma rentabilidade inferior aos outros tipos de investimentos. Além disso, geralmente 
preferem alternativas que permitam resgatar os recursos em um período de tempo mais 
curto. 
Investimento indicado: Poupança, títulos do governo ou título de renda fixa, por 
apresentarem o menor risco de perda e possuírem liquidez e rentabilidade garantida. 
Fonte: adaptado de Gitman e Joehnk (2005) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
 
 
A classificação dos investimentos está fortemente relacionada com o risco a 
ele atrelado. Gitman e Joehnk (2005) relembram que o risco pode ser 
compreendido como a probabilidade de os retornos reais sobre investimentos 
diferirem dos retornos esperados. Logo, quanto mais amplas forem as gamas de 
valores ou retornos possíveis que estejam ligadas a um investimento, maior será o 
seu risco. Entretanto, dependendo do perfil do investidor, maior será a sua procura 
por investir capital nesse tipo de investimento ou combiná-lo com outros que 
possam otimizar sua carteira de investimentos. 
Para que uma instituição possa captar recursos, é fundamental conhecer o 
perfil de seus clientes. Afinal, somente assim poderá oferecer produtos e serviços 
que se alinhem às suas necessidades. Para os investidores, uma das maiores 
dificuldades na hora de escolher entre um investimento e outro está relacionada ao 
risco e à espera de retorno. Há diversas possibilidades de investimento de renda fixa 
ou variável. 
Nesse contexto, investimentos de baixo risco são aqueles considerados mais 
seguros em relação ao possível recebimento de um retorno positivo. 
 
 
 
Já os investimentos de alto risco são também considerados especulativos, ou 
seja, possuem retornos incertos. 
A decisão de financiamento é a captação de recursos que objetiva o menor 
custo de capital possível. Esse custo de capital reduzido é obtido quando são 
escolhidas as melhores fontes de financiamento e estabelecidas a melhor 
proporção entre capital de terceiros e capital próprio. Busca preservar a 
capacidade de pagamento (viabilidade financeira) e a capacidade de auferir 
ganhos superiores aos seus custos decisão de financiamento. 
 
O investimento, para a Economia, também é o gasto em bens, como novos 
equipamentos e instalações, que representam o aumento da capacidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
 
produtiva, isto é, a capacidade de gerar rendas futuras. 
Vê-se atualmente que uma empresa não pode ser administrada sem o 
conhecimento dos conceitos de finanças, visto que sua sobrevivência depende 
diretamente da qualidade das decisões tomadas por seus administradores. Daí a 
importância de uma adequada administração financeira para melhorar a 
qualidade das decisões das receitas e garantir a continuidade da organização e a 
geração de lucro para os proprietários (SILVA, 2013). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Gerenciar os riscos é um dos pilares para o sucesso financeiro de uma empresa, 
o que consiste em identificá-los e determinar planos de ações para amenizá-los. 
Os riscos podem classificados como: 
a) Risco não sistemático e sistemático. 
b) Risco sistemático e risco não diversificável. 
c) Risco sistemático e risco variável. 
d) Risco não sistemático e risco variável. 
e) Risco e retorno 
 
2. Medir os riscos é fundamental para definir estratégias, assim como um plano de 
contingência para minimizá-los, diminuindoo impacto em um negócio, sempre 
buscando o investimento que seja capaz de atribuir o melhor retorno. Um dos 
critérios que as empresas utilizam para medir o retorno do investimento é 
chamado de: 
a) Valor Presente líquido. 
b) Taxa externa de rendimento. 
c) Taxa interna de retorno. 
d) Taxa média de atratividade. 
e) Índice de atratividade. 
 
3. Segundo GITMAN (2004) o __________________ e o _________________ têm mais a 
ver com a empresa e, portanto, são de maior interesse para os administradores 
financeiros. Os riscos de taxa de juros, de liquidez e de mercado estão mais 
próximos dos acionistas e, por isso, são mais importantes para eles. Os riscos de 
evento, de câmbio, de poder aquisitivo e tributário afetam diretamente tanto 
empresas quanto acionistas. 
a) Risco de taxa de juros e risco moral. 
b) Risco de liquidez e risco de cambio. 
c) Risco de mercado e risco de tributação. 
d) Risco operacional e risco financeiro. 
e) Risco de poder aquisitivo e risco de cambio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
 
4. As curvas demonstradas no gráfico representam a dispersão dos resultados de 
cada um dos dois investimentos. A dispersão é um fator diretamente associado 
ao risco de um investimento, sendo que, quanto maior a dispersão (variação nos 
resultados), maior será o risco, considerando esta afirmativa e avaliando o 
gráfico a seguir, é correto afirmar: 
 
 
 
a) Os investimentos A e B possuem resultados com dispersões diferentes, mas 
mesmo nível de risco. 
b) Não é possível tirar qualquer conclusão sobre o nível de risco dos investimentos A 
e B, pois o gráfico mostra apenas o comportamento dos resultados esperados. 
c) Os investimentos A e B possuem resultados com dispersões diferentes, mas 
mesmo nível de risco. 
d) O investimento A é mais arriscado que o investimento B. 
e) O investimento B é mais arriscado que o investimento A. 
 
5. Para que uma empresa consiga sobreviver no mundo altamente globalizado, 
competitivo e exigente é necessária a utilização de algumas ferramentas da 
administração financeira, como o fluxo de caixa, que consiste em: 
a) A principal Demonstração Financeira existente, sendo um relatório contábil 
obrigatório por Lei que todas as empresas devem elaborar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
 
 
b) Um mapa que apresenta os resultados através da diferença entre os 
rendimentos e os custos respectivos 
c) Um documento contábil, gerado após a escrituração de toda a movimentação 
e informações financeiras da empresa. 
d) Um relatório gerencial que informa toda a movimentação de dinheiro (entradas 
e saídas), sempre considerando um período determinado e que tem como 
objetivo auxiliar o empresário a tomar decisões sobre a situação financeira da 
empresa. 
e) Conjunto de critérios que as empresas utilizam na tomada de decisão, ao 
realizar investimentos visando principalmente a reposição de ativos existentes, o 
lançamento de novos produtos e a redução de custos. 
 
6. Cada investidor possui objetivos específicos, assim como diferentes níveis de 
tolerâncias ao risco. Esses e outros fatores permitem a definição do perfil dos 
investidores, que pode ser classificado, por exemplo, como conservador, 
moderado ou arrojado. Sobre esses perfis, é verdadeiro afirmar: 
a) O perfil dinâmico é também denominado arrojado ou agressivo. 
b) O perfil dinâmico costuma demandar retorno no curto prazo. 
c) O perfil conservador busca o equilíbrio entre risco e retorno. 
d) O perfil conservador busca resultados no médio e longo prazo. 
e) O perfil moderado é aquele que prima pelo menor risco. 
 
7. Os investimentos são realizados com o intuito de obtenção de retornos. No 
mercado, há muitos títulos e ações negociadas com retornos esperados 
diferentes. Assim, há de se esperar que os riscos também sejam diferentes, pois 
quanto maior o risco de um investimento, maior deverá ser seu retorno esperado. 
Nesta premissa investidores mais conservadores podem optar por quais tipos de 
investimento? 
a) Títulos do governo. 
b) Ações. 
c) Títulos de crédito privado. 
d) Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. 
e) Fundos alavancados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
 
8. Juntos, risco sistemático e não sistemático, formam o risco total que atua sobre 
os investimentos, os ativos e as empresas. Sobre eles, é verdadeiro afirmar: 
a) Ambos podem ser totalmente eliminados. 
b) O risco não sistemático pode ser eliminado, mas o risco sistemático estará 
sempre presente. 
c) Os dois podem ser mitigados por meio da diversificação. 
d) Apenas o risco sistemático pode ser mitigado por meio da diversificação. 
e) Apenas o risco não sistemático pode ser mitigado por meio da diversificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
 
 
RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO E ALAVANCAGEM 
FINANCEIRA 
 
 
 
3.1 INTRODUÇÃO 
O crescimento acelerado pode levar uma empresa a quebrar de diversas 
maneiras, as mais comuns são pelo esgotamento de recursos próprios ou pelo 
excesso de endividamento. 
Em todos esses casos, isso significa aumentar a capacidade de atendimento 
ao cliente, mas, na prática, para que isso aconteça de fato, é necessário investir 
recursos financeiros (ou na aquisição de mais máquinas, para empresas que 
produzem bens ou na contratação de mais funcionários, para empresas que 
prestam serviços). O problema é quando os atuais sócios da empresa não possuem 
esses recursos, não tendo como investirem, ou seja, a empresa cresce em vendas, 
mas não consegue aumentar sua produção (ou atendimento) e acaba falindo por 
frustrar as expectativas de seus clientes, fornecedores e demais parceiros 
comerciais. 
Quando sócios e acionistas investem dinheiro em uma empresa para 
financiar as atividades desta eles investem com a expectativa de obtenção de 
lucro. Há uma origem de recursos próprios, os quais ficarão registrados no 
patrimônio líquido da empresa. Este elenca o capital dos sócios, portanto, o retorno 
sobre o patrimônio líquido (ROE) mensura a rentabilidade da empresa frente ao 
valor investido por seus acionistas. O ROE advém do termo inglês return on equity e 
expressa os resultados globais obtidos a partir do controle de seus recursos próprios 
e de terceiros, os quais são gerados em benefício de seus acionistas. 
Uma alternativa a esta falta de recursos dos sócios seria a empresa obter 
financiamentos bancários, para poder adquirir mais máquinas ou contratar mais 
funcionários. O problema é que estes financiamentos, especialmente no Brasil, 
trazem elevadas despesas financeiras com o pagamento dos juros. Se estas novas 
despesas forem maiores do que o lucro que a empresa obterá no seu crescimento, 
Erro! 
Fonte de 
referênci
a não 
encontra
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
ela acabará tendo que “pagar mais do que tem a receber” e, assim, se tornará 
inadimplente. 
Além destes custos variáveis, é importante observar que determinados custos 
fixos também acabam não sendo totalmente fixos, durante um crescimento 
acelerado. O exemplo mais simples de entender é o de uma fábrica que tem como 
custo fixo o aluguel de um galpão, para armazenar seus produtos. Com seu 
crescimento, ela passa a ter que alugar um galpão maior, ou mais galpões, de 
forma que o custo com o aluguel, antes fixo, passa a ter um aumento. 
 
3.2 RETORNO SOBRE PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ROE) 
A saúde financeira de uma empresa pode ser analisada por meio dos 
demonstrativos financeiros de resultados. Analisar esses dados é importante, uma 
vez que, com a compra de ações, o investidor torna-se sócio da empresa e, assim, 
colherá os frutos de seu sucesso ou de seu fracasso. 
O ROE é um indicador econômico-financeiro que visa mostrar aos 
investidores o retorno obtido com seu capital. E por que devemos calcular o ROE? 
Gestores, analistas, investidores e vários outros profissionais interessados no mercado 
financeiro têm interesse em analisar o ROE, pois é um dos indicadoresmais 
importantes para a percepção de rentabilidade. Uma de suas vantagens é a 
qualidade da informação temporal. Quando o ROE é calculado por longos 
períodos (cinco a dez anos), as informações obtidas permitem verificar o 
crescimento da empresa e as perspectivas para os próximos anos. Essa condição 
relaciona-se, também, ao custo de oportunidade do investimento, permitindo 
avaliar, dentre diferentes opções, a que apresenta a melhor opção. 
 
 
 
A seguir, será apresentado os três componentes da fórmula do ROE. Em 
algumas situações, ações que provocam o aumento em um dos fatores podem 
levar à redução de outros. Contudo, é importante ter em mente que a empresa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
 
deve sempre tomar decisões que busquem a maximização do resultado, ou seja, 
de forma geral, uma ação que eleve qualquer deles em 25%, mesmo que também 
ocasione a redução de outro em 20% (por exemplo), deve ser adotada pela 
empresa. Por outro lado, deve-se evitar uma ação que aumente um deles em 25%, 
mas ocasione a redução de outro em qualquer percentual maior que este. 
 
 
 
A decomposição do ROE é também conhecida pela nomenclatura “modelo 
DuPont” que se trata de uma das formas de organizar e analisar os números 
encontrados nos relatórios financeiros de uma empresa, com vista a observar o seu 
desempenho. 
 
Figura 9: Os três componentes da fórmula do ROE 
 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
O modelo DuPont é uma maneira de decompor o ROE em três fatores que, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
 
analisados individualmente, representam a margem líquida, o giro dos ativos e a 
alavancagem da empresa. 
Analisando a figura acima pode-se afirmar o ROE pode ser obtido de duas 
formas: 
 
 
 
ROE = LUCRO LÍQUIDO / PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 
Na análise das relações destes indicadores, os gestores podem compreender 
melhor o impacto relativo da margem de lucro, da eficácia na utilização de ativos 
e do grau de alavancagem financeira na rentabilidade dos capitais investidos na 
empresa. É de realçar a grande utilidade desta análise ao longo do tempo e 
principalmente a comparação destes indicadores entre empresas do mesmo setor. 
De acordo com Bruni (2014) “o ROE representa o ganho sob o ponto de vista 
do dono da empresa, expresso sob a forma do lucro líquido da operação, relativo 
aos investimentos feitos com o capital do dono, representados no patrimônio 
líquido”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 
 
O patrimônio líquido de qualquer empresa é, obrigatoriamente, menor do 
que o ativo, logo, como o retorno sobre o patrimônio é calculado dividindo-se as 
vendas pelo patrimônio, e o retorno sobre o ativo é calculado dividindo-se as 
vendas pelo ativo, independentemente do valor das vendas, como o patrimônio é 
menor que o ativo, seu retorno é certamente maior. 
 
