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1 INTRODUÇÃO 
 A saúde pública contemporânea ultrapassa a esfera puramente clínica e abrange a promoção da qualidade de vida de indivíduos e coletividades. Nesse sentido, o ambiente escolar se qualifica como um espaço essencial para o desenvolvimento, mas que, infelizmente, também pode ser palco de violências, sendo o bullying uma das mais frequentes (Sus).
 Nesse contexto de vulnerabilidade, a necessidade de promover ambientes mais seguros torna-se evidente. A Lei nº14.811/2024, instituiu medidas de proteção à criança e ao adolescente contra a violência nos estabelecimentos educacionais e reforçou o entendimento de que a prática de Bullying é uma forma grave de intimidação que exige atenção de toda a sociedade (Artigo Ana).
 Esse tipo de agressão, caracterizado pela intencionalidade, repetitividade e desequilíbrio de poder, representa uma ameaça clara à saúde mental e física dos jovens, estando diretamente associado a inúmeras consequências, como a baixa autoestima, depressão e em casos extremos, o suicídio (Artigo matheus). A complexidade deste fenômeno aumenta ainda mais ao considerarmos sua presença em meios digitais, deste a interação presencial ao cyberbullying, amplificado pelas mídias sociais.
 Diante disso, a formação dos futuros profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, exige não apenas uma boa base de conhecimento teórico, mas também a capacidade de atuar como agentes de transformação social e promotores da saúde holística. A enfermagem, que por possuir uma natural proximidade com a comunidade e foco no cuidado integral do paciente, possui um papel fundamental na identificação e combate às diversas formas de violência que impactam a juventude (Teoria de relações interpessoais - peplau). Contudo, o desafio ainda permanece em transpor o conhecimento técnico para práticas educativas verdadeiramente efetivas.
 Desse modo, o objetivo do presente estudo é relatar a experiência de estudantes de enfermagem na elaboração e condução de uma atividade educativa, realizada em uma "feira de saúde" em um colégio no município de Macaé, com a temática "Bullying: Além das Telas". A atividade consistiu em uma apresentação teórica dos conceitos e consequências do Bullying, utilizando exemplos da cultura pop e casos reais para contextualização, reforçados na dinâmica interativa "Like ou Dislike?", que visou fixar o conteúdo e estimular o diálogo sobre atitudes de prevenção, empatia e busca por ajuda (Tiktok).
2 METODOLOGIA
 Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e com abordagem qualitativa, que detalhou as vivências de acadêmicos de enfermagem na elaboração e execução de uma ação de educação em saúde voltada ao combate do bullying e do cyberbullying, para fortalecer o papel da enfermagem como agente transformador e estimular a construção de redes de apoio no ambiente educacional.
 O objetivo central da intervenção foi sensibilizar os adolescentes envolvidos sobre a gravidade da intimidação sistemática no meio, utilizando estratégias lúdicas e referências visuais da cultura pop para facilitar a identificação de comportamentos agressivos e promover a cultura da paz nos ambientes frequentados. O planejamento da atividade focou na criação de uma tecnologia educativa interativa, buscando promover o conhecimento legal sobre saúde mental e sua legislação para uma linguagem acessível ao público jovem.
 O cenário do estudo foi localizado no município de Macaé, Rio de Janeiro, durante a realização de uma feira de saúde. A ação foi estruturada em torno de um stand temático intitulado “Bullying: Além das Telas”, onde os acadêmicos utilizaram um pôster e diversos elementos visuais, como o filme “Meninas Malvadas”, “Dumbo”, “|Os treze porquês”, “Extraordinário” e “Anne com E”, para ilustrar conceitos fundamentais como a intencionalidade, a repetitividade e o desequilíbrio de poder presentes no Bullying. 
 Durante a exposição, foram discutidos os papéis de agressor, vítima e testemunha, além de abordar as consequências severas à saúde mental, incluindo casos reais e a relação entre o bullying e o risco de suicídio, sempre fundamentados na Lei n.º 14.811/2024.
 Para consolidar o aprendizado, os acadêmicos aplicaram a dinâmica interativa denominada “Like ou Dislike”. Nesta etapa, os estudantes do colégio retiravam cartões de uma caixa temática contendo situações cotidianas, tanto positivas quanto negativas, com a finalidade de sinalizar sua aprovação ou reprovação por meio de plaquinhas. Cada escolha era imediatamente seguida por um debate entre os acadêmicos e os estudantes, que questionavam os motivos da classificação e orientavam sobre as formas corretas de buscar ajuda com professores, coordenação e familiares. 
 Dessa forma, a atividade integrou tanto a teoria quanto a prática, permitindo que os estudantes de enfermagem exercessem seu papel como promotores de saúde e agregassem ao debate sobre o assunto entre a comunidade escolar.
Resultado e Discussão
· Melhora na comunicação
· Saber lidar com a diversidade
· Obtenção de conhecimento teórico
· Exercício da escuta ativa
· Exercício da empatia
· Exercício do trabalho em equipe
· Maior conexão com o público-alvo
· Escassez de produções científicas que relacionem a cultura pop ao público-alvo, predominantemente constituído de adolescentes.
· A importância da representatividade no cinema como uma das formas de mitigar o Bullying e suas consequências.
· Maior familiaridade entre os elementos e os adolecentes.
· Mostrar que o Bullying está para além do que se é retratado na indústria cinematográfica.
Referências
LAURINDO, A.L.; NOCCHI, M.F. Título do artigo. 
Kolb DA. Experiential learning: experience as the source of learning and development. Englewood Cliffs: Prentice Hall; 1984.

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