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manejo e conservação do solo

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MANEJO E CONSERVAÇÃO 
DO SOLO
Carga horária: 24 h
2021– Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar
1ª. Edição – 2021TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
 
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos 
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Sumário
Abertura
Módulo 1 |Reconhecimento do ambiente de cultivo
Módulo 2 | Planejamento para o cultivo das terras
Módulo 3 | Erosão dos solos cultivados
Módulo 4 | Recuperação, manejo e conservação do solo
 04 
 10
 54 
 96
 127 
APRESENTAÇÃO
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
APRESENTAÇÃO 5
 Introdução
Olá, que bom ter você conosco no curso Manejo e conservação do solo!
Durante a apresentação dos conteúdos, você terá a oportunidade de conhe-
cer as técnicas de manejo e conservação do solo para que o cultivo das 
terras seja rentável e menos oneroso. 
Antes de seguir em frente, entenda como o curso está organizado. 
A ESTRUTURA DO CURSO
O curso está dividido em quatro módulos. Veja, a seguir, os principais temas 
que compõem cada um deles: 
Módulo 1 - Reconhecimento do ambiente de cultivo
No Módulo 1, você saberá como reconhecer o seu ambiente de cultivo, a relação do solo 
com a paisagem, as características morfológicas do solo e a associação com as classes de 
solos brasileiros. Esses conteúdos estão divididos em três aulas:
 • Aula 1 - Caracterização da paisagem rural
 • Aula 2 – Classes de solo: ambiente e características
 • Aula 3 – Potenciais e limitações dos solos
características 
morfológicas 
do solo
Cor, textura, estrutura, entre outros aspectos.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
APRESENTAÇÃO 6
Módulo 2 - Planejamento para o cultivo das terras
No Módulo 2, você conhecerá os fatores condicionantes para a produção agrícola, como 
análises de solo, implementos agrícolas, fertilizantes, irrigação e mão de obra. O conteúdo 
do segundo módulo também está distribuído em três aulas:
 • Aula 1 – Fatores condicionantes da produção agrícola
 • Aula 2 – Viabilidade e recomendações para melhoramento do solo
 • Aula 3 – Planejamento de uso das terras
Módulo 3 - Erosão dos solos cultivados
No Módulo 3, você conhecerá os conceitos e as definições de erosão dos solos cultivados, 
os agentes da erosão e os atributos do solo relacionados à erodibilidade. Você também 
conhecerá os níveis de erosão dos solos e suas consequências no cultivo das terras. Veja 
as aulas que compõem o terceiro módulo:
 • Aula 1 – Fatores que influenciam os processos erosivos
 • Aula 2 – Atributos dos solos e vulnerabilidade à erosão
 • Aula 3 – Níveis de degradação dos solos
agentes da 
erosão
Chuvas, topografia do terreno e vegetação.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
APRESENTAÇÃO 7
Módulo 4 - Recuperação, manejo e conservação do solo
No Módulo 4, você poderá analisar o assunto mais importante do nosso curso, que são 
as técnicas de controle das erosões e as práticas conservacionistas do solo: construção 
de terraços, barraginhas, sistema de plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta e 
plantas de cobertura. Esse último módulo também está dividido em três aulas:
 • Aula 1 – Plano de recuperação dos solos degradados
 • Aula 2 – Manejo e conservação do solo
 • Aula 3 – Avaliação e monitoramento da qualidade do manejo e do solo
REDE SOCIAL PAPO AGRO
Durante o seu estudo, você vai se deparar com uma rede social que contém 
alguns participantes que trazem dúvidas e compartilham sugestões. Conheça 
todos os participantes da rede Papo Agro e saiba como usufruir dos recur-
sos do AVA.
A rede social Papo Agro trará diversos conteúdos interessantes!
Nela, você vai conhecer o Rodolfo, o Rafael, a Rosa, a Madalena e o Lucas. 
Então, vamos em frente para saber mais sobre eles.
Conheça os participantes da rede Papo Agro!
Vamos começar pelo Rodolfo. Especialista em solos e nutrição de plantas, ele 
é o curador da página Papo Agro.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
APRESENTAÇÃO 8
Sempre que alguém faz uma postagem perguntando alguma coisa, 
ele responde e compartilha vídeos e áudios muito esclarecedores. 
Para acessá-los, entre no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Todas 
as mídias estarão disponíveis na íntegra.
Uma das atuante na rede é a Rosa, que é filha de trabalhadores 
rurais e estudante do curso técnico em florestas.
Temos também o Rafael, um pequeno produtor de hortaliças, e 
Lucas, produtor de feijão e soja.
E, para completar os participantes, nós temos a Madalena, que é 
estudante do curso técnico em agronegócio.
Muito bem, agora que já conheceu quem compartilhará infor-
mações com você na rede Papo Agro, não deixe de conferir as 
trocas feitas pelos participantes na rede social no seu ambiente 
de aprendizagem. 
Então, é isso! Acesse todos os materiais e bom estudo!
CANAL DE PODCAST UM GIRO NO AGRO
No Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), ao final de cada módulo, você 
encontrará áudios para fazer download, salvar em seu computador e, assim, 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
APRESENTAÇÃO 9
escutar quando quiser os principais pontos tratados durante o curso. Fique 
atento, pois eles serão trazidos para o canal de podcasts Um giro no agro. 
Atenção! A participação nas aulas, dentro do AVA, é obrigatória para conseguir baixar os 
podcasts do canal Um giro no agro. Além disso, ao final de cada módulo, você encontrará 
a atividade de aprendizagem. Vale reforçar que você só terá acesso à apostila do módulo 
seguinte depois de respondê-la. 
