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PRÁTICAS DE MICROBIOLOGIA BÁSICA Professor: Especialista Jaime Conrado Aragão Neto Mediador pedagógico- UNINTA Coordenador SND- Santa Casa de Misericórdia de Sobral Preceptor Res. Multiprofissional em Oncologia UNINTA/SCMS e Cancerologia ESPCE/SCMS Nutricionista CRN11: 11063 Bacharel em Nutrição- UNINTA Especialista em Nutrição em Atenção Primária e Saúde da Família e Comunidade Registro N° ESP/0012-CRN11 Especialização em caráter de Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência - SCMS/UNINTA Especialização em caráter de Residência Multiprofissional em Saúde da Família - ESPVS/UEVA Pós-graduado em Nutrição Clínica e Esportiva (ênfase em fitoterapia) - FAI Pós-graduado em Fitoterapia - FAVENI Habilitado em Fitoterapia Registro N° FITO/0047-CRN11 Habilitado em Aromaterapia Registro N° PICS/0009-CRN11 PRÁTICA 1: PREPARAÇÃO DE MEIO DE CULTURA LÍQUIDO PRÁTICA 1: PREPARAÇÃO DE MEIO DE CULTURA LÍQUIDO ● Microorganismos cultivadas em uso de materiais e/ou nutrientes: meio de cultura; ● Meio de culturas líquidos: Caldo, ex: Caldo lactosado. Distribuídos em tubos de ensaio ● Meio de culturas sólidos: Agar (agente solidificantes , à 1,5% polissacarídeo complexo derivado de alga). Distribuídos tubos de ensaio ou placa de petri. ● Meio de culturas são comercializados na forma de pó em frascos de 500g; Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 1: PREPARAÇÃO DE MEIO DE CULTURA LÍQUIDO ● Para preparação deve ser pesado o pó, adicionar água, e depois esterilizar o meio de cultura; ● Antes deve ser realizado um cálculo, à partir das informações do rótulo (regra de 3), ex.: 13g —-------------- 1000ml 5 x 10ml : 50 ml volume total x —------------------ 50 ml x= 50 x 13/1000 = 650/1000 = 0,65g do pó Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 1: PREPARAÇÃO DE MEIO DE CULTURA LÍQUIDO ● Materiais: - Espátula; - Becker; - Proveta; - Bastão de vidro; - Pipeta com pêra. ● Pesagem do becker, e depois 0,65g do pó; ● Após adicionar 50ml de água destilada; ● Realizar homogeneização (com bastão), eliminando os grumos. Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 1: PREPARAÇÃO DE MEIO DE CULTURA LÍQUIDO ● Distribuição nos tubos de ensaio, colocando 10ml do meio de cultura no tubo de ensaio, acionando a parte “E” da pêra; ● Cada trio prepara 5 tubos de ensaio com 10ml em cada tubo; ● Tampar os tubos; ● Os meios de culturas devem passar após por um procedimento de esterilização, através da autoclave (que elimina a carga microbiana); ● Nem todos os meios devem ser autoclavados, porém o caldo lactosado pode; ● Na autoclave fica à 121ºC à 15 minutos; ● Material retirado, resfriado, e pode ser utilizado para uso. Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 2 : INOCULAÇÃO EM MEIO SÓLIDO - TÉCNICA DE SEMEADURA COM ALÇA DE PLATINA PRÁTICA 2: INOCULAÇÃO EM MEIO SÓLIDO - TÉCNICA DE SEMEADURA COM ALÇA DE PLATINA ● Técnicas de inoculação em meio líquido e meio sólidos; ● Inoculação transferência de um material (inóculo) para meio de cultura; ● Inóculo: material que pode ser derivado de pacientes, alimentos, amostras ambientais; ● Materiais: - Alça de inoculação (na ponta com alça de platina); - Alça de Drigalski; - Inóculo (iogurte); - Meio de cultura (caldo lactosado); - Bico de bunsen. Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 2: INOCULAÇÃO EM MEIO SÓLIDO - TÉCNICA DE SEMEADURA COM ALÇA DE PLATINA ● Inoculação ocorre na zona asséptica ou zona livre, próxima ao bico de bunsen (30 cm à partir do mesmo); ● Na microbiologia o ideal é a utilização da zona azul da chama (temperaturas mais elevadas); ● As alças serão esterilizadas pela chama; ● Inoculação em meio líquido: ● Segurar a alça na parte de madeira (deixando 2 dedos livres), mantida na vertical, realizando a flambagem, que ocorre até a alça ficar vermelha, assim ficando estéril, porém esperar resfriar; ● Colocar a alça em contato com a amostra até preenchimento da bolha da alça. Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 2: INOCULAÇÃO EM MEIO SÓLIDO - TÉCNICA DE SEMEADURA COM ALÇA DE PLATINA ● Pega com alça atrás da chama, abre o tubo de ensaio, flamba o bocal do tubo de ensaio, mergulha a alça e faz um zigue-zague, flamba o bocal do tubo, fecha, e esterilizar a alça após procedimento; ● Inoculação em meio sólido; ● Alça deve ser flambada até ficar vermelha, resfria, mergulha mais uma vez no inóculo; ● 1º técnica esgotamento por estria contínua: ● Preenche a bolha da alça com o inóculo, abre a placa de petri (respeitando a zona livre), coloca a amostra no canto da placa e faz levemente estrias na superfície do meio de cultura, fecha a placa e flamba a alça. Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 2: INOCULAÇÃO EM MEIO SÓLIDO - TÉCNICA DE SEMEADURA COM ALÇA DE PLATINA ● 2º técnica esgotamento por estria descontínua: ● 4 movimentos para se fazer estrias; ● Objetivo: após 24h obtenção de culturas isoladas (puras); ● Flamba a alça até ficar rubra (vermelha), resfria, coloca em contato com a amostra, preenche a bolha, abre a placa, faz a estria até 2/3 da placa, fecha, flamba a alça, resfria, gira a placa, puxa uma amostra à partir das estrias até 2/3 da placa, fecha, flamba a alça, resfria, gira a placa, puxa alça do material feito por último, faz estrias até 2/3, fecha, faz o último bloco de estrias, flamba, resfria, puxa o último em 2/3, fecha e flamba; ● Placas de petri e tubos de ensaios devem ser encubados na estufa bacteriológica em 35 à 38 ºC; Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 2: INOCULAÇÃO EM MEIO SÓLIDO - TÉCNICA DE SEMEADURA COM ALÇA DE PLATINA ● São deixados em estufas por 24h; ● observar o indicativo do crescimento microbiano em meio líquido: ocorre alteração da turbidez do meio ou turvação do meio, podendo ser visto à olho nu; ● Técnica de semeadura em superfície (para meio sólido); ● utiliza pipeta automática, coloca a ponta da mesma, retira o volume de 0,1 ml do inóculo, coloca o volume no centro da placa, descarta a ponta da pipeta, fecha a placa; ● usa a alça de drigalski (bastão de vidro), espalhar o inóculo que está no centro da placa, até sentir que o inóculo está seco (realizando semeadura na superfície), após fecha, e flamba a alça de drigalski, e a placa deve ser colocada na estufa bacteriológica por 24h, no meio sólido ocorre a formação de colônias microbianas visíveis à olho nu. ● São bactérias mesófilas (crescem em 35 à 37ºC), heterotróficas (não realizam fotossíntese), aeróbicas ( crescem na presença de oxigênio). Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 3 : COLORAÇÃO DE GRAM PRÁTICA 3: COLORAÇÃO DE GRAM ● Criada no final do século 19, ganhou este nome por seu criador; ● Dar suporte à classificar as bactérias de acordo com sua morfologia, e coloração; ● Caso fique corada com o cristal violeta é gram positiva , e com a safranina com a cor vermelha é gram negativa; ● Materiais: ● Cultura bacteriana já crescida no Agar à partir de amostra de alimento (iogurte o inóculo) na placa de petri; ● Lâminas para microscopia; Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 3: COLORAÇÃO DE GRAM ● Materiais: ● Alça para inoculação; ● Suporte para lâmina; ● Reagentes: Cristal violeta, lugol, solução de álcool cetona e safranina; ● Fazer o esfregaço, flambar a alça de inoculação até ficar vermelha, resfria, e retira um pouco da colônia na placa de petri. ● Com a lâmina de microscopia com uma gota de água, deposita o material em movimento de zigue zague na gota na lâmina inteira, flamba alça; ● Coloca no suporte (parece um pregador) lâmina