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MODELO SINGULAR
10 passos práticos
de estimulação
Por Mayra Gaiato
2
Apresentação:
Um Jeito Especial de cuidar dos pequenos!
Nesse ebook vamos te apresentar como funciona o Modelo Singular, 
o método criado pela própria Mayra Gaiato e que faz toda a diferença 
na forma como cuidamos dos pequenos no espectro. 
Para alcançar o sucesso das intervenções em crianças autistas,
precisamos focar em três coisas principais!
Primeiro de tudo, é essencial estabelecer uma conexão humana com 
as crianças que precisam de cuidados. É a partir dessa base sólida 
que construímos todo o restante. Mas quando falamos em conexão, 
não é só a relação terapêutica ou de intervenções, mas sim sobre 
viver em sociedade, acessibilidade e inclusão.
Queremos que esses pequenos cresçam sabendo que o ambiente e 
as pessoas ao seu redor estão de braços abertos para eles. Que se 
sintam à vontade para interagir e participar de maneira prazerosa!
Em segundo lugar, além dessa conexão, é crucial ter em mãos a
ferramenta correta para estimular o desenvolvimento de forma 
agradável para todos os envolvidos. É disso que queremos te munir 
para garantir que você ofereça o que há de melhor, cientificamente 
comprovado, para fazer florescer todo o potencial das crianças.
E, por último mas não menos importante, o papel dos pais
e cuidadores no desenvolvimento dos pequenos faz
absoluta diferença.
Os cuidados, quando feitos com base em conteúdo e informações
de qualidade, se estendem à casa e à escola das crianças. Quando
nos prendemos ao espaço das clínicas estamos perdendo não só
oportunidades de aprendizagem, mas também tempo! 
Quando se fala do desenvolvimento infantil o tempo é o nosso bem 
mais precioso e cada segundo pode ser aproveitado de forma leve, 
divertida e rica se entendemos mais sobre o TEA com um novo olhar.
Então, vamos lá?
3
Sumário
Apresentação:
Um Jeito Especial de cuidar dos pequenos!
O que é o Modelo Singular?
Pra começar: organize o espaço!
Qual é o melhor lugar para aplicar as técnicas?
Passo 1: Observar
Passo 2: Aproximar
Passo 3: Espelhar
Passo 4: Tocar
Passo 5: Instigar
Passo 6: Demandar
Passo 7: Reforçar
Passo 8: Repetir
Passo 9: Encerrar
Passo 10: Registrar
Encerramento
2
5
7
9
10
14
19
24
28
32
37
41
44
47
50
O que é o Modelo Singular?
Colocamos a criança no centro dos nossos cuidados. Terapeutas, 
familiares e professores são capacitados para interpretar os
comportamentos do pequeno e adaptar estratégias de ensino de 
acordo com seus interesses, mantendo sempre a motivação dele
em aprender.
O modelo desenvolvido no Instituto Singular une diversas
abordagens e estudos que se complementam:
Análise do Comportamento Aplicada (ABA) - Abordagem terapêutica 
baseada em evidências que busca ensinar novas habilidades e/ou
reduzir comportamentos disruptivos;
Neurociências - Campo de estudo que investiga o funcionamento
do cérebro humano, fornecendo orientações essenciais para as
estratégias de intervenções;
Modelo Denver de Intervenção Precoce - Abordagem que coloca
a família e os interesses da criança no centro, impulsionando o
desenvolvimento infantil.
A combinação dessas áreas chamamos de ABA com Estratégias
Naturalistas, uma metodologia que embasa nossas intervenções
e traz os melhores resultados para as crianças.
O fruto disso é uma forma circular de intervenção, que tem início
nas necessidades e interesses do pequeno, passa pelos terapeutas, 
pais e professores que aplicam estímulos, e retorna ao pequeno, 
para compreender o que ele aproveitou disso tudo.
Análise do Comportamento Aplicada (ABA) - Abordagem terapêutica 
baseada em evidências que busca ensinar novas habilidades e/ou
reduzir comportamentos disruptivos;
Neurociências - Campo de estudo que investiga o funcionamento
do cérebro humano, fornecendo orientações essenciais para as
estratégias de intervenções;
Modelo Denver de Intervenção Precoce - Abordagem que coloca
a família e os interesses da criança no centro, impulsionando o
desenvolvimento infantil.
