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DIRETRIZ da Sociedade Brasileira de Pediatria Nº 193, 06 de Março de 2025 Departamento CientífiCo De neonatologia (gestão 2022-2024) presiDente: Licia Maria Oliveira Moreira seCretária: Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck Conselho CientífiCo: Aurimery Gomes Chermont (Relatora), Carlos Alberto Moreno Zaconeta, Danielle Cintra Bezerra Brandao, Elena Marta Amaral dos Santos, Eveline Campos Monteiro de Castro, Leila Denise Cesario Pereira, Marynea Silva do Vale, Nicole Oliveira Mota Gianini, Priscila Pinheiro Ribeiro Lyra, Rita de Cassia Silveira (Relatora) relatores: Jamil Pedro de Siqueira Caldas, José Aristodemo Pinotti, Roseli Calil revisores: Clóvis Francisco Constantino, Dirceu Solé, Luciana Rodrigues Silva Diretrizes para uso racional de antibióticos em unidades neonatais DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS 2 Sociedade Brasileira de Pediatria Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Bruna Brasil Seixas Bruno CRB-7/7005 D598 Diretrizes para uso racional de antibióticos em unidades neonatais/ Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Neonatologia. Rio de Janeiro: SBP, 2025. 15 f. Licia Maria Oliveira Moreira, Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, Aurimery Gomes Chermont, Carlos Alberto Moreno Zaconeta, Danielle Cintra Bezerra Brandao, Elena Marta Amaral dos Santos, Eveline Campos Monteiro de Castro, Leila Denise Cesario Pereira, Marynea Silva do Vale, Nicole Oliveira Mota Gianini, Priscila Pinheiro Ribeiro Lyra, Rita de Cassia Silveira (Relatora). Relatores: Jamil Pedro de Siqueira Caldas, José Aristodemo Pinotti, Roseli Calil. Revisores: Clóvis Francisco Constantino, Dirceu Solé, Luciana Rodrigues Silva. ISBN: 978-85-88520-60-8. 1. Antibióticos. 2. Neonatologia. 3. Diretrizes. 4. Pediatria. I. Sociedade Brasileira de Pediatria. II. Título. SBP/RJ CDD: 618.9201 3 DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS Sociedade Brasileira de Pediatria Sumário Introdução ....................................................................................................... 4 Princípios gerais de uso racional de antimicrobianos ........................................ 4 1. Diagnóstico e tratamento efetivo das infecções - Identificar o patógeno ..... 4 2. Praticar controle de antimicrobianos ....................................................... 4 3. Tratar infecção, não contaminação .......................................................... 5 4. Tratar infecção e não colonização ........................................................... 5 5. Interromper tratamento antimicrobiano .................................................... 5 Tratamento empírico das infecções relacionadas à assistência em neonatologia .............................................................................................. 6 Sugestão de antimicrobianos de acordo com o agente .................................... 7 Duração do tratamento .................................................................................... 7 Doses de antimicrobianos utilizados no período neonatal ................................. 8 Outras posologias de antibióticos segundo idade gestacional e tempo de vida ............................................................................................... 9 Dosagem de nível sérico ................................................................................ 10 Administração ................................................................................................ 10 Antibiótico profilático ...................................................................................... 11 Profilaxia de infecçâo de sítio cirúrgico ........................................................... 11 Princípios gerais do uso profilático de antimicrobianos em cirurgia ............ 12 Referências bibliográficas ............................................................................... 