Para concluir o curso, as regras são simples: você deverá navegar por todas as telas, rea-
lizar as atividades de aprendizagem e, depois de cumprir essas duas etapas, responder à 
pesquisa de satisfação. Portanto, organize-se e acesse o AVA!
DESEJAMOS A VOCÊ UMA EXCELENTE EXPERIÊNCIA 
DE APRENDIZAGEM!
RECONHECIMENTO DO 
AMBIENTE DE CULTIVO
MÓDULO 01
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 11
Abertura do Módulo 1
Ao final dos estudos deste módulo, esperamos que você consiga identificar 
as características predominantes do solo com base na cor, textura, estrutu-
ra, porosidade e nos aspectos de paisagem local, como o relevo e o clima, e 
que saiba associar os benefícios e as deficiências inerentes às principais clas-
ses de solos.
A seguir, leia a primeira aula do módulo. 
BONS ESTUDOS!
CARACTERIZAÇÃO DA 
PAISAGEM RURAL
AULA 1
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 13
Definição e formação do solo
O solo é um material que recobre a superfície da terra. É formado por partes 
líquidas, sólidas e gasosas, e a origem dele pode ser mineral ou orgânica. Ba-
sicamente, a formação acontece pela desintegração natural das rochas pela 
ação das chuvas, da variação da temperatura e da pressão. Esse é um 
processo longo e demorado, que ocorre em milhões de anos. 
desintegração 
natural das 
rochas
Processo em que as rochas se fragmentam, se dissol-
vem, e é denominado de intemperismo.
Imagine uma parcela de rocha se desintegrando em grânulos de maneira natural. Isso 
demanda muito tempo!
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 14
O processo de formação do solo, além da desintegração dasrochas no de-
correr do tempo, deve-se também a outros fatores, como: tipo de material de 
origem, relevo, clima e alguns organismos. A seguir, veremos mais sobre eles. 
MATERIAL DE ORIGEM
Podemos dividir o material que dá origem ao solo em dois grupos: 
Esses materiais influenciam a composição química do solo, a textura e a 
cor. Veja, a seguir, alguns exemplos. 
Solos arenosos e amarelados 
São originários de rochas ácidas, 
ricas em alumínio e sílica, os quais 
conferem essa cor a ele. Geralmen-
te, apresentam baixa fertilidade.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 15
Solos mais argilosos e de cor 
avermelhada 
São originários de rochas básicas, 
com pouca sílica e maior quantida-
de de ferro e magnésio, conferin-
do-lhes maior fertilidade. 
Solos com grande quantidade 
de matéria orgânica e de 
coloração escura
São formados pelo acúmulo ou 
pela má drenagem dos sedimen-
tos orgânicos.
RELEVO
O relevo é o formato da superfície do solo de uma paisagem e é importante 
na drenagem da água. Veja, a seguir, a relação entre o relevo e a drenagem 
da água.
O relevo e a drenagem da água
RELEVO PLANO
Praticamente toda a água da chuva sofre infiltração, favorecendo a 
formação de solos mais profundos. 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 16
RELEVO DECLIVOSO
No relevo declivoso ou inclinado, a água escoará pela superfície, 
carregando consigo partículas de solo e favorecendo a formação de 
erosão, tornando, assim, o solo menos profundo. 
RELEVO ABACIADO
É a parte mais baixa da paisagem, para onde a água escoada e os 
sedimentos seguem e se acumulam, contribuindo para a formação 
de solos caracterizados pelo excesso de água e de sedimentos orgâ-
nicos e/ou minerais. 
CLIMA
O clima da região também vai interferir na formação dos solos:
Em regiões quentes e com alto índice de chuvas, existe atuação direta do 
calor e da água na desintegração do material de origem, formando solos 
mais profundos.
Em locais onde o clima é frio e úmido, os solos costumam ser mais jovens e, 
portanto, rasos e bastante constituídos por matéria orgânica.
ORGANISMOS E TEMPO
A decomposição de resíduos vegetais, folhas e raízes, ou até de alguns ani-
mais é realizada por organismos presentes no solo, como formigas, minho-
cas e organismos microscópicos. 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 17
Essa decomposição traz ao solo a matéria orgânica que favorece a retenção 
de nutrientes essenciais para as plantas, funcionando como um suporte e 
tornando o solo bem estruturado, menos compacto, melhorando a infiltra-
ção de água e reduzindo os processos erosivos. 
O tempo também é um fator importante que deve ser levado em consideração. 
Maior intervalo de tempo Menor intervalo de tempo
No caso do fator clima, em regiões 
com pouca chuva e mesmo o mate-
rial de origem estando exposto ao 
ambiente por um longo período, o 
solo ainda será jovem.
Em uma região de clima quente e úmi-
do, com muita chuva, mesmo o mate-
rial de origem estando exposto por um 
menor intervalo de tempo, haverá 
maior intemperismo e o solos serão 
menos jovens e mais profundos.
intemperismo
Processo em que as rochas se fragmentam, se desin-
tegram naturalmente.
A imagem seguinte indica a maturidade do solo conforme a sua profundida-
de. Perceba que, no primeiro estágio, a rocha, indicada pela letra R, chega 
até a superfície do terreno e, à medida que o tempo passa e é exposta à chu-
va, ao vento e ao Sol, ela vai se desintegrando e formando mais camadas de 
solo, representadas pelas letras A, B e C, que denominamos de horizontes 
do solo. 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 18
Agora, pense um pouco na região 
onde você mora. 
