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Artigo de revisão crítica da literatura
Data 
09/03/2025
Tecnologias e Abordagens Inovadoras na Comunicação Aumentativa e Alternativa: Revisão de Literatura 
Technologies and Innovative Approaches in Augmentative and Alternative Communication: A Literature Review
Fernanda Rodrigues Coimbra de Paulaa, Júlia Rodrigues Zanina, Larisse de Fariasa, Mariana Gomes de Carvalhoa, Waleriaª , Alana de Souza Paulab	Comment by Alana De Souza Paula: Completem os dados com nomes completos em ordem alfabética. Meu nome fica por ultimo	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Fernanda Rodrigues Coimbra de Paula, Gabriela Mello Martins, Julia Rodrigues Zanin, Larisse de Farias, Mariana Gomes de Carvalho
a:	Graduanda de Fonoaudiologia do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU/Brasil.
b:	Fonoaudióloga, Mestre em Fonoaudiologia Clínica, Docente do Curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU/Brasil.
RESUMO
O estudo em questão tem como objetivo analisar a eficácia, usabilidade, acessibilidade e impacto das ferramentas de baixa e alta tecnologia utilizadas na Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).
Metodologia:
Foi realizada uma revisão sistemática de literatura nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) nos idiomas português, inglês e espanhol, abrangendo os últimos 5 anos.
A metodologia PRISMA foi empregada, utilizando descritores em dupla associação para identificar estudos relevantes.
Resultados:
A revisão incluiu 7 estudos dos 1609 iniciais, sendo 3 em inglês (42,8%) e 4 em português (57,1%). (Talvez tenha que alterar se por acaso tiver mais estudos)
Os estudos variaram em metodologia, mas a maioria destacou a importância do multilinguismo na aquisição da linguagem. Quatro dos estudos eram da área de fonoaudiologia.
Conclusão:
Os artigos analisados destacam os benefícios do multilinguismo na aquisição da linguagem, integração social e desenvolvimento de crianças surdas.
A revisão também revelou uma carência de estudos sobre reabilitação fonoaudiológica multilíngue/bilíngue em crianças surdas.
O estudo verificou os sistemas de CAA disponíveis para o uso do fonoaudiólogo no atendimento de pacientes com necessidades complexas de comunicação. A revisão sistemática apontou para uma variabilidade metodológica nos estudos e ressaltou os benefícios do multilinguismo na aquisição da linguagem, sobretudo para crianças surdas. Contudo, identificou-se uma falta de estudos sobre reabilitação fonoaudiológica multilíngue/bilíngue, o que indica a necessidade de mais pesquisas nessa área.
Objetivo: Analisar a eficácia, usabilidade, acessibilidade e impacto das ferramentas de baixa e alta tecnologia utilizadas para comunicação aumentativa e alternativa. Método: Revisão sistemática nas bases da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), em português brasileiro, inglês e espanhol, nos últimos 5 anos. Foi aplicada a metodologia PRISMA utilizando os descritores em dupla associação para identificação dos estudos elegíveis. Resultados: Dos 1609 estudos iniciais, 7 foram incluídos no estudo, sendo 3 em inglês (42,8%) e 4 em português brasileiro (57,1%), o estudo mais antigo foi do ano de 2020 e o mais recente do ano de 2023. Foi observada grande variabilidade da metodologia adotada, a maioria dos estudos descreveu a importância do multilinguismo na aquisição da linguagem, sendo estes de diversas especialidades e quatro da área da fonoaudiologia. Conclusão: Os artigos destacam que o benefício do multilinguismo na aquisição da linguagem, integração social e desenvolvimento de crianças surdas. A revisão revelou falta de estudos sobre reabilitação fonoaudiológica multilíngue/bilíngue em crianças surdas.	Comment by Alana De Souza Paula: VERIFIQUEM se contempla o desejo de estudo de vocês.
	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Profa, concordamos com os três primeiros, porém gostaríamos de alterar o último transtorno de linguagem por fonoaudiologia, pode ser?	Comment by Alana De Souza Paula: ok
	Comment by Alana De Souza Paula: Aqui vcs vão substituir os dados quando seu resultado etuver pronto.
DEIXei todo texto do arquivo de base tachado porque este arquivo já está formatado corretamente para publicação.
Descritores: sistemas de comunicação alternativos e aumentativos, tecnologia assistiva, aplicativos móveis, transtornos da linguagem	Comment by Alana De Souza Paula: TESTEI e me parecem descritores que atendem o objetivo	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Testamos com fonoaudiologia e parece que funcionou também	Comment by Alana De Souza Paula: ok
ABSTRACT
The present study aimed to analyze the effectiveness, usability, accessibility, and impact of low- and high-tech tools used in Augmentative and Alternative Communication (AAC).
Methodology:
A systematic literature review was conducted using the Virtual Health Library (VHL) databases in Portuguese, English, and Spanish, covering the past five years.
The PRISMA methodology was employed, using paired descriptors to identify relevant studies.
Results:
The review included 7 studies out of the initial 1609, with 3 in English (42.8%) and 4 in Portuguese (57.1%).
The studies varied in methodology, but most highlighted the importance of multilingualism in language acquisition. Four of the studies were from the field of speech-language pathology.
Conclusion:
The analyzed articles emphasize the benefits of multilingualism in language acquisition, social integration, and the development of deaf children.
The review also revealed a lack of studies on multilingual/bilingual speech-language rehabilitation for deaf children.
The study examined the AAC systems available for speech-language pathologists in the care of patients with complex communication needs. The systematic review pointed to methodological variability among the studies and highlighted the benefits of multilingualism in language acquisition, especially for deaf children. However, a lack of research on multilingual/bilingual speech-language rehabilitation was identified, indicating the need for further studies in this field.
Descriptors: language development, deafness, sign language, multilingualism, speech therapy.
INTRODUÇÃO 
A comunicação é um conceito fundamental para a existência humana e para o desenvolvimento da sociedade, especificamente como meio de transmissão de informações, ideias, valores e cultura. Este processo envolve a troca de mensagens entre indivíduos ou grupos, utilizando códigos, linguagens e símbolos comuns. Porém, a comunicação não se limita à verbalização de palavras, mas inclui também gestos, expressões verbais, escritas, imagens e tecnologias de mídia; é uma troca de informações entre emissor e receptor, com o objetivo de transmitir uma mensagem e criar entendimento mútuo.
