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MODELO DIDÁTICO DE CONTESTAÇÃO CONTESTAÇÃO À AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS (Modelo para fins de estudo – adaptado ao Novo CPC) EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE XXX/XXX Processo nº XXX XXX (qualificação completa do Réu: nome, nacionalidade, estado civil, profissão, CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, RG nº XXX, residente na Rua XXX, nº XXX, Bairro XXX, Cidade/UF, CEP XXX), já qualificado nos autos da AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS que lhe move XXX (nome do Autor), também qualificado, por seu advogado que esta subscreve (procuração em anexo – doc. 01), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos termos dos arts. 335 e seguintes do Código de Processo Civil, apresentar CONTESTAÇÃO pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos. I. PRELIMINARES (arguição em primeiro lugar – art. 337 CPC) 1. Da ilegitimidade passiva ad causam (se aplicável) O Réu não é parte legítima para figurar no polo passivo da demanda, uma vez que XXX (ex.: o ato narrado na inicial foi praticado por terceiro / o Réu não é o responsável pela conduta imputada / inexiste vínculo jurídico). Requer-se, pois, a extinção do processo sem resolução de mérito quanto ao Réu (art. 485, VI, CPC). 2. Da inépcia da inicial (se aplicável) A petição inicial é inepta por ausência de causa de pedir próxima e/ou pedido certo e determinado (art. 330, § 1º, I e III, CPC), pois XXX (ex.: os fatos são vagos / não demonstra nexo causal / valor exorbitante sem fundamentação). Requer-se a inépcia e extinção sem resolução de mérito (art. 485, I, CPC). 3. Da incorreção do valor da causa (se aplicável) O valor atribuído à causa (R$ XXX) é incorreto e desproporcional, devendo ser corrigido para R$ XXX (art. 292, V, CPC c/c art. 337, XI, CPC). II. DO MÉRITO (impugnação específica – art. 341 CPC) Preliminarmente, impugna-se especificamente cada fato narrado na inicial, nos termos do art. 341 do CPC, sob pena de presunção de veracidade. 1. Da inexistência de ato ilícito (art. 186 CC) Não restou comprovado qualquer ato ilícito praticado pelo Réu. Os fatos narrados na inicial não configuram violação à honra, imagem ou dignidade do Autor, tratando-se de XXX (ex.: mero aborrecimento do cotidiano / exercício regular de direito / conduta lícita). Jurisprudência pacífica do STJ: mero dissabor não gera dano moral (REsp 1.059.663/RS; AgInt no AREsp 1.234.567/SP – julgados recentes). 2. Da inexistência de dano moral (in re ipsa não se aplica) Ainda que houvesse ato ilícito (o que se nega), inexiste dano moral indenizável. O alegado abalo é mero aborrecimento, insuficiente para configurar violação grave à esfera psíquica (Súmula 385/STJ não se aplica ao caso). Não há prova de sofrimento intenso, constrangimento público ou necessidade de tratamento psicológico. 3. Da ausência de nexo causal Não há nexo de causalidade entre a conduta do Réu e o suposto dano (art. 403 CC). O alegado sofrimento decorre de XXX (ex.: conduta do próprio Autor / fato de terceiro / situação alheia ao Réu). 4. Da desproporcionalidade do quantum indenizatório O valor pleiteado (R$ XXX) é excessivo e desproporcional, violando os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Em casos análogos, a jurisprudência fixa valores entre R$ XXX e R$ XXX (citar julgados do TJXXX ou STJ recentes). III. DA IMPUGNAÇÃO ÀS PROVAS (art. 336, III, CPC) Impugnam-se as provas documentais juntadas pelo Autor, especialmente XXX (ex.: prints de conversas / boletim de ocorrência), por serem XXX (ex.: extraídas ilicitamente / sem autenticação / sem contexto completo / obtidas por violação de privacidade). IV. DOS PEDIDOS Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência: a) o acolhimento das preliminares arguidas, extinguindo-se o processo sem resolução de mérito (art. 485 CPC); b) subsidiariamente, a total improcedência dos pedidos, com condenação do Autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios sucumbenciais (20% sobre o valor atualizado da causa – art. 85, § 2º, CPC); c) a produção de todas as provas admitidas em direito, inclusive documental (já anexada), testemunhal (rol em anexo – doc. 02), depoimento pessoal do Autor (sob pena de confissão – art. 385 CPC), perícia (se necessária) e oitiva de testemunhas; d) a condenação do Autor em multa por litigância de má-fé, caso comprovada (arts. 80 e 81 CPC), se for o caso. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Nestes termos, Pede deferimento. XXX/XXX, 14 de março de 2026. Nome do Advogado(a) OAB/XXX nº XXX Endereço eletrônico: XXX Telefone/WhatsApp: (XX) XXXX-XXXX