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Prévia do material em texto

LEGISLAÇÃO
TRIBUTÁRIA
ESTADUAL
RESUMO
REGULAR
 
SUMÁRIO 
RESUMO LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL GERAL Versão 2 
 
ATUALIZAÇÕES .................................................................................................................................................................... 2 
ORIENTAÇÕES INICIAIS ........................................................................................................................................................ 3 
SIGLAS ................................................................................................................................................................................ 4 
QUESTÕES ........................................................................................................................................................................... 5 
ANÁLISE DE COBRANÇA ....................................................................................................................................................... 6 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL ..................................................................................................................................................... 7 
LC 87/96 ............................................................................................................................................................................ 15 
01. Competência ........................................................................................................................................................................................ 15 
02. Hipóteses de Incidência .................................................................................................................................................................... 15 
03. Hipóteses de Não-Incidência ........................................................................................................................................................... 18 
04. Sujeito Passivo ................................................................................................................................................................................... 19 
05. Substituição Tributária ..................................................................................................................................................................... 21 
06. Local da Operação - Prestação ....................................................................................................................................................... 25 
07. Momento do Fato Gerador e Base de Cálculo ................................................................................................................................ 29 
08. Creditamento ..................................................................................................................................................................................... 35 
09. Apuração ............................................................................................................................................................................................. 38 
10. Direito a Crédito ................................................................................................................................................................................. 40 
11. Serviços Essenciais e Indispensáveis .............................................................................................................................................. 41 
LC 24/75 ........................................................................................................................................................................... 42 
LC 160/17 .......................................................................................................................................................................... 45 
LC 192/22 .......................................................................................................................................................................... 48 
01. Incidência Monofásica ...................................................................................................................................................................... 48 
02. Contribuintes ..................................................................................................................................................................................... 48 
03. Momento do Fato Gerador ................................................................................................................................................................ 49 
04. Alíquotas ............................................................................................................................................................................................. 49 
05. A Qual Estado Caberá o ICMS? ......................................................................................................................................................... 50 
06. Não Aplicabilidade da Imunidade ................................................................................................................................................... 50 
IPVA ................................................................................................................................................................................... 51 
ITCD .................................................................................................................................................................................. 53 
 
 
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2 
 
 
ATUALIZAÇÕES 
[versão 2] Atualização conforme a Lei Complementar 204 de 28/12/23. Exclusão do trecho 
“ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular”, segunda linha da tabela, página 29. 
Exclusão do Esquema 33, página 32. Inclusão do texto de atualização na página 31. 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp204.htm
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3 
 
 
ORIENTAÇÕES INICIAIS 
01. EMENTA 
➥ Constituição Federal de 1988 (art. 155, 157); 
➥ Lei Complementar 24/75 (Convênios); 
➥ Lei Complementar 160/17 (Benefícios Irregulares); 
➥ Lei Complementar 192/22 (ICMS Monofásico). 
 
 
02. OBJETIVO DESTE MATERIAL 
Cabe lembrar que este material tem como essência ser um resumo. Sua proposta é apresentar 
o conteúdo de forma objetiva e direta, eliminando qualquer informação desnecessária para o 
estudo. 
A elaboração deste material foi fundamentada em premissas estratégicas: o conteúdo é 
orientado pelo histórico de cobrança do assunto, priorizando os temas frequentemente 
exigidos nas provas, ao mesmo tempo em que exclui normativos procedimentais, cujo foco 
recai sobre detalhamentos operacionais raramente cobrados. 
Desta forma, buscamos proporcionar uma revisão eficaz e objetiva, permitindo um estudo 
focado nos pontos relevantes para a sua prova. 
 
03. REPORTAR ERROS 
Caso encontre algum erro no material ou desatualização, pedimos, por gentileza, que clique no 
botão abaixo e reporte-o para nós. 
 
🔗"# Reportar Erro 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp24.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp160.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp192.htm
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScP7wB7hvj0FPoT2BXe446SWiJhV6F3-11ZsR7ILP9JPb_afw/viewform
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScP7wB7hvj0FPoT2BXe446SWiJhV6F3-11ZsR7ILP9JPb_afw/viewform
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4 
 
 
SIGLAS 
ADC Ação Declaratória de Constitucionalidade 
ALÍQ Alíquota 
BC Base de Cálculo 
CD Câmara dos Deputados 
CF88 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
CONFAZ Conselho Nacional de Política Fazendária 
DF Distrito Federal 
DIFAL Diferencial de Alíquota 
DOU Diário Oficial da Uniãoas reuniões serem celebradas: 
➥ Convocação – todas as unidades federativas (27) 
➥ Quórum de presença – maioria das unidades federativas (14) 
C
O
N
F
A
Z
Isenção
Redução de Base de Cálculo
Devolução do tributo ao 
contribuinte, responsável ou terceiro
Total ou parcial
Direta ou indireta
Condicionada ou não
Quaisquer outros incentivos ou 
favores fiscais ou financeiros-fiscais
Concedidos com base no ICMS
Resulte redução ou eliminação, direta 
ou indireta, do ônus
Concessão de Créditos Presumidos
Prorrogações e extensões das 
isenções vigentes
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43 
 
 
Atenção agora, pois o esquema a seguir traz o assunto que é mais cobrado da LC 24. 
 
 
Esquema 43 
 
Outro bastante abordado nas questões, refere-se aos prazos trazidos pela lei. Vamos 
esquematizar o fluxo. 
 
 
Esquema 44 
 
Guarde algumas informações importantes que são passíveis de cobrança: 
➥ Os convênios podem dispor que a aplicação de qualquer de suas cláusulas seja limitada a 
uma ou a algumas Unidades da Federação. 
➥ O disposto aplica-se também às Unidades da Federação cujos representantes não tenham 
comparecido à reunião em que hajam sido celebrados os convênios. 
➥ Os convênios ratificados obrigam todas as Unidades inclusive as que, regularmente 
convocadas, não se tenham feito representar na reunião. 
 
A inobservância do disposto pela LC 24, pode gerar algumas sanções. Vamos ver quais são no 
próximo esquema. 
 
 
BENEFÍCIOS
Concessão Decisão Unânime Dos Estados 
Representados
Revogação Aprovação de, pelo 
menos, 4/5
Dos Estados 
Presentes
Reunião
Publicação da 
Resolução no 
Diário Oficial da 
União
Decreto Estadual de 
Ratificação
Publicação da 
Ratificação ou 
Rejeição no Diário 
Oficial da União
Convênio em 
Vigor, salvo 
disposição em 
contrário
10 dias 15 dias 
10 dias 
30º dia 
dias 
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44 
 
 
 
Esquema 45 
 
As sanções previstas no Esquema 45 poder-se-ão acrescer a presunção de irregularidade 
das contas do exercício, a juízo do Tribunal de Contas da União. 
 
Além do mais, é vedado aos Municípios, sob pena das sanções previstas, concederem 
qualquer dos benefícios relacionados nesta lei no que se refere à sua parcela na receita do 
ICMS. 
Por fim, os convênios definirão as condições gerais em que se poderão conceder, 
unilateralmente, anistia, remissão, transação, moratória, parcelamento de débitos fiscais e 
ampliação do prazo de recolhimento do ICMS. 
 
S
A
N
Ç
Õ
E
S
Nulidade do ato
Ineficácia do crédito fiscal atribuído ao estabelecimento recebedor
Exigibilidade do imposto não pago ou devolvido
Ineficácia da lei ou ato que conceda remissão do débito
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45 
 
 
LC 160/17 
 
Essa lei dispõe sobre convênio que permite aos Estados e ao DF deliberar sobre a remissão dos 
créditos tributários, constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos 
benefícios fiscais ou financeiro-fiscais instituídos em desacordo com a CF88. 
 
Mediante Convênio celebrado nos termos da LC 24/75, os Estados e DF poderão deliberar 
sobre: 
➥ A Remissão dos créditos tributários. 
▸Constituídos ou não, decorrentes das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou 
financeiro-fiscais instituídos em desacordo da CF88 por legislação estadual publicada até a 
data de início de produção de efeitos desta LC. 
 
➥ A Reinstituição das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais 
referidos acima que ainda se encontrem em vigor. 
 
 
O Convênio atenderá, no mínimo, a seguinte condicionante, a ser observada pelas UFs: 
▸Publicar em seus respectivos diários oficiais, relação com a identificação de todos os atos 
normativos relativos às isenções, aos incentivos e aos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais. 
▸Efetuar o registro e o depósito, na Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Política 
Fazendária (Confaz), da documentação comprobatória correspondente aos atos concessivos 
das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais mencionados no 
inciso I deste artigo, que serão publicados no Portal Nacional da Transparência Tributária, que 
será instituído pelo Confaz e disponibilizado em seu sítio eletrônico. 
Esquema 46 
 
 
 
 
Convênio
Aprovado e Ratificado
Voto Favorável 
de no mínimo
2/3 UF
1/3 UF 
Integrantes de cada uma 
das 5 regiões do País
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46 
 
 
A UF que editou o ato concessivo relativo às isenções, aos incentivos e aos benefícios 
fiscais ou financeiro-fiscais vinculados ao ICMS de que trata esta LC cujas exigências de 
publicação, registro e depósito foram atendidas é autorizada a concedê-los e a prorrogá-los, 
nos termos do ato vigente na data de publicação do respectivo convênio, não podendo seu 
prazo de fruição ultrapassar: 
➥ [1] 31 de dezembro do 15º ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio. Nos 
casos abaixo: 
▸ quanto àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive 
agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, 
aeroportuária e de transporte urbano, bem como quanto àqueles destinados a templos de 
qualquer culto e a entidades beneficentes de assistência social. 
▸ quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e 
aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da 
importação, praticada pelo contribuinte importador. 
▸ quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, 
desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria. 
▸ quanto àqueles destinados às operações e prestações interestaduais com produtos 
agropecuários e extrativos vegetais in natura. 
 
