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Profa: Sara Corrêa Esp. Nutrição Clínica e Fitoterapia DESTOXIFICAÇÃO ESTÉTICA IBMR, Rio de Janeiro/RJ 2019 TOXINAS • DANOS AO DNA: (DEFEITOS NA TRANSCRIÇÃO, ex: Câncer) • DANOS OXIDATIVOS (Estresse oxidativo – radical livres, peroxidação lipídica, ex: doenças do Sistema neurológico como Alzheimer, Doenças cardíacas, alteração dos hormônios da Tireóide, etc.) IMPACTOS DAS TOXINAS NO ORGANISMO IMPACTOS DAS TOXINAS NO ORGANISMO COMO SABER SE ESTOU SENDO AFETADO POR ESTAS TOXINAS ? Síndrome da Fadiga Crônica Como o organismo se livrará destas toxinas ??? Estabilizantes Corantes Cigarro / benzeno Conservantes • DETOXIFICAÇÃO é qualquer processo realizado por um organismo que busque a eliminação (ou redução da atividade) de determinadas substâncias (xenobióticas) em nível celular ou de todo o organismo. DESTOXIFICAÇÃO E BIOTRANSFORMAÇÃO HEPÁTICA LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link beteween environment, food quality and disease. Washington: Hingepin Pub, 1999. BLAND, J.; COSTARELLA,L.;LEVIN, B. et al. Clinical nutrition: a funcyional approach. Florida: the Institute for Functional Medicine, 2004. KROHN,J. TAYLOR, F.A. PROSSER,J. The whole way to natural detoxification. Vancour: Hartley & Marks Publishers, 1996 • Qualquer substância química ou molécula estranha ao sistema biológico em questão, originada externamente ou internamente a ele. XENOBIÓTICO TOXINA • Qualquer substância que possa criar irritação e/ou efeitos danosos em um organismo, reduzindo a vitalidade, reduzindo as funções bioquímicas e o funcionamento orgânico. Medicamentos biotransformados no intestino, Radicais livres (RL) - até mesmo pelo stress e EROs; Citocinas Erros Inatos do metabolismo: por acúmulo de compostos intermediários com efeitos deletérios, tóxicos (Ex: fenilcetonúricos – def. de enzimas que converte fenilalanina em tirosina); Desequilibrio metabólico: provocado por fatores ambientais ou por polimorfismos genéticos (Ex: Fase I acelerada, elevando nível de metabólitos reativos). Polimorfismo genético e individualidade Bioquímica. Microbiota Intestinal: produção de enzimas e toxinas a partir do seu metabolismo que aumentam a permeabilidade intestinal. Substâncias produzidas pela microbiota intestinal - pelas más bactérias, fungos e parasitas (aminas, amônias, substâncias pró carcinogênicas); Clinical Nutrition: functional approach IFM, 2004. TOXINAS ORIGEM INTERNA TOXINAS ORIGEM EXTERNA MetaisTóxicos (Mercurio, Chumbo e Cadmio) Medicamentos (cimetidina, paracetamol) Drogas restritas/ilegais (cocaína, anfetaminas, barbitúricos) Aditivos Alimentares Agrotóxicos: Pesticidas, herbicidas, fungicidas Poluentes do ar Álcool Poluentes do ar Migrantes de embalagens (p.ex.: PVC, poliestireno, nos plásticos os ftalatos) Produtos químicos usados em casa LEVIN, B. Environmental Nutrition, 1999 De acordo com a zoóloga Theo Colburn, em 1991, DEs seriam agentes ou substâncias químicas presentes no meio ambiente, capazes de se acumular no solo e nos sedimentos dos rios, contaminarem a cadeia alimentar, se ligar a receptores endócrinos e promover alterações na síntese, secreção, metabolismo e/ou ação hormonal. Por via cutânea, nasal ou oral, os Disruptores Endócrinos são absorvidos e interferem no equilíbrio do sistema endócrino, rompendo a sequência natural dos mecanismos de autorregulação. BERN HA, BLAIR P, BRASSEUR S, COLBORN T, CUNHA G, DAVIS W, et al. Statement from the work session on chemically-induced altera- tions in sexual development: the wildlife/human connection. In: Colborn T, Clement C. Chemically-induced alterations in sexual and functional development: The Wildlife/Human