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RELATÓRIO DE PRÁTICA 
Jefferson Lima da Silva 
01602331 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
 
RELATÓRIO 02 
DATA: 
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Biologia Molecular 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
NOME: Jefferson Lima da Silva MATRÍCULA: 01602331 
CURSO: Farmácia POLO: Uninassau – Redenção Teresina, PI 
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Juliana Prado Goncales 
1. Após completar a atividade de laboratório proposta, você deve elaborar um 
relatório detalhado sobre cada etapa do processo de extração de DNA de um 
morango. Para cada fase, descreva não apenas as observações visuais, mas 
também explique os processos biológicos que estão ocorrendo com as células 
do morango. É essencial que você inclua no relatório pelo menos uma fotografia 
correspondente a cada etapa da extração para ilustrar suas observações e 
análises. 
 
Os morangos que consumimos pertencem à espécie Fragaria ananassa e são plantas 
da família das Rosáceas, mesma família das rosas cultivadas em muitos jardins. Sua 
principal forma de reprodução é por meio do estolão, um ramo que cresce 
horizontalmente, gerando novos brotos. As variedades de morango consumidas 
atualmente são resultado de cruzamentos naturais entre espécies que ocorreram na 
Europa (França e Rússia) e nas Américas (Chile e Estados Unidos) (FURLAN et al, 
2011). 
Uma das vantagens de se utilizar morangos para a extração de DNA é que eles são 
muito macios e fáceis de homogeneizar. Além disso, os morangos maduros produzem 
enzimas como a pectinase e a celulase, que degradam a pectina e a celulose das 
paredes celulares vegetais. Outro ponto importante é que os morangos possuem uma 
grande quantidade de DNA, pois são octaplóides, ou seja, têm 8 cópias de cada 
conjunto de cromossomos. 
Materiais necessários (por grupo): 
• 1 saco plástico tipo “zip loc” 
• 1 morango (fresco ou descongelado, caso seja congelado) 
• 10 ml de solução de extração de DNA (consulte o preparo 
abaixo) Aparato filtrante: 1 filtro de papel com funil ou filtro de 
pano/gaze Álcool etílico gelado (mínimo 70º GL) 
• 1 tubo de ensaio limpo 
• 1 bastão de vidro ou palito de madeira (tipo pau-de-laranjeira, encontrado 
em drogarias) 
Preparo das soluções e materiais: 
• O saco “zip loc” deve ser espesso para garantir resistência, sendo ideal os 
usados para congelamento de alimentos. 
TEMA DE AULA: EXTRAÇÃO DE DNA 
 
 
 
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RELATÓRIO 02 
DATA: 
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• O morango pode ser fresco ou descongelado, caso seja congelado. Outras 
frutas macias como kiwi ou banana também podem ser usadas, mas não 
fornecem tanto DNA quanto o morango. 
Solução de extração de DNA (para 100 grupos): 
• 100 ml de xampu (sem condicionador) 
• 15 gramas de NaCl (sal de cozinha), equivalente a 2 colheres de 
chá 900 ml de água (preferencialmente mineral) 
• 50 ml de detergente (pode substituir o xampu, preferencialmente sem 
corantes) O álcool etílico (etanol) deve ser de pelo menos 90º GL e deve 
estar gelado. 
• Se utilizar gaze, corte-a em quadrados, dobre em 2 camadas e use tamanho 
suficiente para ser presa no funil ou na boca do tubo. 
Método de extração de DNA: 
• Coloque o morango, previamente lavado e sem as sépalas, em um saco “zip loc”. 
• Esmague o morango com o punho por pelo menos 2 minutos. 
• Adicione a solução de extração de DNA ao conteúdo do saco. 
• Misture bem, apertando o saco com as mãos por 1 minuto. 
• Derrame o extrato filtrado no aparelho filtrante, deixando-o filtrar diretamente 
para o tubo de ensaio. Não encha completamente o tubo, preencha até cerca de 
1/8 do volume total. 
• Com cuidado, derrame o álcool gelado sobre o extrato no tubo, preenchendo até a 
metade. 
• Mergulhe o bastão de vidro ou o palito de madeira no tubo, na interface onde o 
álcool encontra o extrato. 
• Observe o que acontece ao nível dos olhos. 
Resultados esperados: 
• Ao adicionar o álcool gelado ao extrato de morango, fitas finas e brancas de DNA 
começarão a se formar na interface entre as camadas de álcool e extrato. Ao 
agitar o DNA formado, ele se transformará em fibras semelhantes ao algodão, 
que se aderirão ao bastão de vidro ou palito utilizado para mexer. 
• Ao derramar o etanol gelado sobre o extrato de morango, começarão a surgir 
finas fitas brancas de DNA, visíveis na interface entre as duas camadas. Ao 
agitar o DNA presente na camada de etanol, ele formará fibras semelhantes às 
de algodão, que aderirão ao instrumento utilizado para a mistura. 
Figura 1. Imagens do procedimento observado durante a extração do DNA do 
morango. 
 