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Nosso Modelo Singular é um instrumento totalmente baseado
em ciências e evidências que norteia o caminho das terapias,
mas não tem objetivo de fazer com que as crianças se encaixem
em um padrão definido pela sociedade. Pelo contrário! 
Queremos ensinar que eles são amados e compreendidos
exatamente como são, e que nosso papel é estimular seu máximo
potencial para que se beneficiem e também aproveitem cada
momento de sua jornada.
Trabalhamos juntos para gerar novas possibilidades e conexão ao 
futuro dos autistas! 
E, para que isso seja possível, é necessário não só muita dedicação, 
mas também muito aprendizado! 
E esse é objetivo desse material: oferecer informações sérias,
de qualidade e que sejam aplicáveis na prática.
Melhorias que podem ser feitas na rotina de casa e da escola para 
oferecer mais recursos e possibilidades de aprendizado a todas as
crianças com atrasos no desenvolvimento.
 
6
Pra começar: organize o espaço!
Antes de mergulhar nas estratégias para criar um vínculo super legal 
e oferecer estímulos para o desenvolvimento, precisamos cuidar do 
ambiente. 
O autismo é um transtorno do desenvolvimento do cérebro com 
causas genéticas, muitos dos genes associados ao autismo também 
estão relacionados à falta de atenção.
Por exemplo, pode acontecer de a criança estar tão imersa em uma 
atividade, que mesmo quando a chamamos pelo nome, dificilmente 
teremos a atenção dela. Imagine isso então em um ambiente com 
muito barulho, muitos objetos, muitas outras informações!
O ideal é ter no máximo 4 ou 5 materiais disponíveis, os outros 
devem ser guardados e trocados semanalmente.
Atenção aos eletrônicos! 
Televisão, celular, tablets e todas as outras telas são
concorrentes desleais!
Muitas crianças e adolescentes estão apresentando sintomas
semelhantes a vícios nesses dispositivos eletrônicos. Quando
são privados desses aparelhos, eles apresentam comportamentos
depressivos, como se nada mais fosse interessante, e perdem o
interesse por outras atividades.
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Alguns estudos até encontraram associações entre esse problema
e o uso de drogas. Isso acontece porque, quando assistem vídeos,
recebem estímulos muito intensos, como movimentos fortes, luzes, 
sons e barulhos. Esses estímulos fazem com que o cérebro libere 
grandes quantidades de dopamina, um neurotransmissor.
A dopamina é benéfica e necessária para o funcionamento do
sistema nervoso, influenciando nossas emoções, humor e alegria.
No entanto, também é liberada em excesso quando usamos
substâncias químicas, como certas drogas!
Imagine então como será difícil substituir essa rotina com os
aparelhos eletrônicos no futuro se não tomarmos cuidado hoje! 
O ideal é que as crianças não tenham contato com eletrônicos
antes dos 2 anos de idade. Mesmo após esse período, não devemos
exagerar! O uso deve ser mínimo e sempre supervisionado.
E lembre-se de dois pontos muito importantes:
Quando tiramos o eletrônico não podemos só deixar o pequeno
sozinho ou entediado, será necessário tempo e dedicação do nosso 
lado para entretê-lo;
O aprendizado começa pelo exemplo! Se os adultos passam muito 
tempo nos eletrônicos, será ainda mais difícil conseguir diminuir o 
uso das crianças.
1.
2.
8
Qual é o melhor lugar para aplicar as técnicas?
Na rotina com a criança é super importante que as intervenções
e aprendizados extrapolem a clínica ou um momento específico
de intervenções.
O legal é que essas atividades sejam incluídas no dia a dia em todas 
as atividades da criança. Na hora do banho, da comida, de se arrumar 
para sair, de fazer atividades escolares, de guardar os brinquedos… 
Todos os espaços e momentos se tornam produtivos, prazerosos e 
com um potencial gigante de aprendizado!
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Passo 1: Observar
Vamos observar e seguir a liderança da criança!
