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Revista Contemporânea, vol. 5, n°. 6, 2025. ISSN: 2447-0961 
 
 
Contemporânea 
Contemporary Journal 
Vol. 5 N°. 6: p. 01-13, 2025 
ISSN: 2447-0961 
 
Artigo 
 
RED PILL E A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES 
 
RED PILL AND VIOLENCE AGAINST WOMEN 
 
LA PÍLDORA ROJA Y LA VIOLENCIA CONTRA LA MUJERC 
 
DOI: 10.56083/RCV5N6-058 
Receipt of originals: 5/16/2025 
Acceptance for publication: 6/6/2025 
 
Pablo Henrique Silva dos Santos 
Graduando em Psicologia 
Instituição: Faculdades Integradas da América do Sul 
Endereço: Brasil, Caldas Novas, Goiás 
E-mail: pablohjc@gmail.com 
 
RESUMO: A propagação da misoginia em mídias digitais, falando sobre o 
movimento Red Pill e nas dificuldades enfrentadas para combatê-lo. Analisa-
se como esses discursos de ódio reforçam a masculinidade tóxica e ameaçam 
os direitos das mulheres. A Lei Lola surge como um marco jurídico 
importante, mas ainda insuficiente diante da complexidade do problema. 
Propõe-se a psicoeducação como estratégia essencial de enfrentamento, 
aliando educação de gênero, alfabetização das mídias digital, crítica e ações 
interdisciplinares para promover uma cultura de equidade e respeito. 
 
PALAVRAS-CHAVE: misoginia, red pill, psicoeducação, violência, 
masculinidade hegemônica, Lei Lola. 
 
ABSTRACT: The spread of misogyny in digital media, discussing the Red Pill 
movement and the difficulties faced in combating it. The article analyzes how 
these hate speeches reinforce toxic masculinity and threaten women's rights. 
The Lola Law emerges as an important legal framework, but it is still 
insufficient in view of the complexity of the problem. Psychoeducation is 
proposed as an essential strategy for confronting the problem, combining 
gender education, digital media literacy, criticism and interdisciplinary 
actions to promote a culture of equity and respect. 
 
 
 
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Revista Contemporânea, vol. 5, n°. 6, 2025. ISSN: 2447-0961 
 
KEYWORDS: misogyny, red pill, psychoeducation, violence, hegemonic 
masculinity, Lola Law. 
 
RESUMEN: La propagación de la misoginia en los medios digitales, 
analizando el movimiento de la Píldora Roja y las dificultades para 
combatirlo. El artículo analiza cómo estos discursos de odio refuerzan la 
masculinidad tóxica y amenazan los derechos de las mujeres. La Ley Lola se 
perfila como un marco legal importante, pero aún insuficiente dada la 
complejidad del problema. Se propone la psicoeducación como una 
estrategia esencial para afrontar el problema, combinando educación de 
género, alfabetización mediática digital, crítica y acciones interdisciplinarias 
para promover una cultura de equidad y respeto. 
 
PALABRAS CLAVE: misoginia, píldora roja, psicoeducación, violencia, 
masculinidad hegemónica, Ley Lola. 
 
 
 
 
 
1. Introdução 
 
E perceptível como nesses últimos dias, o espaço virtual se consolidou 
como um campo de disputa ideológica e cultural, onde discursos ditos como 
conservadores e agressivos, vem contra o avanço dos direitos das mulheres 
vêm ganhando visibilidade. Entre esses movimentos, destaca-se o chamado 
Red Pill, um grupo de homens que espalham ideias contrárias à igualdade de 
gênero tentando justificar de que vivemos em uma sociedade “manipulada 
por mulheres”. No Brasil, o crescimento dessa falácia tem ampliado o 
alcance da violência simbólica e psicológica contra o público feminino em 
plataformas digitais. 
A agressividade dirigida às mulheres no meio digital não representa 
um fato isolado, mas sim uma manifestação contemporânea de uma 
misoginia historicamente enraizada. Esse tipo de violência, muitas vezes 
vistas como normais, envolve práticas como perseguições, difamações, 
 
