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ELISMARQUE TEIXEIRA JÚNIOR | TURMA: FLC2869HID LICENCIATURA EM HISTÓRIA POVO NEGRO NO BRASIL Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso: Licenciatura em História Acadêmico: Elismarque Teixeira Júnior 2022/2 Povo Negro no Brasil É assustador como o continente africano ficou de fora por muito tempo da grade escolar e de como alguns educadores se quer deram atenção a isso. Como pode, um continental que disseminou uma série de informações e conhecimentos importantes para a sobrevivência das sociedades atuais, ter ficado omissa por tanto tempo? E deveras, injusta, pelo fato de lhe foi negado o reconhecimento verdadeiro correto a um continente que beneficiou e beneficia a humanidade até os dias de hoje. (SANTOS, 2015) É visto que, o ensino da África e dos africanos, durante décadas foi fracionado, o que acaba arrumando o conhecimento mais aprofundado deste continente. Para a disciplina de geografia, é abordado somente a “extensão territorial deste continente, a população, os conflitos políticos, ressaltando o alto índice de pobreza e doenças como ebola, AIDS e cólera. (SANTOS, Ana Paula Borges dos Reis Queiroz, 2015). Segundo Santos (2015) é muito complexo o ensino da cultura africana, pois exigem muita agilidade dos docentes para superar “as barreiras da resistência dos pais e alunos, do racismo e em como lidar com ele no âmbito educacional, dos estigmas e em como desenvolver trabalhos gradativos que mudem a visão, a percepção e a ação dos alunos perante a temática que envolva a cultura”. A abordagem da história da África e cultura Afro – brasileira no contexto escolar tendo com finalidade de como acontece o trabalho com a temática Cultural Afro-brasileira, com a promulgação da Lei nº 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história da África e cultura Afro-brasileira nas escolas, isso significa um grande avanço na superação dos preconceitos contra os descendentes africanos, reconhecendo sai cultura, sua história e a contribuição para a formação da nossa cultura. Representando um novo caminho para desmistificar esse preconceito que foi construído sobre os afrodescendentes; sendo um trabalho a ser realizados por toda a sociedade, tendo a escola a principal responsabilidade nesse processo de desconstrução do preconceito racial. Compreendendo como se estrutura as Diretrizes Curriculares Nacionais, para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro brasileira e africana, bem como os princípios que as norteiam, é fundamental para que essa temática seja inserida em sala de aula. Pode-se perceber que algumas décadas atrás o ensino sobre os negros no Brasil e a forma como foram trazidos e tratados, não recebiam muita importância e aprofundamento que mereciam. Ou seja, o ensino sobre a história da África sempre foi diminuído, em que “os capítulos nos livros de história eram extremamente reduzidos, escondendo a complexidade de informações que poderia ter a respeito desse continental, o qual o berço da humanidade.” (SANTOS, 2015) Metodologia A proposta de aula se dará da em cinco aulas consecutivas na 2ª série do Ensino Médio. As atividades propostas tem como objetivo, entender a participação de africanos no tráfico de escravos, analisar as dificuldades encontradas por esses povos e os principais grupos de africanos trazidos para as Américas. Em cada aula ministrada os alunos estarão sendo avaliados por sua participação e interação com assunto trabalhado em sala de aula. Objetivos Analisar as dificuldades enfrentadas pelos africanos cativos no tráfico de escravos; Reconhecer as péssimas condições de transporte dos africanos para o Brasil; Observar as justificativas para a prática comercial de humanos; Entender a participação de africanos no tráfico de escravos; Identificar as principais rota do tráfico de escravos e os principais grupos de africanos trazidos para as américas. Fundamentação Teórica A cultura africana foi difundida de forma errônea por décadas, principalmente, no campo educacional, pois o ensino da história da África e dos africanos, sempre foram passados colocando-os como inferiores e sem cultura. Por isso, se fez necessário a criação da Lei 10.639/03, tornando obrigatório o ensino em sala de aula, já que, essa cultura tem fundamental importância na formação do povo brasileiro, que, precisa de uma atenção especializada e competente para ajudar corrigir esses erros. Segundo Santos (2015) é muito complexo o ensino da cultura africana, pois exigem muita agilidade dos docentes para superar “as barreiras da resistência dos pais e alunos, do racismo e em como lidar com ele no âmbito educacional, dos estigmas e em como desenvolver trabalhos gradativos que mudem a visão, a percepção e a ação dos alunos perante a temática que envolva a