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FORMAÇÃO CIDADÃ 
CONTEMPORÂNEA 
AULA 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Mauro Seigi Hashimoto 
 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Nesta etapa abordaremos uma série de tópicos importantes que 
necessitam de uma visão interdisciplinar, pois são assuntos que envolvem a 
diversidade, desenvolvimento urbano e a acessibilidade. Com isso, 
aprofundaremos os tópicos: 
• Globalização e política internacional; 
• Territórios, sociodiversidade e multiculturalismo; 
• Relação entre campo e cidade; 
• Desenvolvimento urbano e rural e qualidade de vida; e 
• Acessibilidade e inclusão social. 
CONTEXTUALIZANDO 
A Era Contemporânea é marcada pelo processo da globalização, 
influenciando as diversas culturas e a política internacional. O mundo está cada 
vez mais conectado, com fronteiras mais abertas, comunicações mais rápidas e 
relações entre as nações estão mais dinâmicas. Essa interconexão global traz 
desafios e oportunidades para as nações, exigindo uma abordagem colaborativa 
para lidar com questões transnacionais, como mudanças climáticas, migração e 
pandemias. 
Em relação aos territórios, a sociodiversidade e o multiculturalismo, a 
valorização e preservação das diferentes identidades culturais são essenciais 
para a promoção de um convívio harmonioso e enriquecedor. A diversidade 
social requer políticas que reconheçam e respeitem as particularidades de cada 
comunidade, promovendo o diálogo e a coexistência pacífica. 
A relação entre campo e cidade representa uma dinâmica crucial para 
entender a estrutura social e econômica de um país. A urbanização acelerada 
traz consigo desafios como a desigualdade, a falta de infraestrutura e o acesso 
limitado a serviços básicos. A compreensão da interdependência entre o 
ambiente rural e urbano é vital para o desenvolvimento sustentável, exigindo 
políticas que promovam a conectividade e a distribuição justa de recursos. 
O desenvolvimento urbano e rural desempenha um papel fundamental na 
qualidade de vida dos cidadãos. Enquanto as áreas urbanas enfrentam desafios 
relacionados à expansão desordenada, poluição e falta de espaços verdes, as 
 
 
3 
áreas rurais lutam contra a falta de infraestrutura e oportunidades econômicas 
mais limitadas. A busca por um equilíbrio entre o urbano e o rural é essencial 
para garantir uma vida digna para todos, promovendo o acesso a serviços 
básicos, emprego e lazer em ambas as regiões. 
Já a acessibilidade e a inclusão social são elementos essenciais para a 
nossa sociedade. Garantir que todas as pessoas, independentemente de suas 
habilidades físicas, tenham acesso a espaços públicos, serviços e oportunidades 
é uma parte crucial do compromisso com a justiça social. A promoção da 
inclusão social requer medidas que eliminem barreiras físicas e sociais, 
assegurando a participação plena e igualitária de todos na sociedade. 
TEMA 1 – GLOBALIZAÇÃO E POLÍTICA INTERNACIONAL 
Os processos de globalização, estão intrinsicamente ligados ao 
capitalismo, sendo um agente catalisador na integração de diferentes partes do 
mundo. O capitalismo é um sistema econômico que surgiu no final da Idade 
Média e se consolidou a partir da Revolução Industrial, no século XVIII. Esse 
sistema é baseado na propriedade privada dos meios de produção, na livre 
concorrência de mercado e na busca pelo lucro (Azevedo; Seriacopi, 2016). 
À medida que a história avançou, testemunhamos um constante 
aprofundamento nas conexões entre diferentes pontos do planeta, impulsionado 
pelo contínuo desenvolvimento dos meios de transporte e sistemas de 
comunicação. Após a Segunda Guerra Mundial, uma nova fase se delineou, 
marcada pela expansão significativa das multinacionais e pelos grandes 
investimentos provenientes de países desenvolvidos em diversas regiões do 
mundo. 
Esse período pós-guerra não apenas teve uma ampliação geográfica das 
operações das grandes indústrias, mas também presenciou a consolidação de 
novas estratégias de expansão e acúmulo de capital. As empresas não se 
limitavam apenas à exportação de seus produtos, buscando se estabelecer 
fisicamente em diferentes países, adquirindo vantagens como isenções fiscais, 
custos mais baixos de mão de obra e matérias-primas, além de fortalecer a 
presença global dessas grandes organizações. 
O avanço dos meios de transporte e comunicação marcou uma revolução 
na organização global de comércio, produção e investimentos. Atualmente, 
produtos podem alcançar qualquer destino em um curto intervalo de tempo, 
 
