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FORMAÇÃO CIDADÃ 
CONTEMPORÂNEA 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Mauro Seigi Hashimoto 
 
 
 
CONVERSA INICIAL 
Nesta etapa, abordaremos uma série de temas importantes que 
necessitam de uma visão interdisciplinar, pois são assuntos diversos, mas que 
se interconectam e se relacionam no nosso dia a dia. 
Vamos nos aprofundar nos seguintes temas: cultura, entendendo as 
diferenças culturais, a identidade cultural e a expressão cultural; arte, vendo 
como a expressão artística, a liberdade artística e a censura influenciam nossa 
sociedade; comunicação, entendendo como o excesso de informação, a 
desinformação e as fake news podem impactar negativamente a sociedade; 
ciência, tecnologia e inovação, compreendendo a importância e os desafios da 
inclusão digital, da inovação e do uso da inteligência artificial no nosso dia a dia; 
e educação e desenvolvimento humano e social, entendendo a importância da 
educação e de como o conhecimento científico, tecnológico, econômico e 
humano articulam os conhecimentos necessários para enfrentar os desafios 
contemporâneos. 
CONTEXTUALIZANDO 
A cultura é um fenômeno inerente ao ser humano, não sendo transmitido 
geneticamente, ou seja, é um conjunto complexo de valores, crenças, práticas e 
expressões compartilhadas por uma sociedade, moldando sua identidade 
coletiva. As diferenças culturais, por sua vez, destacam a diversidade entre 
grupos, enriquecendo o panorama global. A identidade cultural é forjada por 
elementos culturais que definem quem somos, enquanto a expressão cultural 
manifesta-se por meio da arte, da música, da dança e da linguagem. 
A arte, como expressão artística, desempenha um papel crucial na 
representação e exploração da condição humana, exercendo a liberdade 
artística. Contudo, a censura pode surgir com restrições, limitando a diversidade 
artística. Na era da comunicação, o fenômeno das fake news destaca a 
necessidade crítica de discernir informações verídicas. 
A ciência, tecnologia e inovação impulsionam avanços, mas também 
geram dilemas éticos, como o uso da inteligência artificial. A inovação e a 
inteligência artificial representam catalisadores de mudança, transformando a 
sociedade, por isso precisamos refletir sobre as aplicações dessas tecnologias. 
 
 
3 
A educação é fundamental para o desenvolvimento humano e social, pois 
capacita indivíduos para enfrentar desafios contemporâneos e contribuir para um 
futuro mais equitativo e sustentável. Esses temas interconectados delineiam a 
complexidade do mundo contemporâneo, em que a reflexão, a compreensão, a 
discussão e a adaptação são essenciais para impulsionar o progresso e a 
coexistência harmoniosa. 
TEMA 1 – CULTURA 
A cultura permeia nossa vida cotidiana, sendo intrínseca à forma como 
nos relacionamos e reagimos em diversas situações. Na antropologia e na 
sociologia, é um dos principais focos de estudo, proporcionando uma 
compreensão mais profunda da condição humana, das relações sociais, dos 
preconceitos, nos ajudando a explicar as motivações por trás de reações, 
comportamentos e ideais. 
Ao pensar em cultura, é comum logo vir no nosso pensamento a cultura 
ocidental. Contudo, é importante destacar que a cultura não se limita apenas ao 
Ocidente ou Oriente, ela pode variar de uma região para outra dentro do mesmo 
país; vejamos, por exemplo, o Brasil. Com suas dimensões continentais e 
resultado de uma história que envolve colonização europeia, povos indígenas 
nativos, escravidão e imigração, cada região brasileira foi influenciada de 
maneira diferente, o que resultou em diversas diferenças culturais. Podemos 
perceber isso quando vemos as diferenças entre o Nordeste e o Sul do Brasil, 
por exemplo. 
Independentemente da região ou país, quando a cultura de um povo 
muda, isso se reflete na forma como as pessoas interagem entre si e com o meio 
ambiente. No Brasil e em todo o mundo, observamos uma marcante influência 
da cultura dos Estados Unidos (EUA), em que os fast foods como hambúrgueres, 
cachorros-quentes e batatas fritas se tornaram hábitos cotidianos, alterando 
significativamente nossos padrões alimentares. Nas cidades grandes, 
praticamente em todo lugar encontramos redes como McDonald's, Burger King 
ou barracas de cachorro-quente. 
 
