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Tecnologia de 
Medicamentos 
Profa. Thayná Cândido 
PORQUE 
PRODUZIR 
MEDICAMENTOS? 
Atender demandas da saúde pública, mercado e exportação 
Garantir acesso seguro, eficaz e controlado à população 
Concretizar o planejamento da cadeia produtiva farmacêutica 
Lembre que o PCP define o 
“quando, quanto e como” 
produzir, gerencia recursos, 
equipamentos e prazos, além de 
conectar estoque, demanda e 
cronograma de produção. 
Pesquisa e desenvolvimento 
Produção do farmoquímico/químico 
Produção do medicamento 
Marketing e comercialização 
Cadeia produtiva de um medicameto 
É na produção: onde tudo ganha forma 
física 
 
Transforma insumos em formas 
farmacêuticas viáveis. 
Envolve etapas como pesagem, mistura, 
compressão, envase e embalagem. 
Integra com áreas como Farmacotécnica, 
Qualidade, Engenharia e Logística. 
Respeita Boas Práticas de Fabricação 
(BPF) e normas sanitárias 
Formas farmacêuticas 
Formas farmacêuticas sólidas 
VANTAGENS E DESVANTAGENS? 
Obtidas por compressão da mistura de pós (fármaco(s) e 
adjuvante(s)). 
 
Podem variar em tamanho, formato, peso, dureza, espessura, etc, 
a depender da forma de produção e finalidade do seu uso. 
 
Principal forma farmaceutica disponível no mercado. 
 
Podem ser administrados de diferentes formas: oral, sublingual, 
vaginal, mastigável, efervescente, bucal. 
 
Podem ser revestidos ou drageados 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos 
OBJETIVOS 
Proteção física ou química do fármaco 
Controle da liberação do fármaco – esquema 
posológico 
Propicia a administração de fármacos via oral 
diante do pH estomacal 
Mascara características organolépeticas 
desagradáveis do fármaco 
Facilitar a deglutição 
Proteção da mucosa gástrica frente a capacidade 
irritativa do fármaco 
Fins estéticos e de marketing 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos 
Diluentes – material de 
enchimento, produz 
volume, propriedade de 
fluxo e auxilia na 
compressão 
Absorventes – absorve 
excesso de água dos 
extratos ou fixação de 
compostos voláteis 
Aglutinantes – 
promove a adesão das 
partículas em 
granulados para a 
compressão 
Desagregantes – 
promovem a 
desagregação e melhor 
dissolução do 
comprimido 
Lubrificantes – reduz a 
fricção durante a 
compressão 
Molhantes – reduzem a 
tensão superficial e 
interfacial, dificulta a 
liberação do pó 
Tampões – resistencia a 
alteração de pH 
Corantes, edulcorantes e 
aromatizantes – melhoram 
as caracteristicas 
organolépticas 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Granulação 
Processo intermediário em 
que as partículas primárias 
de pó amorfo ou cristalino 
são processadas para 
aderirem e formarem os 
grânulos, que são partículas 
maiores e que suportam o 
manuseio 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
RECEBIMENTO 
MATÉRIA PRIMA 
+ PESAGEM 
Granulação Via Úmida 
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Adição de um meio líquido para conferir adesão das partículas de 
pó – que deve ser volátil e que deve ser removível na secagem. 
Apesar da água ser bastante utilizada, por razões econômicas e/ou 
ecológicas, essa apresenta desvantagens, como maior tempo de 
secagem, e pode afetar na estabilidade do fármaco. 
 
Processo complexo e bastante empregado na industria 
farmacêutica e muito estudado pela tecnologia industrial. 
 
Pontos de atenção: aglomeração, secagem, tamisação. 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Granulação Via Úmida 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Pontos críticos e controle de qualidade 
Granulação Via Úmida 
MISTURA -. É crucial conhecer a ordem de entrada das matérias-primas no misturador, 
bem como o tempo ótimo de mistura e do processo como um todo, a fim de garantir a 
uniformidade dos componentes envolvidos – Uniformidade (Coeficiente de Variaçao); 
 
AGLOMERAÇÃO – líquido agregante ou aglutinante; 
 
SECAGEM - Metodo de escolha deve ser pensado de acordo com caracteristica do fármaco 
– análise de umidade; 
 