➥ [2] 31 de dezembro do 1º ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, nos 
demais casos. 
 
A partir de 1º de janeiro do 12º ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, a 
concessão e a prorrogação de que trata os itens [1] e [2] acima deverão observar a redução 
em 20% ao ano com relação ao direito de fruição das isenções, dos incentivos e dos benefícios 
fiscais ou financeiros-fiscais. 
Vinculados ao ICMS destinados: 
▸ à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais; 
▸	às prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in 
natura; e 
▸	à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas 
ao comércio internacional. 
 
Ressalvado o disposto nesta LC, a concessão ou a manutenção de isenções, incentivos e 
benefícios fiscais ou financeiro-fiscais em desacordo com a LC24, implica a sujeição da UF 
responsável aos impedimentos previstos LC 101/00, pelo prazo em que perdurar a concessão 
ou a manutenção das isenções, dos incentivos e dos benefícios fiscais ou financeiro-fiscais. 
A aplicação dos impedimentos é condicionada: 
➥ Ao acolhimento, pelo Ministro de Estado da Fazenda, de representação apresentada 
por Governador de Estado ou do Distrito Federal. 
 
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47 
 
 
 
Admitida a representação e ouvida, no prazo de 30 dias, a UF interessada, o Ministro de Estado 
da Fazenda, em até 90 dias: 
➥ Determinará o arquivamento da representação, caso não seja constatada a infração; e 
➥ Editará portaria declarando a existência da infração, a qual produzirá efeitos a partir de sua 
publicação. 
 
Por fim, compete ao Tribunal de Contas da União verificar a aplicação, pela União, da sanção 
prevista. 
 
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48 
 
 
LC 192/22 
01. Incidência Monofásica 
➥ Referência Legal: artigo 1. 
 
Essa define os combustíveis sobre os quais incidirá uma única vez o ICMS (monofásico), ainda 
que as operações se iniciem no exterior. 
 
 
Esquema 47 
 
Cuidado! Perceba que a LC 192 definiu apenas os combustíveis e deixou de fora os 
lubrificantes.02. Contribuintes 
➥ Referência Legal: artigo 4. 
 
 
 
▸Alcança as pessoas que produzem combustíveis de forma residual; 
▸Alcança os formuladores de combustíveis por meio de mistura mecânica; 
▸Alcança as centrais petroquímicas; e 
▸Alcança as bases das refinarias de petróleo. 
Esquema 48 
 
COMBUSTÍVEIS
▸Sobre os quais incidirá uma única vez 
o ICMS, qualquer que seja sua finalidade
Gasolina e Etanol anidro combustível
Diesel e Biodiesel
Gás liquefeito de petróleo, inclusive o 
derivado de gás natural
CONTRIBUINTES
Produtor e equiparados
Importador dos combustíveis
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49 
 
 
Esquema 49 
03. Momento do Fato Gerador 
➥ Referência Legal: artigo 5. 
 
MOMENTO DO FATO GERADOR 
 
 
 
➥ SAÍDA dos combustíveis do estabelecimento do contribuinte nas op. em território nacional. 
➥ DESEMBARAÇO ADUANEIRO dos combustíveis nas operações de importação. 
 
 
04. Alíquotas 
➥ Referência Legal: artigo 3, V. 
 
Esquema 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALÍQUOTAS
▸Deliberação no CONFAZ
Serão uniformes em todo o território nacional
Poderão ser diferenciadas por produto
Poderão ser reduzidas e reestabelecidas, 
não se aplica anterioridade anual
Serão específicas (ad rem), por unidade de 
medida adotada
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50 
 
 
05. A Qual Estado Caberá o ICMS? 
➥ Referência Legal: artigo 3, II, a IV. 
 
Esquema 51 
 
06. Não Aplicabilidade da Imunidade 
➥ Referência Legal: artigo 3, I. 
Muita atenção aqui, para a incidência do ICMS Monofásico, nos termos desta LC 192/22, não 
se aplicará a imunidade sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive 
lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica. 
 
 
IC
M
S
 M
O
N
O
F
Á
S
IC
O
Derivados de 
Petróleo ICMS caberá ao Estado onde ocorrer o consumo
Não Derivados de 
Petróleo
A operação é entre 
contribuintes?
Sim, ICMS será repartido
Não, ICMS caberá ao Estado 
de origem
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51 
 
 
IPVA 
➥ Referência Legal: Constituição Federal, artigo 155, III, parágrafo 6.	
 
 
Esquema 52 
 
IP
V
A
 D
IS
P
O
S
IÇ
Õ
E
S
 G
E
R
A
IS
Competência p/ instituir Estados e Distrito Federal
Fato Gerador Propriedade de veículo 
automotor
Contribuintes Proprietário de veículo 
automotor
Alíquotas
Alíquota MÍNIMA é fixada pelo Senado Federal
Poderão ser 
diferenciadas
Em função do tipo do 
veículo, ou
Em função da 
utilização do veículo
É vedada aplicação 
de alíquotas 
diferenciadas p/ 
veículos nacionais e 
importados (STF)
Finalidade Fiscal
50% do produto da arrecadação vai para os municípios onde o veículo 
estiver licenciado
Alteração da Base de Cálculo Não se sujeita à noventena
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52 
 
 
 
RE 134.509, STF: IPVA: Campo de incidência que não inclui embarcações e aeronaves. 
RE 414.259, STF: (1) Os Estados-membros estão legitimados a editar normas gerais referentes ao 
IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no artigo 24, § 3º, da Constituição do 
Brasil. 
RE 414.259, STF: (2) Não há tributo progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo 
critérios que não levam em consideração a capacidade contributiva. Agravo Regimental a que 
se nega provimento. 
RE 1.016.605, STF: O IPVA deve ser recolhido no domicílio do proprietário do veículo onde o bem 
deve ser, de acordo com a legislação sobre o tema, licenciado e registrado. 
RE 727.851, STF: Não incide IPVA sobre veículo automotor adquirido, mediante alienação fiduciária, 
por pessoa jurídica de direito público. 
REsp 1.881.788, STJ: Somente mediante lei estadual/distrital específica poderá ser atribuída ao 
alienante responsabilidade solidária pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade de 
Veículos Automotores - IPVA do veículo alienado, na hipótese de ausência de comunicação da 
venda do bem ao órgão de trânsito competente. 
ADI 5282, STF: É simultânea a contagem dos prazos das garantias fundamentais a que se referem 
os princípios da anterioridade anual e nonagesimal tributárias, a partir da data da publicação da 
lei que institui ou majora o tributo. 
REsp 1.320.825, STJ: O IPVA é lançado de ofício no início de cada exercício e constituído 
definitivamente com a cientificação do contribuinte para o recolhimento da exação, a qual pode 
ser realizada por qualquer meio idôneo, como o envio de carnê ou a publicação de calendário 
de pagamento, com instruções para a sua efetivação. 
A notificação do contribuinte para o recolhimento do IPVA perfectibiliza a constituição definitiva 
do crédito tributário, iniciando-se o prazo prescricional para a execução fiscal no dia seguinte 
à data estipulada para o vencimento da exação. 
Súmula 585-STJ: A responsabilidade solidária do ex-proprietário, prevista no art. 134 do Código de 
Trânsito Brasileiro – CTB, não abrange o IPVA incidente sobre o veículo automotor, no que se 
refere ao período posterior à sua alienação. 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
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53 
 
 
ITCD 
➥ Referência Legal: Constituição Federal, artigo 155, I, parágrafo 1.	
 
Esquema 53 
 
HIPÓTESE A QUE ESTADO COMPETE O ITCD 
Bens IMÓVEIS e 
respectivos direitos 
Onde se localizar o bem. 
Bens MÓVEIS, títulos e 
créditos 
Transmissão Causa Mortis: 
▸Onde se processar o inventário ou arrolamento. 
Doação: 
▸Onde tiver domicílio o doador. 
Doador ou De Cujus – 
Exterior 
Competência p/ a instituição será regulada por Lei 
Complementar. 
▸RE 851.108, STF: É vedado aos estados e ao DF instituir o 
ITCMD sem a intervenção da LC exigida pelo referido dispositivo 
constitucional. 
Esquema 54 
IT
C
D
 D
IS
P
O
S
IÇ
Õ
E
S
 G
E
R
A
IS
Competência p/ instituir Estados e Distrito Federal
Fato Gerador
Transmissão Causa 
Mortis e Doação
De bens móveis e 
imóveis
São tantos fatos geradores quantos forem os 
beneficiários
Contribuintes Qualquer das partes na operação 
tributada, conforme disposto em lei
Alíquotas
Alíquota MÁXIMA é fixada pelo Senado Federal
Podem ser progressivas (STF)
Finalidade Fiscal
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54 
 
 
A Emenda Constitucional 126, publicada em 22 de dezembro de 2022 (PEC da Transição) trouxe 
novas hipóteses de imunidade para o ITCD, vejamos: 
 
