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INTRODUÇÃO AS ANÁLISES CLÍNICAS E 
MICROBIOLOGIA 
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Sumário 
NOSSA HISTÓRIA .......................................................................................... 4 
ANÁLISES CLÍNICAS: APRESENTAÇÃO ................................................... 5 
OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DO CURSO .................................. 6 
Perfil profissional ........................................................................................ 7 
CONCEITOS INTRODUTÓRIOS ÀS ESPECIALIDADES DE UM 
LABORATÓRIO CLÍNICO. ....................................................................................... 8 
Profissionais atuantes .................................................................................. 8 
APRESENTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS. ......... 9 
Os Laboratórios de Análises Clínicas .......................................................... 9 
As análises clínicas no suporte ao diagnóstico e prevenção de doenças, 
no acompanhamento da terapêutica e na verificação da presença de fatores 
de risco. ............................................................................................................... 10 
Promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças como estratégia para 
a mudança do modelo de atenção à saúde no setor suplementar ....................... 13 
Importância da avaliação dos programas de promoção e prevenção ........ 14 
Sistema de Informação .............................................................................. 16 
TIPOS DE EXAME E INTERPRETAÇÕES LABORATORIAIS ................. 18 
Exames Laboratoriais ................................................................................ 18 
Os principais tipos de Exames Laboratoriais ............................................. 18 
Exames Laboratoriais: Sangue .................................................................. 18 
Exames Laboratoriais: Urina ...................................................................... 19 
Exames Laboratoriais: Fezes ..................................................................... 20 
Exames Laboratoriais: Escarro .................................................................. 20 
Siglas e Nomes de Exames Laboratoriais e seus Significados ..................... 21 
Exame de Sangue – Hemograma .............................................................. 22 
O que é hemograma ............................................................................. 22 
Para que serve o Hemograma? ........................................................... 23 
Parâmetros Avaliados (Siglas e Significados) ............................................ 23 
Eritrograma ................................................................................................ 23 
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Leucograma ............................................................................................... 24 
Plaquetograma ........................................................................................... 25 
CÓDIGOS DE EXAMES LABORATORIAIS .................................................. 25 
Pedido de Exames Laboratoriais ............................................................... 26 
Coleta de Exames Laboratoriais ................................................................ 27 
Como devem ser os laudos de exames laboratoriais? ..................... 27 
O que deve conter no laudo de exames laboratoriais ................................ 27 
Os laudos de exames laboratoriais devem ser arquivados ........................ 28 
Quem pode assinar o laudo laboratorial? .................................................. 29 
Como deve ser a assinatura do laudo laboratorial? ................................... 29 
Como os laudos laboratoriais são entregues aos pacientes? .................... 29 
INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE EXAMES LABORATORIAIS ..... 30 
Valores de Referência de Exames Laboratoriais ....................................... 32 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS .............................................................. 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos 
que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, 
de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
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ANÁLISES CLÍNICAS: APRESENTAÇÃO 
 
A área profissional da Saúde compreende as ações integradas de 
proteção, prevenção, recuperação e reabilitação referentes às necessidades 
individuais e coletivas, visando à promoção da saúde, como base em modelo 
que ultrapasse a ênfase na assistência médico-hospitalar. 
A atenção e a assistência à saúde abrangem todas as dimensões do ser 
humano biológica, psicológica, social, espiritual e ecológica, de modo integral e 
são desenvolvidas por meio de atividades diversificadas, incluindo o 
biodiagnóstico, que auxilia o diagnóstico precoce, o adequado prognóstico, a 
escolha do tratamento e a prevenção das patologias. 
O Técnico em Análises Clínicas é o profissional que auxilia e executa 
atividades padronizadas de laboratório, automatizadas ou técnicas clássicas, 
necessárias ao diagnóstico, nas áreas de parasitologia, microbiologia médica, 
imunologia, hematologia, bioquímica, biologia molecular e urinálise; compõe 
equipes multidisciplinares na investigação e implantação de novas tecnologias 
biomédicas relacionadas às análises clínicas; e zela pelo bom funcionamento 
do aparato tecnológico do Laboratório de Saúde. 
Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), instituída por 
portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, que descreve as 
características das ocupações do mercado de trabalho brasileiro, a ocupação 
do Técnico de Análises Clínicas, também chamado de Técnico em Laboratório 
de Análises Clínicas ou Técnico em Patologia Clínica, recebeu o código 3242-
05. 
O profissional em Análises Clínicas pode atuar em laboratórios de 
diagnóstico médico, em hospitais e em serviços de saúde públicos ou privados, 
sob a supervisão de profissional de nível superior, como biólogo, biomédico, 
farmacêutico-bioquímico e médico patologista clínico. 
 
 
 
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OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DO CURSO 
O Curso técnico em Análises Clínicas tem com objetivo geral qualificar o 
profissional que possa atuar nos Laboratórios de Saúde públicos e privados, 
aprimorando assim a qualidade do profissional e sua atuação em seu respectivo 
nicho, proporcionando ao profissional da área de saúde conhecimentos avançados 
e atuais nos campos das análises clínicas e capacitando-o como um profissional 
em Análises Clínicas e Microbiologia, sendo capaz de gerir e trabalhar em 
laboratórios e hospitais sempre voltados para a saúde-doença, cidadania, ética e 
os programas de saúde pública. 
O curso apresenta uma perspectiva interdisciplinar com a preocupação 
de integração deconceitos, terminologia, metodologia, procedimentos, dados e 
organização, visando auxiliar e atuar no Laboratório de diagnóstico clínico. 
Desse modo, enumeramos a seguir os objetivos específicos do curso: 
• revisitar técnicas e métodos de análises clínicas 
• instrumentalizar os profissionais para interpretação de resultados de rotinas 
do sangue, fezes e urina, que buscam detectar doenças relacionadas 
também a bactérias, vírus e micoses de acordo com as respectivas áreas de 
hematologia, parasitologia e urinálise, micologia, virologia, bacteriologia 
• capacitar o estudante para realizar testes imunológicos. 
• capacitar o profissional de saúde através da perspectiva de inserção no 
mercado de trabalho, em atendimento a uma demanda própria da região; 
• fomentar, tanto o princípio educativo de pesquisa, quanto o princípio 
científico, tendo em vista a produção de conhecimentos direcionados à 
atuação no Laboratório de Análises Clínicas; 
• transmitir informações sobre saúde pública, permitindo a visão integral do 
indivíduo. 
• fornecer conhecimentos e práticas suficientes para a utilização de 
técnicas, normas e protocolos, que visam garantir a qualidade dos 
serviços na área de Laboratório de diagnóstico clínico; 
• orientar a realização de procedimentos administrativos e operacionais na 
rotina de Laboratórios de Saúde; 
• oportunizar a aprendizagem de armazenamento e transporte correto das 
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amostras biológicas de acordo com as normas de biossegurança, higiene 
e saúde pessoal. 
• instruir o adequado descarte dos resíduos gerados nos Laboratórios em 
consonância às normas de biossegurança e preservação ambiental; 
• Transmitir conhecimentos sobre a importância da ética profissional e da 
composição de equipes multidisciplinares no dia a dia da rotina de 
trabalho. 
 