bem próximo na chama até secar a gota; ao final da fixação tem o esfregaço na lâmina; Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 3: COLORAÇÃO DE GRAM ● Próxima lâmina retirar a 2º colônia (com característica leitosa), flamba a alça, puxa o material da colônia, pega a lâmina já com a gota de água destilada, e realiza o esfregaço do material na superfície da lâmina; ● Após, realiza a fixação do esfregaço com calor, flamba a alça, coloca a lâmina no suporte, e faz a fixação do esfregaço com o calor; ● Submeteras lâminas à uma sequência de tratamento com os reagentes; ● Deve seguir as sequências e respeitar o tempo de cada etapa; ● 1 etapa cobrir a lâmina com cristal violeta, e esperar 1 minuto marcado no cronômetro; Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 3: COLORAÇÃO DE GRAM ● 2º etapa cobrir a lâmina com a solução de lugol, e deve durar 1 minuto; ● 3º etapa lavagem com a solução de álcool cetona, as gram negativas perderam a coloração nesta etapa, as gram positiva não perdem a sua coloração do cristal violeta após o álcool cetona (parede mais espessa), onde o cristal violeta é fixado nela; ● 4ºetapa a gram positiva não é corada com a safranina, e a negativa é corada com a safranina, ambas as lâminas são cobertas, por 30 segundos; ● Após é lavada as lâminas com água destilada, secadas com papel toalha (parte de baixo); Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 3: COLORAÇÃO DE GRAM ● Observação no microscópio óptico, em objetiva de 100x (objetiva de imersão); ● utiliza o óleo de imersão colocando uma gotinha no centro da lâmina; ● posicionar a lâmina no microscópio; ● Então realiza a análise da lâmina, sendo possível visualizar as bactérias, suas formas e coloração; ● Fazer o mesmo procedimento com a 2º lâmina; ● Violeta (gram positiva) e vermelho (gram positivo). Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 4 : ANTIBIOGRAMA PRÁTICA 4: ANTIBIOGRAMA ● Teste de suscetibilidade aos antimicrobianos, classificando em sensíveis ou resistentes à antimicrobianos; ● Técnica de disco de fusão; ● Para técnica vai precisar: - meio de cultura específico já na placa de petri (meio Agar Mueller-Hinton); - Discos de antibiogramas (contendo penicilina e 1 com ciprofloxacino); - Pinças; - Inóculo (amostra de alimento, diluído em solução salina em 0,85%) em tubos. - swab. - bico de bunsen. Fonte: Albuquerque, 2021.. PRÁTICA 4: ANTIBIOGRAMA ● 1º Pega o swab (respeitando a zona livre); ● Pega-se o tubo de ensaio com o inóculo com a bactéria diluída, flamba o bocal do tubo, mergulha o swab no tubo de ensaio, flamba novamente o bocal do tubo, fecha o tubo, abre a placa de petri, e realiza as estrias e delicadamente transfere o material para a placa de petri (por inteira), descarta o swab. ● abre o 1º frasco com a penicilina, retira com a pinça um disco, e coloca na superfície da placa de petri, fazendo uma pressão delicadamente, sempre flambar a pinça antes e depois; ● Após realizar a aplicação do disco de ciprofloxacino, da mesma forma que o 1º; ● Incubar a placa em estufa bacteriológica, se for sensível vai se formar um halo de inibição (medido em mm comparado com tabela padrão), caso seja pequeno ou não haver halo, a bactéria é resistente ao antibiograma. Fonte: Albuquerque, 2021.. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, R. Microbiologia básica - Coloração de Gram Aula 4. Disponível em:. Acesso em 19 de fev de 2025. ALBUQUERQUE, R. Microbiologia básica - Preparação dos meios de cultura Aula 1.mp4. Disponível em:. Acesso em 19 de fev de 2025. ALBUQUERQUE, R. Microbiologia básica - Técnicas de inoculação Aula 2.mp4. Disponível em:. Acesso em 19 de fev de 2025. ALBUQUERQUE, R. Microbiologia básica - Antibiograma Aula 3. Disponível em:. Acesso em 19 de fev de 2025. BONS ESTUDOS!