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COMBO DE TESTES
PSICOPEDAGÓGICOS
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COMBO AGORA
AMOSTRA EDUCATIVA DO
Seja bem-vindo(a) à Amostra Educativa do Combo de Testes
Psicopedagógicos Profissionais — um material criado com o propósito de
ensinar, inspirar e aprimorar o olhar avaliativo do psicopedagogo.
Nos últimos anos, temos observado uma crescente necessidade de
instrumentos claros, éticos e fundamentados, que ajudem o profissional a
compreender o comportamento de aprendizagem com base em evidências e
observações reais, e não apenas em percepções subjetivas.
Esta amostra foi desenvolvida exatamente com essa intenção: mostrar, passo
a passo, como aplicar, preencher e interpretar testes educacionais de forma
técnica, reflexiva e significativa.
Aqui, cada página foi pensada para unir ciência e prática.
 
Você encontrará testes reais, de diferentes áreas do desenvolvimento —
linguagem, raciocínio, memória, atenção, motricidade e funções executivas —
acompanhados de exemplos preenchidos, quadros de observação e orientações
sobre o que observar e como registrar cada comportamento de maneira
pedagógica.
Mais do que um simples kit de atividades, este material é um mini laboratório
de formação profissional, que permite compreender o papel do psicopedagogo
como investigador do processo de aprendizagem.
Todos os exemplos aqui apresentados seguem os princípios éticos e legais da
prática psicopedagógica no Brasil, respeitando a LGPD (Lei nº 13.709/2018) e
os limites estabelecidos pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP
nº 31/2022 e nº 007/2003).
Nenhum dos testes desta amostra tem caráter psicológico, diagnóstico ou
padronizado — tratam-se de instrumentos educacionais e observacionais,
voltados ao registro e à análise qualitativa de desempenho.
⚖ Uso responsável:
Este material é destinado exclusivamente a fins educacionais, formativos e
demonstrativos. Os protocolos devem ser aplicados por profissionais
qualificados, em contexto ético, e nunca como substitutos de avaliação
psicológica, fonoaudiológica ou neurológica.
Desejamos que esta experiência desperte novas percepções sobre como a
avaliação bem conduzida pode transformar a prática e a relação com cada
aprendente. Ao compreender o processo, você não apenas identifica
dificuldades — você revela potencialidades e constrói caminhos de
intervenção.
Desenvolvido por especialistas em psicopedagogia, neuroeducação e design educacional.
Com respeito, admiração e propósito,
Equipe iPsy 
Esta amostra foi criada para que você experimente, na prática, o
funcionamento dos principais instrumentos psicopedagógicos educacionais
que compõem o Combo Profissional completo.
 
O objetivo não é apenas testar atividades, mas vivenciar um método de
observação, registro e análise que fortalece o olhar técnico do psicopedagogo.
Como usar esta amostra
Escolha o teste mais adequado
Cada bloco da amostra representa uma área do desenvolvimento:
Linguagem e Comunicação
Raciocínio e Sequência Lógica
Memória e Atenção
Coordenação Motora e Escrita
Funções Executivas e Observação Funcional
Antes de aplicar, leia o objetivo, a faixa etária sugerida e os materiais
necessários.
Escolha aquele que mais se aproxima do perfil do seu aprendente.
Leia atentamente as instruções
Cada teste contém orientações passo a passo, criadas para guiar a aplicação de
forma clara, breve e funcional.
💡 Dica: Sempre leia as instruções em voz alta, mantendo a
linguagem simples e direta.
Evite reformular comandos, pois pequenas mudanças podem alterar
a interpretação do aprendente.
Aplique em contexto real ou simulado
Você pode usar esta amostra em duas situações:
1.Com um aprendente real, mediante consentimento informado e uso ético
dos dados;
2.De forma simulada, para estudo ou treinamento, observando possíveis
respostas e estratégias.
O importante é registrar o processo, não apenas o resultado. Observe
expressões, hesitações, tempo de resposta e estratégias utilizadas.
Preencha o protocolo de observação
Cada teste vem acompanhado de um modelo de protocolo.
 Utilize as colunas e campos de anotações para registrar:
Comportamentos observados;
Estratégias utilizadas;
Dificuldades específicas;
Pontos fortes e avanços.
 Exemplo: “Durante o teste de memória visual, a criança nomeou corretamente dois
dos quatro objetos, mas demonstrou cansaço na segunda rodada.”
 
Analise e reflita sobre o resultado
O objetivo desta amostra é formar o olhar interpretativo do profissional.
 Ao analisar suas anotações, reflita:
O que este desempenho revela sobre o funcionamento cognitivo e emocional do
aprendente?
Há padrões entre os erros?
O resultado confirma ou contradiz o que é observado em sala de aula?
⚠ Importante: A interpretação deve ser educacional, nunca clínica.
 Quando observar sinais persistentes de dificuldade, considere reaplicar o teste em
outro momento ou encaminhar para avaliação multiprofissional.
Use esta amostra como laboratório formativo
Cada aplicação é uma oportunidade de aprendizado para o profissional.
 Experimente testar a si mesmo, registrar suas hipóteses e compará-las depois com
as observações reais.
 Você perceberá que, mais do que aplicar testes, o psicopedagogo aprende a enxergar
processos cognitivos invisíveis ao olhar comum.
Amplie sua prática
Esta amostra contém apenas uma seleção reduzida dos instrumentos disponíveis.
O Combo Profissional completo oferece versões ampliadas, protocolos digitais
preenchíveis, guias de correção, planilhas de análise e modelos de intervenção que
complementam o processo avaliativo.
💬 Sugestão: Ao finalizar a leitura desta amostra, aplique um dos testes e compare sua
experiência com os exemplos de preenchimento do material completo.
Em resumo:
1⃣ Leia.
2⃣ Aplique.
3⃣ Observe.
4⃣ Registre.
5⃣ Reflita.
6⃣ Amplie.
Cada passo aproxima você de uma prática mais consciente, ética e baseada em
evidências.
Boa experiência e excelente prática psicopedagógica!
Área Descrição Sinais frequentes observáveis
Leitura e Escrita
Envolve dificuldades na
decodificação, compreensão
e produção escrita.
Trocas de letras, inversões, leitura silábica,
lentidão na escrita, omissões e confusão
entre sons próximos (C/G, P/B).
Matemática e Lógica
Relaciona-se à compreensão
de quantidades, operações e
sequências.
Dificuldade para entender problemas,
confusão em símbolos, erros de contagem,
dificuldade em estimar tamanhos ou
comparar números.
Atenção e Memória Prejudicam o foco e a
retenção da informação.
Esquecimento de instruções curtas,
dificuldade em manter a concentração,
necessidade constante de repetição,
distrações com estímulos externos.
Coordenação Motora
e Escrita
Afetam o traçado, a
organização espacial e a
coordenação olho-mão.
Letra irregular, dificuldade em recortar,
alinhar, colorir dentro dos limites, lentidão
motora.
Funções Executivas
Envolvem planejamento,
monitoramento, autocontrole
e flexibilidade cognitiva.
Impulsividade, dificuldade em seguir etapas,
desorganização, baixa tolerância à frustração,
abandono de tarefas.
Dificuldades de Aprendizagem: o que
são, como identificar e quando intervir
Compreendendo o conceito
As dificuldades de aprendizagem representam obstáculos persistentes que
interferem na aquisição, na organização ou na expressão do conhecimento.
 Elas não se resumem a notas baixas ou desatenção: são manifestações concretas de
fragilidades cognitivas, linguísticas, perceptivas ou emocionais que afetam o modo
como o sujeito aprende.
Na prática psicopedagógica, é fundamental compreender que nem toda dificuldade é
um transtorno — muitas vezes, trata-se de desequilíbrios transitórios do processo
de aprender, que podem ser superados por meio de mediações adequadas, reforço
das funções cognitivas e reorganização das estratégias pedagógicas.
💬 Importante: Dificuldade de aprendizagem é um termo educacional, não clínico.
 O psicopedagogo observa, registra e intervém — mas não diagnostica patologias.
Principais tipos observados na prática psicopedagógica
Como reconhecer uma dificuldade de
aprendizagemforneça recomendações e estratégias para apoiar o desenvolvimento das habilidades de sequência
lógica da criança com base nas classificações "Insatisfatório", "Bom" e "Excelente" acima.]
Resolvem quebra-cabeças simples
Fazem correspondência de cores e formas
Contam objetos até 5 ou 10 Identificam números
até 5
 Lembram-se de objetos vistos recentemente 
Reconhecem objetos familiares 
Associam figuras a objetos familiares 
Emparelham objetos com base em cores ou
formas.
 Enfrentam desafios simples 
Experimentam soluções básicas 
 Classificam objetos por cor ou forma 
INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO DE CRIANÇAS DE 03 ANOS
Os indicadores de desenvolvimento cognitivo de crianças de 3 anos desempenham um papel fundamental
na compreensão e no apoio ao crescimento saudável e educacional das crianças nessa faixa etária. O
desenvolvimento cognitivo refere-se à capacidade da criança de processar informações, aprender,
raciocinar e resolver problemas, e é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento infantil.
Agrupam objetos semelhantes 
 Repetem sequências simples de ações. 
Seguem instruções simples, como "pegue o
brinquedo azul".
Executam tarefas de acordo com instruções
diretas.
 Começam a associar palavras a objetos. 
Compreensão de conceitos relacionados a
palavras
Imitam movimentos simples
Sequenciam ações simples em brincadeiras 
Compreendem histórias simples com começo,
meio e fim.
TESTE 01 -DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES
FÍSICAS E MOTORAS (04 ANOS)
 Coordenação Motora Fina
Nome da Criança: _______________________________________________ 
Data da Avaliação: ___________ Avaliador:_________________________________________
Aqui estão cinco testes de Coordenação Motora Fina que podem ser usados
para avaliar o desenvolvimento de habilidades físicas e motoras de uma
criança de 04 anos:
1.Encaixar peças em um quebra-cabeça:
Forneça um quebra-cabeça simples com peças
grandes que se encaixam facilmente. 
