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Metodologias de alfabetização e
letramento
Reflexões sobre as práticas de linguagens, gêneros discursivos e multiletramentos nos processos de
ensino-aprendizagem da escrita e da leitura, de alfabetização e de letramento.
Profa. Rita de Cássia Souza Spíndola
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender as práticas de linguagem recomendadas na Base Nacional Comum Curricular para ampliar o
conhecimento sobre os processos de alfabetização e de letramento.
Preparação
Antes de iniciar os estudos, tenha à mão a Base Nacional Comum Curricular, disponibilizada no portal do MEC,
bem como um dicionário para consultar os termos específicos dos estudos da linguagem e da alfabetização.
Na internet, você acessa o Dicionário de Termos Linguísticos, hospedado no Portal da Língua Portuguesa, e o 
Glossário CEALE, hospedado no portal da UFMG.
Objetivos
Identificar as práticas de linguagem recomendadas na Base Nacional Comum Curricular.
Reconhecer os fundamentos da alfabetização para a formação de autores/leitores.
Identificar possibilidades de atividades linguísticas com uso de recursos tecnológicos.
Introdução
Metodologias de Alfabetização e Letramento é uma temática que nos aproxima das percepções das práticas
de linguagem leitora, oral e escrita e da análise linguística semiótica propostas na Base Nacional Comum
Curricular (BNCC).
 
Para nos apropriarmos desses pressupostos, porém, temos que ter fortalecidos os conceitos de alfabetização
e letramento.
 
Por isso, no Módulo 1, em que abordamos o eixo da produção de texto, iniciamos uma breve apresentação
desses conceitos. Em seguida, apresentamos cada uma das práticas de linguagem, mostrando também o
trabalho educativo que orienta produções de textos em diferentes gêneros textuais pautados em projetos
enunciativos.
 
No Módulo 2, em que abordamos a formação de leitores, reforçamos as fundamentações sobre
alfabetização, integrando-as com a prática de linguagem leitora. Em seguida, sugerimos práticas de ensino
que contribuem para formação leitora das crianças nos primeiros anos escolares.
 
No Módulo 3, promoveremos reflexões sobre a ortografização e a pontuação no processo da produção de
textos a partir do uso de recursos tecnológicos.
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1. Práticas de linguagem recomendadas na Base Nacional Comum Curricular
Alfabetização e letramento
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) enfatiza a participação dos estudantes nas diversificadas práticas
de linguagem, objetivando ampliar suas capacidades expressivas, como também, seus conhecimentos sobre
essas práticas, dando continuidade ao letramento já iniciado nos meios sociais: escola e família.
 
No entanto, antes de nos apropriarmos dos conceitos dessas práticas de linguagem, precisamos nos ater aos
conceitos de alfabetização e de letramento.
Trabalhar brevemente esses conceitos é importante, pois devemos entender que o conhecimento
teórico será elemento fundamental para a atuação autônoma do educador e, para tanto, deverá
integrar a sua formação. Logo, metodologia e teoria são duas faces de uma mesma moeda e são,
por isso, inseparáveis. Diante disso, a valoração da teoria será a âncora para a prática.
A atuação autônoma dos educadores, em sala de aula, sem o conhecimento do objeto que se deseja ensinar,
resulta em uma prática educativa que não se sustenta. Isso é ainda mais relevante se esse conhecimento
relacionado com o que se quer ensinar decorre de princípios, diretrizes e procedimentos metodológicos, como
é o caso da alfabetização e do letramento (SOARES, 2005). Diante disso, nós, educadores, precisamos
entender as teorias sobre alfabetização e letramento.
Alfabetização
Designa o ensino e o aprendizado de um sistema de representação da linguagem humana que toma como
objeto de representação inicial os sons da fala; a escrita alfabético-ortográfica. 
Escrita alfabético ortográfica
A escrita alfabético-ortográfica é um sistema de representação e se distingue de outros sistemas de
representação, como o desenho, por exemplo. O sistema da escrita representa certas propriedades do
signo linguístico; sua utilização envolve uma automatização das relações entre o escrito e aquilo que
representa (SOARES, 2005, p. 24). 
A aprendizagem desse objeto não ocorre em si
mesmo, pois acontece no interior de processos
de leitura e de escrita. Isso significa que
capacidades ou procedimentos como, por
exemplo, reconhecer letras, categorizar letras
grafadas de formas diferentes, realizar
processos de análise e síntese de sílabas e
palavras, adquirir fluência em leitura e rapidez
na escrita são também importantes dimensões
daquilo que aprendemos quando nos
alfabetizamos. 
O processo de alfabetização implica
conhecimentos e procedimentos ligados à
representação e às capacidades motoras e
cognitivas (SOARES, 2005)
Letramento
O conceito de letramento surgiu de uma
ampliação progressiva do próprio conceito de
alfabetização. Entendemos por letramento o
uso da leitura e da escrita para exercer uma
prática social em que a escrita é necessária. É o
conjunto de conhecimentos, atitudes e
capacidades envolvidos no uso da língua em
práticas sociais e necessários para uma
participação ativa e competente na cultura
escrita. Assim, para corresponder
adequadamente às características e demandas
da sociedade atual, é necessário que as
pessoas sejam alfabetizadas e letradas; no
entanto, há alfabetizados não letrados e é
possível haver analfabetos com certo nível de letramento (SOARES, 2005, p. 50)
Práticas de linguagem
Com os conhecimentos de alfabetização e letramento já estabelecidos, seguiremos com a conceitualização
das práticas de linguagem.
As práticas de linguagem se estruturam e contribuem para a produção de textos orais e escritos, que
propiciam o processo de ensino e de aprendizagem da língua materna. As práticas de linguagem são:
Leitura
É uma prática de linguagem resultante da interação ativa do leitor/ouvinte/espectador com os textos escritos,
orais e multissemióticos, a ser desenvolvida nas escolas por estratégias compartilhadas e autônomas em
diversos e complexos gêneros textuais. O trabalho não se dá apenas com o texto escrito, não apenas
escutando o texto, mas também acontece pelo olhar estético em observação de imagens estáticas ou em
movimento e em todas as suas possibilidades de circulação impressas ou digitais.
Multissemióticos
 Os gêneros discursivos multissemióticos ou multimodais são aqueles compostos por várias linguagens
e combinam diferentes modalidades, tais como as linguagens verbal (oral e escrita), visual, sonora,
corporal e digital, por exemplo, textos que misturam a linguagem verbal e desenhos ou gráficos.
Oralidade
É uma prática de linguagem discursiva relacionada com estratégia de fala e escuta, ocorrendo na interação
com o outro no ambiente familiar e, no processo de alfabetização e letramento, no contexto escolar. A
oralidade será ampliada na dimensão dos processos de percepção, compreensão e representação, e nas
características de interações discursivas e nas estratégias de fala e escuta em intercâmbios orais; elementos
importantes para a apropriação do sistema de escrita alfabética e, consequentemente, na produção textual.
Escrita
É uma prática de linguagem compartilhada e autônoma que propicia o domínio progressivo da habilidade de
produzir textos em diferentes gêneros, sempre tendo em vista a interatividade e a autoria. Assim como a
oralidade e a leitura, a escrita também ampliará o letramento adquirido nas práticas sociais já absorvidas.
Análise linguística e semiótica
Indica a sistematização da alfabetização, sendo uma prática de linguagem que se articula com as demais
práticas, já aqui apresentadas. A partir da análise linguística e semiótica, são propostas reflexões sobre o
sistema de escrita alfabética e o funcionamento da língua e de outras linguagens.
Comentário
As práticas de linguagem não são estanques e tampouco possuem um fim em si mesmas. A articulação
existente entre elas possibilitará o trabalho com a produção de texto, na qual a prática leitorapode ser
contemplada por meio de contações de histórias, por exemplo. Essas mesmas histórias posteriormente
serão recontadas, fortalecendo, assim, a prática oral. Em seguida, o estímulo para a recriação das
histórias em gêneros diferentes do apresentado ressignificará a escrita, valorando esta prática e
proporcionando a análise linguística (BRASIL, 2018). 
Construindo projetos enunciativos para a produção de
textos
A característica básica dos projetos escolares é o conceito de experiência, que reconhece a educação das
crianças como um processo realizado por meio do estímulo de práticas sociais, culturais, criativas e
interativas, nas quais todos têm o ritmo de ação e iniciativa respeitados. Assim, partindo de uma perspectiva
enunciativa-discursiva da linguagem, os projetos objetivam a interação social e têm como pilares:
Texto
O texto é um todo organizado que produz sentido, podendo ser escrito ou oral. Além disso, outras
linguagens não verbais também podem fazer parte de um texto. Podemos dizer, também, que o texto
é um produto da enunciação.
Discurso
Discurso é o texto em atividade comunicativa; vindo a público e se realizando. O discurso pode se
realizar a partir de um texto escrito ou oral. Também pode se manifestar em textos que trabalham
com múltiplas linguagens.
Enunciado
O enunciado é o produto ou o resultado da enunciação. A enunciação corresponde ao funcionamento
ou uso da língua por meio da interação ou da atividade social do enunciador. O enunciador é quem
interage pela língua, seja ela escrita ou oral, considerando um enunciatário, ou seja, aquele a quem se
fala ou se escreve.
Gênero
O conceito de gênero ou de gênero do discurso foi elaborado por Bakhtin e corresponde a
características relativamente estáveis quanto ao tema e à forma composicional de enunciados: “Todos
os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem [...]. O emprego da
língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos
integrantes desse ou daquele campo da atividade humana [...]. Evidentemente, cada enunciado
particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente
estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso” (BAKHTIN, 2016, p. 11).
Diante disso, o trabalho escolar com projetos ampliará os eventos de letramento alcançados, no entanto, os
eventos de letramentos serão apropriados para promover reflexões sobre a prática oral e a prática escrita que
os motiva, dessa maneira, será viabilizada a conscientização e o aperfeiçoamento dessas práticas situadas
em seus contextos de produção (BRASIL, 2018).
Atenção
É importante que se considere desde o início da aprendizagem escolar que os estudantes possam se
apropriar das características e das práticas dos discursos sociais em suas diversas funções. Para isso,
os professores devem organizar numerosas e variadas práticas de leitura e escrita. 
As crianças, embora pequenas, são muito capazes quando bem orientadas, assim, o trabalho escolar por meio
dos projetos enunciativos deverá constituir uma abordagem essencial aos interesses destas crianças em
descobrir o seu mundo. Eles surgem da identificação das questões que os estudantes querem investigar. O
educador será o orientador do processo de busca, a partir de estratégias voltadas para atividades em grupo e
de aprendizagem cooperativa e colaborativa.
 