13 DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS 4 Sociedade Brasileira de Pediatria Introdução A sepse neonatal nas suas formas precoce e tardia é responsável por alta taxa de mortalidade mundialmente. Estima-se que cerca de um quarto das mortes neona- tais tenham essa causa, especialmente quando a sepse neonatal é causada por microganismos multirresistentes. Dados do grupo Antimicrobial Resistant Collaborators es- timam que a resistência microbiana foi responsável por quase 5 milhões de mortes em 2019 globalmente e em todas as faixas etárias, incluindo os recém-nascidos.1 No ano de 2016, microrganismos multirresistentes foram responsáveis por 30% das mortes atribuídas à sepse em recém-nascidos (RN).2 O diagnóstico da sepse neonatal precoce e tardia é difícil, uma vez que os sinais clínicos são inespecíficos e os exa- mes complementares têm baixa acurácia. A preocupação da ocorrência de morte por infeccção e as manifestações clínicas, muitas vezes inespecíficas no RN, desencadeiam a elaboração de suspeitas diagnósticas muitas vezes pouco fundamentadas, acarretando a solicitação de um número exagerado de exames laboratoriais para investi- gação de sepse, e o início de tratamentos antimicrobia- nos, por vezes desnecessários. Por outro lado, é essen- cial que os esforços para prevenção da emergência da resistência antimicrobiana não comprometa o tratamento efetivo do paciente com infecção de fato.3,4 A observação contínua do paciente, a valorização correta dos sinais clínicos e a observação dos fatores de risco são fundamentais para a suspeição diagnóstica mais efetiva. A coleta de exames de cultura antes de iniciar o tratamen- to empírico, decidindo-se pelo esquema antimicrobiano mais apropriado, conforme o momento de aparecimento dos sinais clínicos (precoce ou tardio) e os agentes mi- crobianos mais prováveis presentes na instituição, previ- nem ou atenuam o surgimento da resistência bacteriana. Os estudos observacionais realizados em paises de alta renda evidenciaram que 83% a 94% dos recém-nascidos que usam antibióticos pela suspeita de sepse apresenta- ram hemoculturas negativas.5 Uma estimativa realizada em julho de 2019 foi de que 26% dos RN de alto risco em UTINs em todo o mundo receberam pelo menos um agente antimicrobiano, prin- cipalmente antibacterianos. A maioria dos pacientes re- cebeu terapia antibiótica como cobertura empírica para possível sepse com “cultura negativa” e apenas uma mi- noria para infecção confirmada por qualquer cultura. Os hospitais com programas de administração antimicrobia- na específicos para UTIN tiveram taxas de utilização de antibióticos significativamente menores. A importância de tal programa não pode ser subestimada, pois, em última análise, pode reduzir o consumo de antibióticos e possi- velmente minimizar os efeitos adversos do uso excessivo de antimicrobianos,incluindo a resistência antimicrobiana em UTINs em todo o mundo.6,7 Deste modo, a indicação precisa do uso de antibióticos é fundamental para minimizar o risco de indução de resis- tência bacteriana e o surgimento de espécies multirresis- tentes, bem como para diminuir a ocorrência de eventos adversos associados ao uso de drogas.4,8 Princípios gerais de uso racional de antimicrobianos4,8-13 O seguimento de alguns princípios pode reduzir o uso inadequado de antibióticos: 1. Diagnóstico e tratamento efetivo das infecções - Identificar o patógeno O diagnóstico de infecção deve ser baseado em critérios clínicos e laboratorias, sendo considerado o padrão ouro para o diagnóstico os resultados de hemoculturas, cuja coleta deve preceder o inicio do uso de antibióticos. As culturas de líquido cefalorraquidiano e urina, quando in- dicados, também devem preceder o inicio do tratamento com antibióticos. Para a hemocultura, deve-se colher no mínimo 1mL de sangue por amostra. O estudo de Schelonka e colegas demonstrou que o uso de 1mL de sangue comparado a 0,5mL aumenta a probabilidade de recuperarbactéria ou fungo de 39% para 63% na presença de 1UFC/mL de sangue e é capaz de elevar essa probabilidade de 87% para 98% na presença de 4UFC/mL.14,15 A terapia antimicrobiana individualizada apropriada in- clui a escolha correta do antimicrobiano ou a combina- ção deles, no momento adequado e na dosagem, via de administração e duração do tratamento apropriados. Após resultado de culturas poderá ser necessário ade- quação do antibiótico utilizado, de acordo com o micror- ganismo identificado e o perfil de resistência encontrado. 