Connection. eds Princeton Scientific Publishing Co., NJ, U.S. 1992. p. 1-8 Disruptores Endócrinos (DEs) São subprodutos da incineração de lixo, da combustão de materiais clorados, de processos de manufatura contendo cloro, incluindo produção de pesticida e clareamento de papel e celulose, do escapamento dos automóveis (gasolina contendo chumbo), e também de queima de florestas; Os DEs (efeito estrogênico), persistentes no meio ambiente e na cadeia alimentar. São altamente lipofílicos, depositadas no tecido adiposo dos mamíferos e atravessam a barreira placentária, o que permite seu acúmulo nos tecidos fetais e no sangue do cordão umbilical. VIANNA, ANGÉLICA DOS SANTOS. Dissertação de Mestrado sobre: Exposição não ocupacional a compostos organoclorados e níveis de imunoglobulina. / Angélica dos Santos Vianna. – Rio de Janeiro: UFRJ/Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, 2011. CHARNLEY, G.; KIMBROUGH, R.D. Overview of exposure, toxicity, and risks to children from current levels of 2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin and related compounds in the USA. Food and Chemical Toxicology, v. 44, p. 601-615, 2006. HOLSAPPLE, M.P. et al. 2,3,7,8-Tetrachlorodibenzo-p-dioxin-induced changes in immunocompetence: Possible Mechanisms. Annual Review of Pharmacology and Toxicology, v. 31, p. 73-100, 1991. CHIHIRO, M. et al. Effects of prenatal exposure to dioxin-like compounds on allergies and infections during ifancy. Environmental Research, v. 111, p. 551-558, 2011. TUSSCHER, G.W.T. et al. Persistent Hematologic and Immunologic Disturbances in 8-Year- Old Dutch Children Associates with Perinatal Dioxin Exposure. Environmental HealthPerspectives, v. 111, n. 12, p. 1519-1523, sep. 2003. Disruptores Endócrinos (DEs) DEs Podem danificar um órgão endócrino, alterar diretamente sua função, interagir com receptor de hormônios e alterar o metabolismo deste hormônio levando a efeitos adversos à saúde de um organismo, de sua prole ou de uma população. LONGO K.B.L., Disruptores endócrinos: contaminação alimentar e consequências para saúde humana. Rev Nutrição Funcional. Ed. 54. 2013 DEs exercem sua ação tanto sobre o feto intraútero como sobre os descendentes dos indivíduos afetados. Disruptores Endócrinos (DEs) O aumento na prevalência da obesidade, que se tornou uma preocupação mundial nos últimos vinte anos, vem sendo recentemente relacionado à exposição aos DEs. FERNÁNDEZ MF, OLMOS B, OLEA N. Exposure to endocrine disruptors and male urogenital tract malformations (cryptorchidism and hypospadias). Gac Sanit. 2007;21(6):500-14. QUEIROZ EK, WAISSMANN W. Occupational exposure and effects on the male reproductive system. Cad Saude Publica. 2006;22(3):485-93. FORTES EM, MALERBA MI, LUCHINI PD, SUGAWARA EK, SUMODJO L, RIBEIRO NETO LM, et al. [High intake of phytoestrogens and precocious thelarche: case report with a possible correlation]. Arq Bras.Endocrinol Metab. 2007;51(3):500-3. BUCK LOUIS GM, GRAY LE JR, MARCUS M, OJEDA SR, PESCOVITZ OH, WITCHEL SF, et al. Environmental factors and puberty timing: expert panel research needs. Pediatrics. 2008;121(Suppl 3):S192-207. DEN HOND E, SCHOETERS G. Endocrine disrupters and human puberty. Int J Androl. 2006;29(1):264-71; LANDRIGAN P, GARG A, DROLLER DBJ. Assessing the effects of endocrine disruptors in the National Children’s Study. Environ Hea lth Perspect. 