Observe como a criança segura e gira as peças para
encaixá-las no lugar correto.
2.Desenho com lápis de cor:
Dê à criança papel e lápis de cor.
Peça para ela desenhar uma imagem ou fazer traços simples,
como linhas retas, círculos ou espirais.
Avalie a precisão dos traços e a capacidade de controlar o lápis.
3.Recorte e colagem:
Dê à criança uma folha de papel colorido e tesoura de segurança.
Peça para cortar formas simples (por exemplo, círculos ou
quadrados) de papel.
Em seguida, peça para colar essas formas em outra folha de papel.
Observe a destreza ao cortar e a precisão ao colar.
4.Montagem de blocos de construção:
Forneça blocos de construção de tamanho adequado para as mãos
da criança. 
Peça para ela construir uma torre ou um simples edifício com os
blocos. 
Avalie a capacidade de manipular e empilhar os blocos com
precisão.
5.Brincadeira com massinha de modelar:
Dê à criança massinha de modelar em cores diferentes.
Encoraje-a a fazer formas simples, como bolas, cobrinhas ou
bolachas.
Observe como ela utiliza os dedos para moldar a massinha.
Nome do Aprendente: ____________________________________
Avaliação de Associação Letra-Inicial e Nome da Figura
Instrução: Fale o nome da figura e ligue a letra inicial. 
Depois escreva lado o nome das figuras:
TESTE DE DISORTOGRAFIA 02 -PARA CRIANÇAS
Idade: ________
19
Nome da Criança: _______________________________________
Avaliação de Habilidades Ortográficas com C ou G
TESTE 03 –DISLALIA PARA CRIANÇAS
Idade: ________
Instrução - Cruzadinha: Escreva as palavras correspondentes as figuras . Preencha os
espaços em branco com as letras C ou G. (Crianças que não leem e escrevem deve-se
falar a palavra para ela e pedir que repita a mesma dando ênfase ao C e ao G).
IDADE INDICADORES DE ATRASO
PRÉ-ESCOLAR (3-5 ANOS) -Garranchos e rabiscos 
-Dificuldade em copiar formas e letras
ESCOLAR INICIAL (6-8
ANOS)
-Escrita desorganizada
-Escrita ilegível 
-Problemas com a orientação espacial 
ESCOLAR
INTERMEDIÁRIA
(9-12 ANOS) 
-Inconsistência na forma das letras
-Erros frequentes de ortografia 
-Escrita lenta e laboriosa 
ADOLESCENTE (13-18
ANOS)
-Desorganização na página
-Resistência à escrita 
-Escrita ilegível persistente 
ADULTA
-Dificuldades na produção de textos 
longos
-Escrita inadequada para a vida cotidiana
-Influência na autoestima
-Dificuldade em aprender caligrafia
QUADRO COM ASPECTOS A SE OBSERVAR NO
COMPORTAMENTO DA PESSOA COM DISGRAFIA 
(03 ANOS ATÉ A FASE ADULTA) 
21Reconhecer uma dificuldade exige olhar investigativo.
 O psicopedagogo observa como o aprendente pensa, organiza, erra e tenta
corrigir — o foco é o processo, não apenas o acerto.
Pergunte-se durante a aplicação dos testes:
O aprendente compreendeu a instrução?
Ele consegue manter a atenção sem ajuda?
Reproduz as informações com lógica?
Mostra ansiedade, insegurança ou impulsividade durante a tarefa?
Usa estratégias próprias (desenhar, repetir, inventar histórias)?
Essas respostas revelam padrões de funcionamento cognitivo e afetivo.
 
Quanto mais dados observáveis forem registrados, mais precisa será a análise
das necessidades de aprendizagem.
O papel do psicopedagogo diante das dificuldades
O psicopedagogo atua como ponte entre o desempenho e o potencial.
 Sua função não é rotular, mas compreender o que cada comportamento revela
sobre o modo singular de aprender e pensar.
 Ações fundamentais:
1.Observar o comportamento durante os testes e atividades;
2.Registrar dados objetivos (tempo, erros, estratégias);
3.Analisar padrões e consistência entre diferentes tarefas;
4.Planejar intervenções educativas específicas;
5.Encaminhar ao especialista adequado quando houver sinais persistentes de
déficit neurológico, auditivo, emocional ou perceptivo.
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A intervenção psicopedagógica é
indicada quando:
O encaminhamento é recomendado
quando:
As dificuldades interferem de forma
contínua no desempenho escolar;
Há suspeita de alterações perceptivas,
motoras, auditivas ou cognitivas
persistentes;
Há impacto emocional evidente
(frustração, evitação, ansiedade);
As respostas são incoerentes entre
áreas (ex.: boa linguagem, mas
raciocínio extremamente rebaixado);
Os erros se repetem mesmo após
orientações e reforços;
Há sinais clínicos associados (tremores,
fala truncada, regressões).
A criança demonstra boa compreensão
oral, mas não consegue expressar o
que sabe por escrito;
O comportamento de atenção e
memória prejudica a execução de
tarefas simples.
 Quando é hora de intervir ou encaminhar
Encaminhar é um ato ético, não uma desistência.
 Quando há indícios que extrapolam a área de atuação, o psicopedagogo
deve orientar a família de forma empática e técnica, registrando as
observações de maneira descritiva, sem juízo clínico.
O valor do olhar psicopedagógico
A diferença entre observar e compreender está no propósito.
 O psicopedagogo não se limita ao que a criança faz, mas busca
entender por que ela faz desse modo — e o que isso revela sobre seu
funcionamento cognitivo e afetivo.
Cada erro observado é uma janela para o pensamento.
Cada acerto, um indício de reorganização mental.
Compreender uma dificuldade é o primeiro passo para transformá-la
em aprendizado.
O que você encontrará nos próximos blocos
Nos próximos capítulos, você explorará testes e protocolos de várias
áreas, com instruções completas, exemplos de preenchimento e
indicações sobre o que observar em cada situação.
Cada bloco ajudará você a identificar manifestações de dificuldades
de aprendizagem específicas, fortalecendo o processo avaliativo e
ampliando suas estratégias de intervenção.
https://pay.kiwify.com.br/1hsYNsX?src=amostragratis
Bloco 1
Linguagem e
Comunicação
Objetivo do bloco
Investigar como o aprendente percebe, compreende, articula e
representa a linguagem oral e escrita, observando aspectos
fonológicos, ortográficos e de compreensão verbal.
 
Essas atividades permitem identificar padrões de processamento
linguístico que podem indicar dificuldades de leitura, escrita e
expressão oral.
Lembrando: O foco é observar como o aprendente
pensa e se expressa, e não avaliar o quanto ele
“acerta”.
Teste 1 – Dislalia: percepção e articulação sonora
Faixa etária:
A partir de 6 anos
Materiais necessários:
Fichas ou imagens com palavras iniciadas em C e G (por exemplo:
casa, gato, cama, gola, caneca, garfo).
Folha de registro.
Avaliação de Habilidades Fonológicas com sons C e G
Objetivo:
Observar a capacidade do aprendente de perceber e diferenciar sons
semelhantes, além de verificar a correspondência entre som e
grafema.
Instruções de aplicação:
1.Mostre a imagem e pronuncie a palavra em voz alta.
2.Peça para o aprendente repetir a palavra e identificar o som
inicial.
3.Solicite que circule, escreva ou aponte a letra correspondente (C
ou G).
4.Anote se houve confusão fonêmica ou troca sistemática.
Instruções de aplicação:
1.Mostre a imagem e pronuncie a palavra em voz alta.
2.Peça para o aprendente repetir a palavra e identificar o som
inicial.
3.Solicite que circule, escreva ou aponte a letra correspondente (C
ou G).
4.Anote se houve confusão fonêmica ou troca sistemática.
Exemplo de comando:
 “Aqui temos uma figura de gato. Que som você ouve no começo: /ga/
ou /ca/? Qual letra representa esse som?”
Palavra Resposta
esperada
Resposta
da criança
Observação do profissional
Casa C G Troca sistemática de fonema
inicial
Gato G G Correto
Caneca C C Correto
Garfo G C Confusão auditiva
Quadro de observação (modelo):
Trocas consistentes (ex.: sempre confunde C com G).
Dificuldade para identificar o som inicial mesmo após repetição.
Hesitação ao falar palavras iniciadas por fonemas semelhantes.
Tentativas espontâneas de autoajuste (“Ah, não, era com C!”).
O que observar:
Quando o aprendente confunde fonemas próximos, pode estar
apresentando fragilidade na consciência fonológica — um dos
principais preditores de dificuldades de leitura e escrita.
Como interpretar:
⚠ Não significa dislalia clínica, mas um sinal de que a mediação
fonoarticulatória e auditiva deve ser reforçada em intervenções futuras.
Teste 2 – Disortografia: associação letra–som e
escrita dirigida
Faixa etária:
De 7 a 10 anos (ajustável conforme escolaridade)
Materiais necessários:
Folha com figuras simples (sol, gato, mesa, livro, flor, casa, uva).
Lápis ou caneta.
Folha de registro do profissional.
Associação entre letra inicial e nome da figura
Objetivo:
Analisar a relação entre som e símbolo gráfico, observando trocas de
letras, omissões e confusão de fonemas próximos.
Instruções de aplicação:
1.Mostre cada figura e pronuncie seu nome em voz clara.
2.Peça para a criança escrever a letra inicial da palavra.
3.Em seguida, solicite que tente escrever o nome completo (se
possível).
4.Leia junto cada palavra escrita, sem corrigir de imediato.
5.Registre as trocas e erros sistemáticos.