Para Chomsky (2006)[footnoteRef:1], a capacidade humana de transmitir informações e experiências acumuladas de geração em geração passa pela comunicação, pois ele a considera a base da linguagem e do pensamento crítico, o que, portanto, de acordo com seu ponto de vista, possibilitou o desenvolvimento da ciência e da filosofia e essencial para a educação, a disseminação de conhecimento, do progresso científico, cultural e social da humanidade ao longo da história. [1: 
] 
Nesse sentido, de acordo com Fiske (2010)[footnoteRef:2], a comunicação pode ser vista tanto como um processo de transmissão quanto de construção de sentido, refletindo a complexidade das interações humanas. Ao longo da história, a evolução dos meios de comunicação — desde a fala, passando pela escrita, até a era digital — mudou a maneira como os seres humanos se conectam e organizam a vida social. [2: 
] 
A comunicação também desempenha um papel crucial na formação da identidade cultural e pessoal, assim como na coordenação e organização social. Esses aspectos são fundamentais para a compreensão de como a comunicação molda e influencia as relações humanas e a estrutura das sociedades.
Dessa forma, a comunicação contribui para a construção de identidade individual e coletiva.Ela permite que os indivíduos compartilhem valores culturais, tradições e práticas sociais, fortalecendo laços comunitários. Hall (1997)[footnoteRef:3] argumenta que a comunicação é central para a representação cultural, influenciando a forma como as sociedades se percebem e são percebidas. [3: 
] 
E isso se reflete na coordenação e organização social de um modo geral, uma vez que a comunicação é essencial para esse fim. Desde as pequenas interações sociais até a governança em grande escala, a capacidade de coordenação de ações depende da comunicação eficaz. Habermas (1987)[footnoteRef:4] sugere que a comunicação é um elemento crucial para a formação do consenso social e a construção de uma sociedade democrática. [4: 
] 
A comunicação é, portanto, uma ferramenta central para a construção, manutenção e transformação das sociedades humanas. Sua evolução tecnológica e cultural continua a redefinir as formas como as pessoas interagem, aprendem juntas e organizam suas vidas em comunidade. É através dela que expressamos nossos sentimentos, construímos laços e compreendemos o mundo ao nosso redor possibilitando a interação social, a expressão de ideias e a construção de relações. No entanto, para muitos indivíduos, a comunicação pode ser um desafio significativo, como por exemplo aqueles indivíduos que não se comunicam convencionalmente, seja de maneira verbal ou gestual. Essas pessoas enfrentam dificuldades significativas na participação plena da sociedade. 	Comment by Alana De Souza Paula: é preciso explorar melhor o conceito de comunicação e a importancia dela, para depois dissertar sobre pessoas que não desenvolvem a comunicação dentro do esperado e necessitam de atendimento para tal, podendo nem senpre dedsenvolver a oralidade, sendo necessários recursos outros, a exe,plo , a comunicação aumentativa.... e dissertar sobre o conceito.	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Ok
A comunicação é um processo fundamental para a interação humana, permitindo a troca de informações, pensamentos, emoções e cultura. Segundo Jakobson (1960), a comunicação ocorre por meio de um sistema de signos e códigos compartilhados entre um emissor e um receptor, sendo mediada por diferentes canais e modalidades, como a linguagem verbal, não verbal e escrita. Além disso, a comunicação é um dos pilares da socialização e da construção do conhecimento, influenciando diretamente o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos indivíduos.
Desde os primeiros meses de vida, a comunicação desempenha um papel central no desenvolvimento humano. Através do choro, do contato visual e dos gestos, o bebê começa a interagir com o ambiente ao seu redor, estabelecendo vínculos com seus cuidadores. Com o tempo, essa interação evolui para formas mais complexas de comunicação, como a fala e a escrita. O desenvolvimento da linguagem possibilita a estruturação do pensamento e a participação ativa na sociedade, sendo crucial para o aprendizado e para a construção da identidade pessoal e cultural.
No campo da fonoaudiologia, a comunicação é estudada em suas múltiplas dimensões, abrangendo aspectos da linguagem oral e escrita, da voz, da audição, da motricidade orofacial e dos transtornos que podem comprometer sua efetividade. A atuação do fonoaudiólogo é essencial para a identificação, prevenção e reabilitação de distúrbios da comunicação, permitindo que indivíduos com dificuldades se expressem de maneira mais eficiente e participem ativamente da sociedade.
As dificuldades na comunicação podem estar associadas a diferentes condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), paralisia cerebral, afasias, dislexia, disartria, apraxia de fala, distúrbios da audição, entre outras. Nessas situações, a intervenção fonoaudiológica busca oferecer estratégias e recursos que auxiliem na superação dessas barreiras, promovendo a inclusão e a qualidade de vida dos pacientes.
Nesse contexto, a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) emerge como um campo de estudo e prática que busca ampliar as possibilidades comunicativas dessas pessoas.
Conforme enfatizado por Deliberato (2021)[footnoteRef:5] a CAA é um campo interdisciplinar que envolve profissionais de diversas áreas, como saúde, educação, e tecnologia, com o objetivo de desenvolver recursos que possibilitem a comunicação de indivíduos que não podem se expressar por meio da fala ou que apresentam dificuldades de compreensão da linguagem oral. A autora destaca a importância da CAA como um direito humano fundamental, garantindo o acesso à informação, à educação e à participação social.	Comment by Alana De Souza Paula: a sigla não deve ser utilzada antes de ser colocada por extenso, o que só ocorre no parágrafo seguinte. interter isso. Colocar por extenso aqui, a sigla e depois usa-la livremente no texto
	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Pro, coloquei um pequeno parágrafo antes com a sigla por extenso [5: ] 
A CAA é um campo que tem suas raízes em diversas áreas do conhecimento, como a educação especial, a fonoaudiologia, a psicologia e a tecnologia. No Brasil a Associação Quero-Quero de Reabilitação Motora e Educação Especial começou a utilizar em 1978 a comunicação alternativa e ampliada. Durante a década de 1980, os EUA, Inglaterra e Austrália foram centros importantes para o desenvolvimento da CAA. Em 1981, Roxana Mayer Johnson desenvolveu o Sistema Pictográfico de Comunicação, marcando o início de uma crescente discussão científica sobre a CAA. Atualmente, a CAA refere-se a estratégias e ferramentas que complementam ou substituem a fala, podendo ser apoiada (com ferramentas) ou não apoiada (sem ferramentas). Apesar da ampla pesquisa e desenvolvimento em diversos contextos, há uma lacuna significativa na prática e na aplicação da CAA no contexto escolar. 