Atividades que estimulam a observação do cotidiano se tornarão significativas na medida em que
considerarem os saberes trazidos pelo contexto em que a criança está inserida; assim, a proposta de observar
os entornos na intencionalidade de construir projetos enunciativos é tarefa necessária.
Exemplo
Projeto “Os habitantes do jardim e da horta”, com visita guiada a jardins ou hortas no espaço ou entorno
da escola. Por meio desse projeto, é possível incitar olhares para os jardins e para as hortas familiares ou
escolares, para os processos de plantação de verduras, legumes, ervas medicinais, temperos e para as
flores do jardim. Também é possível a observação dos pequenos insetos que frequentam tais lugares.
Partindo desses saberes já constituídos, também se incitarão aprendizagens sobre a germinação, os
cuidados com a terra, passando pelas características das plantas, dos frutos, do uso das ervas
medicinais e da biodiversidade dos insetos. Os estudantes compreenderão na prática os modos de vida
dos animais e das plantas que ali habitam. Essas unidades de aprendizagem poderão ser utilizadas para
a articulação de todas as áreas curriculares, colocando situações de aprendizagem significativas perante
a realidade de cada turma. 
As situações de aprendizagem que se desenham no projeto enunciativo de nosso exemplo passam a ser uma
referência articuladora de toda a sequência didática estabelecida, permitindo e promovendo a participação
ativa das crianças no processo de aprendizagem. Além disso, a partir da situação, podemos projetar uma rede
conceitual que evidencia as múltiplas possibilidades de conexão e articulação das áreas curriculares de forma
espontânea. Como se nota, demais situações de aprendizagem poderão ser incitadas, todavia, a produção
textual, nesse processo, será a mais oportunizada.
A sequência didática estabelecida organizará um conjunto de atividades ancoradas ao conteúdo
proposto e buscará favorecer a aprendizagem dos estudantes, sempre focando os objetivos já
estipulados no planejamento elencado pelo educador. Fato este que salienta a importância de
visualizar que projetos educativos requerem organização, planejamento e envolvimento para que o
educador consiga se organizar e se orientar em relação aos estudantes.
Diante de tal organização, o projeto enunciativo é elencado com algumas possibilidades:
Placas
A confecção de placas de identificação para os canteiros e para as plantas ou um folheto com fotos
do passo a passo de como plantar e cultivar uma hortaliça.
Álbum
A construção de um álbum de insetos ou de plantas construído de acordo com o interesse da turma.
Almanaque
A produção de um almanaque que exemplificará as espécies de plantas coletadas e investigadas.
História em quadrinhos
A criação de uma história em quadrinhos onde as personagens possam ser alguns dos animais
observados na horta ou no jardim.
Todas essas atividades do nosso exemplo de projeto enunciativo fomentarão situações reais do uso da língua
na sala de aula e incitarão as crianças para a escrita, mesmo que elas não se apropriem da escrita alfabética
por ainda se expressarem por desenhos ou de maneira não convencional.
 