Quando falamos sobre observar algo ou alguém, pode parecer algo 
chato e sem importância. Mas aqui vai uma informação importante: 
metade dos erros que cometemos ao brincar e estimular uma
criança acontecemporque não trabalhamos bem nessa etapa.
A vontade de começar logo a brincadeira e oferecer estímulos para
o desenvolvimento da criança nos faz atropelar esse momento
tão importante.
Muitas vezes "perdemos" a criança porque agimos de forma que
ela não gosta sem sabermos, mesmo pensando que estamos sendo 
legais. Ela se afasta, vira as costas, foge do nosso contato. 
Para oferecer um estímulo adequado ao desenvolvimento da
criança, precisamos estar conectados a ela de maneira adequada,
para construir um vínculo. Por isso, exercitar nossa atenção e
observação é o primeiro passo para lidar com todas essas questões! 
Aqui, apenas observamos, sem interagir ainda com a criança.
É importante perceber o momento com um novo olhar! Mesmo que 
conheçamos profundamente aquela criança, agora estamos vendo 
as coisas de uma perspectiva diferente.
Vamos analisar comportamentos e suas consequências, tentando 
entender quais são os sentimentos gerados por cada ação que fazem 
a criança continuar ou abandonar uma atividade.
Todas as ações da criança têm algum significado! Desde os primeiros 
dias de vida, o bebê está no mundo buscando sentido para sua
existência, explorando, descobrindo... Tentando entender o que
a criança está buscando, o que faz sentido para ela estar aqui!
11 
As pessoas, desde a primeira infância até a vida adulta, querem
se comunicar, fazer contato e estabelecer interações. A diferença
é que aquelas que estão no espectro encontram mais desafios para 
realizar isso.
Eles não são indiferentes ou incapazes de aprender a se comunicar 
ou se relacionar, somente requerem um outro apoio para
desenvolver essas habilidades sociais.
Agora fica mais fácil de entender porque essa etapa de observação
é tão importante, né?
Nesse momento compreendemos o que é importante para a criança 
e encontramos as formas de nos aproximar com mais facilidade
e naturalidade.
A partir das dicas que elas darão enquanto observamos,
encontraremos a resposta para muitas perguntas e será mais fácil 
partir para a prática depois.
Como fazer? As duas etapas:
Entender profundamente o que é do interesse dela e que
traz felicidade;
Ver o que gosta de mexer, como gosta de brincar, para onde olha;
Descobrir também o que incomoda: som, luz, texturas, toques…
Perceber gatilhos de desconforto e desregulação.
1. Observar a criança: 
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Entenda se há algo te causando ansiedade ou nervosismo e
questione o que antecede essa sensação.
Compreenda qual seu sentimento pela criança que está com você!
Observe se sua atenção está focada naquele momento ou se há
preocupações externas interferindo.
Descubra também o que há de divertido e interessante para você 
naquela brincadeira, como será mais prazeroso participar.
Mapeie o que você espera ao final daquela atividade que você
irá propor.
Desenvolver a observação nos ajudará a estabelecer um vínculo 
ainda mais forte! Essa é a base de tudo que queremos!
2. Auto-observação: 
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Passo 2: Aproximar
Agora vamos entrar no ambiente da criança, mantendo uma
distância média de 1 metro.
Veja, esse distanciamento é importante porque estamos nos
aproximando de forma cautelosa e respeitosa. Se ficarmos
pertinho demais, essa própria falta de espaço entre nós e ela já
será o suficiente para impedir a continuidade dos próximos passos
e, por vezes, até causar uma desregulação.
Já pensou se alguém chega no seu quarto e bagunça tudo? Pega
suas coisas sem te pedir antes ou até mesmo as tira da sua mão?
É justamente onde erramos com os pequenos! Na ânsia por começar 
as atividades, somos um pouquinho ‘entrões’ no espaço.
Não temos o direito de decidir como a criança deve brincar. 
Começamos com aproximações sutis, sem perguntas, pedidos ou 
mudanças de ideia. Caso contrário, nossas ações podem ser aversivas 
ou até sobrecarregar a criança.