Perfil profissional 
 
O profissional de saúde especializado em Análises Clínicas apresenta 
visão sistêmica do meio ambiente, saúde e segurança, que atua de forma 
independente e inovadora, acompanhando a evolução da profissão. Aplica e 
respeita as normas de proteção e preservação do meio ambiente, saúde e 
segurança no trabalho. 
Tem habilidades de comunicação e de trabalho em equipe 
multidisciplinar. Age com ética profissional, sustentabilidade, flexibilidade, 
responsabilidade social e domínio do saber-fazer, do saber-ser, do saber-saber 
e do saber-conviver. Facilita o acesso e a disseminação dos saberes na área 
da saúde pública e conhece a dinâmica do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Busca a prevenção da doença, promoção da saúde e preserva a 
integridade e a individualidade do ser humano por meio da humanização da 
assistência e da valorização da autonomia das pessoas na recuperação da 
saúde. 
Executa com presteza e correção as ações necessárias e relacionadas à 
rotina de trabalho de análises clínicas. 
 
 
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CONCEITOS INTRODUTÓRIOS ÀS ESPECIALIDADES 
DE UM LABORATÓRIO CLÍNICO. 
Os laboratórios de análises clínicas nada mais são do que o local onde todas 
as amostras de fluídos corporais são retiradas. Eles são regulados, principalmente, 
pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). 
Apesar da explicação acima ter sido curta e objetiva, o funcionamento de um 
laboratório é bem complexo. Afinal, trata diretamente da vida de um ser humano, por 
isso precisa funcionar dentro das normas da vigilância sanitária do estado de 
atuação e ter um bom atendimento e uma equipe especializada. 
Esses laboratórios possuem setores específicos para analisar as 
necessidades de cada exame. Alguns exemplos mais encontrados são: 
Bioquímica: ciência e tecnologia que estuda e aplica a química da vida e os 
processos químicos que ocorrem nos organismos vivos Imunológica: ramo da 
biologia que estuda o sistema imunitário de todos os organismos 
Hematologia: ramo da biologia e especialidade clínica que estuda o sangue dos 
demais animais com sistema circulatório fechado 
Microbiologia: ramo e especialidade da biologia que estuda os microrganismos, 
incluindo eucariontes unicelulares e procariontes, como bactérias, fungos e vírus 
Parasitologia: especialidade da biologia que estuda os parasitas, os seus 
hospedeiros e as relações entre eles. 
Profissionais atuantes 
As figuras que estão presentes de forma efetiva nos laboratórios são os 
técnicos e o bioquímico. O técnico em análise clínica tem como sua principal função 
é coletar os materiais biológicos e enviar para a análise. Sua formação também o 
deixa apto para atuar em hospitais, postos e outras unidades que envolvem a saúde 
e é de sua responsabilidade profissional: realizar testes laboratoriais; fazer análises 
microscópicas; realizar diversos exames específicos de acordo com solicitação 
médica; preparar a amostra do material colhido; orientar o paciente a respeito do tipo 
de exame e da coleta do material; operar, calibrar e manter os equipamentos em 
perfeitas condições; diagnosticar doenças de origem parasitária. 
http://www.sbac.org.br/
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Quanto ao bioquímico, profissional habilitado, é de sua responsabilidade a 
análise dos materiais recolhidos, variando de acordo com os objetivos. Esses 
especialistas podem ser bioquímicos, biomédicos, farmacêuticos etc. 
Como os profissionais que atuam nos laboratórios de análises clínicas 
mantêm um contato próximo aos pacientes, é imprescindível que a ética 
profissional seja aplicada desde o início do exame até o final. Ou seja, desde a 
coleta do material fluido até o momento em que os resultados são apresentados. 
É importante também que os laboratórios apliquem um atendimento 
humanizado, no qual exista empatia e tratamento individualizado, levando em conta 
as necessidades do paciente. 
APRESENTAÇÃO DE UM LABORATÓRIO DE ANÁLISES 
CLÍNICAS. 
Esse tópico é especial para os profissionais da área da saúde, afinal, alguns 
trabalhadores dessa classe almejam independência financeira, o que pode se tornar 
realidade ao montar um laboratório de análises clínicas. 
Mas, na verdade, esse processo está longe de ser fácil ou pouco burocrático. 
Abrir um laboratório exigirá competências administrativas e financeiras, além de 
lidar com um maquinário especializado e de alta tecnologia, será necessário 
também lidar com a concorrência. 
Como citado anteriormente, ao abrir um negócio dessa natureza, inspeções 
rigorosas e periódicas serão realizadas pela Agência de Vigilância Sanitária 
(Anvisa), pelo Ministério da Saúde, pelas Secretarias Estaduais de Saúde, pelos 
órgãos de classe e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essa 
vistoria assegura que a qualidade esteja presente nesses espaços, confirmando que 
o paciente terá o tratamento adequado em todo o processo de coleta de material 
fluido. 
Os Laboratórios de Análises Clínicas 
Como o foco principal desses laboratórios é fazer a coleta de amostras, é 
fundamental que ocorra uma locomoção apropriada desse material. Por isso, os 
laboratórios atuam fazendo toda essa logística de forma adaptada para o transporte 
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/atendimento-humanizado/
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/atendimento-humanizado/
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/tecnologia-saude/
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/laboratorio-de-apoio/
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/laboratorio-de-apoio/
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de amostras biológicas nas condições ideais de resfriamento ou congelamento, 
atendendo a todas as normas da vigilância sanitária. 
Um moderno sistema de informações faz o acompanhamento, em tempo real, 
da localização de cada veículo, sendo rastreada a posição exata das amostras. 
A temperatura das amostras também é controlada durante todo o trajeto, 
registrando as mínimas variações que possam ocorrer e todos estes cuidados 
resultam em agilidade, confiabilidade e segurança. 
O laboratórios também conta com uma equipe exclusiva para esclarecer 
dúvidasdo dia a dia e discutir assuntos de alta complexidade com médicos ou 
profissionais dos laboratórios. 
 Podemos constatar que os laboratórios de análises clínicas são 
fundamentais para a realização de distintos exames. Seja na esfera pública ou 
privada, esses espaços contribuem para que a sociedade esteja com a saúde em 
dia. 
Mas é preciso que alguns cuidados sejam tomados pelos responsáveis por 
esses laboratórios, como ter ética profissional, manter um lugar adequado de acordo 
com a vigilância sanitária, contratar profissionais especializados e ter a certeza que 
os exames chegarão da melhor forma ao paciente. 
 
