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Profa: Sara Corrêa
Esp. Nutrição Clínica e Fitoterapia
DESTOXIFICAÇÃO
ESTÉTICA
IBMR, Rio de Janeiro/RJ
2019
TOXINAS
• DANOS AO DNA: (DEFEITOS NA TRANSCRIÇÃO, ex: 
Câncer)
• DANOS OXIDATIVOS (Estresse oxidativo – radical livres, 
peroxidação lipídica, ex: doenças do Sistema neurológico 
como Alzheimer, Doenças cardíacas, alteração dos 
hormônios da Tireóide, etc.)
IMPACTOS DAS TOXINAS NO ORGANISMO
IMPACTOS DAS TOXINAS NO ORGANISMO
COMO SABER SE ESTOU SENDO AFETADO POR ESTAS 
TOXINAS ?
Síndrome da Fadiga 
Crônica
Como o organismo se livrará 
destas toxinas ???
Estabilizantes
Corantes
Cigarro / 
benzeno Conservantes
• DETOXIFICAÇÃO é qualquer processo realizado por
um organismo que busque a eliminação (ou redução
da atividade) de determinadas substâncias
(xenobióticas) em nível celular ou de todo o
organismo.
DESTOXIFICAÇÃO E BIOTRANSFORMAÇÃO
HEPÁTICA
LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link beteween
environment, food quality and disease. Washington: Hingepin Pub, 1999.
BLAND, J.; COSTARELLA,L.;LEVIN, B. et al. Clinical nutrition: a funcyional
approach. Florida: the Institute for Functional Medicine, 2004.
KROHN,J. TAYLOR, F.A. PROSSER,J. The whole way to natural 
detoxification. Vancour: Hartley & Marks Publishers, 1996
• Qualquer substância química ou molécula 
estranha ao sistema biológico em questão, 
originada externamente ou internamente a ele.
XENOBIÓTICO
TOXINA
• Qualquer substância que possa criar irritação 
e/ou efeitos danosos em um organismo, 
reduzindo a vitalidade, reduzindo as funções 
bioquímicas e o funcionamento orgânico.
Medicamentos biotransformados no intestino, Radicais livres (RL) - até mesmo 
pelo stress e EROs; Citocinas
Erros Inatos do metabolismo: por acúmulo de compostos intermediários com
efeitos deletérios, tóxicos (Ex: fenilcetonúricos – def. de enzimas que converte
fenilalanina em tirosina);
Desequilibrio metabólico: provocado por fatores ambientais ou por polimorfismos
genéticos (Ex: Fase I acelerada, elevando nível de metabólitos reativos).
Polimorfismo genético e individualidade Bioquímica.
Microbiota Intestinal: produção de enzimas e toxinas a partir do seu metabolismo
que aumentam a permeabilidade intestinal.
Substâncias produzidas pela microbiota intestinal - pelas más bactérias, fungos e
parasitas (aminas, amônias, substâncias pró carcinogênicas);
Clinical Nutrition: functional approach IFM, 2004.
TOXINAS ORIGEM INTERNA
TOXINAS ORIGEM EXTERNA
MetaisTóxicos (Mercurio, Chumbo e Cadmio)
Medicamentos (cimetidina, paracetamol)
Drogas restritas/ilegais (cocaína, anfetaminas, barbitúricos)
Aditivos Alimentares
Agrotóxicos: Pesticidas, herbicidas, fungicidas
 Poluentes do ar
 Álcool
 Poluentes do ar
 Migrantes de embalagens
(p.ex.: PVC, poliestireno, nos plásticos os ftalatos)
 Produtos químicos usados em casa
LEVIN, B. Environmental Nutrition, 1999
De acordo com a zoóloga Theo Colburn, em 1991,
DEs seriam agentes ou substâncias químicas presentes
no meio ambiente, capazes de se acumular no solo e nos
sedimentos dos rios, contaminarem a cadeia alimentar, se
ligar a receptores endócrinos e promover alterações na
síntese, secreção, metabolismo e/ou ação hormonal.
Por via cutânea, nasal ou oral, os Disruptores Endócrinos são
absorvidos e interferem no equilíbrio do sistema endócrino,
rompendo a sequência natural dos mecanismos de autorregulação.
