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FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU
UNIDADE FORTALEZA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
MARIA EDIVANIA MARTINS DA SILVA
ESTUDO DE CASO DEPRESSÃO
TEXTO DESCRITIVO- TÓPICOS INTEGRADORES I
Fortaleza – Ceará
2025
Este estudo de caso é ficticio, elaborado para conclusão de discuplina Tópicos
integradores I.
CASO CLÍNICO – TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR
IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE:
Paciente: Rosa
Sexo: Feminino
Idade: 37 anos
Estado Civil: Solteira, Sem filhos.
Profissão:Aux. Administrativo
HISTÓRICO DO CASO
Rosa procurou atendimento psicológico através do plantão psicológico que
teve duração de 4 sessões, relatando tristeza constante há cerca de oito meses, a
perda de interesse por atividades que antes lhe traziam prazer e dificuldade para
manter o foco no trabalho. Relata sensação de “vazio” (SIC) e cansaço intenso
mesmo após longos períodos de descanso.
A paciente conta que observou o inicio dos sintomas após o término de um
relacionamento de seis anos e a morte de um animal de estimação na qual
morava apenas com ele, o que gerou intenso sofrimento emocional. Desde então,
tem se isolado socialmente, evita contato com amigos e familiares e refere
diminuição significativa da autoestima.
Relata ainda alterações no sono, alternando noites de insónia com dias de
sono excessivo e perda de apetite, o que resultou em emagrecimento de 5 kg em
dois meses.
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
Durante as sessões, Rosa, demonstrava fala lentificada, com tons bem baixo,
choro fácil e expressão facial triste. Negava a ideação suicida no momento, mas
afirmou que “já pensou em desaparecer” (SIC) em momentos de desespero.
Para uma melhor avaliação do caso foi aplicado a Escala de Depressão de
Beck (BDI-II), que indicou sintomas compatíveis com depressão moderada.
DIAGNÓSTICO DE ACORDO (CID-10 / DSM-5)
CID-10: F32.1 – Episódio depressivo moderado
DSM-5: Transtorno Depressivo Maior, episódio único, moderado
INTERVENÇÃO E ACOMPANHAMENTO
O tratamento indicado pelo psicologo plantonista foi:
Psicoterapia Semanal: Com foco em reestruturação de pensamentos
negativos, e reconhecimento de si mesmo após as perdas para que possa haver
retomada de atividades prazerosas, Inclusão gradual de práticas de autocuidado e
atividade física leve.
Encaminhamento para avaliação psiquiátrica para possível uso de
antidepressivo, já que o ciclo sono virgilha está desrregulado.
CONCLUSÃO
Após três meses de acompanhamento, a paciente apresentou melhora
significativa no humor e maior engajamento nas atividades sociais e profissionais.
O caso de Rosa demonstra a importância da intervenção precoce e do
acompanhamento multidisciplinar nos quadros depressivos. O suporte psicológico
aliado ao tratamento médico possibilitou uma melhora significativa na qualidade
de vida e na funcionalidade da paciente.
REFERÊNCIAS
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais: DSM-5-TR. 5. ed., texto revisado. Porto Alegre: Artmed,
2023.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Classificação Estatística
Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID-10. 10. ed.
São Paulo: EDUSP, 2008.
BECK, Aaron T.; STEER, Robert A.; BROWN, Gregory K. Manual da Escala de
Depressão de Beck – BDI-II. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2016.
DEL PORTO, José Alves; MOREIRA, Luciana F. Depressão: diagnóstico e
tratamento. 3. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2020.
CAMPOS, Rosane C.; SOUZA, Maria E. Transtornos depressivos: aspectos
clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 43, n. 1,
p. 15–25, 2021.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbp. Acesso em: 11 out. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para pessoas com transtornos
depressivos no âmbito do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 11 out. 2025.

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