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FORMAÇÃO CIDADÃ CONTEMPORÂNEA AULA 5 Prof. Mauro Seigi Hashimoto 2 CONVERSA INICIAL Nesta etapa abordaremos uma série de tópicos importantes que necessitam de uma visão interdisciplinar, pois são assuntos que envolvem a diversidade, desenvolvimento urbano e a acessibilidade. Com isso, aprofundaremos os tópicos: • Globalização e política internacional; • Territórios, sociodiversidade e multiculturalismo; • Relação entre campo e cidade; • Desenvolvimento urbano e rural e qualidade de vida; e • Acessibilidade e inclusão social. CONTEXTUALIZANDO A Era Contemporânea é marcada pelo processo da globalização, influenciando as diversas culturas e a política internacional. O mundo está cada vez mais conectado, com fronteiras mais abertas, comunicações mais rápidas e relações entre as nações estão mais dinâmicas. Essa interconexão global traz desafios e oportunidades para as nações, exigindo uma abordagem colaborativa para lidar com questões transnacionais, como mudanças climáticas, migração e pandemias. Em relação aos territórios, a sociodiversidade e o multiculturalismo, a valorização e preservação das diferentes identidades culturais são essenciais para a promoção de um convívio harmonioso e enriquecedor. A diversidade social requer políticas que reconheçam e respeitem as particularidades de cada comunidade, promovendo o diálogo e a coexistência pacífica. A relação entre campo e cidade representa uma dinâmica crucial para entender a estrutura social e econômica de um país. A urbanização acelerada traz consigo desafios como a desigualdade, a falta de infraestrutura e o acesso limitado a serviços básicos. A compreensão da interdependência entre o ambiente rural e urbano é vital para o desenvolvimento sustentável, exigindo políticas que promovam a conectividade e a distribuição justa de recursos. O desenvolvimento urbano e rural desempenha um papel fundamental na qualidade de vida dos cidadãos. Enquanto as áreas urbanas enfrentam desafios relacionados à expansão desordenada, poluição e falta de espaços verdes, as 3 áreas rurais lutam contra a falta de infraestrutura e oportunidades econômicas mais limitadas. A busca por um equilíbrio entre o urbano e o rural é essencial para garantir uma vida digna para todos, promovendo o acesso a serviços básicos, emprego e lazer em ambas as regiões. Já a acessibilidade e a inclusão social são elementos essenciais para a nossa sociedade. Garantir que todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas, tenham acesso a espaços públicos, serviços e oportunidades é uma parte crucial do compromisso com a justiça social. A promoção da inclusão social requer medidas que eliminem barreiras físicas e sociais, assegurando a participação plena e igualitária de todos na sociedade. TEMA 1 – GLOBALIZAÇÃO E POLÍTICA INTERNACIONAL Os processos de globalização, estão intrinsicamente ligados ao capitalismo, sendo um agente catalisador na integração de diferentes partes do mundo. O capitalismo é um sistema econômico que surgiu no final da Idade Média e se consolidou a partir da Revolução Industrial, no século XVIII. Esse sistema é baseado na propriedade privada dos meios de produção, na livre concorrência de mercado e na busca pelo lucro (Azevedo; Seriacopi, 2016). À medida que a história avançou, testemunhamos um constante aprofundamento nas conexões entre diferentes pontos do planeta, impulsionado pelo contínuo desenvolvimento dos meios de transporte e sistemas de comunicação. Após a Segunda Guerra Mundial, uma nova fase se delineou, marcada pela expansão significativa das multinacionais e pelos grandes investimentos provenientes de países desenvolvidos em diversas regiões do mundo. Esse período pós-guerra não apenas teve uma ampliação geográfica das operações das grandes indústrias, mas também presenciou a consolidação de novas estratégias de expansão e acúmulo de capital. As empresas não se limitavam apenas à exportação de seus produtos, buscando se estabelecer fisicamente em diferentes países, adquirindo vantagens como isenções fiscais, custos mais baixos de mão de obra e matérias-primas, além de fortalecer a presença global dessas grandes organizações. O avanço dos meios de transporte e comunicação marcou uma revolução na organização global de comércio, produção e investimentos. Atualmente, produtos podem alcançar qualquer destino em um curto intervalo de tempo, 4 enquanto mercadorias são produzidas com componentes provenientes de diversos países. Essa interconectividade geográfica, impulsionada pela rapidez dos transportes e das comunicações, remodelou a dinâmica econômica mundial. 