A produção textual coletiva de um roteiro ou a produção de legendas sobre “As plantas e os insetos da horta
escolar”, por exemplo, também estimulará nas crianças uma prática significativa de escrita, pois oportunizará
a elas a observação da transcrição, feita pelo educador, das produções orais ali ditas por cada criança.
Depois de estar atenta apenas aos aspectos gráficos da escrita, a criança pode voltar sua atenção para
a finalidade da escrita: para que ela serve? Fazendo essa pergunta, a criança progressivamente –
vivenciando situações em que a escrita é utilizada – infere que ela serve para “dizer alguma coisa”, isto é,
que textos “dizem algo”, manifestam uma intenção comunicativa. São, portanto, algo que tem por função
simbolizar ou representar outra coisa e que essa “coisa” é um significado linguístico, em geral, para a
criança, um nome. Descobrindo que a escrita representa um significado linguístico, a criança dá, assim,
um passo extremamente importante para sua alfabetização: ela descobre, na verdade, que a escrita
representa uma dimensão da linguagem humana.
(SOARES, 2005, p. 37)
Ao compreender o contexto de produção da escrita, a criança torna-se capaz de perceber como a
intencionalidade do texto interfere na maneira de escrever. Além de observar a existência de vários gêneros
textuais que facilitam a transmissão das ideias, ou seja, a prática da linguagem comunicativa da escrita.
Sendo assim, o projetoenunciativo que exemplificamos foca o trabalho com os diversos gêneros discursivos
ou textuais, tais como: folhetos, placas, álbum, almanaque, roteiro, legendas e história em quadrinhos. O
trabalho com esses gêneros provocará leituras e produções textuais que promoverão a articulação e a
integração entre as demais práticas linguísticas.
[...] as diversas práticas de linguagem podem ser relacionadas, no ensino, por meio dos gêneros – vistos
como formas relativamente estáveis tomadas pelos enunciados em situações habituais, entidades
culturais intermediárias que permitem estabilizar os elementos formais e rituais das práticas de
linguagem. Os gêneros ligados a cada uma dessas práticas são um termo de referência intermediário
para a aprendizagem, uma “megaferramenta” que fornece um suporte para a atividade nas situações de
comunicação e constitui uma referência para os aprendizes.
(KOCK; ELIAS, 2018, p. 62)
À luz dos conceitos e das abordagens que estamos estudando, a criança construirá seu próprio entendimento
de que a língua mobiliza os diferentes saberes, pois é na produção de discursos que a criança articula, em
momento real, um ponto de vista sobre a sua realidade, e se compromete com a sua palavra e com a sua
articulação discursiva, mesmo quando ainda não está consciente. 
Comentário
Considerar a produção de textos (orais e escritos) como pontos de partida e chegada de todo o
processo de ensino e aprendizagem da língua não será apenas uma inspiração ideológica de inserção da
voz das classes desfavorecidas, para delas ouvirmos suas histórias contidas e não contadas. Deve ser,
sobretudo, o entendimento de que, no texto, a língua se revelará em sua totalidade, quer em seu
conjunto de formas, quer em seu discurso (GERALDI, 1995, p. 135). 
Entretanto, é necessário que os educadores estejam atentos a esses saberes e tenham em mente os espaços,
físicos e sociais, aos quais os estudantes pertencem, para obter elementos reais do cotidiano dos seus
alunos, tais como:
 
Problemas a resolver.
Características socioculturais e patrimônios da comunidade que contribuirão para a construção de
experiências válidas e significativas de aprendizagem.
Diversas capacidades, necessidades e experiências dos estudantes, para permitir que as sugestões
oferecidas por eles se concretizem em planos e em projetos organizados integralmente pelos membros
do grupo.
Desta maneira, será favorecido o engajamento “verdadeiramente” social para, assim, promover uma mudança
de estado de coisas (KLEIMAN et al., 2013, p.71). 
 
Isto posto, o projeto enunciativo favorecerá uma aprendizagem significativa por meio da colaboração e da
negociação entre os pares envolvidos (estudantes, educadores e toda comunidade escolar) e ampliará as
práticas de linguagem e os eventos de letramento. Além do mais, as crianças interagirão com textos
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autênticos de circulação e função social, com a diversidade de gêneros e com a flexibilidade organizacional
dos diversos graus de familiaridade de práticas letradas e com os gêneros que os viabilizam. 
 
As crianças ainda aprenderão sobre seus usos e características, sobre suas diferentes formas de ler e
escrever de acordo com suas intenções comunicativas. Assim, nessa produção, as crianças realizam
atividades autênticas para alcançar objetivos concretos para a sua vida, como também atingem os conteúdos
presentes nos programas curriculares.
Resumindo
As práticas de linguagem (oral, escrita, leitura e análise linguística e semiótica) se estruturam em suas
especificidades, todavia, não são estanques e muito menos possuem um fim em si mesmas, elas se
articulam e contribuem para a produção de textos orais e escritos que propiciam o processo de ensino e
de aprendizagem da língua materna.Os projetos escolares apresentam o conceito de experiência que
reconhece que a educação das crianças se faz pelo estímulo de práticas sociais, culturais, criativas e
interativas, em que todos têm o ritmo de ação e iniciativa respeitados, assim, partindo de uma
perspectiva enunciativa-discursiva da linguagem os projetos objetivam a interação social, e têm como
pilares o texto, o discurso, o enunciado e o gênero. 
Alfabetização, Letramento e Práticas de Linguagem
Assista ao vídeo sobre as práticas de linguagens recomendadas pela BNCC no contexto da alfabetização e do
letramento e destacando o trabalho com os projetos enunciativos no ambiente escolar.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Estudamos a conceituação de alfabetização e letramento para resgatarmos a fundamentação das práticas de
linguagem recomendadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Assim, assinale a alternativa que
melhor caracteriza a conceituação desses termos:
A
Alfabetização refere-se ao ensino de escrita, e letramento ao ensino da leitura de mundo, dando sentido às
produções de texto das crianças.
B
Letramento implica processos de representações sociais; já alfabetização implica processos ligados à leitura e
à escrita.
C
Alfabetização ocorre no interior de processos de leitura e de escrita; já o letramento é o uso da leitura e da
escrita para exercer uma prática social.
D
Alfabetização implica a representação da fala, e o letramento é a representação social da fala.
E
Alfabetização implica a representação da escrita; o letramento é a representação social da escrita.
A alternativa C está correta.
Alfabetização e letramento são conceitos inter-relacionados e interdependentes, mas podemos distinguir a
alfabetização como o ensino e o aprendizado da leitura e da escrita, a partir de um sistema de
representação da linguagem humana que relaciona os sons da fala com a escrita alfabético-ortográfica. Já
o conceito de letramento é a ampliação progressiva do próprio conceito de alfabetização. Entendemos por
letramento o uso da leitura e da escrita para exercer uma prática social em que a escrita é necessária.
Questão 2
Analise as afirmativas a seguir.
I - Os projetos escolares devem estimular as práticas sociais, culturais, criativas e interativas.
II - Os pilares dos projetos enunciativos escolares são as técnicas de alfabetização e o letramento.
III - As atividades propostas nos projetos escolares devem respeitar o ritmo de ação e a iniciativa das crianças.
IV - Os projetos escolares devem partir de uma perspectiva enunciativo-discursiva.
Está correto apenas o que se afirma em
A
I e II
B
I, II e III
C
I, II e IV
D
I, III, IV
E
II, III e IV
A alternativa D está correta.
Os projetos enunciativos no contexto escolar devem ter como objetivo a interação social por meio da
linguagem. Os pilares desses projetos são, como estudamos, o texto, o discurso, o enunciado e o gênero
discursivo. O trabalho com a língua, valendo-se de projetos que mobilizam as crianças em atividades
sociais, culturais e interativas, pode apresentar resultados promissores nos processos de alfabetização e
letramento.
2. Os fundamentos da alfabetização para a formação de autores/leitores
Conceitos e questionamentos iniciais
Neste módulo, entraremos em contato com metodologias que fomentarão a formação leitora nas crianças em
fase de alfabetização. Para tanto, é necessária a aproximação de algumas impressões que a Base Nacional
Comum Curricular (BNCC) propõe.
Comentário
Em um primeiro momento, importa conceituar que atividades humanas se realizam nas práticas sociais,
mediadas por diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
visual, sonora e digital. É por meio dessas práticas que as pessoas interagem consigo mesmas e com os
outros, constituindo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, estão conectados conhecimentos,
atitudes e valores culturais, morais e éticos (BRASIL, 2018, p. 63). 
Diante desse conceito inicial, devemos ter a perspectiva de que a leitura compreende as práticas de
linguagem decorridas das interações ativas que leitores e ouvintes constroem com as mais diversificadas
formas textuais (escritas,orais e multissemióticas) e das possíveis interpretações ocorridas, sendo exemplos
as leituras para:
 
Fruição estética de textos e obras literárias
Pesquisa e embasamento de trabalhos escolares e acadêmicos
Realização de procedimentos
Conhecimento, discussão e debate sobre temas sociais relevantes
Sustentação da reivindicação de algo no contexto de atuação da vida pública
Obtenção de mais conhecimento para o desenvolvimento de projetos pessoais, entre outras
possibilidades (BRASIL, 2018, p. 71).
 
