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Projeto do Produto – Unidade 1 Conceitos e abordagens do projeto do produto 1.Qual a Influência da tomada de decisão no processo do projeto do produto voltado para a indústria? R.A tomada de decisão é uma ferramenta importantíssima no tocante à escolha da opção com base em dados, informações e na elaboração de previsões. 2.Quando implementamos um ´projeto no sistema produtivo temos que conhecê-lo com que finalidade? R. Com a implementação do projeto baseada na tomada de decisão, primeiramente precisamos trabalhar as três fases do sistema produtivo: input, transformação e output. 3.Qual a finalidade de identificarmos as formas de desenvolvimento do projeto do produto e suas diferentes abordagens? R. Identificamos por meio da necessidade de material, de mão de obra, de tecnologia e inovação, de equipamentos e recursos financeiros, para a utilização na transformação, com foco no planejamento e controle, e para as melhorias, com o objetivo de confecção do produto. Os conceitos e as abordagens do projeto do produto compreendem o processo, seu histórico, a partir de exemplos voltados para a indústria discutidos em seus mais variados aspectos, e a identificação das formas de desenvolvimento e suas diferentes abordagens quanto à tomada de decisão para a melhor escolha do projeto. Objetivos Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: · Explicar o conceito e as formas de desenvolvimento do projeto em seus mais variados aspectos. Conteúdo Programático Esta unidade está dividida em: · Aula 1 - A história do projeto do produto · Aula 2 - Conceito de projeto · Aula 3 - Conceito de desenvolvimento Aula 1- O desenvolvimento do produto No final dos anos de 1980 e início dos anos de 1990, foram desenvolvidos projetos importantes de pesquisa com a manufatura enxuta e a gestão relacionados ao processo de desenvolvimento do produto. Os primeiros foram exclusivamente analíticos. Eles tornaram-se clássicos e geraram muitos conceitos, tendo um escopo de aplicação bem mais amplo do que uma abordagem específica. Os projetos são empregados por uma grande parte das pessoas que estudam e trabalham com o desenvolvimento do produto, criando uma base de abordagem para gerenciar o processo. Nessa abordagem, os autores dividem o processo de desenvolvimento de produto em três etapas maiores: Entre 1990 e 1996, para atingir o objetivo da busca de uma visão total da atividade de projeto e não mais as visões parciais de cada setor tecnológico específico, Stuart Pugh desenvolveu um modelo que ficou conhecido como total design: Um conjunto de seis etapas interativas e aplicáveis a qualquer tipo de projeto, no qual cada etapa é representada por um cilindro, significando que nela são empregados um conjunto específico de conhecimentos compostos por diversas visões tecnológicas parciais. Somando os conceitos de Pugh e Taguchi, Don Clausing criou a total quality development, dividindo o processo de desenvolvimento de produto em: · Conceito. · Design – Divide-se em projeto dos subsistemas e projetos das partes. · Preparação/produção – Divide-se em verificação do sistema, prontidão e produção piloto. Surge, então, uma abordagem mais sofisticada para a engenharia simultânea por meio de Prasad (1998), englobando os diversos fatores em uma estrutura bastante independente das fases de um processo de desenvolvimento de produto, possuindo ainda em seu centro a descrição dos quatro elementos de suporte que são os modelos, os métodos, as métricas e as medidas. Essas fases são compostas por duas rodas: · Organização do produto e processo (product and process organization wheel – PPO) – Aborda os fatores que determinam o grau de complexidade do gerenciamento do desenvolvimento de produto e os fatores organizacionais. · Desenvolvimento de produto integrado (integrated product development wheel – IPD) – Define de uma maneira bastante flexível a integração do processo de desenvolvimento do produto. Desenvolve-se o manual de planejamento e controle da qualidade do produto dentro do conjunto de normas da QS-9000, a qual possui uma estrutura que resume um conjunto de preocupações técnicas e um modelo suficientemente detalhado capaz de servir de base para intervenções no processo de estruturação e no gerenciamento de desenvolvimento de produto. Tomada de decisão É o processo pelo qual são escolhidas algumas, ou apenas uma, entre muitas alternativas para as ações a serem realizadas. A decisão é tomada a partir de probabilidades, possibilidades e/ou alternativas. Para toda ação existe uma reação. Portanto, é a partir das reações que são baseadas as decisões apresentadas no diagrama de tomada de decisão, sendo a 3ª etapa a mais crítica do processo, tendo em vista que é o primeiro passo para a implantação da decisão para a inserção do projeto do produto no sistema produtivo, com foco na avaliação de desempenho no mercado consumidor fundamentado no “feedback” positivo (lucro) ou negativo (prejuízo). O foco no projeto do produto apresenta as seguintes observações na escolha da opção (etapa 3), sendo elencados os seguintes parâmetros, segundo Suzano (2013): Aula 2- Conceito de projeto Segundo Baxter (2011), um projeto (português brasileiro) ou projecto (português europeu) é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os projetos são temporários e exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas, sendo abordados os seguintes aspectos: PRODUÇÃO É o processo de transformação intencional com a finalidade de geração de bens econômicos ou de todas as operações que lhe agreguem valor. Pode ser classificada em: · Produção de bens econômicos. · Produção de serviços. TRANSFORMAÇÃO É o uso de recursos para mudar o estado ou a condição de algo para produção de saídas. A maioria das operações produz tanto produtos como serviços. Sendo os processos de transformação: · De materiais: processam suas propriedades físicas (forma, composição e características). · Informações: processam suas informações do produto. ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO É a atividade que se responsabiliza pela transformação de entradas (de materiais e serviços) em saídas (de bens e serviços), gerenciando todas as atividades necessárias para que isso ocorra. A literatura especializada também refere-se ao estudo de administração da produção como gerência de operações. SISTEMA DE PRODUÇÃO É formado pelas entradas (input – 1ª fase) de recursos para que o projeto do produto seja transformado (transformação – 2ª fase) na saída (output – 3ª fase) em bens para o mercado consumidor e, com isso, possa ser avaliado o desempenho desse produto, com foco nas estratégias ofensivas, defensivas e até mesmo tradicionais, de forma que o mercado possa responder com muita felicidade e utilidade do produto. Conforme figura abaixo, caso o produto (bens) não possa atender a esses parâmetros, podemos aplicar o ciclo de atividades logísticas, ou pipeline logístico, segundo Suzano (2013), buscando uma adoção junto ao planejamento e controle (PLACON) e estratégias na transformação com foco no projeto do produto, bem como nas melhorias a serem adotadas. FUNÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO A função da produção é criar riqueza para a sociedade por meio da agregação de valor pelo processo de transformação de insumos em produtos. Com isso, precisamos entender os níveis estratégicos de uma empresa e trabalhar em seu organograma, com base no aprimoramento de técnicas e nas melhorias dos processos para o alcance dos objetivos. Esse organograma está relacionado aos diferentes níveis de uma organização: Nível estratégico: são definidos os organogramas funcionais, os investimentos, as políticas de produção e de comercialização. Nível gerencial: são definidas as metas de produção por meio de estudos, pesquisas, desenvolvimentos e métodos. Nesse nível, é definida a operacionalização da produção. Nível operacional:Nele, realiza-se efetivamente a produção, definindo-se os postos de trabalho, suas realizações funcionais e a escolha dos trabalhadores. TIPOS DE ORGANOGRAMAS Organograma manifesto: estrutura oficial que reflete as relações de direito na organização. Organograma percebido: percepção que as pessoas têm da estrutura organizacional. Organograma real: estrutura real das relações entre as diferentes pessoas dentro da empresa. Organograma ótimo: estrutura que deveria permitir o alcance de todos os objetivos da corporação. O conceito do projeto vem ao encontro da necessidade de entender os pontos chaves e as terminologias, bem como a conceituação de fases do projeto com foco na organização. Aula 3 - Conceito de desenvolvimento Desenvolvimento de produto Desenvolver produtos tem se tornado cada vez mais um dos processos-chave para a competitividade mercadológica, em virtude dos movimentos de aumento da concorrência, das rápidas mudanças tecnológicas, da diminuição do ciclo de vida dos produtos e da exigência cada vez maior dos consumidores. Tudo isso exige das empresas maior agilidade, produtividade e alta qualidade, que dependem da eficiência e eficácia delas no processo. No início do processo de desenvolvimento do produto, há a seleção das maiores soluções criativas e o grau de incerteza é bem elevado, porém ele vai se diluindo com o tempo. É um desafio gerenciar essas incertezas que envolvem o desenvolvimento do produto, no qual as decisões de maior impacto têm que ser tomadas quando existe um maior número de alternativas e grau de incerteza. As decisões entre as alternativas, no início do ciclo de desenvolvimento, são responsáveis por 85% do custo do produto final. Já o custo de modificação aumenta ao longo do ciclo de desenvolvimento, pois a cada mudança, um número maior de decisões, já tomadas, podem ser invalidadas. Funções do sistema de produção com foco no produto Marketing É o processo de encontrar necessidades e satisfazê-las de forma rentável. Ele engloba a construção de um satisfatório relacionamento de longo prazo do tipo “ganha-ganha”, no qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam. Logo, o marketing originou-se para atender às necessidades de mercado, mas não está limitado aos bens de consumo. Engenharia de produção Ao enfatizar as dimensões do produto e do sistema produtivo, a engenharia de produção encontra-se com as ideias de: · Projetar produtos. · Viabilizar produtos. · Projetar sistemas produtivos. · Viabilizar sistemas produtivos. · Planejar a produção. · Produzir. · Distribuir produtos que a sociedade valoriza. Logística É a área da administração que cuida do transporte e do armazenamento das mercadorias. É ainda o conjunto de planejamento, operação e controle do fluxo de materiais, mercadorias, serviços e informações da empresa, integrando e racionalizando as funções sistêmicas desde a produção até a entrega, assegurando as vantagens competitivas na cadeia de abastecimento e a consequente satisfação dos clientes. Em linhas gerais, podemos dizer que a logística está presente em todas as atividades de uma companhia. A Logística começa pela necessidade do cliente. Sem essa necessidade, não há movimento de produção e entrega. FUNÇÕES CENTRAIS E DE APOIO São importantes para a continuidade do processo, sendo as funções centrais relacionadas ao desenvolvimento do produto e suas funções, bem como ao marketing. Dessa forma, precisamos das funções de apoio para efetivar e suportar o projeto. Proteção da produção Entre as principais responsabilidades da administração da produção está a proteção da produção, que são medidas utilizadas para garantir a continuidade da produção ao longo do tempo, defendendo-a de intempéries e circunstâncias externas. Essa proteção pode ser dividida de acordo com sua natureza, com base no produto, que envolve a construção de um estoque de recurso, de forma que qualquer interrupção de fornecimento possa ser absorvida pelo estoque no momento de ressuprimento, servindo tanto para matérias-primas quanto para produtos acabados. Resumo da Unidade Os conceitos e abordagens do projeto do produto compreendem seu processo histórico a partir de exemplos voltados para a indústria, discutindo seus mais variados aspectos, a identificação das formas de desenvolvimento do projeto e suas diferentes abordagens quanto à tomada de decisão, visando à melhor escolha do projeto e ao conceito de desenvolvimento. Unidade 2 - Definindo as características do Produto 1.Quais são as ferramentas necessárias para realizar pesquisa de mercado e simular situações de desenvolvimento desta com base no produto? R. Utilizamos as ferramentas de tomada de decisão e do sistema produtivo como o Suply Chain, como foco nos tipos de operação produtivas, como: volume, variedade, variabilidade e visibilidade do produto. 2.Conceitue produto e identifique suas características, seus aspectos de utilização e praticidade. R. O produto é algo que pode ser oferecido em um mercado para satisfazer um desejo ou uma necessidade. Contudo, é mais do que apenas um objeto físico. É o pacote completo de benefícios ou satisfação que os compradores percebem que eles obterão se adquirirem o produto. Em outras palavras, é a soma de todos os atributos físicos, psicológicos, simbólicos e de serviço. 