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Atividade de 2 Bimestre - Respostas

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RESPOSTAS DA ATIVIDADE 
Crimes em Espécie I 
 
1. Júlio encontrou uma carteira contendo R$ 150,00 em dinheiro. No mesmo 
dia, levou-a até a delegacia de polícia e a devolveu. Contudo, ficou com 
o dinheiro para si. Trata-se de crime de furto consumado, por se tratar de 
res deperdita. Falso. Trata-se do crime de apropriação indébita (CP, art. 
169, II do CP, visto não existir subtração). 
2. Cláudio abandonou em frente à sua casa duas cadeiras, que foram, em 
seguida, levadas por Júlio. Trata-se de crime de furto, por se tratar de res 
derelicta. Falso, conforme art. 1.275, III do Código Civil (do mesmo modo, 
não houve subtração). 
3. É qualificado o crime de furto praticado durante o repouso noturno. Falso. 
É crime circunstanciado, ou seja, com causa de aumento de pena (CP, 
art. 155, § 1.º). Diferentemente, é circunstanciado o crime de furto 
praticado com uso de explosivo que cause perigo comum, sendo, 
inclusive, hediondo. Falso. Embora seja hediondo, trata-se de crime 
qualificado (CP, art. 155, § 4.º-A e art. 1.º, IX da Lei n. 8.072/1990). 
4. O § 2.º do art. 158 do CP usa as penas do § 3.º do art. 157, que é 
hediondo. Verdadeiro, conforme descrito no próprio § 2.º. Com isso, pode-
se afirmar que aquele § 2.º é, também, hediondo. Falso. Apenas o § 3.º 
do art. 158 é hediondo, atualmente (art. 1.º, III da Lei n. 8.072/1990). 
5. Atualmente, emprega-se a teoria da amotio para se demonstrar a 
consumação do crime de roubo. Por ela, não é necessário que a coisa 
subtraída seja posta em local seguro, pelo agente criminoso. Verdadeiro, 
conforme a Súmula 582 do STJ. 
6. Júlio apresentou a Carlos um truque de mágica. Contudo, Carlos 
percebeu o exato momento em que Júlio retirava o seu celular. Ainda 
assim, Júlio saiu correndo rua afora com o celular em mãos, depois de 
empregar grave ameaça contra Carlos. Trata-se de furto simples, já que 
a qualificadora pela destreza não poderá ser usada, visto que Carlos 
percebeu o golpe. Falso, pois se trata de crime de roubo, visto que Júlio 
empregou grave ameaça contra Carlos. Se não houvesse grave ameaça, 
a resposta estaria verdadeira. 
7. Há crime de roubo quando o agente criminoso, na intenção de manter a 
posse da coisa, aplica violência ao possuidor, no momento ou logo após 
a sua subtração. Verdadeiro, conforme art. 157, caput e § 1.º do CP. Se 
usar de uma faca para ameaçar a vítima, a sua pena será aumentada e o 
crime passará a ser hediondo. Falso. A pena será, sim, aumentada, nos 
termos do § 2.º, VII do CP, mas não se trata de crime hediondo, já que 
não se encontra na Lei n. 8.072/1990. 
8. John efetuou um golpe de faca em desfavor de Marcos, de modo que 
fosse possível subtrair o celular que tinha em mãos. Marcos faleceu a 
caminho do hospital em virtude da perfuração. Trata-se do crime de roubo 
circunstanciado presente no art. 157, § 2.º, VII do CP. Falso. Trata-se do 
crime do art. 157, § 3.º, II do CP, com adição do § 2.º, VII. Como se trata 
do § 3.º, já que houve morte, o crime passa a ser hediondo (art. 1.º, II, c 
da Lei n. 8.072/1990). 
 
9. Marcos, usando de uma faca, exigiu que Maria entrasse em seu carro 
para que juntos fossem a uma agência bancária. No banco, Marcos exigiu 
que Maria sacasse o que fosse possível de sua conta. Assim que o 
dinheiro foi retirado, Marcos a abandonou, sem qualquer lesão. Trata-se 
do crime do art. 158, § 3.º do CP, que é conduta hedionda, além da 
aplicação do § 1.º desse artigo, pelo uso da faca. Verdadeiro, conforme o 
próprio artigo 158, §§ 1.º e 3.º do CP. 
10. Depende de representação o crime de furto praticado entre irmãos. 
Verdadeiro, conforme art. 181, II do CP.

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