 
4 
Figura 1 – Influência global dos Estados Unidos: um exemplo é o McDonald's, 
presente em mais de 100 países pelo mundo 
 
Crédito: Patcharaporn Puttipon4289/Shutterstock. 
O conceito de cultura surgiu com o antropólogo Edward Tylor, ao afirmar 
que a cultura “é este todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, 
moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo 
homem como membro de uma sociedade” (Laraia, 2021, p. 25). 
De acordo com Laraia (2021), as mudanças na sociedade podem ser tanto 
internas, resultantes de conflitos entre diferentes gerações, quanto externas, 
originadas por influências externas, como as colonizações europeias, que 
provocaram mudanças mais abruptas. Compreender essa dinâmica nas 
transformações de regras e valores é importante, pois nos possibilita identificar 
os impactos individuais decorrentes dessas mudanças. 
1.1 Diferenças culturais, choques culturais e etnocentrismo 
A cultura sofre alterações com o passar do tempo, pois as regras e os 
valores evoluem. Lembremos que os valores culturais da Idade Média não são 
os mesmos dos tempos atuais. Então, podemos entender que as mudanças na 
sociedade são dinâmicas e intimamente ligadas ao tempo. 
https://www.shutterstock.com/pt/g/Patcharaporn+Puttipon
 
 
5 
O conhecimento de mundo se transforma com os avanços tecnológicos, 
como o acesso à informação por meio da tecnologia e da internet. Essas 
transformações também influenciam os valores familiares ao longo das 
gerações. É interessante perceber como os valores das pessoas da geração 
baby boomers são muito diferentes dos valores dos jovens da geração Z. Baby 
boomers (“explosão de bebês”, em português) são os nascidos logo após a 
Segunda Guerra Mundial, que cresceram em uma realidade pós-guerra 
enfrentando muitas dificuldades em razão da reestruturação social. Já a geração 
Z são os nascidos entre os anos 1990 e 2010, é a geração que nasceu imersa 
na tecnologia digital. 
Ter valores diferentes, bem como falta de empatia e preconceito, 
favorecem o surgimento de conflitos na sociedade, criando grandes barreiras a 
serem quebradas. Nessa perspectiva, a diversidade cultural tem impactos na 
humanidade, gerando reações que vão desde a admiração e aceitação até o 
repúdio e ódio pelo que é considerado diferente, o que resulta em choques 
culturais. Quando esses choques culturais levam a julgamentos e preconceitos, 
motivados pela ideia de superioridade de um grupo sobre outro, chamamos isso 
de etnocentrismo. 
Basicamente, o etnocentrismo é a “tendência do homem para 
menosprezar sociedades ou povos cujos costumes divergem de seu grupo 
étnico ou nação” (Michaelis, 2023). Por isso, o etnocentrismo pode ser 
problemático quando enfrentamos situações ou temos que aceitar o diferente, 
pois as pessoas podem se tornar inflexíveis, recusando o diálogo, podendo 
adotar uma postura radical e intolerante. 
1.2 Identidade cultural 
A identidade cultural se refere à compreensão e expressão de quem 
somos enquanto membros de uma cultura específica. Ela é formada por uma 
interação complexa de elementos que incluem tradições, valores, crenças, 
linguagem, costumes e outros aspectos que caracterizam um grupo social. 
A identidade cultural também desempenha um papel fundamental na 
maneira como os indivíduos se veem e se relacionam com o mundo ao seu redor. 
Ela é moldada por valores culturais, experiências vividas, pertencimento a 
determinados grupos étnicos, religiosos ou regionais, e pela interação com 
outros membros da sociedade. 
 
 
6 
Podemos afirmar que atualmente os valores culturaispassaram a ser 
mais globais. A globalização, ao ampliar a interação entre diferentes países e 
sociedades ao redor do mundo, gerou uma série de mudanças nas relações 
culturais entre os povos. Além disso, o comércio internacional, as empresas 
multinacionais, o turismo e a gastronomia desempenharam papéis importantes 
na superação das fronteiras geográficas, promovendo a estreita interconexão 
das relações culturais e políticas entre diversos países pelo mundo. 
Antes do processo de globalização, na história de cada sociedade a 
cultura estava ligada intimamente, era muito mais enraizada, e formava a 
identidade cultural de um povo. Agora, na era pós-moderna, as diversas culturas 
acabam exercendo influências mútuas, o que apresenta desafios próprios do 
multiculturalismo. 
Nesse sentido, podemos perceber que, nas últimas décadas, a cultura dos 
Estados Unidos exerceu e ainda exerce forte influência sobre outras sociedades. 
Porém, a globalização, proporcionou o multiculturalismo, ou seja, outras 
culturas antes desconhecidas também passaram a exercer algum tipo de 
influência no mundo todo. 
É o caso da Coreia do Sul, que, nos últimos anos, ampliou sua influência 
cultural no mundo por meio dos k-dramas (novelas coreanas) e do K-pop, 
emergindo como uma potência cultural global. Diversos países passaram a 
consumir sua cultura, o que aumentou exponencialmente o turismo cultural sul-
coreano. Outro exemplo é o grupo sul-coreano de K-pop, BTS 
(Bangtan Sonyeondan), que tem influência global, com milhões de seguidores, 
recordes no mundo da música, discursos na Assembleia Geral da ONU e visita 
à Casa Branca. Desse modo, os membros do BTS difundem a cultura sul-
coreana e influenciam milhões de pessoas de diferentes culturas pelo mundo. 
 
