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OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
 Bernardo Stadler 1 
 
Vigilância em Saúde no SUS 
 
 
• Um processo contínuo e sistemático de coleta, 
consolidação, análise e disseminação de dados 
sobre eventos relacionados à saúde, visando o 
planejamento e a implementação de medidas de 
saúde pública para a proteção da saúde da 
população, a prevenção e controle de riscos, 
agravos e doenças, bem como para a promoção 
da saúde. (BRASIL, 2013) 
• Vigilância é a observação contínua da 
distribuição e tendências da incidência de 
doenças mediante a coleta sistemática, 
consolidação e avaliação de informes de 
morbidade e mortalidade, assim como de outros 
dados relevantes. (LANGMUR,1963) 
OBJETIVO: 
• A Vigilância em Saúde tem como objetivo a 
análise permanente da situação de saúde da 
população, articulando-se num conjunto de 
ações que se destinam a controlar 
determinantes, riscos e danos à saúde de 
populações que vivem em determinados 
territórios, garantindo a integralidade da 
atenção, o que inclui tanto a abordagem 
individual como coletiva dos problemas de 
saúde. 
• As diretrizes nacionais da vigilância em saúde 
têm como princípio a integralidade da atenção, 
obtida a partir da construção de redes de 
atenção à saúde coordenadas pela APS. A 
organização dos processos de trabalho se orienta 
por dispositivos e metodologias que favorecem o 
planejamento, a programação, o monitoramento 
e a avaliação integrada das ações individuais e 
coletivas. As ações de vigilância em saúde devem 
ser programadas com o objetivo de assegurar 
prevenção, proteção, promoção e atenção à 
saúde por meio de estratégias como: linhas de 
cuidado, clínica ampliada, apoio matricial, 
projetos terapêuticos e protocolos. 
 
 
DECRETO, 17 DE JANEIRO DE 1829 
• Cria a inspeções de saúde dos portos que tinha por 
atribuição zelar pelo estado sanitário das 
embarcações atracadas e decidir se estas deveriam 
ou não guardar quarentena. 
• No Brasil os primeiros registros são de controle da 
Epidemia Febre Amarela no século XVII no porto de 
Recife. 
LEI Nº 8.080, 19 DE SETEMBRO DE 1990 
• São incluídas ações de vigilância no campo de 
atuação do SUS. 
PORTARIA Nº 3.252, 22 DE DEZEMBRO DE 2009 
• Constitui-se de ações de promoção da saúde da 
população, vigilância, prevenção e controle das 
doenças e agravos à saúde. 
PORTARIA Nº 1.378, 9 DE JULHO DE 2013 
• Constitui um processo contínuo e sistemático de 
coleta, consolidação, análise e disseminação de 
dados sobre eventos relacionados à saúde, visando 
o planejamento e a implementação de medidas de 
saúde pública para a proteção da saúde da 
população, a prevenção e controle de riscos, 
agravos e doenças, bem como para a promoção da 
saúde. 
RESOLUÇÃO Nº 588, DE 12 DE JULHO DE 2018 
• A Política Nacional de Vigilância em Saúde 
compreende a articulação dos saberes, processos e 
práticas relacionados à: vigilância epidemiológica, 
vigilância em saúde ambiental, vigilância em saúde 
do trabalhador e vigilância sanitária 
• A análise de situação de saúde e as ações 
laboratoriais são atividades transversais e 
essenciais no processo de trabalho da Vigilância em 
Saúde. 
PORTARIA Nº 1.061, DE 18 DE MAIO DE 2020 
• Define a Lista Nacional de Notificação Compulsória 
de doenças, agravos e eventos de saúde pública 
nos serviços de saúde públicos e privados em todo 
o território nacional 
PORTARIA Nº 1.693, DE 23 DE JULHO DE 2021 
• Institui a Vigilância Epidemiológica Hospitalar 
(VEH). 
O QUE É VIGILÂNCIA? 
Portaria nº 1.378, de 2013, 
define Vigilância em Saúde como: 
DECRETOS, LEIS E PORTARIAS 
OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
 Bernardo Stadler 2 
 
 
 
 
 
