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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAÍBA – UFDPar PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO – PREG COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DO PROGRAMA NACIONAL DE FOMENTO A EQUIDADE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – PARFOR EQUIDADE ATIVIDADE CURRICULAR DE EXTENSÃO: TEMAS INTEGRADORES (ACEX I) DIÁLOGOS E POSSIBILIDADES: INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM AUTISMO NA EDUCAÇÃO BÁSICA EM UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE PARNAÍBA-PI Ariane da Silva Gomes1, Eugenia Nogueira Barros2, Gleicymara Carvalho de Oliveira3, Rita de Cássia Da Conceição4, Roberta Rocha da Costa5, Stefania Maia Araujo6, Filomena Maria Gomes de Sousa Santos7. ¹Universidade Federal do Delta do Parnaíba ²Universidade Federal do Delta do Parnaíba – Coordenadora do Projeto Introdução A inclusão escolar de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) constitui um desafio recorrente nas escolas brasileiras, sobretudo nas redes públicas municipais. Apesar dos avanços legais conquistados nas últimas décadas, como a Constituição Federal (BRASIL, 1988), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008), ainda persistem lacunas quanto à formação docente, ao acesso a recursos pedagógicos inclusivos e ao enfrentamento de barreiras atitudinais. O TEA é caracterizado por diferenças na comunicação, interação social e padrões comportamentais, exigindo práticas pedagógicas responsivas e 1 Acadêmica do curso de Educação Especial e Inclusiva – PARFOR EQUIDADE/UFDPar (arianegomes@ufdpar.edu.br); 2 Acadêmica do curso de Educação Especial e Inclusiva – PAFOR EQUIDADE/UFDPar (eugeniaphb@hotmail.com); 3 Acadêmica do curso de Educação Especial e Inclusiva – PARFOR/EQUIDADE pela UFDPar (gleicymarah@hotmail.com); 4 Acadêmica do curso de Educação Especial e Inclusiva – PARFOR/EQUIDADE pela UFDPar (ritaufpi@hotmail.com); 5 Acadêmica do curso de Educação Especial e Inclusiva – PARFOR/EQUIDADE pela UFDPar (robertarocha640@ufdpar.edu.br); 6 Acadêmica do curso de Educação Especial e Inclusiva – PARFOR/EQUIDADE pela UFDPar, (stefaniamaia.sm@gmail.com); 7 Professora do Curso de Educação Especial e Inclusiva – PARFOR/EQUIDADE pela UFDPar (psicopedagogafilomenagomes@gmail.com) mailto:arianegomes@ufdpar.edu.br file:///C:/Users/Vinicius/Downloads/eugeniaphb@hotmail.com file:///C:/Users/Vinicius/Downloads/gleicymarah@hotmail.com mailto:ritaufpi@hotmail.com file:///C:/Users/Vinicius/Downloads/robertarocha640@ufdpar.edu.br file:///C:/Users/Vinicius/Downloads/stefaniamaia.sm@gmail.com file:///C:/Users/Vinicius/Downloads/psicopedagogafilomenagomes@gmail.com MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAÍBA – UFDPar PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO – PREG COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DO PROGRAMA NACIONAL DE FOMENTO A EQUIDADE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – PARFOR EQUIDADE ATIVIDADE CURRICULAR DE EXTENSÃO: TEMAS INTEGRADORES (ACEX I) individualizadas (APA, 2013). A Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, assegura a pessoa autista como pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, reforçando seu direito à educação em ambientes inclusivos (BRASIL, 2012). Nesse contexto, o projeto de extensão “Diálogos e possibilidades: inclusão escolar de alunos com autismo na educação básica em uma escola pública municipal de Parnaíba-PI” teve como foco sensibilizar a comunidade escolar sobre o autismo, promover reflexões e estimular práticas pedagógicas inclusivas no marco do Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Metodologia O projeto foi desenvolvido por discentes da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), em parceria com a gestão, professores, estudantes e familiares da Escola Municipal Benedicto dos Santos Lima. De abordagem qualitativa e participativa, sua metodologia fundamentou-se nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), que propõe múltiplas formas de engajamento, representação e expressão, assegurando equidade no processo de aprendizagem (PLETSCH et al., 2021). As ações foram estruturadas em dois momentos. O primeiro, presencial, ocorreu na escola e contemplou: abertura institucional com falas da gestão e das professoras colaboradoras; palestra interativa mediada por extensionistas; relato de experiência de mãe de aluno com TEA; contação de história inclusiva; palestra da advogada Poliana, do projeto “Universo Multicolorido”, sobre os direitos das pessoas autistas no ambiente escolar; e produção coletiva de um painel reflexivo com alunos e familiares. Foram também distribuídos folders informativos sobre autismo e práticas inclusivas. O segundo momento ocorreu de forma remota, com a socialização de registros e avaliação coletiva da