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MONITORIA MCM 1 REVISÃO N2 MONITOR: Paulo Victor REVISANDO...REVISANDO... Os Operadores Booleanos atuam como palavras que informam ao sistema de busca como combinar os descritores de sua pesquisa. Geralmente usa-se o "AND" para localizar estudos sobre os dois termos (intersecção), restringindo o número de resultados e recuperando resultados que contenham ambos os termos; OPERADORES BOOLEANOSOPERADORES BOOLEANOS Recuperando-se artigos que abordem um ou outro termo e amplia o número de textos selecionados. EXEMPLO: A pesquisa coração "OR" pulmão encontra itens que contêm coração ou pulmão, e também inclui na pesquisa se ambos estiverem presentes. Exclui itens que contenham o termo especificado. EXEMPLO: Uma pesquisa coração "NOT" pulmão encontra itens que contêm coração, mas não contêm pulmão. AND (E): OR (OU): NOT (NÃO): ABNT X VANCOUVERABNT X VANCOUVER CITAÇÃOCITAÇÃO As citações ABNT devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: autor-data ou numérico. Qualquer que seja o sistema adotado, este deve ser seguido constantemente ao longo de todo o trabalho. ABNTABNT AUTOR-DATA As citações se darão pelo sobrenome do autor, pela instituição responsável ou título, quando incluídas na sentença. NUMÉRICO Cada fonte citada recebe um número sequencial, que é mantido ao longo do texto e corresponde à ordem em que as fontes são mencionadas. O número da página deve ser indicado após o número da fonte no texto. ATENÇÃO!! CUIDADO PARA NÃO CONFUNDIR O SISTEMA NUMÉRICO ABNT COM A NORMA VANCOUVER!! SEMPRE OLHE O FORMATO DA REFERÂNCIA PARA TER CERTEZA!θ _ ー ー _ ー ->sobrenome _ ー _θ θ De acordo com Pissulin et al. (2018), a presença da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) pode alterar a percepção dos sintomas respiratórios e a qualidade de vida em pacientes com DPOC. A presença da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) pode alterar a percepção dos sintomas respiratórios e a qualidade de vida em pacientes com DPOC (Pissulin et al., 2018). De acordo com Pissulin et al. (2018), a presença da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) pode alterar a percepção dos sintomas respiratórios e a qualidade de vida em pacientes com DPOC. 2 A presença da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) pode alterar a percepção dos sintomas respiratórios e a qualidade de vida em pacientes com DPOC . 2 A colocação do ano é opcional e a expressão “et al” não é apresentada em itálico. N° de identificação da referência ABNT X VANCOUVERABNT X VANCOUVER EXEMPLO: CITAÇÃO INDIRETAEXEMPLO: CITAÇÃO INDIRETA Citação indireta é quando se parafraseia ou resume o conteúdo de uma fonte sem usar as palavras exatas do autor, mas ainda assim se referindo às ideias originais. Citação direta se caracteriza pela transcrição textual de parte da obra do autor consultado. Transcreve com exatidão as palavras do autor citado. Com menos de três linhas: Com mais de três linhas: ABNT X VANCOUVERABNT X VANCOUVER EXEMPLO: CITAÇÃO DIRETAEXEMPLO: CITAÇÃO DIRETA Citações diretas ABNT é obrigatória a menção da paginação após a indicação do ano. A citação vai estar entre aspas e vai haver a presença do número identificador da referência. PRESENÇA DE ASPAS!! Recuo de 4cm, espaçamento simples e fonte em tamanho 10 ー θ _ diretto _ _β _ - θ _ @ _ _ _ oauta As referências devem ser alinhadas a esquerda do texto, espaçamento simples e separada das outras com espaçamento duplo; Usar número no início da referência, seguindo a ordem de aparição; As referências não seguirão ordem alfabética, mas sim ordem de citação; AUTORES: Sobrenome e somente a letra inicial do sobrenome é maiúscula, seguida das iniciais dos nomes abreviados. Até 6 autores, todos os autores deverão ser citados, separados por vírgula. Se tiver mais de 6 autores, citar todos os seis primeiros seguidos da expressão "et al."; Os elementos explicativos (cited e available from) são em inglês, pois é uma norma de divulgação internacional; As referências devem estar em espaço simples, alinhadas à margem esquerda do texto e separadas entre si por uma linha em branco de espaço simples. Em ordem alfabética Separação de títulos e subtítulos por dois pontos AUTORES: Quando houver até três autores, todos devem ser indicados. Quando houver quatro ou mais autores sugere-se indicar apenas o primeiro, seguido da expressão et al. (em itálico) FORMATO: SOBRENOME, Nome. Título do trabalho. Título da revista (Destacado e abreviado). Local de publicação, volume, número, páginas, Ano. DOI. Disponível em. Acesso em: ABNT X VANCOUVERABNT X VANCOUVER _ _ _ θ_ _ ー _ ← _ ー ー _ _ PISSULIN, F. D. M. et al. The triad of obstructive sleep apnea syndrome, COPD, and obesity: sensitivity of sleep scales and respiratory questionnaires. J Bras Pneumol, v. 44, n. 3, p. 202-206, mai.