 
7 
Figura 2 – A Coreia do Sul emergiu como uma potência cultural global, 
influenciando o Ocidente por meio dos K-dramas e do K-pop 
 
Crédito: Elizaveta Galitckaia/Shutterstock. 
Podemos perceber essa influência cultural também no Brasil, pelo simples 
fato de que, anos atrás, era inimaginável o interesse cultural pela Coreia do Sul. 
Contudo, atualmente é comum encontrarmos pessoas com interesse em 
conhecer e experienciar a cultura sul-coreana, seja pelo k-pop, pelos k-dramas, 
pela gastronomia ou pelo turismo. Fato é que o multiculturalismo proporciona 
essa oportunidade crescente de outras culturas acabarem sendo reconhecidas 
em escala global, promovendo uma diversidade cultural. Com isso, podemos 
ver crenças, hábitos e símbolos deixando de ser exclusivos de um único local e 
passando a influenciar outras culturas. 
1.3 Expressão cultural 
A expressão cultural se refere à maneira como uma sociedade ou grupo 
de pessoas manifesta e comunica sua identidade por meio de diferentes formas, 
como arte, música, dança, linguagem, roupas, culinária, arquitetura e rituais. É 
uma forma de transmitir valores, crenças e tradições que caracterizam uma 
determinada sociedade. 
https://www.shutterstock.com/g/galitskaya
 
 
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A expressão cultural desempenha um papel fundamental na preservação 
e transmissão da herança cultural de uma sociedade ao longo do tempo. Ela 
reflete as influências históricas, geográficas, sociais e econômicas que moldam 
a identidade de um grupo, criando uma rica diversidade cultural em todo o 
mundo. 
A globalização trouxe novas dinâmicas à expressão cultural, o que 
possibilitou que influências culturais se espalhassem por fronteiras e se 
entrelaçassem, levando a uma maior diversidade cultural. Contudo, esse 
processo também pode levar à homogeneização cultural. Isso ocorre quando as 
culturas locais são influenciadas por uma cultura dominante, geralmente a 
cultura dos países desenvolvidos. Além disso, a globalização pode levar à perda 
de identidade cultural. Isso ocorre quando as pessoas abandonam suas próprias 
tradições e costumes em favor de uma cultura globalizada. 
TEMA 2 – ARTE 
A arte é uma forma de expressão humana, que ultrapassa as fronteiras 
culturais e temporais, proporcionando um meio rico para que os indivíduos 
expressem suas ideias, emoções, experiências ou simplesmente criem beleza 
estética. A arte envolve uma ampla variedade de meios, como pintura, música, 
dança, literatura, arquitetura. 
Por meio da pintura, os artistas exploram formas, cores e texturas para 
transmitir conceitos abstratos ou narrativas concretas. A música, com suas notas 
e ritmos, tem o poder de evocar uma diversidade de emoções, desde alegria até 
melancolia, enquanto a dança incorpora movimento e expressão corporal para 
contar histórias ou transmitir sentimentos. 
A literatura, seja poesia, prosa ou drama, oferece um espaço para a 
exploração profunda da condição humana, abordando temas que variam da 
imaginação à crítica social. A arquitetura, por sua vez, molda o ambiente que 
habitamos, influenciando não apenas a funcionalidade, mas também a estética 
do espaço ao nosso redor. 
2.1 Liberdade artística 
A liberdade artística é um princípio fundamental para a diversidade 
cultural, pois possibilita aos artistas abordar com autonomia questões 
 
 
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controversas, desafiar convenções, questionar normas sociais, políticas, 
culturais, bem como expressar suas perspectivas de maneira genuína, além de 
estimular o diálogo, o que enriquece o panorama cultural. 
Entretanto, a liberdade artística enfrenta desafios quando se depara com 
a censura. A imposição de restrições pode ser motivada por uma variedade de 
razões, incluindo questões morais, políticas, religiosas ou sociais. A liberdade 
artística quando censurada limita a capacidade dos artistas de abordar temas 
controversos, provocativos ou desafiadores, muitas vezes necessário para a 
conscientização da sociedade. Além disso, a censura sempre atinge outros 
princípios básicos, como a liberdade de expressão. 
2.2 Manifestação artística 
A manifestação artística é uma expressão intrínseca à cultura, pois reflete 
as complexidades, aspirações e dinâmicas de uma sociedade. Na realidade 
brasileira, temos o funk como exemplo de manifestação artística que ultrapassa 
o campo musical, incorporando elementos sociais, culturais e políticos. 
Além da música, a cultura funk tem danças, uma moda própria e uma 
linguagem que se tornou uma característica da identidade cultural de muitas 
comunidades urbanas. Já os polêmicos bailes funk enfrentaram desafios ao 
longo de sua trajetória, especialmente em relação à censura e ao estigma social. 
As letras das músicas que geralmente retratam a realidade das favelas 
brasileiras, e que abordam questões como violência, desigualdade social e 
celebração da cultura local, geraram muitos debates sobre a legitimidade e 
contribuição do gênero para a cultura brasileira. Com isso, a comunidade 
funkeira sempre buscou o reconhecimento do ritmo do funk como uma 
manifestação cultural. 
Nesse sentido, Laraia (2021) afirma que cada sistema cultural está em 
constante evolução. Compreender essa dinâmica é fundamental para suavizar 
os conflitos entre gerações e prevenir atitudes preconceituosas. Assim como é 
essencial para a humanidade compreender as diferenças entre povos de 
culturas diversas, também é necessário ter sensibilidade para entender as 
disparidades que surgem dentro do mesmo sistema cultural. Esse é o caminho 
que capacita as pessoas a enfrentarem os problemas de maneira sensata em 
um mundo em constante transformação. 
 