A CAA é um campo interdisciplinar que visa proporcionar ferramentas e estratégias para pessoas que, por alguma razão, não conseguem se comunicar de forma eficaz através da fala ou da escrita. Essas ferramentas podem ser desde gestos e objetos até sistemas de comunicação mais complexos, como softwares e aplicativos.
Na literatura, a comunicação alternativa é abordada através de sistemas de alta e baixa tecnologia, utilizados para facilitar a comunicação de pessoas com necessidades complexas. As pranchas podem ser temáticas e adaptadas para atender às necessidades específicas do aluno e do contexto escolar, garantindo que o vocabulário esteja sempre acessível para promover a comunicação eficaz.
Baixa Tecnologia: Utiliza materiais básicos e concretos disponíveis no ambiente, adaptados às necessidades específicas de cada usuário. Esses recursos são geralmente personalizados e devem estar presentes em todos os ambientes que o usuário frequenta, tanto na vida cotidiana quanto no contexto educacional. A modelagem planejada ou espontânea da CA em contextos naturais é crucial para a eficácia desses sistemas.
Alta Tecnologia: Inclui dispositivos como softwares, tablets, computadores e rastreadores oculares. Estes recursos oferecem benefícios significativos para usuários com necessidades visuais, auditivas e motoras, permitindo maior autonomia na comunicação. A implementação eficaz desses sistemas requer um parceiro capacitado para garantir que o acesso à comunicação seja facilitado e que a dependência do comunicador e seu parceiro seja reduzida.
É inegável que promover ao indivíduo com necessidades complexas de comunicação uma comunicação eficiente e funcional irá libertá-lo de muitas amarras. Pois irá proporcionar-lhe liberdade de escolha e expressão e isso terá impacto significativo e direto em seu desenvolvimento geral e qualidade de vida, além de trazer qualidade de vida também para todos que estão ao seu redor. A oportunidade de comunicar-se trará ao indivíduo desenvolvimento cognitivo e inclusão em muitos espaços. Dessa forma a CAA pode e dever ser utilizada como ferramenta no processo terapêutico com o objetivo de promover autonomia na comunicação, liberdade de escolha e expressão, incluindo o indivíduo com necessidades complexas de comunicaçãoem espaços que antes ele não ocupava.
	Comment by Alana De Souza Paula: ainda não sabemos se o Brasil possui uma carencia. è o que vamos descobrir. Não podemos afirmar sem evidencias cientificas.	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Ok
Assim, o presente estudo tem como objetivo verificar os sistemas de CAA disponíveis para indicação e uso do fonoaudiólogo no atendimento de pacientes com necessidades especiais.	Comment by Alana De Souza Paula: Assim, o presente estudo tem como objetivo verificar os sistemas de CAA disponíveis para indicação e uso do fonoaudiólogo no atendimento de pacientes com necessidades especiais. 	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Ok
Introdução
A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) refere-se a um conjunto de métodos, estratégias e dispositivos desenvolvidos para auxiliar indivíduos que possuem dificuldades significativas na comunicação verbal. A CAA é fundamental para promover a autonomia e a inclusão social de pessoas com deficiência na expressão oral, proporcionando-lhes alternativas eficazes para a interação e a troca de informações.
Historicamente, a CAA surgiu como uma necessidade identificada na educação especial e na reabilitação fonoaudiológica, evoluindo de recursos simples, como gestos e pranchas de comunicação, para sistemas tecnologicamente avançados. No Brasil, a primeira iniciativa de utilização sistemática da CAA ocorreu em 1978, por meio da Associação Quero-Quero de Reabilitação Motora e Educação Especial. Internacionalmente, a década de 1980 marcou um avanço significativo no campo, com o desenvolvimento de sistemas pictográficos e de softwares interativos voltados à comunicação alternativa.
A comunicação, de forma geral, é um elemento essencial para a interação humana, permitindo a troca de informações, emoções e conhecimento. Para Jakobson (1960), a comunicação é mediada por sistemas de signos compartilhados entre emissor e receptor, sendo fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social. No entanto, algumas pessoas não desenvolvem a comunicação de maneira típica, necessitando de suporte especializado para se expressar de forma eficaz. A CAA emerge, nesse contexto, como um recurso indispensável para garantir que esses indivíduos tenham voz e possam participar ativamente da sociedade.
Este estudo tem como objetivo revisar as principais tecnologias e abordagens utilizadas na construção de sistemas de CAA, analisando sua eficácia, usabilidade e acessibilidade. Para isso, serão exploradas as ferramentas de baixa e alta tecnologia, identificando suas vantagens, desafios e aplicações em diferentes populações, como crianças, adultos e idosos com necessidades complexas de comunicação.
MÉTODO
Foi realizado levantamento sistemático da literatura, no período de setembro a outubro de 2024, a fim de analisar criticamente os estudos encontrados, utilizando os Descritores de Ciências da Saúde (DeCS), para o português brasileiro	Comment by Alana De Souza Paula: SUBSTITUIDO PELO periodo vigente de vocês
A busca foi realizada na plataforma virtual BVS/BIREME (Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde/Centro Latino-Americado e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde), tendo como critérios de busca a inclusão artigos científicos em meio eletrônico com acesso livre ao texto completo, via link disponível diretamente nas bases de dados, nas línguas português brasileiro e em outros idiomas internacionais, incluindo inglês e espanhol, no período de 5 anos (2019 e 2024). Como critérios de exclusão, livros, reportagens, textos da internet (blogs sobre o assunto principal) e artigos científicos que não atendiam aos objetivos da pesquisa e/ou desrespeitam os critérios de inclusão. 	Comment by Alana De Souza Paula: Criterios de busca
A estratégia de busca foi realizada em etapas, sendo: Etapa 1 – busca do assunto principal sistema de comunicação aumentativos e alternativo (n=852), aplicando os critérios de inclusão (n=83); Etapa 2 - busca do termo sistema de comunicação aumentativos e alternativo em dupla associação com os demais descritores utilizando o booleano AND [tecnologia assistiva (n= 2)], [aplicativos móveis (n=8)], [transtornos da linguagem (n=65)]; Etapa 3 - leitura do título do artigo para eliminar duplicidade e artigos que não têm relação com o tema, sendo eliminados por título (n=990) e por duplicidade (n=127), resultando em (n=41); Etapa 4 - leitura do resumo do artigo, sendo eliminados (n=24), resultando em (n=18); Etapa 5 – leitura no artigo na íntegra, sendo eliminados (n=9), resultando para revisão sistemática (n=7). Figura 1.	Comment by Alana De Souza Paula: TESTEM ESSA BUSCA Me pareceu bastante interessante e atendendo aos objetivos. Texto completo, 5 anos de busca e não mexam no idioma e outros comandos
MÉTODO
A pesquisa foi realizada por meio de um levantamento sistemático da literatura, no período de setembro a outubro de 2024, com o objetivo de realizar uma análise crítica dos estudos encontrados. A busca foi realizada utilizando os Descritores de Ciências da Saúde (DeCS), com ênfase no português brasileiro, e foi conduzida na plataforma virtual BVS/BIREME (Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde/Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde).