-jun. 2018. DOI: 10.1590/S1806-37562016000000308. Disponível em: . Acesso em: 06 abr. 2024. ABNT X VANCOUVERABNT X VANCOUVER A ética é um campo amplo que engloba princípios e valores morais que orientam o comportamento humano em diversas áreas da vida. Envolve questões de certo e errado, justiça, dever e responsabilidade. Não está limitada a um domínio específico; é aplicável em todas as esferas da atividade humana. ÉTICA X BIOÉTICAÉTICA X BIOÉTICA Ramo específico da ética focado em questões relacionadas à vida, saúde e biologia. Aborda dilemas éticos específicos em contextos médicos, científicos e tecnológicos. Temas incluem início e fim da vida, experimentação em seres humanos, manipulação genética, transplantes de órgãos, entre outros. ÉTICAÉTICA BIOÉTICABIOÉTICA ー ← -0 〜 ー _ 00 _ _ _ _ _ DIGNIDADE HUMANA: Respeito incondicional pela dignidade de cada indivíduo. Base para a proteção dos direitos humanos. NÃO DISCRIMINAÇÃO: Igualdade de tratamento para todos, independentemente de raça, gênero, religião ou origem. Garante justiça e equidade. AUTONOMIA: Respeito à vontade e decisões informadas dos indivíduos. Inclui consentimento livre e esclarecido. ÉTICA X BIOÉTICAÉTICA X BIOÉTICA PRINCÍPIOSPRINCÍPIOS AUTONOMIA: Respeito à vontade do paciente. Considera exceções, como risco de morte ou incapacidade de decisão. BENEFICÊNCIA: Máximo benefício com menor prejuízo. Escolha de tratamentos seguros. NÃO-MALEFICÊNCIA: Evitar danos intencionais. Minimizar efeitos adversos. JUSTIÇA: Acesso justo ao atendimento. Igualdade no tratamento. ÉTICAÉTICA BIOÉTICABIOÉTICA _ _ debet, e , _ θ ⼀ ∞ φ 고 _ _ _ _ ー _ _ _ ー ー ー θ ー_ ー ー ー _ COLETA DE DADOSCOLETA DE DADOS A escolha do instrumento de coleta depende: - dos objetivos que se pretendem alcançar com a pesquisa; - das questões de pesquisa previamente elaboradas; - do perfil dos pesquisados; - das características da pesquisa e do objeto a ser estudado; - do método e da técnica mais adequados para o uso do instrumento. FONTES PRIMÁRIAS DE COLETA: São coletados diretamente dos sujeitos da pesquisa. Exemplo: questionários, roteiros de entrevista, roteiro de observação, diários de campo); FONTES SECUNDÁRIAS DE COLETA: Os dados já estão sistematizados e podem servir para o esclarecimento do problema de pesquisa. Exemplo: Datasus. QUESTIONÁRIOQUESTIONÁRIO ROTEIRO DE ENTREVISTASROTEIRO DE ENTREVISTAS ROTEIRO DE OBSERVAÇÃOROTEIRO DE OBSERVAÇÃO ROTEIRO DE CAMPOROTEIRO DE CAMPO AULA 1: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EAULA 1: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINAMEDICINA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINAINTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINA IA Inteligência Artificial (IA) é a capacidade de um computador de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana. APRENDIZADO DE MÁQUINA Aprendizado de Máquina é uma área da IA que permite que os computadores aprendam a partir de dados sem serem explicitamente programados para cada tarefa. Em vez disso, os computadores usam algoritmos que podem identificar padrões nos dados e fazer previsões ou decisões com base nesses padrões. 1. APRENDIZADO SUPERVISIONADO O computador é treinado com um conjuntode dados que inclui as respostas corretas. Ele aprende a mapear uma entrada (como uma imagem) para uma saída (como a identificação do que está na imagem). 2. APRENDIZADO NÃO SUPERVISIONADO O computador recebe um conjunto de dados sem respostas corretas e tenta encontrar padrões ou grupos dentro dos dados por conta própria. 3. APRENDIZADO POR REFORÇO O computador aprende através de tentativa e erro. Ele recebe recompensas ou punições com base nas ações que realiza e aprende a maximizar suas recompensas ao longo do tempo. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINAINTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINA DEEP LEARNING Aprendizado Profundo (Deep Learning) é uma subárea do aprendizado de máquina que utiliza redes neurais artificiais com várias camadas (daí o termo "profundo") para analisar dados. Essas redes são inspiradas na estrutura do cérebro humano e são capazes de aprender e representar dados de maneira muito complexa. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINAINTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E MEDICINA REDE NEURAL Método de inteligência artificial que ensina computadores a processar dados de uma forma inspirada pelo cérebro humano. Exemplo: Imagine que você está tentando ensinar um computador a reconhecer se uma imagem contém um gato ou não. Para fazer isso, você usa uma rede neural, que é como um grande conjunto de “neurônios” artificiais conectados. CAMADAS Camada de Entrada: Recebe as informações iniciais. No caso de imagens, isso pode ser os pixels da imagem. 1. Camadas Ocultas: Processam as informações. Elas analisam os dados e procuram padrões. Cada camada oculta pode descobrir algo diferente, como bordas, formas, ou texturas. 2. Camada de Saída: Produz o resultado final. Por exemplo, diz se a imagem tem um gato ou não. 3. ÉTICA X IA X SAÚDEÉTICA X IA X SAÚDE A OMS busca orientar governos e entidades internacionais no uso da IA na saúde. Identificação de seis princípios-chave para a regulação dos sistemas de IA na saúde, baseados em princípios éticos, bioética e regulação atual. Princípios: Autonomia1. Não-maleficência/Beneficência2. Transparência3. Responsabilidade4. Equidade5. Responsividade/Sustentabilidade6. 1.Proteção da Autonomia Humana Seres humanos devem manter controle sobre sistemas de saúde e decisões médicas. Proteção dos dados dos pacientes e consentimento informado são essenciais. LGPD (lei de proteção de dados) Sem consentimento, profissionais de saúde não devem acessar dados dos pacientes. A lei garante a regulamentação do tratamento dos dados pessoais, a privacidade dos indivíduos e a segurança de suas informações pessoais e sensíveis, inclusive em estabelecimentos médicos 2.Promoção do Bem-Estar e Segurança Humana Tecnologias de IA devem atender a requisitos regulatórios. Medidas de controle e melhoria contínua são necessárias. Reconhecimento de que a IA não é infalível e a precisão do sistema deve ser conhecida. ÉTICA X IA X SAÚDEÉTICA X IA X SAÚDE 3.Garantia de Transparência e Explicabilidade Detalhes sobre o projeto e implantação da IA devem ser documentados e acessíveis. A IA deve explicar os dados de entrada mais importantes que influenciaram suas decisões. 4. Promoção de Responsabilidade e Prestação de Contas Garantir que a IA seja usada em condições adequadas e por profissionais capacitados. Profissionais de saúde devem ser responsabilizados pelos danos causados pela IA. 5.Garantia de Inclusão e Equidade Acesso IA deve ser projetada para acesso amplo e equitativo, sem discriminação. Reconhecimento de que IA pode refletir preconceitos presentes nos dados de treino. 6.Promoção de IA Responsiva e Sustentável Projetar sistemas para minimizar impactos ambientais e aumentar eficiência energética. Capacitação para profissionais de saúde se adaptarem ao uso da IA e mitigação de possíveis perdas de emprego devido à automação. AULA 2: TIPOS DE CONHECIMENTOSAULA 2: TIPOS DE CONHECIMENTOS TIPOS DE CONHECIMENTOSTIPOS DE CONHECIMENTOS O conhecimento popular: Conjunto de informações, crenças e práticas passadas de geração em geração dentro de uma cultura ou comunidade. Experiência cotidiana Observação do mundo Compartilhado informalmente e muitas vezes sem base científica. Exemplos de Conhecimento Popular Ditados Populares1. Exemplo: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura." Remédios Caseiros Tradicionais2. Uso de plantas medicinais e métodos antigos para tratar doenças e promover a saúde. Superstições e Crendices3. Exemplo: Evitar passar embaixo de escadas para não ter má sorte. Características Tem um valor pessoal ou subjetivo Depende do quanto a pessoa conhece sobre o assunto. Não segue um método ou sistema científico Baseia-se na experiência pessoal e intuição. Relaciona-se ao que se pode perceber e experimentar no dia a dia. Pode estar errado ou não ser preciso. CONHECIMENTO POPULARCONHECIMENTO POPULAR _ _ _ ー _ TIPOS DE CONHECIMENTOSTIPOS DE CONHECIMENTOS O conhecimento filosófico não se baseia na experimentação empírica. Em vez