Fonte: Elaborado pelos alunos em laboratório, 2024.
 
 
 
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RELATÓRIO 02 
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1. Enumere todos os equipamentos e reagentes essenciais para a realização da 
eletroforese, especificando a função de cada um no processo. 
 
Equipamentos usados: 
1. Cubas de Eletroforese 
Função: Contêm o gel onde as amostras serão aplicadas e permitem a condução 
elétrica necessária para a separação das moléculas. 
 
2. Fonte de Energia (Fonte de Alimentação) 
Função: Fornece a corrente elétrica que cria o campo eletromagnético, fazendo as 
moléculas migrarem através do gel. 
 
3. Pipetas e Ponteiras 
Função: Usadas para medir e aplicar volumes precisos de amostras e reagentes nos 
poços do gel. 
 
4. Balança Analítica 
Função: Necessária para pesar reagentes sólidos com precisão ao preparar os 
componentes do gel e soluções-tampão. 
 
5. Placa de Géis e Espátulas (para moldagem) 
Função: Auxiliam na preparação e solidificação do gel em um formato adequado. 
 
6. Eletrodos 
Função: Conectam a fonte de energia à cuba de eletroforese, permitindo a passagem 
da correnteelétrica. 
7. Câmara UV ou Transiluminador 
Função: Facilita a visualização de ácidos nucleicos ou proteínas marcados com 
corantes fluorescentes após o processo de migração. 
 
8. Micropipetas e Volumétricas 
Função: Permitem a aplicação precisa de amostras e reagentes. 
Reagentes: 
9. Ágarose (ou Poliacrilamida, dependendo do tipo de análise) 
TEMA DE AULA: ELETROFORESE 
 
 
 
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Função: Forma a matriz porosa do gel, que separa as moléculas com base em seu 
tamanho. 
10. Tampão de Corrida (ex.: TAE, TBE ou SDS-PAGE) 
Função: Mantém o pH constante e fornece os íons necessários para a condução 
elétrica no gel. 
 
11. Amostras de DNA, RNA ou Proteínas 
Função: São as moléculas alvo a serem separadas e analisadas. 
 
12. Marcadores de Peso Molecular (Ladder) 
Função: Servem como referência para identificar o tamanho das moléculas separadas 
no gel. 
 
13. Corantes de Carga (ex.: Azul de Bromofenol ou Xileno Cianol) 
Função: Facilitam a visualização da migração das amostras durante o processo. 
14. Agentes Fluorescentes (ex.: Brometo de Etídio ou GelRed) 
Função: Marcam as moléculas de interesse para que possam ser visualizadas sob luz 
UV. 
 
15. Solventes e Soluções-Tampão (ex.: água Milli-Q, Tris, EDTA) 
Função: Garantem a dissolução uniforme dos componentes e mantêm a estabilidade 
química do sistema. 
 
Esses itens devem ser utilizados em conjunto e com precisão para garantir uma 
eletroforese eficiente e segura. O uso correto de cada componente contribui para a 
qualidade da separação e análise molecular. 
 
2. Explique detalhadamente as etapas envolvidas no procedimento de 
eletroforese, começando pela preparação da amostra até a visualização dos 
resultados. 
 
