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Unidade 4
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Aula 1
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL
Videoaula: Legislação tributária estadual
Videoaula: Legislação
tributária estadual
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
TRABALHISTA
Prezado aluno, nesta aula vamos nos ocupar com os estudos
da legislação que rege os tributos estaduais. Para isso,
partindo das discussões sobre competência tributária, será
objeto de nosso estudo a tratativa constitucional sobre a
matéria, passando pela evolução histórica da legislação
tributária estadual para, finalmente, chegarmos à discussão
sobre o contexto brasileiro e os desafios contemporâneos. 
Siga firme e tenha excelentes estudos 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Bem-vindo, prezado aluno! 
Nesta unidade nos ocuparemos dos estudos sobre legislação
tributária de modo que possamos compreender o
funcionamento e a aplicação do sistema tributário nacional. 
O complexo de normas e princípios que compõem o sistema
tributário brasileiro, além de sua importância na perspectiva
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das finalidades fiscais e extrafiscais exercidas pelos tributos,
trata-se de conjunto de conhecimento essencial no exercício
das atividades profissionais.  
A partir disso, iniciaremos os estudos desta unidade com a
legislação tributária estadual, partindo depois para as
normais constitucionais de competência tributária, passando
pela análise e pela compreensão da evolução histórica de
tais tributos para, finalmente, encararmos um panorama da
realidade brasileira, bem como os desafios que estão
reservados aos profissionais que atuam nessa área tão
desafiadora. 
Siga firma e excelente estudo! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
A legislação tributária estadual faz referência a todo
complexo de atos normativos que integram e compõem os
tributos de competência dos estados, que atendem ao
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princípio da legalidade. Nessa linha de pensamento, é
preciso definir quais são os tributos que competem, por
deferência constitucional, aos estados-membros. Falamos,
então, em competência tributária, que diz respeito ao poder
atribuído pela Constituição Federal a determinado ente
federativo (União, estados-membro, Distrito Federal ou
municípios) para que este possa atuar na atividade
tributária, mediante lei, instituindo tributos e obrigações
tributárias. 
Pensando na finalidade dos tributos, cujo objetivo é suprir os
recursos necessários à existência e ao funcionamento de
determinado ente político para realização de suas funções, é
possível então delimitar que os tributos estaduais se
relacionam com o próprio pacto federativo, garantindo que
cada estado-membro, conforme suas características de
território, população, economia, entre outros, possa legislar
sobre tais tributos para ter suas necessidades
satisfatoriamente atendidas. 
Assim, e nos termos do disposto pela Constituição Federal,
os estados-membros podem legislar para instituir,
determinar fato gerador, causa de incidência e alíquota de
impostos, taxas e contribuições de melhoria que não se
encontrem na esfera de competência da União ou dos
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municípios, assim como instituir contribuições para o custeio
da previdência social dos servidores estaduais e proceder a
cobrança de pedágios. 
Conforme prevê o art. 155, inciso I da Constituição Federal,
compete aos estados e ao Distrito Federal instituir o Imposto
sobre Transmissão Causa Mortis e Doações de Bens e
Direitos (ITCMD), tributo que incide sobre a transmissão de
bens móveis e imóveis e trata de direitos em decorrência da
transmissão de bens e direitos por sucessão legítima ou
testamentária ou por doação. Por se tratar de tributo
estadual, cada ente federativo pode legislar sobre as
alíquotas aplicáveis no âmbito de sua incidência, observando
a alíquota máxima definida no art. 1º da Resolução nº 9/1992
do Senado Federal, que determina “alíquota máxima do
imposto de que trata a alínea a, inciso I, do art. 155 da
Constituição Federal será de oito por cento, a partir de 1° de
janeiro de 1992” (BRASIL, 1992, [s. p.]). 
Já o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), previsto no art. 155, inciso II da Constituição Federal,
incide sobre a circulação de mercadorias e serviços no
âmbito estadual, abrangendo, nesse contexto, as
negociações mercantis, a transmissão jurídica de
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mercadorias por pessoas físicas ou jurídicas que exerçam,
habitualmente, a atividade comercial. 
É importante notar, sobre o ICMS, o seu caráter seletivo em
face da essencialidade das mercadorias ou serviços sobre os
quais incide, o que permite, à luz do disposto no art. 155, §
2º, inciso III da Constituição Federal, a possibilidade de cada
estado, conforme as características regionais e os aspectos
de essencialidade das mercadorias ou serviços, determinar a
alíquota ou mesmo as dispensas ou as isenções desse
tributo. 
Finalmente, o Imposto sobre Propriedade de Veículos
Automotores (IPVA), previsto pelo art. 155, inciso III da
Constituição Federal, faz incidir a tributação sobre a
propriedade – e não sobre a utilização – de veículo
automotor, sendo devido ao estado no qual o contribuinte
mantenha domicílio e em que o veículo esteja registrado. O
montante a ser pago pelo cidadão é calculado com base no
valor venal do veículo automotor. 
Siga em Frente...
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Siga em Frente...
Para compreender a evolução histórica da legislação
tributária estadual, primeiro se faz necessário compreender
os aspectos históricos do próprio estado brasileiro,
recorrendo aos conhecimentos de história, geografia e
ciência política. 
A importância disso se revela ao verificar-se que no período
do Brasil Império, entre 1822 e 1889, o país se constituía em
um estado unitário, ou seja, as subdivisões administrativas –
as províncias – não gozavam de qualquer autonomia
administrativa, encontrando-se vinculadas ao poder central
emanado do próprio Imperador. 
Apenas com a Constituição Republicana de 1891 é que foi
adotado, entre nós, o modelo federativo e de composição do
Estado, de sorte que os então surgidos estados-membros
passaram a ter reconhecida sua autonomia administrativa,
legislativa e tributária. A partir disso, é possível então passar
a pensar em tributos de competência legislativa e de
destinação direta dos estados-membros.  
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Marco relevante para a Constituição Republicana no campo
do direito tributário foi o reconhecimento de competências
distintas entre União e estados-membros no campo da
tributação. O art. 9º da Constituição de 1891 passou a
reconhecer como competência exclusiva dos estados-
membros a decretação de impostos sobre exportação de
mercadorias de sua própria produção, sobre imóveis rurais e
urbanos, sobre a transmissão de propriedade e sobre
indústrias e profissões dentro de seus respectivos
territórios.  
Além disso, esta Constituição reconheceu a competência dos
Estados para a decretação de taxas de selos quanto aos atos
emanados de seus respectivos governos e negócios de sua
economia e as contribuições concernentes aos seus
telégrafos e correios. O texto constitucional mencionou,
ainda, competência residual a ser partilhada por estados-
membros e União no campo do direito tributário. 
Foi na Constituição Federal de 1934 que surgiu, no País, a
semente do que se tornaria o moderno ICMS. No art. 8º,
inciso I, alínea “e”, aquela Constituição reconheceu
competência exclusiva aos estados para decretar impostos
sobre “vendas e consignações efetuadas por comerciantes e
produtores, inclusive os industriais, ficando isenta a primeira
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operação do pequeno produtor, como tal definido na lei
estadual” (BRASIL, 1934, [s. p.]), então denominado Imposto
sobre Vendas e Consignações (IVC). 
Tal situação somente foi experimentar progresso e evolução
a partir da década de 1950, com a implantaçãode competência
tributária atribuídas pela Constituição para a União, os
estados-membros, o Distrito Federal e os municípios. 