 
I - a vigilância da situação de saúde da população, com 
a produção de análises que subsidiem o planejamento, 
estabelecimento de prioridades e estratégias, 
monitoramento e avaliação das ações de saúde pública 
II - a detecção oportuna e adoção de medidas 
adequadas para a resposta às emergências de saúde 
pública 
III - a vigilância, prevenção e controle das doenças 
transmissíveis 
IV - a vigilância das doenças crônicas não 
transmissíveis, dos acidentes e violências 
V - a vigilância de populações expostas a riscos 
ambientais em saúde 
VI - a vigilância da saúde do trabalhador 
VII - vigilância sanitária dos riscos decorrentes da 
produção e do uso de produtos, serviços e tecnologias 
de interesse a saúde 
VIII - outras ações de vigilância que, de maneira 
rotineira e sistemática, podem ser desenvolvidas em 
serviços de saúde públicos e privados nos vários níveis 
de atenção, laboratórios, ambientes de estudo e 
trabalho e na própria comunidade. 
Sistema Passivo: notificação espontânea, mais 
antigo, menor custo e maior simplicidade. 
Sistema Ativo: contato direto, com intervalos 
regulares, entre a equipe de vigilância e as fontes de 
informação. 
 
DECRETO, 17 DE JANEIRO DE 1829 
• Cria as inspeções “Regulamento da Inspecção da 
saude publica do porto do Rio de Janeiro” 
• A manutenção da qualidade na coleta de dados; 
• A consolidação desses dados em informações 
fidedignas; 
• A ampla disseminação dessas referidas 
informações a todos aqueles que as geraram e que 
delas necessitam tomar conhecimento, servindo 
de ferramenta para: 
 
→A elaboração de programas, a identificação de 
fatores de risco, a aplicação de medidas de controle; 
→A capacitação e o aprimoramento de pessoal; 
→A aquisição de equipamentos e tecnologias; 
→O desenvolvimento de produções científicas 
 
Saúde da criança (p. ex. acompanhamento de 
prematuras e baixo peso) 
Saúde da mulher (p ex. acompanhamento de mães 
adolescentes e morte materna) 
Saúde do adulto (p ex. acompanhamento de 
doenças e agravos não transmissíveis DANT) 
COMPONENTES DA 
VIGILÂNCIA EM SAÚDE: 
 
• A notificação de casos suspeitos e/ou confirmados 
de doenças por meio do sistema de notificação 
compulsória é o principal instrumento da vigilância 
epidemiológica. 
• Visa à detecção, à prevenção de qualquer mudança 
nos fatores determinantes e condicionantes da 
saúde individual ou coletiva, com a finalidade de se 
recomendar e adotar as medidas de prevenção e 
controle das doenças ou agravos. 
• Realiza um conjunto de ações que proporcionam o 
conhecimento, a detecção ou a prevenção de 
qualquer mudança nos fatores determinantes e 
condicionantes de saúde individual ou coletiva, 
com a finalidade de recomendar e adotar medidas 
de prevenção e controle de doenças ou agravos. 
 
OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: 
• Estimar a magnitude da morbidade e mortalidade 
causadas por determinados agravos. 
• Identificar fatores de risco que envolvem a 
ocorrência de doenças. 
• Recomendar, com bases objetivas e científicas, 
medidas necessárias para prevenir ou controlar a 
ocorrência de agravos à saúde. 
• Identificar novos problemas de saúde pública. 
• Detectar epidemias. 
• Documentar a disseminação de doenças. 
 
ART. 4º AS AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM 
SAÚDE ABRANGEM TODA A POPULAÇÃO 
BRASILEIRA E ENVOLVEM PRÁTICAS E 
PROCESSOS DE TRABALHO VOLTADOS 
PARA: 
PRINCÍPIOS NORTEADORES DA VS 
INDICADORES MONITORADOS PELA ESF 
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA 
OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
 Bernardo Stadler 3 
 
CRITÉRIOS PARA ESTABELECER QUAIS AS 
DOENÇAS QUE DEVERÃO ESTAR RELACIONADAS 
NA LISTA DE NOTIFICAÇÃO: 
• Magnitude e Potencial de disseminação. 
• Transcendência, a severidade, a taxa de letalidade, 
a relevância social. 
• Vulnerabilidade, disponibilidade de instrumentos 
de prevenção e controle da doença. 
• Compromissos internacionais com a OPAS e OMS 
para o alcance de metas no controle de epidemias, 
surtos e agravos inusitados. 
NOTIFICAÇÃO 
• Notificação é a comunicação da ocorrência de 
determinada doença ou agravo à saúde, feita à 
autoridade sanitária por profissional de saúde ou 
qualquer cidadão, para fins de adoção de medidasde intervenção. 
 