3.Defina produção e suas nuances, simulando produções de produto. R. É o processo de transformação intencional com a finalidade de geração de bens econômicos, ou todas as operações que lhe agreguem valor. Nesse caso, são utilizados recursos para mudar o estado ou condição de algo para produção de saídas com foco no processo de transformação de materiais, situação em que são processadas suas propriedades físicas (forma, composição e características). As características do produto são definidas pela pesquisa de mercado e pelas simulações de situações de desenvolvimento com bases no conceito do produto e identificação de suas características, seus aspectos de utilização e praticidade. Objetivo Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: · Simular situações de pesquisa de mercado envolvendo a conceituação do produto, identificação de suas características, seus aspectos de utilização e praticidade, bem como sua produção e nuances envolvidas. Conteúdo Programático Esta unidade está dividida em: · Aula 1 - Pesquisa de mercado · Aula 2 - O produto · Aula 3 - A produção Aula 1 - Pesquisa de mercado A pesquisa de mercado apresenta-se latente pelos processos envolvidos na operação do produto, oferecendo um produto de qualidade ao mercado consumidor. Tipos de operação de produção A gerência de operações trata de operações produtivas, que tipicamente se diferem em quatro variáveis: Volume Alto volume de produção: Em sistemas de grande volume de produção, há um alto grau de repetição de tarefas. Isso possibilita a especialização de trabalhadores, e a sistematização do trabalho e de ferramentas. Características · Custo unitário baixo. · Os custos fixos são diluídos em um grande número de produtos. Baixo volume de produção: Em sistemas com baixo volume de produção, há um número pequeno de funcionários, e não há grande repetição de tarefas. Características · O custo unitário é bem mais alto. · O custo fixo é pouco diluído. No entanto, o capital é intensivo. Variedade Confronta produtos ou serviços altamente padronizados com outros produtos e serviços altamente flexíveis e customizáveis. Características · O que é padronizado tem custos mais baixos. · Pode ter uma taxa de erros menor (e, consequentemente, uma qualidade maior). Variabilidade (de demanda) Contrapõe negócios de alta variação de demanda com negócios de demanda estável. Características · O custo unitário de primeiro caso é maior. · E ele deve se adaptar para contratar funcionários temporários etc. Visibilidade Depende do quanto da operação é exposto para os clientes. Operações de alto contato exigem funcionários com boas habilidades de interação com o público. Operações de baixo contato exigem funcionários menos qualificadose pode ter alta taxa de utilização, por isso, têm custos mais baixos. Características · Visibilidade baixa tolera prazos de entrega mais longos, e por isso podem trabalhar com menor estoque. · Há operações de visibilidade mista: diversas micro-operações são de alta visibilidade, outras, de baixa. Responsabilidades Na Produção, temos responsabilidade por todas as atividades da organização que contribuem para a produção efetiva de bens e serviços. Quanto a isso, temos as seguintes classificações: Responsabilidade direta · Entendimento dos objetivos estratégicos (entender o que se está tentando atingir). · Desenvolvimento de uma estratégia para a produção do produto. · Projeto dos produtos, serviços e processos de produção (definir a forma física, aspecto e a composição física do produto). · Planejamento e controle da produção (decidir sobre o melhor emprego dos recursos de produção, assegurando a execução do que foi previsto). · Melhoria do desempenho da produção. Responsabilidade indireta · Muitas decisões afetam as atividades da produção. · Desenvolvimento de projetos de propaganda (afeta os níveis de demanda e o composto de produtos e serviços). · Análise financeira para desempenho e decisões. · Entendimento das necessidades de recursos humanos. · Entendimento das necessidades de sistema informatizado. Responsabilidade ampla · De interesse de mais longo prazo da organização. · Globalização (o mundo parece um lugar menor, como a administração da produção lida com esse conjunto expandido de oportunidades?). · Proteção ambiental (geralmente está relacionada a falhas operacionais, as raízes de desastres ecológicos). · Responsabilidade social (o impacto das atividades sobre os trabalhadores e sobre a comunidade como um todo). · Consciência tecnológica (o gerente de produção deve estar atento a mudanças na tecnologia, ainda que não sejam diretamente relevantes, para avaliarem qual será o impacto na área da produção). · Gestão do conhecimento (o conhecimento que se detém é um fator importante para as empresas). Aula 2 - O produto O produto é desenvolvido por meio do projeto da operação produtiva com base na classificação do produto na operação. Caracterização do processo de desenvolvimento de produto Atividades e fases Na abordagem da engenharia integrada e no modelo de referência, são identificadas sete fases: · Concepção do produto. · Conceituação do produto. · Projeção do produto. · Projeção do processo. · Homologação do produto. · Homologação do processo; · Ensino da empresa. Recursos São compostos por todos os conceitos e filosofias; métodos e técnicas; e ferramentas e sistemas que podem ser aplicados no processo de desenvolvimento de produto. A diferenciação do produto dentro do processo de desenvolvimento O objetivo da diferenciação é buscar aumentar o valor do produto ou serviço oferecido ao cliente. Apresentação dos níveis de diferenciação a) Produto genérico. Nível que corresponde ao produto em seu sentido bruto ou generalizado, oferecendo uma nova maneira de satisfazer o mesmo desejo ou necessidade básica dos clientes. Ex.: livro, relógio, carro etc. b) Produto esperado. Nível em que há uma expectativa do cliente em relação a algo que lhe pode ser oferecido a mais pelo produto esperado. No entanto, não serve para diferenciar um fornecedor do outro. Ex.: acesso fácil ao posto de gasolina, possibilidade de comprar com cartão de crédito etc. c) Produto aumentado ou ampliado. Nível que é construído por todas as demais características e serviços extras que vão além daquilo que o cliente espera. Ou seja, faz referência ao valor extra, portanto, para fazer diferenciação entre os concorrentes. Contudo, com o passar do tempo vão sendo copiados, tornando-se rotina e, simplesmente passam a ser aquilo que é esperado. Veja: · A análise das características do produto precisa relacioná-las com os benefícios que elas proporcionam. · As medições conjuntas das características das estimativas adicionais de valor do produto para o consumidor e seus benefícios resultantes