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Teoria das Relacoes Internacionais

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Yasmin M

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Teoria das Relações 
Internacionais 
 
A “Relações Internacionais” é uma 
disciplina relativamente nova, que se 
desenvolveu após a Primeira Guerra 
Mundial, especialmente no Reino Unido, 
onde universidades começaram a 
explorar essa área de estudo. A disciplina 
é multidisciplinar, envolvendo ciências 
como economia, direito, ciência política, 
história... 
 
A primeira corrente teórica a emergir 
desse novo campo de estudo foi o 
idealismo/liberalismo, que se propôs a 
estudar as causas da guerra e a propor 
soluções para evitar os conflitos 
internacionais. O liberalismo foi muito 
influenciado por autores como Norman 
Angell e Woodrow Wilson. 
 
Antes da Segunda Guerra Mundial, 
ocorreu o primeiro debate nas Relações 
Internacionais, liderado por Edward H. 
Carr, que publicou a obra "Vinte Anos de 
Crise". Carr argumentou que a política 
internacional estava fundamentada em 
premissas idealistas e que essa política 
não estava lendo a realidade 
internacional a partir dos termos de 
poder. 
 
DEBATES TEÓRICOS 
PRIMEIRO DEBATE 
 
É considerado um debate ontológico, que 
envolve diferentes visões sobre o que é o 
mundo, o que são as relações 
internacionais e quais são os elementos 
que compõem essa ciência. 
Nesse contexto, Carr classifica a primeira 
corrente das Relações Internacionais, a 
corrente liberal, como idealista. 
 
O primeiro debate nas Relações 
Internacionais ocorre entre duas 
correntes principais: os liberais idealistas 
e os realistas. 
 
Os liberais idealistas enxergam o mundo 
como ele deveria ser, valorizando a 
construção de instituições, normas e 
arquiteturas diplomáticas que promovam 
a paz, a estabilidade e a cooperação 
entre os Estados. Já os realistas 
observam o mundo como ele realmente 
é, enfatizando a centralidade do poder, 
dos interesses nacionais e da competição 
entre Estados em um sistema anárquico. 
 
Portanto, Carr vai denominar aqueles que 
estudam formas pacíficas de se 
relacionar de idealistas, enquanto 
aqueles que estão preocupados com o 
poder real serão chamados de realistas. 
 
SEGUNDO DEBATE 
 
O segundo debate emerge nas décadas 
de 1950 e 1960 e é caracterizado como um 
debate metodológico que opõe dois 
grupos principais: os behavioristas e os 
tradicionalistas. 
 
A partir da década de 1950, o contexto 
internacional é marcado pela ascensão 
da Guerra Fria e pelo desenvolvimento de 
novas tecnologias da informação, como 
bases de dados e computadores. Essas 
inovações impactam as ciências sociais, 
que passam a buscar um maior rigor 
científico e metodológico em suas 
análises. Surge, assim, uma ênfase em 
métodos quantitativos, que visam prever 
comportamentos e ações, especialmente 
os comportamentos coletivos e as 
tendências dos atores no sistema 
internacional. Esse enfoque é conhecido 
como behaviorismo, derivado da palavra 
"behavior", que significa comportamento. 
Por outro lado, os tradicionalistas 
defendem a continuidade dos estudos 
baseados na filosofia, na história e nas 
leis, enfatizando a importância de uma 
abordagem mais qualitativa nas 
Relações Internacionais. 
 
Os principais expoentes do movimento 
behaviorista incluem Kenneth Waltz, 
autor de "Man, the State, and War", que 
propõe três níveis de análise nas Relações 
Internacionais, e David Singer, que utiliza 
estatísticas no projeto COW (Correlates of 
War) para investigar padrões de conflito. 
Por outro lado, os tradicionalistas, como 
Raymond Aron e Mark Awhite, focam em 
desenvolver seus estudos a partir da 
filosofia e da história, reconhecendo que 
cada guerra é única e envolve elementos 
subjetivos, como glória, vingança, 
revanchismo, ódio e amor, que não 
podem ser totalmente explicados por 
modelos matemáticos. 
 
TERCEIRO DEBATE 
 
Surge a partir da década de 1970, 
caracterizado como um debate duplo 
entre positivistas e pós-positivistas e os 
neo x neo. 
 