 
4 
enquanto mercadorias são produzidas com componentes provenientes de 
diversos países. Essa interconectividade geográfica, impulsionada pela rapidez 
dos transportes e das comunicações, remodelou a dinâmica econômica mundial. 
1.1 Terceira Revolução Industrial (Revolução Técnico-Científica) 
A globalização surge como um fenômeno ligado ao avanço das 
transformações tecnológicas, expandindo-se de maneira abrangente por 
diversas regiões do mundo a partir da década de 1970. Essas mudanças, 
marcadas pela automação e disseminação da informática, incorporam-se não 
apenas às atividades produtivas, como a indústria e a agropecuária, mas 
também permeiam outras esferas econômicas, como as finanças, o comércio, o 
lazer e o entretenimento. 
A Terceira Revolução Industrial ou Revolução técnico-científica marca 
essa fase de desenvolvimento tecnológico que se destaca pelo aumento 
substancial da capacidade produtiva das empresas, expansão da infraestrutura 
(energia, telecomunicações e transporte) e presença de sistemas informatizados 
em diversas atividades econômicas e na vida cotidiana das pessoas. Exemplos 
dessa revolução incluem, os serviços de autoatendimento, tecnologia biométrica, 
telefones celulares, computadores, cabos de fibra óptica, câmeras digitais, 
códigos de barra etc. 
Nesse contexto, o capital, por sua vez, circula com menor restrição entre 
países, impulsionando um aumento significativo no comércio de mercadorias. A 
possibilidade de empresas estabelecerem presença em vários países foi 
ampliada, e as transações financeiras, assim como os investimentos, agora 
acontecem instantaneamente. Essa agilidade é evidenciada pela capacidade de 
realizar operações bancárias a partir de qualquer computador ou celular 
conectado à internet. 
Nesse processo de crescente interligação entre pessoas, empresas e 
países, assistimos à difusão mais ampla de hábitos de consumo e estilos de vida, 
especialmente provenientes dos países desenvolvidos. Marcas globalmente 
reconhecidas, como redes de fast-food e supermercados, tornam-se veículos de 
disseminação desses padrões culturais. 
 
 
 
5 
1.2 Redes de produção e distribuição e as multinacionais 
 As transformações nas estruturas produtivas e de serviços, aliadas à 
intensificação dos fluxos de capital, informação, pessoas e mercadorias, 
culminaram na configuração de um espaço geográfico estruturado em redes. 
Essas mudanças são intrinsecamente dependentes de complexos sistemas de 
comunicação, transportes, energia e produção. 
As redes, por sua vez, estabelecem conexões e estruturam relações entre 
diversos pontos nos territórios, abrangendo níveis local, regional, nacional e 
global. Elas desempenham um papel fundamental na circulação e no 
estabelecimento de variados fluxos, possibilitando a movimentação de capitais, 
informações, pessoas e mercadorias de um local para outro. 
 A organização do espaço geográfico por meio de redes trouxe consigo a 
flexibilidade de não fixar as atividades econômicas em locais específicos. Com 
a produção dividida em diversas etapas, empresas localizadas em diferentes 
partes do mundo contribuem para a fabricação de produtos. Elas podem produzir 
uma ou mais partes do produto, realizar a montagem e distribuição no mercado 
mundial, enquanto outras, sob a coordenação da sede, se encarregam da 
publicidade e da difusão da marca. 
Nesse contexto de produção e distribuiçãoestruturado em redes, em que 
parte da atividade produtiva é terceirizada, é possível, por exemplo, adquirir um 
tablet de uma empresa sul coreana que foi produzido por uma empresa 
subcontratada em Taiwan, com a exportação para o Brasil conduzida por uma 
empresa de comércio exterior com sede na China e o transporte realizado por 
uma multinacional da Dinamarca. Essas relações comerciais, ao interligar 
países, visam a aumentar os lucros das empresas multinacionais. 
Com isso, podemos notar que estamos cercados por uma variedade de 
produtos de diversas origens, fabricados por gigantes empresas multinacionais. 
Essas organizações buscam expandir seus mercados, comercializando produtos 
em praticamente todos os países, ampliando o número de filiais globalmente e 
adquirindo empresas, especialmente em nações em desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
6 
Figura 1 – Samsung é um conglomerado multinacional sul-coreano; é uma das 
15 maiores do mundo 
 
Crédito: Vytautas Kielaitis/Shutterstock. 
As sedes das maiores multinacionais do mundo estão localizadas na 
China, nos Estados Unidos, no Japão e na Coreia do Sul. Alguns exemplos 
dessas multinacionais, são: Banco Industrial e Comercial da China, Amazon, 
Apple, Toyota e Samsung (Murphy; Contreras, 2022). Algumas dessas 
multinacionais movimentam anualmente um capital que ultrapassa a economia 
de vários países combinados, desempenhando um papel predominante no 
comércio global de mercadorias e serviços. 
1.3 Internet e redes sociais 
A internet e as redes sociais, em geral, têm redefinido a maneira como 
armazenamos e disseminamos informações, exercendo efeitos em diversos 
setores econômicos. As tecnologias transformam a percepção de distâncias e a 
própria noção de tempo. 
Com a conexão à internet de alta velocidade, por meio de computadores 
ou smartphones, hoje é comum as pessoas realizarem compras online, 
transações bancárias, pesquisas, conversas, transmitir vídeos, imagens e dados 
em escala global, além de se comunicarem por chamada de vídeo. Essas 
 
