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Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. Doença Arterial Coronariana: Causas, diagnóstico e abordagens terapêuticas Amanda Henrique Santana* Residente de Clínica Médica do Hospital Dr. Carlos Macieira Ana Flávia Nobre Farias Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação – IBMR Raul Felipe Oliveira Véras Universidade Regional do Cariri - URCA Wandemario Lira de Brito UCP - PY Jonathan Sousa Amorim FAMENE Amanda Gomes Sobrinho Universidade de Cuiabá – UNIC Carolina Simas Melo UNIFAP Pedro Castro Cardoso Universidade do Estado do Rio de Janeiro Ana Luize Aguiar Macedo Universidade Nilton Lins Tayná Lima Rodrigues Silva Universidade Nilton Lins Lenartson Torres Barbosa Centro Universitário Unifacisa Ana Flávia da Silva Rodrigues Alves Ramos Médica Renato Martins Antunes Médico RESUMO: A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma condição cardiovascular prevalente e de alto impacto global, incluindo no Brasil, caracterizada pela obstrução das artérias coronárias devido à acumulação de placas de gordura. Esta doença não apenas representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade, mas também impõe custos econômicos significativos aos sistemas de saúde. As abordagens terapêuticas para a DAC são multifacetadas e incluem mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, exercício físico regular e cessação do tabagismo, fundamentais para reduzir os fatores de risco. Além disso, tratamentos farmacológicos, como estatinas e antiagregantes plaquetários, são essenciais para controlar sintomas e prevenir complicações. Procedimentos invasivos, como angioplastia e cirurgia de revascularização miocárdica, são realizados quando necessário para restaurar o fluxo sanguíneo ao coração. A gestão eficaz de comorbidades, como diabetes e hipertensão, também desempenha um papel crucial no manejo da DAC. Educação e conscientização pública são componentes essenciais para promover mudanças de comportamento e prevenir o desenvolvimento da doença. Em resumo, a abordagem integrada e multidisciplinar da DAC visa não apenas tratar os sintomas, mas também reduzir a incidência da doença através da promoção de hábitos de vida saudáveis e do manejo eficaz de fatores de risco cardiovasculares, destacando-se como uma estratégia vital na melhoria dos resultados de saúde cardiovascular em escala global. Palavras-chave: Doença Arterial Coronariana; Diagnóstico; Fatores de risco. Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. Journal of Medical and Biosciences Research vol. 1, núm. 2, 2024 Amanda Henrique Santana *Autor correspondente: amanda.chemmel@gmail.com Recepção: 08/06/2024 Aprovação: 21/06/2024 Publicação: 11/07/2024 Journal of Medical and Biosciences Research, 2024, vol. 1, núm. 2. ABSTRACT: Coronary Artery Disease (CAD) is a prevalent and high-impact cardiovascular condition globally, including in Brazil, characterized by obstruction of the coronary arteries due to the accumulation of fatty plaques. This disease not only represents a leading cause of morbidity and mortality, but also imposes significant economic costs on healthcare systems. Therapeutic approaches for CAD are multifaceted and include lifestyle changes, such as a healthy diet, regular exercise and smoking cessation, which are fundamental to reducing risk factors. Furthermore, pharmacological treatments, such as statins and antiplatelet agents, are essential to control symptoms and prevent complications. Invasive procedures, such as angioplasty and coronary artery bypass surgery, are performed when necessary to restore blood flow to the heart. Effective management of comorbidities such as diabetes and hypertension also play a crucial role in the management of CAD. Education and public awareness are essential components to promote behaviour changes and prevent the development of the disease. In summary, the integrated and multidisciplinary approach to CAD aims not only to treat the symptoms, but also to reduce the incidence of the disease through the promotion of healthy lifestyle habits and the effective management of cardiovascular risk factors, standing out as a vital strategy in the improving cardiovascular