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Autores: Prof. José Luis Fernandes
 Prof. Gil Oliveira da Silva Junior
 Profa. Claudia Regina Cortez
 Profa. Núbia Ribeiro da Conceição
Colaboradoras: Profa. Vanessa Santhiago
 Profa. Christiane Mazur Doi
Atletismo: 
Aspectos do Esporte
José Luis Fernandes
Graduado em Educação Física como técnico esportivo, 
cursou especialização e mestrado pela Escola de Educação Física 
da USP. Professor de atletismo e futebol na Universidade de 
São Paulo (USP), Universidade Paulista (UNIP) e Universidade Estadual 
Paulista (Unesp), além de outras faculdades de Educação Física. 
Possui vivência ampla como preparador físico e técnico de futebol 
profissional no Brasil e em vários outros países. Como preparador físico 
e técnico, atuou em vários torneios internacionais com as seleções 
de base do Brasil e as seleções profissionais do Japão, Qatar, Peru e 
também equipes profissionais do Brasil, Peru, Qatar e Emirados Árabes 
Unidos. Disputou as seguintes competições: Campeonato Mundial 
Sub‑20 da Fifa, Copa do Golfo e da Ásia de seleções profissionais, 
Copa Libertadores da América, Campeonato Brasileiro, Copa do 
Brasil e campeonatos estaduais com equipes, tendo conquistado 
vários títulos nacionais e internacionais em todos os países onde 
trabalhou. Autor de numerosos artigos em revistas especializadas e 
palestrante em congressos, seminários e cursos de especialização no 
Brasil e no exterior.
Gil Oliveira da Silva Junior
Graduado em Educação Física pela Universidade Presbiteriana 
Mackenzie (2007) e mestre em Treino Desportivo para Crianças e 
Jovens pela Universidade de Coimbra (2011), em Portugal, título 
reconhecido pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade 
de São Paulo (EEFE‑USP). Trabalha no treinamento esportivo de 
pessoas com deficiência e alto rendimento na modalidade remo. 
Desde 2012, é docente na Universidade Paulista (UNIP), além de atuar 
com ensino  do esporte, aprendizagem e desenvolvimento motor e 
crescimento e desenvolvimento humano.
Claudia Regina Cortez
Mestre em Educação pelo Centro Universitário Salesiano (Unisal), 
pós‑graduada em Handebol pela Universidade de São Paulo (USP) e 
Educação Física Infantil pela Universidade Metropolitana de São Paulo 
(Unimesp), está cursando o 7º semestre de Farmácia na Universidade 
Paulista (UNIP). Ex‑atleta de handebol, atuou pela Seleção Paulista 
de Handebol e Seleção de Guarulhos de Handebol de 1983 a 1995. 
Tem inúmeros títulos de campeã paulista de handebol e nos Jogos 
Regionais e Abertos de Handebol, foi vice‑campeã brasileira. Desde 
2009, é docente na Universidade Paulista (UNIP) nos cursos de 
Educação Física e Biomedicina. Sua área de especialidade abrange o 
ensino dos jogos esportivos coletivos e individuais durante o processo 
de iniciação esportiva, tendo produzido e orientado diversos trabalhos 
com o ensino dos esportes.
Núbia Ribeiro da Conceição
Doutoranda em Estudos Socioculturais e Comportamentais da 
Educação Física e Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte 
da Universidade de São Paulo (EEFE‑USP, 2021‑2025), mestre em 
Ciências da Motricidade (2017‑2019) e bacharel em Educação Física 
(2013‑2016) pelo Instituto de Biociências (IB), da Universidade 
Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro. Desenvolve pesquisa 
acadêmica em controle motor com ênfase na doença de Parkinson 
e estimulação cerebral não invasiva. Ex‑atleta de handebol com 
passagem pelos clubes Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa 
(2004‑2009) e Associação Atlética do Banco do Brasil (2010‑2017), 
árbitra de handebol pela Federação Paulista de Handebol (2012) e 
professora adjunta da Universidade Paulista (UNIP).
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
F363f Fernandes, José Luis.
Atletismo: Aspectos do Esporte / José Luis Fernandes, et al. – São 
Paulo: Editora Sol, 2024.
132 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517‑9230.
1. Atletismo. 2. Provas. 3. Corrida. I. Fernandes, José Luis. II. Silva, 
Junior Gil Oliveira da. III. Cortez, Claudia Regina. IV. Conceição, Núbia 
Ribeiro. V. Título.
CDU 796.422
U520.02 – 24
Professores conteudistas: José Luis Fernandes / Gil Oliveira da Silva Junior / 
Claudia Regina Cortez / Núbia Ribeiro da Conceição 
Profa. Sandra Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Material Didático
Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
Projeto gráfico: Revisão:
 Prof. Alexandre Ponzetto Lucas Ricardi
 Aline Ricciardi
Sumário
Atletismo: Aspectos do Esporte
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 HISTÓRICO DO ATLETISMO .............................................................................................................................9
1.1 Atletismo no Brasil ............................................................................................................................... 13
1.2 Principais competições e resultados do Brasil na modalidade .......................................... 15
2 CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICIDADE DO ATLETISMO .......................................................................... 22
3 PROVAS DE PISTA ............................................................................................................................................ 27
3.1 A pista de atletismo............................................................................................................................. 27
3.2 Classificação das provas de corridas ............................................................................................ 29
3.2.1 Organização .............................................................................................................................................. 29
3.2.2 Desenvolvimento .................................................................................................................................... 30
3.2.3 Ritmo das provas .................................................................................................................................... 31
3.2.4 Esforço fisiológico .................................................................................................................................. 31
4 TÉCNICA DAS CORRIDAS .............................................................................................................................. 31
4.1 Corridas rasas ......................................................................................................................................... 32
4.2no plano horizontal para a lateral, deslizando no ar, tendo a mesma trajetória do corpo. 
Após a passagem do centro de gravidade pela barreira e apoio da perna de ataque, a perna de 
passagem segue à frente para dar prosseguimento à corrida com uma passada ampla.
• Braços: são utilizados na forma de oposição às pernas de ataque e de passagem. Assim, a perna 
que vai à frente (perna de ataque) e o braço contrário acompanham a perna que está atrás (perna 
de passagem).
• Tronco: quando a perna de ataque busca seu posicionamento para iniciar a transposição, o tronco 
começa a se inclinar sobre essa perna, formando um movimento do tipo canivete. Quanto mais 
fechado for esse ângulo, mais facilitada será a transposição. Após a passagem, o tronco volta a se 
elevar, buscando a posição para a corrida.
Figura 25 – Transposição da barreira, coordenação de tronco e braços
Disponível em: http://tinyurl.com/3xyw867u. Acesso em: 27 fev. 2024.
As barreiras são confeccionadas em alumínio ou aço fundido. A barra deve ser pintada em cores 
contrastantes, como preto e branco, e seu peso é de 11 kg.
No transcorrer da prova, o atleta não é punido se tocar ou derrubar a barreira, a não ser que o faça 
com a mão, o corpo ou a parte superior da perna dianteira ou então que a queda cause obstrução a 
outro atleta. Durante todo o percurso, o competidor deve se manter em sua própria raia.
43
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 26 – Ataque à barreira
Disponível em: https://tinyurl.com/mww2w4sf. Acesso em: 27 fev. 2024.
Ao derrubar a barreira, normalmente o barreirista não leva nenhuma vantagem. Na verdade, tal ação 
pode implicar no aspecto coordenativo para o ataque às demais barreiras, bem como levar à perda de 
sincronismo e velocidade.
Al
tu
ra
70
 m
m
 ±
 5
 m
m
0,225 m min.
1,19 m ± 0,01 m
0,01 m – 0,025 cm
Final do top arredondado
0,70 m máx.
Figura 27 – Barreira
44
Unidade I
4.2.5 Corridas com obstáculo
No atletismo também se disputa a corrida com obstáculos, prova de 3.000 m para homens e 
mulheres. Ao longo de 3 mil metros de percurso, os atletas devem passar 28 vezes por obstáculos de, no 
mínimo, 3,94 m de comprimento e que ocupam a largura de cerca de três raias. Também devem saltar 
sete vezes sobre o fosso de água.
Todos os competidores passam pelo mesmo obstáculo, diferentemente da corrida com barreiras, em 
que cada raia tem suas próprias unidades para cada atleta.
Na corrida de obstáculos, além do travessão, que é uma peça única para todas as raias, há também 
um fosso de água, com 50 cm de profundidade máxima, para ultrapassar. É permitido pisar no topo do 
aparelho e no espelho d’agua.
Figura 28 – 3.000 m com obstáculos
Disponível em: https://tinyurl.com/y4yxzy9h. Acesso em: 27 fev. 2024.
Na prova masculina, o obstáculo tem 0,9 m de altura; já no feminino, 0,76 m.
As mulheres começaram a competir em Jogos Olímpicos somente a partir da edição de Pequim, 
em 2008.
4.2.6 Corridas de revezamento
A corrida de revezamento, como o nome já sugere, tem como principal característica o revezamento 
no transporte de um bastão entre os corredores durante a corrida. É a única prova no atletismo 
realizada em equipe.
45
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A corrida de revezamento consiste em provas rasas, ou seja, em que não há obstáculos na pista a 
serem franqueados. São provas de velocidade, cujos formatos em pista são de 4×100 m e 4×400 m, com 
regras e características específicas.
Essas provas têm uma dinâmica parecida, em que grupos de quatro atletas se revezam entre si durante 
a corrida. Eles percorrem uma distância semelhante (100 ou 400 m) conduzindo um bastão oco de 
28 a 30 cm de comprimento e de 12 a 13 cm de circunferência que deve pesar 50 g e ter uma cor que possa 
ser vista facilmente durante a corrida. Cada corredor é responsável pela realização de ¼ da prova. Assim, 
o primeiro atleta parte da posição inicial (abaixado e utilizando o bloco de saída, obrigatoriamente) já 
empunhando o bastão, que deve ser transmitido ao corredor seguinte em momento específico da prova.
Figura 29 – Corrida de revezamento
Disponível em: https://tinyurl.com/47jsw772. Acesso em: 27 fev. 2024.
O bastão deve passar de mão em mão pelos quatro corredores, o que caracteriza o revezamento. 
A passagem do bastão deve ser realizada no interior de uma área especial dentro da pista, que é 
denominada zona de passagem ou zona de revezamento e marcada dentro da raia na qual cada equipe 
está correndo. Essa região tem uma distância de 20 m, que é medida 10 m antes e 10 m depois da 
distância a ser percorrida por cada um dos atletas.
Portanto, na prova de 4×100 m, existem três zonas de passagem: a primeira é utilizada pelo primeiro 
e o segundo corredor; a segunda, pelo segundo e o terceiro corredor; e a última, para a entrega do 
bastão do terceiro para o quarto corredor, que finaliza a prova. Ao corredor que vai receber o bastão, 
é permitido iniciar sua corrida a 10 m antes do início da zona de passagem. Essa zona de 10 m que 
antecede à de passagem é chamada de zona opcional.
46
Unidade I
Figura 30 – Zona de passagem
Disponível em: https://tinyurl.com/4kh36vvr. Acesso em: 27 fev. 2024.
Antes da zona opcional, existe uma marca pessoal feita por cada corredor usando uma fita adesiva, 
que foi definida com treinamento e serve como referência para o receptor como um sinal para ele iniciar 
sua corrida dentro da zona opcional.
O receptor prepara‑se no início da zona opcional, em posição de arranque, e fica olhando para o 
companheiro que está chegando; quando este passar pelo handcap, ele inicia sua corrida e não olha 
mais para trás. É uma zona de aceleração. Quando os dois atletas estão na zona de passagem, eles estão 
em velocidade idêntica para realizar a passagem sem perder tempo, ou seja, na maior velocidade entre 
ambos. Isso envolve muito treino.