As análises clínicas no suporte ao diagnóstico e prevenção de 
doenças, no acompanhamento da terapêutica e na verificação 
da presença de fatores de risco. 
 
Os primeiros conceitos de promoção da saúde foram definidos pelos autores 
Winslow, em 1920, e Sigerist, em 1946. Este definiu como as quatro tarefas 
essenciais da medicina: a promoção da saúde, a prevenção das doenças, a 
recuperação e a reabilitação. Posteriormente, Leavell e Clark, em 1965, delinearam 
o modelo da história natural das doenças, que apresenta três níveis de prevenção: 
primária, secundária e terciária. As medidas para a promoção da saúde, em nível de 
prevenção primário, não são voltadas para determinada doença, mas destinadas a 
aumentar a saúde e o bem-estar gerais (BUSS, 2003). 
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/estabelecimentos-de-saude-pesquisa-de-satisfacao/
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Tendo em vista que o conceito de Leavell e Clark possui enfoque centrado no 
indivíduo, com certa projeção para a família ou grupos, verificou-se sua 
inadequação para as doenças crônicas não-transmissíveis, pois a prevenção de tais 
doenças envolve medidas não só voltadas para os indivíduos e famílias, como 
também para o ambiente e os estilos de vida (BUSS, 2003). 
O movimento de promoção da saúde surgiu no Canadá, em 1974, por meio 
da divulgação do documento “A new perspective on the health of canadians”, 
também conhecido como Informe Lalonde. A realização desse estudo teve como 
pano de fundo os custos crescentes da assistência à saúde e o questionamento do 
modelo centrado no médico no manejo das doenças crônicas, visto que os 
resultados apresentados eram pouco significativos (BUSS, 2003). 
Por meio do Informe Lalonde, identificou-se que a biologia humana, o meio 
ambiente e o estilo de vida estavam relacionados às principais causas de 
morbimortalidade no Canadá; no entanto, a maior parte dos gastos diretos com 
saúde concentrava-se na organização da assistência. Foram propostas, portanto, 
cinco estratégias para abordar os problemas do campo da saúde: promoção da 
saúde, regulação, eficiência da assistência médica, pesquisa e fixação de objetivos. 
Esse Informe favoreceu a realização da I Conferência Internacional sobre Cuidados 
Primários de Saúde, em 1978, em Alma-Ata, com grande repercussão em quase 
todos os sistemas de saúde do mundo (BUSS, 2003). 
Em 1986, ocorreu a I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, 
que originou a Carta de Ottawa. De acordo com esse documento, “promoção da 
saúde é o nome dado ao pro cesso de capacitação da comunidade para atuar na 
melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no 
controle desse processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, 
mental e social (...) Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os 
recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção 
da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um 
estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global” (CARTA DE OTTAWA, 
1986). 
Cresce, portanto, a aceitação de que os aspectos sócio-culturais, econômicos 
e ecológicos investem-se de uma importância tão grande para a saúde quanto os 
aspectos biológicos, e que saúde e doença decorrem das condições de vida como 
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um todo. Temas como a deterioração do meio ambiente, os modos de vida, as 
diferenças culturais entre as nações e as classes sociais, e a educação para a 
saúde passam a estar mais e mais presentes nos debates sobre as formas de se 
promover a saúde (FARINATTI; FERREIRA, 2006). 
Posteriormente, foram realizadas outras conferências internacionais sobre 
Promoção da Saúde, as quais reafirmaram os preceitos estabelecidos na I 
Conferência e agregaram novas questões e estratégias de ação voltadas para áreas 
prioritárias, a fim de gerar políticas públicas saudáveis. 
Dessa forma, o significado do termo Promoção da Saúde foi mudando ao 
longo do tempo e, atualmente, associa-se a valores como: vida, saúde, 
solidariedade, equidade, democracia, cidadania, desenvolvimento, participação e 
parceria. Além disso, está relacionado à ideia de “responsabilização múltipla”, uma 
vez que envolve as ações do Estado (políticas públicas saudáveis), dos indivíduos e 
coletividades, desenvolvimento de habilidades pessoais e coletivas, do sistema de 
saúde, reorientação do sistema de saúde e das parcerias inter setoriais (BUSS, 
2003), na definição de prioridades, planejamento e implementação de estratégias 
para promover saúde. Vale ressaltar que termos como empowerment, autocuidado 
e capacitação (ou auto capacitação) vêm sendo cada vez mais utilizados, uma vez 
que a promoção da saúde envolve o desenvolvimento de habilidades individuais, a 
fim de permitir a tomada de decisões favoráveis e a participação efetiva no 
planejamento e execução de iniciativas, visando à qualidade de vida e à saúde 
(FARINATTI; FERREIRA, 2006). 
As ações preventivas, por sua vez, definem-se como intervenções orientadas 
a evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e 
prevalência nas populações. Para tanto, baseiam-se no conhecimento 
epidemiológico de doenças e de outros agravos específicos (CZERESNIA, 2003). A 
prevenção orienta-se às ações de detecção, controle e enfraquecimento dos fatores 
de risco de enfermidades, sendo o foco a doença e os mecanismos para atacá-la 
(BUSS, 2003). 
 