A leitura se estabiliza como uma prática da linguagem, que se amplia no contexto escolar por estratégias
compartilhadas e autônomas em diversos e complexos gêneros textuais impressos ou digitais.
 
Assim, encontramos alguns questionamentos referentes à nossa prática educativa:
 
Como nossos estudantes se constituem como leitores?
Quais as compreensões traçadas perante essas diversidades textuais circundantes em nossa
sociedade?
Necessitamos refletir sobre as questões que envolvem a construção de sentido com aquilo que se lê
e quais as suas finalidades.
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Leitura como atividade cognitivo-social
Durante algum tempo, o processo de alfabetização era entendido como um processo de aquisição do sistema
de escrita, correspondendo à codificação. Consequentemente, a leitura estava inserida nesse processo como
a decodificação, quando a criança conseguia decifrar o que havia escrito, juntando letras e sílabas, para
formar palavras, ou as palavras para formar frases.
Comentário
Nessa dinâmica, não se garantia a compreensão leitora. A leitura feita pelas crianças nos anos iniciais de
escolarização era considerada como uma atividade mecânica de decodificar palavras, de explorar
sentidos que estariam prontos no texto.Com isso, acreditava-se que, para formar um leitor competente,
bastava ensinar a ler no primeiro ano de escolaridade, ou seja, no período de alfabetização, e depois a
criança já estaria apta para ler qualquer texto (CAFIERO, 2005, p. 11). 
Contudo, sabemos que a leitura é uma atividade complexa. Os sentidos que os estudantes constroem
ocorrem por meio das relações que se estabelecem entre as informações trazidas no texto e os
conhecimentos absorvidos de suas vivências. Isso significa que a leitura é uma atividade cognitiva e social
(KLEIMAN et al., 2013).
Leitura como atividade cognitiva
Entendemos que, quando as crianças leem, elas executam uma série de operações mentais que extrapolam a
decodificação, e utilizam estratégias inconsciente e conscientemente. Assim, como atividade cognitiva, a
leitura pode ser ensinada, isto é, podem ser ensinadas estratégias que ajudarão as crianças a lerem melhor.
Leitura como atividade social
A leitura é compreendida como um ato de interação com o outro, uma relação existente entre um escritor e um
leitor, que mesmo distantes se comunicam pelo texto.
 
Isso ocorre dentro de condições muito específicas de comunicação, uma vez que cada um deles tem seus
próprios objetivos, suas próprias expectativas e suas próprias vivências de mundo. Tal como atividade social,
a leitura implica objetivos e necessidades que são determinados na interação.
 
Diante disso, devemos fazer as seguintes reflexões:
 
Ler para quê?
Ler com que objetivos?
Ler para interagir com quem?
Ler por que motivo?
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A principal vantagem de se entender a leitura como um processo cognitivo-social é a de mostrar que existem
formas para ampliar a competência leitora ao longo da vida, isto é, que o ensino de leitura não é uma etapa
pontual que se esgota na alfabetização (CAFIERO, 2005).
 
Diante disso, lançaremos olhares sobre a dimensão cognitiva da leitura, sobretudo em dois aspectos
vivenciados pelas crianças em processo de alfabetização: a decodificação e a construção da coerência.
 
Neste contexto, executa-se uma sequência de operações. Entre elas, podemos mencionar:
 
Perceber
Memorizar
Analisar
Sintetizar
Inferir
Relacionar
Avaliar
Processo de leitura
Compreender os processos que se realizam na leitura é importante porque nós, educadores, poderemos
intervir no momento adequado, criando atividades que ajudarão os estudantes a solucionar dificuldades
apresentadas (CAFIERO, 2005).
Decodificação
De acordo com Cafiero (2005), o momento inicial do processo de leitura é a decodificação, no qual a criança
executará o reconhecimento de palavras e o processamento sintático, ou seja, juntará letras para formar
sílabas, sílabas para formar palavras, e palavras para formar frases. Na medida em que processa as
informações, a criança as armazenará em sua memória, para que possa organizar as informações em unidades
cada vez maiores.
Processamento sintático
A criança começa a construir a ideia da função da palavra.
Como podemos notar, nesse processo de decodificação, além de se fomentar a memorização, outras
operações mentais serão elencadas, como a percepção e a síntese, por meio das quais a criança observará
unidades menores da palavra (fonemas, sílabas) para unidades maiores (palavra, frase, texto). Além disso,
ocorrerá a análise, por meio da qual a criança fará a observação do todo para as partes.
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Diante desse processo, a criança rapidamente começará a organizar na memória, porém, sem
controle consciente, as relações do código linguístico escrito.
A criança organizará as palavras e as comporá em frases, seguindo as regras e os princípios que farão parte
do conhecimento funcional da língua materna.
Construção da coerência
A coerência será o segundo passo para a compreensão e produção de sentido da leitura realizadas pela
criança, a partir da organização e do funcionamento social dos textos.
 
Conforme Cafiero (2005, p. 38), “nesse processo, o texto escrito é objeto que busca gerar uma resposta ou
um efeito de sentido no leitor”. O texto apresenta organização linguística e da estrutura dos enunciados ou
frases. O texto é parte de um funcionamento social, sendo processado por um leitor. Para que o leitor
compreenda o texto, ele “realiza ações como percepção, memorização, análise, síntese, estabelecimento de
relações, previsão, levantamento de hipóteses, associações, verificação de hipóteses, inferência,
generalização e avaliação”.
 
A compreensão do texto por parte do leitor implica, então, os dois aspectos que temos visto:
Decodificação
Ao reunir informações fonológicas, fonéticas,
morfológicas, sintáticas.
Construção da coerência
Ao integrar as informações da decodificação
aos seus conhecimentos.
Conhecimento prévio e conhecimentos interpessoais
Cafiero (2005, p. 38) ainda nos lembra que o leitor mobiliza diversos tipos de conhecimentos prévios, além de
se valer de estratégias antes, durante e depois do processamento de informações.
 
Os conhecimentos são interpessoais, porque resultam das relações com o outro, do grupo social e da cultura
em que a criança está inserida. Por exemplo, saber que o ônibus é um transporte coletivo, como essa
dinâmica funciona, mesmo sem nunca ter usado o serviço, é um conhecimento construído nas relações
socioculturais. Esses conhecimentos interpessoais surgem da identificação das questões que os estudantes
querem investigar.
 
Diante de um fato gerador, o educador orientará o processo de busca, a partir de estratégias voltadas para
atividades em grupo e de aprendizagem cooperativa e colaborativa.
Comentário
Esse ensino compreende lidar com a diversidade de gêneros usando estratégias específicas para a
leitura que cada criança fará. Diante disso, será importante estabelecer quais as finalidades da leitura.
Por isso, é importante orientar as crianças para que aprendam a fazer perguntas ao texto e possam ter
os meios para encontrar e avaliar suas respostas. 
Na opinião de Delia Lerner (apud KAUFMAN; LERNER, 2015), isso é possível sempre que articulamos
diferentes situações de leitura e escrita, desde que entendamos que a leitura, para as crianças em fase de
alfabetização, envolverá uma prática educativa que se desenvolverá de duas maneiras:Pela leitura direta de textos imagéticos pelas crianças.
Pela leitura orientada do educador para ensiná-las a construir sentidos cada vez mais complexos.
Do mesmo modo, escrever histórias implicará o relato oral dessas narrativas ao educador e a escrita
convencional ou espontânea das próprias crianças.
 
