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Legislacao UNIRIO I

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LEGISLAÇÃO UNIRIO I 
 
Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União - Lei nº 8.112/1990.................3 
Requisitos básicos para investidura (art. 5º):.....................................................................3 
FICA A DICA - ARTs. 8 a 30.............................................................................................. 4 
Formas de provimento................................................................................................. 4 
ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE (arts. 20 e 21)............................................. 5 
REMUNERAÇÃO E VANTAGENS.....................................................................................5 
REGIMES DE TRABALHO E JORNADA...........................................................................6 
LICENÇAS E AFASTAMENTOS (arts. 81 a 97).................................................................7 
DEVERES, PROIBIÇÕES E RESPONSABILIDADES.......................................................8 
Deveres (art. 116):........................................................................................................8 
Proibições (art. 117):.................................................................................................... 8 
REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA DISCIPLINAR (arts. 128 a 132).....................9 
💡 Faltas graves (art. 132):..........................................................................................9 
BENEFÍCIOS E VANTAGENS..........................................................................................10 
BENEFÍCIOS DA APOSENTADORIA (art. 186).............................................................. 10 
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018).......................................11 
CONCEITOS FUNDAMENTAIS (art. 5º).......................................................................... 12 
PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO DE DADOS (art. 6º).................................................... 13 
HIPÓTESES LEGAIS DE TRATAMENTO (art. 7º)...........................................................14 
DIREITOS DO TITULAR (art. 18).................................................................................... 14 
RESPONSABILIDADE E SANÇÕES (arts. 42 a 45)........................................................15 
DIFERENÇAS ENTRE SETOR PÚBLICO E PRIVADO...................................................16 
EXEMPLOS PRÁTICOS E PEGADINHAS...................................................................... 16 
SEGURANÇA E INCIDENTES DE DADOS (arts. 46 a 49)............................................. 17 
Constituição Federal do Brasil........................................................................................... 17 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO..................................................... 17 
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS......................................................... 19 
Direitos fundamentais da 1.ª geração........................................................................ 19 
Direitos fundamentais da 2.ª geração........................................................................ 20 
Direitos fundamentais da 3.ª geração........................................................................ 20 
Direitos fundamentais da 4.ª geração........................................................................ 21 
Direitos fundamentais da 5.ª geração........................................................................ 21 
Direitos e Garantias Fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos................21 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART 37 DA CF)..........................................................24 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – (LIMPE)......24 
ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA...................................................................25 
LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO......................................................... 25 
SERVIDORES PÚBLICOS (arts. 39 a 41 CF)................................................................. 26 
CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS.................................................... 26 
ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO (art. 41 CF)......................................... 27 
ACUMULAÇÃO DE CARGOS (art. 37, XVI, CF)....................................................... 27 
1 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (art. 39, §3º)......................................... 28 
RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 37, §6º)............................28 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 37 e 39 CF)...............................................29 
Lei de Acesso à Informação - Lei nº 12.527/2011..............................................................29 
ÂMBITO DE APLICAÇÃO (art. 1º e 2º)............................................................................30 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES (art. 3º)..............................................................................30 
MODALIDADES DE TRANSPARÊNCIA..........................................................................31 
CONCEITOS IMPORTANTES (art. 4º)............................................................................ 31 
DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO (art. 7º)........................................................... 32 
DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (arts. 8º e 9º)..................................................... 32 
PROCEDIMENTO DE ACESSO (arts. 10 a 16)...............................................................33 
INFORMAÇÕES SIGILOSAS (arts. 23 a 31)................................................................... 33 
INFORMAÇÕES PESSOAIS (art. 31)..............................................................................34 
RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 32)......................................... 34 
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO............................................................................................35 
CONCEITO DE ÉTICA PÚBLICA.................................................................................... 36 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO SERVIDOR PÚBLICO (Seção I do Código)........... 36 
CONDUTA DO SERVIDOR (Seção II do Código)............................................................37 
Deveres éticos (art. 3º)...............................................................................................37 
Proibições éticas (art. 4º)........................................................................................... 38 
O PAPEL DO SERVIDOR COMO AGENTE DO ESTADO (art. 5º e 6º)..........................38 
COMISSÕES DE ÉTICA (arts. 7º a 11)............................................................................39 
CONSEQUÊNCIAS DA INFRAÇÃO ÉTICA.....................................................................39 
DISTINÇÃO ENTRE ÉTICA, MORAL E LEGALIDADE................................................... 40 
CONDUTA ESPERADA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO............................................40 
A ÉTICA COMO PILAR DA EFICIÊNCIA PÚBLICA........................................................ 41 
 
 
 
 
2 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
 
Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis 
da União - Lei nº 8.112/1990 
A Lei nº 8.112/1990 estabelece o regime jurídico estatutário dos servidores públicos 
civis da União, autarquias e fundações públicas federais, definindo direitos, deveres, 
responsabilidades e formas de ingresso e desligamento do serviço público. 
Servidor público é aquele que ocupa cargo público efetivo ou em comissão, 
criado por lei, com atribuições e vencimentos pagos pelos cofres da União. 
Para não ficar algo extenso, deixaremos aqui o link da Lei para você 
consultar, e os principais pontos para você estudar. Clique aqui abaixo para ter 
acesso à Lei: 
 
LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 
Requisitos básicos para investidura (art. 5º): 
 
RequisitoExplicação Observação 
Nacionalidade brasileira Nato ou naturalizado Portugueses equiparados 
também podem 
Idade mínima 18 anos Não há idade máxima geral 
Gozo dos direitos políticos Situação eleitoral regular Ex.: título de eleitor 
Quitação com obrigações 
militares e eleitorais 
Obrigatório Para homens e todos os 
eleitores 
Nível de escolaridade exigido Conforme edital Diploma deve ser válido 
Aptidão física e mental Comprovada em exame 
médico 
Requisito eliminatório 
 
💡O edital pode definir requisitos específicos, como por exemplo, exigir carteira de 
habilitação. 
3 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm
 
FICA A DICA - ARTs. 8 a 30 
Formas de provimento 
 
Modalidade Conceito Exemplo Observação 
Nomeação Ato que gera o ingresso 
no cargo público 
Aprovado em 
concurso 
Única forma de 
provimento 
originário 
Promoção Elevação à classe 
superior dentro da 
carreira 
De técnico para 
analista 
Depende de 
critérios legais 
Readaptação Ajuste a outro cargo 
compatível com 
limitação física ou 
mental 
Servidor readaptado 
após acidente 
Não pode haver 
redução de 
vencimento 
Reversão Retorno de aposentado 
por interesse da 
administração 
Professor aposentado 
que volta a lecionar 
Possível apenas 
se houver 
interesse e aptidão 
Aproveitamento Reingresso de servidor 
em disponibilidade 
Cargo compatível 
com o anterior 
Obrigatório quando 
houver vaga 
Reintegração Retorno de servidor 
demitido ilegalmente 
Demitido readmitido 
por decisão judicial 
Cargo ocupado 
será tornado sem 
efeito 
Recondução Retorno ao cargo 
anterior 
Servidor não 
aprovado no estágio 
probatório de novo 
cargo 
Automática e sem 
prejuízo financeiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE (arts. 20 e 
21) 
Situação Prazo Critérios de avaliação 
Estágio 
probatório 
3 anos Assiduidade, disciplina, capacidade, 
produtividade, responsabilidade 
Estabilidade Após 3 anos de 
efetivo exercício 
Somente perde o cargo por sentença judicial, 
PAD ou avaliação periódica 
💡 A estabilidade surge após 3 anos de efetivo exercício, e não apenas pela 
aprovação no estágio probatório. 
 
