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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL RESUMO REGULAR SUMÁRIO RESUMO LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL GERAL Versão 2 ATUALIZAÇÕES .................................................................................................................................................................... 2 ORIENTAÇÕES INICIAIS ........................................................................................................................................................ 3 SIGLAS ................................................................................................................................................................................ 4 QUESTÕES ........................................................................................................................................................................... 5 ANÁLISE DE COBRANÇA ....................................................................................................................................................... 6 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ..................................................................................................................................................... 7 LC 87/96 ............................................................................................................................................................................ 15 01. Competência ........................................................................................................................................................................................ 15 02. Hipóteses de Incidência .................................................................................................................................................................... 15 03. Hipóteses de Não-Incidência ........................................................................................................................................................... 18 04. Sujeito Passivo ................................................................................................................................................................................... 19 05. Substituição Tributária ..................................................................................................................................................................... 21 06. Local da Operação - Prestação ....................................................................................................................................................... 25 07. Momento do Fato Gerador e Base de Cálculo ................................................................................................................................ 29 08. Creditamento ..................................................................................................................................................................................... 35 09. Apuração ............................................................................................................................................................................................. 38 10. Direito a Crédito ................................................................................................................................................................................. 40 11. Serviços Essenciais e Indispensáveis .............................................................................................................................................. 41 LC 24/75 ........................................................................................................................................................................... 42 LC 160/17 .......................................................................................................................................................................... 45 LC 192/22 .......................................................................................................................................................................... 48 01. Incidência Monofásica ...................................................................................................................................................................... 48 02. Contribuintes ..................................................................................................................................................................................... 48 03. Momento do Fato Gerador ................................................................................................................................................................ 49 04. Alíquotas ............................................................................................................................................................................................. 49 05. A Qual Estado Caberá o ICMS? ......................................................................................................................................................... 50 06. Não Aplicabilidade da Imunidade ................................................................................................................................................... 50 IPVA ................................................................................................................................................................................... 51 ITCD .................................................................................................................................................................................. 53 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 2 ATUALIZAÇÕES [versão 2] Atualização conforme a Lei Complementar 204 de 28/12/23. Exclusão do trecho “ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular”, segunda linha da tabela, página 29. Exclusão do Esquema 33, página 32. Inclusão do texto de atualização na página 31. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp204.htm Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 3 ORIENTAÇÕES INICIAIS 01. EMENTA ➥ Constituição Federal de 1988 (art. 155, 157); ➥ Lei Complementar 24/75 (Convênios); ➥ Lei Complementar 160/17 (Benefícios Irregulares); ➥ Lei Complementar 192/22 (ICMS Monofásico). 02. OBJETIVO DESTE MATERIAL Cabe lembrar que este material tem como essência ser um resumo. Sua proposta é apresentar o conteúdo de forma objetiva e direta, eliminando qualquer informação desnecessária para o estudo. A elaboração deste material foi fundamentada em premissas estratégicas: o conteúdo é orientado pelo histórico de cobrança do assunto, priorizando os temas frequentemente exigidos nas provas, ao mesmo tempo em que exclui normativos procedimentais, cujo foco recai sobre detalhamentos operacionais raramente cobrados. Desta forma, buscamos proporcionar uma revisão eficaz e objetiva, permitindo um estudo focado nos pontos relevantes para a sua prova. 03. REPORTAR ERROS Caso encontre algum erro no material ou desatualização, pedimos, por gentileza, que clique no botão abaixo e reporte-o para nós. 🔗"# Reportar Erro https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp24.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp160.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp192.htm https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScP7wB7hvj0FPoT2BXe446SWiJhV6F3-11ZsR7ILP9JPb_afw/viewform https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScP7wB7hvj0FPoT2BXe446SWiJhV6F3-11ZsR7ILP9JPb_afw/viewform Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 4 SIGLAS ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade ALÍQ Alíquota BC Base de Cálculo CD Câmara dos Deputados CF88 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 CONFAZ Conselho Nacional de Política Fazendária DF Distrito Federal DIFAL Diferencial de Alíquota DOU Diário Oficial da Uniãoas reuniões serem celebradas: ➥ Convocação – todas as unidades federativas (27) ➥ Quórum de presença – maioria das unidades federativas (14) C O N F A Z Isenção Redução de Base de Cálculo Devolução do tributo ao contribuinte, responsável ou terceiro Total ou parcial Direta ou indireta Condicionada ou não Quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiros-fiscais Concedidos com base no ICMS Resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do ônus Concessão de Créditos Presumidos Prorrogações e extensões das isenções vigentes Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 43 Atenção agora, pois o esquema a seguir traz o assunto que é mais cobrado da LC 24. Esquema 43 Outro bastante abordado nas questões, refere-se aos prazos trazidos pela lei. Vamos esquematizar o fluxo. Esquema 44 Guarde algumas informações importantes que são passíveis de cobrança: ➥ Os convênios podem dispor que a aplicação de qualquer de suas cláusulas seja limitada a uma ou a algumas Unidades da Federação. ➥ O disposto aplica-se também às Unidades da Federação cujos representantes não tenham comparecido à reunião em que hajam sido celebrados os convênios. ➥ Os convênios ratificados