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ESCOLA BÁSICA INTEGRADA DA QUINTA DO CONDE EDUCAÇÃO VISUAL TRAÇADOS RIGOROSOS ARCOS ARCO ROMANO OU DE VOLTA INTEIRA (dado o vão) 1. Dado o segmento de recta AB (vão), achar a sua mediatriz. 2. Com centro no pto O e abertura até A ou B traçar a semi- circunferência que forma o arco. Arco largamente utilizado pelos Romanos nas suas construções em pedra: pontes, aquedutos, arcos de triunfo, termas, basílicas, etc. ARCO EM OGIVA PERFEITA (dado o vão) 1. Dado o segmento de recta AB (vão), achar a sua mediatriz 2. Com centro no pto A e abertura até B traçar um arco 3. Com centro no pto B a abertura até A traçar o outro lado do arco. Na Idade Média, o arco em ogiva, possibilitou a elevação da flecha dos arcos, permitindo ao mesmo tempo suportar melhor as cargas a que estavam sujeitos. Na arquitectura gótica, vamos encontrar a utilização deste arco nos monumentos, imprimindo- lhes características de verticalidade. ARCO EM OGIVA PERFEITA (dado o vão e a flecha) 1. Dado o segmento de recta AB (vão), achar a sua mediatriz. 2. Marcar a altura da flecha na mediatriz (segmento recta OC). 3. Unir o pto A ao C e o B ao C . Achar as mediatrizes destes sergmentos de recta (AC e BC). 4. Prolongar as mediatrizes até que estas encontrem o segmento AB. Onde isso acontece estão os ptos O1 e O2. 5. Com centro em O1 e abertura até B ou C traçar o lado do arco. 6. Com centro em O2 e abertura até A ou C, traçar o outro lado do arco. ARCO CONTRACURVADO (dado o vão) 1. Dado o vão (segmento de recta AB), achar a sua mediatriz. 2. Com centro no pto O1 e abertura até A ou B traçar uma semi-circunferência. 3. Com a mesma abertura e centro no pto A traçar um arco de O1 até cruzar com a semi-circunferência desenhada anteriormente (pto O2). Fazer o mesmo com centro em B (pto O3). 4. Ainda com a mesma abertura e centro em O2, traçar um arco acima da semi circunferência. Fazer o mesmo no pto O3. 5. Com centro em O4 e a mesma abertura, traçar dois arcos que se cruzem com os desenhados anteriormente (dão origem aos ptos O5 e O6). 6. Com centro nestes ptos e sempre a mesma abertura, traçar os últimos arcos que vão de O4 a O2 e de O4 a O3. Com a evolução dos processos construtivos dos arcos, a sua forma alterou-se, dando lugar a novos estilos arquitectónicos e decorativos. No final da Idade Média , surge o arco contracurvado ou de querena, que marcou o final do estilo gótico e foi também utilizado pela arquitectura manuelina. ARCO ABATIDO (dado o vão e a flecha) 1. Dado o segmento de recta AB, achar a sua mediatriz. A partir do ponto D marcar a altura da flecha, (pto C). 2. Unir o pto C aos A e B. 3. Com centro em D, traçar um arco que acaba na mediatriz (pto E). Com centro em C e abertura até E traçar uma “semi-circunferência” até aos segmentos de recta AC e CB. Encontram-se os ptos F e G. 4. Achar a mediatriz dos segmentos AF e BG, que se prolongam até encontrar a mediatriz que divide o segmento AB (encontra-se o pto O1). 5. Onde esta recta cruza o segmento AB temos os ptos O2 e O3. 6. Com centro em O1 e abertura até C traçamos a 1ª parte do arco. 7. Com centros em O2 e O3, fecha-se o arco. Com o declínio da arte gótica, houve um regresso à horizontalidade, que é uma característica da arte clássica. Assim, com a preocupação de ressurgir os ideais da cultura clássica no período do Renascimento, os arquitectos procuravam novas formas, sendo uma delas o arco abatido, imprimindo às construções características de horizontalidade.