REMUNERAÇÃO E VANTAGENS 
 
Categoria Exemplos Observações 
Vencimento Valor fixo pelo exercício do cargo Base de cálculo da 
remuneração 
Remuneração Vencimento + vantagens É a soma total 
Vantagens 
permanentes 
Adicional por tempo de serviço, 
gratificação 
Incorporáveis 
Vantagens 
transitórias 
Diárias, ajuda de custo, 
indenizações 
Não incorporáveis 
💡Vencimento ≠ Remuneração. Vencimento é o valor básico; 
remuneração inclui as vantagens. 
 
5 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
REGIMES DE TRABALHO E JORNADA 
Regra Descrição 
Jornada normal 40 horas semanais (padrão federal) 
Regime de dedicação 
exclusiva 
Não pode exercer outro cargo público 
Regime de tempo parcial Menos de 40 horas semanais 
Horas extras Apenas em situações excepcionais e 
previamente autorizadas 
💡O servidor não pode acumular cargos, salvo as exceções 
constitucionais (art. 37, XVI, CF): 
● 2 cargos de professor; 
 
● 1 cargo de professor + 1 técnico ou científico; 
 
● 2 cargos de profissionais da saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
LICENÇAS E AFASTAMENTOS (arts. 81 a 97) 
Tipo de licença Duração Observação 
Por motivo de 
doença em pessoa 
da família 
Até 60 dias 
(remunerado) + 90 dias 
(sem remuneração) 
Exige comprovação 
médica 
Por motivo de 
afastamento do 
cônjuge 
Indefinida Sem remuneração 
Para serviço militar Durante o tempo de 
convocação 
Tempo conta para 
aposentadoria 
Para capacitação 
profissional 
Até 3 meses a cada 5 
anos 
Interesse da 
administração 
Para atividade 
política 
Do registro da 
candidatura até o 10º dia 
após eleição 
Remunerada nos 15 dias 
antes da eleição 
Licença à gestante 120 dias Pode ser prorrogada por 
60 dias 
Licença-paternidade 5 dias (Lei 13.257/2016) +15 dias prorrogáveis 
por adesão ao programa 
federal 
⚠ Licença para capacitação é remunerada, e não é direito automático — depende 
do interesse da administração. 
 
7 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
DEVERES, PROIBIÇÕES E RESPONSABILIDADES 
 Deveres (art. 116): 
Dever Exemplo prático 
Ser assíduo e pontual Cumprir horário de expediente 
Tratar com urbanidade Manter respeito com colegas e 
público 
Guardar sigilo Não divulgar informações sigilosas 
Zelar pela economia de 
material 
Evitar desperdício 
Representar contra ilegalidade Denunciar ato irregular de colega 
 
Proibições (art. 117): 
Proibição Exemplo 
Retirar documentos sem autorização Levar autos para casa 
Exercer comércio Ter loja própria ou vender produtos 
Participar de gerência ou administração de 
empresa 
Exceto como acionista ou cotista 
Atuar contra interesse público Usar cargo para favorecimento 
pessoal 
Receber propina ou vantagem Corrupção ou favorecimento ilícito 
⚠ A prática de acumulação ilícita de cargos (art. 118) gera demissão. 
 
 
 
 
 
 
8 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA DISCIPLINAR (arts. 
128 a 132) 
 
Penalidade Aplicação Observação 
Advertência Faltas leves (ex.: descumprir dever 
funcional) 
Aplicada por 
escrito 
Suspensão Faltas médias (reincidência, desrespeito) Até 90 dias 
Demissão Faltas graves (corrupção, abandono, 
inassiduidade, improbidade) 
Extingue o 
vínculo 
Cassação de 
aposentadoria 
Aposentado que cometeu falta grave Mesmo já 
inativo 
Destituição de cargo em 
comissão 
Falta grave em cargo comissionado Equivale à 
demissão 
 
⚠Demissão e cassação de aposentadoria possuem os mesmos 
fundamentos (art. 132). 
💡 Faltas graves (art. 132): 
● Abandono de cargo; 
 
● Inassiduidade habitual; 
 
● Improbidade administrativa; 
 
● Corrupção; 
 
● Ofensa física em serviço; 
 
● Aplicação irregular de dinheiro público; 
 
● Revelação de segredo funcional. 
 
 
 
 
9 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
⚠ Abandono de cargo = ausência intencional por +30 dias consecutivos; 
 Inassiduidade habitual = faltas injustificadas em 60 dias intercalados no ano. 
 
BENEFÍCIOS E VANTAGENS 
Benefício Base legal Observação 
Auxílio-natalidade Art. 196 Pago por nascimento de filho 
Auxílio-funeral Art. 226 Valor igual ao da remuneração 
Auxílio-moradia Decreto 
6.932/2009 
Em casos específicos de 
deslocamento 
Diárias e ajuda de 
custo 
Arts. 51 e 53 Para viagens ou remoção 
Férias Art. 77 30 dias por ano, com 1/3 
constitucional 
13º salário CF/88, art. 7º, VIII Gratificação natalina 
💡 Servidor em estágio probatório tem direito a férias, 13º e licenças, salvo as de 
interesse exclusivo da administração. 
BENEFÍCIOS DA APOSENTADORIA (art. 186) 
Tipo de 
aposentadoria 
Requisito Observação 
Por invalidez 
permanente 
Incapacidade total e definitiva Proventos integrais se acidente 
em serviço 
Compulsória 75 anos (EC 88/2015) Proventos proporcionais 
Voluntária Tempo de contribuição e 
idade mínima 
Regras constitucionais (EC 
103/2019) 
Por idade 62 anos (mulher) / 65 anos 
(homem) 
Conforme reforma da 
previdência 
⚠ A aposentadoria não extingue a responsabilidade administrativa — servidor pode 
sofrer cassação de aposentadoria se comprovada falta grave (art. 134). 
10 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 
nº 13.709/2018) 
A LGPD regula como dados pessoais podem ser coletados, usados, armazenados e 
compartilhados, garantindo transparência,segurança e consentimento do titular. 
💡 Finalidade essencial: 
Proteger o cidadão contra o uso indevido de suas informações pessoais, 
equilibrando liberdade individual e interesse econômico. 
 
Abrangência Inclui Não se aplica 
Setor público e 
privado 
Empresas, 
órgãos públicos, 
profissionais 
liberais 
Dados para fins 
jornalísticos, 
artísticos, 
acadêmicos ou 
de segurança 
pública 
Tratamento 
automatizado 
ou manual 
Qualquer forma 
de manipulação 
de dados 
Dados 
exclusivamente 
pessoais e 
domésticos 
 
Para não ficar algo extenso, deixaremos aqui o link da Lei para você 
consultar, e os principais pontos para você estudar. Clique aqui abaixo para ter 
acesso à Lei: 
LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018 
 
 
 
 
 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.709-2018?OpenDocument
 
 
 
CONCEITOS FUNDAMENTAIS (art. 5º) 
Termo Definição Exemplo 
Dado pessoal Informação que identifica ou pode 
identificar alguém 
Nome, CPF, e-mail 
Dado sensível Dado sobre origem racial, religião, opinião 
política, saúde, vida sexual, biometria 
Ficha médica, 
orientação religiosa 
Titular Pessoa natural a quem se referem os 
dados 
Cidadão, cliente, 
paciente 
Controlador Quem toma decisões sobre o tratamento Empresa ou órgão 
público responsável 
Operador Quem realiza o tratamento de dados em 
nome do controlador 
Empresa terceirizada de 
TI 
Encarregado 
(DPO) 
Pessoa indicada para comunicação entre 
controlador, titular e ANPD 
Responsável pela 
conformidade 
Tratamento Toda operação com dados pessoais Coletar, armazenar, 
usar, eliminar 
Anonimização Processo que remove a possibilidade de 
identificação 
Substituir nome por 
código 
💡Controlador decide, operador executa, encarregado fiscaliza e comunica. 
 