podem ser muito úteis para o seu desenvolvimento. d) Produto potencial. Nível que traduz a soma de todas as características e benefícios oferecidos, que é limitado apenas pela imaginação e criatividade do fornecedor. Projeto da operação produtiva Operação: Toda a Logística gira em torno do produto. As necessidades e os desejos dos clientes estão no foco principal: a empresa oferece o produto para atendê-los. Nota: O produto pode ser razoavelmente descrito por suas características de preço, qualidade e nível de serviço. Classificação do produto Aula 3 - A produção A produção consiste, do ponto de vista técnico, transformar um bem, ou seja, compreende uma série de operações físicas que modificam certas características de um determinado objeto. A noção econômica de produção implica a utilidade dos bens produzidos. Assim, do ponto de vista econômico, constituirá uma ação de produção toda aquela que torne um produto útil, portanto fazendo aumentar a sua utilidade ou ainda criar bens e serviços para suprimir as necessidades do ser humano. Assim, os produtos são os vários bens e serviços úteis que resultam do processo de produção e que ou são consumidos, ou são utilizados num produto posterior. As atividades produtivas abrangem quatro ramos básicos de produção, sendo estes: Transformação É o uso de recursos para mudar o estado ou a condição de algo para produção de saídas. A maioria das operações produz tantos produtos como serviços. Os processos de transformação podem ser de: Priorizar a movimentação Um dos problemas que as organizações de diversos setores industriais enfrentam é associado com a seleção de projetos de novos produtos, como destacam publicações no tema (E.G. Moraes & Laurindo, 2003; Rabechini Junior et al., 2005; Castro & Carvalho, 2010). Quando estas organizações buscam suas habilidades para gerar múltiplas ideias para novos produtos que sejam consistentes com a estratégia atual e selecionam os projetos com maior probabilidade de sucesso, o desempenho de novos produtos deve melhorar (MCNALLY et al., 2009). Por esse motivo, necessitamos de ferramentas gerencias e integradas de informação, como o Enterprise Resource Planning – ERP, que busca favorecer o controle efetivo do material para atendimento ao processo produtivo. Além disso, busca desenvolver um sistema integrado de gerenciamento e automação da produção que registrem as execuções e as realizações das ações de inspeções nas oficinas internas e externas da empresa visando a: a. Garantir e controlar a economicidade dos meios e recursos disponíveis, utilizados na execução do serviço. b. Buscar a máxima eficiência no emprego dos equipamentos meios e recursos disponíveis de apoio à produção. c. Melhorar a produtividade dos serviços executados para confecção do produto. Resumo da Unidade As características do produto são definidas pela pesquisa de mercado e simulações de situações de desenvolvimento com bases no conceito do produto e identificação de suas características, seus aspectos de utilização e praticidade simulando situações de pesquisa de mercado envolvendo a conceituação do produto, identificação de suas características, seus aspectos de utilização e praticidade, bem como sua produção e nuances envolvidas. Unidade 3 - Projetando o objeto 1.Como projetar um produto e analisar sua viabilidade técnica? R. Primeiramente, devemos tratar do projeto da operação produtiva, com foco na operação, pois toda logística gira em torno do produto. As necessidades e os desejos dos clientes estão no foco principal: a empresa oferece o produto para atendê-los, pois o produto pode ser razoavelmente descrito por suas características de preço, qualidade e nível de serviço. 2.Como projetar a produção e analisar sua viabilidade técnica? R. Classificamos o produto com base nos bens de consumo (conveniência, comparação e de uso especial), bem como bens industriais (parte de produtos acabados, em apoio à manufatura e, indiretamente,em apoio à manufatura). 3.A aplicação do método ABC se dá por meio de uma metodologia dos itens com relação ao capital de investimento, como, por exemplo, sua criticidade, demonstrada na curva ABC. Dessa forma, qual a diferença entre o método e a curva? R. O método é a construção da metodologia por meio de planilha, criando os itens acumulados e valores acumulados em ordem decrescente de valor, ou seja, dos itens de maior importância para os de menor importância. Quanto à curva, é o resultado com base na planilha. Projetar um produto e analisar sua viabilidade técnica afeta diretamente na produção e, com isso, se pode verificar a viabilidade técnica e econômico-financeira do produto e do projeto. Objetivos Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: · Analisar a viabilidade técnica e econômico-financeira de um produto e de seu projeto. Conteúdo Programático Esta unidade está dividida em: · Aula 1 - O produto · Aula 2 - A produção · Aula 3 - Planejamento econômico do projeto de desenvolvimento de produto Aula 1 - O produto Planejamento e controle na produção com o uso da ferramenta 5W2H O 5W2H é uma ferramenta de gestão de atividades que contribui para que as tarefas realmente sejam executadas e as empresas tenham alta produtividade. Assim, os projetos de Lean Seis-Sigma aumentam em muito sua taxa de sucesso. Sabe aqueles projetos que ficam parados em uma etapa porque falta um plano de ação para que sejam postos em prática? Com o 5W2H, esse tipo de gargalo tende a diminuir de forma significativa, pois a técnica permite que as atividades sejam planejadas e controladas com maior eficiência. O que é 5W2H? O 5W2H é um método de gerenciamento de atividades de um projeto ou da sua rotina. O nome dessa ferramenta de gestão vem de cinco perguntas, em inglês, que começam com a letra W e duas que começam com a letra H. Veja, a seguir, os significados de cada letra: Por que utilizar o 5W2H para gerenciar suas atividades? No dia a dia de uma empresa, o gestor ou o gerente de projetos precisa acompanhar uma série de acontecimentos. Nesse sentido, como garantir que as atividades serão realizadas com êxito, se não se está perto para monitorar seu andamento? A ferramenta 5W2H é muito útil na delegação de tarefas. Ao distribuir competências, o responsável por uma área ou um projeto otimiza recursos como força de trabalho e tempo. Como um projeto precisa ter começo, meio e fim, a ferramenta 5W2H se adapta perfeitamente a essa característica. A visualização dos campos “o quê?”, “quando?”, “onde?”, “por que?”, “quem?”, “como?” e “quanto?” proporciona a eficácia das ações. Vale lembrar que o 5W2H, por ser uma ferramenta versátil, serve tanto para a execução dos processos quanto