A prova de 4×100 m é totalmente balizada, o que determina que a equipe deve correr a prova inteira 
dentro de sua própria raia. Já a prova de 4×400 m é parcialmente balizada. O primeiro corredor da 
equipe corre seus 400 m dentro de sua raia, e o segundo corre balizado até o fim da primeira curva da 
sua raia. Então, a prova deixa de ser balizada e os demais corredores da equipe (terceiro e quarto) correm 
livremente pela pista para concluírem a prova.
Em 2017, a WA introduziu nas provas de revezamento a prova de 4×400 m misto, na qual a equipe 
é composta de dois homens e duas mulheres. Cada um deles corre uma volta inteira na pista (400 m) na 
ordem em que desejarem.
A primeira prova oficial desse revezamento foi oficialmente disputada no Campeonato Mundial de 
Atletismo de 2019, em Doha, Qatar, e introduzida nos Jogos Olímpicos em Tóquio 2020, disputados em 2021.
Todas as equipes que correram no Mundial de Revezamento de 2017 nas Bahamas escolheram a 
ordem H‑M‑M‑H. No Mundial de Atletismo de Doha, em 2019, todos escolheram a mesma ordem, com 
exceção do revezamento polonês, que optou por H‑H‑M‑M. Por ter esse formato novo de disputa, ainda 
teremos uma evolução na técnica e distribuição dos corredores.
47
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Portanto, quando falamos em revezamento 4×400 m, podemos definir como uma prova masculina, 
feminina e mista.
Handcap
Zona 
opcional
Raia Raia
Zona de 
passagem
2
2
21 1
1
Segunda 
zona
Terceira 
zona
Linha de 
saída/chegada
Raia 1
Primeira 
zona
Figura 31 – Marcação na pista da zona de passagem dos 4×100 m
Zona de passagem 
4 x 400 m
Chegada 
e saída
Raia 1
Figura 32 – Zona de passagem do 4×400 m
4.2.6.1 Técnica do revezamento
A passagem do bastão é um dos momentos cruciais das provas de revezamento, o que requer 
muito entrosamento da equipe, treinamento exaustivo, sincronismo e uma técnica aliada a todos os 
componentes da equipe.
48
Unidade I
Formas de passagem do bastão
Temos basicamente duas formas para essa passagem:
• Passagem não visual ou “às cegas”: recebe essa denominação porque a passagem e a recepção 
do bastão são feitas sem que o corredor da frenteolhe para seu companheiro que está chegando 
para lhe entregar o bastão. É usada nos revezamentos rápidos, como é o caso do 4×100 m. Os dois 
atletas correm em velocidade máxima, e se o indivíduo da frente precisar olhar para trás, terá de 
diminuir a velocidade, comprometendo o resultado da equipe.
• Passagem visual: utilizada nos revezamentos mais longos, haja vista a troca não exigir uma 
rapidez máxima como no caso anterior. O corredor que está chegando com o bastão faz sua 
aproximação mais lenta porque se desgasta após o esforço despendido durante sua corrida. Ele 
chega mais lentamente, e assim o receptor do bastão também começa sua corrida de modo mais 
lento. Para não “escapar”, olha para trás e observa o companheiro que está chegando com o fito 
de ter tempo suficiente para acelerar e receber o bastão dentro dos limites da zona de passagem.
Além da forma como é feito o revezamento, é imperioso considerar os movimentos efetuados pelos 
dois atletas para realizar a passagem do bastão sem perder tempo e também não correr o risco de o 
bastão cair da mão ao ser entregue.
Estilo de passagem do bastão
As técnicas de passagem, bem como outros aspectos das provas de revezamento, estão em constante 
evolução e sempre são testados novos formatos em busca de melhores resultados e recordes.
Atualmente, temos três estilos de passagem do bastão: a ascendente, com troca de mãos; a 
descendente; e a passagem horizontal. Cada equipe de corredores escolherá o estilo que vai se encaixar 
para melhora do desempenho na prova.
• Passagem ascendente
É o estilo mais antigo dos três. As equipes profissionais quase não o utilizam, mas ele é mais fácil 
para os iniciantes. Recebe esse nome porque o movimento da mão do corredor que faz a entrega é de 
baixo para cima, ou seja, é um movimento ascendente que identifica o estilo.
Para receber o bastão, o corredor da frente estende o braço para trás, colocando a mão com a palma 
voltada para o companheiro. Fica com os dedos unidos e apontados para o chão, menos o polegar, que 
fica voltado para dentro.
Quando a mão estiver preparada, o corredor de trás estende seu braço e faz um movimento de 
baixo para cima, colocando a extremidade do bastão na mão do companheiro entre o dedo indicador e 
o polegar. Imediatamente após estar com o bastão na mão, esse corredor o transfere para a outra mão 
para posicioná‑lo de forma adequada e entregá‑lo ao corredor seguinte.
49
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 33 – Passagem ascendente
Dessa maneira, se o primeiro corredor estiver correndo com o bastão na mão direita, entrega‑o na 
mão esquerda do segundo, e este troca de mão e também vai correr com o bastão na mão direita, e 
assim sucessivamente, até o último corredor.
Todos correm com o bastão na mão direita. Portanto, todos os corredores fazem o mesmo gesto em 
uma mesma sequência, ou seja, a ação é uniforme entre os quatro atletas. Esse mecanismo identifica o 
método de passagem do bastão, conhecido como método uniforme.
• Passagem descendente
A mais usada pela maioria das equipes e recebe essa denominação porque o movimento de entrega 
do bastão é feito de cima para baixo, ou seja, através de um movimento descendente do bastão, até a 
mão do receptor.
Para receber o bastão, o corredor da frente estende seu braço para trás, colocando‑o voltado para 
seu companheiro, com a palma da mão voltada para cima e com os dedos unidos apontados para trás, 
com a exceção do polegar, que fica voltado para dentro. Quando isso acontece dentro da zona de 
passagem, o corredor de trás coloca a extremidade livre do bastão na mão do corredor da frente, que o 
agarra e segue correndo com ele, e não precisa transferi‑lo para a outra mão como na técnica anterior.
50
Unidade I
Figura 34 – Passagem descendente
Como não há a troca de mão ao transportar o bastão durante a corrida, a sequência das entregas 
e recepções do bastão é feita de forma alternada, ou seja, se o primeiro atleta correr com ele na mão 
direita, deverá entregá‑lo na mão esquerda do segundo, que corre com o bastão na mão esquerda 
e o entrega na mão direita do terceiro, e assim até o último corredor, sempre alternando a mão que 
leva o bastão.
Essa sequência define o método de passagem utilizado pela equipe, que é denominado método alternado.
• Passagem horizontal
É semelhante à passagem descendente em quase todos os sentidos. A única diferença é que, ao 
entregar o bastão, o movimento do braço de quem o entrega é feito como se estivesse empurrando 
o bastão para a mão do companheiro, portanto, através de um movimento de trás para frente no 
sentido horizontal.
Figura 35 – Passagem horizontal
51
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
4.3 Regras básicas de competição das corridas
• Corrida de velocidade:
— Blocos de partida: devem ser usados em todas as corridas até 400 m (inclusive).
— Vozes de comando: “Aos seus lugares”, “Pronto” e “Tiro”.
— Na posição de “Aos seus lugares”, em cinco apoios, os dedos não podem calcar ou transpor a 
linha de partida.
— Se um concorrente levantar a mão ou o pé das marcas depois da voz de “Prontos”, fará 
falsa partida.
— Sempre que um concorrente abandona o seu lugar antes de ser dado o sinal de partida (“Tiro”), 
faz falsa partida.
— Não é permitida nenhuma falsa partida. O atleta que cometa a falsa partida é 
desqualificado da prova.
— Do princípio ao fim da corrida, um atleta deve correr em sua raia, sem invadir a raia adversária; 
se isso acontecer, será desclassificado.
• Corrida de meio fundo e fundo:
— Nessas provas não são utilizados os blocos de partida.
— Na prova de 800 m, que é uma prova parcialmente balizada, os atletas iniciam‑na cada qual 
em sua baliza. Ao término da primeira curva, abandonam esse balizamento, podendo invadir 
outras raias, e normalmente se utilizam das balizas mais internas (percurso menor).
• Corrida com barreiras:
— Provas balizadas do início ao final.
— O atleta não é penalizado se derrubar as barreiras, somente será penalizado se o fizer de 
forma proposital.
• Corrida de revezamento:
— Cada zona de passagem deve ter 20 m de comprimento e com as seguintes medidas: 10 m 
antes e 10 m depois da linha de saída e chegada de cada distância a ser percorrida.
— A prova do revezamento 4×100 m é corrida inteiramente em raias.
52
Unidade I
— No revezamento 4×400 m, a primeira volta é corrida totalmente balizada e a segunda até o 
fim da primeira curva, onde deve haver uma linha inclinada indicando o fim do balizamento 
(raia livre).
— No revezamento de 4×100 m, com exceção do primeiro corredor, todos os atletas podem 
começar a correr até 10 m (zona opcional) antes da zona de passagem.
— No revezamento 4×400 m, não será permitido o início da corrida antes da zona de 
passagem do bastão.
— O bastão deve ser um tubo liso oco, de forma circular, feito de material rígido, com o 
comprimento mínimo igual a 28 cm e o máximo de 30 cm, com 50 g de peso.
— O bastão deve ser carregado na mão durante toda a prova. Se for derrubado, deverá ser 
recuperado pelo integrante que o derrubou. Ele pode sair de sua raia para pegar o bastão, 
desde que não atrapalhe o adversário a continuar a corrida.
— Os competidores, antes de receber ou após a passagem do bastão, deverão permanecer em 
suas raias ou zonas até que o curso esteja livre para não prejudicar outros integrantes. Caso 
fique comprovado algum prejuízo nessa situação, a equipe será desclassificada.
53
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
 Resumo
Nesta unidade, conhecemos algumas provas do atletismo e vimos o 
quanto sua origem se confunde com a história da humanidade. Pudemos 
verificar que muitas dessas provas foram trazidas ao nosso país com a 
chegada dos imigrantes.
Abordamos as diferentes divisões que existem na modalidade, com suas 
provas de pista, campo, combinadas, de rua etc. Vimos o quão abrangente é 
essa modalidade e demonstramos que ela pode ser praticada por diferentes 
públicos, dependendo do objetivo a ser estabelecido.
Enfatizamos as provas de pista, provasrasas, provas com barreiras, 
provas com obstáculos e revezamentos, comentando sobre as características 
relacionadas a cada uma delas e seus aspectos técnicos e táticos.
Finalizamos a unidade comentando sobre as principais regras das provas 
de pista dentro do disposto na CBAt e na WA.
54
Unidade I
 Exercícios 
Questão 1. Leia o texto a seguir:
Atletismo
Figura 36
Para o ser humano, aprender a caminhar e, posteriormente, a correr e a saltar são manifestações 
tão naturais quanto aprender a falar, a gesticular ou a manifestar sentimentos. Nesse sentido, é natural 
que o atletismo, com suas provas de corrida, saltos e arremessos, seja a manifestação esportiva mais 
antiga do mundo.
Embora os primeiros registros de competições organizadas datem de 776 a.C., quando os gregos 
passaram a se reunir para disputar os Jogos Olímpicos, há indícios de que provas de atletismo já eram 
realizadas entre os egípcios e outras civilizações da Ásia antes das Olimpíadas gregas.
Nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, o “stadium” converteu‑se na primeira disputa oficial. A prova 
consistia em uma corrida de aproximadamente 192 metros. Em 776 a.C., foi vencida por Coroebus, que, 
assim, imortalizou seu nome como o primeiro campeão olímpico da história.