© POSITIVISTAS E PÓS-POSITIVISTAS 
 
Os positivistas, influenciados pelos 
behavioristas, buscam um rigor científico 
em suas análises, focando em métodos 
quantitativos e na busca de verdades 
universais. Eles tentam positivar a 
realidade por meio da aplicação de 
métodos rigorosos e da observação 
empírica. 
 
Em contrapartida, Os pós-positivistas 
são uma corrente teórica crítica que 
busca a transformação social. Eles não 
partem do princípio de que a realidade é 
assim porque é; ao contrário, acreditam 
que a realidade é moldada por fatores 
sociais. Em vez de usar um método 
rigoroso positivista para descobrir a 
verdade social, os pós-positivistas 
criticam as teorias existentes e propõem 
transformações sociais com base na 
ciência. Para eles, a ciência deve ser 
utilizada não apenas para interpretar a 
realidade, mas também para promover 
mudanças significativas na sociedade. 
 
É desse debate pos-pos que irão sair as 
correntes contemporâneas como: teoria 
crítica, construtivismo, pós-colonialismo, 
feminismo, teorias do sul global.. 
 
© NEO X NEO 
 
É o debate entre neoliberais e 
neorrealistas. Nesse debate, ambos os 
grupos começam a aceitar algumas 
premissas do outro. Os realistas, por 
exemplo, aceitam que existe 
determinada interdependência e que é 
necessário considerar outros atores 
internacionais, além do Estado. Por sua 
vez, os liberais passam a aceitar a 
centralidade dos Estados, reconhecendo 
que, embora existam outros atores, o 
Estado continua sendo o principal. Além 
disso, a anarquia é vista como a 
característica fundamental do sistema, 
que influencia tanto a ação dos Estados 
quanto a cooperação. Essa cooperação 
ocorre, mas é condicionada por uma 
lógica anárquica. Assim, observamos um 
debate em que ambos os lados aceitam 
algumas premissas um do outro. 
 
CORRENTES CLÁSSICAS 
LIBERALISMO 
 
É a primeira corrente das Relações 
Internacionais. Surge no final da 1ª Guerra 
Mundial e traz como objeto de estudo as 
relações entre os indivíduos, o Estado e a 
Sociedade, com foco nas liberdades 
individuais, como liberdade religiosa, 
política e econômica. Baseia-se no 
jusnaturalismo, que defende que certos 
direitos são inerentes aos seres 
humanos desde o nascimento. 
 
O Estado é visto como um "mal 
necessário", responsável por garantir e 
proteger essas liberdades. A corrente 
liberal argumenta que, sem um Estado 
que assegure os direitos, não há como 
garantir a liberdade. Assim, o liberalismo 
busca estudar e promover essas relações, 
acreditando que a garantia das 
liberdades individuais leva ao progresso, 
à riqueza material e espiritual, e, 
consequentemente, à paz e estabilidade 
na sociedade. 
 
O liberalismo é fundamentado em 3 
grandes pilares: 
 
© Político: democracia e republicanismo. 
© Econômico: livre comércio e não 
intervenção do Estado. 
© Jurídico: direto e instituições. 
 
 
1. Político: Baseia-se na democracia e 
no republicanismo, defendendo 
que as liberdades são garantidas 
em governos democráticos e 
representativos, não em regimes 
autoritários ou monarquias 
absolutistas. Os autores liberais 
compartilham uma visão favorável 
a esses regimes. 
2. Econômico: Refere-se ao livre 
comércio e à não intervenção do 
Estado na economia, partindo do 
princípio de que a economia se 
autorregula. A intervenção estatal 
deve ser mínima e sempre racional, 
evitando favorecer interesses 
políticos pessoais. A ideia é que o 
comércio livre promove o 
desenvolvimento, a paz e a 
prosperidade, como defendido por 
Kant. 
3. Jurídico: Envolve o direito e as 
instituições, que são essenciais 
para promover a justiça e as leis na 
sociedade. 
 