cultura”. Justifica-se, portanto, a necessidade do aprofundamento do estudo que trata da história da África e da cultura africana e de sua difusão em sala de aula, abrangendo ações pedagógicas que viabilizem a realização de um trabalho eficiente e que proporcione aos discentes uma aprendizagem qualitativa. (SANTOS, 2015). É assustador como o continente africano ficou de fora por muito tempo da grade escolar e de como alguns educadores se quer deram atenção a isso. Como pode, um continental que disseminou uma série de informações e conhecimentos importantes para a sobrevivência das sociedades atuais, ter ficado omissa por tanto tempo? E deveras, injusta, pelo fato de lhe foi negado o reconhecimento verdadeiro correto a um continente que beneficiou e beneficia a humanidade até os dias de hoje. (SANTOS, 2015) Grande parcela da população brasileira é formada por negros e pardos; segundo pesquisas já realizadas, aqui no Brasil é o país com a segunda maior população de origem africana no mundo. A força e a influência da cultura africana reconstruídas aqui no Brasil é algo que não podemos negar, porém até pouco tempos essa cultura não era valorizada, tão pouco reconhecida, sempre havendo essa segregação entre negros e brancos. A abordagem da história da África e cultura Afro – brasileira no contexto escolar tendo com finalidade de como acontece o trabalho com a temática Cultural Afro-brasileira, com a promulgação da Lei nº 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história da África e cultura Afro-brasileira nas escolas, isso significa um grande avanço na superação dos preconceitos contra os descendentes africanos, reconhecendo sai cultura, sua história e a contribuição para a formação da nossa cultura. Representando um novo caminho para desmistificar esse preconceito que foi construído sobre os afrodescendentes; sendo um trabalho a ser realizados por toda a sociedade, tendo a escola a principal responsabilidade nesse processo de desconstrução do preconceito racial. Compreendendo como se estrutura as Diretrizes Curriculares Nacionais, para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro brasileira e africana, bem como os princípios que as norteiam, é fundamental para que essa temática seja inserida em sala de aula. Estratégias e Recursos da Aula Aula 1 Atividade nº 1 – A África e o tráfico de escravos. Nesse momento, será explicado a turma que o tráfico de africanos para as Américas é considerado a maior migração forçada da história da humanidade, e em paralelo debater junto aos alunos a crueldade dessa migração forçada e as dificuldades enfrentadas pelos escravos entre os séculos XVI e XIX. Aula 2 Atividade nº 2 – O mercado de escravos Será proposto aos alunos que façam a leitura do texto impresso, com o tema: “MAGNATAS DO TRÁFICO NEGREIRO”. Retirado do site portal São Francisco. A leitura tem como objetivo mostrar como o tráfico de escravos gerou muito lucros aos mercadores europeus e de como esse mercado lucrativo acabava sendo totalmente desumano como os africanos tomados como cativos. Após a leitura do texto analise e discussão sobre a assunto, será realizado uma atividade em sala.Estratégias e Recursos da Aula Aula 4 Atividade nº 4 – Atividade de Pesquisa Nesta aula traz como proposta para que os alunos façam uma pesquisa sobre as origens, diferenças e influencia dos Bantos e Sudaneses no Brasil e nas Américas. A pesquisa será feita em duplas ou trio, deverá ser iniciada em sala de aula podendo ser terminada em casa, e deverá ser entregue como trabalho e apresentação se seminário. Aula 5 Atividade nº 5 – Seminário Nessa aula será escolhido 3 grupos para realizarem a apresentação do seminário. Avaliação Tendo como princípio que a ação avaliativa deve permear toda a prática pedagógica do professor dando-lhe constantemente elementos que lhe possibilitem auxiliar o estudante no seu desenvolvimento, o professor poderá avaliar os alunos a cada etapa do trabalho por meio das atividades desenvolvidas na aula, como a interpretação e debate das ideias centrais dos recursos utilizados (imagem e vídeo), e também a partir do processo de produção de maquete de um navio negreiro. Referências ALBURQUERQUE JÚNIOR, D. M. A Arte de Inventar o Passado. São Paulo: Prismas, 2007. BARRETO, Vicente. “Educação e Violência: reflexão preliminares”. In: ZALUAR, Alba (org) et al. Drogas e Cidadania: repressão iu redução. São Paulo: Brasiliense, 1994. FERREIRA, Carlos Augusto Lima. Ensino de História e a Incorporação das Movas Tecnologias da Informação e Comunicação: uma reflexão. Revista de História Regional, 1999. “Rotas da escravidão”. Em Só História. Virtuosus Tecnologia da Informação, 2009-2019. Disponível em https://www.sohistoria.com.br/ef2/culturaafro/p5.php. Acessado em 20/08/2022 as 22:00h. image1.emf image2.png image3.jpeg