 
 
 
 
12 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO DE DADOS (art. 6º) 
Princípio Significado Exemplo prático 
Finalidade Usar dados para propósito 
legítimo e específico 
Cadastro apenas para 
entrega do produto 
Adequação Compatibilidade com a 
finalidade informada 
Usar e-mail só para 
contato, não marketing 
Necessidade Coletar apenas o essencial Pedir CPF apenas se 
necessário 
Livre acesso O titular pode consultar seus 
dados a qualquer momento 
Direito de acesso 
garantido 
Qualidade dos dados Dados devem ser atualizados e 
precisos 
Atualização de endereço 
do cliente 
Transparência Clareza na forma de coleta e 
uso 
Política de privacidade 
clara 
Segurança Adoção de medidas contra 
vazamentos 
Criptografia e controle de 
acesso 
Prevenção Evitar ocorrência de danos Testes de segurança 
constantes 
Não discriminação Proibição de tratamento 
discriminatório 
Não usar dados de 
saúde para negar 
emprego 
Responsabilização e 
prestação de contas 
Comprovar medidas de 
proteção 
Relatórios e auditorias 
internas 
⚠O princípio da necessidade obriga o controlador a coletar apenas os dados 
estritamente indispensáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
HIPÓTESES LEGAIS DE TRATAMENTO (art. 7º) 
O tratamento de dados somente é permitido em 10 hipóteses legais: 
Hipótese Exemplo prático 
1. Consentimento do titular Cliente autoriza uso de e-mail para promoções 
2. Cumprimento de obrigação legal Empresa guarda dados fiscais exigidos por lei 
3. Execução de políticas públicas INSS usa dados para benefícios sociais 
4. Realização de estudos Pesquisa científica anonimizada 
5. Execução de contrato Dados necessários à entrega de produto 
6. Exercício regular de direito Uso em processos judiciais 
7. Proteção da vida ou integridade 
física 
Hospital usa dados em emergência 
8. Tutela da saúde Plano de saúde usa dados para diagnóstico 
9. Interesse legítimo do controlador Prevenção a fraudes bancárias 
10. Proteção do crédito Consulta a cadastro de inadimplentes (SPC, 
Serasa) 
💡 Dica: O consentimento não é a única base legal; ele é uma entre dez hipóteses 
possíveis. 
DIREITOS DO TITULAR (art. 18) 
Direito Descrição Exemplo 
Confirmação da existência de 
tratamento 
Saber se há dados seus 
sendo usados 
Solicitação a uma 
empresa 
Acesso aos dados Obter cópia ou resumo dos 
dados 
E-mail solicitando 
relatório 
Correção Pedir atualização ou 
retificação 
Alterar endereço 
errado 
Anonimização, bloqueio ou 
eliminação 
Excluir dados 
desnecessários 
Pedir exclusão de 
cadastro 
Portabilidade Transferir dados a outro 
fornecedor 
Migrar operadora de 
telefone 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
Eliminação dos dados tratados 
com consentimento 
Revogar autorização e 
pedir exclusão 
Retirar dados de 
mailing 
Informação sobre 
compartilhamento 
Saber com quem os dados 
foram divididos 
Ex.: empresa parceira 
Revogação do consentimento Retirar autorização dada 
antes 
Cancelar autorização 
de marketing 
⚠ Prazo: O controlador deve responder ao titular em até 15 dias. 
💡 O titular pode revogar o consentimento a qualquer momento, sem precisar justificar. 
 
RESPONSABILIDADE E SANÇÕES (arts. 42 a 45) 
Situação Penalidade possível Autoridade 
competente 
Descumprimento da 
LGPD 
Advertência ANPD 
Reincidência ou dano 
ao titular 
Multa simples até 2% do faturamento 
(máx. R$ 50 milhões) 
ANPD 
Casos graves Publicização da infração, bloqueio ou 
eliminação dos dados 
ANPD 
Setor público Responsabilização administrativa e civil ANPD + CGU ou 
TCU 
💡 ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados: 
É o órgão fiscalizador e regulador da LGPD. Atua orientando, fiscalizando 
e aplicando sanções. 
 
 
 
 
15 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
DIFERENÇAS ENTRE SETOR PÚBLICO E PRIVADO 
 Setor Privado Setor Público 
Base legal principal Consentimento do 
titular 
Execução de políticas públicas 
Fiscalização ANPD diretamente ANPD + órgãos de controle (CGU, 
TCU) 
Compartilhamento de 
dados 
Com consentimento Pode ocorrer por interesse público 
Responsabilização Multas financeiras Sanções administrativas e 
disciplinares 
💡 Cuidado: 
A Administração Pública pode tratar dados sem consentimento, desde que 
para execução de políticas públicas (art. 7º, III). 
EXEMPLOS PRÁTICOS E PEGADINHAS 
Questão típica Resposta 
correta 
Explicação 
“A LGPD aplica-se apenas ao setor 
privado.” 
❌ Errado Aplica-se também ao setor 
público 
“Todo tratamento depende de 
consentimento do titular.” 
❌ Errado Existem 10 hipóteses legais 
“Dados anonimizados estão sujeitos à 
LGPD.” 
❌ Errado Apenas se for possível 
reidentificação 
“O titular pode pedir a eliminação de 
dados a qualquer momento.” 
✅ Certo Direito assegurado pelo art. 
18 
“A ANPD é órgão autônomo vinculado à 
Presidência da República.” 
✅ Certo Art. 55-A da LGPD (após Lei 
14.460/2022) 
 
 
 
 
 
 
16 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
SEGURANÇA E INCIDENTES DE DADOS (arts. 46 a 49) 
O controlador e o operador devem adotar medidas técnicas e administrativas de 
segurança, para proteger os dados de acesso não autorizado, vazamento, perda, destruição 
ou modificação acidental. 
🚨 Em caso de vazamento: 
 
 1⃣ O controlador deve comunicar à ANPD e ao titular imediatamente. 
 2⃣ A ANPD pode determinar medidas corretivas e publicização do incidente. 
💡 O dever de comunicação do incidente é do controlador, não do operador. 
Constituição Federal do Brasil 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO 
 
Os princípios fundamentais de uma Constituição são as bases e 
diretrizes que orientam toda a ordem jurídica e política do Estado. Eles 
refletem os valores fundamentais da sociedade e estabelecem os alicerces 
sobre os quais a Constituição é construída. 
 
Essesprincípios formam a espinha dorsal de uma Constituição, 
garantindo que o Estado atue de acordo com valores fundamentais e 
promova uma sociedade justa, livre e equitativa. Cada constituição pode ter 
variações na formulação desses princípios, refletindo a cultura, história e 
valores específicos do país em questão. 
 
DICA mnemônico:: SOCIDIVAPLU 
 
 
 Soberania: 
Refere-se à supremacia do poder do Estado, emanando do povo, que detém 
a autoridade máxima sobre seu território e assuntos internos. 
 
 Cidadania: 
Define quem são os cidadãos e os direitos e deveres associados a essa 
condição. Pode incluir princípios de igualdade perante a lei e não 
discriminação. 
17 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
 
 Dignidade da Pessoa Humana: 
Reconhece e protege a dignidade intrínseca de cada indivíduo, garantindo 
respeito à sua integridade física e moral. 
 
 Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa: 
Estabelece princípios relacionados ao trabalho, como a valorização do 
trabalho humano e a promoção da livre iniciativa econômica. 
 
 
 
 Pluralismo Político: 
Reconhece e protege a diversidade de opiniões, crenças e formas de 
participação política na sociedade. 
 
