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REPRESENTAÇÃO
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Direito Civil

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Resumo sobre Representação Legal e Voluntária O capítulo em questão aborda os princípios fundamentais da representação legal e voluntária, conforme estabelecido pelo artigo 120 do Código Civil. A representação é definida como a atuação jurídica em nome de outra pessoa, onde o agente que pratica o ato é denominado representante, enquanto a pessoa em nome de quem ele atua é chamada de representado. Essa relação de representação pode ser legal, quando imposta pela lei, ou voluntária, quando decorre de um acordo entre as partes. A representação legal é sempre exercida em benefício do representado, enquanto a representação voluntária pode, em algumas situações, beneficiar o próprio representante, como ocorre em casos de procuração em causa própria. Tipos de Representação De acordo com o artigo 115 do Código Civil, a representação pode ser classificada em duas categorias principais: a legal e a convencional. A representação legal é um verdadeiro munus, ou seja, uma obrigação que o representante deve cumprir, especialmente em relação a pessoas incapazes, como crianças ou indivíduos sob tutela. Exemplos de representantes legais incluem pais, tutores e curadores, que têm a responsabilidade de cuidar dos interesses dos representados. Por outro lado, a representação convencional ou voluntária é estabelecida por meio de um mandato, onde uma pessoa confere a outra o poder de agir em seu nome, permitindo a defesa ou administração de interesses alheios. Essa forma de representação é caracterizada pela autonomia privada e pode ser revogada a qualquer momento pelo representado, ao contrário da representação legal, que é indelegável. Regras e Implicações da Representação O artigo 116 do Código Civil estabelece que a manifestação de vontade do representante, dentro dos limites de seus poderes, gera efeitos em relação ao representado. Isso significa que o representante deve agir conforme os poderes que lhe foram conferidos, e qualquer ato que ultrapasse esses limites pode resultar em responsabilidade. O artigo 119 trata da anulabilidade de negócios realizados em conflito de interesses, destacando que, se o terceiro envolvido no negócio tinha conhecimento do conflito, o ato pode ser anulado. Os conflitos de interesse podem surgir de abuso de direito ou excesso de poder, ambos resultando em negócios que podem ser considerados nulos. A autocontratação, onde o representante atua em nome de uma das partes e também como parte do negócio, é uma situação que requer atenção especial, pois pode levar a conflitos de interesse. O Código Civil permite essa prática, desde que não haja conflito de interesses, embora a jurisprudência tenha enfatizado a necessidade de evitar tais conflitos para garantir a validade do ato. Contrato Consigo Mesmo O conceito de autocontratação é abordado no artigo 117 do Código Civil, que estabelece que um negócio jurídico celebrado pelo representante consigo mesmo é anulável, a menos que a lei ou o representado permitam tal ato. Essa disposição visa proteger os interesses do representado, evitando que o representante atue em benefício próprio em detrimento do representado. O legislador brasileiro, ao permitir a autocontratação, se inspirou em legislações de outros países, mas omitiu a exigência de ausência de conflito de interesses, que é uma condição importante em outros sistemas jurídicos. A jurisprudência brasileira, no entanto, tem continuado a exigir essa condição para a validade do contrato consigo mesmo, conforme evidenciado pela Súmula 60 do Superior Tribunal de Justiça. O parágrafo único do artigo 117 também menciona a possibilidade de um representante agir por meio de um terceiro, o que pode configurar uma autocontratação indireta, onde o negócio é considerado celebrado pelo representante. Destaques A representação pode ser legal (imposta pela lei) ou voluntária (decorrente de um acordo). A representação legal é obrigatória e visa proteger os interesses de pessoas incapazes. A representação voluntária é estabelecida por meio de um mandato e pode ser revogada a qualquer momento. O Código Civil prevê a anulabilidade de negócios em conflito de interesses, protegendo o representado. A autocontratação é permitida, mas deve respeitar a ausência de conflito de interesses para ser válida.

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