 
• Um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir 
ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos 
problemas sanitários decorrentes do meio 
ambiente, da produção e circulação de bens e da 
prestação de serviços de interesse da saúde, desde 
a produção até o consumo além do controle da 
prestação de serviços associados com a saúde. 
ÁREAS DE ATUAÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA: 
• Derivados do tabaco: embalagem, legislação, 
cadastro. 
• Medicamentos: bulas, conceitos e siglas, 
fitoterápicos e homeopáticos, inspeção, legislação, 
lista de medicamentos, produtos controlados, 
propriedade intelectual. 
• Monitoramento de propaganda. 
• Controle sanitário em portos, aeroportos e 
fronteiras. 
• Serviços de saúde: arquitetura e engenharia em 
saúde, avaliação dos serviços, controle de infecção, 
legislação, organização. 
• Vigilância pós-comercialização: farmacovigilância. 
• Rede Sentinela vigilância em eventos adversos e 
queixas técnicas de produtos, em parceria com os 
serviços de saúde e a Associação Médica Brasileira. 
 
 
 
 
• A Política Nacional de Saúde do Trabalhador, em 
vigor desde 2004, visa à redução dos acidentes e 
doenças relacionadas ao trabalho, através de ações 
de promoção, reabilitação e vigilância na área de 
saúde. 
• Desencadeia um conjunto de atividades que, por 
meio das ações de vigilância epidemiológica e 
vigilância sanitária, se destinam à promoção e à 
proteção à saúde dos trabalhadores, assim como 
visa à recuperação e à reabilitação da saúde dos 
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos 
advindos das condições de trabalho. 
• Conjunto de atividades destinadas à promoção e 
proteção, recuperação e reabilitação da saúde dos 
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos 
advindos das condições de trabalho. 
• Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do 
Trabalhador (RENAST) que é composta por Centros 
Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do 
Trabalhador (CEREST). 
• Rede Sentinela de serviços de média e alta 
complexidade, responsáveis por diagnosticar 
acidentes e doenças relacionados ao trabalho e 
pelo registro no Sistema de Informação de Agravos 
de Notificação (SINAN-NET). 
• Trabalho Infantil. 
OBJETIVOS 
• Identificar potenciais casos de doenças e agravos 
relacionados ao trabalho. 
• Investigar a relação de doenças e agravos com o 
trabalho. 
• Notificar os casos de doenças e agravos 
relacionados ao trabalho. 
• Identificar os riscos à saúde presentes no ambiente 
de trabalho. 
• Identificar os grupos ocupacionalmente expostos a 
maior risco. 
• Identificar e descrever as principais características 
epidemiológicas. 
• Orientar medidas de prevenção e controle para 
impedir a ocorrência de novos casos. 
 
 
VIGILÂNCIA SANITÁRIA 
VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO 
TRABALHADOR 
OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
 Bernardo Stadler 4 
 
 
• Propõe um conjunto de ações que visam ao 
conhecimento e à detecção de qualquer mudança 
nos fatores determinantes e condicionantes do 
meio ambiente que interferem na saúde humana. 
EM 2005, FOI CRIADO O SUBSISTEMA NACIONAL 
DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL. 
RESPONSABILIDADES: 
• Água para consumo humano 
• VIGIÁGUA 
• Contaminantes do ar e do solo 
• VIGIAR e VIGISOLO 
• Desastres naturais 
• Contaminantes ambientais e substâncias químicas 
• VIGIQUIM – monitoramento do amianto, benzeno, 
agrotóxicos, mercúrio e chumbo. 
• Acidentes com produtos perigosos. 
• Informações Tóxico Farmacológicas (SINITOX). 
• Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos 
em Alimentos. 
 
 
• Desencadeia um conjunto de atividades relativas às 
zoonoses e questões sanitárias ligadas ao meio 
ambiente e riscos à saúde (água, ar e solo), com 
ações integradas com as subprefeituras e outras 
secretarias, devendo participar na formulação da 
política e na execução de ações de saneamento 
básico. 
 
 
• Criado em 2004 para atender com maior eficácia as 
ações da vigilância em saúde. 
• Está dividido em redes de laboratórios: 
Vigilância epidemiológica 
• O Diagnóstico e vigilância de doenças 
transmissíveis e não transmissíveis. 
• Monitoramento da resistência microbiana e de 
assistência médica de alta complexidade. 
• Padronização de kits de diagnósticos. 
 