 
7 
mudanças, impulsionadas pela tecnologia, permeiam diversos aspectos da vida 
contemporânea, marcando uma profunda transformação na interação humana e 
na dinâmica econômica. 
As redes sociais como WhatsApp, Instagram, Facebook, TikTok, 
Telegram, Twitter, Linkedin e YouTube, são plataformas online que possibilitam 
a conexão e a troca de informações, ideias e experiências entre pessoas ao 
redor do mundo. Essas plataformas tornaram-se meios significativos de 
comunicação e interação social, desempenhando um papel essencial na 
disseminação da globalização. 
As redes sociais introduziram mudanças expressivas nos padrões de 
comunicação e no entretenimento, redefinindo a forma como as pessoas utilizam 
seu tempo durante os momentos de lazer. Além disso, empresas utilizam as 
redes sociais para se comunicarem com o seu público consumidor. Esse 
fenômeno ilustra como as redes sociais transcenderam o âmbito pessoal e se 
tornaram uma ferramenta de influência nos domínios social, político e 
profissional. 
TEMA 2 – TERRITÓRIOS, SOCIODIVERSIDADE E MULTICULTURALISMO 
Os deslocamentos populacionais têm sido uma constante ao longo da 
história, moldando a formação de diversos povos e influenciando a diversidade 
cultural. A análise desses movimentos é essencial para compreender os grupos 
étnicos existentes, considerando os choques e as assimilações culturais ao 
longo do tempo. Tais deslocamentos permitiram a ocupação e a colonização de 
extensas regiões da Terra, sendo o continente americano um exemplo desse 
processo. 
Os motivos de uma migração podem ser das mais variadas situações, tais 
como aspectos econômicos, religiosos, escassez de recursos naturais, política, 
guerra, fome. Todas essas adversidades levam um povo a abandonar sua terra 
de origem e encontrar um novo lugar para recomeçar suas vidas, em busca de 
sobrevivência e esperança de novas oportunidades 
As migrações seguem geralmente duas etapas distintas: a emigração, 
que representa a saída da população de um determinado local, caracterizando 
a área repulsiva; e a imigração, que se refere à chegada dessa população a outro 
local, representando a área atrativa. A dinâmica dessas etapas é fundamental 
para compreender os movimentos migratórios. 
 
 
8 
A classificação das migrações pode ocorrer considerando diversos 
critérios, como tempo, espaço e organização. No que diz respeito ao tempo, as 
migrações podem ser classificadas como temporárias ou permanentes, 
dependendo da duração da estadia no novo local. Quanto ao espaço, as 
migrações podem ser internas, quando ocorrem dentro de um mesmo país, ou 
internacionais, quando atravessam fronteiras nacionais. 
Além disso, as migrações podem ser organizadas em diferentes padrões, 
como migrações pendulares (movimentos regulares entre dois locais), 
migrações sazonais (ligadas a determinadas estações do ano), ou migrações 
forçadas (decorrentes de fatores como conflitos, desastres naturais ou 
perseguições). 
Figura 2 – Refugiados da Croácia, recebendo auxílio da Agência das Nações 
Unidas para os Refugiados 
 
Crédito: BalkansCat/Shutterstock. 
Diversos fatores impulsionam os movimentos migratórios, uma delas é a 
disparidade socioeconômica entre os países, o desemprego e a falta de 
perspectivas. Outro fator são os conflitos e guerras que marcaram o início do 
século XXI, como os ocorridos no Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia e em várias 
 
 
9 
nações africanas. Esses conflitos tiveram um grande impacto no aumento dos 
deslocamentos de refugiados. 
Outro fator que impulsiona os movimentos migratórios é a evolução 
tecnológica, que intensificou as disputas entre empresas e a competição entre 
profissionais no mercado internacional. A disseminação do uso das redes sociais 
e da internet também desempenha um papel importante, ampliando o 
conhecimento das pessoas sobre o mundo e outras nações, facilitando contatos 
e pesquisas para aqueles que desejam migrar. 
Praticamente todas as grandes cidades do mundo abrigam comunidades 
de imigrantes, algumas numericamente significativas. Veja alguns exemplos: 
imigrantes turcos em Frankfurt e Berlim (Alemanha), imigrantes chineses em 
Vancouver (Canadá), imigrantes argelinos em Paris (França), imigrantes 
indianos e paquistaneses em Londres (Inglaterra), imigrantes de diversas partes 
do mundo nos Estados Unidos. 
Apesar de buscarem melhorias em suas condições sociais nos países de 
destino, muitos imigrantes acabam recebendo baixa remuneração, e os 
imigrantes em situação ilegal enfrentam dificuldades de acesso a serviços 
sociais, como saúde, previdência, educação, habitação e transporte. Isso resulta 
na precarização de suas condições de vida e de trabalho, especialmente nas 
grandes cidades globais. No entanto, de certa forma estes imigrantes, mantêm 
melhores perspectivas nos países de destino em comparação com suas nações 
de origem. 
2.1 Xenofobia 
A intensificação das migrações internacionais nas últimas décadas 
coincidiu com transformações que tornaram o mercado de trabalho mais 
restritivo e seletivo no mundo desenvolvido. Na Europa, em especial, o 
desemprego atingiu níveis elevados nas últimas décadas do século XX e no 
início do século XXI, sem uma reversão significativa a médio prazo. 
Nos países desenvolvidos, muitos desempregados enfrentam 
dificuldades para retornar ao mercado de trabalho, sendo realocados em 
atividades de menor qualificação do que aquelas exercidas anteriormente. 
Dessa forma, empregos tradicionalmente ocupados por imigrantes passaram a 
ser disputados pela população local, gerando restrições nas opções de trabalho 
que antes estavam disponíveis para estrangeiros. Essa dinâmica contribui 
 
