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DIREITO ADMINISTRATIVO - Gran
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Direito Administrativo

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## Resumo sobre Direito Administrativo – Livro Eletrônico de Gustavo ScatolinoO material apresentado é um compêndio sintético e didático sobre Direito Administrativo, elaborado para atender às necessidades de candidatos a concursos públicos, com foco na objetividade e clareza. O autor, Gustavo Scatolino, possui vasta experiência na área, atuando como Procurador da Fazenda Nacional e tendo passado por cargos relevantes no Judiciário, o que confere ao conteúdo um caráter prático e fundamentado. O livro aborda os principais temas do Direito Administrativo, desde conceitos básicos até temas avançados, estruturando o conhecimento para facilitar a compreensão e a aplicação em provas e na prática jurídica.### Introdução ao Direito Administrativo e Princípios AdministrativosO Direito Administrativo é definido como o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regulam órgãos, agentes e atividades públicas, visando a realização direta e concreta dos fins do Estado. O Estado é entendido como uma sociedade organizada juridicamente em um território, estruturado sob a forma federativa, composta pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. O Governo é o núcleo estratégico temporário que define as diretrizes e metas do Estado, enquanto a Administração Pública é o aparato estatal que executa a vontade política do governo.A Administração Pública pode ser vista sob dois enfoques: o subjetivo (ou orgânico), que compreende o conjunto de órgãos, entidades e agentes públicos que desempenham funções administrativas; e o objetivo (ou funcional), que se refere às atividades administrativas em si, como fomento, polícia administrativa, poder de polícia e prestação de serviços públicos. Importante destacar que os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) exercem funções administrativas em determinadas situações, como licitações e contratos, configurando a Administração Pública direta.Quanto ao conceito de Direito Administrativo, diversas escolas teóricas são apresentadas, como a Escola do Serviço Público, que entende que toda atividade estatal é serviço público, e o Critério do Poder Executivo, que limita o Direito Administrativo aos atos do Executivo. O critério teleológico foca nos fins do Estado, enquanto o critério negativista delimita o Direito Administrativo por exclusão das funções legislativas e jurisdicionais. A definição adotada por Hely Lopes Meirelles, amplamente aceita, considera o Direito Administrativo como o conjunto de princípios que regem a Administração Pública.As fontes do Direito Administrativo são classificadas em primárias e secundárias. A lei é a fonte primária e principal, abrangendo desde a Constituição Federal até decretos e regulamentos administrativos. As fontes secundárias incluem a doutrina, que influencia decisões administrativas e jurídicas; a jurisprudência, que orienta a interpretação das normas, destacando-se as súmulas vinculantes do STF, que possuem efeito obrigatório; e os costumes, que são práticas reiteradas dos agentes públicos com consciência de obrigatoriedade, complementando a legislação quando esta é omissa, desde que não contrariem a lei.O sistema adotado no Brasil para controle dos atos administrativos é o sistema judiciário ou sistema inglês, que permite a revisão judicial dos atos da Administração Pública, garantindo o princípio constitucional da inafastabilidade da jurisdição (art. 5º, XXXV, CF). Embora existam exceções, como a Justiça Desportiva e o uso de reclamação para assegurar a autoridade das decisões do STF, o controle judicial é a regra, assegurando a legalidade e legitimidade dos atos administrativos.### Princípios Administrativos FundamentaisOs princípios administrativos são os fundamentos básicos que orientam toda a atividade administrativa. A Constituição Federal, em seu art. 37, expressa cinco princípios fundamentais: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Estes princípios são de observância obrigatória por toda a Administração Pública, direta e indireta, em todos os níveis federativos e poderes.- **Legalidade**: O agente público só pode agir conforme a lei autoriza, não havendo espaço para vontade pessoal ou liberdade administrativa fora do que a lei permite. A legalidade administrativa é mais restritiva que a legalidade do cidadão comum, pois na Administração Pública só é lícito fazer o que a lei expressamente autoriza. O conceito evolui para juridicidade, que implica a observância não só da lei, mas de todos os princípios constitucionais e normas jurídicas.