para a gestão de projetos. Os processos são conjuntos de atividades, com entrada de insumos, processamento para transformação e saída de resultados. Em alguns casos, as empresas têm processos contínuos, que fazem parte do funcionamento do próprio negócio. Geralmente, os processos são divididos em atividades, as quais podem ser subdivididas em tarefas. Na maior parte dos casos, tanto umas quanto outras envolvem pessoas e recursos. Conforme o porte da empresa, várias operações podem ocorrer ao mesmo tempo. Por isso, o gestor ou o gerente deve saber de quem deve cobrar o cumprimento dos resultados. Como o 5W2H pode contribuir com a gestão de projetos? Um projeto também abrange um conjunto de atividades, porém, nesse caso, o trabalho é temporário. Para que o esforço realmente tenha começo, meio e fim, a gestão de projetos deve ser eficiente. Cabe ao gerente alocar recursos e coordenar tarefas de modo a favorecer a conquista dos objetivos propostos. Para tanto, a ferramenta 5W2H é de grande utilidade para a organização e o monitoramento das atividades. De modo geral, os projetos abrangem os processos de iniciação, planejamento, execução, controle e encerramento. O uso do 5W2H pode ser mais notável na execução das atividades, embora também possa abranger outros momentos do projeto. A vantagem dessa ferramenta é que ela contribui tanto para a eficiência do trabalho do gerente quanto do colaborador. A descrição completa das tarefas facilita a execução e o controle. Quando as sete perguntas são respondidas com antecedência, não há margem para dúvidas básicas e, consequentemente, existem menos entraves nas operações. A construção do plano de ação por meio do 5W2H compreende metas, pessoas responsáveis pela execução, modos de agir, cronogramas, custos etc. Como o projeto deve ter duração determinada, essa ferramenta contribui para a agilidade dos processos. Utilizando o 5W2H em seu planejamento estratégico Os planejamentos estratégico, tático e operacional nem sempre se comunicam de maneira efetiva nas organizações. Para que os objetivos de longo, médio e curto prazo sejam alcançados, todos os envolvidos nas operações devem estar sintonizados. Vale lembrar que o 5W2H não precisa necessariamente ser usado apenas no nível operacional. Pelo contrário, a ferramenta é bem ampla e pode ser aplicada nos três contextos de planejamento. Nesse sentido, as noções de missão, visão e valores podem estar alinhadas ao 5W2H na definição dos rumos do negócio. É bem verdade que o nível de certeza para as sete respostas, em longo prazo, nem sempre é preciso. Afinal, a organização está sujeita às oportunidades e às ameaças do âmbito externo, sobre as quais não têm controle. Aula 2 - A produção Controle do processo com pré-requisitos para implantação Projeto de manufatura a. Layout (arranjo físico celular). b. Gerência da linha de produção. c. Qualidade total. d. Redução de tempos envolvidos no processo. e. Fornecimento de materiais. f. Qualificação de fornecedores. g. Engenharia reversa. h. O elemento humano – treinamento. Layout celular a. Menos estoque de produtos em processo. b. Menor lead time de produção. c. Controle visual das operações. As células de produção permitem que mais máquinas sejam operadas por menos operadores, treinados para serem polivalentes e flexíveis. Implementação do Just in Time – JIT Surgiu no Japão, em meados da década de 1970. Implementado pela Toyota Motor Company, tinha por finalidade coordenar a produção com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos com o mínimo de atraso. O JIT é considerado uma filosofia de trabalho completa, podendo ser considerado um programa de tanta qualidade quanto o 5S, que aborda os seguintes aspectos: a. Atividades administrativas. b. Gestão da qualidade. c. Arranjo físico. d. Projeto de lançamento de produto ou de construção. e. Organização do trabalho e gestão de recursos humanos. Níveis hierárquicos i. Alta gerência – deve estar preocupada com a melhoria constante da produção. ii. Médias gerências – treinadas para o programa. iii. Supervisão de linha e operários – rotation job. iv. Documentação precisa e bem elaborada pelo plano operacional padrão (POP’s). Cinco princípios básicos a. Cada funcionário ou posto de trabalho é tanto um cliente como um fornecedor. b. Clientes e fornecedores são uma extensão do processo de manufatura. c. Procurar continuamente simplificar. d. É mais importante prevenir problemas do que resolvê-los. e. Obter ou produzir algo somente quando for necessário. Tomaremos por base a “amostragem de aceitação na indústria”. Controle da produção de um projeto do produto Para coordenar a produção, devem-se ter em mãos dados sobre: i. Capacidade de maquinário. ii. Linhas de produção. iii. Metas de venda e produção. iv. Histórico de desvios de produção. v. Tempos de setup de máquinas para montagem. vi. Paradas essenciais durante a produção – almoço, banheiros, ginástica ocupacional, revisão final de produto, liberação de linhas para produção, treinamento programado etc. Indústria Aeronáutica Fatores que interferem no ritmo de produção i. Setup de máquinas. ii. Funcionários. iii. Operações. iv. Paradas obrigatórias. v. Paradas por quebra de máquinas.vi. Tempo de espera por análise de produto pelo controle de qualidade. vii. Outros. Com base nas melhorias de processos, podemos utilizar indicadores logísticos de desempenho para verificar a produtividade de um produto com foco na meta do limite de produção de uma indústria ou empresa. Para isso, utilizamos o cálculo de produtividade do fator considerado, conforme Suzano (2013). Produtividade do fator considerado (Pf) Pf = Qt / Qf i. Pf = Produtividade do fator considerado. ii. Qt = Quantidade total produzida. iii. Qf = Quantidade do fator considerado, utilizado para a obtenção da produção total. Aula 3 - Planejamento econômico do projeto de desenvolvimento de produto Para classificarmos o produto, é preciso entender o projeto do produto, aplicando ferramentas de qualidade abordadas em aulas anteriores, como o 5W2H, que é essencial para a conquista de metas, com base nas megaquestões (SUZANO, 2013): i. POR QUÊ? ► PLANO DE OBJETIVOS E METAS ii. O QUÊ? ► PROJETO DE PRODUTO iii. COMO? ► PROJETO DE PROCESSO iv. COM O QUÊ? ► PLANO DE RECURSOS v. QUANDO? ► PROGRAMAÇÃO DE PRAZOS vi. QUANTO? ► PROGRAMAÇÃO DE VOLUME vii. ONDE? ► PROJETO LOCACIONAL Classificação do produto Segundo Suzano (2013), utiliza-se um modelo muito conhecido para classificar a importância do produto com foco no investimento – o método ABC, ferramenta de classificação do material, conforme dados abaixo: Características do produto Relação do custo do produto (transporte versus estoque) Embalagem do produto Objetivos: · Proteger o produto. · Facilitar o manuseio e a armazenagem. · Promover uma melhor utilização de equipamentos de transporte. · Promover a venda do produto. · Alterar a densidade do produto. · Facilitar o uso do produto. · Prover um valor de reutilização para o consumidor. Exemplos: Resumo da Unidade Projetamos um produto e analisamos sua viabilidade técnica, afetando diretamente na produção e, com isso, podemos verificar a viabilidade técnica e econômico-financeira do produto e do projeto analisando a viabilidade técnica e econômico-financeira de um produto e de seu projeto. Com foco no produto, produção e planejamento econômico do projeto de desenvolvimento do produto. Unidade 4 - Detalhando o projeto e preparando a fabricação 1.Como detalhar o projeto do produto e montar o protótipo seguindo as normas legais? 