 
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ameaças e intimidações online. A ausência de uma punição eficaz e a 
dificuldade de responsabilização dos autores desses ataques favorecem o 
crescimento dos grupos, criando um ambiente hostil para as mulheres no 
espaço público e virtual. 
Os seguidores do Red Pill partem da ideia de que os homens estariam 
sendo desfavorecidos por um sistema supostamente “feminizado”, 
defendendo, assim, o retorno a uma masculinidade forte e autoritária. Essa 
ideologia alimenta a desconfiança, controle e o rebaixamento da figura 
feminina, apresentando-se como uma resposta à luta por um certo bem 
maior, mas um bem maior so para os homens, como destacam Bezerra e 
Menezes (2024), esse movimento se apoia em princípios do neoliberalismo, 
reforçando valores individualistas que contribuem para o fortalecimento das 
desigualdades de gênero. 
Dessa forma, a misoginia virtual deve ser entendida não apenas como 
uma consequência da intolerância individual em um so campo de mídias 
digitais, mas como parte de um contexto social mais amplo, sustentada por 
estruturas históricas de dominação masculina. Essa dinâmica se agrava 
quando associada à impunidade e à negligência estatal em relação à proteção 
de mulheres vítimas de violência digital. Casos recentes ilustram como esse 
tipo de discurso pode ultrapassar os limites da internet e se transformar em 
ameaças concretas. A atriz Lívia La Gatto, foi ameaçada após criticar o Red 
Pill em suas redes sociais, episódio que envolveu diretamente um dos 
principais representantes do movimento no Brasil. Conforme apontado por 
Bezerra e Menezes (2024), essas situações demonstram a gravidade do 
problema e a necessidade de ações jurídicas e políticas mais efetivas. 
O modelo de masculinidade formado por esses grupos contribui para a 
modulação de uma cultura de dominação, inibindo a construção de relações 
interpessoais baseadas no respeito e na equidade. Ao atacar valores 
democráticos como igualdade e diversidade, os defensores do Red Pill 
dificultam o avanço de políticas públicas voltadas para o enfrentamento da 
 
 
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violência de gênero, por isso a necessidade de pesquisar e aprofundar mais 
sobre o tema. Embora a internet também ofereça espaços de resistência e 
articulação para o movimento feminista, os ataques sistemáticos e o discurso 
de ódio disseminado por grupos misóginos criam obstáculos reais à liberdade 
de expressão das mulheres. 
O objetivo e mostrar que o ambiente das mídias digital torna-se, assim, 
um campo marcado por tensões e conflitos, onde o machismo é atualizado e 
publicado em novas linguagens. Frente a esse cenário, é fundamental 
aprofundar o debate acadêmico e institucional sobre as origens desses 
discursos e seus impactos sociais. Mais do que punir os agressores, é 
necessário promover uma educação crítica de gênero, fortalecer os 
mecanismos legais e estimular uma cultura de respeito às diferenças. Só 
assim será possível transformar o espaço virtual em um ambiente mais 
democrático e acolhedor para todos. Bezerra e Menezes (2024). 
 
2. Metodologia Sistemática 
 
Esta abordagem utilizada se diferencia significativamente das revisões 
bibliográficas narrativas tradicionais, pois requer uma série de etapas cuja 
metodologia é claramente delineada, utilizando técnicas padronizadas que 
permitem a reprodução dos resultados. Lopes et al. (2008). Foi utilizado 10 
artigos, encontrados através dos descritores, “red pill”, “misoginia”, 
“violência contra mulheres”. 
Utilizou-se o site de busca de pesquisas acadêmicas, Google 
Acadêmico, o Portal de Periódicos da CAPES, o SciELO, foi feito o 
levantamento de 20 artigos, porém dos 20 foi selecionado 10, para a 
averiguação Bibioglafica. Porém o intuito da pesquisa não e ser uma pesquisa 
exaustiva, mas sistemática e reflexiva. Por ser um tema denso ainda tem 
muito o que se pesquisar. 
 
