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Impresso por Fernando Luis Veras Bitencourt, E-mail fernandoprof22@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser
protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 02/08/2022 16:13:58
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8º ANO
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―Acredito que os filósofos voam como as águias e 
não como pássaros pretos. É bem verdade que as 
águias, por serem raras, oferecem pouca chance de 
serem vistas e muito menos de serem ouvidas, e os 
pássaros pretos, que voam em bando, param em 
todos os cantos enchendo o céu de gritos e 
rumores, tirando o sossego do mundo‖. 
 (Galileu Galilei) 
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Fonte: geracaovestibular.blogspot.com 
 
 
 
 
 
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Apresentação 
 
Caro aluno: 
 
 
Em algum momento você já deve ter se perguntado por que tem que estudar 
filosofia, se isso não irá acrescentar nada de bom em sua vida, mas o objetivo de estudar 
filosofia é de ter uma consciência mais crítica. Estar buscando o sentido da vida, 
analisando os diferentes olhares sobre uma questão. Para quem estuda, filosofia é estar 
buscando uma reflexão, fazendo uma análise críti sobre toda a realidade que está a sua ca
volta. 
Aprender Filosofia é aprender a olhar o mundo e os fatos com mais atenção e mais 
responsabilidade, procurando analisar os seus porquês. 
É também, analisar o comportamento da sociedade com mais abrangência, 
procurando compreender as diferentes atitudes das pessoas e dos grupos, para poder 
intervir no momento certo e de forma acertada, para alcançar os seus objetivos. 
Devemos sempre ter curiosidade, questionando, fazendo uma análise imparcial dos 
fatos e incentivando a criatividade a cada instante, desenvolvendo-nos intelectual e 
emocionalmente. 
Espero que, com essa apostila, você possa compreender como a filosofia é 
importante em nossas vidas... 
 
 
 
 
 
 
 
Professor Afrânio 
 
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Sumário 
Unidade 1– Causa do filosofar........................................................................................07 
Atividade.................................................................................................................................40 
Unidade 2 – Determinismo..............................................................................................09 
Atividade .................................................................................................................................. 42 
Unidade 3 ............................................................................................................12 – A inveja
Atividade.................................................................................................................................42 
Unidade 4 – Moral e ética.................................................................................................14 
Atividade..................................................................................................................................43 
Unidade 5 – O ato moral...................................................................................................16 
Atividade..................................................................................................................................43 
Unidade 6 .......................................................................................................18 – Liberdade
Atividade.................................................................................................................................44 
Unidade 7 – Liberdade e responsabilidade.............................................................20 
Atividade..................................................................................................................................44 
Unidade 8 – Vivendo nossas responsabilidades: O trabalho........................22 
Atividade..................................................................................................................................45 
Unidade 9 – Vivendo nossas responsabilidades: Preservar a natureza.......23 
Atividade..................................................................................................................................45 
Unidade 10 – O ter e o ser................................................................................................24 
Atividade..................................................................................................................................46 
Unidade 11 .....................................................................................................25 – A amizade
Atividade..................................................................................................................................46 
Unidade 12 – Como fazer amigos.................................................................................26 
Atividade..................................................................................................................................47 
Unidade 13 – A paz...............................................................................................................28 
Atividade..................................................................................................................................48 
Unidade 14 – A morte.........................................................................................................30 
Atividade..................................................................................................................................48 
Unidade 15 – A felicidade.................................................................................................32 
Atividade..................................................................................................................................49 
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Unidade 16 – O belo e o feio: Questão de gosto....................................................34 
Atividade..................................................................................................................................49 
Unidade 17 – Arte e sociedade.......................................................................................35 
Atividade..................................................................................................................................50 
Unidade 18 – A política......................................................................................................36 
Atividade..................................................................................................................................50Unidade 19 – Política e cidadania.................................................................................37 
Atividade..................................................................................................................................51 
Referências bibliográficas.................................................................................................... 52
Anexos......................................................................................................................................54 
Gratidão...................................................................................................................................55 
Consertando o mundo............................................................................................................56 
Deficiências.............................................................................................................................57 
Um mundo melhor.................................................................................................................58 
Liberdade.................................................................................................................................59 
Canção da América.................................................................................................................59 
Cidadão.....................................................................................................................................60 
Agente se acostuma...............................................................................................................61 
A tigela de madeira................................................................................................................62 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Unidade 1- Causa do filosofar 
 
Aristóteles 
 
Fonte: aristoteles.jpg nautilus.fis.uc.pt 
 
 O contexto social e histórico que permitiu às pessoas a invenção da Filosofia nós já 
analisamos. Mas o que falta verificar é o que motivava alguns a filosofarem. Já na 
Antigüidade, Aristóteles (384 a.C. 322 a.C.) pensara a respeito. –
 
