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LEGISLAÇÃO UNIRIO I Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União - Lei nº 8.112/1990.................3 Requisitos básicos para investidura (art. 5º):.....................................................................3 FICA A DICA - ARTs. 8 a 30.............................................................................................. 4 Formas de provimento................................................................................................. 4 ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE (arts. 20 e 21)............................................. 5 REMUNERAÇÃO E VANTAGENS.....................................................................................5 REGIMES DE TRABALHO E JORNADA...........................................................................6 LICENÇAS E AFASTAMENTOS (arts. 81 a 97).................................................................7 DEVERES, PROIBIÇÕES E RESPONSABILIDADES.......................................................8 Deveres (art. 116):........................................................................................................8 Proibições (art. 117):.................................................................................................... 8 REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA DISCIPLINAR (arts. 128 a 132).....................9 💡 Faltas graves (art. 132):..........................................................................................9 BENEFÍCIOS E VANTAGENS..........................................................................................10 BENEFÍCIOS DA APOSENTADORIA (art. 186).............................................................. 10 Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018).......................................11 CONCEITOS FUNDAMENTAIS (art. 5º).......................................................................... 12 PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO DE DADOS (art. 6º).................................................... 13 HIPÓTESES LEGAIS DE TRATAMENTO (art. 7º)...........................................................14 DIREITOS DO TITULAR (art. 18).................................................................................... 14 RESPONSABILIDADE E SANÇÕES (arts. 42 a 45)........................................................15 DIFERENÇAS ENTRE SETOR PÚBLICO E PRIVADO...................................................16 EXEMPLOS PRÁTICOS E PEGADINHAS...................................................................... 16 SEGURANÇA E INCIDENTES DE DADOS (arts. 46 a 49)............................................. 17 Constituição Federal do Brasil........................................................................................... 17 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO..................................................... 17 DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS......................................................... 19 Direitos fundamentais da 1.ª geração........................................................................ 19 Direitos fundamentais da 2.ª geração........................................................................ 20 Direitos fundamentais da 3.ª geração........................................................................ 20 Direitos fundamentais da 4.ª geração........................................................................ 21 Direitos fundamentais da 5.ª geração........................................................................ 21 Direitos e Garantias Fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos................21 DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART 37 DA CF)..........................................................24 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – (LIMPE)......24 ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA...................................................................25 LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO......................................................... 25 SERVIDORES PÚBLICOS (arts. 39 a 41 CF)................................................................. 26 CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS.................................................... 26 ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO (art. 41 CF)......................................... 27 ACUMULAÇÃO DE CARGOS (art. 37, XVI, CF)....................................................... 27 1 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (art. 39, §3º)......................................... 28 RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 37, §6º)............................28 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 37 e 39 CF)...............................................29 Lei de Acesso à Informação - Lei nº 12.527/2011..............................................................29 ÂMBITO DE APLICAÇÃO (art. 1º e 2º)............................................................................30 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES (art. 3º)..............................................................................30 MODALIDADES DE TRANSPARÊNCIA..........................................................................31 CONCEITOS IMPORTANTES (art. 4º)............................................................................ 31 DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO (art. 7º)........................................................... 32 DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (arts. 8º e 9º)..................................................... 32 PROCEDIMENTO DE ACESSO (arts. 10 a 16)...............................................................33 INFORMAÇÕES SIGILOSAS (arts. 23 a 31)................................................................... 33 INFORMAÇÕES PESSOAIS (art. 31)..............................................................................34 RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 32)......................................... 34 ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO............................................................................................35 CONCEITO DE ÉTICA PÚBLICA.................................................................................... 36 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO SERVIDOR PÚBLICO (Seção I do Código)........... 36 CONDUTA DO SERVIDOR (Seção II do Código)............................................................37 Deveres éticos (art. 3º)...............................................................................................37 Proibições éticas (art. 4º)........................................................................................... 38 O PAPEL DO SERVIDOR COMO AGENTE DO ESTADO (art. 5º e 6º)..........................38 COMISSÕES DE ÉTICA (arts. 7º a 11)............................................................................39 CONSEQUÊNCIAS DA INFRAÇÃO ÉTICA.....................................................................39 DISTINÇÃO ENTRE ÉTICA, MORAL E LEGALIDADE................................................... 