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OLHO
1. Estruturas Oculares Acessórias
 Pálpebras: pregas móveis, cobertas por pele
fina (externa) e conjuntiva palpebral (interna).
 Funções: proteção contra lesão, bloqueio de
luz excessiva, lubrificação da córnea pelo
espalhamento do líquido lacrimal.
 Tarsos: placas fibrosas que formam o
esqueleto das pálpebras, contendo as
glândulas tarsais (Meibomius) →
produzem secreção lipídica que evita a
aderência das pálpebras.
 Glândulas associadas aos cílios: Zeis
(sebácea), Moll (sudorípara modificada),
Meibomius (lipídica, no tarso).
 Clínica:
 Hordéolo = infecção aguda dolorosa
(inflamação glandular purulenta, tipo “terçol”).
 Calázio = inflamação crônica indolor
(obstrução da glândula tarsal).
 Cílios: proteção mecânica.
 Aparelho lacrimal:
 Glândula lacrimal → localizada na fossa da
parede superolateral da órbita. (produz
lágrimas (solução aquosa com lisozima).
 Dúctulos excretores → levam o líquido ao
saco conjuntival.
 Canalículos lacrimais → drenam para o saco
lacrimal.
 Ducto nasolacrimal → desemboca no meato
nasal inferior.
 Percurso: glândula → dúctulos → saco
conjuntival → canalículos lacrimais → saco
lacrimal → ducto nasolacrimal → meato
nasal inferior.
 Inervação secretomotora:
o Parassimpática (NC VII – facial) → nervo
petroso maior → gânglio pterigopalatino →
nervo zigomático (V2) → ramo lacrimal (V1).
o Simpática → gânglio cervical superior →
plexo carótico interno.
 Clínica:
o Obstrução → epífora (lacrimejamento
constante).
o Inflamação do saco lacrimal → dacriocistite.
2. Órbita e Relações
Cavidade óssea piramidal com base anterior
(margem orbital) e ápice posterior (canal óptico).
 Paredes:
 Superior (teto): frontal + asa menor do
esfenoide.
 Medial: etmoide (papirácea, muito fina),
maxila, lacrimal.
 Inferior (assoalho): maxila, zigomático,
palatino → separa órbita do seio maxilar.
 Lateral: zigomático + asa maior do esfenoide
(mais resistente).
 Clínica:
 Fratura em explosão (blow-out): trauma →
fratura de assoalho ou parede medial,
podendo aprisionar músculos extraoculares.
 Seno cavernoso: comunicações venosas
orbitais → risco de trombose séptica facial.
3. Músculos Extrínsecos do Olho
 Inervação: m. reto lateral (n. abducente), m.
oblíquo superior (n. troclear) e todos os outros
= NC III (n. oculomotor).
 Movimentos:
o Reto lateral (RL): abdução (NC VI).
o Reto medial (RM): adução (NC III).
o Reto superior (RS): elevação + adução +
rotação medial (NC III).
o Reto inferior (RI): depressão + adução +
rotação lateral (NC III).
o Oblíquo superior (OS): abduz, deprime, roda
medialmente (NC IV).
o Oblíquo inferior (OI): abduz, eleva, roda
lateralmente (NC III).
Levantar a pálpebra superior: m. levantador da
pálpebra sup. (NC III, fibras simpáticas → músculo
tarsal superior).
 Clínica:
o Exame clínico: movimentos em “H” → isolam
músculos e nervos.
o Lesão do NC VI → incapacidade de abdução →
diplopia horizontal.
o Lesão do NC IV → incapacidade de olhar para
baixo em adução → diplopia ao descer escadas.
o Lesão do NC III → ptose, desvio lateral do olho
(“down and out”), midríase.
o Lesão simpática → ptose (queda palpebral),
miose (pupila contraída), anidrose (sem suor),
enoftalmia aparente = Síndrome de Horner.
P: “Por que a córnea é tão sensível?”
R: pela inervação densa do nervo oftálmico (V1).
4. Bulbo Ocular – Camadas
 Túnica fibrosa:
 Esclera = opaca, resistente, avascular;
inserção de músculos extraoculares.
 Córnea = transparente, avascular, muito
sensível (V1).
 Túnica vascular (Úvea):
 Corioide → camada vascular pigmentada,
nutre retina externa.
 Corpo ciliar → músculo + processos ciliares
(produzem humor aquoso). Controla
acomodação da lente.
 Íris → diafragma contrátil:
 Esfíncter da pupila (parassimpático,
miose).
 Dilatador da pupila (simpático,
midríase).
 Túnica interna (Retina):
 Parte óptica = sensível à luz (cones e
bastonetes).
 Parte cega = sobre íris e corpo ciliar.
 Mácula lútea = acuidade visual máxima.
 Fóvea central / fovéola = visão mais precisa,
avascular.
 Disco óptico (papila) = saída do nervo
óptico → ponto cego (sem fotorreceptores).