 
 
Existem diversas críticas à utilização do ROE. Para realizar este desafio, 
vejamos as três principais: 
a) Visão de curto prazo: ROE apresenta o resultado da empresa apenas do 
último ano, o qual, muitas vezes, pode ter sido um ano excepcionalmente bom ou 
muito ruim. Caso isso aconteça, o resultado do ROE estará “contaminado” por 
fatores de um único ano, deixando de refletir, com precisão, o desempenho da 
própria empresa. 
b) Risco: O valor do ROE nada diz sobre os riscos aos quais a empresa está 
relacionada. Por exemplo, uma empresa com ROE de 8%, que opera no mercado 
nacional, está menos exposta a riscos do que uma empresa com ROE de 9%, que 
exporta seus produtos exclusivamente para a Coreia do Norte, um mercado bem 
mais arriscado. 
c) Valor: o ROE é calculado sobre o valor contábil, e não sobre o valor de 
mercado da empresa. Assim, se um ROE de 10% é obtido por uma empresa 
contabilizada como R$500 mil, mas seu valor de mercado (suas ações) é R$1 
milhão, a ROE será menor. 
Enquanto a ROE mostra o desempenho da empresa como um todo, logo 
abaixo temos os seus três fatores e, mais embaixo ainda, o que contribuiu (ou não) 
para o resultado destes. 
Ao se examinar as alterações em cada um dos índices, de um ano para o 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
 
outro, será possível identificar com clareza o que provocou o aumento, ou a 
diminuição da ROE. 
 
Figura 10: Os três componentes da fórmula do ROE e a distribuição de seus índices 
subordinados. 
 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
A utilização conjunta do ROE com o custo de capital próprio das empresas 
permite verificar se a empresa gera valor para seus acionistas. O ROE permite, 
ainda, conhecer quantos reais foram ganhos para cada R$ 1,00 de dívida. Portanto, 
conclui-se que o ROE é um indicador muito importante para análises econômico-
financeiras e possibilita diferentes informações sobre a rentabilidade das empresas. 
O ROE é um indicador que aponta o retorno sobre o patrimônio líquido. A sua 
equação é composta pela divisão do lucro líquido da empresa pelo patrimônio 
líquido da empresa no mesmo exercício social. Portanto, fazem parte do cálculo do 
ROE o lucro líquido e o patrimônio líquido. 
A utilização de indicadores é fundamental para a tomada de decisão em 
diferentes áreas de uma empresa, principalmente no que se refere a investimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
 
Existem diferentes indicadores e cada um apresenta características importantes. 
Esses indicadores, se utilizados com adequação às suas finalidades, se tornam um 
grande diferencial para quem toma as decisões. 
 
 
 
3.3 ALAVANCAGEM FINANCEIRA 
Para toda aquisição precisamos de recursos, sejam eles próprios ou de 
terceiros, mas sabemos que nem sempre dispomos de recursos próprios. Assim, 
buscamos recursos de terceiros, que serão captados através de empréstimos e/ou 
financiamentos, realizados em instituições financeiras. Estas operações geram 
encargos e juros. 
A alavancagem e a estrutura de capital estão intimamente ligadas aos 
conceitos relacionados com o custo de capital e, portanto, às decisões quanto ao 
orçamento de capital. 
No que diz respeito aos estudos sobre alavancagem, cabe aqui delinear que 
que existem duas modalidades, a financeira, sobre a qual trataremos nesta unidade 
de aprendizagem, e a operacional, que é determinada pela relação existente 
entre as receitas operacionais e o Lucro Antes de Juros e Imposto de Renda. 
O Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) define a alavancagem financeira 
como “uma técnica usada para melhorar e impulsionar a situação financeira de 
uma organização” que “pode oferecer riscos no que diz respeito à criação de 
dívidas. Isso acontece porque a melhor forma de obter recursos para a 
alavancagem é por meio da utilização de recursos de terceiros” (IBC, 2018). 
Martins e Assaf Neto (1986, p. 205) destacam que: alavancagem financeira 
“é o efeito de tomar, numa ponta, recursos de terceiros a um custo y, aplicando-os 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
 
 
na outra ponta (nos ativos) uma taxa x; a diferença vai para os proprietários e altera 
seu retorno sobre o patrimônio líquido”. 
Segundo Gitman (2010) alavancagem financeira é a capacidade da 
empresa de usar encargos financeiros fixos para maximizar os efeitos de variações 
no lucro antes de juros e imposto de renda (LAJIR) sobre o lucro por ação. 
Em termos financeiros, ao falarmos em alavancagem estamos falando de 
utilização de recursos, instrumentos e oportunidades externas com o objetivo de 
multiplicar um resultado, onde ocorre um esforço relativamente pequeno para 
buscar ganhos ampliados (PAULA, 2015). A alavancagem é o uso de ativos ou 
recursos com um custo fixo, a fim de aumentar os retornos dos proprietários da 
empresa. 
Muitas empresas recorrem a empréstimos, e em algumas empresas nota-se 
que recorrer a um empréstimo nem sempre está ligado a problemas financeiros, 
mas sim com grandes possibilidades de ganho e crescimento para a companhia. A 
tomada de decisão de novos investimentos envolve, muitas vezes, a empresa tomarempréstimos para que possa concretizar novas metas e desafios, pois o 
financiamento de projetos com recursos próprios pode prejudicar o caixa da 
empresa. 
 
 
 
Para Treasy (2015) alavancagem é a estratégia de utilizar vários instrumentos 
financeiros ou capital de terceiros para aumentar o retorno potencial de um 
investimento. A alavancagem também pode referir-se ao montante da dívida 
utilizada para financiar ativos. Ou, ainda, está relacionada com a operação de 
volumes financeiros maiores que o próprio patrimônio da empresa. 
Em todas as operações, pagamos pela amortização (valor principal) e os 
juros (custo ou remuneração, que dependem do lado em que estamos na 
operação). Aparentemente, sabe-se que a conta simples realizada pelo mercado é 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
 
 
a multiplicação do número de parcelas pelo valor das parcelas para reconhecer o 
valor que ultrapassa o valor do bem à vista. 
Na prática, quando uma empresa está alavancando ela está multiplicando 
a sua capacidade de realizar alguma atividade que antes não poderia, se utilizasse 
somente o capital próprio. 
 
 
 
Entretanto, como os valores não foram desembolsados na mesma data, não 
podemos fazer esta análise simplista. Contudo, é preciso considerar o valor do 
dinheiro no tempo para comparar o poder aquisitivo da moeda em diferentes 
períodos, visto que não podemos somar valores em datas diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Sabe-se que o ROE é um indicador econômico-financeiro que apresenta o 
retorno sobre o patrimônio líquido. A partir disso, assinale a alternativa que 
apresenta quais dados fazem parte da equação do índice ROE. 
a) Lucro operacional e patrimônio líquido. 
b) Lucro operacional e patrimônio da empresa. 
c) Lucro líquido e patrimônio líquido. 
d) Lucro antes do imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido e 
patrimônio líquido. 
e) Lucro líquido e patrimônio líquido. 
 
2. O cálculo do ROE é obtido mediante a divisão do lucro líquido pelo patrimônio 
líquido da empresa — o seu resultado é multiplicado por 100 para atingir um 
valor percentual. A Companhia Alfa obteve, em 2017, um ROE de 37%, isso 
significa que: 
a) A cada R$ 1,00 de patrimônio líquido da Companhia Alfa, em 2017, foi gerado 
um lucro líquido de R$ 37,00. 
b) A cada R$ 1,00 de patrimônio líquido da Companhia Alfa, em 2017, foi gerado 
um lucro líquido de R$ 3,70. 
c) A cada R$ 1,00 de patrimônio líquido da Companhia Alfa, em 2017, foi gerado 
um lucro líquido de R$ 0,37. 
d) A cada R$ 1,00 de patrimônio líquido da Companhia Alfa, em 2017, foi gerado 
um lucro líquido de R$ 370,00. 
e) A cada R$ 1,00 de patrimônio líquido da Companhia Alfa, em 2017, foi gerado 
um lucro líquido de R$ 3.700,00. 
 
3. O cálculo do ROE da Companhia Beta, em 2017, foi obtido pela aplicação da 
fórmula: (lucro líquido / patrimônio líquido) x 100. A Companhia Beta obteve, em 
2017, um lucro operacional de R$ 68.000,00 e um lucro líquido de R$ 49.000,00. 
No mesmo exercício, seu patrimônio líquido era de R$ 100.000,00. 
O ROE da Companhia Beta, em 2017, foi de: 
a) 68% 
b) 49% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
 
c) 138%. 
d) 72% 
e) 19%. 
 
4. A Companhia Omega, em seu exercício social de 2018, apresentou um 
patrimônio líquido de R$ 200.000,00 e, no mesmo ano, seu lucro líquido foi de R$ 
46.000,00. Qual o ROE da Companhia Omega em 2018? 
a) 2,3% 
b) 23% 
c) 30%. 
d) 83% 
e) 87%. 
 
5. Qual o objetivo fundamental da Alavancagem? 
a) Potencializar resultados. 
b) Obter empréstimos em bancos. 
c) Capitalização de recursos. 
d) Obtenção de maior grau de alavancagem. 
e) Reduzir a margem de contribuição. 
 
6. Qual dos itens abaixo pode representar uma alavancagem financeira? 
a) Empreendedor saca seus recursos da poupança. 
b) Empréstimo junto ao banco para construção de nova fábrica. 
c) Empresa realiza vendas parceladas para seus clientes. 
d) Empreendedor ganha na loteria. 
e) Empresa usa seu lucro líquido para uma nova planta. 
 
7. Associe as colunas em relação ao fator da ROE cada índice está subordinado: 
(A) Margem de lucro 
(B) Giro do ativo 
(C) Alavancagem financeira 
 
( ) Alíquota de imposto 
( ) Período médio financeiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
 
 
( ) Margem bruta 
( ) Prazo médio de recebimento 
( ) Demonstração de resultados 
Agora, assinale a ordem CORRETA: 
a) A, C, A, B, A. 
b) A, C, C, B, B. 
c) C, A, A, B, A. 
d) A, A, A, B, A 
e) B, C, A, B, A. 
 
8. Sobre a utilização do ROE diante das críticas, é importante observar que ele não 
deixa de ser um indicador importante, apenas fica a ressalva de que ele não 
deve ser interpretado de forma isolada, pois nem sempre um ROE elevado é 
melhor do que um mais baixo. É preciso verificar sua sustentabilidade ao longo 
do tempo, os riscos embutidos, bem como as diferenças entre o valor contábil e 
o de mercado. Assinale as três principais críticas à utilização do ROE: 
a) Visão do curto prazo, retorno e valor. 
b) Visão de médio prazo, risco e retorno. 
c) Risco, retorno e alavancagem. 
d) Visão de longo prazo, risco e retorno. 
e) Visão do curto prazo, risco e valor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
ORÇAMENTO EMPRESARIAL 
 
 
 
 
Veja de que forma o orçamento aparece no processo de planejamento. O 
diagrama mostra que a partir da ideia, o planejar é um processo de mapear o 
curso futuro deste mundo incerto e dinâmico para alcançar as metas desejadas, 
reconhecer oportunidades e minimizar os efeitos negativos de eventos inevitáveis. 
 
4.1 INTRODUÇÃO 
Orçamento Empresarial é a tradução do Planejamento Estratégico da 
empresa em números. Ou seja, o Planejamento Financeiro da empresa (ou de cada 
um de seus departamentos) precisa estar perfeitamente alinhado a sua estratégia. 
Gerir uma empresa engloba três elementos essenciais: planejamento, 
execução e controle. É comum encontrar empresas com uma Gestão 
Orçamentária completamente desalinhada ao Planejamento Estratégico, gerando 
problemas com sérias consequências, como um Planejamento Estratégico que não 
é colocado em prática ou mesmo um Orçamento Empresarial inchado, cheio de 
gastos e despesas supérfluas. 
Um orçamento pode ser definido como a expressão de um plano de ação 
futuro da organização para um determinado período, podendo abranger aspectos 
financeiros e não financeiros desses planos e funcionando como um projeto a ser 
seguido pela empresa no período que está por vir (HORNGREN; FOSTER; DATAR, 
2004). 
O orçamento pode ser conceituado como um plano geral de operações 
detalhado em todas as suas fases para um período futuro, buscando retratar 
formalmente as políticas, planos e metas estabelecidas pelos administradores, 
expressos em forma quantitativa 
 
4.2 ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS INTRODUTÓRIOS 
As empresas, de forma geral, são orientadas para a obtenção de resultados 
Erro! 
Fonte de 
referênci
a não 
encontra
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
 
que contribuam para a formação do lucro, assim como para o aumento do valor 
da empresa e a continuidade do negócio, fazendo com que essas sejam 
preocupações constantes de seus administradores. 
Para que essas preocupações sejam transformadas em ações que possam 
trazer benefícios à empresa, são estabelecidos objetivos e metas a serem 
perseguidos, bem como planos para que possam ser atingidos, o que geralmente é 
desenvolvido por meio do planejamento estratégico da organização. Contudo, 
para que cada integrante da empresa (seja pessoa, setor, unidade de negócio ou 
outro elemento) possa, de fato, cumprir seu papel nesse cenário, é preciso que o 
plano estratégico seja traduzido em uma linguagem mais compreensível e 
palpável, demanda na qual o orçamento empresarial é muito útil. 
A existência de um sistema de orçamento promove a fixação de objetivos e 
políticas paraa empresa e suas unidades e, por meio da sistematização do 
processo de planejamento e controle, introduz-se o hábito do exame prévio e 
minucioso de principais fatores antes da tomada de decisões importantes. Isso 
permite que os controles gerenciais se tornem mais objetivos, o que corresponde a 
uma das vantagens promovidas pelo referido sistema. Já questões como o fato de 
ser baseado em estimativas, demandar monitoramento constante e adaptação, e 
ser suscetível a oscilações de variáveis econômicas e financeiras representam 
algumas das limitações do sistema de orçamento. 
 