Com a invasão dos romanos à Grécia, em 456 a.C., a disputa dos Jogos Olímpicos perdeu força 
gradualmente até chegar a um ponto em que a competição era vista como meras disputas de combates. 
Assim, em 393 a.C., ocorreu a última edição das Olimpíadas da Antiguidade, após 293 edições.
O moderno formato do atletismo, com provas que englobavam uma variedade de provas de 
corrida, saltos, arremessos e eventos combinados, voltou a ganhar força no fim do século 19, quando 
escolas e academias militares passaram a incorporar esportes e exercícios como parte dos programas 
educacionais. Essa prática levou à organização de competições, que remontam a 1840, em Shropshire, 
na Inglaterra, a primeira de que se tem notícia no século 19. Na década de 1880, competições passaram 
a ser disputadas nos Estados Unidos, na Inglaterra e nos demais países da Europa, bem como em 
várias outras nações desenvolvidas.
55
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Em 1896, com a disputa da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, o atletismo ganhou 
força e sua prática difundiu‑se em todo o mundo nas décadas seguintes, sendo reforçada a partir de 
1912, com a fundação da Federação Internacional de Atletismo (IAAF).
Disponível em: https://tinyurl.com/p3df5axz. Acesso em: 20 fev. 2024.
Com base na leitura, avalie as afirmativas:
I – Pelas suas características, semelhantes a manifestações naturais do ser humano (como caminhar), 
o atletismo é um dos esportes mais antigos do mundo.
II – Antes das primeiras competições organizadas pelos gregos, por volta de 776 a.C., as provas de 
atletismo nunca haviam sido praticadas.
III – As provas de atletismo realizadas atualmente são idênticas às praticadas nos Jogos Olímpicos 
da Grécia Antiga, por volta de 700 a.C.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa A.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: segundo o texto, “para o ser humano, aprender a caminhar e, posteriormente, a correr e a 
saltar são manifestações tão naturais quanto aprender a falar, a gesticular ou a manifestar sentimentos”. 
Logo, “nesse sentido, é natural que o atletismo, com suas provas de corrida, saltos e arremessos, seja a 
manifestação esportiva mais antiga do mundo”.
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: segundo o texto, “embora os primeiros registros de competições organizadas datem de 
776 a.C., quando os gregos passaram a se reunir para disputar os Jogos Olímpicos, há indícios de que provas 
de atletismo já eram realizadas entre os egípcios e outras civilizações da Ásia antes das Olimpíadas gregas”.
56
Unidade I
III – Afirmativa incorreta.
Justificativa: segundo o texto, o moderno formato do atletismo tem “provas que englobavam uma 
variedade de provas de corrida, saltos, arremessos e eventos combinados”. Isso difere as provas atuais 
das praticadas nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga.
Questão 2. Vimos, no livro‑texto, que as provas de pista têm como principal característica as corridas, 
abarcando distâncias que se iniciam em 100 m e vão até 10.000 m.
Em relação às provas de pista, avalie as afirmativas:
I – As provas rasas limitam‑se a 800 m.
II – Há provas com barreiras de 400 m, tanto para a modalidade masculina quanto para a 
modalidade feminina.
III – As provas de revezamento são de 4×100 m (feminino e masculino) e de 4×400 m (misto).
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa D.
Análise da questão
Em relação às provas de pista, temos o que segue:
• As provas rasas são: 100 m, 200 m, 400 m, 800 m, 1.500 m e 10.000 m.
• As provas com barreiras são: 100 m (feminino), 110 m (masculino) e 400 m (masculino e feminino).
• A prova com obstáculo é: 3.000 m.
• As provas de revezamento são: 4×100 m (feminino e masculino) e 4×400 m (misto).Corridas de velocidade ....................................................................................................................... 33
4.2.1 Fases da corrida ....................................................................................................................................... 34
4.2.2 Corridas de meio fundo ....................................................................................................................... 37
4.2.3 Corridas de fundo ................................................................................................................................... 38
4.2.4 Corridas com barreiras .......................................................................................................................... 39
4.2.5 Corridas com obstáculo ....................................................................................................................... 44
4.2.6 Corridas de revezamento ..................................................................................................................... 44
4.3 Regras básicas de competição das corridas .............................................................................. 51
Unidade II
5 PROVAS DE CAMPO........................................................................................................................................ 57
5.1 O campo das provas ............................................................................................................................ 57
5.2 Provas de salto ...................................................................................................................................... 57
5.2.1 Saltos horizontais ................................................................................................................................... 58
5.2.2 Saltos verticais ......................................................................................................................................... 64
5.2.3 Regras básicas dos saltos ..................................................................................................................... 76
5.3 Arremesso de peso ............................................................................................................................... 82
5.4 Lançamento de disco .......................................................................................................................... 88
5.5 Lançamento de dardo ......................................................................................................................... 91
5.6 Lançamento de martelo .................................................................................................................... 95
5.7 Regras básicas do arremesso e lançamentos ............................................................................ 97
6 PROVAS COMBINADAS ...............................................................................................................................102
6.1 Heptatlo .................................................................................................................................................102
6.2 Decatlo ....................................................................................................................................................103
6.3 Regras básicas das provas combinadas .....................................................................................104
7 PROVAS DE RUA ............................................................................................................................................105
7.1 Maratona ...............................................................................................................................................105
7.1.1 Regras básicas da maratona .............................................................................................................107
7.2 Marcha atlética ...................................................................................................................................108
7.2.1 Regras básicas da marcha atlética ................................................................................................. 113
8 ETAPAS DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM E TREINAMENTO DO ATLETISMO ....................116
8.1 Fatores de desempenho ...................................................................................................................118
8.1.1 Provas de pista .......................................................................................................................................119
8.1.2 Provas de campo ...................................................................................................................................121
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APRESENTAÇÃO
Esta disciplina estuda as técnicas e as regras básicas de competição das provas que compõem o 
atletismo, bem como apresenta a metodologia para o ensino dessa modalidade esportiva com seus 
respectivos estilos.
Este livro‑texto pretende munir o aluno de instrumentos para aplicar conhecimentos sobre os 
conceitos aqui abordados e relacioná‑los ao desenvolvimento motor individual, com ênfase nas 
ações motoras envolvidas na execução dos elementos básicos da modalidade, nas variações acerca dos 
diferentes formatos da modalidade, na formação do cidadão, na cooperação e nos aspectos técnicos e 
táticos. Além disso, visa valorizar o atletismo como esporte de base e reconhecer seu valor filosófico, 
educacional, social, na saúde e, também, como esporte de rendimento.
Deseja‑se capacitar o professor de Educação Física formado pela UNIP a conhecer e saber utilizar 
a modalidade de atletismo como um instrumento da manifestação esportiva, explorando suas 
possibilidades sociais e educacionais. Conhecer, vivenciar e refletir sobre a prática do atletismo enquanto 
prática social e educativa, apresentando os aspectos pedagógicos e metodológicos básicos, também são 
objetivos desta disciplina.
Diante do exposto, esperamos que você possa aproveitar o conteúdo desta publicação e que ela 
contribua para sua formação acadêmica.
Boa leitura!
INTRODUÇÃO
Este livro‑texto tem como princípio fundamental a compreensão da modalidade de atletismo, 
a fim de que esse esporte seja entendido como uma estratégia importante para o desenvolvimento 
humano, visto como um fenômeno social, cultural e político. Para isso, apresentaremos as 
abordagens teórico‑metodológicas de ensino da modalidade. Almeja‑se clarificar os procedimentos 
didático‑pedagógicos relativos às fases de iniciação e de aperfeiçoamento do treinamento técnico ao 
tático, incluindo todas as provas que a modalidade preconiza.
As abordagens a serem apresentadas objetivam uma melhor compreensão da modalidade e os 
formatos a serem apresentados corroboram para a formação do professor de Educação Física, bem 
como propõem reflexões sobre as formas de trabalho a serem utilizadas em suas práticas profissionais.
Com base nesses propósitos, na unidade I, inicialmente faremos uma breve explanação histórica 
da modalidade e da sua importância para a história da humanidade, pois com ela tem uma ligação 
direta e configura‑se como precursora de outras práticas esportivas. Seguiremos com a classificação 
e a especificidade do esporte. Finalizaremos dividindo o atletismo em provas de pista e de campo, 
explorando os diferentes tipos de prova, bem como suas estruturas nas diferentes manifestações.
8
Iniciaremos a unidade II abordando as provas de campo, as provas combinadas e as provas de rua, 
utilizando os conceitos básicos que as regem para compreender as diferenças inerentes a cada prova. 
Enfatizaremos as etapas do processo de ensino‑aprendizagem e o treinamento no atletismo. Findaremos 
a unidade com os fatores de desempenho determinantes para a prática do atletismo, apresentando as 
características físicas predominantes nos atletas da modalidade, as diferenças básicas das provas e suas 
exigências nos aspectosfísico, técnico e tático.
Desse modo, pretendemos que o aluno compreenda os aspectos conceituais e estruturais do atletismo 
e suas aplicações, a fim de que ele possa refletir e analisar as diversas abordagens metodológicas aplicadas 
ao ensino da modalidade e, com isso, entenda o processo de aprendizagem de forma interdisciplinar.
Bom estudo!
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Unidade I
1 HISTÓRICO DO ATLETISMO
A história da humanidade se confunde com as origens do atletismo. Sempre que lemos algo 
relacionado aos primórdios da humanidade, nos deparamos com práticas de algumas provas do 
atletismo. Vemos nossos ancestrais, que, para sobreviverem, executavam no dia a dia atividades 
naturais: andar longas distâncias em busca de alimentos, correr atrás de vários tipos de animais ou 
para fugir deles, saltar obstáculos da natureza selvagem e arremessar ou lançar diferentes armas 
utilizadas para caçar.
Essas práticas diárias acabaram se transformando em atividades de competição em festas religiosas, 
nas quais os participantes demonstravam suas habilidades naturais de marchar, andar, correr, saltar e 
lançar, que mais tarde se converteriam no atletismo.
Quando o homem começou a contar sua história, primeiro com a pintura rupestre nas cavernas e 
depois com a escrita, apareceram as primeiras referências às competições. Há registros de disputas que 
remontam há, pelo menos, cinco mil anos. Na Grécia Antiga, os jogos esportivos existiam três mil anos 
atrás e quase sempre tinham base religiosa.
Foi na Grécia Antiga que as primeiras provas foram realizadas no formato de jogos religiosos. Essas 
práticas eram feitas para honrar deuses gregos (mitológicos). Na cidade grega de Olímpia, em 776 a.C., 
descreve‑se a primeira competição em homenagem a Zeus. Os jogos eram disputados de quatro em 
quatro anos e até hoje são realizados dessa maneira.
Inicialmente, as provas eram estabelecidas em quatro tipos de corridas com distâncias variadas, além 
do pentatlo:
• Estádio: corrida de 192 m (comprimento do estádio).
• Diaulós: corrida de 384 m.
• Dolichos: variava entre 7 e 24 estádios.
• Corrida das armas: atletas corriam 2 e 4 estádios. Evidentemente tal prática estava diretamente 
relacionada à preparação de soldados, pois em suas provas eles levavam capacete, escudo e um 
tipo de arma, que podia ser um gládio ou arco e flecha.
10
Unidade I
• Pentatlo: composto de cinco provas disputadas por um atleta na ordem lançamento de disco, 
lançamento de dardo, salto em distância, corrida do estádio e luta. tem modo de disputa deu 
origem às provas combinadas do atletismo atual: o heptatlo e o decatlo.
 Observação
As provas combinadas do atletismo, decatlo e heptatlo, surgiram a partir 
do pentatlo, na qual o atleta faz várias provas em uma mesma competição, 
somando pontos para sua classificação.
