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CONTROLE MOTOR
Controle Motor e Aprendizado 
Motor 
OBJETIVOS DA AULA
Diferenciar controle motor de 
aprendizado motor
Compreender os modelos teóricos 
do controle motor
Explicar como ocorre o aprendizado 
motor do ponto de vista 
neurocientífico
Relacionar esses conceitos à prática 
clínica neurofuncional
Planejar intervenções baseadas em 
tarefa, contexto e variabilidade
“SE O CÉREBRO SABE O 
MOVIMENTO, POR QUE O 
PACIENTE NÃO CONSEGUE 
EXECUTÁ-LO?”
“Reabilitar não é ensinar um 
músculo a contrair. 
É ensinar o sistema nervoso 
a organizar uma ação 
funcional.”
Definição
Controle motor é a capacidade do sistema 
nervoso central de 
regular, direcionar e coordenar o 
movimento, 
considerando:
•o indivíduo
•a tarefa
•o ambiente
Não é apenas comando motor. É 
organização de múltiplos sistemas.
Componentes envolvidos no 
Controle Motor
Sistema nervoso central
Sistema musculoesquelético
Sistema sensorial (visual, vestibular, 
somatossensorial)
Cognição, atenção e intenção
Emoção e experiência prévia
CONTEXTUALIZAÇÃO
Todo comportamento motor 
necessita da ação coordenada, 
variada e integrada dos mais de 750 
músculos. 
Essa complexidade é controlada pelo 
sistema nervoso, o qual capta, 
transporta, avalia, seleciona e 
processa os distintos tipos de 
estímulos oriundos do meio ambiente 
e do nosso próprio corpo.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Transforma o processamento 
neuronal em energia através da 
contração muscular.
CONTEXTUALIZAÇÃO
O Sistema Sensitivo transforma 
energia biofísica em informações 
nervosas eletro-químicas, 
o Sistema Motor transforma o 
processamento neuronal em energia 
através da contração muscular.
CONCEITOS
“Uma área de estudo que lida com a 
compreensão de aspectos neurais, 
físicos e comportamentais do 
movimento”.
O’Sullivan, 2010
CONCEITOS
“É a capacidade de regular e orientar os 
mecanismos essenciais para o 
movimento”.
(Woollacott,2003)
- Como o SNC organiza os mm e 
articulações em mov funcionais 
coordenados?
- Como as informações sensoriais do 
ambiente e do corpo são usadas para 
selecionar e controlar o mov? 
ESTÁGIOS DO 
COMPORTAMENTO MOTOR
1. Identificação do Estímulo
2. Seleção de Resposta
3. Programação da Resposta
Funções do controle motor
- Controlar a contração de músculos 
individuais,
- Controlar o momento de execução de 
um movimento,
- Planejar ajustes posturais adequados 
para determinados movimentos,
- Compensar a inércia dos membros e a 
disposição mecânica dos músculos, ossos 
e articulações antes de iniciar o 
movimento.
Estágios do Processamento de Informações do 
Controle do Movimento
Fonte: O’Sullivan, 2010
IDENTIFICAÇÃO DO 
ESTÍMULO
Estímulos relevantes são selecionados 
e identificados(corpo e ambiente)
Participação de processos cognitivos e 
perceptivos determinam a facilidade e 
a precisão desse estágio
Os estímulos mais fortes e violentos 
resultam em aperfeiçoamento dos 
mecanismos atencionais e do 
processamento de informações
SELEÇÃO DE RESPOSTA
É desenvolvido um plano para o 
mov.
Protótipo do mov. Final
A escolha aqui depende do nº de 
alternativas de mov. disponíveis, e a 
compatibilidade entre o estímulo e a 
resposta.
Ex: Atravessar a rua 
Semáforo X Guarda de trânsito
PROGRAMAÇÃO DA 
RESPOSTA
Programa Motor  representação 
abstrata que resulta na produção de 
uma sequência de mov. coordenados
Sua estruturação leva em 
consideração:
–Força, direção, tempo
–Duração e extensão do mov. 
PROGRAMAÇÃO DA 
RESPOSTA
A especificação do parâmetro baseia-
se nas restrições do indivíduo, da 
tarefa e do ambiente.
Durante a produção do mov. os mm.
São selecionados num plano de 
fundo – CONTROLE POSTURAL.
INDIVÍDUO
TAREFA AMBIENTE
PERCEPÇÃO
COGNIÇÃO
AÇÃO
MOVIMENTO
PROGRAMAÇÃO DA 
RESPOSTA
Feedforward  sinais antecipados ao 
mov., permite ajustes posturais 
prévios.
Feedback  informações recebidas 
durante a após o mov., funcionam 
como um monitoramento para ações 
corretivas momentantâneas ou 
posteriores.
TEORIAS DO CONTROLE 
MOTOR
Teoria é uma explicação ordenada de 
observações
Fornecem modelos importantes para 
a prática clínica
TEORIAS DO CONTROLE 
MOTOR
Século XIX Século XXI
Século XIX Século XXIProcessamento de 
Informação
Estritamente neural
Reconhece a
influência de fatores
não neurais
Representação,
seleção e tradução
Modulação das
interações entre SN
e sistema músculo
esquelético
Executor onisciente
Ignorância executiva
(Intervenção mínima)
Dependente de 
Modelos
Controle por
endereço específico
Controle computacional
distribuído
TEORIA REFLEXA
Mais antiga
- Reflexos como a base do mov.