 
 
O orçamento, por sua vez, demanda planejamento e controle, para que 
tudo seja organizado e monitorado de maneira a viabilizar o atingimento dos 
objetivos da empresa. 
Segundo Frezatti (2015) planejamento consiste no ato de decidir antecipada- 
mente sobre o que deve ser feito. Toda empresa realiza planejamento de alguma 
forma, embora a intensidade dessa ação possa variar de uma para outra. Já 
controle é definido pelo autor como a ação que visa a garantir que as decisões 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
 
 
estabelecidas no planejamento sejam seguidas. 
Segundo Peixoto et al. (PEIXOTO et al., 2008)o orçamento geral é definido 
como: 
[…] conjunto de planos e políticas que, formalmente estabelecidos e 
expressos em resultados financeiros, permite à administração 
conhecer, a priori, os resultados operacionais da empresa e, em 
seguida, executar os acompanha- mentos necessários para que 
esses resultados sejam alcançados e os possíveis desvios sejam 
analisados, avaliados e corrigidos (PEIXOTO et al., 2008, p. 2). 
Ele permite que a empresa entenda quão próximo os resultados estão do 
esperado para determinado período. Desse modo, planejamento e controle são 
processos intimamente ligados e que promovem impactos mútuos, pois o 
desenvolvimento do planejamento traz o aperfeiçoamento do controle, e vice-
versa. Contudo, o planejamento precede o controle dentro das organizações. 
Como base nessa constatação, Frezatti (2015, p. 8)aponta que “o planejamento é, 
se não a única, a mais eficiente forma de controle das organizações”. 
Um orçamento é o plano operacional de uma entidade para um 
determinado período. Ele identifica os recursos e compromissos necessários para 
satisfazer as metas programadas pela empresa para o período identificado. O 
orçamento inclui aspectos financeiros e não financeiros das operações planejadas. 
Em relação ao setor público, o orçamento é o principal instrumento para 
viabilização da ação estatal na economia, promovendo ajustamento na alocação 
de recursos, distribuição de renda e na manutenção da estabilidade econômica. 
O departamento orçamentário ou a controladoria deve permanecer ativo 
por todo o processo de elaboração e execução do orçamento, examinando a 
precisão dos seus dados e analisando-o para ver se ele está consistente e em 
conformidade com as diretrizes e metas organizacionais, procurando identificar as 
folgas orçamentárias, sonegação de informação, níveis de dificuldade para atingir 
as metas orçadas, a extensão do envolvimento da alta administração e dos 
funcionários para cumprir as metas orçamentárias. 
O planejamento orçamentário permite que a empresa conheça 
antecipadamente seus resultados e serve de guia para ações a serem executadas, 
definindo as responsabilidades na gestão dos recursos e geração dos resultados em 
determinado período futuro. 
Já o controle orçamentário consiste no acompanhamento da execução das 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
 
atividades e na comparação periódica entre o desempenho efetivo e o planejado, 
gerando informações para a tomada de decisões e correção de eventuais desvios 
em relação ao que foi originalmente projetado. 
Para que o planejamento seja de fato consumado, precisa ser monitorado, 
acompanhado e controlado, para que variações possam ser identificadas e ações 
corretivas possam ser executadas. Como consequência, o processo de 
planejamento acaba passando por revisões, para que as variações já decorridas 
sejam incorporadas, permitindo o replanejamento. 
 
4.3 FINALIDADE DO ORÇAMENTO 
O orçamento, ferramenta de gestão relevante, tem por finalidade garantir a 
realização dos objetivos estabelecidos pela empresa. Esse projeto passa por um 
controle rígido, em que é realizada uma revisão para que se mantenha a eficácia, 
redefinindo as metas. O planejamento estratégico funciona como um grande 
aliado do orçamento empresarial; através dessa ligação, os administradores 
conseguem visualizar e avaliar suas ações e, se necessário, corrigi-las. É por meio do 
orçamento que conseguiremos um retorno das ações produzidas a partir dos 
gestores. 
Além de ser um plano de operações, um orçamento tem uma importante 
função na alocação dos recursos, na coordenação das operações, inclusive 
identificando as restrições comunicando e autorizando as ações, na motivação e 
implementação direcionada, no fornecimento de diretrizes para controlar as 
operações e administrar os fluxos de caixa e no fornecimento de critérios para 
avaliar o desempenho. 
A importância do sistema de Controle Orçamentário para a administração 
moderna comprova-se, facilmente, através da notável aceitação que ouso de 
orçamentos vem alcançando nas últimas décadas, apesar de sua complexidade 
(PASSARELLI; BOMFIM, 2004, p. 17-18). 
O orçamento surge como sequência à montagem do plano estratégico, 
permitindo que a empresa possa identificar e focar nas ações mais importantes, em 
um horizonte de tempo menor. O orçamento existe para implementar as decisões 
do plano estratégico e, desse modo, a coerência e consistência do orçamento 
estão diretamente ligadas à qualidade do trabalho de montagem do plano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 
 
estratégico. 
 
Quadro 5: Vantagens e limitações do planejamento orçamentário: 
Vantagens Limitações 
 Possibilita a tomada de decisões 
financeiras com maior grau de 
acerto, pois tais decisões são 
baseadas em resultados econômicos 
e financeiros projetados. 
 Aumenta o nível de participação de 
todos os membros da administração 
na fixação de objetivos. 
 Possibilita que os administradores 
quantifiquem e datem as atividades 
pelas quais são responsáveis, o que os 
obriga a tomar decisões mais 
consistentes. 
 Facilita a delegação de poderes. 
 Identifica os pontos de eficiência ou 
ineficiência do desempenho das 
unidades. 
 Tende a melhorar a utilização dos 
recursos e a ajustá-los às atividades 
prioritárias. 
 Torna os controles gerenciais mais 
objetivos. 
 Os orçamentos baseiam-se em estimativas 
e, por isso, estão sujeitos a erros 
significativos ou não significativos, 
conforme o processo de estimação. 
 O plano de resultados, por si só, não 
garante o resultado projetado, devendo 
ser continuamente monitorado e 
adaptado às circunstâncias. 
 O custo de implantação e manutenção 
do sistema não permite sua utilização 
plena por todas as empresas, pois exige a 
contratação de profissionais qualificados. 
 Os atrasos na emissão de dados 
realizados prejudicam significativamente 
a implementação de ajustes em tempo 
hábil. 
 As dificuldades de implementação de 
ajustes geram desconfianças em relação 
a resultados projetados. 
 Quando existe alta volatilidade das 
variáveis econômicas e financeiras, os 
resultados projetados sofrem fortes 
distorções. 
Fonte: adaptado de Hoji (2012) 
 
Como mencionado inicialmente, a existência de vantagens e limitações é 
condição natural do processo orçamentário, independentemente do tipo de 
orçamento escolhido pela empresa. 
Frezatti (2015)oferece algumas considerações sobre imperfeições, críticas e 
limitações do orçamento tradicional, quais sejam: 
 
a) Possui algumas imperfeições, dentre as quais: centralização por meio do 
sistema de orçamento, que passa pela ênfase na coerção, e não pela 
coordenação relevantemente devida; foco na redução de custos, e nãona 
criação de valor; restrição de iniciativas; manutenção e execução do 
planejamento separadas, em vez de próximas; problemas na alocação de 
custos, ditos como não negociáveis; e centralização por parte da média 
gerência. 
b) Proporciona baixo valor e conduz as pessoas a apresentarem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
 
 
comportamentos disfuncionais, com pouca atenção às variáveis 
fundamentais da competitividade, pressupondo falta de confiança. 
c) Apresenta pontos frágeis, como perda de tempo, já que as pessoas gastam 
tempo no acompanhamento orçamentário falando sobre o passado — o 
que aconteceu versus o planejado —, enquanto o mais importante é discutir 
o futuro. Isso não encoraja as pessoas ao desempenho, mas ao desempenho 
do orçamento. 
d) Revisão do orçamento é demorada, e as empresas não conseguem fazê-lo 
rapidamente. 
 
Planejamento e controle são processos intimamente ligados, que promovem 
impactos mútuos: o desenvolvimento do planejamento traz o aperfeiçoamento do 
controle e vice-versa. Contudo, o planejamento precede o controle dentro das 
organizações. 
No entanto, ainda que existam desvantagens ou limitações, o orçamento 
permanece sendo capaz de promover muitos benefícios e correspondendo a uma 
importante ferramenta para a gestão organizacional, colaborando para o 
planejamento e viabilizando o controle. 
O planejamento orçamentário, de acordo com Hoji (2012) permite que a 
empresa conheça antecipadamente seus resultados e serve de guia para ações a 
serem executadas pelas diferentes unidades da empresa, definindo as 
responsabilidades de cada uma na gestão dos recursos e na geração dos 
resultados em determinado período futuro. O controle orçamentário, ainda 
segundo Hoji (2012) consiste no acompanhamento da execução das atividades e 
na comparação periódica entre o desempenho efetivo e planejado. Além disso, 
garante a geração de informações para a tomada de decisões e para a correção 
de eventuais desvios em relação ao que foi originalmente projetado. 
Conforme Frezatti (2015) a fim de que o planejamento seja de fato 
consumado, precisa ser monitorado, acompanhado e controlado, para que 
variações possam ser identificadas e ações corretivas ou de 
manutenção/disseminação (no caso de variações favoráveis) possam ser 
planejadas e executadas. 
Como consequência, o processo de planejamento acaba passando por 
revisões para que as variações já decorridas sejam incorporadas. Este, na verdade, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
 
 
é o grande benefício do acompanhamento: permitir a percepção do que deve ser 
feito no futuro, ou seja, o replanejamento. Tudo isso colabora para a empresa 
realizar suas operações da forma mais econômica e lucrativa possível, 
coordenando a melhor utilização dos diferentes recursos (humanos, materiais, 
financeiros, tecnológicos, entre outros) e viabilizando o atingimento dos objetivos 
traçados. Afinal, a empresa precisa manter sua continuidade, mantendo-se ativa e 
competitiva e gerando benefícios para si mesma, seus acionistas, seus 
colaboradores, seus fornecedores e para a sociedade. 
Enfim, o planejamento e controle do orçamento permitem a definição de 
objetivos, o estabelecimento de metas e o monitoramento do desempenho. Além 
disso, permitem evidenciar e reforçar o compromisso dos gestores com os resultados 
a serem atingidos e, caso esse compromisso não esteja suficientemente 
especificado e definido no plano estratégico, ele é firmado na montagem do 
orçamento. Desse modo, o orçamento gera a obrigação dos gestores com a 
prestação de contas sobre suas atividades (o chamado accountability) e, assim, 
acaba por se revelar como um dos pilares ou ferramentas fundamentais da gestão 
organizacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Durante o desempenho das atividades de uma organização, os gestores 
precisam definir objetivos e metas, traçar planos para atingi-los e monitorar se o 
negócio está caminhando na direção correta. Para isso, fazem uso de diversas 
ferramentas, entre as quais estão o orçamento empresarial e planejamento 
estratégico. Sobre a relação entre eles, é correto afirmar que: 
a) O planejamento estratégico consiste na sequência da montagem do 
orçamento. 
b) O orçamento depende do planejamento estratégico da organização. 
c) O horizonte de tempo do orçamento é geralmente maior que o do 
planejamento estratégico. 
d) Embora possuam conexão, a consistência do orçamento independe do 
planejamento estratégico. 
e) O orçamento empresarial não possui conexão direta com o planejamento 
estratégico. 
 
2. Planejamento e controle são duas importantes demandas relacionadas ao 
orçamento empresarial: o ______________ permite que a empresa conheça 
_____________ seus resultados e permite a definição de responsabilidades na 
gestão dos recursos e geração dos resultados em período ____________. Já o 
_____________ consiste no acompanhamento da execução das atividades e na 
____________ periódica entre o desempenho ____________ e ___________. 
Marque a alternativa que completa adequadamente a frase. 
a) Controle; posteriormente; passado; planejamento; medição; efetivo e o 
planejado. 
b) Planejamento; antecipadamente; futuro; controle; apuração; estimado e 
obtido. 
c) Controle; antecipadamente; futuro; planejamento; comparação; efetivo e o 
planejado. 
d) Planejamento; antecipadamente; futuro; controle; comparação; efetivo e o 
planejado 
e) Planejamento; detalhadamente; passado; controle; medição; efetivo e o 
planejado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
 
3. Em qualquer tipo de planejamento existem vantagens e limitações, o que 
também se aplica ao planejamento orçamentário. Porém, embora existam 
vantagens e limitações, a adoção de um sistema de orçamento promove muitos 
benefícios e, por isso, corresponde a uma importante ferramenta de gestão. 
Assinale a alternativa que representa uma das vantagens do sistema de 
orçamento. 
a) Introduz o hábito do exame prévio de fatores antes da tomada de decisões. 
b) Baseia-se em estimativas. 
c) O plano de resultados deve ser continuamente monitorado e adaptado às 
circunstâncias. 
d) Resultados projetados são suscetíveis a volatilidade das variáveis econômicas e 
financeiras. 
e) Torna os controles gerenciais mais subjetivos. 
 