 
10 
significativamente para o aumento da xenofobia e dos conflitos sociais entre 
imigrantes e as comunidades locais. 
Mas o que é a xenofobia? 
A xenofobia é um fenômenoque se manifesta como o medo, aversão ou 
hostilidade em relação a pessoas estrangeiras ou culturas diferentes. Ela pode 
se manifestar de diversas formas, desde atitudes discriminatórias até a violência 
física e verbal. A xenofobia é muitas vezes é alimentada pelo preconceito, 
estereótipos e falta de compreensão em relação a outras culturas. 
No geral, os imigrantes enfrentam resistência por parte das comunidades 
locais, que podem temer a perda de empregos, alterações culturais ou 
simplesmente sentir-se desconfortáveis com o desconhecido. Essa hostilidade 
pode se refletir em políticas restritivas, segregação social e até mesmo violência 
contra os imigrantes. 
Além disso, a xenofobia pode ser direcionada a grupos específicos de 
imigrantes, com base em características como etnia, religião ou nacionalidade. 
Por exemplo, imigrantes de certas regiões ou com certas origens culturais podem 
sofrer uma xenofobia mais intensa, é o caso dos asiáticos, latinos e africanos, 
em que muitos dos imigrantes dessas culturas sofrem muito preconceito na 
Europa e nos Estados Unidos. 
Contudo, há um outro aspecto a ser considerado. Muitos países 
desenvolvidos buscam e até incentivam a entrada de imigrantes, especialmente 
aqueles altamente qualificados, como cientistas, pesquisadores e outros 
profissionais. No caso de pesquisadores com alto grau de formação (mestres e 
doutores) devido à falta de incentivo, mercado de trabalho escasso e pouco 
valorizado em seus países de origem, esses profissionais, vão atrás de 
oportunidades proporcionadas por países desenvolvidos, como os Estados 
Unidos e os países europeus. Esses pesquisadores acabam direcionando seus 
conhecimentos para o desenvolvimento técnico-científico dos países que os 
acolheram, caracterizando o fenômeno conhecido como migração de cérebros 
ou fuga de cérebros. 
Além de pesquisadores e cientistas, empresários de países em 
desenvolvimento também migram para nações desenvolvidas, onde 
empreendem negócios relacionados à sua área de atuação. O governo dos 
Estados Unidos, por exemplo, possui um programa específico com o objetivo de 
incentivar o investimento de empreendedores estrangeiros no país. 
 
 
11 
TEMA 3 – RELAÇÃO ENTRE CAMPO E CIDADE 
 Ao longo dos séculos, os conceitos de campo, cidade, urbano e rural têm 
evoluído, especialmente após a Primeira Revolução Industrial. Nesse período, 
houve uma significativa migração de pessoas do campo para as cidades, 
impulsionada pelo crescimento das indústrias. Esse fenômeno contribuiu para 
alterar as percepções e definições desses termos. 
Campo e cidade, inicialmente considerados espaços geográficos 
distintos, passaram a representar modos de vida contrastantes. A migração em 
massa para as cidades durante a Revolução Industrial não apenas transformou 
as paisagens, mas também influenciou a dinâmica social e econômica. As 
cidades, antes centros urbanos, tornaram-se símbolos de modernidade e 
industrialização. 
Urbano e rural, por outro lado, adquiriram conotações mais amplas e 
sociais. Enquanto campo e cidade referem-se a realidades físicas, urbano e rural 
são entendidos como construções sociais que abrangem não apenas aspectos 
geográficos, mas também culturais, econômicos e comportamentais. O urbano 
passou a denotar características associadas à vida moderna, à urbanização e à 
diversidade, enquanto o rural continuou a evocar imagens de tradição, natureza 
e comunidades menores. 
Essa distinção entre formas concretas (campo e cidade) e representações 
sociais (urbano e rural) reflete a complexidade das mudanças sociais e 
econômicas ao longo do tempo. A urbanização não apenas alterou a paisagem, 
mas também redefiniu as percepções coletivas sobre o modo de vida, 
influenciando a maneira como concebemos e categorizamos os espaços 
habitados. 
No âmbito geográfico, as categorias de rural e urbano descrevem 
diferentes formas de ocupação e modificação do espaço natural pelo homem. 
Essas distinções refletem não apenas características físicas, mas também 
elementos socioespaciais e suas complexas inter-relações na paisagem. 
O processo de êxodo rural, marcado pela migração das pessoas do 
campo para as cidades, impulsionou mudanças significativas nas dinâmicas 
econômicas, sociais, culturais, políticas e estruturais. Essa transformação 
gradual resultou na substituição dos conceitos tradicionais de campo e cidade 
pelos termos mais abrangentes de rural e urbano. 
 