 
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TEMA 3 – COMUNICAÇÃO 
O estabelecimento dos meios de comunicação de massa (ou mídias) tem 
um impacto significativo nas vidas das pessoas, visto que influencia suas 
decisões e seus relacionamentos. Na área da comunicação, existe uma grande 
discussão sobre o impacto negativo dessa influência, em virtude da preocupação 
de que os meios de comunicação possam causar danos à população, como 
influenciar a compra de produtos ou persuadir o público a votar em determinado 
candidato nas eleições.Podemos perceber que as interações que mantemos com as mídias são 
mais complexas do que parecem. Ainda, a ascensão das mídias digitais 
adicionou novas nuances a esse fenômeno, surgindo uma nova preocupação: o 
impacto da internet e das redes sociais nas relações entre as pessoas. 
No início do século XXI, a evolução da internet teve uma perspectiva 
promissora, pelo fato de facilitar o acesso ao conhecimento para qualquer 
pessoa que utilizasse computadores e produtos de informática. A internet se 
apresentava como uma ferramenta para democratizar a comunicação, 
oferecendo a todos a potencialidade de compartilhar ideias e influenciar outros 
indivíduos. 
Algumas décadas se passaram desde então, e presenciamos diversas 
transformações decorrentes do avanço digital em nossas vidas. Embora os livros 
tenham se tornado mais acessíveis, as redes sociais, com imagens e vídeos, 
tomaram nosso tempo e atenção. De alguma forma, os indivíduos se tornaram 
menos propensos ao conhecimento complexo. O acesso livre a essas 
plataformas possibilitou a indivíduos mal-intencionados utilizar as redes para 
disseminar desinformação, propagar mentiras, além de criar a cultura do 
cancelamento. Nessa perspectiva, as tecnologias digitais se mostraram menos 
previsíveis do que inicialmente imaginávamos, revelando consequências tanto 
positivas quanto negativas em nossa vida social. 
3.1 O problema do excesso de informações e da desinformação 
O problema do excesso de informações é uma característica marcante da 
sociedade contemporânea, impulsionada principalmente pela rápida evolução 
tecnológica e pela expansão da internet. Vivemos em uma era em que uma 
quantidade massiva de dados está constantemente disponível, e, por isso, as 
 
 
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pessoas são bombardeadas por informações provenientes de diversas fontes. 
Nesse cenário, emergem enormes desafios, que impactam a forma como 
percebemos, processamos e utilizamos a informação. 
Uma das consequências desse excesso é a dificuldade em discernir entre 
informações relevantes e irrelevantes. A abundância de dados pode resultar em 
sobrecarga cognitiva, levando a uma sensação de saturação e dificuldade em 
concentrar a atenção no que realmente importa. Além disso, a constante 
exposição a uma variedade muito grande de fontes e pontos de vista acaba 
gerando confusão e ambiguidade, o que prejudica a formação de opiniões 
informadas. 
Foi o que ocorreu no período da pandemia de Covid-19, em que tivemos 
um excesso de informações e de desinformação. Com isso, um termo, 
infodemia, foi usado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela 
Organização Pan-Americana de Saúde (Opas): 
A palavra infodemia se refere a um grande aumento no volume de 
informações associadas a um assunto específico, que podem se 
multiplicar exponencialmente em pouco tempo devido a um evento 
específico, como a pandemia atual. Nessa situação, surgem rumores 
e desinformação, além da manipulação de informações com intenção 
duvidosa. Na era da informação, esse fenômeno é amplificado pelas 
redes sociais e se alastra mais rapidamente, como um vírus. (Opas, 
2020, p. 2) 
A infodemia revela que o acesso ilimitado à informação não é uma 
vantagem. Ao contrário, pode representar a recepção de um volume expressivo 
de dados de qualidade duvidosa. Tanto fontes mal-intencionadas, que buscam 
desviar o foco de discussões, manipular a opinião pública ou difamar indivíduos, 
quanto os próprios usuários da internet, que lutam para filtrar o que é realmente 
útil, contribuem para essa sobrecarga informativa. A avalanche de informação, 
muitas vezes, resulta em mais confusão do que esclarecimento. 
3.2 Liberdade de expressão e o problema das fake news 
A liberdade de expressão é um princípio fundamental em democracias, 
visto que assegura que os cidadãos tenham o direito de expressar suas opiniões 
e ideias sem censura governamental. No entanto, quando essa liberdade é 
explorada para disseminar as fake news, a questão torna-se mais desafiadora. 
Mas o que são as fake news? 
 