disso, ele se fundamenta em hipóteses derivadas da experiência e do raciocínio lógico. Exemplos: Reflexão sobre a Vida Após a Morte Características Consiste em hipóteses que não podem ser submetidas à observação empírica. Composto por um conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Visa uma representação coerente da realidade estudada, tentando compreendê-la em sua totalidade. Postulados e hipóteses filosóficas não são submetidos ao teste experimental decisivo Método Filosófico vs. Método Científico: Método Científico: Baseia-se na experimentação, análise de fatos concretos e observação empírica. Fragmenta e delimita o objeto de pesquisa para obter conclusões específicas. Método Filosófico: Utiliza a razão pura e o processo dedutivo, precedendo a experiência e focando na coerência lógica. Procura responder às grandes indagações do espírito humano e formular uma visão abrangente do universo. CONHECIMENTO FILOSÓFICOCONHECIMENTO FILOSÓFICO TIPOS DE CONHECIMENTOSTIPOS DE CONHECIMENTOS Baseia-se em doutrinas sagradas e proposições reveladas pelo sobrenatural. Diferente do conhecimento científico, pois não pode ser verificado empiricamente. Requer uma atitude de fé e a aceitação das verdades reveladas como a fonte da verdade. Características Baseia-se em doutrinas sagradas que são consideradas valiosas e inspiradoras. Oferece uma visão sistemática do mundo, interpretada como resultado do ato de um criador divino. Essas crenças não podem ser verificadas empiricamente. As verdades reveladas são consideradas infalíveis e indiscutíveis porque provêm de uma divindade. CONHECIMENTO RELIGIOSOCONHECIMENTO RELIGIOSO TIPOS DE CONHECIMENTOSTIPOS DE CONHECIMENTOS O conhecimento científico é um tipo de entendimento que lida com fatos, baseando-se na veracidade ou falsidade dessas proposições através da experiência. É caracterizado por ser sistemático, verificável, falível e aproximadamente exato. Características Suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através da experiência, não apenas por meio da razão. Baseado em fatos existentes e comprovados. O conhecimento é ordenado logicamente em um sistema de ideias, formando teorias coerentes e interligadas. Situações e hipóteses que podem ser comprovadas ou refutadas através de experimentação e observação. Não é definitivo, absoluto ou final; é sujeito a mudanças e atualizações conforme novas proposições e técnicas se desenvolvem. CONHECIMENTO CIENTÍFICOCONHECIMENTO CIENTÍFICO MÉTODOS CIENTÍFICOSMÉTODOS CIENTÍFICOS Método Indutivo Definição: Observação de fatos ou fenômenos particulares para chegar a uma conclusão geral. Processo: Observação sistemática de dados.1. Generalização a partir das relações verificadas entre os fatos observados. 2. Extrapolação dos casos particulares para uma conclusão geral. 3. Exemplo: Um cientista observa repetidamente que a temperatura de ebulição da água é sempre 100 °C. Ele generaliza que o ponto de ebulição da água é sempre 100 °C. Método Dedutivo Definição: Parte de premissas verdadeiraspara chegar a uma conclusão específica. Processo: Começa com premissas gerais.1. Extrai conclusões específicas a partir dessas premissas.2. Características: Não acrescenta informações novas, apenas aplica o raciocínio lógico. Exemplo: Premissa 1: Os suspeitos do crime estavam na sala entre as 13h e 14h. Premissa 2: João não estava na sala entre as 13h e 14h. Conclusão: Logo, João não é um dos suspeitos do crime. MÉTODOS CIENTÍFICOSMÉTODOS CIENTÍFICOS Método hipotético-dedutivo Definição: Combina elementos do indutivo e do dedutivo. Começa com hipóteses que são testadas por meio de experimentos ou observações. Processo: Identificação do problema. Formulação de hipóteses. Teste e falseamento das hipóteses para corrigir erros. Objetivo: Buscar uma conclusão científica verdadeira, considerando colaborações futuras de outros pesquisadores. Exemplo: Um pesquisador formula a hipótese de que uma nova droga pode curar uma doença. Ele realiza experimentos para testar essa hipótese e verifica se os resultados confirmam ou refutam a hipótese inicial. Método Dialético Definição: Enfatiza discussão, argumentação e provocação. É usado em pesquisas sociais para interpretar fenômenos sociais qualitativamente. Características: Uso da discussão e da argumentação. Foco nas contradições inerentes aos fenômenos. Reciprocidade e relação