2003;111(13):1678-82. Disruptores Endócrinos (DEs) Icterícia Hipersensibilidade à substâncias químicas (múltiplas) Anorexia Queixas digestivas Gosto metálico na boca Baixa tolerância a alimentos gordurosos Insuficiência energética Sonolência após a alimentação Dores de cabeça Constipação TPM Problemas cutâneos Estresse emocional Problemas músculo-esqueléticos (fibromialgia) Sintomas de sobrecarga hepática Watson, B. Renew your life, 2002. A DESTOXIFICAÇÃO ocorre em todas as células, principalmente fígado e intestino. O fígado contém cerca de 60% das enzimas de biotransformação de todo o organismo e na mucosa intestinal cerca de 20%. DESTOXIFICAÇÃO E BIOTRANSFORMAÇÃO HEPÁTICA KROHN,J. TAYLOR, F.A. PROSSER,J. The whole way to natural detoxification. Vancour: Hartley & Marks Publishers, 1996 Um dos principais objetivos da destoxificação é o aumento da polaridade (aumento da hidrossolubilidade)de uma substância possibilitando que este seja eliminado do organismo. •Uma substância para ser eliminada pelo organismo precisa ser transformada em hidrossolúvel ou polar. A maioria das substâncias é inicialmente pouco polar ou apolar (lipossolúveis). Então o objetivo da Destoxificação é transformar as toxinas não polares e lipossolúveis em substâncias polares e hidrossolúveis para serem excretadas na urina ou na bile. Hawrelak JA, Myers S. The causes of intestinal dysbiosis: a review. Alternative Medicine Review 2004; 9(2):180-97. DESTOXIFICAÇÃO Substâncias Tóxicas (apolares e lipossolúveis) Substâncias Não Tóxicas (Polares e Hidrossolúveis) Urina ou Fezes Hawrelak JA, Myers S. The causes of intestinal dysbiosis: a review. Alternative Medicine Review 2004; 9(2):180-97. 1 2 3 AS REAÇÕES DE DETOXIFICAÇÃO PODEM SER DIVIDIDAS EM 3 FASES: - Fase 1 – Biotransformação ou bioativação - Fase 2 - Conjugação ; (se esta fase é lenta ocorre acúmulo de xenobióticos) - Fase 3 – Fase Final DESTOXIFICAÇÃO E BIOTRANSFORMAÇÃO HEPÁTICA • Fase I: As substâncias tóxicas sofrem transformações metabólicas para posteriormente, na fase II tornar possível a sua eliminação; • Fase II: Nessa fase as toxinas formadas ou recebidas na fase I se conjugam com alguns grupos químicos hidrossolúveis, tornando-se compostos excretáveis, o que facilita a eliminação através da função renal (urina). • Fase III: Nessa fase o metabólito excretável é eliminado da célula e transportado para a circulação e eliminado através das vias biliares, pelo tecido renal e intestino. DESTOXIFICAÇÃO • Fase 1 • Também chamada de Biotransformação ou bioativação é realizada por várias enzimas presentes em nossas células (hepáticas e extra- hepáticas). Esta fase tem o objetivo de introduzir um novo grupo funcional para modificar o grupo existente e, assim, transformar a substância apolar em polar. As enzimas que participam deste processo são do tipo oxirredutases (flavinas, mono oxigenases, xantina oxigenase) e componentes do citocromo p-450 (mono- oxigenases). O Citocromo P450 é o principal sistema enzimático responsável por esse processo. Processo de Destoxificação LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link beteween environment, food quality and disease. Washington: Hingepin Pub, 1999. BLAND, J.; COSTARELLA,L.;LEVIN, B. et al. Clinical nutrition: a funcyional approach. Florida: the Institute For Functional Medicine, 2004. KROHN,J. TAYLOR, F.A. PROSSER,J. The whole way to natural detoxification. Vancour: Hartley & Marks Publishers, 1996. Liska D, Quinn S, Lukaczer D, Jones D, Lerman RH (eds). Clinical Nutrition: a functional approach.2. Ed. Gig Harbor: Institute for Functional Medicine, 2004. PROCESSO DE DETOXIFICAÇÃO • Fase 1 • Quando o substrato (toxina) é biotransformado, ele na verdade, está sendo preparado para a reação de CONJUGAÇÃO, conhecida como fase 2 . Em alguns casos a reação de biotransformação pode gerar a pronta eliminação do composto sem necessariamente passar pela fase 2. OGA, S. fundamentos de toxicologia. 