 • Ela é mais plana ou possui muitos morros 
e montanhas? 
 • E quanto ao clima, na maior parte do ano, 
é quente ou fria? 
Provavelmente, as respostas para 
essas perguntas já podem dar a 
você alguns indícios de algumas 
características do solo local.
MORFOLOGIA DOS SOLOS
A morfologia nada mais é que o estudo das características do solo, visíveis a 
olho nu. Com ela pode-se saber sobre a drenagem da água, a compactação, a 
susceptibilidade à erosão ou a resistência à mecanização agrícola dos solos. 
MATURIDADE DO SOLO
RRRRR
CC
BBC
AAA
A
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 19
PERFIS, HORIZONTES E CAMADAS DO SOLO
Conforme acontecem as transformações do solo, formam-se camadas meio 
que paralelas à superfície do terreno, chamadas de horizontes. Assim, uma 
sequência de horizontes forma o perfil de um solo. 
Os horizontes são nomeados em O, A, B, C e D e o que os diferencia são, ba-
sicamente, a textura, a cor e a estrutura de cada um deles.
A imagem a seguir ilustra um perfil de solo. Analise as indicações e as carac-
terísticas dos horizontes dele.
O horizonte O é a camada mais superfi-
cial e rica em matéria orgânica.
O horizonte A também é bem fértil, pela 
presença de matéria orgânica, mas nessa 
camada também existe material mineral, 
como areia, argila e silte, provenientes do 
intemperismo das rochas. 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 20
O horizonte B é composto pelo material 
mineral e pelas argilas que são facilmente 
carreadas e, por isso, derivadas dos hori-
zontes superiores, O e A. 
O horizonte C possui pouco material 
desintegrado da rocha de origem. É um 
horizonte constituído por parcelas maio-
res de rocha, pedregulhos e pouco solo. 
O horizonte D, às vezes também chama-
do de R – que não aparece na imagem – é 
a rocha matriz, sem alteração. 
Vale lembrar que essa é a estrutura básica dos solos, e ela varia muito de 
região para região, conforme o clima, o relevo, o tempo e os organismos.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 21
TEXTURA
Confira, a seguir, o conteúdo, na íntegra, do vídeo “Morfologia dos solos: tex-
tura” compartilhado pelo Rodolfo na Rede Papo Agro.
 
Morfologia dos solos
Textura
Você já deve ter percebido que os solos têm diferentes texturas - um é mais 
grosso, outro mais fino, alguns parecem mais densos, e é exatamente assim. 
A textura de um solo corresponde à distribuição do tamanho das partículas 
que o formam.
Principaisdiscussões
#Hojeediadeplantar
#HeyAgroboy
Pesquisar em PapoAgro
Sugestões
Rafael
@rafael
Seguin...
Madalena
@madalena
Seguin...
Lucas 
@lucas
Seguin...
Madalena @rosa
Rodolfo @rodolfo
Olá @rodolfo! Tudo certo por aí?
Preciso de uma ajuda sua.
Eu tenho uma disciplina neste semestre sobre Mor-
fologia dos solos e confesso que estou com muitas 
dúvidas sobre como é a distribuição do tamanho 
das partículas no solo, que caracteriza a sua textu-
ra. Você teria algum material para me indicar sobre 
esse tema, por gentileza? 
Oi, @rosa! Espero encontrá-la bem!
Tem um vídeo muito bom que explica exatamente 
como é essa característica de textura de diferentes 
tipos de constituintes de solos: areia, silte e argila. 
Vou compartilhar aqui com você!
As partículas de areia são ásperas ao tato e visíveis a olho nu. Por serem as 
maiores, não retêm muita água porque um “punhado” de areia apresenta 
grandes e poucos poros.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 22
Você já deve ter percebido que, em 
época de seca, os solos arenosos 
são muito afetados, né!? Então, 
esse é o motivo...
As partículas de silte são menores 
que as de areia, por isso têm mais 
poros, o que traz uma capacidade 
maior de retenção de água.
Diferentemente da areia, não po-
dem ser vistas a olho nu e, quando 
esfregadas entre os dedos, pare-
cem ser sedosas.
As partículas de silte são facilmente 
carregadas pela água, fazendo com 
que o solo sofra processos erosivos.
E, finalmente, temos a argila, que é a menor partícula que constitui o solo.
As fraçõesde argila são tão pequenas que possuem o formato em lâminas e 
são impossíveis de serem vistas a olho nu.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 23
Isso faz com que haja uma grande quantidade de poros entre essas lâminas, 
promovendo uma boa capacidade de armazenamento de água no solo.
É possível que você já tenha mexido com argila na vida. Quando úmida, ela é pe-
gajosa e fácil de ser moldada.
Você mesmo pode determinar a textura de um solo com a sensação tátil de 
uma amostra.
Para isso, amasse uma amostra úmida do solo, do tamanho de uma noz, até 
formar uma massa, adicionando água se necessário. Então, você deve tentar 
perceber três características:
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 24
A amostra é maleável, pegajosa e, 
ao mesmo tempo, resistente à de-
formação? Se sim, essas são pro-
priedades da argila.
O solo apresenta sensação de as-
pereza e faz um som de “rangido” 
quando próximo ao ouvido? Se sim, 
você está diante das propriedades 
da areia.
Vale lembrar que os solos, geralmen-
te, são misturas desses materiais. 
Agora, siga em frente e veja mais 
sobre os solos. 