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Promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças como 
estratégia para a mudança do modelo de atenção à saúde no setor 
suplementar 
A Lei nº 9.961/00, que cria a ANS e dá outras providências, estabelece, em 
seu artigo 4º, que uma das competências da Agência é “fixar as normas para a 
constituição, organização, funcionamento e fiscalização das operadoras de planos 
de saúde, incluindo os conteúdos e modelos assistenciais” (BRASIL, 2000). 
A definição de modelo assistencial consiste na organização das ações para 
intervenção no processo saúde/doença, articulando os recursos físicos, tecnológicos 
e humanos para enfrentar os problemas de saúde existentes em uma coletividade. 
Podem existir modelos que desenvolvam exclusivamente intervenções de 
natureza médico-curativa e outros que incorporem ações de promoção e prevenção; 
e ainda há modelos em que seus serviços simplesmente atendam às demandas, 
sempre aguardando os casos que chegam espontaneamente ou outros que atuam 
ativamente sobre os usuários, independentemente de sua demanda (PAIM, 1999). 
Na Saúde Suplementar, o modelo de atenção hegemônico caracteriza-se 
pelo enfoque biologista da saúde/doença/cuidado, desconsiderando seus 
determinantes sociais, com ações desarticuladas, desintegradas, pouco cuidadoras, 
centradas na assistência médico-hospitalar especializada e com incorporação 
acrítica de novas tecnologias, constituindo-se em um modelo caro e pouco eficiente. 
Soma-se a isso o fato de os planos de saúde poderem ter cobertura 
segmentada em ambulatorial ou hospitalar, com ou sem obstetrícia, além de planos 
exclusivamente odontológicos, comprometendo significativamente a integralidade da 
atenção. Por outro lado, as práticas de promoção da saúde e prevenção de riscos e 
doenças ainda são utilizadas de forma acessória ou desconsideradas, compouquíssimo ou nenhum impacto sobre a saúde dos beneficiários. 
Tendo em vista o aumento crescente dos custos em saúde, determinado pelo 
envelhecimento da estrutura etária da população; pelas transformações nas 
estruturas de morbimortalidade, com elevação da importância das doenças crônicas 
não transmissíveis frente às doenças infecto-contagiosas; e pelas mudanças 
tecnológicas, que levam à incorporação de mais capital e recursos humanos 
14 
 
 
 
 
 