Os romanos invadiram e conquistaram a Grécia; foi então que os gregos perderam o interesse pelos 
Jogos Olímpicos, os quais foram extintos definitivamente em 394 d.C. pelo imperador romano Teodósio.
Na Idade Média, as atividades físicas e os esportes passaram por um período sombrio. Foi somente 
no início do século XIX, na Inglaterra, que os esportes voltaram a ser praticados e foram regulamentados, 
tornando‑se modelos de socialização. Tal formato ideológico passou a ser fomentado por todo o mundo; 
assim os esportes adquiriram um formato moderno e continuam evoluindo até os dias atuais.
Foi no século XIX que o esporte assumiu um lugar de destaque na sociedade moderna. A maioria das 
modalidades – caso do atletismo – ganhou seu formato atual na Inglaterra. É nesse ambiente que nasce 
em 1863, na França, Pierre de Frédy – que entrou para a história como Barão de Coubertin.
O atletismo, igualmente, sofreu nesse período inúmeras transformações: no início, sua prática era 
restrita a homens; mais tarde, gradativamente, as mulheres iniciaram a sua participação, mas eram 
limitadas a competirem em apenas algumas das provas.
As mulheres foram ganhando mais espaço aos poucos e, com a ajuda da ciência do esporte, 
alguns paradigmas foram quebrados. Nos dias atuais, todas as provas que compõem o atletismo são 
disputadas pelos gêneros masculino e feminino, inclusive agora temos disputas no formato misto 
(revezamento).
11
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 1 – Mulheres praticando atletismo
Disponível em: http://tinyurl.com/4jtv4pwu. Acesso em: 27 fev. 2024.
O atletismo é visto como a principal modalidade olímpica da era moderna, sendo também considerado 
o “esporte de base” e o único na “categoria 1” estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional.
A fundação da Associação Internacional de Federações do Atletismo (Iaaf) por 17 países, durante 
a Olimpíada de Estocolmo, em 1912, foi importante para o desenvolvimento do esporte. As regras do 
atletismo foram escritas e as listas de recordes ganharam credibilidade. Cem anos depois, em 2012, as 
federações nacionais filiadas à Iaaf eram 212. A Iaaf foi fundada para atender à necessidade de uma 
autoridade governante mundial, de um programa de competição, de equipamento técnico padronizado 
e de uma lista de recordes mundiais oficiais. Todos esses requisitos permanecem até hoje.
O órgão, que a partir do Mundial de Doha 2019 passou a se chamar World Athletics (WA), regulamenta 
a modalidade no âmbito internacional. Atualmente, sua sede fica em Londres. Como toda federação 
internacional, ela é responsável pelas alterações de regras, pelo Campeonato Mundial de Atletismo e 
seus Meetings, e, juntamente com o Comitê Olímpico Internacional (COI), organiza e realiza os Jogos 
Olímpicos na modalidade.
Figura 2 – Símbolo da World Athletics (WA)
Disponível em: https://tinyurl.com/yk4xu93j. Acesso em: 27 fev. 2024.
12
Unidade I
De Atenas 1896 a Londres 2012, o número de atletas pulou de 313 para 10 mil. No atletismo, são 
cerca de dois mil participantes. As mulheres estrearam nos Jogos de Amsterdã 1928 e agora passam de 
40% do total.
Em 2015, a Iaaf apontou ter um total de 214 países‑membros, e em conjunto com ela trabalham 
seis confederações de área, que organizam competições na sua região de atuação, de acordo com as 
diretrizes da Federação Internacional (World Athletics, 2024). Veja a seguir a lista dessas confederações 
e a cor em que cada uma delas é representada no mapa inserido na sequência:
• Associação Asiática de Atletismo (AAA): laranja;
• Confederação Africana de Atletismo (CAA): verde‑abacate;
• Confederação Sul‑Americana de Atletismo (Consudatle): rosa;
• Associação Europeia de Atletismo (AEA): azul;
• Associação de Atletismo da América do Norte, Central e Caribe (Nacac): verde‑bandeira;
• Associação de Atletismo da Oceania (AAO): roxo.
Figura 3 – Confederações intercontinentais
Disponível em: https://tinyurl.com/2rxmrypk. Acesso em: 27 fev. 2024.
A sede da WA está situada em Mônaco desde 1993, e seu atual presidente é o Lord Sebastian Coe, 
que foi atleta campeão olímpico e recordista olímpico nas provas de 800 e 1.500 m. Ele foi eleito no 
congresso da organização realizado antes do Campeonato Mundial de Atletismo de 2015, em Pequim.
13
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
 Lembrete
A Associação Internacional de Federações do Atletismo (Iaaf) passou a 
se chamar World Athletics (WA) a partir do Mundial de Doha 2019. Trata‑se 
do órgão que regulamenta a modalidade no âmbito internacional.
1.1 Atletismo no Brasil
A prática do atletismo no Brasil foi iniciada no final do século XIX. Em 1880, o Jornal do Commercio, 
da cidade do Rio de Janeiro, publicou resultados de competições realizadas nessa cidade.
No início do século XX, a prática atlética se consolidou no Brasil, mas somente em 1914 a Confederação 
Brasileira de Desportos (CBD) filiou‑se à Iaaf.
Em 1924, o Brasil fez sua primeira participação em Jogos Olímpicos em Paris, o que estimulou, em 
1925, a criação do Campeonato Brasileiro.
Em 1931, aconteceu a primeira participação nos Campeonatos Sul‑Americanos. Já, em 1932, 
começamos a despontar no cenário internacionalcom os atletas Clovis Rapozo (oitavo no salto em 
distância) e Lúcio de Castro (sexto no salto com vara), que chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de 
Los Angeles, nos Estados Unidos.
Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, na Alemanha, o atleta Sylvio de Magalhães Padilha foi o 
quinto nos 400 m com barreiras.
Em 23 de julho de 1952, nos Jogos de Helsinque, na Finlândia, o atleta Adhemar Ferreira da Silva 
conquistou a medalha de ouro no salto triplo. Ainda nos mesmo jogos, no dia 26 de julho de 1952, o 
atleta José Telles da Conceição ganhou a medalha de bronze no salto em altura.
Foram as primeiras das 14 medalhas olímpicas ganhas pelo atletismo brasileiro até 2012. Adhemar 
foi o primeiro dos grandes triplistas brasileiros a subir ao pódio olímpico e estabelecer recordes mundiais 
na prova. Ele foi campeão novamente quatro anos depois, em Melbourne, na Austrália, tornando‑se o 
primeiro atleta brasileiro bicampeão olímpico. Depois, Nelson Prudêncio ganhou prata e bronze, e João 
Carlos de Oliveira, duas medalhas de bronze.
Já em Jogos Pan‑Americanos, o Brasil tem uma participação expressiva. Desde a primeira disputa, 
em Buenos Aires, na Argentina, em 1951, até a 16ª edição do evento, realizada em Guadalajara, no 
México, em 2011, o atletismo conquistou para o Brasil nada menos que 160 medalhas: 56 de ouro, 
45 de prata e 59 de bronze.
Atualmente, temos vários atletas das diferentes provas do atletismo que figuram no cenário 
internacional
14
Unidade I
A seguir, leia alguns marcos importantes para a história nacional:
• João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, é o atleta com mais títulos nos Jogos Pan‑Americanos, 
com dois ouros no salto triplo e dois no salto em distância, nos Jogos do México, em 1975, e de 
Porto Rico, quatro anos depois.
• Ainda nos Jogos Pan‑Americanos, um dos grandes destaques no atletismo é o atleta Claudinei 
Quirino, com cinco medalhas conquistadas no total – sendo três de ouro, uma de prata e 
uma de bronze.
• Joaquim Carvalho Cruz, meio‑fundista brasileiro, foi campeão olímpico dos 800 m em Los Angeles 
1984, medalha de prata na mesma prova em Seul 1988 e por duas vezes campeão pan‑americano, 
em Indianápolis 1987 e Mar del Plata 1995.
• Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, a atleta Maurren Higa Maggi foi a primeira mulher brasileira 
campeã olímpica em esportes individuais na prova de salto em distância.
• Em 2016, o atleta Thiago Braz deu ao Brasil a medalha de ouro no salto com vara nos Jogos do 
Rio, nos primeiros Jogos Olímpicos realizados na América do Sul.
Vejamos agora algumas informações relevantes quanto ao histórico do atletismo brasileiro. No 
Brasil, a porta de entrada da modalidade de atletismo foram os imigrantes ingleses e alemães. Em 
1880, tivemos a formação do Club Brasileiro de Criket na cidade do Rio de Janeiro; em 1888, a 
fundação do São Paulo Athletic; e no final do século XIX, a expansão de clubes esportivos em vários 
estados da nação.
Em 1914, a Confederação Brasileira de Desportos fez sua filiação à Iaaf (atual WA) e também tivemos 
a primeira participação masculina nos Jogos Olímpicos.
Em 1952, na cidade de Helsinque, o Brasil conquistou as primeiras medalhas da modalidade com 
Adhemar Ferreira da Silva (ouro) e José Telles da Conceição (bronze).
As mulheres realizaram sua primeira participação em competições em 1954, na prova de 80 m com 
barreiras, e obtiveram sua melhor participação em 1960, com a atleta Aída dos Santos.
Em 1977, foi criada a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), órgão de organização e fomentação 
da modalidade no Brasil.
15
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
1.2 Principais competições e resultados do Brasil na modalidade
O nome atletismo designa o conjunto de provas que envolvem corridas, saltos e arremessos e 
lançamentos. Sua prática é muito pertinente na iniciação esportiva, pois opera com as habilidades 
motoras fundamentais (andar, correr, saltar e arremessar), o que, no repertório motor do aprendiz, soa 
como familiar e facilita seu aprendizado e sua adesão à prática.
Trata‑se de uma modalidade esportiva amplamente praticada e celebrada em todo o mundo. Uma 
das razões para sua popularidade é a variedade de competições de alto nível, que oferece aos atletas a 
oportunidade de mostrar suas habilidades e conquistar reconhecimento internacional.
A universalidade do atletismo também se atribui à simplicidade das regras, já que os resultados das 
competições são dados por medidas de tempo e distância. Não há modalidade mais democrática que o 
atletismo. O esporte é uma ferramenta de transformação social plena e para todos, porque não atende 
só ao atleta profissional, mas também àquele que, através do esporte, busca qualidade de vida e saúde, 
reinserção na sociedade e lazer.
Tal a importância da modalidade no âmbito mundial, que é comum ouvirmos a frase “Os Jogos 
Olímpicos podem acontecer apenas com o Atletismo. Nunca, sem ele.” (autor desconhecido), pois a 
modalidade é considerada o principal esporte olímpico.
No Brasil, a organização das competições está a cargo da Confederação Brasileira de Atletismo 
(CBAt), que tem como missão buscar a excelência no atletismo pela inovação, promoção e realização 
de eventos, aumentando as conquistas internacionais do Brasil e inspirando, assim, a população à 
prática da modalidade, visando ser uma potência no atletismo mundial e olímpico e ser reconhecida na 
excelência e gestão.
A CBAt, filiada à World Athletics (WA), à Associação Mundial de Ultramaratonas (IAU), à Associação 
Pan‑Americana de Atletismo (APA), à Confederação Sul‑Americana de Atletismo (Consudatle), à 
Associação Ibero‑Americana de Atletismo (AIA) e ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), é uma associação 
de fins não econômicos e não lucrativos, de caráter desportivo, fundada em 2 de dezembro de 1977.
Os Jogos Olímpicos de Verão são a competição atlética de maior prestígio no mundo. São realizados 
a cada quatro anos, o atletismo desempenha um papel central nesse evento. Os Jogos Olímpicos 
apresentam uma ampla variedade de modalidades esportivas, o atletismo, especificamente, oferece 
corridas de diferentes distâncias, saltos, lançamentos e provas de revezamento. Atletas do mundo 
todo treinam arduamente para se qualificar e competir nesse evento, buscando a glória olímpica e o 
reconhecimento como os melhores do mundo em suas respectivas provas.