40 CONDUTA ESPERADA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO............................................40 A ÉTICA COMO PILAR DA EFICIÊNCIA PÚBLICA........................................................ 41 2 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União - Lei nº 8.112/1990 A Lei nº 8.112/1990 estabelece o regime jurídico estatutário dos servidores públicos civis da União, autarquias e fundações públicas federais, definindo direitos, deveres, responsabilidades e formas de ingresso e desligamento do serviço público. Servidor público é aquele que ocupa cargo público efetivo ou em comissão, criado por lei, com atribuições e vencimentos pagos pelos cofres da União. Para não ficar algo extenso, deixaremos aqui o link da Lei para você consultar, e os principais pontos para você estudar. Clique aqui abaixo para ter acesso à Lei: LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 Requisitos básicos para investidura (art. 5º): RequisitoExplicação Observação Nacionalidade brasileira Nato ou naturalizado Portugueses equiparados também podem Idade mínima 18 anos Não há idade máxima geral Gozo dos direitos políticos Situação eleitoral regular Ex.: título de eleitor Quitação com obrigações militares e eleitorais Obrigatório Para homens e todos os eleitores Nível de escolaridade exigido Conforme edital Diploma deve ser válido Aptidão física e mental Comprovada em exame médico Requisito eliminatório 💡O edital pode definir requisitos específicos, como por exemplo, exigir carteira de habilitação. 3 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8112cons.htm FICA A DICA - ARTs. 8 a 30 Formas de provimento Modalidade Conceito Exemplo Observação Nomeação Ato que gera o ingresso no cargo público Aprovado em concurso Única forma de provimento originário Promoção Elevação à classe superior dentro da carreira De técnico para analista Depende de critérios legais Readaptação Ajuste a outro cargo compatível com limitação física ou mental Servidor readaptado após acidente Não pode haver redução de vencimento Reversão Retorno de aposentado por interesse da administração Professor aposentado que volta a lecionar Possível apenas se houver interesse e aptidão Aproveitamento Reingresso de servidor em disponibilidade Cargo compatível com o anterior Obrigatório quando houver vaga Reintegração Retorno de servidor demitido ilegalmente Demitido readmitido por decisão judicial Cargo ocupado será tornado sem efeito Recondução Retorno ao cargo anterior Servidor não aprovado no estágio probatório de novo cargo Automática e sem prejuízo financeiro 4 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE (arts. 20 e 21) Situação Prazo Critérios de avaliação Estágio probatório 3 anos Assiduidade, disciplina, capacidade, produtividade, responsabilidade Estabilidade Após 3 anos de efetivo exercício Somente perde o cargo por sentença judicial, PAD ou avaliação periódica 💡 A estabilidade surge após 3 anos de efetivo exercício, e não apenas pela aprovação no estágio probatório. REMUNERAÇÃO E VANTAGENS Categoria Exemplos Observações Vencimento Valor fixo pelo exercício do cargo Base de cálculo da remuneração Remuneração Vencimento + vantagens É a soma total Vantagens permanentes Adicional por tempo de serviço, gratificação Incorporáveis Vantagens transitórias Diárias, ajuda de custo, indenizações Não incorporáveis 💡Vencimento ≠ Remuneração. Vencimento é o valor básico; remuneração inclui as vantagens. 5 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 REGIMES DE TRABALHO E JORNADA Regra Descrição Jornada normal 40 horas semanais (padrão federal) Regime de dedicação exclusiva Não pode exercer outro cargo público Regime de tempo parcial Menos de 40 horas semanais Horas extras Apenas em situações excepcionais e previamente autorizadas 💡O servidor não pode acumular cargos, salvo as exceções constitucionais (art. 37, XVI, CF): ● 2 cargos de professor; ● 1 cargo de professor + 1 técnico ou científico; ● 2 cargos de profissionais da saúde. 6 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 LICENÇAS E AFASTAMENTOS (arts. 81 a 97) Tipo de licença Duração Observação Por motivo de doença em pessoa da família Até 60 dias (remunerado) + 90 dias (sem remuneração) Exige comprovação médica Por motivo de afastamento do cônjuge Indefinida Sem remuneração Para serviço militar Durante o tempo de convocação Tempo conta para aposentadoria Para capacitação profissional Até 3 meses a cada 5 anos Interesse da administração Para atividade política Do registro da candidatura até o 10º dia após eleição Remunerada nos 15 dias antes da eleição Licença à gestante 120 dias Pode ser prorrogada por 60 dias Licença-paternidade 5 dias (Lei 13.257/2016) +15 dias prorrogáveis por adesão ao programa federal ⚠ Licença para capacitação é remunerada, e não é direito automático — depende do interesse da administração. 7 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 DEVERES, PROIBIÇÕES E RESPONSABILIDADES Deveres (art. 116): Dever Exemplo prático Ser assíduo e pontual Cumprir horário de expediente Tratar com urbanidade Manter respeito com colegas e público Guardar sigilo Não divulgar informações sigilosas Zelar pela economia de material Evitar desperdício Representar contra ilegalidade Denunciar ato irregular de colega Proibições (art. 117): Proibição Exemplo Retirar documentos sem autorização Levar autos para casa Exercer comércio Ter loja própria ou vender produtos Participar de gerência ou administração de empresa Exceto como acionista ou cotista Atuar contra interesse público Usar cargo para favorecimento pessoal Receber propina ou vantagem Corrupção ou favorecimento ilícito ⚠ A prática de acumulação ilícita de cargos (art. 118) gera demissão. 8 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA DISCIPLINAR (arts. 128 a 132) Penalidade Aplicação Observação Advertência Faltas leves (ex.: descumprir dever funcional) Aplicada por escrito Suspensão Faltas médias (reincidência, desrespeito) Até 90 dias Demissão Faltas graves (corrupção, abandono, inassiduidade, improbidade) Extingue o vínculo Cassação de aposentadoria Aposentado que cometeu falta grave Mesmo já inativo Destituição de cargo em comissão Falta grave em cargo comissionado Equivale à demissão ⚠Demissão e cassação de aposentadoria possuem os mesmos fundamentos (art. 132). 💡 Faltas graves (art. 132): ● Abandono de cargo; ● Inassiduidade habitual; ● Improbidade administrativa; ● Corrupção; ● Ofensa física em serviço; ● Aplicação irregular de dinheiro público; ● Revelação de segredo funcional. 9 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 ⚠ Abandono de cargo = ausência intencional por +30 dias consecutivos; Inassiduidade habitual = faltas injustificadas em 60 dias intercalados no ano. BENEFÍCIOS E VANTAGENS Benefício Base legal Observação Auxílio-natalidade Art. 196 Pago por nascimento de filho Auxílio-funeral Art. 226 Valor igual ao da remuneração Auxílio-moradia Decreto 6.932/2009 Em casos específicos de deslocamento Diárias e ajuda de custo Arts. 51 e 53 Para viagens ou remoção Férias Art. 77 30 dias por ano, com 1/3 constitucional 13º salário CF/88, art. 7º, VIII Gratificação natalina 💡 Servidor em estágio probatório tem direito a férias, 13º e licenças, salvo as de interesse exclusivo da administração. BENEFÍCIOS DA APOSENTADORIA (art. 186) Tipo de aposentadoria Requisito Observação Por invalidez permanente Incapacidade total e definitiva Proventos integrais se acidente em serviço Compulsória 75 anos (EC 88/2015) Proventos proporcionais Voluntária Tempo de contribuição e idade mínima Regras constitucionais (EC 103/2019) Por idade 62 anos (mulher) / 65 anos (homem) Conforme reforma da previdência ⚠ A aposentadoria não extingue a responsabilidade administrativa — servidor pode sofrer cassação de aposentadoria se comprovada falta grave (art. 134). 