 Princípio Federativo: 
Regula a distribuição de competências entre os entes federativos, como 
União, Estados, Municípios e Distrito Federal. 
 
 
 Separação de Poderes: 
Divide o poder do Estado em três esferas distintas - Legislativo, Executivo e 
Judiciário - para evitar concentração excessiva e abusos. 
 
 Legalidade: 
Estabelece que o Estado deve atuar de acordo com a lei, e nenhuma ação 
pode ser tomada sem base legal. 
 
 Impessoalidade e Moralidade: 
Exige que as ações do Estado sejam guiadas por critérios objetivos, sem 
favorecimentos, e que estejam em consonância com padrões éticos. 
 
 Publicidade: 
Determina que os atos do poder público devem ser transparentes e 
acessíveis à sociedade, a menos que haja motivo legítimo para sigilo. 
 
 Legalidade Estrita: 
Princípio que restringe a interpretação das normas legais, exigindo que o 
poder público atue estritamente dentro dos limites estabelecidos pela lei. 
 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
 Irretroatividade da Lei: 
Estabelece que a lei não pode retroagir para prejudicar direitos adquiridos, 
garantindo a segurança jurídica. 
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
 
Os direitos e garantias fundamentais são uma parte essencial de 
muitas constituições ao redor do mundo, estabelecendo as liberdades 
individuais e coletivas que são reconhecidas e protegidas pelo Estado. Esses 
direitos formam a base para a promoção da dignidade humana, igualdade, 
liberdade e justiça em uma sociedade. 
 
 Direitos fundamentais da 1.ª geração 
 
Nessa linha, essa geração engloba os direitos civis e políticos que 
sugiram no final do século XVIII e ao longo do século XIX a partir das 
revoluções liberais. Esses direitos têm como objetivo proteger a liberdade 
individual contra a interferência do Estado, garantindo, por exemplo, a 
liberdade de expressão, a liberdade de reunião, a liberdade de associação, a 
liberdade de pensamento, a igualdade perante a lei, o direito de propriedade, 
o direito à segurança, o direito ao devido processo legal e o direito ao voto. 
Eles são considerados direitos negativos, pois exigem que o Estado se 
abstenha de intervir na esfera individual. 
 
Direitos fundamentais da 2.ª geração 
 
A segunda geração de direitos fundamentais, também conhecida como 
direitos sociais, econômicos e culturais, surgiu no século XX, em resposta aos 
problemas sociais e econômicos decorrentes da Revolução Industrial e da 
Segunda Guerra Mundial. Esses direitos visam garantir as condições 
materiais necessárias para que as pessoas possam desfrutar de uma vida 
digna e plena, com acesso à educação, saúde, trabalho, moradia, 
alimentação, cultura, lazer e meio ambiente saudável. 
 
Ao contrário dos direitos de primeira geração, que se concentram na 
proteção da liberdade individual, os direitos de segunda geração demandam 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
a ação positiva do Estado, na medida em que este deve assegurar o acesso 
aos bens e serviços essenciais para a realização de uma vida digna. 
Alguns exemplos de direitos de segunda geração incluem o direito à 
educação, saúde, trabalho, moradia, previdência social, cultura e meio 
ambiente saudável. 
Direitos fundamentais da 3.ª geração 
 
A terceira geração de direitos fundamentais, também conhecida como 
direitos de solidariedade ou de fraternidade, surgiu no final do século XX, 
como resposta a problemas globais que ultrapassam as fronteiras dos 
Estados nacionais, como a proteção do meio ambiente, a paz e o 
desenvolvimento sustentável. Esses direitos se referem ao reconhecimento 
de valores universais, tais como a solidariedade, a cooperação e a 
preservação do meio ambiente, e têm como objetivo garantir um mundo mais 
justo e solidário. 
 
Dentre os direitos de terceira geração, destacam-se o direito à paz, o 
direito ao desenvolvimento, o direito à autodeterminação dos povos, o direito 
ao patrimônio comum da humanidade, o direito à comunicação e o direito à 
proteção do meio ambiente. 
 
São considerados direitos difusos, pois transcendem as fronteiras dos 
Estados nacionais e exigem a cooperação e a solidariedade entre os povos e 
Estados, para a sua efetivação. 
 
São alguns dos direitos de terceira geração: 
 
a) Direito ao desenvolvimento; 
b) Direito à paz (Bonavides classifica como de 5ª geração); 
c) Direito ao meio ambiente; 
d) Direito de propriedade; 
e) Direito de comunicação. 
 
Direitos fundamentais da 4.ª geração 
 
A quarta geração de direitos fundamentais trabalha com um conceito 
ainda em desenvolvimento e não há um consenso claro sobre o seu 
conteúdo. Algumas correntes doutrinárias defendem que essa geração de 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
direitos se refere aos direitos decorrentes do avanço tecnológico, como o 
direito à privacidade digital, o direito ao acesso à internet, o direito à proteção 
de dados pessoais, o direito à inteligência artificial justa, o direito à robótica 
ética, entre outros. 
 
 Outras correntes, porém, questionam a necessidade de uma quarta 
geração de direitos fundamentais, argumentando que os direitos já 
reconhecidos nas três primeiras gerações são suficientes para garantir a 
proteção dos indivíduos em um mundo em constante transformação. 
 
Em suma, a quarta geração de direitos fundamentais é um conceito em 
desenvolvimento, que se refere aos direitos decorrentes do avanço 
tecnológico, mas ainda não há um consenso claro sobre o seu conteúdo. 
Direitos fundamentais da 5.ª geração 
 
Por fim, da mesma forma que a quarta geração, a quinta também é um 
conceito ainda em discussão, proposto por algumas correntes doutrinárias, e 
tem como objetivo garantir os direitos que emergem da necessidade de 
proteção do patrimônio genético humano, do direito à identidade cultural, do 
direito à paz e do direito à democratização das comunicações. 
 
Direitos e Garantias Fundamentais: direitos 
e deveres individuais e coletivos 
 
FICA A DICA 
 
Os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, previstos no artigo 5º da 
Constituição Federal, representam o coração dos direitos fundamentais 
brasileiros. Eles garantem a liberdade, a igualdade, a dignidade humana e a 
justiça social, equilibrando os direitos do cidadão com os deveres para com 
a coletividade 
 