 
12 
O espaço rural passou a ser definido como a porção não urbanizada, 
caracterizada pela ausência de cidades e práticas urbanas. Suas atividades 
econômicas estão majoritariamente voltadas para o setor primário, abrangendo 
práticas como extrativismo, agricultura e pecuária. 
Contrastando com o rural, o espaço urbano é marcado pela formação de 
cidades e pela concentração de atividades do setor secundário e terciário. Aqui, 
encontramos indústrias, comércios e prestação de serviços, representando a 
complexidade e diversidade das atividades urbanas. 
Dessa forma, a evolução do espaço geográfico reflete não apenas a 
ocupação física do território, mas também as profundas mudanças nas 
dinâmicas sociais e econômicas que moldaram a transição de campo e cidade 
para os conceitos mais amplos de rural e urbano. 
 Atualmente, o ambiente urbano apresenta diferenças significativas em 
relação ao cenário do século XIX e das primeiras décadas do século XX, 
especialmente devido às funções predominantemente ligadas ao setor terciário. 
Essa mudança substancial redefine a concepção das cidades, conferindo-lhes 
uma nova dimensão. A globalização e o aumento da oferta e demanda por 
serviços fortaleceram, particularmente nas grandes cidades, seu papel de 
liderança na economia nacional e global. 
Um ponto a ser destacado é a intensificação do processo de urbanização 
nas últimas décadas. A população urbana atual supera a rural, e futuros 
aumentos na população urbana mundial devem ocorrer principalmente nos 
países em desenvolvimento. 
TEMA 4 – DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL E QUALIDADE DE VIDA 
Algumas cidades alcançaram proporções gigantescas, ultrapassando a 
população de alguns países, e deram origem a um fenômeno urbano notável: as 
megacidades. De acordo com a ONU, essas aglomerações possuem mais de 10 
milhões de habitantes, predominando nos países emergentes e em 
desenvolvimento, e em alguns países desenvolvidos. Tóquio (Japão), é a maior 
delas, com cerca de 37,2 milhões de habitantes, seguida por Nova Délhi (Índia), 
com 32 milhões, Shangai (China), com 28,5 milhões, e São Paulo (Brasil) com 
cerca de 22,4 milhões de habitantes em 2022 (Nações Unidas, 2022). 
 
 
 
 
13 
Figura 3 – Tóquio (Japão) é a megacidade mais populosa do mundo com cerca 
de 37,2 milhões de habitantes 
 
Crédito: Beeboys/Shutterstock. 
O rápido crescimento dessas megacidades é impulsionado pela 
intensidade dos fluxos migratórios urbanos, muitas vezes sem um planejamento 
adequado para atender às necessidades sociais e econômicas de uma parte 
significativa da população. O resultado desse crescimento desordenado é 
evidente nos bairros residenciais sem saneamento, habitações precárias, áreas 
de risco, violência, trânsito congestionado, poluição e ineficiência dos meios de 
transporte público, além da falta de serviços sociais básicos como saúde, 
educação e habitação. 
Apesar da magnitude dos desafios enfrentados por essas megacidades, 
diferenças fundamentais as separam das grandes cidades do mundo 
desenvolvido. As condições socioeconômicas e a história dessas últimas 
permitiram soluções graduais e ajustes ao seu processo de crescimento. 
Exemplos incluem infraestrutura de transporte coletivo, como sistemas 
metroviários, e maiores recursos financeiros para projetos de melhoria da 
qualidade de vida urbana. 
Essas grandes cidades, especialmente nas nações em desenvolvimento 
e emergentes, destacam de maneira evidentea desigualdade social. Enquanto 
 
 
14 
bairros luxuosos desfrutam de ampla infraestrutura e instalações culturais e 
esportivas, como faculdades, escolas, hospitais e espaços de lazer, outros 
bairros sofrem com a carência de serviços públicos. Taxas de mortalidade 
infantil, abandono escolar e criminalidade juvenil são mais significativas nessas 
áreas carentes, evidenciando as disparidades sociais presentes nas grandes 
cidades. 
Nos últimos dois anos, observou-se uma desaceleração no ritmo de 
urbanização em escala mundial. Isso ocorreu devido à migração em massa das 
principais cidades para áreas rurais ou pequenas cidades no início da pandemia 
de Covid-19, motivada pela busca por maior segurança sanitária. Entretanto, 
essa mudança representou uma resposta de curto prazo e não alterou a trajetória 
da urbanização global. 
A população urbana continua a crescer, e de acordo com o Relatório 
Mundial das Cidades 2022, publicado pelo ONU-Habitat em junho de 2022, 
aponta que população mundial será 68% urbana até 2050. As projeções indicam 
que a população urbana mundial aumente 2,2 bilhões de pessoas nas cidades 
de todo o mundo, anualmente, até 2050. Com isso, estima-se que a população 
urbana passe de 56% do total global em 2021 para 68% em 2050 (Nações 
Unidas Brasil, 2022). 
Veja a afirmação da diretora executiva do ONU-Habitat, Maimunah Mohd 
Sharif, sobre o Relatório Mundial das Cidades 2022: 
Inúmeros desafios foram expostos e exacerbados pela pandemia, mas 
a Covid-19 também trouxe uma sensação de otimismo: a oportunidade 
de reconstruir de forma diferente. Se aplicarmos as políticas corretas e 
tivermos compromisso adequado dos governos, nossas crianças 
podem herdar um futuro urbano mais inclusivo, verde, seguro e 
saudável. [...] Devemos começar a reconhecer que o status quo 
anterior a 2020 era, em muitos sentidos, um modelo insustentável de 
desenvolvimento urbano. Devemos adotar as melhores práticas 
aprendidas em nossas respostas ao Covid-19 e à crise climática. 
(Nações Unidas Brasil, 2022) 
O relatório da ONU-Habitat confirma a tendência de que o futuro da 
humanidade é urbano. Mesmo a pandemia do Covid-19, quando atingiu as áreas 
urbanas e criou dificuldades econômicas, não mudou esse fato. As cidades 
continuam a ser focos de oportunidades para pessoas que buscam trabalho e 
educação. Atraindo os filhos dos moradores do campo e mesmo com os avanços 
da produtividade agrícola, as cidades continuam sendo o polo de um 
desenvolvimento mais promissor para esses jovens. 
 