10 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) A LGPD regula como dados pessoais podem ser coletados, usados, armazenados e compartilhados, garantindo transparência,segurança e consentimento do titular. 💡 Finalidade essencial: Proteger o cidadão contra o uso indevido de suas informações pessoais, equilibrando liberdade individual e interesse econômico. Abrangência Inclui Não se aplica Setor público e privado Empresas, órgãos públicos, profissionais liberais Dados para fins jornalísticos, artísticos, acadêmicos ou de segurança pública Tratamento automatizado ou manual Qualquer forma de manipulação de dados Dados exclusivamente pessoais e domésticos Para não ficar algo extenso, deixaremos aqui o link da Lei para você consultar, e os principais pontos para você estudar. Clique aqui abaixo para ter acesso à Lei: LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018 11 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.709-2018?OpenDocument CONCEITOS FUNDAMENTAIS (art. 5º) Termo Definição Exemplo Dado pessoal Informação que identifica ou pode identificar alguém Nome, CPF, e-mail Dado sensível Dado sobre origem racial, religião, opinião política, saúde, vida sexual, biometria Ficha médica, orientação religiosa Titular Pessoa natural a quem se referem os dados Cidadão, cliente, paciente Controlador Quem toma decisões sobre o tratamento Empresa ou órgão público responsável Operador Quem realiza o tratamento de dados em nome do controlador Empresa terceirizada de TI Encarregado (DPO) Pessoa indicada para comunicação entre controlador, titular e ANPD Responsável pela conformidade Tratamento Toda operação com dados pessoais Coletar, armazenar, usar, eliminar Anonimização Processo que remove a possibilidade de identificação Substituir nome por código 💡Controlador decide, operador executa, encarregado fiscaliza e comunica. 12 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO DE DADOS (art. 6º) Princípio Significado Exemplo prático Finalidade Usar dados para propósito legítimo e específico Cadastro apenas para entrega do produto Adequação Compatibilidade com a finalidade informada Usar e-mail só para contato, não marketing Necessidade Coletar apenas o essencial Pedir CPF apenas se necessário Livre acesso O titular pode consultar seus dados a qualquer momento Direito de acesso garantido Qualidade dos dados Dados devem ser atualizados e precisos Atualização de endereço do cliente Transparência Clareza na forma de coleta e uso Política de privacidade clara Segurança Adoção de medidas contra vazamentos Criptografia e controle de acesso Prevenção Evitar ocorrência de danos Testes de segurança constantes Não discriminação Proibição de tratamento discriminatório Não usar dados de saúde para negar emprego Responsabilização e prestação de contas Comprovar medidas de proteção Relatórios e auditorias internas ⚠O princípio da necessidade obriga o controlador a coletar apenas os dados estritamente indispensáveis. 13 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 HIPÓTESES LEGAIS DE TRATAMENTO (art. 7º) O tratamento de dados somente é permitido em 10 hipóteses legais: Hipótese Exemplo prático 1. Consentimento do titular Cliente autoriza uso de e-mail para promoções 2. Cumprimento de obrigação legal Empresa guarda dados fiscais exigidos por lei 3. Execução de políticas públicas INSS usa dados para benefícios sociais 4. Realização de estudos Pesquisa científica anonimizada 5. Execução de contrato Dados necessários à entrega de produto 6. Exercício regular de direito Uso em processos judiciais 7. Proteção da vida ou integridade física Hospital usa dados em emergência 8. Tutela da saúde Plano de saúde usa dados para diagnóstico 9. Interesse legítimo do controlador Prevenção a fraudes bancárias 10. Proteção do crédito Consulta a cadastro de inadimplentes (SPC, Serasa) 💡 Dica: O consentimento não é a única base legal; ele é uma entre dez hipóteses possíveis. DIREITOS DO TITULAR (art. 18) Direito Descrição Exemplo Confirmação da existência de tratamento Saber se há dados seus sendo usados Solicitação a uma empresa Acesso aos dados Obter cópia ou resumo dos dados E-mail solicitando relatório Correção Pedir atualização ou retificação Alterar endereço errado Anonimização, bloqueio ou eliminação Excluir dados desnecessários Pedir exclusão de cadastro Portabilidade Transferir dados a outro fornecedor Migrar operadora de telefone 14 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Eliminação dos dados tratados com consentimento Revogar autorização e pedir exclusão Retirar dados de mailing Informação sobre compartilhamento Saber com quem os dados foram divididos Ex.: empresa parceira Revogação do consentimento Retirar autorização dada antes Cancelar autorização de marketing ⚠ Prazo: O controlador deve responder ao titular em até 15 dias. 💡 O titular pode revogar o consentimento a qualquer momento, sem precisar justificar. RESPONSABILIDADE E SANÇÕES (arts. 42 a 45) Situação Penalidade possível Autoridade competente Descumprimento da LGPD Advertência ANPD Reincidência ou dano ao titular Multa simples até 2% do faturamento (máx. R$ 50 milhões) ANPD Casos graves Publicização da infração, bloqueio ou eliminação dos dados ANPD Setor público Responsabilização administrativa e civil ANPD + CGU ou TCU 💡 ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados: É o órgão fiscalizador e regulador da LGPD. Atua orientando, fiscalizando e aplicando sanções. 15 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 DIFERENÇAS ENTRE SETOR PÚBLICO E PRIVADO Setor Privado Setor Público Base legal principal Consentimento do titular Execução de políticas públicas Fiscalização ANPD diretamente ANPD + órgãos de controle (CGU, TCU) Compartilhamento de dados Com consentimento Pode ocorrer por interesse público Responsabilização Multas financeiras Sanções administrativas e disciplinares 💡 Cuidado: A Administração Pública pode tratar dados sem consentimento, desde que para execução de políticas públicas (art. 7º, III). EXEMPLOS PRÁTICOS E PEGADINHAS Questão típica Resposta correta Explicação “A LGPD aplica-se apenas ao setor privado.” ❌ Errado Aplica-se também ao setor público “Todo tratamento depende de consentimento do titular.” ❌ Errado Existem 10 hipóteses legais “Dados anonimizados estão sujeitos à LGPD.” ❌ Errado Apenas se for possível reidentificação “O titular pode pedir a eliminação de dados a qualquer momento.” ✅ Certo Direito assegurado pelo art. 18 “A ANPD é órgão autônomo vinculado à Presidência da República.” ✅ Certo Art. 55-A da LGPD (após Lei 14.460/2022) 16 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 SEGURANÇA E INCIDENTES DE DADOS (arts. 46 a 49) O controlador e o operador devem adotar medidas técnicas e administrativas de segurança, para proteger os dados de acesso não autorizado, vazamento, perda, destruição ou modificação acidental. 🚨 Em caso de vazamento: 1⃣ O controlador deve comunicar à ANPD e ao titular imediatamente. 