2. Praticar controle de antimicrobianos Fato: Programas para melhorar o uso de antimicro- bianos são efetivos. A importância do uso racional de antimicrobianos tem sido enfatizada há muitos anos. Muitos programas para melhorar o uso de antimicro- bianos foram implantados com sucesso em unidades neonatais, inclusive no Brasil.14,16 5 DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS Sociedade Brasileira de Pediatria Sempre que possível deve-se dizer NÃO às cefalospo- rinas, carbapenêmicos (imipenen, meropenen) e glíco- peptídeos (vancomicina). O uso amplo de cefalosporinas de terceira geração tem sido associado à emergência preocupante de enterobactérias produtoras de beta- lactamases de espectro estendido (ESBL), capazes de hidrolisar a cefotaxima, ceftriaxona, ceftazidima e o aztreonan. Entre as espécies ESBL-positivas estão a Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Enterobacter sp, bacilos gram-negativos não fermentadores como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumanii.4,11 Estudo recente realizado na UNICAMP avaliou os efeitos de longo prazo (20 anos) das medidas de intervenção educativas para a prevenção de infecção e do uso judi- cioso de antimicrobianos, evitando cefalosporinas e van- comicina, limitando o tempo de uso de antimicrobianos ao mínimo efetivo, incluindo duração máxima de 5 dias em determinadas situações, associado a programas de educação continuada no controle da transmissão micro- biana cruzada, demonstrou um impacto significativo na redução da sepse neonatal tardia e daquelas causadas por bactérias multiresistentes, sem aumentar a taxa de mortalidade hospitalar global.16 Os carbapenêmicos são os antimicrobianos de maior amplo espectro de ação conhecidos na atualidade. São ativos contra a maioria das bactérias Gram-positivas, gram-negativas, incluindo as especies ESBL e AmpC po- sitivas, e anaeróbios. Entretanto, eles são fortes indutores de resistência, alteram profundamente a microbiota dos RN e estão associados ao surgimento de Klebsiella sp, Pseudomonas sp e outros microrganismos resistentes aos carbapenêmicos. Seu uso, portanto, deve ser restrito a situações onde não há outra possibilidade terapêutica, como surtos de infecção ou enterobactérias produtoras de ESBL.4,8 Há uma preocupação intensa no sentido de restringir o uso de vancomicina devido ao surgimento de Entero- coccus faecalis/faecium resistente à vancomicina (VRE) e Staphylococcus aureus com sensibilidade intermediária (VISA) ou resistente à vancomicina. A vancomicina deve ser suspensa quando a hemocultura revelar crescimento de um microrganismo com sensibilidade a outras drogas. Por exemplo, se houver crescimento de Staphylococcus aureus sensível à oxacilina e o RN estiver em uso de van- comicina, esta substituição para oxacilina é mandatória mesmo que esteja no final do tratamento.4,8 3. Tratar infecção, não contaminação Fato: Uma das causas de exagero no uso de antimi- crobianos é o tratamento de culturas contaminadas por agentes presentes normalmente na pele. Ações: • Usar antissépticos próprios para coleta de sangue e outras culturas; • Realizar cultura de sangue, e não de pele ou ponta de cateter; • Usar métodos próprios para obter e processar todas as culturas; e • Colher sempre duas amostras de hemocultura para diferenciar resutado verdadeiro e contaminação de coleta em caso de crescimento de estafilococo coagu- lase-negativa. 4. Tratar infecção e não colonização Fato: A maior causa do excesso de uso de antimicro- bianos é o tratamento de colonização. Critérios clínicos e laboratoriais podem ajudar a distinção entre infecção e colonização. A melhora da especificidade do critério diagnóstico para infecção pode ajudar a reduzir o uso desnecessário de antimicrobianos. Acões: • tratar pneumonia, não o aspirado traqueal; • tratar bacteremia, não a cultura de ponta de cateter; e • tratar infecção urinária, não cultura de cateter uretral Quando um resultado de hemocultura colhida de cateter central for positivo e a hemocultura colhida de veia periféri- ca for negativa, pensar em colonização do cateter central. 