BERN HA, BLAIR P, BRASSEUR S, COLBORN T, CUNHA G, DAVIS W, et al. Statement from the work session on chemically-induced altera- tions in sexual
development: the wildlife/human connection. In: Colborn T, Clement C. Chemically-induced alterations in sexual and functional development: The
Wildlife/Human Connection. eds Princeton Scientific Publishing Co., NJ, U.S. 1992. p. 1-8
Disruptores Endócrinos (DEs)
São subprodutos da incineração de lixo, da combustão de
materiais clorados, de processos de manufatura contendo cloro,
incluindo produção de pesticida e clareamento de papel e
celulose, do escapamento dos automóveis (gasolina contendo
chumbo), e também de queima de florestas;
Os DEs (efeito estrogênico), persistentes no meio ambiente e na
cadeia alimentar. São altamente lipofílicos, depositadas no
tecido adiposo dos mamíferos e atravessam a barreira
placentária, o que permite seu acúmulo nos tecidos fetais e no
sangue do cordão umbilical.
VIANNA, ANGÉLICA DOS SANTOS. Dissertação de Mestrado sobre: Exposição não ocupacional a compostos organoclorados e níveis de imunoglobulina. / Angélica dos Santos Vianna. – Rio de
Janeiro: UFRJ/Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, 2011.
CHARNLEY, G.; KIMBROUGH, R.D. Overview of exposure, toxicity, and risks to children from current levels of 2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin and related compounds in the USA. Food and 
Chemical Toxicology, v. 44, p. 601-615, 2006. 
HOLSAPPLE, M.P. et al. 2,3,7,8-Tetrachlorodibenzo-p-dioxin-induced changes in immunocompetence: Possible Mechanisms. Annual Review of Pharmacology and Toxicology, v. 31, p. 73-100, 1991. 
CHIHIRO, M. et al. Effects of prenatal exposure to dioxin-like compounds on allergies and infections during ifancy. Environmental Research, v. 111, p. 551-558, 2011.
TUSSCHER, G.W.T. et al. Persistent Hematologic and Immunologic Disturbances in 8-Year- Old Dutch Children Associates with Perinatal Dioxin Exposure. Environmental HealthPerspectives, v. 111, 
n. 12, p. 1519-1523, sep. 2003.
Disruptores Endócrinos (DEs)
DEs Podem danificar um órgão endócrino, alterar
diretamente sua função, interagir com receptor de
hormônios e alterar o metabolismo deste hormônio
levando a efeitos adversos à saúde de um organismo,
de sua prole ou de uma população.
LONGO K.B.L., Disruptores endócrinos: contaminação alimentar e consequências para saúde humana. Rev Nutrição Funcional. Ed. 54. 2013
DEs exercem sua ação tanto sobre o feto intraútero
como sobre os descendentes dos indivíduos afetados.
Disruptores Endócrinos (DEs)
O aumento na prevalência da obesidade, que se tornou 
uma preocupação mundial nos últimos vinte anos, vem 
sendo recentemente relacionado à exposição aos DEs.
FERNÁNDEZ MF, OLMOS B, OLEA N. Exposure to endocrine disruptors and male urogenital tract malformations (cryptorchidism and hypospadias). Gac Sanit. 2007;21(6):500-14. 
QUEIROZ EK, WAISSMANN W. Occupational exposure and effects on the male reproductive system. Cad Saude Publica. 2006;22(3):485-93. 
FORTES EM, MALERBA MI, LUCHINI PD, SUGAWARA EK, SUMODJO L, RIBEIRO NETO LM, et al. [High intake of phytoestrogens and precocious thelarche: case report with a possible correlation]. 
Arq Bras.Endocrinol Metab. 2007;51(3):500-3. 
BUCK LOUIS GM, GRAY LE JR, MARCUS M, OJEDA SR, PESCOVITZ OH, WITCHEL SF, et al. Environmental factors and puberty timing: expert panel research needs. Pediatrics. 2008;121(Suppl
3):S192-207.
DEN HOND E, SCHOETERS G. Endocrine disrupters and human puberty. Int J Androl. 2006;29(1):264-71; 
LANDRIGAN P, GARG A, DROLLER DBJ. Assessing the effects of endocrine disruptors in the National Children’s Study. Environ Hea lth Perspect. 2003;111(13):1678-82.
Disruptores Endócrinos (DEs)
Icterícia Hipersensibilidade à substâncias 
químicas (múltiplas)
Anorexia Queixas digestivas
Gosto metálico na boca Baixa tolerância a alimentos gordurosos
Insuficiência energética Sonolência após a alimentação
Dores de cabeça Constipação 
TPM Problemas cutâneos
Estresse emocional Problemas músculo-esqueléticos
(fibromialgia)
Sintomas de sobrecarga hepática
Watson, B. Renew your life, 2002.