EXPOENTES CLÁSSICOS DO LIBERALISMO 
 
© HUGO GROTIUS 
foi um dos primeiros a desenvolver o 
conceito de direito internacional como 
um sistema para regular os conflitos entre 
Estados. Em sua obra, ele defende que 
esse direito deve se basear em leis e 
tratados firmados entre as nações, 
fundamentados no princípio do "pacta 
sunt servanda" — ou seja, os acordos 
devem ser cumpridos. Embora não 
existam instituições internacionais fortes 
para fazer cumprir esses tratados, a força 
do acordoem si é o que sustenta o 
sistema. 
 
Grotius vê o direito internacional como um 
conjunto de normas compartilhadas 
que formam uma verdadeira sociedade 
internacional, na qual Estados não são 
apenas atores isolados, mas 
participantes de uma comunidade regida 
por valores e regras comuns. Para ele, o 
pilar jurídico é essencial para promover 
a cooperação, a paz e a estabilidade 
global. 
 
Ele também introduziu o conceito de 
"guerra justa", que estabelece que a 
guerra só pode ser considerada legítima 
se for causada por uma agressão injusta 
que viole direitos e soberania 
reconhecidos internacionalmente. A 
guerra não deve ser usada para 
conquista, imposição ideológica ou 
motivos pessoais, mas apenas como 
legítima defesa conforme o direito 
internacional. Essa abordagem 
racionaliza o uso da guerra como um 
último recurso respeitando princípios 
éticos e legais. 
 
© JOHN LOCKE 
Escreveu em um contexto marcado pela 
Guerra Civil Inglesa e apresentou 
premissas fundamentais sobre o Estado 
de Direito. Ele enfatizou a importância do 
Estado como uma instituição que regula 
e garante direitos e liberdades. Para 
Locke, o Estado é essencial para proteger 
as liberdades individuais e a 
propriedade privada, que ele considera 
um direito natural. 
 
Locke também defendeu a liberdade 
religiosa, argumentando que ninguém 
deve ser julgado ou ter suas posses 
confiscadas com base em sua religião. 
Sua obra está intimamente ligada ao 
pilar político do liberalismo, destacando a 
necessidade de um governo que respeite 
e proteja os direitos dos cidadãos, 
assegurando um ambiente onde as 
liberdades possam ser exercidas 
plenamente. 
 
© ADAM SMITH 
Grande expoente da economia política, 
publicou em 1776 sua obra "A Riqueza das 
Nações", na qual critica o 
intervencionismo do Estado na economia. 
Ele defende a não intervenção estatal, 
argumentando que quanto mais 
desregulamentado for o comércio, maior 
será a prosperidade das nações, devido 
ao aumento do fluxo de trocas. Smith 
propõe que a economia se autorregula, 
com as forças econômicas buscando 
otimizar seus ativos e recursos de forma 
racional. Assim, ele conclui que o papel do 
Estado deve ser limitado, permitindo que 
a economia funcione livremente, com a 
ideia de "deixe fazer, deixe passar", 
enfatizando que o mundo e a economia 
operam por si mesmos. 
 
© VOLTAIRE 
Estudou as formas de governo, 
defendendo que sistemas 
representativos — não necessariamente 
repúblicas democráticas, mas pelo 
menos monarquias parlamentaristas 
com parlamentos sérios — são essenciais 
para garantir a representatividade da 
população e dos grupos políticos. 
 
Ele é um dos principais defensores da 
liberdade de expressão e do direito a um 
julgamento justo, afirmando: "Posso 
discordar de tudo o que você fala, mas 
defenderei até a morte o seu direito de 
falar." Voltaire criticou a repressão, onde 
pessoas eram presas, julgadas ou 
assassinadas por suas opiniões políticas 
e sociais, destacando a importância da 
liberdade como um valor fundamental 
em sua filosofia. 
 
© MONTESQUIEU 
Desenvolveu a clássica teoria da 
separação dos poderes do Estado, 
propondo a divisão do poder em três 
esferas: executivo, legislativo e judiciário. 
Essa separação tem como objetivo evitar 
a concentração de poder, garantindo um 
sistema de contrapesos no qual cada 
esfera limita os excessos das outras. Sua 
teoria é amplamente adotada em 
praticamente todos os países, 
independentemente do tipo de governo. 
 