5. Interromper tratamento antimicrobiano Fato: Não cessar o uso de antimicrobiano, quando o tra- tamento é desnecessário, contribui para o seu uso exage- rado e indução de resistência. Parar o tratamento quando a infecção é improvável ou não diagnosticada não prejudi- ca os pacientes e, na verdade, pode beneficiá-los. Neste sentido, vale ressaltar o estudo de Cotten e cole- gas17 que relacionou o aumento da ocorrência de ente- rocolite necrosante e morte entre 4093 RN de extremo baixo peso que receberam empiricamente um tempo de tratamento com antimicrobiano por tempo maior ou igual a 5 dias. Ações: parar tratamento, • Quando a infecção está curada; • Quando as culturas são negativas e a infecção não confirmada; e • Quando é descartado o diagnóstico de infecção. DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS 6 Sociedade Brasileira de Pediatria Além dos pontos destacados acima, ressaltamos alguns aspectos importantes que, associados ao uso controlado e racional de antibióticos nas unidades neonatais, contri- buem para o controle de infecção: 1. Não esquecer a importância do treinamento sistemáti- co e periódico de toda a equipe assistencial relaciona- do às práticas de higiene das mãos; 2. Isolamento e coorte de pacientes com microrganismos multiresistentes; 3. Redução da profilaxia antibiótica cirúrgica - ver deta- lhamento em seção adiante; 4. Coleta de exames de cultura de vigilância de pacientes cirúrgicos e de RN em surtos e contatos, mantendo o isolamento do paciente até o resultado negativo dos exames e, em caso positivo, as práticas de isolamento são mantidas até a alta; 5. Pacientes nascidos fora da unidade neonatal podem ser admitidos junto às demais crianças nascidas na própria unidade neonatal, desde que sejam coletadas amostras de cultura de vigilância e colocados sob pre- caução de contato. Assim que os resultados destes testes resultem negativos, podem ser retiradas as me- didas de precaução. Se exames negativos, aplica-se o item 4 acima. Tratamento empírico das infecções relacionadas à assistência em neonatologia3,4,8,10,11,14, 18,19 A escolha do esquema empírico de tratamento das infecções relacionadas à assistência em neonatologia depende do tempo de aparecimento da clínica (precoce ou tardia), da realização prévia de procedimentos invasi- vos, do conhecimento da flora prevalente e do padrão de resistência de cada hospital. A sepse neonatal precoce (provável origem mater- na) cuja manifestação clínica ocorre especialmente até 48 horas de vida do recém-nascido e tem como agente etiológico a microbiota que coloniza ou infecta a gestante, tem como principais microrganismos o Estreptococo do grupo B e a Eschericha coli.20 Estudo americano publica- do em 2020 mostrou que os principais patógenos envol- vidos foram E. coli (36,6%) e o estreptococo do grupo B (30,2%), que responderam por cerca de 70% de todos os casos de sepse precoce. A infecção por estreptococo do grupo B foi mais frequente do que a por E. coli no RN de termo (0,29 vs 0,10 casos por 1.000/nascidos vivos) e a infecção por E. coli foi mais prevalente do que por estreptococo do grupo B entre os RN prematuros de 22 a 28 semanas de idade gestacional ao nascer (12,13 vs 1,38 casos por 1000 nascidos vivos).21 A sepseneonatal tardia ocorre após 48 horas de vida e é mais frequente em RN de muito baixo peso que per- manecem internados um UTIN por longo período ou em RN pré-termo tardios ou de termo que necessitem internação mais prolongada. A incidência de pelo me- nos uma primeira hemocultura positiva após 48 horas de vida em RN pré-termo de muito baixo peso (peso de nascimento ≤ 1.500 gramas) varia de 20% a 35%. Em países de média e alta renda, os estafilococos co- agulase-negativos são os agentes mais comuns de sepse tardia, constituindo de 36% a 47% de todos os casos de sepse de início tardio.22,23 O segundo pató- geno Gram-positivo mais comum é o Staphylococcus aureus.22,24 Patógenos Gram-negativos são relativamen- te mais comuns em países de baixa e média renda,22,24 notadamente, Klebsiella, E. coli, Pseudomonas e espé- cies de Salmonella.7,23-25 Baseados nestes princípios e informações, seguem algumas sugestões de esquema empírico: Infecção precoce (provável origem materna) • Ampicilina ou penicilina cristalina + amicacina ou genta- micina