Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – PNAP/UAB BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro Disciplina – Administração Pública Disciplina:Políticas Públicas Aluna: Juliane Emídio Pinto Polo: Belford Roxo Matrícula:24113110255 Atividade - AD 1: 1) Com base nos argumentos do politólogo italiano Norberto Bobbio, disserte sobre o surgimento do Estado representativo e compare suas características com o modelo de Estado estamental. O estado estamental se identifica como uma politica tipica da mudança da idade média e a criação do estado moderno, uma das principais qualidades é a organização da sociedade em grupo social, com seus privilégios e especificas funções. Bobbio destaca que nesse modelo a representação política é corporativa e não individual, as pessoas participam ativamente da vida política como membros de estamento, a desigualdade jurídica é legalizada. As assembléias como estados gerais e cortes não demonstravam cidadãos como indivíduos iguais, mas como ordens sociais singular. Assim o estado estamental admite uma sociedade hierarquizada e juridicamente desigual, na qual os direitos se formam da participação a um grupo scial específico. Ja o estado representativoo surge com a inovação política, meio que moderna, principalmente a partir das revoluções liberais dos séculos XVII e XVIII, para bobbio esse modelo estava diretamente ligada ao avanço da ideia de soberania popular e a afirmação do principio da igualdade jurídica. A revolução francesa, americana e inglesa foram alguns dos marcos fundamentais para essa transformação. Nesses acontecimentos, podemos afirmar que o poder nao pertencia mais aos monarcas, nem aos estamentos, mas sim ao povo, assim como a igualdade formal entre os cidadãos vira princípio fundamental. A soberania mesmo que feita por representantes é oferecida como popular. A comparação que podemos usar entre o estado estamental e estado representativo são : No estado estamental lida com a representação de corpos ou ordens sociais, ja no representativo os indivíduos são oficialmente iguais, a soberania é popular e a vontade é geral, já no estamental a tradição e os pactos históricos se mantém. Outra comparação interessante é a estrutura social, no modelo estamental a sociedade é hierárquia e juridicamente desigual, no representativo a igualdade jurídica é formal entre os cidadãos. Com isso chego a conclusão que segundo Norberto Bobbio, antigamente a sociedade era dividida em grupos, como nobres, padres e o povo comum. Cada grupo tinha seus próprios privilégios, e só esses grupos participavam das decisões políticas. Isso era o Estado estamental. Depois, com o tempo, surgiu uma nova forma de organizar o poder: o Estado representativo. Nele, as pessoas passaram a ser vistas como iguais perante a lei, e escolhem representantes para falar por todo o povo, não apenas por um grupo específico. Ou seja, antes o poder era dividido por “grupos privilegiados”; depois, passou a ser pensado como algo que vem de todo o povo. 2) De acordo com Wanderley Guilherme dos Santos, a literatura sobre o patrimonialismo no Brasil é eivada de preconceitos, geralmente responsabilizando o intervencionismo estatal e a burocracia como os principais propagadores da corrupção no país. Na obra O Ex-Leviatã Brasileiro: do voto disperso ao clientelismo concentrado (2006), Wanderley Guilherme propõe uma reflexão original sobre as verdadeiras origens e fundações das relações clientelistas no país, responsáveis por deturpar o poder público e capturar as políticas públicas. Discuta como o autor aborda essa questão. Wanderley Guilherme dos Santos diz que muita gente acha que a culpa da corrupção no Brasil é só do governo grande e dos funcionários públicos. Mas ele fala que isso é uma explicação muito simples e cheia de preconceitos. Ele explica que o problema não começou só porque o Estado cresceu. Segundo ele, a verdadeira questão está na forma como os políticos e algumas pessoas poderosas passaram a trocar favores por apoio. Funciona mais ou menos assim: um político ajuda alguém com um benefício ou vantagem, e essa pessoa promete votar nele ou apoiá-lo. Isso é chamado de clientelismo — é como uma troca de “eu te ajudo aqui, você me ajuda ali”. Wanderley diz que, com o tempo, essas trocas ficaram mais organizadas e concentradas nas mãos de poucos grupos, que passaram a usar o poder público para benefício próprio, em vez de cuidar de todo mundo. Então, para ele, o problema não é simplesmente o tamanho do Estado, mas essas relações de troca de favores que acabam distorcendo as decisões que deveriam ser feitas para o bem de toda a população.