experiência. Resultados e discussão MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAÍBA – UFDPar PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO – PREG COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DO PROGRAMA NACIONAL DE FOMENTO A EQUIDADE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – PARFOR EQUIDADE ATIVIDADE CURRICULAR DE EXTENSÃO: TEMAS INTEGRADORES (ACEX I) Os resultados apontaram para um aumento significativo na sensibilização da comunidade escolar. Professores reconheceram a relevância de aprofundar a formação sobre práticas inclusivas, alinhadas à legislação vigente e às diretrizes do PNE 2014–2024, que prevê metas para a universalização da educação básica com qualidade e equidade (BRASIL, 2014). O relato de experiência da mãe favoreceu a escuta sensível e aproximou a escola da realidade vivida pelas famílias, fortalecendo o vínculo entre comunidade escolar e familiares. A contação de história e o painel reflexivo ampliaram o protagonismo dos estudantes, permitindo-lhes expressar sentimentos e aprendizados sobre o respeito às diferenças. Esses resultados corroboram a necessidade de compreender a inclusão como processo coletivo, sustentado em políticas públicas, práticas pedagógicas diferenciadas e diálogo constante entre escola e família (BRASIL, 2008; BRASIL, 2012). A experiência evidenciou que metodologias ativas e recursos visuais como os previstos pelo DUA potencializam o envolvimento dos alunos e contribuem para a construção de uma cultura inclusiva (PLETSCH et al., 2021). Considerações finais O projeto reafirmou a importância da extensão universitária como ponte entre universidade e comunidade, criando espaços de formação e mobilização social em torno da inclusão. Demonstrou-se que a efetivação da inclusão de alunos com TEA depende não apenas de legislação, mas de práticas concretas que envolvam professores, estudantes e famílias. A formação docente continuada, o fortalecimento da relação escola- família e a adoção de estratégias pedagógicas fundamentadas no Desenho Universal para a Aprendizagem (PLETSCH et al., 2021) mostram-se essenciais para consolidar uma escola pública democrática, inclusiva e comprometida com os direitos humanos (BRASIL, 1988; BRASIL, 1996; BRASIL, 2008; BRASIL, 2012; BRASIL, 2014). Assim, mais que uma ação pontual, este projeto se MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAÍBA – UFDPar PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO – PREG COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DO PROGRAMA NACIONAL DE FOMENTO A EQUIDADE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – PARFOR EQUIDADE ATIVIDADE CURRICULAR DE EXTENSÃO: TEMAS INTEGRADORES (ACEX I) constituiu como oportunidade de desconstruir preconceitos, ampliar repertórios e fomentar o respeito à neurodiversidade como valor educativoe social. Palavras-chave: Inclusão Escolar. Transtorno do Espectro Autista (TEA). Educação Básica. Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). Formação de Professores. Agradecimentos Agradecemos à Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e à Coordenação do PARFOR pelo incentivo e apoio à realização deste projeto de extensão. À Secretaria Municipal de Educação de Parnaíba (SEDUC) e à gestão da Escola Municipal Benedicto dos Santos Lima pela parceria e acolhida. Estendemos nossa gratidão aos professores, alunos e famílias que participaram ativamente das atividades, compartilhando experiências e fortalecendo a construção de uma escola mais inclusiva. Referências AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM-5. 5. ed. Washington, DC: American Psychiatric Association, 2013. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 25 mar. 2025. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 25 mar. 2025. BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 28 dez. 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2012/lei/l12764.htm. Acesso em: 25 mar. 2025. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAÍBA – UFDPar PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO – PREG COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DO PROGRAMA NACIONAL DE FOMENTO A EQUIDADE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – PARFOR EQUIDADE ATIVIDADE CURRICULAR DE EXTENSÃO: TEMAS INTEGRADORES (ACEX I) BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF: MEC, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 25 mar. 2025. BRASIL. Plano Nacional de Educação – PNE (2014-2024). Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 26 jun. 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 25 mar. 2025. PLETSCH, Márcia Denise et al. (Org.). Acessibilidade e Desenho Universal na Aprendizagem. Campos dos Goytacazes, RJ: Encontrografia, 2021. 104 p. Coleção Acessibilidade e Desenho Universal na Educação). ISBN da Coleção: 978-65-88977-31-6.