2⃣ A ANPD pode determinar medidas corretivas e publicização do incidente. 💡 O dever de comunicação do incidente é do controlador, não do operador. Constituição Federal do Brasil PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO Os princípios fundamentais de uma Constituição são as bases e diretrizes que orientam toda a ordem jurídica e política do Estado. Eles refletem os valores fundamentais da sociedade e estabelecem os alicerces sobre os quais a Constituição é construída. Essesprincípios formam a espinha dorsal de uma Constituição, garantindo que o Estado atue de acordo com valores fundamentais e promova uma sociedade justa, livre e equitativa. Cada constituição pode ter variações na formulação desses princípios, refletindo a cultura, história e valores específicos do país em questão. DICA mnemônico:: SOCIDIVAPLU Soberania: Refere-se à supremacia do poder do Estado, emanando do povo, que detém a autoridade máxima sobre seu território e assuntos internos. Cidadania: Define quem são os cidadãos e os direitos e deveres associados a essa condição. Pode incluir princípios de igualdade perante a lei e não discriminação. 17 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Dignidade da Pessoa Humana: Reconhece e protege a dignidade intrínseca de cada indivíduo, garantindo respeito à sua integridade física e moral. Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa: Estabelece princípios relacionados ao trabalho, como a valorização do trabalho humano e a promoção da livre iniciativa econômica. Pluralismo Político: Reconhece e protege a diversidade de opiniões, crenças e formas de participação política na sociedade. Princípio Federativo: Regula a distribuição de competências entre os entes federativos, como União, Estados, Municípios e Distrito Federal. Separação de Poderes: Divide o poder do Estado em três esferas distintas - Legislativo, Executivo e Judiciário - para evitar concentração excessiva e abusos. Legalidade: Estabelece que o Estado deve atuar de acordo com a lei, e nenhuma ação pode ser tomada sem base legal. Impessoalidade e Moralidade: Exige que as ações do Estado sejam guiadas por critérios objetivos, sem favorecimentos, e que estejam em consonância com padrões éticos. Publicidade: Determina que os atos do poder público devem ser transparentes e acessíveis à sociedade, a menos que haja motivo legítimo para sigilo. Legalidade Estrita: Princípio que restringe a interpretação das normas legais, exigindo que o poder público atue estritamente dentro dos limites estabelecidos pela lei. 18 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Irretroatividade da Lei: Estabelece que a lei não pode retroagir para prejudicar direitos adquiridos, garantindo a segurança jurídica. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Os direitos e garantias fundamentais são uma parte essencial de muitas constituições ao redor do mundo, estabelecendo as liberdades individuais e coletivas que são reconhecidas e protegidas pelo Estado. Esses direitos formam a base para a promoção da dignidade humana, igualdade, liberdade e justiça em uma sociedade. Direitos fundamentais da 1.ª geração Nessa linha, essa geração engloba os direitos civis e políticos que sugiram no final do século XVIII e ao longo do século XIX a partir das revoluções liberais. Esses direitos têm como objetivo proteger a liberdade individual contra a interferência do Estado, garantindo, por exemplo, a liberdade de expressão, a liberdade de reunião, a liberdade de associação, a liberdade de pensamento, a igualdade perante a lei, o direito de propriedade, o direito à segurança, o direito ao devido processo legal e o direito ao voto. Eles são considerados direitos negativos, pois exigem que o Estado se abstenha de intervir na esfera individual. Direitos fundamentais da 2.ª geração A segunda geração de direitos fundamentais, também conhecida como direitos sociais, econômicos e culturais, surgiu no século XX, em resposta aos problemas sociais e econômicos decorrentes da Revolução Industrial e da Segunda Guerra Mundial. Esses direitos visam garantir as condições materiais necessárias para que as pessoas possam desfrutar de uma vida digna e plena, com acesso à educação, saúde, trabalho, moradia, alimentação, cultura, lazer e meio ambiente saudável. Ao contrário dos direitos de primeira geração, que se concentram na proteção da liberdade individual, os direitos de segunda geração demandam 19 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 a ação positiva do Estado, na medida em que este deve assegurar o acesso aos bens e serviços essenciais para a realização de uma vida digna. Alguns exemplos de direitos de segunda geração incluem o direito à educação, saúde, trabalho, moradia, previdência social, cultura e meio ambiente saudável. Direitos fundamentais da 3.ª geração A terceira geração de direitos fundamentais, também conhecida como direitos de solidariedade ou de fraternidade, surgiu no final do século XX, como resposta a problemas globais que ultrapassam as fronteiras dos Estados nacionais, como a proteção do meio ambiente, a paz e o desenvolvimento sustentável. Esses direitos se referem ao reconhecimento de valores universais, tais como a solidariedade, a cooperação e a preservação do meio ambiente, e têm como objetivo garantir um mundo mais justo e solidário. Dentre os direitos de terceira geração, destacam-se o direito à paz, o direito ao desenvolvimento, o direito à autodeterminação dos povos, o direito ao patrimônio comum da humanidade, o direito à comunicação e o direito à proteção do meio ambiente. São considerados direitos difusos, pois transcendem as fronteiras dos Estados nacionais e exigem a cooperação e a solidariedade entre os povos e Estados, para a sua efetivação. São alguns dos direitos de terceira geração: a) Direito ao desenvolvimento; b) Direito à paz (Bonavides classifica como de 5ª geração); c) Direito ao meio ambiente; d) Direito de propriedade; e) Direito de comunicação. Direitos fundamentais da 4.ª geração A quarta geração de direitos fundamentais trabalha com um conceito ainda em desenvolvimento e não há um consenso claro sobre o seu conteúdo. Algumas correntes doutrinárias defendem que essa geração de 20 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 direitos se refere aos direitos decorrentes do avanço tecnológico, como o direito à privacidade digital, o direito ao acesso à internet, o direito à proteção de dados pessoais, o direito à inteligência artificial justa, o direito à robótica ética, entre outros. Outras correntes, porém, questionam a necessidade de uma quarta geração de direitos fundamentais, argumentando que os direitos já reconhecidos nas três primeiras gerações são suficientes para garantir a proteção dos indivíduos em um mundo em constante transformação. Em suma, a quarta geração de direitos fundamentais é um conceito em desenvolvimento, que se refere aos direitos decorrentes do avanço tecnológico, mas ainda não há um consenso claro sobre o seu conteúdo. Direitos fundamentais da 5.