 Clínica:
o Oclusão da artéria central da retina → cegueira
súbita irreversível
o Descolamento de retina → separação retina
neural x epitélio pigmentar.
5. Meios Refrativos
 Humor aquoso: nutre córnea e lente. produzido
no corpo ciliar → passa pela pupila → câmara
anterior → drenado no canal de Schlemm.
 Glaucoma: aumento da PIO → lesão
progressiva do nervo óptico.
 Ângulo aberto (crônico, assintomático,
progressivo).
 Ângulo fechado (agudo, súbito, emergencial).
 Lente: biconvexa, transparente, ajusta foco
(acomodação).
 Espessamento com a idade → presbiopia.
 Opacificação → catarata.
 Humor vítreo: gel transparente que mantém
retina aplicada.
6. Vascularização e Vias Ópticas
 Artéria oftálmica (carótida interna).
 Artéria central da retina: ramo terminal sem
anastomoses → alta vulnerabilidade a
oclusões.
 Veias oftálmicas → comunicam-se com seio
cavernoso (risco de trombose séptica).
 Nervo óptico (NC II): extensão do SNC,
circundado por meninges.
 Lesões:
 Nervo óptico → cegueira monocular.
 Quiasma óptico → hemianopsia
bitemporal (tumor hipofisário).
 Trato óptico → hemianopsia homônima
contralateral.
ORELHA
1. Orelha Externa
 Pavilhão auricular: cartilagem elástica
irregular → hélice, antélice, trago, antítrago,
lóbulo.
 Meato acústico externo: canal de 2–3 cm, 1/3
cartilaginoso + 2/3 ósseo. Glândulas
ceruminosas → produzem cerume.
 Membrana timpânica: semitransparente,
parte flácida (Shrapnell) e parte tensa. Normal:
cinza-perolada, cone de luz visível.
 Clínica:
 Hematoma auricular → necrose cartilaginosa
→ “orelha em couve-flor”.
 Otite externa: inflamação dolorosa, prurido,
comum em nadadores.
2. Orelha Média
 Cavidade timpânica: espaço aéreo com
ossículos.
 Teto (tegmental): separa da fossa craniana
média.
 Assoalho (jugular): sobre a veia jugular
interna.
 Medial (labiríntica): contém janela oval e
redonda.
 Lateral (membranosa): formada pela
membrana timpânica.
 Posterior (mastoideia): comunica com
células mastoides.
 Anterior (carótica): adjacente ao canal
carotídeo.
 Ossículos da audição: transmitem vibração da
membrana timpânica para a janela oval.
 Martelo → ligado à membrana timpânica.
 Bigorna → articula com martelo e estribo.
 Estribo → base na janela oval (transmite
vibração para o vestíbulo).
 Músculos:
 Tensor do tímpano (V3) → tensiona
membrana timpânica.
 Estapédio (VII) → estabiliza estribo.
 Clínica: lesão do nervo facial → paralisia do
estapédio → hiperacusia.
 Tuba auditiva (Eustáquio): comunica com
nasofaringe.
 Equaliza pressão entre cavidade timpânica e
atmosfera.
 Abre-se na deglutição/bocejo.
 Em crianças: mais curta e horizontal →
favorece otite média.
3. Orelha Interna (Labirinto)
 Labirinto ósseo: cóclea, vestíbulo, canais
semicirculares (perilinfa).
 Labirinto membranáceo: utrículo, sáculo,
ducto coclear, ductos semicirculares
(endolinfa).
 Máculas (utrículo e sáculo) → sensíveis à
gravidade e aceleração linear.
 Cristas ampulares (canais semicirculares)
→ detectam aceleração angular.
 Clínica: deslocamento de otólitos → VPPB
(vertigem posicional parox ística benigna).
 Cóclea (órgão auditivo):
 Ducto coclear → contém o órgão espiral (de
Corti) → células ciliadas transformam
vibrações em potenciais elétricos (nervo
coclear).
 Sons agudos → base da cóclea.
 Sons graves → ápice (helicotrema).
 Órgão vestibular (equilíbrio):
 Utrículo e sáculo → detectam aceleração
linear e gravidade (máculas com otólitos).
 Canais semicirculares → detectam
aceleração angular (cristas ampulares).
 Clínica: deslocamento de otólitos → VPPB
(vertigem posicional paroxística benigna).
4. Vias Auditivas e Vestibulares
 Via auditiva: cóclea → núcleos cocleares
(bulbo) → colículo inferior (mesencéfalo) →
corpo geniculado medial (tálamo) → córtex
auditivo (lobo temporal/giro temporal
superior).
 Via vestibular:utrículo, sáculo e canais
semicirculares → nervo vestibular → núcleos
vestibulares no tronco encefálico → conexões
com cerebelo, medula e córtex.
P: “ Qual o órgão do equilíbrio?” R: Labirinto
membranáceo (utrículo, sáculo, canais
semicirculares).

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