Critérios de Seleção dos Estudos:
Critérios de Inclusão: Foram incluídos artigos científicos acessíveis em meio eletrônico, com acesso livre ao texto completo por meio de link direto nas bases de dados, em idiomas como português brasileiro, inglês e espanhol. Os estudos incluídos abrangem o período de 2019 a 2024 e estão alinhados com o tema da pesquisa.
Critérios de Exclusão: Foram excluídos livros, reportagens, textos de blogs e outros conteúdos da internet que abordassem o tema de forma não científica. Também foram descartados artigos científicos que não atendiam aos objetivos da pesquisa ou que não respeitavam os critérios de inclusão.
Estratégia de Busca:
A estratégia de busca foi realizada em etapas distintas, visando refinar os resultados de maneira sistemática:
Etapa 1 - Busca Inicial: A busca foi realizada utilizando o termo "sistema de comunicação aumentativa e alternativa", resultando inicialmente em 852 artigos. Aplicaram-se os critérios de inclusão, resultando em 83 estudos que atenderam às condições de acesso e idioma.
Etapa 2 - Busca por Associações: O termo "sistema de comunicação aumentativa e alternativa" foi combinado com outros descritores utilizando o operador booleano "AND". Os descritores utilizados foram:
Tecnologia assistiva (n=2)
Aplicativos móveis (n=8)
Transtornos da linguagem (n=65)
Etapa 3 - Leitura do Título: Foram realizados filtros para eliminar duplicidade e artigos irrelevantes ao tema da pesquisa. Nesse estágio, 990 artigos foram eliminados com base no título e 127 foram removidos devido à duplicidade, restando 41 artigos para análise subsequente.
Etapa 4 - Leitura do Resumo: A leitura dos resumos permitiu descartar 24 artigos que não estavam alinhados com os objetivos da pesquisa. Isso resultou em um total de 18 artigos para a análise crítica.
Etapa 5 - Leitura Completa: Por fim, a leitura integral dos artigos permitiu a exclusão de 9 estudos, culminando na seleção final de 7 artigos para a revisão sistemática.
Ferramentas e Abordagem Metodológica:
A abordagem metodológica adotada para a análise crítica envolveu a leitura cuidadosa de cada estudo selecionado, levando em consideração a relevância do tema abordado, a qualidade metodológica, e os resultados apresentados. A análise foi baseada em critérios rigorosos de seleção, garantindo que os artigos incluídos na revisão sistemática fossem consistentes com os objetivos da pesquisa e fornecessem uma contribuição significativa para o entendimento do sistema de comunicação aumentativa e alternativa, especialmente em relação a sua aplicação em tecnologias assistivas e transtornos da linguagem.
A análise crítica foi orientada para avaliar a qualidade da evidência científica apresentada nos artigos, levando em conta fatores como o desenho do estudo, a metodologiautilizada e a clareza na apresentação dos resultados. Figura 1
RESULTADOS
Para compreensão dos estudos incluídos na revisão sistemática n=7(100%), os artigos foram distribuídos entre os autores para extração dos dados em uma ficha documental seguindo recomendações do checklist Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta‐Analyses (PRISMA), sendo analisadas as seguintes variáveis: autor, ano, país e tipo de estudo; título; objetivo do estudo; método e amostra; resultados e conclusão.
Quadro 1. Fichamento dos dados dos artigos selecionados para a revisão de literatura.	Comment by Alana De Souza Paula: MODELO do quadro que farão e substituirão os artigos encontrados para revisão sistemática
	AUTOR
ANO PAÍS ESTUDO
	TÍTULO
	OBJETIVO DO ESTUDO
	MÉTODO
AMOSTRA
	RESULTADOS 
CONCLUSÃO
	Santos, IB et al.8
2020. Brasil
Estudo Transversal
	Qualidade de vida de surdos usuários de libras no sul do Brasil
	Investigar a qualidade de vida de surdos usuários de libras e analisar alguns fatores que influenciam para uma qualidade de vida mais favorável a esta parcela da população.
	Método: Coletar dados por meio da aplicação do questionário WHOQOL-Bref e de questionário de caracterização da amostra.
Amostra: 60 surdos usuários de Libras moradores da região Sul do Brasil.
	Resultados: A média do escore total do WHOQOL-Bref foi de 43,3% domínio de relações sociais (64,31%), meio ambiente (54,77%).
Surdos com maior nível de escolaridade e autoavaliação positiva de proficiência em língua portuguesa obtiveram melhores escores de qualidade de vida. 
Conclusão: Existe a necessidade de políticas públicas direcionadas à inclusão e ao desenvolvimento de ações afirmativas para superar desigualdades e exclusões enfrentadas pela população surda, visando eliminar barreiras à sua participação na sociedade.
	Silva, JB & Fidêncio, VLD.9
2021. Brasil.
Estudo Observacional
	 
	Avaliar o conhecimento de professores sobre perda auditiva, auxiliares de audição e estratégias para favorecer a aprendizagem do aluno com deficiência auditiva no ensino regular.
	Método: Aplicar questionário com 16 questões abertas. 
Amostra: 13 professores do Ensino Fundamental I de uma escola pública do Distrito Federal.
.
	Resultados: nenhum professor relatou conhecimento sobre o sistema de frequência modulada, 61,54% não apresentaram conhecimento sobre o aparelho de amplificação sonora individual e 76,93% não apresentaram conhecimento sobre o implante coclear. Alguns professores (53,85%) acreditam que o uso da Língua Brasileira de Sinais é a principal estratégia para a comunicação com alunos com deficiência auditiva e há dúvidas quanto ao melhor método escolar para essa população.
Conclusão: há desconhecimento dos professores acerca da deficiência auditiva e das estratégias de ensino-aprendizagem a serem utilizadas com essa população, principalmente no que diz respeito aos alunos usuários de dispositivos auditivos. É fundamental conscientizar e capacitar os professores para acolher e acompanhar o aprendizado das crianças.