Infecções tardias (provável origem na unidade neonatal) • Primeira opção: oxacilina + amicacina • Segunda opção: vancomicina associada a cefotaxima ou cefepima O uso empírico de oxacilina e amicacina é altamente re- comendado devido à baixa indução de resistência, alta sensibilidade dos bastonetes Gram-negativos a amica- cina, além da ampla disponibilidade e baixo custo dos fármacos. Esse esquema empirico tem se mostrado efe- tivo e seguro, incluindo o tempo limitado no uso. O uso cauteloso de aminoglicosídeos devido ao risco de nefro e ototoxidade deve ser considerado em RN de maior ris- co, especialmente quando em uso com outras drogas potencialmente nefro e ototóxicas como, por exemplo, a vancomicina.26 Devido ao risco de indução de resistência, o uso empírico de cefalosporinas de terceira e quarta geração deve ser evitado, sendo recomendada no tratamento de meningi- te, infecção em recém-nascidos com insuficiência renal e nas infecções por bactérias resistentes aos aminoglico- sídeos. Deve ser lembrado que o uso de ceftriaxona está con- traindicado em em crianças recebendo solução parente- 7 DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS Sociedade Brasileira de Pediatria quadros de sepse precoce e cefepima nos casos de sepse tardia. Streptococcus agalactiae: penicilina G cristalina. Streptococcus grupo D não enterococo ou grupo A: penicilina G cristalina. Enterococcus sp: ampicilina asociada à gentamicina para promover sinergismo. Considerar vancomicina para os produtores de betalactamases ou resistentes a amino- glicosídeos. Listeria monocytogenes: ampicilina e aminoglicosídeo para promover sinergismo. Staphylococcus epidermidis e outros coagulase- -negativos: usar vancomicina se forem cepas meticili- norresistentes. Staphylococcus aureus: oxacilina ou vancomicina para os meticilinorresistentes. Pseudomonas aeruginosa: amicacina ou cefepima se houver comprometimento de sistema nervoso central. Neisseria gonorrhoea: ceftriaxona. Klebsiella sp: preferencialmente aminoglicosídeos. Em casos de meningite, usar cefotaxima nos quadros de sepse precoce e cefepima nos casos de sepse tardia. Acinetobacter sp: ampicilina+sulbactam ou carbapenê- mico. Observação: 1. para as bactérias Gram-negativas multirresistentes deverá ser considerado o uso de cefepima ou imipe- nem/meropenem, relembrando que o medicamento deve ser sempre guiado pelos testes de sensibilidade antibiótica; 2. bactérias gram-negativas ESBL positivas: o tratamento de escolha são os carbapenêmicos (meropen/imipe- nem). Duração do tratamento19, 26,30-33 A duração do tratamento depende da gravidade do caso e da presença de localização e agente etiológico isolado em culturas. No entanto, a duração habitual dos esque- mas terapêuticos é baseada na prática clínica, empírica, e não em estudos controlados. O tempo de tratamento em 5 dias pode ser usado em RN com infecção não complicada, com hemocultura ne- gativa, com valor de PCR normal (Considerar a necessidade de abordagem cirúrgica. Infecção de corrente sanguínea sem confirmação laboratorial/sepse clínica – manter tratamento por 5 a 7 dias. Infecção primária de corrente sanguínea confirma- da laboratorialmente – o tempo de tratamento está re- lacionado ao agente etiológico e a permanência ou retira- da do cateter central. Cateter central deve ser removido em RN com infecção de corrente sanguínea (ICS) asso- ciada ao dispositivo causadas por Staphylococcus au- reus, bastonetes gram negativos, enterococos e fungos. Vale ressaltar que as ICS por Staphylococcus coagulase negativo são aquelas com maior sucesso de tratamento sem remoção do cateter. Embora exista a recomendação de retirada do cate- ter central, de acordo com o agente etiológico isolado, muitas vezes esta conduta é adiada pelo neonatologista, considerando as condições clínicas do recém-nascido associada à dificuldade de um novo acesso venoso. Caso isto aconteça, atenção: Todo recém-nascido em tratamento de ICS cujo cateter não foi removido devem sem monitorados cuidadosa- mente com avaliação clínica e de hemoculturas adicio- nais. Nesta situação o cateter central deverá ser removido se houver deterioração clínica, persistência ou recorrência da infecção. Nas infecções de corrente