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1 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO DE DIREITO PENAL 
(PARTE GERAL) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
DIREITO PENAL OBJETIVO É o conjunto de leis penais em vigor. 
DIREITO PENAL SUBJETIVO É o direito de punir (ius puniendi), exclusivamente, pertence ao Estado. 
DIREITO PENAL SUBSTANTIVO É o direito material, propriamente dito, é o Código Penal. 
DIREITO PENAL ADJETIVO É o direito formal, é o Direito Processual Penal. 
 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE ESTRITA OU RESERVA LEGAL – ART. 5º. XXXIX, CF/88 E ART. 1º, CP 
FUNÇÕES CONSTITUTIVAS FUNÇÕES DE GARTANTIA 
 Princípio da legalidade: direcionado ao 
legislador ao cominar as penas; 
 Princípio da legalidade direcionado ao aplicador 
do direito: quando o juiz veda que se aplique um 
regime de cumprimento de pena mais severo do 
que o previsto pelo legislador; 
 Princípio da legalidade direcionado à 
Administração Penitenciária: os órgãos não 
podem executar pena diversa daquela prevista 
em lei e aplicada pelo juiz. 
 Lex scripta: proíbe que se utilize dos costumes 
como fonte incriminadora do direito penal; 
 Lex stricta: proibição do emprego de analogia in 
malan partem; 
 Lex praevia: representa o princípio da 
anterioridade penal: veda a criminalização ex 
post facto; 
 Lex certa: materializa a proibição de o legislador 
formular tipos penais genéricos, vazios, vagos 
(aspecto material do princípio da legalidade – 
princípio da taxatividade) 
 
PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA 
FRAGMENTARIEDADE SUBSIDIARIEDADE 
Prevê que somente devem ser tutelados pelo 
direito penal os casos de relevante lesão ou perigo 
de lesão aos bens jurídicos fundamentais para a 
manutenção e o progresso do ser humano e da 
sociedade. 
Somente após se constatar que outros meios de 
solução social dos conflitos não são aptos a dirimi-
los, é que serão utilizados modelos coercitivos de 
que dispõe o direito penal (funciona como um 
soldado de reserva). 
FRAGMENTARIEDADE ÀS AVESSAS 
Ocorre nas situações em que o direito penal perde 
o interesse em uma determinada conduta, 
inicialmente tida por criminosa, por entende-la 
desnecessária, com a evolução da sociedade e 
modificação de seus valores, ocorrendo a abolitio 
criminis. 
 
FUNCIONALISMO TELEOLÓGICO (CLAUS ROXIN) FUNCIONALISMO SISTÊMICO (GÜNTHER JAKOBS) 
 Finalidade do Direito Penal: proteção de bens 
jurídicos indispensáveis. Não veio para trazer 
valores éticos, morais; 
 Moderado: o direito penal tem limites impostos 
pelo próprio direito penal e demais ramos do 
direito; 
 Dualista: convive em harmonia com os demais 
ramos do Direito. Reconhece o sistema jurídico 
em geral; 
 De política criminal: aplica a lei de acordo com os 
anseios da sociedade. Se adapta à sociedade em 
que ele se insere; 
 Finalidade do Direito Penal: é a proteção das 
normas penais, assegurar o império da norma. É 
punir. Aplicar a lei; 
 A sociedade que deve se ajustar ao Direito 
Penal; 
 Para ele, o Direito Penal é: 
 Radical: só reconhece os limites impostos por 
ele mesmo; 
 Monista: é um sistema próprio de regras e de 
valores que independe dos demais; 
 Sistêmico: é autônomo (independe dos demais 
ramos), autorreferente (todas as referências e 
3 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 Racional teleológico: movido pela razão e em 
busca de sua finalidade. 
conceitos que precisa buscar o próprio direito 
penal) e se autoproduz; 
 Quem viola reiterada e deliberadamente a 
norma = não-cidadão / inimigo = não tem 
direitos. 
 
LEI PENAL EM BRANCO 
 
 
 
 
 
 
LEI PENAL EM BRANCO EM SENTIDO 
LATO/HOMOGÊNEA/IMPRÓPRIA 
O complemento tem a mesma natureza jurídica e 
deriva do mesmo órgão que elaborou a lei 
incriminadora, ou seja, é outra lei. 
EX.: Art. 169, § único, I, CP, complementado pelo 
art. 1.264 do CC. 
HOMOVITELINA HETEROVITELINA 
A lei incriminadora e o 
complemento estão no 
mesmo diploma 
legislativo. 
EX.: Art. 304, que se 
referem os Arts. 297 a 
302. 
A lei incriminadora e o 
complemento estão em 
diplomas normativos 
diversos. 
EX.: Art. 236 é 
complementado pelo 
CC. 
 
LEI PENAL EM BRANCO EM SENTIDO 
ESTRITO/HETEROGÊNEA/FRAGMENTÁRIA/PRÓPRIA 
O complemento tem natureza jurídica diversa e 
emana de órgão distinto do que elaborou a norma 
incriminadora. 
EX.: Lei de Droga e portaria nº 344/98 
 
 
LEI PENAL EM BRANCO INVERSA OU AO AVESSO 
O preceito primário é completo, mas o preceito 
secundário (pena) depende de complementação. 
O complemento, nesse caso, deve ser uma lei, 
tendo em vista o princípio da reserva legal. 
EX.: Genocídio 
 
LEI PENAL EM BRANCO DE FUNDO 
CONSTITUCIONAL 
O complemento do preceito primário é uma 
norma constitucional. 
EX.: crime de abandono intelectual (art. 246, CP), 
uma vez que a instrução primária está prevista no 
art. 208, I, CF/88. 
 
LEI PENAL EM BRANCO AO QUADRADO 
É norma cujo complemento também depende de 
complementação. 
EX.: Art. 38, Lei 9.605/98, o conceito de “floresta 
de preservação permanente” é dado pelo Código 
Florestal. 
ALTERAÇÃO DE COMPLEMENTO DE NORMA PENAL EM BRANCO, RETROAGE? 
 Ato não visa proteger situação excepcional, ou seja, proferido em situações de normalidade – há a 
retroatividade da lei penal benéfica. 
 Ato que visa proteger situação excepcional – não retroage. 
 
 
 
 
4 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
EFICÁCIA DA LEI PENAL NO TEMPO 
TEORIA DA ATIVIDADE TEORIA DO RESULTADO 
(DO EVENTO) 
TEORIA DA UBIQUIDADE 
Considera-se praticado o crime 
no momento da conduta, da ação 
ou omissão. 
Considera-se praticado o crime 
no momento do resultado. 
Considera-se praticado o crime 
no momento da conduta ou do 
resultado. 
 
BIZU: LUTA 
Lugar do crime = Ubiquidade 
Tempo do crime = Atividade 
CUIDADO! O TERMO INCIAL DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA – O CP ADOTA A TEORIA DO 
RESULTADO. 
 
EXTRATERRITORIALIDADE 
INCONDICIONADA (O AGENTE É PUNIDO SUGUNDO A LEI BRASILEIRA, AINDA QUE ABSOLVIDO OU 
CONDENADO NO ESTRANGEIRO – POSSIBILIDADE DE DUPLA CONDENAÇÃO PELO MESMO FATO) 
Contra a vida ou a liberdade do presidente da república 
(PRINCÍPIO DA DEFESA OU REAL) 
Contra o patrimônio ou a fé pública: 
 Da União; 
 Do DF; 
 Dos Estados; 
 Dos Territórios; 
 Dos Municípios; 
 Da Empresa Pública; 
 Da Sociedade de Economia Mista; 
 Da Autarquia; 
 Da Fundação instituída pelo poder público 
(PRINCÍPIO DA DEFESA OU REAL) 
Contra a administração pública, por quem está a seu serviço 
(PRINCÍPIO DA DEFESA OU REAL) 
De genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no brasil 
(PRINCÍPIO DA PERSONALIDADE OU NACIONALIDADE) 
CONDICIONADA 
Que, por tratado ou convenção, o brasil se obrigou a reprimir 
(PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL) 
Praticados por brasileiro 
(PRINCÍPIO DA NACIONALIDADE ATIVA) 
Praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em 
território estrangeiro e aí não sejam julgados 
(PRINCÍPIO DA REPRESENTAÇÃO) 
REQUISITOS: 
 Entrar o agente no território nacional; 
 Ser o fato punível também no país em que foi praticado; 
 Estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; 
 Não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; 
 Não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, 
segundo a lei mais favorável 
 
5 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
HIPERCONDICIONADA (CRIME COMETIDO POR ESTRANGEIRO CONTRA BRASILEIRO FORA DO BRASIL) 
Entrar o agente no território nacional; 
Ser o fato punível também no país em que foi praticado; 
Estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; 
Não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; 
Não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, 
segundo a lei mais favorável 
 
REQUISITOS:a ideia, e sem contar a sua origem, consulta “C”, o qual 
o estimula a assim agir. “B” pratica o roubo. “A” e “C” são partícipes do crime, 
pois para ele concorreram. 
PARTICIPAÇÃO EM 
CADEIA OU 
PARTICIPAÇÃO DA 
PARTICIPAÇÃO 
Quando alguém induz ou instiga uma pessoa, para que esta posteriormente 
induza, instigue ou auxilie outro indivíduo a cometer um crime determinado. 
EX.: “A” induz “B” a instigar “C” a emprestar uma arma de fogo (auxiliar) a “D”, 
para que este mate “E”, devedor e desafeto de todos. “A”, “B” e “C” respondem 
pelo homicídio, na condição de partícipes, pois concorreram para o crime que 
teve “D” como seu autor. 
PARTICIPAÇÃO EM 
AÇÃO ALHEIA 
É o envolvimento em ação alheia, de terceira pessoa, com elemento subjetivo 
distinto, quando a lei cria para a situação dois crimes diferentes, mas ligados 
um ao outro. Aquele que colabora culposamente para a conduta alheia 
responde por delito culposo, enquanto ao autor, que age com consciência e 
vontade, deve ser imputado um crime doloso. São dois crimes autônomos, 
embora dependentes entre si. 
 
Não há concurso de pessoas, inexiste liame subjetivo. 
 
32 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Não admite participação culposa em crime doloso, nem participação dolosa em 
crime culposo. 
 
EX.: um funcionário público estadual, ao término de seu expediente, esqueça 
aberta a janela do seu gabinete. Aproveitando-se dessa facilidade, um 
particular que passava pela via pública ingressa na repartição pública e de lá 
subtrai um computador pertencente ao estado. O funcionário responde por 
peculato culposo, e o particular por furto. 
 
ERRO DE TIPO 
ERRO IGNORÂNCIA 
É a falsa percepção da realidade ou o falso 
conhecimento de determinado objeto. 
EX.: o sujeito erra ao confundir um cavalo com um 
jumento. 
É o completo desconhecimento da realidade ou 
de algum objeto. 
EX.: o sujeito, nascido em uma casa urbana e 
trancado no interior de um quarto até os 18 anos 
de idade, não tem a mínima ideia do que seja um 
cavalo. 
ERRO DE TIPO É a falsa percepção da realidade acerca dos elementos constitutivos do 
tipo legal. 
ESPÉCIES 
ESCUSÁVEL, INEVITÁVEL, INVENCÍVEL OU 
DESCULPÁVEL 
INESCUSÁVEL, EVITÁVEL, VENCÍVEL OU 
INDESCULPÁVEL 
Não deriva de culpa do agente, ou seja, mesmo que ele 
tivesse agido com a cautela e a prudência de um 
homem médio, ainda sim não poderia evitar a falsa 
percepção da realidade sobre os elementos 
constitutivos do tipo penal. 
 
EXCLUI O DOLO E A CULPA. 
 
EXCEÇÃO: Pode acontecer do erro de tipo ainda que 
escusável, não excluir a criminalidade do fato. 
EX.: quando o particular ofende um indivíduo 
desconhecendo a sua condição de funcionário público. 
Em face da ausência de dolo quanto a essa elementar, 
afasta-se o crime de desacato (art. 331), mas subsiste 
o de injúria (art. 140), pois a honra do particular 
também é tutelada pela lei penal. 
É o erro que provém da culpa do agente, é dizer, 
se ele empregasse a cautela e a prudência do 
homem médio poderia evita-lo, uma vez que 
seria capaz de compreender o caráter criminoso 
do fato. 
 
 
EXCLUI O DOLO, MAS NÃO A CULPA (CASO HAJA 
PREVISÃO DA MODALIDADE CULPOSA) 
ERRO DE TIPO CRIME PUTATIVO POR ERRO DE TIPO 
O indivíduo, desconhecendo um ou vários elementos 
constitutivos, não sabe que pratica um fato descrito 
em lei como infração penal, quando na verdade o faz. 
É o imaginário ou erroneamente suposto, que 
existe exclusivamente na mente do agente. Ele 
quer praticar um crime, mas, por erro, acaba por 
cometer um fato penalmente irrelevante. 
EX.: “A” deseja praticar o crime de tráfico de 
drogas, mas por desconhecimento comercializa 
talco. 
 
 
 
33 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
DESCRIMINANTE PUTATIVA 
É a causa que exclui o crime, retirando o caráter ilícito 
do fato típico praticado por alguém. 
Provém de parecer, aparentar. É algo imaginário, 
erroneamente suposto. É tudo aquilo que 
parece, mas não é o que aparenta ser. 
DESCRIMINANTE PUTATIVA 
É causa de exclusão de ilicitude que não existe concretamente, mas apenas na mente do autor de um fato 
típico. 
ESPÉCIES 
ERRO RELATIVO AOS 
PRESSUPOSTOS DE FATO DE 
UMA CAUSA DE EXCLUSÃO DA 
ILICITUDE 
ERRO RELATIVO À EXISTÊNCIA 
DE UMA CAUSA DE EXCLUSÃO 
DA ILICITUDE 
ERRO RELATIVO AOS LIMITES DE 
UMA CAUSA DE EXCLUSÃO DA 
ILICITUDE 
É o caso daquele que, ao 
encontrar seu desafeto, e 
notando que tal pessoa coloca a 
mão no bolso, saca seu revólver 
e o mata. Descobre, depois, que 
a vítima fora acometida por 
cegueira, por ele desconhecida, 
e não poderia sequer ter visto o 
seu agressor. Ausente, 
portanto, um dos requisitos da 
legítima defesa, qual seja a 
“agressão injusta”. 
 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO 
 
Imagine-se o sujeito que, depois 
de encontrar sua mulher como 
amante, em flagrante adultério, 
mata a ambos, por crer que 
assim possa agir acobertado pela 
legítima defesa da honra. Nessa 
situação, o agente errou quanto 
à existência desta descriminante, 
não acolhida pelo ordenamento 
jurídico em vigor. 
 
 
 
O exemplo do fazendeiro que 
reputa adequando matar todo e 
qualquer posseiro que invada a sua 
propriedade. Cuida-se da figura do 
excesso, pois a defesa da 
propriedade não permite esse tipo 
de reação desproporcional. 
 
 
 
 
 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO 
ESCUSÁVEL, INEVITÁVEL, INVENCÍVEL OU 
DESCULPÁVEL 
INESCUSÁVEL, EVITÁVEL, VENCÍVEL OU 
INDESCULPÁVEL 
 Subsiste o dolo e a culpa; 
 Exclui-se a culpabilidade. 
 Não se afasta a culpabilidade; 
 Responde por crime doloso, diminuindo-se a 
pena de 1/6 a 1/3 (art. 21, caput, CP) 
RESUMO – DESCRIMINANTES PUTATIVAS 
DESCRIMINANTE PUTATIVA TEORIA LIMITADA DA 
CULPABILIDADE 
TEORIA EXTREMADA/ESTRITA DA 
CULPABILIDADE 
ERRO RELATIVO AOS 
PRESSUPOSTOS DE FATO DE 
UMA CAUSA DE EXCLUSÃO DA 
ILICITUDE 
 
ERRO DE TIPO PERMISSIVO 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO 
(TEORIA UNITÁRIA DO ERRO) 
ERRO RELATIVO À EXISTÊNCIA 
DE UMA CAUSA DE EXCLUSÃO 
DA ILICITUDE 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO 
ERRO RELATIVO AOS LIMITES 
DE UMA CAUSA DE EXCLUSÃO 
DA ILICITUDE 
ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO ERRO DE PROIBIÇÃO INDIRETO 
 
 
 
ART. 20, § 2º, CP - ERRO DETERMINADO POR TERCEIRO 
Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. 
 
34 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
ERRO DE TIPO ACIDENTAL 
ERRO SOBRE A PESSOA OU ERROR IN PERSONA 
EX.: “A”, com a intenção de matar “B”, efetua disparos de arma de fogo contra “C”, irmão gêmeo de “B”, 
confundindo-o com aquele que efetivamente queria matar. 
OBS.: Considera-se as qualidades da vítima virtual, e não a vítima real – incide as agravantes. 
ERRO SOBRE O OBJETO 
Ex.: “A” acredita que subtrai um relógio Rolex, avaliado em R$ 30.000,00, quando realmente furta uma 
réplica de tal bem, a qual custa R$ 500,00. 
 
Pode ensejar a incidência do princípio da insignificância. 
ERRO SOBRE AS QUALIFICADORAS 
Ex.: O agente furta um carro depois de conseguir, por meio de fraude, a chave verdadeira do automóvel. 
Acredita praticar o crime de furto qualificado pelo emprego de chave falsa, quando na verdade não incide 
o tipo derivado por se tratar de chave verdadeira. 
 
Desaparece a qualificadora, por falta de dolo, mas se mantém intacto o tipo fundamental, ou seja, subsiste 
o crime efetivamente praticado, o qual deve ser imputado ao seu responsável. 
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL OU ABERRATIO CAUSAE 
Ex.: “A”, no alto de uma ponte, empurra “B” – que não sabia nadar – ao mar, para mata-lo afogado. A 
vítima falece, não por força da asfixia derivada do afogamento, e sim por traumatismo cranioencefálico, 
pois se chocou em uma pedra antes de ter contato com a água. 
 
Reponde por homicídio consumado. 
 