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
Prezado aluno, chegou o momento de colocar em prática os
conhecimentos que você construiu no decorrer de seus
estudos e de colocar a mão na massa para resolver um
estudo de caso, no qual você buscará pela solução de uma
situação-problema com a utilização das expertises
desenvolvidas. 
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Então, pense na seguinte situação hipotética:  
A empresa ALPHA & BETA ASSOCIADOS atua na importação
de jogos eletrônicos, atividade que já realiza há pelo menos
dez anos. No anseio de ampliar os negócios, em especial
após a notícia veiculada pela imprensa de que as alíquotas
dos impostos de importação de jogos eletrônicos sofreriam
redução por parte do governo estadual, decidiu ingressar
também na atividade de venda direta aos consumidores em
três lojas físicas, que serão instaladas em três grandes
municípios diferentes dentro do seu estado, além de manter
uma loja virtual vinculada à sede da empresa na capital do
mesmo estado. 
Além disso, e para solidificar ainda mais sua posição no
mercado de jogos eletrônicos, a empresa pretende passar
também a prestar serviços de manutenção em eletrônicos, o
que seria realizado nas dependências da sede da empresa,
localizada na capital. 
Pensando nessa situação e com base nos conhecimentos
que você construiu em seus estudos sobre a legislação
tributária municipal, estadual e federal e sobre as complexas
relações entre tais legislações, é possível começar a análise
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com alguns questionamentos para que você comece a
colocar em prática os conhecimentos que construiu. 
O primeiro questionamento remete à promessa de redução
do imposto de importação pelo governo estadual, o que,
caso efetivado, disponibilizaria os recursos necessários para
os planos de expansão da empresa. Seria possível o
cumprimento da promessa realizada? 
Além disso, sobre os eventuais impactos tributários
decorrentes da instalação das lojas de venda direta aos
consumidores, algum imposto específico seria devido por tal
atividade e, em caso positivo, qual o imposto em questão e
para quem deveria ser pago?  
Finalmente, sobre a atividade de prestação de serviços de
manutenção, essa atividade também sofreria incidência
tributária ou estaria incluída na atividade de venda de jogos,
já que seriam realizadas no mesmo local? Nesse caso, qual
seria o imposto eventualmente devido e quem deveria
recolher o tributo?
Dentre os aspectos mais complexos envolvendo o estudo da
legislação tributária, além das múltiplas competências
atribuídas aos entes federativos (União, Estados e
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Municípios) pela Constituição Federal, ainda nos deparamos
com as constantes alterações legislativas que vão desde a
instituição de tributos, passam por alterações de alíquotas e
chegam ao estabelecimento de circunstâncias legais de
isenção tributária.  
Tais características, por vezes, acabam criando a aparência
de um ambiente invencível, especialmente quando você
considera que, além das normas emanadas pela legislação
tributária federal, ainda temos decretos e regulamentos
federais que impõem reflexos em matéria tributária estadual
e municipal, além, por óbvio, das legislações estaduais no
âmbito de suas competências e das legislações locais,
disciplinando matéria tributária municipal. 
Para lidar com essa mutabilidade e multiplicidade típicas da
matéria tributária, é essencial sedimentar os conhecimentos
sobre competência tributária, prevista pelo texto
constitucional, e sobre os princípios básicos e as vedações
que podem ser extraídos do texto constitucional, o que será
de grande valia para organizar os estudos, a análise e a
interpretação das normas tributárias.
Reflita
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Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade!
Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os
conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para
aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina.
Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa
ainda mais significativa. Não perca essa chance única de
colocar em prática o conhecimento adquirido.
Resolução do Estudo de Caso
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Assimile
AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. 
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe
sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais
de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.ht
m. Acesso em: 2 fev. 2023. 
 MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed.
São Paulo: Saraiva, 2007. 
 MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
 SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. 
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TRABALHISTAde parques
industriais no país que fomentaram os meios de produção
industriais e criaram a necessidade da renovação da
estrutura jurídica e normativa tributária brasileira, o que
culminou com a decretação da Lei nº 5.172, de 25 de outubro
de 1966, que instituiu o Código Tributário Nacional, criando
todo o moderno arcabouço legislativo que forneceu os
parâmetros das normas tributárias e das competências de
tributação no âmbito dos estados-membros.  
Finalmente, como marco histórico na evolução dos tributos
estaduais, não se poderia deixar de mencionar a
Constituição Federal que, em 1988, veio alterar os
paradigmas até então vigentes e, em que pese haver
recepcionado o Código Tributário Nacional, impôs sua
interpretação e aplicação agora à nova ordem constitucional,
redesenhando as relações e os princípios que regem o
direito tributário em nosso país. 
Vamos Exercitar?
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Vamos Exercitar?
Conforme se pode perceber, diante do nosso modelo de
Estado Federado, adotado pela Constituição, aos estados-
membros e ao Distrito Federal, enquanto entes políticos, é
reconhecida a autonomia política que inclui, nos limites
estabelecidos pela Constituição Federal, a capacidade ativa e
a competência tributária para instituir tributos, regulamentar
os fatos geradores e estabelecer as respectivas alíquotas. 
Se, por um lado, esse modelo favorece o atendimento das
características e interesses regionais, especialmente para
atender às finalidades fiscais e extrafiscais que podem ser
extraídas dos tributos, por outro, para o profissional surgem
verdadeiros desafios a serem encarados na perspectiva
prática. 
Pensemos que o contexto social e econômico em que se
formalizaram as bases constitucionais do direito tributário
sofreram consistentes modificações não só pelas mudanças
sociais, mas nos avanços da tecnologia, dos meios de
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comunicação e da própria cadeia de produção, o que
impacta sobremaneira a atuação tributária. 
Isso impacta, primeiramente, a realidade volátil das
alterações legislativas das normas de tributação, impondo ao
profissional a necessidade de constante acompanhamento e
renovação do conhecimento sobre a legislação estadual de
direito tributário. Para além disso, também há que se ter em
mente a imposição de conhecer as normas tributárias de
cada estado e manter-se atualizado sobre elas para
compreender as diferentes legislações, os fatos geradores,
os casos de incidência e, especialmente, as alíquotas dos
impostos, que podem sofrer variações conforme o estado-
membro, isso tudo para que você esteja apto a atuar com
eles. 
Outro aspecto que deve importar ao profissional que atua
com matéria tributária diz respeito às interpretações
jurisprudenciais e às modulações que os tribunais superiores
apresentam sobre determinadas matérias. 
Exemplo disso, e tratando da legislação que regula os
tributos de competência estadual, podemos citar a Súmula
Vinculante 32 do Supremo Tribunal Federal, que, tratando do
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ICMS, determina que tal imposto não incide sobre alienação
de bens salvados de sinistros por seguradoras. 
Aliás, até por sua natureza, por seu fato gerador e por sua
importância enquanto receita fiscal, o ICMS é um dos
tributos em que se percebe maior incidência de decisões dos
tribunais superiores, devido, também, às interpretações que
se criam em torno dele. 
Assim, é possível citar a Súmula 574 do Supremo Tribunal
Federal, que determina: “sem lei estadual que a estabeleça, é
ilegítima a cobrança do imposto de circulação de
mercadorias sobre o fornecimento de alimentação e bebidas
em restaurante ou estabelecimento similar” (BRASIL, 1977,
[s. p.]). Ou, ainda, a Súmula Vinculante 48 do Supremo
Tribunal Federal, que determina “Na entrada de mercadoria
importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por
ocasião do desembaraço aduaneiro” (BRASIL, 2015, [s. p.]). 