4. O triunfo do planejamento orçamentário será atingido quando as empresas 
estiverem aptas às mudanças econômicas de mercado. Entre os fatores 
considerados importantes na elaboração do plano orçamentário, deve-se estar 
atento: 
a) Às mudanças de mercado que envolvem exclusivamente a concorrência na 
área de atuação. 
b) A um fator muito relevante, que é o sistema de produção da empresa 
c) Ao fato de que as empresas necessitam estar atentas às mudanças, mas não 
que necessariamente respondam de forma tão rápida, e sim que estejam bem 
informadas. 
d) Ao sigilo das informações referentes ao orçamento entre os funcionários. 
e) À relevância que os colaboradores têm na formação do orçamento. 
 
5. Por que os orçamentos são úteis no processo de planejamento? 
a) Os orçamentos são úteis no processo de planejamento porque intensificam a 
comunicação e a coordenação. 
b) Os orçamentos são úteis no processo de planejamento porque fornecem uma 
base para avaliar o desempenho. 
c) Os orçamentos são úteis no processo de planejamento porque são preparados 
pelos departamentos da empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
 
 
d) Os orçamentos são úteis no processo de planejamento porque propiciam uma 
distinção entre quem elabora e quem executa. 
e) Os orçamentos são úteis no processo de planejamento porque proporcionam 
melhores resultados para a empresa. 
 
6. Das seguintes afirmativas sobre orçamento, qual delas é verdadeira? 
a) São documentos formais que mensuram os planos de uma empresa. 
b) Dificultam a comunicação e a coordenação. 
c) São úteis parao planejamento, mas não para o controle. 
d) Podem fornecer uma base para a análise de desempenho, mas somente se a 
empresa não tiver mais de uma unidade orçamentária. 
e) Não pode ser mensurado em bases monetárias. 
 
7. O orçamento estará sempre associado com as duas funções principais da 
administração, que são: 
a) Elaboração de plano de contas orçamentário e plano estratégico. 
b) Planejamento e controle. 
c) Custo dos produtos vendidos (CPV) e custo das mercadorias vendidas (CMV). 
d) Os preços unitários dos produtos ou serviços a serem praticados e a 
capacitação da equipe de vendas. 
e) Sistemas de informação gerencial (SIG), recursos humanos e tecnologia. 
 
8. Os indicadores são considerados como peça-chave, servindo como 
comparativo de valores de períodos distintos. Os mais usuais pelas empresas 
estão relacionados com o sistema de orçamento e planejamento da 
organização. De acordo com esses indicadores, um deles mensura a real 
situação baseada em critérios determinados antecipadamente. 
a) Indicador de padrão de vida. 
b) Indicador de custo de vida. 
c) Desempenho orçamentário. 
d) Ocorrência de recursos disponíveis para investimentos. 
e) Atuar como ferramenta de controle e planejamento econômico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
 
 
TIPOS DE ORÇAMENTO 
 
 
 
5.1 INTRODUÇÃO 
Toda organização precisa de um bom planejamento e amplo controle sobre 
suas operações. Planejar e controlar são ações importantes que auxiliam a direção 
na tomada de decisão quanto ao uso correto de recursos (financeiros, logísticos, 
humanos, materiais) bem como sua otimização. 
O orçamento é composto por diferentes modelos, nos quais cada um possui 
um objetivo, ou seja, eles têm como meta o controle, mas cada um voltado para 
um tipo específico de orçamento. A organização escolhe o modelo de orçamento 
que atenda suas necessidades, porém, é imprescindível que o orçamento esteja 
adequado à estrutura da empresa. 
Além de ser um plano de operações, um orçamento tem uma importante 
função na alocação dos recursos, na coordenação das operações, inclusive 
identificando as restrições comunicando e autorizando as ações, na motivação e 
implementação direcionada, no fornecimento de diretrizes para controlar as 
operações e administrar os fluxos de caixa e no fornecimento de critérios para 
avaliar o desempenho. 
O objetivo do controle orçamentário é coordenar, controlar e avaliar as 
operações da empresa, para sua realização elementos básicos como previsão, 
orçamento e controle são fundamentais, sendo que o orçamento é o pilar dessa 
estrutura. Os principais tipos de orçamento são: orçamento de tendências (estático, 
flexível, contínuo, budget/forecast) orçamento base zero e orçamento por 
atividades. Todos possuem características diferentes, mas visam o mesmo objetivo 
que é atingir os resultados esperados. Neste capítulo serão apresentados os tipos de 
orçamento e suas principais características. 
 
5.2 ORÇAMENTO DE TENDÊNCIAS 
De acordo com Padoveze e Franscischetti (2018, p. 66) uma prática 
orçamentária muito comum tem sido a de utilizar dados passados para projeções 
Erro! 
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a não 
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72 
 
 
 
de situações futuras. Tal prática vem dando bons resultados, pois, de modo geral, os 
eventos passados são decorrentes de estruturas organizacionais já existentes e, por 
conseguinte, há forte tendência de tais eventos se reproduzirem, considerando, 
contudo, a introdução dos novos elementos componentes do planejamento 
operacional da empresa . 
Padoveze afirma que na execução do orçamento de tendências sempre 
existirão eventos passados de conhecimento da empresa, que não se repetirão e 
que, portanto, não serão reproduzidos no orçamento. Da mesma forma, existirão 
futuros eventos que não terão um passado no qual basear novas estimativas, que 
deverão ser orçados de outra maneira (PADOVEZE; FRANCISCHETTI, 2018). 
 
Quadro 6: Tipos de Orçamento 
 
Fonte: Elaborado pelo autor (2020) 
 
Conforme a figura acima o orçamento de tendências se subdivide nas 
seguintes categorias: 
 
 Orçamento Estático: É o mais comum, pois há grande necessidade de 
consolidação dos orçamentos de todas as suas unidades dispersas 
geograficamente em um orçamento mestre e único da organização. Ele é 
considerado estático quando a administração do sistema não permite 
nenhuma alteração nas peças orçamentárias. Sua principal característica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
 
 
está na elaboração de todas as Peças Orçamentárias (Receitas, Custos, 
Despesas, Investimentos etc.) a partir de volumes de produção ou vendas 
pré-fixados. Ou seja, esses volumes determinarão o volume das atividades 
que serão realizadas por cada setor da empresa, dando base para os 
Orçamentos de Gastos com Pessoal, Orçamento de Despesas Operacionais 
e Orçamento de Investimentos. 
 Orçamento Flexível: é um conjunto de orçamentos que podem ser ajustados 
em qualquer nível de atividades. A base é a perfeita distinção entre custos 
fixos e variáveis. Visando complementar e contornar as “deficiências” do 
Orçamento Estático passou a ser elaborado o orçamento denominado 
Orçamento Flexível. Neste modelo orçamentário, ao invés de fixar todas as 
Peças Orçamentárias com base em um volume de produção ou vendas pré-
determinado, a empresa admite uma faixa de variação dos Orçamentos de 
Custos, Despesas e Investimentos base na variação dos volumes de 
produção ou vendas. Ou seja, caso o volume de vendas aumente, é 
admitido um aumento proporcional aos orçamentos de Comissões, Impostos, 
Matérias-Primas etc., afinal, para produzir e vender mais, é lógico que estes 
itens também precisarão acompanhar. 
 Orçamento contínuo: O objetivo principal desta prática orçamentária é a 
atualização periódica do Orçamento, levando ao maior engajamento e 
comprometimento dos gestores e demais envolvidos no processo, que por 
sua vez é a chave do sucesso da metodologia. O Orçamento Contínuo 
possui algumas características bem marcantes como a integração com o 
controle de vários processos, o que exige que os gestores sejam flexíveis e 
ágeis para responder às mudanças inesperadas. Assim como também exige 
uma capacidade maior de mobilização contínua por parte desses 
profissionais. 
 Budget/Forecast: Budget e forecast são coisas diferentes, mas 
complementares. Budget significa um orçamento estático, que quer dizer o 
planejamento de metas, despesas, custos e gastos em um período de 
exercício específico. Já forecast é a o ajuste deste orçamento sempre que 
necessário. O orçamento revisado, também conhecido como Forecast, é 
uma metodologia que se baseia no princípio de manter o planejamento 
orçamentário sempre atualizado com base nos acontecimentos e períodos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
 
 
 
já realizados (não confundir com o Orçamento Contínuo). Qualquer 
alteração no resultado esperado ao se comparar o orçado com o realizado 
pode ser resolvida com uma boa revisão. 
 
O quadro abaixo foi elaborado de acordo com a empresa de prestação de 
serviços em planejamento e controladoria Treazy, e apresenta as principais 
vantagens e desvantagens dos orçamentos. 
 
Quadro 07 – Vantagens e desvantagens dos orçamentos. 
Vantagens Desvantagens 
Orçamento Estático 
Uma das vantagens deste modelo 
orçamentário está na facilidade no 
acompanhamento do planejamento, já 
que uma vez elaborado, não é permitido 
nenhuma alteração, e fica muito mais fácil 
acompanhar ações departamentais, já 
que os recursos destinados para cada setor 
não sofrerão alterações. 
Outra grande vantagem está no tempo de 
elaboração do orçamento, uma vez que 
aprovada uma versão oficial, o orçamento 
não sofrerá nenhuma alteração, reduzindo 
também o tempo de manutenção do 
orçamento (Revisões e Transferências 
Orçamentárias). 
Além disto, o Orçamento Estático também 
acaba por forçar os gerentes e os 
responsáveis pela elaboraçãodo mesmo a 
prestar atenção nas áreas onde o 
orçamento não funcionou, deste modo 
fica mais fácil para monitorar tendências e 
desvios. 
E essa análise de desvios vai criando na 
empresa uma Cultura Organizacional 
focada na melhoria contínua, além de 
gerar uma rica base de conhecimentos 
que ajudarão na elaboração dos futuros 
orçamentos, tornando-os ainda mais 
precisos. 
Como esse modelo orçamentário não 
permite alterações, acaba-se criando um 
certo “engessamento”, que poderá afetar 
a empresa caso ocorra alterações nos 
fluxos de venda fazendo com que cada 
setor continue com os mesmos valores em 
seus orçamentos. 
Ou seja, imagine, por exemplo, que a 
empresa está mês após mês superando as 
metas de vendas e lucratividade. Desta 
forma, as verbas disponíveis para marketing 
e vendas poderiam ser flexibilizadas para 
aproveitar o bom momento e aumentar 
ainda mais os bons resultados que estão 
sendo obtidos. Todavia, como o 
Orçamento Estático não permite 
“flexibilizações”, isto não seria possível. 
Sendo assim, em alguns casos, uma parcela 
significativa das Peças Orçamentárias pode 
vir a perder valor para o processo de 
acompanhamento, controle e análise das 
variações, e também como base para 
projeções e simulações com os dados 
orçamentários. 
Orçamento Flexível 
A principal vantagem do Orçamento 
Flexível está na relevância mantida nas 
Peças Orçamentárias relacionadas a 
Custos, Despesas e Investimentos. No 
Orçamento Estático, é muito comum que 
partes do Orçamento percam a 
relevância, afinal se o volume de vendas 
ou produção variar, estas peças se tornam 
Em contrapartida, o Orçamento Flexível 
impõe uma necessidade muito maior de 
monitoramento das alterações existentes 
no negócio. É necessário que haja um 
processo de acompanhamento constante 
nos níveis de atividades da empresa. 
Também é preciso que os envolvidos se 
adaptem rapidamente as mudanças que 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
 