2ª ed São Paulo: Atheneu, 2003. LEVIN, B. Environmental nutrition: understanding the link beteween environment, food quality and disease. Washington: Hingepin Pub, 1999. PROCESSO DE DESTOXIFICAÇÃO • Fase 2 (conjugação) • As reações de fase 2 têm os objetivos de transformar as toxinas (formadas na fase 1 ou como foram recebidas) em moléculas passíveis de excreção, hidrossolúveis e também de neutralizar sua possível reatividade. Ex: Benzopireno Benzopireno (Adquiriu polaridade: + hidrossolúvel) FASE 1 (CIT P450) Adição de OH Ativado Molécula Hidrossolúvel Urina Fezes + GSH (molécula grande polar) Fase 2 (glutationa S- Transferase) (Estável) • Fase 3 – Fase Final Após ter sido metabolizada nas fases 1 e 2, a ex toxina, agora é um metabólito excretável que será transportada para a circulação e eliminado através das vias biliares, pelo tecido renal e intestino. PROCESSO DE DESTOXIFICAÇÃO O fígado participa amplamente por meio de duas fases: Fase I: - Envolve um grupo de enzimas (citocromo P-450) dependente de minerais como cobre, magnésio, ferro, manganês, molibdênio, enxofre e zinco. - Envolvem filtração, excreção biliar e a interação entre os processos enzimáticos. - Excreção biliar eficiente e quantidades adequadas de fibras dietéticas disponíveis auxiliam na remoção de toxinas por meio dos intestinos. Algumas toxinas são neutralizadas; FÍGADO Fase II • Sulfatação e glicuronidação (chaves na detoxificação humana); • Metilação; • Conjugação com a glutationa, • Conjugação com aa e acetilação. FÍGADO Outras Questões ligadas a destoxificação LEVIN, B. Environmental nutrition:understanding the link between environment, food quality and disease. Washigton Hingepin Pub, 1999. BLAND, J.; COSTARELLOGA, S. Fundamentos de toxicologia.2ª edição São Paulo: Atheneu, 2003. BLAND,J.; COSTARELLA,L.;LEVIN,B. et al. Clinical nutrition: a functional approach. Florida: The Institute for Functional Medicine, 2004. A capacidade de destoxificação é influenciada por ... fatores genéticos (polimorfismo) Estado Nutricional idade Carga tóxica recebido pelo meio ambiente Atividade Física medicamentos doenças, em especial as hepáticas. Nutrientes (complexo B, ácido ascórbico, tocoferol, ferro, cálcio, magnésio, cobre e zinco são também importantes para a função do citocromo P 450). • Um exemplo de modulação nutricional de enzimas de destoxificação são as metalotioneínas (Mts). Elas são responsáveis destoxificação de metais intracelulares, como cádmio e mercúrio. Ao se ligarem a metais pesados no fígado, facilitam sua detoxificação, onde serão conjugados pela glutationa para serem excretados. Na ausência dos metais pesados as Mts participam do metabolismo de zinco e cobre. A síntese das MTs pode ser aumentada pela suplementação de zinco, L-cisteína e exercício físico, bem como hormônios (glicorticóides, glucagon, adrenallina e interleucina 1). Outras Questões ligadas a destoxificação ALBERT, D.M; BEHRMAN, R.E.; BARASH, P.G. et al Dicionário médico Dorland, 25 ed São Paulo: manole, 1997 • BRÁSSICAS – INDUTORES DA FASE II • Repolho, couve-flor, couve manteiga, brócolis, couve de bruxelas, couve chinesa, mostarda, nabo, agrião, rabanete, rábano e rúcula. • Possuem flavonóides (campferol), carotenóides (luteína, betacaroteno) e glicosinolatos (glicobrassicina e outros). ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE DESTOXIFICAÇÃO • Estudos acompanhando (DAY,G.L; SHORE,R.E; BLOT, W.J. et al. Dietary factors and second primary cancers: a follow up on oral and pharyngeal cancer patients. Nutrition and cancer: 21:223-232, 1994.) indivíduos com câncer na cavidade oral mostrou que aqueles que ingeriram brássicas, tiveram 40 a 60% menor incidência de um segundo tumor primário em relação aqueles que não consumiam vegetais da família das brássicas. • Um estudo realizado em 2000 na China (LONDON, S.J. YUAN,J.M.; CHUNG,F.L. et al. Isothiocyanates, glutathione S transferase M1 and T1 polymorphisms, and lung cancer risk: a prospective study of men in Shangai, China. Lancet: 356:724-729, 2000) mostrou que aqueles com níveis detectáveis de isotiocianatos (que é um derivado do fitoquímico Glicosinolato das brássicas) na urina tinham um risco reduzido de câncer de pulmão. Um outro estudo de LIN e col, 1998 mostrou a correlação entre a ingestão de brócolis e redução na incidência de câncer e adenomas de cólon. ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE DESTOXIFICAÇÃO • Estudos mostram os efeitos com couve de bruxelas (300g/dia) em acelerar a enzima de fase II Glutationa S-Transferase (GST), aumentar as concentrações plasmáticas de glutationa transferase alfa. (NIJHOFF, 1995). • Steinkellner e colaboradores conduziram alguns estudos sobre dietas ricas em brássicas e modulação da GST e concluíram que o repolho roxo e couve de bruxelas conseguiram aumentar a atividade desta enzima (fase II).ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE DESTOXIFICAÇÃO • Greenwald e colaboradores (2001)afirmam que glicosinolatos, isoticianatos e indóis, como a glicobrassicina, indol-3-carbinol e sulforafano são capazes de aumentar a ação de diversas enzimas de fase II, como GST e que são capazes de induzir a parada do ciclo celular e induzir apoptoses, além de inibir a adesão e invasão celular sendo, portanto, de alto interesse na prevenção e até no tratamento de neoplasias. ALIMENTOS NA MODULAÇAO DAS ENZIMAS DE DESTOXIFICAÇÃO HERRMANN,S.M. Efecto de los flavonoides rutina y quercitina sobre las alteraciones del metabolismo oxidativo hepático inducidas por la obstruccion biliar. Tese (doutorado). Universidade de Léon, 1999: • Avaliou o efeito dos flavonóides rutina e quercetina sobre as alterações do metabolismo oxidativo hepático, induzidas pela obstrução biliar em ratos. Observou: - Redução da formação das espécies reativas de oxigênio no fígado; - Aumento dos níveis de glutationa hepática; - Redução das alterações enzimáticas que ocorreriam em função do refluxo biliar; - Proteção dos hepatócitos prevenindo a redução da concentração do citocromo P 450. Flavonóides isolados: Quercitina e Rutina NEGRE-SALVAYRE, A; AFFANY,A.; HARITON, et al. Additional antilipoperoxidant activities of alpha tocopherol and ascorbic acid on membrane-like systems are potentiated by rutin. Pharmacol; 42(5);262-72, 1991. Estudo mostrou a ação sinérgica da quercetina e Rutina com as vitaminas C e E, prevenindo dano hepático por déficit de glutationa e modulando diversas enzimas do citocromo P450. Flavonóides isolados: Quercitina e Rutina • Rico em catequinas sendo uma delas a epigalo catequina 3 galato que está envolvida no controle da iniciação, promoção e progressão da carcinogênese. Tem efeitos antioxidantes e antiinflamatório, inibindo a angiogênese, estimulando as fases 1 e 2 aumentando em até 30 vezes a GST e também acelerando glicuronidação, inibindo diversos modelos do desenvolvimento do câncer. CHÁ VERDE NIKAIDOU,S; et al Effect of components of green tea extracts, caffeine and catechins on hepatic drug metabolizing enzyme activities and mutagenic transformation of carcinogens. Jpn J Vet Res52(4):185-92, 2005. • É um alimento rico em compostos organo enxofrados, cujo objetivo é inibição da ação mutagênica de diversos carcinógenos. Acelera a fase II. (GUYONNET, D. et al, 2001) Alho MSM – Methylsulfonylmethano – Eliminação de toxinas e metais pesados. • Fonte natural e biodisponível de enxofre orgânico; • Alimentos frescos, como