2.Como detalhar as formas de registro de marcas? 3.Quais são os direitos básicos com base nas normas do Código de Defesa do Consumidor- CDC? Detalhar o projeto do produto e montando o protótipo, seguindo as normas legais e detalhando as formas de registro de marcas e de patentes compreendendo as principais normas do Código de Defesa do Consumidor – CDC. Objetivo Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: · Desenvolver o projeto e o protótipo de um produto seguindo as normas legais, registro de marcas e patentes e normas do Código de Defesa do Consumidor. Conteúdo Programático Esta unidade está dividida em: · Aula 1 - Detalhamento do projeto · Aula 2 - Registro de marcas e patentes – INPI · Aula 3 - Código de Defesa do Consumidor Aula 1 - Detalhamento do projeto Segundo Baxter (2011), o detalhamento do projeto é a fase de execução que consiste em colocar em prática todas as tarefas planejadas, nas condições de qualidade, custos, prazos e de forma a alcançar os objetivos das partes interessadas. Essa fase caracteriza-se por um intenso trabalho em equipe, sob a coordenação geral de uma pessoa responsável pelo projeto. A eficácia na execução é parte essencial da gestão de um projeto, e depende do acompanhamento, também chamado seguimento, controle ou monitoramento. O propósito é verificar durante a execução do projeto se está acontecendo conforme o planejado em todos os níveis. A fase de controle segue os passos da execução, podendo dar origem a diversos retoques e ajustagens no planejamento inicial, mantendo-se, porém, o escopo do projeto. Os projetos são normalmente autorizados como resultado de uma ou mais considerações estratégicas. Estas podem ser uma demanda de mercado, necessidade organizacional, solicitação de um cliente, avanço tecnológico ou um requisito legal. As principais características dos projetos são: · Eles são temporários, possuindo um início e um fim definidos. · São planejados, executados e controlados. · Entregam produtos, serviços ou resultados exclusivos. · São desenvolvidos em etapas e continuam por incremento com uma elaboração progressiva. · São realizados por pessoas. · Possuem recursos limitados. Estratégias para desenvolvimento de produto As estratégias para o desenvolvimento de novos produtos segundo Baxter (2013), podem ser de quatro tipos: Metodologia de projeto do produto Existem vários métodos de projeto, mas todos seguem uma estrutura básica: 1. Observação e análise: definição do problema, pesquisa, definição de objetivos e restrições. 2. Planejar e projetar: geração de opções de projeto, escolha de opção de projeto, desenvolvimento, aprimoramento, detalhamento. 3. Construir e executar: protótipo e produção. Assim, podemos descrever os seguintes passos: · Identificação de oportunidade. · Análise do problema (levantamento de informações). · Geração de ideias (fontes e técnicas). · Seleção de ideias (triagem). · Desenvolvimento e teste do conceito. · Desenvolvimento da estratégia de marketing (por meio do plano de marketing) · Análise do negócio (financeira e comercial). · Desenvolvimento do produto. · Teste de mercado — comercialização. Aula 2 - Registro de marcas e patentes – INPI Marcas e Patentes Segundo a Lei de Propriedade Industrial – LPI (Lei nº 9.279/1996), podemos entender melhor sobre marcas: Devido o expressivo número de depósitos de marcas que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A marca registrada garante ao seu proprietário o direito de uso exclusivo em todo o território nacional em seu ramo de atividade econômica. Ao mesmo tempo, sua percepção pelo consumidor pode resultar em agregação de valor aos produtos ou serviços por ela identificados. A marca, quando bem gerenciada, ajuda a fidelizar o consumo, estabelecendo, assim, identidades duradouras — afinal, o registro de uma marca pode ser prorrogado indefinidamente. Desta forma devemos atentar para: Valor da marca Imagine que você está em um supermercado e está sentindo uma imensa vontade de comer “aquele” biscoito; portanto, segue até a prateleira já conhecida. De repente, você toma um susto: todos os biscoitos estão embalados de maneira igual, envoltos em uma embalagem padrão e sem nenhuma marca que os identifique. Todos iguais, absolutamente sem aquilo que faz você guiar as suas escolhas no mercado: um sinal, um nome, uma figura, uma forma, uma identidade, enfim, uma marca. E a maior proteção de uma marca é o seu registro junto ao INPI. Porque registrar Já falamos sobre o valor que uma marca pode ter. Mas, por que registrar uma marca? Apesar de não ser obrigatório, o registro da marca no INPI garante direitos específicos. Se você possui algum negócio, provavelmente seus produtos ou serviços devem ter uma marca. Então, imagine deixar de registrá-la e, tempos depois, saber que seus concorrentes estão imitando a sua marca, desviando a sua clientela e, consequentemente, prejudicando seus lucros? Com a marca registrada, você tem garantias contra seu uso indevido, resguardando-se contra a concorrência desleal e atos de má-fé praticados por terceiros. É um respaldo legal que constrói valor para a marca, fornece mais segurança a sua atuação no mercado, além de viabilizar transações comerciais nas quais sua marca é o maior objeto de negociação. Não podemos confundir marca com patente Uma confusão comum entre algumas pessoas é imaginar que se patenteia uma marca. Não existe “patente de marca”. O que existe é “registro de marca”. Marcas e patentes fazem parte de uma grande área do direito chamada “propriedade intelectual”. Portanto, não se esqueça: marca não é patente. Diferenças entre nomede domínio, nome comercial e registro de marca Já comentamos que a proteção legal é extremamente aconselhável para quem tem uma marca. No entanto, digamos que, ao mesmo