Quanto a qualificadora: 
 
1º. C. Deve ser considerado o meio de execução que o agente desejava empregar para a consumação 
(asfixia). 
2º. C. Deve levar em consideração o meio de execução que efetivamente provocou o resultado. 
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL (ABERRATIO 
CAUSAE) 
DOLO GERALOU POR ERRO SUCESSIVO 
Há um único ato. 
Ex.: “A”, no alto de uma ponte, empurra “B” – que 
não sabia nadar – ao mar, para mata-lo afogado. A 
vítima falece, não por força da asfixia derivada do 
afogamento, e sim por traumatismo 
cranioencefálico, pois se chocou em uma pedra antes 
de ter contato com a água. 
Nesse há dois atos. 
Ex.: “A” atira em “B”, que cai ao solo. Como ele 
acredita na morte da vítima, lança o corpo ao mar, 
para ocultar o cadáver, mas posteriormente se 
constata que a morte foi produzida pelo 
afogamento, e não pelo disparo de arma de fogo. 
ERRO NA EXECUÇÃO OU ABERRATIO ICTUS (ART. 73, CP) 
Ex.: “A” nota que “B”, seu inimigo, está parado em um ponto de ônibus. Saca sua arma, mira-o e efetua o 
disparo para mata-lo, mas por falha na pontaria acerta “C”, que também aguardava o coletivo, matando-
a. O crime que queria praticar e o crime que praticou são idênticos, mas a pessoa morta é diversa da 
visada. 
 
OBS.: Leva em consideração as condições da vítima virtual, e não a real. 
ESPÉCIES DO ERRO NA EXECUÇÃO 
COM UNIDADE SIMPLES OU COM RESULTADO 
ÚNICO (ART. 73, 1ª PARTE) 
COM UNIDADE COMPLEXA OU COM RESULTADO 
DUPLO (ART. 73, in fine) 
35 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
O agente atingi unicamente a pessoa diversa da 
desejada, no exemplo supra “C”. 
 
 Responde por homicídio consumado. 
 Leva em consideração a vítima virtual. 
O agente atinge a vítima visada “B”, dolosamente, 
e “C”, culposamente. 
Ex.: o projétil de arma de fogo que perfura o corpo 
de “B” e aloja-se no corpo de “C”. 
 
Aplica-se o concurso formal próprio ou perfeito 
(sistema da exasperação) – a pena do crime mais 
grave com a imposição da pena aumentada de 1/6 
a 1/2. 
 
ART. 74, CP - RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO (ABERRATIO DELICTI OU ABERRATIO CRIMINIS) 
CRIME x CRIME PESSOA x PESSOA 
O agente desejava cometer um crime, mas por erro 
na execução acaba por cometer crime diverso. 
O agente que atira uma pedra para quebrar uma 
vidraça (art. 163, CP – dano), mas, por erro na 
execução, atinge uma pessoa que passava pela 
rua, lesionando-a (art. 129, CP – Lesão corporal). 
COM UNIDADE SIMPLES OU COM RESULTADO 
ÚNICO (ART. 74, 1ª PARTE) 
COM UNIDADE COMPLEXA OU RESULTADO 
DUPLO (ART. 74, 2ª PARTE) 
O agente atinge somente o bem jurídico diverso do 
pretendido. 
Responde por crime culposo se previsto. 
O agente atinge o bem jurídico desejado e 
também fere a pessoa. 
 
Aplica-se o concurso formal próprio ou perfeito 
(sistema da exasperação) – a pena do crime mais 
grave com a imposição da pena aumentada de 1/6 
a 1/2. 
 
ATENÇÃO: Se o resultado previsto como crime 
culposo for menos grave ou se o crime não admitir 
a modalidade culposa, deve-se desprezar a regra 
do art. 74, CP. 
Ex.: “A” efetua disparos de arma de fogo contra 
“B” para matá-lo, mas não o acerta e quebra uma 
vidraça, a sistemática do resultado diverso do 
pretendido implicaria a absorção da tentativa 
branca ou incruenta de homicídio pelo dano 
culposo. 
 
Não há dano culposo, então a conduta seria 
atípica. E ainda que o legislador tivesse 
incriminado o dano culposo, tal delito não seria 
capaz de absorver o homicídio tentado. 
 
Deve ser imputada ao agente a tentativa de 
homicídio. 
 
ERRO DE TIPO (ART. 20, CAPUT, CP) ERRO DE PROIBIÇÃO DIRETO (ART. 21, CP) 
O agente possui falsa percepção da realidade ou dos 
fatos. 
O agente sabe o que faz, mas acredita ser lícito o 
seu comportamento, enquanto, na verdade, é 
proibido. 
36 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Ex.: Alguém em uma reunião atrasado para outro 
compromisso, desatento, pega o celular de outra 
pessoa que era igual o seu e leva consigo. Em tese, 
subtraiu para si, coisa alheia móvel, mas tinha falsa 
percepção sobre o elemento “coisa alheia”, pois 
pensava que era sua. 
Ex.: Holandês que faz uso de maconha no Brasil e 
imagina ser permitido aqui, como lá é. 
 Se o erro é inevitável – exclui o dolo e culpa – 
não há fato típico – exclui o crime. 
 Se o erro é evitável – exclui o dolo e permite a 
punição por culpa quando previsto em lei. 
 Se o erro é inevitável – exclui a potencial 
consciência da ilicitude – afasta a culpabilidade 
– exclui a pena. 
 Se o erro é evitável – diminui a pena de 1/6 a 1/3 
 
ART. 24, CP – ESTADO DE NECESSIDADE 
TEORIA UNITÁRIA TEORIA DIFERENCIADORA 
O estado de necessidade é causa de exclusão da 
ilicitude, desde que o bem jurídico sacrificado seja 
de igual valor ou de valor inferior ao bem jurídico 
preservado. Exige a razoabilidade na conduta do 
agente. Essa teoria admite somente o estado de 
necessidade justificante (Adotada pelo CP). 
Diferencia o estado de necessidade justificante 
(excludente de ilicitude) do estado de necessidade 
exculpante (excludente da culpabilidade). 
ESTADO DE NECESSIDADE JUSTIFICANTE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE 
O bem sacrificado é de valor igual ou inferior ao 
preservado. 
 
Exclui a ilicitude. 
O bem sacrificado é de valor superior ao 
preservado. 
 
A ilicitude é mantida, mas, pode afastar a 
culpabilidade, em face da inexigibilidade de 
conduta diversa. 
REQUISITOS: 
SITUAÇÃO DE NECESSIDADE 
 Perigo atual; 
 Perigo não provocado voluntariamente pelo agente; 
 Ameaça a direito próprio ou alheio; 
 Ausência do dever legal de enfrentar o perigo 
FATO NECESSITADO 
 Inevitabilidade do perigo por outro modo; 
 Proporcionalidade 
ART. 24, § 2º. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA 
Ocorre quando o agente, visando proteger bem jurídico próprio ou de terceiros, sacrifica outro bem 
jurídico de maior valor. 
 
Estado de necessidade exculpante. 
ESTADO DE NECESSIDADE 
QUANTO AO BEM SACRIFICADO: a) justificante: o bem sacrificado é de valor igual ou 
inferior ao bem preservado. 
b) exculpante: o bem sacrificado é de valor 
superior ao preservado. 
QUANTO À TITULARIDADE DO BEM JURÍDICO: a) próprio; ou 
b) terceiros 
QUANTO À ORIGEM DA SITUAÇÃO DE PERIGO: a) agressivo: é aquele em que o agente pratica o 
fato necessitado contra bem jurídico 
37 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
pertencente a terceiro inocente, ou seja, pessoa 
que não provocou a situação de perigo. 
b) defensivo: é aquele em que o agente pratica o 
fato necessitado contra bem jurídico 
pertencente àquele que provocou o perigo. 
QUANTO AO ASPECTO SUBJETIVO DO AGENTE: a) real: a situação de perigo efetivamente existe 
(exclui a ilicitude). 
b) putativo: não existe a situação de necessidade 
(não exclui a ilicitude). 
ESTADO DE NECESSIDADE RECÍPROCO – É POSSÍVEL! 
 
ART. 25, CP. LEGÍTIMA DEFESA 
REQUISITOS: 
 AGRESSÃO: 
 injusta; 
 atual ou iminente; 
 contra direito próprio ou alheio 
 REAÇÃO: 
 emprego dos meios necessários; 
 uso moderado de tais meios 
LEGÍTIMA DEFESA SUCESSIVA – É POSSÍVEL 
“A” profere palavras de baixo calão contra “B”, o qual, para calá-lo, defere-lhe um soco. Em seguida, com 
“A” já em sacrifício, “B” continua a agredi-lo fisicamente, autorizando o emprego de força física pelo 
primeiro para defender-se. 
É POSSÍVEL: 
 Legítima defesa contra a multidão; 
 Legítima defesa contra pessoa jurídica 
NÃO ADMITE: 
 Legítima defesa presumida; 
 Legítima defesa real recíproca; 
 Legítima defesa real contra outra excludente real 
LEGÍTIMA DEFESA 
 
 
QUANTO À FORMA DE REAÇÃO: 
a) agressiva ou ativa: é aquela em que a reação 
contra a agressão injusta configura um fato 
previsto em lei como infração penal. 
b) Defensiva ou passiva: é a que limita-se a impedir 
os atos agressivos, sem praticar um fato típico. 
QUANTO À TITULARIDADE DO BEM JURÍDICO 
PROTEGIDO: 
a) própria; ou 
b) terceiros 
 
QUANTO AO ASPECTO SUBJETIVO DE QUEM 
DEFENDE: 
a) real: é a legítima defesa em que se encontram 
todos os requisitos previstos no art. 25, CP. 
b) putativa ou imaginária: é aquela em que o 
agente, por erro, acredita existir uma agressão 
injusta, atual ou iminente, a direito seu ou de 
outrem. 
EX.: “A” foi jurado de morte por “B”. em 
determinada noite, em uma rua escura, encontram-
se. “B” coloca a mão no bolso, e“A”, acreditando 
que ele iria pegar uma arma, mata-o. Descobre-se, 
38 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
posteriormente, que “B” tinha a intenção de 
oferecer-lhe um charuto para selar a paz. 
c) subjetiva ou excessiva: é aquela em que o 
agente, por erro de tipo escusável, excede os 
limites da legítima defesa (excesso acidental). 
CONSETIMENTO DO OFENDIDO 
 Bem jurídico indisponível – NÃO; 
 Bem jurídico disponível – SIM 
 
 
LEGÍTIMA DEFESA E ABERRATIO ICTUS 
“A” se defende de tiros de “B”, revidando disparos 
de arma de fogo em sua direção. Acerta, todavia, 
“C”, que nada tinha a ver com o incidente, matando-
o. Incidirá mesmo matando “B” e “C”. 
 
É POSSÍVEL A EXISTÊNCIA SIMULTÂNEA DE 
LEGÍTIMA DEFESA E ESTADO DE NECESSIDADE 
“A” para defender-se de “B”, que injustamente 
desejava mata-lo, subtrai uma arma de fogo 
pertencente a “C” (estado de necessidade), 
utilizando-a para matar o seu agressor (legítima 
defesa). 
 
LEGÍTIMA DEFESA REAL CONTRA LEGÍTIMA 
DEFESA PUTATIVA 
“A” caminha em área perigosa. De repente, 
visualiza “B” colocando a mão no interior de sua 
blusa, e, acreditando que seria assaltado, “A” saca 
uma arma de fogo para matar “B”, quer iria apenas 
pegar um cigarro, “B” consegue se esquivar dos 
tiros, e, em seguida, mata “A” para se defender. 
É POSSÍVEL A LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA 
RECÍPROCA 
“A” e “B”, velhos desafetos, encontram-se em local 
ermo. Ambos colocam as mãos nos bolsos ao 
mesmo tempo, e, em razão disso, partem um para 
cima do outro, lutando até o momento em que 
desmaiam. Posteriormente, apura-se que “A” iria 
oferecer a “B” um cigarro, enquanto este, que havia 
perdido a fala em um acidente, entregaria àquele 
um pedido escrito de desculpas pelos 
desentendimentos pretéritos. 
 
LEGÍTIMA DEFESA REAL CONTRA LEGÍTIMA 
DEFESA SUBJETIVA/EXCESSIVA/EXCESSO 
ACIDENTAL 
É aquela em que o indivíduo, por erro escusável, 
ultrapassa os limites da legítima defesa. 
 
“A”, de porte físico avantajado, parte para cima de 
“B”, para agredi-lo. “B” consegue acertar um golpe 
violento, fazendo seu inimigo desistir da contenda. 
“B” não nota, todavia, que “A” já estava imóvel, e 
continua a ataca-lo, desnecessariamente, tornando 
a agressão injusta, e “A” poderá agir em legítima 
defesa real contra o excesso de “B”. 
 
LEGÍTIMA DEFESA REAL CONTRA LEGÍTIMA 
DEFESA CULPOSA 
“A”, sem adotar maior cautela, confunde “B” com 
uma pessoa que havia prometido mata-lo tão logo 
o encontrasse, e passa a efetuar disparos de arma 
de fogo para atingi-lo. “B” poderá agir em legítima 
defesa real. 
 
 
LEGÍTIMA DEFESA CONTRA CONDUTA 
AMPARADA POR CAUSA DE EXCLUSÃO DA 
CULPABILIDADE 
“A”, chega ao Brasil vindo de um país em que não 
há proteção sobre a propriedade de bens móveis. 
Não possui, pois, conhecimento acerca do caráter 
ilícito da conduta de furtar (erro de proibição). Em 
seguida, ele se dirige à residência de “B” para 
39 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
subtrair diversos de seus pertences. Assim agindo, 
autoriza “B” a repelir a agressão injusta em legítima 
defesa do seu patrimônio. 
 
INFRAÇÃO BAGATELAR PRÓPRIA 
= 
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
INFRAÇÃO BAGATELAR IMPRÓPRIA 
= 
PRINCÍPIO DA IRRELEVÂNCIA PENAL DO FATO 
A situação já nasce atípica. 
 
O fato é atípico por atipicidade material. 
A situação nasce penalmente relevante. 
O fato é típico do ponto de vista formal e material. 
Em virtude de circunstâncias envolvendo o fato e o 
seu autor, consta-se que a pena se tornou 
desnecessária. 
 
O agente não deveria nem mesmo ser processado 
já que o fato é atípico. 
O agente tem que ser processado (a ação penal 
deve ser iniciada) e somente após a análise das 
peculiaridades do caso concreto, o juiz poderia 
reconhecer a desnecessidade da pena. 
Natureza jurídica: causa supralegal de extinção de 
tipicidade material. 
Natureza jurídica: causa supralegal de extinção de 
punibilidade. 
Não tem previsão legal no direito brasileiro. Está previsto no ART. 59, CP, conforme a doutrina. 
REQUISÍTOS: 
 Nenhuma periculosidade social; 
 Mínima ofensividade da conduta; 
 Inexpressividade de lesão ao bem jurídico; e 
 Reduzido grau de reprovabilidade do 
comportamento 
 
RAÚL ZAFFARONI 
COCULPABILIDADE COCULPABILIDADE ÀS AVESSAS 
É corresponsabilidade do Estado no cometimento 
de determinados delitos, praticados por cidadãos 
que possuem menor âmbito de autodeterminação 
diante das circunstâncias do caso concreto, 
principalmente no que se refere a condições sociais 
e econômicas do agente, o que enseja menor 
reprovação social, segundo o princípio da 
coculpabilidade, o Estado-juiz haveria de considerar 
como atenuante as condições socioeconômicas do 
réu no momento da aplicação da pena. 
Defende a possibilidade de reprovação penal mais 
severa no tocante aos crimes praticados por 
pessoas dotadas de elevado poder econômico, e 
que abusam desta vantagem para a execução de 
delitos, em regra prevalecendo-se das facilidades 
proporcionadas pelo livre trânsito nos centros de 
controle político e econômico. 
 
CONCURSO DE CRIMES 
 PREVISÃO LEGAL REQUISITOS SISTEMA ADOTADO 
 
CONCURSO MATERIAL 
ART. 69, CP  pluralidade de 
condutas; 
 pluralidade de crimes 
 
Cúmulo material 
CONCURSO FORMAL 
PRÓPRIO/PERFEITO 
ART. 70, CAPUT, 
CP 
 unidade de conduta; 
 pluralidade de crimes 
Exasperação 
 aplica-se a mais grave 
das penas cabíveis; 
40 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 se iguais, somente uma 
delas, aumentada de 
1/6 até 1/2 
CONCURSO FORMA 
IMPRÓPRIO/IMPERFEITO 
 
ART. 70, CAPUT, 
CP 
 unidade de conduta; 
 pluralidade de crimes; 
 desígnios autônomos 
 
Cúmulo material 
 
CRIME CONTINUADO 
GENÉRICO 
 
ART. 71, CAPUT, 
CP 
 pluralidade de 
condutas; 
 pluralidade de crimes 
da mesma espécie; 
 elo de continuidade 
Exasperação 
 aplica-se a pena de um 
só dos crimes, se 
idênticas; ou 
 a mais grave, se 
diversas, aumentada de 
1/6 a 2/3 
 
CRIME CONTINUADO 
ESPECÍFICO 
 
 
ART. 71, PAR. 
ÚNICO, CP 
 pluralidade de 
condutas; 
 pluralidade de crimes 
da mesma espécie; 
 elo de continuidade; 
 crimes dolosos; 
 vítimas diferentes; 
 violência ou grave 
ameaça 
Exasperação 
 aumentar a pena de um 
só dos crimes, se 
idênticas; ou 
 a mais grave, se 
diversas, aumentada de 
1/6 até o 3x 
 
 
 
 
 
TEORIAS DO CRIME CONTINUADO 
TEORIA DA UNIDADE 
REAL 
Entende que todos os crimes parcelares praticados são, de fato, um só delito. 
TEORIA DA FICÇÃO 
JURÍDICA 
(ADOTA PELO CP) 
Serão considerados um só delito apenas para a fixação da pena, por questões 
de política criminal. 
TEORIA MISTA Todos os crimes formam um terceiro tipo de delito. 
CRIME CONTINUADO EXIGE UNIDADE DE DESÍGNIO? 
TEORIA OBJETIVA PURA O crime continuado não depende da unidade de desígnios. Devem ser 
observados apenas os requisitos objetivos do art. 71, caput, CP. 
TEORIA OBJETIVA-
SUBJETIVA 
(MAJORITÁRIA) 
STF E STJ 
Embora não esteja expressamente previsto, o reconhecimento da 
continuidade delitiva depende da verificação de requisito subjetivo, qual seja: 
a unidade de desígnios (deve ser possível verificar no caso concreto uma 
ligação entre as condutas, que indique que o agente tinha, de fato, a intenção 
de cometer os delitos de forma subsequente). 
 
CONCURSO DE PESSOAS 
 
 
REQUISITOS 
 pluralidade de agentes culpáveis; 
 relevância causal das condutas para a produção 
do resultado; 
 vínculo subjetivo entre os agentes (liame 
psicológico); 
 unidade de infração penal; 
 existência de fato punível 
41 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
TEORIAS 
 
TEORIA MONISTA/IGUALITÁRIA/UNITÁRIA 
(ADOTADA NO CP DE FORMA MITIGADA) 
Todos os concorrentes praticam condutas 
concorrentes pra a realização de um fato único, e 
assim responderão pelo mesmo crime, ou seja, pelo 
mesmo fato criminoso. Assim, há apenas 1 crime 
para autores e partícipes. 
 