	Dall’Asen, T.
Pieczkowski, TMZ.10
2022. Brasil
Relato de Pesquisa
	A Aprendizagem da Língua de Sinais por Crianças Surdas
	Compreender como acontece a aprendizagem da língua de sinais por crianças surdas, desde os primeiros anos de vida até a aquisição do português escrito nos anos iniciais da Educação Básica. 
	Método: entrevistas narrativas com famílias de crianças surdas e professoras de Chapecó, Santa Catarina.
Analisar o discurso das famílias com base em Foucault.
	Resultado: crianças surdas não são percebidas como diferentes nos primeiros meses de vida; a busca pela língua de sinais é tardia devido à ideia de normalização da surdez; a escola se torna o primeiro ambiente onde as crianças têm contato com a língua de sinais, com ensino predominantemente voltado para a oralização; a educação inclusiva não garante um ensino adequado para os surdos.
Conclusão: há necessidade de políticas regionais que fortaleçam o ensino de LIBRAS e promovam a inclusão efetiva dos surdos na educação.
	Silva NSLS, Cáceres-Assenço AM.11
 
2022.Brasil
 
Revisão Integrativa 
	Language disorders in people who communicate using sign language: an integrative review
 
Tradução:
Transtornos de linguagem em pessoas que se comunicam por língua de sinais: revisão integrativa.
	Identificar e analisar a produção científica sobre a ocorrência de transtornos de linguagem em pessoas surdas que se comunicam por meio da língua de sinais. 
	Método: Pesquisar na literatura nacional e internacional nas bases de dados, Embase, ERIC,
LILACS, PubMed e Scielo
Critério de seleção: Artigos que abordavam práticas fonoaudiológicas em quadros de
transtorno de linguagem em população usuária de língua de sinais
	Resultados: oito artigos foram incluídos na análise, com intervalo de tempo de 12 anos (de 2007 até 2018), estudos majoritariamente do Reino Unido de delineamento observacional e ainda com amostra restrita.
Conclusão: Há escassez de estudos na área, principalmente em nível nacional. A maioria dos estudos evidenciou a ocorrência de transtornos de linguagem na modalidade visual espacial, destacando a necessidade de mais pesquisas e intervenções fonoaudiológicas baseadas em evidências científicas.
	Werfel KL, Reynolds G, Fitton L.12
2022. EUA.
Artigo Científico
 
 
	Oral Languege Acquisition in Preschool Children Who are Deaf and Hard-of-Hearing.
Tradução: Aquisição da linguagem oral em crianças pré-escolares surdas e com deficiência auditiva.
	Comparar as trajetórias de desenvolvimento da aquisição da linguagem oral entre crianças surdas e com deficiência auditiva (DA) que utilizam amplificação e linguagem falada e crianças com audição típica durante os anos pré-escolares, especificamente dos 4 aos 6 anos de idade.
	Método: Aplicar uma bateria de avaliação precoce de linguagem e alfabetização a cada seis meses, dos 4 aos 6 anos de idade.
Amostra: 30 crianças DA que usam amplificação e linguagem falada (18 meninos) e 31 crianças com audição típica (10 meninos). 
	Resultados: crianças DA que utilizam amplificação e linguagem falada demonstraram crescimento no vocabulário, porém não conseguiram superar a diferença de desempenho em relação às crianças com audição típica. Em termos de morfossintaxe, especificamente na marcação dos tempos verbais, as crianças DA com amplificação apresentaram melhorias significativas durante a pré-escola, mostrando-se mais proficientes em suas produções linguísticas. 
Conclusão: Existe a importância de intervenções específicas e contínuas para promover o desenvolvimento da linguagem oral em crianças com deficiência auditiva. 
	Castro MGF, Kelman CA.13 
2022. Brasil.
Relato de Pesquisa
	Práticas pedagógicas inclusivas bilíngues de letramento para estudantes surdos.
	Analisar práticas pedagógicas bilíngues de ensino de Língua Portuguesa para surdos.
	Método: 
 a) Observação participante dos professores durante as aulas de Língua Portuguesa;
 b) Observação participante das interações de alunos surdos-alunos ouvinte nas aulas de Língua Portuguesa; 
c) Pesquisa documental nas escolas e nas Prefeituras pesquisadas. Amostra: turmas inclusivas do 6º ano do Ensino Fundamental II em escolas bilíngues do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias.
	Resultados: todos os envolvidos no processo de ensino aos alunos surdos e ouvintes medeiam o conhecimento da Língua Portuguesa utilizando artefatos da metacognição ou da comunicação inter/multimodal por meio da Língua Brasileira de Sinais – Libras.
Conclusão: a qualidade da mediação semiótica utilizada por todos no processo ensino-aprendizagem dos surdos traz resultados positivos sobre a aprendizagem em Língua Portuguesa e sobre o próprio desenvolvimento.
	Pontecorvo, E; Higgins, M et al.14
2023.EUA
 
Estudo
Transversal
	Learning a Sign Language Does Not Hinder Acquisition of a Spoken Language
Tradução: Aprender uma língua de sinais não impede a aquisição de uma língua falada
 
 
	Determinar se e como o aprendizado da Língua de Sinais Americana (ASL) está associado às habilidadesde inglês falado em uma amostra de crianças bilíngues ASL-Inglês, surdas e com deficiência auditiva (DHH).
	Método: Aplicar listas de verificação de vocabulário a partir de relatórios dos pais.
Amostra: 56 crianças com DHH entre 8 e 60 meses (idade que estavam aprendendo tanto a ASL quanto o inglês falado) e tinham pais ouvintes.
	Resultados: Existe correlação positiva entre o tamanho do vocabulário em ASL e o tamanho do vocabulário em inglês falado em crianças surdas bilíngues. As crianças bilíngues ASL-inglês demonstraram ter vocabulários totais comparáveis aos de crianças monolíngues ouvintes da mesma idade, com aquelas com vocabulários extensos em ASL mostrando maior probabilidade de ter vocabulários de inglês na faixa média. 
Conclusão: A aquisição da linguagem gestual não prejudica a aquisição do vocabulário falado e pode indicar um efeito positivo; a exposição precoce à ASL pode resultar em habilidades de vocabulário apropriadas para a idade em ambas as línguas.