 
Esquema 55 
 
 
SÚMULA 114, STF: ITCMD não é exigível antes da homologação do cálculo. 
SÚMULA 331, STF: É legítima a incidência do ITCMD no inventário por morte presumida. 
SÚMULA 113, STF: O ITCMD é calculado sobre o valor dos bens na data da avaliação. 
SÚMULA 590, STF: Calcula-se o ITCMD “causa mortis” sobre o saldo credor da promessa de compra 
e venda de imóvel na abertura da sucessão do promitente vendedor. 
SÚMULA 112, STF: O ITCMD é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão. 
SÚMULA 115, STF: Sobre os honorários do advogado contratado pelo inventariante, com a 
homologação do juiz, não incide ITCMD. 
RE 602.256, STF: O critério de grau de parentesco e respectivas presunções da proximidade afetiva, 
familiar, sanguínea, de dependência econômica com o de cujus ou com o doador, não guarda 
pertinência com o princípio da capacidade contributiva. 
RE 562.045, STF: É constitucional a fixação de alíquota progressiva para o Imposto sobre 
Transmissão Causa Mortis e Doação — ITCD. 
RE 851.108, STF: É vedado aos estados e ao Distrito Federal instituir o ITCMD nas hipóteses 
referidas no art. 155, § 1º, III, da Constituição Federal sem a intervenção da lei complementar 
exigida pelo referido dispositivo constitucional. 
REsp 1.961.488, STJ: O seguro de vida VGBL não integra a base de cálculo do ITCMD. 
ITCD
Não incidirá sobre as doações
Destinadas a Projetos 
Socioambientais
Destinadas a Projetos destinados a 
mitigar os efeitos de mudanças 
climáticas
Destinadas às Instituições Federais 
de Ensino
Jurisprudência Relacionada 
NO ÂMBITO DO PODER EXECUTIVO DA UNIÃO 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc126.htm#art1Acesso Rápido ao Sumário Clique Aqui 
55 
 
 
REsp 1.841.798, STJ: No caso do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação – ITCMD, referente 
a doação não oportunamente declarada pelo contribuinte ao fisco estadual, a contagem do 
prazo decadencial tem início no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado, observado o fato gerador, em conformidade com os arts. 144 e 173, 
I, ambos do CTN.EC Emenda Constitucional 
FG Fato Gerador 
ICMS 
Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre 
prestações de Serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicação. 
IE Imposto de Exportação 
II Imposto de Importação 
IOF Imposto sobre Operações de Câmbio 
IPI Imposto sobre Produtos Industrializados 
ISSQN Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza 
LC Lei Complementar 
LTE Legislação Tributária Estadual 
MA Maioria Absoluta 
MÁX Máxima 
MÍN Mínima 
MP Matéria-prima 
MVA Margem de Valor Agregado 
N Norte 
NE Nordeste 
PEG Produtor, Extrator, Gerador 
PET Petróleo 
PF Pessoa Física 
PJ Pessoa Jurídica 
PR Presidente da República 
RE Recurso Extraordinário 
REsp Recurso Especial 
RSF Resolução do Senado Federal 
SDC Salvo Determinação em Contrário da legislação 
SF Senado Federal 
SPC Salvo Prova em Contrário 
ST Substituição Tributária 
STF Supremo Tribunal Federal 
STJ Superior Tribunal de Justiça 
SV Súmula Vinculante 
UF Unidades Federadas 
VM Valor da Mercadoria 
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5 
 
 
QUESTÕES 
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Assunto Nº de Questões 
000CADERNO 00 ICMS - Disposições Constitucionais 57 
000CADERNO 01 
ICMS - LC87 Fato Gerador e Hipóteses de Não-
Incidência (arts 1 a 3 e 12) 
34 
000CADERNO 02 ICMS – LC87 Sujeito Passivo (arts 4 a 6) 4 
000CADERNO 03 ICMS - LC87 Substituição Tributária (arts 7 a 10) 17 
000CADERNO 04 ICMS - LC87 Local da Operação - Prestação (art. 11) 6 
000CADERNO 05 ICMS - LC87 Base de Cálculo (arts 13 a 18) 11 
000CADERNO 06 ICMS - LC87 Não-Cumulatividade (arts 19 a 23) 15 
000CADERNO 07 ICMS - LC87 Apuração do ICMS (arts 24 a 26) 5 
000CADERNO 08 ICMS - LC87 Dispositivos Finais (arts 27 a 35) 4 
000CADERNO 09 ICMS - LC87 Tópicos mesclados da LC87 9 
000CADERNO 10 Convênios – Lei Complementar 24/75 35 
000CADERNO 11 Benefícios Irregulares – Lei Complementar 160/17 7 
000CADERNO 12 ICMS Monofásico – Lei Complementar 192/22 4 
000CADERNO 13 IPVA – Disposições Constitucionais 61 
000CADERNO 14 ITCMD – Disposições Constitucionais 148 
 
 
 
 
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6 
 
 
ANÁLISE DE COBRANÇA 
O assunto ICMS pode ser cobrado tanto em relação às disposições gerais, que constam na 
Constituição Federal, como na Kandir (LC 87/96), esta possui um histórico de 201 questões 
cadastradas no site Tec Concursos, sem restrição de área, sem restrição de ano e sem restrição 
de banca. 
A tabela abaixo é útil para entendermos quais assuntos o examinador prioriza dentro da Lei 
Kandir: 
Assunto Nº de Questões % 
Fato gerador e Hipóteses de Não Incidência (arts. 1º ao 3º e 12) 61 30.35% 
Não-Cumulatividade - crédito, estorno, transferência, etc 
(arts. 19 ao 23) 
32 15.92% 
Substituição Tributária (arts. 7º ao 10) 24 11.94% 
Base de Cálculo (arts. 13 ao 18) 23 11.44% 
Local da Operação ou Prestação (art. 11) 15 7.46% 
Sujeito Passivo (arts. 4º ao 6º) 14 6.97% 
Da Apuração do ICMS (arts. 24 ao 26) 11 5.47% 
Tópicos Mesclados da LC nº 87/96 11 5.47% 
Dispositivos Finais (arts. 27 ao 35) 10 4.98% 
 
 
Sugestão: utilize essa tabela para realizar as revisões de reta final ou priorizar 
assuntos, caso seja necessário. Segue o link do caderno que foi utilizado nessa 
análise: CADERNO ICMS KANDIR 
 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2KONP
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7 
 
 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
➥ Referência Legal: artigo 155, II, parágrafo 2; artigo 157, IV e parágrafo único.	
 
Antes de entrar nas disposições constitucionais, gostaria de trazer um esquema que resume 
as características do ICMS. Vejamos: 
 
Esquema 1 
 
 
Outro ponto importantíssimo é o FG do ICMS: 
 
Esquema 2 
Características ICMS
Indireto
Regressivo
Não cumulativo
Real
Alíquotas Ad valorem ou Proporcional
Não progressivo
Em regra, Lançamento por Homologação
FG ICMS
Circulação de Mercadoria + Energia Elétrica
Serviço
Transporte
INTERmunicipal
INTERestadual
INTRAmunicipal
Comunicação Onerosa
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8 
 
 
Agora, vamos esquematizar tudo que está no texto constitucional. Atenção, pois, praticamente, 
tudo aqui é cobrado e importante. 
 
Compete aos Estados e ao DF instituir o ICMS, sendo que este será NÃO-CUMULATIVO, 
compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou 
prestação de serviços com o montante COBRADO (PAGO) nas anteriores pelo mesmo ou outro 
Estado ou pelo DF. Além disso, o ICMS PODERÁ SER SELETIVO, em função da essencialidade 
das mercadorias e dos serviços. 
Guarde o seguinte: 
 
Esquema 3 
 
 
Esquema 4 
 
RESOLUÇÃO DO SENADO ✘ ALÍQUOTA 
 OPERAÇÃO INICIATIVA APROVAÇÃO 
Obrigatória Interestadual, Exportação 
PR ou 
1/3 SF 
MA SF 
 
 
Facultativa 
Interna – ALÍQUOTA MÍNIMA 1/3 SF MA SF 
 
Interna – ALÍQUOTA MÁXIMA 
 
MA SF 2/3 SF 
Esquema 5 
ICMS
É Não-Cumulativo
Pode ser Seletivo
ISENÇÃO OU NÃO INCIDÊNCIA
Salvo Disposição em Contrário
Não implicará crédito p/ 
compensação com o montante 
devido nas operações ou 
prestações seguintes
Acarretará a anulação do crédito 
relativo às operações anteriores
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9 
 
 
 
Esquema 6 
 
A regra para a alíquota interestadual é de 12%, porém se a operação tem início e nas regiões 
Sul ou Sudeste (exceto Espírito Santo) com destino para as regiões Norte, Nordeste, Centro-
Oeste e Espírito Santo, então a alíquota interestadual será de 7%. 
Esquematizando, temos o seguinte: 
 
Esquema 7 
 
A alíquota interestadual ainda poderá ser de 4%, no caso de transporte aéreo interestadual e 
no caso de operação interestadual com produto importado ou que tenha em sua composição 
mais de 40% de produto importado. Vamos ver isso em um esquema. 
 
 
Esquema 8 
 
CUIDADO! A RSF 13/2012 informa que existem 3 operações que a mercadoria importada 
utilizará a alíquota Interestadual de 7% ou 12% ao invés de 4%: 
➥ Que não tenham similar nacional; 
➥ Bens e mercadorias produzidos em conformidade com os processos produtivos básicos; 
e 
➥ Gás natural. 
 