Nesse contexto, pode-se, então, concluir que o complexo
modelo federativo adotado pelo Estado brasileiro imprime
ao profissional a necessidade de aprofundar seus
conhecimentos na matéria tributária de modo a lhe permitir
identificar, dentro das normas e dos princípios trazidos pela
legislação, os fatos geradores e os casos de incidência,
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dentro dos limites de competência dos entes políticos, como
no caso dos estados-membros e do Distrito Federal,
conforme objeto de nossos presentes estudos, assim como a
necessidade de se reconhecer a multiplicidade de legislações
conforme cada Estado, de acordo com os interesses
regionais. 
Portanto, a constante atualização, não apenas legislativa,
mas também dos entendimentos jurisprudenciais, seja na
esfera da justiça estadual, seja na dos Tribunais Superiores, é
fator preponderante para garantir a melhor atuação
profissional nessa esfera.  
Saiba mais
Saiba mais
Conforme apontado, um dos maiores desafios nos estudos
da legislação tributária estadual, tanto em seus aspectos
teóricos quanto nos aspectos práticos, situa-se em conhecer
as legislações de cada ente federativo sobre a matéria. Nesse
ponto, é de extrema importância conhecer a estrutura
administrativa de cada Estado que atua na esfera tributária,
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o que tornará possível localizar a fonte legislativa que
determina os aspectos essenciais para a atuação profissional
em matéria tributária. 
Assim, ficam como sugestão, aqui, alguns links de acesso
para os sites das secretarias estaduais de Fazenda Pública
que, além dos tributos de competência estadual,
apresentam as legislações que servem de base para a
exigência tributária e as ferramentas utilizadas para atuação
profissional: 
Fazenda e Planejamento
Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro
Secretaria de Estado da Fazenda - MG 
Secretaria da Fazenda - ES 
Secretaria da Fazenda - PR 
Secretaria da Fazenda - SC
Secretaria da Fazenda - RS
Secretaria da Fazenda - BA
Secretaria de Estado da Fazenda - AM
Secretaria de Estado da Economia - GO
Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração
- DF
Referências
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https://sefaz.es.gov.br/
https://www.fazenda.pr.gov.br/virada.html
https://www.sef.sc.gov.br/
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Referências
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https://www.sefaz.ba.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. 
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 BRASIL. Senado Federal. Resolução do Senado Federal nº 9,
de 5 de maio de 1992. Brasília: Senado Federal, 1992.
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similar. Brasília: STF, 1977. Disponível em:
https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?
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similar. Acesso em: 2 fev. 2023. 
 BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante 32. O
ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro
pelas seguradoras. Brasília: STF, 2011. Disponível em:
https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?
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 BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante 48.
Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima
a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.
Brasília: STF, 2015. Disponível em:
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 SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo:
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 SANTA CATARINA (Estado). Secretaria de Estado da Fazenda.
Secretaria de Estado da Fazenda, Florianópolis, 2023.
Disponível em: https://www.sef.sc.gov.br/. Acesso em: 2 fev.
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 SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Fazenda e Planejamento.
Portal da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado
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https://www.fazenda.pr.gov.br/
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de São Paulo. São Paulo: Governo do estado de São Paulo,
2023. Disponível em: https://portal.fazenda.sp.gov.br/.
Acesso em: 2 fev. 2023. 
Aula 2
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL
Videoaula: Legislação tributária federal
Videoaula: Legislação
tributária federal
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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https://portal.fazenda.sp.gov.br/
Prezado aluno, dando continuidade aos nossos estudos,
nesta aula trataremos da legislação tributária federal. 
Partindo do estado dos fundamentos constitucionais e das
competências tributárias atribuídas pela Constituição
Federal, trataremos dos tributos de competência da União,
desenvolvendo análise de sua evolução histórica para, ao
final, discorrer sobre a realidade brasileira nessa esfera e os
desafios impostos aos profissionais dessa área. 
Siga firme! Excelente estudo! 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Boas-vindas, estudante! 
A atividade tributária como conhecemos hoje começou a
adquirir esses contornos apenas no passado recente, com o
surgimento de um Estado de características mais modernas,
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que passaram a se delinear no período seguinte às
revoluções liberais. 
Ela é composta, em verdade, de um complexo de normas e
princípios com o objetivo de regular e limitar a atividade de
tributação do Estado. Por um lado, deve fornecer aos
estados os meios e as receitas necessárias para o
cumprimento de suas finalidades e, de outro, precisa
impedir abusos do ente público em face dos particulares. 
Nesta aula, trataremos de entender a legislação tributária
federal, partindo de sua disciplina constitucional, e a sua
evolução histórica, com o intuito de compreender o contexto
brasileiro e os desafios para o futuro. 
Siga firme e excelente estudo! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
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Quando buscamos o fundamento das normas tributárias
federais e de toda legislação tributária federal, devemos
recorrer primeiro ao texto constitucional, que, ao
estabelecer o ordenamento jurídico, político e constitucional
brasileiro, dentre outras tarefas, delimitou os princípios que
devem reger o direito tributário no âmbito federal. Nessa
linha de raciocínio, podemos pensar, primeiramente, na
competência, os denominados tributos federais, assim
compreendidos como aqueles cuja exigibilidade cabe à
União. 
Nos termos do que dispõe o art. 153 da Constituição Federal,
são considerados tributos federais: o imposto sobre
importação de produtos estrangeiros; o imposto sobre
exportação para o exterior de produtos nacionais ou
nacionalizados; o Imposto sobre Renda e Proventos de
qualquer natureza (IR); o Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI). 
Também é de competência federal, nos termos do mesmo
art. 153 da Constituição Federal, a tributação sobre
operações de crédito, câmbio e seguro ou operações
relativas a títulos e valores mobiliários, a tributação sobre
propriedade rural e a tributação sobre grandes fortunas.
Além destas, o texto constitucional ainda aponta como
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competência da União, em matéria tributária, os chamados
impostos residuais, compreendidos como aqueles impostos
não previstos expressamente no art. 153, desde que sejam
não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de
cálculo próprios em relação aos discriminados no texto
constitucional, que podem ser instituídos por lei
complementar, nos termos do art. 154, inciso I da
Constituição Federal; os impostos extraordinários de guerra,
previstos no art. 154, inciso II da Constituição Federal; e os
empréstimos compulsórios, previstos no art. 148 da
Constituição, que podem ser instituídos para atender a
despesas extraordinárias decorrentes de calamidade
pública, de guerra externa ousua iminência ou no caso de
investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional. 
Ainda no âmbito constitucional, deve-se destacar como
competência da União a instituição de contribuições
especiais, presentes nos arts. 149 e 195 da Constituição
Federal, na instituição de taxas e contribuições de melhorias,
destinadas da remunerar as atividades administrativas
incluídas na esfera de sua competência (por exemplo, as
taxas para emissão de passaporte), bem como a arrecadação
dos tributos de competência estadual e municipal no âmbito
dos territórios estaduais, salvo no caso dos tributos
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municipais, quando os territórios forem divididos em
municípios, nos termos do art. 147 do texto constitucional. 
Deve-se ter em conta, em primeiro plano, a função que o
tributo tem no próprio funcionamento do Estado, na medida
em que se presta a fornecer os fundos necessários para os
provimentos e a manutenção das múltiplas funções
atribuídas ao ente estatal. 
A partir disso e da leitura dos dispositivos constitucionais
apontados, é possível verificar que os tributos de
competência da União encontram fundamento no
cumprimento de seu papel enquanto representante da
soberania nacional, seja no âmbito interno, seja no externo,
permitindo melhor adequação da realidade tributária às
necessidades nacionais. 