health outcomes on a global scale. Keywords: Coronary artery disease; Diagnosis; Risk factors. mailto:amanda.chemmel@gmail.com Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. INTRODUÇÃO A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma condição cardiovascular prevalente e de significativa importância clínica e social. Caracterizada pela formação de placas de ateroma nas artérias coronárias, a DAC é a principal causa de morte em muitos países desenvolvidos. A sua complexidade reside na interação de múltiplos fatores de risco, incluindo hipertensão, hiperlipidemia, tabagismo e diabetes mellitus, que contribuem para o desenvolvimento e progressão da doença (Précoma et al., 2019; Sá et al., 2024). Além dos fatores de risco tradicionais, como idade avançada e história familiar de doença cardiovascular, a DAC pode manifestar-se de diversas formas, desde angina estável até síndromes coronarianas agudas graves, como o infarto agudo do miocárdio (Pesaro et al., 2004). Essas manifestações refletem a complexidade da interação entre a obstrução das artérias coronárias e a demanda aumentada de oxigênio pelo miocárdio. A compreensão detalhada da patofisiologia da DAC revela um processo gradual de acumulação de placas ateroscleróticas nas paredes dos vasos, que pode eventualmente resultar em obstrução parcial ou total do fluxo sanguíneo coronariano. A isquemia resultante pode desencadear sintomas como dor no peito, dispneia e, em casos mais graves, arritmias cardíacas e morte súbita (Bocchi et al., 2009; Pinho et al., 2010). As estratégias de prevenção e tratamento da DAC envolvem não apenas intervenções farmacológicas, como antiagregantes plaquetários e estatinas para controlar fatores de risco lipídicos, mas também mudanças no estilo de vida, incluindo dieta saudável, exercício físico regular e cessação do tabagismo (Sá et al., 2024). Além disso, procedimentos invasivos, como angioplastia coronariana e cirurgia de revascularização miocárdica, são utilizados para restaurar o fluxo sanguíneo coronariano em casos de obstrução significativa (Holanda et al., 2023). Portanto, a DAC representa um desafio contínuo para a saúde pública, exigindo abordagens integradas e personalizadas para prevenção, diagnóstico e manejo eficaz, com o objetivo de reduzir sua incidência e impacto devastador na qualidade de vida dos indivíduos afetados. MATERIAIS E MÉTODOS Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. Esta revisão da literatura abrangeu artigos científicos publicados entre 2002 e 2024, indexados nas bases de dados PubMed, Web of Science, Latindex e Scopus. A busca utilizou os descritores "Doença Arterial Coronariana", "Diagnóstico", "Internações" e "Abordagens Terapêuticas", combinados com os operadores booleanos "AND" e "OR". Este estudo visa compilar e analisar as evidências mais recentes sobre diagnóstico, gestão hospitalar e opções terapêuticas para DAC, proporcionando uma visão abrangente das práticas atuais e das tendências emergentes no campo. Foi empregada uma abordagem predominantemente quantitativa na pesquisa, complementada pela inclusão de estudos qualitativosrelevantes para uma compreensão abrangente do tema. Este estudo envolveu principalmente análises de estudos bibliográficos e de campo, incluindo ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte, estudos de caso-controle e revisões sistemáticas RESULTADOS Os resultados desta revisão fornecem uma análise dos aspectos fundamentais da Doença Arterial Coronariana, incluindo dados epidemiológicos, causas, fatores de risco, diagnóstico, abordagens terapêuticas e a importância no contexto de saúde pública. Essa análise fornecerá uma compreensão abrangente da situação atual da doença no Brasil, destacando desafios e oportunidades para o controle e prevenção DIAGNÓSTICO O diagnóstico da Doença Arterial Coronariana (DAC) geralmente envolve uma combinação de histórico médico detalhado, exame físico, testes não invasivos e, em alguns casos, procedimentos invasivos (Mansur et al., 2004; César et al., 2015). Aqui estão alguns dos principais métodos utilizados (Tabela 1). Tabela 1. Principais métodos utilizados no diagnóstico da Doença Arterial Coronariana. História Clínica e Exame Físico