Aplicando a técnica!
Lembre-se de que um solo quase nunca é composto só por areia ou 
silte ou, então, apenas por argila. Geralmente, é uma mistura des-
ses materiais, e a sensação tátil poderá ajudar você a definir qual 
textura é mais evidente naquela amostra de solo. 
COR
A cor do solo é uma característica fácil de ser analisada em campo e nos dá 
algumas pistas para iniciar o manejo do solo, por exemplo, o preparo da adu-
bação. Então, vamos analisar algumas delas. 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 25
Cores escuras
A matéria orgânica deixa o solo mais escuro, puxando para tons de preto ou castanho es-
curo, por isso o horizonte O possui a cor mais escura. O horizonte A, abaixo do O, também 
se apresenta dessa forma, porém costuma ser um pouco mais claro porque é uma zona de 
mistura do material orgânico decomposto com o material mineral do solo, como argila ou silte.
horizonte O 
É a camada do solo mais próxima da superfície, onde os resíduos 
vegetais e animais sofrem a decomposição pelos microrganismos e 
formam matéria orgânica.
Cores vermelhas
A presença de compostos de ferro e manganês ou o acúmulo de argila produzem uma 
cor avermelhada no solo, que também é um indicativo de que ele está bem drenado e 
aerado, por isso, o horizonte B de alguns solos possui cor vermelha.
Cores acinzentadas
É um bom indicativo de que há acúmulo de água e, consequentemente, é um solo mal 
drenado e mais úmido. 
Cores claras
Indicam ausência de matéria orgânica ou compostos de ferro e manganês.
Seguiremos, então, com o estudo das características. A próxima será a poro-
sidade, veja só!
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 26
POROSIDADE
A porosidade dos solos corresponde aos espaços existentes entre as partí-
culas de areia, silte e argila, que são denominados microporos, e os espaços 
existentes entre os agregados do solo, denominados macroporos. A imagem 
ajudará você a compreender essa estrutura.
A porosidade dos solos é de grande importância, pois solos com um espaço 
poroso maior são menos densos e, consequentemente, menos compactos, 
tendo assim melhores condições para o crescimento de raízes, a infiltração 
de água, oxigênio, nutrientes e uma melhor agregação das partículas.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 27
ESTRUTURA, AGREGAÇÃO 
E ANÁLISES: EM CAMPO E 
NO LABORATÓRIO
A areia, o silte e a argila se co-
nectam com outros componen-
tes do solo, como raízes, maté-
ria orgânica e microrganismos, 
formando os agregados de um 
solo, corriqueiramente chama-
dos de “torrões”.
Microrganismos Bactérias e fungos
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 28
Rafael @rafael
Rodolfo @rodolfo
Principaisdiscussões
#Hojeediadeplantar
#HeyAgroboy
Pesquisar em PapoAgro
Sugestões
Rafael
@rafael
Seguin...
Madalena
@madalena
Seguin...
Lucas 
@lucas
Seguin...
Olá @rodolfo! 
E aí, como vai? Eu estou com um probleminha na 
minha horta. O solo está muito duro, compactado e 
percebo que a água não está infiltrando, sabe? Você 
pode me explicar um pouco sobre isso? 
Valeu, @rodolfo!
Olá @rafael! O, tudo bem? Vou enviar para você um 
áudio que gravei para alguns produtores do Senar e 
depois eu até editei e o disponibilizei na minha plata-
forma de podcast porque ficou bem interessante. 
 
Acho que pode ajudá-lo, hein!? 
Veja, a seguir, o conteúdo do podcast compartilhado pelo Rodolfo na 
rede Papo Agro. 
Fala aí, pessoal! Hoje vou explicar para vocês o que são agregados e a 
estrutura do solo. Espero que isso ajude vocês!
A junção dos agregados do solo ou torrões é conhecida como estrutu-
ra do solo, e é importante que ela tenha estabilidade.
Essa estrutura serve para que o solo suporte a ação de forças exter-
nas, como uma chuva ou a circulação de máquinas agrícolas.
Ah! E vocês sabem como é possível melhorar a estabilidade desses 
agregados?
Se vocês pensaram em vegetação, é isso mesmo! A presença de vege-
tação é fonte de matéria orgânica na superfície, favorecendo a ação 
dos microrganismos.
Essa vegetação também é responsável pelo crescimento das raízes 
que estabilizam os agregados, tornando o solo mais estruturado.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 29
E lembrem-se sempre: solos bem estruturados possuem boa porosi-
dade por onde crescem raízes e se infiltra a água.
Uma dúvida que o pessoal sempre me traz é: como é possível saber se 
o solo apresenta essa boa estrutura?
E a resposta é simples!
A estrutura depende do tipo de sistema de preparo ou do manejo do solo.
E vocês mesmos podem realizar uma análise de uma amostra em 
campo, observando essas características. 
Até mais, gente!
Aplicando a técnica!
Para complementar a informação que foi trazida na rede Papo 
Agro por Rodolfo, a imagem seguinte ilustra como deve se apresen-
tar um solo mal estruturado e um solo bem estruturado para que 
você possa comparar com as suas amostras coletadas em campo.
Por meio de análises de laboratório também é possível identificar o ín-
dice de estabilidade de um agregado, em que, diferentemente da análi-
se visual, você terá um valor do grau de estabilidade em porcentagem. 
Para isso, é necessária a coleta de amostras e o envio para um labora-
tório credenciado para que o resultado tenha validade. 