A estratégia de promover situações de reescrita de textos conhecidos favorecerá as crianças a se
concentrarem em aplicar as características dos diversos gêneros em questão, características estas que foram
inferidas e descobertas por meio de inúmeras leituras do mesmo gênero em sala de aula (KAUFMAN; LERNER,
2015).
Pesquisa e investigação como princípio gerador da
formação do leitor
Atividades que incitam a investigação podem promover exposições orais sobre as informações coletadas e
argumentações para a criação de um roteiro de estudos.
Exemplo
Exemplo de atividades: Investigar os animais ou as plantas que ocupam o jardim, a praça ou a horta da
escola, do bairro ou da própria habitação da criança. 
Tais interações estimularão as crianças a escutar, observar e a comentar sobre a investigação. Essa prática
significativa da oralidade na escola promoverá discussões intencionais para a construção da prática de
linguagem comunicativa da criança.
 
Para estimular a interação das crianças com a diversidade de gêneros textuais, a escola deve se converter em
um ambiente letrado. Para tanto, os projetos significativos de aprendizagem devem contribuir para o contato
• 
• 
da criança com diferentes articulações de leitura e escrita, pois a leitura, tanto a guiada como a autônoma,
promoverá aos estudantes a construção de sentidos linguísticos cada vez mais complexos.
Relembrando
Alguns dos projetos significativos de aprendizagem, considerando o contexto do projeto enunciativo que
exemplificamos no Módulo 1, são:A contação de histórias sobre os bichos ou plantas do jardim.Seguir o
passo a passo das receitas (microrroteiros) dos chás feitos com as ervas da horta da escola ou da
casa.Receber um convite escrito para a exposição das histórias em quadrinhos sobre os “habitantes do
jardim da minha casa”. 
Assim, o ambiente escolar letrado contribuirá para que as crianças leiam uma diversidade de gêneros textuais
autorais, oferecendo-lhes oportunidades de construir critérios de seleção, de enriquecimento de suas
interpretações e de aprofundamento da construção de significados. Dessa maneira, as práticas de linguagem
leitora serão efetivamente estimuladas.
Nessa perspectiva, o espaço escolar possibilita a construção do conhecimento, pois envolve
momentos de interação que objetivam garantir experiências significativas no cotidiano da criança.
A criação de um ambiente escolar letrado e alfabetizador possibilita concretamente que a criança, durante a
alfabetização, use a linguagem escrita antes mesmo de dominar as “primeiras letras”. De acordo com Soares
(2005, p. 53), uma das formas de organizar a sala de aula com base na escrita é trabalhando com práticas
como:
 
Registro de rotinas.
Uso de etiquetas para organização do material.
Emprego de quadros para controlar a frequência.
Para Soares (2005, p. 53), a criação de um
ambiente alfabetizador se justifica
conceitualmente pela “constatação de que
saber para que a escrita serve (suas funções de
registro, de comunicação à distância, por
exemplo) e saber como é usada em práticas
sociais (organizar a sala de aula, fixar regras de
comportamento na escola, transmitir
informações, divertir, convencer, por exemplo)
auxiliariam a criança em sua alfabetização”.
Esses saberes também auxiliariam dando
significado e função à alfabetização, criando a
necessidade da alfabetização; favorecendo a exploração, pela criança, do funcionamento da linguagem
escrita (SOARES, 2005, p. 53).
 
Assim, no ambiente letrado, por motivar vários tipos de conhecimentos, a criança adquirirá competências para
mobilizar uma série de habilidades, atitudes e valores diversos que a tornarão capaz de executar diversas
ações sobre o texto, para compreendê-lo durante o processo de leitura.
Avaliação da aprendizagem da leitura
• 
• 
• 
Chegamos ao processo de avaliação da aprendizagem leitora. Avaliar esse processo envolve por parte do
educador a observação do todo e não somente de um produto final. Envolve registrar os avanços em fichas
específicas, indicando as habilidades, as atitudes, os valores; comparar e utilizar os resultados da avaliação
para preparar novas intervenções.
Acreditamos ser o papel dos educadores que se dispõem a ensinar a leitura: levar as crianças a se
entenderem como atores sociais que agem sobre o texto escrito. Nesse sentido, a leitura será
sempre resultante de uma complexa atividade, marcada não só por fatores ligados ao próprio sujeito
interpretante e à situação na qual a interação comunicativa se processa.
Defendemos que o papel da escola é de ser o ambiente letrado que não se omitirá, tampouco se negará ao
seu papel de incentivar a leitura dos textos e a leitura de mundo. A escola é o ambiente onde as crianças se
constituem como cidadãs em suas interações, pelo uso da linguagem.
Resumindo
Aprendemos sobre a importância da formação de leitores. Vimos como esse processo é incentivado pelo
estímulo da pesquisa e da investigação, levando a dois aspectos fundamentais para a alfabetização: a
concepção cognitiva e a concepção social da leitura.A prática da linguagem oral promoverá discussões
intencionais para a construção comunicativa da criança em processo de alfabetização, pois estimulará a
interação das crianças com a diversidade de gêneros textuais. Para tanto, a escola deve se converter em
um ambiente letrado. Será nesse ambiente que as pesquisas e as investigações proporcionarão aos
estudantes a construção de sentidos linguísticos cada vez mais complexos. 
Alfabetização, Letramento e Formação de autores/leitores
Assista ao vídeo o qual destaca a leitura como atividade cognitivo-social, a decodificação e a construção da
coerência no processo de leitura, a importância do conhecimento prévio e dos conhecimentos interpessoais, e
o ambiente alfabetizador.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Estudamos que a leitura abrange a dimensão cognitiva, e aprendemos que ela implica dois aspectos
importantes que fundamentam a formação do leitor. Assinale a alternativa que aponta esses dois aspectos.
A
Decodificação e construção de coerência.
B
Alfabetização e letramento.
C
O texto e o contexto.
D
A compreensão e produção de sentido.
E
O discurso e o enunciado.
A alternativa A está correta.
A dimensão cognitiva da leitura está apoiada em dois aspectos vivenciados pelas crianças em processo de
alfabetização: a decodificação e a construção da coerência. Na decodificação, trabalha-se com a criança a
partir de elementos linguísticos, como as informações fonológicas, fonéticas, morfológicas, sintáticas. Na
construção da coerência, a atividade de leitura busca integrar os subsídios advindos da decodificação com
o conhecimento prévio da criança.
Questão 2
Analise as afirmativas a seguir.
 
I - A escola deve ser um ambiente letrado para incentivar o contato com vários tipos de conhecimento e
práticas sociais de escrita e de leitura.
II - Os projetos investigativos de aprendizagem excluem a contação de histórias, pois ouvir narrativas coloca
as crianças em uma postura passiva de aprendizagem.
III - É no ambiente letrado que a criança adquire competências para mobilizar uma série de habilidades,
atitudes e valores diversos.
IV - A interação com o ambiente letrado torna a criança capaz de executar diversas ações sobre o texto, para
compreendê-lo durante o processo de leitura.
 