A DESTOXIFICAÇÃO ocorre em todas as 
células, principalmente fígado e intestino. 
O fígado contém cerca de 60% das enzimas 
de biotransformação de todo o organismo 
e na mucosa intestinal cerca de 20%.
DESTOXIFICAÇÃO E BIOTRANSFORMAÇÃO HEPÁTICA
KROHN,J. TAYLOR, F.A. PROSSER,J. The whole way to natural 
detoxification. Vancour: Hartley & Marks Publishers, 1996
Um dos principais objetivos da 
destoxificação é o aumento da 
polaridade (aumento da 
hidrossolubilidade)de uma 
substância possibilitando que este 
seja eliminado do organismo. 
•Uma substância para ser eliminada pelo 
organismo precisa ser transformada em 
hidrossolúvel ou polar. A maioria das 
substâncias é inicialmente pouco polar ou 
apolar (lipossolúveis). Então o objetivo da 
Destoxificação é transformar as toxinas não 
polares e lipossolúveis em substâncias polares 
e hidrossolúveis para serem excretadas na 
urina ou na bile.
Hawrelak JA, Myers S. The causes of intestinal dysbiosis: a review. Alternative Medicine Review 2004; 9(2):180-97.
DESTOXIFICAÇÃO
Substâncias Tóxicas
(apolares e lipossolúveis)
Substâncias Não Tóxicas
(Polares e Hidrossolúveis)
Urina ou Fezes
Hawrelak JA, Myers S. The causes of intestinal dysbiosis: a review. Alternative Medicine Review 2004; 9(2):180-97.
1
2
3
AS REAÇÕES DE DETOXIFICAÇÃO PODEM SER DIVIDIDAS 
EM 3 FASES:
- Fase 1 – Biotransformação ou bioativação
- Fase 2 - Conjugação ; (se esta fase é lenta ocorre acúmulo de xenobióticos) 
- Fase 3 – Fase Final
DESTOXIFICAÇÃO E BIOTRANSFORMAÇÃO HEPÁTICA
• Fase I: As substâncias tóxicas sofrem transformações
metabólicas para posteriormente, na fase II tornar possível
a sua eliminação;
• Fase II: Nessa fase as toxinas formadas ou recebidas na
fase I se conjugam com alguns grupos químicos
hidrossolúveis, tornando-se compostos excretáveis, o
que facilita a eliminação através da função renal (urina).
• Fase III: Nessa fase o metabólito excretável é eliminado
da célula e transportado para a circulação e eliminado
através das vias biliares, pelo tecido renal e intestino.
DESTOXIFICAÇÃO
• Fase 1
• Também chamada de Biotransformação ou bioativação é realizada
por várias enzimas presentes em nossas células (hepáticas e extra-
hepáticas). Esta fase tem o objetivo de introduzir um novo grupo
funcional para modificar o grupo existente e, assim, transformar a
substância apolar em polar. As enzimas que participam deste
processo são do tipo oxirredutases (flavinas, mono oxigenases,
xantina oxigenase) e componentes do citocromo p-450 (mono-
oxigenases). O Citocromo P450 é o principal sistema
enzimático responsável por esse processo.
Processo de Destoxificação
LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link beteween environment, food quality and disease.
Washington: Hingepin Pub, 1999. BLAND, J.; COSTARELLA,L.;LEVIN, B. et al. Clinical nutrition: a funcyional approach. Florida: the Institute
For Functional Medicine, 2004. KROHN,J. TAYLOR, F.A. PROSSER,J. The whole way to natural detoxification. Vancour: Hartley &
Marks Publishers, 1996. Liska D, Quinn S, Lukaczer D, Jones D, Lerman RH (eds). Clinical Nutrition: a functional approach.2. Ed. Gig Harbor: 
Institute for Functional Medicine, 2004.
PROCESSO DE DETOXIFICAÇÃO
• Fase 1
• Quando o substrato (toxina) é biotransformado, ele na
verdade, está sendo preparado para a reação de
CONJUGAÇÃO, conhecida como fase 2 . Em alguns casos
a reação de biotransformação pode gerar a pronta
eliminação do composto sem necessariamente passar
pela fase 2.
OGA, S. fundamentos de toxicologia. 2ª ed São Paulo: Atheneu, 2003.
LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link beteween environment, food quality and disease.
Washington: Hingepin Pub, 1999.
PROCESSO DE DESTOXIFICAÇÃO
• Fase 2 (conjugação)
• As reações de fase 2 têm os objetivos de transformar
as toxinas (formadas na fase 1 ou como foram
recebidas) em moléculas passíveis de excreção,
hidrossolúveis e também de neutralizar sua possível
reatividade.
Ex: Benzopireno Benzopireno (Adquiriu polaridade: + hidrossolúvel)
FASE 1 (CIT P450)
Adição de OH Ativado
Molécula Hidrossolúvel
Urina Fezes
+ GSH (molécula grande polar)
Fase 2
(glutationa S- Transferase)
(Estável) 
• Fase 3 – Fase Final
Após ter sido metabolizada nas fases 1 e 2, a ex
toxina, agora é um metabólito excretável que será
transportada para a circulação e eliminado através
das vias biliares, pelo tecido renal e intestino.
PROCESSO DE DESTOXIFICAÇÃO
O fígado participa amplamente por meio de duas fases:
Fase I:
- Envolve um grupo de enzimas (citocromo P-450)
dependente de minerais como cobre, magnésio, ferro,
manganês, molibdênio, enxofre e zinco.
- Envolvem filtração, excreção biliar e a interação entre os
processos enzimáticos.
- Excreção biliar eficiente e quantidades adequadas de
fibras dietéticas disponíveis auxiliam na remoção de
toxinas por meio dos intestinos. Algumas toxinas são
neutralizadas;
FÍGADO
Fase II
• Sulfatação e glicuronidação (chaves na detoxificação humana);
• Metilação;
• Conjugação com a glutationa,
• Conjugação com aa e acetilação.
FÍGADO
Outras Questões ligadas a destoxificação
LEVIN, B. Environmental nutrition:understanding the link between environment, food quality and disease. Washigton
Hingepin Pub, 1999. BLAND, J.; COSTARELLOGA, S. Fundamentos de toxicologia.2ª edição São Paulo: Atheneu, 2003.
BLAND,J.; COSTARELLA,L.;LEVIN,B. et al. Clinical nutrition: a functional approach. Florida: The Institute for Functional Medicine, 2004.
A capacidade de 
destoxificação é 
influenciada por ...
fatores 
genéticos 
(polimorfismo)
Estado 
Nutricional
idade
Carga tóxica
recebido pelo
meio ambiente
Atividade Física
medicamentos
doenças, em
especial as
hepáticas.
Nutrientes (complexo B, ácido ascórbico, tocoferol, ferro, cálcio,
magnésio, cobre e zinco são também importantes para a função do
citocromo P 450).
• Um exemplo de modulação nutricional de enzimas de
destoxificação são as metalotioneínas (Mts). Elas são responsáveis
destoxificação de metais intracelulares, como cádmio e mercúrio.
Ao se ligarem a metais pesados no fígado, facilitam sua
detoxificação, onde serão conjugados pela glutationa para serem
excretados. Na ausência dos metais pesados as Mts participam do
metabolismo de zinco e cobre. A síntese das MTs pode ser
aumentada pela suplementação de zinco, L-cisteína e exercício
físico, bem como hormônios (glicorticóides, glucagon, adrenallina e
interleucina 1).
Outras Questões ligadas a destoxificação
ALBERT, D.M; BEHRMAN, R.E.; BARASH, P.G. et al Dicionário médico Dorland, 25 ed São Paulo: manole, 1997
• BRÁSSICAS – INDUTORES DA FASE II
• Repolho, couve-flor, couve manteiga, brócolis, couve
de bruxelas, couve chinesa, mostarda, nabo, agrião,
rabanete, rábano e rúcula.
• Possuem flavonóides (campferol), carotenóides
(luteína, betacaroteno) e glicosinolatos (glicobrassicina
e outros).
ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE 
DESTOXIFICAÇÃO
• Estudos acompanhando (DAY,G.L; SHORE,R.E; BLOT, W.J. et al. Dietary factors and second primary
cancers: a follow up on oral and pharyngeal cancer patients. Nutrition and cancer: 21:223-232, 1994.)
indivíduos com câncer na cavidade oral mostrou que aqueles que ingeriram
brássicas, tiveram 40 a 60% menor incidência de um segundo tumor
primário em relação aqueles que não consumiam vegetais da família das
brássicas.