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 30
Lá vem dica boa…
Para análise de solo, interpretação e recomendação, procure por 
um técnico ou profissional da área agronômica de sua região, pode 
ser pública (Emater, prefeitura...) ou privada.
Encerramos aqui a apresentação dos temas desta aula, mas é impor-
tante que você siga com seus estudos para atingir o objetivo do módu-
lo e depois, é claro, do curso!
Avance para a Aula 2 e conheça as classes de solo! 
BOA LEITURA!
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 31
CLASSES DE SOLO: 
AMBIENTE 
E CARACTERÍSTICAS
AULA 2
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 32
Sistema Brasileiro de Classificação dos So-
los - SiBCS
Na aula anterior, foi abordada a formação dos solos, a qual é depen-
dente de diferentes fatores, como clima, material de origem, relevo, 
organismos e tempo. 
Sendo o Brasil um país tropical, mas com ampla variedade de clima 
e temperatura, pesquisadores optaram por elaborar um sistema de 
classificação dos solos do Brasil, e esse é o tema desta segunda aula. 
Então, siga em frente!
DEFINIÇÃO DAS CLASSES DE SOLOS
A finalidade da classificação dos solos é organizar o conhecimento, es-
tabelecer relações com o ambiente e agrupar solos com características 
semelhantes,e com isso facilitar o estudo. 
O SiBCS classifica os solos em níveis categóricos, sendo que o 5º e o 6º 
níveis ainda estão em desenvolvimento por pesquisadores. A classifi-
cação é feita da seguinte forma: 
SiBCS Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos
1º nível 2º nível 3º nível 4º nível 5º nível 6º nível
Possui 13 
classes 
(ordens).
Possui 44 
classes 
 (subordens).
Possui 92 clas-
ses (grandes 
grupos).
Possui 938 
classes 
(subgrupos).
Apresenta as 
famílias.
Apresenta as 
séries.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 33
 Quer ver como é feita uma classificação na prática? Acompanhe!
A análise que você verá a seguir é a classificação de um tipo de solo que foi constatado 
nos planaltos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e em Poços de Caldas 
(MG): o Latossolo Bruno.
 
Latossolo Bruno Aluminoférrico rúbrico
 • 1º Nível categórico – Latossolo
 • 2º Nível categórico – Latossolo Bruno
 • 3º Nível categórico – Latossolo Bruno 
Aluminoférrico.
 • 4º Nível categórico – Latossolo Bruno 
Aluminoférrico rúbrico. LATOSSOLO BRUNO Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 
 
via Wikimedia Commons
IMPORTÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO
Lucas @lucas
Rodolfo @rodolfo
Principaisdiscussões
#Hojeediadeplantar
#HeyAgroboy
Pesquisar em PapoAgro
Sugestões
Rafael
@rafael
Seguin...
Madalena
@madalena
Seguin...
Lucas 
@lucas
Seguin...Oi, @lucas! Poxa, que bom que você gostou do vídeo. 
É realmente um ótimo recurso de estudo!
Eu tenho algo aqui, sim, vou compartilhar contigo e 
espero que te ajude. O vídeo traz dois exemplos de 
classificação com a definição de algumas característi-
cas físicas e químicas. Bons estudos! 
Olá, @rodolfo! Vi aqui na rede que você compartilhou 
um vídeo com a @rosa, achei muito bom e consegui 
compreender bem o assunto abordado! Eu queria 
saber se você tem algo para enviar, nesse formato, 
com exemplo de definição de características físicas 
e químicas do solo a partir de sua classificação. Será 
que consegue me ajudar, por favor?
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 34
Veja, a seguir, o conteúdo na íntegra do vídeo compartilhado pelo Rodolfo na 
rede Papo Agro. 
Classes de solo
Importância da classificação
Falando em classificação é preciso en-
tender quais são os solos existentes.
Atenção, pois os nomes são um 
pouco diferentes, mas importantes 
para a definição de suas caracterís-
ticas físicas e químicas.
Os solos classificados como Latos-
solo Bruno Distroférrico rúbrico 
sofreram muitas ações do intem-
perismo e, portanto, são profun-
dos, com boa infiltração de água.
Possuindo alto teor de matéria orgânica na superfície, seu horizonte A possui cor 
escura, e conta com alto teor de argila no horizonte B.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 35
O termo distroférrico significa que tem baixa fertilidade e alto teor de ferro.
Rúbrico está relacionado ao avermelhamento do solo em profundidade.
Avermelhamento do solo em profundidade
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
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Outra classificação são os Neosso-
los Quartzarenicos hidromórficos 
húmicos, que ocorrem em relevos 
planos ou pouco ondulados, tendo 
muita areia, baixos teores de maté-
ria orgânica e baixa fertilidade.
Segundo a Embrapa, esses solos 
ocorrem em planaltos do Sul do 
Brasil, onde a altitude supera os 
oitocentos metros de altura. Nesses 
locais, o solo é bastante utilizado 
para o cultivo de frutas.
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Por isso são solos usados para o re-
florestamento e, em alguns lugares 
de São Paulo, Ceará e Bahia, para o 
cultivo de cana-de-açúcar e cajueiro.
O termo hidromórfico significa baixa 
drenagem.
Já o termo húmico significa que o ho-
rizonte O é rico em matéria orgânica.
E assim você conheceu um pouco 
sobre as características e as classifi-
cações de alguns tipos de solos. Até 
a próxima!
Imagine uma parcela de rocha se desintegrando em grânulos de maneira natural. Isso 
demanda muito tempo!