16
Unidade I
Figura 4 – Corredor velocista
Disponível em: http://tinyurl.com/mr3vn74m. Acesso em: 27 fev. 2024.
A edição dos Jogos Olímpicos de 2024 será em Paris, e a modalidade de atletismo terá um total de 
1.810 atletas, sendo 905 mulheres e 905 homens.
Para eventos individuais, haverá um máximo de três atletas elegíveis por CON (Comitê Olímpico 
Nacional), um time para cada revezamento por CON e um máximo de duas equipes por evento coletivo 
(marcha atlética maratona mista).
No quadro a seguir temos a distribuição desses atletas nas diferentes provas que serão disputadas 
nessa edição dos Jogos Olímpicos:
Quadro 1 – Atletismo: número máximo de vagas em provas individuais em Paris 2024
Masculino Prova Feminino
56 100 m 56
48 200 m 48
48 400 m 48
48 800 m 48
45 1.500 m 45
42 5.000 m 42
27 10.000 m 27
40 110 m com barreiras / 
100 m com barreiras 40
40 400 m com barreiras 40
36 3.000 m com obstáculos 36
32 Salto em altura 32
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Masculino Prova Feminino
32 Salto em distância 32
32 Salto com vara 32
32 Salto triplo 32
32 Arremesso de peso 32
32 Lançamento de disco 32
32 Lançamento de martelo 32
32 Lançamento de dardo 32
24 Decatlo / Heptatlo 24
48 Marcha atlética 20 km 48
80 Maratona 80
Adaptado de: McAlister (2022).
Para a participação nos Jogos Olímpicos, os atletas das diferentes nacionalidades devem conseguir 
índice técnico, dentro de um padrão estabelecido pela WA. No quadro a seguir temos os índices para os 
Jogos Olímpicos de Paris 2024:
Quadro 2 – Índices de classificação do atletismo para Paris 2024 
aprovados pela WA em novembro de 2022
Masculino ProvaFeminino
10.00 100 m 11.07
20.16 200 m 22.57
45.00 400 m 50.96
1:44.70 800 m 1:59.30
3:33.50 1.500 m 4:02.50
13:05.00 5.000 m 14:52.00
27:00.00 10.000 m 30:40.00
13.27 110 m com barreiras / 
100 m com barreiras 12.77
48.70 400 m com barreiras 54.85
8:15.00 3.000 m com obstáculos 9:23.00
2.33 Salto em altura 1.97
5.82 Salto com vara 4.73
8.27 Salto em distância 6.86
17.22 Salto triplo 14.55
21.50 Arremesso de peso 18.80
67.20 Lançamento de disco 64.50
78.20 Lançamento de martelo 74.00
85.50 Lançamento de dardo 64.00
8,460 Decatlo / Heptatlo 6,480
1:20.10 Marcha atlética 20 km 1:29.20
2:08:10 Maratona 2:26:20
Adaptado de: McAlister (2022).
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Unidade I
 Saiba mais
Uma fonte importante de consulta no âmbito internacional é o site 
do Comitê Olímpico Internacional. Lá você encontrará regras, competições, 
recordes e informações atualizadas da modalidade:
Disponível em: https://olympics.com/pt/. Acesso em: 28 fev. 2024.
O Campeonato Mundial de Atletismo é a outra competição de destaque no mundo do atletismo. 
Realizado a cada biênio, tal evento reúne atletas de todo o mundo para competir em uma variedade de 
provas do atletismo. Os Campeonatos Mundiais oferecem uma plataforma para atletas estabelecidos e 
emergentes competirem em alto nível e buscarem a conquista de medalhas e recordes mundiais.
Quadro 3 – Recordes mundiais no masculino outdoor
Prova Marca Atleta Nacionalidade Data Local
100 m 9.58 
(vento +0.9 m/s) Usain Bolt Jamaica 16/08/2009 Estádio Olímpico, Berlim, 
Alemanha
200 m 19.19 
(vento ‑0.3 m/s) Usain Bolt Jamaica 20/08/2009 Estádio Olímpico, Berlim, 
Alemanha
400 m 43.03 Wayde Van 
Niekerk África do Sul 14/08/2016 Estádio Olímpico, Rio de 
Janeiro, Brasil
800 m 1:40.91 David Rudisha Quênia 09/08/2012 Estádio Olímpico, 
Londres, Grã‑Bretanha
1.500 m 3:26.00 Hicham El 
Guerrouj Marrocos 14/07/1998 Estádio Olímpico, Roma, 
Itália
Maratona 2h00min35 * Kelvin Kiptum Quênia 08/10/2023 Chicago, Estados Unidos
3.000 m 
com obstáculos 7:52.11* Lamecha Girma Etiópia 09/06/2023 Estádio Sébastien 
Charléty, Paris, França
110 m com barreiras 12.80 
(vento +0.3 m/s) Aries Merritt Estados Unidos 07/09/2012 Estádio Boudewijn, 
Bruxelas, Bélgica
400 m com barreira 45.94 Karsten Warholm Noruega 03/08/2021 Estádio Nacional, Tóquio, 
Japão
Salto em altura 2.45 m Javier Sotomayor Cuba 27/07/1993 Salamanca, Espanha
Salto com vara 6.23 m * Armand 
Duplantis Suécia 17/09/2023 Hayward Field, Eugene, 
Estados Unidos
Salto em distância 8.95 m 
(vento +0.3 m/s) Mike Powell Estados Unidos 30/08/1991 Estádio Nacional, Tóquio, 
Japão
Salto triplo 18.29 m 
(vento +1.3 m/s)
Jonathan 
Edwards Grã‑Bretanha 07/08/1995 Estádio Ullevi, 
Gotemburgo, Suécia
Arremesso de peso 23.56 m * Ryan Crouser Estados Unidos 27/05/2023 Estádio Drake, Los 
Angeles, Estados Unidos
Lançamento de disco 74.08 m Jürgen Schult
República 
Democrática 
Alemã
06/06/1986
Neubrandenburg, 
República Democrática 
Alemã
Lançamento de martelo 86.74 m Yuriy Sedykh União Soviética 30/08/1986 Neckarstadion, Stuttgart, 
Alemanha
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Prova Marca Atleta Nacionalidade Data Local
Lançamento de dardo 98.48 m Jan Železný Tchéquia 25/05/1996 Jena, Alemanha
Decatlo 9.126 pontos Kevin Mayer França 16/09/2018 Estádio Pierre Paul 
Bernard, Talence, França
Marcha atlética 
20 km (rua) 1h16min36 Yusuke Suzuki Japão 15/03/2015 Nomi, Japão
Revezamento 4×100 m 36.84 Jamaica Jamaica 11/08/2012 Estádio Olímpico, 
Londres, Grã‑Bretanha
Revezamento 4×400 m 2:54.29 Estados Unidos Estados Unidos 22/08/1993 Estádio Gottlieb‑Daimler, 
Stuttgart, Alemanha
* Pendente de ratificação: prova indoor.
Adaptado de: Watta (2023).
Quadro 4 – Recordes mundiais no feminino outdoor
Prova Marca Atleta Nacionalidade Data Local
100 m 10.49 
(vento 0.0 m/s)
Florence 
Griffith‑Joyner Estados Unidos 16/07/1988 Indianapolis, Estados 
Unidos
200 m 21.34 (vento 
+1.3 m/s)
Florence 
Griffith‑Joyner Estados Unidos 29/11/1988 Estádio Olímpico, Seul, 
República da Coreia
400 m 47.60 Marita Koch República 
Democrática Alemã 06/10/1985 Estádio Bruce, Camberra, 
Austrália
800 m 1:53.28 Jarmila 
Kratochvilova Tchecoslováquia 06/10/1985 Munique, Alemanha
1.500 m 3:49.11 Faith Kipyegon Quênia 02/06/2023 Estádio Luigi Ridolfi, 
Florença
10.000 m 29:01.03 Letesenbet 
Gidey Etiópia 08/06/2021 Estádio Blankers‑Koen, 
Hengelo, Países Baixos
Maratona 
(apenas 
feminino)
2:17:01 Mary Keitany Quênia 23/04/2017 Londres, Grã‑Bretanha
3.000 m com 
obstáculos 8:44.32 Beatrice 
Chepkoech Quênia 20/07/2018 Estádio Louis II, Mônaco
100 m com 
barreiras
12.12 
(vento +0.9 m/s) Tobi Amusan Nigéria 24/07/2022 Hayward Field, Eugene, 
Estados Unidos
400 m com 
barreiras 50.68 Sydney 
McLaughlin Estados Unidos 22/07/2022 Hayward Field, Eugene, 
Estados Unidos
Salto em altura 2.09 m Stefika 
Kostadinova Bulgária 30/08/1987 Estádio Olímpico, Roma, 
Itália
Salto com vara 5.06 m Yelena 
Isinbayeva Rússia 28/08/2009 Letzigrund, Zurique, 
Suíça
Salto em 
distância
7.52 m (vento 
+1.4 m/s)
Galina 
Chistyakova União Soviética 11/06/1988 Leningrado, União 
Soviética
Salto triplo 15.74 m (i) Yulimar Rojas Venezuela 20/03/2022 Štark Arena, Belgrado, 
Sérvia
Arremesso 
de peso 22.63 m Natalya 
Lisovskaya União Soviética 07/06/1987 Moscou, União Soviética
20
Unidade I
Prova Marca Atleta Nacionalidade Data Local
Lançamento 
de disco 76.80 m Gabriele 
Reinsch
República 
Democrática Alemã 09/07/1988
Neubrandenburg, 
República Democrática 
Alemã
Lançamento 
de martelo 82.98 m Anita 
Wlodarczyk Polônia 28/08/2016 Estádio PGE Narodowy, 
Varsóvia, Polônia
Lançamento 
de dardo 72.28 m Barbora 
Spotakova Tchéquia 13/09/2008 Estádio Gottlieb‑Daimler, 
Stuttgart, Alemanha
Heptatlo 7.291 pontos Jackie 
Joyner‑Kersee Estados Unidos 24/09/1988 Estádio Olímpico, Seul, 
República da Coreia
Decatlo 8.358 pontos Austra Skujyte Lituânia 15/04/2005 Columbia, Estados 
Unidos
Marcha atlética 
20 km (rua) 1h23min49 Jiayu Yang República Popular 
da China 20/03/2021 Huangshan, China
Revezamento 
4×100 m 40.82 Estados Unidos Estados Unidos 10/08/2012 Estádio Olímpico, 
Londres, Grã‑Bretanha
Revezamento 
4×400 m 3:15.17 União Soviética União Soviética 01/10/1988 Estádio Olímpico, Seul, 
República da Coreia
Adaptado de: Watta (2023).
Temos também a Diamond League, que é o principal circuito mundial de Meetings de atletismo. São 
eventos com provas de pista e campo, acontecem em diferentes etapas e são organizadas pela WA.
Além das competições globais, existem eventos continentais, como os Jogos Pan‑Americanos, 
que reúnem atletas das Américas para competir em uma ampla variedade de esportes, incluindo o 
atletismo. Esses eventos oferecem uma plataforma importante para atletas da região mostrarem seu 
talento e representarem seus países, além de oferecerem a possibilidade de obter índice necessário para 
a participação nos Jogos Olímpicos.
Nos âmbitos nacional e regional, existem inúmeras competições que variam de jogos escolares a 
campeonatos nacionais. Esses eventos desempenham um papel vital no desenvolvimento de atletas 
e na promoção do atletismo em comunidades locais. Eles oferecem oportunidades para atletas de 
todas as idades e níveis de habilidade competirem e se inspirarem. Dentre elas, podemos citar: Jogos 
da Juventude, Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), Troféu Brasil de 
Atletismo, Campeonato Brasileiro Caixa de Atletismo, entre outros.