RESULTADOS
Para a compreensão dos estudos incluídos na revisão sistemática (n=7, 100%), os artigos foram distribuídos entre os autores para extração dos dados em uma ficha documental, seguindo as recomendações do checklist Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). As variáveis analisadas foram: autor, ano, país, tipo de estudo, título, objetivo do estudo, método e amostra, resultados e conclusão.
Análise das Ferramentas Revisadas
A análise dos artigos selecionados permitiu uma compreensão detalhada sobre as ferramentas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), considerando sua eficácia, usabilidade, acessibilidade e impacto nas diferentes populações. As ferramentas de CAA variam entre as de baixa tecnologia, como a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e as de alta tecnologia, como amplificadores de som e implantes cocleares. Abaixo, apresentamos a comparação entre essas ferramentas, levando em consideração a eficácia, usabilidade, acessibilidade e impacto.
	Critério
	Baixa Tecnologia (LIBRAS e Métodos Pedagógicos)
	Alta Tecnologia (Amplificadores de Som e Implantes Cocleares)
	Eficácia na Melhoria da Comunicação
	Melhora significativa na comunicação, especialmente em contextos escolares e sociais.
	Mostra crescimento no vocabulário, mas ainda com diferenças em comparação com crianças ouvintes típicas (Werfel et al., 2022).
	Usabilidade
	Alta usabilidade em contextos educacionais e sociais, embora dependa da capacitação de professores e familiares (Silva & Fidêncio, 2021).
	Usabilidade depende da adaptação da criança ao dispositivo, e da continuidade do acompanhamento profissional (Werfel et al., 2022).
	Acessibilidade
	De fácil acesso, principalmente em comunidades com maior presença de surdos e em escolas bilíngues (Castro & Kelman, 2022).
	Acessível em clínicas especializadas, mas depende de recursos financeiros e de acompanhamento contínuo (Werfel et al., 2022).
	Impacto nas Diferenças Populacionais
	Benefícios claros para crianças e adultos surdos em contextos educacionais e sociais.
	Maior impacto em crianças pequenas, com resultados mais limitados em adultos e idosos.
	Exemplo de Aplicação
	Em escolas bilíngues, como o uso de LIBRAS para mediação do ensino da Língua Portuguesa (Castro & Kelman, 2022).
	Em crianças surdas que utilizam amplificação sonora e linguagem falada, apresentando melhorias em morfossintaxe (Werfel et al., 2022).
Eficácia das Ferramentas
As ferramentas de CAA, tanto de baixa quanto de alta tecnologia, têm mostrado eficácia em promover a comunicação entre indivíduos surdos ou com deficiência auditiva. As ferramentas de baixa tecnologia, como LIBRAS, apresentam resultados positivos em termos de inclusão social e comunicação, principalmente em ambientes educativos. O uso de LIBRAS como ferramenta pedagógica bilíngue, como mostrado por Castro e Kelman (2022), tem contribuído para a melhoria da aprendizagem de Língua Portuguesa por alunos surdos, utilizando a mediação semiótica e a comunicação multimodal.
Por outro lado, as ferramentas de alta tecnologia, como amplificadores de som e implantes cocleares, têm sido eficazes no desenvolvimento da linguagem oral, como mostrado por Werfel et al. (2022), mas com resultados que ainda não superam completamente as diferenças em relação a crianças com audição típica, especialmente em aspectos de vocabulário e morfossintaxe.
Usabilidade e Acessibilidade:
As ferramentas de baixa tecnologia, como a Língua Brasileira de Sinais, são amplamente utilizadas em escolas bilíngues e em comunidades surdas, proporcionando uma boa acessibilidade. No entanto, sua eficácia depende da capacitação dos educadores e de políticas públicas que promovam sua implementação em ambientes educativos. Já as ferramentas de alta tecnologia, como os implantes cocleares, têm uma boa usabilidade em contextos clínicos, mas a acessibilidade pode ser limitada por questões financeiras e pela necessidade de acompanhamento especializado contínuo.
Impacto nas Diferenças entre as Ferramentas:
As ferramentas de baixa tecnologia têm se mostrado mais eficazes em termos de inclusão social e de promoção da comunicação em diversos contextos. No entanto, as ferramentas de alta tecnologia, embora eficazes em melhorar o vocabulário e a linguagem oral, não eliminam todas as desigualdades comunicacionais, como observado por Werfel et al. (2022), que indicaram que crianças com amplificação sonora e linguagem falada ainda não atingem o desempenho linguístico de crianças com audição típica.
Exemplos de Aplicação em Diferentes Populações:
· Crianças: As ferramentas de baixa tecnologia, como LIBRAS, têm sido amplamente aplicadas nas escolas bilíngues, com resultados positivos na melhoria da comunicação e inclusão social das crianças surdas. No caso das ferramentas de alta tecnologia, como amplificadores de som e implantes cocleares, observou-se um crescimento no vocabulário e nas habilidades linguísticas, embora ainda existam limitações comparativas em relação a crianças ouvintes (Werfel et al., 2022).
· Adultos: O uso de LIBRAS e outras ferramentas de baixa tecnologia também é crucial para promover a inclusão de adultos surdos em ambientes educacionais e sociais, especialmente quando combinados com práticas pedagógicas inclusivas. Já as ferramentas de alta tecnologia, como os implantes cocleares, podem ser aplicadas em adultos, mas sua eficácia é muito dependente de adaptações e acompanhamento contínuo.
· 
· Idosos: Embora os estudos não tenham focado diretamente em idosos, pode-se inferir que as ferramentas de alta tecnologia, como amplificadores de som e implantes cocleares, podem ter um impacto positivo na qualidade de vida dos idosos, ajudando-os a manter interações sociais e cognitivas ativas, reduzindo o isolamento social.
Resultados Observados em Termos de Melhoria na Comunicação e Qualidade de Vida
Os resultados indicam que as ferramentas de CAA, especialmente quando adaptadas às necessidades do indivíduo, têm um impacto significativo na qualidade de vida. O uso de LIBRAS, por exemplo, não apenas melhora a comunicação, mas também facilita a integração social e a inclusão educacional. As ferramentas de alta tecnologia também melhoram a comunicação, com destaque para o desenvolvimento de linguagem oral, especialmente em crianças surdas, mas com limitações que ainda precisam ser abordadas em futuras pesquisas.
Em ambos os casos, a capacitação dos educadores, o acesso a tecnologias adequadas e o apoio contínuo são cruciais para garantir que as ferramentas de CAA atinjam seu pleno potencial e promovam melhorias significativas na vida dos indivíduos.