Vigilância sanitária 
Vigilância epidemiológica 
• Análise da qualidade da água para consumo 
humano 
• Análise da qualidade do ar 
• Análise da qualidade do solo 
SUBTÍTULO 2 
• União - Compete ao Ministério da Saúde a gestão 
das ações de vigilância em saúde no âmbito da 
União, cabendo: 
I - à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) a 
coordenação do Sistema Nacional de Vigilância em 
Saúde; e 
II - à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) 
a coordenação do Sistema Nacional de Vigilância 
Sanitária. 
• Estados - Compete às Secretarias Estaduais de 
Saúde a coordenação do componente estadual dos 
Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de 
Vigilância Sanitária, no âmbito de seus limites 
territoriais e de acordo com as políticas, diretrizes 
e prioridades estabelecidas. 
• Municípios - Compete às Secretarias Municipais 
de Saúde a coordenação do componente municipal 
dos Sistemas Nacionais de Vigilância em Saúde e de 
Vigilância Sanitária, no âmbito de seus limites 
territoriais, de acordo com a política, diretrizes e 
prioridades estabelecidas. 
 
• Resultados de exames laboratoriais. 
• Declarações de óbitos. 
• Maternidades (nascidos vivos). 
• Hospitais e ambulatórios. 
• Investigações epidemiológicas. 
• Estudos epidemiológicos especiais. 
• Informações obtidas de “médico sentinela” e 
“hospital sentinela”. 
• Imprensa e a população. 
• Todos os profissionais da saúde. 
 
• Contribuição da Estratégia de Saúde da Família 
para as ações de vigilância. 
• Realizar busca ativa de novos casos e convocar os 
faltosos 
VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE 
FEDERAL.ESTADUAL.MUNICIPAL 
FONTES DE DADOS 
VIGILÂNCIA DO CONTROLE DE 
ZOONOSES 
SISTEMA NACIONAL DE 
LABORATÓRIOS DE SAÚDE PÚBLICA 
ESTRATÉGIAS 
OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
 Bernardo Stadler 5 
 
• Notificar casos suspeitos ou confirmados. 
• Desenvolver ações de promoção e prevenção. 
 
 
• Entre as diretrizes da vigilância em saúde, para 
todos os seus componentes, a territorialização 
propõe caracterizar a população com base nas 
variáveis demográficas, socioeconômicas, 
culturais, das condições de vida, ambientais, de 
perfil epidemiológico e de indicadores de 
morbidade e mortalidade. 
• O monitoramento contínuo do território por meio 
de estudos e análises dos principais indicadores de 
saúde para um planejamento mais abrangente 
deve se constituir prática da equipe de saúde. 
• A vigilância é uma das práticas voltadas para a 
saúde coletiva, onde se considera sua atuação em 
uma delimitação espacial previamente 
determinada: o território, que proporciona 
exatidão administrativa para a gestão física dos 
serviços de saúde e exprime o perfil ambiental, 
epidemiológico, socioeconômico e cultural, 
características que são indispensáveis para a 
criação de políticas públicas. 
• Ou seja, através do conhecimento do modo de vida 
da população é possível identificar as 
enfermidades mais recorrentes, bem como o 
acesso e as repercussões nos serviços de saúde. 
Oportuniza o desenvolvimento de um vínculo entre 
os serviços de saúde e a população, mediante 
práticas de saúde orientadas por categorias de 
análise de cunho geográfico. 
• Logo, o território torna-se uma estratégia de gestão 
essencial para ações em vigilância, e subsídio para 
as políticas de saúde que devem fundamentar-se 
nas particularidades dos processos territoriais 
 