Os atletas brasileiros vêm buscando arduamente bons resultados nas diferentes provas do atletismo 
há anos, investindo na iniciação esportiva, em dados antropométricos, em tecnologia e melhora de 
metodologia nos treinamentos, cada vez mais especializados, buscando o desenvolvimento de seus atletas.
O Brasil participou de todas as edições do Campeonato Mundial de Atletismo, conquistando, no 
total, até a edição de 2023, em Budapeste, na Hungria, 16 medalhas, sendo 2 de ouro, 6 de prata e 8 de 
bronze (Iaaf, 2023).
21ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Quadro 5 – Medalhas dos atletas brasileiros em Mundiais
Edição Medalha Atleta Prova Total
Helsinque 1983 Bronze Joaquim Cruz 800 m 1
Roma 1987 Bronze Zequinha Barbosa 800 m 1
Tóquio 1991 Prata Zequinha Barbosa 800 m 1
Stuttgart 1993 Sem medalhas
Gotemburgo 1995 Bronze Luiz Antônio 
dos Santos Maratona 1
Atenas 1997 Bronze Claudinei Quirino 200 m 1
Sevilha 1999
Prata Claudinei Quirino 200 m 3
Prata Sanderlei Parrela 400 m
Bronze
Raphael de Oliveira, 
Claudieni Quirino, 
Edson Luciano e 
André Domingues 
4×100 m 
Edmonton 2001 Sem medalhas
Paris 2003 Prata
Vicente de Lima, 
Edson Luciano, 
André Domingues 
e Claudio 
Roberto Souza
4×100 m 1
Helsinque 2005 Sem medalhas
Paris 2007 Prata Jadel Gregório Salto triplo 1
Berlim 2009 Sem medalhas
Daegu 2011 Ouro Fabiana Murer Salto com vara 1
Moscou 2013 Sem medalhas
Pequim 2015 Prata Fabiana Murer Salto com vara 1
Londres 2017 Bronze Caio Bonfim Marcha atlética 20 km 1
Doha 2019 Sem medalhas
Eugene 2022
Ouro Alison dos Santos 400 m com barreiras 2
Bronze Letícia Oro Melo Salto em distância
Budapeste 2023 Bronze Caio Bonfim Marcha atlética 20 km 1
Total 16
Adaptado de: Iaaf (2023).
A história do atletismo do Brasil em Jogos Olímpicos registra 17 medalhas, sendo 5 de ouro, 3 de 
prata e 9 de bronze para os atletas brasileiros. As primeiras medalhas vieram nos Jogos de Helsinque 
1952, quando o Brasil ganhou um ouro no salto triplo, com Adhemar Ferreira da Silva; e um bronze 
no salto em altura, com José Telles da Conceição. Nas Olimpíadas de Pequim 2008, Maurren Maggi 
conquistou o ouro no salto em distância. Já no Rio 2016, quem se juntou à lista de campeões olímpicos 
do Brasil foi Thiago Braz, na prova de salto com vara. Na última edição dos jogos, ganhamos duas 
medalhas de bronze na modalidade de atletismo: uma com Alison dos Santos nos 400 m com barreiras 
e outra com Thiago Braz no salto com vara.
22
Unidade I
Quadro 6 – Medalhas dos atletas brasileiros em Jogos Olímpicos
Jogos Medalha Atleta Prova Total
Helsinque 1952
Ouro Adhemar Ferreira da Silva Salto triplo 1
Bronze José Telles da Conceição Salto em altura 1
Melbourne 1956 Ouro Adhemar Ferreira da Silva Salto triplo 1
Cidade do México 1968 Prata Nelson Prudêncio Salto triplo 1
Munique 1972 Bronze Nelson Prudêncio Salto triplo 1
Montreal 1976 Bronze João Carlos de Oliveira Salto triplo 1
Moscou 1980 Bronze João Carlos de Oliveira Salto triplo 1
Los Angeles 1984 Ouro Joaquim Cruz 800 m 1
Seul 1988
Prata Joaquim Cruz 800 m 1
Bronze Robson Caetano da Silva 200 m 1
Atlanta 1996 Bronze
Edson Luciano Ribeiro, 
Arnaldo Oliveira da Silva, 
Robson Caetano da Silva e 
André Domingos da Silva
Revezamento
4×100 m
1
Sydney 2000 Ouro
Vicente Lenilson, Claudinei 
Quirino, Claudio Roberto e 
Edson Luciano Ribeiro
Revezamento 4×100 m 1
Atenas 2004 Bronze Vanderlei Cordeiro de Lima Maratona 1
Pequin 2008 Ouro Maurren Higa Maggi Salto em distância 1
Rio de Janeiro 2016 Ouro Thiago Braz Salto com vara 1
Tóquio 2021 Bronze Alison dos Santos 400 m com barreiras 1
Bronze Thiago Braz Salto com vara 1
Total 17
Adaptado de: Iaaf (2023).
Ao compararmos os quadros de medalhas, podemos verificar que temos uma medalha a mais em 
Jogos Olímpicos se comparado ao número de medalhas em Mundiais.
Nos próximos Jogos Olímpicos em Paris, no ano de 2024, teremos vários atletas vislumbrando o 
quadro de medalhas, nas provas de pista, campo e rua.
2 CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICIDADE DO ATLETISMO
Como comentado, o atletismo é composto de um conjunto de provas nas quais o praticante tem 
que pôr em prática o melhor de seu desempenho relacionado às suas capacidades e habilidades naturais 
para correr, saltar, lançar e marchar de forma individual.
A modalidade é bastante eclética e pode ser praticada por todos. O que diferencia essa prática está 
diretamente relacionado aos objetivos do praticante: lazer, alto rendimento, qualidade de vida e saúde, 
com diferentes objetivos.
23
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Ao focarmos no alto rendimento, veremos que o atleta realiza seus treinamentos específicos, 
buscando a excelência na execução dos movimentos necessários para sua prova. Esse atleta treina para 
minimizar os erros de execução, otimizar as capacidades físicas pertinentes à sua prova e obter domínio 
de suas funções cognitivas e autocontrole, para que, pautado nas melhores condições necessárias, possa 
ser um verdadeiro campeão.
As provas do atletismo têm características bastante distintas; por conseguinte, os atletas de alto 
rendimento se especializam normalmente em uma ou duas provas, a exemplo dos velocistas, que 
normalmente correm os 100 m rasos e podem fazer os 200 m rasos e no máximo participam do 
revezamento 4×100 m, pois são provas com características parecidas; no entanto, isso não acontece nas 
demais provas devido às suas características muito específicas.
Figura 5 – Salto com vara
Disponível em: https://tinyurl.com/3pz9cubt. Acesso em: 27 fev. 2024.
As opções de prática são muito variadas. Em razão da complexidade e por uma questão de 
organização, todas as provas são distribuídas em grupos, conforme suas características técnicas e físicas. 
A composição do atletismo é dada pelos seguintes grupos:
24
Unidade I
• Provas de pista: disputadas nas raias da pista. Exemplos: 100 m rasos, 400 m com barreiras e 
800 m rasos.
Figura 6 – Prova de 800 m rasos
Disponível em: https://tinyurl.com/5xwxs5ep. Acesso em: 27 fev. 2024.
• Provas de campo: disputadas na parte interna da pista, em espaços específicos. Exemplos: salto 
triplo, arremesso de peso e salto com vara.
Figura 7 – Salto em altura
Disponível em: https://tinyurl.com/fmtrykut. Acesso em: 27 fev. 2024.
25
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
• Provas combinadas: um único atleta realiza em uma mesma competição várias provas, sendo elas 
provas de pista e campo. Exemplos: heptatlo (7 provas, feminino) e decatlo (10 provas, masculino).
Figura 8 – Heptatlo feminino
Disponível em: https://tinyurl.com/zwuvc486. Acesso em: 27 fev. 2024.
• Provas de competição indoor: disputadas em pista coberta (fechada):
— corridas: 60, 400, 800, 1.500 e 3.000 m rasos, 60 m com barreiras e revezamento 4×400 m;
— saltos: distância, triplo, altura e com vara;
— arremesso de peso;
— provas combinadas: pentatlo e heptatlo.
Figura 9 – Prova de 800 m (indoor)
Disponível em: https://tinyurl.com/mpcnyekm. Acesso em: 27 fev. 2024.
26
Unidade I
• Marcha atlética: o corredor tem um deslocamento diferenciado. Segundo Granell e Lazcorreta 
(2004), a marcha atlética é uma progressão na qual se efetua passo por passo, de modo que o 
contato com o solo se mantenha sem interrupção. Tais provas têm diferentes distâncias a serem 
cumpridas, como 20 e 50 km.
Figura 10 – Marcha atlética
Disponível em: https://tinyurl.com/3bcutnkz. Acesso em: 27 fev. 2024.
• Corrida de rua: a mais inclusiva das provas, na qual temos praticantes atletas e grupos de amigos 
corredores, pois tem diferentes distâncias a serem cumpridas e são praticadas pelas ruas, em 
trajetos preestabelecidos. Exemplos: 5 km, 10 km, meia maratona e maratona.
Figura 11 – Corrida de rua
Disponível em: https://tinyurl.com/yc6yfdj8. Acesso em: 27 fev. 2024.
27
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
3 PROVAS DE PISTA
As provas pertinentes a esse grupo têm como principal característica as corridas, abarcando distâncias 
que se iniciam em 100 m e vão até 10.000 m.
Inicialmente, temos as corridas rasas. Qual o significado da palavra rasa? São provas nas quais 
o corredor terá somente de correr, sem ter de, dentro do percurso estabelecido, saltar ou franquear 
qualquer distância ou objeto (barreira ou obstáculo). As provas rasas são 100 m, 200 m, 400 m, 
800 m, 1.500 m e 10.000 m.
Temos as corridas com barreiras, nas quais o corredor, além de correr, terá que franquear barreiras 
no percurso da corrida. As provas com barreiras são 100 m (feminino), 110 m (masculino) e 400 m 
(masculino e feminino).
Já na corrida com obstáculos,o atleta, além de correr, terá que saltar obstáculos durante o percurso. 
A prova com obstáculos é 3.000 m.
As corridas de revezamento são as únicas provas do atletismo disputadas em equipes, e nelas o 
desempenho dos quatro corredores decide a prova. As provas de revezamento são 4×100 m (feminino 
e masculino) e 4×400 m (misto).
3.1 A pista de atletismo
A pista oficial de atletismo tem formato ovalado e é composta por duas retas opostas e duas curvas 
com raios iguais. Apresenta no mínimo oito raias, com 1,22 m de largura cada, marcadas por linhas 
brancas de 5 cm de largura.
Um estádio é concebido de modo que possam ocorrer ao mesmo tempo provas de pista bem como 
campo (saltos e lançamentos). Normalmente, as pistas oficiais têm como revestimento o tartan (material 
emborrachado).
Os pisos podem ser sintéticos, tanto ao ar livre (provas abertas) quanto em recintos fechados (provas 
cobertas ou indoor).
A raia interna da pista é denominada raia um (1), de onde se tira a medida do comprimento da pista, 
que deve ser de 400 m, tomados a 30 cm da borda interna dessa raia. A raia mais externa é mais longa, 
tendo 449 m.
28
Unidade I
Pista de atletismo
Fosso (3000)
Chegada
800 mt.
400 mt.
100 mt.110 mt.
200 mt.
1500 mt.