- Cadeia de reflexos como base da 
ação
Scherrington, 1906
receptor – condutor – efetor
SNC – SNP - músculo
estímulo – resposta – resposta - ...
TEORIA REFLEXA
TEORIA REFLEXA - Limitações
A sensação assumia o papel principal 
na iniciação e produção dos mov.
Não Considera que os mov. 
voluntários são ativados na ausência 
de estímulo sensorial
Não considera que um mesmo 
estímulo pode produzir uma enorme 
variabilidade de respostas 
TEORIA HIERÁRQUICA
Baseada na suposição de que o SN é 
organizado em três níveis de 
controle: Alto, Média e Baixo
Hughlings Jacson, 1920
Hierarquia Vertical  Centros 
superiores comandam os inferiores
TEORIA HIERÁRQUICA
–Córtex de Associação (nível alto) 
elaborando percepções e planejando 
estratégias
–Córtex Sensório-motor (nível médio) 
convertendo estratégias em comandos e 
programas motores
–Medula Espinhal (nível baixo) 
traduzindo comandos em ações 
musculares
TEORIA REFLEXO-HIERÁRQUICA
Neuromaturacional
Os reflexos são componentes dos 
centros mais baixos, e tornam-se 
integrados com a maturação do SN, 
quando os centros superiores 
assumem o controle.
Em situações de lesão dos centros 
altos, provocam o retorno dos 
reflexos
Arnold Gesell, 1940
TEORIA HIERÁRQUICA –
Interpretação atual
Hierarquias Flexíveis
–Cada nível pode exercer controle sobre 
os outros
–As trocas de controle irão depender das 
demandas e da complexidade da tarefa
TEORIA DOS SISTEMAS
Descreve o corpo como um sistema 
mecânico com graus de liberdade 
que precisam ser controlados
“A coordenação do mov. é o processo 
de dominar os graus de liberdade 
redundantes do organismo que se 
movimenta”
Nicolai Bernstein, 1966
TEORIA DOS SISTEMAS
Estuda a ação dos músculos, 
esqueleto, gravidade e inércia
As sinergias (mm. trabalham como uma unidade) 
têm papel importante no controle 
dos graus de liberdade
Graus de Liberdade Controlados por um Sistema Hierárquico
TEORIA DOS SISTEMAS
As sinergias são usadas para 
simplificar o controle e iniciar 
padrões de coordenação
– Locomoção
–Postura
–Respiração
Limitações
–Superficial nas relações do organismo 
com o ambiente.
TEORIA ECOLÓGICA
Interação do sist. motor com o 
ambiente
As ações requerem informações 
perceptuais que é específica a uma ação 
com objetivo direcionado por um 
desejo, realizado em um ambiente 
específico James Gibson, 1960
TEORIA ECOLÓGICA
Percepção mais importante que a 
Sensação
A percepção detecta no ambiente qual 
é a informação mais relevante para 
cumprir o objetivo desejado
Sistema PERCEPÇÃO-AÇÃO
–O indivíduo não é apenas reativo ao 
meio, ele age com base em percepções 
próprias e relevantes
Qual é a Teoria ideal?
Não existe um que seja ideal, mas 
pode-se reunir o que há de melhor 
em cada uma delas.
Shumway-Cook e Woollacott fizeram 
isso! 
–Abordagem dos Sistemas
ABORDAGEM DOS 
SISTEMAS
O mov. emerge da interação entre o 
indivíduo, a tarefa e o ambiente no 
qual a tarefa está sendo executada
O mov. não é somente resultado de 
programas motores específicos de 
músculos ou reflexos estereotipados, 
mas resulta da interação entre 
percepção, cognição e ação
TEORIA X PRÁTICA
As teorias científicas fornecem a 
estrutura necessária para uma 
prática coerente.
REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA
Abordagens Baseadas no 
Reflexo|Hierárquico
- Facilitaçãoou inibição de padrões 
de movimento;
- Supõe que a capacidade funcional 
retorna naturalmente, o papel do 
terapeuta é inibir padrões anormais e 
facilitar os nomais;
- Reeducação muscular
Reconquistar padrões normais de 
movimento facilita a recuperação funcional. 
REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA
Abordagem Orientada à Tarefa –
Sistêmico
- MOVIMENTO NORMAL: emerge da 
interação de muitos sistemas e é 
organizado em torno de um objetivo 
comportamental e restrito pelo 
ambiente
REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA
Abordagem Orientada à Tarefa
- MOVIMENTO ANORMAL: emerge 
dos esforços dos sistemas 
remanescentes em compensar as 
perdas. A questão é que nem sempre 
as estratégias compensatórias são 
ideais.
REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA
Abordagem Orientada à Tarefa
- Plano de Ação
1. Melhorar a eficácia das estratégias;
2. Tarefas funcionais identificáveis;
3. Solução de problemas inerentes à 
tarefa funcional;
A adaptação às mudanças no contexto 
do ambiente é parte essencial para 
a recuperação da função.

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