Neste sentido, podemos então passar a analisar os
fundamentos dos tributos cuja competência foi atribuída
constitucionalmente à União. 
Assim, pode-se dizer que o fundamento legal do Imposto
sobre Importação (II) está entre os arts. 19 e 22 do Código
Tributário Nacional (CTN), Lei nº 5.172/1966, que define,
dentre outros aspectos, o fato gerador, a base de cálculo, o
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sujeito passivo e a destinação do tributo. Tal imposto teve,
ainda, regulamentação com o Decreto nº 6.759/2009. 
Também no CTN podemos encontrar o fundamento
legislativo do Imposto sobre Exportação nos arts. de 23 a 28;
do Imposto Sobre Propriedade Territorial Rural (IPTR) nos
arts. de 29 a 31; assim como do Imposto de Renda (IR) e do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 
Siga em Frente...
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Conforme apontado no decorrer de nossos estudos,
enquanto ramo autônomo das ciências jurídicas, o direito
tributário pode ser considerado um campo de estudo
relativamente novo, intimamente ligado com o próprio
surgimento do Estado Moderno, na esteira das revoluções
liberais e do estabelecimento dos estados de direito, em que
pese a cobrança de tributos remontar de antiquíssimos
registros históricos.  
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É possível determinar que o tributo é a prestação pecuniária,
paga em moeda ou valor que nela possa ser convertido, de
caráter compulsório e com fundamento em lei anterior à
cobrança, que não se caracterize como sanção pela prática
de ato ilícito e se cuja exigência decorra de atividade
administrativa de caráter vinculado. Em última análise, a
atividade tributária tem por finalidade suprir o Estado de
receitas para arcar com os custos de sua atividade e a
realização das funções que lhe sejam afetas pela
Constituição Federal e pela lei. 
Se, na perspectiva histórica, durante considerável porção da
existência do Brasil, estivemos sujeitos às normas oriundas
das Ordenações da Coroa Portuguesa, desde a
independência do país e com a Constituição Imperial de
1824, passou-se a delinear um arcabouço legislativo com
normas e princípios tratando da atividade tributária
brasileira, inclusive com a formalização do aparato legal e
processual para permitir a cobrança e a execução de dívidas
tributárias desde o Primeiro Império. No decorrer do período
imperial, e com o modelo unitário de Estado então vigente, a
atividade tributária se concentrou na figura da União, que a
exercia por delegação no âmbito das demais esferas
administrativas. 
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Apenas com a proclamação da República e a adoção do
modelo de Estado Federado, com a Constituição de 1891, é
que o modelo de divisão política entre União e Estados
Federados permitiu estabelecer, de maneira clara, regras de
competência tributária. 
Analisando as Constituições do período republicano, é
possível verificar o ponto convergente relacionado com as
competências da União para tributar a importação de
produtos estrangeiros, atribuição constante de todos os
textos constitucionais. 
Já a tributação sobre rendas e proventos passou a ser
prevista na Constituição de 1934 e, desde então, teve
reconhecida a competência da União para tal atividade
tributária. Sobre esse tributo, que incide atualmente sobre
rendas e proventos de qualquer natureza de pessoas físicas
ou jurídicas, é pertinente destacar que sua primeira previsão
normativa, tratando de contribuição extraordinária para
pessoas que recebessem vencimentos dos cofres públicos
gerais, data de 21 de outubro de 1843 (Lei nº 317/1843). 
É possível apontar como marco do estabelecimento do
imposto sobre rendas e proventos os Decretos nº 23.841 e nº
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24.036, ambos de 1934, que passaram a definir as diretrizes
para apuração e cobrança do tributo. 
Com a Lei nº 8.134/1990 foi restabelecida a apuração do
imposto anual por meio de declaração de ajuste, nos moldes
do que se realiza atualmente. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Necessário se faz compreender que a evolução do sistema
tributário nacional é processo ainda não sedimentado e em
progressão, especialmente considerando o processo de
transição, enfrentado pelo país, de uma economia de
produção agrícola que experimentou processo de
industrialização e nesse contexto o desenvolvimento dos
meios de produção com os implementos tecnológicos e as
demandas de mercado que acabam por impor pressão
também no sistema tributário. 
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Pensemos que, apenas no período de vigência da atual
Constituição, a própria dinâmica das operações financeiras
experimentou sensíveis mutações. 
Temos então, dentre as competências da União, o
denominado Imposto sobre Operações Financeiras (IOF),
previsto no art. 153, inciso V da Constituição Federal,
regulamentado atualmente no Decreto nº 6.306/2007. 
Pensando nos fundamentos da atividade da União em nosso
contexto constitucional e visando garantir a aplicação
uniforme de tributos que possam geram amplo impacto,
como ocorre no caso de movimentações financeiras, cada
vez mais dinâmicas e velozes, encontramos nos dispositivos
indicados o fundamento e regras de incidência do imposto
sobre as operações de crédito, câmbio, seguros e operações
financeiras relativas a título ou valores mobiliários. 
Ao nos depararmos com as matérias tributárias de
competência da União, fica claro, além do caráter fiscal
desses tributos, em fornecer fundos para que o Estado
possa realizar duas funções previstas pelo texto
constitucional, também podemos identificar a preocupação
do legislador constituinte em posicionar a União na defesa
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de interesses nacionais pelo estabelecimento de políticas
tributárias. 
É possível identificar essa finalidade dos tributos da União,
quando se analisa o Imposto Sobre Produtos
Industrializados (IPI). Tal imposto, conforme aponta a
doutrina, possui finalidade de caráter especialmente
extrafiscal, na medida em que pode ser utilizado como
instrumento para fomentar e incentivar a industrialização de
determinados produtos, o que se extrai da leitura do art.
153, § 3º, inciso I da Constituição Federal, que, ao conceder
caráter seletivo ao imposto, permite à União fixar as
alíquotas do tributo conforme a essencialidade do produto,
agindo mesmo como instrumento de mercado à disposição
da União. 
Ainda pensando nos desafios contemporâneos em matéria
tributária, talvez o ponto de maior discussão e ainda
pendente de regulamentação seja o denominado Imposto
sobre Grandes Fortunas. Previsto no art. 153, incisoVII da
Constituição Federal, trata-se de norma constitucional de
eficácia contida, ou seja, sua aplicação depende de
regulamentação e até os dias atuais, não há aplicabilidade de
tal norma tributária eis que, desde a promulgação do texto
constitucional em 1988, a incidência desse tributo se acha
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suspensa e no aguardo de regulamentação por lei
complementar. 
Sobre o IGF, a discussão entre os doutrinadores vai desde
posicionamentos mais críticos, que entendem que a
pendência por regulamentação estaria ligada a interesses
políticos, na medida em que os detentores de grandes
fortunas, e que seriam atingidos pela tributação, teriam forte
representatividade parlamentar, impedindo
deliberadamente a regulamentação e incidência do imposto,
até aqueles posicionamentos que indicam como principal e
talvez maior obstáculo para imposição de tal tributo na
possibilidade da evasão de tais valores, com a retirada
dessas grandes fortunas no país, o que poderia, além de
frustrar a pretensão tributária, acarretar a saída de divisas
da economia interna. 
Efetivamente, seja por uma, seja por outra linha de
argumentação, fato é que tal imposto, reiteradamente
objeto de discussões na seara política, ainda não possui
efetividade por ausência de regulamentação legal, em que
pese haver projetos de lei tendentes à sua regulamentação
datando ainda de 1989 até o presente, ainda em tramitação
no Congresso Nacional. 