 
desconexas e deixam de fazer sentido. 
Como o Orçamento Flexível acompanha 
as variações de vendas ou produção, 
acaba tornando as demais Peças 
Orçamentárias muito mais pertinentes e 
alinhadas a mudanças no cenário em que 
a empresa está inserida. 
podem ocorrer constantemente devido aos 
ajustes no orçamento. 
Orçamento Contínuo 
Muitas empresas realizam Revisões 
Orçamentárias em períodos pré-
determinados (trimestralmente ou 
semestralmente). Como o Orçamento 
Contínuo sempre mantém projeções para 
um período de 12 meses, tem-se a 
oportunidade de realizar revisões 
continuamente, eliminando a necessidade 
de parar a empresa para uma “grande 
Revisão Orçamentária” e tornando o 
processo muito mais eficaz. Este modelo é 
bastante indicado para empresas que 
atuam em segmentos com produtos com 
ciclos de vida curtos ou em mercado muito 
voláteis, como moda ou tecnologia, por 
exemplo. Afinal, são setores que trabalham 
de forma bastante dinâmica e ágil e 
mantêm as projeções sempre alinhadas às 
variações do cenário econômico nos quais 
estão inseridos. Além disso, o Orçamento 
Contínuo proporciona um nível muito maior 
de precisão da versão final do Orçamento. 
Por exigir que o Orçamento seja 
incrementado a cada período (mês) 
fechado, este método acaba necessitando 
de um maior engajamento dos envolvidos 
no processo, o que pode ser visto como 
uma desvantagem quando olhamos pela 
ótica de tempo consumido, mas ainda 
assim é uma grande vantagem quando 
analisamos os benefícios obtidos. Por isso, 
este modelo não é muito aconselhável 
para empresas que atuam em segmentos 
com produtos com ciclos de vida longos ou 
em mercado mais consolidados, como 
commodities ou concessões, uma vez que 
esses modelos de negócio não possuem 
tantas variações em espaços curtos de 
tempo e o Orçamento Contínuo pode 
gerar mais trabalho do que benefícios. 
Além disso, o Orçamento Contínuo exige 
ainda uma cultura organizacional 
direcionada à gestão de mudanças e que 
se adapte rapidamente a novos cenários, 
com uma equipe de Planejamento e 
Controladoria bastante atuante na 
elaboração e manutenção do Orçamento, 
bem como no suporte aos gestores de 
departamento e demais envolvidos. 
Budget/Forecast 
Empresas que adotam o Forecast como 
modelo orçamentário costumam ter 
projeções constantemente alinhadas entre 
o cenário planejado e o que realmente 
está sendo realizado. Além disso, o modelo 
possibilita que a empresa aproveite novas 
oportunidades de mercado que podem 
não ter sido previamente mapeadas. Sem 
contar a quantidade de aprendizado e 
crescimento que o processo gera com a 
identificação de padrões de períodos que 
costumam sair do previsto, bem como 
como prevenir tais cenários. 
Assim como o Orçamento Contínuo, o 
Orçamento Revisado acaba por exigir um 
pouco mais de tempo em sua elaboração 
e manutenção, uma vez que, a cada ciclo 
realizado (mensalmente, bimestralmente 
etc.), os valores planejados referentes aos 
meses passados precisam ser sobrepostos e 
os dos períodos futuros precisam ser 
replanejados. O Orçamento Revisado 
também exige uma cultura organizacional 
ágil e que lide bem com mudanças, sem 
falar da necessidade de uma equipe de 
Planejamento e Controladoria atuante na 
elaboração e manutenção do Orçamento, 
bem como o suporte aos gestores de 
departamento e demais envolvidos. 
Fonte: adaptado de Paula (2015) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
 
 
O Orçamento de tendências é apenas um dos vários Modelos e 
Metodologias de Gestão Orçamentária existentes e utilizados por organizações dos 
mais diversos setores, portes e estágios de maturidade. Entender qual a 
metodologia ou modelo mais adequado ao negócio da empresa é fundamental 
para obter sucesso com a adoção. 
 
 
 
5.3 ORÇAMENTO BASE ZERO 
Para o professor doutor Andriei José Beber, da IBE-FGV - especialista nas 
áreas de Finanças, Gestão e Governança, o Orçamento Base Zero (OBZ) é “uma 
ferramenta utilizada pelas empresas na elaboração do Planejamento Orçamentário 
para um determinado período a partir de uma base zerada” (2017, p.01) ainda 
segundo Beber (2017, p.01), este modelo é elaborado sem levar em consideração 
bases históricas ou índices de reajuste, como é feito no modelo tradicional. 
De acordo com Dudick (1978)o OBZ é uma atividade na qual anualmente o 
corpo gerencial tem a responsabilidade de apresentar e justificar detalhadamente 
os seus gastos e não somente os aumentos dos gastos ocorridos no exercício 
precedente, neste sentido Gomes (2000) afirma que o OBZ derruba a falsa proteção 
ou segurança dos gestores, na medida em que propicia a identificação exata dos 
resultados que cada setor e atividade da empresa e possibilita checar se 
operacionalmente as ações estão sendo bem executadas, levando a empresa a 
atingir os resultados esperados. 
O OBZ surgiu com o objetivo de suprir algumas necessidades que não eram 
atingidas com o orçamento de tendências nem com a base histórica, isso significa 
que o histórico não será levado em conta e que as despesas serão planejadas 
segundo a definição do limiar – o custo mínimo necessário para que a empresa 
funcione. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
 
 
 
Para se ter uma ideia de sua eficácia, segundo a Endeavor, o Orçamento 
Base Zero, foi desenvolvido nos anos 1970, utilizado pelo governo norte-americano 
em projeto de redução de custos do Pentágono. 
 
 
 
De acordo com Pyhrr (1981) o conceito do Orçamento com Base Zero, foi 
utilizado inicialmente pelo governo dos Estados Unidos na empresa Texas 
Instruments, durante a década de 1960, cujos resultados foram publicados na 
Harvard Business Review, em 1970. 
Segundo De Faria et al (2010) o orçamento OBZ não é recente: 
A terminologia “orçamento base zero” não é recente. Em muitos estudos, 
considera-se que o OBZ consiste em elaborar o orçamento sem referência passada, 
baseado na reavaliação dos métodos, intenções e recursos segundo os estudiosos 
Herbert (1977) e Pattillo (1977) que explicam que a primeira evidência da utilizaçãodo sistema do orçamento base zero, foi a preparação do planejamento do 
departamento de agricultura dos Estados Unidos em 1964. Então, o secretário de 
agricultura desenvolve um grande interesse pelos problemas orçamentários, 
durante seu período como governador de Minessota, e sugeriu que fossem 
reconsiderados os recursos básicos para cada setor, os justificando partindo do zero, 
na fase orçamentária. Posteriormente, Pyhrr (1981) vislumbrou em um artigo 
intitulado “orçamento base zero”, publicado na Harvard Business Review em 1970 a 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
 
 
aplicação dos conceitos por ele desenvolvidos, na empresa Texas Instruments Inc. 
para o planejamento orçamentário do ano de 1970 (FARIA et al., 2010, p. 3) 
Conforme Pyhrr (1981) o aparecimento do OBZ ocorreu devido a alguns 
problemas muito comuns no Orçamento de Tendências ou com base histórica, 
seriam eles: 
 
 Os objetivos e as metas previstas não refletiam a realidade quando avaliadas 
comparativamente com os valores anteriormente orçados, provocando 
distorções importantes; 
 As quantidades de produção necessárias eram prejudicadas devido à falta 
de decisões operacionais não tomadas; 
 As mudanças de responsabilidade, e no volume da carga de atividades, não 
eram rigorosamente distribuídas na peça Orçamentária (PYHRR, 1981). 
 
Atualmente o OBZ é utilizado como uma ferramenta de gestão, atendendo a 
grandes organizações. É o modelo escolhido para a elaboração de orçamentos, 
para o alcance dos objetivos traçados e apresenta algumas particularidades em 
relação ao orçamento de tendências, e possui as seguintes características: 
 
 Possibilita a análise entre o custo x benefício de todas as atividades, 
processos e projetos, em andamento na empresa, partindo do ponto zero; 
 Mantem o foco nos objetivos e nas metas das unidades de negócios cujos 
recursos serão o resultado da direção e das ações planejadas; 
 Possibilita a correção na distribuição dos recursos baseados no foco do 
negócio, e nas atividades chave; 
 Facilita a aprovação dos níveis de investimento, imediatamente após o 
planejamento baseado em critérios anteriormente definidos; 
 Promove o desenvolvimento participativo, ampliando ao máximo a 
comunicação entre os setores da organização; 
 Fornece subsídios necessários para a tomada de decisão. 
 
Padoveze (2005) afirma que o conceito de orçamento Base Zero pode ser 
considerado o precursor de outra tecnologia de gestão denominada 
Reengenharia. Da mesma forma que o Orçamento Base Zero revê todos os gastos, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 
 
 
 
a Reengenharia enquanto tecnologia de gestão também rediscute a corporação 
partindo de uma análise dos processos e de sua real necessidade nas empresas. 
Para o autor o OBZ está diretamente ligado ao conceito de custo-ideal padrão e 
reitera: 
A proposta do orçamento base zero está em rediscutir toda a empresa 
sempre que se elabora o orçamento. Trata-se de questionar cada gasto e estrutura, 
buscando verificar a real necessidade deles. Nessa linha de pensamento, toda 
atividade da empresa será rediscutida não em função de valores maiores ou 
menores, mas da razão ou não de sua existência. Concluída a definição da 
existência da atividade, será feito um estudo, partindo-se do zero, de quanto 
deveria ser o gasto para a estruturação e manutenção daquela atividade, e quais 
seriam as metas e objetivos (PADOVEZE; FRANCISCHETTI, 2018, p. 66). 
O OBZ possui vários objetivos dentre eles se destacam a capacidade de 
propiciar economia significativa no orçamento, possibilitar a geração de 
informações em quantidade e qualidade para os gestores em todos os níveis da 
empresa, promover a melhoria constante nos processos de tomada de decisões e 
maior participação dos colaboradores em sua elaboração, e possibilitar a redução 
ou eliminação de atividades em duplicidade dentro da organização. 
O quadro abaixo apresenta de forma resumida algumas das vantagens e 
desvantagens na utilização do Orçamento Base Zero. 
 
Quadro 7: Vantagens e desvantagens da aplicação do OBZ. 
Vantagens Desvantagens 
Permite alocação dos recursos de 
maneira muito mais eficiente; 
Auxilia na detecção de 
orçamentos inflados; 
Elimina processos que não 
agregam valor; 
Aumenta a motivação dos 
gestores ao dar maior autonomia 
e responsabilidade pela tomada 
de decisões; 
Melhora a comunicação e 
coordenação dentro da 
organização. 
Maior consumo de tempo do que orçamento 
tradicional; 
Leva os gestores a pensar sobre (e justificar) cada 
item do orçamento; 
Necessário treinamento específico dos gestores; 
Requer maior nível de honestidade por parte dos 
gestores e confiança por parte da direção; 
Em uma organização de maior porte, sem uma 
ferramenta adequada de Gestão Orçamentária, o 
processo envolvendo muitos gestores e enormes 
quantidades de informações, pode ser bastante 
desafiador. 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Uma vez que, na elaboração do OBZ não são considerados dados de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
 
 
eventos anteriores, sua elaboração torna-se mais lenta e também requer mais 
envolvimento das gerencias para que sua aplicação seja capaz de contribuir com 
a eliminação de processos e atividades que não estejam alinhados com os 
objetivos do negócio. 
Independentemente do tipo de orçamento a ser adotado, as organizações 
precisam agir com cautela na fase de coleta de dados para elaboração e primar 
sempre pela clareza das informações e envolvimento das lideranças, sem 
subestimar nenhuma necessidade ou realidade do mercado no qual está inserida. 
 
5.4 ORÇAMENTO POR ATIVIDADES 
O Orçamento por Atividades (Orçamento ABB), é um sistema orçamentário 
no qual os custos são associados às atividades e as despesas são então compiladas 
com base no nível de atividades esperadas. Explicando de maneira mais simples, 
ele reflete as atividades e os processos de negócio (PAULA, 2015). 
O Orçamento por Atividades é voltado ao volume e aos tipos de atividades 
executadas dentro de uma empresa. Nesse método de gestão orçamentária são 
registradas as tarefas que incorrem em custos dentro da estrutura organizacional, 
estabelecendo as relações entre elas para, depois, decidir quanto do orçamento 
total deve ser alocado para cada atividade. 
O Orçamento por Atividade não elimina o orçamento tradicional. Contudo, 
serve como ferramenta gerencial para medir a quantidade necessária de 
equipamentos e funcionários para atender a demanda projetada para o período, 
indo direto ao ponto, o Orçamento por Atividades é especialmente utilizado 
quando o foco for aumentar a eficiência nas atividades de uma organização 
(PAULA, 2015). 
Para implementar o Orçamento por Atividade é importante seguir o fluxo da 
figura abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
 
 
Figura 11: Fluxo para implantação do Orçamento por Atividade 
 
Fonte: Camargo (2018) 
 
Portanto, na essência, com o Orçamento por Atividades é possível não 
apenas estimar a demanda de atividades da empresa, mas, o mais importante: 
traduzir essa demanda em valores monetários, materiais, energia, e outros recursos 
necessários para o atingimento dos objetivos estratégicos da organização. Após a 
identificação de atividades é necessário averiguar os direcionadores de custos, que 
nada mais são do que os fatores que geram ou influenciam o volume dos gastos de 
uma atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. A fundamentação do orçamento flexível está baseada em 
a) Previsões de vendas. 
b) Sistemas de informação, recursos humanos e tecnologia. 
c) Fatores internos. 
d) Cronograma. 
e) Custos fixos e variáveis. 
 
2. Quanto às divisões do orçamento de tendências: 
a) O orçamento estático permite alterações após estar planejado. 
b) É a determinação do volume de vendas que demonstra as ações e os setores 
que serão envolvidos no projeto. 
c) Oorçamento flexível impede que sejam feitas alterações no seu planejamento. 
d) A possível alteração do orçamento pode ocasionar alinhamento nos planos já 
determinados. 
e) O orçamento contínuo determina o planejamento de orçamento a cada seis 
meses do ano. 
 
3. Para que o budget possa ser aplicado, é necessário: 
a) Que seja considerado inflexível, para auxiliar no planejamento orçamentário. 
b) Que seja organizado em subperíodos que variam a cada semestre. 
c) Que a organização possa planejar o orçamento baseado nos últimos cinco 
anos. 
d) Observar dados por meio de relatórios contábeis, analisando a oportunidade de 
expansão ou não do negócio. 
e) Não necessite de revisões. 
 
4. É necessária a comparação do orçamento com o objetivo de verificar 
distorções, para que seja possível realizar as correções de acordo com a atual 
situação. O nome dado a essa revisão é: 
a) Budget. 30%. 
b) Custo dos serviços vendidos (CSV). 
c) Programação e controle da produção (PCP). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
 
 
d) OCX - Corresponde ao orçamento de caixa. 
e) Forecast. 
 