obrigam todas as Unidades inclusive as que, regularmente convocadas, não se tenham feito representar na reunião. A inobservância do disposto pela LC 24, pode gerar algumas sanções. Vamos ver quais são no próximo esquema. BENEFÍCIOS Concessão Decisão Unânime Dos Estados Representados Revogação Aprovação de, pelo menos, 4/5 Dos Estados Presentes Reunião Publicação da Resolução no Diário Oficial da União Decreto Estadual de Ratificação Publicação da Ratificação ou Rejeição no Diário Oficial da União Convênio em Vigor, salvo disposição em contrário 10 dias 15 dias 10 dias 30º dia dias Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 44 Esquema 45 As sanções previstas no Esquema 45 poder-se-ão acrescer a presunção de irregularidade das contas do exercício, a juízo do Tribunal de Contas da União. Além do mais, é vedado aos Municípios, sob pena das sanções previstas, concederem qualquer dos benefícios relacionados nesta lei no que se refere à sua parcela na receita do ICMS. Por fim, os convênios definirão as condições gerais em que se poderão conceder, unilateralmente, anistia, remissão, transação, moratória, parcelamento de débitos fiscais e ampliação do prazo de recolhimento do ICMS. S A N Ç Õ E S Nulidade do ato Ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor Exigibilidade do imposto não pago ou devolvido Ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 45 LC 160/17 Essa lei dispõe sobre convênio que permite aos Estados e ao DF deliberar sobre a remissão dos créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo com a CF88. Mediante Convênio celebrado nos termos da LC 24/75, os Estados e DF poderão deliberar sobre: ➥ A Remissão dos créditos tributários. ▸Constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo da CF88 por legislação estadual publicada até a data de início de produção de efeitos desta LC. ➥ A Reinstituição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais referidos acima que ainda se encontrem em vigor. O Convênio atenderá, no mínimo, a seguinte condicionante, a ser observada pelas UFs: ▸Publicar em seus respectivos diários oficiais, relação com a identificação de todos os atos normativos relativos às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais. ▸Efetuar o registro e o depósito, na Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da documentação comprobatória correspondente aos atos concessivos das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais mencionados no inciso I deste artigo, que serão publicados no Portal Nacional da Transparência Tributária, que será instituído pelo Confaz e disponibilizado em seu sítio eletrônico. Esquema 46 Convênio Aprovado e Ratificado Voto Favorável de no mínimo 2/3 UF 1/3 UF Integrantes de cada uma das 5 regiões do País Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 46 A UF que editou o ato concessivo relativo às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS de que trata esta LC cujas exigências de publicação, registro e depósito foram atendidas é autorizada a concedê-los e a prorrogá-los, nos termos do ato vigente na data de publicação do respectivo convênio, não podendo seu prazo de fruição ultrapassar: ➥ [1] 31 de dezembro do 15º ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio. Nos casos abaixo: ▸ quanto àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano, bem como quanto àqueles destinados a templos de qualquer culto e a entidades beneficentes de assistência social. ▸ quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo contribuinte importador. ▸ quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria. ▸ quanto àqueles destinados às operações e prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura. ➥ [2] 31 de dezembro do 1º ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, nos demais casos. A partir de 1º de janeiro do 12º ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, a concessão e a prorrogação de que trata os itens [1] e [2] acima deverão observar a redução em 20% ao ano com relação ao direito de fruição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiros-fiscais. Vinculados ao ICMS destinados: ▸ à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais; ▸ às prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura; e ▸ à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional. Ressalvado o disposto nesta LC, a concessão ou a manutenção de isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em desacordo com a LC24, implica a sujeição da UF responsável aos impedimentos previstos LC 101/00, pelo prazo em que perdurar a concessão ou a manutenção das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais. A aplicação dos impedimentos é condicionada: ➥ Ao acolhimento, pelo Ministro de Estado da Fazenda, de representação apresentada por Governador de Estado ou do Distrito Federal. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 47 Admitida a representação e ouvida, no prazo de 30 dias, a UF interessada, o Ministro de Estado da Fazenda, em até 90 dias: ➥ Determinará o arquivamento da representação, caso não seja constatada a infração; e ➥ Editará portaria declarando a existência da infração, a qual produzirá efeitos a partir de sua publicação. Por fim, compete ao Tribunal de Contas da União verificar a aplicação, pela União, da sanção prevista. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 48 LC 192/22 01. Incidência Monofásica ➥ Referência Legal: artigo 1. Essa define os combustíveis sobre os quais incidirá uma única vez o ICMS (monofásico), ainda que as operações se iniciem no exterior. Esquema 47 Cuidado! Perceba que a LC 192 definiu apenas os combustíveis e deixou de fora os lubrificantes.02. Contribuintes ➥ Referência Legal: artigo 4. ▸Alcança as pessoas que produzem combustíveis de forma residual; ▸Alcança os formuladores de combustíveis por meio de mistura mecânica; ▸Alcança as centrais petroquímicas; e ▸Alcança as bases das refinarias de petróleo. Esquema 48 COMBUSTÍVEIS ▸Sobre os quais incidirá uma única vez o ICMS, qualquer que seja sua finalidade Gasolina e Etanol anidro combustível Diesel e Biodiesel Gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado de gás natural CONTRIBUINTES Produtor e equiparados Importador dos combustíveis Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 49 Esquema 49 03. Momento do Fato Gerador ➥ Referência Legal: artigo 5. MOMENTO DO FATO GERADOR ➥ SAÍDA dos combustíveis do estabelecimento do contribuinte nas op. em território nacional. ➥ DESEMBARAÇO ADUANEIRO dos combustíveis nas operações de importação. 04. Alíquotas ➥ Referência Legal: artigo 3, V. Esquema 50 ALÍQUOTAS ▸Deliberação no CONFAZ Serão uniformes em todo o território nacional Poderão ser diferenciadas por produto Poderão ser reduzidas e reestabelecidas, não se aplica anterioridade anual Serão específicas (ad rem), por unidade de medida adotada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 50 05. A Qual Estado Caberá o ICMS? ➥ Referência Legal: artigo 3, II, a IV. Esquema 51 06. Não Aplicabilidade da Imunidade ➥ Referência Legal: artigo 3, I. Muita atenção aqui, para a incidência do ICMS Monofásico, nos termos desta LC 192/22, não se aplicará a imunidade sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica. IC M S M O N O F Á S IC O Derivados de Petróleo ICMS caberá ao Estado onde ocorrer o consumo Não Derivados de Petróleo A operação é entre contribuintes? Sim, ICMS será repartido Não, ICMS caberá ao Estado de origem Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 51 IPVA ➥ Referência Legal: Constituição Federal, artigo 155, III, parágrafo 6. Esquema 52 IP V A D IS P O S IÇ Õ E S G E R A IS Competência p/ instituir Estados e Distrito Federal Fato Gerador Propriedade de veículo automotor Contribuintes Proprietário de veículo automotor Alíquotas Alíquota MÍNIMA é fixada pelo Senado Federal Poderão ser diferenciadas Em função do tipo do veículo, ou Em função da utilização do veículo É vedada aplicação de alíquotas diferenciadas p/ veículos nacionais e importados (STF) Finalidade Fiscal 50% do produto da arrecadação vai para os municípios onde o veículo estiver licenciado Alteração da Base de Cálculo Não se sujeita à noventena Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 52 RE 134.509, STF: IPVA: Campo de incidência que não inclui embarcações e aeronaves. RE 414.259, STF: (1) Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do Brasil. RE 414.259, STF: (2) Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo critérios que não levam em consideração a capacidade contributiva. Agravo Regimental a que se nega provimento. RE 1.016.605, STF: O IPVA deve ser recolhido no domicílio do proprietário do veículo onde o bem deve ser, de acordo com a legislação sobre o tema, licenciado e registrado. RE 727.851, STF: Não incide IPVA sobre veículo automotor adquirido, mediante alienação fiduciária, por pessoa jurídica de direito público. REsp 1.881.788, STJ: Somente mediante lei estadual/distrital específica poderá ser atribuída ao alienante responsabilidade solidária pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA do veículo alienado, na hipótese de ausência de comunicação da venda do bem ao órgão de trânsito competente. ADI 5282, STF: É simultânea a contagem dos prazos das garantias fundamentais a que se referem os princípios da anterioridade anual e nonagesimal tributárias, a partir da data da publicação da lei que institui ou majora o tributo. REsp 1.320.825, STJ: O IPVA é lançado de ofício no início de cada exercício e constituído definitivamente com a cientificação do contribuinte para o recolhimento da exação, a qual pode ser realizada por qualquer meio idôneo, como o envio de carnê ou a publicação de calendário de pagamento, com instruções para a sua efetivação. A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA perfectibiliza a constituição definitiva do crédito tributário, iniciando-se o prazo prescricional para a execução fiscal no dia seguinte à data estipulada para o vencimento da exação. Súmula 585-STJ: A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no que se refere ao período posterior à sua alienação. Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 53 ITCD ➥ Referência Legal: Constituição Federal, artigo 155, I, parágrafo 1. Esquema 53 HIPÓTESE A QUE ESTADO COMPETE O ITCD Bens IMÓVEIS e respectivos direitos Onde se localizar o bem. Bens MÓVEIS, títulos e créditos Transmissão Causa Mortis: ▸Onde se processar o inventário ou arrolamento. Doação: ▸Onde tiver domicílio o doador. Doador ou De Cujus – Exterior Competência p/ a instituição será regulada por Lei Complementar. ▸RE 851.108, STF: É vedado aos estados e ao DF instituir o ITCMD sem a intervenção da LC exigida pelo referido dispositivo constitucional. Esquema 54 IT C D D IS P O S IÇ Õ E S G E R A IS Competência p/ instituir Estados e Distrito Federal Fato Gerador Transmissão Causa Mortis e Doação De bens móveis e imóveis São tantos fatos geradores quantos forem os beneficiários Contribuintes Qualquer das partes na operação tributada, conforme disposto em lei Alíquotas Alíquota MÁXIMA é fixada pelo Senado Federal Podem ser progressivas (STF) Finalidade Fiscal Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 54 A Emenda Constitucional 126, publicada em 22 de dezembro de 2022 (PEC da Transição) trouxe novas hipóteses de imunidade para o ITCD, vejamos: Esquema 55 SÚMULA 114, STF: ITCMD não é exigível antes da homologação do cálculo. SÚMULA 331, STF: É legítima a incidência do ITCMD no inventário por morte presumida. SÚMULA 113, STF: O ITCMD é calculado sobre o valor dos bens na data da avaliação. SÚMULA 590, STF: Calcula-se o ITCMD “causa mortis” sobre o saldo credor da promessa de compra e venda de imóvel na abertura da sucessão do promitente vendedor. SÚMULA 112, STF: O ITCMD é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão. SÚMULA 115, STF: Sobre os honorários do advogado contratado pelo inventariante, com a homologação do juiz, não incide ITCMD. RE 602.256, STF: O critério de grau de parentesco e respectivas presunções da proximidade afetiva, familiar, sanguínea, de dependência econômica com o de cujus ou com o doador, não guarda pertinência com o princípio da capacidade contributiva. RE 562.045, STF: É constitucional a fixação de alíquota progressiva para o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação — ITCD. RE 851.108, STF: É vedado aos estados e ao Distrito Federal instituir o ITCMD nas hipóteses referidas no art. 155, § 1º, III, da Constituição Federal sem a intervenção da lei complementar exigida pelo referido dispositivo constitucional. REsp 1.961.488, STJ: O seguro de vida VGBL não integra a base de cálculo do ITCMD. ITCD Não incidirá sobre as doações Destinadas a Projetos Socioambientais Destinadas a Projetos destinados a mitigar os efeitos de mudanças climáticas Destinadas às Instituições Federais de Ensino Jurisprudência Relacionada NO ÂMBITO DO PODER EXECUTIVO DA UNIÃO https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc126.htm#art1Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 55 REsp 1.841.798, STJ: No caso do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCMD, referente a doação não oportunamente declarada pelo contribuinte ao fisco estadual, a contagem do prazo decadencial tem início no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, observado o fato gerador, em conformidade com os arts. 144 e 173, I, ambos do CTN.EC Emenda Constitucional FG Fato Gerador ICMS Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. IE Imposto de Exportação II Imposto de Importação IOF Imposto sobre Operações de Câmbio IPI Imposto sobre Produtos Industrializados ISSQN Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza LC Lei Complementar LTE Legislação Tributária Estadual MA Maioria Absoluta MÁX Máxima MÍN Mínima MP Matéria-prima MVA Margem de Valor Agregado N Norte NE Nordeste PEG Produtor, Extrator, Gerador PET Petróleo PF Pessoa Física PJ Pessoa Jurídica PR Presidente da República RE Recurso Extraordinário REsp Recurso Especial RSF Resolução do Senado Federal SDC Salvo Determinação em Contrário da legislação SF Senado Federal SPC Salvo Prova em Contrário ST Substituição Tributária STF Supremo Tribunal Federal STJ Superior Tribunal de Justiça SV Súmula Vinculante UF Unidades Federadas VM Valor da Mercadoria Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 5 QUESTÕES Para acessar os cadernos de questões é necessário ter uma assinatura ativa na Plataforma TEC CONCURSOS. Alunos Esquematiza Aí possuem 20% de desconto para assinar a plataforma: Plano avançado ou padrão. Solicite o cupom através do e-mail: contato@esquematizaai.com Selecionamos abaixo as questões referentes aos tópicos do resumo (sem restrição de banca e área) para você treinar a matéria. Assunto Nº de Questões 000CADERNO 00 ICMS - Disposições Constitucionais 57 000CADERNO 01 ICMS - LC87 Fato Gerador e Hipóteses de Não- Incidência (arts 1 a 3 e 12) 34 000CADERNO 02 ICMS – LC87 Sujeito Passivo (arts 4 a 6) 4 000CADERNO 03 ICMS - LC87 Substituição Tributária (arts 7 a 10) 17 000CADERNO 04 ICMS - LC87 Local da Operação - Prestação (art. 11) 6 000CADERNO 05 ICMS - LC87 Base de Cálculo (arts 13 a 18) 11 000CADERNO 06 ICMS - LC87 Não-Cumulatividade (arts 19 a 23) 15 000CADERNO 07 ICMS - LC87 Apuração do ICMS (arts 24 a 26) 5 000CADERNO 08 ICMS - LC87 Dispositivos Finais (arts 27 a 35) 4 000CADERNO 09 ICMS - LC87 Tópicos mesclados da LC87 9 000CADERNO 10 Convênios – Lei Complementar 24/75 35 000CADERNO 11 Benefícios Irregulares – Lei Complementar 160/17 7 000CADERNO 12 ICMS Monofásico – Lei Complementar 192/22 4 000CADERNO 13 IPVA – Disposições Constitucionais 61 000CADERNO 14 ITCMD – Disposições Constitucionais 148 https://www.tecconcursos.com.br/ mailto:contato@esquematizaai.com https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2MVrv https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9ii https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9iy https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9jB https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9jq https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9k5 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9kj https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9kz https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9lT https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9m0 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2H9hI https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2Kger https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2KgfM https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2Mm5Y https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2Mm5c Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 6 ANÁLISE DE COBRANÇA O assunto ICMS pode ser cobrado tanto em relação às disposições gerais, que constam na Constituição Federal, como na Kandir (LC 87/96), esta possui um histórico de 201 questões cadastradas no site Tec Concursos, sem restrição de área, sem restrição de ano e sem restrição de banca. A tabela abaixo é útil para entendermos quais assuntos o examinador prioriza dentro da Lei Kandir: Assunto Nº de Questões % Fato gerador e Hipóteses de Não Incidência (arts. 1º ao 3º e 12) 61 30.35% Não-Cumulatividade - crédito, estorno, transferência, etc (arts. 19 ao 23) 32 15.92% Substituição Tributária (arts. 7º ao 10) 24 11.94% Base de Cálculo (arts. 13 ao 18) 23 11.44% Local da Operação ou Prestação (art. 11) 15 7.46% Sujeito Passivo (arts. 4º ao 6º) 14 6.97% Da Apuração do ICMS (arts. 24 ao 26) 11 5.47% Tópicos Mesclados da LC nº 87/96 11 5.47% Dispositivos Finais (arts. 27 ao 35) 10 4.98% Sugestão: utilize essa tabela para realizar as revisões de reta final ou priorizar assuntos, caso seja necessário. Segue o link do caderno que foi utilizado nessa análise: CADERNO ICMS KANDIR https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2KONP Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 7 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ➥ Referência Legal: artigo 155, II, parágrafo 2; artigo 157, IV e parágrafo único. Antes de entrar nas disposições constitucionais, gostaria de trazer um esquema que resume as características do ICMS. Vejamos: Esquema 1 Outro ponto importantíssimo é o FG do ICMS: Esquema 2 Características ICMS Indireto Regressivo Não cumulativo Real Alíquotas Ad valorem ou Proporcional Não progressivo Em regra, Lançamento por