entre conceitos. Construção e reconstrução contínua das ideias analisadas. Exemplo: Pesquisadores utilizam o método dialético para entender as mudanças sociais em uma comunidade, discutindo e argumentando sobre diferentes pontos de vista e as contradições observadas. . AULA 3: PESQUISA QUANTITATVA,AULA 3: PESQUISA QUANTITATVA, QUALITATIVA E MISTAQUALITATIVA E MISTA QUANTITATIVAQUANTITATIVA Quantificar problemas e gerar dados numéricos que podem ser transformados em estatísticas utilizáveis. Coletar e analisar dados numéricos e em medir a escala, gama, ou frequência de fenômenos. CARACTERÍSTICAS: • Coleta de dados numéricos através de técnicas estruturadas como questionários e pesquisas; • Uso de métodos estatísticos para analisar os dados; • Foco na medição e análise de relações causais entre variáveis; • Uso de experimentos controlados e observações estruturadas → estates 、 epidemio pesquisa ー _ _ ー ー TIPOS DE PESQUISA QUANTITATIVATIPOS DE PESQUISA QUANTITATIVA Estudo Seccional (ou transversal) Usado para determinar a prevalência de uma condição ou doença em um determinado momento. Ele fornece uma “fotografia” da população em um ponto específico no tempo. Exemplo: Os cientistas podem realizar uma pesquisa para ver quantas pessoas em uma cidade estão atualmente com diabetes. Estudo de Intervenção Usado para avaliar a eficácia de uma intervenção ou tratamento. Por exemplo, um estudo para avaliar a eficácia de uma nova vacina, quantificando a taxa de resposta imunológica em um grande grupo de participantes. Exemplo: Em um estudo de um novo medicamento para diabetes, metade dos participantes recebe o medicamento e a outra metade recebe um placebo. Os pesquisadores então comparam os níveis de açúcar no sangue entre os dois grupos. ー _ TIPOS DE PESQUISA QUANTITATIVATIPOS DE PESQUISA QUANTITATIVA Estudo de Coorte Acompanha um grupo de indivíduos ao longo do tempo para determinar a incidência de uma condição ou doença. Exemplo: Os pesquisadores podem seguir um grupo de fumantes e não fumantes por 20 anos para ver quantos desenvolvem câncer de pulmão. Estudo de Caso-controle Usado para determinar os fatores de risco para uma condição ou doença. Ele compara indivíduos que têm a condição (casos) com aqueles que não têm (controles) para identificar diferenças nas exposições. Exemplo: Os cientistas podem comparar um grupo de pessoas com câncer de pulmão a um grupo sem câncer de pulmão para ver quantos de cada grupo eram fumantes. TIPOS DE PESQUISA QUANTITATIVATIPOS DE PESQUISA QUANTITATIVA Estudo Ecológico Analisa a relação entre variáveis em nível de grupo ou população. Ele pode ser usado para estudar a relação entre exposições ambientais e desfechos de saúde. Exemplo: Um estudo pode comparar várias cidades, analisando a relação entre os níveis de poluição do ar e a prevalência de doenças respiratórias em cada cidade. As cidades com maior poluição podem mostrar taxas mais altas de doenças respiratórias, sugerindo uma possível correlação. QUALITATIVAQUALITATIVA Entender e interpretar fenômenos sociais e de saúde a partir das experiências e perspectivas dos indivíduos. Ela se concentra em aspectos subjetivos, como sentimentos, opiniões, motivações e comportamentos. CARACTERÍSTICAS: • Coleta de dados não numéricos, como entrevistas, observações e análise de texto; • Foco na compreensão das experiências humanas, interpretações e interações; • Ênfase na exploração de processos, significados e conceitos; • Flexibilidade no design da pesquisa para permitir a descoberta de novos insights (NOVAS PERCEPÇÕES) durante o processo de pesquisa; TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Usada para examinar um caso específico em profundidade, seja um indivíduo ou uma situação particular. O objetivo é obter uma compreensão detalhada do caso a partir de várias perspectivas. Características dos Estudos de Caso Relatos de caso são baseados na observação clínica colhida durante a prática médica, cirúrgica ou laboratorial. Fornecem informações sobre doenças novas, raras, com apresentações incomuns, métodos de diagnóstico e efeitos de diferentes estratégias terapêuticas. Permitem a detecção de inovações e formulação de hipóteses para avaliações clínicas futuras. ESTUDO DE CASO Possuem uma estrutura flexível, tempo de publicação mais curto, custo de realização baixo e integração entre a área acadêmica e a clínico-hospitalar. 