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PODERES ADMINISTRATIVOS
HIERÁRQUICO
tem por objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades
administrativas, no âmbito interno da administração pública. De fato, este
Poder permite a administração distribuir e escalonar as funções de seus
órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de
subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. Vejamos na
dicção de Hely Lopes Meirelles �Direito Administrativo Brasileiro. 42. ed. São
Paulo: Malheiros, 2016, p. 143��
��� Prerrogativas:
a��Comando, Fiscalização, Controle ou revisão, resolução de conflito de
atribuições; poder de punir; alteração de competência(delegar ou
avocar).
DELEGAÇÃO
Não pode ser objeto de delegação de competências: CENORA
CE - Competência Exclusiva
NO - Atos NOrmativos
RA - Decisão de Recursos Administrativos
Quem delega ainda é o responsável
Mesmo que alguém passe uma tarefa para outra pessoa, a responsabilidade
continua com quem delegou. Ou seja, se algo der errado, o superior também
responde, porque ele continua sendo o responsável final.
Jurisprudência do TCU � Acórdão 8799/2019 � 1ª Câmara:
“A autoridade delegante pode ser responsabilizada sempre que verificada:
a) a fiscalização deficiente dos atos delegados (culpa in vigilando), ou
b) a má escolha do agente delegado (culpa in eligendo).
Súmula 510 do STF� "Praticado o ato por autoridade, no exercício de
competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida
judicial.”
PODERES ADMINISTRATIVOS 1
DISCIPLINAR
��� Investigar
→ Punir internamente ⇒ Servidores públicos ou Particulares que possuam
vínculo com a administração pública �Alunos, presos, etc.)
Fundado, normalmente, na hierarquia administrativa, o poder disciplinar
relaciona-se com as relações jurídicas especiais administrativas, englobando
duas situações:
a) relações funcionais travadas com agentes públicos, independentemente da
natureza do respectivo vínculo jurídico – legal ou negocial (ex.: demissão do
servidor público); e
b) particulares inseridos em relações jurídicas especiais com a
Administração, mas que não são considerados agentes públicos (ex.:
aplicação de multa contratual à empresa contratada pela Administração,
sanções aplicadas aos alunos de escola pública e aos usuários de biblioteca
pública etc.).
���Quando for particulares sem vínculo com o poder publico → de Polícia
O que é Ilícito Administrativo? É quando o servidor público quebra uma regra
do trabalho (ex: chega atrasado, falta sem justificativa, desobedece uma ordem
legal).
O que é Tipificação Penal? É quando a lei diz que aquela conduta é crime (ex:
peculato, corrupção).
O que é o "Puro"? Significa que a ação errada ficou apenas dentro da
administração pública. Não foi grave o suficiente para ser considerada crime
pela justiça comum.
REGULAMENTAR ou NORMATIVO
���Constituição → Lei → REGULAMENTO. Função Normativa Secundária
��� Espécies
a�� Regulamentos ou decretos executivos
PODERES ADMINISTRATIVOS 2
i�� 84, IV, CF � Compete privativamente ao Presidente da República.
Para fiel execução das Leis
b�� Regulamentos ou decretos autônomos
i�� 84, VI, CF→
���Organização e Funcionamento da Adm. Federal, quando não
implicar aumento de despesas nem criação ou extinção de
órgãos públicos
��� Extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.
c�� Regulamentos Autorizados ou delegados
i�� Podem inovar na ordem jurídica.
ii�� Precisa ser autorizado pela Lei
iii��Normalmente das Agências Reguladoras dentre os parametros
estabelecidos pela LEI. Não pode ser em BRANCO ou Genérico. A
lei estabelecerá os standards jurídicos.
��� Produto fumígero �Anvisa� PROIBIDO ⇒ STF OK
d�� Regulamento de Necessidade
DE POLÍCIA
O poder de POLÍCIA caracteriza-se pela atividade da administração pública
expressada por intermédio de seus atos normativos ou concretos, sendo
baseado na supremacia geral do interesse público, com a finalidade de
condicionar a liberdade e a propriedade dos indivíduos mediante ações
fiscalizadoras, preventivas e repressivas, na forma da lei.