Está correto apenas o que se afirma em:
A
I e II
B
I e III
C
I, III e IV
D
II e III
E
II, III e IV
A alternativa C está correta.
A prática significativa da oralidade na escola deve promover discussões intencionais para a construção da
prática de linguagem comunicativa da criança. Deve haverinteração das crianças com diversos gêneros
textuais, buscando o trabalho com a leitura a partir de um ambiente letrado. Assim, o desenvolvimento de
projetos significativos de aprendizagem, como a contação de histórias, pode ser proveitoso na promoção
do contato da criança com as diferentes práticas de leitura e escrita.
3. Possibilidades de atividades linguísticas com uso de recursos tecnológicos
Aspectos linguísticos do aprendizado da escrita na BNCC
Aprenderemos neste módulo sobre o eixo da análise linguística, no tocante à pontuação e à ortografia. Para
tanto, precisamos entender que:
[...] as práticas de linguagem da análise linguística/semiótica compreendem os procedimentos e estratégias 
(meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção dos
diversos textos e suas dimensões, responsáveis por seus efeitos de sentido, seja no que se refere às formas
de composição, determinadas pela diversidade de gêneros e pela situação de produção, seja no que se refere
aos estilos adotados, com forte impacto nos efeitos de sentido.
(meta)cognitivas
Conhecimento que um indivíduo tem acerca dos próprios processos cognitivos (mentais), sendo capaz
de refletir ou entender sobre o estado da sua própria mente (pensamento, compreensão e aprendizado). 
Isso quer dizer que dominar o sistema de escrita do português do Brasil não é uma tarefa tão simples. A BNCC
apresenta esse processo como a “construção de habilidades e capacidades de análise e de transcodificação
linguística” (BRASIL, 2018), pois tratamos de uma língua que apresenta variedades de fala regionais e sociais.
Não lidamos com uma língua que apresenta fonemas neutralizados e desconectados de sua vida na língua
falada local.
Transcodificação linguística
A transcodificação linguística pode ser entendida, no contexto da BNCC, a partir da relação entre sons e
letras, entre oralidade e escrita, estando relacionada com o modo pelo qual se dá o reconhecimento dos
sons, a forma como se separam, juntam-se em novas palavras e como são registrados por meio da
escrita. Ao focalizar a alfabetização a partir da transposição linguística, a BNCC tem sido criticada por
autores que veem no documento um reducionismo da alfabetização a aspectos fonológicos apenas
De certa maneira, é o alfabeto que promove essa neutralização das variações na escrita. Por isso, alfabetizar
está relacionado com o trabalho de apropriação pelo estudante da ortografia do português do Brasil escrito. É
preciso compreender como esse longo processo de construção dos conhecimentos acerca do funcionamento
fonológico da língua se dá no processo de aprendizagem do estudante (BRASIL, 2018).
Para isso, é preciso conhecer a forma como a
escrita alfabética funciona na prática da leitura
e da escrita. Isso implica perceber as relações
bastante complexas estabelecidas entre os
sons da fala (fonemas) e as letras da escrita
(grafemas). Esse processo envolve a
“consciência fonológica da linguagem: perceber
seus sons, como se separam e se juntam em
novas palavras” (BRASIL, 2018, p. 90).
Assim, conforme Oliveira (2005), os desvios
ortográficos que toda criança apresenta em
suas escritas iniciais são sinais de que ela está
construindo seu conhecimento sobre o que seja
escrever e, ao fazer isso, a criança relaciona
diretamente o que ela fala com o que escreve. Diante disso, podemos identificar que a língua falada está
organizada em dois níveis:
Nível heterogêneo
Corresponde à fala.
Nível relativamente homogêneo
Corresponde à língua como sistema ou
estrutura.
É por meio dos sons que a criança se guia nas suas primeiras produções escritas.
 
A fala é individual e heterogênea, a língua é coletiva e homogênea. Toda fala, ou ato de fala, é única; ela tem
um começo e um fim. Mas, a língua que permite esses atos de fala é constante. No entanto, o português
escrito padrão, como sistema alfabético de representação, liga-se aos sons da língua, dispensando as
diferenças de fala que não implicam diferença de sentido. A criança, ao longo de seu processo de aprendizado
da escrita, move-se de um sistema de representação calcado na fala para um sistema de representação
calcado na língua (OLIVEIRA, 2005, p. 29).
A natureza das hipóteses que a criança faz na construção de um sistema de escrita é a natureza das
relações que se estabelecem entre os sons e os grafemas da escrita ortográfica.
A vantagem de ter uma classificação dos problemas de escrita é exatamente a de poder separar esses
problemas segundo a sua natureza. Feito isso, torna-se muito mais eficaz qualquer proposta de intervenção
pedagógica.
 
A escrita ortográfica incorpora outras nuanças que a criança deverá superar ao longo de seu processo de
aprendizado, pois permitirá que a criança modifique suas ações à medida que incorpora novos objetos e
situações (OLIVEIRA, 2005).
Recursos tecnológicos no aprendizado da ortografia e da
leitura
Vamos, agora, tratar da utilização de softwares de edição de textos, de desenhos, imagens e áudios para
produzir textos com o uso correto dos sinais de pontuação ou desenvolver a leitura a partir da pontuação do
texto escrito.
 
As mídias digitais podem estabelecer uma relação significativa de aprendizado da escrita ortográfica e da
pontuação. A BNCC reconhece que a compreensão e o uso das tecnologias digitais podem contribuir para o
processo de alfabetização e de letramento, desde que esse processo aconteça de “forma crítica, significativa,
reflexiva e ética nas diversas práticas sociais” (BRASIL, 2018, p. 63).
A BNCC menciona o trabalho com as ferramentas digitais para desenvolvimento das habilidades relacionadas
com a escrita e a leitura, contribuindo para a produção de efeitos de sentidos ligados a elementos e recursos
não só linguísticos, mas também semióticos (BRASIL, 2018, p. 71).
Semióticos
Recursos de linguagens diversas, como aquelas que utilizam desenhos, fotografias, ícones, pinturas,
gráficos etc.
Em nosso caso, podemos trabalhar com as estruturas silábicas da escrita ortográfica e as regras de
pontuação estabelecidas como convenções da Língua Portuguesa do Brasil e que já são conhecidas pelas
crianças, como:
 
O uso de letras maiúsculas e minúsculas.
A segmentação convencional de palavras.
O uso de pontuações (ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação, vírgula, ponto e
vírgula, dois-pontos).
Esse trabalho pode ser realizado não apenas com o uso do corretor ortográfico de um editor de texto em
atividades nas quais as crianças digitam e corrigem palavras, frases e pequenos textos.
 
É possível realizar um trabalho em textos do gênero história em quadrinhos (HQ), abordando as possíveis
dificuldades de expressão oral dos sentidos trazidos por textos escritos nesse gênero, decorrentes da falta de
sistematização dos conhecimentos prévios ou das especificidades do gênero a ser trabalhado.
Dica
Para a produção desse trabalho, sugerimos a utilização de softwares de edição de texto e de áudio para
a criação de textos escritos e orais. Para os textos escritos, a sugestão é usar um editor de texto como o
Word, por ser versátil e popular. O editor de texto pode ser usado para:Melhorar a habilidade leitora e
escritora.Aumentar a capacidade de repertório, fluência e precisão na leitura e escrita.Auxiliar na
compreensão e realização de conexões com o objeto de ensino.Permitir a criação de uma história em
quadrinhos. 
Trabalhando com criação de história em quadrinhos
Nossa história em quadrinhos pode retomar o contexto da atividade escolar enunciativa que apresentamos no
Módulo 1. Assim, proporíamos a criação de uma história em quadrinhos sobre os “habitantes do jardim da
minha casa” (ou da minha escola).
 