ª geração Por fim, da mesma forma que a quarta geração, a quinta também é um conceito ainda em discussão, proposto por algumas correntes doutrinárias, e tem como objetivo garantir os direitos que emergem da necessidade de proteção do patrimônio genético humano, do direito à identidade cultural, do direito à paz e do direito à democratização das comunicações. Direitos e Garantias Fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos FICA A DICA Os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, previstos no artigo 5º da Constituição Federal, representam o coração dos direitos fundamentais brasileiros. Eles garantem a liberdade, a igualdade, a dignidade humana e a justiça social, equilibrando os direitos do cidadão com os deveres para com a coletividade O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 consagra o princípio da igualdade de todos perante a lei, garantindo que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, sem distinção de qualquer natureza. Esse 21 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134artigo estabelece o conjunto mais importante de direitos e deveres fundamentais do cidadão brasileiro, que são cláusulas pétreas — ou seja, não podem ser abolidos nem por emenda constitucional (art. 60, §4º, IV). Os direitos individuais protegem a liberdade e a autonomia do indivíduo frente ao poder do Estado. Entre eles estão o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, que formam o núcleo dos direitos fundamentais. A vida é considerada o bem mais importante, e dela derivam o direito à integridade física e moral. A liberdade abrange tanto a liberdade de ir e vir (locomoção) quanto as liberdades de expressão, crença, consciência, profissão e associação, todas asseguradas constitucionalmente. O direito à igualdade impede discriminações e determina tratamento isonômico entre as pessoas, permitindo diferenciações apenas quando houver fundamento legítimo e razoável (como cotas raciais ou ações afirmativas). Já o direito à propriedade é garantido, mas deve cumprir uma função social, ou seja, não pode ser usada de modo egoísta ou prejudicial à coletividade. A Constituição também protege a liberdade de pensamento e de manifestação, sendo vedado o anonimato, para que o autor de qualquer declaração responda por eventuais abusos. Garante ainda a liberdade de crença e de culto religioso, assegurando a proteção aos locais de culto e suas liturgias. No campo da comunicação, assegura a liberdade de expressão e de imprensa, vedando qualquer tipo de censura prévia. A inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, garantindo o direito à indenização por danos morais ou materiais decorrentes de sua violação. A casa é asilo inviolável, só podendo ser invadida com consentimento do morador, em flagrante delito, desastre, para prestar socorro, ou por determinação judicial durante o dia. O artigo 5º também estabelece que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante, e que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei — consagrando o princípio da legalidade. Além disso, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, o que assegura a presunção de inocência. Nos direitos coletivos, o artigo garante a liberdade de associação, permitindo que os cidadãos se unam para fins lícitos, inclusive para formar 22 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 sindicatos, vedando apenas as associações de caráter paramilitar. Também assegura o direito de reunião pacífica, sem armas, em locais abertos ao público, desde que não frustre outra reunião previamente convocada. No campo da cidadania e da proteção social, o artigo 5º garante o acesso à Justiça e o direito de petição aos Poderes Públicos, independentemente do pagamento de taxas, para defesa de direitos ou contra ilegalidades. Também consagra instrumentos jurídicos fundamentais de defesa constitucional, como o habeas corpus (proteção da liberdade de locomoção), o habeas data (acesso e correção de dados pessoais em registros públicos), o mandado de segurança (proteção de direito líquido e certo violado por autoridade pública), o mandado de injunção (quando a falta de norma regulamentadora impede o exercício de um direito constitucional) e a ação popular (para anular atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa e ao meio ambiente). O artigo 5º ainda garante direitos políticos, sociais e de participação coletiva, permitindo que o cidadão atue de forma ativa na vida pública e tenha instrumentos para cobrar a responsabilidade do Estado. Também protege a inviolabilidade das comunicações, assegura o sigilo das correspondências e das comunicações telefônicas (salvo por ordem judicial em investigação criminal ou instrução processual penal), e garante o direito à propriedade intelectual, reconhecendo a proteção às criações científicas, artísticas e literárias. Por outro lado, o artigo 5º também impõe deveres ao cidadão, especialmente o dever de respeitar os direitos alheios, cumprir a lei e contribuir para o bem comum. Esses deveres estão implícitos nos próprios direitos fundamentais, pois o exercício de um direito não pode servir de pretexto para violar o direito de outra pessoa. 23 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART 37 DA CF) A Administração Pública compreende todos os órgãos, agentes e entidades responsáveis pela execução das atividades do Estado. Pode ser: Tipo Descrição Exemplo Administração Direta Estrutura do próprio Estado Ministérios, Secretarias, Tribunais Administração Indireta Entidades com personalidade jurídica própria Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e SEMs Administração Pública é o conjunto de entidades e órgãos que executam as funções administrativas do Estado, sempre sujeitas aos princípios constitucionais. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – (LIMPE) O art. 37, caput, CF, estabelece os cinco princípios expressos que regem toda a Administração Pública: Princípio Significado Exemplo Dica Legalidade O agente público só pode agir conforme a lei Um servidor não pode criar regras próprias “Na Administração, só é permitido o que a lei autoriza.” Impessoalida de O ato deve visar o interesse público, não pessoal Proibida promoção pessoal com dinheiro público Nome de autoridade em obras públicas = inconstitucional Moralidade Exige conduta ética e honesta do agente público Nepotismo viola moralidade Envolve legalidade + boa-fé Publicidade Os atos administrativos devem ser transparentes Divulgação de atos oficiais Exceção: sigilo de segurança e investigação 24 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Eficiência Exige resultados e qualidade na gestão pública Avaliação de desempenho e produtividade Incluído pela EC nº 19/1998 💡LIMPE = Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. ⚠ Os princípios do art. 37 caput valem para toda a administração direta e indireta, em qualquer dos Poderes e entes federativos (União, Estados, DF e Municípios). ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA Tipo Conceito Personalidade Jurídica Criação Exemplo Direta Órgãos integrados ao Estado ❌ Não têm Pela própria CF ou leis estruturantes Ministérios, Secretarias Indireta Entidades com autonomia administrativa e financeira ✅ Têm Por lei específica Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e SEMs 💡Autarquia = pessoa jurídica de direito público criada por lei específica. Empresa pública e sociedade de economia mista = direito privado, criadas por autorização legal. LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO A licitação (art. 37, XXI, CF) é o procedimento obrigatório para contratação pública que assegura isonomia e seleção da proposta mais vantajosa. Princípios básicos da licitação: ● Igualdade, ● Publicidade, ● Competitividade, ● Julgamento objetivo, ● Vinculação ao edital. 