Salvo Disposição em Contrário dos 
Estados e do DF 
Alíquotas Internas serão maiores ou 
iguais as Alíquotas Interestaduais
➥ Origem Sul e Sudeste (exceto Espírito Santo)
➥ Destino Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo
7%
ALÍQUOTA DE 4%
Transporte Aéreo Interestadual
Operação Interestadual
Com produto importado ou
Composição +40% de 
importado (RSF 13/2012)
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10 
 
 
 
Você sabe o que é DIFAL? É a diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e a 
alíquota interestadual. Ocorre quando o destinatário é consumidor final, podendo ser 
contribuinte ou não, e a operação é interestadual. 
 
 
Esquema 9 
 
Em 2022, na prova para Procurador do Estado do Pará, a banca CEBRASPE cobrou na questão 
#2179234 o antes e depois da Emenda Constitucional 87/15, que alterou a dinâmica doDIFAL, logo vamos esquematizar o assunto para que você não tenha problemas caso venha a 
ser cobrado novamente. 
 
ANTES EC87-2015 
 
 
Esquema 10 
D
IF
A
L
Quando ocorre?
Destinatário 
Consumidor Final
Contribuinte ou não
Localizado em outro 
Estado
Operação 
Interestadual
Alíquota 
Interestadual
A qual Estado caberá 
o DIFAL? Caberá ao Estado de localização do destinatário
Responsável pelo 
recolhimento
Destinatário é 
contribuinte?
Sim, destinatário 
recolhe
Não, remetente 
recolhe
Operação Interestadual
a Consumidor Final
Destinatário não 
contribuinte do ICMS Alíquota Interna
Destinatário contribuinte
do ICMS
Estado de origem: 
alíquota interestadual
Estado de destino: 
DIFAL
✘ NÃO VALE MAIS! ✘ 
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/2179234
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11 
 
 
APÓS EC87-2015 
 
 
 
Durante a Regra de Transição (ADCT) ocorreu a partilha do DIFAL entre os Estados de 
destino e origem, conforme tabela abaixo: 
ANO DESTINO ORIGEM 
2015 20% 80% 
2016 40% 60% 
2017 60% 40% 
2018 80% 20% 
2019 100% 0% 
 
Esquema 11 
Destaca-se que, atualmente, o DIFAL não é mais repartido. Perceba que agora pouco importa 
se o destinatário é contribuinte ou não. 
 
Imunidades em relação ao ICMS: 
➥ não incide sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre 
serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o 
aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações 
anteriores. 
➥ sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica (ou seja, a saída de 
um Estado, em relação a essas operações, é imune). 
➥ sobre o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento 
cambial. 
➥ nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora 
e de sons e imagens de recepção livre e gratuita. 
Operação Interestadual 
a Consumidor Final
Destinatário contribuinte
do ICMS
Estado de origem: 
alíquota interestadual
Estado de destino: 
DIFAL
Destinatário não 
contribuinte do ICMS 
Estado de origem: 
alíquota interestadual
Estado de destino: 
DIFAL
NÃO MUDOU 
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12 
 
 
Vamos ver agora o que a Constituição definiu que caberia ser tratado através de Lei 
Complementar em relação ao ICMS. Trata-se de um rol bastante explorado pelas bancas. 
 
 
Esquema 12 
 
 
Esquema 13 
 
Gostaria de chamar a sua atenção para a súmula 659 do STF: 
“É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações relativas 
à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis 
e minerais do país.” 
Perceba que essa restrição do Esquema 13 é em relação a impostos. 
E
M
 R
E
LA
Ç
Ã
O
 A
O
 IC
M
S
, C
A
B
E
 À
 L
E
I C
O
M
P
LE
M
E
N
T
A
R Definir os seus contribuintes
Dispor sobre Substituição Tributária
Disciplinar o regime de compensação do ICMS
Fixar o local das operações e prestações
Excluir de sua incidência, nas exportações p/ o exterior, serviços e outros 
produtos
Prever casos de manutenção de crédito
Fixar a Base de Cálculo, de modo que o montante do ICMS a integre
Definir os combustíveis e lubrificantes que o ICMS incidirá uma única vez 
(ICMS Monofásico)
Energia Elétrica Minerais
Telecomunicações Combustíveis e Derivados de Petróleo
SÓ PODE INCIDIR ICMS, II, IE
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13 
 
 
 
Esquema 14 
Outro ponto bastante explorado em provas está relacionado às alíquotas do ICMS Monofásico, 
de acordo com a constituição elas serão definidas mediante deliberação dos Estados e DF, 
nos termos de convênio, observando-se o seguinte: 
1. Serão uniformes em todo o território nacional. 
2. Podem ser diferenciadas por produto. 
3. Poderão ser específicas, por unidade de medida adotada, ou ad valorem, incidindo sobre o 
valor da operação ou sobre o preço que o produto ou seu similar alcançaria em uma venda em 
condições de livre concorrência. 
4. Poderão ser reduzidas e restabelecidas, não se lhes aplicando anterioridade anual. 
5. As regras necessárias à aplicação do disposto acerca do ICMS MONOFÁSICO, inclusive as 
relativas à apuração e à destinação do imposto, serão estabelecidas mediante deliberação dos 
Estados e do Distrito Federal, nos termos de convênio do CONFAZ. 
 
 
 
➥ Observada, obrigatoriamente, a distribuição de, no mínimo, 10 pontos percentuais com 
base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, 
considerado o nível socioeconômico dos educandos. 
Esquema 15 
 
 
IC
M
S
 M
O
N
O
F
Á
S
IC
O
Derivados de 
Petróleo ICMS caberá ao Estado onde ocorrer o consumo
Gás Natural e Não 
Derivados de 
Petróleo
A operação é entre 
contribuintes?
Sim, ICMS será repartido
Não, ICMS caberá ao Estado 
de origem
ICMS
Estados ➡ 75%
Municípios ➡ 25%
65%, no mínimo Proporção do Valor 
Adicionado
35%, no máximo Conforme Lei 
Estadual
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14 
 
 
 
RE 330.817, STF: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, (Livros, jornais, periódicos e o 
papel) da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente 
utilizados para fixá-lo. 
RE 970.821, STF: É constitucional a imposição tributária de diferencial de alíquota do ICMS pelo 
estado de destino na entrada de mercadoria em seu território devido por sociedade empresária 
aderente ao Simples Nacional, independentemente da posição desta na cadeia produtiva ou 
da possibilidade de compensação dos créditos. 
RE 572.762, STF: A retenção da parcela do ICMS constitucionalmente devida aos municípios, a 
pretexto de concessão de incentivos fiscais, configura indevida interferência do Estado no 
sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. 
RE 585.535, STF: Não viola o art. 167, IV, da Constituição Federal lei estadual que, ao prever o 
aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, impõe ao 
Chefe do Executivo a divulgação da aplicação dos recursos provenientes desse aumento. 
RE 851.421, STF: É constitucional a lei estadual ou distrital que, com amparo em convênio do 
CONFAZ, conceda remissão de créditos de ICMS oriundos de benefícios fiscais anteriormente 
julgados inconstitucionais. 
ADI 7111, STF: São inconstitucionais normas estaduais que fixam a alíquota do ICMS para 
operações de fornecimento de energia elétrica e serviços de comunicação em patamar superior 
à cobrada sobre as operações em geral. 
Súmula 659, STF: É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre as operações 
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis 
e minerais do país. 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
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15 
 
 
LC 87/96 
01. Competência 
➥ Referência Legal: artigo 1. 
 
Compete aos Estados e ao DF instituir o imposto sobre operações relativas à circulação de 
mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 
 
02. Hipóteses de Incidência 
➥ Referência Legal: artigo 2. 
 
Guarde que a caracterização do FG independe da natureza jurídica da operação que o 
constitua. 
 
O ICMS INCIDE SOBRE: 
 
1. Operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o fornecimento de alimentação e 
bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares. 
2. Prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de 
pessoas, bens, mercadorias ou valores. 
3. Prestações onerosas de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive a geração, a 
emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de 
comunicação de qualquer natureza. 
4. Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidosna 
competência tributária dos Municípios. 
5. Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao ISS, de competência 
dos Municípios, quando a LC aplicável expressamente o sujeitar à incidência do ICMS. 
6. Sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, 
ainda que não seja contribuinte habitual do ICMS, qualquer que seja a sua finalidade. 
7. O serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. 
8. A entrada, no território do Estado destinatário, de petróleo, inclusive lubrificantes e 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados 
à comercialização ou à industrialização, decorrentes de operações interestaduais, cabendo o 
ICMS ao Estado onde estiver localizado o adquirente. 
Todas as hipóteses de incidência são muito importantes, porém esta merece uma 
atenção especial, pois na primeira leitura pode ser confuso de entender. Vamos 
esquematizá-la abaixo. 
 
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16 
 
 
Esquema 16 
OPERAÇÃO INTERESTADUAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SV 32, STF: O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras. 
SV 48, STF: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por 
ocasião do desembaraço aduaneiro. 
RE 912.888, STF: O ICMS incide sobre a tarifa de assinatura básica mensal cobrada pelas 
prestadoras de serviço de telefonia, independentemente da franquia de minutos conferida ou 
não ao usuário. 
SÚMULA 163, STJ: O fornecimento de mercadorias com a simultânea prestação de serviços em 
bares, restaurantes e estabelecimentos similares constitui FG do ICMS a incidir sobre o valor 
total da operação. 
SÚMULA 662, STF: É legítima a incidência do ICMS na comercialização de exemplares de obras 
cinematográficas, gravados em fitas de videocassete. 
SÚMULA 391, STJ: O ICMS incide sobre o valor da tarifa de energia elétrica correspondente à 
demanda de potência efetivamente utilizada. 
ENTRADA
USO, CONSUMO INCIDE
INDUSTRIALIZAÇÃO, 
COMERCIALIZAÇÃO NÃO INCIDE
B 
ADQUIRENTE 
A 
REMETENTE 
SAÍDA 
NÃO INCIDE 
IMUNIDADE 
 
ENTRADA 
DEPENDE DA 
FINALIDADE 
De petróleo, de lubrificante e combustível líquido ou gasoso dele derivados ou de energia 
elétrica. 
 