4. Limitações: Generalização: Não permitem generalizações ou extrapolações. Determinação da Causalidade: Baixa evidência científica e dificuldade na determinação da causalidade. Subjetividade: Subjetividade, possível perda ou veracidade questionável da informação e problemas de confidencialidade. Estrutura do Relato de Caso Título1. Resumo2. Palavras-chave3. Introdução4. Informação do paciente5. Achados clínicos6. Cronologia dos fatos7. Avaliação diagnóstica8. Intervenção terapêutica9. Acompanhamento e resultados clínicos10. Discussão11. Conclusão12. Perspectiva do paciente13. Consentimento informado14. Referências15. Tabelas e figuras16. TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA ESTUDO DE CASO Vieses em Estudos de Caso Viés de Memória: Detalhes do caso podem ser esquecidos ou mal lembrados, levando a uma representação imprecisa. Esses vieses podem afetar a validade e a confiabilidade dos estudos de caso, por isso é crucial que os pesquisadores estejam cientes desses vieses e tomem medidas para minimizá-los. DESCRIÇÃO DO CASO TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Usada para estudar culturas e grupos sociais ao longo do tempo. Os pesquisadores se inserem na cultura ou grupo que estão estudando, observando e interagindo com os participantes para entender suas normas, comportamentos e interações sociais. Características da Pesquisa Etnográfica Abordagem Qualitativa:1. Focada em entender o universo social, os significados e as experiências dos sujeitos. Utiliza métodos qualitativos para captar as nuances e complexidades das interações humanas. Variedade de Temas:2. Cada vez mais utilizada para estudar uma variedade de temas na área da saúde, como: Funcionamento e avaliação do sistema sanitário. Investigação epidemiológica. Pesquisa científica de laboratório. Pesquisa biotecnológica. Pesquisa genética. 3. Pressupostos Teórico-Conceituais: Etnocentrismo: A tendência de ver o mundo através da lente de sua própria cultura, que os pesquisadores buscam evitar. Relativismo Cultural: A compreensão de que as crenças e práticas culturais devem ser entendidas em seu próprio contexto, sem julgamentos. Cultura: Conjunto de normas, valores e práticas que definem avida de um grupo. PESQUISA ETNOGRÁFICA TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Conceitos importantes Observação participante: técnica de coleta de dados na qual o pesquisador se envolve ativamente na comunidade ou grupo que está estudando. Essa imersão permite que o pesquisador obtenha uma compreensão profunda das práticas, comportamentos e interações sociais do grupo. Observação não participante: o pesquisador observa os indivíduos ou grupos sem se envolver diretamente em suas atividades. O pesquisador mantém uma posição de distanciamento, apenas registrando o que vê. Análise reflexiva: o processo em que o pesquisador analisa seus próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos em relação ao estudo. Isso inclui uma reflexão contínua sobre as experiências de campo, as interações com os participantes e os próprios preconceitos e suposições do pesquisador. Pesquisa imersiva: envolve o mergulho profundo do pesquisador no ambiente de estudo por um período prolongado. Isso pode incluir viver com os participantes, adotar suas rotinas e participar de suas atividades diárias para entender melhor sua perspectiva. PESQUISA ETNOGRÁFICA TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA 5. Contribuições para a Saúde: Aprofunda a compreensão dos contextos culturais que influenciam a saúde e os comportamentos de saúde. Ajuda na elaboração de políticas de saúde mais eficazes e culturalmente sensíveis. Exemplo Prático Imagine um pesquisador que deseja entender como uma comunidade rural aborda a prevenção de doenças. Ele se muda para a comunidade, participa das reuniões locais, conversa com os moradores e observa suas práticas diárias. Ao fazer isso, ele coleta dados ricos sobre as crenças e práticas de saúde da comunidade, permitindo-lhe fazer recomendações informadas sobre intervenções de saúde que respeitem e incorporem as tradições locais. PESQUISA ETNOGRÁFICA TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Baseia-se na análise e interpretação de documentos escritos, impressos, digitais, audiovisuais, entre outros, com o objetivo de investigar um determinado