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Dentre os desafios e as dificuldades que mais podem
atormentar o profissional, talvez o acesso à informação e à
localização de fontes de pesquisas confiáveis sobre matéria
tributária possa ser o ponto que mais atinge a prática. 
Pensando nisso, fica o convite para que você conheça o
portal da Secretaria Especial da Fazenda, vinculada ao
Ministério da Economia. No portal, além de serviços e
ferramentas de utilidade ao público em geral e aos
profissionais, é possível localizar toda base legal dos tributos
de competência federal e os aspectos que lhe possam ser
correlatos. 
Referências
Referências
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https://www.gov.br/fazenda/pt-br
AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. 
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Ministério da Fazenda. Gov.br, Brasília, 2023.
Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br. Acesso
em: 2 fev. 2023. 
 MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed.
São Paulo: Saraiva, 2007. 
 MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022. 
 SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021.  
Aula 3
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA MUNICIPAL
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.gov.br/fazenda/pt-br
Videoaula: Legislação tributária municipal
Videoaula: Legislação
tributária municipal
Prezado aluno, com a finalidade de continuarmos os estudos
sobre a legislação tributária desta aula, trataremos aqui da
legislação tributária municipal. 
Para tanto, vamos iniciar com os estudos dos fundamentos
constitucionais e das competências tributárias, passando,
posteriormente, à análise dos tributos de competência dos
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municípios, desenvolvendo, adiante, uma análise da
evolução histórica do papel do município no ordenamento
jurídico tributário e, finalmente, discorrendo sobre a
realidade brasileira nessa esfera e os desafios impostos aos
profissionais dessa área.  
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Bem-vindo, prezado aluno! 
Vamos, agora, pensar, a partir da perspectiva dos
municípios, o contexto do ordenamento jurídico que busca
compreender o próprio sistema federativo adotado pela
Constituição Federal em 1988. 
Mais do que a autonomia administrativa, que já havia sido
reconhecida para os municípios nos ordenamentos
constitucionais antecedentes, o legislador constituinte
entendeu por bem conferir aos municípios status de ente
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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político, conforme previsão expressa do art. 1º da
Constituição Federal. 
Dentre os múltiplos impactos disso, importa-nos, no
presente estudo, analisar a competência tributária conferida
pelo texto constitucional aos municípios e analisar, na
perspectiva histórica, o desenvolvimento do papel dos
municípios no âmbito do direito tributário para
compreender o contexto brasileiro e os desafios para o
futuro. 
Siga firme! Excelente estudo! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Para iniciar o estudo sobre a legislação tributária municipal,
devemos primeiro recorrer à disciplina constitucional que,
em seu art. 156, define os parâmetros de competência
tributária dos municípios. 
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Importante, desde logo, estabelecer que o texto
constitucional, em 1988, deixando de reconhecer apenas o
espectro administrativo, optou por reconhecer os municípios
como entes políticos integrantes do sistema federativo
brasileiro, como fora feito com União, estados-membros e
Distrito Federal. 
Nessa esteira, o art. 156 da Constituição Federal determina a
competência dos municípios para instituir o Imposto sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o imposto
sobre as transmissões de bens e direitos inter vivos, a
qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua
aquisição (ITBI) e a tributação sobre serviços de qualquer
natureza (ISSQN). 
Como se pode verificar, e seguindo uma linha na divisão de
competências, o texto constitucional atribuiu aos municípios
a tributação dos fatos geradores de impacto diretamente
local. 
Nesse contexto, é importante ressaltar que, ao contrário do
que acontece com a União, que possui competência
tributária residual e pode, mediante processo legislativo,
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regular, instituir tributos não previstos em lei, no caso dos
municípios, sendo o rol de tributos exaustivo, salvo no caso
de emenda constitucional, não há possibilidade da
instituição de outros impostos. 
Evidentemente que devemos considerar também a
possibilidade, resguardada no texto constitucional, de que os
municípios instituam taxas decorrentes do regular exercício
do poder de polícia, assim como relativas à utilização, efetiva
ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, nos
termos do art. 145, inciso II da Constituição Federal: 
Art. 145 A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios poderão instituir os seguintes tributos: 
I - impostos; 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou
pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos a sua disposição; 
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras
públicas. (BRASIL, [2020, s. p.]) 
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 Também aos municípios, nos termos do disposto pelo art.
149-A da Constituição Federal, é facultada a possibilidade de
instituir-se contribuição para o custeio do serviço de
iluminação pública. 
Pensando inicialmente no IPTU, esse evidente caráter fiscal,
com abrangência local, destina-se a funcionar como fonte de
arrecadação do município para realização de suas funções. É
importante notar também que, com relação a esse tributo,
há a possibilidade de os municípios adotarem alíquotas
progressivas no IPTU em razão do valor do imóvel, em
atenção ao disposto no art. 156, § 1º, inciso I da Constituição
Federal, e de adotarem alíquotas diversas para imóveisem
razão de sua localização e sua utilização. 
Já o denominado ITBI pode ser interpretado em paralelo ao
Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD),
de competência estadual. Tal tributo incide sobre a
transmissão de bens inter vivos, tomando como base de
cálculo o valor do bem objeto da transmissão. Nesse caso,
por ausência de previsão e conforme entendimento firmado
na Súmula 656 do STF, não há que se falar na adoção de
alíquotas progressivas desse imposto. 
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Tratar da evolução histórica da legislação tributária
municipal implica, invariavelmente, buscar compreender o
papel e a natureza jurídica do município na própria estrutura
do Estado federado brasileiro. Basta verificar que, na
primeira Constituição republicana, em 1891, na qual se
adotou entre nós o modelo federativo, os municípios não
gozavam de autonomia política nos moldes do que se
verifica atualmente e, por consequência, não possuía
qualquer competência de natureza tributária, tanto que,
naquele texto constitucional, a competência tributária sobre
imóveis urbanos e rurais cabia aos Estados (disposição
presente no art. 9º da Constituição de 1891). 
Tal situação perdurou com a Constituição de 1934, na qual
havia previsão de repasses de percentuais de valores
arrecadados pelos estados em favor dos municípios. Foi
apenas na Constituição de 1937 que foi reconhecida aos
municípios capacidade tributária ativa, determinando o art.
28 daquele texto pertencer aos municípios: os impostos de
licença, o imposto predial e o territorial urbano, os impostos
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sobre diversões públicas e as taxas sobre serviços
municipais. 
Nessa oportunidade foi reconhecida também a vocação local
do imposto sobre propriedade territorial urbana, surgindo as
raízes do atual IPTU nos moldes do que conhecemos.  
Já o texto constitucional de 1946, ao reconhecer a autonomia
dos municípios em seu art. 28, garantiu-lhes a administração
própria, abarcando ali a possibilidade da decretação e da
arrecadação de tributos de sua competência assim como a
aplicação de suas rendas. 
Nesse sentido, é importante notar que, até esse ponto, os
municípios ainda não compunham o quadro federativo nos
moldes do que viria a ser adotado com a Constituição de
1988, tendo sido somente a Constituição de 1967 a primeira
a tratar, de maneira expressa, da competência dos
municípios para decretação de tributos, conforme se pode
verificar na leitura do art. 25 desse texto: 
Art 25 - Compete aos Municípios decretar impostos
sobre: 
I - propriedade predial e territorial urbana; 
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II - serviços de qualquer natureza não compreendidos na
competência tributária da União ou dos Estados,
definidos em lei complementar.