tempo, você tenha um site na internet, uma firma comercial e fabrique também um produto qualquer. Obviamente, todas essas coisas têm de possuir um nome, um sinal por meio do qual sejam reconhecidos. Entretanto, para cada objeto em questão existe uma proteção. Assim, nomes de domínio de internet, por exemplo, não são passíveis de registro no INPI; da mesma forma, o registro do nome comercial não pode ser efetuado nesse órgão, sendo de competência das juntas comerciais de cada estado. No exemplo dado, somente a marca do produto é que pode ser registrada no INPI. Natureza da marca A natureza de uma marca diz respeito a sua origem e seu uso. No que tange à origem, existem marcas brasileiras e marcas estrangeiras. Para todos os efeitos, marca brasileira é aquela regularmente depositada no Brasil, por pessoa domiciliada no país. Já a marca estrangeira é aquela regularmente depositada no Brasil, por pessoa não domiciliada no país, ou aquela que, depositada regularmente em país vinculado a acordo ou tratado do qual o Brasil seja partícipe, ou em organização internacional da qual o país faça parte, é também depositada no território nacional no prazo estipulado no respectivo acordo ou tratado, e cujo depósito no país contenha reivindicação de prioridade em relação à data do primeiro pedido. Patentes Segundo a LPI, podemos entender melhor sobre patentes: A pesquisa e o desenvolvimento para elaboração de novos produtos requerem, na maioria das vezes, grandes investimentos. Proteger esse produto por meio de uma patente significa prevenir-se de que competidores copiem e vendam esse produto a um preço mais baixo, uma vez que eles não foram onerados com os custos da pesquisa e desenvolvimento do produto. A proteção conferida pela patente é, portanto, um valioso e imprescindível instrumento para que a invenção e a criação industrializável se tornem um investimento rentável. Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgados pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente. Durante o prazo de vigência da patente, o titular tem o direito de excluir terceiros, sem sua prévia autorização, de atos relativos à matéria protegida, tais como fabricação, comercialização, importação, uso, venda etc. Para se elaborar um pedido de patente, é necessário atentar para as seguintes etapas: a. Definir bem o objeto ou processo (para invenção) para que a matéria do pedido tenha suficiência descritiva, ou seja, possa ser reproduzida por um técnico no assunto. b. Ser o mais abrangente possível, até o limite que o estado da técnica permita. c. Evitar colidências totais ou parciais do conteúdo reivindicado, com características reveladas pelo estado da técnica. d. Ter conhecimento da técnica e estar ciente dos dados atualizados sobre a tecnologia a ser desenvolvida, por meio de fontes de informação técnica como banco de patentes, catálogos, livros técnicos, vivência profissional. e. Estar ciente do desenvolvimento da tecnologia, uma vez que a informação das técnicas mais utilizadas evita a obtenção de uma patente obsoleta; o conhecimento das novidades introduzidas na técnica permite maior clareza da matéria nova e delimita a área de invenção e os efeitos técnicos introduzidos. f. Não dar margem para que qualquer concorrente venha reivindicar outro pedido para alternativas da mesma invenção (incluir essas alternativas no seu próprio pedido), ou seja, especificar todas as concretizações do objeto que se deseja comercializar e que estejam dentro do escopo do pedido. g. O concorrente somente terá condições de pleitear algo que seja efetivo avanço em relação à técnica descrita no pedido e não uma variante construtiva do objeto de seu pedido. Confecção de um relatório descritivo segundo a LPI Título: deve ser claro e preciso, sem palavras irrelevantes e desnecessárias. Descrição da matéria motivo da patente: descrever em linhas gerais a matéria objeto do pedido, indicando o setor técnico ao qual pertence. a. Descrição do estado da técnica: é a matéria que poderá ser útil para facilitar a compreensão da invenção e, sempre que for possível, devem ser citados os documentos (patentes ou qualquer outra fonte bibliográfica) que possam aumentar o conteúdo informativo. b. Descrição dos pontos deficientes do estado da técnica: são os pontos deficientes do estado da técnica. c. Definir os objetivos da invenção: mencionar a maneira pela qual a invenção soluciona os problemas encontrados no estado da técnica, destacar as vantagens da solução proposta abordando o conteúdo inventivo, ou seja, destacando nitidamente o requisito de novidade e o efeito técnico alcançado (atividade inventiva). Depois de examinado, o examinador de patentes emite um parecer técnico expondo suas conclusões, que podem ser: a. Pelo deferimento (concessão da patente). b. Pela elaboração de exigências técnicas para reformulação do pedido, a fim de que o mesmo possa receber a patente requerida (exigências técnicas, com prazo de 90 dias para cumprimento das mesmas, contados da notificação na RPI). c. Informando ao depositante que o pedido não atende aos requisitos para proteção (ciência de parecer, com prazo de 90 dias para manifestação do depositante, contados da notificação na RPI). d. Indeferimento do pedido (o depositante poderá impetrar recurso, no prazo de 60 dias da notificação na RPI). Em ocasiões em que o examinador opine pelo indeferimento do pedido depositante terá oportunidade de se manifestar antes de uma decisão final. Tal manifestação é depositada nas recepções do INPI (ou nas delegacias e representações) por escrito e acompanhadas de formulário próprio (Form. 1.02 - "Petições") e do recibo de pagamento de uma taxa específica (tabela de retribuição) para cada caso. Pedidos de patentes e modelo de utilidade depositados antes de 15 de maio de 1997 (na vigência da Lei nº 5.772/1971): O pedido de exame deverá ser requerido até 24 meses contados a partir da data de publicação do pedido (mesmo que esta seja posterior a 14 de julho de 1997) ou no prazo de 36 meses contados da data do depósito, o que terminar por último. Para garantir a patente, é necessário: 1. Consultar a LPI para verificar se a invenção pode ser patenteada. 2. Determinar se o pedido é uma patente de invenção ou modelo de utilidade. 3. Realizar uma busca para certificar-se de que a invenção tem novidade. 4. Escrever o pedido de patente. 5. Depositar o pedido de patente no INPI. 6. Solicitar o pedido de exame. 7. Acompanhar o andamento processual do pedido e aguardar o exame técnico. 8. Cumprir as eventuais exigências técnicas que possam ser feitas pelo examinador do INPI. 9. Deferida a patente, solicitar a expedição da carta patente. 