Figura Letra
esperada
Letra
escrita
Observação
Sol S Z Confusão sonora S/Z
Gato G C Troca de grafema
Mesa M M Correto
Livro L R Inversão de consoantes
Casa C C Correto
Quadro de observação (modelo):
O que observar:
Esses padrões indicam insegurança na correspondência fonema–
grafema e dificuldade de automatização da escrita.
 São sinais de risco para disortografia funcional e podem orientar
intervenções de treino auditivo, leitura guiada e ditados graduados.
Como interpretar:
Dica profissional: Utilize o mesmo teste em dias diferentes para
verificar se as trocas persistem — isso ajuda a distinguir erro
momentâneo de fragilidade consolidada.
Trocas de letras semelhantes (C/G, F/V, T/D, P/B).
Dificuldade em associar o som ao símbolo.
Escrita em letra espelhada, omissões ou inversões.
Autocorreção espontânea após leitura em voz alta.
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Teste 3 – Compreensão Oral e Expressão Verbal
Faixa etária:
De 6 a 11 anos
Materiais necessários:
Pequeno texto narrativo (5 a 7 linhas).
Perguntas simples sobre o conteúdo.
Folha para anotações.
Mini Prova de Compreensão e Recontagem
Objetivo:
Avaliar a capacidade de compreensão auditiva, recontagem e
construção lógica de discurso.
Perguntas:
Texto exemplo:
“Lucas foi ao parque com seu cachorro. Ele levou uma bola e brincou de
jogar e buscar. Quando começou a chover, os dois correram para casa e se
secaram com uma toalha grande.”
1.Quem foi ao parque?
2.O que ele levou?
3.O que aconteceu no final?
4.Como eles se protegeram da chuva?
O que observar:
Se o aprendente responde usandosuas próprias palavras.
Se mantém a ordem temporal dos fatos.
Se responde com segurança ou hesitação.
Se compreende termos básicos (“secar”, “toalha”, “parque”).
Como interpretar:
A compreensão oral reflete o nível de integração entre atenção, memória e
linguagem.
 Quando o aprendente compreende o texto, mas não consegue recontar, é
sinal de fragilidade de memória de trabalho.
 Quando responde de forma incoerente, pode indicar dificuldade de
retenção verbal ou interpretação literal excessiva.
Critério Descrição
Pontuação
(0–3) Observações
Percepção
sonora
Diferencia sons
semelhantes
(C/G, F/V, T/D).
Articulação
verbal
Pronuncia
corretamente as
palavras
apresentadas.
Relação
fonema–
grafema
Associa o som à
letra inicial
correta.
Escrita
funcional
Escreve
palavras
completas
com coerência.
Compreensão
oral
Entende e
responde
adequadamente
às perguntas.
Recontagem
verbal
Organiza a
sequência dos
fatos e usa
vocabulário
próprio.
Mini Protocolo de Observação – Linguagem e Comunicação
Estratégia de intervenção:
 Após o teste, leia novamente o texto em conjunto e peça para o aprendente desenhar a história.
 Isso ajuda a integrar os canais auditivo e visual, reforçando a compreensão global.
🟩 0 = Não realiza 
🟨 1 = Realiza com ajuda 
🟦 2 = Realiza parcialmente 
🟪 3 = Realiza com autonomia
Síntese interpretativa
Lembre-se: não há “erro isolado”. Cada manifestação aponta um modo de pensar e
processar a linguagem. O papel do psicopedagogo é transformar esse dado em
estratégia de mediação.
A observação integrada dos três testes fornece um panorama do
funcionamento linguístico e comunicativo.
 Procure perceber convergências entre os resultados:
Trocas de sons e confusão auditiva → possíveis déficits fonológicos.
Escrita com omissões e inversões → insegurança grafêmica.
Compreensão oral limitada → dificuldades atencionais ou semânticas.
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Bloco 2
Raciocínio e
Sequência
Lógica
Objetivo do bloco
Investigar a forma como o aprendente organiza informações,
estabelece relações de causa e consequência, cria previsões e resolve
problemas.
 O raciocínio lógico é uma das bases das funções executivas —
envolve planejamento, flexibilidade cognitiva e monitoramento
mental.
 Através dos testes deste bloco, o psicopedagogo poderá identificar
padrões de pensamento linear, dedutivo e inferencial, além de
comportamentos típicos de dificuldade de abstração e ordenação
mental.
Esses testes não medem inteligência, e sim processos
cognitivos que sustentam a aprendizagem.
Teste 1 – Sequência Lógica Infantil (História em
Imagens)
Faixa etária:
5 a 9 anos
Materiais necessários:
4 imagens simples que contem uma pequena história (por
exemplo: uma criança regando uma planta que depois cresce e
floresce).
Tesoura e folhas avulsas.
Organização de Sequência Narrativa Visual
Objetivo:
Observar a capacidade da criança de organizar ações em ordem lógica
e temporal, reconhecendo início, meio e fim de uma situação.
Instruções de aplicação:
Entregue as imagens embaralhadas.
Peça para a criança colocá-las “na ordem certa da história”.
Após ordenar, pergunte o que está acontecendo em cada imagem.
Observe se ela usa conectivos (“depois”, “então”, “por isso”) ou apenas
descreve cenas isoladas.
Critério Descrição Observações
Ordem
cronológica
Organiza as imagens
corretamente?
Linguagem
narrativa
Usa sequência verbal coerente
(“primeiro”, “depois”)?
Atenção visual
Observa detalhes importantes
nas imagens?
Coerência global
Mantém o sentido da
história?
Autocorreção
Revê sua ordem
espontaneamente?
Quadro de observação (modelo):
💡 Se a criança conseguir ordenar, mas não explicar a história, há indício de dificuldade de integração verbal ou memória sequencial.
Como interpretar:
Erros de sequência ou descrições desorganizadas indicam
dificuldades de planejamento mental e raciocínio temporal.
 Quando há hesitação, perda da ordem ou confusão com ações
simples, isso pode sinalizar fragilidade na memória de trabalho e na
capacidade de antecipação.
https://pay.kiwify.com.br/1hsYNsX?src=amostragratis
Item 1 – Sequência Numérica
“2, 4, 8, 16, 32, 64… Qual é o próximo número?”
a) 96
 b) 120
 c) 128
 d) 150
Observe se o aprendente tenta calcular, verbaliza multiplicações, ou apenas
chuta a resposta.
Teste 2 – Sequência Lógica Adolescente/Adulto
(Raciocínio Verbal e Dedutivo)
Faixa etária:
Sequência Lógica e Raciocínio Inferencial
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Apresente as seguintes situações e peça que o aprendente identifique a
opção correta.
 Durante a aplicação, observe se ele lê atentamente, se explica o raciocínio
ou responde impulsivamente.
A partir de 12 anos
Avaliar a habilidade de compreender relações lógicas, negar
proposições e inferir resultados a partir de informações verbais.
Item 2 – Negação Lógica
“Hoje é segunda-feira e amanhã não choverá.”
 Qual é a negação lógica correta?
a) Hoje não é segunda-feira ou amanhã choverá.
 b) Hoje não é segunda-feira e amanhã não choverá.
 c) Hoje é segunda-feira ou amanhã choverá.
 d) Amanhã choverá então hoje não é segunda-feira.
Observe se o aprendente entende o conceito de “negação conjunta” ou apenas
procura por palavras negativas.
Critério Descrição Observação
Atenção ao
enunciado
Lê e compreende a instrução
antes de responder
Estratégia de
raciocínio
Explica seu pensamento ou
responde por tentativa
Consistência
lógica
Mantém coerência entre
justificativa e resposta
Flexibilidade
cognitiva
Corrige-se quando percebe
incoerência
Tempo de
resposta
Demonstra impulsividade ou
demora excessiva
Item 3 – Inferência Prática
“Se todos os livros da estante são vermelhos e esse livro está na estante, o
que podemos concluir?”
a) Que o livro é vermelho.
 b) Que o livro não é vermelho.
 c) Que o livro é azul.
 d) Que não podemos concluir nada.
Observe se o aprendente distingue dedução direta de opinião.
Quadro de observação (modelo):
Os resultados ajudam a identificar nível de abstração e raciocínio lógico-verbal.
 Erros persistentes em negações ou inferências mostram dificuldade em processar
simultaneamente duas informações — sinal de fragilidade nas funções executivas e na
compreensão sintática.
Não confunda erro lógico com déficit intelectual.
 Um raciocínio errado pode refletir impulsividade, atenção dividida ou baixa
tolerância à dúvida.
Critério Descrição
Pontuação
(0–3)
Observações
Compreensão
de
enunciados
Entende instruções
sem ajuda repetida.
Planejamento
mental
Segue sequência
lógica coerente.
Uso de
conectivos
lógicos
Emprega termos
como “depois”,
“então”, “porque”.
Raciocínio
dedutivo
Identifica causas
e consequências.
Flexibilidade
cognitiva
Revê respostas ao
perceber erro.
Mini Protocolo Integrado – Raciocínio e Sequência Lógica
🟩 0 = Não realiza 
🟨 1 = Realiza com ajuda 
🟦 2 = Realiza parcialmente 
🟪 3 = Realiza com autonomia
Síntese interpretativa
O desempenho nos testes de raciocínio e sequência lógica revela como o
aprendente estrutura o pensamento e mantém coerência entre ideias.
 Esses dados são valiosos para compreender comportamentos comuns em sala de
aula, como:
Dificuldade em seguir ordens ou etapas de tarefas;
Problemas para compreender textos sequenciais;
Falta de antecipação de resultados;
Dificuldade em formular hipóteses.
💡 Intervenção recomendada:
Exercícios de ordenação de histórias, causa e efeito e previsão de resultados.
Atividades de lógica visual e verbal.
Jogos de sequência (“O que vem antes e depois?”).
Discussões guiadas (“Por que isso aconteceu?”).