O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 consagra o princípio da 
igualdade de todos perante a lei, garantindo que homens e mulheres são 
iguais em direitos e obrigações, sem distinção de qualquer natureza. Esse 
21 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134artigo estabelece o conjunto mais importante de direitos e deveres 
fundamentais do cidadão brasileiro, que são cláusulas pétreas — ou seja, não 
podem ser abolidos nem por emenda constitucional (art. 60, §4º, IV). 
Os direitos individuais protegem a liberdade e a autonomia do indivíduo 
frente ao poder do Estado. Entre eles estão o direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, que formam o núcleo dos direitos 
fundamentais. A vida é considerada o bem mais importante, e dela derivam o 
direito à integridade física e moral. A liberdade abrange tanto a liberdade de ir 
e vir (locomoção) quanto as liberdades de expressão, crença, consciência, 
profissão e associação, todas asseguradas constitucionalmente. 
O direito à igualdade impede discriminações e determina tratamento 
isonômico entre as pessoas, permitindo diferenciações apenas quando 
houver fundamento legítimo e razoável (como cotas raciais ou ações 
afirmativas). Já o direito à propriedade é garantido, mas deve cumprir uma 
função social, ou seja, não pode ser usada de modo egoísta ou prejudicial à 
coletividade. 
A Constituição também protege a liberdade de pensamento e de 
manifestação, sendo vedado o anonimato, para que o autor de qualquer 
declaração responda por eventuais abusos. Garante ainda a liberdade 
de crença e de culto religioso, assegurando a proteção aos locais de 
culto e suas liturgias. No campo da comunicação, assegura a liberdade 
de expressão e de imprensa, vedando qualquer tipo de censura prévia. 
A inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem 
das pessoas, garantindo o direito à indenização por danos morais ou 
materiais decorrentes de sua violação. A casa é asilo inviolável, só podendo 
ser invadida com consentimento do morador, em flagrante delito, desastre, para 
prestar socorro, ou por determinação judicial durante o dia. 
O artigo 5º também estabelece que ninguém será submetido a tortura 
nem a tratamento desumano ou degradante, e que ninguém será obrigado a 
fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei — consagrando o 
princípio da legalidade. Além disso, ninguém será considerado culpado até o 
trânsito em julgado de sentença penal condenatória, o que assegura a 
presunção de inocência. 
Nos direitos coletivos, o artigo garante a liberdade de associação, 
permitindo que os cidadãos se unam para fins lícitos, inclusive para formar 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
sindicatos, vedando apenas as associações de caráter paramilitar. Também 
assegura o direito de reunião pacífica, sem armas, em locais abertos ao 
público, desde que não frustre outra reunião previamente convocada. 
No campo da cidadania e da proteção social, o artigo 5º garante o acesso 
à Justiça e o direito de petição aos Poderes Públicos, independentemente do 
pagamento de taxas, para defesa de direitos ou contra ilegalidades. Também 
consagra instrumentos jurídicos fundamentais de defesa constitucional, como o 
habeas corpus (proteção da liberdade de locomoção), o habeas data (acesso e 
correção de dados pessoais em registros públicos), o mandado de segurança 
(proteção de direito líquido e certo violado por autoridade pública), o mandado 
de injunção (quando a falta de norma regulamentadora impede o exercício de 
um direito constitucional) e a ação popular (para anular atos lesivos ao 
patrimônio público, à moralidade administrativa e ao meio ambiente). 
O artigo 5º ainda garante direitos políticos, sociais e de participação 
coletiva, permitindo que o cidadão atue de forma ativa na vida pública e tenha 
instrumentos para cobrar a responsabilidade do Estado. Também protege a 
inviolabilidade das comunicações, assegura o sigilo das correspondências e 
das comunicações telefônicas (salvo por ordem judicial em investigação 
criminal ou instrução processual penal), e garante o direito à propriedade 
intelectual, reconhecendo a proteção às criações científicas, artísticas e 
literárias. 
Por outro lado, o artigo 5º também impõe deveres ao cidadão, 
especialmente o dever de respeitar os direitos alheios, cumprir a lei e 
contribuir para o bem comum. Esses deveres estão implícitos nos próprios 
direitos fundamentais, pois o exercício de um direito não pode servir de 
pretexto para violar o direito de outra pessoa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
 
 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART 37 DA CF) 
A Administração Pública compreende todos os órgãos, agentes e entidades 
responsáveis pela execução das atividades do Estado. 
 
 Pode ser: 
Tipo Descrição Exemplo 
Administração 
Direta 
Estrutura do próprio Estado Ministérios, Secretarias, Tribunais 
Administração 
Indireta 
Entidades com personalidade 
jurídica própria 
Autarquias, Fundações, 
Empresas Públicas e SEMs 
Administração Pública é o conjunto de entidades e órgãos que executam as 
funções administrativas do Estado, sempre sujeitas aos princípios 
constitucionais. 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 
(LIMPE) 
O art. 37, caput, CF, estabelece os cinco princípios expressos que regem toda a 
Administração Pública: 
Princípio Significado Exemplo Dica 
Legalidade O agente público só 
pode agir conforme a 
lei 
Um servidor não 
pode criar regras 
próprias 
“Na Administração, só é 
permitido o que a lei 
autoriza.” 
Impessoalida
de 
O ato deve visar o 
interesse público, não 
pessoal 
Proibida promoção 
pessoal com dinheiro 
público 
Nome de autoridade em 
obras públicas = 
inconstitucional 
Moralidade Exige conduta ética e 
honesta do agente 
público 
Nepotismo viola 
moralidade 
Envolve legalidade + 
boa-fé 
Publicidade Os atos 
administrativos 
devem ser 
transparentes 
Divulgação de atos 
oficiais 
Exceção: sigilo de 
segurança e 
investigação 
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Eficiência Exige resultados e 
qualidade na gestão 
pública 
Avaliação de 
desempenho e 
produtividade 
Incluído pela EC nº 
19/1998 
💡LIMPE = Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. 
⚠ Os princípios do art. 37 caput valem para toda a administração direta e indireta, em 
qualquer dos Poderes e entes federativos (União, Estados, DF e Municípios). 
 
ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA 
Tipo Conceito Personalidade 
Jurídica 
Criação Exemplo 
Direta Órgãos integrados ao 
Estado 
❌ Não têm Pela própria CF 
ou leis 
estruturantes 
Ministérios, 
Secretarias 
Indireta Entidades com 
autonomia 
administrativa e 
financeira 
✅ Têm Por lei específica Autarquias, 
Fundações, 
Empresas Públicas 
e SEMs 
💡Autarquia = pessoa jurídica de direito público criada por lei específica. 
 Empresa pública e sociedade de economia mista = direito privado, criadas por 
autorização legal. 
LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO 
A licitação (art. 37, XXI, CF) é o procedimento obrigatório para contratação pública 
que assegura isonomia e seleção da proposta mais vantajosa. 
 Princípios básicos da licitação: 
● Igualdade, 
 
● Publicidade, 
 
● Competitividade, 
 
● Julgamento objetivo, 
 
● Vinculação ao edital. 
 
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💡 Lei aplicável: Lei nº 14.133/2021 – Nova Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. 
🚨 A licitação só é dispensável ou inexigível nos casos previstos em lei — nunca por 
conveniência política. 
SERVIDORES PÚBLICOS (arts. 39 a 41 CF) 
A CF distingue agentes públicos em três grandes categorias: 
Categoria Quem se enquadra Regime 
Agentes 
políticos 
Chefes de Poder, ministros, 
secretários 
Regime constitucional próprio 
Servidores 
públicos 
Ocupantes de cargo efetivo ou 
em comissão 
Regime estatutário (Lei 8.112/1990 
no âmbito federal) 
Empregados 
públicos 
Trabalhadores de empresas 
estatais 
Regime celetista (CLT) 
💡 Servidor estatutário ≠ empregado público(celetista). 
CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS 
Tipo Regime Forma de 
ingresso 
Exemplo 
Cargo 
público 
Estatutário (Lei 
8.112/90) 
Concurso público Técnico Judiciário, Auditor 
Fiscal 
Emprego 
público 
CLT Concurso público Funcionário da Caixa 
Econômica 
Função 
pública 
Temporária (sem 
vínculo efetivo) 
Processo seletivo 
simplificado 
Contratação emergencial por 
tempo determinado 
💡 Art. 37, II, CF: 
“A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
concurso público.” 
⚠ Exceção: cargos em comissão e funções de confiança, destinados exclusivamente a 
servidores efetivos (art. 37, V). 
 