© ROSSEAU 
Foi um defensor da participação popular 
e da democracia, argumentando que o 
governo deve atender às demandas de 
toda a população, e não apenas de uma 
elite ou classe burguesa. Ele destacou a 
importância de leis que garantam a 
liberdade e promovam a igualdade 
material e política. Rousseau é 
considerado um precursor do 
pensamento democrático, enfatizando a 
participação cidadã no processo político. 
 
© KANT 
Introduziu conceitos de republicanismo e 
cosmopolitismo, defendendo que o 
modelo republicano é o ideal para 
garantir estabilidade e liberdade. Para 
ele, a difusão das repúblicas promoveria 
o Estado de Direito, resultando em maior 
estabilidade no sistema internacional. 
Kant argumentava que as repúblicas 
evitam guerras desnecessárias, 
considerando a guerra "o esporte dos 
reis". Em sua obra "A Paz Perpétua", propôs 
que a adoção do republicanismo e do 
livre comércio entre as nações levaria a 
um cosmopolitismo, promovendo 
tolerância, intercâmbio cultural e 
culminando na ideia de uma federação 
pacífica de repúblicas. 
 
LIBERALISMO INTERNACIONAL 
 
Esse liberalismo é o que funda a corrente 
teórica no início da Primeira Guerra 
Mundial. Aqui, estamos nos referindo ao 
século 20 e aos expoentes da teoria das 
relações internacionais. 
 
© NORMAN ANGELL 
Em sua obra "A Grande Ilusão", 
argumenta que a guerra é uma ilusão 
que traz apenas destruição, ao contrário 
da crença tradicional de que ela serve 
para acumular poder e riqueza pelos 
Estados. Ele destaca que a guerra ceifa 
vidas, desregula atividades econômicas 
e desperdiça recursos que poderiam ser 
usados para o progresso da humanidade. 
Angell defende que toda guerra deve ser 
condenada sob uma perspectiva liberal, 
que busca resolver conflitos por meio do 
livre comércio e do direito internacional, e 
que, se a guerra ocorrer, ela deve ser 
justa, com sua justiça definida conforme 
os princípios legais. 
 
© WOODROW WILSON 
Em 1918, o presidente americano Woodrow 
Wilson apresentou os "14 Pontos de 
Wilson", um documento que propunha 
elementos para garantir maior 
estabilidade após a 1ª Guerra Mundial. 
Inspirado pelas ideias de Angell e pelas 
devastadoras consequências da guerra, 
Wilson defendia mecanismos para a 
solução pacífica de controvérsias entre 
Estados, promovia o livre comércio e o 
direito à autodeterminação dos povos. 
Além disso, ele advogava pela livre 
navegação em mares e oceanos e 
propôs a criação da Sociedade das 
Nações (SDN), uma organização 
multilateral para promover esses 
princípios. 
 
© CONFERÊNCIA DE PAZ DE HAIA 
Propôs a criação de um tribunal 
permanente de arbitragem 
internacional. Na segunda conferência, 
realizada em 1907, foi consagrado o 
conceito de igualdade jurídica 
soberana, proposto pelo brasileiro Rui 
Barbosa. Contudo, Barbosa discordou da 
ideia de que os juízes desses tribunais 
fossem apenas nacionais das grandes 
potências, argumentando que isso não 
seria justo nem igualitário. 
 
FUNCIONALISMO 
 
Deutsch, Mitrany e Haas buscaram 
promover a cooperação internacional, 
focando em relações que se estabelecem 
em bases técnicas e instrumentais. Em 
vez de simplesmente defender a ideia de 
"dar as mãos" para alcançar a paz 
mundial, eles estudaram a cooperação 
inserida em objetivos técnicos e 
funcionais. Um exemplo significativo 
disso é a Comunidade Econômica do 
Carvão e do Aço (CECA), que foi 
fundamental para a formação da União 
Europeia. 
 
Esses teóricos perceberam que, a partir 
dessa cooperação técnica entre os 
países, era possível expandir a 
colaboração para outras áreas além 
daquela em que se estava inicialmente 
cooperando. Esse fenômeno é conhecido 
como "efeito spill over". Assim, a paz não 
seria alcançada por um esforço idealista 
total, mas sim por meio de cooperações 
técnicas e funcionais, o que eles 
chamaram de "peace by piece" (paz por 
partes). Haas complementa essa visão 
ao afirmar que essa transição não ocorre 
de forma natural; é necessária a 
vontade política dos atores envolvidos 
para que a cooperação se desenvolva e 
se expanda. 
 