TEORIA DUALISTA 
Se configura um crime para os executores que 
praticam a conduta do núcleodo tipo (autores) e o 
outro para os que, sem realizarem o núcleo do tipo, 
concorrem para a sua realização (partícipe). 
TEORIA PLURALISTA/TEORIA DA CUMPLICIDADE 
DO CRIME DISTINTO 
Os agentes praticam condutas concorrendo para a 
realização de um fato, mas haverá um crime para 
cada agente. Ou seja, por essa teoria, haverá tantos 
crimes forem os concorrentes. 
EX.: 10 pessoas praticaram o crime de roubo, logo 
haverá 10 crimes autônomos de roubo. 
 
REGIME PENA 
FECHADO + 8 ANOS 
SEMIABERTO + 4 ANOS E NÃO EXCEDA A 8 ANOS (NÃO REINCIDENTE) 
ABERTO 1 - 4 ANOS (NÃO REINCIDENTE) 
 
SUSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (PPL) PELA RESTRITIVA DE DIREITOS (PRD) 
APLICADA PPL NÃO SUPERIOR A 4 ANOS 
 Crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa; ou 
 Crime culposo, qualquer que seja a pena aplicada; 
 O réu não for reincidente em crime doloso; 
 Quando os requisitos abaixo indicarem que essa substituição seja suficiente: 
 A culpabilidade; 
 Os antecedentes; 
 A conduta social; 
 Personalidade do condenado; 
 Os motivos; 
 As circunstâncias 
CONDENAÇÃO IGUAL OU INFERIOR A 1 ANO, A PPL PODE SER SUBSTITUÍDA POR: 
 MULTA; OU 
 PRD 
CONDENAÇÃO SUPERIOR A 1 ANO, A PPL PODE SER SUBSTITUÍDA POR: 
 PRD E MULTA; OU 
 2 PRD’s 
 
 
 
 
 
 
42 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA 1 a 360 salários mínimos 
 
 
PENA DE MULTA 
10 a 360 dia-multa 
Dia-multa: 
 Não pode ser inferior a 1/30 (um trigésimo) do maior 
salário mínimo mensal vigente ao tempo do fato; 
 Nem superior a 5x esse salário 
 
 
Cálculo da ppl a executar será deduzido o tempo cumprido da prd, respeitando o saldo mínimo de 30 
dias de detenção ou reclusão. 
Prestação de serviços à comunidade ou a entidade pública – condenaçõe superiores a 6 meses de PPL. 
Pena substituída for superior a 1 ano, é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva 
em menor tempo, nunca inferior a ½ (metade) da PPL fixada. 
 
PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS PENAS DE INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA DE DIREITOS 
Prestação pecuniária (1 a 360 salários mínimos) Proibição do exercício de cargo, função ou atividade 
pública, bem como de mandato eletivo 
Perda de bens e valores Proibição do exercício de profissão, atividade ou 
ofício que dependam de habilitação especial, de 
licença ou autorização do poder público 
Prestação de serviço à comunidade ou a entidade 
pública 
Suspensão de autorização ou de habilitação para 
dirigir veículo 
Interdição temporária de direitos Proibição de frequentar determinados lugares 
Limitação de fim de semana (5 horas diárias) Proibição de inscrever-se em concurso, avaliação 
ou exame públicos 
 
PENA RESTRITIVA DE DIREITOS (PRD) 
 Em substituição a PPL, fixada em quantidade inferior a 1 ano; ou 
 Crimes culposos 
 As penas PRD’s que terão a mesma duração da PPL substituída: 
 Prestação de serviço à comunidade ou a entidade pública; 
 Interdição temporária de direitos; 
 Limitação de fim de semana 
OBS.: EXEÇÃO – Se a pena substituída for superior a 1 ano, é facultado ao condenado cumprir a pena 
substitutiva em menor tempo, nunca inferior à metade (½) da PPL. (art. 46, § 4º, CP). 
 
PENA DE MULTA 
 O juiz pode aplicar a multa até o triplo, se entender que, em virtude da situação econômica do 
réu, é ineficaz, embora aplicada no máximo. 
 A PPL aplicada não superior a 6 meses pode ser substituída pela de multa. 
 
43 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (SURSIS) 
 PPL não superior a 2 anos; 
 Pode ser suspensa por 2 a 4 anos; 
 Condenado não reincidente em crime doloso; 
 Não seja indicada ou cabível a substituição por 
PRD; 
SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA (SURSIS 
ETÁRIO E HUMANITÁRIO): 
 Condenado maior de 70 anos; ou 
 Razões de saúde justifiquem a 
suspensão 
 PPL não superior a 4 anos, pode ser suspensa por 
4 a 6 anos 
 
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA DO SURSIS, O 
BENEFICIÁRIO: 
REVOGAÇÃO FACULTATIVA DO SURSIS, O 
CONDENADO: 
É condenado, em sentença irrecorrível, por crime 
doloso 
Descumpre qualquer outra condição imposta 
Frustra, embora solvente, a execução de pena de 
multa ou não efetua, sem motivo justificado, a 
reparação do dano 
É irrecorrivelmente condenado, por crime culposo 
ou contravenção, a PPL ou PRD 
Descumpre a condição (no primeiro ano do prazo, 
deverá o condenado prestar serviço à comunidade 
ou subemeter-se à limitação de fim de semana 
 
LIVRAMENTO CONDICIONAL 
PPL = OU + DE 2 ANOS 
 
 
REQUISITOS 
 Cumprida + de 1/3 da pena: 
 Condenado não for reincidente em crime doloso; 
 Tiver bons antecedentes 
 Cumprida + da metade (½) da pena: 
 Condenado for reincidente em doloso; 
 
COMPROVADO 
 
 Bom comportamento durante a execução da pena; 
 Não cometimento de falta grave nos últimos 12 meses; 
 Bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído; e 
 Aptidão para prover a própria subsistência mediante 
trabalho honesto; 
Tenha reparado o dano causado pela infração, salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. 
Cumpridos + de 2/3 da pena - condenação por crime – o apenado não pode ser reincidente específico 
em crimes dessa natureza: 
 Hediondo; 
 Tortura; 
 Tráfico de drogas; 
 Tráfico de pessoas; 
 Terrorismo 
 
 
 
44 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA DO LIVRAMENTO 
CONDICIONAL: O LIBERADO FOR CONDENADO A 
PPL POR SENTENÇA IRRECORRÍVEL 
REVOGAÇÃO FACULTATIVA DO LIVRAMENTO 
CONDICIONAL: O LIBERADO 
Por crime cometido durante a vigência do benefício. Deixar de cumprir qualquer das obrigações 
constantes da sentença. 
Por crime anterior. For irrecorrivelmente condenado, por crime ou 
contravenção, a pena que não seja PPL. 
 
 
 
 
 
 
CONFISCO ALARGADO 
 Condenação pena máxima superior a 6 anos de 
reclusão. 
 Poderá ser decretada a perda, como produto ou 
proveito do crime, dos bens correspondentes à 
diferença entre o valor do patrimônio do 
condenado e aquele que seja compatível com o 
seu rendimento lícito. 
 O condenado poderá demonstrar a inexistência 
da incompatibilidade ou a procedência lícita do 
patrimônio (inversão do ônus da prova). 
 A perda prevista neste artigo deverá ser 
requerida expressamente pelo MP, por ocasião 
do oferecimento da denúncia, com indicação da 
diferença apurada. 
 Na sentença condenatória, o juiz deve declarar o 
valor da diferença apurada a especificar os bens 
cuja perda for decretada. 
 
 
EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
Perda do cargo, função pública ou mandato eletivo: 
 Quando aplicada PPL por tempo = ou superior 
a 1 ano, nos crimes praticados com abuso de 
poder ou violação de dever para com a 
administração pública; 
 Quando for aplicada PPL por tempo superior a 4 
anos nos demais casos 
REABILITAÇÃO 
Decorridos 2 anos da extinção da pena 
PRAZO MÍNIMO DA INTERNAÇÃO OU 
TRATAMENTO AMBULATORIAL 1 a 3 anos 
PRESCRIÇÃO DA MULTA 2 anos quando for a única cominada ou aplicada 
 
 
ARREPENDIMENTO POSTERIOR IRRETRATABILIDADE DA REPRESENTAÇÃO 
ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA. DEPOIS DE OFERECIDA A DENÚNCIA. 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
 
PENA PRAZO PRESCRICIONAL 
20 ANOS + 12 ANOS 
16 ANOS 8 – 12 ANOS 
12 ANOS 4 – 8 ANOS 
8 ANOS 2 – 4 ANOS 
4 ANOS 1 – 2 ANOS 
3 ANOS - 1 ANO 
 
CAUSAS IMPEDITIVAS DA PRESCRIÇÃO CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO 
Enquanto não resolvida, em outro processo, 
questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime 
 
Pelo recebimento da denúncia ou da queixa 
Enquanto o agente cumpre pena no exterior Pela pronúncia 
Na pendência de embargos de declaração ou de 
recursos aos tribunais superiores, quando 
inadmissíveis 
Pela decisão confirmatória da pronúncia 
 
 
Enquanto não cumprido ou não rescindido o ANPP 
Pela publicação da sentença ou acórdão 
condenatórios recorríveis 
Pelo início ou continuação do cumprimento da 
pena 
Pela reincidência 
 
CAUSAS DE DIMINUIÇÃO E AUMENTO DE PENA DA PARTE GERAL DO CÓDIGO PENAL 
CAUSAS DE DIMINUIÇÃODE 
PENA 
FRAÇÃO CAUSAS DE AUMENTO DE PENA FRAÇÃO 
 
Tentativa 
 
1/3 – 2/3 
Concurso de pessoas - Participação 
em crime menos grave na hipótese de 
ter sido previsível o resultado mais 
grave 
AUMENTO ATÉ A 
½ (METADE) 
Arrependimento posterior 1/3 – 2/3 Prescrição da Pretensão Executória 
(PPE) - reincidente 
1/3 
Erro sobre a ilicitude do fato 
evitável 
1/6 – 1/3 Concurso formal próprio 1/6 – 1/2 
Estado de necessidade – 
embora seja razoável exigir-se 
o sacrifício do direito 
ameaçado 
 
1/3 – 2/3 
 
Crime continuado genérico 
1/6 – 2/3 
Semi-imputabilidade penal 1/3 – 2/3 Crime continuado específico ATÉ O TRIPLO 
Embriaguez proveniente de 
caso fortuito ou força maior 
não possuía, ao tempo da 
ação ou omissão, a plena 
capacidade de entender o 
caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se de acordo com 
esse entendimento 
 
 
1/3 – 2/3 
 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
Concurso de pessoas - 
participação de menor 
importância 
1/6 – 1/3 
Redução dos prazos 
prescricionais: 
 Menor de 21 anos – 
tempo do crime; 
 Maior de 70 anos – 
data da sentença 
½ (METADE) 
 
PROGRESSÃO DE REGIME – ART. 112 DA LEP (LEI Nº 7.210/84) 
REQUISITOS OBJETIVOS 
 
16% 
 Apenado primário; 
 Crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça 
 
20% 
 Apenado reincidente; 
 Em crime cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça 
 
25% 
 Apenado primário; 
 Crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou grave ameaça 
 
30% 
 Apenado reincidente; 
 Em crime cometido com violência à pessoa ou grave ameaça 
 
40% 
 Apenado primário; 
 For condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado 
 
 
 
50% 
 Se o apenado for: 
 Condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte (se for 
primário), vedado o livramento condicional; 
 Condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa 
estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado; ou 
 Condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada 
 
60% 
 Apenado reincidente; 
 Na prática de crime hediondo ou equiparado 
 
70% 
 Apenado reincidente; 
 Em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado do livramento condicional. 
REQUISITOS SUBJETIVOS 
O apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo 
diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. 
PROGRESSÃO DE REGIME PARA MULHER GESTANTE OU QUE FOR MÃE OU RESPONSÁVEL POR 
CRIANÇA OU 
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
REQUISITOS OBJETIVOS 
 Não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; 
 Não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 
 Ter cumprido ao menos 1/8 da pena no regime anterior; 
REQUISITOS SUBJETIVOS 
 Se primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; 
 Não ter integrado organização criminosa 
 
Obs.: O cometimento de novo crime doloso ou falta grave, implicará a revogação do benefício. 
 
 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
REGIME ABERTO 
Somente poderá ingressar no regime aberto o condenado que: 
 Estiver trabalhando ou comprovar a possibilidade de fazê-lo imediatamente; 
 Apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, fundados 
indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime. 
 
Poderão ser dispensados do trabalho: 
 Condenado maior de 70 anos; 
 Condenado acometido de doença grave; 
 Condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental; 
 Condenada gestante 
O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, sem prejuízo das 
seguintes condições gerais e obrigatórias: 
 Permanecer no local que for designado, durante o repouso e os dias de folga; 
 Sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; 
 Não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; 
 Comparecer a juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. 
O condenado será transferido do regime aberto se: 
 Praticar fato definido como crime doloso ou falta grave (deverá ser ouvido, previamente, o condenado); 
 Sofrer condenação, por crime anterior, cuja penal somada ao restante da pena em execução, torne 
incabível o regime; 
 Frustrar os fins da execução; 
Não pagar, podendo, a multa cumulativamente imposta. 
OUTROS ASSUNTOS IMPORTANTES! 
 A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será sempre motivada e precedida de 
manifestação do MP e do defensor, procedimento que também será adotado na concessão de 
livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas 
vigentes. 
 Art. 33, § 4º, da lei nº 11.343/06 – tráfico privilegiado não é considerado hediondo ou equiparado. 
 O cometimento de falta grave durante a execução da PPL interrompe o prazo para a obtenção da 
progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem do requisito 
objetivo terá como base a pena remanescente. 
 O bom comportamento é readquirido após 1 ano da ocorrência do ato, ou antes, após o cumprimento 
do requisito temporal exigível para a obtenção do direito. 
 A execução da PPL ficará sujeita à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais 
rigorosos, quando o condenado: 
 Praticar fato definido como crime doloso ou falta grave (deverá ser ouvido, previamente, o condenado); 
 Sofrer condenação, por crime anterior, cuja penal somada ao restante da pena em execução, torne 
incabível o regime. 
 
PERMISSÃO DE SAÍDA SAÍDA TEMPORÁRIA 
Os condenados que cumprem pena em regime 
fechado ou semiaberto e os presos provisórios, 
poderão obter permissão para sair do 
estabelecimento, mediante escolta, quando 
ocorrer um dos seguintes fatos: 
 Falecimento ou doença grave do cônjuge, 
companheira, ascendente ou irmão; 
 Necessidade de tratamento médico 
Os condenados que cumpre pena em regime 
semiaberto poderão obter autorização para saída 
temporária do estabelecimento, sem vigilância 
direta, nos seguintes casos: 
 Visita à família; 
 Frequência a curso supletivo 
profissionalizante, bem como de instrução do 
2º grau ou superior; 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
 
A permissão de saída será concedida pelo diretor 
do estabelecimento onde se encontra o preso. 
 
A permanência do preso fora do estabelecimento 
terá duração necessária à finalidade da saída. 
 Participação em atividades que concorram 
para o retorno ao convívio social 
 
 A ausência de vigilância direta não impede a 
utilização de equipamento de monitoração 
eletrônica pelo condenado, quando assim 
determinar o juiz da execução. 
 Não terá direito à saída temporária o 
condenado que cumpre pena por praticar 
crime hediondo com resultado morte. 
 A autorização será concedida por ato 
motivado do juiz da execução, ouvidos o MP e 
a administração penitenciária, e dependerá da 
satisfação dos seguintes requisitos: 
 Comportamento adequado; 
 Cumprimento mínimo de 1/6 da pena – 
condenado primário; 
 Cumprimento mínimo de 1/4 da pena – 
condenado reincidente; 
 Compatibilidade do benefício com os objetivos 
da pena 
 A autorização será concedida por prazo não 
superior a 7 dias, podendo ser renovada por 
mais 4 vezes durante o ano. 
Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá 
ao beneficiário as seguintes condições, entre 
outras que entender compatíveis com as 
circunstâncias do caso e a situação pessoal do 
condenado: 
 
 Fornecimento do endereço onde reside a 
família a ser visitada ou onde poderá se 
encontrado durante o gozo do benefício; 
 Recolhimento à residência visitada, no 
período noturno; 
 Proibição de frequentar bares, casas noturnas 
e estabelecimentos congêneres 
 