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ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO (art. 41 CF) 
Situação Requisito Perda do cargo 
Estágio 
probatório 
3 anos de efetivo exercício Avaliação de desempenho 
Estabilidade Após 3 anos + aprovação em 
avaliação especial 
Sentença judicial, PAD ou 
insuficiência de desempenho 
⚠ Art. 41, §1º: 
 
 O servidor estável só perderá o cargo: 
 
 1⃣ Em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
 2⃣ Mediante processo administrativo disciplinar (com ampla defesa); 
 3⃣ Por avaliação periódica de desempenho, nos termos de lei complementar. 
💡 A estabilidade surge após 3 anos, e não confere vitaliciedade (diferente dos juízes e 
membros do MP). 
ACUMULAÇÃO DE CARGOS (art. 37, XVI, CF) 
Situação permitida Condição 
2 cargos de professor Compatibilidade de horários 
1 cargo de professor + 1 técnico ou 
científico 
Compatibilidade de horários 
2 cargos privativos de profissionais da 
saúde 
Compatibilidade de horários 
🚨 Vedada a acumulação de aposentadorias (exceto se cargos acumuláveis na ativa). 
💡Cargo em comissão não é acumulável, mesmo que de confiança, salvo se dentro da 
mesma estrutura. 
 
 
 
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DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (art. 39, §3º) 
Os servidores públicos são assegurados os direitos sociais do art. 7º da CF, como: 
✔ salário mínimo, 
 ✔ 13º salário, 
 ✔ adicional de férias (1/3), 
 ✔ licença gestante (120 dias), 
 ✔ licença-paternidade (5 dias, podendo ser prorrogada), 
 ✔ jornada máxima de 44h, 
 ✔ repouso semanal remunerado, 
 ✔ aposentadoria, entre outros. 
💡 Esses direitos são estendidos aos servidores públicos, mas nem todos são aplicáveis 
automaticamente, pois dependem de lei específica regulamentadora. 
 
RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 37, §6º) 
“As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão objetivamente pelos danos que seus agentes 
causarem a terceiros.” 
 Características: 
● Responsabilidade objetiva do Estado (não exige prova de culpa). 
 
● Baseada na teoria do risco administrativo. 
 
● Admite direito de regresso contra o agente (se houver dolo ou culpa). 
 
Exemplo: Um servidor do INSS erra no cálculo do benefício → a União responde perante 
o segurado, e depois pode cobrar do servidor. 
⚠Responsabilidade do Estado = objetiva, 
 Responsabilidade do agente = subjetiva. 
 
 
 
 
 
 
 
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ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 37 e 39 CF) 
 Conceito Exemplo 
Centralização Atuação direta do Estado Ministério da Saúde 
Descentralização Transferência para outra 
pessoa jurídica 
INSS, universidades públicas 
Desconcentração Distribuição interna de 
competências 
Secretaria → departamentos e 
divisões 
💡 GRAVE: 
 Centralização = dentro do Estado; 
 Descentralização = fora do Estado; 
 Desconcentração = dentro do mesmo órgão. 
 
Lei de Acesso à Informação - Lei nº 
12.527/2011 
A LAI concretiza os seguintes dispositivos constitucionais: 
Dispositivo Conteúdo 
Art. 5º, 
XXXIII, CF 
Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu 
interesse particular ou coletivo, salvo aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. 
Art. 37, §3º, II, 
CF 
O acesso à informação é princípio da administração pública. 
Art. 216, §2º, 
CF 
Cabe à administração pública a gestão transparente de documentos e 
informações governamentais. 
 
A LAI garante a transparência ativa e passiva dos órgãos públicos e limita o sigilo apenas 
em situações excepcionais. 
 
Para não ficar algo extenso, deixaremos aqui o link da Lei para você 
consultar, e os principais pontos para você estudar. Clique aqui abaixo para ter 
acesso à Lei: 
LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011. 
29 
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http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.527-2011?OpenDocument
 
 
ÂMBITO DE APLICAÇÃO (art. 1º e 2º) 
A Lei de Acesso à Informação obriga todos os órgãos e entidades da Administração 
Direta e Indireta dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em todos os entes 
federativos (União, Estados, DF e Municípios). 
Abrange Inclui Exceções 
Órgãos públicos Ministérios, secretarias, tribunais, 
câmaras, autarquias, fundações 
públicas 
Nenhuma 
Entidades privadas 
sem fins lucrativos 
Quando recebem recursos públicos Apenas quanto ao 
uso desses recursos 
Empresas estatais Empresas públicas e sociedades de 
economia mista 
Nos limites do 
interesse público 
💡 Entidades privadas também estão sujeitas à LAI, mas somente na parte em que 
administram recursos públicos. 
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES (art. 3º) 
Princípio / Diretriz Significado Exemplo 
Publicidade como regra, sigilo como 
exceção 
A regra é o acesso; o 
sigilo deve ser 
justificado 
Todo ato público 
deve ser 
transparente 
Divulgação de informações de 
interesse público, 
independentemente de solicitação 
Transparência ativa Publicação no portal 
da transparência 
Utilização de linguagem clara Informação acessível a 
todos 
Evitar jargões 
técnicos e siglas 
Gestão transparente da informação Organização e controle 
adequado de dados 
Arquivos públicos 
digitalizados 
Desenvolvimento da cultura de 
acesso 
Educação e incentivo à 
transparência 
Campanhas e 
treinamentos 
internos 
Controle social da administração Cidadão fiscaliza o 
Estado 
Acesso a contratos, 
licitações, despesas 
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⚠ A publicidade é a regra, e o sigilo a exceção, mesmo para informações internas. 
 
MODALIDADES DE TRANSPARÊNCIA 
Modalidade Definição Exemplo prático 
Transparência 
ativa 
Quando o órgão divulga informações 
espontaneamente, sem solicitação 
Portais de transparência 
com relatórios de gastos 
Transparência 
passiva 
Quando o cidadão solicita 
formalmente a informação 
Pedido via e-SIC ou 
protocolo físico 
💡 Transparência ativa = iniciativa do órgão; 
 Transparência passiva = iniciativa do cidadão. 
 
CONCEITOS IMPORTANTES (art. 4º) 
Termo Significado 
Informação Dados, processados ou não, que podem ser usados para produção de 
conhecimento. 
Disponibilidade Possibilidade de acesso e uso da informação pelo cidadão. 
Autenticidade Garante que a informação é verdadeira e íntegra. 
Integridade Informação não foi alterada ou corrompida. 
Primariedade Informação ainda não tratada ou consolidada. 
💡 Exemplo prático: Um cidadão pode solicitar documentos originais (primários) ou 
relatórios consolidados (tratados), desde que existentes. 
DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO (art. 7º) 
Qualquer pessoa, sem precisar justificar o motivo, pode solicitar informações aos 
órgãos públicos. 
 
 
 