verduras, frutas, grãos, peixes,... Facilmente destruída pelo cozimento! • MSM - Trata-se de um poderoso antioxidante, neutraliza o efeito dos poluentes e, é eficaz também nos casos de alergia, inclusive alimentares. • Possui ação antiinflamatória; • Importante agente quelante de metais tóxicos, como chumbo, alumínio e mercúrio. • Dose: 1 a 3g/dia. 500mg 2x/dia junto com as vitaminas. • Fonte: Suco de couve CRUA , CLOROFILA • DIMINUIR A EXPOSIÇÃO A CARGA TÓXICA: ATRAVÉS DE MUDANÇAS DE ESTILO DE VIDA; • MAXIMIZAR A EXCREÇÃO DE TOXINAS; • PROMOVER SUPORTE NUTRICIONAL PARA IMPLEMENTAR OS SISTEMAS DE DETOXIFICAÇÃO: ATRAVÉS DE ALIMENTOS E SUPLEMENTOS. Objetivos do Suporte aos Sistemas de Detoxificação Reabilitação Intestinal deve sempre anteceder o programa de destoxificação - Reduzir a permeabilidade intestinal : diminuição da carga tóxica; - Melhorar a absorção de nutrientes; - Melhorar o sistema imune e diminuir as hipersensibilidades. Suporte aos Sistemas de Detoxificação • FLAVONÓIDES • BRÁSSICAS • ÓLEO DE ALHO Consumo de Frutas e Hortaliças : Dietary Guideline (2005) : 5 a 13 porções/dia. Ex: 4 porções de frutas e 5 de vegetais. Verde escuro, amarelo e vermelho (2-3x/semana) OMS (2005): mínimo de 400g/d Suporte aos Sistemas de Detoxificação • Eliminar ou reduzir a exposição tóxica (ambiental, via alimentação); • Remover alimentos e bebidas que contenham toxinas e alérgenos alimentares; • Evitar ao máximo alimentos processados e com aditivos, incluindo diet; • Elimine açúcar, doces, cafeína e bebidas alcoólicas; • Evite vísceras e alimentos defumados e gordurosos; • Mantenha uma alimentação saudável e equilibrada que atinja as recomendações de nutrientes, especialmente os envolvidos no processo de biotransformação e detoxificação, incluindo os antioxidantes, que induzem a fase II e alimentos integrais; • Prefira alimentos frescos, orgânicos e de safra; • Manter uma boa hidratação com água e pratique exercícios. Dicas para Suporte à Destoxificação Medicamentos Gorduras Doces Frituras Laticínios Alergênicos Farinha Ref Ovos Vísceras Carnes Produtos de Padaria Gordura Hidrogenada DIETA DE DESTOXIFICAÇÃO Menos CongestionantesMais Congestionantes Potencialmente mais tóxicos Elson M. Haas, The Detox Diet, 1996 Arroz Raízes Frutas Trigo Sarraceno Abóbora Ervas Trigo Mourisco água Massa sem glúten vegetais Folhas Verdes Nozes Sementes Aveia Centeio Cevada Mais Destoxificantes • Tempo: necessidade individualizada • Retirada e reintrodução gradual dos alérgenos; • Uso de suporte nutricional: suplementos com nutrientes de fase I e II; Destoxificação • Ênfase nos alimentos mais destoxificantes; • Retiradas dos alérgenos mais comuns: leite, glúten, soja*, ovo* e amendoim; • Retirada dos alimentos mais tóxicos e mais congestionantes (carne, leite e derivados, manteiga, margarina, frituras, , alimentos industrializados e processados com aditivos, bebidas contendo cafeína, álcool, açúcar, mel, adoçantes artificiais, laranja, milho, aveia); • Preferencialmente sem agrotóxicos e toxinas; • Fonte protéica: oleaginosas, leguminosas (exceto soja* e amendoim), • ovo (se não for alérgico), peixe, frango e carne (somente se for orgânico); • Suplementar nutrientes fase I e II (necessidade individualizada) Destoxificação Importante! -Conscientizar o paciente sobre o processo; -Manutenção seguida do uso de alimentos destoxificantes da dieta habitual; - Redução da carga tóxica e alimentos congestionantes Condutas que podem auxiliar o processo: • Sauna; • Hidroterapia; • Drenagem linfática; • Exercícios aeróbicos; • Redução do estresse mental (Yoga, relaxamento, meditação) • Evitar uso desnecessário de medicamentos e cosméticos; VOCÊ É O QUE VOCÊ COME ??