 Quando se tratar de frequência a curso 
profissionalizante, de instrução de ensino 
médio ou superior, o tempo de saída será o 
necessário parao cumprimento das atividades 
discentes. 
 Nos demais casos, as autorizações de saída 
somente poderão ser concedidas com prazo 
mínimo de 45 dias de intervalo entre uma e 
outra. 
 O benefício será automaticamente revogado 
quando o condenado praticar: 
 Fato definido como crime doloso; 
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 For punido por falta grave; 
 Desatender as condições impostas na 
autorização; 
 Revela baixo grau de aproveitamento 
do curso 
 A recuperação do direito à saída temporária 
dependerá: 
 Da absolvição no processo penal; 
 Do cancelamento da punição 
disciplinar; ou 
 Da demonstração do merecimento do 
condenado 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DOS CRIMES 
Crime material: é aquele que descreve o resultado naturalístico (modificação no mundo exterior) e exige 
a sua ocorrência para a sua consumação. 
Ex.: homicídio 
Crime formal ou de consumação antecipada: o resultado naturalístico é previsto, mas é dispensável, pois 
a consumação ocorre com a conduta. 
Ex.: ameaça e extorsão 
Crime de mera conduta: é aquele que apenas descreve a conduta delitiva, sem mencionar qualquer 
resultado naturalístico, que, obviamente, é dispensável. 
Ex.: porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio 
Crime comum: é aquele que pode ser praticado por qualquer pessoa, isto é, em que a lei não exige 
qualidade especial do sujeito ativo. 
Ex.: homicídio, furto, latrocínio, etc. 
Crime próprio: o tipo penal exige que o agente ostente certas qualidades ou características. 
Ex.: peculato e infanticídio 
PRISÃO DOMICILIAR 
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – ART. 318 
I. MAIOR DE 80 ANOS; 
II. EXTREMAMENTE DEBILITADO POR MOTIVO DE DOENÇA GRAVE; 
III. IMPRESCINDÍVEL AOS CUIDADOS ESPECIAIS DE PESSOA MENOR DE 6 ANOS DE IDADE OU COM 
DEFICIÊNCIA; 
IV. GESTANTE; 
V. MULHER COM FILHO DE ATÉ 12 ANOS DE IDADE INCOMPLETOS; 
VI. HOMEM, CASO SEJA O ÚNICO RESPONSÁVEL PELOS CUIDADOS DO FILHO DE ATÉ 12 ANOS DE 
IDADE INCOMPLETOS. 
LEI DE EXECUÇÃO PENAL – ART. 117, LEI Nº 7.210/84 
I. CONDENADO MAIOR DE 70 ANOS; 
II. CONDENADO ACOMETIDO DE DOENÇA GRAVE; 
III. CONDENADA COM FILHO MENOR OU DEFICIENTE FÍSICO OU MENTAL; 
IV. CONDENADA GESTANTE 
ART. 318-A, CPP – À MULHER GESTANTE OU QUE FOR MÃE OU RESPONSÁVEL POR CRIANÇAS OU 
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
I. NÃO TENHA COMETIDO CRIME COM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMAÇA A PESSOA; 
II. NÃO TENHA COMETIDO O CRIME CONTRA SEU FILHO OU DEPENDENTE. 
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Crime de mão própria: é aquele que somente pode ser cometido por determinado agente designado no 
tipo penal. 
Ex.: falso testemunho ou falsa perícia (art. 342, CP) 
Crime doloso: sempre que o agente quiser o resultado (dolo direto) ou assumiu o risco de produzi-lo (dolo 
indireto ou eventual). 
Crime culposo: será o crime cujo o resultado não for querido ou aceito pelo agente, mas que, previsível, 
seja proveniente de inobservância dos deveres de cuidado (imprudência, negligência e imperícia). 
Crime preterdoloso: é o crime praticado com dolo em relação ao fato antecedente e culpa no que tange 
ao resultado agravante. 
Ex.: lesão corporal seguida de morte 
Crime instantâneo: é aquele que se consuma em momento determinado (consumação imediata) sem 
qualquer prolongação. 
Crime instantâneo de habitualidade preexistente: crime que se caracteriza pela consumação em 
momento determinado, mas que não só pode ser cometido em circunstâncias de habitualidade. 
Ex.: descaminho (art. 334, § 1º, III, CP) 
Crime permanente: é aquele em que a execução se protrai no tempo por determinação do sujeito ativo. 
Crime instantâneos de efeitos permanentes: a consumação também ocorre em momento determinado, 
mas os efeitos dela decorrentes são indeléveis (não se pode apagar ou eliminar). 
Ex.: homicídio consumado 
Crime consumado: é o crime que reúnam todos os seus requisitos de ordem legal. 
Crime tentado: crime que por circunstâncias alheias à vontade do agente, o resultado não ocorre. 
Crime de dano: quando há efetiva lesão ao bem jurídico penalmente tutelado 
Ex.: homicídio, furto e dano 
Crime de perigo abstrato: que dispensa a efetiva lesão, configura-se com a simples exposição do bem 
jurídico a perigo. 
Concreto: exige a efetiva comprovação de risco para o bem jurídico. 
 Individual: a conduta do agente expõe a perigo uma só ou um número determinado de pessoas. 
 ex.: perigo para vida ou a saúde de outrem (art. 132, CP) 
 Comum: a conduta delituosa expõe a perigo número indeterminado de pessoas. 
 ex.: explosão (art. 251, CP) 
Abstrato ou presumido ou simples desobediência: a própria lei presume perigosa a ação, dispensando-
se a comprovação de que houve efetivo perigo ao bem jurídico tutelado. 
Crime simples: é o crime basilar, formado objetivamente por apenas um tipo penal e subjetivamente sem 
nenhuma circunstância que aumente ou diminua sua gravidade. 
Crime complexo: é o crime formado por meio da reunião entre dois ou mais tipos penais. 
Ex.: roubo (constrangimento ilegal + furto) 
Crime ultracomplexo: ocorre quando um crime complexo é acrescido de outro, este servindo como 
qualificadora ou majorante daquele. 
Ex.: roubo praticado com emprego de arma de fogo (art. 157 § 2º-A, I, CP) 
Crime qualificado: é o que deriva do tipo penal básico ou do complexo, com a mesma natureza, cuja 
reprimenda sofre um agravamento, em novos patamares mínimo e máximo, em virtude da mairo 
gravidade da conduta. 
Ex.: furto (art. 155, § 4º, I, CP) 
Crime privilegiado: é aquele em que a lei considera determinadas circunstâncias que diminuem a 
gravidade da ação e, consequentemente, a reprimenda imposta. 
Ex.: homicídio (art. 121, § 1º, CP) 
Crime plurissubjetivo: na hipótese em que o concurso de agentes seja imprescindível para a sua 
configuração (crime de concurso necessário). 
As condutas perpetradas podem ser: 
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 Paralelas: quando todos, pretendendo alcançar um fim único, auxiliam-se mutuamente na 
execução do tipo penal. 
 ex.: associação criminosa (art. 288, CP) 
 Divergentes: quando os agentes dirigem suas ações uns contra os ouros. 
 ex.: rixa (art. 137, CP) 
 Bilaterais: quando o tipo pressupõe a atuação de dois agentes cujas condutas são propensas a se 
encontrar, pois partem de pontos opostos. 
 ex.: bigamia (art. 235, CP) 
Crime unissubsistente: é aquele em que não se admite o fracionamento da conduta, isto é, perfaz-se com 
apenas um ato. 
Ex.: crimes contra a honra cometidos verbalmente 
Obs.: não admite tentativa. 
Crime plurissubjetivo: a conduta é fracionada em diversos atos que, somados, provocam a consumação. 
Ex.: homicídio, roubo e estelionato 
Obs.: admite tentativa 
Crime de olvido: são crimes omissivos impróprios culposos. 
Crime comissivo: é a realização de uma conduta (ação) desvaliosa proibida pelo tipo penal incriminador. 
Crime omissivos: é a não realização (não fazer) de determinada conduta valiosa (comportamento ideal) a 
que o agente estava juridicamente obrigado e que lhe era possível concretizar. Viola um tipo 
mandamental. 
Podem ser: 
 Próprio: decorre do próprio tipo penal. 
 ex.: omissão de socorro (art. 135, CP) 
 Impróprio ou comissivo por omissão: está descrito em norma geral. 
 ex.: art. 13, § 2º, CP 
Crime de conduta mista: conduta comissiva, seguida de omissão. 
Ex.: apropriação de coisa achada (art. 169, parágrafo único, ii, cp) 
 
Crime habitual: é aquele que se configura mediante a reiteração de atos. 
Ex.: casa de prostituição (art. 229, CP) 
OBS₁.: não admite tentativa; e 
OBS₂.: as ações que o compõem, consideradas isoladamente não constituem crimes. 
Crime exaurido: é o que comtempla atos posteriores a consumação. 
Crime profissional: é aquele praticado por quem se utiliza da profissão que exerce para alcançar finalidade 
ilícita. 
Crime progressivo ou de passagem: é aquele em que, para alcançar seu intento, deve o agente 
obrigatoriamente violar norma de carátermenos grave. 
Ex.: lesão corporal até a morte 
Obs.: responde pela consumação 
 
Progressão criminosa: o dolo inicial é de praticar o crime menos grave, porém, no momento da prática, 
tramuta-se o para a prática do crime mais grave. 
Crime subsidiário: é aquele que somente se configura se a conduta do agente não constituir crime mais 
grave. 
Crime de ação única: o crime em que o tipo penal prevê apenas uma conduta nuclear possível. 
Ex.: furto (art. 155, CP) - subtrair 
Crime de ação múltipla ou de conteúdo variado: é aquele em que diversas são as condutas possíveis. 
Ex.: tráfico (art. 33, lei 11.343/06) 
Crime principal: é o crime que independe da existência de outro. 
Ex.: roubo (art. 157, CP) 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
Crime acessório ou parasitário: é aquele que pressupõe a ocorrência de outro delito em momento 
anterior. 
Ex.: receptação (art. 180, CP) 
Crime a prazo: é aquele que exige do decurso de um prazo para que se configure. 
Ex.: apropriação de coisa achada (art. 169, parágrafo único, II, CP) 
Crime vago: é aquele em que o sujeito passivo é indeterminado, representado por uma coletividade. 
Crime falho ou tentativa perfeita ou acabada: ocorre quando o agente utilizou todos os meios possíveis 
à sua disposição, mas não conseguiu consumar o crime por circunstâncias alheias à sua vontade. 
Quase crime: trata-se de crime impossível e da participação impunível, situações em que, na realidade, 
crime não há. 
Crime putativo ou imaginário ou erroneamente suposto: é aquele existente apenas na intenção do 
agente, que acredita estar cometendo um crime enquanto pratica um indiferente penal. 
Pode ser: 
 Por erro de tipo; 
 Por erro de proibição; 
 Por obra do agente provocador. 
Crime funcional: é o praticado por funcionário público. 
 Próprio: se afastada a qualidade de funcionário público, o fato se torna atípico. 
Ex.: prevaricação 
 Impróprio: a falta dessa qualidade poderá configurar outro delito. 
 ex.: peculato furto 
Crime de circulação: é o praticado por meio de automóvel. 
Crime militar: crime praticado por militar. 
 Próprio: definido penas no código pena militar. 
Ex.: deserção 
 Impróprio: definido também no restante da legislação penal (furto) ou somente nela, legislação 
não militar (tortura). 
Crime de atentado: é aquele que a lei atribui punição idêntica tanto para a tentativa quanto para 
consumação. 
Ex.: evasão mediante violência contra a pessoa (art. 352, CP) 
Crime de opinião ou de palavra: é aquele praticado por meio de abuso da liberdade de expressão. 
Ex.: injúria, calúnia, difamação, apologia ao crime ou criminoso 
Crime de expressão: se caracteriza por ser cometido por meio de atividade do autor, que processa a 
informação que recebe e se expressa inveridicamente. 
Ex.: falso testemunho (art. 342, CP) 
Crime a distância ou de espaço máximo: o crime percorre territórios de dois estados soberanos (brasil e 
argentina). 
Ex.: JOSÉ escreve carta injuriosa em São Paulo e a remete a PEDRO, desafeto na argentina. 
Crime em trânsito: o crime percorre territórios de mais de dois países soberanos, sem, contudo, atingir 
bens jurídicos em um ou alguns desses países. 
Ex.: um objeto é furtado na argentina e, para ser receptado nos EUA, passa pelo Brasil. 
Crime plurilocal: o crime percorre dois ou mais territórios do mesmo país (comarcas de São Paulo, São 
Bernado do Campo e Guarulhos). 
Obs.: o CPP adotou em regra, a teoria do resultado, sendo competente a comarca onde se deu a 
consumação (art. 70, CPP). 
Crime mono-ofensivo: é o delito que atinge apenas um bem jurídico. 
Crime pluriofensivo: é aquele cuja constituição acarreta afronta a mais de um bem juridicamente 
tutelado. 
Crime de execução livre: é aquele que admite variadas formas para a prática da conduta típica. 
Ex.: homicídio 
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Crime de execução vinculada: é restrito na forma sob a qual a conduta pode ser compreendida. 
Ex.: redução a condição análoga à de escravo (art. 149, CP) 
Crime gratuito: é aquele cometido sem motivo conhecido. 
Crime multitudinário: é o delito cometido por multidão no contexto de um tumulto. 
Crime independente: é o delito que não assume ligação com outras infrações penais. 
Crimes de conexão teleológica: é praticado para assegurar a execução de outro crime futuro. 
Crime de conexão consequencial: é praticado para assegurar a ocultação, a impunidade ou a vantagem 
de um crime. 
Crime de conexão ocasional: há somente uma proximidade física entre várias infrações penais, que não 
se relacionam entre si. 
Crime de tendência: determinadas ações podem ser consideradas criminosas ou lícitas a depender da 
intenção do agente ao praticá-las. 
Crime de tendência interna transcendente ou crime de intenção: o sujeito ativo quer um resultado 
dispensável para a consumação do delito. O tipo subjetivo é composto pelo dolo e por elemento subjetivo 
especial (finalidade transcendente). 
Ex.: extorsão mediante sequestro (art. 159, CP) 
Crime de resultado cortado: espécie de crime de intenção, o resultado (dispensável para a consumação), 
não depende do agente, não está na sua esfera de decisão. 
Ex.: extorsão mediante sequestro (art. 159, CP) 
Crime mutilado de dois atos ou delito atrofiado de dois atos: espécie de crime de intenção, o crime se 
verifica quando o resultado dispensável depende de novo comportamento do agente, está em sua esfera 
de decisão. 
Ex.: falsidade documental para cometer estelionato 
Crime consunto: é o crime absorvido. Princípio da consumação 
Crime consutivo: é o crime que absorve. 
Crime de fato permanente ou não transeunte: é o que deixa vestígios materiais, que devem ser 
constatados mediante perícia. 
Ex.: falsificação de documento 
Crime de fato transeunte: não permite constatação mediante análise de vestígios, pois não o exibe. 
Ex.: injúria cometida por meio de palavra. 
Crime condicionado: é aquele a que a lei impõe certas condições de procedibilidade para que a punição 
seja perseguida. 
Ex.: ameaça (art. 147, CP) 
Crime incondicionado: independente de circunstâncias externas como condição de procedibilidade. 
Ex.: homicídio (art. 121, CP) 
Crime de ímpeto: é aquele que resulta de uma reação emocional, sem premeditação. 
Ex.: homicídio (art. 121, § 1º, CP) 
Crime de acumulação: se baseia na soma de condutas que, isoladas, não teriam relevância, não é possível 
considerar insignificante determinada conduta pouco lesiva ao bem jurídico coletivo, sob pena de 
contrariar o próprio fundamento dessa espécie de delito. 
Crime de mera suspeita: o agente é punido porque o modo como atua faz com que se suspeite que possa 
vir a delinquir. 
Ex.: art. 25, da LCP 
OBS.: declarado inconstitucional pelo stf. 
Crime de ação violenta: é aquele cometido com o emprego de violência ou grave ameaça contra a pessoa. 
Ex.: roubo e estupro 
Crime de ação astuciosa: é o delito cometido por meio de fraude ou dissimulação. 
Ex.: estelionato (art. 171, CP) 
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Crime obstáculo: é o delito que revela a tipificação de atos preparatórios, que normalmente, não são 
punidos. 
Ex.: associação criminosa (art. 288, CP) 
Crime de catálogo: é o crime passível de apuração por meio de interceptação telefônica, observados os 
requisitos de lei 9.269/96. 
Crime de impressão: é o delito que desperta na vítima determinado estado anímico. 
Poder ser: 
 Crime de sentimento: recai nas faculdades emocionais. 
Ex.: injúria 
 Crime de inteligência: recai nas faculdades cognitivas da vítima, enganando-a. 
Ex.: estelionato 
 Crime de vontade: recai na autodeterminação. 
Ex.: constrangimento ilegal 
Crime parcelar: é o crime que integra uma cadeia de crimes cometidos em continuidade delitiva. 
Crime inominado: a conduta recai sobre bens jurídicos consagrados pelo direito, mas sem tipificação penal 
específica. 
 Não admitido no sistema penal; 
 Viola o princípio da reserva legal 
Crime de hermenêutica:é o delito que existe unicamente em virtude de interpretação do operador da lei, 
sem que haja indícios ou provas da ocorrência de um fato tipificado. 
 Não admitido no sistema penal; 
 Viola o princípio da presunção de inocência 
Crime remetido: é aquele que em sua definição típica se reporta a outro crime. 
Ex.: uso de documento falso (art. 304, CP) 
Crime anão ou lilipudiano: é o denominado às contravenções penais. 
 
Crime de rua ou colarinho azul: é o crime cometido normalmente por pessoas economicamente menos 
favorecidas. 
Crime cibernético: é aquele cometido por meio da rede mundial de computadores ou mesmo por meio 
de uma rede pública ou privada de computadores. 
Crime de greve: é o delito cometido durante a paralização dos empregados. 
Crime de lockout: é o delito cometido no decorrer da paralização do empregador. 
Crime político: é aquele que vulnera a segurança interna ou externa do estado. 
Ex.: crimes da lei 7.170/83 (segurança nacional) 
Crime de responsabilidade, será: 
 Próprio: é uma infração penal comum cometida por determinados agentes, julgada pelo poder 
judiciário. 
 Impróprio: revela uma infração político-administrativa, em que a apreciação e a punição política 
(impeachmente) são atribuídas ao poder legislativo. 
Crime de menor potencial ofensivo: é aquele com pena máxima não superior a 2 anos. 
Crime de médio potencial ofensivo: é aquele em que, apesar de a penal máxima suplantar 2 anos, a pena 
mínima é igual ou superior a 1 ano. 
Crime de maior potencial ofensivo: é aquele incompatível com medidas despenalizadoras (transação 
penal e suspensão condicional do processo). 
Crime hediondo: é o delito constante no rol do art. 1º da lei 8.072/90. 
Crime equiparado a hediondo: não está no rol do art. 1º da lei 8.072/90, mas a CF/88 traz o mesmo 
tratamento, são: 
 Tráfico de drogas; 
 Terrorismo; 
 Tortura; 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
Crime organizado: é o cometido por meio de organização criminosa. 
Ex.: art. 1º, § 1º, da lei 12.850/13 
Crime natural: aqueles comportamentos que sempre foram, são e provavelmente serão, no futuro 
infrações penais, violando bens jurídicos indispensáveis à convivência harmônica em sociedade. 
Ex.: homicídio e estupro 
Crime de plástico: abrangem condutas que, no passado, configuravam um indiferente penal, porém, em 
razão do momento histórico e social, passa-se a sentir a necessidade de tipificação. 
Ex.: cibernéticos 
Crime federal: é o crime em que o julgamento é atribuído à justiça federal. 
Crime estadual: é o crime em que o julgamento é atribuído à justiça estadual (competência residual). 
Crime internacional. 
INFRAÇÕES PENAIS QUE NÃO ADMITE TENTATIVA: 
 Crime culposo (regra); 
 Crime preterdoloso; 
 Crimes unissubsistentes; 
 Crimes de mera conduta (regra) 
 Crimes omissivos próprios; 
Crimes habituais; 
 Crimes de atentado ou de empreendimento; 
 Contravenções penais/crime anão/lilipudiano; 
 Crimes condicionados ao resultado; 
 Crimes obstáculos Não foi pedida ou foi negada a extradição; 
 Houve requisição do ministro da justiça 
 
EMBARCAÇÕES E AERONAVES SERÁ APLICADA A LEI BRASILEIRA 
Públicas ou a serviço do governo estrangeiro Quer se encontre em território nacional ou 
estrangeiro. 
Mercantes ou particulares brasileiros Se estiverem em alto-mar ou no espaço aéreo 
correspondente. 
Estrangeiras Apenas quando privadas em território nacional. 
 