1.1 Terceira Revolução Industrial (Revolução Técnico-Científica) A globalização surge como um fenômeno ligado ao avanço das transformações tecnológicas, expandindo-se de maneira abrangente por diversas regiões do mundo a partir da década de 1970. Essas mudanças, marcadas pela automação e disseminação da informática, incorporam-se não apenas às atividades produtivas, como a indústria e a agropecuária, mas também permeiam outras esferas econômicas, como as finanças, o comércio, o lazer e o entretenimento. A Terceira Revolução Industrial ou Revolução técnico-científica marca essa fase de desenvolvimento tecnológico que se destaca pelo aumento substancial da capacidade produtiva das empresas, expansão da infraestrutura (energia, telecomunicações e transporte) e presença de sistemas informatizados em diversas atividades econômicas e na vida cotidiana das pessoas. Exemplos dessa revolução incluem, os serviços de autoatendimento, tecnologia biométrica, telefones celulares, computadores, cabos de fibra óptica, câmeras digitais, códigos de barra etc. Nesse contexto, o capital, por sua vez, circula com menor restrição entre países, impulsionando um aumento significativo no comércio de mercadorias. A possibilidade de empresas estabelecerem presença em vários países foi ampliada, e as transações financeiras, assim como os investimentos, agora acontecem instantaneamente. Essa agilidade é evidenciada pela capacidade de realizar operações bancárias a partir de qualquer computador ou celular conectado à internet. Nesse processo de crescente interligação entre pessoas, empresas e países, assistimos à difusão mais ampla de hábitos de consumo e estilos de vida, especialmente provenientes dos países desenvolvidos. Marcas globalmente reconhecidas, como redes de fast-food e supermercados, tornam-se veículos de disseminação desses padrões culturais. 5 1.2 Redes de produção e distribuição e as multinacionais As transformações nas estruturas produtivas e de serviços, aliadas à intensificação dos fluxos de capital, informação, pessoas e mercadorias, culminaram na configuração de um espaço geográfico estruturado em redes. Essas mudanças são intrinsecamente dependentes de complexos sistemas de comunicação, transportes, energia e produção. As redes, por sua vez, estabelecem conexões e estruturam relações entre diversos pontos nos territórios, abrangendo níveis local, regional, nacional e global. Elas desempenham um papel fundamental na circulação e no estabelecimento de variados fluxos, possibilitando a movimentação de capitais, informações, pessoas e mercadorias de um local para outro. A organização do espaço geográfico por meio de redes trouxe consigo a flexibilidade de não fixar as atividades econômicas em locais específicos. Com a produção dividida em diversas etapas, empresas localizadas em diferentes partes do mundo contribuem para a fabricação de produtos. Elas podem produzir uma ou mais partes do produto, realizar a montagem e distribuição no mercado mundial, enquanto outras, sob a coordenação da sede, se encarregam da publicidade e da difusão da marca. Nesse contexto de produção e distribuiçãoestruturado em redes, em que parte da atividade produtiva é terceirizada, é possível, por exemplo, adquirir um tablet de uma empresa sul coreana que foi produzido por uma empresa subcontratada em Taiwan, com a exportação para o Brasil conduzida por uma empresa de comércio exterior com sede na China e o transporte realizado por uma multinacional da Dinamarca. Essas relações comerciais, ao interligar países, visam a aumentar os lucros das empresas multinacionais. Com isso, podemos notar que estamos cercados por uma variedade de produtos de diversas origens, fabricados por gigantes empresas multinacionais. Essas organizações buscam expandir seus mercados, comercializando produtos em praticamente todos os países, ampliando o número de filiais globalmente e adquirindo empresas, especialmente em nações em desenvolvimento. 6 Figura 1 – Samsung é um conglomerado multinacional sul-coreano; é uma das 15 maiores do mundo Crédito: Vytautas Kielaitis/Shutterstock. As sedes das maiores multinacionais do mundo estão localizadas na China, nos Estados Unidos, no Japão e na Coreia do Sul. Alguns exemplos dessas multinacionais, são: Banco Industrial e Comercial da China, Amazon, Apple, Toyota e Samsung (Murphy; Contreras, 2022). Algumas dessas multinacionais movimentam anualmente um capital que ultrapassa a economia de vários países combinados, desempenhando um papel predominante no comércio global de mercadorias e serviços. 1.3 Internet e redes sociais A internet e as redes sociais, em geral, têm redefinido a maneira como armazenamos e disseminamos informações, exercendo efeitos em diversos setores econômicos. As tecnologias transformam a percepção de distâncias e a própria noção de tempo. Com a conexão à internet de alta velocidade, por meio de computadores ou smartphones, hoje é comum as pessoas realizarem compras online, transações bancárias, pesquisas, conversas, transmitir vídeos, imagens e dados em escala global, além de se comunicarem por chamada de vídeo. Essas 7 mudanças, impulsionadas pela tecnologia, permeiam diversos aspectos da vida contemporânea, marcando uma profunda transformação na interação humana e na dinâmica econômica. As redes sociais como WhatsApp, Instagram, Facebook, TikTok, Telegram, Twitter, Linkedin e YouTube, são