Jurisprudência Relacionada 
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17 
 
 
RE 606.107, STF: É inconstitucional a incidência da contribuição ao PIS e da COFINS não 
cumulativas sobre os valores recebidos por empresa exportadora em razão da transferência a 
terceiros de créditos de ICMS. 
RE 605.552, STF: No tocante às farmácias de manipulação, incide o ISS sobre as operações 
envolvendo o preparo e o fornecimento de medicamentos encomendados para posterior 
entrega aos fregueses, em caráter pessoal, para consumo; incide o ICMS sobre os 
medicamentos de prateleira por elas produzidos, ofertados ao público consumidor. 
RE 1.003.758, STF: A inadimplência do usuário não afasta a incidência ou a exigibilidade do ICMS 
sobre serviços de telecomunicações. 
RE 1.025.986, STF: É constitucional a incidência do ICMS sobre a operação de venda, realizada por 
locadora de veículos, de automóvel com menos de 12 meses de aquisição da montadora. 
 
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18 
 
 
03. Hipóteses de Não-Incidência 
➥ Referência Legal: artigo 3. 
 
O ICMS NÃO INCIDE SOBRE: 
 
1. Operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. 
2. Operações interestaduais relativas a energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou à 
comercialização. 
3. Operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. 
4. Operações relativas a mercadorias que tenham sido ou que se destinem a ser utilizadas na 
prestação, pelo próprio autor da saída, de serviço de qualquer natureza definido em LC como 
sujeito ao ISS, de competência dos Municípios, ressalvadas as hipóteses previstas na LC. 
5. Operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de propriedade de 
estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie. 
6. Operações decorrentes de alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação efetuada 
pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor. 
7. Operações de arrendamento mercantil, não compreendida a venda do bem arrendado ao 
arrendatário. 
8. Operações de qualquer natureza de que decorra a transferência de bens móveis salvados de 
sinistro para companhias seguradoras. 
9. Serviços de transmissão e distribuição e encargos setoriais vinculados às operações com 
energia elétrica. 
10. Operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários 
e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços. Sendo que, equipara-se as 
operações que destinem ao exterior mercadorias a saída de mercadoria realizada com o fim 
específico de exportação para o exterior, destinada a: 
▸Empresa comercial exportadora, inclusive tradings ou outro estabelecimento da mesma 
empresa; 
▸armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro. 
 
 
 
SÚMULA 573, STF: Não constitui FG do imposto de circulação de mercadorias a saída física de 
máquinas, utensílios e implementos a título de comodato. 
SÚMULA 135, STJ: O ICMS não incide na gravação e distribuição de filmes e videoteipes. 
SÚMULA 350, STJ: O ICMS não incide sobre o serviço de habilitação de telefone celular. 
Jurisprudência Relacionada 
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19 
 
 
SÚMULA 334, STJ: O ICMS não incide no serviço dos provedores de acesso à Internet. 
RE 607.056, STF: O fornecimento de água potável por empresas concessionárias desse serviço 
público não é tributável por meio do ICMS. 
RE 470.932, STF: Não incide correção monetária sobre créditos excedentes de ICMS, vez que 
inexiste previsão na legislação ordinária. 
RE 540.829, STF: Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo 
na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da 
titularidade do bem. 
REsp 1.086.878, STJ: A venda eventual dos bens do ativo fixo da empresa não se constitui FG do 
ICMS. 
REsp 1.321.681, STJ: Não incide ICMS sobre a operação de venda, promovida por agência de 
automóveis, de veículo usado objeto de consignação pelo proprietário. 
SÚMULA 649, STJ: Não incide ICMS sobre o serviço de transporte interestadual de mercadorias 
destinadas ao exterior. 
RE 1.255.885, STF: Não incide ICMS no deslocamento de bens de um estabelecimento para outro 
do mesmo contribuinte localizados em estados distintos, visto não haver a transferência da 
titularidade ou a realização de ato de mercancia. 
RE 627.051, STF: Não incide o ICMS sobre o serviço de transporte de encomendas realizado pela 
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, tendo em vista a imunidade recíproca 
prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. 
AREsp 1.598.445, STJ: O ICMS não incide sobre o serviço de inserção de publicidade e veiculação 
de propaganda em sites da internet. 
 
 
04. Sujeito Passivo 
➥ Referência Legal: artigos 4 e 5. 
 
Sujeito Passivo pode ser: 
➥ Contribuinte; ou 
➥ Responsável. 
 
Acerta do responsável, a Kandir dispõe que a Lei poderá atribuir a terceiros a 
responsabilidade pelo pagamento do imposto e acréscimos devidos pelo contribuinte ou 
responsável, quando os atos ou omissões daqueles concorrerem para o não recolhimento do 
tributo. 
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20 
 
 
 
Esquema 17 
 
Ainda existem casos específicos em que será considerado contribuinte, mesmo sem 
habitualidade ou sem intuito comercial: 
1. Importe mercadorias ou bens do exterior, qualquer que seja a sua finalidade. 
2. Seja destinatária de serviçoprestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no 
exterior. 
3. Adquira em licitação mercadorias ou bens apreendidos ou abandonados. 
4. Adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia 
elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à 
industrialização. 
 
Por fim, em relação ao DIFAL, é ainda contribuinte do ICMS nas operações ou prestações que 
destinem mercadorias, bens e serviços a consumidor final domiciliado ou estabelecido em outro 
Estado, em relação à diferença entre a alíquota interna do Estado de destino e a alíquota 
interestadual: 
➥ DESTINATÁRIO, quando contribuinte. 
➥ REMETENTE, quando destinatário não for contribuinte. 
 
C
O
N
T
R
IB
U
IN
T
E
 D
O
 IC
M
S
Qualquer Pessoa que realize
Com habitualidade; ou
Em volume que caracterize intuito 
comercial
[1] Operação de Circulação de Mercadorias; e
[2] Prestação de Serviço
Transporte Interestadual ou 
Intermunicipal
Comunicação Onerosa
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21 
 
 
05. Substituição Tributária 
➥ Referência Legal: artigos 6 a 10. 
 
Pode-se dizer que existem 3 “tipos” de substituição tributária, a depender do momento em que 
ocorrer o fato gerador. São eles: 
➥ ST Regressiva – ST para trás – Diferimento: grosso modo, ocorre quando o pagamento – 
cobrança – lançamento acontecem em uma etapa posterior ao FG. 
➥ ST Progressiva – ST para frente: grosso modo, ocorre quando o pagamento – cobrança – 
lançamento acontecem em uma etapa anterior ao FG. 
➥ ST Concomitante: grosso modo, ocorre quando o pagamento – cobrança – lançamento 
acontecem junto com o FG. 
 
Vamos esquematizar para facilitar o entendimento: 
 
 
Esquema 18 
 
No próximo esquema vamos ver como se atribui a responsabilidade ao substituto: 
 
Esquema 19 
 
 
➥ Regressiva
➥ Para Trás
➥ Diferimento
COBRANÇA
PAGAMENTO
LANÇAMENTO
➥ Progressiva
➥ Para Frente
Lei Estadual
Poderá atribuir a 
responsabilidade pelo 
pagamento a
Contribuinte ICMS; ou
Depositário a qualquer 
título
Assumirá a condição de 
Substituto Tributário
FATO GERADOR FATO GERADOR 
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22 
 
 
A responsabilidade do Esquema 19 poderá ser atribuída (rol exemplificativo): 
➥ Ao contribuinte que realizar operação interestadual com petróleo, inclusive lubrificantes, 
combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, em relação às operações subsequentes. 
➥ Às empresas geradoras ou distribuidoras de energia elétrica, nas operações internas e 
interestaduais, na condição de contribuinte ou de substituto tributário, pelo pagamento do 
imposto, desde a produção ou importação até a última operação, sendo seu cálculo efetuado 
sobre o preço praticado na operação final, assegurado seu recolhimento ao Estado onde deva 
ocorrer essa operação. 
 
Nas operações interestaduais com as mercadorias de que tratam os itens acima, que 
tenham como destinatário consumidor final, o ICMS incidente na operação será 
devido ao Estado onde estiver localizado o adquirente e será pago pelo remetente. 
 
A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais 
operações ou prestações, sejam antecedentes, concomitantes ou subsequentes, inclusive ao 
valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e 
prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado, que 
seja contribuinte do imposto. 
 
 
Esquema 20 
 
 
Esquema 21 
 
No caso das operações ou prestações ANTECEDENTES, a Kandir define quando o ICMS devido 
será pago pelo responsável. São 3 momentos: 
1. Entrada ou Recebimento da mercadoria, bem ou serviço; 
2. Saída subsequente, ainda que isenta ou não tributada; 
3. Ocorrer qualquer saída ou evento que impossibilite a ocorrência do fato determinante 
do pagamento do ICMS. 
Adoção do Regime de 
Substituição Tributária em 
Operações Interestaduais
Depende de acordo específico
Celebrado pelos Estados interessados
Fato Gerador
Substituição Tributária
Entrada de mercadoria ou bem
No estabelecimento do adquirente ou em 
outro por ele indicado
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23 
 
 
Agora vamos revisar as disposições referentes à base de cálculo das operações em regime de 
substituição tributária. 
 