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Direito assegurado Detalhamento 
Acesso a registros e documentos Qualquer formato físico ou digital 
Informação sobre ações, programas 
e resultados 
Exemplo: gastos públicos, licitações, contratos 
Direito de receber resposta Dentrode 20 dias, prorrogável por mais 10 dias, 
com justificativa 
Receber justificativa em caso de 
negativa 
Obrigatória e fundamentada 
Direito de recurso Até 3 instâncias dentro do próprio órgão 
⚠ O cidadão não precisa apresentar justificativa para pedir informação (art. 10, §3º). 
💡 Prazo total máximo: 30 dias (20 + 10 de prorrogação justificada). 
DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (arts. 8º e 9º) 
Obrigação Explicação prática 
Manter portal de transparência Divulgação ativa de despesas, licitações, 
contratos, convênios 
Criar Serviço de Informações ao 
Cidadão (SIC) 
Atendimento presencial e eletrônico 
Divulgar informações em linguagem 
acessível 
Clareza e compreensão 
Garantir acessibilidade física e digital Inclusão de pessoas com deficiência 
Designar autoridade de monitoramento Responsável pela aplicação da LAI 
💡O SIC (Serviço de Informação ao Cidadão) é obrigatório em todos os órgãos e 
entidades públicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROCEDIMENTO DE ACESSO (arts. 10 a 16) 
Etapa Descrição Observação 
Pedido de 
informação 
Pode ser feito por qualquer pessoa, física 
ou jurídica 
Por escrito ou meio 
eletrônico 
Recebimento e 
protocolo 
Órgão deve fornecer número de 
acompanhamento 
Sem custo, salvo 
cópias 
Prazo para 
resposta 
20 dias + prorrogação de 10 dias Art. 11, §2º 
Negativa Deve ser fundamentada, com indicação da 
autoridade responsável 
Art. 11, §4º 
Recurso Até 10 dias após ciência da negativa Art. 15 
Reavaliação final Pela Controladoria-Geral (no âmbito 
federal) 
Art. 16 
💡 A ausência de resposta não é considerada negativa tácita, mas o cidadão pode 
recorrer. 
INFORMAÇÕES SIGILOSAS (arts. 23 a 31) 
A LAI define 3 níveis de sigilo para informações de interesse do Estado: 
Grau de sigilo Prazo 
máximo 
Autoridade competente 
para classificar 
Exemplo 
Ultrassecreta 25 anos 
(prorrogável 
uma vez) 
Presidente, Vice, Ministros e 
Comandantes das Forças 
Estratégias militares 
Secreta 15 anos Mesmo rol acima Investigações 
sensíveis 
Reservada 5 anos Qualquer autoridade 
comissionada de direção 
Informação 
administrativa interna 
⚠ Art. 24, §2º: 
Decorrido o prazo de sigilo, a informação torna-se automaticamente pública, 
sem necessidade de pedido. 
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🚨 O prazo pode ser prorrogado apenas para informações ultrassecretas, e somente 
uma vez, por igual período. 
 
INFORMAÇÕES PESSOAIS (art. 31) 
Situação Regra Exemplo 
Dados 
pessoais 
Acesso restrito por até 100 anos Ficha funcional de 
servidor 
Acesso 
autorizado 
Apenas ao titular ou por decisão judicial Histórico médico 
Vedação Divulgação que possa afetar intimidade, vida 
privada, honra ou imagem 
Dados de endereço 
residencial 
💡 Interpretação literal da lei: 
O prazo de 100 anos refere-se ao sigilo de informações pessoais, não a 
dados de interesse do Estado. 
RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 
32) 
O agente público que negar indevidamente acesso à informação está sujeito a 
sanções administrativas, civis e penais. 
Conduta punível Consequência 
Recusar-se a fornecer informação 
pública 
Responsabilidade disciplinar 
Fornecer informação incorreta, 
incompleta ou falsa 
Sanção administrativa 
Destruir ou ocultar documentos públicos Crime (art. 305 do CP – supressão de 
documento) 
Impedir indevidamente o exercício do 
direito 
Penalidades da Lei 8.112/1990 (demissão, 
suspensão etc.) 
⚠ Art. 32, §2º: 
O agente público responderá pessoalmente, se agir com dolo ou má-fé. 
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CLASSIFICAÇÃO E DESCLASSIFICAÇÃO 
Ato Competência Revisão 
Classificar 
informação 
Autoridades indicadas (art. 27) Revisão a cada 4 anos 
Desclassificar Pela mesma autoridade ou superior 
hierárquico 
Pode ocorrer a qualquer 
tempo 
Reclassificação Alterar o grau de sigilo Permitido por motivo 
justificado 
⚠ Toda informação sigilosa deve ser reavaliada a cada 4 anos, sob pena de perda 
automática do sigilo. 
 
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
O Decreto nº 1.171/1994 estabelece as regras éticas de conduta dos servidores 
públicos federais, visando garantir que o exercício da função pública seja pautado pela 
moralidade, honestidade, cortesia, zelo e justiça. 
💡 Essência: 
A ética no serviço público não se resume à legalidade, mas à moralidade 
administrativa, o servidor deve fazer o que é correto, mesmo quando a lei é 
omissa. 
⚖ Base constitucional: 
 Art. 37, caput, da CF — “A administração pública obedecerá aos princípios da legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.” 
 
 
 
 
 
 
 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
CONCEITO DE ÉTICA PÚBLICA 
Ética é o conjunto de valores e princípios morais que orientam a conduta 
humana dentro da sociedade. No serviço público, é a dimensão moral do dever 
funcional. 
Termo Significado prático 
Moralidade 
administrativa 
Agir com honestidade e boa-fé mesmo quando a lei não prevê 
expressamente 
Decoro Conduta respeitável, digna e compatível com o cargo 
Urbanidade Tratar todos com cortesia e respeito 
Probidade Retidão e integridade nas ações 
Zelo Cuidado com o patrimônio público 
⚠Ética ≠ Lei. O servidor pode agir legalmente, mas de forma antiética, se faltar 
moralidade e honestidade na intenção. 
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO SERVIDOR PÚBLICO 
(Seção I do Código) 
Princípio Ético Explicação Exemplo prático 
Dignidade O servidor deve agir com respeito à 
própria função e às pessoas 
Cumprir ordens legais sem 
humilhar subordinados 
Decoro e zelo Manter postura respeitosa e 
responsável 
Evitar atrasos, descuidos ou 
negligência 
Eficácia e 
eficiência 
Trabalhar com qualidade e presteza Cumprir prazos e metas 
Moralidade e 
boa-fé 
Agir de forma honesta e justa Não aceitar vantagens ou 
favores 
Cortesia e 
lealdade 
Respeitar hierarquia e tratar o 
público com urbanidade 
Usar linguagem adequada 
com o cidadão 
Transparência Agir de modo aberto e acessível ao 
controle social 
Divulgar informações sem 
omitir fatos relevantes 
💡 A moralidade administrativa exige ética e boa-fé, indo além da mera obediência à lei. 
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CONDUTA DO SERVIDOR (Seção II do Código) 
Deveres éticos (art. 3º) 
Dever Descrição prática 
Desempenhar com zelo e dedicação as atribuições 
do cargo 
Trabalhar com compromisso e 
eficiência 
Ser cortês, leal e justo Tratar todos com igualdade e 
respeito 
Ter consciência de que o seu trabalho é regido por 
princípios morais 
Lembrar que servir é dever ético, 
não favor 
Ser assíduo e pontual Cumprir horários e prazos 
Resistir a pressões de superiores ou terceiros Não aceitar ordens imorais 
Zelar pela economia do material público Evitar desperdício e uso indevido 
de recursos 
Divulgar atos e práticas de interesse público Promover a transparência 
Manter conduta compatível com a moralidade 
administrativa 
Ser exemplo dentro e fora do 
trabalho 
💡Ética exige que o servidor denuncie irregularidades, mesmo que o ato não o envolva 
diretamente. 
Proibições éticas (art. 4º) 
Conduta vedada Explicação prática 
Usar cargo ou função para obter 
favorecimento 
Nepotismo, tráfico de influência 
Permitir perseguições, simpatias ou 
inimizades 
Tratar com parcialidade colegas ou 
cidadãos 
Prejudicar deliberadamente a reputação de 
outro servidor 
Espalhar boatos, intrigas, difamações 
Receber presentes, vantagens ou benefícios Mesmo “lembranças” ou descontos 
indevidos 
Utilizar bens públicos em proveito próprio Carro oficial, impressoras, tempo de 
serviço 
Omitir-se diante de irregularidade Conivência é antiética 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134Envolver-se em atividades incompatíveis 
com o cargo 
Participar de negócios que gerem conflito 
de interesse 
⚠ O servidor não pode aceitar presentes de valor, exceto lembranças sem valor 
comercial (ex.: caneta institucional). 
O PAPEL DO SERVIDOR COMO AGENTE DO ESTADO 
(art. 5º e 6º) 
O servidor público representa o Estado diante da sociedade, ou seja, seu 
comportamento repercute diretamente na imagem do serviço público. 
Conduta esperada Fundamento ético 
Servir ao interesse coletivo, não ao 
pessoal 
Supremacia do interesse público 
Atuar com integridade e imparcialidade Evitar decisões pessoais ou 
emocionais 
Cumprir ordens legais, recusando as 
ilegais 
Ética e moralidade acima da 
hierarquia 
Ser exemplo de cidadania O servidor é referência social 
Manter discrição e reserva Evitar exposição indevida do cargo 
💡 Servidor público é o rosto do Estado. Sua ética pessoal é ética institucional. 
 