• É fundamental que os profissionais tenham 
conhecimento do seu território (determinantes e 
condicionantes da saúde individual e coletiva, 
população de risco, situações de risco sanitário, 
contextos locais cobertospela ESF/AB, territórios 
indígenas, áreas de fronteira, áreas dispersas, etc.) 
e que os processos de trabalho sejam organizados 
com vistas ao enfrentamento dos principais 
problemas de saúde-doença da comunidade, 
entendendo que as ações de VS devem estar 
incorporadas no cotidiano das equipes da atenção 
básica, auxiliando na percepção dos problemas de 
saúde e no planejamento das estratégias de 
intervenção para a promoção e proteção da saúde 
da população, a prevenção e controle de riscos, 
agravos e doenças e promoção da saúde. 
• As ações de Vigilância em Saúde devem estar 
inseridas no cotidiano das equipes de Atenção 
Primária, com atribuições e responsabilidades 
definidas em território único de atuação, 
integrando os processos de trabalho, bem como o 
planejamento, a programação, o monitoramento e 
a avaliação. 
• Para fortalecer a inserção das ações de vigilância e 
promoção da saúde na Atenção Primária à Saúde, 
recomenda-se a incorporação gradativa dos ACE 
nas equipes de Saúde da Família. As ações de 
promoção da saúde são voltadas para a redução da 
vulnerabilidade e das desigualdades existentes, 
buscando intervir sobre os determinantes e 
condicionantes da saúde. 
• A análise da situação de saúde das áreas de 
abrangência das unidades básicas de saúde 
permite a identificação de problemas de saúde, 
seus possíveis determinantes e condicionantes, 
conhecimento essencial para o planejamento e 
execução de ações articuladas de proteção, 
promoção e recuperação da saúde, e de prevenção 
contra riscos e agravos. 
• A identificação de fatores de risco e de proteção à 
saúde, existentes na estrutura e na dinâmica que 
compõem o território em que vive a população 
adscrita é uma das tarefas fundamentais do 
processo de trabalho das equipes de APS. 
• A Vigilância em Saúde, visa a integralidade do 
cuidado e deve inserir-se na construção das Redes 
de Atenção à Saúde, coordenadas pela Atenção 
Primária à Saúde. 
• A integralidade deve ser compreendida como a 
garantia de acesso a todos os serviços 
indispensáveis para as necessidades de saúde, 
adequando a competência dos profissionais ao 
quadro epidemiológico, histórico e social da 
comunidade e do usuário. 
• É responsabilidade de todos os profissionais da 
equipe participar do processo de territorialização e 
mapeamento da área de atuação da equipe, 
identificando grupos, famílias e indivíduos 
expostos a riscos e vulnerabilidades. 
VIGILÂNCIA EM SAÚDE X 
TERRITÓRIO 
VIGILÂNCIA EM SAÚDE x AB X SUS 
OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
 Bernardo Stadler 6 
 
COLETA DE INFORMAÇÃO X ANÁLISE DE 
SITUAÇÃO NA VS É REALIZADA PELOS 
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: 
 
 
• Foi criado para a obtenção regular de dados sobre 
mortalidade no país. A partir da criação do SIM foi 
possível a captação de dados sobre mortalidade, de 
forma abrangente, para subsidiar as diversas 
esferas de gestão na saúde pública. 
• Benefícios 
BENEFÍCIOS 
• Produção de estatísticas de mortalidade; 
• Construção dos principais indicadores de saúde; 
• Análises estatísticas, epidemiológicas e 
sociodemográficas. 
FUNCIONALIDADES 
• Declaração de óbito informatizada; 
• Geração de arquivos de dados em várias extensões 
para análises em outros aplicativos; 
• Retroalimentação das informações ocorridas em 
municípios diferentes da residência do paciente; 
• Controle de distribuição das declarações de óbito 
(Municipal, Regional, Estadual e Federal); 
• Transmissão de dados automatizada utilizando a 
ferramenta SISNET gerando a tramitação dos dados 
de forma ágil e segura entre os níveis municipal > 
estadual> federal; 
 
 
• Visa reunir informações epidemiológicas 
referentes aos nascimentos informados em todo 
território nacional. 
BENEFÍCIOS 
• Subsidiar as intervenções relacionadas à saúde da 
mulher e da criança para todos os níveis do Sistema 
Único de Saúde (SUS); 
• Como ações de atenção à gestante e ao recém-
nascido; 
• O acompanhamento da evolução das séries 
históricas do SINASC permite a identificação de 
prioridades de intervenção, o que contribui para 
efetiva melhoria do sistema. 
FUNCIONALIDADES 
• Declaração de nascimento informatizada; 
• Geração de arquivos de dados em várias extensões 
para análises em outros aplicativos; 
• Retroalimentação das informações ocorridas em 
municípios diferentes da residência do paciente; 
• Controle de distribuição das declarações de 
nascimento (Municipal, Regional, Estadual e 
Federal); 
• Transmissão de dados automatizada utilizando a 
ferramenta SISNET gerando a tramitação dos dados 
de forma ágil e segura entre os níveis municipal > 
estadual > federal; 
 