 A admiração sempre foi, antes como agora, a causa pela qual os homens 
começaram a filosofar. Há princípio, surpreendiam-se com as dificuldades mais comuns; 
depois, avançando passo a passo, tentavam explicar fenômenos maiores, como, por 
exemplo: as fases da lua, o curso do sol e dos astros e, finalmente, a formação do universo. 
Procurar uma explicação e admirar-se é reconhecer-se ignorante. 
 Para filosofar, segundo Aristóteles, é preciso estar admirado com algo. Sem 
curiosidade e admiração, acostumados com algo e não pensamos sobre ele, e assim não há 
Filosofia. Olhe para sua própria vida e perceba que quando você tinha menos idade mais 
você se admirava com as coisas e mais queria saber por que eram daquela forma e como 
funcionavam. Porém, na medida em que você cresceu e acostumou-se com as coisas, 
deixando de se admirar com elas, deixou também de lado a atitude filosófica. 
 Filósofos são aqueles que jamais perdem a admiração sobre os grandes ou 
pequenos segredos do mundo, que passam a vida toda sem se acostumar com as coisas. E 
mais, quando procuramos uma explicação sobre algo encontramo-nos ―ignorantes‖, 
descobrimos que não sabemos e que sempre há algo a descobrir. A Filosofia é, sem dúvida 
nenhuma, uma aventura. 
 
Os primeiros filósofos 
 
 Sabemos como a Filosofia nasceu, sabemos também o que motiva uma pessoa a 
filosofar. Mas quais foram os primeiros filósofos? O que fizeram? 
 O primeiro deles foi Tales de Mileto (cerca de 625/4-558/6 a.C.) e, infelizmente, o 
tempo não conservou nenhum de seus fragmentos, aliás, segundo John Burnet, Tales 
jamais escreveu; porém, alguns pensadores antigos escreveram o que pensavam outros: 
veja, por exemplo, o que Aristóteles escreveu sobre Tales: 
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 A maior parte dos primeiros filósofos considerava como os únicos princípios de 
todas as coisas os que são de natureza da matéria. Aquilo de que todos os seres são 
constituídos, e de que primeiro são gerados e em que por fim se dissolvem, por isso, 
julgam que nada se gera nem se destrói, como se tal natureza subsistisse sempre… Pois 
deve haver uma natureza qualquer, ou mais do que uma, donde as outras coisas se 
engendram, mas continuando ela mesma. 
 Tales Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e seus 
seguidores, embora discordassem quanto à ―substância primordial‖ (que constituía a 
essência do universo), mas concordavam com ele no que dizia respeito à existência de um 
―princípio único" para essa natureza primordial. Tales adotou esta concepção, pelo fato de 
as sementes de todas as coisas terem a natureza úmida; e a água é o princípio da natureza 
para as coisas úmidas (…). 
 Note a força das palavras atribuídas a Tales: a água, ou o úmido, é o princípio de 
todas as coisas. Você já parou para pensar qual é o princípio das coisas? Tal era a ambição 
de Tales: desvendar o segredo do mundo, o seu princípio. Há alguns motivos que levaram 
Tales a pensar que o princípio de todas as coisas fosse a água: 
 Na própria mitologia grega, há a idéia de que o rio oceano estava envolta do mundo 
e o formou; 
 A passagem da água de um estado a outro pôde fazer Tales pensar que ela está 
por trás de todas as coisas; 
 Segundo Simplício, Tales teria observado que os seres vivos são úmidos e, ao 
morrerem, secam; 
 Na sua viagem pelo Egito, Tales observou que, após a cheia, as plantas 
apareciam; 
 Restos de animais marinhos encontrados em regiões montanhosas da época 
reforçaram a idéia em Tales de que, um dia, tudo era água. 
 Certas ou erradas, as idéias de Tales expressavam um novo modo de explicar o 
mundo: a água como princípio de tudo, um princípio vital que se movimenta, provocando 
mudança nas coisas. Assim, ao surgirem da água, as coisas não podem surgir do nada e 
nem retornar a ele, mas apenas da e para a água. A grande questão é resolver como que, a 
partir da água, todo o resto foi formado. 
 Por isso, lembre-se, o pensamento de Tales é uma cosmologia, explicando o 
mundo racionalmente a partir das observações sobre ele. Outros filósofos da mesma época 
explicavam o mundo da mesma forma, mas com outros elementos como princípio: 
Anaximandro de Mileto apostou no ilimitado, Anaxímenes de Mileto no ar, Pitágoras de 
Samos o número… Enfim, seria interessante você fazer uma pesquisa e verificar como os 
primeiros filósofos, também chamados de pré-socráticos e de filósofos da natureza, 
explicavam o mundo. 
 