O médico irá realizar uma entrevista detalhada para avaliar sintomas como dor no peito (angina), dispneia, fadiga ou sintomas de insuficiência cardíaca. O exame físico pode revelar sinais de doença Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. cardiovascular, como hipertensão arterial, sopro cardíaco, entre outros. Eletrocardiograma (ECG) Um ECG registra a atividade elétrica do coração e pode mostrar alterações sugestivas de isquemia ou infarto do miocárdio. Testes de Esforço Também conhecido como teste ergométrico, é um exame no qual o paciente é submetido a esforço físico gradual enquanto monitora-se o ECG e, em alguns casos, a pressão arterial. Alterações no ECG durante o exercício podem indicar comprometimento coronariano Ecocardiograma Utiliza ultrassom para avaliar o funcionamento do coração, incluindo a contratilidade do músculo cardíaco e a presença de áreas de isquemia. Cintilografia Miocárdica Envolve a injeção de uma substância radioativa que é captada pelo músculo cardíaco durante o repouso e após o estresse induzido por exercício ou medicamento. Isso permite avaliar o fluxo sanguíneo coronariano e identificar áreas de isquemia Tomografia Computadorizada (CT) Coronariana Utiliza raios-X para criar imagens detalhadas das artérias coronárias, avaliando a presença de placas de ateroma e estreitamentos. Angiografia Coronariana Considerada o padrão ouro para diagnóstico, a angiografia é um procedimento invasivo no qual um cateter é inserido em uma artéria periférica e avançado até as artérias coronárias. Um Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. contraste é injetado para visualizar obstruções e estreitamentos das artérias coronárias. ABORDAGENS TERAPÊUTICAS As abordagens terapêuticas para a DAC são amplas e incluem intervenções destinadas a controlar sintomas, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Essas abordagens abrangem desde mudanças no estilo de vida até tratamentos farmacológicos e procedimentos invasivos, conforme necessário (Carvalho et al., 2020). A adoção de uma dieta saudável, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, e a redução do consumo de gorduras saturadas e trans são fundamentais. O controle do peso corporal, a prática regular de exercícios físicos e a cessação do tabagismo também são estratégias cruciais para reduzir o risco cardiovascular (Rique et al., 2002). Medicamentos também desempenham um papel crucial no manejo da DAC. Isso inclui o uso de estatinas para reduzir o colesterol LDL, antiagregantes plaquetários como a aspirina para prevenir a formação de coágulos, betabloqueadores para controlar a pressão arterial e reduzir a carga no coração, e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs) ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRAs) para gerenciar a pressão arterial e proteger os rins (Précoma et al., 2019). Quando indicado, procedimentos como angioplastia coronariana com colocação de stent são realizados para abrir artérias estreitadas e restaurar o fluxo sanguíneo adequado ao coração. Em casos mais graves, a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM), comumente conhecida como ponte de safena ou mamária, pode ser realizada para criar novas vias de circulação sanguínea ao redor das obstruções (Rochitte, 2006). É essencial controlar comorbidades como diabetes, hipertensão e dislipidemia, pois essas condições podem agravar a DAC. A gestão cuidadosa desses fatores de risco é crucial para melhorar os resultados clínicos e reduzir o risco de complicações cardiovasculares (Sá et al., 2024). A escolha da abordagem terapêutica depende da gravidade da doença, dos sintomas apresentados, das características individuais do paciente e das preferências pessoais. É fundamental que o tratamento seja personalizado e monitorado de perto por Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. profissionais de saúde, garantindo assim os melhores resultados a longo prazo para os pacientes com DAC. CAUSAS E FATORES DE RISCO A DAC é uma condição cardiovascular complexa e multifatorial, cujas causas e fatores de risco são amplamente estudados devido à sua prevalência e impacto significativo na saúde pública. A principal causa da DAC é a aterosclerose, um