sanguínea por Staphylococcus epidermidis ou outros Staphylococcus coagulase-nega- tiva não associadas a cateter central ou cujo cateter foi removido, com boa evolução clínica podem ser tratadas por 5 a 7 dias. No entanto se houver opção pela manu- tenção do cateter central, o tempo de tratamento deverá ser ampliado para 10-14 dias. Infecções de corrente sanguínea por Staphylococcus au- reus devido ao maior risco de complicações infecciosas à distância requer tratamento no mínimo de 14 dias, mes- mo quando o cateter central foi removido. As ICS por demais bactérias são geralmente trata- das com sucesso por 7 a 10 dias de tratamento quan- do o cateter central foi removido. Caso o cateter te- nha sido mantido, ampliar o tempo de tratamento para 10-14 dias. Doses de antimicrobianos utilizados no período neonatal Antibiótico Peso de nascimento 2000 g 0 a 4 semanas 0 a 7 dias > 7 dias 0 a 7 dias > 7 dias Ampicilina- meningite (mg/Kg) 50 mg/12 h 50 mg/ 12 h 50 mg/8 h 50 mg/8 h 50 mg/6 h Ampicilina – outros (mg/Kg) 25 mg/ 12 h 25 mg/12 h 25 mg/8 h 25 mg/8 h 25 mg/6 h Cefalotina (mg/Kg) 20 mg/12 h 20 mg/12 h 20 mg/8 h 20 mg/8 h 20 mg/6 h continua ... 9 DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS Sociedade Brasileira de Pediatria Cefazolina (mg/Kg) 20 mg/12 h 20 mg/12 h 20 mg/8 h 20 mg/8 h 20 mg/8 h Cefotaxima (mg/Kg) 50 mg/12 h 50 mg/12 h 50 mg/8 h 50 mg/12 h 50 mg/8 h Ceftazidima (mg/Kg) 50 mg/12 h 50 mg/12 h 50 mg/8 h 50 mg/8 h 50 mg/8 h Ceftriaxone (mg/Kg) 50 mg/24 h 50 mg/24 h 50 mg/12h 50 mg/24 h 50 mg/12 h Clindamicina (mg/Kg) 5 mg/12 h 5 mg/12 h 5 mg/8 h 5 mg/8 h 5 mg/6 h Eritromicina (mg/Kg) 10 mg/12 h 10 mg/12 h 10 mg/8 h 10 mg/12 h 10 mg/6 h Imipenen (mg/Kg) 20 mg /12 h 20 mg / 12 h 20 mg/12 h 20 mg/12 h 20 mg/8 h Meropenen (mg/Kg) – sepse 20 mg/12 h 20 mg /12 h 20 mg/12 h 20 mg/12 h 20 mg/12 h Meropenen (mg/Kg) – meningite 40 mg/8 h 40 mg /8 h 40 mg /8 h 40 mg /8 h 40 mg /8 h Metronidazol (mg/Kg) 7,5 mg/48h 7,5 mg/24 h 7,5 mg/12h 7,5 mg/12 h 7,5 mg/12 h Oxacilina (mg/Kg) – meningite 50 mg/12 h 50 mg/12 h 50 mg/8 h 50 mg/8 h 50 mg/6 h Oxacilina (mg/Kg) outros 25 mg/12 h 25 mg/12 h 25 mg/8 h 25 mg/8 h 25 mg/6 h Penicilina G (UI/Kg) – meningite 50.000/12 h 50.000/12 h 50.000/12h 50.000/8 h 50.000/6 h Penicilina G (UI/Kg) outros* 25.000/12 h 25.000/12 h 25.000/12 h 25.000/8 h 25.000 / 6 h Penicilina Benzatina (UI/Kg) 50.000/ 24h 50.000/24h 50.000/24 h 50.000/24 h Penicilina Procaína (UI/Kg) 50.000/24 h 50.000/24h 50.000/24 h 50.000/24 h Vancomicina (mg/Kg) # 10 mg/12 h 10 mg/12 h 10 mg/12 h 10 mg / 8 h 10 mg / 8 h Baseado nas referências34,25 # Variação de dose e intervalo de acordo com nível sérico do vale. * Para infecções por Streptococcus agalactiae- administrar 250.000-400.000 UI/Kg/dia Tabela 1. Doses de antimicrobianos, de acordo com peso de nascimento e tempo de vida ... continuação Antibiótico Peso de nascimento 2000 g 0 a 4 semanas 0 a 7 dias > 7 dias 0 a 7 dias > 7 dias Outras posologias de antibióticos segundo idade gestacional e tempo de vida:35-41 Amicacina Idade Gestacional (semanas) Idade pós-natal (dias) Dose (mg/kg) Intervalo (horas) ≤ 29 0-7 18 48 8-28 15 36 ≥ 29 15 24 30 a 34 0-7 18 36 ≥ 8 15 24 ≥ 35 Qualquer 15 24 Cefepima Pré-termo e termo ≤ 14 dias de vida: 30 mg/kg/dose 12/12 horas. Pré-termo e termo > 14 dias de vida: 50 mg/kg/dose 12/12 horas Cefoxitina Dose: 100 mg/kg/dia 8/8 horas Cefuroxima Dose: 50 mg/kg/dose 12/12 horas DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS 10 Sociedade Brasileira de Pediatria Gentamicina Idade gestacional (semanas) Idade pós-natal (dias) Dose (mg/kg) Intervalo (horas) ≤ 29* 0 -7 5 48 8 -28 4 36 ≥ 29 4 24 30 - 34 0 -7 4,5 36 ≥ 8 4 24 ≥ 35 Qualquer 4 24 *Ou asfixia, PCA ou tratamento com indometacina Meropenem Idade gestacional mg / ml com água destilada, infusão EV em 30 minutos Metronidazol Frasco-ampola 500 mg/100 ml Bolsa plástica 500 mg/100 ml Infundir EV em 60 minutos Oxacilina Frasco-ampola 500 mg Diluir 1 frasco para 50 mg / ml com água destilada, infusão EV em bolus Vancomicina Frasco-ampola 500 mg Diluir 1 frasco para 5 mg / ml com SG 5% e infundir EV em 60 minutos Observação: as tabelas descritas acima são compiladas de várias referências e variações nas doses