TAMISAÇÃO – o controle do tamanho das partículas é fundamental para que na etapa de 
encapsulamento ou compressão não ocorra uma variação inaceitável do conteúdo do 
fármaco - analise granulometrica; 
 
Dureza 
Friabilidade 
Uniformidade de conteúdo 
Dissolução 
Desintegração 
Inspeção visual 
 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Controle de qualidade 
Em processo Produto acabado 
Variação de peso 
Força de compressão 
Espessura e diametro 
Velocidade da máquina (taruga) 
Controle de segregação 
Fluxo de pó 
 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Granulação Via Seca 
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Slugging 
Controle de qualidade e 
pontos críticos se 
repetem independente 
do tipo de granulação – 
exceto a secagem 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Consiste na agregação das partículas primárias de pó através de alta 
pressão. Esse método a seco normalmente é utilizado para fármacos 
que não são bem comprimidos após a granulação úmida ou para 
aqueles que são sensíveis à umidade. 
 
Nesta técnica, a mistura de componente ativo e dos seus adjuvantes 
é submetida a uma compactação prévia, formando grandes 
aglomerados (Sludgging). 
 
Granulação Via Seca 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Compressão direta 
RECEBIMENTO 
MATÉRIA PRIMA 
+ PESAGEM 
CQ! 
CQ! 
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Não envolvem processos de granulação 
 
Formulação de fármacos relativamente solúveis (que podem ser 
processados como partículas grosseiras para garantir boa escoabilidade) e 
fármacos relativamente potentes (que estão presentes em pouca 
quantidade em cada comprimido e que podem ser misturados com 
partículas grosseiras de adjuvante, o qual controla o fluxo e a 
compactabilidade). 
 
Paracetamol, ácido acetilsalicílico; 
 
A redução do tempo de produção no pré-tratamento da mistura de pós e, 
consequentemente, o custo do processo. 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Compressão direta 
Compressão 
As características físicas dos comprimidos obtidos são 
bem definidas, podendo ser: circular, oblongo ou único na 
forma; grosso ou fino; grande ou pequeno em diâmetro; 
plano ou convexo; não sulcado ou sulcado para divisão em 
duas, três ou quatro partes; gravado ou impresso com um 
código que o identifica; revestido ou não; com corante ou 
não; com uma, duas ou três camadas. As matrizes e as 
punções de diferentes formas e tamanhos das 
compressoras são capazes de determinar as formas e 
dimensões dos comprimidos a partir da grande pressão 
capaz exercida na compactação de pós e grânulos. 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
I – Alimentação 
 
II – Compactação 
 
III – Compressão propriamente dita 
 
IV – Ejeção 
 
V – Expulsão 
 
VI – Pré-alimentação 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Revestimento 
Etapa complementar ao processo produtivo e aumenta o custo do produto. 
 
Consiste na aplicação da composição de revestimento em comprimidos submetidos a 
fluidização (aspersão de jato) com uso de ar aquecido para facilitar evaporação de 
solventes. 
 
Composição da superfície do comprimido deve ser adequada ao tipo de revestimento, 
resistente ao calor, não pode lascar. 
 
Forma ideal: esférica, com formas arredondadas e convexas. 
 
A suspensão e a revestidora são mantidas sob agitação durante todo oprocesso e, ao 
final, os comprimidos são secos. 
Ao final do processo: 
mantém o contorno do 
núcleo original - o peso do 
comprimido pode 
aumentar de 2% a 3% - 
etapa única – de 1,5 a 2h. 
Formas farmacêuticas sólidas 
Comprimidos revestidos – processo de fabricação 
Revestimento 
https://www.youtube.com/watch?v=GeTEl5ttrB8 
Formas farmacêuticas semissólidas 
Preparações medicamentosas de consistência intermediária, 
feitas para serem aplicadas topicamente na pele ou em 
membranas mucosas, como os olhos, nariz e boca. 
 
Destinados a aplicação localizada (pontual). 
 
Permitem a liberação do P.A. de maneira gradual. 
 