DISCUSSÃO 	Comment by Alana De Souza Paula: MODELO de discussão
Dos 7 (100%) artigos elegíveis para revisão sistemática8-14, a primeira publicação referida foi do ano de 20208 e a publicação mais recente do ano de 202314. Dentre estes, 3 (42,8%) dos artigos na língua inglesa9,12,14 e 4 (57,1%) em português brasileiro8,10,11,13. Foi observada grande variabilidade da metodologia adotada para a aplicação e verificaçãodo multilinguismo e/ou bilinguismo. A maioria dos estudos descreveu os benefícios para o processo de aquisição da linguagem de crianças surdas, sendo estes de diversas especialidades, dos quais 4 (57,15%) da área da fonoaudiologia8,11,12,14. Dentre os tipos de estudo encontramos: dois (28,57%) estudos tranversais8,14, dois (28,57%) relatos de pesquisa10,13, uma (14,28%) revisão integrativa11, um (14,28%) artigo ciêntifico12, um (14,28%) estudo observacional 9. A maioria dos artigos aponta para os ganhos consideráveis no desenvolvimento linguístico, cognitivo e social da criança surda que o multilinguismo e/ou bilinguismo.
Cinco artigos (71,42%) descreveram que crianças surdas enfrentam desafios significativos na aquisição da linguagem, como educação e integração social devido à falta de acesso precoce à língua de sinais8-12,14. Crianças surdas com maior nível de escolaridade e autoavaliação positiva de proficiência em língua portuguesa manifestam melhor escore de qualidade de vida8, e quando comparadas com crianças ouvintes, lidam com dificuldades adicionais, pois a busca pela língua de sinais é tardia, sendo o primeiro contato no ambiente educacional, que por sua vez, tende a ser predominantemente voltado para oralização, evidenciando que a educação inclusiva não garante um ensino adequado para crianças surdas10. Crianças surdas nascem, na maioria das vezes, de pais ouvintes que desconhecem a língua de sinais10 e, mesmo com tecnologias auditivas e intervenções linguísticas, muitas não alcançam a proficiência linguística esperada12,14, pois inseridas em um ambiente oralista apresentam déficits de vocabulário e morfossintaxe desde os anos pré-escolares12, evidenciando que a ausência de uma base linguística sólida desde cedo pode impactar negativamente o desenvolvimento neurológico e psicológico ao longo da vida9,11,14. 
Dois dos artigos (28,57%) citam que as abordagens oralistas tradicionais se concentram no desenvolvimento da oralidade e da audição das crianças surdas negligenciando o uso da língua de sinais8, oferecendo exclusivamente a oralidade frequentemente imposta pelas famílias, que orientadas por profissionais de saúde que desvalorizam a língua de sinais, criam barreiras significativas no processo de desenvolvimento da linguagem, levando ao isolamento e comprometendo a participação em atividades familiares e comunitárias10.
Em dois outros estudos (28,57%), a exposição precoce à língua de sinais foi referida como facilitadora para comunicação, melhorando o aprendizado e apoiando o desenvolvimento sócio-emocional por meio da promoção de um ambiente de aprendizagem mais rico, com relações sociais mais positivas, comunicação eficaz, facilitando a formação da identidade e cultura surda, apoiando o desenvolvimento global das habilidades linguísticas e cognitivas9,14. 
Dentre os sete artigos, três estudos (42,8%) referiram que a LIBRAS é fundamental na aquisição da linguagem por crianças surdas, contrariando a noção de que poderia prejudicar seu desenvolvimento10,11,14. A teoria da interdependência linguística foi referida para enfatizar que o conhecimento adquirido em uma língua pode facilitar a aprendizagem de outra, levantando a relevância da teoria para o contexto das crianças surdas que aprendem Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e, posteriormente, a língua falada14. A LIBRAS foi considerada uma forma natural e eficaz de comunicação que não depende da audição, permitindo que crianças surdas “balbuciem” manualmente desde tenra idade, de forma análoga ao desenvolvimento linguístico de crianças ouvintes, possibilitando a compreensão de conceitos complexos por meio de uma linguagem visual e gestual10,11. A inclusão de uma abordagem bilíngue, que valoriza tanto a LIBRAS quanto a Língua Portuguesa, pode melhorar significativamente os resultados na reabilitação fonoaudiológica de crianças surdas em comparação com uma abordagem exclusivamente oralista10. O multilinguismo e/ou bilisguismo, introduz a LIBRAS como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda língua (L2), oferecendo um meio mais inclusivo e eficaz de comunicação e aprendizado para crianças surdas10. Essa abordagem não só facilita a comunicação dentro da família e da comunidade, mas também melhora o desempenho escolar e as oportunidades de emprego na fase adulta, proporcionando um ambiente mais acessível e igualitário10,11. 
O estudo de Castro e Kelman13 enfatizou que todos os envolvidos no processo de ensino de alunos surdos (professores, alunos ouvinte e alunos surdos), medeiam o conhecimento da Língua Portuguesa utilizando artefatos da metacognição ou de comunicação inter/multimodal por meio da LIBRAS, referindo que a qualidade da mediação utilizada por todos no processo ensino-aprendizagem dos surdos traz resultados positivos sobre a aprendizagem em Língua Portuguesa e sobre o próprio desenvolvimento.
Por fim, dois estudos (28,57%) abordaram a relação entre o aparelho de amplificação sonora para criança surda e aquisição da linguagem, permeados pelo multilinguismo. Referiram que professores tem pouco ou nenhum conhecimento sobre o sistema de frequência modulada, amplificação sonora individual e implante coclear, salientando que alguns professores acreditam que o uso da LIBRAS é a principal estratégia para a comunicação com alunos com deficiência auditiva9, e que, crianças surdas que utilizam amplificação sonora e exclusivamente linguagem falada apresentam crescimento no vocabulário, porém sem conseguir superar a diferença de desempenho em relação às crianças ouvintes12, sendo fundamental conscientizar e capacitar os professores para acolher e acompanhar o aprendizado das crianças surdas.
DISCUSSÃO
A revisão dos artigos selecionados (n=7, 100%) revelou importantes insights sobre o uso de ferramentas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) para crianças surdas, destacando não apenas os benefícios dessas ferramentas, mas também os desafios e limitações associados à sua implementação.
