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Fernanda Madureira Candido fe.mcandido@gmail.com Matrícula: 2012062800 Auto-avaliação: 9,5 Tempo gasto: 79 minutos ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR O filme “Adivinhe Quem Vem Para Jantar” passa-se durante um dia na casa da família Drayton, uma família caucasiana, rica e liberal – inclusive no que diz respeito aos direitos dos negros - de São Francisco, EUA, cuja filha de 23 anos acaba de chegar do Havaí para apresentar aos pais seu mais novo noivo, John Prentice, um médico negro de 37 anos. John passará apenas um dia na cidade e, por conta disso, os pais de Joey Drayton, Christina e Mathew, têm apenas um dia para decidir e expressar o que pensam a respeito do casamento de sua filha com o médico que ela conheceu há apenas 10 dias. O filme, apesar de ser de 1967, é extremamente atual uma vez que trata das diferenças e conflitos provenientes da diferença da cor da pele. Durante toda a narrativa podemos ver cenas em que isso é muito claro e como exemplo temos a cena em que Tillie, negra, empregada na casa dos Draytons há 22 anos expressa claramente que acredita que os negros não devem se casar com brancos ao deixar claro que acredita que por John ser negro ele não é digno de se casar com Joey, que um negro não deveria voar tão alto e que o que ele quer é se aproveitar da menina branca. Tillie também ameaça o médico dizendo que se o mesmo fizer algo que magoe Joey descobrirá, por ela, qual é o verdadeiro “Black Power”. Ao longo do filme vemos que quase todos os personagens acreditam nessa diferenciação entre as pessoas por serem brancas e negras. Matt Drayton, por exemplo, pede à sua secretária que pesquise a respeito do médico e quando ela retorna informando que John é um médico importante, formado com louvor, ex-professor de Yale, que já lecionou medicina tropical em Londres e foi, inclusive, vice-diretor da OMS ele diz que John não fala muito sobre si mesmo porque ninguém acreditaria. Nesse ponto fica claro que, para ele, apesar de seu liberalismo, um negro não poderia ir tão longe profissionalmente simplesmente por ser negro. Ainda nessa parte do enredo já percebemos que Christina Drayton, ao pensar nos sentimentos do casal e não na cor de John e Joey, passa a apoiar o casamento e tenta amenizar a situação com seu marido. Nesse ponto John se mostra ainda mais integro ao dizer aos pais de sua noiva que apenas irá desposá-la se eles aceitarem, sem ressalvas, seu casamento. Ainda na história temos monsenhor Mike Ryan que, apesar dos Draytons não serem católicos, é um grande amigo da família e é o primeiro a demonstrar aceitação em relação ao novo casal e, mais que isso, a ficar realmente feliz por eles e a deixar claro que ali ele vê apenas duas pessoas que se amam e querem ficar juntas e não um negro e um caucasiana. Por conta de sua amizade com Matt, Monsenhor passa grande parte do filme conversando com o patriarca a fim de dissuadi-lo da ideia de ser contra o casamento. O monsenhor ainda tem com Matt um diálogo atualíssimo em que diz ao amigo que é interessante que ele que se diz um grande liberal, um grande editor de jornal liberal, seja tão discriminatório quando o foco é sua família e isso volta a tona quando, mais tarde, Matt diz ao monsenhor que ele defende o casamento de Joey porque ele, Mike, não tem filhos e não tem como saber o que é ter uma filha se casando com um negro. Isso é muito claro até nos dias de hoje em que muitos dizem que não são preconceituosos, que não enxergam diferenças entre brancos e negros, mas quando a situação acontece em sua própria família as coisas mudam e a descriminação aparece. O enredo ainda contém os pais de John que, a princípio, ficam ambos estupefatos, mas, mais tarde, também em nome dos sentimentos dos jovens, a sra. Prentice passa a apoiar o casamento. É interessante vermos na história – como ocorre muitas vezes na realidade - que negros e caucasianos se vêm de forma diferente simplesmente por conta da cor da pele, mas se esquecem que, na verdade, todos são seres humanos e essa é a nossa raça.