 
(MÉDICI, 1995); as operadoras buscam a redução dos gastos com assistência à 
saúde de alto custo. 
Vale ressaltar que a incorporação de tecnologias no setor de saúde implica o 
aumento dos custos por não ser substitutiva, uma vez que não significa o 
deslocamento das anteriores. Além disso, o consumo de novos equipamentos e 
medicamentos ocorre de forma acrítica, com poucas vantagens para o paciente. 
O padrão de desenvolvimento científico, tecnológico e a organização da 
atenção à saúde sob a lógica de mercado, direcionada para a cura de doenças e 
centrada na prática médica realizada constituíram formas de produção e consumo 
de serviços de saúde que tiveram como consequências a elevação de custos, o 
baixo impacto na saúde da população, a grande especialização e o aumento das 
barreiras de acesso. Dessa forma, a Promoção da Saúde apresenta críticas ao 
modelo biomédico e proposições para a reorientação dos modelos de atenção à 
saúde, buscando intervir sobre os determinantes da saúde e basear suas ações de 
acordo com as premissas da intersetorialidade. 
O desenvolvimento de programas de promoção da saúde e prevenção de 
riscos e doenças tem como objetivo a mudança do modelo assistencial vigente no 
sistema de saúde e a melhoria da qualidade de vida dos beneficiários de planos de 
saúde, visto que grande parte das doenças que acomete a população é passível de 
prevenção. Cabe destacar que a necessidade de racionalização dos custos por 
parte das operadoras é importante na medida em que seja complementar à política 
do MS empreendida para todo o país. 
Todo esse esforço tem sido realizado no sentido de implementar modelos de 
atenção baseados na produção do cuidado, assim respondendo à necessidade da 
integralidade da atenção à saúde. Nessa direção, o setor suplementar deve se 
tornar um ambiente de produção de ações de saúde nos territórios da promoção, 
proteção, recuperação e reabilitação da saúde dos indivíduos, com o estabeleci- 
mento de vínculo entre profissional de saúde e beneficiários e, principalmente, 
responsabilização das operadoras pela gestão da saúde de seus beneficiários. 
Importância da avaliação dos programas de promoção e prevenção 
Segundo Navarro (1992), “um programa é um conjunto de atividades dirigidas 
para atingir certos objetivos, com dados recursos e dentro de um período de tempo 
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específico”. Além disso, “a avaliação de programa envolve dois tipos de atividades: 
a produção de informações, referentes ao andamento dos programas e seus 
produtos, e o estabelecimento de um juízo de valor a respeito do mesmo”. 
Avaliar significa realizar um julgamento sobre uma intervenção com o objetivo 
de auxiliar na tomada de decisões, sendo considerada uma importante ferramenta 
para verificar a eficácia das ações estabelecidas e subsidiar o processo de 
planejamento. 
A OMS (2000) conceitua a avaliação como “Processo de determinação, 
sistemática e objetiva, da relevância, efetividade, eficiência e impacto de atividades 
fundamentadas em seus objetivos. É um processo organizacional para 
implementação de atividades e para colaborar no planejamento, programação e 
tomada de decisão”. 
Instituído o programa, este precisa ser oferecido e acessível à população- 
alvo, além de ter adequada qualidade. Com isso, é necessário que a população 
aceite o programa e o utilize. Essa utilização resultará em uma dada cobertura da 
intervenção que, uma vez alcançada, produzirá um impacto, resultado populacional, 
sobre um comportamento ou sobre a saúde. 
Para que essas etapas sejam devidamente avaliadas, torna-se imprescindível 
a escolha de indicadores, o que dependerá das características do próprio programa 
ou intervenção. 
Donabedian identifica três tipos de indicadores de avaliação: a estrutura, o 
processo e o resultado. Indicadores de estrutura dizem respeito à área física, 
tecnologia apropriada, recursos humanos, medicamentos, acesso a normas de 
avaliação e manejo de pacientes, entre outros; e identificam as condições sob as 
quais o cuidado à saúde é oferecido aos usuários (DONABEDIAN, 1984 apud 
BRASIL, 2007). 
Os indicadores de processo indicam o que é realmente oferecido aos 
usuários no âmbito do cuidado, apontando o que os profissionais fazem, em termos 
de coleta de história, exame físico, exames complementares, trata- mento e 
acompanhamento. Geralmente, esses indicadores são comparados a padrões 
previamente estabelecidos, como guidelines, protocolos e consensos. Enquanto 
isso, os indicadores de resultado indicam o quanto o usuário do serviço teve seu 
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problema resolvido após certo período de tempo. A satisfação do paciente e do 
profissional também são dimensões do resultado. 
Os indicadores de processo são tão importantes quanto os de impacto, tendo 
em vista que determinar como um programa atua e também os resultados na 
população são de suma relevância. Aliás, as avaliações de impacto não dispensam 
a coleta de indicadores de processo (oferta, utilização e cobertura) (BRASIL, 2007). 
O indicador específico a ser utilizado na avaliação depende das 
características do próprio programa. A população a que o programa se dirige gera 
indicadores de cobertura. A natureza do programa, os instrumentos, equipamentos 
e recursos humanos utilizados, o método de veiculação para a população-alvo, 
entre outros, fornecem elementos para a formulação de indicadores de oferta. Os 
registros sobre a implementação do programa são úteis para a construção de 
indicadores de utilização e oferta. Os objetivos do programa, por sua vez, permitem 
construir indicadores de impacto (BRASIL, 2007). 
Furtado (2006, p.40) estabelece os passos a serem dados na condução de 
um processo avaliativo: 
• Identificar os grupos de interesse: incluem a equipe do programa ou 
serviço, indivíduos, instituições parceiras etc. 
• Definir os propósitos da avaliação: é importante definir as principais 
motivações que levaram ao desenvolvimento da avaliação. 
• Descrever o programa: os aspectos centrais do programa devem ser 
descritos, assim como os problemas enfrentados, a população-alvo, 
as atividades executadas etc. 
• Definir as questões da avaliação: devem ser definidas as perguntas 
que merecem atenção no processo avaliativo, considerando a 
pertinência, a capacidade de levantar informações importantes, os 
recursos e o tempo. 
• Coleta e análise dos dados: uma vez definidas as questões da 
avaliação, deve-se decidir quais informações são necessárias para 
respondê-las, além de como e onde essas informações serão 
obtidas. 
Sistema de Informação 
O sistema de informação utilizado pela operadora poderá ter diversas 
funcionalidades, que serão de suma importância para o monitoramento e 
acompanhamento das atividades programadas e dos beneficiários inscritos, 
podendo, por exemplo: 
• Controlar a entrada e a saída de inscritos. 
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• Identificar a frequência de participação dos inscritos nas atividades do 
programa. 
• Emitir sinais de alerta para a busca ativa de beneficiários faltosos. 
• Monitorar os resultados obtidos pelos beneficiários inscritos no 
decorrer do programa. 
• A operadora poderá utilizar como sistema de informação: software 
operacional, utilizado para registro de informações assistenciais e 
administrativas de toda a população para acompanhamento dos 
beneficiários inscritos no programa; planilha eletrônica, para tabulação 
dos dados do programa em meio digital, em arquivosdo tipo planilhas 
do Microsoft Excel, Open Office ou compatíveis ou; software 
especificamente desenvolvido, ou módulo do software operacional, 
para o registro e acompanhamento das informações relativas aos 
Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças. 
• Comunicação dos resultados: é resultante de todo o processo desen- 
volvido. O relatório deve conter os propósitos da avaliação, as 
perguntas definidas, os indicadores estabelecidos e a análise dos 
dados. 
• Utilização dos resultados: as informações devem ser úteis e críveis, de 
tal forma que os resultados sejam reconhecidos como subsídios para a 
tomada de decisões. 
Nesse sentido, é de extrema relevância estimular a incorporação da 
avaliação e do monitoramento dos programas de promoção da saúde e prevenção 
de riscos e doenças como prática permanente realizada pelas operadoras de planos 
de saúde. Tal iniciativa tem por objetivo viabilizar a tomada de decisões e a 
definição de estratégias de intervenção, bem como caminhar no sentido de qualificar 
a atenção à saúde no setor suplementar. 
 
 
18 
 
 
 
 
 
 
TIPOS DE EXAME E INTERPRETAÇÕES 
LABORATORIAIS 
 
 
Exames Laboratoriais 
Exames Laboratoriais são todos aqueles exames ou testes solicitados por 
médicos, ou outros profissionais da área da saúde, e realizados em Laboratórios de 
Análises Clínicas. Em geral, o objetivo principal é confirmar a suspeita de uma 
doença, mas também são realizados exames de rotina, ou check-up. 
 Os Exames Laboratoriais, como já citamos anteriormente, existem inúmeras 
finalidades para a solicitação de exames laboratoriais. 
• Prevenção de Doenças 
• Formulação de Diagnóstico 
• Acompanhamento de Paciente 
• Acompanhamento de Tratamento 
• Coleta de Dados Epidemiológicos 
• Pesquisa Clínica de Medicamentos 
 
Para melhor compreensão da importância dos exames laboratoriais, bem 
como compreendermos a finalidade para a qual eles foram pedidos, é necessário 
conhecer quais são os tipos de exames laboratoriais. 
 
Os principais tipos de Exames Laboratoriais 
Existem vários tipos de exames laboratoriais, assim como também existem 
diversas classificações. 
 
Exames Laboratoriais: Sangue 
 
Bioquímica 
 
Ácido úrico, bilirrubina total e frações, colesterol total e frações, 
triglicerídeos, creatinina, fosfatase alcalina, glicose, curva glicêmica, potássio, 
19 
 
 
 
 
 
 
sódio, AST, ALT, ureia, Gama GT, ácido ascórbico, ácido cítrico, enzimas, 
outros carboidratos, proteínas, amônia, drogas etc. 
 
