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TERRITÓRIO – ABRANGÊNCIA DO INSTITUTO FEDERAL DO NORTE DE 
MINAS - IFNMG CAMPUS ARINOS E AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS. 
Cyrlene Rita dos Santos1; Rodrigo Soares Guimarães Rodrigues 2; Samuel Almeida 
Damaceno3; 
1Técnico administrativa – IFNMG campus Arinos, mestranda pelo ProEPT IFB Campus 
Brasilia bolsista da FAPDF. 
2 Docente do ProEPT IFB Campus Brasília, Doutor em Educação - Universidade Federal 
de Goiás – UFG. 
3Graduado em Letras Português pela Unimontes/Campus Unai docente da rede pública 
estadual de Mina Gerais. 
 
Introdução 
 
 O conceito de território é fundamental para diversas áreas do conhecimento, transcende 
a mera delimitação geográfica para incorporar dimensões sociais, culturais, políticas e 
econômicas. Os quilombos têm sua origem como refúgios de africanos e seus descentes 
em busca de liberdade, representa também local de preservação cultural, social e 
econômica, constituindo territórios de identidade e autonomia em meio a um sistema que 
lhes negava a própria humanidade. Os territórios quilombolas carregam símbolos dessa 
população. De acordo com o historiador Flávio Gomes (2015) Minas Gerais é terceiro 
estado com mais counidades quilombolas (578) ficando abaixo apenas da Bahia e do 
Maranhão. Tendo abrigado em seu território um dos maiores quilombos da história o 
Ambrosio. Nesse contexto multifacetado, a atuação de instituições de ensino e pesquisa, 
como o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) campus Arinos, adquire 
relevância ímpar. O Instituto Federal do Norte de Minas - IFNMG corresponde a uma a 
área territorial composta pelas regiões intermediárias de Montes Claros, Teófilo Otoni, 
Patos de Minas e Microrregião de Curvelo, esses dados diz respeito a uma antiga 
classificação do IBGE dividido por mesorregião (Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas, 
Noroeste de Minas e Vale do Mucuri), é de 248.086,471 quilômetros quadrados. De 
acordo com IFNMG (2023), o Instituto Federal do Norte de Minas é o único Instituto 
Federal instalado e responsável por atender uma área correspondente a 42% de todo o 
território do estado de Minas Gerais. Essa extensão potencializa seu impacto na 
diversidade socioeconômica e étnica regional, reforçando seu papel na transformação e 
desenvolvimento regional. Essa abrangência não se limita apenas a aspectos geográficos, 
 
mas engloba a presença de comunidades tradicionais, como os povos quilombolas, que 
possuem modos de vida, saberes e territorialidades singulares. A compreensão da 
dinâmica territorial do IFNMG Campus Arinos, em diálogo com as realidades das 
comunidades quilombolas, é crucial para o desenvolvimento de políticas educacionais e 
projetos de extensão que sejam verdadeiramente inclusivos e contextualizados. Este 
trabalho tem por objetivo contextualizar conceitualmente o termo território e associá-lo 
à abrangência do IFNMG Campus Arinos, destacando a importância da interação com as 
comunidades quilombolas para a construção de um desenvolvimento regional mais 
equitativo e sustentável. 
 
Material e Métodos 
Para a elaboração deste material, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, com o objetivo 
de contextualizar o conceito de território e analisar sua relação com a abrangência do 
IFNMG Campus Arinos e as comunidades quilombolas. A análise dos dados coletados 
foi realizada de forma qualitativa, buscando identificar as principais abordagens do 
conceito de território e como elas se manifestam na realidade do IFNMG Campus Arinos 
e das comunidades tradicionais 
 