Conforme ensina Carvalho Filho �Manual de direito administrativo. 37. ed.
Barueri, SP� Atlas, 2023. p. 222�:
Em sentido amplo, poder de polícia significa toda e qualquer ação restritiva
do Estado em relação aos direitos individuais.
Nessa visão, a primeira e mais fundamental manifestação desse poder ocorre
no Poder Legislativo. É o Legislativo que, por meio da lei, estabelece as
normas gerais e abstratas que definem os contornos dos direitos individuais. A
lei é o instrumento primário que cria as chamadas limitações administrativas.
PODERES ADMINISTRATIVOS 3
Sem uma lei prévia, a Administração Pública nada pode fazer, em obediência
ao princípio da legalidade (art. 5º, II, CF�.
Maria Sylvia Zanella Di Pietro:
“Considerando o poder de polícia em sentido amplo, de modo que abranja as
atividades do Legislativo e do Executivo, os meios de que se utiliza o Estado
para o seu exercício são:
atos normativos em geral, a saber: pela lei, criam-se as limitações
administrativas ao exercício dos direitos e das atividades individuais,
estabelecendo-se normas gerais e abstratas dirigidas indistintamente às
pessoas que estejam em idêntica situação; também por meio de lei são
definidas as infrações administrativas e respectivas sanções, bem como as
medidas preventivas e repressivas cabíveis; trata-se de exigência que decorre
do princípio da legalidade, previsto no artigo 37, caput, da Constituição e do
seu artigo 5º, inciso II, pelo qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei; disciplinando a aplicação da lei aos
casos concretos, pode o Executivo baixar decretos, resoluções, portarias,
instruções;
atos administrativos e operações materiais de aplicação da lei ao caso
concreto, compreendendo medidas preventivas (fiscalização, vistoria, ordem,
notificação, autorização, licença), com o objetivo de adequar o comportamento
individual à lei, e medidas repressivas (dissolução de reunião, interdição de
atividade, apreensão de mercadorias deterioradas, internação de pessoa com
doença contagiosa), com a finalidade de coagir o infrator a cumprir a lei.” �DI
PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 31ª ed. São Paulo: Atlas,
2018. P. 197�
Agora:
Se o CESPE falar em condicionar e restringir direitos é um ato normativo de
polícia.
Se o CESPE falar que é um ato interno dentro da hierarquia é um ato
ordinatório dentro do poder hierárquico.
ATRIBUIÇÃO P/ Condicionar, Limitar, Regulamentar, Restringir… Para realizar o
INTERESSE PÚBLICO.
���Art. 78 CTN � FONTE para o poder de polícia de modo geral
a��Considera-se poder de polícia atividade da administração pública
que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula
PODERES ADMINISTRATIVOS 4
a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à
disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder
Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos
direitos individuais ou coletivos. �Redação dada pelo Ato
Complementar nº 31, de 1966�
CICLO DO PODER DE POLÍCIA
1º Ordem - INDELEGÁVEL, visto que possui função
legislativa.
�CESPE� Segundo a teoria do ciclo de polícia, o poder de polícia da
administração pública divide-se em quatro fases, sendo a primeira fase,
denominada ordem de polícia, a única que não pode ser delegada a
pessoas jurídicas de direito privado, porquanto representa a função
legislativa.
2ºConsentimento
��� Licença
a��Ato Vinculado �Lembrar da Licença para dirigir)
b��Definitivo
c��Direito Adquirido
���Autorização
a��Ato discricionário
b�� Precário
c��Não gera direito Adquirido.
d��
e��
f��
3ºFiscalização
4ºSanção
PODERES ADMINISTRATIVOS 5
DELEGAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA
PJ de direito privado integrante da Administração Indireta de CapitalSocial
MAJORITARIAMENTE PÚBLICO que prestem EXCLUSIVAMENTE serviço
Público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial →
Consentimento, Fiscalização e Sanção. A ORDEM de polícia não pode ser
delegada. STF 2020 �BHTRANS�
Segundo o STF, a delegação possui os seguintes requisitos:
���Deve ser feita mediante lei formal
��� Se forem pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração
Pública indireta, além do requisito acima:
2.1) devem ter capital social majoritariamente público;
2.2) devem prestar exclusivamente serviço público de atuação própria do
Estado;
2.3� A prestação deve ocorrer em forma de monopólio, isto é, em regime não
concorrencial.