• Um estudo realizado em 2000 na China (LONDON, S.J. YUAN,J.M.; CHUNG,F.L. et al.
Isothiocyanates, glutathione S transferase M1 and T1 polymorphisms, and lung cancer risk: a prospective study
of men in Shangai, China. Lancet: 356:724-729, 2000) mostrou que aqueles com níveis
detectáveis de isotiocianatos (que é um derivado do fitoquímico
Glicosinolato das brássicas) na urina tinham um risco reduzido de câncer de
pulmão. Um outro estudo de LIN e col, 1998 mostrou a correlação entre a
ingestão de brócolis e redução na incidência de câncer e adenomas de cólon.
ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE 
DESTOXIFICAÇÃO
• Estudos mostram os efeitos com couve de bruxelas (300g/dia) em
acelerar a enzima de fase II Glutationa S-Transferase (GST),
aumentar as concentrações plasmáticas de glutationa transferase
alfa. (NIJHOFF, 1995).
• Steinkellner e colaboradores conduziram alguns estudos sobre
dietas ricas em brássicas e modulação da GST e concluíram que o
repolho roxo e couve de bruxelas conseguiram aumentar a
atividade desta enzima (fase II).ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE 
DESTOXIFICAÇÃO
• Greenwald e colaboradores (2001)afirmam que 
glicosinolatos, isoticianatos e indóis, como a 
glicobrassicina, indol-3-carbinol e sulforafano são 
capazes de aumentar a ação de diversas enzimas de fase 
II, como GST e que são capazes de induzir a parada do 
ciclo celular e induzir apoptoses, além de inibir a adesão 
e invasão celular sendo, portanto, de alto interesse na 
prevenção e até no tratamento de neoplasias.
ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE 
DESTOXIFICAÇÃO
HERRMANN,S.M. Efecto de los flavonoides rutina y quercitina sobre
las alteraciones del metabolismo oxidativo hepático inducidas por la
obstruccion biliar. Tese (doutorado). Universidade de Léon, 1999:
• Avaliou o efeito dos flavonóides rutina e quercetina sobre as
alterações do metabolismo oxidativo hepático, induzidas pela
obstrução biliar em ratos. Observou:
- Redução da formação das espécies reativas de oxigênio no fígado;
- Aumento dos níveis de glutationa hepática;
- Redução das alterações enzimáticas que ocorreriam em função do
refluxo biliar;
- Proteção dos hepatócitos prevenindo a redução da concentração do
citocromo P 450.
Flavonóides isolados: Quercitina e Rutina
NEGRE-SALVAYRE, A; AFFANY,A.; HARITON, et al. Additional
antilipoperoxidant activities of alpha tocopherol and ascorbic
acid on membrane-like systems are potentiated by rutin.
Pharmacol; 42(5);262-72, 1991.
Estudo mostrou a ação sinérgica da quercetina e Rutina com as
vitaminas C e E, prevenindo dano hepático por déficit de
glutationa e modulando diversas enzimas do citocromo P450.
Flavonóides isolados: Quercitina e Rutina
• Rico em catequinas sendo uma delas a epigalo
catequina 3 galato que está envolvida no controle da
iniciação, promoção e progressão da carcinogênese.
Tem efeitos antioxidantes e antiinflamatório, inibindo a
angiogênese, estimulando as fases 1 e 2 aumentando
em até 30 vezes a GST e também acelerando
glicuronidação, inibindo diversos modelos do
desenvolvimento do câncer.
CHÁ VERDE
NIKAIDOU,S; et al Effect of components of green tea extracts, caffeine and catechins on hepatic drug metabolizing enzyme
activities and mutagenic transformation of carcinogens. Jpn J Vet Res52(4):185-92, 2005.
• É um alimento rico em compostos organo enxofrados,
cujo objetivo é inibição da ação mutagênica de diversos
carcinógenos. Acelera a fase II. (GUYONNET, D. et al, 2001)
Alho
MSM – Methylsulfonylmethano – Eliminação de toxinas 
e metais pesados.
• Fonte natural e biodisponível de enxofre orgânico;
• Alimentos frescos, como verduras, frutas, grãos, peixes,...
Facilmente destruída pelo cozimento!
• MSM - Trata-se de um poderoso antioxidante, neutraliza o efeito
dos poluentes e, é eficaz também nos casos de alergia, inclusive
alimentares.