processo progressivo no qual placas de gordura, colesterol e outras substâncias se acumulam nas paredes das artérias coronárias. Essas placas podem endurecer, estreitar e, em casos avançados, bloquear parcial ou completamente o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco (Castro et al., 2022). A pressão arterial elevada é um dos principais fatores de risco, aumenta o estresse nas paredes das artérias coronárias, predispondo à formação de placas ateroscleróticas; 2) Hiperlipidemia, quando os níveis elevados de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e baixos níveis de colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade) estão associados ao depósito de colesterol nas artérias, promovendo o desenvolvimento de placas; 3) Tabagismo, representado pelas substâncias tóxicas presentes no cigarro que danificam as células endoteliais das artérias, acelerando o processo de aterosclerose; Diabetes Mellitus que está intimamente ligada à disfunção endotelial e à inflamação crônica das artérias, predispondo à formação de placas ateroscleróticas e Obesidade e Inatividade Física associada ao excesso de peso corporal, especialmente quando associado à falta de exercício físico regular, contribui para o desenvolvimento de resistência à insulina, dislipidemia e aumento da pressão arterial. Além desses fatores, idade avançada, histórico familiar de doença cardiovascular precoce e estresse psicossocial também são considerados importantes predisponentes para o desenvolvimento da DAC (Alves; Marques, 2009). PREVALÊNCIA E CUSTOS ECONÔMICOS Estudar a DAC é de suma importância devido ao seu impacto significativo na saúde pública e individual. Esta condição cardiovascular é a principal causa de morte em muitos países desenvolvidos, representando uma carga substancial para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida dos pacientes afetados. A DAC está associada a uma série de desfechos adversos, incluindo infarto agudo do miocárdio, Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. angina instável e morte súbita. Além disso, pacientescom DAC frequentemente enfrentam complicações crônicas, como insuficiência cardíaca e arritmias, que podem ser debilitantes e exigir cuidados médicos contínuos (Bocchi et al., 2009; Pinho et al., 2010). A prevalência da DAC continua a aumentar globalmente, impulsionada por fatores como envelhecimento populacional, mudanças nos estilos de vida e aumento da prevalência de fatores de risco, como diabetes e obesidade. Essa tendência coloca uma pressão substancial nos recursos de saúde, aumentando os custos associados ao tratamento e manejo da doença. A prevalência da DAC varia amplamente conforme os países e os grupos populacionais estudados. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, estima-se que cerca de 16,5 milhões de adultos tenham DAC diagnosticada, com milhões mais em risco de desenvolvê-la devido a fatores de risco como hipertensão, diabetes e obesidade (American Heart Association, 2022). Em termos de custos econômicos, a DAC impõe um ônus substancial para os sistemas de saúde. Um estudo nos Estados Unidos estimou que os custos diretos relacionados à DAC, incluindo hospitalizações, procedimentos médicos e medicamentos, totalizaram aproximadamente $165 bilhões em 2019. Além dos custos diretos, há também os custos indiretos, como perda de produtividade devido à incapacidade de trabalhar ou morte prematura, que elevam ainda mais o impacto econômico dessa condição (Benjamin et al., 2020). Portanto, a DAC não só representa um desafio significativo para a saúde pública devido à sua alta prevalência e impacto na qualidade de vida dos indivíduos afetados, mas também exerce uma pressão considerável sobre os recursos financeiros dos sistemas de saúde em todo o mundo. Os custos econômicos associados à DAC no Brasil são significativos. Embora dados específicos de custos diretos e indiretos possam variar, sabe-se que a DAC contribui substancialmente para os gastos com saúde pública, incluindo hospitalizações, procedimentos médicos, medicamentos e custos relacionados à perda de produtividade e incapacidade de trabalho. Um estudo realizado no estado de São Paulo estimou que as doenças cardiovasculares, incluindo