Prévia do material em texto
Unidade 4 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Aula 1 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL Videoaula: Legislação tributária estadual Videoaula: Legislação tributária estadual Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Prezado aluno, nesta aula vamos nos ocupar com os estudos da legislação que rege os tributos estaduais. Para isso, partindo das discussões sobre competência tributária, será objeto de nosso estudo a tratativa constitucional sobre a matéria, passando pela evolução histórica da legislação tributária estadual para, finalmente, chegarmos à discussão sobre o contexto brasileiro e os desafios contemporâneos. Siga firme e tenha excelentes estudos Ponto de Partida Ponto de Partida Bem-vindo, prezado aluno! Nesta unidade nos ocuparemos dos estudos sobre legislação tributária de modo que possamos compreender o funcionamento e a aplicação do sistema tributário nacional. O complexo de normas e princípios que compõem o sistema tributário brasileiro, além de sua importância na perspectiva Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA das finalidades fiscais e extrafiscais exercidas pelos tributos, trata-se de conjunto de conhecimento essencial no exercício das atividades profissionais. A partir disso, iniciaremos os estudos desta unidade com a legislação tributária estadual, partindo depois para as normais constitucionais de competência tributária, passando pela análise e pela compreensão da evolução histórica de tais tributos para, finalmente, encararmos um panorama da realidade brasileira, bem como os desafios que estão reservados aos profissionais que atuam nessa área tão desafiadora. Siga firma e excelente estudo! Vamos Começar! Vamos Começar! A legislação tributária estadual faz referência a todo complexo de atos normativos que integram e compõem os tributos de competência dos estados, que atendem ao Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA princípio da legalidade. Nessa linha de pensamento, é preciso definir quais são os tributos que competem, por deferência constitucional, aos estados-membros. Falamos, então, em competência tributária, que diz respeito ao poder atribuído pela Constituição Federal a determinado ente federativo (União, estados-membro, Distrito Federal ou municípios) para que este possa atuar na atividade tributária, mediante lei, instituindo tributos e obrigações tributárias. Pensando na finalidade dos tributos, cujo objetivo é suprir os recursos necessários à existência e ao funcionamento de determinado ente político para realização de suas funções, é possível então delimitar que os tributos estaduais se relacionam com o próprio pacto federativo, garantindo que cada estado-membro, conforme suas características de território, população, economia, entre outros, possa legislar sobre tais tributos para ter suas necessidades satisfatoriamente atendidas. Assim, e nos termos do disposto pela Constituição Federal, os estados-membros podem legislar para instituir, determinar fato gerador, causa de incidência e alíquota de impostos, taxas e contribuições de melhoria que não se encontrem na esfera de competência da União ou dos Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA municípios, assim como instituir contribuições para o custeio da previdência social dos servidores estaduais e proceder a cobrança de pedágios. Conforme prevê o art. 155, inciso I da Constituição Federal, compete aos estados e ao Distrito Federal instituir o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações de Bens e Direitos (ITCMD), tributo que incide sobre a transmissão de bens móveis e imóveis e trata de direitos em decorrência da transmissão de bens e direitos por sucessão legítima ou testamentária ou por doação. Por se tratar de tributo estadual, cada ente federativo pode legislar sobre as alíquotas aplicáveis no âmbito de sua incidência, observando a alíquota máxima definida no art. 1º da Resolução nº 9/1992 do Senado Federal, que determina “alíquota máxima do imposto de que trata a alínea a, inciso I, do art. 155 da Constituição Federal será de oito por cento, a partir de 1° de janeiro de 1992” (BRASIL, 1992, [s. p.]). Já o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), previsto no art. 155, inciso II da Constituição Federal, incide sobre a circulação de mercadorias e serviços no âmbito estadual, abrangendo, nesse contexto, as negociações mercantis, a transmissão jurídica de Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA mercadorias por pessoas físicas ou jurídicas que exerçam, habitualmente, a atividade comercial. É importante notar, sobre o ICMS, o seu caráter seletivo em face da essencialidade das mercadorias ou serviços sobre os quais incide, o que permite, à luz do disposto no art. 155, § 2º, inciso III da Constituição Federal, a possibilidade de cada estado, conforme as características regionais e os aspectos de essencialidade das mercadorias ou serviços, determinar a alíquota ou mesmo as dispensas ou as isenções desse tributo. Finalmente, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), previsto pelo art. 155, inciso III da Constituição Federal, faz incidir a tributação sobre a propriedade – e não sobre a utilização – de veículo automotor, sendo devido ao estado no qual o contribuinte mantenha domicílio e em que o veículo esteja registrado. O montante a ser pago pelo cidadão é calculado com base no valor venal do veículo automotor. Siga em Frente... Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Siga em Frente... Para compreender a evolução histórica da legislação tributária estadual, primeiro se faz necessário compreender os aspectos históricos do próprio estado brasileiro, recorrendo aos conhecimentos de história, geografia e ciência política. A importância disso se revela ao verificar-se que no período do Brasil Império, entre 1822 e 1889, o país se constituía em um estado unitário, ou seja, as subdivisões administrativas – as províncias – não gozavam de qualquer autonomia administrativa, encontrando-se vinculadas ao poder central emanado do próprio Imperador. Apenas com a Constituição Republicana de 1891 é que foi adotado, entre nós, o modelo federativo e de composição do Estado, de sorte que os então surgidos estados-membros passaram a ter reconhecida sua autonomia administrativa, legislativa e tributária. A partir disso, é possível então passar a pensar em tributos de competência legislativa e de destinação direta dos estados-membros. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Marco relevante para a Constituição Republicana no campo do direito tributário foi o reconhecimento de competências distintas entre União e estados-membros no campo da tributação. O art. 9º da Constituição de 1891 passou a reconhecer como competência exclusiva dos estados- membros a decretação de impostos sobre exportação de mercadorias de sua própria produção, sobre imóveis rurais e urbanos, sobre a transmissão de propriedade e sobre indústrias e profissões dentro de seus respectivos territórios. Além disso, esta Constituição reconheceu a competência dos Estados para a decretação de taxas de selos quanto aos atos emanados de seus respectivos governos e negócios de sua economia e as contribuições concernentes aos seus telégrafos e correios. O texto constitucional mencionou, ainda, competência residual a ser partilhada por estados- membros e União no campo do direito tributário. Foi na Constituição Federal de 1934 que surgiu, no País, a semente do que se tornaria o moderno ICMS. No art. 8º, inciso I, alínea “e”, aquela Constituição reconheceu competência exclusiva aos estados para decretar impostos sobre “vendas e consignações efetuadas por comerciantes e produtores, inclusive os industriais, ficando isenta a primeira Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA operação do pequeno produtor, como tal definido na lei estadual” (BRASIL, 1934, [s. p.]), então denominado Imposto sobre Vendas e Consignações (IVC). Tal situação somente foi experimentar progresso e evolução a partir da década de 1950, com a implantaçãode competência tributária atribuídas pela Constituição para a União, os estados-membros, o Distrito Federal e os municípios. É Hora de Praticar! É Hora de Praticar! Prezado aluno, chegou o momento de colocar em prática os conhecimentos que você construiu no decorrer de seus estudos e de colocar a mão na massa para resolver um estudo de caso, no qual você buscará pela solução de uma situação-problema com a utilização das expertises desenvolvidas. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Então, pense na seguinte situação hipotética: A empresa ALPHA & BETA ASSOCIADOS atua na importação de jogos eletrônicos, atividade que já realiza há pelo menos dez anos. No anseio de ampliar os negócios, em especial após a notícia veiculada pela imprensa de que as alíquotas dos impostos de importação de jogos eletrônicos sofreriam redução por parte do governo estadual, decidiu ingressar também na atividade de venda direta aos consumidores em três lojas físicas, que serão instaladas em três grandes municípios diferentes dentro do seu estado, além de manter uma loja virtual vinculada à sede da empresa na capital do mesmo estado. Além disso, e para solidificar ainda mais sua posição no mercado de jogos eletrônicos, a empresa pretende passar também a prestar serviços de manutenção em eletrônicos, o que seria realizado nas dependências da sede da empresa, localizada na capital. Pensando nessa situação e com base nos conhecimentos que você construiu em seus estudos sobre a legislação tributária municipal, estadual e federal e sobre as complexas relações entre tais legislações, é possível começar a análise Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA com alguns questionamentos para que você comece a colocar em prática os conhecimentos que construiu. O primeiro questionamento remete à promessa de redução do imposto de importação pelo governo estadual, o que, caso efetivado, disponibilizaria os recursos necessários para os planos de expansão da empresa. Seria possível o cumprimento da promessa realizada? Além disso, sobre os eventuais impactos tributários decorrentes da instalação das lojas de venda direta aos consumidores, algum imposto específico seria devido por tal atividade e, em caso positivo, qual o imposto em questão e para quem deveria ser pago? Finalmente, sobre a atividade de prestação de serviços de manutenção, essa atividade também sofreria incidência tributária ou estaria incluída na atividade de venda de jogos, já que seriam realizadas no mesmo local? Nesse caso, qual seria o imposto eventualmente devido e quem deveria recolher o tributo? Dentre os aspectos mais complexos envolvendo o estudo da legislação tributária, além das múltiplas competências atribuídas aos entes federativos (União, Estados e Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Municípios) pela Constituição Federal, ainda nos deparamos com as constantes alterações legislativas que vão desde a instituição de tributos, passam por alterações de alíquotas e chegam ao estabelecimento de circunstâncias legais de isenção tributária. Tais características, por vezes, acabam criando a aparência de um ambiente invencível, especialmente quando você considera que, além das normas emanadas pela legislação tributária federal, ainda temos decretos e regulamentos federais que impõem reflexos em matéria tributária estadual e municipal, além, por óbvio, das legislações estaduais no âmbito de suas competências e das legislações locais, disciplinando matéria tributária municipal. Para lidar com essa mutabilidade e multiplicidade típicas da matéria tributária, é essencial sedimentar os conhecimentos sobre competência tributária, prevista pelo texto constitucional, e sobre os princípios básicos e as vedações que podem ser extraídos do texto constitucional, o que será de grande valia para organizar os estudos, a análise e a interpretação das normas tributárias. Reflita Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais significativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Resolução do Estudo de Caso Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Assimile AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.ht m. Acesso em: 2 fev. 2023. MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTAde parques industriais no país que fomentaram os meios de produção industriais e criaram a necessidade da renovação da estrutura jurídica e normativa tributária brasileira, o que culminou com a decretação da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, que instituiu o Código Tributário Nacional, criando todo o moderno arcabouço legislativo que forneceu os parâmetros das normas tributárias e das competências de tributação no âmbito dos estados-membros. Finalmente, como marco histórico na evolução dos tributos estaduais, não se poderia deixar de mencionar a Constituição Federal que, em 1988, veio alterar os paradigmas até então vigentes e, em que pese haver recepcionado o Código Tributário Nacional, impôs sua interpretação e aplicação agora à nova ordem constitucional, redesenhando as relações e os princípios que regem o direito tributário em nosso país. Vamos Exercitar? Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Vamos Exercitar? Conforme se pode perceber, diante do nosso modelo de Estado Federado, adotado pela Constituição, aos estados- membros e ao Distrito Federal, enquanto entes políticos, é reconhecida a autonomia política que inclui, nos limites estabelecidos pela Constituição Federal, a capacidade ativa e a competência tributária para instituir tributos, regulamentar os fatos geradores e estabelecer as respectivas alíquotas. Se, por um lado, esse modelo favorece o atendimento das características e interesses regionais, especialmente para atender às finalidades fiscais e extrafiscais que podem ser extraídas dos tributos, por outro, para o profissional surgem verdadeiros desafios a serem encarados na perspectiva prática. Pensemos que o contexto social e econômico em que se formalizaram as bases constitucionais do direito tributário sofreram consistentes modificações não só pelas mudanças sociais, mas nos avanços da tecnologia, dos meios de Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA comunicação e da própria cadeia de produção, o que impacta sobremaneira a atuação tributária. Isso impacta, primeiramente, a realidade volátil das alterações legislativas das normas de tributação, impondo ao profissional a necessidade de constante acompanhamento e renovação do conhecimento sobre a legislação estadual de direito tributário. Para além disso, também há que se ter em mente a imposição de conhecer as normas tributárias de cada estado e manter-se atualizado sobre elas para compreender as diferentes legislações, os fatos geradores, os casos de incidência e, especialmente, as alíquotas dos impostos, que podem sofrer variações conforme o estado- membro, isso tudo para que você esteja apto a atuar com eles. Outro aspecto que deve importar ao profissional que atua com matéria tributária diz respeito às interpretações jurisprudenciais e às modulações que os tribunais superiores apresentam sobre determinadas matérias. Exemplo disso, e tratando da legislação que regula os tributos de competência estadual, podemos citar a Súmula Vinculante 32 do Supremo Tribunal Federal, que, tratando do Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA ICMS, determina que tal imposto não incide sobre alienação de bens salvados de sinistros por seguradoras. Aliás, até por sua natureza, por seu fato gerador e por sua importância enquanto receita fiscal, o ICMS é um dos tributos em que se percebe maior incidência de decisões dos tribunais superiores, devido, também, às interpretações que se criam em torno dele. Assim, é possível citar a Súmula 574 do Supremo Tribunal Federal, que determina: “sem lei estadual que a estabeleça, é ilegítima a cobrança do imposto de circulação de mercadorias sobre o fornecimento de alimentação e bebidas em restaurante ou estabelecimento similar” (BRASIL, 1977, [s. p.]). Ou, ainda, a Súmula Vinculante 48 do Supremo Tribunal Federal, que determina “Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro” (BRASIL, 2015, [s. p.]). Nesse contexto, pode-se, então, concluir que o complexo modelo federativo adotado pelo Estado brasileiro imprime ao profissional a necessidade de aprofundar seus conhecimentos na matéria tributária de modo a lhe permitir identificar, dentro das normas e dos princípios trazidos pela legislação, os fatos geradores e os casos de incidência, Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA dentro dos limites de competência dos entes políticos, como no caso dos estados-membros e do Distrito Federal, conforme objeto de nossos presentes estudos, assim como a necessidade de se reconhecer a multiplicidade de legislações conforme cada Estado, de acordo com os interesses regionais. Portanto, a constante atualização, não apenas legislativa, mas também dos entendimentos jurisprudenciais, seja na esfera da justiça estadual, seja na dos Tribunais Superiores, é fator preponderante para garantir a melhor atuação profissional nessa esfera. Saiba mais Saiba mais Conforme apontado, um dos maiores desafios nos estudos da legislação tributária estadual, tanto em seus aspectos teóricos quanto nos aspectos práticos, situa-se em conhecer as legislações de cada ente federativo sobre a matéria. Nesse ponto, é de extrema importância conhecer a estrutura administrativa de cada Estado que atua na esfera tributária, Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA o que tornará possível localizar a fonte legislativa que determina os aspectos essenciais para a atuação profissional em matéria tributária. Assim, ficam como sugestão, aqui, alguns links de acesso para os sites das secretarias estaduais de Fazenda Pública que, além dos tributos de competência estadual, apresentam as legislações que servem de base para a exigência tributária e as ferramentas utilizadas para atuação profissional: Fazenda e Planejamento Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro Secretaria de Estado da Fazenda - MG Secretaria da Fazenda - ES Secretaria da Fazenda - PR Secretaria da Fazenda - SC Secretaria da Fazenda - RS Secretaria da Fazenda - BA Secretaria de Estado da Fazenda - AM Secretaria de Estado da Economia - GO Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração - DF Referências Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://portal.fazenda.sp.gov.br/ http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/menu_structure/servicos;jsessionid=mPLDTSBWmf8xe6Qac41ozJUrX-wBVWY4QiLrDR45GmxmuGwSWb2p!1354136165?