Homologação FG ICMS Circulação de Mercadoria + Energia Elétrica Serviço Transporte INTERmunicipal INTERestadual INTRAmunicipal Comunicação Onerosa Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 8 Agora, vamos esquematizar tudo que está no texto constitucional. Atenção, pois, praticamente, tudo aqui é cobrado e importante. Compete aos Estados e ao DF instituir o ICMS, sendo que este será NÃO-CUMULATIVO, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante COBRADO (PAGO) nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo DF. Além disso, o ICMS PODERÁ SER SELETIVO, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. Guarde o seguinte: Esquema 3 Esquema 4 RESOLUÇÃO DO SENADO ✘ ALÍQUOTA OPERAÇÃO INICIATIVA APROVAÇÃO Obrigatória Interestadual, Exportação PR ou 1/3 SF MA SF Facultativa Interna – ALÍQUOTA MÍNIMA 1/3 SF MA SF Interna – ALÍQUOTA MÁXIMA MA SF 2/3 SF Esquema 5 ICMS É Não-Cumulativo Pode ser Seletivo ISENÇÃO OU NÃO INCIDÊNCIA Salvo Disposição em Contrário Não implicará crédito p/ compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes Acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 9 Esquema 6 A regra para a alíquota interestadual é de 12%, porém se a operação tem início e nas regiões Sul ou Sudeste (exceto Espírito Santo) com destino para as regiões Norte, Nordeste, Centro- Oeste e Espírito Santo, então a alíquota interestadual será de 7%. Esquematizando, temos o seguinte: Esquema 7 A alíquota interestadual ainda poderá ser de 4%, no caso de transporte aéreo interestadual e no caso de operação interestadual com produto importado ou que tenha em sua composição mais de 40% de produto importado. Vamos ver isso em um esquema. Esquema 8 CUIDADO! A RSF 13/2012 informa que existem 3 operações que a mercadoria importada utilizará a alíquota Interestadual de 7% ou 12% ao invés de 4%: ➥ Que não tenham similar nacional; ➥ Bens e mercadorias produzidos em conformidade com os processos produtivos básicos; e ➥ Gás natural. Salvo Disposição em Contrário dos Estados e do DF Alíquotas Internas serão maiores ou iguais as Alíquotas Interestaduais ➥ Origem Sul e Sudeste (exceto Espírito Santo) ➥ Destino Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo 7% ALÍQUOTA DE 4% Transporte Aéreo Interestadual Operação Interestadual Com produto importado ou Composição +40% de importado (RSF 13/2012) Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 10 Você sabe o que é DIFAL? É a diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e a alíquota interestadual. Ocorre quando o destinatário é consumidor final, podendo ser contribuinte ou não, e a operação é interestadual. Esquema 9 Em 2022, na prova para Procurador do Estado do Pará, a banca CEBRASPE cobrou na questão #2179234 o antes e depois da Emenda Constitucional 87/15, que alterou a dinâmica doDIFAL, logo vamos esquematizar o assunto para que você não tenha problemas caso venha a ser cobrado novamente. ANTES EC87-2015 Esquema 10 D IF A L Quando ocorre? Destinatário Consumidor Final Contribuinte ou não Localizado em outro Estado Operação Interestadual Alíquota Interestadual A qual Estado caberá o DIFAL? Caberá ao Estado de localização do destinatário Responsável pelo recolhimento Destinatário é contribuinte? Sim, destinatário recolhe Não, remetente recolhe Operação Interestadual a Consumidor Final Destinatário não contribuinte do ICMS Alíquota Interna Destinatário contribuinte do ICMS Estado de origem: alíquota interestadual Estado de destino: DIFAL ✘ NÃO VALE MAIS! ✘ https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2179234 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 11 APÓS EC87-2015 Durante a Regra de Transição (ADCT) ocorreu a partilha do DIFAL entre os Estados de destino e origem, conforme tabela abaixo: ANO DESTINO ORIGEM 2015 20% 80% 2016 40% 60% 2017 60% 40% 2018 80% 20% 2019 100% 0% Esquema 11 Destaca-se que, atualmente, o DIFAL não é mais repartido. Perceba que agora pouco importa se o destinatário é contribuinte ou não. Imunidades em relação ao ICMS: ➥ não incide sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. ➥ sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica (ou seja, a saída de um Estado, em relação a essas operações, é imune). ➥ sobre o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. ➥ nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. Operação Interestadual a Consumidor Final Destinatário contribuinte do ICMS Estado de origem: alíquota interestadual Estado de destino: DIFAL Destinatário não contribuinte do ICMS Estado de origem: alíquota interestadual Estado de destino: DIFAL NÃO MUDOU Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 12 Vamos ver agora o que a Constituição definiu que caberia ser tratado através de Lei Complementar em relação ao ICMS. Trata-se de um rol bastante explorado pelas bancas. Esquema 12 Esquema 13 Gostaria de chamar a sua atenção para a súmula 659 do STF: “É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país.” Perceba que essa restrição do Esquema 13 é em relação a impostos. E M R E LA Ç Ã O A O IC M S , C A B E À L E I C O M P LE M E N T A R Definir os seus contribuintes Dispor sobre Substituição Tributária Disciplinar o regime de compensação do ICMS Fixar o local das operações e prestações Excluir de sua incidência, nas exportações p/ o exterior, serviços e outros produtos Prever casos de manutenção de crédito Fixar a Base de Cálculo, de modo que o montante do ICMS a integre Definir os combustíveis e lubrificantes que o ICMS incidirá uma única vez (ICMS Monofásico) Energia Elétrica Minerais Telecomunicações Combustíveis e Derivados de Petróleo SÓ PODE INCIDIR ICMS, II, IE Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 13 Esquema 14 Outro ponto bastante explorado em provas está relacionado às alíquotas do ICMS Monofásico, de acordo com a constituição elas serão definidas mediante deliberação dos Estados e DF, nos termos de convênio, observando-se o seguinte: 1. Serão uniformes em todo o território nacional. 2. Podem ser diferenciadas por produto. 3. Poderão ser específicas, por unidade de medida adotada, ou ad valorem, incidindo sobre o valor da operação ou sobre o preço que o produto ou seu similar alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência. 4. Poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes aplicando anterioridade anual. 5. As regras necessárias à aplicação do disposto acerca do ICMS MONOFÁSICO, inclusive as relativas à apuração e à destinação do imposto, serão estabelecidas mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal, nos termos de convênio do CONFAZ. ➥ Observada, obrigatoriamente, a distribuição de, no mínimo, 10 pontos percentuais com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos. Esquema 15 IC M S M O N O F Á S IC O Derivados de Petróleo ICMS caberá ao Estado onde ocorrer o consumo Gás Natural e Não Derivados de Petróleo A operação é entre contribuintes? Sim, ICMS será repartido Não, ICMS caberá ao Estado de origem ICMS Estados ➡ 75% Municípios ➡ 25% 65%, no mínimo Proporção do Valor Adicionado 35%, no máximo Conforme Lei Estadual Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 14 RE 330.817, STF: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, (Livros, jornais, periódicos e o papel) da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. RE 970.821, STF: É constitucional a imposição tributária de diferencial de alíquota do ICMS pelo estado de destino na entrada de mercadoria em seu território devido por sociedade empresária aderente ao Simples Nacional, independentemente da posição desta na cadeia produtiva ou da possibilidade de compensação dos créditos. RE 572.762, STF: A retenção da parcela do ICMS constitucionalmente devida aos municípios, a pretexto de concessão de incentivos fiscais, configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. RE 585.535, STF: Não viola o art. 167, IV, da Constituição Federal lei estadual que, ao prever o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, impõe ao Chefe do Executivo a divulgação da aplicação dos recursos provenientes desse aumento. RE 851.421, STF: É constitucional a lei estadual ou distrital que, com amparo em convênio do CONFAZ, conceda remissão de créditos de ICMS oriundos de benefícios fiscais anteriormente julgados inconstitucionais. ADI 7111, STF: São inconstitucionais normas estaduais que fixam a alíquota do ICMS para operações de fornecimento de energia elétrica e serviços de comunicação em patamar superior à cobrada sobre as operações em geral. Súmula 659, STF: É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país. Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 15 LC 87/96 01. Competência ➥ Referência Legal: artigo 1. Compete aos Estados e ao DF instituir o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 02. Hipóteses de Incidência ➥ Referência Legal: artigo 2. Guarde que a caracterização do FG independe da natureza jurídica da operação que o constitua. O ICMS INCIDE SOBRE: 1. Operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares. 2. Prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores. 3. Prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. 4. Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidosna competência tributária dos Municípios. 5. Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao ISS, de competência dos Municípios, quando a LC aplicável expressamente o sujeitar à incidência do ICMS. 6. Sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do ICMS, qualquer que seja a sua finalidade. 7. O serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. 8. A entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o ICMS ao Estado onde estiver localizado o adquirente. Todas as hipóteses de incidência são muito importantes, porém esta merece uma atenção especial, pois na primeira leitura pode ser confuso de entender. Vamos esquematizá-la abaixo. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 16 Esquema 16 OPERAÇÃO INTERESTADUAL SV 32, STF: O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras. SV 48, STF: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. RE 912.888, STF: O ICMS incide sobre a tarifa de assinatura básica mensal cobrada pelas prestadoras de serviço de telefonia, independentemente da franquia de minutos conferida ou não ao usuário. SÚMULA 163, STJ: O fornecimento de mercadorias com a simultânea prestação de serviços em bares, restaurantes e estabelecimentos similares constitui FG do ICMS a incidir sobre o valor total da operação. SÚMULA 662, STF: É legítima a incidência do ICMS na comercialização de exemplares de obras cinematográficas, gravados em fitas de videocassete. SÚMULA 391, STJ: O ICMS incide sobre o valor da tarifa de energia elétrica correspondente à demanda de potência efetivamente utilizada. ENTRADA USO, CONSUMO INCIDE INDUSTRIALIZAÇÃO, COMERCIALIZAÇÃO NÃO INCIDE B ADQUIRENTE A REMETENTE SAÍDA NÃO INCIDE IMUNIDADE ENTRADA DEPENDE DA FINALIDADE De petróleo, de lubrificante e combustível líquido ou gasoso dele derivados ou de energia elétrica. Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 17 RE 606.107, STF: É inconstitucional a incidência da contribuição ao PIS e da COFINS não cumulativas sobre os valores recebidos por empresa exportadora em razão da transferência a terceiros de créditos de ICMS. RE 605.552, STF: No tocante às farmácias de manipulação, incide o ISS sobre as operações envolvendo o preparo e o fornecimento de medicamentos encomendados para posterior entrega aos fregueses, em caráter pessoal, para consumo; incide o ICMS sobre os medicamentos de prateleira por elas produzidos, ofertados ao público consumidor. RE 1.003.758, STF: A inadimplência do usuário não afasta a incidência ou a exigibilidade do ICMS sobre serviços de telecomunicações. RE 1.025.986, STF: É constitucional a incidência do ICMS sobre a operação de venda, realizada por locadora de veículos, de automóvel com menos de 12 meses de aquisição da montadora. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 18 03. Hipóteses de Não-Incidência ➥ Referência Legal: artigo 3. O ICMS NÃO INCIDE SOBRE: 1. Operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. 2. Operações interestaduais relativas a energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou à comercialização. 3. Operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. 4. Operações relativas a mercadorias que tenham sido ou que se destinem a ser utilizadas na prestação, pelo próprio autor da saída, de serviço de qualquer natureza definido em LC como sujeito ao ISS, de competência dos Municípios, ressalvadas as hipóteses previstas na LC. 5. Operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie. 6. Operações decorrentes de alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação efetuada pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor. 7. Operações de arrendamento mercantil, não compreendida a venda do bem arrendado ao arrendatário. 8. Operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de bens móveis salvados de sinistro para companhias seguradoras. 9. Serviços de transmissão e distribuição e encargos setoriais vinculados às operações com energia elétrica. 10. Operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços. Sendo que, equipara-se as operações que destinem ao exterior mercadorias a saída de mercadoria realizada com o fim específico de exportação para o exterior, destinada a: ▸Empresa comercial exportadora, inclusive tradings ou outro estabelecimento da mesma empresa; ▸armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro. SÚMULA 573, STF: Não constitui FG do imposto de circulação de mercadorias a saída física de máquinas, utensílios e implementos a título de comodato. SÚMULA 135, STJ: O ICMS não incide na gravação e distribuição de filmes e videoteipes. SÚMULA 350, STJ: O ICMS não incide sobre o serviço de habilitação de telefone celular. Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 19 SÚMULA 334, STJ: O ICMS não incide no serviço dos provedores de acesso à Internet. RE 607.056, STF: O fornecimento de água potável por empresas concessionárias desse serviço público não é tributável por meio do ICMS. RE 470.932, STF: Não incide correção monetária sobre créditos excedentes de ICMS, vez que inexiste previsão na legislação ordinária. RE 540.829, STF: Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem. REsp 1.086.878, STJ: A venda eventual dos bens do ativo fixo da empresa não se constitui FG do ICMS. REsp 1.321.681, STJ: Não incide ICMS sobre a operação de venda, promovida por agência de automóveis, de veículo usado objeto de consignação pelo proprietário. SÚMULA 649, STJ: Não incide ICMS sobre o serviço de transporte interestadual de mercadorias destinadas ao exterior. RE 1.255.885, STF: Não incide ICMS no deslocamento de bens de um estabelecimento para outro do mesmo contribuinte localizados em estados distintos, visto não haver a transferência da titularidade ou a realização de ato de mercancia. RE 627.051, STF: Não incide o ICMS sobre o serviço de transporte de encomendas realizado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, tendo em vista a imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. AREsp 1.598.445, STJ: O ICMS não incide sobre o serviço de inserção de publicidade e veiculação de propaganda em sites da internet. 04. Sujeito Passivo ➥ Referência Legal: artigos 4 e 5. Sujeito Passivo pode ser: ➥ Contribuinte; ou ➥ Responsável. Acerta do responsável, a Kandir dispõe que a Lei poderá atribuir a terceiros a responsabilidade pelo pagamento do imposto e acréscimos devidos pelo contribuinte ou responsável, quando os atos ou omissões daqueles concorrerem para o não recolhimento do tributo. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 20 Esquema 17 Ainda existem casos específicos em que será considerado contribuinte, mesmo sem habitualidade ou sem intuito comercial: 1. Importe mercadorias ou bens do exterior, qualquer que seja a sua finalidade. 2. Seja destinatária de serviçoprestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. 3. Adquira em licitação mercadorias ou bens apreendidos ou abandonados. 4. Adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à industrialização. Por fim, em relação ao DIFAL, é ainda contribuinte do ICMS nas operações ou prestações que destinem mercadorias, bens e serviços a consumidor final domiciliado ou estabelecido em outro Estado, em relação à diferença entre a alíquota interna do Estado de destino e a alíquota interestadual: ➥ DESTINATÁRIO, quando contribuinte. ➥ REMETENTE, quando destinatário não for contribuinte. C O N T R IB U IN T E D O IC M S Qualquer Pessoa que realize Com habitualidade; ou Em volume que caracterize intuito comercial [1] Operação de Circulação de Mercadorias; e [2] Prestação de Serviço Transporte Interestadual ou Intermunicipal Comunicação Onerosa Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 21 05. Substituição Tributária ➥ Referência Legal: artigos 6 a 10. Pode-se dizer que existem 3 “tipos” de substituição tributária, a depender do momento em que ocorrer o fato gerador. São eles: ➥ ST Regressiva – ST para trás – Diferimento: grosso modo, ocorre quando o pagamento – cobrança – lançamento acontecem em uma etapa posterior ao FG. ➥ ST Progressiva – ST para frente: grosso modo, ocorre quando o pagamento – cobrança – lançamento acontecem em uma etapa anterior ao FG. ➥ ST Concomitante: grosso modo, ocorre quando o pagamento – cobrança – lançamento acontecem junto com o FG. Vamos esquematizar para facilitar o entendimento: Esquema 18 No próximo esquema vamos ver como se atribui a responsabilidade ao substituto: Esquema 19 ➥ Regressiva ➥ Para Trás ➥ Diferimento COBRANÇA PAGAMENTO LANÇAMENTO ➥ Progressiva ➥ Para Frente Lei Estadual Poderá atribuir a responsabilidade pelo pagamento a Contribuinte ICMS; ou Depositário a qualquer título Assumirá a condição de Substituto Tributário FATO GERADOR FATO GERADOR Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 22 A responsabilidade do Esquema 19 poderá ser atribuída (rol exemplificativo): ➥ Ao contribuinte que realizar operação interestadual com petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, em relação às operações subsequentes. ➥ Às empresas geradoras ou distribuidoras de energia elétrica, nas operações internas e interestaduais, na condição de contribuinte ou de substituto tributário, pelo pagamento do imposto, desde a produção ou importação até a última