A MVA será estabelecida com base em preços usualmente praticados no mercado 
considerado, obtidos por levantamento, ainda que por amostragem ou através de 
informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos respectivos 
setores, adotando-se a média ponderada dos preços coletados, devendo os critérios para 
sua fixação ser previstos em lei. 
Esquema 22 
 
Para realizar o cálculo do ICMS, no caso das operações ou prestações subsequentes, é 
interessante seguir a seguinte ordem de cálculo: 
 
1. Encontre o valor do ICMS PRÓPRIO ➞ Alíquota ⨯ Valor da operação ou prestação 
2. Encontre o valor da BC ST ➞ (1 + MVA) ⨯ (BC ICMS PRÓPRIO + Encargos adquirente) 
3. Valor do ICMS ST ➞ (Alíquota ⨯ BC ST) – ICMS PRÓPRIO 
 
 
A MVA não é a única forma de se encontra a BC ST das operações subsequentes, vamos ver 
todas: 
➥ MVA (regra). 
➥ Tratando-se de mercadoria ou serviço cujo preço final a consumidor, único ou máximo, seja 
fixado por órgão público competente, a BC, para fins de ST, será este preço. 
➥ Existindo preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador, poderá a lei 
estabelecer como BC este preço. 
➥ Pauta Fiscal - Em substituição ao disposto no Esquema 22, a BC em relação às operações 
ou prestações subsequentes poderá ser o preço a consumidor final usualmente praticado no 
B
A
S
E
 D
E
 C
Á
LC
U
LO
 -
S
T
Operações ou Prestações 
Concomitantes e 
Antecedentes
Valor da operação ou prestação praticado 
pelo contribuinte substituído
Operações ou Prestações 
Subsequentes
Será o somatório das seguintes parcelas:
Valor da operação ou prestação própria 
realizada pelo substituto tributário ou pelo 
substituído intermediário
Montante dos valores de seguro, de frete e de 
outros encargos cobrados ou transferíveis 
aos adquirentes ou tomadores de serviço
MVA, inclusive lucro, relativa às operações ou 
prestações subsequentes
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24 
 
 
mercado considerado, relativamente ao serviço, à mercadoria ou sua similar, em condições de 
livre concorrência, adotando-se para sua apuração as regras estabelecidas para o 
estabelecimento da MVA. 
 
Resumidamente, temos o seguinte: 
 
 
Esquema 23 
 
 
Guarde que a restituição é assegurada ao contribuinte SUBSTITUÍDO (SUBSTITUTO), quando 
o fato gerador presumido não se realizar. 
 
 
 
 
 
 
Esquema 24 
 
Em relação ao prazo de restituição, existe divergência entre a Kandir ✘ Constituição: 
Constituição Federal de 1988 - Art. 150 (...) § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de 
obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, 
cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial 
restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. 
BC ST 
Operações e Prestações 
Subsequentes
Regra MVA
Uso obrigatório, caso 
exista Preço fixado pelo Estado
Uso facultativo
Preço Sugerido pelo 
fabricante-importador
Pauta Fiscal
Formulado o pedido de restituição, 
o substituído poderá se creditar em 
sua escrita fiscal do valor pedido 
Desde que não haja deliberação no 
prazo de 90 dias
No prazo de 15 dias
Sobrevindo decisão irrecorrível, o 
contribuinte substituído procederá 
ao estorno
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25 
 
 
 
RE 593.849, STF: É devida a restituição da diferença do ICMS pago a mais no regime de substituição 
tributária para frente se a BC efetiva da operação for inferior à presumida. 
SÚMULA 431, STJ: É ilegal a cobrança de ICMS com base no valor da mercadoria submetido ao 
regime de pauta fiscal. 
RE 559.937, STF: É inconstitucional a parte do art. 7º,I, da Lei 10.865/2004 que acresce à base de 
cálculo da denominada PIS/COFINS-Importação o valor do ICMS incidente no desembaraço 
aduaneiro e o valor das próprias contribuições. 
RE 574.706, STF: O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da COFINS. 
RE 593.824, STF: A demanda de potência elétrica não é passível, por si só, de tributação via ICMS, 
porquanto somente integram a base de cálculo desse imposto os valores referentes àquelas 
operações em que haja efetivo consumo de energia elétrica pelo consumidor. 
RE 598.677, STF: A antecipação, sem substituição tributária, do pagamento do ICMS para 
momento anterior à ocorrência do fato gerador necessita de lei em sentido estrito. A 
substituição tributária progressiva do ICMS reclama previsão em lei complementar federal. 
REsp 1.638.772, STJ: É constitucional a inclusão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços - ICMS na base de cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – 
CPRB. 
 
06. Local da Operação - Prestação 
➥ Referência Legal: artigo 11. 
 
 
Esquema 25 
ESTABELECIMENTO
Local privado ou público
Edificado ou não
Próprio ou de terceiro
Onde as pessoas exerçam 
suas atividades
Em caráter permanente 
ou temporário
Onde se encontrem 
armazenadas 
mercadorias
Jurisprudência Relacionada 
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26 
 
 
Guarde as seguintes disposições referentes ao Estabelecimento: 
➥ Na impossibilidade de determinação do estabelecimento, considera-se como tal o local em 
que tenha sido efetuada a operação ou prestação, encontrada a mercadoria ou constatada a 
prestação. 
➥ Considera-se também estabelecimento autônomo o veículo usado no comércio ambulante 
e na captura de pescado; 
➥ Respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular. 
➥ Quando a mercadoria for remetida para armazém geral ou para depósito fechado do 
próprio contribuinte, no mesmo Estado, a posterior saída considerar-se-á ocorrida no 
estabelecimento do depositante, salvo se para retornar ao estabelecimento remetente. 
➥ É autônomo cada estabelecimento do mesmo titular. 
Considerado inconstitucional pelo STF (ADC 49), porém as leis estaduais ainda não 
foram alteradas, cuidado com a literalidade. 
 
MERCADORIA OU BEM 
 
O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do 
estabelecimento responsável, é: 
 
 
➥ o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do FG. 
➥ onde se encontre, quando em situação irregular pela falta de documentação fiscal ou 
quando acompanhado de documentação inidônea, como dispuser a legislação tributária. 
➥ o do estabelecimento que transfira a propriedade, ou o título que a represente, de 
mercadoria por ele adquirida no País e que por ele não tenha transitado. Não se aplica às 
mercadorias recebidas em regime de depósito de contribuinte de Estado que não o do 
depositário. 
➥ importado do exterior, o do estabelecimento onde ocorrer a entrada física. 
➥ importado do exterior, o do domicílio do adquirente, quando não estabelecido. 
➥ aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadoria ou bem 
importados do exterior e apreendidos ou abandonados. 
➥ o do Estado onde estiver localizado o adquirente, inclusive consumidor final, nas 
operações interestaduais com energia elétrica e petróleo, lubrificantes e combustíveis dele 
derivados, quando não destinados à industrialização ou à comercialização. 
➥ o do Estado de onde o ouro tenha sido extraído, quando não considerado como ativo 
financeiro ou instrumento cambial. O ouro, quando definido como ativo financeiro ou 
instrumento cambial, deve ter sua origem identificada. 
➥ o de desembarque do produto, na hipótese de captura de peixes, crustáceos e moluscos. 
 
 
Esquema 26 
http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5257024
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27 
 
 
PRESTAÇÃO ONEROSA DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO 
 
O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do 
estabelecimento responsável, é: 
 
 
➥ o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem, assim entendido o 
da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição, ampliação e recepção. 
➥ o do estabelecimento da concessionária ou da permissionária que forneça ficha, cartão, 
ou assemelhados com que o serviço é pago. 
➥ o do estabelecimento ou domicílio do tomador do serviço, quando prestado por meio de 
satélite. 
➥ onde seja cobrado o serviço, nos demais casos 
➥ tratando-se de serviços não medidos, que envolvam localidades situadas em diferentes 
unidades da Federação e cujo preço seja cobrado por períodos definidos, o imposto devido 
será recolhido em partes iguais para as unidades da Federação onde estiverem localizados o 
prestador e o tomador. 
➥ o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese da utilização, por contribuinte, 
de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a operação 
ou prestação subsequente. 
 
 
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE 
 
O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do 
estabelecimento responsável, é: 
 
 
➥ onde tenha início a prestação. 
➥ onde se encontre o transportador, quando em situação irregular pela falta de 
documentação fiscal ou quando acompanhada de documentação inidônea, como dispuser a 
legislação tributária. 
 
 
DIFAL 
 
O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição do 
estabelecimento responsável, é: 
 
 
➥ (A) o do estabelecimento do destinatário, quando o destinatário ou o tomador for 
contribuinte do imposto. 
➥ (B) o do estabelecimento do remetente ou onde tiver início a prestação, quando o 
destinatário ou tomador não for contribuinte do imposto. 
 
Esquema 28 
Esquema 29 
Esquema 27 
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28 
 
 
Na hipótese item “B” do Esquema 29 (DIFAL), quando o destino final da mercadoria, bem ou 
serviço ocorrer em Estado diferente daquele em que estiver domiciliado ou estabelecido o 
adquirente ou o tomador, o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a 
interestadual será devido ao Estado no qual efetivamente ocorrer a entrada física da 
mercadoria ou bem ou o fim da prestação do serviço. 
 