INTERPRETAÇÃO DE LEI PENAL 
QUANTO AO SUJEITO (ORIGEM): 
AUTÊNTICA OU LEGISLATIVA Dada pela própria lei, ou seja, realizada pelo legislador, que 
edita uma lei com a finalidade de explicar o significado de 
outra norma. Divide-se: 
1) Contextual: quando a norma interpretativa é editada no 
momento da norma interpretada; 
2) Posterior: quando é criada depois da norma interpretativa. 
DOUTRINÁRIA OU CIENTÍFICA Dada pelos estudiosos, doutrinadores do direito penal. 
Ex.: Exposição de motivos do CP 
JUDICIAL OU JURISPRUDENCIAL Realizada pelos magistrados na decisão das causas que lhes 
são submetidas ou fruto das decisões reiteradas dos tribunais, 
como regra não vinculantes. 
QUANTO AO MODO OU MEIOS E MÉTODOS: 
LITERAL OU GRAMATICAL Considera o sentido literal das palavras. 
TELEOLÓGICA Considera à vontade ou intenção objetivada na lei, sua 
finalidade, utilizando-se de vários elementos (art. 5º, LINDB). 
HISTÓRICA Busca a origem da lei, o fundamento de sua criação. 
SISTEMÁTICA Conjunto da legislação e dos princípios gerais do direito, 
sistema em que a norma está inserida como um todo. 
PROGRESSIVA A lei é interpretada de acordo com o progresso da ciência que 
está progredindo. 
QUANTO AO RESULTADO: 
DECLARATIVA A letra da lei corresponde aquilo que o legislador quis dizer. 
EXTENSIVA Amplia o alcance das palavras da lei para corresponder ao 
alcance ou vontade do texto. Corrige a lei tímida, visto que ela 
disse menos do que gostaria. 
RESTRITIVA Reduz o alcance das palavras da lei para corresponder ao 
alcance ou vontade do texto. A lei disse mais do que desejava. 
6 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
PROGRESSICA/ADAPTATIVA/EVOLUTIVA Busca amoldar a lei à realidade atual, de acordo com os 
progressos da cultura, da sociedade, da tecnologia, das 
ciências, etc. 
 
INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA ANALOGIA 
É forma de interpretação. 
Existe norma pra o caso concreto. 
É forma de interpretação. 
Existe norma para o caso 
concreto. 
É forma de integração do direito. 
Não existe norma para o caso 
concreto. 
Amplia-se o alcance da palavra 
(não importa no surgimento de 
uma nova norma). 
Utilizam-se exemplos seguidos de 
uma forma genérica para 
alcançar outras hipóteses. 
Cria-se uma nova norma a partir 
de outra (analogia legis) ou do 
todo do ordenamento jurídico 
(analogia iuris). 
Prevalece ser possível sua 
aplicação no Direito Penal in 
bonam ou in malam partem. 
É possível sua aplicação no Direito 
Penal in bonam ou in malam 
partem. 
É possível sua aplicação no Direito 
Penal somente in bonam partem. 
EX.: A antiga expressão “arma” 
no crime de roubo majorado (art. 
157, § 2º, I, CP) 
EX.: Homicídio mediante paga ou 
promessa de recompensa, ou por 
outro motivo torpe (art. 121, § 2º, 
I, III e IV, CP). 
EX.: Isenção de pena, prevista nos 
crimes contra o patrimônio, para 
cônjuge e, analogicamente, para 
o companheiro (art. 181, I, CP). 
 
CONFLITO APARENTE DE NORMAS 
REQUISITOS: 
 Unidade de fato (fato único); 
 Pluralidade de normas; 
 Vigência simultânea de todas elas. 
PRINCÍPIOS ORIENTADORES 
SUBSIDIARIEDADE ESPECIALIDADE CONSUNÇÃO ALTERNATIVIDADE 
Só se aplica quando 
não houver 
subsunção do fato à 
norma mais grave, 
que é a norma 
principal, devendo 
então ser aplicada a 
norma subsidiária, 
que funciona como 
“soldado de 
reserva”. 
A lei especial 
derroga a lei 
geral. 
Verifica-se quando o crime previsto 
por uma norma (consumida) não passa 
de uma fase de realização do crime 
previsto em outra norma (consuntiva) 
ou é uma norma de transição para o 
último (crime progressivo). 
Própria: tem 
aplicação nos crimes 
plurinucleares, ou 
seja, crimes de ação 
múltipla ou 
conteúdo variado. 
Nesse caso, o crime 
permanece único, 
não desnatura a 
unidade do crime. 
O delito menos grave 
funcionará como 
crime de passagem 
ou tipo penal de 
passagem. 
É de utilização 
obrigatória e 
prevalece sobre 
os demais. 
A consunção pressupõe que esses 
crimes protejam o mesmo bem 
jurídico. 
Imprópria: quando 
duas ou mais 
normas penais 
disciplinam o 
mesmo fato. 
 Aplica-se no plano 
concreto. 
Aplica-se no plano 
abstrato. 
Aplica-se no plano concreto. Aplica-se no plano 
concreto. 
7 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Pode ser: 
1) Expressa; 
2) Tácita 
 
 
HIPÓTESES: 
Crime progressivo 
Progressão criminosa 
Fato anterior impunível (ante factum 
impunível) 
Fato simultâneo impunível 
Fato posterior impunível 
(post factum impunível) 
HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA DO 
PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO: 
 O crime consumado (delito 
perfeito) absorve o crime tentado 
(delito imperfeito); 
 O crime de dano absorve o crime de 
perigo; 
 Legítima defesa e uso de arma de 
fogo. 
 
CRIME PROGRESSIVO PROGRESSÃO CRIMINOSA 
Quando o agente, para alcançar um resultado ou 
crime mais grave, precisa passar por um crime 
menos grave. 
Ex.: Para o cometer o homicídio, passa-se pela lesão 
corpora. 
Há alteração do dolo. O agente pretende 
incialmente produzir um resultado e, depois de 
alcança-lo opta por prosseguir na prática ilícita e 
reinicia outra conduta, produzindo um evento mais 
grave. 
Ex.: “A” queria dar um soco em “B”, lesão corporal, 
entretanto, quando “B” caiu no chão, “A” pega sua 
arma e dar um tiro em “B”, matando-o. 
 
TEORIAS DA CONDUTA 
 
 
 
 
 
TEORIA 
CAUSALISTA/MECANICISTA/NATURALISTA/CAUSAL 
(FRANZ VON LISZT, BELLING E RADBRUCH) 
 Crime é fato típico, ilícito e culpável, e a conduta 
seria elemento do fato típico; 
 Fato típico: conduta, resultado naturalístico, 
nexo causal e tipicidade. 
 Conduta: movimento humano voluntário que 
produz alteração no mundo exterior (conduta 
sem finalidade); 
 É considerado um modelo avalorado, só permite 
elementos objetivos e subjetivos, de modo que 
não permite elementos normativos (que exigem 
juízo de valor pelo intérprete); 
 Teoria do tipo avalorado ou acromático: não há 
qualquer relação prévia entre o fato típico e 
antijuridicidade. Ou seja, a finalidade do tipo 
penal é apenas descrever uma conduta 
criminosa de forma mais objetiva possível, 
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ignorando outros elementos como a ilicitude e 
culpabilidade; 
 Nesse sistema clássico o dolo é normativo 
(vontade + consciência + consciência atual da 
ilicitude). Não basta o agente querer ou aceitar 
o resultado / ele reclama o conhecimento que o 
comportamento é contrário ao direito; 
 Culpabilidade: 
 Teoria psicológica; 
 A culpabilidade seria o vínculo psicológico 
entre o sujeito e o fato típico e ilícito, e era 
composto por: 
 Imputabilidade (pressuposto da 
culpabilidade); 
 Dolo normativo ou culpa (espécies da 
culpabilidade) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEORIA NEOKANTISTA/NEOCLÁSSICA – BASE 
CAUSALISTA 
(REINHART FRANK E EDMUND MEZGER) 
 Fato típico: conduta, resultado naturalístico, 
nexo causal e tipicidade. 
 Conduta: comportamento humano voluntário 
causador de modificação no mundo exterior; 
 Dolo e culpa: permanecem na culpabilidade, 
mas deixam de ser espécies e se tornam 
elementos da culpabilidade; 
 Dolo normativo: pois traz em seu interior a 
consciência atual/real da ilicitude; 
 Teorias que reconhecem a relação entre o fato 
típico e a antijuridicidade: o principal ponto em 
comum dessas teorias é juntar o unir os 
substratos do fato típico e ilicitude em um único 
substrato: 
 TEORIA DA RATIO ESSENDI: o fato típico é a 
razão de ser da ilicitude. Crime não é fato 
típico, ilícito e culpável. Ele adota um conceito 
bipartido (crime é um fato tipicamente ilícito e 
culpável). Ou seja, crimeé formado por fato 
típico e culpabilidade. 
 TEORIA DOS ELEMENTOS NEGATIVOS DO 
TIPO: temos o tipo penal do injusto, em que o 
crime é composto pelo tipo total + 
culpabilidade. E esse tipo total é dotado de 2 
faces (positiva e negativa): 
 Face positiva: é chamada de tipicidade 
provisória (tipicidade); 
 Face negativa: é a ausência dos elementos 
negativos do tipo (causas excludentes da 
ilicitude). 
 A alteração se encontra na culpabilidade, que 
passa a contar com um terceiro elemento: a 
exigibilidade de conduta diversa; 
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PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 Culpabilidade: Teoria psicológica-normativa 
(composta por 3 elementos): 
 Imputabilidade; 
 Dolo normativo ou culpa; 
 Exigibilidade de conduta diversa 
 A imputabilidade deixou de ser pressuposto da 
culpabilidade, dolo e culpa também deixaram de 
ser “espécies” e todos passarem a ser 
“elementos”. 
 
 
 
 
TEORIA FINALISTA – PREVALECE 
(HANS WETZEL – 1930) 
 Conduta: comportamento humano voluntário, 
psiquicamente dirigido a um fim; 
 Dolo e culpa: migram da culpabilidade para o 
fato típico (dentro do elemento “conduta”, ou 
seja, estruturalmente, não mudaram os 
elementos do fato típico); 
 O dolo deixa de ser normativo e passa a ser 
natural: retirou-se de sua análise o elemento 
normativo (consciência atual da ilicitude), 
constituindo este um elemento similar 
autônomo da culpabilidade (potencial 
consciência da ilicitude); 
 A potencial consciência da ilicitude não integra 
o dolo, mas sim a culpabilidade; 
 Nesse modelo, temos a TEORIA DA RATIO 
COGNOSCENDI ou TEORIA DA INDICIARIEDADE 
para explicar a relação entre o fato típico e 
ilicitude; 
 Fato típico: é a razão de 
conhecer/indício/presunção da ilicitude (na 
ratio essendi era razão de ser); 
 Culpabilidade: Teoria normativa pura da 
culpabilidade. Agora não há mais elementos 
psicológicos na culpabilidade (dolo e culpa), mas 
apenas normativos. A culpabilidade passa a ser 
formada por: 
 Imputabilidade; 
 Potencial consciência da ilicitude; 
 Exigibilidade de conduta diversa 
 
TEORIA FINALISTA DISSIDENTE 
É bipartite (fato típico e ilícito), em que a 
culpabilidade seria pressuposto de aplicação da 
pena. Logo, crime seria fato típico e ilícito, apenas. 
 
 
 
TEORIA SOCIAL DA AÇÃO 
É tripartite (fato típico, ilícito e culpável), estando 
a conduta no fato típico. A conduta seria 
comportamento humano voluntário dirigido a um 
fim socialmente relevante. Ou seja, essa teoria 
explicava a ação, não com base na finalidade e 
nem em relações de causa e efeito (explicações 
física-naturalística), mas com base na relevância 
social da conduta. 
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PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Crítica: não há definição clara do que seria 
“socialmente relevante”. 
 
 
 
 
TEORIA FUNCIONALISTA 
(FUNCIONALISMO TELEOLÓGICO) 
(CLAUS ROXIN) 
A conduta seria comportamento humano 
voluntário, orientada pelo princípio da intervenção 
mínima, causadora de relevante e intolerável lesão 
ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado. 
Adota-se a Teoria personalista da ação (base 
metodológica, influência do pensamento de Claus 
Roxin). 
Conceito pessoal da ação: ação é manifestação da 
personalidade do indivíduo. Abrange todo 
acontecimento atribuível ao centro de ação 
psíquico-espiritual do homem. 
Crítica: há uma generalização sobre o que 
efetivamente venha a ser manifestação da 
personalidade. 
 
FUNCIONALISMO SISTÊMICO OU RADICAL 
(GÜNTHER JAKOBS) 
É tripartite. A conduta seria comportamento 
humano voluntário causador de resultado evitável, 
violando o sistema, frustrando as expectativas 
normativas. Adota a Teoria da evitabilidade 
individual (base metodológica, influência do 
pensamento de Günther Jakobs). 
TEORIAS DA OMISSÃO 
NATURALÍSTICA A omissão é fenômeno causal, sendo verdadeira 
espécie de ação. Quem se omite, faz efetivamente 
alguma coisa, por produzir resultado no mundo 
dos fatos. 
 
NORMATIVA (ADOTADA NO CP) 
A omissão é determinada pela lei. Só seria 
relevante ao Direito Penal a omissão quando a lei 
impunha uma ação diante da inércia do agente. 
 
TEORIA DA ACTIO LIBERA IN CAUSA 
“QUANDO O INDIVÍDUO SE COLOCA DELIBERADAMENTE EM ESTADO DE INCONSCIÊNCIA” 
Teoria estudada na imputabilidade e na culpabilidade. A doutrina vem estendendo essa teoria para a 
conduta, a fim de verificar a relevância penal desta conduta. Isso porque, no momento que se pratica a 
conduta, o indivíduo não tem qualquer domínio do que está praticando, de modo que não poderia sequer 
ser considerada conduta. Mas aplicando essa teoria, transporta-se o momento de análise dessa conduta, 
não para o ato praticado, mas para o ato anterior, que foi o ato em que o indivíduo se colocou em estado 
de inconsciência, sempre dolosamente ou culposamente. Assim, pela aplicação da dessa teoria, se o 
indivíduo se colocou culposa ou dolosamente em estado de inconsciência, haveria sim a existência da 
conduta. 
 
TEORIAS DO NEXO CAUSAL OU RELAÇÃO DE CAUSALIDADE 
TEORIA DA EQUIVALÊNCIA DOS ANTECEDENTES 
OU CONDITIO SINE QUA NON (NEXO FÍSICO + 
EMENTOS SUBJETIVOS – ART. 13, CAPUT, CP) 
 Causa é todo e qualquer acontecimento 
provocado pelo agente, sem o qual o resultado 
não teria ocorrido como e quando ocorreu; 
 Método de eliminação hipotética 
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PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
 
TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA (ART. 13, § 
1º, CP) 
 Causa é todo e qualquer comportamento 
humano adequado, idôneo, eficaz, capaz de 
produzir o resultado como ele ocorreu; 
 Mais restrita que a primeira; 
 Juízo de probabilidade ou estatístico – aquilo 
que normalmente acontece. 
 
 
IMPUTAÇÃO OBJETIVA 
(CLAUS ROXIN) 
NÃO TEM PREVISÃO LEGAL 
STJ – JÁ APLICOU (NEXO FÍSICO + NEXO 
NORMATIVO + E SÓ DEPOIS OS ELEMENTOS 
SUBJETIVOS) 
 Adiciona ao nexo de causalidade a criação de um 
risco proibido ou o aumento de um já existente, 
a realização desse risco no resultado, exigindo 
que o resultado esteja em linha de 
desdobramento causal normal da conduta, ao 
que se dá o nome de nexo normativo; 
 Só se aplica aos crimes materiais, pois precisa 
haver resultado; 
 Lembrar que Jakobs aponta outros critérios. 
 Imputação objetiva – do 
comportamento; 
 A ideia central é de papéis sociais ou 
expectativas; 
 Requisitos de exclusão da imputação: 
 Risco permitido; 
 Princípio da confiança; 
 Proibição de regresso; 
 Capacidade da vítima 
 
TEORIAS DO DOLO 
TEORIA DA VONTADE (TEORIA VOLITIVA) O fundamento central dessa teoria é a vontade, ou 
seja, há dolo quando há vontade consciente de 
produzir o resultado. Logo, pela teoria da vontade, 
dolo é a vontade consciente de querer praticar a 
infração penal, não basta só prever (ADOTADA PELO 
CP – NO DOLO DE 1º GRAU). 
TEORIA DA REPRESENTAÇÃO OU DA 
POSSIBILIDADE (TEORIA COGNITIVA OU 
INTELECTIVA) 
Haverá dolo quando o sujeito realizar sua ação ou 
omissão prevendo o resultado como certo ou 
provável (ainda que não o deseje – Von Liszt e 
Frank). Não faz distinção entre dolo eventual e 
culpa consciente. 
TEORIA DO 
ASSENTIMENTO/CONSENTIMENTO/APROVAÇÃO 
(TEORIA VOLITIVA) 
O agente, mesmo prevendo determinado resultado, 
decide prosseguir com a sua conduta, assumindo o 
risco de produzi-lo. Nesse caso, o indivíduo 
consente com a produção do resultado (ADOTADA 
PELO CP PARA O DOLO EVENTUAL). 
TEORIA DA PROBABILIDADE/CONGNIÇÃO 
(TEORIA COGNITIVA) 
Essa é uma das teorias que diferenciam “provável e 
possível”. Assim, para a caracterização do dolo o 
autor deve entender o fato como provável e não 
somente como possível. Se for pouco provável, 
haverá culpa consciente. 
 Probabilidade – gera dolo eventual; 
 Possibilidade – gera culpa consciente 
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PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
TEORIA DA EVITABILIDADE 
(TEORIA COGNITIVA) 
Pressupõe a representação do resultado como 
possível, o que bastará para a caracterização do 
dolo eventual. Contudo, se o agente busca evitar o 
resultado através da ativação de contrafatores, 
agindo concretamente, existirá culpaconsciente. 
 Culpa consciente – ativa contrafatores; 
 Dolo eventual – não ativa contrafatores 
TEORIA DO RISCO 
(TEORIA COGNITIVA) 
A existência do dolo depende do conhecimento 
pelo agente do risco indevido (tipificado) na 
realização de um comportamento ilícito. 
TEORIA DO PERIGO A DESCOBERTO 
(TEORIA INTELECTIVA) 
Fundamenta-se apenas no tipo objetivo. Perigo a 
descoberto vem a ser a situação na qual a 
ocorrência do resultado lesivo subordina-se à sorte 
ou ao acaso. Caracterizado pela dependência de 
meros fatores de sorte-azar. Configura dolo 
eventual, ainda que o agente confie na ausência do 
resultado. 
EX.: roleta russa 
 Perigo desprotegido – é o perigo gerado que 
depende de meros fatores de sorte ou azar: dolo 
eventual; 
 Perigo protegido – é caracterizado pela evitação 
do possível resultado mediante o cuidado, 
atenção do autor, da vítima ou de terceiro: culpa 
consciente. 
TEORIA DA INDIFERENÇA/DO SENTIMENTO 
(TEORIA VOLITIVA) 
Estabelece a distinção entre dolo eventual e culpa 
consciente por meio do “alto grau de indiferença 
por parte do agente para com o bem jurídico ou sua 
lesão”. 
 