Excelente! Você está avançando muito bem nos estudos e estamos bem próxi-
mos de concluir o Módulo 1, mas não antes de estudar sobre os potenciais e 
as limitações dos solos, que serão vistos na Aula 3. Siga em frente! 
 
BOM ESTUDO!
Horizonte O
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POTENCIAIS E 
LIMITAÇÕES DOS SOLOS
AULA 3
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Potenciais e limitações 
das 13 classes de solos
Na Aula 2, você conheceu diferentes níveis categóricos para classificar os solos. 
Então, agora, apresentaremos aqui os possíveis potenciais e as limitações das 
13 classes de solos do primeiro nível categórico.
Mas, antes disso, o que você acha de conhecer um conteúdo bem interessante 
e que está sendo abordado na nossa rede social Papo Agro? 
Os nomes das 13 classes são formados pela associação de um elemento formativo com a 
terminação “-SSOLOS”. Sabendo disso, siga para a rede Papo Agro!
Principaisdiscussões
#Hojeediadeplantar
#HeyAgroboy
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Sugestões
Rafael
@rafael
Seguin...
Madalena
@madalena
Seguin...
Lucas 
@lucas
Seguin...
Madalena @madalena
Rodolfo @rodolfo
Olá @rodolfo, tudo bem?! 
 
Sabe que eu estou finalizando o meu curso Técnico em Agro-
negócio, né? Já comentei com você em outra ocasião aqui e, 
agora, eu preciso muito de uma ajuda com um conteúdo que 
estudei lá no início, sobre a nomenclatura das classes. Sabe 
aquela coisa dos elementos formativos? Então, eles sempre 
me confundem. Pode me ajudar, por gentileza?
@madalena! Hoje é seu dia sorte! 
Eu acabei de produzir uma tabela exatamente com os nomes 
das classes, em ordem alfabética, seus respectivos elementos 
formativos e alguns significados. Vou enviar aqui para você. 
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Elementos formativos, significados dos nomes das classes e % de 
distribuição no Brasil
ARGISSOLO ARGI: Do latim ar-
gilla, “argila”
Conotativo a solos com proces-
so de acumulação de argila.
26,84
CAMBISSOLO
CAMBI: Do latim 
cambiare, “trocar”, 
“mudar”
Conotativo a solos em formação 
(transformação).
5,26
CHERNOSSOLO CHERNO: Do russo 
chorniy, “preto”
Conotativo a solos ricos em ma-
téria orgânica, com coloração 
escura.
0,44
ESPODOSSOLO
ESPODO: Do grego 
spodos, “cinza vege-
tal”
Conotativo a solos com hori-
zonte de acumulação iluvial de 
matéria orgânica associada à 
presença de alumínio.
1,89
GLEISSOLO
GLEI: Do russo gley, 
“massa do solo pas-
tosa”
Conotativo a excesso de água. 4,67
LATOSSOLO LATO: Do latim lat, 
“tijolo”
Conotativo a solos muito intem-
perizados. 
31,49
LUVISSOLO LUVI: Do latim luere, 
“lavar”
Conotativo à translocação de 
argila.
2,84
NEOSSOLO NEO: Do grego neo, 
“novo”
Conotativo a solos com pouco 
desenvolvimento pedogenético.
13,18
NITOSSOLO NITO: Do latim niti-
dus, “brilhante”
Conotativo a superfícies brilhan-
tes nas unidades estruturais.
1,13
ORGANOSSOLO
ORGANO: Do latim 
organicus, “pertinente 
ou próprio dos com-
postos de carbono”
Conotativo a solos com maior 
expressão da constituição orgâ-
nica.
0,03
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PLANOSSOLO PLANO: Do latim 
planus, “plano”
Conotativo a solos desenvolvi-
dos em planícies ou depressões, 
com encharcamento estacional.
2,66
PLINTOSSOLO PLINTO: Do grego 
plinthos, “ladrilho”
Conotativo a materiais argilosos 
coloridos que endurecem quan-
do expostos ao ar.
6,98
VERTISSOLO VERTI: Do latim ver-
tere, “virar”, “inverter”
Conotativo ao movimento de 
material de solo na superfície 
e que atinge a subsuperfície 
(expansão/contração).
0,21
Afloramentos de rocha, dunas, águas e outros. 2,37
São solos:
 • profundos;• com fertilidade natural costumeira-
mente baixa; 
 • com acidez elevada;
 • susceptíveis à erosão, principalmente 
quando há presença de cascalhos e quan-
do o relevo é declivoso; e
 • recomendados para a agricultura quando o re-
levo for mais plano ou suavemente ondulado. 
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
Fonte: Adaptado de EMBRAPA. Sistema Brasileiro de Classificação 
dos Solos. 5. ed. Brasília, 2018.
Vamos aos possíveis potenciais e às limitações das 13 classes de solos do pri-
meiro nível categórico? Siga com a leitura!
ARGISSOLOS
Esses solos possuem acúmulo de argila na subsuperfície, ou seja, no horizonte 
B, cuja separação do horizonte A é nítida devido ao gradiente de cores. 
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CAMBISSOLOS 
São solos em formação pedogenéti-
ca, por isso o horizonte B é estreito.
São solos:
 • bem variáveis quanto à textura e 
à fertilidade;
 • que ocorrem, geralmente, em relevos 
mais declivosos; e
 • como são jovens, pouco profundos, o 
plantio de espécies arbóreas não é indi-
cado porque as raízes ficam restritas para 
crescimento.
CHERNOSSOLOS 
São solos em formação pedogenéti-
ca, por isso o horizonte B é estreito.