Na hipótese de serviço de transporte interestadual de passageiros cujo tomador não seja 
contribuinte do imposto: 
➥ o passageiro será considerado o consumidor final do serviço, e o fato gerador considerar-
se-á ocorrido no Estado referido no Esquema 28, conforme o caso, não se aplicando o 
disposto no Esquema 29; e 
➥ o destinatário do serviço considerar-se-á localizado no Estado da ocorrência do fato 
gerador, e a prestação ficará sujeita à tributação pela sua alíquota interna. 
 
Por fim, o local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do ICMS e definição 
do estabelecimento responsável, é tratando-se de serviços prestados ou iniciados no 
exterior, o do estabelecimento ou do domicílio do destinatário. 
 
 
RE 299.079, STF: O ICMS incidente na importação de mercadoria é devido ao Estado onde estiver 
localizado o destinatário jurídico do bem, isto é, o estabelecimento importador. 
RE 665.134, STF: O sujeito ativo da obrigação tributária de ICMS incidente sobre mercadoria 
importada é o Estado-membro no qual está domiciliado ou estabelecido o destinatário legal da 
operação que deu causa à circulação da mercadoria, com a transferência de domínio. 
RE 748.543, STF: Segundo o artigo 155, § 2º, X, b, da CF/1988, cabe ao Estado de destino, em sua 
totalidade, o ICMS sobre a operação interestadual de fornecimento de energia elétrica a 
consumidor final, para emprego em processo de industrialização, não podendo o Estado de 
origem cobrar o referido imposto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jurisprudência Relacionada 
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29 
 
 
07. Momento do Fato Geradore Base de Cálculo 
➥ Referência Legal: artigos 12 a 18. 
 
MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FG BASE DE CÁLCULO 
➥ da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte. ▸ Valor da Operação 
➥ da transmissão a terceiro de mercadoria depositada em 
armazém geral ou em depósito fechado, no Estado do 
transmitente. 
▸Valor da Operação 
➥ da transmissão de propriedade de mercadoria, ou de título 
que a represente, quando a mercadoria não tiver transitado 
pelo estabelecimento transmitente. 
▸ Valor da Operação 
➥ do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços 
não compreendidos na competência tributária dos Municípios. 
▸	Valor da Operação 
➥ do início da prestação de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal, de qualquer natureza. 
▸ Preço do Serviço 
➥ das prestações onerosas de serviços de comunicação, feita 
por qualquer meio, inclusive a geração, a emissão, a recepção, a 
transmissão, a retransmissão, a repetição e a ampliação de 
comunicação de qualquer natureza. 
 
➥ Quando o serviço for prestado mediante pagamento em 
ficha, cartão ou assemelhados, considera-se ocorrido o FG 
ICMS quando do fornecimento desses instrumentos ao usuário. 
▸ Preço do Serviço 
➥ do ato final do transporte iniciado no exterior. 
▸ Valor do Serviço + 
Encargos 
➥ do fornecimento de alimentação, bebidas e outras 
mercadorias por qualquer estabelecimento. 
▸ Valor da Operação 
(mercadoria + serviço) 
➥ do fornecimento de mercadoria com prestação de serviços 
compreendidos na competência tributária dos Municípios e com 
indicação expressa de incidência do imposto de competência 
estadual, como definido na LC aplicável. 
▸ Preço Corrente da 
mercadoria fornecida ou 
empregada 
➥ do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens 
importados do exterior; 
 
▸ Após o desembaraço aduaneiro, a entrega, pelo depositário, 
de mercadoria ou bem importados do exterior deverá ser 
autorizada pelo órgão responsável pelo seu desembaraço, que 
somente se fará mediante a exibição do comprovante de 
pagamento do ICMS incidente no ato do despacho aduaneiro, 
SDC. 
 
▸Na hipótese de entrega de mercadoria ou bem importados do 
exterior antes do desembaraço aduaneiro, considera-se 
ocorrido o FG neste momento, devendo a autoridade 
responsável, SDC, exigir a comprovação do pagamento do ICMS. 
 
 
▸ Somatório: 
+ VM 
+ II 
+ IPI 
+ IOF 
+ Outros impostos, taxas, 
contribuições e despesas 
aduaneiras 
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30 
 
 
MOMENTO DA OCORRÊNCIA DO FG BASE DE CÁLCULO	
➥ do recebimento, pelo destinatário, de serviço prestado no 
exterior. 
▸ Valor da Prestação do 
Serviço, acrescido, se for 
o caso, de todos os 
encargos relacionados 
com a sua utilização 
➥ da aquisição em licitação pública de mercadorias ou bens 
importados do exterior e apreendidos ou abandonados; 
▸ Somatório: 
+ Valor da Operação 
+ II 
+ IPI 
+ Todas as despesas 
cobradas ou debitadas ao 
adquirente 
➥ da entrada no território do Estado de lubrificantes e 
combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia 
elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à 
comercialização ou à industrialização. 
▸ Valor da Operação de 
que decorrer a entrada 
➥ da utilização, por contribuinte, de serviço cuja prestação se 
tenha iniciado em outro Estado e não esteja vinculada a 
operação ou prestação subsequente. 
▸	 Origem: valor da 
operação ou prestação no 
Estado de origem 
▸	 Destino: valor da 
operação ou prestação no 
Estado de destino 
➥ da entrada no território do Estado de bem ou mercadoria 
oriundos de outro Estado adquiridos por contribuinte do imposto 
e destinados ao seu uso ou consumo ou à integração ao seu 
ativo imobilizado. 
▸	 Origem: valor da 
operação ou prestação no 
Estado de origem 
▸	 Destino: valor da 
operação ou prestação no 
Estado de destino 
➥ do início da prestação de serviço de transporte interestadual, 
nas prestações não vinculadas a operação ou prestação 
subsequente, cujo tomador não seja contribuinte do imposto 
domiciliado ou estabelecido no Estado de destino. 
▸Valor da Operação ou o 
Preço do Serviço 
➥ da saída, de estabelecimento de contribuinte, de bem ou 
mercadoria destinados a consumidor final não contribuinte do 
imposto domiciliado ou estabelecido em outro Estado. 
▸ Valor da Operação ou o 
Preço do Serviço 
 
Esquema 30 
 
 
 
 
 
 
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31 
 
 
➥ ATUALIZAÇÃO: Conforme a Lei Complementar 204 de 28/12/23: 
Não se considera ocorrido o fato gerador do imposto na saída de mercadoria de 
estabelecimento para outro de mesma titularidade, mantendo-se o crédito relativo às 
operações e prestações anteriores em favor do contribuinte, inclusive nas hipóteses de 
transferências interestaduais em que os créditos serão assegurados pela: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE FEDERADA DE DESTINO
•Por meio de transferência de crédito, 
limitados aos percentuais estabelecidos 
nos termos de Resolução do Senado 
Federal, aplicados sobre o valor atribuído 
à operação de transferência realizada.
UNIDADE FEDERADA DE ORIGEM
•Em caso de diferença positiva entre os 
créditos pertinentes às operações e 
prestações anteriores e o transferido na 
forma da unidade federada de destino.
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32 
 
 
 
Esquema 31 
 
 
Esquema 32 
 
 
O montante do IPI não 
integra a BC do ICMS
Operação realizada entre contribuintes
Produto destinado à industrialização ou à 
comercialização
Configure FG de ambos os impostos
Integra a BC 
do ICMS
Montante do próprio 
imposto
Constituindo o respectivo 
destaque mera indicação 
para fins de controle
Seguros
Juros
Demais importâncias 
pagas, recebidas ou 
debitadas
Descontos concedidos
✔ Condicional
✘ Incondicional
Frete
Transporte efetuado pelo 
remetente ou por sua 
conta e ordem e cobrado 
em separado
Requisitos Cumulativos 
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33 
 
 
 
Esquema 33 
 
Vamos ver agora a situação da supervalorização do frete. Como o assunto é tratado na Kandir: 
➥ Quando o valor do frete, cobrado por estabelecimento pertencente ao mesmo titular da 
mercadoria ou por outro estabelecimento de empresa que com aquele mantenha relação de 
interdependência, exceder os níveis normais de preços em vigor, no mercado local, para 
serviço semelhante, constantes de tabelas elaboradas pelos órgãos competentes, o valor 
excedente será havido como parte do preço da mercadoria. 
 
Esquema 34 
SITUAÇÃO 3
SITUAÇÃO 2
SITUAÇÃO 1
-
- AUSÊNCIA DE VALOR DA OPERAÇÃO
COMERCIANTE INDUSTRIAL PEG
E
M
P
R
E
S
A
S
 
IN
T
E
R
D
E
P
E
N
D
E
N
T
E
S Uma delas, por si, seus sócios ou acionistas, e respectivos cônjuges ou filhos 
menores, for titular de +50% do capital da outra
Uma mesma pessoa fizer parte de ambas, na qualidade de diretor, ou sócio com 
funções de gerência, ainda que exercidas sob outra denominação
Uma delas locar ou transferir a outra, a qualquer título, veículo destinado ao 
transporte de mercadorias
Preço cobrado em operação + recente 
Na falta, regional 
Na falta, regional 
Não faça vendas 
 
Preço FOB à vista 
Preço corrente no mercado 
atacadista local 
Preço corrente 
no mercado 
atacadista local 
75% do preço 
corrente no 
varejo 
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34 
 
 
Outro ponto importante em relação à base de cálculo é o reajuste de preço: 
➥ Nas operações e prestações interestaduais entre estabelecimentos de contribuintes 
diferentes, caso haja reajuste do valor depois da remessa ou da prestação, a diferença fica 
sujeita ao imposto no estabelecimento do remetente ou do prestador. 
 