O procedimento de eletroforese segue etapas fundamentais para separar moléculas 
como DNA, RNA ou proteínas. Inicialmente, realiza-se a preparação das amostras, 
onde as moléculas são purificadas para remover contaminantes, ajustadas em 
concentração e misturadas com tampões e corantes específicos. Para DNA, utiliza-se 
o azul de bromofenol, enquanto proteínas recebem SDS para uniformizar a carga e 
facilitar o movimento no gel. Em seguida, o gel é preparado, sendo geralmente de 
agarose para ácidosnucleicos ou poliacrilamida para proteínas e pequenos 
fragmentos de DNA. A composição do gel é ajustada conforme o tamanho das 
moléculas, e os poços para amostras são moldados com um pente (OLIVEIRA et al, 
2015). 
Após a solidificação, o gel é colocado em uma câmara de eletroforese preenchida com 
tampão condutor, como TAE ou TBE para DNA, ou tampões específicos para 
proteínas. As amostras são carregadas nos poços junto a um marcador de peso 
molecular ("ladder") para referência. Quando a corrente elétrica é aplicada, cria-se um 
campo elétrico que impulsiona a migração das moléculas: os ácidos nucleicos, 
carregados negativamente, movem-se para o polo positivo, enquanto as proteínas 
 
 
 
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migram conforme a carga conferida pelo SDS ou suas propriedades naturais. A taxa 
de migração é influenciada pelo tamanho molecular, carga e densidade do gel. 
Após a separação, o gel é tratado para visualização dos resultados. No caso de DNA 
e RNA, são utilizados corantes intercalantes como brometo de etídio (EtBr) ou SYBR 
Green, que fluorescem sob luz UV. Para proteínas, empregam-se corantes como 
Coomassie Blue ou prata, que evidenciam as bandas no gel. Por fim, os resultados 
são analisados comparando as bandas com o marcador de peso molecular, permitindo 
identificar o tamanho ou peso molecular das moléculas separadas (OLIVEIRA et al., 
20150. 
 
3. Discuta a importância de utilizar diferentes concentrações de géis na 
eletroforese e como cada concentração impacta a resolução e separação das 
amostras de DNA ou RNA. 
 
A concentração do gel utilizado na eletroforese desempenha um papel crucial na 
eficiência da separação de fragmentos de DNA ou RNA, impactando diretamente a 
resolução e o grau de separação das amostras. Géis de agarose, por exemplo, são 
ajustados em concentrações específicas de acordo com o tamanho esperado dos 
fragmentos de ácido nucleico. Concentrações mais baixas, como 0,5% a 1%, possuem 
poros maiores, sendo adequadas para a separação de fragmentos maiores de DNA, 
normalmente acima de 1.000 pares de bases. Por outro lado, concentrações mais 
altas, como 2% ou mais, apresentam poros menores, ideais para a separação de 
fragmentos menores, geralmente abaixo de 500 pares de bases (SPINA-FRANÇA, 
1958). 
A escolha adequada da concentração é fundamental para otimizar a resolução, pois 
permite a separação precisa de fragmentos próximos em tamanho. Por exemplo, um 
gel de menor concentração poderia dificultar a discriminação de fragmentos 
pequenos, enquanto um gel com alta concentração poderia impedir a migração de 
fragmentos muito grandes. Além disso, concentrações inadequadas podem levar a 
distorções na visualização dos fragmentos durante a coloração e análise, 
comprometendo a interpretação dos resultados. Portanto, ajustar a concentração do 
gel à natureza das amostras a ser analisada é essencial para garantir um desempenho 
eficiente no procedimento de eletroforese. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências Bibliográficas: 
 
FURLAN, C.M. et al. Extração de DNA vegetal: o que estamos realmente ensinando em sala 
de aula. Química Nova na Escola, v. 33, n. 1, p. 32-36, 2011. Disponível em: 
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2011/quimi 
ca/artigos/extr_dna_vegetal.pdf Acesso em: 28 de Nov. de 2024. 
 
OLIVEIRA, E. et al. Eletroforese: conceitos e aplicações. Enciclopédia Biosfera, 
v.11, n.22,2015. Disponível em: 
https://conhecer.org.br/ojs/index.php/biosfera/article/view/1539 Acesso em: 28 de Nov. de 
2024. 
 
SPINA-FRANÇA, A. Eletroforese em papel das proteínas do líqüido cefalorraquidiano: 
III. Técnica. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 16, p. 236-242, 1958. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/anp/a/DSLFttjN7WLdJsxjDd7nY7L/ Acesso em: 28 de Nov. de 2024. 
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2011/quimi
http://www.scielo.br/j/anp/a/DSLFttjN7WLdJsxjDd7nY7L/

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