 
15 
A amplitude de oportunidades proporcionadas pelas grandes cidades, 
especialmente nos países em desenvolvimento, não se estende a todos os seus 
habitantes. Muitos são marginalizados, ficando fora do alcance dos serviços 
essenciais e das oportunidades de emprego, o que resulta na deterioração da 
qualidade de vida urbana. O crescimento da urbanização em escala global, com 
um ritmo mais acelerado nos países em desenvolvimento, impõe desafios para 
a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável nessas cidades. 
Um exemplo de país que enfrenta esses desafios é o Brasil, em diversas 
cidades encontramos bairros com infraestrutura deficiente, loteamentos 
clandestinos, favelas e ocupações habitacionais por parte da população de baixa 
renda. Ao mesmo tempo, as grandes cidades encontramos bairros mais 
privilegiados, beneficiados por infraestruturas e qualidades urbanísticas, 
incluindo parques, praças e vastas áreas arborizadas, proporcionando a seus 
moradores condições de vida semelhantes às encontradas em países 
desenvolvidos. 
Figura 4 – Ícone da desigualdade social em São Paulo, a maior cidade do Brasil: 
a favela e os edifícios de luxo 
 
Crédito: o Pederneiras/Shutterstock. 
 
 
16 
A falta de condições adequadas de moradia para uma parcela significativa 
da população, sobretudo nas grandes cidades e capitais, reflete a dinâmica 
intrínseca ao processo de modernização em alguns países em desenvolvimento. 
Esse processo é marcado pela concentração de renda e propriedades, 
resultando na exclusão de parte da população dos benefícios gerados por essa 
modernização. 
Nesse contexto, temos também a realidade das cidades inteligentes que 
visam integrar tecnologias avançadas para aprimorar eficiência, sustentabilidade 
e qualidade de vida em áreas urbanas. 
A cidade inteligente, ao incorporar tecnologia para aprimorar sua 
infraestrutura e serviços, possui o potencial de significativamente contribuir para 
a melhoria das questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável. A 
implementação de soluções inteligentes pode impactar positivamente o meio 
ambiente e promover práticas mais sustentáveis em diversos aspectos. 
Ao utilizar a tecnologia de forma inovadora, as cidades inteligentes podem 
otimizar o consumo de recursos, reduzindo o impacto ambiental dos 
aglomerados urbanos. Por exemplo, a eficiência energética pode ser aprimorada 
através da gestão inteligente de iluminação pública, sistemas de climatização e 
transporte público, resultando em uma redução significativa no consumo de 
energia e, consequentemente, na emissão de CO2. 
Além disso, a integração de sistemas inteligentes de gestão de resíduos 
contribui para a promoção da reciclagem e minimização do desperdício, 
fomentando práticas mais sustentáveis. A utilização de tecnologias na área de 
transporte pode incentivar modos de locomoção mais limpos e eficientes, como 
veículos elétricos e sistemas de compartilhamento, reduzindo a poluição do ar. 
Ao modernizar setores como administração, educação, saúde, segurança 
pública, moradia e transporte, as cidades inteligentes promovem a eficiência 
operacional e, ao mesmo tempo, melhoram a qualidade de vida da população. 
Essa abordagem não apenas atende às necessidades presentes, mas também 
estabelece bases sólidas para o crescimento sustentável no longo prazo. 
Portanto, ao utilizar a tecnologia como uma ferramenta essencial para 
aprimorar infraestrutura e serviços, as cidades inteligentes desempenham um 
papel crucial na redução do impacto ambiental, contribuindo significativamente 
para a promoção de práticas mais sustentáveis e para o alcance de metas 
relacionadas ao desenvolvimento sustentável. 
 