Conversão do preço de importação, disposição importantíssima. Vamos ver como é tratada 
na Kandir: 
➥ O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda 
nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do Imposto sobre Importação, 
sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da taxade câmbio até o 
pagamento efetivo do preço. O valor fixado pela autoridade aduaneira para BC do Imposto 
sobre Importação, nos termos da lei aplicável, substituirá o preço declarado. 
 
Arbitramento: 
➥ Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de 
mercadorias, bens, serviços ou direitos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, 
arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as 
declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito 
passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação 
contraditória, administrativa ou judicial. 
 
Por fim, nas prestações sem preço determinado, a BC do imposto é o valor corrente do 
serviço, no local da prestação. 
 
 
SÚMULA 457, STJ: Os descontos incondicionais nas operações mercantis não se incluem na BC 
do ICMS. 
RE 635.688, STF: A redução da BC de ICMS equivale à isenção parcial, o que acarreta a anulação 
proporcional de crédito relativo às operações anteriores, salvo disposição em lei estadual em 
sentido contrário. 
AI 697.323, STF: É constitucional a inclusão, na BC do ICMS, do acréscimo correspondente ao 
financiamento realizado pelo próprio alienante nas vendas a prazo, sempre que integre o valor 
da operação. 
SÚMULA 166, STJ: Não constitui FG do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para 
outro estabelecimento do mesmo contribuinte. 
ADC 49, STF: O deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo titular não 
configura FG da incidência de ICMS, ainda que se trate de circulação interestadual. 
REsp 1.638.772, STJ (2022): É constitucional a inclusão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias 
e Serviços - ICMS na base de cálculo da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta - 
CPRB. 
Jurisprudência Relacionada 
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35 
 
 
08. Creditamento 
➥ Referência Legal: artigos 19 a 23. 
 
O ICMS é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à 
circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual e 
intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou por 
outro Estado. 
Para a compensação, é assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do imposto 
anteriormente cobrado em operações de que tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou 
simbólica, no estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou consumo ou ao ativo 
permanente, ou o recebimento de serviços de transporte interestadual e intermunicipal ou de 
comunicação. 
 
Salvo prova em contrário, presumem-se alheios à atividade do estabelecimento os veículos 
de transporte pessoal. 
Esquema 35 
 
 
 
É vedado o crédito relativo à mercadoria entrada no estabelecimento ou a prestação de 
serviços a ele feita: 
✘ para integração ou consumo em processo de industrialização ou produção rural, 
quando a saída do produto resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto, 
exceto se tratar-se de saída para o exterior. 
✘ para comercialização ou prestação de serviço, quando a saída ou a prestação 
subsequente não forem tributadas ou estiverem isentas do imposto, exceto as 
destinadas ao exterior. 
 
Deliberação dos Estados, através de Convênio da CONFAZ, poderá dispor que não se aplique, 
no todo ou em parte, a vedação prevista. 
 
 
 
 
Não dão direito a crédito
As entradas de mercadorias ou utilização de 
serviços
Resultantes de operações isentas ou não 
tributadas
ou que se refiram a mercadorias ou serviços 
alheios à atividade do estabelecimento
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36 
 
 
Operações tributadas, posteriores a saídas em que o crédito é vedado (acima), dão ao 
estabelecimento que as praticar direito a creditar-se do imposto cobrado nas operações 
anteriores às isentas ou não tributadas sempre que a saída isenta ou não tributada seja relativa 
a: 
✔ produtos agropecuários; e 
✔ quando autorizado em lei estadual, outras mercadorias. 
 
 
CRÉDITO DO ATIVO PERMANENTE 
 
Relativamente aos créditos decorrentes de entrada de mercadorias no estabelecimento 
destinadas ao Ativo Permanente, deverá ser observado: 
 
1. a apropriação será feita à razão de um quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira 
fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento. 
2. em cada período de apuração do imposto, não será admitido o creditamento de que trata o 
item 1, em relação à proporção das operações de saídas ou prestações isentas ou não tributadas 
sobre o total das operações de saídas ou prestações efetuadas no mesmo período. 
3. para aplicação do disposto nos itens 1 e 2, o montante do crédito a ser apropriado será obtido 
multiplicando-se o valor total do respectivo crédito pelo fator igual a 1/48 da relação entre o 
valor das operações de saídas e prestações tributadas e o total das operações de saídas e 
prestações do período, equiparando-se às tributadas, para fins deste inciso, as saídas e 
prestações com destino ao exterior ou as saídas de papel destinado à impressão de livros, 
jornais e periódicos. 
4. o quociente de 1/48 será proporcionalmente aumentado ou diminuído, pro rata die, caso o 
período de apuração seja superior ou inferior a um mês. 
5. na hipótese de alienação dos bens do ativo permanente, antes de decorrido o prazo de 04 
anos contado da data de sua aquisição, não será admitido, a partir da data da alienação, o 
creditamento de que trata este parágrafo em relação à fração que corresponderia ao restante 
do quadriênio. 
6. serão objeto de outro lançamento, além do lançamento em conjunto com os demais créditos, 
para efeito da compensação prevista, em livro próprio ou de outra forma que a legislação 
determinar, para aplicação do disposto nos itens 1 a 5 acima. 
7. ao final do 48º mês contado da data da entrada do bem no estabelecimento, o saldo 
remanescente do crédito será cancelado. 
 
 
 
Fórmula para encontrar o Crédito do Ativo Permanente: 
 
 
 
 
Vamos revisar agora as situações em que o crédito deverá ser estornado. 
 
Crédito Ativo Permanente = ICMS ⨯ 1 ⨯ Op. Tributadas + Exportação + Papel 
 48 Total de Saídas 
Esquema 36 
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37 
 
 
ESTORNO 
 
 O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do ICMS de que se tiver creditado sempre que o 
serviço tomado ou a mercadoria entrada no estabelecimento: 
 
✘ for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou isenta, sendo esta 
circunstância imprevisível na data da entrada da mercadoria ou da utilização do serviço. 
✘ for integrada ou consumida em processo de industrialização, quando a saída do produto 
resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto. 
✘ vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do estabelecimento. 
✘ vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se. 
 
 
 
 
Atenção a estes dois pontos: 
➥ Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser objeto de 
operações ou prestações destinadas ao exterior ou de operações com o papel destinado à 
impressão de livros, jornais e periódicos. 
 
➥ O não creditamento ou o estorno não impedem a utilização dos mesmos créditos em 
operações posteriores, sujeitas ao imposto, com a mesma mercadoria. 
 
 
 
 
Esquema 38 
 
 
 
D
IR
E
IT
O
 D
E
 C
R
É
D
IT
O
Está condicionado à
Idoneidade da documentação
Escrituração no prazo
O direito de utilizar o 
crédito extingue-se
Depois de decorridos 5 anos
Contados da data de emissão do 
documento
Esquema 37 
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38 
 
 
 
AI 487.396, STF: Inexiste ofensa ao princípio da não cumulatividade na hipótese da legislação 
estadual não consentir com a compensação de créditos de ICMS advindos da aquisição de bens 
destinados ao consumo e ao ativo fixo do contribuinte. 
SÚMULA 509, STJ: É lícito ao comerciantede boa-fé aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de 
nota fiscal posteriormente declarada inidônea, quando demonstrada a veracidade da compra e 
venda. 
 
RE 601.967, STF: 
(i) Não viola o princípio da não cumulatividade (art. 155, §2º, incisos I e XII, alínea c, da CF/1988) 
lei complementar que prorroga a compensação de créditos de ICMS relativos a bens adquiridos 
para uso e consumo no próprio estabelecimento do contribuinte; 
(ii) Conforme o artigo 150, III, c, da CF/1988, o princípio da anterioridade nonagesimal aplica-se 
somente para leis que instituem ou majoram tributos, não incidindo relativamente às normas 
que prorrogam a data de início da compensação de crédito tributário. 
RE 603.917, STF: A postergação do direito do contribuinte do ICMS de usufruir de novas hipóteses 
de creditamento, por não representar aumento do tributo, não se sujeita à anterioridade 
nonagesimal prevista no art. 150, III, c, da Constituição. 
RE 628.075, STF: O estorno proporcional de crédito de ICMS efetuado pelo Estado de destino, em 
razão de crédito fiscal presumido concedido pelo Estado de origem sem autorização do 
Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), não viola o princípio constitucional da não 
cumulatividade. 
RE 1.141.756, STF: Observadas as balizas da Lei Complementar nº 87/1996, é constitucional o 
creditamento de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias – ICMS 
cobrado na entrada, por prestadora de serviço de telefonia móvel, considerado aparelho celular 
posteriormente cedido, mediante comodato. 
 
 
09. Apuração 
➥ Referência Legal: artigos 24 a 26. 
 
A legislação tributária estadual disporá sobre o período de apuração do ICMS, sendo que as 
obrigações se consideram vencidas na data em que termina o período de apuração. As 
obrigações são liquidadas por compensação ou mediante pagamento em dinheiro como 
disposto abaixo: 
 
Crédito > Débito ➞ Crédito é acumulado para o mês seguinte 
Crédito

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