 
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Fake news são os “conteúdos com formato que imita notícias tradicionais 
e que são propagados sobretudo em ambientes digitais, tendo como objeto 
histórias falsas/inventadas” (Carvalho, 2019, p. 23). 
Figura 3 – Fake news (“notícias falsas”, em português) são amplamente 
disseminadas e compartilhadas rapidamente sem antes comprovar a veracidade 
dos fatos 
 
Crédito: McLittle Stock/Shutterstock. 
A internet, em especial as redes sociais, facilitou a rápida disseminação 
das fake news. Quando uma notícia falsa é compartilhada e não é verificada sua 
veracidade, rapidamente ela se espalha pelas redes sociais; dizemos, então, que 
“viralizou na internet”. Segundo o relatório Digital 2023: Brasil, as redes sociais 
mais usadas no Brasil são: WhatsApp, Instagram, Facebook, TikTok, Facebook 
Messenger, Telegram, Kwai (Kuaishou) e Twitter (We Are Social & Meltwater, 
2023). 
A capacidade de compartilhar instantaneamente, pelas redes sociais, 
conteúdo sem uma rigorosa verificação dos fatos, possibilitou que as fake news 
se espalhassem velozmente, atingindo milhares de pessoas antes que o 
esclarecimento dos fatos pudesse ser feito. 
Esse fenômeno tem implicações sérias na esfera política, social e cultural. 
Em campanhas eleitorais anteriores, por exemplo, as fake news já foram 
https://www.shutterstock.com/g/Georgejmclittle
 
 
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utilizadas para manipular a opinião pública, difamar candidatos e distorcer 
debates políticos. Além disso, na área da saúde, informações falsas podem 
colocar em risco a vida das pessoas, como no caso de boatos relacionados à 
eficácia de medicamentos e vacinas. 
Combater as fake news exige esforços da sociedade e dos governos. 
Algumas ações visam responsabilizar as plataformas on-line e os produtores de 
conteúdo por sua contribuição na disseminação de fake news. Mecanismos de 
verificação de fatos, moderação de conteúdo e transparência nas práticas 
algorítmicas são algumas das abordagens sugeridas para diminuir os impactos 
nocivos das informações falsas na sociedade. Além disso, é essencial que os 
indivíduos desenvolvam um pensamento crítico e se tornem mais conscientes 
sobre a origem e a veracidade das notícias que consomem. 
TEMA 4 – CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 
No século XX, nossas atividades eram predominantemente analógicas. 
As pessoas usavam telefones analógicos para conversar, rádios analógicos para 
ouvir música e televisão analógica para assistir aos programas de TV. 
A maioria das empresas deu início aos seus negócios de maneira 
convencional, utilizando métodos analógicos, como o tradicional uso de papel e 
caneta. Um exemplo clássico dessa abordagem era a antiga prática de manter 
cadernetas em mercados de secos e molhados. Esse tipo de atendimento foi, 
por muito tempo, eficiente, proporcionando aos comerciantes controle sobre as 
vendas. A utilização da caneta e da caderneta era uma ferramenta valiosa que 
fornecia dados importantes para o crescimento dos negócios. 
Diante desse contexto histórico, e com os avanços da ciência e da 
tecnologia, a evolução foi natural. No século XXI, vivenciamos a transformação 
digital. 
A transformação digital está impulsionando a economia, na qual as 
práticas econômicas tradicionais são substituídas por atividades digitais. Essa 
mudança já está em curso a décadas, e podemos observar isso em nosso 
cotidiano. Vejamos alguns exemplos a seguir. 
• Compras on-line: nada supera a conveniência de poder selecionar o 
produto desejado, esteja ele disponível em nossa cidade, estado ou 
mesmo em outro país. Devemos lembrar em que pouco mais de uma 
 
 
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década isso não era uma opção viável. Essa inovação, em virtude da 
transformação digital, provocou uma revolução na área do consumo. É 
importante destacar que aqueles que não se adaptarem a essas 
mudanças correm o risco de fechar seus negócios ou enfrentar um 
impacto negativo,especialmente se seus concorrentes e substitutos 
semelhantes estiverem explorando esses canais de vendas. 
• Autosserviço: atualmente, em diversos estabelecimentos comerciais, 
temos a opção do autosserviço, proporcionado pela tecnologia e pela era 
digital. Um exemplo é o McDonald’s, que, em suas lojas físicas, oferecem 
totens de autoatendimento, com telas touch que possibilitam ao 
consumidor escolher e personalizar seus lanches e, ao final da seleção, 
efetuar o pagamento utilizando a máquina de cartão a ele acoplada. No 
varejo, em supermercados, é possível encontrar duas opções d caixas 
para efetuar o pagamento das compras: os caixas convencionais, com 
operadores (pessoas), e o caixa de autosserviço, em que a própria pessoa 
passa os produtos no leitor e efetua o pagamento diretamente na máquina 
de cartão acoplada, sem a necessidade de um operador. 
Figura 4 – Hoje é comum os consumidores optarem pelo autosserviço: nas lojas 
físicas no McDonald’s há totens de autoatendimento 
 