1º - Pertencem aos Municípios:
a) o produto da arrecadação do Imposto a que se refere o
art. 22, n.º III, Incidente sobre os imóveis situados em seu
território;
b) o produto da arrecadação do imposto, de renda e
proventos de qualquer natureza que, de acordo com a lei
federal, são obrigados a reter como fontes pagadoras de
rendimentos do trabalho e dos títulos da sua dívida
pública. (BRASIL, 1967, [s. p.])
 Já o Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966),
regulamentando as disposições trazidas pela Constituição de
1946, em face das alterações constitucionais decorrentes da
Emenda Constitucional nº18 de 1965, tratou de disciplinar o
papel dos municípios no sistema tributário nacional. 
Com a previsão do art. 1º da Constituição Federal de 1988, os
municípios passaram a integrar a estrutura federativa do
Estado brasileiro, sendo então reconhecidos enquanto entes
políticos, de modo que as competências tributárias afetas à
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legislação municipal passaram a ser tratadas de maneira
expressa em rol exaustivo trazido pelo art. 156 da Carta
Constitucional. 
Diante disso, é preciso considerar que tais competências
pretendem atender justamente à vocação local de
determinados fatos geradores de obrigações tributárias, de
modo a melhor atender às finalidades fiscais e extrafiscais
dos tributos, de modo a permitir que cada município,
enquanto ente político, possa melhor legislar sobre os
aspectos tributários e assim atender às necessidades e aos
interesses de caráter local. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Conforme foi possível delimitar, em termos legislativos e
históricos, apenas em um passado relativamente recente os
municípios passaram a ser reconhecidos como integrantes
efetivos do sistema tributário nacional, gozando de
competências privativas nessa seara. 
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Por um lado, passamos a reconhecer o caráter fiscal dos
tributos enquanto fonte de receita para os entes políticos e,
no caso, para os municípios, o que lhes permite cumprir com
as obrigações decorrentes da legislação e dos mandamentos
constitucionais; por outro, compreendemos que esse é um
ambiente legislativo amplo e complexo, que demanda o
constante acompanhamento e aprofundamento no estudo
das legislações. 
Lembre-se de que, ao tratar de assuntos de interesse e
competência locais, salvo naqueles casos de vinculação com
legislações estaduais ou federais de caráter regulamentador
ou decisões judiciais de caráter vinculante, cada município
possui autonomia para definir parâmetros próprios de
tributos, em especial alíquotas e causas especiais de isenção.
Apenas isso é suficiente para sinalizar ao profissional a
necessidade de especial atenção a esse ponto. Ainda que
possamos pensar em três impostos com fundamento
constitucional contidos em rol exaustivo, é relevante
recordar que cada ente político possui autonomia para
disciplinar a matéria em atenção aos interesses locais. Isso
sem considerar a possibilidade de instituições de taxas e
contribuições de melhoria, todas vinculadas com fatos de
ordem local, o que implica a variabilidade conforme o
município objeto de análise.  
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É caso do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
(ISSQN), que, na perspectiva dos prestadores de serviços e
dos profissionais ligados à atuação tributária e empresarial,
pode tocar simultaneamente uma multiplicidade de
municípios, onde serão objetos de tratamentos legislativos
diversos e específicos. 
Sobre o tema, a Lei Complementar nº 116/2003 veio
regulamentar e apresentar disposições gerais que servem de
parâmetro sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza, de competência dos municípios e do Distrito
Federal. 
Um ponto de destaque e que merece atenção nos estudos
da legislação tributária municipal diz respeito à imunidade
especial prevista no art. 156, § 1º-A da Constituição Federal,
que determina que o IPTU não incide sobre templos de
qualquer culto, mesmo naqueles casos em que a entidade
beneficiária da imunidade seja apenas locatária do bem
imóvel. 
Também é ponto de interesse no estudo e na compreensão
da legislação tributária municipal a inovação trazida com a
Lei nº 14.026/2020, que atualizou o denominado marco legal
do saneamento básico (Lei nº 9.984/2020) e, entre outros
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pontos, estabeleceu a cobrança de taxa, pelos municípios,
como compensação financeira pela prestação do serviço de
manejo dos resíduos sólidos, também denominada “taxa do
lixo”. 
Como bem sabemos, ao adotar a teoria pentapartida, os
tributos podem ser divididos em impostos, taxas,
contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e
contribuições especiais. 
A doutrina define taxa como sendo tributo de natureza
vinculada, instituída pela União, pelos estados, pelo Distrito
Federal ou pelos municípios em razão do exercício do poder
de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços
públicos específicos e divisíveis, prestados para o
contribuinte ou colocados à sua disposição nos termos do
que prevê o art. 145, inciso II da ConstituiçãoFederal e do
art. 77 do Código Tributário Nacional. 
Dessa forma, e na linha do entendimento firmado pelo
Supremo Tribunal Federal, veio a legislação corroborar a
legalidade da exigência do tributo. 
Saiba mais
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Dentre as dificuldades que o estudante e o profissional
podem encontrar no estudo dos tributos municipais, a
necessidade de integração e interpretação das múltiplas
legislações locais pode representar o mais significativo dos
desafios. 
Parte dessa dificuldade de interpretação e integração é
enfrentada e superada com a atuação do Poder Judiciário,
daí a necessidade de conhecer a perspectiva jurídica
doutrinária e jurisprudencial do estudo dos tributos
municipais. 
Pensando nisso, fica como indicação de leitura e estudo um
artigo que trata dos ITBI e do IPTU, localizado no Portal do
Superior Tribunal de Justiça. O serviço oferece, ainda,
possibilidade de pesquisa de diversas notícias e
entendimentos jurisprudenciais sobre o tema. 
Referências
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https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx
https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx
Referências
AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. 
 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de
1967. Brasília, DF: Presidência da República, 1967. Disponível
em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituic
ao67.htm. Acesso em: 2 fev. 2023. 
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed.
São Paulo: Saraiva, 2007. 
 MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao67.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao67.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
 SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. 
 STJ. ITBI e IPTU: o STJ e os impostos municipais que incidem
sobre imóveis (parte 2). STJ, Brasília, 6 nov. 2022. Disponível
em:
https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/N
oticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-
municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx.
Acesso em: 2 fev. 2023. 
Aula 4
CONTEXTO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA NA ROTINA DO PROFISSIONAL TÉCNICO
Videoaula: Contexto da legislação tributária na rotina do profissional técnico
Videoaula: Contexto da
legislação tributária na
rotina do profissional
técnico
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https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx
https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx
https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx
Prezado aluno, nesta aula conversaremos sobre a
contextualização e a análise da legislação tributária federal,
estadual e municipal na rotina do profissional técnico e o
impacto efetivo que ela tem nas atividades práticas.
Avançando nos estudos, você será convidado a se debruçar
sobre a argumentação da legislação constitucional e civil
aplicada na esfera das normas tributárias. Por fim,
discutiremos sobre a necessidade que o profissional técnico
tem de efetuar uma busca ativa e constante pela atualização
da legislação. 
Siga firme! Excelente estudo!  
Ponto de Partida
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Ponto de Partida
Bem-vindo, prezado aluno! 
No decorrer das aulas, ocupamo-nos em trilhar um caminho
para construir as noções elementares sobre as normas e os
princípios próprios do direito tributário, de modo a lhe
permitir uma visão ampla sobre essa importante área do
direito, com impacto direto na atividade empresarial e
trabalhista, e a construir um panorama da realidade e da
aplicabilidade da legislação trabalhista nas esferas federal,
estadual e municipal. 