O raciocínio lógico é a base do pensamento organizado.
 Quando o psicopedagogo observa como o aprendente raciocina, ele passa a
compreender como essa mente constrói sentido — e pode intervir com precisão.
Conclusão:
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Bloco 3 
Memória e
Atenção
Objetivo do bloco
A memória e a atenção são os pilares invisíveis da
aprendizagem. O que o aluno não retém, não
consegue compreender nem aplicar.Avaliar como o aprendente armazena, mantém e recupera
informações, além de observar sua capacidade de atenção
sustentada e seletiva durante atividades simples.
 
Os testes deste bloco permitem perceber como o aluno
processa estímulos visuais e auditivos, quão rapidamente se
distrai, e como lida com instruções de curta duração.
Imagens
apresentadas Itens lembrados
Ordem de
lembrança Observações
Sol, bola, flor,
peixe, carro, estrela
4 (sol, flor, carro,
peixe)
Parcialmente
correta
Dificuldade com figuras
abstratas
Teste 1 – Memória Visual Imediata
(Reconhecimento de Imagens)
Faixa etária:
Materiais necessários:
Reconhecimento e Retenção Visual de Imagens Simples
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Mostre as imagens por 10 segundos.
Cubra a folha e peça para o aprendente nomear o maior número possível
de figuras que lembrar.
Se necessário, repita o procedimento uma segunda vez, reduzindo o
tempo de exposição para 7 segundos.
Registre quantas figuras foram lembradas e em que ordem.
Quadro de observação (modelo):
5 a 9 anos
Avaliar a capacidade de observar, reter e recordar estímulos visuais
após breve exposição.
Folha com 6 imagens simples (ex.: sol, bola, flor, peixe, carro,
estrela).
Cronômetro e folha de registro.
O que observar:
Quantos itens são lembrados na primeira tentativa.
Se há organização espontânea (ex.: agrupar por cor, tipo, tamanho).
Se o aprendente demonstra ansiedade, pressa ou dispersão.
Estratégias de memorização (“tentei lembrar pelo lugar”, “pensei no
som”).
Como interpretar:
Lembrar poucos itens, mesmo com boa atenção aparente, pode indicar
fragilidade na memória de curto prazo.
 Esquecimentos rápidos ou confusões entre figuras semelhantes
revelam dificuldade em fixar estímulos visuais.
⚠ Importante: erros nesse teste não indicam déficit cognitivo — apenas apontam a
necessidade de reforçar rotinas de memorização visual e treino de atenção concentrada.
Teste 2 – Memória Auditiva e Atenção Sequencial
Faixa etária:
Materiais necessários:
Repetição de Palavras e Sequência Sonora
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Leia a lista de palavras uma vez, pausando brevemente entre cada item.
Ao final, peça para o aprendente repetir as palavras na mesma ordem.
Faça nova rodada com lista diferente e ordem aleatória.
Observe se ele mantém o foco auditivo e quantos itens recorda
corretamente.
De 6 a 13 anos
Observar a capacidade de reter e reproduzir informações auditivas
curtas, bem como o controle da atenção auditiva.
Lista de 10 palavras simples (ex.: casa, sol, gato, flor, bola, mesa,
sapato, livro, pão, copo).
Papel para anotação.
Ambiente silencioso.
O que observar:
Número de palavras lembradas corretamente.
Repetição em eco (fala junto com o aplicador).
Perda de foco durante a leitura.
Tentativas de antecipação (responder antes do término).
Variação: Você pode repetir o teste pedindo que o aprendente diga as palavras de trás
para frente — isso ativa a memória de trabalho e o raciocínio reverso.
Tentativa Itens corretos Ordem correta Observações
1ª 7 de 10 5 em ordem Distração no meio da lista
2ª 9 de 10 8 em ordem
Melhorou após explicação
adicional
Como interpretar:
Quando o aprendente esquece palavras iniciais e finais, há indício de baixa
manutenção da atenção auditiva. Quando erra mesmo após repetição, pode
haver falha de memória de trabalho.
💡 Intervenção sugerida: jogos de memória sonora, leitura guiada em voz alta e atividades rítmicas
com sequência verbal (“palma, estalo, palma”).
Teste 3 – Atenção Sustentada (Observação de Estímulos)
Faixa etária:
Materiais necessários:
Caça ao Símbolo – Atenção Visual
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Entregue a folha e explique:
 “Você precisa encontrar e marcar todos os símbolos iguais a este aqui
(mostre o modelo).”
Inicie o cronômetro (2 minutos).
Observe se o aprendente mantém o ritmo ou se acelera/abandona a
tarefa antes do tempo.
A partir de 7 anos
Avaliar a capacidade de manter o foco por períodos contínuos,
filtrando distrações e localizando estímulos específicos.
Folha com uma grade de símbolos variados (letras, números ou
desenhos simples).
Caneta ou lápis colorido.
Critério Descrição Observação
Foco inicial Mantém atenção
logo no início
Ritmo de
execução
Constante ou
impulsivo
Erros por
distração
Marca símbolos
incorretos
Persistência Continua até o final
do tempo
Organização
visual
Segue um padrão
(linha por linha)
Como interpretar:
A perda de ritmo e o abandono rápido da tarefa indicam atenção flutuante.
 Marcar símbolos errados mostra falhas no controle inibitório (impulsividade).
 Esse teste auxilia a distinguir dificuldade de foco de dificuldade de compreensão.
Mini Protocolo Integrado – Memória e Atenção
Critério Descrição
Pontuação
(0–3) Observações
Memória
visual
imediata
Recorda imagens
após breve
exposição.
Memória
auditiva
Repete
corretamente
palavras ou
sequências.
Atenção
sustentada
Mantém o foco
durante toda a
atividade.
Atenção
seletiva
Ignora
distrações e
segue o padrão
solicitado.
Memória de
trabalho
Utiliza
estratégias de
retenção
(repetição,
agrupamento).
🟩 0 = Não realiza 
🟨 1 = Realiza com ajuda 
🟦 2 = Realiza parcialmente 
🟪 3 = Realiza com autonomia
Síntese interpretativa
A análise integrada dos testes de memória e atenção permite
compreender como o aprendente recebe, processa e organiza
informações.
 Padrões típicos de dificuldade incluem:
Esquecimento rápido de instruções simples;
Dificuldade para repetir sequências auditivas;
Perda de foco em tarefas longas;
Confusão entre estímulos visuais semelhantes;
Erros impulsivos sem revisão.
 Sugestões de intervenção educativa:
Jogos de memória visual e auditiva.
Exercícios de sequências sonoras (músicas, ritmos, rimas).
Atividades curtas com pausas programadas para reforço da atenção.
Estratégias metacognitivas (“O que você fez para lembrar?”).
Conclusão:
A memória e a atenção são funções dinâmicas: desenvolvem-se com treino
e observação intencional.
 Ao registrar cada detalhe da aplicação, o psicopedagogo transforma
simples erros de lembrança em mapas de funcionamento cognitivo — e
abre caminho para intervenções mais eficazes e personalizadas.
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Bloco 4 
Coordenação
Motora e
Escrita 
Objetivo do bloco
A escrita é o gesto visível do pensamento. Quando o
movimento se desorganiza, é a linguagem corporal
que está pedindo ajuda.
Avaliar a organização motora, a coordenação olho–mão, a
fluidez dos traços e a consciência espacial do aprendente
durante atividades que envolvem controle gráfico e
construção manual.
 Esses testes permitem observar como o corpo se organiza
para expressar o pensamento, revelando aspectos da atenção,
do planejamento e da lateralidade.
Teste 1 – Coordenação Motora Fina: Recorte e Colagem
Faixa etária:
Materiais necessários:
Recorte de Formas e Montagem de Figura Composta
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Entregue o papel com as formas desenhadas.
Peça que recorte cada uma “seguindo a linha”.
Em seguida, solicite que monte uma figura livre (ex.: “faça um desenho
com as formas que recortou”).
Observe o tempo, a postura, o movimento das mãos e o resultado final.
De 4 a 9 anos
Observar o controle da tesoura, o alinhamento visual e a precisão dos
movimentos manuais.
Tesoura infantil sem ponta.
Papel colorido com formas geométricas (círculo, quadrado, triângulo,
estrela).
Cola e folha branca.
Critério Descrição Observação
Coordenação
olho–mão
Alinha o corte à
linha desenhada.
Preensão e
força
Segura a tesoura
corretamente, sem
rigidez.
Controle
motor
Faz curvas e ângulos
com precisão.
Organização
espacial
Distribui bem as
formas na colagem.
Persistência Continua mesmo
após erros.
Quadro de observação (modelo):
O que observar:
Movimentos trêmulos ou cortes “picotados”.
Dificuldade em coordenar as duas mãos.
Uso excessivo de força ou rigidez nos dedos.
Expressões de frustração (“não consigo”, “ficou feio”).
Como interpretar:
Cortes desorganizados e rigidez manual podemindicar imaturidade
motora fina ou insegurança perceptiva.
 A criança que interrompe rapidamente demonstra baixa tolerância à
frustração — um dado importante sobre autorregulação e atenção
sustentada.
Intervenções sugeridas: brincadeiras com massinha, alinhavos,
colagem de papéis pequenos e traçados de contorno.
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Teste 2 – Desenho Dirigido e Traçado Controlado
Faixa etária:
Materiais necessários:
Traçado, Direcionalidade e Controle de Linha
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Peça para seguir as linhas com o lápis, sem sair do contorno.
Depois, solicite que copie figuras geométricas simples (quadrado,
triângulo, círculo).
Observe o controle, a pressão, o espaçamento e a direção dos traços.
De 5 a 12 anos
Avaliar a precisão, o controle do lápis e a percepção espacial durante
tarefas de cópia e traçado.
Folha com linhas horizontais e curvas (semelhante a fichas de
caligrafia).
Lápis nº 2 e borracha.