Figura 12 – Pista oficial de atletismo: corridas
Para todas as provas, existe uma única linha de chegada, situada no fim da reta principal. Nesta, 
são realizadas as corridas de 100 e 110 m rasos e sobre barreiras. As linhas de partida, para todas as 
provas, devem ser brancas, com 5 cm de largura e marcadas da linha de chegada para trás (medindo‑se 
a distância de cada prova).
Figura 13 – Pista oficial de atletismo (provas de campo)
Disponível em: https://tinyurl.com/4wxthtae. Acesso em: 27 fev. 2024.
29
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
 Lembrete
Na pista de atletismo, temos disputas que são realizadas na própria 
pista, como as provas de corrida. Na parte interna, no campo, temos os 
saltos horizontais e verticais, os arremessos e os lançamentos.
3.2 Classificação das provas de corridas
Como vimos, no atletismo temos várias provas de corrida. As provas de pista, especificamente, têm 
distâncias diferentes a serem percorridas, em uma pista ovalada, na qual as raias apresentam distâncias 
diferenciadas. Portanto, a organização da prova deve ter um formato diferenciado.
3.2.1 Organização
Quanto à sua organização, elas podem ser:
• Provas balizadas: os corredores devem manter a sua raia durante todo o percurso. Nesse formato 
temos as provas curtas de até uma volta na pista, representadas pelas distâncias de 100, 200 e 
400 m rasos; 100 m (F) e 110 m (M), mais os 400 m (M e F), que se completam com o revezamento 
4×100 m (M e F).
Figura 14 – Prova balizada
Disponível em: https://tinyurl.com/m737k4zc. Acesso em: 27 fev. 2024.
30
Unidade I
• Não balizadas: representadas por provas mais longas, nas quais os corredores não estão 
distribuídos em raias específicas, tais como as provas de 1.500 m rasos, 3.000 m com obstáculos, 
5.000 m e 10.000 m rasos.
• Parcialmente balizadas: têm um início com os corredores em balizas específicas e, a partir 
de uma determinada distância, abandona‑se o balizamento e pode‑se invadir outras raias. 
Normalmente, todos ocupam as raias mais internas (percurso menor). São exemplos desse 
formato as corridas de 800 m, balizadas apenas até o fim da primeira curva, e o revezamento 
4×400 m, balizado para o primeiro corredor da equipe e até o fim da primeira curva para o 
segundo corredor.
3.2.2 Desenvolvimento
Quanto ao seu desenvolvimento, elas podem ser:
• Provas rasas: o corredor percorre toda a distância da prova apenas correndo, sem ter que saltar, 
suplantar ou franquear qualquer barreira ou obstáculo. Os exemplos desse formato são as provas 
de 100, 200, 400, 800, 1.500, 5.000 e 10.000 m rasos.
• Provas com obstáculos e ou barreiras: o corredor, além do percurso a ser cumprido, terá barreiras 
ou obstáculos para franquear. No caso das provas com barreiras, temos as provas de 100 m (F), 
100 m (M) e 400 m (M e F) com barreiras, nas quais o corredor deve ultrapassar dez barreiras. Já 
no que se refere às provas com obstáculos, temos a prova de 3.000 m com obstáculos, em que 
há quatro obstáculos pesados em cada volta e um fosso de água na frente do quarto obstáculo.
Figura 15 – Prova de 100 m com barreiras
Disponível em: https://tinyurl.com/5cm9akrn. Acesso em: 27 fev. 2024.
31
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
3.2.3 Ritmo das provas
O ritmo das provas está diretamente relacionado à distância a ser percorrida; portanto, podemos 
utilizar as seguintes nomenclaturas:
• velocidade pura: 100 e 200 m;
• velocidade prolongada: 400 m;
• meio fundo: 800 e 1.500 m;
• fundo: 5.000 e 10.000 m;
• grande fundo: maratona (42.195 m).
3.2.4 Esforço fisiológico
De acordo com a distância a ser percorrida em uma prova, o corredor terá capacidades físicas 
predominantes dependendo do tipo de esforço solicitado:
• velocidade pura: 100 e 200 m;
• velocidade prolongada: 400 e 800 m;
• resistência anaeróbica: 800 e 1.500 m;
• resistência aeróbica: 5.000 e 10.000 m e maratona.
4 TÉCNICA DAS CORRIDAS
O ser humano possui uma maneira ou estilo próprio para utilizar suas habilidades motoras nos 
âmbitos da locomoção; no entanto, ao tratarmos de corridas, em que o objetivo é vencer disputas, 
devemos nos atentar a detalhes relacionados à execução do gesto técnico, pois eles estarão diretamente 
ligados à melhora de seu desempenho em uma prova do atletismo, seja para concluir um percurso em 
um menor tempo ou para saltar uma distância maior que seus concorrentes.
A técnica dentro de uma modalidade esportiva tem o papel de ajustar e otimizar o movimento 
especializado requerido para aquela tarefa a padrões de excelência, para que o resultado final ocorra 
em um alto grau de excelência.
Por conseguinte, veremos que cada prova apresenta particularidades técnicas que devem ser 
observadas e corrigidas para melhora do desempenho do corredor.
32
Unidade I
4.1 Corridas rasas
Nas corridas rasas, o executante somente corre em todo seu percurso. No entanto, a ação do corpo 
como um todo é fundamental para que ela seja fluente e coordenada.
Ao pensarmos em uma técnica adequada para a prática da corrida, temos quatro regras importantes: 
descontração, equilíbrio, coordenação e eficácia (Fernandes, 2003b).
Na descontração, a musculatura diretamente envolvida na execução da tarefa deve atuar na prática. 
Em contrapartida, os outros grupos musculares precisam estar descontraídos, com o intuito de diminuir 
o gasto energético e evitar a fadiga.
No quesito equilíbrio, a cabeça do corredor deve ficar centralizada para favorecer o equilíbrio 
corpóreo e estabilizar o corpo no percurso da corrida.
A capacidade coordenativa deve estar refinada, pois todos os movimentos do corpo precisam ficar 
em sintonia para proporcionar uma técnica sem desgastes desnecessários.
Já a eficácia está relacionada à amplitude dos movimentos executados pelo corredor e ao uso ajustado 
das possibilidades do corpo, o que resulta num gesto orgânico mínimo e adequado ao ritmo desejado.
Portanto, o êxito nas provas rasas, além desses aspectos, enfatiza uma postura corporal adequada 
na qual o posicionamento dos pés deve ser apontado para frente, com os braços se movimentando 
flexionados aproximadamente em 90º, sem cruzarem‑se exageradamente em frente do corpo e, 
finalmente, sem oscilações nos ombros e nos quadris.
É necessário que o ângulo de inclinação do corpo para frente seja natural, determinado em razão 
do ritmo da corrida.
A movimentação de pernas é primordial nas provas rasas e está diretamente relacionada ao ritmo 
empregado na corrida.
33
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 16 – Movimentação das pernas e posicionamento dos pés
Disponível em: https://tinyurl.com/425busu5. Acesso em: 27 fev. 2024.
Nas corridas de velocidade, realizadas em máxima intensidade, as passadas devem ocorrer o mais 
amplamente possível, o que exige uma grande elevaçãodos joelhos. Por isso, o contato no chão é feito 
pela parte anterior dos pés (ponta), enquanto as mãos se colocam espalmadas, mais contraídas que os 
outros tipos de corridas.
Nas corridas de meio fundo, os braços se colocam um pouco mais flexionados e as mãos totalmente 
descontraídas. Como o ritmo da prova é mais rápido, as passadas se tornam mais amplas e, com isso, os 
joelhos se elevam um pouco mais alto; dessa forma, os pés devem fazer o contato com o chão pela sua 
parte média.
Já nas corridas de longas distâncias, as pernas se movimentam ligeiramente flexionadas, porque 
as passadas são mais curtas e por isso não há necessidade de elevar tão alto os joelhos. Assim, o 
apoio dos pés no chão é feito com predomínio dos calcanhares, caracterizando a técnica pendular de 
movimentação das pernas.
4.2 Corridas de velocidade
Entre as corridas de velocidade, temos as provas de velocidade pura (100 e 200 m rasos) e de 
velocidade prolongada (400 m rasos).
As provas de velocidade pura são fundamentais na seleção de futuros corredores. A velocidade 
pura, que é a velocidade inata de um indivíduo, significa a máxima capacidade de deslocamento na 
34
Unidade I
unidade de tempo sem perdas aparentes de energias, o que, segundo muitos estudos, ocorre entre 
40 e 70 m. Além da velocidade pura, essas provas envolvem uma série de variantes, como velocidade de 
reação, velocidade em relação aos movimentos cíclicos, velocidade em relação a movimentos acíclicos 
e velocidade de força (Fernandes, 2003b).
Todas essas variantes são contempladas nas fases da corrida. Elas devem ser trabalhadas na 
preparação dos velocistas e completadas com o treinamento técnico. A técnica das corridas de velocidade 
envolve dois componentes: a técnica da corrida e a técnica para correr em velocidade.
4.2.1 Fases da corrida
No treinamento de um corredor, devemos ajustar todas as fases que compõem a prova – a saída, 
o desenvolvimento e a chegada –, pois elas estão intimamente ligadas e o resultado final da prova 
depende dessa interação. Portanto, devemos treinar e alinhar a técnica relacionada a cada fase de 
execução da prova a suas características específicas.
As corridas de velocidade são provas curtas aplicadas em velocidade máxima. Por esse motivo, os 
velocistas utilizam‑se da saída baixa, pois os corredores partem de uma posição agachada e apoiam os 
pés em um bloco de partida.
Figura 17 – Fases da corrida: saída baixa
Disponível em: https://tinyurl.com/hh6vk378 Acesso em: 27 fev. 2024.
A distância entre o apoio dos pés no bloco caracteriza três tipos de saída, que podem ser identificadas 
como saída curta, média e longa.
A saída curta é pouco usada. Ela se caracteriza pela proximidade em que os pés estão posicionados 
nos apoios do bloco de partida; a ponta do pé de trás fica na direção do calcanhar do pé da frente e os 
quadris, mais elevados, acima da linha dos ombros no momento do comando “Prontos”.
35
ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
A saída média é a mais aplicada. É identificada pela colocação do joelho da perna de trás na 
direção da ponta do pé da frente. Ao comando de “Prontos”, os quadris se elevam um pouco acima da 
linha dos ombros.
Já a saída longa é a mais utilizada por corredores longilíneos. Nela se observa que o joelho da perna 
de trás é posicionado na direção do calcanhar da perna da frente e os quadris se elevam na altura da 
linha dos ombros.
Os corredores têm um tempo para preparar e testar a posição do seu bloco. Após esse procedimento, 
todos se colocam em pé atrás do bloco aguardando a voz de comando do juiz.
O juiz se posiciona no lado de dentro da pista, diz “Às suas marcas”, e todos os corredores ocupam 
sua posição no bloco. Todos os corredores, após seus ajustes, devem ficar imóveis nos seus blocos. O juiz 
diz “Prontos”, e os corredores elevam os quadris. Quando todos estiverem completamente imóveis, o 
juiz aciona sua arma e, assim, é dado o tiro de partida.
A) B) C) D)
Figura 18 – Fases da saída de bloco nas provas de velocidade: A) “Às suas marcas”: posicionar‑se no bloco de partida com o joelho 
da frente no chão e ficar imóvel; B) “Prontos”: realizar a elevação do quadril e esperar pelo tiro de partida, imóvel; C) “Tiro”: é dada a 
largada, impulsionando‑se para frente; D) É iniciada a corrida
A fase de desenvolvimento é a corrida propriamente dita, em que a principal preocupação está 
relacionada à técnica para correr em velocidade, sucessivamente.
A velocidade da corrida é um produto da distância e da frequência das passadas, cuja proporção 
varia nos diferentes momentos de uma mesma corrida e entre um atleta e outro (Dyson, 1978).