_afrLoop=97382691688131191&_afrWindowMode=0&_afrWindowId=null&_adf.ctrl-state=3fn8e57p2_1 https://sefaz.es.gov.br/ https://www.fazenda.pr.gov.br/virada.html https://www.sef.sc.gov.br/ https://fazenda.rs.gov.br/inicial https://www.sefaz.ba.gov.br/ http://www.sefaz.am.gov.br/ https://www.economia.go.gov.br/ https://www.seplad.df.gov.br/?id_area=1883 https://www.seplad.df.gov.br/?id_area=1883 Referências AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. AMAZONAS (Estado). Secretaria de Estado da Fazenda. SEFAZ, Aleixo, 2023. Disponível em: http://www.sefaz.am.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. BAHIA (Estado). Secretaria da Fazenda. Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, Salvador, 2023. Disponível em: https://www.sefaz.ba.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 16 de julho de 1934). Rio de Janeiro: Presidência da República, 1934. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituic ao34.htm. Acesso em: 3 fev. 2023. BRASIL. Senado Federal. Resolução do Senado Federal nº 9, de 5 de maio de 1992. Brasília: Senado Federal, 1992. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA http://www.sefaz.am.gov.br/ https://www.sefaz.ba.gov.br/ https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm Disponível em: https://legis.senado.leg.br/norma/590017. Acesso em: 2 fev. 2023. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 574. Sem lei estadual que a estabeleça, é ilegítima a cobrança do imposto de circulaçãode mercadorias sobre o fornecimento de alimentação e bebidas em restaurante ou estabelecimento similar. Brasília: STF, 1977. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp? base=30&sumula=2393#:~:text=Sem%20lei%20estadual%20 que%20a,em%20restaurante%20ou%20estabelecimento%20 similar. Acesso em: 2 fev. 2023. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante 32. O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras. Brasília: STF, 2011. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp? base=26&sumula=1289. Acesso em: 2 fev. 2023. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante 48. Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. Brasília: STF, 2015. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp? base=26&sumula=2505. Acesso em: 2 fev. 2023. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://legis.senado.leg.br/norma/590017 https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=30&sumula=2393#:~:text=Sem%20lei%20estadual%20que%20a,em%20restaurante%20ou%20estabelecimento%20similar https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=30&sumula=2393#:~:text=Sem%20lei%20estadual%20que%20a,em%20restaurante%20ou%20estabelecimento%20similar https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=30&sumula=2393#:~:text=Sem%20lei%20estadual%20que%20a,em%20restaurante%20ou%20estabelecimento%20similar https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=30&sumula=2393#:~:text=Sem%20lei%20estadual%20que%20a,em%20restaurante%20ou%20estabelecimento%20similar https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=26&sumula=1289 https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=26&sumula=1289 https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=26&sumula=2505 https://portal.stf.jus.br/jurisprudencia/sumariosumulas.asp?base=26&sumula=2505 DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração. SEPLAD, Brasília, 2023. Disponível em: https://www.seplad.df.gov.br/?id_area=1883. Acesso em: 2 fev. 2023. ESPÍRITO SANTO (Estado). Secretaria da Fazenda. SEFAZ, Vitória, 2023. Disponível em: https://sefaz.es.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. GOIÁS (Estado). Secretaria de Estado da Economia. Secretaria de Estado da Economia, Goiânia, 2023. Disponível em: https://www.economia.go.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. MINAS GERAIS (Estado). Secretaria de Estado de Fazenda. SEF, Belo Horizonte, 2023. Disponível em: http://www.fazenda.mg.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.seplad.df.gov.br/?id_area=1883 https://sefaz.es.gov.br/ https://www.economia.go.gov.br/ http://www.fazenda.mg.gov.br/ PARANÁ (Estado). Secretaria da Fazenda. Secretaria da Fazenda, Curitiba, 2023. Disponível em: https://www.fazenda.pr.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. RIO DE JANEIRO (Estado). Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro. Fazenda, Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/menu_structure/ser vicos. Acesso em: 2 fev. 2023. RIO GRANDE DO SUL (Estado). Secretaria da Fazenda. Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Secretaria da Fazenda, Porto Alegre, 2023. Disponível em: https://fazenda.rs.gov.br/inicial. Acesso em: 2 fev. 2023. SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. SANTA CATARINA (Estado). Secretaria de Estado da Fazenda. Secretaria de Estado da Fazenda, Florianópolis, 2023. Disponível em: https://www.sef.sc.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Fazenda e Planejamento. Portal da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.fazenda.pr.gov.br/ http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/menu_structure/servicos http://www.fazenda.rj.gov.br/sefaz/faces/menu_structure/servicos https://fazenda.rs.gov.br/inicial https://www.sef.sc.gov.br/ de São Paulo. São Paulo: Governo do estado de São Paulo, 2023. Disponível em: https://portal.fazenda.sp.gov.br/. Acesso em: 2 fev. 2023. Aula 2 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL Videoaula: Legislação tributária federal Videoaula: Legislação tributária federal Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://portal.fazenda.sp.gov.br/ Prezado aluno, dando continuidade aos nossos estudos, nesta aula trataremos da legislação tributária federal. Partindo do estado dos fundamentos constitucionais e das competências tributárias atribuídas pela Constituição Federal, trataremos dos tributos de competência da União, desenvolvendo análise de sua evolução histórica para, ao final, discorrer sobre a realidade brasileira nessa esfera e os desafios impostos aos profissionais dessa área. Siga firme! Excelente estudo! Ponto de Partida Ponto de Partida Boas-vindas, estudante! A atividade tributária como conhecemos hoje começou a adquirir esses contornos apenas no passado recente, com o surgimento de um Estado de características mais modernas, Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA que passaram a se delinear no período seguinte às revoluções liberais. Ela é composta, em verdade, de um complexo de normas e princípios com o objetivo de regular e limitar a atividade de tributação do Estado. Por um lado, deve fornecer aos estados os meios e as receitas necessárias para o cumprimento de suas finalidades e, de outro, precisa impedir abusos do ente público em face dos particulares. Nesta aula, trataremos de entender a legislação tributária federal, partindo de sua disciplina constitucional, e a sua evolução histórica, com o intuito de compreender o contexto brasileiro e os desafios para o futuro. Siga firme e excelente estudo! Vamos Começar! Vamos Começar! Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Quando buscamos o fundamento das normas tributárias federais e de toda legislação tributária federal, devemos recorrer primeiro ao texto constitucional, que, ao estabelecer o ordenamento jurídico, político e constitucional brasileiro, dentre outras tarefas, delimitou os princípios que devem reger o direito tributário no âmbito federal. Nessa linha de raciocínio, podemos pensar, primeiramente, na competência, os denominados tributos federais, assim compreendidos como aqueles cuja exigibilidade cabe à União. Nos termos do que dispõe o art. 153 da Constituição Federal, são considerados tributos federais: o imposto sobre importação de produtos estrangeiros; o imposto sobre exportação para o exterior de produtos nacionais ou nacionalizados; o Imposto sobre Renda e Proventos de qualquer natureza (IR); o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Também é de competência federal, nos termos do mesmo art. 153 da Constituição Federal, a tributação sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou operações relativas a títulos e valores mobiliários, a tributação sobre propriedade rural e a tributação sobre grandes fortunas. Além destas, o texto constitucional ainda aponta como Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA competência da União, em matéria tributária, os chamados impostos residuais, compreendidos como aqueles impostos não previstos expressamente no art. 153, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios em relação aos discriminados no texto constitucional, que podem ser instituídos por lei complementar, nos termos do art. 154, inciso I da Constituição Federal; os impostos extraordinários de guerra, previstos no art. 154, inciso II da Constituição Federal; e os empréstimos compulsórios, previstos no art. 148 da Constituição, que podem ser instituídos para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ousua iminência ou no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Ainda no âmbito constitucional, deve-se destacar como competência da União a instituição de contribuições especiais, presentes nos arts. 149 e 195 da Constituição Federal, na instituição de taxas e contribuições de melhorias, destinadas da remunerar as atividades administrativas incluídas na esfera de sua competência (por exemplo, as taxas para emissão de passaporte), bem como a arrecadação dos tributos de competência estadual e municipal no âmbito dos territórios estaduais, salvo no caso dos tributos Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA municipais, quando os territórios forem divididos em municípios, nos termos do art. 147 do texto constitucional. Deve-se ter em conta, em primeiro plano, a função que o tributo tem no próprio funcionamento do Estado, na medida em que se presta a fornecer os fundos necessários para os provimentos e a manutenção das múltiplas funções atribuídas ao ente estatal. A partir disso e da leitura dos dispositivos constitucionais apontados, é possível verificar que os tributos de competência da União encontram fundamento no cumprimento de seu papel enquanto representante da soberania nacional, seja no âmbito interno, seja no externo, permitindo melhor adequação da realidade tributária às necessidades nacionais. Neste sentido, podemos então passar a analisar os fundamentos dos tributos cuja competência foi atribuída constitucionalmente à União. Assim, pode-se dizer que o fundamento legal do Imposto sobre Importação (II) está entre os arts. 19 e 22 do Código Tributário Nacional (CTN), Lei nº 5.172/1966, que define, dentre outros aspectos, o fato gerador, a base de cálculo, o Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA sujeito passivo e a destinação do tributo. Tal imposto teve, ainda, regulamentação com o Decreto nº 6.759/2009. Também no CTN podemos encontrar o fundamento legislativo do Imposto sobre Exportação nos arts. de 23 a 28; do Imposto Sobre Propriedade Territorial Rural (IPTR) nos arts. de 29 a 31; assim como do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Siga em Frente... Siga em Frente... Conforme apontado no decorrer de nossos estudos, enquanto ramo autônomo das ciências jurídicas, o direito tributário pode ser considerado um campo de estudo relativamente novo, intimamente ligado com o próprio surgimento do Estado Moderno, na esteira das revoluções liberais e do estabelecimento dos estados de direito, em que pese a cobrança de tributos remontar de antiquíssimos registros históricos. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA É possível determinar que o tributo é a prestação pecuniária, paga em moeda ou valor que nela possa ser convertido, de caráter compulsório e com fundamento em lei anterior à cobrança, que não se caracterize como sanção pela prática de ato ilícito e se cuja exigência decorra de atividade administrativa de caráter vinculado. Em última análise, a atividade tributária tem por finalidade suprir o Estado de receitas para arcar com os custos de sua atividade e a realização das funções que lhe sejam afetas pela Constituição Federal e pela lei. Se, na perspectiva histórica, durante considerável porção da existência do Brasil, estivemos sujeitos às normas oriundas das Ordenações da Coroa Portuguesa, desde a independência do país e com a Constituição Imperial de 1824, passou-se a delinear um arcabouço legislativo com normas e princípios tratando da atividade tributária brasileira, inclusive com a formalização do aparato legal e processual para permitir a cobrança e a execução de dívidas tributárias desde o Primeiro Império. No decorrer do período imperial, e com o modelo unitário de Estado então vigente, a atividade tributária se concentrou na figura da União, que a exercia por delegação no âmbito das demais esferas administrativas. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Apenas com a proclamação da República e a adoção do modelo de Estado Federado, com a Constituição de 1891, é que o modelo de divisão política entre União e Estados Federados permitiu estabelecer, de maneira clara, regras de competência tributária. Analisando as Constituições do período republicano, é possível verificar o ponto convergente relacionado com as competências da União para tributar a importação de produtos estrangeiros, atribuição constante de todos os textos constitucionais. Já a tributação sobre rendas e proventos passou a ser prevista na Constituição de 1934 e, desde então, teve reconhecida a competência da União para tal atividade tributária. Sobre esse tributo, que incide atualmente sobre rendas e proventos de qualquer natureza de pessoas físicas ou jurídicas, é pertinente destacar que sua primeira previsão normativa, tratando de contribuição extraordinária para pessoas que recebessem vencimentos dos cofres públicos gerais, data de 21 de outubro de 1843 (Lei nº 317/1843). É possível apontar como marco do estabelecimento do imposto sobre rendas e proventos os Decretos nº 23.841 e nº Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA 24.036, ambos de 1934, que passaram a definir as diretrizes para apuração e cobrança do tributo. Com a Lei nº 8.134/1990 foi restabelecida a apuração do imposto anual por meio de declaração de ajuste, nos moldes do que se realiza atualmente. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Necessário se faz compreender que a evolução do sistema tributário nacional é processo ainda não sedimentado e em progressão, especialmente considerando o processo de transição, enfrentado pelo país, de uma economia de produção agrícola que experimentou processo de industrialização e nesse contexto o desenvolvimento dos meios de produção com os implementos tecnológicos e as demandas de mercado que acabam por impor pressão também no sistema tributário. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Pensemos que, apenas no período de vigência da atual Constituição, a própria dinâmica das operações financeiras experimentou sensíveis mutações. Temos então, dentre as competências da União, o denominado Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), previsto no art. 153, inciso V da Constituição Federal, regulamentado atualmente no Decreto nº 6.306/2007. Pensando nos fundamentos da atividade da União em nosso contexto constitucional e visando garantir a aplicação uniforme de tributos que possam geram amplo impacto, como ocorre no caso de movimentações financeiras, cada vez mais dinâmicas e velozes, encontramos nos dispositivos indicados o fundamento e regras de incidência do imposto sobre as operações de crédito, câmbio, seguros e operações financeiras relativas a título ou valores mobiliários. Ao nos depararmos com as matérias tributárias de competência da União, fica claro, além do caráter fiscal desses tributos, em fornecer fundos para que o Estado possa realizar duas funções previstas pelo texto constitucional, também podemos identificar a preocupação do legislador constituinte em posicionar a União na defesa Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA de interesses nacionais pelo estabelecimento de políticas tributárias. É possível identificar essa finalidade dos tributos da União, quando se analisa o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Tal imposto, conforme aponta a doutrina, possui finalidade de caráter especialmente extrafiscal, na medida em que pode ser utilizado como instrumento para fomentar e incentivar a industrialização de determinados produtos, o que se extrai da leitura do art. 153, § 3º, inciso I da Constituição Federal, que, ao conceder caráter seletivo