Nesse ponto, importa-nos contextualizar a análise e
compreensão das normas tributárias na rotina do
profissional técnico-profissional. 
Para tanto, você será convidado a analisar a argumentação
legislativa das normas tributárias tanto sob a perspectiva do
direito constitucional quanto sob a ótica da legislação civil. 
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Finalmente, será apresentada a você a necessidade que o
profissional técnico tem de estar constantemente em busca
da atualização da legislação. 
Siga firme! Excelentes estudos! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
A atividade no âmbito empresarial ou trabalhista
invariavelmente conduzirá o profissional a se confrontar com
múltiplos aspectos de direito tributário, de sorte que
contextualizar a legislação tributária e torná-la parte da
rotina de trabalho, mais do que necessidade, é exigência
para uma completa atuação técnica e profissional. 
Múltiplos são os pontos da atividade empresarial, seja em
sua perspectiva direta, seja na atividade de assessoramento
empresarial, que vão se tocar com os aspectos relacionados
a questões tributárias, de modo que se torna essencial a
capacidade de interpretação e contextualização de tais
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normas no âmbito da atividade empresarial. O mesmo
raciocínio será aplicado para a atividade trabalhista, seja pela
caracterização do vínculo empregatício e os seus reflexos
tributários, seja pela eventual configuração de prestação de
serviços, com consequências tributárias diversas. 
Portanto, o profissional deve estar familiarizado com os
conceitos e as fontes típicas do direito tributário, de modo
que possa realizar corretamente a contextualização, a
interpretação e a aplicação das normas específicas de sua
esfera de atuação. 
O Código Tributário Nacional (CTN), Lei nº 5.172/1966,
apresenta as disposições sobre o Sistema Tributário
Nacional e institui as normas gerais de direito tributário
aplicáveis à União, aos estados e aos municípios. 
Nessa toada, o art. 3º do CTN define tributo como sendo
“toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo
valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de
ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada” (BRASIL, 1966, [s. p.]),
ao passo que o art. 5º do diploma indica as modalidades de
tributo admissíveis pelo sistema tributário brasileiro, a saber:
impostos, taxas e contribuições de melhoria. A estes a
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Constituição Federal, em 1988, acrescentou ainda os
empréstimos compulsórios (art. 148) e as contribuições
especiais. 
Uma vez estabelecido o conceito de tributo, é importante
também ter definida a distinção entre as modalidades, passo
essencial para a correta contextualização e interpretação das
normas tributárias. 
Ainda no Código Tributário Nacional (art. 16), é possível
encontrar a definição de imposto como sendo “o tributo cuja
obrigação tem por fato gerador uma situação independente
de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte” (BRASIL, 1966, [s. p.]). 
Já as taxas, na definição legal trazida pelo art. 77 do CTN, são
os tributos cobrados pela União, pelos estados, pelo Distrito
Federal ou pelos municípios, no âmbito desuas respectivas
atribuições; têm como fato gerador o exercício de regular o
poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de
serviço público específico e divisível, prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição. 
Por sua vez, nos termos do art. 81 do Código Tributário
Nacional, considera-se como contribuição de melhoria o
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tributo cobrado pela União, pelos estados, pelo Distrito
Federal ou pelos municípios, no âmbito de suas respectivas
atribuições, que é instituído para fazer face ao custo de
obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo
como limite total a despesa realizada e como limite
individual o acréscimo de valor que da obra resultar para
cada imóvel beneficiado. 
Ter em mente essas definições e seus reflexos na vida
prática representa um efetivo diferencial na atividade
profissional, na medida em que possibilita, seja no âmbito
empresarial, seja no trabalhista, reconhecer a incidência de
tal ou qual norma de caráter tributário e todos os aspectos
que lhe são inerentes. 
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Uma vez definida a contextualização da legislação tributária
na rotina do profissional técnico e a importância do domínio
das habilidades de interpretação das normas e princípios
que, conforme visto, são extraídos em sua maior porção do
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Código Tributário Nacional, podemos ampliar nossa visão
sobre isso. 
Assim, faz-se necessário ter em mente que o CTN entrou em
vigor na década de 1960 e, ainda que tenha sido
recepcionado pelo texto constitucional, o novo ordenamento
jurídico impôs a necessidade da releitura das normas ali
contidas, agora, à luz dos novos mandamentos e princípios
constitucionais que passaram a vigorar. 
Dentre os aspectos de relevância trazidos pelo texto
constitucional na matéria tributária, devemos destacar a
questão de competência, de modo a definir, em favor da
União, a competência para instituir impostos sobre
importação de produtos estrangeiros, sobre exportação,
para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados,
sobre renda e proventos de qualquer natureza, sobre
produtos industrializados, sobre operações de crédito,
câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores mobiliários,
propriedade territorial rural e sobre grandes fortunas, nos
termos do art. 153 da Constituição. 
Já aos estados e ao Distrito Federal, nos termos do art. 155
do texto constitucional, compete instituir impostos sobre a
transmissão de bens ou direitos causa mortis e doação,
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sobre operações relativas à circulação de mercadorias e
sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação e sobre a propriedade de
veículos automotores. 
Também é na Constituição Federal, em seu art. 156, que
encontramos a competência tributária dos municípios para
instituir os Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza
(ISSQN), o Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos
(ITBI) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).  
Partindo da interpretação constitucional, também se mostra
essencial ao profissional o mínimo de familiaridade com
aspectos tributários que encontram reflexo na legislação civil
e processual civil, especialmente se levarmos em
consideração as recentes alterações nessa área. 
Um dos pontos que merece destaque nessa seara é a
possibilidade da desconsideração da personalidade jurídica e
do procedimento específico disciplinado pelo Código de
Processo Civil de 2015, com necessária observância da ampla
defesa e do contraditório processual, valendo o mesmo para
os casos de execução fiscal. 
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Outro ponto que traz reflexos para a atividade tributária no
âmbito dos processos fiscais é a alteração imposta pelo art.
183 do Código de Processo Civil, que deixou de considerar o
prazo em quádruplo, passando a ser contado o prazo em
dobro em favor da Fazenda Pública. 
Conhecer conceitos típicos do direito civil – tais como posse
ou propriedade – e seus desdobramentos, assim como as
formas de constituição da propriedade, é de extrema
importância mesmo para reconhecer ilegalidades que
eventualmente possam surgir na legislação tributária, ainda
que emanada de ente político competente. 
Exemplo disso poderia ser extraído de legislações municipais
que instituem e regulamentam a cobrança do ITBI. Como
definido pela Constituição Federal, o referido imposto se
deve à transmissão de bens e direitos entre vivos ocorrida
no âmbito do território do município em que se encontre o
bem.  
Além disso, diversos casos de legislação municipal
pretendem incluir como fato gerador da obrigação tributária
a usucapião. 
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Contudo, há entendimento sedimentado na doutrina e na
jurisprudência reconhecendo a usucapião como forma
originária de constituição de propriedade, não ocorrendo,
nessa hipótese, qualquer transmissão, o que, por lógica,
afasta o fato gerador da pretendida cobrança, tornando-a
ilegal. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Conforme foi possível perceber, dois são os pontos sensíveis
que merecem atenção e que imprimem ao profissional a
necessidade de manter constante atualização. Nesse
sentido, o primeiro aspecto a ser levado em consideração
sobre a legislação tributária é a constante mutação
legislativa na matéria.  