plataformas online que possibilitam a conexão e a troca de informações, ideias e experiências entre pessoas ao redor do mundo. Essas plataformas tornaram-se meios significativos de comunicação e interação social, desempenhando um papel essencial na disseminação da globalização. As redes sociais introduziram mudanças expressivas nos padrões de comunicação e no entretenimento, redefinindo a forma como as pessoas utilizam seu tempo durante os momentos de lazer. Além disso, empresas utilizam as redes sociais para se comunicarem com o seu público consumidor. Esse fenômeno ilustra como as redes sociais transcenderam o âmbito pessoal e se tornaram uma ferramenta de influência nos domínios social, político e profissional. TEMA 2 – TERRITÓRIOS, SOCIODIVERSIDADE E MULTICULTURALISMO Os deslocamentos populacionais têm sido uma constante ao longo da história, moldando a formação de diversos povos e influenciando a diversidade cultural. A análise desses movimentos é essencial para compreender os grupos étnicos existentes, considerando os choques e as assimilações culturais ao longo do tempo. Tais deslocamentos permitiram a ocupação e a colonização de extensas regiões da Terra, sendo o continente americano um exemplo desse processo. Os motivos de uma migração podem ser das mais variadas situações, tais como aspectos econômicos, religiosos, escassez de recursos naturais, política, guerra, fome. Todas essas adversidades levam um povo a abandonar sua terra de origem e encontrar um novo lugar para recomeçar suas vidas, em busca de sobrevivência e esperança de novas oportunidades As migrações seguem geralmente duas etapas distintas: a emigração, que representa a saída da população de um determinado local, caracterizando a área repulsiva; e a imigração, que se refere à chegada dessa população a outro local, representando a área atrativa. A dinâmica dessas etapas é fundamental para compreender os movimentos migratórios. 8 A classificação das migrações pode ocorrer considerando diversos critérios, como tempo, espaço e organização. No que diz respeito ao tempo, as migrações podem ser classificadas como temporárias ou permanentes, dependendo da duração da estadia no novo local. Quanto ao espaço, as migrações podem ser internas, quando ocorrem dentro de um mesmo país, ou internacionais, quando atravessam fronteiras nacionais. Além disso, as migrações podem ser organizadas em diferentes padrões, como migrações pendulares (movimentos regulares entre dois locais), migrações sazonais (ligadas a determinadas estações do ano), ou migrações forçadas (decorrentes de fatores como conflitos, desastres naturais ou perseguições). Figura 2 – Refugiados da Croácia, recebendo auxílio da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Crédito: BalkansCat/Shutterstock. Diversos fatores impulsionam os movimentos migratórios, uma delas é a disparidade socioeconômica entre os países, o desemprego e a falta de perspectivas. Outro fator são os conflitos e guerras que marcaram o início do século XXI, como os ocorridos no Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia e em várias 9 nações africanas. Esses conflitos tiveram um grande impacto no aumento dos deslocamentos de refugiados. Outro fator que impulsiona os movimentos migratórios é a evolução tecnológica, que intensificou as disputas entre empresas e a competição entre profissionais no mercado internacional. A disseminação do uso das redes sociais e da internet também desempenha um papel importante, ampliando o conhecimento das pessoas sobre o mundo e outras nações, facilitando contatos e pesquisas para aqueles que desejam migrar. Praticamente todas as grandes cidades do mundo abrigam comunidades de imigrantes, algumas numericamente significativas. Veja alguns exemplos: imigrantes turcos em Frankfurt e Berlim (Alemanha), imigrantes chineses em Vancouver (Canadá), imigrantes argelinos em Paris (França), imigrantes indianos e paquistaneses em Londres (Inglaterra), imigrantes de diversas partes do mundo nos Estados Unidos. Apesar de buscarem melhorias em suas condições sociais nos países de destino, muitos imigrantes acabam recebendo baixa remuneração, e os imigrantes em situação ilegal enfrentam dificuldades de acesso a serviços sociais, como saúde, previdência, educação, habitação e transporte. Isso resulta na precarização de suas condições de vida e de trabalho, especialmente nas grandes cidades globais. No entanto, de certa forma estes imigrantes, mantêm melhores perspectivas nos países de destino em comparação com suas nações de origem. 