5. Todos os tipos existentes de orçamento devem atender à organização e estar 
adequados a sua estrutura contábil. Os tipos orçamentários são: 
a) Orçamento estático e orçamento flexível. 
b) Orçamento de tendências, orçamento base zero e orçamento por atividades. 
c) Orçamento de vendas. 
d) Orçamento de produção. 
e) Orçamento das despesas operacionais. 
 
6. O orçamento é composto por diferentes modelos, nos quais cada um possui um 
objetivo, ou seja, eles têm como meta o controle, mas cada um voltado para 
um tipo específico de orçamento. A organização escolhe o modelo de 
orçamento que atenda suas necessidades, porém, é imprescindível que o 
orçamento esteja adequado à _____________________. 
a) Estrutura da empresa 
b) Construção de nova fábrica. 
c) Seus clientes. 
d) Venda do trimestre 
e) Curva de tendência. 
 
7. Fazendo um comparativo entre o orçamento de tendências e o base zero, 
aponte uma das diferenças importantes entre eles? 
a) As alterações de atribuições e a quantidade de carga de ações não eram 
distribuídas de forma correta na peça orçamentária. 
b) Possibilita ao gestor questionar as despesas, com o intuito de verificar se elas 
atendem à real necessidade da organização. 
c) Uma análise possibilita ao gestor a correção de distorções de fatos ocorridos, 
para que não venham a se repetir. 
d) Leva em consideração algumas tendências e variações de mercado. 
e) A exclusão de eventos ocorridos para a elaboração de projeções futuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
84 
 
 
 
8. O orçamento de um projeto pode ser feito em diferentes momentos, com 
diferentes graus de detalhamento e precisão. O orçamento preliminar e o 
orçamento final ocorrem em tempos distintos, cada qual com sua finalidade, e 
sobre eles é correto afirmar: 
a) O orçamento preliminar pode ser utilizado como ferramenta de projeto para 
investigar a possibilidade de utilização de determinado material. 
b) Após a conclusão do projeto e antes do início da obra, é realizado o orçamento 
preliminar. 
c) O orçamento final, da etapa de execução, tem como objetivo estudar a 
viabilidade de diferentes soluções de projeto. 
d) As necessidades de recursos humanos e financeiros devem ser estimadas no 
orçamento preliminar. 
e) Durante a execução da obra, o projeto não pode sofrer alterações; dessa 
forma, o orçamento final deve-se manter inalterado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
86 
 
 
 
ORÇAMENTO MESTRE 
 
 
 
6.1 INTRODUÇÃO 
Os orçamentos podem ser entendidos como ferramenta ou como etapa do 
projeto. Um orçamento preliminar pode ser realizado durante etapas iniciais, como 
o anteprojeto, para investigar a viabilidade de diferentes soluções e materiais 
possíveis. Assim, o orçamento preliminar atua como ferramenta de auxílio ao 
projeto. O orçamento como etapa, conhecido como orçamento final, é realizado 
antes do início da obra. Esse tipo de orçamento pode ser útil para estimar a 
necessidade de recursos, financeiros e humanos, e para a obtenção de 
financiamentos, por exemplo. Um projeto pode sofrer alterações durante a 
execução da obra em virtude de uma solução ou material se tornar muito oneroso. 
Assim, é possível, e muito comum, que o orçamento final sofra alterações ao longo 
do tempo de execução, mesmo que tenha sido bem elaborado. 
As metas fundamentais de uma empresa (metas de venda, de produção e 
metas financeiras) são elaboradas a partir de uma interconexão de tipos de 
orçamentos. O agrupamento desses orçamentos é chamado de orçamento-
mestre. 
O profissional deve conhecer bem essas etapas para passar segurança e 
assertividade ao negócio e, ao mesmo tempo que deve também estar ciente de 
cada um dos detalhes do processo se manter responsável por eles, deste modo a 
seguir será apresentado todas as fases do orçamento mestre. 
 
6.2 ELABORANDO O ORÇAMENTO MESTRE 
Um orçamento é essencial para a organização, beneficiando a gestão 
financeira e orientando para sua sobrevivência. É tão importante que ultrapassa a 
delimitação dos limites de recursos financeiros da organização. Os orçamentos, 
sejam eles públicos ou privados, representam uma importante ferramenta de 
análise e controle de desempenho. A elaboração do orçamento-mestre 
desempenha uma função de extrema utilidade para o processo de planejamento, 
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87 
 
 
 
assim, a importância dos orçamentos ao processo de planejamento recai sobre a 
possibilidade de identificação da comunicação e da coordenação. 
Para elaborar o orçamento, é necessário valorar e mensurar diversos itens, e 
isto é inerente ao processo de elaboração do orçamento, mas não do seu 
planejamento. Identificar aquisições ou avaliações da empresa não será relevante 
para o processo de planejamento. A avaliação do investimento é um dos itens que 
compõem o processo orçamentário. 
A administração e a contabilização são atividades decorrentes dos 
processos de gestão e de tomada de decisão, e são estes os responsáveis por gerar 
informações para o processo de elaboração do orçamento. Obtenção e 
separação são operacionalidades da entidade e não têm relação direta com o 
processo de elaboração do orçamento. 
O orçamento mestre abrange todas as atividades que serão desenvolvidas 
pela empresa ou pela organização pública que, de tal modo, passa a servir como 
parâmetro para a elaboração de todas as previsões da organização e pode ser 
dividido em três orçamentos: orçamento operacional (vendas, produção e 
estoque), orçamento financeiro (entradas e saídas de caixa) e orçamento de 
financiamento e investimento (bens de capital, de financiamento e de despesas 
financeiras). 
Neste sentido, a elaboração do orçamento mestre será feita passo a passo 
nessa unidade. Para a elaboração utilizaremos a empresa fictícia Filhos & Filhos 
Industrial e seus dados orçamentários. 
Os orçamentos serão elaborados com base nas informações a seguir. A Filhos 
& Filhos Industrial está preparando seu orçamento seu orçamento para 2020. 
Examinados os fatos relevantes, os executivos esperam o seguinte para o ano: 
 
1. A empresa produzirá dois produtos: Produto F (especial) e Produto G (luxo); 
2. As vendas esperadas são respectivamente: 
 
PRODUTOS UNIDADES PREÇO DE VENDA 
PRODUTO F 5.000 R$ 105,40 
PRODUTO G 1.000 R$ 164,00 
 
3. O estoque final planejado dos produtos F e G e das matérias primas X e Y em 
unidades são os seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 
 
 
PRODUTO F PRODUTO G MATÉRIA PRIMA X MATÉRIA PRIMA Y 
1.100 50 6.000 1.000 
 
4. O estoque inicial dos produtos F e G e das matérias primas X e Y em unidades 
são os seguintes: 
 
PRODUTO F PRODUTO G MATÉRIA PRIMA X MATÉRIA PRIMA Y100 50 5.000 5.000 
 
5. a) Para se produzir uma unidade do produto F são necessários: 
MATÉRIA PRIMA X MATÉRIA PRIMA Y MÃO DE OBRA DIRETA 
12 unidades 6 unidades 14 horas 
 
b) Para se produzir uma unidade do produto G são necessários: 
MATÉRIA PRIMA X MATÉRIA PRIMA Y MÃO DE OBRA DIRETA 
12 unidades 8 unidades 20 horas 
 
6. 
DISCRIMINAÇÃO CUSTO 
Matéria Prima X R$ 1,20 por unidade 
Matéria Prima Y R$ 2,60 por unidade 
Custo da mão de obra direta R$ 2,05 a hora 
 
7. Os custos indiretos de fabricação são, rateados com base nas horas de mão 
de obra direta; 
8. O montante de produtos em processamento é desprezível e pode ser 
ignorado. 
9. O imposto de renda presumido é de R$ 20.000,00 e será pago apenas em 
2021; 
 
As informações apresentadas nos permitem a elaboração do Plano Mestre, 
portanto daremos início a partir do Orçamento de Vendas seguindo até a 
elaboração do Orçamento Global para 2020. A Preparação do orçamento-mestre 
é o item que apresenta a importância do orçamento-mestre e sua abrangência, 
assim como seus subitens, que indicam os demais orçamentos incluídos. 
 
1. Orçamento de vendas; 
2. Orçamento de produção; 
3. Orçamento de compra de matérias primas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
89 
 
 
 
4. Orçamento de mão de obra direta; 
5. Orçamento dos custos indiretas de fabricação; 
6. Orçamento de estoque final; 
7. Orçamento de custo das mercadorias vendidas; 
8. Orçamento de despesas administrativas e de vendas. 
 
O primeiro passo no processo orçamentário é a preparação do orçamento 
de vendas, que é um cronograma detalhado que mostra as vendas esperadas 
para o período orçado. 
 
6.3 ORÇAMENTO DE VENDAS 
Um orçamento de vendas preciso é a chave de todo o processo 
orçamentário, todas as outras partes do orçamento -mestre dependem do 
orçamento de vendas. Se o orçamento de vendas é impreciso, o resto do 
orçamento será impreciso. O orçamento de vendas é baseado na previsão de 
vendas da empresa, o que pode exigir o uso de sofisticados modelos matemáticos 
e ferramentas estatísticas. O orçamento de vendas ajuda a determinar quantas 
unidades precisam ser produzidas. Assim, o orçamento de produção é preparado 
depois do orçamento de vendas. O orçamento de produção, por sua vez, é usado 
para determinar os orçamentos de custos de produção, incluindo o orçamento de 
materiais diretos, o de mão de obra direta e o de custos indiretos de produção 
(Garrison et al, 2013). 
 
Quadro 8: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE VENDAS 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DE VENDAS - 2020 
PRODUTO UNIDADES PREÇO DE VENDA VENDAS TOTAIS 
F 5000 105,40 527.000,00 
G 1000 164,00 164.000,00 
TOTAL 6000 691.000,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Segundo o quadro 09 a Filhos e Filhos industrial estima uma receita de vendas 
para o ano de 2020 de R$691.000,00. 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9), passamos agora para o 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 
 
 
 
próximo orçamento – o orçamento de produção. 
 
 
 
6.4 ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO 
O orçamento de produção envolve procedimentos que devem ser 
observados para o bom desenvolvimento de toda a produção. É importante que a 
organização consiga realizar um bom planejamento, dando atenção às 
quantidades de matérias-primas que são essenciais para a produção da 
mercadoria. Um bom sistema de informação é primordial para o controle desse 
orçamento. 
Na hora de executar um projeto, o custo de produção assume um papel de 
relevância, principalmente pelos clientes, que serão os responsáveis pelo 
pagamento. Por isso, é importante elaborar um orçamento. 
No entanto, o planejamento deve ser traduzido de forma a ser quantificado, 
e é nesse contexto que o orçamento de produção ocorre, possibilitando análise do 
consumo e o custo da matéria-prima utilizada, as despesas indiretas que envolvem 
a elaboração da mercadoria e a qualidade e o custo da mão de obra direta. 
 
Quadro 9: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO EM UNIDADES - 2020 
DISCRIMINAÇÃO PRODUTOS 
 PRODUTO F PRODUTO G 
Vendas planejadas 5000 1000 
Estoque final de produtos acabados 1100 50 
TOTAL 6100 1050 
(-) Estoque inicial de produtos acabados 100 50 
UNIDADES A PRODUZIR 6000 1000 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
 
De acordo com o quadro 10 a Filhos e Filhos industrial estima produzir 6000 
unidades do produto F e 100 unidades do produto G, este montando é analisado 
após considerar os volumes de estoque já existentes (estoque final de 2019) e os 
estoques que deverão ser considerados ao final do ano de 2020 ou seja, os 
estoques iniciais do ano de 2021. 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), passamos agora para o próximo orçamento – o orçamento de 
matérias primas. 
 
6.5 ORÇAMENTO DE COMPRA DE MATÉRIAS PRIMAS 
O custo e o consumo das matérias-primas utilizadas na produção merecem 
atenção em relação ao planejamento orçamentário de produção. Gastos 
decorrentes da fabricação de produtos representam custos. Dessa forma, os 
materiais de limpeza, a depreciação dos equipamentos, a energia elétrica, dentre 
outros, utilizados pela divisão de fábrica, são considerados custos. No entanto, é 
importante compreender o que são custos diretos e custos indiretos e aponta-los no 
orçamento. 
Os custos diretos representam todos os custos usados na produção cuja 
atribuição aos produtos produzidos é objetiva. Assim, é possível identificar com 
facilidade o valor desses custos em relação a cada tipo de produto. Com relação 
aos custos indiretos, sabe-se que eles apresentam maior grau de dificuldade para 
serem atribuídos diretamente aos produtos. 
 
Quadro 10: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE MATÉRIA PRIMA 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DE COMPRA DE MATÉRIAS PRIMAS - 2020 
DISCRIMINAÇÃO MATÉRIA PRIMA 
 MATÉRIA PRIMA X MATÉRIA PRIMA Y 
Unidades requisitadas para produção 84000 44000 
Estoque final 6000 1000 
TOTAL 90000 45000 
Estoque inicial 5000 5000 
Unidades a adquirir 85000 40000 
PREÇO UNITÁRIO 1,20 2,60 
CUSTO DA COMPRA 102.000,00 104.000,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
 
 
 
O quadro 11 apresenta o resultado do custo da compra das matérias primas 
x e y necessários à produção da Filhos e Filhos industrial inclusive os estoques. 
A análise do custo de aquisição de matéria prima permite aumentar o poder 
competitivo da empresa no mercado, assim como melhorar o planejamento do 
resultado econômico. Pode-se afirmar que o custo direto está vinculado à atividade 
fim da organização. O custo direto contribui com a redução da função de rateio 
de custos e despesas. Mediante o custo direto, pode-se definir os preços baseados 
na capacidade produtiva, avaliando ainda a situação do mercado em vigor. 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), o orçamento de matéria prima (quadro 11) passamos agora para o 
próximo orçamento – Orçamento de mão de obra direta. 
 