operação, sendo seu cálculo efetuado sobre o preço praticado na operação final, assegurado seu recolhimento ao Estado onde deva ocorrer essa operação. Nas operações interestaduais com as mercadorias de que tratam os itens acima, que tenham como destinatário consumidor final, o ICMS incidente na operação será devido ao Estado onde estiver localizado o adquirente e será pago pelo remetente. A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais operações ou prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subsequentes, inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado, que seja contribuinte do imposto. Esquema 20 Esquema 21 No caso das operações ou prestações ANTECEDENTES, a Kandir define quando o ICMS devido será pago pelo responsável. São 3 momentos: 1. Entrada ou Recebimento da mercadoria, bem ou serviço; 2. Saída subsequente, ainda que isenta ou não tributada; 3. Ocorrer qualquer saída ou evento que impossibilite a ocorrência do fato determinante do pagamento do ICMS. Adoção do Regime de Substituição Tributária em Operações Interestaduais Depende de acordo específico Celebrado pelos Estados interessados Fato Gerador Substituição Tributária Entrada de mercadoria ou bem No estabelecimento do adquirente ou em outro por ele indicado Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 23 Agora vamos revisar as disposições referentes à base de cálculo das operações em regime de substituição tributária. A MVA será estabelecida com base em preços usualmente praticados no mercado considerado, obtidos por levantamento, ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos respectivos setores, adotando-se a média ponderada dos preços coletados, devendo os critérios para sua fixação ser previstos em lei. Esquema 22 Para realizar o cálculo do ICMS, no caso das operações ou prestações subsequentes, é interessante seguir a seguinte ordem de cálculo: 1. Encontre o valor do ICMS PRÓPRIO ➞ Alíquota ⨯ Valor da operação ou prestação 2. Encontre o valor da BC ST ➞ (1 + MVA) ⨯ (BC ICMS PRÓPRIO + Encargos adquirente) 3. Valor do ICMS ST ➞ (Alíquota ⨯ BC ST) – ICMS PRÓPRIO A MVA não é a única forma de se encontra a BC ST das operações subsequentes, vamos ver todas: ➥ MVA (regra). ➥ Tratando-se de mercadoria ou serviço cujo preço final a consumidor, único ou máximo, seja fixado por órgão público competente, a BC, para fins de ST, será este preço. ➥ Existindo preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador, poderá a lei estabelecer como BC este preço. ➥ Pauta Fiscal - Em substituição ao disposto no Esquema 22, a BC em relação às operações ou prestações subsequentes poderá ser o preço a consumidor final usualmente praticado no B A S E D E C Á LC U LO - S T Operações ou Prestações Concomitantes e Antecedentes Valor da operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído Operações ou Prestações Subsequentes Será o somatório das seguintes parcelas: Valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo substituído intermediário Montante dos valores de seguro, de frete e de outros encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço MVA, inclusive lucro, relativa às operações ou prestações subsequentes Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 24 mercado considerado, relativamente ao serviço, à mercadoria ou sua similar, em condições de livre concorrência, adotando-se para sua apuração as regras estabelecidas para o estabelecimento da MVA. Resumidamente, temos o seguinte: Esquema 23 Guarde que a restituição é assegurada ao contribuinte SUBSTITUÍDO (SUBSTITUTO), quando o fato gerador presumido não se realizar. Esquema 24 Em relação ao prazo de restituição, existe divergência entre a Kandir ✘ Constituição: Constituição Federal de 1988 - Art. 150 (...) § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. BC ST Operações e Prestações Subsequentes Regra MVA Uso obrigatório, caso exista Preço fixado pelo Estado Uso facultativo Preço Sugerido pelo fabricante-importador Pauta Fiscal Formulado o pedido de restituição, o substituído poderá se creditar em sua escrita fiscal do valor pedido Desde que não haja deliberação no prazo de 90 dias No prazo de 15 dias Sobrevindo decisão irrecorrível, o contribuinte substituído procederá ao estorno Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 25 RE 593.849, STF: É devida a restituição da diferença do ICMS pago a mais no regime de substituição tributária para frente se a BC efetiva da operação for inferior à presumida. SÚMULA 431, STJ: É ilegal a cobrança de ICMS com base no valor da mercadoria submetido ao regime de pauta fiscal. RE 559.937, STF: É inconstitucional a parte do art. 7º,I, da Lei 10.865/2004 que acresce à base de cálculo da denominada PIS/COFINS-Importação o valor do ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e o valor das próprias contribuições. RE 574.706, STF: O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da COFINS. RE 593.824, STF: A demanda de potência elétrica não é passível, por si só, de tributação via ICMS, porquanto somente integram a base de cálculo desse imposto os valores referentes àquelas operações em que haja efetivo consumo de energia elétrica pelo consumidor. RE 598.677, STF: A antecipação, sem substituição tributária, do pagamento do ICMS para momento anterior à ocorrência do fato gerador necessita de lei em sentido estrito. A substituição tributária progressiva do ICMS reclama previsão em lei complementar federal. REsp 1.638.772, STJ: É constitucional a inclusão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS na base de cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – CPRB. 06. Local da Operação - Prestação ➥ Referência Legal: artigo 11. Esquema 25 ESTABELECIMENTO Local privado ou público Edificado ou não Próprio ou de terceiro Onde as pessoas exerçam suas atividades Em caráter permanente ou temporário Onde se encontrem armazenadas mercadorias Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 26 Guarde as seguintes disposições referentes ao Estabelecimento: ➥ Na impossibilidade de determinação do estabelecimento, considera-se como tal o local em que tenha sido efetuada a operação ou prestação, encontrada a mercadoria ou constatada a prestação. ➥ Considera-se também estabelecimento autônomo o veículo usado no comércio ambulante e na captura de pescado; ➥ Respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular. ➥ Quando a mercadoria for remetida para armazém geral ou para depósito fechado do próprio contribuinte, no mesmo Estado, a posterior saída considerar-se-á ocorrida no estabelecimento do depositante, salvo se para retornar ao estabelecimento remetente. ➥ É autônomo cada estabelecimento do mesmo titular. Considerado inconstitucional pelo STF (ADC 49), porém as leis estaduais ainda não foram alteradas, cuidado com a literalidade. MERCADORIA OU BEM O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do estabelecimento responsável, é: ➥ o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do FG. ➥ onde se encontre, quando em situação irregular pela falta de documentação fiscal ou quando acompanhado de documentação inidônea, como dispuser a legislação tributária. ➥ o do estabelecimento que transfira a propriedade, ou o título que a represente, de mercadoria por ele adquirida no País e que por ele não tenha transitado. Não se aplica às mercadorias recebidas em regime de depósito de contribuinte de Estado que não o do depositário. ➥ importado do exterior, o do estabelecimento onde ocorrer a entrada física. ➥ importado do exterior, o do domicílio do adquirente, quando não estabelecido. ➥ aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadoria ou bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados. ➥ o do Estado onde estiver localizado o adquirente, inclusive consumidor final, nas operações interestaduais com energia elétrica e petróleo, lubrificantes e combustíveis dele derivados, quando não destinados à industrialização ou à comercialização. ➥ o do Estado de onde o ouro tenha sido extraído, quando não considerado como ativo financeiro ou instrumento cambial. O ouro, quando definido como ativo financeiro ou instrumento cambial, deve ter sua origem identificada. ➥ o de desembarque do produto, na hipótese de captura de peixes, crustáceos e moluscos. Esquema 26 http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5257024 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 27 PRESTAÇÃO ONEROSA DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do estabelecimento responsável, é: ➥ o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem, assim entendido o da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição, ampliação e recepção. ➥ o do estabelecimento da concessionária ou da permissionária que forneça ficha, cartão, ou assemelhados com que o serviço é pago. ➥ o do estabelecimento ou domicílio do tomador do serviço, quando prestado por meio de satélite. ➥ onde seja cobrado o serviço, nos demais casos ➥ tratando-se de serviços não medidos, que envolvam localidades situadas em diferentes unidades da Federação e cujo preço seja cobrado por períodos definidos, o imposto devido será recolhido em partes iguais para as unidades da Federação onde estiverem localizados o prestador e o tomador. ➥ o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do estabelecimento responsável, é: ➥ onde tenha início a prestação. ➥ onde se encontre o transportador, quando em situação irregular pela falta de documentação fiscal ou quando acompanhada de documentação inidônea, como dispuser a legislação tributária. DIFAL O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do estabelecimento responsável, é: ➥ (A) o do estabelecimento do destinatário, quando o destinatário ou o tomador for contribuinte do imposto. ➥ (B) o do estabelecimento do remetente ou onde tiver início a prestação, quando o destinatário ou tomador não for contribuinte do imposto. Esquema 28 Esquema 29 Esquema 27 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 28 Na hipótese item “B” do Esquema 29 (DIFAL), quando o destino final da mercadoria, bem ou serviço ocorrer em Estado diferente daquele em que estiver domiciliado ou estabelecido o adquirente ou o tomador, o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual será devido ao Estado no qual efetivamente ocorrer a entrada física da mercadoria ou bem ou o fim da prestação do serviço. Na hipótese de serviço de transporte interestadual de passageiros cujo tomador não seja contribuinte do imposto: ➥ o passageiro será considerado o consumidor final do serviço, e o fato gerador considerar- se-á ocorrido no Estado referido no Esquema 28, conforme o caso, não se aplicando o disposto no Esquema 29; e ➥ o destinatário do serviço considerar-se-á localizado no Estado da ocorrência do fato gerador, e a prestação ficará sujeita à tributação pela sua alíquota interna. Por fim, o local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do estabelecimento responsável, é tratando-se de serviços prestados ou iniciados no exterior, o do estabelecimento ou do domicílio do destinatário. RE 299.079, STF: O ICMS incidente na importação de mercadoria é devido ao Estado onde estiver localizado o destinatário jurídico do bem, isto é, o estabelecimento importador. RE 665.134, STF: O sujeito ativo da obrigação tributária de ICMS incidente sobre mercadoria importada é o Estado-membro no qual está domiciliado ou estabelecido o destinatário legal da operação que deu causa à circulação da mercadoria, com a transferência de domínio. RE 748.543, STF: Segundo o artigo 155, § 2º, X, b, da CF/1988, cabe ao Estado de destino, em sua totalidade, o ICMS sobre a operação interestadual de fornecimento de energia elétrica a consumidor final, para emprego em processo de industrialização, não podendo o Estado de origem cobrar o referido imposto. Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 29 07. Momento do Fato Geradore Base de Cálculo ➥ Referência Legal: artigos 12 a 18. MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FG BASE DE CÁLCULO ➥ da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte. ▸ Valor da Operação ➥ da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em armazém geral ou em depósito fechado, no Estado do transmitente. ▸Valor da Operação ➥ da transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título que a represente, quando a mercadoria não tiver transitado pelo estabelecimento transmitente. ▸ Valor da Operação ➥ do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. ▸ Valor da Operação ➥ do início da prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, de qualquer natureza. ▸ Preço do Serviço ➥ das prestações onerosas de serviços de comunicação, feita por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de comunicação de qualquer natureza. ➥ Quando o serviço for prestado mediante pagamento em ficha, cartão ou assemelhados, considera-se ocorrido o FG ICMS quando do fornecimento desses instrumentos ao usuário. ▸ Preço do Serviço ➥ do ato final do transporte iniciado no exterior. ▸ Valor do Serviço + Encargos ➥ do fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por qualquer estabelecimento. ▸ Valor da Operação (mercadoria + serviço) ➥ do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços compreendidos na competência tributária dos Municípios e com indicação expressa de incidência do imposto de competência estadual, como definido na LC aplicável. ▸ Preço Corrente da mercadoria fornecida ou empregada ➥ do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior; ▸ Após o desembaraço aduaneiro, a entrega, pelo depositário, de mercadoria ou bem importados do exterior deverá ser autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço, que somente se fará mediante a exibição do comprovante de pagamento do ICMS incidente no ato do despacho aduaneiro, SDC. ▸Na hipótese de entrega de mercadoria ou bem importados do exterior antes do desembaraço aduaneiro, considera-se ocorrido o FG neste momento, devendo a autoridade responsável, SDC, exigir a comprovação do pagamento do ICMS. ▸ Somatório: + VM + II + IPI + IOF + Outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 30 MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FG BASE DE CÁLCULO ➥ do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no exterior. ▸ Valor da Prestação do Serviço, acrescido, se for o caso, de todos os encargos relacionados com a sua utilização ➥ da aquisição em licitação pública de mercadorias ou bens importados do exterior e apreendidos ou abandonados; ▸ Somatório: + Valor da Operação + II + IPI + Todas as despesas cobradas ou debitadas ao adquirente ➥ da entrada no território do Estado de lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à industrialização. ▸ Valor da Operação de que decorrer a entrada ➥ da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação ou prestação subsequente. ▸ Origem: valor da operação ou prestação no Estado de origem ▸ Destino: valor da operação ou prestação no Estado de destino ➥ da entrada no território do Estado de bem ou mercadoria oriundos de outro Estado adquiridos por contribuinte do imposto e destinados ao seu uso ou consumo ou à integração ao seu ativo imobilizado. ▸ Origem: valor da operação ou prestação no Estado de origem ▸ Destino: valor da operação ou prestação no Estado de destino ➥ do início da prestação de serviço de transporte interestadual, nas prestações não vinculadas a operação ou prestação subsequente, cujo tomador não seja contribuinte do imposto domiciliado ou estabelecido no Estado de destino. ▸Valor da Operação ou o Preço do Serviço ➥ da saída, de estabelecimento de contribuinte, de bem ou mercadoria destinados a consumidor final não contribuinte do imposto domiciliado ou estabelecido em outro Estado. ▸ Valor da Operação ou o Preço do Serviço Esquema 30 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 31 ➥ ATUALIZAÇÃO: Conforme a Lei Complementar 204 de 28/12/23: Não se considera ocorrido o fato gerador do imposto na saída de mercadoria de estabelecimento para outro de mesma titularidade, mantendo-se o crédito relativo às operações e prestações anteriores em favor do contribuinte, inclusive nas hipóteses de transferências interestaduais em que os créditos serão assegurados pela: UNIDADE FEDERADA DE DESTINO •Por meio de transferência de crédito, limitados aos percentuais estabelecidos nos termos de Resolução do Senado Federal, aplicados sobre o valor atribuído à operação de transferência realizada. UNIDADE FEDERADA DE ORIGEM •Em caso de diferença positiva entre os créditos pertinentes às operações e prestações anteriores e o transferido na forma da unidade federada de destino. Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 32 Esquema 31 Esquema 32 O montante do IPI não integra a BC do ICMS Operação realizada entre contribuintes Produto destinado à industrialização ou à comercialização Configure FG de ambos os impostos Integra a BC do ICMS Montante do próprio imposto Constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle Seguros Juros Demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas Descontos concedidos ✔ Condicional ✘ Incondicional Frete Transporte efetuado pelo remetente ou por sua conta e ordem e cobrado em separado Requisitos Cumulativos Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 33 Esquema 33 Vamos ver agora a situação da supervalorização do frete. Como o assunto é tratado na Kandir: ➥ Quando o valor do frete, cobrado por estabelecimento pertencente ao mesmo titular da mercadoria ou por outro estabelecimento de empresa que com aquele mantenha relação de interdependência, exceder os níveis normais de preços em vigor, no mercado local, para serviço semelhante, constantes de tabelas elaboradas pelos órgãos competentes, o valor excedente será havido como parte do preço da mercadoria. Esquema 34 SITUAÇÃO 3 SITUAÇÃO 2 SITUAÇÃO 1 - - AUSÊNCIA DE VALOR DA OPERAÇÃO COMERCIANTE INDUSTRIAL PEG E M P R E S A S IN T E R D E P E N D E N T E S Uma delas, por si, seus sócios ou acionistas, e respectivos cônjuges ou filhos menores, for titular de +50% do capital da outra Uma mesma pessoa fizer parte de ambas, na qualidade de diretor, ou sócio com funções de gerência, ainda que exercidas sob outra denominação Uma delas locar ou transferir a outra, a qualquer título, veículo destinado ao transporte de mercadorias Preço cobrado em operação + recente Na falta, regional Na falta, regional Não faça vendas Preço FOB à vista Preço corrente no mercado