PODERES ADMINISTRATIVOS 6
Consentimento, Fiscalização, Sanção: pode DELEGAR para
Pessoas Jurídicas de Direito PRIVADO.
Integrantes da Administração INDIRETA.
Por:
Por LEI (lei formal)
Delegável para: Capital majoritariamente público
Pode delegar Serviços públicos NÃO concorrenciais e Próprio do estado.
Atividades Acessórias
Atributos de Poder de Polícia
Os atributos (características) do poder de polícia, usualmente apontados pela
doutrina, são (DICA):
Discricionariedade: a Administração detém razoável liberdade de atuação no
exercício do poder de polícia, dentro dos limites dados pela lei;
Coercibilidade: as medidas adotadas podem ser impostas de maneira coativa
aos administrados, independentemente de prévia manifestação judicial;
Autoexecutoriedade: refere-se à possibilidade dos atos decorrentes do
exercício do poder de polícia serem imediatamente executados pela própria
Administração, independentemente de autorização ou intervenção de ordem
judicial.
Nem todo poder goza desse atributo → Ex: Imposição de Multa depende de
atuação do poder Judiciário no que tange à execução.
MULTA
aplicação de multa tem Autoexecutoriedade (não depende de
autorização Judicial), porém, a cobrança de multa não tem o
atributo da Autoexecutoriedade ( depende de autorização Judicial)
PODERES ADMINISTRATIVOS 7
Na realidade, não podemos falar em "não submissão ao controle judicial".
Segundo o saudoso mestre Cyonil �2017, p. 286�, o poder de polícia pode ser 
corrigido pela atuação do Poder Judiciário, por exemplo.
Ou seja, o exercício do poder de polícia não é ilimitado, existem limites, como:
os direitos dos cidadãos, as prerrogativas individuais e as liberdades públicas
asseguradas na Constituição e nas leis.
Exceções
Quando expressamente previsto em Lei
Em situações de Urgencia
ABUSO DE PODER
Abuso de poder constitui defeito que, em geral, surge desde o início do
processo de produção do ato administrativo. �CESPE ERRADA�
"O abuso de poder ocorre quando a autoridade, embora competente para
praticar o ato, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das
finalidades administrativas." 
A partir daí, é possível verificar que o abuso de poder constitui gênero do qual
são espécies o excesso de poder e o desvio de poder (ou de finalidade).
No primeiro caso, o agente público extrapola os limites de suas atribuições
legais. O ato, por conseguinte, apresenta vício de competência, sendo, em
tese, passível de convalidação, desde que não se trate de competência
exclusiva ou de incompetência em razão da matéria.�EXCESSO�
De seu turno, o desvio de poder verifica-se quando o ato é praticado visando a
atingir finalidade distinta daquela prevista em lei, sem atendimento, portanto,
do interesse coletivo. Nessa hipótese, a nulidade é absoluta, de modo que o
vício não admite convalidação. �DESVIO�
Pode ser de forma COMISSIVA e OMISSIVA. 
Toda atuação abusiva é ILEGAL.
ESPÉCIE
Excesso de Poder ⇒ Atuação fora dos limites de sua competência. Ato
sem competência ou possuindo competência, extrapola os limites
PODERES ADMINISTRATIVOS 8
Desvio de Poder ⇒ Atua buscando interesse diverso do interesse
público ou da finalidade estabelecida na lei.
Omissão ⇒ Possuindo um dever legal de atuar em determinado sentido,
deixa de praticar o ato que estava obrigado.
CONSEQUENCIAS
Todos os atos praticados com abuso de poder são ilegais. Desvio
sempre serão ANULADOS. Excesso de poder, em determinados casos,
podem ser convalidados, desde que seja sanável e não acarrete
prejuízo a terceiros ou ao interesse público.