Régua opcional.
Critério Descrição Observação
Direcionalida
de
Segue da esquerda
para a direita
corretamente.
Alinhamento Mantém o traço
entre as linhas.
Pressão
Exercita força
adequada (nem leve,
nem pesada).
Ritmo motor Mantém fluidez e
continuidade.
Autocorreção Ajusta o traço após
erro.
Quadro de observação (modelo):
O que observar:
Pressão exagerada (indicando tensão).
Traços intermitentes (indicando cansaço ou hesitação).
Inversões espaciais (início pela direita, letras espelhadas).
Borrachas usadas com frequência excessiva.
Como interpretar:
Esses comportamentos apontam instabilidade motora fina e controle tônico
inadequado.
 Quando há inversão de direção ou letras espelhadas, pode indicar confusão
na lateralidade.
Importante: esses achados são descritivos e não diagnósticos —
devem ser correlacionados com a idade, o contexto escolar e a
frequência do erro.
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Teste 3 – Escrita Espontânea e Organização Gráfica
Faixa etária:
Produção Livre e Observação de Disgrafia Funcional
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Solicite que o aprendente escreva uma frase sobre um tema simples (ex.:
“O que você mais gosta de fazer na escola?”).
Não interfira no processo.
Observe o posicionamento do papel, o ritmo e a postura.
Ao final, analise o produto e o processo.
A partir de 7 anos
Observar a estrutura gráfica da escrita: legibilidade, espaçamento,
alinhamento e coerência.
Critério Descrição Observação
Alinhamento Mantém escrita
sobre a linha.
Tamanho e
forma das
letras
Proporcional e
legível.
Espaçamento
entre
palavras
Regular.
Pressão e
ritmo Adequados.
Correções
espontâneas
Revê e melhora o
texto.
Postura e
preensão Natural e funcional.
Quadro de observação (modelo):
O que observar:
Letras muito pequenas ou desproporcionais.
Escrita irregular, desalinhada ou com espaçamento caótico.
Mão rígida, ombro elevado, ou dor após poucos minutos.
Resistência à tarefa (“não gosto de escrever”).
Como interpretar:
A desorganização gráfica reflete desarmonia entre motricidade fina,
percepção espacial e ritmo atencional.
 Se a escrita é legível, mas tensa, há indício de insegurança motora.
 Se é ilegível e acelerada, indica impulsividade e falta de controle tônico.
Dica profissional: registre o tempo de escrita e observe se o aprendente
melhora com pausas curtas — isso mostra o impacto da fadiga sobre o
controle motor.
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Mini Protocolo Integrado – Coordenação Motora e Escrita
Critério Descrição
Pontuação
(0–3) Observações
Preensão e
postura
Segura o lápis
corretamente e
mantém posição
confortável.
Controle
motor fino
Realiza
movimentos
precisos e
contínuos.
Coordenaçã
o olho–mão
Relaciona o
olhar e o
movimento
manual.
Percepção
espacial
Mantém
alinhamento e
proporção.
Legibilidade
Letra clara e
coerente no
espaçamento.
Persistência
Executa a
atividade até o
fim, mesmo
diante de erros.
🟩 0 = Não realiza 
🟨 1 = Realiza com ajuda 
🟦 2 = Realiza parcialmente 
🟪 3 = Realiza com autonomia
Síntese interpretativa
O desempenho motor revela muito mais do que a qualidade da letra:
mostra como o corpo expressa o pensamento e como o sujeito se
organiza no espaço e no tempo.
 Padrões recorrentes observados neste bloco incluem:
Rigidez muscular e cansaço rápido → atenção tensa ou ansiedade.
Letra oscilante → controle motor instável.
Traços desorganizados → percepção espacial fragilizada.
Escrita acelerada → impulsividade e falta de autocontrole.
 Sugestões de intervenção educativa:
Atividades de traçado livre, pintura e modelagem.
Jogos de motricidade fina (encaixe, parafuso, pinça).
Escrita guiada com ritmo musical.
Relaxamento breve antes de atividades gráficas.
Conclusão:
A coordenação motora é a base silenciosa da aprendizagem.
 Cada traço, cada recorte, cada linha expressa a forma como o aprendente
pensa e sente o próprio corpo no ato de aprender.
 Observar o gesto é compreender o sujeito — e abrir espaço para uma escrita
mais livre, consciente e significativa.
Bloco 5 
Funções
Executivas e
Observação
Funcional
Objetivo do bloco
Enquanto os testes anteriores mostram o que o
aprendente sabe, as funções executivas revelam como
ele usa o que sabe.
Analisar como o aprendente planeja, inicia, mantém, ajusta e
conclui uma tarefa — ou seja, como organiza o próprio
comportamento em situações que exigem foco, flexibilidade e
controle.
 As funções executivas são como o “sistema de direção” do
cérebro: coordenam a atenção, a memória de trabalho, o
planejamento e a autorregulação.
Dimensões observadas
Função
executiva
Descrição
simplificada Exemplos práticos de observação
Planejamento
Capacidade de traçar
um plano para atingir
um objetivo.
Inicia a atividade sozinho, entende o que precisa
ser feito, organiza os materiais.
Iniciação
Capacidade de começar
uma tarefa sem
depender de múltiplos
comandos.
Demora para começar? Espera instruções
repetidas?
Memória de
trabalho
Manter informações
ativas enquanto realiza
ações.
Lembra a regra do jogo ou do teste? Aplica a
instrução sem precisar repetir?
Monitoramento
Autoavalia o próprio
desempenho e faz
correções.
Percebe erros? Tenta ajustar antes do aplicador
intervir?
Flexibilidade
cognitiva
Capacidade de mudar de
estratégia quando algo
não dá certo.
Continua insistindo no mesmo erro ou tenta
uma nova forma?
Controle
inibitório
Resistência a impulsos
e distrações.
Interrompe colegas, responde sem pensar,
levanta-se sem motivo?
Persistência Mantém o esforço até
concluir.
Abandona no meio, pede para parar, ou termina
mesmo com dificuldade?
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Função
Comportamento
esperado Observação do profissional
Planejamento
Entende e organiza a tarefa
antes de começar.
Iniciação
Começa sozinho após a
instrução.
Monitoramento
Corrige erros
espontaneamente.
Flexibilidade
Muda de estratégia quando
erra.
Controle
inibitório
Mantém foco, evita
interrupções.
Persistência
Continua até terminar,
mesmo com dificuldade.
Teste 1 – Protocolo de Observação Durante Tarefas
Faixa etária:
Materiais necessários:
Registro de Funções Executivas em Situação de Aprendizagem
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Escolha uma tarefa (ex.: teste de memória visual ou escrita espontânea).
Observe o comportamento do aprendente do início ao fim, sem
interferir.
Preencha os campos de observação logo após o término.
Aplicável a todas as idades escolares (a partir de 5 anos).
Observar, em tempo real, como o aprendente se comporta enquanto
realiza qualquer uma das tarefas anteriores (linguagem, raciocínio,
escrita, etc.).
Ficha de observação abaixo.
Lápis e cronômetro (opcional).
Protocolo de registro (modelo):
Dica prática: Se possível, registre o tempo que o aprendente leva para iniciar e
concluir. Isso ajuda a perceber o equilíbrio entre planejamento e impulsividade.
Teste 2 – Tarefa de Planejamento e
Execução (Torre de Blocos)
Faixa etária:
Materiais necessários:
Planejamento Sequencial e Controlede Ações
Objetivo:
Instruções de aplicação:
Mostre o modelo montado e diga:
 “Você precisa montar igual a este, usando as mesmas cores e na mesma
ordem.”
Retire o modelo após 10 segundos.
Peça para a criança montar sozinha.
Observe se ela planeja antes de agir, verifica as cores, testa posições.
A partir de 6 anos
Observar planejamento,
antecipação e autocorreção durante
uma tarefa motora simples.
Blocos de montar ou peças coloridas.
Cartão-modelo com uma torre colorida (ex.: vermelho, azul, verde,
amarelo).
Critério Descrição Observação
Planejamento
Observa o modelo
antes de agir.
Iniciação
Começa
imediatamente ou
precisa de reforço.
Sequência
lógica
Monta na ordem
correta das cores.
Autocorreção
Ajusta
espontaneamente
blocos errados.
Tempo e
persistência Mantém até terminar.
Quadro de observação (modelo):
Como interpretar:
Montagens impulsivas → déficit de controle inibitório.
Montagens lentas demais → excesso de monitoramento ou
insegurança.
Erros sem revisão → dificuldade de monitoramento.
Mudanças de estratégia → flexibilidade cognitiva preservada.
⚠ Evite classificar “lento” como ruim. Às vezes, lentidão indica pensamento
deliberado e bom controle executivo.
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Mini Rubrica de Funções Executivas (0–3)
Dimensão Descrição operacional
Pontuação
(0–3) Observações
Planejamento
Demonstra intenção e
sequência antes de agir.
Iniciação
Inicia a tarefa após
instrução única.
Monitoramen
to
Corrige erros por conta
própria.
Flexibilidade Altera estratégia diante
do erro.
Controle
inibitório
Evita impulsos e
distrações.
Persistência Conclui a atividade com
esforço contínuo.
🟩 0 = Não realiza 
🟨 1 = Realiza com ajuda 
🟦 2 = Realiza parcialmente 
🟪 3 = Realiza com autonomia
Indicadores observáveis de fragilidade executiva
Comportamento Possível relação Interpretação educativa
Inicia sem entender a
instrução Planejamento frágil
Age por impulso, sem
prever etapas.
Muda de tarefa
constantemente Controle inibitório baixo
Distração ou busca de
estímulo imediato.
Reage mal a erros Flexibilidade reduzida
Intolerância à frustração,
insegurança.
Espera instruções o
tempo todo Falha de iniciação
Dependência de reforço
externo.