 ESPÉCIES DE DOLO 
DOLO NATURAL OU 
ACROMÁTICO 
O elemento cognitivo do dolo não abrange o conhecimento da ilicitude. 
Não possui a consciência da ilicitude (modelo finalista). 
DOLO NORMATIVO Além dos elementos objetivos ou descritos, exige o conhecimento acerca 
do potencial conhecimento da ilicitude (modelo neoclássico). 
DOLO DIRETO / DETERMINADO 
/ INTENCIONAL / IMEDIATO / 
INCONDICIONADO 
É aquele em que a vontade do agente é voltada a determinado resultado. 
Ele dirige sua conduta a uma finalidade precisa. 
 
 
 
DOLO INDIRETO / 
INDETERMINADO 
É aquele em que o agente não tem a vontade dirigida a um resultado 
determinado. Pode ser: 
DOLO ATERNATIVO DOLO EVENTUAL 
É o que se verifica quando o 
agente deseja, indistintamente, 
um ou outro resultado. 
O agente responderá pelo 
resultado mais grave, porque o 
código penal adota a teoria da 
vontade (art. 18, I). 
É a modalidade em que o agente 
não quer o resultado, por ele 
previsto, mas assume o risco de 
produzi-lo. 
Teoria do assentimento “assumiu o 
risco de produzi-lo” (art. 18, I, CP). 
13 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
DOLO CUMULATIVO O agente pretende alcançar 2 ou + resultados típicos em sequência 
(progressão criminosa). 
 
DOLUS BONUS 
Diz respeito aos motivos do crime, que podem aumentar a pena, como 
no caso do motivo torpe, ou diminuí-la, tal como se dá no motivo de 
relevante valor social ou moral. 
 
DOLUS MALUS 
Diz respeito aos motivos do crime, que podem aumentar a pena, como 
no caso do motivo torpe, ou diminuí-la, tal como se dá no motivo de 
relevante valor social ou moral. 
DOLO DE PROPÓSITO / 
REFLETIDO 
Emana da reflexão do agente, ainda que pequena, acerca da prática da 
conduta criminosa. Verifica nos crimes premeditados. 
 
DOLO DE ÍMPETO / REPETINO 
É o que se caracteriza quando o autor pratica o crime motivado por 
paixão violenta ou excessiva perturbação de ânimo. Não há intervalo 
entre a cogitação do crime e a execução da conduta ilícita. Ocorre nos 
crimes passionais. 
 
DOLO GÉRICO 
Quando a vontade do agente se limitava à prática da conduta típica, sem 
nenhuma finalidade específica, tal como no crime de homicídio, em que 
é suficiente a intenção de matar alguém, pouco importando o motivo 
para a configuração da modalidade básica do crime. 
DOLO ESPECÍFICO Existia nos crimes em que a referida vontade era acrescida de uma 
finalidade especial. 
Com a teoria finalista a expressão dolo específico foi substituída por 
elemento subjetivo do tipo, ou, ainda, elemento subjetivo do injusto. 
 
 
DOLO PRESUMIDO / DOLO IN 
RE IPSA 
Espécie que dispensa comprovação no caso concreto. 
Não é admitida no direito penal moderno, que não aceita a 
responsabilidade penal objetiva. 
Nosso ordenamento jurídico vigora o princípio da responsabilidade 
subjetiva, como corolário do direito penal do fato, adequado ao plexo de 
garantias vigente no estado democrático de direito. 
 
DOLO DE DANO / LESÃO 
Quando o agente quer ou assume o risco de lesionar um bem jurídico 
penalmente tutelado. 
Ex.: art. 163 - dano 
 
DOLO DE PERIGO 
Quando o agente quer ou assume o risco de expor a perigo de lesão um 
bem jurídico penalmente tutelado. 
Ex.: art. 130 - perigo de contágio venéreo 
 
DOLO DE 1º GRAU 
Consiste na vontade do agente, direcionada a determinado resultado, 
efetivamente perseguido, englobando os meios necessários para tanto. 
 
 
DOLO DE 2º GRAU / 
CONSEQUÊNCIAS NECESSÁRIAS 
É a vontade do agente dirigida a determinado resultado, efetivamente 
desejado, em que a utilização dos meios para alcançá-la inclui, 
obrigatoriamente, efeitos colaterais de verificação praticamente certa. 
Ex.: “a” desejando matar “b”, instala uma bomba no avião em que “b” 
se encontra, sabendo que no avião tem mais pessoas, “a” acionada a 
bomba e explode o avião, então “a” responderá pela morte de “b”, bem 
como das demais pessoas. 
DOLO DE 3º 
GRAU/CONSEQUÊNICA DA 
CONSEQUÊNCIA 
O agente, objetivando matar seu inimigo político, coloca uma bomba no 
jatinho dele, sabendo que sua próxima viagem será com sua esposa, que 
está gravida. A mote do inimigo político seria o dolo de 1º grau. A da sua 
esposa, dolo de 2º grau. O aborto, dolo de 3º grau. 
 
 
 
É o erro no tocante ao meio de execução do crime, relativamente à 
forma pela qual se produz o resultado inicialmente desejado pelo 
agente. Logo, ocorre quando o agente, acreditando já ter alcançado o 
14 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
DOLO GERAL POR ERRRO 
SUCESSIVO / DOLUS GENERALIS 
resultado almejado, pratica uma nova conduta com finalidade diversa, e 
ao final, se constata que foi esta última que produziu o que se buscava 
desde o início. O dolo é geral e envolve todo o desenrolar da ação típica, 
do início da execução até a consumação do delito. 
Ex.: “a” encontra seu desafeto “b” em uma ponte. Após conversa 
enganosa, oferece-lhe uma bebida misturada com veneno. “b”, 
inocente, ingere o líquido. Em seguida cai ao solo, e o autor acredita estar 
ele morto. Com o propósito de ocultar o cadáver, “a” coloca o corpo de 
“b” em um saco plástico e o lança ao mar. Dias depois, o cadáver é 
encontrado em uma praia, e, submetido a exame necroscópico, conclui-
se ter a morte ocorrido por asfixia provocada por afogamento. 
 
Responde por homicídio consumado. 
 
Quanto a qualificadora: 
1ª corrente: deve ser considerado o meio de execução que o agente 
desejava empregar para a consumação (veneno). 
2ª corrente: deve ser considerado o meio que efetivamente levou à 
consumação do crime (asfixia). 
 
DOLO ANTECEDENTE / INICIAL / 
PREORDENADO 
É o existe desde do início da execução do crime. 
Guilherme de Souza Nucci: não concorda com essa espécie, pois o autor 
deve agir, sempre, com dolo atual, isto é, concomitante à conduta 
desenvolve-se a sua intenção de realização do tipo penal. 
 
DOLO ATUAL / CONCOMITANTE 
É aquele em que persiste a vontade do agente durante todo o 
desenvolvimento dos atos executórios. 
 
DOLO SUBSEQUENTE / 
SUCESSIVO 
É o que se verifica quando o agente, depois de iniciar uma ação com boa-
fé, passa a agir de forma ilícita e, por corolário, pratica um crime, ou 
ainda quando conhece posteriormente a ilicitude de sua conduta, e, 
ciente disso, não procura evitar suas consequências. 
A diferença entre o dolo antecedente e subsequente é relevante para a distinção dos crimes de apropriação 
indébita (art. 168) e estelionato (art. 171). 
Apropriação indébita – o agente comporta-se como proprietário de uma coisa da qual tinha a posse ou 
detenção. Recebeu o bem licitamente, de boa-fé, mas posteriormente surge o dolo e ele não mais restitui 
a coisa, como se seu dono fosse. O dolo é subsequente. 
Ex.: “A” vai a uma locadora da qual é filiado, e pega emprestado um DVD, de forma correta. Após assistir ao 
filme, do qual gosta muito, e aproveitando-se que está se mudando de país,decide ficar com o bem para si, 
e não mais o devolve, dolosamente. 
Estelionato – o agente desde o início tem a intenção de obter ilicitamente para si o bem, utilizando-se de 
meio fraudulento para induzir a vítima a erro, alcançando vantagem pessoal em prejuízo alheio. 
Ex.: “B” vai à mesma locadora, da qual não é sócio. Apresenta documentos falsos e cria uma ficha para 
locação. Pega um DVD, leva-o embora e não mais retorna para devolvê-lo. 
DOLO ABANDONADO / 
TENTATIVA 
Se verifica na desistência voluntária e no arrependimento eficaz (art. 15) 
 
DOLO UNITÁRIO / GLOBAL 
Verifica-se no crime continuado ou continuidade delitiva, em que a 
realização dos crimes parcelares, integrantes da série continuada, deve 
ser fruto de um plano previamente elaborado pelo agente. 
 
 
 
15 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
CRIME CULPOSO 
ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO 
Conduta voluntária 
Violação do dever objetivo de cuidado 
Resultado naturalístico involuntário 
Nexo causal 
Tipicidade 
Previsibilidade objetiva 
Ausência de previsão 
MODALIDADES DE CULPA 
IMPRUDÊNCIA É a forma positiva da culpa (in agendo), consistente na atuação do 
agente sem observância das cautelas necessárias. É a ação 
intempestiva e irrefletida. Tem forma ativa. Desenvolve-se de modo 
paralelo à ação. 
NEGLIGÊNCIA É a inação, modalidade negativa da culpa (in omitendo), consiste na 
omissão em relação à conduta que se devia praticar. É omitir a ação 
cuidadosa que as circunstâncias exigem. Ocorre previamente ao início 
da conduta. 
IMPERÍCIA / CULPA 
PROFISSIONAL 
Sempre ocorre no âmbito de uma função na qual o agente, em que 
pese esteja autorizado a desempenhá-la, não possui conhecimentos 
práticos ou teóricos para fazê-la a contento. 
ESPÉCIES DE CULPA 
CULPA INCONSCIENTE / SEM 
PREVISÃO / EX IGNORANTIA 
É aquela em que o agente não prevê o resultado objetivamente 
previsível. 
CULPA CONSCIENTE / COM 
PREVISÃO / EX LASCIVIA 
É a que ocorre quando o agente, após prever o resultado 
objetivamente previsível, realiza a conduta acreditando sinceramente 
que ele não ocorrerá. Representa o estágio mais avançado da culpa, 
pois se aproxima do dolo eventual. Diferença: 
CULPA CONSCIENTE DOLO EVENTUAL 
O sujeito não quer o resultado, nem assume o risco 
de produzi-lo. Apesar de sabê-lo possível, acredita 
sinceramente ser capaz de evitá-lo, o que apenas 
não acontece por erro de cálculo ou por erro na 
execução. 
Ex.: 
O agente não somente prevê o resultado 
naturalístico, como também, apesar de tudo, o 
aceita como uma das alternativas possíveis. 
CULPA PRÓPRIA É a que se verifica quando o agente não quer o resultado nem assume 
o risco de produzi-lo. É, por assim dizer, a culpa propriamente dita. 
CULPA IMPRÓPRIA / POR 
EXTENSÃO / POR EQUIPARAÇÃO 
/ POR ASSIMILAÇÃO 
É aquela em que o sujeito, após prever o resultado, e desejar sua 
produção, realiza a conduta por erro inescusável quanto à ilicitude do 
fato. O resultado vem, então, a ser concretizado. 
CULPA MEDIATA / INDIRETA Ex.: vítima que acabara de ser torturada no interior de um veículo, 
parado no acostamento de movimentada dia pública. Quando 
conseguiu fugir, ela buscou atravessar a pista, foi atropelada e 
morreu. 
O agente responde pelo crime de tortura e pelo resultado morte. 
CULPA PRESUMIDA / IN RE IPSA Inobservância de uma disposição regulamentar. 
Abolida do sistema penal brasileiro, por ser responsabilidade penal 
objetiva. 
GRAUS DE CULPA 
16 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
GRAVE / LATA Ocorreria quando qualquer pessoa fosse capaz de prever o resultado. 
LEVE Estaria presente somente nos casos em que um homem de 
inteligência mediana pudesse antever o resultado. 
LEVÍSSIMA Seria aquela em que o resultado se afigurasse perceptível somente às 
pessoas excepcional cautela e inteligência, aproximando-se bastante 
do caso fortuito. 
O direito penal brasileiro refuta a divisão da culpa em graus, ou há culpa, e está configurada a 
responsabilidade do agente, ou não existe culpa, e o fato é penalmente irrelevante. 
EXCLUSÃO DA CULPA 
CASO FORTUITO (DERIVA DO HOMEM) E FORÇA MAIOR (DERIVA DA NATUREZA) 
ERRO PROFISSIONAL 
RISCO TOLERADO 
RISCO PRATICADO POR OUTREM 
PRINCÍPIO DA CONFIANÇA 
 NO DIREITO PENAL BRASILEIRO NÃO ADMITE A COMPENSAÇÃO DE CULPAS. 
 A CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA EXCLUI A CULPA DO AGENTE. 
 É POSSÍVEL A CONCORRÊNCIA DE CULPAS. 
ESPÉCIES DE CRIMES QUALIFICADOS PELO RESULTADO 
DOLO NO ANTECEDENTE E DOLO NO CONSEQUENTE 
Conduta dolosa e um resultado agravador também doloso. 
EX.: marido que espanca a mulher, provocando-a deformidade permanente. 
Há dolo no comportamento antecedente na produção do resultado agravador, pois o autor não quis 
apenas produzir a ofensa à integridade corporal da ofendida, mas obter o resultado deformidade 
permanente. 
DOLO NO ANTECEDENTE E CULPA NO CONSEQUENTE 
O agente pratica uma conduta culposamente e, além desse resultado culposo, acaba produzindo outros, 
também a título de culpa. 
EX.: crime de incêndio culposo qualificado pela morte. 
CULPA NO ANTECEDENTE E DOLO NO CONSEQUENTE 
O agente após produzir o resultado por imprudência, negligencia ou imperícia, realiza uma conduta dolosa 
agravadora. É o caso do motorista que, após atropelar um pedestre ferido, foge, omitindo lhe socorro (art. 
303, Par. Único, CTB). 
CONDUTA DOLOSA E RESULTADO AGRAVADOR CULPOSO 
 (CRIME PRETERDOLOSO OU PRETERINTENCIONAL) 
O agente quer praticar um crime, mas acaba excedendo-se e produzindo culposamente um resultado mais 
gravoso do que o desejado. É o caso da lesão corporal seguida de morte, na qual o agente quer ferir, mas 
acaba matando. 
 
TENTATIVA / CONATUS / CRIME IMPERFEITO / CRIME MANCO – REDUZ A PENA DE 1/3 A 2/3 
ELEMENTOS QUE COMPÕE A ESTRUTURA DA TENTATIVA: 
 Início da execução do crime 
 Ausência de consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente 
 Dolo de consumação 
TEORIAS SOBRE A PUNIBILIDADE DA TENTATIVA 
SUJETIVA / 
VOLUNTARÍSTICA / 
MONISTA 
SINTOMÁTICA OBJETIVA / REALISTA / 
DUALISTA 
IMPRESSÃO 
OU 
 OBJETIVO-SUBJETIVA 
17 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Ocupa-se exclusivamente 
da vontade criminosa, que 
pode se revelar tanto na 
fase dos atos 
preparatórios como 
também durante a 
execução. O sujeito é 
punido por sua intenção, 
pois o que importa é o 
desvalor da ação, sendo 
irrelevante o desvalor do 
resultado. 
 
Pode ser aceita 
excepcionalmente. 
Idealizada pela escola 
positiva: Ferri, 
Lombroso e Garofalo. 
Sustenta a punição em 
razão da 
periculosidade 
subjetiva, isto é, do 
perigo revelado pelo 
agente. Possibilita a 
punição de atos 
preparatórios, pois a 
mera manifestação de 
periculosidade já pode 
ser enquadrada como 
tentativa, em 
consonância com a 
finalidade preventiva 
da pena. 
A tentativa é punida em 
face do perigo 
proporcionado ao bem 
jurídico tutelado pela lei 
penal. Sopesam-se o 
desvalor da ação e o 
desvalor do resultado: a 
tentativa deve receber 
punição inferior à do 
crime consumado, pois o 
bem jurídico não foi 
atingido integralmente. 
 
Adotada pelo código 
penal (art. 14, parágrafo 
único). 
Representa um limite à 
teoria subjetiva, 
evitando o alcance 
desordenado dos atos 
preparatórios. A 
punibilidade da tentativa 
só é admissível quando a 
atuação da vontade 
ilícita do agente seja 
adequada para comover 
a confiança na vigência 
do ordenamento 
normativo e o 
sentimento de segurança 
jurídica dos que tenha 
conhecimento da 
conduta criminosa. 
CRIMES CONSUMADO E TENTADO QUE COMPORTAM IGUAL PUNIÇÃO 
 Crimes de atentado 
 Crimes de empreendimento 
Ex.: 
 Art. 352 – evasão mediante violência contra a pessoa; 
 Art. 309, lei nº 4.737/65 (código eleitoral) 
ESPÉCIES DE TENTATIVA 
TENTATIVA BRANCA / 
INCRUENTA 
TENTATIVA CRUENTA 
/ VERMELHA 
TENTATIVA PERFEITA / 
ACABADA / CRIME 
FALHO 
TENTATIVA IMPERFEITA 
/ INACABADA / 
TENTATIVA 
PROPRIAMENTE DITA 
O objeto material não é 
atingido pela conduta 
criminosa. 
 
 
EX.: “A” efetua disparo de 
armade fogo contra “B”, 
sem acertá-lo. 
O objeto material é 
alcançado pela 
atuação do agente. 
 