 
 
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Unidade 2- Determinismo 
 
Os mitos de Tântalo, Pélops e Níobe 
 
 Tântalo 
 
 Tântalo era um rei rico e famoso em Sípilo, além de ser um dos filhos de Zeus; 
como tal, era amigo dos deuses e sempre era convidado a comer na mesa deles, no Olimpo. 
 Porém, vaidoso, Tântalo revelou segredos dos deuses aos mortais, roubou o néctar 
e a ambrosia dos deuses e entregou-os a seus amigos mortais, escondeu um cão de ouro 
em Creta e, para testar o saber absoluto dos deuses, cometeu um crime terrível: matou 
seu próprio filho, Pélops, serviu sua carne na refeição e esperava que os deuses comessem 
a carne humana. 
 O deuses perceberam, s 
ressuscitaram Pélops e castigaram 
Tântalo da seguinte forma: emum lago, 
ele ficou preso com o nível da água até o 
seu queixo, uma sede muito forte o 
incomodava, mas ao tentar beber a água, o 
nível dela abaixava e ele nunca conseguia 
bebê-la. 
 Atrás de Tântalo, belíssimas 
árvores carregadas de frutas tinham 
galhos que chegavam sobre sua cabeça, 
quando ele movimentava-a para cima, um 
vento forte afastava os galhos cheios de 
frutas para longe, impossibilitando 
Tântalo de matar sua fome. Piorando seu 
sofrimento, ainda havia um rochedo suspenso no ar e localizado acima de sua cabeça, 
deixando-o com um terrível medo da morte. 
 Eis o destino de Tântalo por seu crime. Por mais que ele se esforçasse e tentasse 
em tomar água, esta se afastava; por mais que ele se esforçasse em tentar comer as frutas, 
estas também se afastavam; por mais que ele tentasse esquecer-se do rochedo, ele estava 
bem acima de si. A sede, a fome e o medo sempre venciam o destino mostrava-se –
imutável: era impossível alterar a decisão dos deuses olímpicos. 
 
 
 A vida de Tântalo estava determinada, controlada pelos deuses. Em Filosofia, 
denominamos de determinismo a idéia de que somos controlados por algo ou alguém, a 
idéia de que temos um destino, de que ele seja inalterável e que possa estar escrito 
independentemente de nossa vontade. Tudo o que acontece conosco pode estar 
previamente definido. 
 
 
 
Fonte: tantalo2.jpg esdc.com.br 
 
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 Pélops 
 
 Esta idéia de que nossa 
vida pode estar traçada 
anteriormente por algo ou 
alguém, é vista com mais clareza 
na continuidade do mito: Pélops 
era o filho de Tântalo, morto por 
seu pai e ressuscitado pelos 
deuses, ele apaixonou-se pela 
princesa Hipodâmia, de Elice . 
 O rei Enômao ouvira de 
um oráculo que se sua filha se 
casasse, ele morreria. Para evitar o casamento de sua filha, o rei anunciava uma corrida de 
carruagem a todos os pretendentes dela: a corrida acontecia de Pisa até o altar de 
Poseidon, em Corinto, e enquanto os pretendentes largavam na frente, o rei oferecia um 
carneiro a Zeus. Se o rei alcançasse seu oponente, podia matá-lo com sua lança; caso 
contrário, o pretendente poderia casar-se com Hipodâmia assim, muitos já haviam –
morrido, já que os cavalos do rei, Fila e Harpina, corriam mais velozmente que o vento 
Norte. 
 Pélops era mais um concorrente e, antes da corrida, invocou Poseidon, que o 
atendeu e ofereceu a ele uma carruagem com cavalos alados e rápidos como flechas. Na 
corrida, mesmo com estes cavalos, Pélops foi alcançado por Enômao. 
 Poseidon soltou as rodas da carruagem do rei, que caiu e morreu enquanto Pélops 
alcançava a linha de chegada em Corinto. De volta a Pisa, Pélops ainda salvou a princesa 
de um incêndio do castelo real e, enfim, casou-se com sua amada. 
 
 Dizíamos que a idéia de determinismo aparece nesta narrativa mais claramente que 
na primeira. Basta verificar que a previsão oracular cumpriu-se com todo o seu rigor: 
como perdeu a corrida, o rei seria morto e, no momento que ele cai da carruagem, a morte 
apresentou-se fatalmente, tal como estava determinado. No derminismo, não há como 
alterar o destino imposto pelos deuses: uma vez que o destino do rei era a morte, caso sua 
filha se casasse, ela mostrou-se fatal, inexorável. 
 
 Níobe 
 
 Níobe era orgulhosa como seu pai, Tântalo. Como rainha de Tebas, certa vez 
proibiu as pessoas de fazerem uma homenagem a Leto, Apolo e Ártemis alegando que ela 
é que deveria ser homenageada por ser filha de Tântalo, neta de Zeus e um de seus 
antepassados é Atlas. As oferendas foram interrompidas e todos voltaram para casa. 
 Leto, a deusa do destino, e seus filhos, Apolo e Ártemis, reagiram aos insultos de 
Níobe e prepararam uma terrível vingança: Apolo acertou, com flechas, cada um dos sete 
filhos de Níobe, que faziam treinos eqüestres. A notícia se espalhou e Anfíon, rei de Tebas 
e marido de Níobe, ao saber da notícia, suicidou-se com sua espada. Níobe, acompanhada 
 
Fonte: pelops_2.jpg.mythologica

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