A amplitude da passada se refere à distância desta na corrida e depende de alguns fatores, como a 
constituição, o peso, a potência, a flexibilidade e a coordenação do corredor; a maioria desses fatores 
pode ser aprimorada através de exercícios específicos e educativos.
Para melhorar o desempenho na fase do desenvolvimento da corrida, os exercícios devem visar ao 
treinamento que possa aumentar a distância e a frequência das passadas.
36
Unidade I
Figura 19 – Fases da corrida: desenvolvimento
Disponível em: https://tinyurl.com/3vz8dhvv. Acesso em: 27 fev. 2024.
A chegada é a finalização da corrida, e uma das fases mais importantes dela é a concretização do 
desempenho na prova. Nas provas de velocidade, normalmente é a parte mais acirrada de todo o processo.
Para tanto, faz‑se necessária uma apuração da técnica. De acordo com a regra oficial, a chegada 
é definida pela passagem do tronco do corredor no plano vertical da linha de chegada. Portanto, ao 
ajustar a técnica adequada para essa fase, devemos enfatizar nos treinamentos que o corredor, no 
momento exato, deverá projetar em primeiro lugar o seu tronco à frente (excluindo cabeça, pescoço, 
braços, mãos, pernas ou pés), além da linha de chegada.
Para tal, a técnica mais aplicada é a chegada com projeção do tronco à frente, que consiste na ação 
pela qual, ao aproximar‑se da linha de chegada, o corredor projeta seu tronco adiante de todo o corpo, 
muito antes de os pés atingirem a linha final, o que possibilita ao corredor, em um momento de decisão, 
tirar vantagem de uma execução técnica ajustada ao momento exato da chegada.
Figura 20 – Fases da corrida: chegada
Disponível em: https://tinyurl.com/yzcsdx98. Acesso em: 27 fev. 2024.
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
 Saiba mais
Dentre as várias literaturas pertinentes à prática da modalidade de 
atletismo, temos um clássico nacional com aprofundamentos sobre as 
provas de corrida:
FERNANDES, J. L. Atletismo: corridas. 3. ed. São Paulo: EPU, 2003.
4.2.2 Corridas de meio fundo
As corridas de meio fundo também são conhecidas como corridas de meias distâncias. São 
representadas oficialmente no atletismo pelas provas de 800 e 1.500 m rasos.
Uma das principais características dessas provas é utilizar‑se das capacidades aeróbias e anaeróbias. 
Podemos destacar a prova de 800 m, que envolve resistência e velocidade.
Um corredor dessa prova precisa ter uma ótima velocidade (principalmente nos 400 m rasos) e 
ser capaz de correr os 1.500 m com dignidade. São provas que, além dos fatores fisiológicos, envolvem 
capacidade tática e predisposição psicológica (Mansilla, 1994).
As provas de meio fundo, assim como as de velocidade, são divididas em três fases: saída, 
desenvolvimento e chegada; no entanto, elas se diferenciam das de velocidade, pois a saída dessas 
provas não é tão decisiva para o resultado final e, por isso, os corredores fazem a saída em pé e sem uso 
dos blocos de partida (nas saídas em pé, ou seja, sem blocos de partida).
A prova de 800 m é um exemplo de prova parcialmente balizada. Nela, os corredores iniciam a 
corrida em suas raias respectivas (oito corredores) e abandonam esse balizamento no final da primeira 
curva da pista.
Figura 21 – Corrida de meio fundo
Disponível em: https://tinyurl.com/yh6xyuy7. Acesso em: 27 fev. 2024.
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Unidade I
Já a prova de 1.500 m nãoé balizada. Para essa prova, podemos ter mais de oito corredores, pois eles 
podem estar distribuídos nas mesmas raias.
O desenvolvimento para essas provas tem um ritmo menos acelerado se comparado ao das provas 
de velocidade, em que as passadas não são tão amplas. No entanto, o corpo deve estar mais relaxado e 
com uma menor inclinação de tronco, para evitar desgaste energético.
A movimentação dos braços é coordenada, com gestos mais naturais, e o apoio dos pés é realizado 
na parte média dos pés.
A chegada também não é tão decisiva quanto nas corridas de velocidade, porém é vital estar muito 
atento aos metros finais da prova; no caso de precisar disputar a colocação na linha de chegada (sprint 
final), o corredor pode optar pela chegada normal ou a com projeção do tronco à frente.
4.2.3 Corridas de fundo
Oficialmente, as provas de 5.000 e 10.000 m rasos representam o conceito provas de fundo, pois têm 
longa duração, média intensidade e predomínio da capacidade aeróbia.
Tais provas têm características muito específicas, pois o corredor necessita utilizar‑se de suas reservas 
para conseguir cumprir o percurso. É necessária uma técnica apurada em relação aos braços, que devem 
estar fletidos a menos de 90º, sem se cruzarem à frente do tronco (deve ser feito um movimento paralelo 
ao tronco) e relaxados, sem dispêndio de energia.
As pernas executam movimentos pendulares e as passadas são mais curtas; os joelhos se elevam pouco, 
assim como os calcanhares não se aproximam tanto da parte posterior da coxa. Os pés inicialmente entram 
em contato com o chão com o calcanhar e depois a descarga de peso é feita em todo o pé, até a sua ponta.
Temos também as provas de grande fundo, que são mais longas e que normalmente são disputadas 
fora das pistas, em ambientes com pisos variados, como asfalto, calçamentos, estradas de terra etc.
Figura 22 – Maratona
Disponível em: https://tinyurl.com/ytn2ntkc. Acesso em: 27 fev. 2024.
A maratona (42.195 km) e a meia maratona são consideradas provas de rua.
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
4.2.4 Corridas com barreiras
Assim como diversas provas do atletismo, não se sabe certamente quando se deu o início desse 
tipo de prova; porém, as primeiras referências sobre as corridas com algum tipo de barreira ou 
obstáculo são da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e datam do início do século XIX (Santos; 
Matthiesen, 2013).
Esse tipo de corrida era bastante popular entre os estudantes ingleses. A história descrita é que 
Halifax Wyatt, um aluno do colégio D’Exeter, após participar de uma prova hípica, decidiu refazer o 
percurso da prova a pé, saltando os obstáculos que realizou com seu animal (Santos; Matthiesen, 2013).
A ideia foi disseminada entre os jovens de Oxford, e em 1850 foi celebrado um grande evento chamado 
de Steeplechase Pedestre, uma corrida com 2 milhas de distância e que tinha 24 obstáculos. A prova 
ocorria em um campo com muita dificuldade de mobilidade, pois o trajeto foi concebido em uma área com 
lama quase intransponível, e somente era possível vencê‑la sobre um cavalo (Santos; Matthiesen, 2013).
No início do século XX, o interesse por essa disciplina cresceu. Os obstáculos foram trocados por 
um implemento mais leve; assim, em qualquer contato do atleta, o aparelho cairia no chão. Dessa 
forma, o esportista não poderia derrubar mais que três barreiras, pois isso causaria sua desclassificação 
(Fernandes, 2003b).
Além da alteração do peso das barreiras, em 1930, as barreiras que apresentavam um padrão T foram 
substituídas por outras em formato de L, inventadas pelo treinador H. Hillman. Isso contribuiu para os 
atletas terem mais confiança em si próprios, pois não tinham mais a preocupação em se machucar ao 
bater nas barreiras, o que promoveu o aumento da velocidade das provas (Fernandes, 2003b, Santos; 
Matthiesen, 2013a).
As corridas com barreiras, como dito, requerem que o barreirista, além de executar o percurso 
estabelecido na prova, tenha de transpor dez barreiras dispostas no trajeto.
As provas são bem complexas, pois envolvem velocidade e a capacidade de atacar as barreiras, 
mantendo o centro de gravidade na mesma posição durante toda a prova, sem perder velocidade e 
coordenando movimento de braços com pernas para equilibrar o corpo.
Elas são disputadas em 100 m (feminino), 110 m (masculino) e 400 m (feminino e masculino). Para 
todas essas provas, são dispostas dez barreiras no percurso; no entanto, o que oscila é a distância entre 
elas e a sua altura.
O barreirista inicia a prova no bloco de partida, da largada até a primeira barreira. O atleta precisa 
rapidamente transitar da posição de largada para a velocidade pura. Na aproximação da barreira, uma 
das pernas impulsiona a fase que o atleta transpõe a barreira com a perna de ataque semiflexionada. 
A perna de impulsão assume um ângulo de 90°. O braço oposto à perna de ataque guia o atleta para 
frente e garante o seu equilíbrio.
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Unidade I
 Observação
O termo franquear significa transpor as barreiras nas provas do atletismo.
Figura 23 – Prova com barreiras
Disponível em: https://tinyurl.com/mud86zpt. Acesso em: 27 fev. 2024.
Por fim, a perna de ataque deve rapidamente aterrizar para um rápido retorno à velocidade pura 
entre as barreiras ou o sprint final para a chegada.
Quadro 7 – Disposição e altura das barreiras nas diferentes provas
Prova Gênero Altura Distância entre as 
barreiras
Distância da 
saída para a 1ª 
barreira
Distância da 
última barreira 
até a chegada
100 m Feminino 0,838 m 8,50 m 13,00 m 10,50 m
110 m Masculino 1,067 m 13,72 m 9,14 m 14,02 m
400 m Feminino 0,762 m 45 m 35 m 40 m
400 m Masculino 0,914 m 45 m 35 m 40 m
As provas com barreiras possuem quatro fases técnicas distintas, sendo:
• Saída: é utilizada uma saída baixa, semelhante à das provas de velocidade.
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ATLETISMO: ASPECTOS DO ESPORTE
• Da saída ao ataque à primeira barreira: o corredor deve vencer determinada distância, que vai 
variar de prova para prova.
• Entre as barreiras: todas as barreiras estão dispostas uniformemente dentro da respectiva raia, 
ou seja, as barreiras têm a mesma distância entre si. De acordo com as distâncias, esses espaços 
são alterados.
• Da última barreira à chegada: ao passar pela última barreira, o corredor precisa terminar a 
distância da prova até a linha de chegada. Semelhante às provas rasas, o atleta deve manter a 
maior velocidade possível.
Para Fernandes (2003b), o êxito nas provas com barreiras está atrelado a aspectos técnicos 
relacionados à transposição da barreira, que deve ser realizada mantendo o movimento em um plano 
horizontal e mais paralelo ao solo, e não saltar sobre ela, ou seja, tendo uma movimentação com 
predominância no plano vertical. Além disso, o autor propõe três regras básicas:
• abordar a barreira sem diminuir a velocidade;
• ao fazer a transposição, permanecer em suspensão sobre a barreira o menor tempo possível por 
meio de uma elevação da pelve;
• após a transposição, colocar‑se na melhor posição para dar continuidade à corrida sem qualquer 
tipo de velocidade.
Como falamos anteriormente, o barreirista é um velocista. No entanto, outra característica 
importante é a impulsão e toda a consciência corporal e coordenativa que o corredor deve ter para tal 
prova. Portanto, devemos nos ater ao ponto de impulsão para o início da passagem, o que varia de atleta 
para atleta dependendo da estatura, flexibilidade, mobilidade e velocidade.
Figura 24 – Transposição das barreiras
Disponível em: http://tinyurl.com/2b7dh4d6. Acesso em: 27 fev. 2024.
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Unidade I
A transposição das barreiras exige as seguintes características:
• Perna de ataque: vai à frente e é lançada em direção à barreira para depois ser estendida quando 
estiver sobre ela. Quando o centro de gravidade do corredor passar a barreira, a perna de ataque 
vai seguir em direção ao solo, buscando a recuperação.
• Perna de passagem: é a perna de trás; ao sair do contato com o solo, o joelho dessa perna se 
flexiona

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