tema ou problema de pesquisa na área da saúde. Fontes Primárias e Secundárias Fontes Primárias: Documentos originais criados na época em que o evento ocorreu. Fontes Secundárias: Interpretações e análises baseadas em fontes primárias. Métodos Sistemáticos e Rigorosos Isso garante que a pesquisa seja confiável e que os resultados sejam válidos. Organização e Interpretação das Informações Uma vez que as informações são coletadas, elas precisam ser organizadas e interpretadas. Isso envolve a identificação de padrões, temas ou conceitos emergentes. Estabelecimento de Relações e Conexões Isso pode envolver a comparação de informações de diferentes documentos ou a identificação de tendências ao longo do tempo. PESQUISA DOCUMENTAL TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Características Dados Obtidos de Forma Indireta: Utiliza documentos que ainda não receberam tratamento analítico e publicação. Análise Documental de Cunho Historiográfico: Metodologia de análise documental com uma abordagem historiográfica. Natureza Retrospectiva: Baseia-se em fontes produzidas no passado, trabalhando com informações registradas anteriormente. Interpretação e Análise Crítica dos Documentos: É fundamental identificar informações relevantes, estabelecer relações entre os diferentes documentos e contextualizar as fontes dentro do objeto de estudo. Necessidade de Corroboração das Informações: Como os documentos podem conter erros, omissões ou interpretações tendenciosas, é essencial consultar múltiplas fontes para validar as informações encontradas. PESQUISA DOCUMENTAL TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Envolve ativamente os participantes em todas as etapas do processo de pesquisa. Isso inclui a identificação do problema, o desenvolvimento da pesquisa, a coleta e análise dos dados, e a implementação de ações baseadas nos resultados. Características Participação Ativa: Todos os envolvidos participam ativamente na investigação e na tomada de decisões. Inovação e Dinamismo: É uma abordagem inovadora e dinâmica que incentiva a reflexão e a intervenção. Empoderamento: Promove o empoderamento dos trabalhadores da saúde e usuários, permitindo que se tornem agentes ativos na melhoria da prática assistencial. Desafios na Condução: A realização de oficinas e a avaliação das intervenções podem ser desafios para os participantes. Ampla Aplicabilidade: Aplicável em várias áreas, como atenção primária à saúde, promovendo uma reflexão coletiva sobre práticas de serviços específicos. Aplicações na Área da Saúde Usado na atenção primária, por meio de reflexão coletiva, os participantes buscam melhorar suas práticas e promover mudanças significativas no sistema de saúde. Importância na Pesquisa Participativa A pesquisa-ação é um componente essencial da pesquisa participativa, permitindo que o conhecimento seja construído e transferido para a prática diária em ambientes multiprofissionais e multidisciplinares. PESQUISA-AÇÃO TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Características Participação e Colaboração: Essenciais tanto na educação quanto no mundo empresarial, promovendo aprendizado e melhorias no trabalho. Ciclo de Planejamento, Ação, Observação e Reflexão: Favorece o desenvolvimento de um ciclo contínuo de melhoria, incentivando a reflexão sobre práticas e promovendo maior empenho pessoal e profissional. Mudança Social e Resolução de Problemas: Visa promover mudanças significativas na sociedade, buscando soluções para problemas reais. PESQUISA-AÇÃO TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA PESQUISA-AÇÃO: ETAPAS AVALIZAÇÃO DOS RESULTADOS OBSERVAÇÃO REVISAR A PRÁTICA COLETAR E ORGANIZAR DADOS PLANEJAMENTOS AÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Pesquisa Fenomenológica: Usada para entender a experiência vivida dos indivíduos em relação a um fenômeno específico. O objetivo é entender como os indivíduos percebem, descrevem, sentem e interpretam suas experiências. Pesquisa Grounded Theory (Teoria Fundamentada): Usada para desenvolver teorias que são fundamentadas nos dados coletados durante o estudo. O objetivo é construir uma teoria que explique um processo, ação ou interação. Pesquisa Narrativa: Usada para coletar e estudar histórias pessoais dos indivíduos. As histórias são analisadas para entender como os indivíduos experienciam o mundo ao seu