atacadista local Preço corrente no mercado atacadista local 75% do preço corrente no varejo Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 34 Outro ponto importante em relação à base de cálculo é o reajuste de preço: ➥ Nas operações e prestações interestaduais entre estabelecimentos de contribuintes diferentes, caso haja reajuste do valor depois da remessa ou da prestação, a diferença fica sujeita ao imposto no estabelecimento do remetente ou do prestador. Conversão do preço de importação, disposição importantíssima. Vamos ver como é tratada na Kandir: ➥ O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do Imposto sobre Importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da taxade câmbio até o pagamento efetivo do preço. O valor fixado pela autoridade aduaneira para BC do Imposto sobre Importação, nos termos da lei aplicável, substituirá o preço declarado. Arbitramento: ➥ Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de mercadorias, bens, serviços ou direitos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. Por fim, nas prestações sem preço determinado, a BC do imposto é o valor corrente do serviço, no local da prestação. SÚMULA 457, STJ: Os descontos incondicionais nas operações mercantis não se incluem na BC do ICMS. RE 635.688, STF: A redução da BC de ICMS equivale à isenção parcial, o que acarreta a anulação proporcional de crédito relativo às operações anteriores, salvo disposição em lei estadual em sentido contrário. AI 697.323, STF: É constitucional a inclusão, na BC do ICMS, do acréscimo correspondente ao financiamento realizado pelo próprio alienante nas vendas a prazo, sempre que integre o valor da operação. SÚMULA 166, STJ: Não constitui FG do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte. ADC 49, STF: O deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo titular não configura FG da incidência de ICMS, ainda que se trate de circulação interestadual. REsp 1.638.772, STJ (2022): É constitucional a inclusão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS na base de cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta - CPRB. Jurisprudência Relacionada Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 35 08. Creditamento ➥ Referência Legal: artigos 19 a 23. O ICMS é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou por outro Estado. Para a compensação, é assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do imposto anteriormente cobrado em operações de que tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou consumo ou ao ativo permanente, ou o recebimento de serviços de transporte interestadual e intermunicipal ou de comunicação. Salvo prova em contrário, presumem-se alheios à atividade do estabelecimento os veículos de transporte pessoal. Esquema 35 É vedado o crédito relativo à mercadoria entrada no estabelecimento ou a prestação de serviços a ele feita: ✘ para integração ou consumo em processo de industrialização ou produção rural, quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto, exceto se tratar-se de saída para o exterior. ✘ para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a prestação subsequente não forem tributadas ou estiverem isentas do imposto, exceto as destinadas ao exterior. Deliberação dos Estados, através de Convênio da CONFAZ, poderá dispor que não se aplique, no todo ou em parte, a vedação prevista. Não dão direito a crédito As entradas de mercadorias ou utilização de serviços Resultantes de operações isentas ou não tributadas ou que se refiram a mercadorias ou serviços alheios à atividade do estabelecimento Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 36 Operações tributadas, posteriores a saídas em que o crédito é vedado (acima), dão ao estabelecimento que as praticar direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações anteriores às isentas ou não tributadas sempre que a saída isenta ou não tributada seja relativa a: ✔ produtos agropecuários; e ✔ quando autorizado em lei estadual, outras mercadorias. CRÉDITO DO ATIVO PERMANENTE Relativamente aos créditos decorrentes de entrada de mercadorias no estabelecimento destinadas ao Ativo Permanente, deverá ser observado: 1. a apropriação será feita à razão de um quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento. 2. em cada período de apuração do imposto, não será admitido o creditamento de que trata o item 1, em relação à proporção das operações de saídas ou prestações isentas ou não tributadas sobre o total das operações de saídas ou prestações efetuadas no mesmo período. 3. para aplicação do disposto nos itens 1 e 2, o montante do crédito a ser apropriado será obtido multiplicando-se o valor total do respectivo crédito pelo fator igual a 1/48 da relação entre o valor das operações de saídas e prestações tributadas e o total das operações de saídas e prestações do período, equiparando-se às tributadas, para fins deste inciso, as saídas e prestações com destino ao exterior ou as saídas de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos. 4. o quociente de 1/48 será proporcionalmente aumentado ou diminuído, pro rata die, caso o período de apuração seja superior ou inferior a um mês. 5. na hipótese de alienação dos bens do ativo permanente, antes de decorrido o prazo de 04 anos contado da data de sua aquisição, não será admitido, a partir da data da alienação, o creditamento de que trata este parágrafo em relação à fração que corresponderia ao restante do quadriênio. 6. serão objeto de outro lançamento, além do lançamento em conjunto com os demais créditos, para efeito da compensação prevista, em livro próprio ou de outra forma que a legislação determinar, para aplicação do disposto nos itens 1 a 5 acima. 7. ao final do 48º mês contado da data da entrada do bem no estabelecimento, o saldo remanescente do crédito será cancelado. Fórmula para encontrar o Crédito do Ativo Permanente: Vamos revisar agora as situações em que o crédito deverá ser estornado. Crédito Ativo Permanente = ICMS ⨯ 1 ⨯ Op. Tributadas + Exportação + Papel 48 Total de Saídas Esquema 36 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 37 ESTORNO O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do ICMS de que se tiver creditado sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento: ✘ for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço. ✘ for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto. ✘ vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento. ✘ vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se. Atenção a estes dois pontos: ➥ Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos. ➥ O não creditamento ou o estorno não impedem a utilização dos mesmos créditos em operações posteriores, sujeitas ao imposto, com a mesma mercadoria. Esquema 38 D IR E IT O D E C R É D IT O Está condicionado à Idoneidade da documentação Escrituração no prazo O direito de utilizar o crédito extingue-se Depois de decorridos 5 anos Contados da data de emissão do documento Esquema 37 Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 38 AI 487.396, STF: Inexiste ofensa ao princípio da não cumulatividade na hipótese da legislação estadual não consentir com a compensação de créditos de ICMS advindos da aquisição de bens destinados ao consumo e ao ativo fixo do contribuinte. SÚMULA 509, STJ: É lícito ao comerciantede boa-fé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de nota fiscal posteriormente declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da compra e venda. RE 601.967, STF: (i) Não viola o princípio da não cumulatividade (art. 155, §2º, incisos I e XII, alínea c, da CF/1988) lei complementar que prorroga a compensação de créditos de ICMS relativos a bens adquiridos para uso e consumo no próprio estabelecimento do contribuinte; (ii) Conforme o artigo 150, III, c, da CF/1988, o princípio da anterioridade nonagesimal aplica-se somente para leis que instituem ou majoram tributos, não incidindo relativamente às normas que prorrogam a data de início da compensação de crédito tributário. RE 603.917, STF: A postergação do direito do contribuinte do ICMS de usufruir de novas hipóteses de creditamento, por não representar aumento do tributo, não se sujeita à anterioridade nonagesimal prevista no art. 150, III, c, da Constituição. RE 628.075, STF: O estorno proporcional de crédito de ICMS efetuado pelo Estado de destino, em razão de crédito fiscal presumido concedido pelo Estado de origem sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), não viola o princípio constitucional da não cumulatividade. RE 1.141.756, STF: Observadas as balizas da Lei Complementar nº 87/1996, é constitucional o creditamento de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias – ICMS cobrado na entrada, por prestadora de serviço de telefonia móvel, considerado aparelho celular posteriormente cedido, mediante comodato. 09. Apuração ➥ Referência Legal: artigos 24 a 26. A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do ICMS, sendo que as obrigações se consideram vencidas na data em que termina o período de apuração. As obrigações são liquidadas por compensação ou mediante pagamento em dinheiro como disposto abaixo: Crédito > Débito ➞ Crédito é acumulado para o mês seguinte Crédito