• Possui ação antiinflamatória;
• Importante agente quelante de metais tóxicos, como chumbo,
alumínio e mercúrio.
• Dose: 1 a 3g/dia. 500mg 2x/dia junto com as vitaminas.
• Fonte: Suco de couve CRUA , CLOROFILA
• DIMINUIR A EXPOSIÇÃO A CARGA TÓXICA: ATRAVÉS DE
MUDANÇAS DE ESTILO DE VIDA;
• MAXIMIZAR A EXCREÇÃO DE TOXINAS;
• PROMOVER SUPORTE NUTRICIONAL PARA IMPLEMENTAR
OS SISTEMAS DE DETOXIFICAÇÃO: ATRAVÉS DE
ALIMENTOS E SUPLEMENTOS.
Objetivos do Suporte aos Sistemas de 
Detoxificação
Reabilitação Intestinal deve sempre anteceder o 
programa de destoxificação
- Reduzir a permeabilidade intestinal : diminuição da
carga tóxica;
- Melhorar a absorção de nutrientes;
- Melhorar o sistema imune e diminuir as
hipersensibilidades.
Suporte aos Sistemas de Detoxificação
• FLAVONÓIDES
• BRÁSSICAS
• ÓLEO DE ALHO
Consumo de Frutas e Hortaliças : 
Dietary Guideline (2005) : 5 a 13 porções/dia. Ex: 4 
porções de frutas e 5 de vegetais. Verde escuro, amarelo 
e vermelho (2-3x/semana)
OMS (2005): mínimo de 400g/d
Suporte aos Sistemas de Detoxificação
• Eliminar ou reduzir a exposição tóxica (ambiental, via alimentação);
• Remover alimentos e bebidas que contenham toxinas e alérgenos
alimentares;
• Evitar ao máximo alimentos processados e com aditivos, incluindo
diet;
• Elimine açúcar, doces, cafeína e bebidas alcoólicas;
• Evite vísceras e alimentos defumados e gordurosos;
• Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada que atinja as
recomendações de nutrientes, especialmente os envolvidos no
processo de biotransformação e detoxificação, incluindo os
antioxidantes, que induzem a fase II e alimentos integrais;
• Prefira alimentos frescos, orgânicos e de safra;
• Manter uma boa hidratação com água e pratique exercícios.
Dicas para Suporte à Destoxificação
Medicamentos Gorduras 
Doces Frituras Laticínios 
Alergênicos Farinha Ref
Ovos Vísceras Carnes 
Produtos de Padaria
Gordura Hidrogenada
DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO
Menos CongestionantesMais Congestionantes
Potencialmente mais tóxicos
Elson M. Haas, The Detox Diet, 1996
Arroz Raízes Frutas
Trigo Sarraceno Abóbora
Ervas Trigo Mourisco água
Massa sem glúten vegetais
Folhas Verdes 
Nozes
Sementes
Aveia
Centeio
Cevada
Mais Destoxificantes
• Tempo: necessidade individualizada
• Retirada e reintrodução gradual dos alérgenos;
• Uso de suporte nutricional: suplementos com 
nutrientes de fase I e II;
Destoxificação
• Ênfase nos alimentos mais destoxificantes;
• Retiradas dos alérgenos mais comuns: leite, glúten, soja*, ovo* e
amendoim;
• Retirada dos alimentos mais tóxicos e mais congestionantes (carne,
leite e derivados, manteiga, margarina, frituras, , alimentos
industrializados e processados com aditivos, bebidas contendo
cafeína, álcool, açúcar, mel, adoçantes artificiais, laranja, milho, aveia);
• Preferencialmente sem agrotóxicos e toxinas;
• Fonte protéica: oleaginosas, leguminosas (exceto soja* e amendoim),
• ovo (se não for alérgico), peixe, frango e carne (somente se for
orgânico);
• Suplementar nutrientes fase I e II (necessidade individualizada)
Destoxificação
Importante!
-Conscientizar o paciente sobre o 
processo;
-Manutenção seguida do uso de 
alimentos destoxificantes da dieta 
habitual;
- Redução da carga tóxica e 
alimentos congestionantes
Condutas que podem auxiliar o processo:
• Sauna;
• Hidroterapia;
• Drenagem linfática;
• Exercícios aeróbicos;
• Redução do estresse mental (Yoga, relaxamento,
meditação)
• Evitar uso desnecessário de medicamentos e
cosméticos;
VOCÊ É O QUE VOCÊ COME ??

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