redor. TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Relatos de experiência são descrições detalhadas de vivências profissionais e acadêmicas, relatadas de forma narrativa. Propósitos: Compartilhar práticas bem-sucedidas. Refletir sobre a prática médica e suas implicações. Proporcionar aprendizado a partir de experiências reais. Estrutura Introdução1. Contextualização2. Descrição da Experiência3. Análise e Discussão4. Conclusão5. Metodologia Coleta de Dados: Anotações e diários de campo. Entrevistas e Questionários: Coleta de percepções e feedback dos participantes e beneficiários. Análise dos Dados: Qualitativa: Análise de conteúdo para identificar temas e padrões. Reflexiva: Reflexão pessoal e em grupo sobre as experiências vivenciadas. Características Específicas Projetos voltados para atender necessidades específicas de comunidades. Envolvimento direto com a população atendida. Transferência do conhecimento acadêmico para a prática comunitária. Envolvimento de estudantes e profissionais em atividades práticas. Colaboração entre diferentes áreas da saúde (medicina, enfermagem, odontologia, etc.). Abordagem holística e integral do cuidado à saúde. Avaliação do impacto das ações na melhoria da saúde e qualidade de vida da comunidade. Relatos sobre mudanças observadas na saúde da população atendida. RELATOS DE EXPERIÊNCIA TIPOS DE PESQUISA QUALITATIVATIPOS DE PESQUISA QUALITATIVA Como MonitorarProjetos de Extensão Escala Likert: A Escala Likert é uma escala de classificação usada para representar as opiniões ou atitudes de indivíduos em relação a uma determinada questão ou declaração. Composta por uma série de afirmações ou perguntas, cada uma seguida de uma escala que geralmente possui cinco ou sete pontos, variando de "discordo totalmente" a "concordo totalmente". Desenvolvida por Rensis Likert em 1932, é conhecida pela sua simplicidade e eficácia. RELATOS DE EXPERIÊNCIA Proposta de Instrumento para Avaliação do Projeto de Extensão (Anexo A): Respostas utilizando escala Likert: 1 - Discordo sempre. 2 - Discordo na maioria das vezes. 3 - Às vezes concordo, às vezes discordo. 4 - Concordo na maioria das vezes. 5 - Concordo sempre. Perguntas para Avaliar a Percepção: Aplicação da escala Likert para avaliar a percepção dos envolvidos, da população e dos profissionais da assistência. MISTAMISTA A pesquisa mista combina elementos de pesquisa qualitativa e quantitativa para tirar proveito das forças de ambos. Ela permite uma compreensão mais completa de um problema de pesquisa do que o uso de um único método CARACTERÍSTICAS: • Coleta e análise de ambos os dados, quantitativos e qualitativos; • Uso de procedimentos rigorosos na condução da pesquisa quantitativa e qualitativa; • Integração ou combinação dos achados oriundos dos resultados quantitativos e qualitativos; • Flexibilidade para adaptar a metodologia conforme necessário ao longo do processo de pesquisa. TIPOS DE PESQUISA MISTATIPOS DE PESQUISA MISTA Estratégia exploratória sequencial Este tipo de estudo misto começa com a coleta e análise de dados qualitativos, seguidos pela coleta e análise de dados quantitativos. O objetivo é usar os dados quantitativos para testar ou validar as descobertas qualitativas. Exploratória: início qualitativo, depois quantitativo Estratégia explanatória sequencial Este tipo de estudo misto começa com a coleta e análise de dados quantitativos, seguidos pela coleta e análise de dados qualitativos. O objetivo é usar os dados qualitativos para explicar ou elaborar os resultados quantitativos. ExplaNatória: início quaNtativo, depois qualitativos TIPOS DE PESQUISA MISTATIPOS DE PESQUISA MISTA Estratégia de métodos mistos Este tipo de estudo misto envolve a coleta e análise de ambos os dados, quantitativos e qualitativos, utiliza rigorosos procedimentos na condução da pesquisa quantitativa e qualitativa, há integração ou combinação dos achados oriundos dos resultados quantitativos e qualitativos, desenvolvem-se procedimentos nos quais ocorre a coleta, análise e integração dos dados. Estratégia transformativa sequencial Este tipo de estudo misto envolve a coleta e análise de dados quantitativos e qualitativos simultaneamente, mas com ênfase em um dos métodos. O objetivo é integrar os dados quantitativos e qualitativos para fornecer uma compreensão mais completa do problema de pesquisa. FIMFIM