 
 
 
 
 
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COMISSÕES DE ÉTICA (arts. 7º a 11) 
O Decreto determina a criação de Comissões de Ética Pública nos órgãos e 
entidades do Poder Executivo Federal. 
Função Explicação Observação 
Orientar e 
aconselhar 
Esclarecer dúvidas sobre 
condutas éticas 
Não julga crimes, apenas 
condutas morais 
Apurar infrações 
éticas 
Investigar desvios de 
comportamento 
Pode recomendar medidas 
administrativas 
Registrar sanções 
éticas 
Registro no assentamento 
funcional 
Serve como agravante em PAD 
Promover 
capacitação ética 
Incentivar cultura de 
integridade 
Treinamentos e campanhas 
💡 Composição: 3 servidores efetivos e estáveis, com mandato de 3 anos, sem 
remuneração adicional. 
⚠ Atenção: A Comissão de Ética não aplica penalidades disciplinares, mas suas decisões 
podem fundamentar um processo administrativo disciplinar (PAD). 
 
CONSEQUÊNCIAS DA INFRAÇÃO ÉTICA 
Tipo de sanção Aplicação Efeitos 
Advertência ética Por conduta indecorosa, 
desrespeitosa ou imoral 
Advertência verbal ou escrita 
Censura ética Conduta grave ou reincidência Registro na ficha funcional 
Encaminhamento ao 
PAD 
Quando há indício de falta 
funcional 
Pode resultar em demissão 
Divulgação pública Em casos exemplares Visa reforçar o valor da ética 
no serviço público 
💡 As sanções éticas não se confundem com as penais ou disciplinares da Lei nº 
8.112/1990, mas podem coexistir. 
 
 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
 
DISTINÇÃO ENTRE ÉTICA, MORAL E LEGALIDADE 
Conceito Base Exemplo 
Legalidade Cumprimento estrito da lei “Faço porque a lei manda.” 
Moralidade Valores sociais aceitos “Faço o que é justo para todos.” 
Ética Reflexão sobre o bem e o justo no agir 
humano 
“Faço o que é certo, mesmo quando a lei 
se cala.” 
🚨 “O servidor cumpre a lei, mas age contra a moralidade pública.” → ❌ Ética violada, 
ainda que não haja infração legal. 
CONDUTA ESPERADA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO 
Situação Conduta ética esperada 
Conflito de interesses Declarar e se abster da decisão 
Recebimento de presentes Recusar, salvo lembrança simbólica 
Relação com superiores e 
subordinados 
Respeito, lealdade e profissionalismo 
Uso de informações sigilosas Manter confidencialidade 
Participação política Livre, desde que fora do expediente e sem uso do 
cargo 
Redes sociais Evitar comentários que prejudiquem a imagem da 
instituição 
💡 Bancas vêm cobrando ética digital - postagens, ironias ou desabafos sobre o trabalho 
público podem caracterizar infração ética. 
A ÉTICA COMO PILAR DA EFICIÊNCIA PÚBLICA 
O servidor ético não apenas cumpre ordens, mas melhora o serviço público com 
responsabilidade, empatia e justiça. A ética é o elo entre eficiência (art. 37 CF) e moralidade 
administrativa. 
💡 Frase-chave: 
“A ética é a alma da eficiência; sem ética, o serviço público perde credibilidade.” 
 
 
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JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134
	LEGISLAÇÃO UNIRIO I 
	Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União - Lei nº 8.112/1990 
	Requisitos básicos para investidura (art. 5º): 
	FICA A DICA - ARTs. 8 a 30 
	Formas de provimento 
	 
	ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE (arts. 20 e 21) 
	REMUNERAÇÃO E VANTAGENS 
	REGIMES DE TRABALHO E JORNADA 
	LICENÇAS E AFASTAMENTOS (arts. 81 a 97) 
	DEVERES, PROIBIÇÕES E RESPONSABILIDADES 
	 Deveres (art. 116): 
	Proibições (art. 117): 
	REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA DISCIPLINAR (arts. 128 a 132) 
	💡 Faltas graves (art. 132): 
	BENEFÍCIOS E VANTAGENS 
	BENEFÍCIOS DA APOSENTADORIA (art. 186) 
	Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) 
	CONCEITOS FUNDAMENTAIS (art. 5º) 
	 
	 
	 
	 
	 
	PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO DE DADOS (art. 6º) 
	HIPÓTESES LEGAIS DE TRATAMENTO (art. 7º) 
	DIREITOS DO TITULAR (art. 18) 
	RESPONSABILIDADE E SANÇÕES (arts. 42 a 45) 
	 
	 
	 
	 
	DIFERENÇAS ENTRE SETOR PÚBLICO E PRIVADO 
	EXEMPLOS PRÁTICOS E PEGADINHAS 
	 
	SEGURANÇA E INCIDENTES DE DADOS (arts. 46 a 49) 
	Constituição Federal do Brasil 
	PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO 
	DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 
	 Direitos fundamentais da 1.ª geração 
	Direitos fundamentais da 2.ª geração 
	Direitos fundamentais da 3.ª geração 
	Direitos fundamentais da 4.ª geração 
	Direitos fundamentais da 5.ª geração 
	Direitos e Garantias Fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos 
	DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART 37 DA CF) 
	PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – (LIMPE) 
	ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA 
	LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO 
	SERVIDORES PÚBLICOS (arts. 39 a 41 CF) 
	CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS 
	 
	ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO (art. 41 CF) 
	ACUMULAÇÃO DE CARGOS (art. 37, XVI, CF) 
	 
	 
	 
	DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (art. 39, §3º) 
	RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 37, §6º) 
	 
	ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 37 e 39 CF) 
	Lei de Acesso à Informação - Lei nº 12.527/2011 
	ÂMBITO DE APLICAÇÃO (art. 1º e 2º) 
	PRINCÍPIOS E DIRETRIZES (art. 3º) 
	MODALIDADES DE TRANSPARÊNCIA 
	CONCEITOS IMPORTANTES (art. 4º) 
	DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO (art. 7º) 
	DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (arts. 8º e 9º) 
	PROCEDIMENTO DE ACESSO (arts. 10 a 16) 
	INFORMAÇÕES SIGILOSAS (arts. 23 a 31) 
	INFORMAÇÕES PESSOAIS (art. 31) 
	RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 32) 
	ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
	CONCEITO DE ÉTICA PÚBLICA 
	PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO SERVIDOR PÚBLICO (Seção I do Código) 
	CONDUTA DO SERVIDOR (Seção II do Código) 
	Deveres éticos (art. 3º) 
	Proibições éticas (art. 4º) 
	O PAPEL DO SERVIDOR COMO AGENTE DO ESTADO (art. 5º e 6º) 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	COMISSÕES DE ÉTICA (arts. 7º a 11) 
	CONSEQUÊNCIAS DA INFRAÇÃO ÉTICA 
	 
	DISTINÇÃO ENTRE ÉTICA, MORAL E LEGALIDADE 
	CONDUTA ESPERADA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO 
	A ÉTICA COMO PILAR DA EFICIÊNCIA PÚBLICA

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