2.1 Xenofobia A intensificação das migrações internacionais nas últimas décadas coincidiu com transformações que tornaram o mercado de trabalho mais restritivo e seletivo no mundo desenvolvido. Na Europa, em especial, o desemprego atingiu níveis elevados nas últimas décadas do século XX e no início do século XXI, sem uma reversão significativa a médio prazo. Nos países desenvolvidos, muitos desempregados enfrentam dificuldades para retornar ao mercado de trabalho, sendo realocados em atividades de menor qualificação do que aquelas exercidas anteriormente. Dessa forma, empregos tradicionalmente ocupados por imigrantes passaram a ser disputados pela população local, gerando restrições nas opções de trabalho que antes estavam disponíveis para estrangeiros. Essa dinâmica contribui 10 significativamente para o aumento da xenofobia e dos conflitos sociais entre imigrantes e as comunidades locais. Mas o que é a xenofobia? A xenofobia é um fenômenoque se manifesta como o medo, aversão ou hostilidade em relação a pessoas estrangeiras ou culturas diferentes. Ela pode se manifestar de diversas formas, desde atitudes discriminatórias até a violência física e verbal. A xenofobia é muitas vezes é alimentada pelo preconceito, estereótipos e falta de compreensão em relação a outras culturas. No geral, os imigrantes enfrentam resistência por parte das comunidades locais, que podem temer a perda de empregos, alterações culturais ou simplesmente sentir-se desconfortáveis com o desconhecido. Essa hostilidade pode se refletir em políticas restritivas, segregação social e até mesmo violência contra os imigrantes. Além disso, a xenofobia pode ser direcionada a grupos específicos de imigrantes, com base em características como etnia, religião ou nacionalidade. Por exemplo, imigrantes de certas regiões ou com certas origens culturais podem sofrer uma xenofobia mais intensa, é o caso dos asiáticos, latinos e africanos, em que muitos dos imigrantes dessas culturas sofrem muito preconceito na Europa e nos Estados Unidos. Contudo, há um outro aspecto a ser considerado. Muitos países desenvolvidos buscam e até incentivam a entrada de imigrantes, especialmente aqueles altamente qualificados, como cientistas, pesquisadores e outros profissionais. No caso de pesquisadores com alto grau de formação (mestres e doutores) devido à falta de incentivo, mercado de trabalho escasso e pouco valorizado em seus países de origem, esses profissionais, vão atrás de oportunidades proporcionadas por países desenvolvidos, como os Estados Unidos e os países europeus. Esses pesquisadores acabam direcionando seus conhecimentos para o desenvolvimento técnico-científico dos países que os acolheram, caracterizando o fenômeno conhecido como migração de cérebros ou fuga de cérebros. Além de pesquisadores e cientistas, empresários de países em desenvolvimento também migram para nações desenvolvidas, onde empreendem negócios relacionados à sua área de atuação. O governo dos Estados Unidos, por exemplo, possui um programa específico com o objetivo de incentivar o investimento de empreendedores estrangeiros no país. 11 TEMA 3 – RELAÇÃO ENTRE CAMPO E CIDADE Ao longo dos séculos, os conceitos de campo, cidade, urbano e rural têm evoluído, especialmente após a Primeira Revolução Industrial. Nesse período, houve uma significativa migração de pessoas do campo para as cidades, impulsionada pelo crescimento das indústrias. Esse fenômeno contribuiu para alterar as percepções e definições desses termos. Campo e cidade, inicialmente considerados espaços geográficos distintos, passaram a representar modos de vida contrastantes. A migração em massa para as cidades durante a Revolução Industrial não apenas transformou as paisagens, mas também influenciou a dinâmica social e econômica. As cidades, antes centros urbanos, tornaram-se símbolos de modernidade e industrialização. Urbano e rural, por outro lado, adquiriram conotações mais amplas e sociais. Enquanto campo e cidade referem-se a realidades físicas, urbano e rural são entendidos como construções sociais que abrangem não apenas aspectos geográficos, mas também culturais, econômicos e comportamentais. O urbano passou a denotar características associadas à vida moderna, à urbanização e à diversidade, enquanto o rural continuou a evocar imagens de tradição, natureza e comunidades menores. Essa distinção entre formas concretas (campo e cidade) e representações sociais (urbano e rural) reflete a complexidade das mudanças sociais e econômicas ao longo do tempo. A urbanização não apenas alterou a paisagem, mas também redefiniu as percepções coletivas sobre o modo de vida, influenciando a maneira como concebemos e categorizamos os espaços habitados. No âmbito geográfico, as categorias de rural e urbano descrevem diferentes formas de ocupação e modificação do espaço natural pelo homem. Essas distinções refletem não apenas características físicas, mas também elementos socioespaciais e suas complexas inter-relações na paisagem. O processo de êxodo rural, marcado pela migração das pessoas do campo para as cidades, impulsionou mudanças significativas nas dinâmicas econômicas, sociais, culturais, políticas e estruturais. Essa transformação gradual resultou na substituição dos conceitos tradicionais de campo e cidade pelos termos mais abrangentes de rural e urbano. 