Para a melhor organização da execução da atividade, o educador poderá distribuir fichas com as devidas
orientações e mediar as crianças na exploração prática desse recurso, estabelecendo um ambiente
colaborativo.
Seguindo dessa maneira, o educador promoverá as reflexões sobre o processo de ortografização dos nomes
(próprios) das personagense dos nomes comuns, introduzindo a regra da utilização das letras maiúsculas e
minúsculas.
Ortografização
Trata-se de um processo complementar, que busca a fixação das regras da língua escrita,
principalmente do modo como os itens lexicais são expressos por meio das letras do alfabeto. Portanto,
a ortografização representa a apropriação do nosso sistema ortográfico da Língua Portuguesa
Posteriormente, introduzirá o conceito do gênero textual – história em quadrinhos – chamando a atenção para
as características desse texto. Em seguida, o professor estabelecerá o processo do ensino da pontuação,
ampliando, assim, os mecanismos da alfabetização, mas, sobretudo, proporcionando uma aprendizagem
prazerosa e significativa.
Trabalhando com podcast
• 
• 
• 
Ainda na intencionalidade de produzir sentido na produção textual escrita e oral, sugerimos a utilização do
recurso digital de gravação de áudio para produção de um podcast.
 
O recurso que possibilita o podcast funciona como um gravador digital por meio do qual se pode gravar a fala.
Posteriormente, após ouvir o que foi gravado, pode ser criado o podcast com a utilização do software livre e
gratuito Audacity. Esse programa permite editar o áudio gravado e mixar vozes e músicas, além de ser
interativo e bem intuitivo.
 
O arquivo das produções dos estudantes
poderá ser baixado no computador ou no
aparelho de celular, facilitando a interatividade
escolar e familiar. Esse trabalho educativo pode
valorizar a criatividade, a oralidade, a escuta
ativa e a percepção do ambiente,
desenvolvendo habilidades cognitivas que
contribuem para o processo de alfabetização
da criança. 
Essa é uma forma de dar voz às crianças e permitir que elas sejam protagonistas em uma aprendizagem mais
ativa e efetiva.
Comentário
Lembre-se de que os aplicativos de gravação de voz dos celulares é um recurso bastante acessível e
que pode facilitar esse tipo de atividade. Além de haver diferentes aplicativos e recursos que permitem a
produção de um podcast, também há recursos que permitem o armazenamento e o compartilhamento
dos arquivos gerados na gravação dos podcasts. 
A partir de Garofalo (2019), propomos a seguinte sequência didática para a criação do podcast:
 
Escolher um tema para o podcast.
Definir os alunos participantes do podcast.
Criar o roteiro para abordar o tema do podcast.
Realizar um ensaio para a gravação.
Realizar a gravação em um ambiente com pouco ruído.
Editar o podcast.
Publicar o podcast.
 
Também é possível desenvolver a integração das atividades. Pode-se gravar um podcast que produza a
narração da história em quadrinhos da outra atividade. Esse trabalho deve ser realizado promovendo a
reflexão sobre os mecanismos da pontuação para a noção de sentido da leitura do texto escrito.
Essas atividades, entre outras, podem contribuir para os alunos estabelecerem relação entre letras e
sons, perceberem a ortografia das palavras e desenvolverem práticas de leitura e de escrita.
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
Conforme nos lembra Soares (2003), as atividades promovem a entrada da criança no mundo da escrita e da
leitura integrando:
 
A aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização.
O desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema nas práticas sociais que envolvem a língua
escrita – o letramento.
Atenção
As mídias digitais e suas tecnologias, de certa maneira, desenvolvem a autonomia nos estudantes;
todavia, utilizar tais ferramentas e procedimentos digitais por si só não é garantia da aprendizagem. 
Considerando a natureza e a utilização das tecnologias digitais no contexto da alfabetização, desde uma
perspectiva histórica do processo de aprendizagem da escrita e da leitura, Teberosky afirma que podemos
chegar a duas conclusões.
 
A primeira conclusão é de que a escrita é uma tecnologia que se manifesta através de diferentes instrumentos
técnicos.
 
A segunda conclusão é de que a tecnologia eletrônica requer capacidades cada vez maiores de leitura e
escrita (TEBEROSKY, 2004, p. 154).
Diante disso, as metodologias de alfabetização
e letramento devem promover a inserção da
criança em um processo de aprendizagem que
dê conta das diferentes manifestações da
linguagem em uma sociedade tecnológica. 
Alfabetização,
letramento e recursos
tecnológicos
Já temos visto que a entrada da criança no mundo da escrita ocorre simultaneamente pelos processos de
alfabetização e de letramento. Não são processos independentes, mas interdependentes, e indissociáveis: a
alfabetização é desenvolvida no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita. Essas
práticas sociais de leitura e de escrita correspondem ao letramento que, por sua vez, só se pode desenvolver
no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema-grafema, isto é, em dependência da
alfabetização (SOARES, 2005, p.14).
 
Trabalhar com os meios tecnológicos na educação parece-nos atraente, porém, além de educadores e
estudantes aprenderem a utilizar os meios tecnológicos na educação, é necessário pensar essa tecnologia
para a busca reflexiva do sistema da leitura e escrita. 
 
Precisamos refletir sobre utilização na mediação tecnológica no ensino e em como o estudante é desafiado
nas atividades propostas. Isso significa não transitar somente pelo entretenimento proporcionado por alguns
• 
• 
recursos e pelo contexto tecnológico, mas traçar um planejamento com intencionalidade, agregado ao projeto
político pedagógico da escola.
As práticas da análise da linguagem devem promover reflexões que permitam aos estudantes
ampliarem suas capacidades de uso da língua e de outras linguagens (em leitura e em produção
textual), em práticas situadas de linguagem.
Para tanto, é necessário contemplar o trabalho com textos e produções multissemióticas nos diferentes
campos de atuação considerados. Devemos explorar as diferentes linguagens e trabalhar com diversos
recursos digitais, sobretudo editores de textos, de áudios, de vídeos e de fotos.
 
Precisamos levar em conta as práticas colaborativas, de curadoria de conteúdo, de integração de linguagens
diferentes. Ainda devemos garantir que a dimensão ética, estética e política perpasse os processos de
produção. Além disso, é fundamental considerar tanto os processos de compreensão e análise desses textos
multissemióticos quanto de produção, de maneira a assegurar que as crianças tenham voz e interação
significativas.
 