Desafios na Implementação de Ferramentas de CAA
Os artigos analisados apontam que, embora as ferramentas de CAA, como a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e tecnologias de amplificação sonora, possam oferecer benefícios significativos no processo de aquisição da linguagem para crianças surdas, sua implementação enfrenta diversos desafios. A principal barreira tecnológica refere-se ao acesso limitado a tecnologias apropriadas, como aparelhos de amplificação sonora e implantes cocleares, especialmente em contextos onde os recursos são escassos ou onde há falta de conhecimento técnico adequado. Em muitos casos, os professores não possuem o treinamento necessário para lidar com essas tecnologias, o que limita a eficácia do processo de ensino-aprendizagem. Além disso, alguns professores acreditam erroneamente que o uso exclusivo da língua falada, sem considerar a LIBRAS, seja a melhor estratégia para a comunicação com crianças surdas, ignorando as vantagens de um abordagem bilíngue (LIBRAS e Língua Portuguesa).
Outro grande desafio identificado foi o custo elevado dessas tecnologias. A acessibilidade a dispositivos de amplificação sonora e implantes cocleares está frequentemente associada a altos custos, o que pode restringir a sua disponibilidade para muitas famílias, principalmente aquelas em contextos socioeconômicos mais vulneráveis. Isso cria um grande obstáculo no processo de inclusão de crianças surdas na sociedade, pois a falta desses recursos pode prejudicar o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social dessas crianças.
Além disso, a falta de formação contínua para profissionais de saúde e educação se apresenta como um fator crítico. A ausência de um treinamento especializado impede que os profissionais ofereçam um suporte adequado, resultando em dificuldades no uso de ferramentas como a LIBRAS e no apoio ao desenvolvimento das crianças surdas. Essa falta de capacitação também limita o uso efetivo de tecnologias como o implante coclear, que, embora eficaz, requer um acompanhamento constante para garantir o sucesso do tratamento.Limitações das Ferramentas Existentes e Lacunas na Literatura Atual
A limitação das ferramentas de CAA existentes é evidenciada pela disparidade nos resultados obtidos em diferentes contextos. Enquanto a LIBRAS tem sido amplamente reconhecida como uma ferramenta eficaz na aquisição da linguagem, ela não é amplamente utilizada por todas as famílias surdas, principalmente em cenários onde os pais são ouvintes e desconhecem o valor da língua de sinais. Esse desconhecimento e a falta de inclusão de LIBRAS nas abordagens pedagógicas podem dificultar o desenvolvimento linguístico e cognitivo das crianças surdas, uma vez que a comunicação em LIBRAS proporciona uma base sólida para o aprendizado de outras línguas, como o português.
Os artigos revisados também indicaram uma falta de uniformidade nas metodologias utilizadas para medir a eficácia das ferramentas de CAA. A variabilidade nos métodos de pesquisa dificultou a comparação de resultados e a construção de uma base sólida de evidências sobre o impacto das ferramentas de CAA, em particular sobre o uso do multilinguismo e do bilinguismo nas crianças surdas. Embora a maioria dos estudos tenha mostrado ganhos no desenvolvimento linguístico, cognitivo e social, ainda há uma carência de estudos longitudinais e pesquisas mais aprofundadas que possam fornecer dados conclusivos sobre a eficácia a longo prazo de diversas ferramentas e abordagens.
Implicações Práticas e Sugestões para Futuras Pesquisas
A literatura revisada sugere que uma abordagem bilíngue que inclua tanto a LIBRAS quanto o português como línguas de comunicação, tem um grande potencial para melhorar os resultados no desenvolvimento da linguagem de crianças surdas. A introdução da LIBRAS como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda língua (L2) permite um aprendizado mais inclusivo e acessível. No entanto, para que essa abordagem seja eficaz, é necessário superar os desafios mencionados, como a falta de treinamento adequado e o custo elevado das tecnologias assistivas.
Além disso, é crucial que futuras pesquisas explorem de maneira mais profunda as diferentes abordagens educacionais e o impacto do multilinguismo no desenvolvimento de crianças surdas, especialmente em contextos diferentes dos abordados nos estudos atuais. A adoção de metodologias mais consistentes e estratégias de pesquisa mais integradas ajudará a preencher as lacunas de conhecimento e permitirá a construção de um quadro mais robusto para o uso de ferramentas de CAA na educação de crianças surdas.
Em resumo, embora as ferramentas de CAA, como a LIBRAS e os dispositivos de amplificação sonora, ofereçam grandes avanços para a educação e comunicação de crianças surdas, a implementação dessas ferramentas enfrenta desafios significativos, como barreiras tecnológicas, limitações de acesso e a necessidade de capacitação contínua dos profissionais envolvidos. As lacunas na literatura também indicam a necessidade urgente de mais pesquisas que explorem as metodologias e as melhores práticas para a utilização dessas ferramentas, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento linguístico das crianças surdas.
CONCLUSÃO	Comment by Alana De Souza Paula: TEXTO MODELO para base de substituição
A literatura destaca uma variabilidade metodológica na aquisição da linguagem de crianças surdas; defende a LIBRAS como primeira língua de aquisição e o português escrito como segunda língua; alerta para predominância do oralismo, com negligência à LIBRAS, no ambiente educacional, e para falta de conhecimento do professor e família no manejo da criança surda para melhor integração social, desenvolvimento cognitivo e linguístico. Identificamos uma lacuna em estudos que abordem, especificamente, a reabilitação fonoaudiológica para aquisição de linguagem com ênfase em multilinguismo e/ou bilinguismo, sugerindo a necessidade de pesquisas na área por parte de fonoaudiólogo. 
CONCLUSÃO	Comment by Alana De Souza Paula: TEXTO MODELO para base de substituição
A revisão sobre as ferramentas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) para a população surda revelou importantes pontos sobre a eficácia e os desafios dessas tecnologias. Ferramentas como a LIBRAS têm se mostrado muito eficazes na inclusão social e educacional, especialmente em escolas bilíngues, enquanto implantes cocleares ajudam na linguagem oral, mas ainda têm limitações em termos de vocabulário e estrutura gramatical. As ferramentas de baixa tecnologia são mais acessíveis, mas as de alta tecnologia enfrentam desafios como o alto custo e a necessidade de profissionais especializados. A implementação dessas tecnologias ainda é difícil devido à falta de recursos e capacitação adequada. A pesquisa precisa se aprofundar mais em abordagens bilíngues e multilíngues, além de focar na formação de educadores e em políticas públicas que ampliem o acesso a essas ferramentas.
BIBLIOGRAFIA	Comment by Alana De Souza Paula: MODELOS da Norma Vancouver	Comment by fernandacoimbra1981@gmail.com: Profa, coloquei as 5 primeiras bibliografias nossas, veja se está correto
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