Hematologia 
 
Tipagem sanguínea (grupos ABO, Fator Rh, D fraco), hemograma, 
hematócrito, prova do laço, coagulograma e fatores de coagulação, coombs 
direto e indireto, teste de hemolisina, pesquisa de hemácias fetais, 
hemoglobina fetal, tempo de sobrevida de hemácias. 
 
Imunologia 
 
Fator reumatoide, Proteína C Reativa, Toxoplasmose, Reação de 
Hemaglutinação, VDRL, Citomegalovírus, Rubéola, Hepatites, Toxoplasmose, 
antiestreptolisina, brucelose, Doença de Chagas, mononucleose, 
leishmaniose, schistossomose, PSA, HIV, amebíase, candidíase, 
histoplasmose, cisticercose, herpes 
 
Microbiologia/Micologia 
 
Hemocultura, antibiograma 
 
Hormônios 
 
FSH, Beta HCG, LH, T3 T4, TSH, Prolactina, Progesterona, 
estrógenos, Corticosteroides, serotonina, diabetes insípidus, aldosterona, 
hormônio placentário, renina, cortisol, glucagon, insulina, HGH, Testosterona, 
ACTH, Calcitonina 
 
Exames Laboratoriais: Urina 
 
Pesquisa de Elementos Anormais/Sedimentos, acidez/ácidos, 
fenilcetonúria, frutosúria, galactosúria, melanina, proteinúria de 24 horas, 
prova de diluição, prova de concentração 
20 
 
 
 
 
 
 
 
Exames Laboratoriais: Fezes 
 
Pesquisa de larvas, pesquisa de oxiúros, pesquisa de sangue oculto 
nas fezes, exame parasitológico (ovos, fragmentos/partes etc), investigação 
de enzimas proteolíticas, estercobilinogênio, gordura fecal, prova de tripsina, 
acidez, prova de digestibilidade, pesquisa de ovos 
 
Exames Laboratoriais: Escarro 
 
Baciloscopia 
 
Exames Laboratoriais: Secreção Vaginal 
 
Exames Microbiológicos, Micológicos e Parasitológicos, Exame a Fresco 
 
Exames Laboratoriais: Secreção Uretral 
 
Exames Microbiológicos, Micológicos e Parasitológicos 
 
Exames Laboratoriais: Líquido Cefalorraquidiano (Líquor) 
 
Características físicas, contagem específica e global de células, reação de 
VDRL, látex, reação de Pandy, exame direto (fungos), eletroforese, cultura 
 
Exames Laboratoriais: Esperma 
 
Ácido cítrico, fosfatase ácida e alcalina, frutose, prova de progressão 
espermática, pesquisa de anticorpos antiespermatozoides, espermograma, teste de 
penetração 
 
Exames Laboratoriais: Líquido Amniótico 
 
Teste de Clements, dosagem de líquido amniótico, fosfolipídios 
 
 
21 
 
 
 
 
 
 
Exames Laboratoriais: Líquido Sinovial e Derrames 
 
Pesquisa de Cristais, características físicas, contagem global e específica de 
células, glicose, proteínas, ácido úrico, prova do látex, bacterioscopia 
 
Exames Laboratoriais: Suco Gástrico 
Teste de gastroacidograma, teste de Hollander 
 
 
 
 
 
Siglas e Nomes de Exames Laboratoriais e seus 
Significados 
Como existem inúmeros tipos de exames laboratoriais, consequentemente, 
também existem outras centenas de siglas nos nomes dos exames e seus 
resultados. 
Serão apresentados nesta apostila as siglas e os exames mais usadas pelos 
profissionais, iniciando pelos 13 tipos de exames laboratoriais mais frequentes em 
amostras de requisição de exames. Segundo levantamento realizado por 
CAPILHEIRA & SANTOS (2006). 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: Tabela 1 tipos de exames laboratoriais mais frequentes 
 
 
Fonte: Carpilheira & Santos, 2006. 
 
Exame de Sangue – Hemograma 
 
O que é hemograma 
O hemograma é um exame laboratorial de sangue feito em laboratórios de 
análises clinicas, que possibilita a contagem da quantidade de células presentes no 
sangue. Existem três tipos básicos de células, estas são: 
• Glóbulos vermelhos: responsáveis pelo transporte de oxigênio 
graças à hemoglobina; 
• Glóbulos brancos: células de defesa do organismo que ajudam no 
combate a infecções; 
• Plaquetas: participam da coagulação sanguínea. 
• 
Tabela 1 
23 
 
 
 
 
 
 
 
Para que serve o Hemograma? 
O hemograma serve para a mensuração dos valores das células sanguíneas. 
Frequentemente, é indicado pelo profissional de saúde com o intuito de verificar o 
estado de saúde geral de uma pessoa e também serve para diagnosticar doenças e 
comprovar efeitos secundários de tratamentos. 
 
Siglas e significados de um hemograma 
 
Parâmetros Avaliados (Siglas e Significados) 
 
Eritrograma 
RBC (Contagem de Hemácias – Eritrócitos): indica o número de hemácias 
por volume de sangue. 
HGB (Hemoglobina): mede a quantidade de hemoglobina por volume de 
sangue. A hemoglobina é uma proteína presente dentro das hemácias e uma das 
suas funções é o transporte de gases, como oxigênio e gás carbônico. 
HCT (Hematócrito): mede a porcentagem de volume que os glóbulos 
vermelhos ocupam no sangue, ou seja, um hematócrito de 39 indica que 39% do 
sangue é composto por hemácias. 
MCV (Volume Corpuscular Médio): mostra o tamanho dos glóbulos 
vermelhos. 
MCH (Hemoglobina Corpuscular Média): quantidade média de 
Hemoglobina presente nas hemácias e serve para identificar o tipo e causa da 
anemia. 
MCHC (Concentração da Hemoglobina Corpuscular Média): quantidade 
de hemoglobina presente em um eritrócito médio. 
RDW-CV (Amplitude de Distribuição dos Eritrócitos medido como 
Coeficiente de Variação); RDW-SD (o mesmo do anterior sendo medido como 
Desvio Padrão): é uma medida que mostra se as células são todas iguais ou de 
tamanhos ou formas diferentes 
24 
 