a DAC, foram responsáveis por uma parte substancial dos custos totais com internações hospitalares no sistema público de saúde (Ministério da Saúde, 2021). EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. A educação sobre a DAC envolve informar o público em geral, profissionais de saúde e pacientes sobre os fatores de risco, sintomas, métodos de diagnóstico precoce e opções de tratamento. Para a população em geral, isso pode incluir campanhas de conscientização em mídias tradicionais e digitais, distribuição de material educativo em unidades de saúde e escolas, e programas comunitários para promover estilos de vida saudáveis. Para os profissionais de saúde, a educação contínua é crucial para melhorar o diagnóstico e manejo da DAC. Isso pode ser alcançado através de cursos de atualização, conferências médicas, e diretrizes clínicas atualizadas que incorporam as últimas evidências científicas. Os fatores de risco, sintomas, métodos de diagnóstico precoce e opções de tratamento (Costa et al., 2023). A conscientização sobre a DAC visa aumentar a compreensão pública sobre os fatores de risco modificáveis, como tabagismo, dieta inadequada, sedentarismo, hipertensão e diabetes. Ao conscientizar a população sobre esses fatores de risco e os benefícios de hábitos de vida saudáveis, pode-se incentivar mudanças comportamentais positivas que reduzam o risco de desenvolver DAC. Além disso, é importante conscientizar sobre os sinais e sintomas da DAC, como dor no peito, falta de ar e fadiga inexplicável, para incentivar a busca precoce por cuidados médicos e diagnóstico oportuno. CONCLUSÕES Em conclusão, a Doença Arterial Coronariana representa um desafio significativo para a saúde pública global, incluindo o Brasil, com suas altas taxas de prevalência e os custos econômicos associados ao seu manejo e tratamento. Abordagens terapêuticas abrangentes são essenciais para enfrentar essa condição complexa e multifacetada. As estratégias terapêuticas incluem mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, exercício físico regular e cessação do tabagismo, que são fundamentais para reduzir os fatores de risco e melhorar a saúde cardiovascular. Além disso, tratamentos farmacológicos, como estatinas, antiagregantes plaquetários e betabloqueadores, desempenham um papel crucial no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Quando necessário, procedimentos invasivos, como angioplastia coronariana e cirurgia de revascularização miocárdica, são realizados para restaurar o fluxo Journal of Medical and Biosciences Research Volume 1, Número 2 (2024), Páginas 20-30. Journal of Medical and Biosciences Research | Santana et al. sanguíneo adequado ao coração. O manejo eficaz de comorbidades, como diabetes e hipertensão, também é essencial para otimizar os resultados clínicos e reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves. No entanto, o sucesso no tratamento da DAC não depende apenas da aplicação de intervenções médicas, mas também de esforços contínuos em educação e conscientização pública. Educar a população sobre os fatores de risco, sintomas e medidas preventivas é crucial para promover mudanças de comportamento que possam reduzir a incidência da doença. Em suma, a abordagem integrada e multidisciplinar da DAC, que combina medidas preventivas, tratamentos médicos avançados e gestão eficaz de comorbidades, é fundamental para enfrentar esse importante problema de saúde pública e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Portanto, investimentos contínuos em pesquisa, educação e políticas de saúde são necessários para mitigar o impacto da DAC e promover melhores resultados de saúde cardiovascular para a população global. REFERÊNCIAS ALVES, A.; MARQUES, I. R. Fatores relacionados ao risco de doença arterial coronariana entre estudantes de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 62, n. 6, p. 883–888, nov. 2009. BENJAMIN, E. J. et al. Heart disease and stroke statistics—2020 update: a report from the American Heart Association. Circulation, 141(9), e139-e596; 2020. BOCCHI, E. A. et al. III Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 93, n. 1, p. 3–70, 2009. 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