 
17 
TEMA 5 – ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL 
A forma como nos referimos às pessoas que utilizam cadeira de rodas, 
muletas, cães-guia, aparelhos auditivos e outros recursos relacionados à 
deficiência tem evoluído ao longo do tempo. Antigamente, era comum o uso de 
termos pejorativos, refletindo uma falta de sensibilidade e empatia por parte da 
sociedade. 
No entanto, em 2006 na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com 
Deficiência das Nações Unidas, foi definido que o termo adequado a ser usado 
é Pessoa com Deficiência (PcD), reconhecendo que, independentemente de 
suas particularidades, todos somos pessoas detentoras da dignidade humana 
(Nações Unidas, 2006). 
O uso da terminologia correta reflete um avanço na compreensão e na 
promoção da inclusão. Ao utilizar o termo Pessoas com Deficiência, enfatiza-se 
a importância de reconhecer a individualidade e a dignidade de cada indivíduo, 
sem reduzi-las a estereótipos ou definições baseadas em condições específicas, 
afinal, todos merecem ser tratados com respeito. 
Pessoas com Deficiência (PcD) são aquelas que enfrentam impedimentos 
de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, 
frequentemente enfrentam consideráveis desafios de inserção social. 
Infelizmente, essa parcela da população é frequentemente alvo de preconceito 
e discriminação, especialmente no ambiente de trabalho. 
A estigmatização e a falta de compreensão em relação às necessidades 
e capacidades das pessoas com deficiência contribuem para a sua 
marginalização social. No contexto profissional, a discriminação pode se 
manifestar de várias maneiras, desde a recusa de oportunidades de emprego 
até a falta de adaptaçõesrazoáveis no ambiente de trabalho para acomodar as 
diferentes habilidades e necessidades. 
Nesse contexto, a acessibilidade é a condição essencial que possibilita 
superar as barreiras que representam obstáculos à efetiva participação das 
pessoas nos diversos aspectos da vida social. No contexto específico das 
Pessoas com Deficiência (PcD), a acessibilidade refere-se à capacidade de 
utilizar com segurança e autonomia, seja de maneira total ou assistida, os 
espaços urbanos, mobiliários, equipamentos, edificações, serviços de 
transporte, dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação. 
 
 
18 
Figura 5 – Acessibilidade, ponto de ônibus com acesso para as Pessoas com 
Deficiência (PcD), na cidade de Curitiba, Paraná 
 
Crédito: Alf Ribeiro/Shutterstock. 
 Você sabe quantas pessoas com deficiência existem no Brasil? 
O Brasil tem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência, resultado 
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD): Pessoas com 
Deficiência 2022, divulgada em julho de 2023 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística) (IBGE, 2023). 
 Os dados da PNAD, destacam que as pessoas com deficiência enfrentam 
grandes desafios em termos de inserção no mercado de trabalho e acesso à 
educação, refletindo em maiores dificuldades de obtenção de renda. Para se ter 
uma noção, a pesquisa revelou que apenas 26,6% das pessoas com deficiência 
conseguiram ingressar no mercado de trabalho (Gomes, 2023). 
Essa realidade reforça a necessidade de políticas públicas que busquem 
reduzir as disparidades educacionais e de emprego, promovendo uma 
sociedade mais inclusiva e equitativa para as pessoas com deficiência. 
Nesse contexto, a acessibilidade é essencial para a inclusão social, pois 
as duas ações estão interligadas visando garantir que todas as pessoas, 
 
 
19 
independentemente de suas condições físicas, mentais ou sociais, tenham 
acesso aos mesmos direitos e oportunidades. 
Garantir a acessibilidade é fundamental para promover a inclusão e a 
participação plena de pessoas com deficiência na sociedade. Isso implica 
remover as barreiras físicas, comunicacionais e tecnológicas que poderiam 
limitar seu acesso e envolvimento em diferentes ambientes. Quando os espaços, 
produtos e serviços são acessíveis, proporcionam às pessoas com deficiência a 
oportunidade de exercerem seus direitos, contribuírem ativamente e desfrutarem 
de uma vida independente. 
A inclusão social, por sua vez, é a promoção de oportunidades iguais para 
todos os membros da sociedade, independentemente de suas diferenças. Isso 
abrange não apenas a acessibilidade para pessoas com deficiência, mas 
também o acesso à educação, emprego, saúde, cultura e participação cívica. A 
promoção da inclusão social requer a superação de estigmas, preconceitos e a 
implementação de políticas que garantam igualdade de direitos e oportunidades. 
 No âmbito urbano, proporcionar a acessibilidade, implica planejamento 
urbano que considere a acessibilidade em todas as suas formas, desde calçadas 
e transporte público até a criação de espaços de convivência cultural acessíveis 
a todos. A inclusão social, por sua vez, requer políticas públicas que promovam 
a igualdade de acesso a serviços essenciais e ações afirmativas que busquem 
corrigir desigualdades históricas. 
TROCANDO IDEIAS 
Diante do cenário da acessibilidade e inclusão social, ressaltamos que 
são diversos os grupos afetados pela exclusão social, principalmente as 
minorias. Entretanto, quando abordamos a acessibilidade um grupo em especial 
é mais retratado, são as Pessoas com Deficiência (PcD). 
Após refletir sobre o assunto, fomente uma discussão com amigos e/ou 
conhecidos e proponha soluções para melhorar a acessibilidade no seu bairro e 
na sua cidade, visando a inclusão social das Pessoas com Deficiência (PcD). 
 
 
 
 
 
 
20 
Saiba mais 
Para aprofundar mais no assunto, veja a seguinte notícia da CNN Brasil: 
INCLUSÃO Social: entenda o que é, importância, exemplos e como 
promover. CNN, 7 fev. 2023. Disponível em: . 
Acesso em: 23 jan. 2024. 
 