São solos:
 • ricos em matéria orgânica;
 • que apresentam o horizonte A muito fértil;
 • que possuem elevados teores de cálcio e 
magnésio; e
 • que, quando presentes em várzeas com 
baixa drenagem, são aptos para o cultivo 
de arroz ou outros cultivos, desde que o 
excesso de água seja removido.
Fonte: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons 
SANTOS, H. G. dos. Perfil de Cambissolo Húmico (Água 
Doce, SC). fotografia. Sistema Brasileiro de Classificação 
de Solos / Humberto Gonçalves dos Santos … [et al.]. – 
5. ed., rev. e ampl. − Brasília, DF: Embrapa, 2018. 
356 p. : il. color.
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ESPODOSSOLOS
Possuem acúmulo de matéria orgâ-
nica e/ou alumínio e predomínio da 
fração de areia.
São solos:
 • com baixa fertilidade; e 
 • baixa capacidade de retenção de água. 
GLEISSOLOS
São solos:
 • mal drenados, com horizonte B ou C de 
coloração cinza devido à perda de ferro 
pelo processo de redução, como se a 
água lavasse o solo, removendo as molé-
culas de ferro; e
 • típicos de áreas de várzea, com excesso 
de água. Caso seja feita uma drenagem 
da água, esses solos podem ter uso agrí-
cola, porém são bem pobres em nutrien-
tes, necessitam de fertilização.
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons 
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
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LATOSSOLOS
São solos:
 • profundos, bastante intemperizados, é 
difícil diferenciar os horizontes pela cor;
 • bem drenados e muito porosos;
 • são ácidos e possuem baixa fertilidade;
 • geralmente, são encontrados em relevos 
mais planos e, pelo fato de serem bem 
intemperizados, normalmente não pos-
suem pedregulhos; e
 • por todos esses motivos, têm boa apti-
dão agrícola.
LUVISSOLOS
São solos:
 • pouco desenvolvidos;
 • pouco profundos, com acúmulo de argila 
no horizonte B, por isso a mudança de 
horizonte é bem perceptível; e
 • costumam ser susceptíveis à erosão e 
apresentam boa fertilidade química. 
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
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NEOSSOLOS
São solos:
 • jovens, pouco evoluídos e, na maioria das 
vezes, são rasos. Por esses motivos não 
apresentam horizonte B para diagnóstico; 
 • que, em geral, possuem baixa fertilida-
de e presença de pedras, aspectos que 
precisam ser levados em conta para o 
uso agrícola.
Agora conheça mais cinco classes de solos do primeiro nível categórico com 
seus potenciais e limitações.
NITOSSOLOS
São solos que apresentam superfí-
cie brilhante devido à presença de 
filmes de argila que conferem ce-
rosidade a eles. Possuem estrutura 
argilosa, são solos profundos e com 
pouca diferenciação por cor dos ho-
rizontes.
JACOMINE, P. K. T. Perfil de Neossolo Flúvico (São Cristóvão, 
SE). fotografia. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos 
/ Humberto Gonçalves dos Santos … [et al.]. – 5. ed., rev. e 
ampl. − Brasília, DF: Embrapa, 2018. 356 p. : il. color.
SANTOS, H. G. dos. Perfil de Nitossolo Bruno (Painel, SC). fo-
tografia. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos / Hum-
berto Gonçalves dos Santos … [et al.]. – 5. ed., rev. e ampl. 
− Brasília, DF: Embrapa, 2018. 356 p. : il. color.
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PLANOSSOLOS
Solos desenvolvidos em planícies 
e que possuem cor acinzentada.
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
ORGANOSSOLOS
São solos formados por material
orgânico e podem ou não ter
material mineral na constituição.
Podem conter alto teor de enxofre,
de matéria orgânica e baixa
fertilidade química.de matéria orgâni-
ca e baixa fertilidade química. 
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VERTISSOLOS
São solos que possuem argi-
lominerais com capacidade de 
expansão e contração da argila. 
Apresentam hachuras em sua su-
perfície quando secos. 
Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
PLINTOSSOLOS
Possuem moderada ou baixa dre-
nagem. São solos com material ar-
giloso e com altos teores de ferro, 
que endurecem quando expostos 
ao ar, semelhantes a tijolos. Em al-
gumas regiões, essa camada rígida 
é denominada canga, tapiocanga 
ou laterita.Foto: HarãHayder, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons
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MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 48
Conclusão do módulo
Até aqui, você estudou um pou-
co sobre o solo: como é formado, 
a diferenciação dos horizontes e 
as suas principais características, 
além das particularidades dos so-
los relacionadas à cor, à textura e à 
estrutura. Viu também que é possí-
vel fazer uma análise simples em 
campo da textura do solo por meio 
das sensações táteis.
Ainda, viu que, por meio da classificação do solo pelo Sistema Brasileiro de 
Classificação dos Solos, é possível compreender sobre a fertilidade natural, 
o teor de argila, silte e areia, a presença de matéria orgânica ou a drenagem 
de água. 
Antes de avançar para o Módulo 2 sobre o Planejamento para o cultivo 
das terras, você deve responder à atividade de aprendizagem disponível no 
ambiente de aprendizagem. 
Foto: Tony Oliveira. Sistema CNA/Senar
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ATIVIDADE DE 
APRENDIZAGEM
MÓDULO 1
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MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 50
Muito interessante conhecer mais sobre os solos, não é mesmo? Mas saiba 
que sua experiência de aprendizagem não acaba por aqui! Ainda tem muita 
informação boa vindo por aí! Este primeiro módulo é a base para que você 
aprofunde o tema nos módulos seguintes. 