ao imposto, permite à União fixar as alíquotas do tributo conforme a essencialidade do produto, agindo mesmo como instrumento de mercado à disposição da União. Ainda pensando nos desafios contemporâneos em matéria tributária, talvez o ponto de maior discussão e ainda pendente de regulamentação seja o denominado Imposto sobre Grandes Fortunas. Previsto no art. 153, incisoVII da Constituição Federal, trata-se de norma constitucional de eficácia contida, ou seja, sua aplicação depende de regulamentação e até os dias atuais, não há aplicabilidade de tal norma tributária eis que, desde a promulgação do texto constitucional em 1988, a incidência desse tributo se acha Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA suspensa e no aguardo de regulamentação por lei complementar. Sobre o IGF, a discussão entre os doutrinadores vai desde posicionamentos mais críticos, que entendem que a pendência por regulamentação estaria ligada a interesses políticos, na medida em que os detentores de grandes fortunas, e que seriam atingidos pela tributação, teriam forte representatividade parlamentar, impedindo deliberadamente a regulamentação e incidência do imposto, até aqueles posicionamentos que indicam como principal e talvez maior obstáculo para imposição de tal tributo na possibilidade da evasão de tais valores, com a retirada dessas grandes fortunas no país, o que poderia, além de frustrar a pretensão tributária, acarretar a saída de divisas da economia interna. Efetivamente, seja por uma, seja por outra linha de argumentação, fato é que tal imposto, reiteradamente objeto de discussões na seara política, ainda não possui efetividade por ausência de regulamentação legal, em que pese haver projetos de lei tendentes à sua regulamentação datando ainda de 1989 até o presente, ainda em tramitação no Congresso Nacional. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Saiba mais Saiba mais Dentre os desafios e as dificuldades que mais podem atormentar o profissional, talvez o acesso à informação e à localização de fontes de pesquisas confiáveis sobre matéria tributária possa ser o ponto que mais atinge a prática. Pensando nisso, fica o convite para que você conheça o portal da Secretaria Especial da Fazenda, vinculada ao Ministério da Economia. No portal, além de serviços e ferramentas de utilidade ao público em geral e aos profissionais, é possível localizar toda base legal dos tributos de competência federal e os aspectos que lhe possam ser correlatos. Referências Referências Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.gov.br/fazenda/pt-br AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. BRASIL. Ministério da Fazenda. Gov.br, Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br. Acesso em: 2 fev. 2023. MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. Aula 3 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA MUNICIPAL Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.gov.br/fazenda/pt-br Videoaula: Legislação tributária municipal Videoaula: Legislação tributária municipal Prezado aluno, com a finalidade de continuarmos os estudos sobre a legislação tributária desta aula, trataremos aqui da legislação tributária municipal. Para tanto, vamos iniciar com os estudos dos fundamentos constitucionais e das competências tributárias, passando, posteriormente, à análise dos tributos de competência dos Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA municípios, desenvolvendo, adiante, uma análise da evolução histórica do papel do município no ordenamento jurídico tributário e, finalmente, discorrendo sobre a realidade brasileira nessa esfera e os desafios impostos aos profissionais dessa área. Ponto de Partida Ponto de Partida Bem-vindo, prezado aluno! Vamos, agora, pensar, a partir da perspectiva dos municípios, o contexto do ordenamento jurídico que busca compreender o próprio sistema federativo adotado pela Constituição Federal em 1988. Mais do que a autonomia administrativa, que já havia sido reconhecida para os municípios nos ordenamentos constitucionais antecedentes, o legislador constituinte entendeu por bem conferir aos municípios status de ente Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA político, conforme previsão expressa do art. 1º da Constituição Federal. Dentre os múltiplos impactos disso, importa-nos, no presente estudo, analisar a competência tributária conferida pelo texto constitucional aos municípios e analisar, na perspectiva histórica, o desenvolvimento do papel dos municípios no âmbito do direito tributário para compreender o contexto brasileiro e os desafios para o futuro. Siga firme! Excelente estudo! Vamos Começar! Vamos Começar! Para iniciar o estudo sobre a legislação tributária municipal, devemos primeiro recorrer à disciplina constitucional que, em seu art. 156, define os parâmetros de competência tributária dos municípios. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Importante, desde logo, estabelecer que o texto constitucional, em 1988, deixando de reconhecer apenas o espectro administrativo, optou por reconhecer os municípios como entes políticos integrantes do sistema federativo brasileiro, como fora feito com União, estados-membros e Distrito Federal. Nessa esteira, o art. 156 da Constituição Federal determina a competência dos municípios para instituir o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o imposto sobre as transmissões de bens e direitos inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição (ITBI) e a tributação sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN). Como se pode verificar, e seguindo uma linha na divisão de competências, o texto constitucional atribuiu aos municípios a tributação dos fatos geradores de impacto diretamente local. Nesse contexto, é importante ressaltar que, ao contrário do que acontece com a União, que possui competência tributária residual e pode, mediante processo legislativo, Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA regular, instituir tributos não previstos em lei, no caso dos municípios, sendo o rol de tributos exaustivo, salvo no caso de emenda constitucional, não há possibilidade da instituição de outros impostos. Evidentemente que devemos considerar também a possibilidade, resguardada no texto constitucional, de que os municípios instituam taxas decorrentes do regular exercício do poder de polícia, assim como relativas à utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, nos termos do art. 145, inciso II da Constituição Federal: Art. 145 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I - impostos; II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. (BRASIL, [2020, s. p.]) Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Também aos municípios, nos termos do disposto pelo art. 149-A da Constituição Federal, é facultada a possibilidade de instituir-se contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. Pensando inicialmente no IPTU, esse evidente caráter fiscal, com abrangência local, destina-se a funcionar como fonte de arrecadação do município para realização de suas funções. É importante notar também que, com relação a esse tributo, há a possibilidade de os municípios adotarem alíquotas progressivas no IPTU em razão do valor do imóvel, em atenção ao disposto no art. 156, § 1º, inciso I da Constituição Federal, e de adotarem alíquotas diversas para imóveisem razão de sua localização e sua utilização. Já o denominado ITBI pode ser interpretado em paralelo ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), de competência estadual. Tal tributo incide sobre a transmissão de bens inter vivos, tomando como base de cálculo o valor do bem objeto da transmissão. Nesse caso, por ausência de previsão e conforme entendimento firmado na Súmula 656 do STF, não há que se falar na adoção de alíquotas progressivas desse imposto. Siga em Frente... Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Siga em Frente... Tratar da evolução histórica da legislação tributária municipal implica, invariavelmente, buscar compreender o papel e a natureza jurídica do município na própria estrutura do Estado federado brasileiro. Basta verificar que, na primeira Constituição republicana, em 1891, na qual se adotou entre nós o modelo federativo, os municípios não gozavam de autonomia política nos moldes do que se verifica atualmente e, por consequência, não possuía qualquer competência de natureza tributária, tanto que, naquele texto constitucional, a competência tributária sobre imóveis urbanos e rurais cabia aos Estados (disposição presente no art. 9º da Constituição de 1891). Tal situação perdurou com a Constituição de 1934, na qual havia previsão de repasses de percentuais de valores arrecadados pelos estados em favor dos municípios. Foi apenas na Constituição de 1937 que foi reconhecida aos municípios capacidade tributária ativa, determinando o art. 28 daquele texto pertencer aos municípios: os impostos de licença, o imposto predial e o territorial urbano, os impostos Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA sobre diversões públicas e as taxas sobre serviços municipais. Nessa oportunidade foi reconhecida também a vocação local do imposto sobre propriedade territorial urbana, surgindo as raízes do atual IPTU nos moldes do que conhecemos. Já o texto constitucional de 1946, ao reconhecer a autonomia dos municípios em seu art. 28, garantiu-lhes a administração própria, abarcando ali a possibilidade da decretação e da arrecadação de tributos de sua competência assim como a aplicação de suas rendas. Nesse sentido, é importante notar que, até esse ponto, os municípios ainda não compunham o quadro federativo nos moldes do que viria a ser adotado com a Constituição de 1988, tendo sido somente a Constituição de 1967 a primeira a tratar, de maneira expressa, da competência dos municípios para decretação de tributos, conforme se pode verificar na leitura do art. 25 desse texto: Art 25 - Compete aos Municípios decretar impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA II - serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência tributária da União ou dos Estados, definidos em lei complementar. 1º - Pertencem aos Municípios: a) o produto da arrecadação do Imposto a que se refere o art. 22, n.º III, Incidente sobre os imóveis situados em seu território; b) o produto da arrecadação do imposto, de renda e proventos de qualquer natureza que, de acordo com a lei federal, são obrigados a reter como fontes pagadoras de rendimentos do trabalho e dos títulos da sua dívida pública. (BRASIL, 1967, [s. p.]) Já o Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966), regulamentando as disposições trazidas pela Constituição de 1946, em face das alterações constitucionais decorrentes da Emenda Constitucional nº18 de 1965, tratou de disciplinar o papel dos municípios no sistema tributário nacional. Com a previsão do art. 1º da Constituição Federal de 1988, os municípios passaram a integrar a estrutura federativa do Estado brasileiro, sendo então reconhecidos enquanto entes políticos, de modo que as competências tributárias afetas à Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA legislação municipal passaram a ser tratadas de maneira expressa em rol exaustivo trazido pelo art. 156 da Carta Constitucional. Diante disso, é preciso considerar que tais competências pretendem atender justamente à vocação local de determinados fatos geradores de obrigações tributárias, de modo a melhor atender às finalidades fiscais e extrafiscais dos tributos, de modo a permitir que cada município, enquanto ente político, possa melhor legislar sobre os aspectos tributários e assim atender às necessidades e aos interesses de caráter local. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Conforme foi possível delimitar, em termos legislativos e históricos, apenas em um passado relativamente recente os municípios passaram a ser reconhecidos como integrantes efetivos do sistema tributário nacional, gozando de competências privativas nessa seara. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Por um lado, passamos a reconhecer o caráter fiscal dos tributos enquanto fonte de receita para os entes políticos e, no caso, para os municípios, o que lhes permite cumprir com as obrigações decorrentes da legislação e dos mandamentos constitucionais; por outro, compreendemos que esse é um ambiente legislativo amplo e complexo, que demanda o constante acompanhamento e aprofundamento no estudo das legislações. Lembre-se de que, ao tratar de assuntos de interesse e competência locais, salvo naqueles casos de vinculação com legislações estaduais ou federais de caráter regulamentador ou decisões judiciais de caráter vinculante, cada município possui autonomia para definir parâmetros próprios de tributos, em especial alíquotas e causas especiais de isenção. Apenas isso é suficiente para sinalizar ao profissional a necessidade de especial atenção a esse ponto. Ainda que possamos pensar em três impostos com fundamento constitucional contidos em rol exaustivo, é relevante recordar que cada ente político possui autonomia para disciplinar a matéria em atenção aos interesses locais. Isso sem considerar a possibilidade de instituições de taxas e contribuições de melhoria, todas vinculadas com fatos de ordem local, o que implica a variabilidade conforme o município objeto de análise. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA É caso do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), que, na perspectiva dos prestadores de serviços e dos profissionais ligados à atuação tributária e empresarial, pode tocar simultaneamente uma multiplicidade de municípios, onde serão objetos de tratamentos legislativos diversos e específicos. Sobre o tema, a Lei Complementar nº 116/2003 veio regulamentar e apresentar disposições gerais que servem de parâmetro sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos municípios e do Distrito Federal. Um ponto de destaque e que merece atenção nos estudos da legislação tributária municipal diz respeito à imunidade especial prevista no art. 156, § 1º-A da Constituição Federal, que determina que o IPTU não incide sobre templos de qualquer culto, mesmo naqueles casos em que a entidade beneficiária da imunidade seja apenas locatária do bem imóvel. Também é ponto de interesse no estudo e na compreensão da legislação tributária municipal a inovação trazida com a Lei nº 14.026/2020, que atualizou o denominado marco legal do saneamento básico (Lei nº 9.984/2020) e, entre outros Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA pontos, estabeleceu a cobrança de taxa, pelos municípios, como compensação financeira pela prestação do serviço de manejo dos resíduos sólidos, também denominada “taxa do lixo”. Como bem sabemos, ao adotar a teoria pentapartida, os tributos podem ser divididos em impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais. A doutrina define taxa como sendo tributo de natureza vinculada, instituída pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados para o contribuinte ou colocados à sua disposição nos termos do que prevê o art. 145, inciso II da ConstituiçãoFederal e do art. 77 do Código Tributário Nacional. Dessa forma, e na linha do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, veio a legislação corroborar a legalidade da exigência do tributo. Saiba mais Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Saiba mais Dentre as dificuldades que o estudante e o profissional podem encontrar no estudo dos tributos municipais, a necessidade de integração e interpretação das múltiplas legislações locais pode representar o mais significativo dos desafios. Parte dessa dificuldade de interpretação e integração é enfrentada e superada com a atuação do Poder Judiciário, daí a necessidade de conhecer a perspectiva jurídica doutrinária e jurisprudencial do estudo dos tributos municipais. Pensando nisso, fica como indicação de leitura e estudo um artigo que trata dos ITBI e do IPTU, localizado no Portal do Superior Tribunal de Justiça. O serviço oferece, ainda, possibilidade de pesquisa de diversas notícias e entendimentos jurisprudenciais sobre o tema. Referências Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx Referências AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1967. Brasília, DF: Presidência da República, 1967. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituic ao67.htm. Acesso em: 2 fev. 2023. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao67.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao67.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. STJ. ITBI e IPTU: o STJ e os impostos municipais que incidem sobre imóveis (parte 2). STJ, Brasília, 6 nov. 2022. Disponível em: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/N oticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos- municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx. Acesso em: 2 fev. 2023. Aula 4 CONTEXTO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA NA ROTINA DO PROFISSIONAL TÉCNICO Videoaula: Contexto da legislação tributária na rotina do profissional técnico Videoaula: Contexto da legislação tributária na rotina do profissional técnico Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2022/06112022-ITBI-e-IPTU-o-STJ-e-os-impostos-municipais-que-incidem-sobre-imoveis--parte-2-.aspx Prezado aluno, nesta aula conversaremos sobre a contextualização e a análise da legislação tributária federal, estadual e municipal na rotina do profissional técnico e o impacto efetivo que ela tem nas atividades práticas. Avançando nos estudos, você será convidado a se debruçar sobre a argumentação da legislação constitucional e civil aplicada na esfera das normas tributárias. Por fim, discutiremos sobre a necessidade que o profissional técnico tem de efetuar uma busca ativa e constante pela atualização da legislação. Siga firme! Excelente estudo! Ponto de Partida Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Ponto de Partida Bem-vindo, prezado aluno! No decorrer das aulas, ocupamo-nos em trilhar um caminho para construir as noções elementares sobre as normas e os princípios próprios do direito tributário, de modo a lhe permitir uma visão ampla sobre essa importante área do direito, com impacto direto na atividade empresarial e trabalhista, e a construir um panorama da realidade e da aplicabilidade da legislação trabalhista nas esferas federal, estadual e municipal. Nesse ponto, importa-nos contextualizar a análise e compreensão das normas tributárias na rotina do profissional técnico-profissional. Para tanto, você será convidado a analisar a argumentação legislativa das normas tributárias tanto sob a perspectiva do direito constitucional quanto sob a ótica da legislação civil. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Finalmente, será apresentada a você a necessidade que o profissional técnico tem de estar constantemente em busca da atualização da legislação. Siga firme! Excelentes estudos! Vamos Começar! Vamos Começar! A atividade no âmbito empresarial ou trabalhista invariavelmente conduzirá o profissional a se confrontar com múltiplos aspectos de direito tributário, de sorte que contextualizar a legislação tributária e torná-la parte da rotina de trabalho, mais do que necessidade, é exigência para uma completa atuação técnica e profissional. Múltiplos são os pontos da atividade empresarial, seja em sua perspectiva direta, seja na atividade de assessoramento empresarial, que vão se tocar com os aspectos relacionados a questões tributárias, de modo que se torna essencial a capacidade de interpretação e contextualização de tais Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA normas no âmbito da atividade empresarial. O mesmo raciocínio será aplicado para a atividade trabalhista, seja pela caracterização do vínculo empregatício e os seus reflexos tributários, seja pela eventual configuração de prestação de serviços, com consequências tributárias diversas. Portanto, o profissional deve estar familiarizado com os conceitos e as fontes típicas do direito tributário, de modo que possa realizar corretamente a contextualização, a interpretação e a aplicação das normas específicas de sua esfera de atuação. O Código Tributário Nacional (CTN), Lei nº 5.172/1966, apresenta as disposições sobre o Sistema Tributário Nacional e institui as normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, aos estados e aos municípios. Nessa toada, o art. 3º do CTN define tributo como sendo “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada” (BRASIL, 1966, [s. p.]), ao passo que o art. 5º do diploma indica as modalidades de tributo admissíveis pelo sistema tributário brasileiro, a saber: impostos, taxas e contribuições de melhoria. A estes a Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Constituição Federal, em 1988, acrescentou ainda os empréstimos compulsórios (art. 148) e as contribuições especiais. Uma vez estabelecido o conceito de tributo, é importante também ter definida a distinção entre as modalidades, passo essencial para a correta contextualização e interpretação das normas tributárias. Ainda no Código Tributário Nacional (art. 16), é possível encontrar a definição de imposto como sendo “o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte” (BRASIL, 1966, [s. p.]). Já as taxas, na definição legal trazida pelo art. 77 do CTN, são os tributos cobrados pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios, no âmbito desuas respectivas atribuições; têm como fato gerador o exercício de regular o poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Por sua vez, nos termos do art. 81 do Código Tributário Nacional, considera-se como contribuição de melhoria o Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA tributo cobrado pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, que é instituído para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Ter em mente essas definições e seus reflexos na vida prática representa um efetivo diferencial na atividade profissional, na medida em que possibilita, seja no âmbito empresarial, seja no trabalhista, reconhecer a incidência de tal ou qual norma de caráter tributário e todos os aspectos que lhe são inerentes. Siga em Frente... Siga em Frente... Uma vez definida a contextualização da legislação tributária na rotina do profissional técnico e a importância do domínio das habilidades de interpretação das normas e princípios que, conforme visto, são extraídos em sua maior porção do Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Código Tributário Nacional, podemos ampliar nossa visão sobre isso. Assim, faz-se necessário ter em mente que o CTN entrou em vigor na década de 1960 e, ainda que tenha sido recepcionado pelo texto constitucional, o novo ordenamento jurídico impôs a necessidade da releitura das normas ali contidas, agora, à luz dos novos mandamentos e princípios constitucionais que passaram a vigorar. Dentre os aspectos de relevância trazidos pelo texto constitucional na matéria tributária, devemos destacar a questão de competência, de modo a definir, em favor da União, a competência para instituir impostos sobre importação de produtos estrangeiros, sobre exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados, sobre renda e proventos de qualquer natureza, sobre produtos industrializados, sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores mobiliários, propriedade territorial rural e sobre grandes fortunas, nos termos do art. 153 da Constituição. Já aos estados e ao Distrito Federal, nos termos do art. 155 do texto constitucional, compete instituir impostos sobre a transmissão de bens ou direitos causa mortis e doação, Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação e sobre a propriedade de veículos automotores. Também é na Constituição Federal, em seu art. 156, que encontramos a competência tributária dos municípios para instituir os Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), o Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos (ITBI) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Partindo da interpretação constitucional, também se mostra essencial ao profissional o mínimo de familiaridade com aspectos tributários que encontram reflexo na legislação civil e processual civil, especialmente se levarmos em consideração as recentes alterações nessa área. Um dos pontos que merece destaque nessa seara é a possibilidade da desconsideração da personalidade jurídica e do procedimento específico disciplinado pelo Código de Processo Civil de 2015, com necessária observância da ampla defesa e do contraditório processual, valendo o mesmo para os casos de execução fiscal. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Outro ponto que traz reflexos para a atividade tributária no âmbito dos processos fiscais é a alteração imposta pelo art. 183 do Código de Processo Civil, que deixou de considerar o prazo em quádruplo, passando a ser contado o prazo em dobro em favor da Fazenda Pública. Conhecer conceitos típicos do direito civil – tais como posse ou propriedade – e seus desdobramentos, assim como as formas de constituição da propriedade, é de extrema importância mesmo para reconhecer ilegalidades que eventualmente possam surgir na legislação tributária, ainda que emanada de ente político competente. Exemplo disso poderia ser extraído de legislações municipais que instituem e regulamentam a cobrança do ITBI. Como definido pela Constituição Federal, o referido imposto se deve à transmissão de bens e direitos entre vivos ocorrida no âmbito do território do município em que se encontre o bem. Além disso, diversos casos de legislação municipal pretendem incluir como fato gerador da obrigação tributária a usucapião. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Contudo, há entendimento sedimentado na doutrina e na jurisprudência reconhecendo a usucapião como forma originária de constituição de propriedade, não ocorrendo, nessa hipótese, qualquer transmissão, o que, por lógica, afasta o fato gerador da pretendida cobrança, tornando-a ilegal. Vamos Exercitar? Vamos Exercitar? Conforme foi possível perceber, dois são os pontos sensíveis que merecem atenção e que imprimem ao profissional a necessidade de manter constante atualização. Nesse sentido, o primeiro aspecto a ser levado em consideração sobre a legislação tributária é a constante mutação legislativa na matéria. Em que pese a competência tributária estar estabelecida de maneira bastante taxativa no texto constitucional, no âmbito infraconstitucional, são múltiplos os atos normativos – leis ordinárias, leis complementares, decretos e regulamentos – Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA que incidem sobre a matéria tributária, impondo alteração de algum aspecto relevante. Em relação a essa quantidade de expedientes normativos, devemos também lembrar da multiplicidade de sujeitos ativos tributários, considerando a União, os estados- membros, o Distrito Federal e os municípios, cada qual legislando no âmbito de suas competências e, em diversas hipóteses, sobre fatos e circunstâncias que, em maior ou menor medida, não apenas se tocam ou se sobrepõem, mas até mesmo coexistem. Dessa forma, fica evidente a necessidade de o profissional conhecer canais de informação confiáveis para obter os dados relacionados com alterações legislativas na esfera tributária. Ainda nesse contexto, além de simplesmente ter acesso às informações sobre alterações legislativas, o profissional técnico deve estar apto a, por si só, realizar a correta intepretação e aplicação das normas tributárias, sendo também capaz de reconhecer aqueles pontos que possam suscitar conflitos ou questionamentos no âmbito legal ou constitucional. Daí extraímos o outro ponto de extrema importância que o profissional deve considerar de maneira constante em sua Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA atividade técnico-profissional: para além das questões de ordem legislativa e suas constantes mutações e, até mesmo, as diferentes tratativas conforme locais com competências diversas, há ainda que considerar aqueles temas controversos e submetidos à apreciação judicial, que podem impactar de maneira direta a atividade tributária. Vejamos o seguinte julgado: Súmula Vinculante 19 – Supremo Tribunal Federal A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. (BRASIL, 2009, [s.p.]) O fato jurídico relevante aqui trazido foi a iniciativa de múltiplos municípios, cada qual no âmbito de sua competência tributária, para instituição de taxas relativas a serviços prestados ou colocados à disposição da população. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA A ausência de norma reguladora suscitou sobre diversos aspectos o questionamento de tais normas perante o Supremo Tribunal Federal, que, finalmente, em 2009, após reiteradasdecisões, editou a súmula em análise reconhecendo ausência de violação ao dispositivo constitucional. Lembremos que apenas em 2020, com a alteração do Marco sobre Saneamento Básico, é que, de maneira definitiva, o dispositivo em questão ganhou regulação infraconstitucional. Não por acaso, das 58 súmulas vinculantes editadas pelo Supremo Tribunal Federal, pelo menos 14 delas tratam de matéria tributária que, suscitando dúvidas quanto à sua constitucionalidade, foram levadas para apreciação e julgamento na Corte Superior. Revela-se aqui, portanto, a necessidade de o profissional não apenas conhecer as normas básicas ou os princípios próprios do Direito Tributário, mas também, mais do que isso, ser capaz de realizar a intepretação, a integração e a aplicação da norma, compreendendo o alcance de sua aplicabilidade e, eventualmente, vislumbrando teses que possam suscitar questionamentos quanto à incidência da norma tributária, o que, evidentemente, vai impactar de Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA maneira decisiva a atividade técnica e profissional do indivíduo. Saiba mais Saiba mais Conforme foi possível vislumbrar no decorrer dos estudos, para além da complexidade que envolve os conhecimentos relacionados com a legislação tributária, pela própria natureza da matéria, temos como ponto de acréscimo o volume de legislação em constante mutação, além dos diversos extratos de aplicabilidade naqueles pontos em que coexistem entes com competência sobre a mesma matéria. Conhecer a legislação e as teses jurídicas envolvendo questões tributárias e se manter atualizado sobre elas é uma necessidade constante do profissional técnico. Assim sendo, fica aqui, como sugestão para consulta e pesquisa, a base de dados de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, partindo da relação de súmulas Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante vinculantes, que lhe permitirão uma visão sobre os entendimentos das cortes superiores sobre a legislação tributária. Referências Referências AMARO, L. Direito Tributário Brasileiro. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2020]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituica o.htm. Acesso em: 31 jan. 2023. BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em: Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.ht m. Acesso em: 2 fev. 2023. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula Vinculante 19. A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. Brasília: STF, 2009. Disponível em: https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq- sumula767/false. Acesso em: 2 fev. 2023. MARTINS, I. G. O sistema tributário na Constituição. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. MAZZA, A. Manual de Direito Tributário. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. SABBAG, E. Manual de Direito Tributário. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. STF. Súmulas Vinculantes. Superior Tribunal Federal, Brasília, 2021. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp? servico=jurisprudenciaSumulaVinculante. Acesso em: 2 fev. 2023. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172compilado.htm https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula767/false https://jurisprudencia.stf.jus.br/pages/search/seq-sumula767/false https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante https://portal.stf.jus.br/textos/verTexto.asp?servico=jurisprudenciaSumulaVinculante Aula 5 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Videoaula Encerramento Videoaula Encerramento Prezado aluno, após as discussões realizadas ao longo desta unidade, em que você formou e sedimentou os conceitos basilares das normas e dos princípios tributários, nesta aula você será conduzido a revisitar os aspectos essenciais das discussões sobre a legislação tributária federal, estadual e Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA municipal, passando desde a evolução histórica e o contexto legislativo até a realidade brasileira e a aplicabilidade das normas. Siga firme! Excelente estudo! Ponto de Chegada Ponto de Chegada O sistema tributário brasileiro, formado pelo conjunto de normas e princípios que regem a atividade tributária no país, tem como base principal a Constituição Federal, que nos apresenta as noções básicas e de caráter principiológico. Se do Código Tributário Nacional podemos extrair, no § 3º, a definição jurídica de tributo, que deve ser compreendido como toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada, na Constituição Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Federal, em seu art. 146, temos formalizadas as espécies tributárias possíveis em nosso ordenamento: Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I - impostos; II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. (BRASIL, [2020, s. p.]) Além dessas modalidades, o art. 148 da Constituição Federal ainda permite à União a instituição dos empréstimos compulsórios, com objetivo de atender despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência ou, ainda, no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA Também no texto constitucional, temos a previsão do art. 149, que permite à União, de maneira exclusiva, instituir contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. Temos na Constituição a definição das modalidades tributárias e dos princípios que regem essa atividade, com a imposição de limites na atividade tributária do Estado previstas nos arts. de 150 a 152. Deve-se compreender que, se, por um lado, as normas e os princípios estabelecem o sistema tributário enquanto atividade típica do Estado, com a finalidade de atender às necessidades de receita do Estado para a consecução de suas finalidades, por outro, o sistema serve de limite ao poder de tributar e de salvaguarda aos indivíduos na condição de contribuintes. Assim, dentre as vedações impostas à União em sua atividade tributária, podemos destacar (art. 151 da Constituição Federal): A vedação para instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção Disciplina LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL E TRABALHISTA ou preferência em relação ao estado, ao Distrito Federal ou ao município, em detrimento de outro. A vedação para tributar a renda das obrigações da dívida pública dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A vedação para instituir isenções de tributos da competência dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios. A estes se aliam ainda as definições