podem ser encontradas, de acordo com a referência citada e com estudos de farmacodinâmica de cada droga em particular. Tabela 3. Distribuição dos antibióticos segundo apresentação, diluição e cuidados na administração35 Antibiótico profilático42-44 O uso de antibiótico profilático está indicado somente em duas situações clínicas no período neonatal: 1. nos casos de malformações do trato urinário e nos casos de bexiga neurogênica, com finalidade de di- minuir o risco de aparecimento de infecções em rins e vias urinárias. O antibiótico mais utilizado para esse fim é a cefalexina, em dose única diária (20mg/kg/dia), 2. profilaxia cirúrgica, indicada nas cirurgias contami- nadas, potencialmente contaminadas e nas cirurgias limpas com colocação de prótese. Uma concentração tecidual adequada deve estar pre- sente no momento do procedimento e 3-4 horas após a incisão cirúrgica. Assim, uma única dose administrada durante a indução anestésica geralmente é suficiente, exceto em atos cirúrgicos de longa duração ou quando ocorrem sangramentos abundantes, onde há necessida- ... continuação Antibiótico Apresentação Diluição e cuidados na administração de de nova dose de antibiótico com objetivo de manter ní- veis sanguíneos adequados. Maiores detalhes sobre este assunto seguem abaixo. Profilaxia de infecçâo de sítio cirúrgico A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é aquela que ocorre no campo operatório após uma intervenção cirúrgica. Sua incidência varia de acordo com o procedimento cirúrgico e os critérios de classificação. A ISC está associada a índices significativos de morte e aumento do tempo de internação e dos gastos hospitalares. Quanto ao risco de contaminação as cirurgias são clas- sificadas: 1. Limpa - ferida operatória não infectada e sem inflama- ção e sem envolvimento do trato respiratório, digestó- rio, genital ou urinário; DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS 12 Sociedade Brasileira de Pediatria 2. Limpa-contaminada – ferida operatória com envol- vimento, sob condições controladas, do trato respira- tório, digestório, genital ou urinário, e sem encontro de contaminação; 3. Contaminada - ocorre em umas das seguintes situ- ações - operação com quebra importante de técnica; contaminação da cavidade peritoneal a partir de vísce- ras do trato gastrintestinal; incisão em local com infla- mação aguda, não purulenta; 4. Suja ou infectada - há perfuração de vísceras; acha- do intra-operatório de processo inflamatório agudo com presença de pus; ferida traumática antiga com re- tenção de tecido desvitalizado; ferimentos traumáticos abertos com mais de 12-24 horas de duração. Princípios gerais do uso profilático de antimicrobianos em cirurgia: 1. Indicação apropriada; ocorre benefício mesmo em al- guns tipos de cirurgias limpas; 2. Selecionar o agente antimicrobiano tendo em vista os patógenos mais comumente envolvidos na ISC espe- cífica; 3. Escolher um antimicrobiano bactericida eficaz contra a microbiota habitual; 4. Evitar o uso de antimicrobianos utilizados no tratamen- to de infecções graves (evitar resistência microbiana); 5. Utilizar antimicrobiano eficaz, com pouca ou nenhuma toxicidade e se possível de menor custo; 6. Usar dose adequada e no momento certo; 7. Administrar o antimicrobiano por um período curto de tempo, considerando que a cobertura mais importante é durante o ato cirúrgico; 8. O antimicrobiano será terapêutico se uma infecção for encontrada no ato operatório, e sua adequação deverá ser refeita de acordo com a infecção encontrada e/ou resultados de cultura. O tempo de tratamento será de acordo com a evolução clínica. Momento da profilaxia: o antibiótico deve ser adminis- trado 30 minutos antes do procedimento cirúrgico e repe- tido no intra-operatório de acordo com a duração do ato cirúrgico (>4 horas) ou sangramento intenso. Duração da profilaxia: para algumas cirurgias como aquelas de pequeno porte e limpa, quando indicado, uma dose no pré-operatório é suficiente, para as de- mais cirurgias em linhas gerais a profilaxia não deverá ultrapassar 24 horas. A tabela 4 mostra os tipos de cirurgias mais co- muns no período neonatal, com respectivos antimi- crobianos indicados para profilaxia de ISC e