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Resumo sobre Metodologia em Oficinas de Recursos Expressivos O texto de Lilienthal e Morato apresenta uma abordagem metodológica para a realização de oficinas de criatividade, fundamentada na Fenomenologia Existencial e na narrativa. A proposta é que a compreensão fenomenológica, que se dá através do convívio entre os participantes, possibilita a construção de sentido e conhecimento. Nesse contexto, a narrativa é destacada como um elemento central, pois cada relato carrega a história e os significados pessoais dos participantes, refletindo suas relações com os outros. O pesquisador, atuando como um coletor de experiências, deve estar atento e cuidadoso ao registrar essas vivências, uma vez que a pesquisa interventiva exige uma relação de alteridade e comprometimento. A metodologia do depoimento é apresentada como um registro essencial da experiência, permitindo que o pesquisador não apenas colete dados, mas também compreenda a dinâmica da relação entre sujeito e mundo, bem como entre os sujeitos envolvidos. A pesquisa, portanto, não é apenas um ato de observação, mas uma construção conjunta de conhecimento, onde a mútua afetação entre o pesquisador e o grupo se torna fundamental. A comunicação interdisciplinar entre saúde e educação é enfatizada como uma forma de ampliar as possibilidades de compreensão e apoio, destacando a narrativa como uma metodologia que articula teoria e prática. Essa articulação é crucial para que os profissionais possam refletir sobre suas práticas, contribuindo para o sentido socioeducativo, ético e político do trabalho psicológico. O planejamento da oficina é um aspecto vital, mas deve ser flexível o suficiente para se adaptar às necessidades do grupo. É importante que os facilitadores considerem a demanda da instituição e o perfil dos participantes, como idade e nível de instrução, para escolher os recursos expressivos adequados. O roteiro das atividades deve ser elaborado previamente, definindo o tema e a forma de registro, que pode incluir escrita, gravação ou filmagem. Durante a execução, os facilitadores devem estar atentos às dinâmicas emergentes do grupo, utilizando a afinidade e cumplicidade entre eles para ajustar a atividade conforme necessário. A primeira oficina, por exemplo, pode começar com uma atividade lúdica que visa a aproximação dos participantes, utilizando o roteiro como um guia. O fechamento da atividade deve permitir a expressão das experiências vividas, promovendo a ressignificação e a compreensão de novas possibilidades. Embora as oficinas sejam frequentemente vistas como um benefício para a instituição, os participantes muitas vezes relatam que a experiência é mais significativa em termos pessoais, refletindo uma necessidade de autoconhecimento que impacta tanto suas vidas pessoais quanto profissionais. Destaques A metodologia das oficinas é fundamentada na Fenomenologia Existencial e na narrativa, promovendo a construção de sentido e conhecimento. O depoimento é uma ferramenta essencial para registrar experiências e compreender a dinâmica entre os participantes e o pesquisador. A comunicação interdisciplinar entre saúde e educação amplia as possibilidades de reflexão sobre práticas profissionais. O planejamento das oficinas deve ser flexível, considerando as necessidades do grupo e a demanda da instituição. A experiência vivida nas oficinas é frequentemente mais significativa para os participantes em termos pessoais, refletindo um processo de autoconhecimento.