Esquece regras da
atividade Memória de trabalho fraca Perde a sequência de ações.
Desiste rápido Persistência baixa
Baixa autorregulação
emocional.
Síntese interpretativa
As funções executivas são o “centro de comando” do
comportamento.
 Elas explicam por que o aprendente sabe o que deve fazer, mas não
consegue fazer.
 Através da observação sistemática, o psicopedagogo identifica se a
dificuldade está na compreensão da tarefa, no controle emocional,
na atenção ou no planejamento.
Intervenções educativas recomendadas:
Jogos que exigem planejamento e replanejamento (ex.: labirintos,
tangram, “mude a regra”).
Atividades que promovem autocorreção (“procure o erro”, “compare e
ajuste”).
Tarefas com tempo controlado e pausa reflexiva (“como você vai
começar?”).
Treinos de metacognição: “O que você pensou antes de começar?”
Conclusão:
Observar as funções executivas é observar o pensamento em movimento.
 Cada hesitação, cada tentativa e cada correção revelam a inteligência
autorregulatória que sustenta o aprender.
 O psicopedagogo, ao registrar esses sinais, transforma comportamentos
em dados objetivos de análise, e devolve à família e à escola um retrato
ético, técnico e humano do processo de aprendizagem.
Mini Guia de
Preenchimento e
Interpretação
Educacional
Objetivo do guia
Orientar o profissional na leitura, organização e interpretação dos
registros obtidos nos testes, convertendo observações empíricas em
dados educacionais objetivos.
 Este guia ensina como escrever de forma técnica, descritiva e ética,
sem ultrapassar os limites de atuação do psicopedagogo.
Avaliar é traduzir o que se vê em palavras que revelam o
processo, e não rotular o sujeito.
Campo O que registrar Exemplo
Comportamento
observado
Descrição concreta do que o
aprendente fez, sem julgamentos.
“Durante o teste de memória
auditiva, repetiu apenas as três
últimas palavras e demonstrou
ansiedade ao tentar lembrar as
demais.”
Estratégia usada
Registre se o aprendente criou
algum método próprio.
“Usou os dedos para contar
mentalmente e associou as
imagens por cor.”
Ajuda necessária Indique se precisou de apoio verbal
ou físico.
“Precisou de repetição das
instruções em duas ocasiões.”
Tempo de execução
Marque tempo total ou estimado da
tarefa.
“Concluiu em 4 minutos,
mantendo o foco até o final.”
Reação emocional
Observe atitudes diante do erro ou
da dificuldade.
“Ficou frustrado, mas aceitou
refazer com incentivo.”
Resultado geral
Síntese objetiva, sem interpretações
clínicas.
“Realizou parcialmente, com
necessidade de reforço auditivo e
visual.”
Os protocolos presentes nos blocos anteriores seguem uma estrutura
de observação padronizada.
 Abaixo, veja como preencher cada campo de forma adequada:
Como preencher protocolos de observação
⚠ Evite termos como: “déficit”, “distúrbio”, “diagnóstico”,
“anormalidade”.
 Prefira: “fragilidade observada”, “dificuldade recorrente”,
“necessidade de apoio”, “comportamento indicativo de...”.
Campo Registro de exemplo
Comportamento
observado
Prestou atenção no início, mas perdeu o foco a partir da
6ª palavra. Olhou para o teto e começou a balançar as
pernas.
Estratégia usada Tentou repetir em voz baixa, mas confundiu a ordem.
Ajuda necessária Pediu para repetir a lista duas vezes.
Tempo de execução 1 minuto e 30 segundos.
Reação emocional Riu nervosamente ao errar e disse “sou ruim nisso”.
Resultado geral
Reproduziu 6 de 10 palavras. Necessita treino de atenção
auditiva e memória de trabalho.
Trecho aplicado: Teste de Memória Auditiva e Atenção Sequencial
Modelo de registro preenchido (exemplo realista)
“O aprendente demonstrou boa compreensão inicial das
instruções, mas dificuldade em manter a atenção sustentada. 
Apresentou instabilidade auditiva e tendência à distração após
estímulo prolongado. Mostrou esforço para corrigir, mas precisa
de apoio em estratégias de retenção auditiva.”
Síntese descritiva
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Observação bruta Interpretação educacional adequada
“Erra todas as palavras
com B e P.”
“Apresenta confusão entre fonemas próximos,
sugerindo necessidade de treino fonológico.”
“Não termina as
atividades.”
“Mostra dificuldade em manter o foco por tempo
prolongado; pode se beneficiar de tarefas curtas e
graduais.”
“Letra ilegível e muito
rápida.”
“Demonstra impulsividade motora e falta de revisão dos
próprios traços, indicando necessidade de trabalhar
ritmo e controle tônico.”
“Não aceita errar.”
“Apresenta baixa tolerância à frustração; recomenda-se
reforço positivo e atividades cooperativas.”
“Não lembra instruções
simples.”
“Fragilidade na memória operacional; usar instruções
segmentadas e visuais.”
Como converter observações em
interpretação educacional
O segredo da análise educacional está em transformar o
comportamento em indicador pedagógico, e não em hipótese clínica.
 Abaixo, exemplos práticos de conversão:
💡 A interpretação educativa sempre aponta caminhos de
intervenção e não julgamentos sobre a capacidade do aprendente.
“Durante a aplicação dos testes de leitura, memória e escrita, o
aprendente manteve bom engajamento, demonstrando compreensão
das instruções. 
Apresentou dificuldade em reter informações auditivas sequenciais e
confusão entre fonemas próximos (C/G, P/B). 
O controle motor fino mostrou-se adequado, porém a pressão da
escrita foi elevada, revelando tensão durante a execução.
 Recomenda-se reforço em atividades de consciência fonológica,
treino de atenção auditiva e exercícios de ritmo e coordenação manual. 
O desempenho geral está dentro do esperado para a faixa etária, com
necessidade de acompanhamento pontual.”
Estrutura recomendada para
redação dos registros finais
Ao finalizar a aplicação da amostra ou do combo completo, o
psicopedagogopode redigir um Registro de Observação Educacional,
seguindo este modelo de parágrafo:
Exemplo de modelo de registro final:
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Princípios éticos e legais no preenchimento
Neutralidade: registre fatos, não opiniões.
Sigilo: jamais utilize nome completo da criança em materiais
compartilháveis. Use apenas iniciais ou pseudônimos.
Consentimento: assegure autorização da família para qualquer uso
dos dados.
Finalidade educacional: mantenha o foco na melhoria das
condições de aprendizagem, não em rótulos clínicos.
Referência legal: baseie-se na LDB (Lei nº 9.394/1996), LBI (Lei nº
13.146/2015) e LGPD (Lei nº 13.709/2018) para garantir
conformidade e proteção dos dados.
Todo registro é também um documento pedagógico deve
educar quem o lê, não assustar quem o recebe.
Princípios éticos e legais no preenchimento
 Use este guia sempre que aplicar qualquer teste da amostra ou do combo.
Descreva o processo, e não apenas o resultado. Escreva de forma técnica,
empática e ética.
Utilize as observações para planejar intervenções personalizadas.
Ao compartilhar com a família ou escola, destaque avanços e
potencialidades, nunca apenas fragilidades.
Conclusão:
Um bom registro psicopedagógico é aquele que transforma o
observado em compreensão e a compreensão em ação.
 Cada anotação cuidadosa é um passo a mais para que o aprendente se
reconheça capaz, e o profissional se torne mais preciso e humano na
sua prática.
Guia de
Comunicação Ética
com Famílias e
Escolas
Objetivo do guia
Oferecer orientações práticas para comunicar resultados,
observações e encaminhamentos de maneira ética, empática e
pedagógica — evitando termos clínicos, interpretações diagnósticas
ou informações sensíveis indevidas.
A devolutiva psicopedagógica é um momento de educação
compartilhada, não de julgamento.
 Ela deve esclarecer, acolher e orientar, traduzindo o que foi
observado em linguagem acessível e respeitosa.
Princípio O que significa na prática
Clareza Explicar de forma simples, sem jargões técnicos.
Empatia Validar emoções da família e reconhecer o esforço da
criança.
Neutralidade
Descrever fatos observáveis, sem interpretações
subjetivas.
Responsabilidade
Oferecer apenas informações que estão dentro do
escopo educacional.
Sigilo Proteger dados e registros conforme a LGPD (Lei nº
13.709/2018).
Os protocolos presentes nos blocos anteriores seguem uma
estrutura de observação padronizada.
 Abaixo, veja como preencher cada campo de forma adequada:
Princípios fundamentais da comunicação ética
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Etapa 1 — Acolhimento e escuta
Inicie valorizando a parceria:
“Gostaria de agradecer a confiança e o envolvimento da família neste
processo.”
Explique o objetivo da avaliação em termos educacionais, não clínicos.
“Nosso foco foi compreender como o(a) aluno(a) aprende, em que
momentos se sente mais seguro e onde precisa de mais apoio.”
Estrutura recomendada para
devolutivas e relatórios
Etapa 2 — Apresentação dos achados
Use uma linguagem descritiva e positiva:
“Durante as atividades de leitura e escrita, observamos boa compreensão
das instruções, mas certa dificuldade em reter a sequência das palavras, o
que indica necessidade de reforço auditivo.”
Evite juízos e termos patologizantes:
 “Ele tem dificuldade grave de atenção.”
 “Apresenta oscilação na atenção, especialmente em tarefas longas. Sugere-
se dividir as atividades em blocos menores.”
Etapa 3 — Sugestões educativas
Encerre com recomendações que promovam continuidade, não
encerramento.
“Recomenda-se estimular atividades que envolvam leitura em voz alta,
memorização rítmica e jogos de sequência lógica.”
Destaque avanços:
“Apresentou melhora significativa na organização espacial da escrita e na
confiança durante a leitura guiada.”