12 O espaço rural passou a ser definido como a porção não urbanizada, caracterizada pela ausência de cidades e práticas urbanas. Suas atividades econômicas estão majoritariamente voltadas para o setor primário, abrangendo práticas como extrativismo, agricultura e pecuária. Contrastando com o rural, o espaço urbano é marcado pela formação de cidades e pela concentração de atividades do setor secundário e terciário. Aqui, encontramos indústrias, comércios e prestação de serviços, representando a complexidade e diversidade das atividades urbanas. Dessa forma, a evolução do espaço geográfico reflete não apenas a ocupação física do território, mas também as profundas mudanças nas dinâmicas sociais e econômicas que moldaram a transição de campo e cidade para os conceitos mais amplos de rural e urbano. Atualmente, o ambiente urbano apresenta diferenças significativas em relação ao cenário do século XIX e das primeiras décadas do século XX, especialmente devido às funções predominantemente ligadas ao setor terciário. Essa mudança substancial redefine a concepção das cidades, conferindo-lhes uma nova dimensão. A globalização e o aumento da oferta e demanda por serviços fortaleceram, particularmente nas grandes cidades, seu papel de liderança na economia nacional e global. Um ponto a ser destacado é a intensificação do processo de urbanização nas últimas décadas. A população urbana atual supera a rural, e futuros aumentos na população urbana mundial devem ocorrer principalmente nos países em desenvolvimento. TEMA 4 – DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL E QUALIDADE DE VIDA Algumas cidades alcançaram proporções gigantescas, ultrapassando a população de alguns países, e deram origem a um fenômeno urbano notável: as megacidades. De acordo com a ONU, essas aglomerações possuem mais de 10 milhões de habitantes, predominando nos países emergentes e em desenvolvimento, e em alguns países desenvolvidos. Tóquio (Japão), é a maior delas, com cerca de 37,2 milhões de habitantes, seguida por Nova Délhi (Índia), com 32 milhões, Shangai (China), com 28,5 milhões, e São Paulo (Brasil) com cerca de 22,4 milhões de habitantes em 2022 (Nações Unidas, 2022). 13 Figura 3 – Tóquio (Japão) é a megacidade mais populosa do mundo com cerca de 37,2 milhões de habitantes Crédito: Beeboys/Shutterstock. O rápido crescimento dessas megacidades é impulsionado pela intensidade dos fluxos migratórios urbanos, muitas vezes sem um planejamento adequado para atender às necessidades sociais e econômicas de uma parte significativa da população. O resultado desse crescimento desordenado é evidente nos bairros residenciais sem saneamento, habitações precárias, áreas de risco, violência, trânsito congestionado, poluição e ineficiência dos meios de transporte público, além da falta de serviços sociais básicos como saúde, educação e habitação. Apesar da magnitude dos desafios enfrentados por essas megacidades, diferenças fundamentais as separam das grandes cidades do mundo desenvolvido. As condições socioeconômicas e a história dessas últimas permitiram soluções graduais e ajustes ao seu processo de crescimento. Exemplos incluem infraestrutura de transporte coletivo, como sistemas metroviários, e maiores recursos financeiros para projetos de melhoria da qualidade de vida urbana. Essas grandes cidades, especialmente nas nações em desenvolvimento e emergentes, destacam de maneira evidentea desigualdade social. Enquanto 14 bairros luxuosos desfrutam de ampla infraestrutura e instalações culturais e esportivas, como faculdades, escolas, hospitais e espaços de lazer, outros bairros sofrem com a carência de serviços públicos. Taxas de mortalidade infantil, abandono escolar e criminalidade juvenil são mais significativas nessas áreas carentes, evidenciando as disparidades sociais presentes nas grandes cidades. Nos últimos dois anos, observou-se uma desaceleração no ritmo de urbanização em escala mundial. Isso ocorreu devido à migração em massa das principais cidades para áreas rurais ou pequenas cidades no início da pandemia de Covid-19, motivada pela busca por maior segurança sanitária. Entretanto, essa mudança representou uma resposta de curto prazo e não alterou a trajetória da urbanização global. A população urbana continua a crescer, e de acordo com o Relatório Mundial das Cidades 2022, publicado pelo ONU-Habitat em junho de 2022, aponta que população mundial será 68% urbana até 2050. As projeções indicam que a população urbana mundial aumente 2,2 bilhões de pessoas nas cidades de todo o mundo, anualmente, até 2050. Com isso, estima-se que a população urbana passe de 56% do total global em 2021 para 68% em 2050 (Nações Unidas Brasil, 2022). Veja a afirmação da diretora executiva do ONU-Habitat, Maimunah Mohd Sharif, sobre o Relatório Mundial das Cidades 2022: Inúmeros desafios foram expostos e exacerbados pela pandemia, mas a Covid-19 também trouxe uma sensação de otimismo: a oportunidade de reconstruir de forma diferente. Se aplicarmos as políticas corretas e tivermos compromisso adequado dos governos, nossas crianças podem herdar um futuro urbano mais inclusivo, verde, seguro e saudável. [...] Devemos começar a reconhecer que o status quo anterior a 2020 era, em muitos sentidos, um modelo insustentável de desenvolvimento urbano. Devemos adotar as melhores práticas aprendidas em nossas respostas ao Covid-19 e à crise climática. (Nações Unidas Brasil, 2022) O relatório da ONU-Habitat confirma a tendência de que o futuro da humanidade é urbano. Mesmo a pandemia do Covid-19, quando atingiu as áreas urbanas e criou dificuldades econômicas, não mudou esse fato. As cidades continuam a ser focos de oportunidades para pessoas que buscam trabalho e educação. Atraindo os filhos dos moradores do campo e mesmo com os avanços da produtividade agrícola, as cidades continuam sendo o polo de um desenvolvimento mais promissor para esses jovens. 