tempo de duração. Classificação da cirurgia Tipo de cirurgia Antimicrobiano Antimicrobiano pós-operatório Limpa Operações de pequeno porte (hérnia inguinal, correção criptorquidia) Cefazolina Nenhum Correção de linfangiomas e hipospádias Cefazolina 24 horas Ligadura de canal arterial Cefazolina 24 horas Correção de retinopatia da prematuridade Nenhum Nenhum Traqueostomia* Nenhum Nenhum Limpo- contaminadas Correção de MAC; correção de hérnia ou eventração diafragmática; gastrofundoplicatura; gastrostomia; correção de EHP Cefazolina 24 horas Correção de RVU e de estenose de JUP e nefrectomia em pacientes sem ITU Cefazolina 24 horas Derivação ventrículoperitonial Cefazolina ou cefuroxima 24 - 48 horas Atresia de esôfago** Ampicilina-sulbactam ou cefoxitina 24 horas Contaminada Cirurgia com anastomose de intestino delgado cefoxitina ou clindamicina + aminoglicosídeo ou clindamicina + metronidazol 24 - 48 horas Tabela 4. Antibióticos profiláticos administrados de acordo com tipo de cirurgia42 13 DIRETRIZES PARA USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS EM UNIDADES NEONATAIS Sociedade Brasileira de Pediatria Em relação à profundidade dos tecidos afetados a ISC pode ser classificada em: 1. Incisional: quando acomete estruturas superficiais relacionadas à incisão. Ela pode ser superficial quando acomete pele e tecido subcutâneo, ou profunda quan- do há envolvimento de fáscia e camadas musculares; 2. Órgão/espaço: quando a infecção ocorre em outro local além da pele incisionada, como por exemplo, desenvolvimento de abcesso intra-abdominal após laparotomia, empiema pleural após toracotomia, ou osteomielite ou artrite após cirurgia ortopédica. Nesta situação, está indicado antibiótico terapêutico em- pírico de acordo com a flora prevalente e perfil de resis- tência na unidade e de acordo com a infecção encon- trada, podendo ser alterado de acordo com resultados de cultura. O tempo de tratamento varia de 7 a 10 dias para infecção incisional podendo se estender nas in- fecções de órgão–espaço de acordo com a localização da infecção e evolução clínica (14 a 28 dias ou mais). Além do antibiótico deverá ser avaliada a necessidade de drenagem do local infectado. Referências bibliográficas 01. Antimicrobial Resistance Collaborators. Global burden of bacterial antimicrobial resistance in 2019: a systematic analysis. Lancet. 2022;399(10325): 629-55. 02. Folgori L, Ellis SJ, Bielicki JA, Heath PT, Sharland M, Balasegaram M. Tackling antimicrobial resistance in neonatal sepsis. Lancet Glob Health. 2017;5(11):e1066-e1068. 03. Gerdes JS. Diagnosis and management of bacterial infections in the neonate. Pediatr Clin North Am. 2004;51(4):939-59. 04. Patel S J, Saiman L. Antibiotic resistance in neonatal intensive care unit pathogens: mechanisms, clinical impact, and prevention including antibiotic stewardship. Clin Perinatol. 2010; 37(3):547-63. 05. 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Diretoria Plena Triênio 2022/2024 www.sbp.com.br Natasha Slhessarenko Fraife Barreto (MT) Ana Alice Ibiapina Amaral Parente (RJ) Cassio da Cunha Ibiapina (MG) Luiz Anderson Lopes (SP) Silvia Regina Marques (SP) DIRETORIA DE PUBLICAÇÕES Fábio Ancona Lopez (SP) EDITORES DA REVISTA SBP CIÊNCIA Joel Alves Lamounier (MG) Marco Aurelio Palazzi Safadi (SP) Mariana Tschoepke Aires (RJ) EDITORES DO JORNAL DE PEDIATRIA (JPED) COORDENAÇÃO: Renato Soibelmann Procianoy (RS) MEMBROS: Crésio de Aragão Dantas Alves (BA) Paulo Augusto Moreira Camargos (MG) João Guilherme Bezerra Alves (PE) Marco Aurelio Palazzi Safadi (SP) Magda Lahorgue Nunes (RS) Giselia Alves Pontes da Silva (PE) Dirceu Solé (SP) Antonio Jose Ledo Alves da Cunha (RJ) EDITORES REVISTA RESIDÊNCIA PEDIÁTRICA EDITORES CIENTÍFICOS: Clémax Couto Sant’Anna (RJ) Marilene Augusta Rocha Crispino Santos (RJ) EDITORA ADJUNTA: Márcia Garcia Alves Galvão (RJ) CONSELHO EDITORIAL EXECUTIVO: Sidnei Ferreira (RJ) Isabel Rey Madeira (RJ) Mariana Tschoepke Aires (RJ) Maria De Fatima Bazhuni Pombo Sant’Anna (RJ) Silvio da Rocha Carvalho (RJ) Rafaela Baroni Aurílio (RJ) Leonardo Rodrigues Campos (RJ) Álvaro Jorge Madeiro Leite (CE) Eduardo Jorge da Fonseca Lima (PE) Marcia C. 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