 
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Foi utilizado um método de pesquisa estruturado, para coletar as 
informações, as respostas dadas pela psicólogaque reside em Caldas Novas, 
foi de suma importância para o pensamento reflexivo e crítico que se propõe 
o artigo, utilizou-se 8 perguntas abertas para a coleta de dados por meio de 
uma gravação, e todas as falas usadas na pesquisa, se encontram fidedignas 
a gravação. 
 
3. Misoginia e a Lei Lola 
 
O avanço dos meios de comunicação digitais, contribuiu para a 
propagação do discurso feminista, a assim como possibilitou a expansão de 
discursos violentos contra as mulheres no ambiente virtual. Grupos 
“antimulheres” têm utilizado plataformas como o Facebook, Instagram, 
grupos no Telegram, para disseminar narrativas que desqualificam a luta das 
mulheres, criando um clima de hostilidade sustentado por emoções intensas 
como o ódio. Esses discursos não surgem de forma isolada, mas sim dentro 
de um contexto histórico e social que legitima a desvalorização feminina, 
como aponta Anjos (2022). 
A misoginia, entendida como aversão, desprezo ou ódio direcionado às 
mulheres, tem se manifestado no espaço público e digital. Não se trata 
apenas de opiniões individuais ou de comportamentos isolados, mas de um 
processo organizado de reforço de estereótipos e deslegitimação da presença 
feminina na esfera pública. Anjos (2022). Tais discursos são estruturados 
para manter o antifeminismo ativo, oferecem uma certa “urgência”, por 
medo de perderem o poder, capaz de manter o discurso constante e 
mobilizar coletivamente seus seguidores, discursos do tipo “mulher deve 
cuidar das coisas de casa”, deve ser submissa, esse tipo de discurso fere a 
liberdade que as mulheres vem lutando para conquistar. 
Diante do crescimento dessas práticas, foi sancionada em 2018 a Lei 
nº 13.642, conhecida como Lei Lola, que atribui à Polícia Federal a 
 
 
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competência de investigar crimes misóginos cometidos pela internet. Essa 
lei introduz o termo “misoginia” no ordenamento jurídico brasileiro, 
representando um marco no reconhecimento institucional do problema. 
Contudo, como alertam Souza et al. (2022), a falta de uma definição precisa 
do conceito dificulta sua aplicação legal efetiva, gerando interpretações 
ambíguas e limitadas da norma. 
Além disso, a misoginia não é um fenômeno novo, mas possui raízes 
profundas nas estruturas sociais e culturais. A história da perseguição 
feminina passa por episódios como a “caça às bruxas”, a exclusão das 
mulheres nos cargos de lideranças e destaques. Esses padrões continuam 
sendo atualizados nas plataformas digitais, onde a figura da mulher 
emancipada é frequentemente atacada, como demonstram os dados 
coletados por Anjos (2022) em sua análise do discurso antifeminista no 
Facebook. 
O discurso antifeminista também busca através de uma narrativa falsa, 
construir a imagem da mulher feminista como ameaça à ordem social, muitas 
vezes desenhada por comentários de Instagram como desajustada ou infiel. 
Essa narrativa é alimentada por estratégias que ora ridicularizam, ora 
demonizam essas mulheres, criando uma figura de inimiga dos homens. Tais 
construções simbólicas têm impacto direto na violência verbal e psicológica 
sofrida por ativistas, jornalistas e figuras públicas do sexo feminino Anjos 
(2022). 
A dificuldade em conceituar a misoginia no campo jurídico reflete, 
também, uma resistência estrutural em reconhecer que o ódio às mulheres 
é um fenômeno coletivo e persistente. Souza et al. (2022) apontam que, 
embora a Lei Lola represente um avanço, ainda é necessária a construção 
de parâmetros claros e interdisciplinares para que sua aplicação seja eficaz. 
E necessário quebrar esse pacto masculino na onde o poder e a liderança so 
pertencem aos homens, esse discurso machista que só os homens devem 
ocupar cargos de destaque e liderança deve ser combatidos. 
 