Em que pese a competência tributária estar estabelecida de
maneira bastante taxativa no texto constitucional, no âmbito
infraconstitucional, são múltiplos os atos normativos – leis
ordinárias, leis complementares, decretos e regulamentos –
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que incidem sobre a matéria tributária, impondo alteração
de algum aspecto relevante. 
Em relação a essa quantidade de expedientes normativos,
devemos também lembrar da multiplicidade de sujeitos
ativos tributários, considerando a União, os estados-
membros, o Distrito Federal e os municípios, cada qual
legislando no âmbito de suas competências e, em diversas
hipóteses, sobre fatos e circunstâncias que, em maior ou
menor medida, não apenas se tocam ou se sobrepõem, mas
até mesmo coexistem. 
Dessa forma, fica evidente a necessidade de o profissional
conhecer canais de informação confiáveis para obter os
dados relacionados com alterações legislativas na esfera
tributária. Ainda nesse contexto, além de simplesmente ter
acesso às informações sobre alterações legislativas, o
profissional técnico deve estar apto a, por si só, realizar a
correta intepretação e aplicação das normas tributárias,
sendo também capaz de reconhecer aqueles pontos que
possam suscitar conflitos ou questionamentos no âmbito
legal ou constitucional. 
Daí extraímos o outro ponto de extrema importância que o
profissional deve considerar de maneira constante em sua
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atividade técnico-profissional: para além das questões de
ordem legislativa e suas constantes mutações e, até mesmo,
as diferentes tratativas conforme locais com competências
diversas, há ainda que considerar aqueles temas
controversos e submetidos à apreciação judicial, que podem
impactar de maneira direta a atividade tributária. 
Vejamos o seguinte julgado: 
Súmula Vinculante 19 – Supremo Tribunal Federal 
A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços
públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação
de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o
artigo 145, II, da Constituição Federal. (BRASIL, 2009,
[s.p.]) 
 O fato jurídico relevante aqui trazido foi a iniciativa de
múltiplos municípios, cada qual no âmbito de sua
competência tributária, para instituição de taxas relativas a
serviços prestados ou colocados à disposição da população. 
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A ausência de norma reguladora suscitou sobre diversos
aspectos o questionamento de tais normas perante o
Supremo Tribunal Federal, que, finalmente, em 2009, após
reiteradasdecisões, editou a súmula em análise
reconhecendo ausência de violação ao dispositivo
constitucional. Lembremos que apenas em 2020, com a
alteração do Marco sobre Saneamento Básico, é que, de
maneira definitiva, o dispositivo em questão ganhou
regulação infraconstitucional.  
Não por acaso, das 58 súmulas vinculantes editadas pelo
Supremo Tribunal Federal, pelo menos 14 delas tratam de
matéria tributária que, suscitando dúvidas quanto à sua
constitucionalidade, foram levadas para apreciação e
julgamento na Corte Superior. 
Revela-se aqui, portanto, a necessidade de o profissional não
apenas conhecer as normas básicas ou os princípios
próprios do Direito Tributário, mas também, mais do que
isso, ser capaz de realizar a intepretação, a integração e a
aplicação da norma, compreendendo o alcance de sua
aplicabilidade e, eventualmente, vislumbrando teses que
possam suscitar questionamentos quanto à incidência da
norma tributária, o que, evidentemente, vai impactar de
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maneira decisiva a atividade técnica e profissional do
indivíduo. 
Saiba mais
Saiba mais
Conforme foi possível vislumbrar no decorrer dos estudos,
para além da complexidade que envolve os conhecimentos
relacionados com a legislação tributária, pela própria
natureza da matéria, temos como ponto de acréscimo o
volume de legislação em constante mutação, além dos
diversos extratos de aplicabilidade naqueles pontos em que
coexistem entes com competência sobre a mesma matéria. 
Conhecer a legislação e as teses jurídicas envolvendo
questões tributárias e se manter atualizado sobre elas é uma
necessidade constante do profissional técnico. 
Assim sendo, fica aqui, como sugestão para consulta e
pesquisa, a base de dados de jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal, partindo da relação de súmulas
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https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante
https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante
vinculantes, que lhe permitirão uma visão sobre os
entendimentos das cortes superiores sobre a legislação
tributária. 
Referências
Referências
AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021. 
 BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da
República, [2020]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica
o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. 
 BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe
sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais
de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.ht
m. Acesso em: 2 fev. 2023. 
 BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante 19. A
taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos
de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou
resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II,
da Constituição Federal. Brasília: STF, 2009. Disponível em:
https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-
sumula767/false. Acesso em: 2 fev. 2023. 
 MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed.
São Paulo: Saraiva, 2007. 
 MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022. 
 SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo:
Saraiva, 2021.  
 STF. Súmulas Vinculantes. Superior Tribunal Federal,
Brasília, 2021. Disponível em:
https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?
servico=jurisprudenciaSumulaVinculante. Acesso em: 2 fev.
2023. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm
https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula767/false
https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula767/false
https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante
https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante
Aula 5
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Videoaula Encerramento
Videoaula Encerramento
Prezado aluno, após as discussões realizadas ao longo desta
unidade, em que você formou e sedimentou os conceitos
basilares das normas e dos princípios tributários, nesta aula
você será conduzido a revisitar os aspectos essenciais das
discussões sobre a legislação tributária federal, estadual e
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municipal, passando desde a evolução histórica e o contexto
legislativo até a realidade brasileira e a aplicabilidade das
normas. 
Siga firme! Excelente estudo!  
Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
O sistema tributário brasileiro, formado pelo conjunto de
normas e princípios que regem a atividade tributária no país,
tem como base principal a Constituição Federal, que nos
apresenta as noções básicas e de caráter principiológico. 
Se do Código Tributário Nacional podemos extrair, no § 3º, a
definição jurídica de tributo, que deve ser compreendido
como toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou
cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção
de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada, na Constituição
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Federal, em seu art. 146, temos formalizadas as espécies
tributárias possíveis em nosso ordenamento: 
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios poderão instituir os seguintes tributos: 
I - impostos; 
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou
pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos a sua disposição; 
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras
públicas. (BRASIL, [2020, s. p.]) 
 Além dessas modalidades, o art. 148 da Constituição Federal
ainda permite à União a instituição dos empréstimos
compulsórios, com objetivo de atender despesas
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de
guerra externa ou sua iminência ou, ainda, no caso de
investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional. 
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E
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Também no texto constitucional, temos a previsão do art.
149, que permite à União, de maneira exclusiva, instituir
contribuições sociais de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. 
Temos na Constituição a definição das modalidades
tributárias e dos princípios que regem essa atividade, com a
imposição de limites na atividade tributária do Estado
previstas nos arts. de 150 a 152.  
Deve-se compreender que, se, por um lado, as normas e os
princípios estabelecem o sistema tributário enquanto
atividade típica do Estado, com a finalidade de atender às
necessidades de receita do Estado para a consecução de
suas finalidades, por outro, o sistema serve de limite ao
poder de tributar e de salvaguarda aos indivíduos na
condição de contribuintes. 
Assim, dentre as vedações impostas à União em sua
atividade tributária, podemos destacar (art. 151 da
Constituição Federal): 
A vedação para instituir tributo que não seja uniforme
em todo o território nacional ou que implique distinção
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ou preferência em relação ao estado, ao Distrito Federal
ou ao município, em detrimento de outro. 
A vedação para tributar a renda das obrigações da dívida
pública dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios. 
A vedação para instituir isenções de tributos da
competência dos estados, do Distrito Federal ou dos
municípios. 
A estes se aliam ainda as definições

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