E por que não rever os principais assuntos abordados antes de testar os seus 
conhecimentos nas atividades?
No AVA, você pode acompanhar a revisão em um vídeo, não deixe de assistir!
E atenção! O conteúdo do módulo 2 só será liberado após a conclusão da ativi-
dade dentro do AVA. 
As respostas devem ser enviadas obrigatoriamente por lá. Dessa forma, 
você terá um feedback confirmando se você respondeu corretamente ou se 
deverá tentarnovamente. Depois da segunda tentativa, a resposta correta 
será apresentada.
Se você estiver conectado à internet e quiser ir direto para a página do Portal 
EAD do Senar, clique no ícone ao lado.
Revendo o tema
Vamos relembrar alguns pontos importantes do reconhecimento do am-
biente de cultivo?
http://ead.senar.org.br/
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MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 51
A origem do solo pode ser mineral ou orgânica, e ele é formado por partes 
gasosas, líquidas e sólidas.
É formado pela desintegração natural das rochas devido à pressão, à ação 
das chuvas e à variação da temperatura.
É um processo longo e demorado, que ocorre em milhões de anos.
Materiais minerais, como as rochas e sedimentos, e materiais orgânicos, 
como os resíduos vegetais, influenciam na sua composição química, na tex-
tura e na cor.
Os relevos planos favorecem a formação de solos mais profundos e indica-
dos para a agricultura.
Relevos inclinados favorecem a erosão e o solo menos profundo.
E, nos relevos abaciados, os solos possuem excesso de água e de sedimentos 
orgânicos e minerais, e eles não são bons para o plantio.
Sobre o clima, nas regiões quentes e com chuvas abundantes, temos so-
los mais profundos.
No clima frio e úmido, os solos são jovens, rasos e têm muita matéria orgânica.
A classificação dos solos apresentada no SiBCS é importante porque pode-
mos definir algumas características físicas e químicas do solo local.
Um exemplo que vimos foi o Latossolo Bruno Distroférrico rúbrico.
Esse tipo de solo sofreu muito intemperismo e, por isso, é profundo e tem 
boa infiltração da água. 
Possui alto teor de matéria orgânica na superfície e de argila no subsolo.
Os latossolos são encontrados em relevos mais planos. São bem drenados 
e muito porosos, e não costumam ter pedregulhos. No entanto, são ácidos e 
possuem baixa fertilidade. 
São bons para a agricultura quando tratados de forma adequada.
Dos treze tipos de solo da classificação SiBCS, os predominantes são o argis-
solo e o latossolo.
MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 52
Agora que você revisou o tema, leia os enunciados da atividade com atenção 
e analise a informação trazida em cada alternativa. 
Trouxemos as perguntas para cá. Assim, caso precise, antes de respondê-las 
no AVA, você poderá rever o conteúdo estudado.
1. Joaquim resolveu tirar uns dias de férias em uma pousada e, pesquisando 
na internet, encontrou um local próximo à sua casa, localizado na zona rural 
de Retiro, na cidade de Gonçalves, MG. No site da pousada, Joaquim obser-
vou a seguinte imagem do local:
Joaquim ficou pensando qual poderia ser o tipo de solo daquela região onde 
tiraria alguns dias de férias. A melhor hipótese que ele poderia ter sobre as 
características do solo de Retiro é que:
a. O relevo de Retiro é mais inclinado porque é constituído por montanhas e 
morros. Por esse motivo, o solo nesse local, possivelmente, é mais intemperi-
zado e argiloso. 
b. Provavelmente, nas partes baixas do relevo existe um solo com acúmulo 
de sedimentos, tanto minerais quanto orgânicos, carregados pela água que 
escoa pela superfície declivosa.
c. O relevo da região é plano e, por isso, a água infiltra com facilidade pela 
superfície do solo. Portanto, devem existir poucos processos erosivos. 
d. Se por acaso for feita uma análise da textura desse solo pelo tato, as par-
tículas de argila seriam facilmente identificadas pela aspereza e pelo barulho 
de rangido.
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MÓDULO 01 | RECONHECIMENTO DO AMBIENTE DE CULTIVO 53
2. Sr. Messias, residente no estado do Paraná, enviou algumas amostras de 
solo para análise em laboratório e, dentre os resultados, encontrou o seguinte 
termo: “Classificação do solo: LATOSSOLO BRUNO aluminoférrico rúbrico”. 
A partir dessa classificação, e com base no primeiro nível categórico, espera-se 
que o solo da propriedade do Sr. Messias tenha quais características?
Parabéns!
Você finalizou a análise da atividade de aprendizagem do Módulo 1. 
SIGA EM FRENTE PARA O MÓDULO 2!
a. Lato significa “massa de solo pastosa”. Logo, a propriedade possui solos 
mal drenados, com horizonte B ou C de coloração cinza. Solo típico de áreas 
de várzea. 
b. Rúbrico significa solo jovem. Então, o solo da propriedade tem muitas pe-
dras, pouca fração de argila e solo pouco profundo, ótimo para uso agrícola.
c. O solo da propriedade é indicado para uso agrícola porque é um solo con-
siderado fértil, profundo, bem drenado e possui boa porosidade, não tem 
pedregulhos.
d. O solo da propriedade é indicado para uso agrícola porque é um solo pro-
fundo, bem drenado, possui boa porosidade e não tem pedregulhos.

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