INTERDEPENDÊNCIA COMPLEXA 
 
Em 1970, Nye e Keohane desenvolveram o 
conceito de interdependência completa, 
percebendo que as relações 
internacionais tornaram-se mais 
complexas e interconectadas. Eles 
observaram que, em comparação com 
cem anos atrás, os países atualmente 
dependem muito mais uns dos outros, e 
essa interdependência vai além do tema 
da segurança, abarcando também 
comércio, economia, meio ambiente e 
direitos humanos.Surgiram novos atores no cenário 
internacional, como organizações 
internacionais, empresas multinacionais, 
blocos de capital, movimentos 
insurgentes e organizações não 
governamentais, que passaram a 
desempenhar papéis importantes nas 
dinâmicas globais. Essa 
interdependência é complexa, pois um 
país pode ter interesses comuns com 
outro em determinadas áreas e, ao 
mesmo tempo, ser adversário em 
outras. Por exemplo, os EUA e o Irã podem 
criticar conjuntamente a política 
ambiental da ONU, enquanto mantêm 
adversidades no campo de segurança. 
 
Esse conceito desafia a tradicional divisão 
realista das relações internacionais em 
"high politics", centrada na segurança, e 
"low politics", voltada para temas como 
meio ambiente e direitos humanos. Para 
os realistas, tudo está subordinado à 
política e ao poder, com a segurança 
predominando. A interdependência 
reconhece que essa separação não é 
mais adequada. 
 
Eles também avaliam as relações entre 
países considerando a sensibilidade, que 
é o grau em que as ações de um país 
afetam outro, e a vulnerabilidade, que é a 
capacidade do país afetado de superar 
esses efeitos, sejam eles negativos ou até 
mesmo positivos. 
 
INSTITUCIONALISMO 
 
Na década de 1980, uma nova vertente 
dentro do pensamento liberal emergiu, 
com Keohane e Axelrod como seus 
principais expoentes. Inspirados pelo 
behaviorismo, eles buscaram aplicar 
modelos matemáticos e teorias 
sistêmicas às relações internacionais, 
introduzindo a "teoria dos jogos", em 
particular o "dilema do prisioneiro". 
 
Para o institucionalismo, as instituições e 
os fóruns são fundamentais para 
facilitar a informação, a negociação e a 
cooperação, ajudando os Estados a 
superar a desconfiança e o egoísmo. 
 
 
 
 
TEORIA DA PAZ DEMOCRÁTICA 
 
É uma teoria que se desenvolve em 1980, 
a partir de um autor chamado Michael 
Doyle, que vai usar estatísticas para 
corroborar a tese de Kant de que quanto 
mais repúblicas existem, mais pacífica é 
a sociedade internacional. Ele testará a 
hipótese de Kant a partir de modelos 
estatísticos, analisando dados históricos 
e percebendo que as democracias não 
entraram em guerras entre si. 
 
FIM DA HISTÓRIA 
 
A teoria de Fukuyama observa o fim da 
Guerra Fria e a ascensão dos EUA,, 
destacando a vitória de uma ideologia 
sobre a outra. Ele resgata a ideia do Hegel 
(roda da história), que se refere ao 
processo de tese, antítese e síntese, 
partindo de um viés realista. Fukuyama 
argumenta que, a partir do momento em 
que deixamos de ter uma dialética de 
ideias, chegamos ao fim da história. 
 
Nesse contexto, Fukuyama afirma que a 
história acabou porque o liberalismo e o 
capitalismo do Ocidente venceram. Ele 
prevê que o mundo se tornará um espaço 
neoliberal, onde todos os países, 
especialmente aqueles do bloco 
socialista, estão ou passarão por 
transições democráticas ou reformas 
liberais, adotando o livre comércio, 
garantindo os direitos humanos e 
promovendo o desenvolvimento da 
economia capitalista. Assim, para 
Fukuyama, o fim da história representa a 
vitória do neoliberalismo nas relações 
internacionais.

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