25 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 💡 Lei aplicável: Lei nº 14.133/2021 – Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 🚨 A licitação só é dispensável ou inexigível nos casos previstos em lei — nunca por conveniência política. SERVIDORES PÚBLICOS (arts. 39 a 41 CF) A CF distingue agentes públicos em três grandes categorias: Categoria Quem se enquadra Regime Agentes políticos Chefes de Poder, ministros, secretários Regime constitucional próprio Servidores públicos Ocupantes de cargo efetivo ou em comissão Regime estatutário (Lei 8.112/1990 no âmbito federal) Empregados públicos Trabalhadores de empresas estatais Regime celetista (CLT) 💡 Servidor estatutário ≠ empregado público(celetista). CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS Tipo Regime Forma de ingresso Exemplo Cargo público Estatutário (Lei 8.112/90) Concurso público Técnico Judiciário, Auditor Fiscal Emprego público CLT Concurso público Funcionário da Caixa Econômica Função pública Temporária (sem vínculo efetivo) Processo seletivo simplificado Contratação emergencial por tempo determinado 💡 Art. 37, II, CF: “A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público.” ⚠ Exceção: cargos em comissão e funções de confiança, destinados exclusivamente a servidores efetivos (art. 37, V). 26 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO (art. 41 CF) Situação Requisito Perda do cargo Estágio probatório 3 anos de efetivo exercício Avaliação de desempenho Estabilidade Após 3 anos + aprovação em avaliação especial Sentença judicial, PAD ou insuficiência de desempenho ⚠ Art. 41, §1º: O servidor estável só perderá o cargo: 1⃣ Em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 2⃣ Mediante processo administrativo disciplinar (com ampla defesa); 3⃣ Por avaliação periódica de desempenho, nos termos de lei complementar. 💡 A estabilidade surge após 3 anos, e não confere vitaliciedade (diferente dos juízes e membros do MP). ACUMULAÇÃO DE CARGOS (art. 37, XVI, CF) Situação permitida Condição 2 cargos de professor Compatibilidade de horários 1 cargo de professor + 1 técnico ou científico Compatibilidade de horários 2 cargos privativos de profissionais da saúde Compatibilidade de horários 🚨 Vedada a acumulação de aposentadorias (exceto se cargos acumuláveis na ativa). 💡Cargo em comissão não é acumulável, mesmo que de confiança, salvo se dentro da mesma estrutura. 27 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (art. 39, §3º) Os servidores públicos são assegurados os direitos sociais do art. 7º da CF, como: ✔ salário mínimo, ✔ 13º salário, ✔ adicional de férias (1/3), ✔ licença gestante (120 dias), ✔ licença-paternidade (5 dias, podendo ser prorrogada), ✔ jornada máxima de 44h, ✔ repouso semanal remunerado, ✔ aposentadoria, entre outros. 💡 Esses direitos são estendidos aos servidores públicos, mas nem todos são aplicáveis automaticamente, pois dependem de lei específica regulamentadora. RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 37, §6º) “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a terceiros.” Características: ● Responsabilidade objetiva do Estado (não exige prova de culpa). ● Baseada na teoria do risco administrativo. ● Admite direito de regresso contra o agente (se houver dolo ou culpa). Exemplo: Um servidor do INSS erra no cálculo do benefício → a União responde perante o segurado, e depois pode cobrar do servidor. ⚠Responsabilidade do Estado = objetiva, Responsabilidade do agente = subjetiva. 28 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 37 e 39 CF) Conceito Exemplo Centralização Atuação direta do Estado Ministério da Saúde Descentralização Transferência para outra pessoa jurídica INSS, universidades públicas Desconcentração Distribuição interna de competências Secretaria → departamentos e divisões 💡 GRAVE: Centralização = dentro do Estado; Descentralização = fora do Estado; Desconcentração = dentro do mesmo órgão. Lei de Acesso à Informação - Lei nº 12.527/2011 A LAI concretiza os seguintes dispositivos constitucionais: Dispositivo Conteúdo Art. 5º, XXXIII, CF Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou coletivo, salvo aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Art. 37, §3º, II, CF O acesso à informação é princípio da administração pública. Art. 216, §2º, CF Cabe à administração pública a gestão transparente de documentos e informações governamentais. A LAI garante a transparência ativa e passiva dos órgãos públicos e limita o sigilo apenas em situações excepcionais. Para não ficar algo extenso, deixaremos aqui o link da Lei para você consultar, e os principais pontos para você estudar. Clique aqui abaixo para ter acesso à Lei: LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011. 29 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.527-2011?OpenDocument ÂMBITO DE APLICAÇÃO (art. 1º e 2º) A Lei de Acesso à Informação obriga todos os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), em todos os entes federativos (União, Estados, DF e Municípios). Abrange Inclui Exceções Órgãos públicos Ministérios, secretarias, tribunais, câmaras, autarquias, fundações públicas Nenhuma Entidades privadas sem fins lucrativos Quando recebem recursos públicos Apenas quanto ao uso desses recursos Empresas estatais Empresas públicas e sociedades de economia mista Nos limites do interesse público 💡 Entidades privadas também estão sujeitas à LAI, mas somente na parte em que administram recursos públicos. PRINCÍPIOS E DIRETRIZES (art. 3º) Princípio / Diretriz Significado Exemplo Publicidade como regra, sigilo como exceção A regra é o acesso; o sigilo deve ser justificado Todo ato público deve ser transparente Divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitação Transparência ativa Publicação no portal da transparência Utilização de linguagem clara Informação acessível a todos Evitar jargões técnicos e siglas Gestão transparente da informação Organização e controle adequado de dados Arquivos públicos digitalizados Desenvolvimento da cultura de acesso Educação e incentivo à transparência Campanhas e treinamentos internos Controle social da administração Cidadão fiscaliza o Estado Acesso a contratos, licitações, despesas 30 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 ⚠ A publicidade é a regra, e o sigilo a exceção, mesmo para informações internas. MODALIDADES DE TRANSPARÊNCIA Modalidade Definição Exemplo prático Transparência ativa Quando o órgão divulga informações espontaneamente, sem solicitação Portais de transparência com relatórios de gastos Transparência passiva Quando o cidadão solicita formalmente a informação Pedido via e-SIC ou protocolo físico 💡 Transparência ativa = iniciativa do órgão; Transparência passiva = iniciativa do cidadão. CONCEITOS IMPORTANTES (art. 4º) Termo Significado Informação Dados, processados ou não, que podem ser usados para produção de conhecimento. Disponibilidade Possibilidade de acesso e uso da informação pelo cidadão. Autenticidade Garante que a informação é verdadeira e íntegra. Integridade Informação não foi alterada ou corrompida. Primariedade Informação ainda não tratada ou consolidada. 