Abuso de poder (gênero)
Excesso de Competência ou Excesso de poder é C EP: vício no
elemento competência, já que a autoridade vai além, mesmo não sendo
competente para tal. Convalidável, desde que a competência não seja
exclusiva
Desvio de Finalidade ou Desvio de poder é F DP: vício no elemento
finalidade, já que a autoridade, ainda que competente para a prática, se
desvia do interesse público. Sempre nulo (insanável)
DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO
�PEPA�
Prestar contas
PODERES ADMINISTRATIVOS 9
Eficiência
Probidade
Agir
COMENTÁRIO DE QUESTÕES
Em suma, o chefe do poder executivo poderá:
1� por meio de decreto;
2� dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal
quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos e extinguir funções ou cargos públicos, quando vagos.
“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
VI – dispor, mediante decreto, sobre: �Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 32, de 2001�
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não
implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos
públicos;               �Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001�
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;”
figura do decreto autônomo, o qual estabelece a competência do Presidente
da República para dispor, mediante decreto, sobre organização e
funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de
despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. 
No âmbito da execução penal, a atribuição de apurar a conduta faltosa do
detento cometida dentro do estabelecimento prisional durante o
cumprimento da pena, assim como realizar a subsunção do fato à norma
legal, verificando se a conduta corresponde a uma falta leve, média ou
grave, e aplicar eventual sanção é do diretor do estabelecimento prisional
e decorre do poder
PODERES ADMINISTRATIVOS 10
Letra A� O Poder de polícia é faculdade conferida ao Estado de estabelecer
regras restritivas e condicionados do exercício de direitos e garantias
individuais, tendo em vista o interesse público.
O poder de polícia visa regular as relações entre particulares, disciplinando
regras de convivência com a edição de leis, fiscalizando a sua fiel execução e
aplicando medidas coercitivas, no caso de descumprimento, como exemplo,
aplicação de multas de trânsito, apreensão de mercadorias com prazo de
validade vencido, fechamento de estabelecimento comercial que funcione
irregularmente, dentre outras;
Letra B� O poder geral de cautela é instrumento que visa garantir a efetividade
processual, com previsão no art. 297 do CPC;
Letra C� Tutela é a fiscalização exercida pela Administração Pública
(administração direta) nas entidades criadas por lei ou por ela autorizada
(entidades da Administração Indireta);
Letra D� O Poder hierárquico pressupõe relação de subordinação,
escalonamento vertical, dentro do órgão ou repartição pública, com
distribuições de competências entre seus agentes;
Letra E� Em vista do que disciplina o poder disciplinar, a Administração Pública
poderá aplicar sanções àqueles sujeitos à sua disciplina em razão de um
vinculo específico. Quando o vínculo não decorre de uma relação funcional
entre a Administração e Administrado, a aplicação de sanção terá como
fundamento a supremacia do interesse público.
Súmula  533
Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução
penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo
diretor do estabelecimento(....)
DELEGADO PC/RJ 22 - Recebida denúncia de violência doméstica contra a
mulher, a equipe de delegacia especializada de atendimento à mulher prendeu
Jorge em flagrantedelito, pela prática de tentativa de feminicídio, tendo sido
apreendida a arma de fogo utilizada no crime. Após as diligências
procedimentais do auto de prisão em flagrante e da apreensão da arma de
fogo, o delegado adjunto lavrou o auto de infração pela apreensão da arma de
fogo, aplicando multa em desfavor de Jorge.
Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
PODERES ADMINISTRATIVOS 11
A autoridade policial exerceu, concomitantemente, o poder de polícia
judiciária e o poder de polícia administrativo.
Desde já convém distinguir a polícia administrativa, que nos interessa neste
estudo, da polícia judiciária e da polícia de manutenção da ordem pública,
estranhas às nossas cogitações. Advirta-se, porém, que a polícia
administrativa incide sobre os bens, direitos e atividades, ao passo que as
outras atuam sobre as pessoas, individualmente ou
indiscriminadamente. A polícia administrativa é inerente e se difunde por
toda a Administração Pública, enquanto as demais são específicas e privativas
de determinados órgãos �Polícias Civis) ou corporações �Polícias Militares e
Guardas Municipais).
A lavratura do auto de infração decorre do poder de polícia judiciária,
pois é consequência da apreensão da arma de fogo utilizada no crime.