• o 
• É alimentado, principalmente, pela notificação e 
investigação de casos de doenças e agravos que 
constam da lista nacional de doenças de 
notificação compulsória, mas é facultado a estados 
e municípios incluírem outros problemas de saúde 
importantes em sua região. 
• Sua utilização efetiva permite a realização do 
diagnóstico dinâmico da ocorrência de um evento 
na população, podendo fornecer subsídios para 
explicações causais dos agravos de notificação 
compulsória, além de vir a indicar riscos aos quais 
as pessoas estão sujeitas, contribuindo assim, para 
a identificação da realidade epidemiológica de 
determinada área geográfica. 
• O seu uso sistemático, de forma descentralizada, 
contribui para a democratização da informação, 
permitindo que todos os profissionais de saúde 
tenham acesso à informação e as tornem 
disponíveis para a comunidade. 
• É um instrumento relevante para auxiliar o 
planejamento da saúde, definir prioridades de 
intervenção, além de permitir que seja avaliado o 
impacto das intervenções. 
 
• o 
• Tem por objetivo fornecer informações sobre o 
estado nutricional da população. 
• Disponibiliza informações para o monitoramento 
do estado nutricional de diferentes grupos 
populacionais atendidos nos estabelecimentos de 
saúde. 
SINASC- Sistema de Informação 
sobre Nascido Vivo 
SINAN- Sistema de Informação 
de Agravos de Notificação 
SISVAN – Sistema de Vigilância 
Alimentar e Nutricional 
SIM - Sistema de Informações 
sobre Mortalidade 
OT3 – “Vigilância em Saúde no SUS” 2ª Fase 
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• o 
• É importante fonte de dados de morbidade. 
• Todo hospital que interna pelo SUS deve entregar a 
informação, mensalmente, para a gestão municipal 
ou estadual, que, por sua vez, envia para a 
consolidação no DATASUS. 
• Os principais campos da AIH são: identificação do 
hospital, identificação e características da pessoa 
internada, características da internação, 
procedimento solicitado inicialmente, diagnóstico 
principal e secundário, procedimentos realizados e 
informações sobre alta. 
 
• o 
• Será possível obter informações da situação 
sanitária e de saúde da população do território por 
meio de relatórios de saúde, bem como de 
relatórios de indicadores de saúde por estado, 
município, região de saúde e equipe. 
• No nível federal, recebe as informações 
consolidadas dos municípios para realização do 
processo de validação nos dados recebidos. 
Relatórios para análise de indicadores de saúde: 
• Saúde (produção e atividade coletiva) 
• Painel Cadastros 
• Vacinação de Sarampo 
• Indicadores de Desempenho 
• Pré-natal na Atenção Básica 
 
• o 
• Controle ou erradicação das doenças 
infectocontagiosas e imunopreviníveis. 
 
• o 
• Os gestores dos níveis federais e estaduais podem 
cadastrar os dados de controle do sistema e 
monitorar a entrada de dados realizada no 
município, por meio de relatórios. 
 
• o 
• Permite o cálculo dos indicadores de 
monitoramento das ações referentes à detecção 
precoce dos cânceres do colo do útero e de mama, 
como cobertura, qualidade dos exames, resultados 
alterados ou suspeita. 
 
 
 
• Reduzir a morbimortalidade das doenças crônicasnão transmissíveis (DCNT) é um desafio de saúde 
pública, pois essas doenças são a principal causa de 
morte, responsáveis por 63% das mortes globais e 
72% no Brasil. As DCNT, como doenças 
cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças 
respiratórias crônicas, são de longa duração e se 
desenvolvem ao longo da vida. Para enfrentar esse 
problema, foram implementadas estratégias 
nacionais e internacionais focadas na promoção da 
saúde, redução de riscos, atenção aprimorada à 
saúde, detecção precoce e tratamento adequado. 
• O Plano de Ações Estratégicas para o 
Enfrentamento das DCNT no Brasil (2011-2022) 
visa prevenir e controlar essas doenças por meio de 
vigilância, promoção da saúde e cuidado integral. 
As equipes de saúde da atenção básica 
desempenham um papel crucial nesse processo, 
desenvolvendo habilidades para programação e 
planejamento de ações direcionadas à prevenção 
de DCNT, enfatizando a importância da vigilância 
contínua em todos os níveis de atenção à saúde. 
As metas nacionais propostas para o controle das 
DCNT são: 
• Reduzir a taxa de mortalidade prematura (

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