💡 Exemplo prático: Um cidadão pode solicitar documentos originais (primários) ou relatórios consolidados (tratados), desde que existentes. DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO (art. 7º) Qualquer pessoa, sem precisar justificar o motivo, pode solicitar informações aos órgãos públicos. 31 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 Direito assegurado Detalhamento Acesso a registros e documentos Qualquer formato físico ou digital Informação sobre ações, programas e resultados Exemplo: gastos públicos, licitações, contratos Direito de receber resposta Dentrode 20 dias, prorrogável por mais 10 dias, com justificativa Receber justificativa em caso de negativa Obrigatória e fundamentada Direito de recurso Até 3 instâncias dentro do próprio órgão ⚠ O cidadão não precisa apresentar justificativa para pedir informação (art. 10, §3º). 💡 Prazo total máximo: 30 dias (20 + 10 de prorrogação justificada). DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (arts. 8º e 9º) Obrigação Explicação prática Manter portal de transparência Divulgação ativa de despesas, licitações, contratos, convênios Criar Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) Atendimento presencial e eletrônico Divulgar informações em linguagem acessível Clareza e compreensão Garantir acessibilidade física e digital Inclusão de pessoas com deficiência Designar autoridade de monitoramento Responsável pela aplicação da LAI 💡O SIC (Serviço de Informação ao Cidadão) é obrigatório em todos os órgãos e entidades públicas. 32 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 PROCEDIMENTO DE ACESSO (arts. 10 a 16) Etapa Descrição Observação Pedido de informação Pode ser feito por qualquer pessoa, física ou jurídica Por escrito ou meio eletrônico Recebimento e protocolo Órgão deve fornecer número de acompanhamento Sem custo, salvo cópias Prazo para resposta 20 dias + prorrogação de 10 dias Art. 11, §2º Negativa Deve ser fundamentada, com indicação da autoridade responsável Art. 11, §4º Recurso Até 10 dias após ciência da negativa Art. 15 Reavaliação final Pela Controladoria-Geral (no âmbito federal) Art. 16 💡 A ausência de resposta não é considerada negativa tácita, mas o cidadão pode recorrer. INFORMAÇÕES SIGILOSAS (arts. 23 a 31) A LAI define 3 níveis de sigilo para informações de interesse do Estado: Grau de sigilo Prazo máximo Autoridade competente para classificar Exemplo Ultrassecreta 25 anos (prorrogável uma vez) Presidente, Vice, Ministros e Comandantes das Forças Estratégias militares Secreta 15 anos Mesmo rol acima Investigações sensíveis Reservada 5 anos Qualquer autoridade comissionada de direção Informação administrativa interna ⚠ Art. 24, §2º: Decorrido o prazo de sigilo, a informação torna-se automaticamente pública, sem necessidade de pedido. 33 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 🚨 O prazo pode ser prorrogado apenas para informações ultrassecretas, e somente uma vez, por igual período. INFORMAÇÕES PESSOAIS (art. 31) Situação Regra Exemplo Dados pessoais Acesso restrito por até 100 anos Ficha funcional de servidor Acesso autorizado Apenas ao titular ou por decisão judicial Histórico médico Vedação Divulgação que possa afetar intimidade, vida privada, honra ou imagem Dados de endereço residencial 💡 Interpretação literal da lei: O prazo de 100 anos refere-se ao sigilo de informações pessoais, não a dados de interesse do Estado. RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 32) O agente público que negar indevidamente acesso à informação está sujeito a sanções administrativas, civis e penais. Conduta punível Consequência Recusar-se a fornecer informação pública Responsabilidade disciplinar Fornecer informação incorreta, incompleta ou falsa Sanção administrativa Destruir ou ocultar documentos públicos Crime (art. 305 do CP – supressão de documento) Impedir indevidamente o exercício do direito Penalidades da Lei 8.112/1990 (demissão, suspensão etc.) ⚠ Art. 32, §2º: O agente público responderá pessoalmente, se agir com dolo ou má-fé. 34 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 CLASSIFICAÇÃO E DESCLASSIFICAÇÃO Ato Competência Revisão Classificar informação Autoridades indicadas (art. 27) Revisão a cada 4 anos Desclassificar Pela mesma autoridade ou superior hierárquico Pode ocorrer a qualquer tempo Reclassificação Alterar o grau de sigilo Permitido por motivo justificado ⚠ Toda informação sigilosa deve ser reavaliada a cada 4 anos, sob pena de perda automática do sigilo. ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO O Decreto nº 1.171/1994 estabelece as regras éticas de conduta dos servidores públicos federais, visando garantir que o exercício da função pública seja pautado pela moralidade, honestidade, cortesia, zelo e justiça. 💡 Essência: A ética no serviço público não se resume à legalidade, mas à moralidade administrativa, o servidor deve fazer o que é correto, mesmo quando a lei é omissa. ⚖ Base constitucional: Art. 37, caput, da CF — “A administração pública obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.” 35 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 CONCEITO DE ÉTICA PÚBLICA Ética é o conjunto de valores e princípios morais que orientam a conduta humana dentro da sociedade. No serviço público, é a dimensão moral do dever funcional. Termo Significado prático Moralidade administrativa Agir com honestidade e boa-fé mesmo quando a lei não prevê expressamente Decoro Conduta respeitável, digna e compatível com o cargo Urbanidade Tratar todos com cortesia e respeito Probidade Retidão e integridade nas ações Zelo Cuidado com o patrimônio público ⚠Ética ≠ Lei. O servidor pode agir legalmente, mas de forma antiética, se faltar moralidade e honestidade na intenção. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO SERVIDOR PÚBLICO (Seção I do Código) Princípio Ético Explicação Exemplo prático Dignidade O servidor deve agir com respeito à própria função e às pessoas Cumprir ordens legais sem humilhar subordinados Decoro e zelo Manter postura respeitosa e responsável Evitar atrasos, descuidos ou negligência Eficácia e eficiência Trabalhar com qualidade e presteza Cumprir prazos e metas Moralidade e boa-fé Agir de forma honesta e justa Não aceitar vantagens ou favores Cortesia e lealdade Respeitar hierarquia e tratar o público com urbanidade Usar linguagem adequada com o cidadão Transparência Agir de modo aberto e acessível ao controle social Divulgar informações sem omitir fatos relevantes 💡 A moralidade administrativa exige ética e boa-fé, indo além da mera obediência à lei. 36 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 CONDUTA DO SERVIDOR (Seção II do Código) Deveres éticos (art. 3º) Dever Descrição prática Desempenhar com zelo e dedicação as atribuições do cargo Trabalhar com compromisso e eficiência Ser cortês, leal e justo Tratar todos com igualdade e respeito Ter consciência de que o seu trabalho é regido por princípios morais Lembrar que servir é dever ético, não favor Ser assíduo e pontual Cumprir horários e prazos Resistir a pressões de superiores ou terceiros Não aceitar ordens imorais Zelar pela economia do material público Evitar desperdício e uso indevido de recursos Divulgar atos e práticas de interesse público Promover a transparência Manter conduta compatível com a moralidade administrativa Ser exemplo dentro e fora do trabalho 💡Ética exige que o servidor denuncie irregularidades, mesmo que o ato não o envolva diretamente. Proibições éticas (art. 4º) Conduta vedada