Crédito: Mountains Hunter/Shutterstock. 
https://www.shutterstock.com/g/AntonMaster
 
 
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4.1 Letramento digital e inclusão digital 
Em razão da realidade da transformação digital, é natural que a sociedade 
passe pelo letramento digital e pela inclusão digital. 
O letramento digital consiste em desenvolver a habilidade de 
compreender e utilizar as tecnologias digitais, bem como e interagir com elas, 
sendo fundamental na sociedade da informação. Isso vai além do simples 
conhecimento técnico, pois envolve a capacidade de avaliar informações on-line, 
compreender as implicações éticas e de segurança digital, bem como participar 
ativamente da sociedade digital. Por isso, o letramento digital é essencial em um 
mundo cada vez mais dependente da tecnologia. 
A inclusão digital está vinculada à realidade da inclusão social, pois a 
inclusão digital gera acesso e promove a participação de todos na sociedade, 
independentemente de suas habilidades ou localização. Garantir a inclusão 
digital é vital para reduzir as disparidades socioeconômicas, promovendo 
oportunidades iguais para todos. Isso envolve o acesso a dispositivos digitais, 
conectividade à internet e capacitação para utilizar efetivamente as tecnologias 
digitais. 
É por isso que a inclusão digital se torna indispensável para todos. O 
avanço tecnológico nas atividades cotidianas pode gerar fascínio, admiração e 
curiosidade em alguns indivíduos, já em outros pode causar sentimento de 
impotência, ansiedade e insegurança. Algumas pessoas ainda encaram a 
tecnologia como um universo complexo e desconhecido. No entanto, 
compreender as características da tecnologia e a sua linguagem digital torna-se 
essencial para trabalhar a inclusão na sociedade globalizada. 
Quando pensamos em políticas públicas voltadas para a inclusão digital, 
elas devem ser direcionadas por objetivos que abranjam diversos aspectos 
fundamentais para promover a participação plena das pessoas na era digital, 
abrangendo a inserção efetiva no mercado de trabalho e a geração de renda. 
Além disso, é importante direcionar esforços para a melhoria e facilitação das 
tarefas cotidianas das pessoas, reconhecendo o papel essencial da tecnologia 
no nosso dia a dia. 
 
 
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4.2 Inovação tecnológica e inteligência artificial (IA) 
A inovação tecnológica e a inteligência artificial (IA) desempenham papéis 
centrais na era digital atual, transformando significativamente a maneira como 
vivemos, trabalhamos e nos comunicamos. 
A inovação tecnológica ocorre com a criação de uma nova tecnologia 
ou o aperfeiçoamento de alguma tecnologia já existente, que passa por 
melhorias e, assim, supera as versões anteriores. São diversos elementos que 
envolvem a inovação tecnológica, como as agências de fomento 
(financiamento), a criação (invenção), o criador (inventor), as incubadoras de 
empresas, os parques tecnológicos, as instituições científicas de tecnologia e 
inovação e as universidades com pesquisas científicas. 
A velocidade da inovação tecnológica é impressionante, podendo ser 
observada nos avanços em áreas como automação, biotecnologia, energia 
renovável, nanotecnologia, inteligência artificial. É possível perceber que a 
inovação tecnológica, além de impulsionar a eficiência e a produtividade, 
também gera diversas oportunidades de negócios em uma escala global. 
A inteligência artificial (IA) é um campo da ciência da computação que 
se concentra no desenvolvimento de sistemas que podem realizar tarefas que 
normalmente exigiriam inteligência humana. Isso inclui aprendizado de máquina, 
processamento de linguagem natural, visão computacional e raciocínio 
automatizado. A inteligência artificial tem aplicações amplas, desde assistentes 
virtuais e chatbots até diagnósticos médicos avançados e carros autônomos. 
A capacidade da inteligência artificial de analisar grandes volumes de 
dados, identificar padrões e aprender com experiências anteriores a torna uma 
ferramenta poderosa em muitos setores. No entanto, também levanta questões 
éticas e sociais, como a privacidade dos dados, a tomada de decisões 
autônomas e o impacto no emprego das pessoas. 
Será que a inteligência artificial tomará os empregos das pessoas? 
Esse é um questionamento muito discutido, com diferentes opiniões, em 
virtude da expansão da inteligência artificial. Além do ChatGPT, temos dezenas 
de ferramentas de inteligência artificial que já estão presentes no dia a dia de 
milhares de pessoas. 
Uma coisa que podemos afirmar é que a inteligência artificial está 
mudando a forma como podemos executar as atividades profissionais. 
 