NA PRÁTICA 
Agora, vamos resolver uma questão do Enade 2022, que, na Formação 
Geral, abordou os temas migrações internacionais e xenofobia: 
Ao final de 2021, cerca de 89,3 milhões de pessoas estavam deslocadas 
em todo o mundo, em decorrência de violência, perseguições, violações dos 
direitos humanos ou outros conflitos em seus locais de origem. Esse contingente 
de deslocamentos forçados já alcançava mais de 100 milhões de pessoas em 
maio de 2022, sendo motivados por instabilidades como as ocorridas no 
Afeganistão, em alguns países africanos e nas regiões da Ucrânia ocupadas pela 
Rússia, além de outros locais onde já perduravam confrontos armados, como, 
por exemplo, na Síria. Disponível em: . Acesso em: 21 
jun. 2022 (adaptado). 
 
Com relação às atuais migrações internacionais forçadas, assinale a 
opção correta. 
A. Os interesses em relação ao tipo de tratamento dispensado aos imigrantes 
 
 
21 
no mundo independem de seus países de origem. 
B. A xenofobia, que consiste no preconceito contra estrangeiros, deve-se à 
falta de normas internacionais para o tratamento de situações de 
imigração. 
C. Os refugiados são migrantes de países subdesenvolvidos que se 
deslocam para países centrais do capitalismo global a fim de servir de 
mão de obra barata. 
D. As migrações internacionais forçadas surgem da globalização 
econômica, cujos processos são responsáveis pelo aumento do 
número de refugiados no mundo. 
E. A condição de migrante internacional forçado diferencia-se da 
condição geral de imigrante na medida em que se refere ao 
deslocamento motivado por fatores involuntários, que fogem ao 
controle do migrante e de sua família. 
FINALIZANDO 
Nesta etapa, compreendemos que a globalização redefiniu as dinâmicas 
políticas e culturais, promovendo uma interconexão intensa entre nações. Esse 
cenário demanda uma abordagem colaborativa para enfrentar desafios 
internacionais. Ao mesmo tempo, a valorização da diversidade cultural é 
essencial para uma convivência harmoniosa. 
A relação campo-cidade é determinante na estrutura social e econômica, 
exigindo compreensão da interdependência para promover o desenvolvimento 
sustentável. O desenvolvimento urbano e rural é essencial para a qualidade de 
vida. Enquanto as áreas urbanas enfrentam desafios como expansão 
desordenada, as rurais lidam com falta de infraestrutura. Buscar equilíbrio é vital 
para garantir dignidade a todos. 
Por fim, a acessibilidade e inclusão social são alicerces para uma 
sociedade justa. E garantir acesso universal a espaços, serviços e oportunidades 
é fundamental para promover uma sociedade mais justa e inclusiva. 
 
 
 
 
 
22 
REFERÊNCIAS 
AZEVEDO, G.; SERIACOPI, R. História: passado e presente. São Paulo: Ática, 
2016. 
BERTHOLD, J. Ética, direitos humanos e direitos da cidadania. São Paulo: 
Contentus, 2020. 
GOMES, E. Globalização e processos de integração. Curitiba: InterSaberes, 
2020. 
GOMES, I. PNAD Contínua: pessoas com deficiência têm menor acesso à 
educação, ao trabalho e à renda. Agência IBGE de Notícias, 7 jul. 2023. 
Disponível em: . Acesso em: 23 jan. 2024. 
MURPHY, A.; CONTRERAS, I. Forbes Global 2000: veja quais são as maiores 
empresas do mundo em 2022. Forbes, 12 maio 2022. Disponível em: 
. Acesso em: 23 jan. 2024. 
NAÇÕES UNIDAS BRASIL. ONU-Habitat: população mundial será 68% urbana 
até 2050. UN, 1 jul. 2022. Disponível em: . Acesso em: v23 jan. 2024. 
NAÇÕES UNIDAS. Divisão de população: perspectivas da população mundial 
2022. UN, 2022. Disponível em: . Acesso em:23 
jan. 2024. 
_____. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. UN, 12 dez. 
2006. Disponível em: . Acesso em: 23 
jan. 2024. 
 
 
 
23 
GABARITO 
Comentários: 
A) Afirmativa falsa, pois os interesses em relação ao tipo de tratamento 
dispensado aos imigrantes no mundo podem variar de acordo com o país de 
origem dos migrantes. Por exemplo, os países desenvolvidos geralmente têm 
políticas mais favoráveis aos imigrantes do que os países em desenvolvimento. 
B) Afirmativa falsa, pois a xenofobia não é causada pela falta de normas 
internacionais. A xenofobia é um fenômeno que pode ser causado por diversos 
fatores, incluindo o medo do desconhecido, a intolerância cultural e o 
preconceito. 
C) Afirmativa falsa, pois os refugiados não são necessariamente migrantes de 
países subdesenvolvidos. Eles podem ser de qualquer país, independentemente 
de seu nível de desenvolvimento econômico. Além disso, eles podem se 
deslocar para qualquer país que ofereça proteção e segurança. 
D) Afirmativa falsa, pois as migrações internacionais forçadas não surgem da 
globalização econômica. Elas podem ser causadas por uma série de fatores, 
como conflitos, guerras, perseguição, violência e desastres naturais. 
E) Afirmativa verdadeira, pois os migrantes internacionais forçados são pessoas 
que são forçadas a deixar suas casas e seus países de origem por causa de 
fatores involuntários, como conflitos armados, perseguição, violência ou 
desastres naturais. Eles geralmente precisam de proteção e assistência 
internacional para reconstruir suas vidas.