Explicação prática Usar cargo ou função para obter favorecimento Nepotismo, tráfico de influência Permitir perseguições, simpatias ou inimizades Tratar com parcialidade colegas ou cidadãos Prejudicar deliberadamente a reputação de outro servidor Espalhar boatos, intrigas, difamações Receber presentes, vantagens ou benefícios Mesmo “lembranças” ou descontos indevidos Utilizar bens públicos em proveito próprio Carro oficial, impressoras, tempo de serviço Omitir-se diante de irregularidade Conivência é antiética 37 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134Envolver-se em atividades incompatíveis com o cargo Participar de negócios que gerem conflito de interesse ⚠ O servidor não pode aceitar presentes de valor, exceto lembranças sem valor comercial (ex.: caneta institucional). O PAPEL DO SERVIDOR COMO AGENTE DO ESTADO (art. 5º e 6º) O servidor público representa o Estado diante da sociedade, ou seja, seu comportamento repercute diretamente na imagem do serviço público. Conduta esperada Fundamento ético Servir ao interesse coletivo, não ao pessoal Supremacia do interesse público Atuar com integridade e imparcialidade Evitar decisões pessoais ou emocionais Cumprir ordens legais, recusando as ilegais Ética e moralidade acima da hierarquia Ser exemplo de cidadania O servidor é referência social Manter discrição e reserva Evitar exposição indevida do cargo 💡 Servidor público é o rosto do Estado. Sua ética pessoal é ética institucional. 38 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 COMISSÕES DE ÉTICA (arts. 7º a 11) O Decreto determina a criação de Comissões de Ética Pública nos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. Função Explicação Observação Orientar e aconselhar Esclarecer dúvidas sobre condutas éticas Não julga crimes, apenas condutas morais Apurar infrações éticas Investigar desvios de comportamento Pode recomendar medidas administrativas Registrar sanções éticas Registro no assentamento funcional Serve como agravante em PAD Promover capacitação ética Incentivar cultura de integridade Treinamentos e campanhas 💡 Composição: 3 servidores efetivos e estáveis, com mandato de 3 anos, sem remuneração adicional. ⚠ Atenção: A Comissão de Ética não aplica penalidades disciplinares, mas suas decisões podem fundamentar um processo administrativo disciplinar (PAD). CONSEQUÊNCIAS DA INFRAÇÃO ÉTICA Tipo de sanção Aplicação Efeitos Advertência ética Por conduta indecorosa, desrespeitosa ou imoral Advertência verbal ou escrita Censura ética Conduta grave ou reincidência Registro na ficha funcional Encaminhamento ao PAD Quando há indício de falta funcional Pode resultar em demissão Divulgação pública Em casos exemplares Visa reforçar o valor da ética no serviço público 💡 As sanções éticas não se confundem com as penais ou disciplinares da Lei nº 8.112/1990, mas podem coexistir. 39 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 DISTINÇÃO ENTRE ÉTICA, MORAL E LEGALIDADE Conceito Base Exemplo Legalidade Cumprimento estrito da lei “Faço porque a lei manda.” Moralidade Valores sociais aceitos “Faço o que é justo para todos.” Ética Reflexão sobre o bem e o justo no agir humano “Faço o que é certo, mesmo quando a lei se cala.” 🚨 “O servidor cumpre a lei, mas age contra a moralidade pública.” → ❌ Ética violada, ainda que não haja infração legal. CONDUTA ESPERADA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO Situação Conduta ética esperada Conflito de interesses Declarar e se abster da decisão Recebimento de presentes Recusar, salvo lembrança simbólica Relação com superiores e subordinados Respeito, lealdade e profissionalismo Uso de informações sigilosas Manter confidencialidade Participação política Livre, desde que fora do expediente e sem uso do cargo Redes sociais Evitar comentários que prejudiquem a imagem da instituição 💡 Bancas vêm cobrando ética digital - postagens, ironias ou desabafos sobre o trabalho público podem caracterizar infração ética. A ÉTICA COMO PILAR DA EFICIÊNCIA PÚBLICA O servidor ético não apenas cumpre ordens, mas melhora o serviço público com responsabilidade, empatia e justiça. A ética é o elo entre eficiência (art. 37 CF) e moralidade administrativa. 💡 Frase-chave: “A ética é a alma da eficiência; sem ética, o serviço público perde credibilidade.” 40 JULIENE LUCIA DA SILVA NASCIMENTO - julienenascimento254@gmail.com - IP: 45.170.152.134 LEGISLAÇÃO UNIRIO I Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União - Lei nº 8.112/1990 Requisitos básicos para investidura (art. 5º): FICA A DICA - ARTs. 8 a 30 Formas de provimento ESTÁGIO PROBATÓRIO E ESTABILIDADE (arts. 20 e 21) REMUNERAÇÃO E VANTAGENS REGIMES DE TRABALHO E JORNADA LICENÇAS E AFASTAMENTOS (arts. 81 a 97) DEVERES, PROIBIÇÕES E RESPONSABILIDADES Deveres (art. 116): Proibições (art. 117): REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA DISCIPLINAR (arts. 128 a 132) 💡 Faltas graves (art. 132): BENEFÍCIOS E VANTAGENS BENEFÍCIOS DA APOSENTADORIA (art. 186) Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) CONCEITOS FUNDAMENTAIS (art. 5º) PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO DE DADOS (art. 6º) HIPÓTESES LEGAIS DE TRATAMENTO (art. 7º) DIREITOS DO TITULAR (art. 18) RESPONSABILIDADE E SANÇÕES (arts. 42 a 45) DIFERENÇAS ENTRE SETOR PÚBLICO E PRIVADO EXEMPLOS PRÁTICOS E PEGADINHAS SEGURANÇA E INCIDENTES DE DADOS (arts. 46 a 49) Constituição Federal do Brasil PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONSTITUIÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Direitos fundamentais da 1.ª geração Direitos fundamentais da 2.ª geração Direitos fundamentais da 3.ª geração Direitos fundamentais da 4.ª geração Direitos fundamentais da 5.ª geração Direitos e Garantias Fundamentais: direitos e deveres individuais e coletivos DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART 37 DA CF) PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – (LIMPE) ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO SERVIDORES PÚBLICOS (arts. 39 a 41 CF) CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS ESTABILIDADE E ESTÁGIO PROBATÓRIO (art. 41 CF) ACUMULAÇÃO DE CARGOS (art. 37, XVI, CF) DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS (art. 39, §3º) RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 37, §6º) ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (art. 37 e 39 CF) Lei de Acesso à Informação - Lei nº 12.527/2011 ÂMBITO DE APLICAÇÃO (art. 1º e 2º) PRINCÍPIOS E DIRETRIZES (art. 3º) MODALIDADES DE TRANSPARÊNCIA CONCEITOS IMPORTANTES (art. 4º) DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO (art. 7º) DEVERES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS (arts. 8º e 9º) PROCEDIMENTO DE ACESSO (arts. 10 a 16) INFORMAÇÕES SIGILOSAS (arts. 23 a 31) INFORMAÇÕES PESSOAIS (art. 31) RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS (art. 32) ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO CONCEITO DE ÉTICA PÚBLICA PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO SERVIDOR PÚBLICO (Seção I do Código) CONDUTA DO SERVIDOR (Seção II do Código) Deveres éticos (art. 3º) Proibições éticas (art. 4º) O PAPEL DO SERVIDOR COMO AGENTE DO ESTADO (art. 5º e 6º) COMISSÕES DE ÉTICA (arts. 7º a 11) CONSEQUÊNCIAS DA INFRAÇÃO ÉTICA DISTINÇÃO ENTRE ÉTICA, MORAL E LEGALIDADE CONDUTA ESPERADA NAS RELAÇÕES DE TRABALHO A ÉTICA COMO PILAR DA EFICIÊNCIA PÚBLICA