15 A amplitude de oportunidades proporcionadas pelas grandes cidades, especialmente nos países em desenvolvimento, não se estende a todos os seus habitantes. Muitos são marginalizados, ficando fora do alcance dos serviços essenciais e das oportunidades de emprego, o que resulta na deterioração da qualidade de vida urbana. O crescimento da urbanização em escala global, com um ritmo mais acelerado nos países em desenvolvimento, impõe desafios para a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável nessas cidades. Um exemplo de país que enfrenta esses desafios é o Brasil, em diversas cidades encontramos bairros com infraestrutura deficiente, loteamentos clandestinos, favelas e ocupações habitacionais por parte da população de baixa renda. Ao mesmo tempo, as grandes cidades encontramos bairros mais privilegiados, beneficiados por infraestruturas e qualidades urbanísticas, incluindo parques, praças e vastas áreas arborizadas, proporcionando a seus moradores condições de vida semelhantes às encontradas em países desenvolvidos. Figura 4 – Ícone da desigualdade social em São Paulo, a maior cidade do Brasil: a favela e os edifícios de luxo Crédito: o Pederneiras/Shutterstock. 16 A falta de condições adequadas de moradia para uma parcela significativa da população, sobretudo nas grandes cidades e capitais, reflete a dinâmica intrínseca ao processo de modernização em alguns países em desenvolvimento. Esse processo é marcado pela concentração de renda e propriedades, resultando na exclusão de parte da população dos benefícios gerados por essa modernização. Nesse contexto, temos também a realidade das cidades inteligentes que visam integrar tecnologias avançadas para aprimorar eficiência, sustentabilidade e qualidade de vida em áreas urbanas. A cidade inteligente, ao incorporar tecnologia para aprimorar sua infraestrutura e serviços, possui o potencial de significativamente contribuir para a melhoria das questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável. A implementação de soluções inteligentes pode impactar positivamente o meio ambiente e promover práticas mais sustentáveis em diversos aspectos. Ao utilizar a tecnologia de forma inovadora, as cidades inteligentes podem otimizar o consumo de recursos, reduzindo o impacto ambiental dos aglomerados urbanos. Por exemplo, a eficiência energética pode ser aprimorada através da gestão inteligente de iluminação pública, sistemas de climatização e transporte público, resultando em uma redução significativa no consumo de energia e, consequentemente, na emissão de CO2. Além disso, a integração de sistemas inteligentes de gestão de resíduos contribui para a promoção da reciclagem e minimização do desperdício, fomentando práticas mais sustentáveis. A utilização de tecnologias na área de transporte pode incentivar modos de locomoção mais limpos e eficientes, como veículos elétricos e sistemas de compartilhamento, reduzindo a poluição do ar. Ao modernizar setores como administração, educação, saúde, segurança pública, moradia e transporte, as cidades inteligentes promovem a eficiência operacional e, ao mesmo tempo, melhoram a qualidade de vida da população. Essa abordagem não apenas atende às necessidades presentes, mas também estabelece bases sólidas para o crescimento sustentável no longo prazo. Portanto, ao utilizar a tecnologia como uma ferramenta essencial para aprimorar infraestrutura e serviços, as cidades inteligentes desempenham um papel crucial na redução do impacto ambiental, contribuindo significativamente para a promoção de práticas mais sustentáveis e para o alcance de metas relacionadas ao desenvolvimento sustentável. 