 
 
 
 
 
RET%: Porcentagem de Reticulócitos; RET# = Contagem Absoluta de 
Reticulócitos: marcador de atividade de resposta medular,diferenciando anemias 
regenerativas das hiporregenerativas. 
IRF (Fração de Reticulócitos Imaturos): preditor precoce da recuperação 
hematopoiética pós transplante de medula óssea 
 
Leucograma 
WBC (Contagem de Glóbulos Brancos, ou Leucócitos): indica o número 
de leucócitos, ou células brancas, por volume de sangue. 
NEUT# (Contagem Absoluta de Neutrófilos): indica o número de 
neutrófilos por volume de sangue. 
NEUT% (Porcentagem de Neutrófilos): indica a porcentagem de neutrófilos. 
LYMPH# (Contagem Absoluta de Linfócitos): indica o número de linfócitos 
por volume de sangue. 
LYMPH% (Porcentagem de Linfócitos): indica a porcentagem de linfócitos. 
MONO# (Contagem Absoluta de Monócitos): indica o número de 
monócitos por volume de sangue. 
MONO% (Porcentagem de Monócitos): indica a porcentagem de 
monócitos. 
EO# (Contagem Absoluta de Eosinófilos): indica o número de eosinófilos 
por volume de sangue. 
EO% (Porcentagem de Eosinófilos): indica a porcentagem de eosinófilos. 
BASO# (Contagem Absoluta de Basófilos): indica o número de basófilos 
por volume de sangue. 
BASO% (Porcentagem de Basófilos): indica a porcentagem de basófilos 
NRBC # (Contagem Absoluta de Eritroblastos): indica o número absoluto 
de eritroblastos a cada 100 leucócitos. 
NRBC% (Porcentagem de Eritroblastos): indica a porcentagem de 
eritroblastos. A presença é indicativa de hipoxemia e/ou infecção graves, quando 
são afastadas doenças hematológicas, câncer, insuficiência cardíaca congestiva, 
anemias, agudas e crônicas. 
 
25 
 
 
 
 
 
 
Plaquetograma 
PLT-I (contagem de plaquetas por impedância); 
PLT-O (contagem ótica de plaquetas): número de plaquetas por volume de 
sangue, 
MPV (Volume médio plaquetário): representa a média dos volumes de 
todas as plaquetas contadas e avaliadas por impedância elétrica na maioria dos 
contadores automatizados. 
P-LCR (percentual de plaquetas grandes). 
PDW (amplitude de variação do tamanho das plaquetas). 
PCT (plaquetócrito): volume total de plaquetas por volume de sangue e está 
diretamente relacionado com a contagem de plaquetas e com seu volume. 
Novos Parâmetros (aprovados pelo FDA) 
IG (Contagem automatizada de Granulócitos Imaturos): número de 
granulócitos imaturos por volume de sangue. A presença de granulócitos no sangue 
periférico indica uma resposta inicial a uma infeção, inflamação, ou a outro estímulo 
da medula óssea (com exceção do caso dos recém-nascidos e das grávidas). 
IPF (Fração de plaquetas imaturas; contagem de plaquetas 
reticuladas): mede a porcentagem de plaquetas jovens (reticuladas) no sangue. 
Pode ser usado para monitoramento da atividade trombocitopoietica da medula 
óssea. 
RET-He (Conteúdo de Hemoglobina dos Reticulócitos): mede a 
incorporação de ferro nos eritrócitos, auxiliando na avaliação e tratamento da 
anemia (ex. anemia ferropriva funcional). 
 
CÓDIGOS DE EXAMES LABORATORIAIS 
Ressalta-se que cada operadora de saúde, laboratório e hospital possui seu 
próprio sistema de códigos, contudo existe uma tabela elaborada pela Agência 
Nacional de Saúde Suplementar (Agência Reguladora de Planos de Saúde do 
Brasil). 
26 
 
 
 
 
 
 
E no site pode obter o extrato da tabela SUS de códigos e procedimentos e 
também é possível consultar os valores dos exames laboratoriais, bem como de 
outros procedimentos. 
 
Figura 2: o código do hemograma “completo” é 02.02.02.038-0, e o Valor 
Ambulatorial é de R$ 4,11 
 
 
Fonte: WWW.datasus.com.br 
 
 
Pedido de Exames Laboratoriais 
Os profissionais autorizados e que podem solicitar exames laboratoriais: 
Cirurgiões-dentistas, Enfermeiros, Farmacêuticos, Fisioterapeutas, Médicos e 
Nutricionistas. 
É óbvio que cada um desses profissionais deve seguir a orientação dos seus 
respectivos conselhos de classe, bem como as diretrizes profissionais, mas um 
ponto é comum a todos eles: os exames laboratoriais complementares devem ser 
solicitados na medida certa, ou seja, nem mais nem menos que o necessário. 
Independente da pressão dos planos de saúde. 
 
http://www.datasus.com.br/
27 
 
 
 
 
 
 
Coleta de Exames Laboratoriais 
Cada um dos exames laboratoriais citados acima vai demandar 
procedimentos específicos (Procedimentos Operacionais Padrão). Além disso, as 
orientações anteriores ao exame também podem variar entre os laboratórios. E para 
todos esses exames também existem determinadas orientações sobre 
biossegurança, sendo assim o assunto será abordado em outras disciplinas. 
 
Laudos de Exames Laboratoriais 
 
Segundo a ANVISA, laudo laboratorial é o “Documento que contém os 
resultados das análises laboratoriais, validados e autorizados pelo responsável 
técnico do laboratório ou seu substituto” (RDC 302/2005). 
 
Como devem ser os laudos de exames laboratoriais? 
 
Primeiramente o laudo deve ser legível, sem rasuras de transcrição, escrito 
em língua portuguesa, datado e assinado por profissional de nível superior 
legalmente habilitado. 
Lembramos que o laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem 
possuir instruções escritas para emissão de laudos, que contemplem as situações 
de rotina, plantões e urgências. 
 