10. Manter o pagamento das anuidades em dia. Aula 3 - Código de Defesa do Consumidor Lei nº 8.078/1990 – Código de Defesa do Consumidor – CDC Para atender expresso mandamento presente no artigo 5º, XXXII da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e no artigo 48 de seu Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, foi promulgada em 11 de setembro de 1990 a Lei nº 8.078/1990, que criou o CDC. Essa foi uma legislação fundamental para regulamentar no Brasil as relações de consumo, alterando regras tradicionais do direito civil e adequando-as para uma sociedade de consumo. Com isso, novas regras a orientar os contratos, o comércio e a prestação de serviços foram criados, de maneira a proteger o consumidor de eventuais abusos dos fornecedores. Também foi regulamentada a oferta de produtos e serviços e a publicidade dos mesmos, oferecendo um limiar ético para essas atividades. O CDC foi fruto de uma expressa determinação constitucional que buscou preencher uma lacunalegislativa existente no direito americano, onde as relações comerciais, tratadas de forma obsoleta por um código comercial do século XIX, não traziam nenhuma proteção ao consumidor. Assim, tornava-se necessária a elaboração de normas que acompanhassem o dinamismo de uma sociedade de massas que se formou no decorrer do século XXI, conforme dispunha a Constituição de 1988 no seu artigo 5º, inciso XXXII: o Estado promoverá na forma da lei a defesa do consumidor. Por sua vez, o artigo 48 do ADCT da nova Constituição já determinava que, dentro de 120 dias de sua promulgação, deveria ser elaborado o código de defesa do consumidor. Por outro lado, com a redemocratização do país, a partir da promulgação da Constituição de 1988, houve um fortalecimento das entidades não governamentais, fortalecendo o clamor popular por uma regulamentação dos direitos sociais, o que se fez sentir também na criação do corpo normativo. Buscando alcançar esse objetivo, o Ministério da Justiça designou uma comissão de juristas para que elaborassem um anteprojeto de lei federal que mais tarde seria aprovado como o Código de Defesa do Consumidor. Finalmente, o CDC foi promulgado em 1990, gerando importantes mudanças que, no decorrer dos anos 1990 e na primeira década do século XXI, mudaram consideravelmente as relações de consumo, impondo uma maior qualidade na fabricação dos produtos e no próprio atendimento das empresas de um modo geral. Não foi pacífica a vigência desta Lei: várias entidades vêm tentando, ao longo dos anos, escapar de sua área de atuação. O exemplo mais claro deu-se com as instituições bancárias do Brasil que, por meio de recursos, mantiveram-se até 2006 sem subordinar-se aos dispositivos do CDC, até que uma decisão do Supremo Tribunal Federal – STF esclareceu de forma definitiva, dizendo que os bancos têm, efetivamente, relação de consumo com seus clientes e, portanto, devem estar sujeitos ao Código. Uma das premissas essenciais para se estabelecer a chamada relação de consumo, são os conceitos legais para palavras como consumidor, serviço ou produto. Elas estão estabelecidas nos artigos iniciais do CDC: · Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo (art. 2º). · Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços (art. 3º). · Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial (art. 3º, § 1º). · Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista (art. 3º, § 2º). O CDC é dividido nas seguintes partes: Título I - Dos direitos do consumidor · Capítulo I - Disposições gerais · Capítulo II - Da política nacional de relações de consumo · Capítulo III - Dos direitos básicos do consumidor · Capítulo IV - Da qualidade de produtos e serviços, da prevenção e da reparação dos danos · Seção I - Da proteção à saúde e segurança · Seção II - Da responsabilidade pelo fato do produto e do serviço · Seção III - Da responsabilidade por vício do produto e do serviço · Seção IV - Da decadência e da prescrição · Seção V - Da desconsideração da personalidade jurídica · Capítulo V - Das práticas comerciais · Seção I - Das disposições gerais · Seção II - Da oferta · Seção III - Da publicidade · Seção IV - Das práticas abusivas · Seção V - Da cobrança de dívidas · Seção VI - Dos bancos de dados e cadastros de consumidores · Capítulo VI - Da proteção contratual · Seção I - Disposições gerais · Seção II - Das cláusulas abusivas · Seção III - Dos contratos de adesão · Capítulo VII - Das sanções administrativas Título II - Das infrações penais Título III - Da defesa do consumidor em juízo · Capítulo I - Disposições gerais · Capítulo II - Das ações coletivas para a defesa de interesses individuais homogêneos · Capítulo III - Das ações de responsabilidade do fornecedor de produtos e serviços · Capítulo IV - Da coisa julgada Título IV - Do sistema nacional de defesa do consumidor Título V - Da convenção coletiva de consumo Título VI - Disposições finais Encerramento 1.Como detalhar o projeto do produto e montar o protótipo seguindo as normas legais? R. Existem vários métodos de projeto, mas todos seguem uma estrutura básica, assim, podemos descrever os seguintes passos: 1. Identificação de oportunidade. 2. Análise do problema (levantamento de informações). 3. Geração de ideias (fontes / técnicas). 4. Seleção de ideias (triagem). 5. Desenvolvimento e teste do conceito. 6. Desenvolvimento da estratégia de marketing (através do Plano de marketing). 7. Análise do negócio (financeira/comercial). 8. Desenvolvimento do produto. 2.Como detalhar as formas de registro de marcas? R. A Marca registrada garante ao seu proprietário o direito de uso exclusivo em todo o território nacional em seu ramo de atividade econômica. Ao mesmo tempo, sua percepção pelo consumidor pode resultar em agregação de valor aos produtos ou serviços por ela identificados; a marca, quando bem gerenciada, ajuda a fidelizar o consumo, estabelecendo, assim, identidades duradouras — afinal, o registro de uma marca pode ser prorrogado indefinidamente — em um mercado cada vez mais competitivo. 3.Quais são os direitos básicos com base nas normas do Código de Defesa do Consumidor- CDC? 1. R. Educação e divulgação sobre o consumo adequado e correto dos produtos e serviços. 2. Proteção da vida, da saúde e da segurança. 3. Informações (quantidade, qualidade, composição, característica e preço) sobre os produtos e serviços. 4. Proteção contra a publicidade enganosa e abusiva (caso seja enganado tem o direito de trocar o produto ou ter o dinheiro de volta). 5. Qualidade e eficiência dos serviços públicos em geral. PÚBLICA PÚBLICA PÚBLICA image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image1.png image2.png image3.png