6.6 ORÇAMENTO DE MÃO DE OBRA DIRETA 
A mão de obra representa um esforço humano e é um importante fator de 
produção. Ela representa o valor do trabalho realizado pelos operários que, direta 
ou indiretamente, contribuem ao processo de transformação. Um empresário 
precisa conhecer os detalhes dos custos da mão de obra por departamentos, linhas 
de produto, por operários diretos e indiretos e por serviços e processos. O custo com 
a mão de obra engloba, além dos gastos com salários, todos os gastos com o 
pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento e 
outros. 
 
Quadro 11: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE MÃO DE OBRA DIRETA 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DE MÃO DE OBRA DIRETA - 2020 
DISCRIMINAÇÃO UNIDADES 
PRODUZIDAS 
HORAS DE 
MDO POR 
UND 
HOTAS 
TOTAIS 
ORÇAMENTO TOTAL A 
R$ 2,05 p/h 
PRODUTOF 6000 14 84000 172.200,00 
PRODUTO G 1000 20 20000 41.000,00 
TOTAL 104.000 213.200,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Para que a Filhos e Filhos Industrial alcance seus níveis de produção 
desejados para o ano de 2020 a empresa destinará R$213.200,00 para os custos de 
mão de obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
93 
 
 
 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), o orçamento de matéria prima (quadro 11), o orçamento de mão de 
obra direta (quadro 12), passamos agora para o próximo orçamento – Orçamento 
dos custos indiretas de fabricação. 
 
6.7 ORÇAMENTO DOS CUSTOS INDIRETAS DE FABRICAÇÃO 
Os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) são gastos identificados com a 
função de produção ou elaboração do serviço a ser comercializado e que, como o 
próprio nome já revela, não podem ser associados diretamente a um produto ou 
serviço específico. 
Dentre os problemas da contabilidade de custos, está a forma de transferir os 
custos indiretos de fabricação aos produtos, processo genericamente denominado 
de rateio. É preciso ter cuidado no momento de escolher, definir a base do critério 
de rateio a ser usado, pois, dependendo da definição, este poderá provocar um 
resultado equivocado que não reflete o valor real desse custo, afetando, assim, a 
avaliação dos estoques, bem como para fins gerenciais (tomada de decisão) e de 
controle do sistema de custos. 
Como o próprio nome revela, custos indiretos são os que não podem ser 
alocados diretamente aos produtos, linha de produto, centro de custo ou 
departamento. Necessita de critérios de rateio ou outras formas de atribui-los aos 
itens custeados. Sob sua classificação, agrupam-se inúmeros gastos de diversas 
naturezas produtivas, como depreciações industriais, gastos com mão de obra 
indireta, materiais consumidos de forma indireta e muitos outros, o quadro a seguir 
apresenta os custos indiretos da Filhos e Filhos Industrial. 
 
Quadro 12: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DOS CUSTOS INDIRETOS DE 
FABRICAÇÃO 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DOS CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO - 2020 
CUSTOS TOTAL DOS DEPARTAMENTOS 
Suprimentos 30.000,00 
Mão de obra indireta 70.000,00 
Encargos sociais 25.000,00 
Energia elétrica 9.000,00 
Manutenção 24.500,00 
Depreciação 25.000,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
94 
 
 
 
Imposto predial 4.000,00 
Seguros 500,00 
Supervisão 20.000,00 
TOTAL 208.000,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
O quadro 13 apresenta soma de todos os custos indiretos que totalizam um 
montante de R$208.000,00 em 2020. 
Os custos Indiretos são aqueles que, mediante aproximação, podem ser 
atribuídos aos produtos por algum critério de rateio. Os Variáveis são custos que 
estão intimamente relacionados com a produção, crescem com o aumento do 
nível de atividade da empresa; os Diretos são os custos de qualquer trabalho 
humano diretamente identificável e mensurável com o produto; os Proporcionais 
representam qualquer custo que cresce diretamente com o aumento da 
quantidade média estocada; os Fixos são aqueles que independem do nível de 
atividade da empresa no curto prazo, não variando com alterações no volume de 
produção. 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), o orçamento de matéria prima (quadro 11), o orçamento de mão de 
obra direta (quadro 12), o Orçamento dos custos indiretas de fabricação (quadro 
13), passamos agora para o próximo orçamento – Orçamento de estoque final. 
 
6.8 ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL 
As decisões relacionadas ao estoque são de alto risco e de alto impacto 
para a cadeia de suprimentos. O estoque comprometido com o apoio a vendas 
futuras impulsiona diversas atividades antecipatórias na cadeia de suprimentos. Sem 
a quantidade adequada de estoque, podem ocorrer a perda de vendas e a 
insatisfação do cliente. Da mesma forma, o planejamento de estoques é 
fundamental para a produção. A falta de materiais ou componentes pode 
interromper a produção ou forçar modificações na programação de produção, o 
que envolve custos adicionais e uma potencial escassez de produtos. Assim como a 
escassez pode atrapalhar os planos de marketing e de produção, o excesso de 
estoque também pode gerar problemas operacionais. Ele aumenta os custos e 
reduz a lucratividade por causa do armazenamento adicional, capital de giro, 
seguros, impostos e obsolescência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
 
 
Os métodos de controle de estoque, se bem operacionalizados, oportunizam 
a produção, facilitam as entregas, reduzem os custos dos produtos fabricados e 
previnem erros. Os métodos de avaliação de estoques representam critérios usados 
pelas empresas a fim de registrar, fiscalizar e controlar a entrada e saída de 
matérias-primas e mercadorias, tendo assim, um controle de tudo que entra e de 
tudo que sai. 
Vejamos a seguir o orçamento de estoque da Filhos e Filhos Industrial para o 
ano de 2020. 
 
Quadro 13: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DE ESTOQUE FINAL – 2020 
ÍTENS UNIDADES CUSTO UNITÁRIO TOTAL 
MATÉRIA PRIMA X 6000 1,20 7.200 
MATÉRIA PRIMA Y 1000 2,60 2.600 
TOTAL 7000 9.800 
PRODUTO ACABADO F 1.100 58,70 64.570 
PRODUTO ACABADO G 50 76,20 3.810 
TOTAL 1150 68.380 
TOTAL GERAL 78.180,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
O gerenciamento dos recursos de estoque exige conhecimento sobre sua 
funcionalidade, princípios, custos, impacto e dinâmica, deste modo segundo o 
quadro 14, a Filhos e Filhos Industrial investirá R$78.180,00 em seus estoques. 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), o orçamento de matéria prima (quadro 11), o orçamento de mão de 
obra direta (quadro 12), o Orçamento dos custos indiretas de fabricação (quadro 
13), o orçamento de estoque final (quadro 14), passamos agora para o próximo 
orçamento –. Orçamento de custo das mercadorias vendidas. 
 
6.9 ORÇAMENTO DE CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 
Um orçamento é essencial para a organização, beneficiando a gestão 
financeira e orientando para sua sobrevivência. É tão importante que ultrapassa a 
delimitação dos limites de recursos financeiros da organização 
Uma vantagem do plano orçamentário é permitir a avaliação e inserção de 
programas que objetivam minimizar custos, a melhoria das margens de negociação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 
 
 
 
com fornecedores. 
As operações de compra e venda de mercadorias que necessitam de bons 
sistemas de controles informatizados e físicos para que no final as empresas possam 
apurar o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) e, consequentemente, o resultado 
ou lucro bruto para as empresas comerciais. 
O CMV corresponde à "baixa” da mercadoria vendida; ou seja, quando a 
empresa vende a mercadoria aos seus clientes, é necessário retirá-lo do seu 
estoque onde está armazenado e entregá-lo. Nesse momento, reconhece-se a 
venda dessa mercadoria na contabilidade como receita de vendas e, 
automaticamente, o reconhecimento do CMV, pois não existe mais a mercadoria 
no estoque. Esse princípio de confrontação entre a receita de vendas e o CMV é 
chamado de regime de competência. 
Devido à alta rotatividade das entradas e saídas de mercadorias, torna-se 
necessário a adoção de sistema de controle de estoque para apuração do CMV: 
inventário periódico ou inventário permanente. O inventário periódico tem como 
característica o fato de que a empresa toma conhecimento do volume de seus 
estoques (para fins contábeis) periodicamente, seja mensal, semestral ou 
anualmente, não ocorrendo as “baixas” de forma automática com as vendas, ou 
seja, somente no período estimulado pela empresa dentro do exercício social. No 
final do período é realizado um inventário físico (contagem) das mercadorias 
existentes, o qual, sendo valorizado, passa a ser o estoque final. Quando as 
entradas das mercadorias são registradase já está apurado o Estoque Final, após o 
inventário físico, aplicamos a fórmula ou a equação: CMV = EI + C - EF. A adoção 
de fichas e outros controles por item é dispensável pela contabilidade, porém pode 
ser feita para fins de controle físico de entrada e saída, com fins gerenciais. Após 
conhecermos os conceitos para apuração do CMV, vamos a situação prática. 
 
Quadro 14: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE CUSTO DAS MERCADORIAS 
VENDIDAS 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
ORÇAMENTO DE CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS - 2020 
MATÉRIA PRIMA 206.000,00 
MÃO DE OBRA DIRETA 213.200,00 
CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO 208.000,00 
TOTAL DOS CUSTOS DE FABRICAÇÃO 627.200,00 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
 
 
(+) PRODUTOS ACABADOS EM ESTOQUE EM 31.12.19 9.680,00 (100F + 50 G) 
(-) PRODUTOS ACABADOS EM 31.12.20 68.380 (1.100 F + 50 G) 
CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA 568.500,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), o orçamento de matéria prima (quadro 11), o orçamento de mão de 
obra direta (quadro 12), o Orçamento dos custos indiretas de fabricação (quadro 
13), o orçamento de estoque final (quadro 14), orçamento de custo das 
mercadorias vendidas (quadro 15) passamos agora para o próximo orçamento –. 
Orçamento de despesas administrativas e de vendas. 
 
6.10 ORÇAMENTO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS E DE VENDAS 
A classificação de custos e despesas de uma empresa envolve a atribuição 
dos gastos da empresa em categorias, as quais podem, ou não, estar relacionadas 
ao volume de atividade da empresa. Temos diversas formas de classificação de 
custos, cada uma com um específico ponto de vista, porém há interação entre 
essas formas de classificação e, inclusive, algumas categorias de custos podem ser 
analisadas em conjunto, formando um outro ponto de vista para a gestão do 
negócio, como é o caso do custo de produção. Independentemente das 
classificações adotadas ou relações analisadas, o objetivo maior da contabilidade 
de custos é mensurar a realidade e garantir que os dados estejam fieis ao processo 
de produção. 
Definir as fontes de receitas em um novo empreendimento é essencial para o 
sucesso do negócio e sua presença em um plano de negócios é fundamental. 
Outro importante elemento a ser observado são as despesas em uma organização 
e, principalmente, as suas origens. 
As escolhas, em um plano de negócio, devem contemplar a origem das 
receitas, apresentando a diversidade de opções do negócio para que este seja 
rentável, além de realizar uma minuciosa análise de despesas, tornando possível 
que essas sejam ajustadas conforme as peculiaridades do negócio, analisaremos a 
seguir as despesas administrativas e de vendas da Filhos e Filhos Industrial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98 
 
 
 
Quadro 15: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – ORÇAMENTO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS E 
DE VENDAS 
CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO TOTAL (R$) 
Suprimentos 30.000,00 
Mão de obra indireta 70.000,00 
Encargos sociais 25.000,00 
Energia elétrica 9.000,00 
Manutenção 24.500,00 
Depreciação 25.000,00 
Imposto predial 4.000,00 
Seguros 500,00 
Supervisão 20.000,00 
TOTAL 208.000,00 
DESPESAS DE VENDAS E ADMINISTRATIVAS TOTAL (R$) 
Comissões de vendas 20.000,00 
Publicidade 3.000,00 
Salários de vendas 10.000,00 
Despesas de viagens 5.000,00 
Salários do pessoal de escritório 10.000,00 
Suprimentos 1.000,00 
Salários de executivos 21.000,00 
Diversos 5.000,00 
TOTAL 75.000,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Conhecidas as previsões de vendas (quadro 9) e as previsões de vendas 
(quadro 10), o orçamento de matéria prima (quadro 11), o orçamento de mão de 
obra direta (quadro 12), o Orçamento dos custos indiretas de fabricação (quadro 
13), o orçamento de estoque final (quadro 14), orçamento de custo das 
mercadorias vendidas (quadro 15), o orçamento de despesas administrativas e de 
vendas (quadro 16) passamos agora para elaboração do Orçamento Global. 
 