Resultados e Discussão 
 
É importante lembrar que a lei 11.892/2008 (Brasil, 2008) responsável pela criação dos 
institutos federais estabelece que os institutos devem atuar de forma efetiva em seu 
território de abrangência. O Art. 2º, § 3º, confere autonomia aos IFs para criar e extinguir 
cursos "nos limites de sua área de atuação territorial". Isso significa que a territorialidade 
é um aspecto fundamental na definição da oferta educacional dessas instituições. O 
levantamento de abrangência descreve que o Campus Arinos corresponde a região 
intermediária de Patos de Minas, antigamente classificada como Noroeste de Minas, é 
composta por 19 cidades. Todavia, correspondem a área de abrangência do IFNMG 
apenas 11 municípios: Urucuia, Uruana de Minas, Unaí, Riachinho, Natalândia, Formoso, 
Dom Bosco, Cabeceira Grande, Buritis, Bonfinópolis de Minas e Arinos. Esse território 
de abrangência comporta sete comunidades quilombolas (certificadas e em processo de 
certificação) e nenhum registro de comunidade indígena. Além dessas cidades citadas, o 
 
campus Arinos atende alunos de outras cidades que não correspondem aos municípios de 
abrangência, mas que corresponde a linha limítrofe, como Chapada Gaúcha que possui 
em seu território dez comunidades quilombolas. O que possivelmente ampliaria a 
quantidade de comunidades quilombolas correlacionadas ao Campus Arinos. Associando 
esse território quilombola aos dados de declaração de raça dos discentes percebemos uma 
maioria negra que pode ser resultado desse território. De acordo com as informações da 
plataforma Nilo peçanha sobre IFNMG os percentuais de matriculados dentro do número 
total alunos pesquisados em 2023, mais da metade se declarou como da cor parda 
(54,93%), 20,66% da cor branca, 11.94 % como da cor preta, 11,18% não declararam, 
0,93% da cor amarela e apenas 0,37% como indígena. O que significa dizer, segundo a 
classificação do IBGE, que, em 2023, cerca de 67% dos estudantes do IFNMG são negros 
(pardos + pretos). Essa compreensão é crucial para entender a atuação do IFNMG 
Campus Arinos em sua área de abrangência, que não se restringe a um espaço geográfico 
delimitado, mas a um território vivo, dinâmico e complexo, onde diferentes 
territorialidades coexistem. Flávio Gomes (2015) constrói uma listagem com as 
comunidades remanescentes de quilombos organizadas por estados e municipios sendo a 
area correspondente ao campus Arinos a seguinte área: Arinos – Morrinhos; Chapada 
Gaúcha – Barra Vermelha, Barro Vermelho, Buracos, Buraquinhos, Cajueiro, Pranta, 
Retiro dos Bois, Rio dos Bois, São Fêlix, Vereda D’Anta; Urucuia – Baixa Funda. 
O IFNMG campus Arinos, ao se inserir nesse contexto, deve reconhecer à importância de 
considerar as especificidades das comunidades quilombolas presentes em seu entorno. A 
complexidade das territorialidades quilombolas, marcadas por lutas históricas por 
reconhecimento e direitos, exige uma abordagem sensível e respeitosa por parte da 
instituição. A garantia da participação efetiva dessas comunidades na formulação e 
execução de projetos, bem como o respeito aos seus saberes e modos de vida, são 
fundamentais para que a atuação do campus seja verdadeiramente transformadora e não 
apenas assistencialista. É evidente que à atuação do IFNMG campus Arinos no território 
de abrangência, especialmente no que tange às comunidades quilombolas, representa um 
campo fértil para a pesquisa e a extensão. A instituição tem o potencial de ser um agente 
catalisador de mudanças, promovendo a valorização das culturas locais, o 
desenvolvimento sustentável e a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. 
Para isso, é imprescindível que a compreensão do território seja constantemente 
 
aprofundada, reconhecendo-o como um espaço de múltiplas vozes e identidades. Este 
trabalho corresponde parte integrante de uma pesquisa de mestrado do ProfEPT do 
Instituto Federal de Brasília – IFB campus Brasilia que pretende investigar e perceber as 
dinâmicas identitárias dos alunos do ensino médio integrado do campus Arinos. 
Considerações finais 
 