Compostos por duas ou três fases 
 
Propriedades ideais: textura suave, não 
oleoso/comedogênico, boa aparencia 
VANTAGENS E DESVANTAGENS? 
Formas farmacêuticas semissólidas 
Método de produção convencional - Cremes 
FASE 
 INTERNA 
FASE 
EXTERNA 
EMULSÃO 
FINAL 
Fase aquosa – 
dispersante de 
hidrossoluveis 
Emulsificante – 
promove a junção 
das duas fases 
Agente de 
consistencia – 
promove a 
viscosidade 
Conservante - 
evita o 
crescimento de 
microrganismos 
Umectante– 
previnem o 
ressecamento 
Fale oleosa ou 
emolientes – 
dispersante de 
lipossoluveis 
Agente molhante 
– reduz as 
particulas sólidas 
pela espatulação 
Quelante e 
antioxidante – 
estabilizantes, evita 
íons metalicos e a 
oxidação 
Formas farmacêuticas semissólidas 
Método de produção convencional - Cremes 
Corantes e fragrancia – melhoram as 
caracteristicas organolépticas 
Formas farmacêuticas semissólidas 
Método de produção convencional - Cremes 
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Formas farmacêuticas semissólidas 
Método de produção convencional - Cremes 
Pontos críticos e controle de qualidade 
PRÉ-PROCESSAMENTO - consistencia da emulsão, textura, incorporação de ar, 
homogeneização, esterilização da agua; 
 
MISTURA – agitação continua e não turbulenta entre 50° a 70°, atenção a sequencia de adição 
de fases e coalescencia - Temperatura, viscosidade; 
 
HOMOGENEIZAÇÃO - uniformidade, aspecto fisico; 
 
RESFRIAMENTO – gradual e sob agitação leve para manter a homogeneidade; 
 
CQ 3 - pH, aspecto, viscosidade, homogeneidade, presença de partículas estranhas. 
 
CQ 4 - pH, aspecto, teor de princípio ativo, controle microbiológico, viscosidade; 
Formas farmacêuticas líquidas 
VANTAGENS E DESVANTAGENS? 
Preparações que podem se apresentar em fase única ou mais 
fases 
 
Muito comuns a prática clínica na pediatria e também em 
produtos cosméticos 
 
Administrados via oral, ocular, endovenosa e intramuscular. 
 
Geralmente apresentam-se pronta para uso 
 
Colíríos, soluções otológicas, enemas, xaropes, elixires, 
tinturas, etc. 
FARMACO 
SOLUBILIDADE CONCENTRAÇÃO 
Formas farmacêuticas líquidas 
Formas farmacêuticas líquidas 
Veículo – carreador 
do principio ativo, 
solvente principal 
Cosolvente – 
solvente auxiliar 
Conservante – evita 
o crescimento de 
microrganismos 
Quelante – 
estabilizante, evita 
íons metalicos 
Antioxidante – evita 
a deterioração por 
oxidação 
Tampões – 
resistencia a 
alteração de pH 
Corantes, edulcorantes e 
aromatizantes – melhoram 
as caracteristicas 
organolépticas 
Formas farmacêuticas líquidas 
PROCESSO DE PRODUÇÃO - SOLUÇÕES 
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Formas farmacêuticas líquidas 
PROCESSO DE PRODUÇÃO - SOLUÇÕES 
Pontos críticos e controle de qualidade 
Espessantes devem ter dispersão prévia; 
 
DISSOLUÇÃO – Atenção a faixa de aquecimento; 
 
SOLUBILIZAÇÃO – Manutenção do aquecimento e em agitação, atenção a 
formação de bolhas – CQ: ausencia de particulas, transparencia, pH; 
 
FILTRAÇÃO - a vacuo, pressão – objetiva limpidez e é realizada em tanque 
de espera para ser liberado após o CQ – teste de filtração, ph, densidade, 
volume, viscosidade, aparência; 
Da forma farmacêutica à 
ação terapêutica: 
Mas… como garantir que ele 
chegue ao local certo, na dose 
certa e no tempo ideal? 
Produzir medicamentos é garantir 
que o princípio ativo esteja 
presente, estável e seguro. 
 
É aí que entram os sistemas de 
liberação de fármacos! Na próxima aula: Vamos explorar como a 
tecnologia farmacêutica desenvolve estratégias 
para otimizar a entrega dos medicamentos no 
organismo. 
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created by Slidesgo, including icons by 
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Por hoje é só! 
Estude e traga suas dúvidas na 
próxima aula

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