No processo de alfabetização e letramento, as crianças devem ter a oportunidade de experimentar por meio
da linguagem diversos papéis sociais. Devem ser introduzidas em processos educativos que permitam
“mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as
formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e
realizar diferentes projetos autorais” (BRASIL, 2017, p. 85).
Resumindo
Alfabetizar é trabalhar com a apropriação pela criança da ortografia da Língua Portuguesa,
compreendendo como ocorre esse longo processo de construção de um conjunto de conhecimentos
sobre o funcionamento fonológico da língua pela criança.A apropriação das linguagens multissemióticas
aliadas às ferramentas digitais proporcionará maior significado no ensino da pontuação e da ortografia
às crianças em fase de alfabetização. 
Recursos tecnológicos em atividades de leitura e de escrita
Assista ao vídeo, a seguir, o qual destaca algumas possibilidades de atividades, inclusive com o uso de
recursos tecnológicos.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Conforme apresentado no texto da BNCC, assinale a alternativa que melhor completa a frase:
Apropriar-se do sistema de escrita do português do Brasil é ________________.
A
uma tarefa simples que deve ser desenvolvida exclusivamente a partir da língua culta.
B
tratar de um processo de construção de habilidades e capacidades de análise e de transcodificação
linguística.C
desenvolver métodos que tratem de uma língua sem variedades de fala regionais e sociais.
D
abordar a estrutura da língua e tratar os seus fonemas como neutralizados.
E
despir-se da língua falada local porque essa língua impede a alfabetização e o letramento.
A alternativa B está correta.
A escrita do português do Brasil não é dominada pela criança de uma forma tão simples, pois implica um
processo no qual é preciso realizar a análise linguística e lidar com a decodificação, a partir de um contexto
de variedades no uso da língua falada. A ortografia é que vai estabelecer a regularidade ou o padrão dessa
codificação, definindo a escrita considerada “correta”.
Questão 2
Analise as afirmativas a seguir.
 
I - A utilização de softwares de edição de texto e de áudio para a criação de textos orais e escritos pode
desenvolver habilidades leitoras e escritoras.
II – Práticas colaborativas de aprendizagem podem ser desenvolvidas em atividades de leitura e produção de
textos realizadas em grupos e a partir de recursos tecnológicos.
III – Os riscos da tecnologia e as características do texto digital impedem ou impossibilitam a realizam de
atividades pedagógicas que envolvam o aprendizado da leitura e da escrita.
 
Está correto apenas o que se afirma em
A
I
B
II
C
III
D
I e II
E
II e III
A alternativa D está correta.
A utilização de softwares de edição de texto e de áudio para a criação de textos escritos e orais pode
desenvolver a habilidade leitora e escritora das crianças em processo de alfabetização e de letramento,
pois aproxima a atividade de leitura e escrita das situações reais de comunicação e interação em um
mundo interconectado digitalmente. Além disso, esse tipo de atividade pode contribuir para a fluência
digital aliada ao aprendizado da escrita e da leitura.
4. Conclusão
Considerações finais
Neste conteúdo, refletimos sobre as práticas de linguagem (oral, escrita, leitura e análise linguística e
semiótica) estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
 
Estudamos os conceitos de alfabetização e letramentos, acompanhamos a importância dos projetos
enunciativos como veículos para o ensino de diferentes gêneros textuais implicados nas produções de textos
que darão significados ao processo de alfabetização das crianças.
 
Também aprendemos que a prática da linguagem oral promoverá discussões intencionais para a construção
comunicativa da criança em processo de alfabetização, pois estimulará a interação das crianças com a
diversidade de gêneros textuais. Para isso, a construção de um ambiente letrado pode ajudar os estudantes
na produção de sentidos linguísticos cada vez mais complexos.
 
Finalmente, refletimos sobre ortografização e o quanto esse processo está imbricado com as ideias de
alfabetização, apresentando também algumas possibilidades de se trabalhar com a leitura, a escrita e a
produção oral por meio de recursos das novas tecnologias.
Podcast
Escute o podcast com a professora Rita Spíndola resumindo os principais pontos estudados em
Metodologias de alfabetização e letramento.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore +
Para saber mais sobre os assuntos explorados neste conteúdo:
 
Leia:
 
Os textos da Coleção Alfabetização e letramento, desenvolvida pelos pesquisadores do Centro de
Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Faculdade de Educação da UFMG. Os volumes da coleção
são disponibilizados no site do Ceale.
O artigo As práticas de linguagem contemporâneas e a BNCC, de Jacqueline Barbosa, publicado no
site Escrevendo o Futuro.
 
Assista aos seguintes vídeos disponíveis no YouTube:
• 
• 
 
Alfabetização e letramento, com Magda Soares, produzido e disponibilizado pela Alfaletrar Cenpec.
A escola e as práticas de linguagem contemporânea, com Jacqueline Barbosa, disponibilizado pela
OlimpíadaLP Centec.
Referências
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Organização, tradução, posfácio e notas de Paulo Bezerra; notas da
edição russa Serguei Botcharov. São Paulo: Editora 34, 2016.
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018.
 
CAFIERO, D. Leitura como processo: caderno do professor. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. (Coleção
Alfabetização e Letramento).
 
GAROFALO, D. Chegou a hora de inserir o podcast na sua aula. Revista Nova Escola, 2019.
 
GERALDI, J. W. Portos de Passagem. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
 
KAUFMAN, A.; LERNER, D. Documento transversal 1: la alfabetización inicial. Buenos Aires: Ministerio de
Educación de la Nación, 2015.
 
KLEIMAN, A. B. et al. Projetos de letramento no ensino médio. In: BUNZEN, C. MENDONÇA, M. (orgs.).
Múltiplas Linguagens para o ensino médio. São Paulo: Parábola Editorial, 2013.
 
KOCK, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
 
OLIVEIRA, M. A. Conhecimento linguístico e apropriação do sistema de escrita: caderno do formador. Belo
Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005. Coleção Alfabetização e Letramento.
 
SOARES, M. Alfabetização e letramento: caderno do professor. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2005.
Coleção Alfabetização e Letramento.
 
SOARES, M. Letramento e escolarização. In: RIBEIRO, V. M. (org.). Letramento no Brasil. São Paulo: Global,
2003.
 
TEBEROSKY, A. Alfabetização e tecnologia da informação e da comunicação (TIC). In: TEBEROSKY, A.;
GALLART, M. S. (orgs.). Contextos de alfabetização inicial. Porto Alegre: Artmed, 2004.
• 
• 
	Metodologias de alfabetização e letramento
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. Práticas de linguagem recomendadas na Base Nacional Comum Curricular
	Alfabetização e letramento
	Alfabetização
	Letramento
	Práticas de linguagem
	Leitura
	Oralidade
	Escrita
	Análise linguística e semiótica
	Comentário
	Construindo projetos enunciativos para a produção de textos
	Texto
	Discurso
	Enunciado
	Gênero
	Atenção
	Exemplo
	Placas
	Álbum
	Almanaque
	História em quadrinhos
	Comentário
	Resumindo
	Alfabetização, Letramento e Práticas de Linguagem
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Os fundamentos da alfabetização para a formação de autores/leitores
	Conceitos e questionamentos iniciais
	Comentário
	Leitura como atividade cognitivo-social
	Comentário
	Leitura como atividade cognitiva
	Leitura como atividade social
	Processo de leitura
	Decodificação
	Construção da coerência
	Decodificação
	Construção da coerência
	Conhecimento prévio e conhecimentos interpessoais
	Comentário
	Pesquisa e investigação como princípio gerador da formação do leitor
	Exemplo
	Relembrando
	Avaliação da aprendizagem da leitura
	Resumindo
	Alfabetização, Letramento e Formação de autores/leitores
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Possibilidades de atividades linguísticas com uso de recursos tecnológicos
	Aspectos linguísticos do aprendizado da escrita na BNCC
	Nível heterogêneo
	Nível relativamente homogêneo
	Recursos tecnológicos no aprendizado da ortografia e da leitura
	Dica
	Trabalhando com criação de história em quadrinhos
	Trabalhando com podcast
	Comentário
	Atenção
	Alfabetização, letramento e recursos tecnológicos
	Resumindo
	Recursos tecnológicos em atividades de leitura e de escrita
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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