Etapa 4 — Comunicação com a escola
Compartilhe apenas informações relevantes ao processo pedagógico.
Evite mencionar termos como avaliação diagnóstica, transtorno, laudo ou
CID.
Utilize linguagem técnica e neutra:
“O aluno demonstra necessidade de apoio adicional em tarefas que exigem
memória auditiva e atenção dividida.”
 “As estratégias visuais e de rotina estruturada mostraram-se eficazes para
seu engajamento.”
A comunicação entre profissional e escola deve ser colaborativa, não hierárquica. 
A meta é ajustar práticas, não transferir responsabilidades.
Aplicando a LGPD na prática psicopedagógica
Situação Conduta ética recomendada
Registro de dados
pessoais
Solicitar consentimento informado e escrito dos
responsáveis antes de coletar, armazenar ou
compartilhar qualquer dado.
Uso de nomes em
relatórios
Preferir iniciais ou pseudônimos em documentos de
circulação externa.
Armazenamento digital
Utilizar pastas seguras com acesso restrito. Evitar
compartilhamento via redes sociais ou e-mails
pessoais.
Envio de resultados
Priorizar meios criptografados ou oficiais (PDF
protegido, WhatsApp profissional, e-mail
institucional).
Descarte de dados
Excluir arquivos após o prazo necessário, conforme
combinado com a família.
Transparência e consentimento são pilares da confiança profissional.
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Modelos de linguagem profissional (para
relatórios e devolutivas)
Situação Linguagem inadequada Linguagem ética e educativa
Encaminhamento
“A criança precisa de laudo
médico.”
“Sugerimos avaliação médica
complementar, caso as
dificuldades persistam.”
Recomendação “Deve procurar terapia.”
“Recomendamos
acompanhamento interdisciplinar
para ampliar as estratégias de
aprendizagem.”
Interpretação “Apresenta TDAH.”
“Observa-se instabilidade
atencional; recomenda-se
observação conjunta entre escola
e família.”
Prognóstico “Não consegue aprender.”
“Mostra avanços lentos, porém
constantes, necessitando reforço
e tempo adicional.”
Transparência e consentimento são pilares da confiança profissional.
Estratégias para reuniões de devolutiva
A devolutiva é uma ponte — não uma sentença. Seu papel é conectar
observação e ação.
Crie ambiente acolhedor: evite mesas de distância,
mantenha tom de parceria.
Mostre evidências visuais: gráficos, desenhos e anotações
ajudam a ilustrar avanços.
Fale de potencialidades antes das dificuldades.
Descreva comportamentos, não rótulos.
Combine próximos passos concretos: “Nas próximas
semanas, vamos aplicar atividades de memória auditiva
com acompanhamento semanal.”
Conclusão
Comunicar resultados psicopedagógicos é um ato de
responsabilidade e sensibilidade.
 Cada palavra dita molda a forma como a família enxerga a criança e
como a escola reorganiza suas práticas.
✨ Comunicar com ética é cuidar do aprendizado, da confiança e da
dignidade do aprendente.
 
O papel do psicopedagogo é ser tradutor do processo de aprender —
com verdade, empatia e propósito.
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Encerramento – Um convite para aprofundar
sua prática
Gratidão pela sua presença
Você acaba de concluir esta Amostra Gratuita do Combo de
Testes Psicopedagógicos, criada com o propósito de oferecer
uma experiência real de observação, registro e análise
educativa.
 Esperamos que, ao longo das atividades, você tenha sentido o
valor de um olhar sistemático, ético e humano sobre o processo
de aprendizagem.
🪶 Cada anotação feita, cada hipótese levantada e cada
comportamento observado representa um passo em direção à
prática profissional consciente — aquela que transforma dados em
compreensão e compreensão em progresso.
Esta amostra foi desenhada não apenas para apresentar testes,
mas para abrir um caminho de reflexão profissional,
demonstrando que:
Avaliar é compreender o percurso, não rotular o sujeito.
Observar é uma forma de escuta.
Registrar é um ato de cuidado técnico.
Comunicar é educar com ética e empatia.
Esses são os pilares que sustentam o Combo Profissional
Completo, onde cada instrumento é acompanhado de guias,
protocolos, interpretações, relatórios-modelo e painéis de
acompanhamento.
Com esta amostra, você já aprendeu a:
1.Aplicare observar diferentes tipos de testes educacionais.
2.Preencher protocolos descritivos de forma ética.
3.Interpretar resultados sem ultrapassar fronteiras clínicas.
4.Refletir sobre a relação entre comportamento e
aprendizagem.
5.Praticar uma comunicação educativa e colaborativa com
famílias e escolas.
Esses são os fundamentos da atuação psicopedagógica de
excelência.
O próximo passo
Se este material fez sentido para você, imagine ter acesso a
todas as versões ampliadas dos instrumentos, com:
Protocolos digitais preenchíveis, planilhas automáticas e
dashboards de análise.
Guia completo de interpretação educacional com
exemplos de registros reais.
Pranchas de intervenção por área cognitiva, com
instruções visuais e níveis progressivos.
Modelos de devolutiva ética e relatórios educacionais
padronizados.
Biblioteca de referências e artigos científicos de apoio à
prática.
✨ O Combo Completo foi criado para que o profissional tenha
tudo em um só lugar — da observação à devolutiva, da análise à
intervenção.
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A psicopedagogia é um ofício de paciência e descoberta.
 Ela nasce do encontro entre o saber técnico e o olhar sensível.
 Ao utilizar esta amostra, você já está fortalecendo a sua
identidade profissional, tornando-se um agente de mudança
real no processo de aprendizagem.
Que cada teste aplicado se transforme em compreensão, e cada
compreensão em oportunidade de crescimento.
Com gratidão e respeito,
Equipe iPsy 
Materiais e Instrumentos Profissionais para Avaliação, Intervenção e Comunicação
Educacional.
📘 iPsy – Combo de Testes Psicopedagógicos
© 2025 – Uso exclusivo para fins educacionais e profissionais.
Proibida a reprodução ou comercialização sem autorização.
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TESTES REAIS
PRESENTES NO 
NOSSO COMBO
COMPLETO
A seguir vamos te mostrar testes reais presente no nosso Combo
Completo para que você veja como ele é por dentro .
Veja o que você vai encontrar no
nosso Combo CompletoO nosso Combo Completo de Testes Psicopedagógicos é um recurso
abrangente que reúne mais de 900 páginas de testes cuidadosamente
elaborados para diversas áreas do desenvolvimento. 
Ele inclui: 
Avaliação das Habilidades de Memória: Testes de memória visual e auditiva
para diferentes faixas etárias.
Avaliação de Sequência Lógica:Testes que avaliam a capacidade de
estabelecer e reconhecer sequências lógicas em crianças, adolescentes e
adultos.
Avaliação de Orientação Temporal e Espacial:Ferramentas para avaliar a
compreensão do tempo e do espaço, fundamentais para o desenvolvimento
cognitivo.
Avaliação do Desenvolvimento Cognitivo:Testes que medem habilidades
cognitivas essenciais, como raciocínio lógico, resolução de problemas e
compreensão de instruções.
Avaliação do Desenvolvimento Social e Emocional:Instrumentos que ajudam
a entender o desenvolvimento social e emocional das crianças, identificando
aspectos como empatia, cooperação e expressão emocional.
Avaliação do Desenvolvimento da Linguagem e Comunicação:Testes que
avaliam a capacidade de articulação, vocabulário, compreensão e expressão
verbal.
Avaliação de Habilidades Físicas e Motoras:Testes que analisam a
coordenação motora fina e grossa, equilíbrio, força e outras habilidades físicas.
Dislexia Auditiva:Testes de identificação de sílabas e protocolos de intervenção.
Dislexia Visual:Testes de coordenação visual, percepção de pontos e
identificação de letras.
Dislexia Mista:Testes de associação palavra-imagem, reconhecimento e escrita
das letras iniciais.
Testes de Investigação da Pré-Dislexia: Ferramentas para identificar
precocemente sinais de dislexia em crianças, adolescentes e adultos, ajudando a
intervir antes que as dificuldades se agravem. 
Dislalia: Testes para avaliar habilidades ortográficas em crianças, focando na
pronúncia e discriminação de sons específicos. Esses testes ajudam a identificar
e corrigir dificuldades de fala.
Disgrafia : Testes que diagnosticam e intervêm em casos de disgrafia gráfica,
léxica e ideognóstica para crianças, adolescentes e adultos.
Discalculia: Testes para avaliar diferentes tipos de discalculia, incluindo léxica,
prognóstica, gráfica e ideognóstica, ajudando a identificar dificuldades
matemáticas e oferecer intervenções adequadas.
Disortografia : Testes para avaliar habilidades de leitura, consciência fonológica
e competência ortográfica em crianças, adolescentes e adultos.
Transtorno de Déficit de Atenção (TDA): Testes para avaliar falhas na
concentração, hiperatividade cognitiva e física, e impulsividades em
adolescentes e adultos, ajudando a identificar e tratar sintomas de TDA.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) -Testes para
avaliar TDAH em crianças e adultos, incluindo protocolos de correção e escalas
simplificadas de avaliação.
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TESTE 01 -MEMÓRIA VISUAL PARA CRIANÇAS
Teste de Reconhecimento de Imagens para Crianças
Dados do Paciente/Aprendente
Nome: ________________________________________
Objetivo:Este teste visa avaliar a capacidade das crianças de reconhecer e recordar diferentes objetos e
animais com base em imagens.
Instruções:
1.Este teste consiste em várias rodadas, cada uma com um conjunto de imagens.
2.O aprendente verá uma série de imagens em cada rodada. Seu objetivo é olhar atentamente 
para essas imagens e tentar memorizá-las.
3.Depois de um curto período de tempo o profissional deverá cobrir as imagens com um papel.
4.Em seguida, o profissional deverá fazer perguntas sobre as imagens que o aprendente acabou 
de ver. 