 
EX.: “A” com intenção 
de matar, atira em 
“B”, provocando-lhe 
ferimentos. Porém, a 
vítima é socorrida 
prontamente e 
sobrevive. 
O agente esgota todos os 
meios executórios que 
estavam à sua 
disposição, e mesmo 
assim não sobrevivem a 
consumação por 
circunstâncias alheias à 
sua vontade. Pode ser: 
 
 Cruenta; e 
 Incruenta 
 
EX.: “A” com intenção de 
matar, atira em “B”, 
provocando-lhe 
ferimentos. Porém, a 
vítima é socorrida 
prontamente e 
sobrevive. 
O agente inicia a 
execução sem, contudo, 
utilizar todos os meios 
que tinha ao seu alcance, 
e o crime não se 
consuma por 
circunstâncias alheias à 
sua vontade. 
 
EX.: “A”, com o propósito 
de matar “B”, sai à sua 
procura, portando um 
revólver municiado com 
6 cartuchos intactos. Ao 
encontrá-lo, efetua 3 
disparos, atingindo-o. 
Quando, contudo, iria 
efetuar outros disparos, 
é surpreendido pela PM 
e foge. A vítima é 
18 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
socorrida pelos agentes 
públicos e sobrevive. 
NÃO CABE TENTATIVA 
 CRIMES CULPOSOS; 
 CRIMES PRETERDOLOSOS; 
 CRIMES UNISSUBSISTENTES; 
 CRIMES OMISSIVOS PRÓPRIOS OU PUROS; 
 CRIMES DE PERIGO ABSTRATO; 
 CONTRAVENÇÕES PENAIS; 
 CRIMES CONDICIONADOS À PRODUÇÃO DE UM RESULTADO LEGALMENTE EXIGIDO; 
 CRIMES SUBORDINADOS A CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE; 
 CRIMES DE ATENTADO OU DE EMPREENDIMENTO; 
 CRIMES COM TIPO PENAL COMPOSTO DE CONDUTAS AMPLAMENTE ABRANGENTES; 
 CRIMES HABITUAIS; 
 CRIMES-OBSTÁCULO 
 
ART. 15, CP – TENTATIVA ABANDONADA OU QUALIFICADA (PONTE DE OURO) 
DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA ARREPENDIMENTO EFICAZ OU RESIPISCÊNCIA 
O agente inicia os atos executórios, mas por 
vontade própria, interrompe este processo, 
abandonando a prática dos demais atos necessários 
e que estavam à sua disposição para a consumação. 
Em regra, conduta negativa. É incabível nos crimes 
unissubsistentes, que são realizados por apenas 1 
ato. 
Depois de já praticados todos os atos executórios 
suficientes à consumação do crime, o agente adota 
providências aptas a impedir a produção do 
resultado. Sendo assim, é cabível somente em 
crimes materiais. Em regra, conduta positiva. 
NATUREZA JURÍDICA Causa de exclusão da tipicidade. 
 
ELEMENTOS 
 Início da execução; 
 Não consumação; 
 Interferência da vontade do próprio agente 
 
REQUISITOS 
 Voluntariedade: vontade livre 
 Eficácia: a conduta do agente deve ser eficaz 
para impedir a consumação 
 
CONSEQUÊNCIAS 
O agente não responde pela forma tentada do 
crime inicialmente desejado, mas apenas pelos atos 
já praticados. 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES! 
 Os motivos que levaram o agente a optar pela desistência voluntária o arrependimento eficaz são 
irrelevantes; 
 Incompatíveis com os crimes culposos; 
 Incompatíveis com crimes formais e mera conduta; 
 Prevalece que a desistência voluntária o arrependimento eficaz comunicam-se ao partícipe. 
 
ART. 16. ARREPENDIMENTO POSTERIOR – REDUZ A PENA DE 1/3 A 2/3 (PONTE DE PRATA) 
NATUREZA JURÍDICA É causa pessoal e obrigatória de diminuição de 
pena. 
 
REQUISITOS 
 Ausência de violência ou grave ameaça à pessoa; 
 Reparação do dano ou restituição da coisa; 
 Voluntariedade do agente; 
19 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 Momento para a reparação do dano ou 
restituição da coisa 
REPARAÇÃO DO DANO OU RESTITUIÇÃO DA 
COISA 
 Voluntária; 
 Pessoal, salvo comprovada impossibilidade; 
 Integral; 
 Até o recebimento da denúncia 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES! 
 A reparação do dano ou restituição da coisa tem natureza objetiva, razão pela qual comunica-se aos 
demais coautores e partícipes do crime; 
 A recusa do ofendido não impede a redução da pena; 
 Em algumas situações, não se aplicará pelo fato de existir norma específica mais favorável para o caso 
de haver reparação do dano, como por exemplo, extinção da punibilidade (apropriação indébita, 
peculato culposo, crimes de menor potencial ofensivo, etc.); 
 Cabe em violência culposa; 
 Alcança qualquer crime que com ele seja compatível, e não apenas delitos contra o patrimônio, vez 
que o CP não limita a eles (doutrina majoritária); 
 STJ – Nos crimes conta a fé pública, assim como nos demais crimes não patrimoniais em geral, são 
incompatíveis com o instituto do arrependimento posterior, dada a impossibilidade material de haver 
reparação do dano causado ou a restituição da coisa subtraída; 
 NÃO CABE NO HOMICÍDIO CULPOSO NO TRÂNSITO (STJ). 
REGRAS ESPECIAIS: 
ART. 312, § 2º, CP – PECULATO CULPOSO 
 Reparação do dano até a sentença irrecorrível – extinção da punibilidade; 
 Reparação do dano após a sentença irrecorrível – redução de ½ da pena 
ART. 168-A, § 2º, CP – APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA 
É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das 
contribuições antes do início da ação fiscal. 
ART. 171, § 2º, VI, CP – ESTELIONATO PELA EMISSÃO DE CHEQUES SEM FUNDOS 
SÚMULA 554 STF – O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da 
denúncia, não obsta o prosseguimento da ação penal. 
 
ART. 17, CP – CRIME IMPOSSÍVEL/TENTATIVA INIDÔNEA/TENTATIVA INADEQUADA/TENTATIVA 
IMPOSSÍVEL/QUASE-CRIME 
NATUREZA JURÍDICA Causa de exclusão da tipicidade 
 
 
 
 
ESPÉCIES 
 Por ineficácia absoluta do meio de execução: o 
meio empregado ou o instrumento utilizado 
para a execução do crime jamais levarão a 
consumação, pois não possui potencialidade 
lesiva alguma. 
EX.: um palito de dente para matar um adulto é 
incapaz de produzir o resultado. 
 Por impropriedade absoluta do objeto: a 
pessoa ou coisa sobre que recai a conduta é 
absolutamente inidônea para a produção de 
algum resultado lesivo, o objeto material do 
crime é absolutamente impróprio. 
EX.: matar um cadáver, uma não grávida tomando 
remédio para abortar. 
TEORIAS 
20 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
SUBJETIVA O crime impossível deve receber a mesma punição 
que o crime consumado, pois o agente tem uma 
vontade ilícita e essa vontade deve ser punida. 
 
 
 
 
OBJETIVA 
Essa teoria leva em conta a potencialidade da 
conduta para ofender o bem jurídico. Quando a 
conduta não tem potencialidade, surge a chamada 
inidoneidade. A teoria objetiva se divide em duas: 
1) TEORIA OBJETIVA PURA: havendo inidoneidade, 
não importa se absoluta ou relativa, será caso de 
crime impossível – não admite tentativa, pois 
sempre que o agente não conseguir consumar o 
crime será caso de crime impossível; 
2) TEORIA OBJETIVA TEMPERADA OU 
INTERMEDIÁRIA: 
 se a idoneidade for absoluta – crime impossível; 
 se a inidoneidade for relativa – tentativa 
ADOTADA PELO CP. 
 
SINTOMÁTICA 
O crime impossível revela a periculosidade do 
agente, portanto, o agente deve suportar uma 
medida de segurança. 
ESPÉCIES DE CRIME PUTATIVO 
CRIME PUTATIVO POR ERRO DE TIPO O sujeito quer praticar um crime, mas, devido ao 
desconhecimento da situação de fato, comete um 
irrelevante penal. 
EX.: o agente atira em um cadáver, pensando estar 
vivo. 
 
CRIME PUTATIVO POR ERRO DE PROIBIÇÃO 
(DELITO DE ALUCINAÇÃO/CRIME DE LOUCURA) 
A equivocada crença do agente recai sobre a 
ilicitude do fato, pois supõe violar uma lei penal que 
não existe. 
EX.: “A”, cidadão comum, perde o controle de seu 
automóvel, vindo a se chocar com outro veículo 
automotor que estava estacionado em via pública. 
Foge em seguida, com receio de ser preso em 
flagrante pela prática de dano culposo, não 
tipificado como infração penal pela legislação 
comum. 
 
CRIME PUTATIVO POR OBRA DO AGENTE 
PROVOCADOR/CRIME DE ENSAIO/CRIME DE 
EXPERIÊNCIA/FLAGRANTE PROVOCADO 
Verifica-se quando alguém, insidiosamente, induz 
outra pessoa a cometer uma conduta criminosa, e, 
simultaneamente, adota medidas para impedir a 
consumação. A consumação deve ser 
absolutamente impossível, sob pena de 
configuração da tentativa. 
EX.: a patroa que, desconfiada de furtos 
supostamentepraticado por sua empregada 
doméstica, simula sua saída de casa e o 
esquecimento de cédulas de dinheiro sobre um 
móvel, atraindo a suspeita a subtraí-los. Ao mesmo 
tempo, instala uma câmera de filmagem no local e 
solicita a presença da PM para acompanharem a 
atuação da serviçal. Quando ela se apodera do 
21 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
dinheiro e coloca em sua bolsa, os agentes públicos 
prontamente ingressam na residência efetuam a 
prisão em flagrante. 
DIFERENÇAS 
CRIME IMPOSSÍVEL CRIME PUTATIVO 
É a situação em que o autor, com a intenção de 
cometer o delito, não consegue fazê-lo por ter se 
utilizado de meio de execução absolutamente 
ineficaz (impotente para lesar o bem jurídico), ou 
então em decorrência de ter direcionado a sua 
conduta a objeto material absolutamente 
impróprio (inexistente antes do início da execução, 
ou, no caso concreto, inadequado à consumação). 
Portanto, o erro do agente recai sobre a idoneidade 
do meio ou do objeto material. 
É aquele em que o agente, embora acredite praticar 
um fato típico, realiza um indiferente penal, seja 
pelo fato de a conduta não encontrar previsão legal 
(crime putativo por erro de proibição), seja pela 
ausência de um ou mais elementos da figura típica 
(crime putativo por erro de tipo), ou, ainda, por ter 
sido induzido à prática do crime, ao mesmo tempo 
em que foram adotadas providências eficazes para 
impedir sua consumação (crime putativo por obra 
do agente provocador). 
CRIME IMPOSSÍVEL 
(CAUSA DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE) 
CRIME PUTATIVO POR ERRO DE TIPO 
(A TIPICIDADE SEQUER CHEGA A EXISTIR) 
O erro recai sobre a idoneidade do meio de 
execução ou do objeto material. 
O erro recai sobre os elementos constitutivos do 
crime. 
CRIME IMPOSSÍVEL 
(CAUSA DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE) 
CRIME PUTATIVO POR ERRO DE PROIBIÇÃO 
(A TIPICIDADE SEQUER CHEGA A EXISTIR) 
A conduta do agente se revestiria de tipicidade se 
não fosse a inidoneidade do meio de execução ou 
do objeto material. 
Não há tipicidade no fato que o agente quer 
cometer (pois supõe erroneamente a ilicitude da 
sua conduta). 
CRIME IMPOSSÍVEL 
(CAUSA DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE) 
CRIME PUTATIVO POR OBRA DO AGENTE 
PROVOCADOR 
(A TIPICIDADE SEQUER CHEGA A EXISTIR) 
O crime não se consuma em virtude da idoneidade 
do meio de execução ou do objeto material 
O crime não se consuma em virtude da 
inidoneidade do conjunto das circunstâncias 
preparadas pelo agente provocador 
 
CONCAUSAS 
CAUSAS ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES 
PREEXISTENTE OU 
ANTERIOR 
É aquela que existe anteriormente à 
prática da conduta. O resultado 
naturalístico teria ocorrido da mesma 
forma, mesmo sem o comportamento 
ilícito do agente. 
 
 
Ex.: “A” efetua disparos de arma de 
fogo contra “B”, atingindo-o em 
regiões vitais. O exame necroscópico, 
todavia, conclui ter sido a morte 
provocada pelo envenenamento 
anterior efetuado por “C”. 
CONCOMITANTE É a que incide simultaneamente à prática 
da conduta. Surge no mesmo instante em 
que o agente realiza seu comportamento 
criminoso. 
Ex.: “A” efetua disparos de arma de 
fogo contra “B” no momento em que 
o teto da casa deste último desaba 
sobre sua cabeça. 
 
SUPERVENIENTE É a que se concretiza posteriormente à 
conduta praticada pelo agente. 
Ex.: “A” subministra dose letal de 
veneno a “B”, mas, antes que se 
produzisse o efeito almejado, surge 
“C”, antigo desafeto de “B”, que nele 
22 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
efetua inúmeros disparos de arma de 
fogo por todo o corpo, matando-a. 
 
 Rompe o nexo causal em relação ao resultado. 
 Devem ser imputados ao agente somente os atos praticados, e não o resultado naturalístico, em face 
de quebra da relação de causalidade. De fato, suprimindo mentalmente sua conduta, ainda assim o 
resultado teria ocorrido como ocorreu. Respeitando a teoria da equivalência dos antecedentes ou 
conditio sine qua non (art. 13, caput, in fine, cp). 
 
O AGENTE RESPONDE SOMENTE POR TENTATIVA DE HOMICÍDIO. 
 
 
CAUSAS SUPERVENIENTE RELATIVAMENTE INDEPENDENTES 
 
PREEXISTENTE OU 
ANTERIOR 
Existe previamente à prática da conduta 
do agente. Antes de seu agir ela já estava 
presente. 
Ex.: “A”, com ânimo homicida, efetua 
disparos de arma de fogo contra “B”, 
atingindo-a de raspão. Os ferimentos, 
contudo, são agravados pela diabete 
da vítima, que vem a falecer. 
 
 
CONCOMITANTE 
É a que ocorre simultaneamente à prática 
da conduta. 
Ex.: “A” aponta uma arma de fogo 
contra “B”, o qual, corre em direção a 
movimentada via pública. No 
momento em que é alvejado pelos 
disparos, é atropelado por um 
caminhão, morrendo. 
 
 
Em obediência à teoria da equivalência dos antecedentes ou conditio sine qua non (art. 13, caput, in fine, 
CP), o agente responde pelo resultado naturalístico. Suprimindo mentalmente a sua conduta, o resultado 
material, que seria a morte da vítima, não teria ocorrido quando e como ocorreu. 
 
O AGENTE RESPONDE POR HOMICÍDIO CONSUMADO. 
 
 
 
 
SUPERVENIENTE 
É a que se concretiza posteriormente à conduta praticada pelo agente. Divide-se: 
CAUSAS QUE POR SI SÓS NÃO 
PRODUZEM O RESULTADO 
 
 
CAUSAS QUE POR SI SÓS PRODUZEM 
O RESULTADO 
 (ART. 13, § 1º, CP). 
O agente responde por homicídio 
consumado. 
 Teoria da causalidade adequada 
 Rompe o nexo causal em relação 
ao resultado. 
 O agente responde pelos atos até 
então praticados. 
 
O agente responde por tentativa de 
homicídio. 
 
EX.: “A” com a intenção de matar, efetua 
disparos de arma de fogo contra “B”. Por 
má pontaria, atinge-o em uma das pernas, 
não oferecendo risco de vida. Contudo, 
EX₁.: pessoa atingida por disparos de 
arma de fogo que, internada em um 
hospital, falece não em razão dos 
ferimentos, e sim queimada por um 
23 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
“B” é conduzido a um hospital e, por 
imperícia médica, vem a morrer. 
incêndio que destrói toda a área dos 
enfermos. 
 
EX₂.: ferido que morre durante o 
trajeto para o hospital, em face de 
acidente de tráfego que atinge a 
ambulância que o transportava. 
BIZU: 
O AGENTE RESPONDE POR HOMICÍDIO CONSUMADO – NÃO ROMPE O NEXO CAUSAL 
BIPE: 
 Broncopneumonia; 
 Infecção hospitalar; 
 Parada cardiorrespiratória; 
 Erro médico; 
 Falta de atendimento médico (STJ) 
O AGENTE APENAS POR TENTATIVA – ROMPE O NEXO CAUSAL 
IDA: 
 Incêndio; 
 Desabamento; 
 Acidente com a ambulância 
 
COAÇÃO IRRESISTÍVEL 
FÍSICA OU VIS ABSOLUTA MORAL OU VIS COMPULSIVA 
EXCLUI A CONDUTA, POIS NÃO HÁ VONTADE 
PERMANENTE 
INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA (EXISTE 
VONTADE, PORÉM VICIADA) 
O FATO É ATÍPICO EXCLUI A CULPABILIDADE 
 
EXCLUSÃO DA CONDUTA 
 CASO FORTUITO (AÇÃO HUMANA) E FORÇA MAIOR (NATUREZA); 
 ATOS OU MOVIMENTOS REFLEXOS; 
 COAÇÃO FÍSICA IRRESISTÍVEL (VIS ABSOLUTA); 
 SONAMBULISMO; 
 HIPNOSE; 
 EMBRIAGUEZ LETÁRGICA 
 
RESULTADO 
JURÍDICO OU NORMATIVO NATURALÍSTICO OU MATERIAL 
É a lesão ou exposição a perigo de lesão do bem 
jurídico protegido pela lei penal. É, simplesmente, a 
violação da lei penal, mediante a agressão do valor 
ou interesse por ela tutelado. 
É a modificação do mundo exterior provocada pela 
conduta do agente. 
Todo crime tem resultado jurídico, embora não se possa apresentar igual afirmativa em relação ao 
resultado naturalístico. 
 