Este trabalho buscou contextualizar o conceito de território e associá-lo à abrangência do 
IFNMG campus Arinos e às comunidades quilombolas. A pesquisa demonstrou que o 
território é um conceito dinâmico e multifacetado, que transcende a dimensão física para 
englobar aspectos sociais, culturais, políticose econômicos com foco no território como 
espaço de ancestralidade e identidade. A atuação do IFNMG Campus Arinos em sua área 
de abrangência, que inclui diversas comunidades tradicionais, reforça a necessidade de 
uma compreensão aprofundada dessas diferentes territorialidades. O IFNMG Campus 
Arinos tem um papel fundamental no desenvolvimento regional, especialmente no que 
diz respeito à promoção da educação contextualizada e ao fortalecimento das 
comunidades quilombolas. As iniciativas do campus, como o apoio a novos campi 
voltados para comunidades tradicionais e a oferta de cursos com foco em educação étnico-
racial, demonstram um compromisso com a inclusão e a valorização da diversidade 
cultural. No entanto, os desafios persistem. A garantia da participação efetiva das 
comunidades, o respeito aos seus saberes e modos de vida, e a superação de barreiras 
como o acesso e a desigualdade social são pontos cruciais que demandam atenção 
contínua. A construção de um futuro mais equitativo e sustentável na região de 
abrangência do IFNMG Campus Arinos passa necessariamente pelo diálogo constante e 
pela colaboração mútua entre a instituição e as comunidades tradicionais. Acreditamos 
que a continuidade de pesquisas e projetos que aprofundem essa relação é essencial para 
consolidar o papel do IFNMG como um agente de transformação social e cultural. 
 
Agradecimentos 
A autora agradece à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) pelo 
apoio e incentivo à pesquisa, por meio da concessão de bolsa, fundamental para a 
realização e continuidade deste estudo, contribuindo para o fortalecimento da produção 
científica e para a formação de pesquisadores no Brasil. 
 
 
 
Referências 
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006. 
GOMES, Flávio dos Santos. Mocambos e quilombos:uma história do campesinato negro no Brasil.1 ed. 
São Paulo: Claro Enigma, 2015. (Coleção Agenda brasileira). 
INSTITUTO FEDERAL DO NORTE DE MINAS GERAIS (IFNMG). Indicadores de Gestão - 
Plataforma Nilo Peçanha. Portal Institucional, 14 jul. 2022. Disponível em: 
https://www.ifnmg.edu.br/perguntasfrequentes22018/17-portal/institucional/29903-ind icadores-de-
gestao-plataforma-nilo-pecanha. Acesso em: 24 jul. 2025. 
INSTITUTO FEDERAL DO NORTE DE MINAS GERAIS (IFNMG). Levantamento socioeconômico da 
área de abrangência do IFNMG: 2023. Montes Claros: IFNMG, 2023. Disponível em: 
https://www.ifnmg.edu.br/area-de-abrangencia-do-ifnmg. Acesso em: 20 jul. 2025. 
INSTITUTO FEDERAL DO NORTE DE MINAS GERAIS (IFNMG). Plano de desenvolvimento 
institucional do IFNMG: 2024-2028. Montes Claros: IFNMG, 2024. Disponível em: 
https://www.ifnmg.edu.br/elaboracao-do-pdi-2024-2028. Acesso em: 20 jul. 2025. 
MOURA, Clóvis. Quilombos: resistência ao escravismo. 1. ed. São Paulo: Expressão Popular: 2020. 
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: uma perspectiva da identidade negra. 
Belo Horizonte: Autêntica, 2024. 
PLATAFORMA NILO PEÇANHA. Painel de Indicadores da Educação Profissional e Tecnológica. 
Power BI, 2025. Disponível em: 
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiZDhkNGNiYzgtMjQ0My00OGVlLWJjNzYtZW 
QwYjI2OThhYWM1IiwidCI6IjllNjgyMzU5LWQxMjgtNGVkYi1iYjU4LTgyYjJhMTUzNDB mZiJ9. 
Acesso em: 24 jul. 2025