6.11 ORÇAMENTO GLOBAL – O ORÇAMENTO MESTRE FINALIZADO. 
O orçamento empresarial é a transcrição, representação ou tradução em 
forma de números e indicadores, financeiros ou não, do planejamento das 
organizações. O planejamento deve considerar a missão e a visão do 
empreendimento. Logo, missão e visão não devem ser apenas uma frase escrita em 
uma placa de metal e utilizada para enfeitar a recepção das organizações, ou um 
quadro na sala dos executivos – deve ser um guia de ações futuras da empresa. 
Tais ações futuras precisam ser dimensionadas em termos de recursos 
consumidos e receitas geradas e o orçamento empresarial é a ferramenta que 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
 
 
 
cuida desse processo. Especialistas de vários setores serão responsáveis pela 
elaboração das peças orçamentárias, que formarão o orçamento empresarial, 
também conhecido como orçamento mestre. 
Para finalizar nossa prática de orçamento, teremos abaixo os fluxos de caixa 
orçados para o ano de 2020 e a elaboração da DRE – Demonstração do resultado 
do exercício antes e após as entradas do fluxo de caixa. 
 
Quadro 16: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – OS FLUXOS DE CAIXA ORÇADOS POR TRIMESTRES 
DISCRIMINAÇÃO TRIMESTRE 
 1º 2º 3º 4º 
Recebimentos de clientes 125.000,00 150.000,00 160.000,00 221.000,00 
Desembolsos 
 Para material 20.000,00 35.000,00 35.000,00 44.200,00 
 Para outros custos e despesas 25.000,00 20.000,00 20.000,00 17.000,00 
 Para folha de pagamento 90.000,00 95.000,00 95.000,00 109.200,00 
 Para imposto de renda 5.000,00 
 Para compra de equipamentos 20.000,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Quadro 17: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO - 2020 
VENDAS 691.000,00 
(-) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS 568.500,00 
LUCRO BRUTO 122.500,00 
(-) DESPESAS DE VENDAS 38.000 
(-) DESPESAS ADMINISTRATIVAS 37.000 
LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA 47.500,00 
IMPOSTO DE RENDA 20.000,00 
LUCRO LÍQUIDO 27.500,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Quadro 18: FILHOS E FILHOS INDUSTRIAL – DEMOSTRAÇÃO ORÇADA DE ENTRADA E SAÍDA DE 
CAIXA 
FILHOS & FILHOS INDUSTRIAL 
DEMONSTRAÇÃO ORÇADA DE ENTRADA E SAÍDA DE CAIXA - 2020 
DISCRIMINAÇÃO TRIMESTRES TOTAL 
 1º 2º 3º 4º DO ANO 
Saldo inicial de caixa (-) 10.000 (-) 10.000 (-) 5.000 (-) 25.000 
(+) Entradas 
Recebimentos de clientes 125.000 150.000 160.000 221.000 656.000 
TOTAL 125.000 140.000 150.000 216.000 631.000 
(-) Saídas 
Material 20.000 35.000 35.000 44.200 134.200 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
100 
 
 
 
Outros custos e despesas 25.000 20.000 20.000 17.000 82.000 
Folha de pagamento 90.000 95.000 95.000 109.200 389.200 
Imposto de renda 5.000 5.000 
Aquisição equipamentos 20.000 20.000 
TOTAL 135.000 150.000 155.000 190.400 630.400 
SALDO DE CAIXA (-) 10.000 (-)10.000 (-)5.000 25.600 600,00 
Fonte: Elaborado pelo Autor (2020) 
 
Finalizados os orçamentos temos a conclusão das análises FILHOS & FILHOS 
INDUSTRIAL, pode-se concluir que juntos os produtos F e G contribuirão para que a 
empresa após o pagamento de seus compromissos e tendo recebido os valores de 
seus clientes finalizará o ano de 2020 com um saldo de caixa positivo no valor de 
R$600,00, considerando que não haverá nenhuma anormalidade que influencie nos 
dados analisados. 
O uso da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) como uma 
ferramenta de gestão permite o comparativo dos resultados previstos no 
orçamento com os valores que foram atingidos no mês corrente, possibilitando uma 
análise de forma vertical e horizontal. 
A DRE apresenta os resultados alcançados pela organização em relação a 
um momento, em que é possível comparar com os orçamentos dos valores 
estimados pela organização e visualizar o que a empresa possui de recursos 
disponíveis para um período estabelecido. 
Não importa os tipos de produto ou serviço oferecido, o planejamentoda 
execução sempre é necessário. Quanto mais bem planejadas são as etapas do 
orçamento mestre, mais assertivo será o resultado. 
 
6.12 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O mundo dos negócios mudou e hoje realizar o planejamento de suas ações 
de forma estratégica não é mais um luxo reservado apenas às grandes 
organizações e sim uma necessidade de qualquer empresa, independente do 
porte ou setor de atuação. 
A economia de mercado, aliada ao avanço tecnológico, tem ampliado a 
concorrência entre as organizações. Há alguns anos atrás, as organizações tinham 
área de atuação limitada. Poucas eram as empresas que conseguiam ter uma 
atuação ampla em todo o país, por exemplo. Atualmente, não existem mais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
101 
 
 
 
barreiras. Você pode comprar bens de qualquer lugar do mundo, com a facilidade 
das ferramentas de pagamento e rastreamento do seu pedido. Isso tem levado as 
organizações a implementarem e levarem a sério o planejamento de seus 
negócios. 
Quais são os planos de sua empresa para os próximos meses? E para os 
próximos anos? Qual sua previsão de faturamento? Quais serão os custos e 
despesas para manter a operação? Isto é viável? Qual o lucro que sua empresa vai 
obter desta forma? E o que pretende fazer com esse lucro? Vai expandir? Contratar 
mais pessoas? Investir em novas máquinas e equipamentos? E que retorno espera 
ter com essas ações? 
Desconhecer as respostas para estas perguntas é como sair para viajar sem 
saber a que destino quer chegar. 
O adequado é que o orçamento - que determina quanto, como e de que 
forma o empreendimento venderá no próximo período orçamentário - seja o ponto 
de partida. A partir disso, o restante se ajusta às demandas do orçamento de 
vendas, como, por exemplo, o orçamento de produção, as matérias-primas, a mão 
de obra direta, os custos indiretos de fabricação, o custo de produção, as despesas 
de vendas e administrativas, os investimentos, as aplicações financeiras e os 
financiamentos. 
Cada vez mais, as empresas têm buscado o aprimoramento de seus 
processos, tendo em vista a necessidade de tomada de decisões rápidas, que 
assegurem o atendimento de seus objetivos de crescimento. E os ensinamentos 
adquiridos através da disciplina PLANEJAMENTO FINANCEIRO E ORÇAMENTO 
EMPRESARIAL será o GPS capaz de manter sua empresa no rumo certo, levando-a 
ao destino escolhido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
102 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São muitas perguntas e nem sempre as empresas possuem a resposta! Disponível em: 
https://bit.ly/3njNdYv Acesso em 18 out. 2020. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. O orçamento de ______________ deve apresentar os efeitos da sazonalidade e o 
número de dias do mês, pois existem meses com mais e menos dias úteis, e isso 
impacta na quantidade de receitas que o empreendimento recebe, enquanto 
existem gastos (custos e despesas) que são mensalmente fixos 
independentemente da quantidade de dias de operação dos negócios. 
Também há períodos (meses, semanas) com datas comemorativas, ou estações 
do ano que favorecem o consumo de alguns produtos e desencorajam o 
consumo de outros. Informações acerca de taxas de juros, de financiamentos, 
aplicações financeiras e estudos de viabilidades de projetos devem ser 
apresentados em peças orçamentárias próprias. 
Assinale a alternativa que completa a sentença: 
a) Produção 
b) Despesas administrativas. 
c) Caixa 
d) Custo das Mercadorias Vendidas 
e) Vendas 
 
2. As ____________não possuem a mesma característica de variação das despesas 
com vendas, na qual o volume do nível de atividade se eleva ou reduz 
proporcionalmente ao volume de atividades comerciais. Logo, as despesas 
administrativas têm características mais estáveis, pouco sensíveis à variação dos 
níveis de atividade do empreendimento, não sendo ligadas diretamente ao 
volume de vendas. Isso não significa que não possam ter variações. Elas podem 
ocorrer, no entanto, de forma mais moderada. 
Assinale a alternativa que completa a sentença: 
a) Compras 
b) Despesas administrativas. 
c) Receitas 
d) Mercadorias Vendidas 
e) Origens de caixa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
104 
 
 
 
3. O método para calcular o custo das horas ou minutos de trabalho dos 
funcionários na produção de uma unidade é multiplicar o custo por hora pela 
quantidade de horas (tempo) na fabricação de cada unidade. Os custos se 
referem a gastos na produção e, logo, o consumo de recursos relacionados à 
gestão/administração ou às vendas não se referem aos custos, mas sim às 
despesas, ou, ainda, aos custos indiretos. Dessa forma, tem-se qual tipo de 
custo? 
a) Custo de mão de obra direta por unidade fabricada 
b) Custo de mão de obra indireta por unidade fabricada 
c) Custo de mercadoria vendida 
d) Custo de produção indireto 
e) Custo fixo de produção 
 
4. Para definir um orçamento de vendas, existem algumas etapas a serem 
cumpridas. Assinale abaixo a alternativa que contempla uma das maiores 
dificuldades existentes no processo de definição desse tipo de orçamento: 
a) Acessar as informações de períodos anteriores para efetuar uma análise 
comparativa. 
b) Atender as metas de venda e reduzir os custos de produção. 
c) Aumentar a eficiência de produção com qualidade. 
d) Definir qual a quantidade de mão de obra direta necessária. 
e) Estabelecer a quantidade de matérias-primas necessárias para o período 
orçado. 
 
5. A mão de obra indireta está associada aos operários cuja função não está 
diretamente relacionada ao produto. Os custos que dependem de cálculos, 
rateios ou estimativas para serem divididos e apropriados em diferentes produtos 
ou diferentes serviços denominam-se como? 
a) Variáveis. 
b) Diretos. 
c) Proporcionais. 
d) Fixos. 
e) Indiretos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
105 
 
 
 
6. É de conhecimento que a matéria-prima pode incluir tanto materiais diretos 
quanto os materiais indiretos. Com base no conceito da matéria-prima, verifique 
as questões apresentadas e identifique a única correta. 
a) A mudança da matéria-prima pode ocorrer somente de modo natural. 
b) A matéria-prima não corresponde a uma importante fonte de renda. 
c) A matéria-prima está disponível na natureza de modo mineral, vegetal e animal. 
d) A matéria-prima corresponde a um único produto que é necessário em diversos 
processos de produção. 
e) A matéria-prima nem sempre se tornará parte do produto acabado. 
 
7. A elaboração do orçamento de produção deve observar alguns aspectos para 
obter o resultado esperado. Com relação a esses aspectos, analise e assinale a 
opção que considerar correta. 
a) O plano orçamentário de produção deve observar o consumo e o custo das 
matérias-primas. 
b) Dentro do planejamento orçamentário, as despesas indiretas da fabricação não 
geram diferença no processo e, por isso, não precisam de atenção especial. 
c) Não é preciso estar atento às quantidades de produtos em estoque, pois é para 
isso existe o orçamento de estoque. 
d) O custo da mão de obra direta não interfere no planejamento do orçamento de 
produção. 
e) Os volumes que devem ser fabricados não interferem de forma direta nas 
quantidades totais de produção. 
 
8. Quanto aos objetivos do orçamento de produção, analise as afirmativas a seguir 
e escolha a correta. 
a) Para o atingimento das metas do orçamento de produção, deve ser 
considerada a tolerância da produtividade instalada na empresa. 
b) Programar e comercializar com qualidade os volumes necessários ao 
atendimento à demanda de cada produto. 
c) Minimizar a redução dos custos sem alterar a qualidade dos produtos. 
d) Manter a instabilidade da produção industrial. 
e) A determinação de políticas que serão aplicadas na gestão de estoque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
 
 
 
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO 
 
UNIDADE 01 
 
 
 
UNIDADE02 
 
QUESTÃO 1 B QUESTÃO 1 A 
QUESTÃO 2 C QUESTÃO 2 C 
QUESTÃO 3 A QUESTÃO 3 D 
QUESTÃO 4 A QUESTÃO 4 E 
QUESTÃO 5 C QUESTÃO 5 D 
QUESTÃO 6 E QUESTÃO 6 A 
QUESTÃO 7 D QUESTÃO 7 A 
QUESTÃO 8 B QUESTÃO 8 E 
 
 
UNIDADE 03 
 
 
 
 
UNIDADE 04 
 
QUESTÃO 1 E QUESTÃO 1 B 
QUESTÃO 2 C QUESTÃO 2 D 
QUESTÃO 3 B QUESTÃO 3 A 
QUESTÃO 4 B QUESTÃO 4 E 
QUESTÃO 5 A QUESTÃO 5 B 
QUESTÃO 6 B QUESTÃO 6 A 
QUESTÃO 7 A QUESTÃO 7 B 
QUESTÃO 8 E QUESTÃO 8 C 
 
 
UNIDADE 05 
 
 
 
UNIDADE 06 
 
QUESTÃO 1 E QUESTÃO 1 E 
QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 B 
QUESTÃO 3 B QUESTÃO 3 A 
QUESTÃO 4 E QUESTÃO 4 B 
QUESTÃO 5 B QUESTÃO 5 E 
QUESTÃO 6 A QUESTÃO 6 C 
QUESTÃO 7 E QUESTÃO 7 A 
QUESTÃO 8 A QUESTÃO 8 E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
107 
 
 
 
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