Perguntas:
1.Qual animal estava na imagem 1? 
Resposta:__________________________________________________________________ 
1.Qual animal estava na imagem 2? 
Resposta:__________________________________________________________________ 
1.Qual animal estava na imagem 3? 
Resposta:__________________________________________________________________
Idade: ________
Perguntas:
1.Qual fruta estava na imagem 1?
Resposta:________________________________ 
2.Qual fruta estava na imagem 2?
Resposta:________________________________ 
3.Qual fruta estava na imagem 3?
Resposta:________________________________
Perguntas:
1.Qual veículo estava na imagem 1?
Resposta:________________________________ 
2.Qual veículo estava na imagem 2?
Resposta:________________________________ 
3.Qual veículo estava na imagem 3?
Resposta:________________________________
TESTE 05 -MEMÓRIA VISUAL PARA CRIANÇAS
 Dados do Paciente/Aprendente
Nome: _______________________________________________
Teste de Memória Memorização de Detalhes
Instruções: Solicite ao paciente que ligue a outra metade das figuras e depois pinte:
 ________Idade:
7
PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO MEMÓRIA VISUAL PARA CRIANÇAS
Nome da Criança:
Idade:
Avaliador:
Testes Realizados:
Observações Adicionais:
3. Comparação de Imagens:
 
4. Memorização de Detalhes:
 
2. Memória de Sequência Visual:
 
Comentários e Recomendações:
Critérios de Observação e Pontuação:
1. Reconhecimento de Imagens:
 
Pontuação Total: _______ (0-45 pontos)
Reconhecimento de Imagens
Memória de Sequência Visual
Comparação de Imagens
Memorização de Detalhes
Acriançareconhecee identifica asimagens apresentadas.
• Pontuação: _______ (0-10 pontos)
Acriançapodeidentificarsemelhanças e diferenças entre pares de imagens 
apresentadas.
• Pontuação: _______ (0-10 pontos)
Acriançaconseguerecordardetalhes específicos de uma imagem após uma breve 
exposição.
• Pontuação: _______ (0-10 pontos)
Acriançaécapaz de lembrare reproduzir uma sequência de imagens apresentadas 
anteriormente na ordem correta.
• Pontuação: _______ (0-10 pontos)
_______________________________________________________
___________________. Data da Observação:___________________
_____________________________________________________________
1.
2.
3.
4.
CRITÉRIO DE OBSERVAÇÃO DESCRIÇÃO PONTUAÇÃO
Identificação de Objetos
A capacidade da criança de identificarcorretamente os objetos ou imagens
apresentados.
Observação de Detalhes 
A capacidade da criança de observar e lembrar
detalhes específicos nas imagens, como cores,
formas ou características distintivas. 
Memória de Curto Prazo A capacidade da criança de lembrar objetos ou
imagens apresentados recentemente.
Precisão nas Respostas A precisão das respostas da criança em relação
às imagens ou objetos apresentados.
Tempo de Reação O tempo que a criança leva para responder às
perguntas ou recriar sequências visuais.
Compreensão das
Instruções
A capacidade da criança de entender e seguir
as instruções dadas para cada teste.
Uso de Estratégias de
Memória
A utilização de estratégias de memória, como
agrupamento de itens ou repetição mental, pela 
criança.
Pontuação Total
A soma das pontuações em cada critério
de observação.
Aqui está uma escala de pontuação para os critérios de observação no teste de memória visual para crianças:
•Excelente (3): A criança demonstra um desempenho excepcional no critério, excedendo as expectativas. 
•Bom (2): A criança demonstra um bom desempenho no critério, cumprindo as expectativas adequadamente.
•Satisfatório (1): A criança demonstra um desempenho satisfatório no critério, mas há espaço para melhoria.
•Insatisfatório (0): A criança demonstra um desempenho insatisfatório no critério e não atende às expectativas 
mínimas.
Agora preencha o quadro abaixo com as seguintes pontuações abaixo : 
_____________________________________________________________
Psicopedagogo(a)
Observação: Se a criança conseguir executar a maioria ou todos os testes com sucesso, isso indica que ela está adquirindo
habilidades de pensamento e compreensão. Se ela enfrentar muitas dificuldades ao realizar os testes, será aconselhável
repeti-los após alguns dias. Se as dificuldades persistirem, é recomendável encaminhar a criança a um neuropediatra.
Se a criança alcançar pontuações de "bom" ou "excelente" em 70% dos testes, isso indica que a criança demonstrou um bom desenvolvimento cognitivo
inicialmente. No entanto, se apenas 50% das respostas forem classificadas como "satisfatórias", isso sinaliza a necessidade de trabalhar continuamente essas
habilidades, por meio do desenvolvimento de atividades semelhantes. Por outro lado, se 70% das respostas forem consideradas "insatisfatórias", será preciso
realizar uma nova observação em outro dia para confirmar a possível existência de um déficit cognitivo.
DICA: Também é possível incluir outros comandos, como saltos, palmas ou quantidades de passos para criar diferentes
níveis de dificuldade.
Observação: O profissional poderá confeccionar “caixas sonoras”,ou seja,incluir objetos variados que emitam sons e
solicitar que o paciente pegue um por um com os olhos vendados e adivinhe qual é o objeto através do som. Audio
livros também são excelentes opções.
Instruções: O profissional poderá listar palavras (em torno de 10) e pedir que o paciente repita a sequencia
DICA: Você também pode pedir para que ela se concentre na ordem que os sons estão sendo reproduzidos ou
omitir um dos sons da sequência e pedir para a criança identificar qual está faltando.
Dados do Aprendente
Nome: ____________________________________________
Teste 1. Solicite ao paciente que repita a sequência abaixo:
Maça/Pera/Mamão/Banana/Abacaxi/Kiwi/Melancia/
Melão/ Uva/ Abacate
Teste 2. Adivinhe o som Para realizar esse teste, utilize objetos que fazem sons
variados e peça para a criança fechar os olhos e identificar qual objeto faz aquele
som.
Teste 3. Jogo do apito – Importante que outras crianças participem também, além do
paciente.
Para jogar, basta que a profissional fique com o apito e o paciente e os demais façam
uma fila, com pelo menos um metro de distância entre eles.
Quando o responsável pelo o apito emitir o som apenas uma vez, os outros devem dar
um passo à frente. Se forem dois apitos, os participantes devem dar um passo para trás
e quem errar os comandos vai sendo eliminado, até restar apenas um: o vencedor do
jogo.
O principal objetivo da brincadeira é estimular o reconhecimento dos sons, das variações 
de intensidade, frequência e duração.
TESTES DE MEMÓRIA AUDITIVA PARA CRIANÇAS
 ________Idade:
10
TESTE 01 -SEQUÊNCIA LÓGICA PARA CRIANÇAS
Nome da criança: _____________________________________ Idade: ________
Instrução : Solicitar ao paciente que observe e organize de acordo a sequência lógica.
Recorte as figuras e organize-as na sequência de fatos.
(IMAGENS PARA RECORTAR ESTÃO NA PÁGINA SEGUINTE ) 
TESTE 03 - SEQUÊNCIA LÓGICA PARA CRIANÇAS
Nome da criança: _____________________________________ Idade: ________
Instrução : Solicitar ao paciente que organize de acordo com a sequência lógica dos fatos.
Recorte as figuras e as organize de acordo com a sequência: 
(IMAGENS PARA RECORTAR ESTÃO NA PÁGINA SEGUINTE ) 
13
14
TESTE 02 -SEQUÊNCIA LÓGICA PARA
ADOLESCENTES E ADULTOS
QUESTIONÁRIO
Dados do Aprendente 
Nome: _______________________________________________
hoje não é segunda-feira e amanhã não choverá
hoje não é segunda-feira ou amanhã choverá
hoje não é segunda-feira então amanhã choverá
hoje não é segunda-feira nem amanhã choverá
hoje é segunda-feira ou amanhã choverá
a)Todas as reclamações não serão anotadas e nós não tomaremos as
providências necessárias.
b)Algumas reclamações não serão anotadas e nós não tomaremos as
providências necessárias.
c)Algumas reclamações serão anotadas e nós não tomaremos as providências
necessárias.
d)Todas as reclamações serão anotadas e nós não tomaremos as providências
necessárias.
e)Algumas reclamações não serão anotadas ou nós não tomaremos as
providências necessárias.
03– Instrução : Atente-se ao enunciado e encontre a resposta:
A negação de “hoje é segunda-feira e amanhã não choverá” é...
Idade: ________
01 - Instruções: O teste de raciocínio apresentado a seguir tem por objetivo descobrir
qual a sequência de números. Desse modo, é possível prever qual será o próximo
número, ou seja, o desafio é entender qual a sequência lógica e para isso será necessário
solucionar a fórmula de cada questão.
02–Instrução: Encontrar nas respostas a negação lógica da proposição proposta.
Qual das afirmações abaixo é a negação lógica da proposição "Todas as reclamações 
serão anotadas e nós tomaremos as providências necessárias”?
a)
b)
c)
d)
e)
A sequência correta de números para “2, 4, 8, 16, 32, 64…”é:
a) 108
b) 120
c) 128
Critérios de Avaliação Insatisfatório Satisfatório Excelente
Compreensão das Imagens
 Organização das Imagens
Realização dos Testes de Sequência
Dúvidas na Execução dos Testes
Satisfação com os Testes
Interesse pelos Testes
PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DE SEQUÊNCIA
LÓGICA PARA CRIANÇAS 
Nome da Criança: _________________________________________________
Idade: _________ Data da Avaliação: ________________ 
_____________________________________________________________
Psicopedagogo(a)
Recomendações:
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
Observações:
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Conclusão da Avaliação:
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
[Resuma as conclusões com base nas categorias "Insatisfatório", "Bom" e "Excelente" para cada critério.]
[Se necessário,

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