 
 
24 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
HIPÓTESES DE DEVER DE AGIR (ART. 13, § 2º, CP) – TEORIA NORMATIVA: A OMISSÃO SOMENTE 
INTERESSA AO DIREITO PENAL QUANDO, DIANTE DA INÉRCIA DO AGENTE, O ORDENAMENTO JURÍDICO 
LHE IMPUNHA UM AÇÃO, UM FAZER (CRIMES OMISSIVOS IMPRÓPRIOS/ESPÚRIOS/COMISSIVOS POR 
OMISSÃO): 
a) Tenha por lei obrigação de cuidado, proteção e vigilância; 
b) De outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; 
c) Com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado 
 
TIPICIDADE CONGLOBANTE – EUGENIO RAÚL ZAFFARONI 
 Todo fato típico se reveste de antinormatividade, pois, muito embora o agente atue em consonância 
com o que está descritono tipo incriminador, na verdade contraria a norma, entendida como o 
conteúdo do tipo legal. 
 O nome “conglobante” deriva da necessidade de que a conduta seja contrária ao ordenamento jurídico 
em geral, conglobado, e não apenas ao direito penal. Não basta a violação da lei penal. Exige-se a 
ofensa a todo o ordenamento jurídico. Em suma, para a aferição da tipicidade reclama-se a presença 
da antinormatividade. 
 Assim, ou o fato praticado pelo agente, contrário à lei penal, desrespeita todo o ordenamento 
normativo, e há tipicidade, ou, ainda que em desconformidade com a lei penal, esteja em consonância 
com a ordem normativa, e ausente estará a tipicidade. Portanto, não basta a mera tipicidade legal, isto 
é, a contrariedade do fato à lei penal. É necessário mais. A conduta do agente, contrária à lei penal, 
deve violar todo o sistema normativo. Em suma, deve ser antinormativa. 
 Logo, a tipicidade penal resulta da junção da tipicidade legal com a tipicidade conglobante: 
 
TIPICIDADE PENAL= TIPICIDADE LEGAL + TIPICIDADE CONGLOBANTE 
 
TIPICIDADE LEGAL TIPICIDADE CONGLOBANTE (TIPICIDADE 
MATERIAL + ANTINORMATIVIDADE) 
Adequação à fórmula legal do tipo, é a 
individualização que a lei faz da conduta, mediante 
o conjunto dos elementos objetivos e normativos 
de que se vale o tipo penal. 
É a comprovação de que a conduta legalmente 
típica está também proibida pela norma, o que se 
afere separando o alcance da norma proibitiva 
conglobada com as demais normas do sistema 
jurídico. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA DO TIPO LEGAL 
TIPO NORMAL É o que prevê apenas elementos de ordem objetiva. 
TIPO ANORMAL É o que prevê, além de elementos objetivos, também elementos 
subjetivos e/ou normativos, acarretando na tipicidade anormal. 
Para os adeptos do finalismo penal adota esse tipo. 
TIPO FUNDAMENTAL / 
BÁSICO 
É aquele que retrata a forma mais simples da conduta criminosa. É 
denominada crime simples. 
TIPO DERIVADO É aquele que se estrutura com base no tipo fundamental, a ele se 
somado circunstâncias que aumentam ou diminuem a pena. Dividem-
se: 
Tipo qualificado / qualificadoras / causas de aumento da pena 
Privilegiados / exceptum / causas de diminuição de pena 
TIPO FECHADO / CERRADO É o que possui descrição minuciosa da conduta criminosa. 
Ex.: art. 155 - furto 
25 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
TIPO ABERTO É o que não possui descrição minuciosa da conduta criminosa. Cabe ao 
poder judiciário, na análise do caso concreto, complementar a tipicidade 
mediante um juízo de valor. 
Ex.: art. 137 - rixa 
TIPO DE AUTOR Relaciona-se ao direito penal do autor. É aquele, felizmente cada vez 
mais extirpado do direito penal, em que não se pune uma conduta, e sim 
uma determinada pessoa em razão de suas condições pessoais. 
TIPO DE FATO É o que tem por objeto a incriminação de uma conduta criminosa. 
Representa infrações penais do ordenamento jurídico brasileiro em 
vigor. 
TIPO SIMPLES É o que abriga em seu interior um único núcleo. Define, assim, uma única 
conduta típica, caracterizando os crimes de ação única. 
Ex.: art. 157 – roubo (subtrair) 
TIPO MISTO É o que tem na sua descrição típica dois ou mais núcleos, representando 
os crimes de ação múltipla ou de conteúdo variado. Divide-se: 
 
Misto alternativo: a lei penal descreve duas ou mais condutas como 
hipóteses de realização de um mesmo crime, de maneira que a prática 
sucessiva dos diversos núcleos caracteriza um único delito. São crimes 
de ação múltipla, de condutas variáveis ou fungíveis. 
 
Ex.: art. 168, caput – receptação simples 
 
Misto cumulativo: a pratica de mais de uma conduta leva ao concurso 
material, respondendo o agente por todos os delitos praticados. 
 
Ex.: art. 244 – abandono material 
TIPO CONGRUENTE É aquele em que há perfeita coincidência entre a vontade do autor e o 
fato descrito na lei penal. O agente realiza aquilo que efetivamente 
desejava. É o que ocorre nos crimes dolosos consumados. 
TIPO INCONGRUENTE É aquele em que não há coincidência entre a vontade do autor e o fato 
descrito na lei penal, ou seja, a conduta do agente provoca algo diverso 
do que era por ele desejado, tal como se dá na tentativa, nos crimes 
culposos e nos crimes preterdolosos. 
TIPO COMPLEXO O tipo penal possui uma parte objetiva, consistente na descrição da 
conduta criminosa (exterior), e uma parte subjetiva, no psiquismo do 
agente (interior). 
TIPO PREVENTIVO É aquele de que se vale o legislador para antecipar a tutela do direito 
penal no tocante a determinados bens jurídicos, incriminando de forma 
autônoma atos que por si sós representariam a reparação de outros 
delitos. 
 
AUTORIA - TEORIAS 
TEORIA SUBJETIVA OU 
UNITÁRIA 
Não diferencia o autor do partícipe. Autor é aquele que de qualquer 
modo contribuir para a produção de um resultado penalmente 
relevante. 
 
26 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Seu fundamento repousa na teoria da equivalência dos antecedentes 
ou conditio sine qua non, pois qualquer colaboração para o resultado, 
independente do seu grau, a ele deu causa. 
 
Essa teoria foi adotada pelo código penal (1940), ainda existe 
resquício no art. 349, CP – prestar o criminoso, fora dos casos de 
coautoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o 
proveito do crime. 
TEORIA EXTENSIVA Não diferencia autor do partícipe, mas admite causas de diminuição 
de pena para estabelecer diversos graus de autoria. 
 
Aparece a figura do cúmplice: autor que concorre de modo menos 
importante para o resultado. 
 
Fundamentada na teoria da equivalência dos antecedentes ou 
conditio sine qua non. 
TEORIA OBJETIVA OU DUALISTA Opera nítida distinção entre autor e partícipe. 
 
Adotado pela reforma do código penal (1984). 
 
Pode ser: 
TEORIA OBJETIVO-
FORMAL/LÓGICO-
FORMAL/RESTRITIVA 
 
TEORIA OBJETIVO-MATERIAL 
TEORIA DO DOMÍNIO DO 
FATO/OBJETIVO-
INDIVIDUAL/OBJETIVO-
SUBJETIVA 
AUTOR é quem realiza o núcleo 
(verbo) do tipo penal, ou seja, a 
conduta criminosa descrita pelo 
preceito primário da norma 
incriminadora. 
 
Partícipe é quem de qualquer 
modo concorre para o crime, sem 
praticar o núcleo do tipo. 
 
Crítica: deixa aberto o instituto da 
autoria mediata. 
 
TEORIA ADOTADA PELO CÓDIGO 
PENAL – ART. 29, CAPUT. 
 
FRANZ VON LISZT. 
Autor é quem presta a 
contribuição objetiva mais 
importante para a produção do 
resultado, e não necessariamente 
aquele que realiza no núcleo do 
tipo penal. 
 
Partícipe é quem concorre de 
forma menos relevante, ainda 
que mediante a realização do 
núcleo do tipo. 
 
REINHARTE FRANK. 
Criada por Hans Welzel (1939). 
 
Aperfeiçoada por Claus Roxin. 
 
Autor é quem possui controle 
sobre o domínio final do fato, 
domina finalisticamente o 
trâmite do crime e decide acerca 
da sua prática, suspensão, 
interrupção e condições. Logo, 
autor é aquele que tem a 
capacidade de fazer continuar e 
de impedir a conduta penalmente 
ilícita. Portanto, a teoria do 
domínio do fato amplia o 
conceito de autor, definindo-o 
como aquele que tem o controle 
final do fato, ainda que não 
realize o núcleo do tipo penal. 
 
Ocorre somente nos crimes 
dolosos. 
 
27 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
Para Welzel a teoria funciona 
como pressuposto para 
determinação da autoria. 
 
Para Roxin utiliza como critério 
para delimitação do papel do 
sujeito na realização do delito, 
como autor ou partícipe. 
Podendo se manifestar em 3 
formas diversas: 
 Domínio da ação: quando o 
agente pratica, por conta 
própria, a conduta típica 
(autoria imediata); 
 Domínio da vontade: em que 
terceira pessoa funciona como 
instrumento do crime (autoria 
mediata); 
 Domínio funcional do fato: 
atinente à atuação 
coordenada e caracterizada 
pela divisão de tarefas, por 
pelo menos mais uma pessoa 
além daquele que detém o 
controle final do fato. 
 
Conceito de autor: 
 Autor propriamente dito: é 
aquele que pratica o núcleo do 
tipo penal; 
 Autor intelectual (mentor do 
crime): é aquele que planeja 
mentalmente a empreitadacriminosa. É autor, e não 
partícipe; 
 Autor mediato: é aquele que 
se vale de um inculpável ou de 
pessoa que atua sem dolo ou 
culpa para cometer a conduta 
criminosa; 
 Coautores: é aquele que age 
em colaboração recíproca e 
voluntária com o outro/outros 
para a realização da conduta 
principal; 
 Autor que detém o controle 
final do fato: é a pessoa que 
tem poderes para controlar a 
prática do fato punível, 
28 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
mesmo sem realizar o núcleo 
do tipo penal. 
 
Partícipe é quem de qualquer 
modo concorre para o crime, 
desde que não realize o núcleo do 
tipo penal nem possua o controle 
final do fato. 
 
ITER CRIMINIS: 
FASE INTERNA CONGITAÇÃO 
 
FASE EXTERNA 
PREPARAÇÃO 
EXECUÇÃO 
CONSUMAÇÃO 
EXAURIMENTO (NÃO INTEGRA) 
 
TEORIAS SOBRE A PUNIBILIDADE DA TENTATIVA 
TEORIA 
SUBJETIVA/VOLUNTARISTA
/MONISTA 
TEORIA SINTOMÁTICA TEORIA 
OBJETIVA/REALÍSTICA/
DUALISTA 
TEORIA DA 
IMPRESSÃO/OBJE
TIVO-SUBJETIVA 
O sujeito é punido por sua 
intenção, pois o que importa 
é o desvalor da ação, sendo 
irrelevante o desvalor do 
resultado, de modo que 
deveria suportar a mesma 
pena. Consequências de 
adotar a teoria subjetiva: 
 É a punição da tentativa 
inidônea ou crime 
impossível; 
 Equiparação do crime 
consumado ao crime 
tentado 
EXCEÇÃO A TEORIA 
OBJETIVA, RESQUÍCIO 
DESSA TEORIA (ART. 14, 
PAR. ÚNICO, 1ª PARTE). 
Sustenta a punição em 
razão da periculosidade, 
ou seja, do perigo revelado 
pelo agente. Para esta 
teoria, o Estado deveria 
aplicar uma medida de 
segurança. 
A tentativa é punida por 
causa do perigo 
proporcionado ao bem 
jurídico tutelado pela lei 
penal. Por isso, a pena 
da tentativa deve ser 
menor que a pena da 
consumação e 
proporcional ao risco de 
lesão causado. Analisa o 
que o agente 
efetivamente fez, com 
base na fase do iter 
criminis à qual ele 
chegou. 
 
TEORIA ADOTA PELO 
CP (ART. 14, 2ª PARTE) 
Admite a punição 
da tentativa 
quando a atuação 
da vontade ilícita 
do agente for 
adequada para 
comover a 
confiança na 
vigência do 
ordenamento e o 
sentimento de 
segurança jurídica 
dos que tenham 
conhecimento da 
conduta criminosa. 
Essa teoria seria 
mais restritiva que 
a subjetiva, por 
não aceitar 
tentativa no caso 
de absoluta 
inidoneidade 
(crime impossível). 
 
 
 
COAUTORIA SUCESSIVA 
É a espécie de coautoria que ocorre quando a 
conduta, iniciada em autoria única, se consuma com 
a colaboração de outra pessoa, com forças 
concentradas, mas em prévio e determinado ajuste. 
29 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
AUTORIA MEDIATA 
Em que alguém, o “sujeito de trás”, se utiliza, para 
a execução da infração penal, de uma pessoa 
inculpável ou que atua sem dolo ou culpa. 
Ex.: “A” (autor mediato), desejando matar sua 
esposa, entrega uma arma de fogo municiada a “B”, 
criança (autor imediato) de pouca idade, dizendo-
lhe que, se apertar o gatilho na cabeça da mulher, 
esta lhe dará balas. 
 
Não há concurso de pessoas, pois inexiste vínculo 
subjetivo. 
O autor imediato não é punido. 
Incompatível com os crimes culposos. 
Admite nos crimes próprios. 
Inadmite nos crimes de mão própria (exceção 
falso testemunho). 
Coautoria mediata: “A” e “B” pedem a “C”, 
inimputável, que mate “C”. 
Participação na autoria mediata: “a” induz “b”, 
ambos imputáveis, a pedir a “C”, menor de idade, 
a morte de “D”. 
Situações que ocorrem a autoria mediata: 
 Inimputabilidade penal do executor por 
menoridade penal, embriaguez ou doença 
mental (art. 62, III, CP); 
 Coação moral irresistível (art. 22, CP); 
 Obediência hierárquica de ordem não 
manifestamente ilegal (art. 22, CP); 
 Erro de tipo escusável, provocado por terceiro 
(art. 20, § 2º, CP); 
 Erro de proibição escusável, provocado por 
terceiro (Art., 21, caput, CP) 
 
AUTORIA POR DETERMINAÇÃO 
Eugênio Raúl Zaffaroni. 
 
É o autor por determinação, o sujeito que 
determina outro ao fato, mas que conserva seu 
domínio, posto que se o perde, como no caso em 
que o determinado comete um delito, já não é 
autor, mas instigador. 
 
 
 
 
 
AUTORIA DE ESCRITÓRIO 
Eugênio Raúl Zaffaroni. 
 
É autor de escritório o agente que transmite a 
ordem a ser executada por outro autor direto, 
dotado de culpabilidade e passível de ser 
substituído a qualquer momento por outra pessoa, 
no âmbito de uma organização ilícita de poder. 
 
Teoria do domínio da organização – Claus Roxin – 
para solucionar as questões inerentes ao concurso 
de pessoas nas estruturas organizadas de poder, 
30 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
compreendidas como aparatos à margem da 
legalidade. 
 
AUTORIA POR CONVICÇÃO 
Quando o agente tem conhecimento da norma 
penal, mas decide transgredi-la por questões de 
consciência política, religiosa, filosófica ou de 
qualquer outra natureza. 
 
 
 
 
AUTORIA COLATERAL / IMPRÓPRIA / PARELHA 
Quando duas ou mais pessoas intervêm na 
execução de um crime, buscando igual resultado, 
embora cada uma delas ignore a conduta alheia. 
 
EX.: “A”, portando um revólver, e “B”, uma 
espingarda, escondem-se atrás de árvores, um do 
lado direito e outro do lado esquerdo de uma 
mesma rua. Quando “C”, inimigo de ambos, por ali 
passa, ambos os agentes contra ele efetuam 
disparos de armas de fogo. “C” morre, revelando o 
exame necroscópico terem sido os ferimentos 
produzidos pelos disparos originários da arma de 
“A”. 
 
Não há concurso de pessoas, inexiste liame 
subjetivo entre “A” e “B”. Cada um dos agentes 
responde pelo crime a que deu causa. 
 
“A” – Responde por homicídio consumado 
“B” – Por tentativa de homicídio 
 
Se ficasse demonstrado que os tiros de “B” 
atingiram o corpo de “C” quando já estava morto. 
 
“A” – Responderia pelo homicídio 
“B” – Ficaria impune, por caracterizar crime 
impossível (impropriedade absoluta do objeto, art. 
17, CP) 
 
 
 
 
AUTORIA INCERTA 
Quando mais de uma pessoa é indicada como 
autora do crime, mas não se apura com precisão 
qual foi a conduta que efetivamente produziu o 
resultado. Conhecem-se os possíveis autores, mas 
não se conclui, em juízo de certeza, qual 
comportamento deu causa ao resultado. 
 
Ex.: “A” e “B” com armas de fogo e munições 
idênticas escondam-se atrás de árvores para 
eliminar a vida de “C”. Quando esta passa pelo local, 
contra ele atiram, e “C” morre. 
 
O exame pericial aponta ferimentos produzidos por 
um único disparo de arma de fogo com causa 
mortis. Os demais tiros não atingiram a vítima, e o 
laudo não afirmar categoricamente quem foi o 
31 
PRODUZIDO POR GÉSSICA DE SOUSA OLIVEIRA 
autor do disparo fatal. Logo, como não se apurou 
quem produziu a morte, não se pode imputar o 
resultado naturalístico para “A” e “B”. Um deles 
matou, mas o outro não. E não há concurso de 
pessoas. 
 
“A” E “B” – RESPONDE POR TENTATIVA DE 
HOMICÍDIO 
AUTORIA DESCONHECIDA Quando ocorre um crime, mas não se sabe quem foi 
seu autor. 
 
Ex.: “A” foi vítima de furto, pois todos os bens de 
sua residência foram subtraídos enquanto viajava. 
Não há provas, todavia, do responsável pelo delito. 
 ADMITE COAUTORIA EM CRIMES CULPOSOS. 
 NÃO ADMITE PARTICIPAÇÃO EM CRIME CULPOSOS. 
 
PARTICIPAÇÃO - TEORIA 
ACESSORIEDADE 
MÍNIMA 
ACESSORIEDADE 
LIMITADA 
ACESSORIEDADE 
MÁXIMA OU EXTREMA 
HIPERACESSORIEDADE 
Para a punibilidade é 
suficiente que o autor 
tenha praticado um fato 
típico. 
Para a punibilidade é 
suficiente que tenha o 
autor praticado um fato 
típico e ilícito. 
Para a punibilidade é 
suficiente que o autor 
tenha praticado um fato 
típico, ilícito e culpável. 
Mais adotada pela 
doutrina. 
Para a punibilidade é 
suficiente que o autor 
tenha praticado um fato 
típico, ilícito, culpável e 
punível. 
PARTICIPAÇÃO 
SUCESSIVA 
Quando um mesmo sujeito é instigado, induzido ou auxiliado por duas ou mais 
pessoas, cada qual desconhecendo o comportamento alheio, para executar 
uma infração penal. 
Ex.: “A” sugere a “B” a prática de um roubo para quitar suas dívidas bancárias. 
Depois de refletir sobre

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