17 TEMA 5 – ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL A forma como nos referimos às pessoas que utilizam cadeira de rodas, muletas, cães-guia, aparelhos auditivos e outros recursos relacionados à deficiência tem evoluído ao longo do tempo. Antigamente, era comum o uso de termos pejorativos, refletindo uma falta de sensibilidade e empatia por parte da sociedade. No entanto, em 2006 na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas, foi definido que o termo adequado a ser usado é Pessoa com Deficiência (PcD), reconhecendo que, independentemente de suas particularidades, todos somos pessoas detentoras da dignidade humana (Nações Unidas, 2006). O uso da terminologia correta reflete um avanço na compreensão e na promoção da inclusão. Ao utilizar o termo Pessoas com Deficiência, enfatiza-se a importância de reconhecer a individualidade e a dignidade de cada indivíduo, sem reduzi-las a estereótipos ou definições baseadas em condições específicas, afinal, todos merecem ser tratados com respeito. Pessoas com Deficiência (PcD) são aquelas que enfrentam impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, frequentemente enfrentam consideráveis desafios de inserção social. Infelizmente, essa parcela da população é frequentemente alvo de preconceito e discriminação, especialmente no ambiente de trabalho. A estigmatização e a falta de compreensão em relação às necessidades e capacidades das pessoas com deficiência contribuem para a sua marginalização social. No contexto profissional, a discriminação pode se manifestar de várias maneiras, desde a recusa de oportunidades de emprego até a falta de adaptaçõesrazoáveis no ambiente de trabalho para acomodar as diferentes habilidades e necessidades. Nesse contexto, a acessibilidade é a condição essencial que possibilita superar as barreiras que representam obstáculos à efetiva participação das pessoas nos diversos aspectos da vida social. No contexto específico das Pessoas com Deficiência (PcD), a acessibilidade refere-se à capacidade de utilizar com segurança e autonomia, seja de maneira total ou assistida, os espaços urbanos, mobiliários, equipamentos, edificações, serviços de transporte, dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação. 18 Figura 5 – Acessibilidade, ponto de ônibus com acesso para as Pessoas com Deficiência (PcD), na cidade de Curitiba, Paraná Crédito: Alf Ribeiro/Shutterstock. Você sabe quantas pessoas com deficiência existem no Brasil? O Brasil tem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência, resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD): Pessoas com Deficiência 2022, divulgada em julho de 2023 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) (IBGE, 2023). Os dados da PNAD, destacam que as pessoas com deficiência enfrentam grandes desafios em termos de inserção no mercado de trabalho e acesso à educação, refletindo em maiores dificuldades de obtenção de renda. Para se ter uma noção, a pesquisa revelou que apenas 26,6% das pessoas com deficiência conseguiram ingressar no mercado de trabalho (Gomes, 2023). Essa realidade reforça a necessidade de políticas públicas que busquem reduzir as disparidades educacionais e de emprego, promovendo uma sociedade mais inclusiva e equitativa para as pessoas com deficiência. Nesse contexto, a acessibilidade é essencial para a inclusão social, pois as duas ações estão interligadas visando garantir que todas as pessoas, 19 independentemente de suas condições físicas, mentais ou sociais, tenham acesso aos mesmos direitos e oportunidades. Garantir a acessibilidade é fundamental para promover a inclusão e a participação plena de pessoas com deficiência na sociedade. Isso implica remover as barreiras físicas, comunicacionais e tecnológicas que poderiam limitar seu acesso e envolvimento em diferentes ambientes. Quando os espaços, produtos e serviços são acessíveis, proporcionam às pessoas com deficiência a oportunidade de exercerem seus direitos, contribuírem ativamente e desfrutarem de uma vida independente. A inclusão social, por sua vez, é a promoção de oportunidades iguais para todos os membros da sociedade, independentemente de suas diferenças. Isso abrange não apenas a acessibilidade para pessoas com deficiência, mas também o acesso à educação, emprego, saúde, cultura e participação cívica. A promoção da inclusão social requer a superação de estigmas, preconceitos e a implementação de políticas que garantam igualdade de direitos e oportunidades. No âmbito urbano, proporcionar a acessibilidade, implica planejamento urbano que considere a acessibilidade em todas as suas formas, desde calçadas e transporte público até a criação de espaços de convivência cultural acessíveis a todos. A inclusão social, por sua vez, requer políticas públicas que promovam a igualdade de acesso a serviços essenciais e ações afirmativas que busquem corrigir desigualdades históricas. TROCANDO IDEIAS Diante do cenário da acessibilidade e inclusão social, ressaltamos que são diversos os grupos afetados pela exclusão social, principalmente as minorias. Entretanto, quando abordamos a acessibilidade um grupo em especial é mais retratado, são as Pessoas com Deficiência (PcD). Após refletir sobre o assunto, fomente uma discussão com amigos e/ou conhecidos e proponha soluções para melhorar a acessibilidade no seu bairro e na sua cidade, visando a inclusão social das Pessoas com Deficiência (PcD). 20 Saiba mais Para aprofundar mais no assunto, veja a seguinte notícia da CNN Brasil: INCLUSÃO Social: entenda o que é, importância, exemplos e como promover. CNN, 7 fev. 2023. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2024. NA PRÁTICA Agora, vamos resolver uma questão do Enade 2022, que, na Formação Geral, abordou os temas migrações internacionais e xenofobia: Ao final de 2021, cerca de 89,3 milhões de pessoas estavam deslocadas em todo o mundo, em decorrência de violência, perseguições, violações dos direitos humanos ou outros conflitos em seus locais de origem. Esse contingente de deslocamentos forçados já alcançava mais de 100 milhões de pessoas em maio de 2022, sendo motivados por instabilidades como as ocorridas no Afeganistão, em alguns países africanos e nas regiões da Ucrânia ocupadas pela Rússia, além de outros locais onde já perduravam confrontos armados, como, por exemplo, na Síria. Disponível em: . Acesso em: 21 jun. 2022 (adaptado). Com relação às atuais migrações internacionais forçadas, assinale a opção correta. A. Os interesses em relação ao tipo de tratamento dispensado aos imigrantes 21 no mundo independem de seus países de origem. B. A xenofobia, que consiste no preconceito contra estrangeiros, deve-se à falta de normas internacionais para o tratamento de situações de imigração. C. Os refugiados são migrantes de países subdesenvolvidos que se deslocam para países centrais do capitalismo global a fim de servir de mão de obra barata. D. As migrações internacionais forçadas surgem da globalização econômica, cujos processos são responsáveis pelo aumento do número de refugiados no mundo. E. A condição de migrante internacional forçado diferencia-se da condição geral de imigrante na medida em que se refere ao deslocamento motivado por fatores involuntários, que fogem ao controle do migrante e de sua família. FINALIZANDO Nesta etapa, compreendemos que a globalização redefiniu as dinâmicas políticas e culturais, promovendo uma interconexão intensa entre nações. Esse cenário demanda uma abordagem colaborativa para enfrentar desafios internacionais. Ao mesmo tempo, a valorização da diversidade cultural é essencial para uma convivência harmoniosa. A relação campo-cidade é determinante na estrutura social e econômica, exigindo compreensão da interdependência para promover o desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento urbano e rural é essencial para a qualidade de vida. Enquanto as áreas urbanas enfrentam desafios como expansão desordenada, as rurais lidam com falta de infraestrutura. Buscar equilíbrio é vital para garantir dignidade a todos. Por fim, a acessibilidade e inclusão social são alicerces para uma sociedade justa. E garantir acesso universal a espaços, serviços e oportunidades é fundamental para promover uma sociedade mais justa e inclusiva. 22 REFERÊNCIAS AZEVEDO, G.; SERIACOPI, R. História: passado e presente. São Paulo: Ática, 2016. BERTHOLD, J. Ética, direitos humanos e direitos da cidadania. São Paulo: Contentus, 2020. GOMES, E. Globalização e processos de integração. Curitiba: InterSaberes, 2020. GOMES, I. PNAD Contínua: pessoas com deficiência têm menor acesso à educação, ao trabalho e à renda. Agência IBGE de Notícias, 7 jul. 2023. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2024. MURPHY, A.; CONTRERAS, I. Forbes Global 2000: veja quais são as maiores empresas do mundo em 2022. Forbes, 12 maio 2022. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2024. NAÇÕES UNIDAS BRASIL. ONU-Habitat: população mundial será 68% urbana até 2050. UN, 1 jul. 2022. Disponível em: . Acesso em: v23 jan. 2024. NAÇÕES UNIDAS. Divisão de população: perspectivas da população mundial 2022. UN, 2022. Disponível em: . Acesso em:23 jan. 2024. _____. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. UN, 12 dez. 2006. Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2024. 23 GABARITO Comentários: A) Afirmativa falsa, pois os interesses em relação ao tipo de tratamento dispensado aos imigrantes no mundo podem variar de acordo com o país de origem dos migrantes. Por exemplo, os países desenvolvidos geralmente têm políticas mais favoráveis aos imigrantes do que os países em desenvolvimento. B) Afirmativa falsa, pois a xenofobia não é causada pela falta de normas internacionais. A xenofobia é um fenômeno que pode ser causado por diversos fatores, incluindo o medo do desconhecido, a intolerância cultural e o preconceito. C) Afirmativa falsa, pois os refugiados não são necessariamente migrantes de países subdesenvolvidos. Eles podem ser de qualquer país, independentemente de seu nível de desenvolvimento econômico. Além disso, eles podem se deslocar para qualquer país que ofereça proteção e segurança. D) Afirmativa falsa, pois as migrações internacionais forçadas não surgem da globalização econômica. Elas podem ser causadas por uma série de fatores, como conflitos, guerras, perseguição, violência e desastres naturais. E) Afirmativa verdadeira, pois os migrantes internacionais forçados são pessoas que são forçadas a deixar suas casas e seus países de origem por causa de fatores involuntários, como conflitos armados, perseguição, violência ou desastres naturais. Eles geralmente precisam de proteção e assistência internacional para reconstruir suas vidas.