 
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Realmente algumas funções e empregos pode desaparecerem, mas outras com 
certeza surgirão, pois o mercado de trabalho sempre está em transformação e 
se atualizando, trazendo a necessidade de atualização e adaptação por parte 
dos trabalhadores. 
O fato é que a integração da inovação tecnológica com a inteligência 
artificial está transformando o mercado de trabalho, bem como impulsionando a 
automação e o uso das novas tecnologias, e isso tem gerado novas 
oportunidades. 
Uma dica é não ter receio da inteligência artificial e encontrar meios de 
usar a tecnologia a nosso favor. Para isso, é preciso continuar estudando e 
aprofundando cada vez mais nossos conhecimentos. 
Além disso, não podemos deixar de considerar os aspectos éticos, visto 
que ainda é necessário refletir e discutir sobre os possíveis impactos que o 
aprimoramento da inteligência artificial pode ocasionar, para garantir que as 
implementações dessas tecnologias não sejam prejudiciais à sociedade. 
TEMA 5 – EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL 
A educação desempenha um papel fundamental no desenvolvimento 
humano e social, pois é por meio dela que capacitamos os indivíduos com 
habilidades, conhecimentos e perspectivas necessárias para enfrentar os 
desafios contemporâneos. 
A nossa sociedade está imersa pela ciência e tecnologia. Com isso, a 
educação, além de ser o meio pelo qual se transmite conhecimento, também 
fomenta o pensamento crítico, a resiliência e a resolução de problemas, 
características essenciais para o desenvolvimento humano e para a participação 
ativa do indivíduo em uma sociedade cada vez mais tecnológica. 
Nesse cenário, a colaboração entre as empresas e as instituições de 
ensino superior é fundamental para alinhar o conhecimento com as demandas 
do mercado de trabalho. Com isso, é possível incorporar as inovações 
tecnológicas com o desenvolvimento da sociedade em áreas como o campo 
científico e o campo econômico. 
No campo científico, podemos ter uma troca de conhecimento e de 
tecnologia entre universidades e empresas, e ter uma expansão dos 
investimentos destinados à produção de conhecimento científico direcionado à 
solução de problemas na sociedade. 
 
 
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No campo econômico, é possível promover o avanço por meio do 
desenvolvimento detecnologias que favoreçam a utilização sustentável de 
recursos naturais. Já a diversificação das estruturas produtivas e empresariais 
do país, contemplando iniciativas como startups, incubadoras, empresas 
juniores e fundações de apoio, também contribui para impulsionar a economia. 
É importante saber relacionar as diversas áreas, visto que o 
desenvolvimento da ciência e tecnologia acaba por exercer uma influência 
profunda no desenvolvimento humano e social. Essa interação dinâmica tem 
implicações em várias dimensões, moldando a forma como vivemos, 
trabalhamos e nos relacionamos com os outros e o com o mundo ao nosso redor. 
A ciência e a tecnologia ampliam as fronteiras do conhecimento do ser 
humano, o que possibilita uma compreensão mais profunda dos fenômenos 
naturais, da saúde humana, das origens do universo e de inúmeros outros 
aspectos da realidade. Esse avanço contínuo do conhecimento não somente 
enriquece a nossa compreensão do mundo, mas também alimenta a curiosidade 
humana, incentivando a busca incessante por respostas e descobertas. 
Além disso, a tecnologia desempenha um papel essencial na melhoria das 
condições de vida em sociedade. Inovações tecnológicas, desde avanços na 
medicina até soluções para problemas ambientais, têm o potencial de aumentar 
a qualidade de vida das pessoas. A automação e a eficiência proporcionadas 
pela tecnologia também impactam positivamente a produtividade e a economia, 
gerando oportunidades de trabalho. 
No desenvolvimento social, a ciência e a tecnologia conectam as pessoas 
e facilitam a troca de informações. A revolução digital, por exemplo, transformou 
a maneira como nos comunicamos, o que propicia uma interconexão global 
instantânea por meio da internet. Isso, além de ampliar as relações culturais, 
também promove a colaboração e a disseminação do conhecimento em uma 
escala sem precedentes. 
Contudo, é importante reconhecer que o impacto da ciência e tecnologia 
na sociedade não é perfeito e traz muitos desafios. Por exemplo, o uso excessivo 
das tecnologias é uma realidade comum em nossa sociedade, e pode acarretar 
impactos negativos no ser humano, abrangendo áreas que vão desde o bem-
estar psicológico até as relações sociais. 
Em termos de saúde mental, a constante exposição às telas e o consumo 
desenfreado de conteúdo on-line têm sido associados a problemas como 
 