A multa aplicada será graduada pela autoridade competente, de acordo
com a conveniência e oportunidade.
O delegado adjunto poderia ter deixado de aplicar a multa pela apreensão
da arma de fogo, em razão da sua discricionariedade administrativa.
É ilegítima a aplicação de multa pela apreensão da arma de fogo, pois
depende de autorização judicial.
C� CERTA. Ex.: Um delegado da polícia federal exerce o poder de
polícia judiciária ao efetuar uma prisão em flagrante e também exerce poder de
polícia administrativa ao autorizar um indivíduo a portar arma de fogo, por
exemplo. 
Informativo 966 STF� É constitucional a delegação do poder de polícia, por
meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração
Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem
exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não
concorrencial. STF. Plenário. RE 633782/MG, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
23/10/2020 �Repercussão Geral – Tema 532� �Info 996�.
A respeito do poder de polícia, julgue os próximos itens.
I Segundo o texto constitucional, o poder de polícia é exercido exclusivamente
pelas corporações especializadas da polícia civil e da polícia militar. F
PODERES ADMINISTRATIVOS 12
Em rigor, é a polícia judiciária, e não a polícia administrativa, que se caracteriza
por ser exercida por corporações especializadas, notadamente pelas Polícias
Civil e Federal, às quais cabe, fundamentalmente, o papel de polícias
investigativas, destinadas à elucidação de infrações penais, com vistas à
colheita de provas e à identificação dos autores dos crimes.
Já a polícia administrativa, que tem por objeto o exercício de direitos e
atividades em geral, pode ser atribuída a variados órgãos e entidades da
Administração, nos mais diversos segmentos, como a polícia ambiental, a
polícia sanitária, a polícia de posturas urbanísticas, a polícia de trânsito etc.
II Para o exercício adequado do poder de polícia, é necessário que a
administração pública obtenha previamente autorização do Poder Judiciário. F 
III No exercício do poder de polícia, o município poderá estabelecer os horários
de funcionamento dos estabelecimentos comerciais situados em seu território.
V
→ Súmula vinculante 38�STF� É competente o município para fixar o horário de
funcionamento de estabelecimento comercial.
→ □ Em resumo, Lei municipal pode dispor sobre:
a) Horário de funcionamento de estabelecimento comercial: SIM �SV 38�.
b) Horário de funcionamento dos bancos (horário bancário): NÃO �Súmula 19
do STJ�.
c) Medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de
serviços bancários: SIM.
Poder regulamentar X Poder de polícia
No poder regulamentar o ente público cria normas para resolver situações
concretas, já no poder de polícia o ente cria normas para fiscalização e
organização de atividades, de forma abstrata.
Quando a administração realiza um ato, com o intuito de regularizar certa
situação de maneira abstrata, estaria utilizando do Poder de Polícia em
sua função normativa, que é um substrato do poder de polícia.
MARQUE A INCORRETA
Autorização, permissão e concessão são formas de o Estado autorizar,
permitir e conceder aos particulares a exploração de bens e serviços
públicos.
PODERES ADMINISTRATIVOS 13
A legalidade administrativa é diferente da legalidade civil, uma vez que
aquela dita o limite da atuação do administrador público, conforme imposto
pela lei e esta permite ao particular aquilo que a lei não proíbe.
O poder de polícia decorre da capacidade administrativa e concede
também a prerrogativa de função legislativa para a positivação de tipos
penais em âmbito de direito penal aos agentes de estado que possuem
esse poder.
→ O poder de polícia confere prerrogativas para que a Administração Pública,
mediante atos normativos ou concretos, limite ou discipline direito individual
visando à garantia e manutenção do interesse público.
É por meio do poder de polícia que a administração fiscaliza estabelecimentos
comerciais quanto à higiene, estabelece a correta ocupação do espaço
territorial, concede o usufruto de espaços públicos ao particular, entre outros.
O art. 78 do Código Tributário Nacional
Todavia, o poder de polícia não tem o condão de permitir a função legislativa,
exclusiva do poder Legislativo, pelo que está incorreta a alternativa.
São princípios de direito administrativo a moralidade administrativa, a
supremacia do interesse público, a motivação, a publicidade e
transparência, a proporcionalidade e razoabilidade administrativas.