 
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4. Políticas Públicas 
 
As políticas públicas voltadas para mulheres vítimas de violência têm 
se mostrado necessárias no enfrentamento desse grave problema social, 
conforme se observa nas análises dos estudos realizados. Segundo Sousa et 
al. (2024), a violência contra a mulher é um fenômeno que atinge uma 
grande parte da população feminina brasileira, em varias esferas de atuação, 
reforçando a urgência de se pensar sobre tais violências, e sobre como 
combater essa ideologias que propagam o ódio, a Lei Maria da Penha, 
instituída em 2006, é um marco nesse contexto, mas a efetividade das 
políticas implementadas ainda é questionada, uma vez que não têm 
demonstrado redução significativa nos índices de violência, mesmo sabendo 
que tem tal lei, os homens ainda se acham no direitode fazer o que bem 
entendem, o sentimento de impunidade colabora bastante para tais atos 
(Costa & Dias Junior, 2024). 
A pesquisa de Sousa et al. (2024) destaca a importância de fontes de 
informação confiáveis para a formulação de políticas públicas. Com base em 
uma análise de 204 documentos, os autores identificaram que 53% das 
mudança cultural e estrutural para prevenir a violência, e necessário 
desconstruir esse pensamento violento contra as mulheres que esta 
enraizada na cultura Brasileira. Portanto, a construção de uma rede de apoio 
e a garantia de acesso à informação são fundamentais para que as mulheres 
possam exercer seus direitos e buscar proteção efetiva contra a violência, 
seja qual tipo de violência for. 
 
5. Resultados e Discussões 
 
Os discursos misóginos disseminados por grupos antifeministas, como 
o Red Pill, encontrados no ambiente digital, especialmente entre jovens 
homens que experimentaram frustrações afetivas e sociais. Esse cenário, 
 
 
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segundo Lima-Santos e Santos (2022), é alimentado pela ideia de uma 
suposta “manipulação feminista”, sendo a misoginia estruturada como um 
projeto discursivo de reafirmação da masculinidade hegemônica. Assim, a 
psicoeducação se apresenta como um recurso essencial para intervir nessa 
lógica e promover a transformação cultural necessária, precisa ser pensada 
nas escolas, onde tema precisa ser abordado com os adolescentes, para que 
não cai na “teia de aranha” dos red pill, incels, etc. Corroborando com o que 
foi citado a cima trouxe a fala da Psicóloga Entrevista; 
 
“É uma filosofia que tenta transmitir uma ideia de um despertar 
masculino, como se estivessem sendo enganados pela sociedade e 
pelas mulheres”. 
 
A psicoeducação da população sobre os impactos sociais e psicológicos 
da misoginia exige uma abordagem interdisciplinar, que articule saberes da 
psicologia social, educação, comunicação e direitos humanos. É fundamental 
que ações educativas explanem mais como esses grupos utilizam estratégias 
de manipulação emocional, alimentando ressentimentos para legitimar o 
ódio e a desumanização das mulheres (BEZERRA; MENEZES, 2024). 
Uma proposta de psicoeducação eficaz deve contemplar espaços de 
escuta e diálogo, especialmente voltados para adolescentes e jovens adultos, 
grupo mais suscetível à manipulação de ideologias extremistas. Como 
evidenciam Morais e Chaveiro (2024), a desconstrução da masculinidade 
tóxica passa por reconhecer a pluralidade de formas de ser homem, o que 
só é possível mediante reflexões mediadas sobre gênero, afetividade e 
empatia. A escola, os serviços de saúde e as redes sociais podem se tornar 
ambientes estratégicos para esse processo, para descotruir esses 
pensamentos machista como foi bem apontado; 
 
“Estereótipos tóxicos, no qual, para defender uma causa de 
impossível controle e um ar de superioridade masculina.” 
 