 
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ansiedade e depressão. O mundo virtual, muitas vezes repleto de padrões 
irrealistas e interações superficiais, pode criar uma pressão constante para se 
adequar a expectativas pouco saudáveis, o que afeta a autoestima e a saúde 
emocional. 
No desenvolvimento social, o uso excessivo da tecnologia pode contribuir 
para o isolamento. O tempo dedicado a dispositivos eletrônicos muitas vezes 
substitui as interações pessoais face a face, prejudicando a formação de 
conexões humanas, a geração da empatia e alteridade. Isso pode levar a um 
enfraquecimento dos laços sociais e afetar negativamente a saúde emocional. 
Além disso, a constante exposição ao bombardeio de informações on-line, 
muitas vezes incorretas e prejudiciais, contribui para a polarização de opiniões e 
a disseminação de fake news. Por isso é que negligenciar a educação 
compromete o desenvolvimento humano e social, pois faz com que as pessoas 
sejam menos reflexivas, críticas e empáticas, tornando-as suscetíveis a aceitar 
facilmente como verdadeiras a notícias falsas. 
A consequência é que temos indivíduos mais intolerantes, acreditando 
que são bem-informados; porém, na verdade, esses indivíduos são 
desinformados, não avaliam corretamente as fontes e não conseguem discernir 
entre o falso e o verdadeiro, o que impacta diretamente a compreensão da 
realidade, da ética e da moral. 
TROCANDO IDEIAS 
Diante do cenário cultural, um fenômeno levanta questões sobre a linha 
tênue entre a apreciação cultural legítima e a apropriação, o que desafia noções 
de respeito, identidade e representação. A reflexão e discussão sobre a 
apropriação cultural destaca a importância de uma discussão consciente para 
promover a compreensão intercultural e o respeito a culturas diversas. Discuta 
como podemos promover um diálogo construtivo sobre a importância da 
diversidade cultural. 
Saiba mais 
Para nos aprofundarmos mais no assunto, leia a notícia “Apropriação 
cultural e eliminação da diversidade cultural”, escrita por Mairemí Pita Vaca e 
Isabel Collazos Gottret para a Muy Waso (Bolívia), e que foi republicada pela 
Global Voices. Disponível em: Acesso em: 25 jan. 
2024. 
NA PRÁTICA 
Agora, vamos resolver uma questão do Enade 2022, que, na Formação 
Geral, abordou de forma interdisciplinar os temas expressão artística e 
expressão cultural. 
 
Considerando-se o texto e a imagem apresentados, é correto afirmar que 
o grafite consiste em uma: 
a. expressão popular associada à contestação e, por isso, não é 
reconhecido como arte. 
b. expressão convencional de hierarquias consolidadas ao longo do tempo 
e ainda presentes na sociedade. 
 
 
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c. expressão cultural que problematiza os valores e as relações da 
sociedade com os espaços onde é produzida. 
d. intervenção urbana que traz prejuízos para a sociedade porque gera 
conflitos latentes entre diferentes classes sociais. 
e. intervenção estética realizada com o propósito de embelezamento 
padronizado dos espaços urbanos pelo uso de cores intensas e 
contrastantes. 
Comentários: 
a. afirmativa falsa, pois o grafite é reconhecido como arte, mesmo que seja 
uma expressão popular associada à contestação. 
b. afirmativa falsa, pois o grafite não é uma expressão convencional, mas 
sim uma forma de expressão que problematiza as relações sociais. 
c. afirmativa verdadeira, pois o texto e a imagem apresentados mostram que 
o grafite é uma expressão cultural que problematiza os valores e as 
relações da sociedade com os espaços nos quais é produzida. 
d. afirmativa falsa, pois o grafite não traz prejuízos para a sociedade, mas 
sim pode contribuir para a reflexão sobre os problemas sociais. 
e. afirmativa falsa, pois o grafite não é uma intervenção estética realizada 
com o propósito de embelezamento padronizado dos espaços urbanos. 
FINALIZANDO 
Nesta etapa, compreendemos que a cultura emerge como um fenômeno 
intrínseco ao ser humano, moldando identidades culturais por meio de valores, 
crenças e práticas compartilhadas. A diversidade cultural enriquece o panorama 
global, moldando identidades que se manifestam por meio de expressões 
artísticas como arte, música e literatura. A liberdade artística, mesmo sendo 
essencial, enfrenta desafios com a censura, destacando a importância da crítica 
na sociedade. O avanço científico e tecnológico, incluindo inovações como 
inteligência artificial, impulsiona mudanças profundas na sociedade, 
demandando reflexão sobre suas aplicações éticas. A educação é um pilar 
fundamental, visto que capacita indivíduos para enfrentar os desafios 
contemporâneos, contribuindo para um futuro mais equitativo e sustentável. 
Esses temas entrelaçados delineiam a complexidade do mundo contemporâneo, 
 
 
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e fortalecem nossa formação cidadã em que a reflexão e a compreensão são 
essenciais para promover o diálogo e o desenvolvimento humano e social. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
CARVALHO, R. L. V. R. Notícias falsas ou propaganda? Uma análise do estado 
da arte do conceito fake news. Questões Transversais: Revista de 
Epistemologias da Comunicação, v. 7, n. 13, p. 21-30, jan./jun. 2019. 
ETNOCENTRISMO. In: Dicionário Michaelis. São Paulo: Melhoramentos, 2023. 
LARAIA, R. B. Cultura: um conceito antropológico. 31.ª reimp. Rio de Janeiro: 
Jorge Zahar, 2021. 
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE – OPAS. Entenda a infodemia 
e a desinformação na luta contra a Covid-19. Washington, 2020. Disponívelem: . Acesso em: 25 jan. 2024. 
WE ARE SOCIAL & MELTWATER. Digital 2023: Brasil. 2023. Disponível em: 
 Acesso em: 25 jan. 2024.