- **Impessoalidade**: A atuação administrativa deve ser neutra, sem favorecimento ou promoção pessoal. As ações governamentais pertencem à entidade pública, não ao agente ou autoridade que as executa. A Constituição proíbe a promoção pessoal em publicidade oficial, e o STF reforça essa vedação, considerando ilegal o uso de símbolos ou slogans políticos pessoais em atos públicos.- **Moralidade**: A conduta administrativa deve respeitar preceitos éticos, buscando o bem comum, a boa-fé e a honestidade. A moralidade é pressuposto de validade dos atos administrativos, e sua violação pode ser combatida por meio de ação popular. A improbidade administrativa, prevista no art. 37, §4º da CF, traz sanções civis para atos que atentem contra a probidade, como suspensão de direitos políticos, perda da função pública e ressarcimento ao erário.- **Publicidade**: Os atos administrativos devem ser divulgados oficialmente para conhecimento público e para que produzam efeitos jurídicos. A publicidade é requisito de eficácia e moralidade, não elemento formativo do ato. A regra é a transparência, admitindo exceções apenas em casos de segurança pública ou proteção da intimidade. A Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527/2011) regulamenta o acesso a informações públicas.- **Eficiência**: Introduzido pela Emenda Constitucional n. 19/1998, o princípio da eficiência exige que a Administração atue com presteza, rendimento e economicidade, buscando a melhor utilização dos recursos públicos. A Emenda Constitucional n. 45 reforçou esse princípio, garantindo a razoável duração dos processos administrativos e judiciais.Além dos princípios expressos, existem princípios implícitos na Constituição, como a razoabilidade e proporcionalidade, que asseguram que os atos administrativos sejam adequados, necessários e proporcionais, evitando restrições abusivas a direitos fundamentais. O controle judicial sobre atos discricionários deve respeitar esses princípios, limitando-se a verificar se o agente público atuou dentro dos limites legais e razoáveis, sem substituir o mérito da decisão administrativa.### Considerações Finais e Aplicações PráticasO Direito Administrativo, como ramo do Direito Público, tem como objetivo disciplinar as relações entre o Estado e a sociedade, garantindo que a Administração Pública atue dentro dos parâmetros legais e éticos, respeitando os princípios constitucionais. O regime jurídico-administrativo impõe regras específicas para a atuação estatal, diferenciando-se do direito privado, embora empresas estatais possam ter um regime híbrido.A compreensão dos princípios administrativos é essencial para a atuação correta dos agentes públicos e para o controle das atividades estatais, seja pelo Poder Judiciário, seja pela própria Administração. A observância desses princípios assegura a legitimidade dos atos administrativos, a proteção dos direitos dos cidadãos e a eficiência na gestão pública.O material destaca ainda a importância da jurisprudência, especialmente das súmulas vinculantes, que uniformizam a interpretação das normas e impedem práticas ilegais, como o nepotismo, vedado pela Súmula Vinculante n. 13 do STF. Essa súmula proíbe a nomeação de parentes para cargos em comissão ou funções de confiança, excetuando cargos políticos, e veda o nepotismo cruzado, reforçando a impessoalidade e moralidade na Administração Pública.Em suma, o livro eletrônico de Gustavo Scatolino oferece uma visão clara, objetiva e estruturada do Direito Administrativo, focando nos fundamentos essenciais
para a preparação de concursos públicos e para a prática jurídica, destacando a importância dos princípios constitucionais, das fontes do direito e do controle judicial na garantia de uma Administração Pública eficiente, ética e legal.---### Destaques- Direito Administrativo regula órgãos, agentes e atividades públicas para realizar os fins do Estado, com base em princípios constitucionais.- Princípios expressos na Constituição (art. 37): legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, fundamentais para a atuação administrativa.- Sistema judiciário adotado no Brasil assegura controle judicial dos atos administrativos, garantindo a inafastabilidade da jurisdição.- Súmulas vinculantes do STF, como a n. 13, combatem práticas ilegais como o nepotismo, reforçando a moralidade e impessoalidade.- Princípios implícitos, como razoabilidade e proporcionalidade, orientam o controle dos atos discricionários, protegendo direitos fundamentais.

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