 
 
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Outro ponto relevante é o papel das mídias digitais na difusão de 
conteúdos misóginos, deveria ter uma fiscalização maior, e muito difícilfazer 
uma página que promove conteúdos misóginos cair, principalmente no 
Instagram. Conforme Quadrado e Ferreira (2020), as redes sociais 
contribuem para a formação de pensamentos ideológicas e radicais, 
impulsionadas por algoritmos que favorecem conteúdos de alto 
engajamento, mesmo que violentos. Por isso, uma dimensão importante da 
psicoeducação deve incluir a alfabetização digital crítica, ensinando os 
usuários a identificar fake news, manipulações retóricas e discursos de ódio 
disfarçados de opinião, principalmente por grupos como red pill, que ataca 
as mulheres de todas as formas, corroborando com as reflexões 
apresentadas segue uma outra fala, para complementar o que está sendo 
exposto; 
 
“Acredito que esse movimento tem crescido cada vez mais de uma 
forma silenciosa. Na minha percepção, causa vários impactos 
psicológicos, mas como se tivesse aquele ar de uma violência 
silenciosa. Esse movimento vem crescendo mais nas redes sociais e 
os impactos em conjunto também”. 
 
A própria psicologia tem o compromisso ético de contribuir para a 
construção de uma cultura de acolhimento, e a promoção de respeito mútuo. 
Isso não resume apenas em práticas clínicas, mas também em ações 
comunitárias, sociais, como rodas de conversa, produção de conteúdo 
acessível nas redes sociais, podcasts e eventos públicos que debatam 
gênero, masculinidades e violência simbólica. Tais práticas promovem o 
desenvolvimento do pensamento crítico e a desconstrução das estruturas de 
dominação de gênero. 
Os resultados apontam para a urgência de programas públicos que 
promovam a psicoeducação crítica em larga escala, articulando instituições 
de ensino, políticas de saúde mental, coletivos feministas e meios de 
comunicação. Apenas com uma atuação conjunta e contínua será possível 
 
 
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transformar a cultura que ainda tolera, justifica e propaga a violência contra 
as mulheres. 
 
6. Conclusão 
 
A análise das representações de misoginia no ambiente das mídias 
digitais revela que os discursos de violência contra mulheres, são sim 
construções sociais, com raízes na história da sociedade patriarcal, 
propagadas por movimentos como o Red Pill e pelo uso estratégico das 
plataformas digitais. Esses grupos se aproveitam de brechas culturais, 
emocionais e legislativas para legitimar e espalhar ideologias de dominação, 
resgatando valores patriarcais distorcidos, para tentar calar as mulheres 
tentando contra sua liberdade, e promovendo um retrato de que mulheres 
devem ser submissas, e trabalhar so em casa. 
Como demonstrado, o enfrentamento a essas práticas não pode se 
restringir à criminalização ou ao silenciamento. É necessário investir em 
ações de psicoeducação crítica, capazes de promover uma reflexão profunda 
sobre as masculinidades, as estruturas de poder e os mecanismos de 
manipulação emocional que sustentam a cultura misógina. A escola, os 
espaços comunitários, a psicologia e os meios de comunicação têm papel 
estratégico nesse processo. 
Os estudos analisados indicam que apenas por meio da articulação 
entre educação, políticas públicas, produção de conhecimento e 
responsabilização legal será possível transformar o cenário atual. A Lei Lola 
representa um importante marco simbólico e jurídico, mas precisa de maior 
respaldo conceitual e operacional para ser plenamente efetiva. 
Conclui-se, portanto, que o combate à misoginia exige um 
posicionamento ético da sociedade, que envolva tanto a atuação do Estado 
quanto a participação ativa da população. Educar, acolher, responsabilizar e 
 
 
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prevenir são ações indissociáveis no caminho para uma cultura 
verdadeiramente acolhedora e livre de violência contra as mulheres. 
 
 
 
 
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