O princípio da supremacia do interesse público, não desconsidera os
interesses particulares/individuais, não obstante informa ao agente
administrativo que o interesse público prevalece sobre interesses privados.
São características do poder de polícia a discricionariedade, a
autoexecutoriedade e a coercibilidade.
A autoexecutoriedade do poder de polícia refere-se à prerrogativa da
Administração de decidir e executar, direta e indiretamente, suas decisões,
sem a necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
A coercibilidade está diretamente associada à autoexecutoriedade do Poder de
Polícia.
Nesse sentido, a coercibilidade é conceituada como a imposição coativa das
medidas de polícia aplicadas pelo Estado, que permite o uso de meios diretos e
indiretos para satisfação do interesse público.
A discricionariedade, na verdade, é a possibilidade que a Administração
Pública possui de analisar o mérito administrativo, entendido como o estudo
PODERES ADMINISTRATIVOS 14
da oportunidade e da conveniência para a prática de determinado ato.
Abuso de Poder: COMBATIDO POR MANDADO DE SEGURANÇA. Ato ilegal
passível de anulação;
Excesso de poder: Quando o agente atua além do limite de sua
competência. VICIO NA COMPETÊNCIA.
Desvio de poder: AGENTE TEM COMPETÊNCIA para pratica o ato, MAS
AFASTA O INTERESSE PUBLICO. Desvio de finalidade, busca alcançar o fim
diverso da lei.
PCRS 18 � Acerca dos temas “atos administrativos” e “poderes administrativos ,̓
assinale a alternativa INCORRETA�
Porque submetidos ao regime jurídico de direito público, os atos
administrativos não podem ser praticados por pessoas que não integram
a Administração Pública em sentido formal ou subjetivo.
ERRADO. Em sentido formal ou subjetivo ou orgânico, entende-se
Administração Pública como o conjunto de órgãos, agentes ou pessoas
jurídicas previstos expressamente no ordenamento jurídico, que compõem a
Administração Direta e Indireta. Nesse sentido, atos administrativos podem ser
praticados por pessoas que não integram a Administração Direta e Indireta,
como as concessionárias/permissionárias.
Embora se distingam quanto ao graude liberdade conferido pela lei ao
administrador para a prática de determinado ato administrativo, tanto o
poder vinculado como o poder discricionário estão sujeitos ao controle
jurisdicional.
PODERES ADMINISTRATIVOS 15
CERTO. Em relação ao poder vinculado não há maiores dúvidas, pois esses
estão submetidos ao controle do Poder Judiciário, sempre que contiverem
vícios de ilegalidade.
Em relação aos atos discricionários, o Poder Judiciário não pode adentrar o
mérito administrativo, consistente nos critérios de oportunidade e
conveniência. Todavia, cabe o controle de legalidade dos atos administrativos,
o que ocorre, por exemplo, nos casos de abuso de poder da Administração
Pública.
A exigência de prévia autorização judicial para a quebra da
inviolabilidade da comunicação telefônica constitui exemplo de exceção
ao atributo da autoexecutoriedade do ato administrativo.
Art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações
telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último
caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para
fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
Nesse sentido, caso a Administração queira ter acesso às comunicações
telefônicas, deve solicitar a quebra do sigilo ao Poder Judiciário, que
verificando o caso, atenderá ou não ao pedido.
Nos processos perante o Tribunal de Contas da União, asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar
anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o
interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão
inicial de aposentadoria, reforma ou pensão.
Súmula Vinculante nº 3
Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou
revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria,
reforma e pensão.
A prerrogativa de aplicar sanções pelo descumprimento de determinadas
normas administrativas, presente no poder de polícia administrativa,
inexiste no poder de polícia judiciária, uma vez que o campo de atuação
desta última diz respeito à apuração de infrações penais e à execução de
medidas que garantam a efetividade da atividade jurisdicional.
PODERES ADMINISTRATIVOS 16
Nos casos em que houver necessidade de aplicação de sanções no âmbito do
poder de polícia judiciária, essa deve ser solicitada ao Poder Judiciário.
PODERES ADMINISTRATIVOS 17

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