O que deve conter no laudo de exames laboratoriais 
Segundo a ANVISA (RDC 302/2005), o laudo deve conter no mínimo os 
seguintes itens: 
a) identificação do laboratório; 
b) endereço e telefone do laboratório; 
c) identificação do Responsável Técnico (RT); 
d) nº. de registro do RT no respectivo conselho de classe profissional; 
e) identificação do profissional que liberou o exame; 
f) nº. registro do profissional que liberou o exame no respectivo conselho de 
classe do profissional 
28 
 
 
 
 
 
 
g) nº. de registro do Laboratório Clínico no respectivo conselho de classe 
profissional; 
h) nome e registro de identificação do cliente no laboratório; 
i) data da coleta da amostra; 
j) data de emissão do laudo; 
k) nome do exame, tipo de amostra e método analítico; 
l) resultado do exame e unidade de medição; 
m) valores de referência, limitações técnicas da metodologia e dados para 
interpretação; 
n) observações pertinentes. 
 
Figura 3: Exemplo de laudo de exame laboratorial – hemograma “completo”. 
 
 
 
Os laudos de exames laboratoriais devem ser arquivados 
Ainda segundo a ANVISA, “As cópias dos laudos de análise bem como 
dados brutos devem ser arquivados pelo prazo de 5 (cinco) anos, facilmente 
recuperáveis e de forma a garantir a sua rastreabilidade”. 
29 
 
 
 
 
 
 
 Quem pode assinar o laudo laboratorial? 
Segundo a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC N° 30, de 24 de julho de 
2015 foi revogada com a publicação da RDC Nº 199, DE 26 DE DEZEMBRO DE 
2017. 
Sendo assim, volta a valer o texto: “o laudo deve ser legível, sem rasuras de 
transcrição, escrito em língua portuguesa, datado e assinado por profissional de 
nível superior legalmente habilitado”. 
Como deve ser a assinatura do laudo laboratorial? 
A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC N° 30, de 24 de julho de 2015 foi 
revogada com a publicação da RDC Nº 199, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2017. 
Então volta a valer o texto: “o laudo deve ser legível, sem rasuras de 
transcrição, escrito em língua portuguesa, datado e assinado por profissional de 
nível superior legalmente habilitado”. 
 
Como os laudos laboratoriais são entregues aos pacientes? 
A SBPC/ML e a Controllab lançaram o Programa de Indicadores 
Laboratoriais. E em 2017, contando com 22 laboratórios participantes, relataram que 
o tipo de entrega de laudos de forma Digital (e-mail/website) passou a ter o mesmo 
percentual que os entregues de forma Impressa e retirada no laboratório (veja 
imagem abaixo). 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
 
 
 
Figura 4: Tipos de entrega de laudos 
 
 
 
Fonte: http://www.sbpc.org.br/wp-content/uploads/2017/12/grafico2.jpg 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS DE EXAMES 
LABORATORIAIS 
Abaixo uma exemplo de como interpretar umexame laboratorial (caso você 
ainda não saiba). Nesse caso é um exame de sangue, mais especificamente um 
hemograma. 
 
 
 
http://www.sbpc.org.br/wp-content/uploads/2017/12/grafico2.jpg
31 
 
 
 
 
 
 
Figura 5: Exame de hemograma 
 
 
Fonte: Labotarório sem identificação 
 
A primeira coisa que vale observar que não há necessidade de dizer 
hemograma completo, pode-se dizer somente hemograma. 
No lado esquerdo da imagem temos os resultados do exame laboratorial do 
paciente (dentro do quadrante azul). No lado direito da imagem temos os valores de 
referência para a idade (dentro do quadrante vermelho). 
Deve-se, então, comparar os resultados do paciente (esquerda), com os 
valores de referência (faixa de valores à direita). 
Analisando o parâmetro eritrócitos. 
No caso dos eritrócitos, o valor de referência é de 3,9 a 5,0 milhões de 
eritrócitos/mm3. Essa é a faixa de normalidade para a idade, gênero etc. 
Basicamente, isso quer dizer que se o valor observado no paciente esteja abaixo de 
3,9, ou acima de 5,0, ele sairá do normal (fisiológico). Se ele sai do normal, então, 
possivelmente, existe uma doença. 
O resultado da contagem de eritrócitos dele é 4,24 milhões/mm3 e esse valor 
está entre 3,9 e 5,0 milhões de eritrócitos/mm3. Isso significa que está dentro do 
valor de normalidade. 
E assim consecutivamente vai sendo analisado cada parâmetro e assim ver o 
resultado do paciente e verificar se está dentro ou fora da faixa de normalidade. 
 
 
32 
 
 
 
 
 
 
O significado de cada parâmetro 
Caso o valor esteja abaixo do valor normal ou acima deve-se conversar com 
outro profissional da área médica, pois cada parâmetro (de cada exame) tem suas 
próprias possibilidades diagnósticas. 
 
Valores de Referência de Exames Laboratoriais 
Os laboratórios definem os valores de referência, basicamente de 3 
maneiras: 
1 – Os laboratórios podem determinar seus próprios valores para cada 
parâmetro e exame; 
2 – Os laboratórios podem validar as informações que estão contidas nas 
bulas reagentes; 
3 – Os laboratórios podem recorrer a estudos clínicos amplos e à literatura 
científica. 
O melhor dos cenários seria que cada laboratório determinasse seus valores 
próprios, pois dessa maneira refletiria as condições da população local, mas isso é 
muito caro e trabalhoso. 
De onde vem os valores de referência que os laboratórios brasileiros usam? 
É muito provável que a maioria dos laboratórios deve recorrer às bulas dos 
kits de diagnóstico ou a grandes estudos clínicos e nesses casos, os parâmetros 
são testados em dezenas pessoas consideradas saudáveis para validação. 
Vale lembrar também que esses valores de referência são diferentes entre 
crianças e adultos, bem como entre homens e mulheres. 
Sendo assim, são diversas faixas de valores de referência para cada 
parâmetro de cada exame que devem ser levadas em conta ao realizar uma análise 
de uma amostra. 
33 
 
 
 
 
 
 
 
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Editora Atheneu, 1995. 
 
ZAGGO. Fundamentos de Hematologia. 19. ed. Atheneu, 2001. 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_orientacao_formulacao_acoes.pdf
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