Na realidade, queremos justamente o contrário! Que se acostumem 
com a nossa presença e, gradualmente, até passem a achar legal que 
a gente esteja ali.
Sabe a visita que é sempre bem-vinda na sua casa? Que você adora 
receber e fica aguardando os minutos para a chegada? É isso que 
queremos ser!
Nesse momento o conceito chave é: seguir a liderança da criança. O 
segredo é fazer mais vezes o que ela gosta e evitar o que não gosta!
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Como fazer?
Podemos narrar suas ações, fazer sons engraçados e descrever o
que ela está fazendo. Mantemos a atenção às expressões e respostas 
corporais da criança, respeitando seu limite de proximidade.
Não devemos nos aproximar demais, falar alto para chamar sua
atenção, tocar nela ou pegar seus brinquedos. Observamos suas
expressões faciais, corporais e vocalizações para entender se nossa 
presença está sendo aceita.
Se o pequeno demonstrar aversão, paramos o que estamos fazendo 
e voltamos ao passo anterior para descobrir qual o melhor caminho
a tomar. 
Uma vez que nosso grande objetivo é conseguir desenvolver
melhor as habilidades de comunicação e fortalecer o vínculo que 
sempre dizemos ser tão importante, isso só será possível se
tivermos como centro de tudo o respeito e amor pela criança
e suas individualidades.
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A cada aproximação nossa, entender se a criança manteve a
expressão facial leve da brincadeira ou mudou a feição;
Narrar a brincadeira, fazer sons e outras interações bastante sutis - 
sempre percebendo se há mudança de expressão facial e corporal;
Se perceber que há abertura, auxilie na brincadeira! Faltou uma 
pecinha? Entregue. Está difícil abrir um baú? Ajude.
Seguir a liderança da criança, sempre! 
Ficar sempre frente a frente com a criança;
Manter a distância física mas sempre frente a frente e na altura
do pequeno - Nada de ficar de pé ao lado de uma criança brincando
no chão!
Pontos chaves da aproximação:
Fazer perguntas - Você gosta de brincar de bola? 
Incluir demandas - Me diz a cor do carrinho!
Mudar a brincadeira - Parar de rodar a peça e começar a encaixar. 
Evitar ao máximo:
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Crianças verbais (que conseguem se comunicar por meio da fala)
Alguns pequenos podem estar em diferentes pontos do
desenvolvimento da comunicação, por isso é interessante seguir
uma regrinha para que aquele momento não gere uma sobrecarga:
Dicas sobre sons e narrações:
Toda interação que implica em algum tipo de resposta
se tornará uma demanda. Nós que estamos entrando
na brincadeira do pequeno, e não o contrário!
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Se ela é verbal e fala palavras soltas, únicas, narrar com 2. 1.
1.
2.
Exemplo: 
Verde, caiu!
Roda, giroooou.
Se ela já fala 2 palavrinhas, você pode usar 3 para descrever e assim 
por diante.
Crianças não-verbais (que não conseguem se comunicar por meio
da fala)
Se a criança é não verbal, narrar com apenas 1 palavra.
Exemplo:
Caiu.
Rodou.
Colocou.
Passo 3: Espelhar
Até agora nós já observamos o que o pequeno gosta e conseguimos 
nos aproximar sutilmente do que ele está fazendo. Agora, que tal 
brincar de mímica?
Seremos um espelho para essa criança. Imitaremos suas ações e
faremos comentários em sua voz. Quando nós, os adultos, fazemos 
algo igual à ela, há um despertar de interesse diferente.
Se o pequeno olhar, sorrir e até, de certa maneira, ‘baixar a guarda’, 
esse é um excelente sinal! Lembrando sempre do que aprendemos 
no Passo 2: não podemos invadir o espaço de maneira não respeitosa!
Como fazer?
Usaremos estratégias baseadas no Modelo Denver de
Intervenção Precoce:
Falar, narrar e comentar o que está acontecendo;
Imitar as ações gradualmente usando brinquedos parecidos - sem 
pegar os dela;
Fazer sons engraçados que complementam a brincadeira - somente 
se o pequeno não demonstrar incômodo com os sons.
É importante lembrar que crianças autistas podem ter sensibilidades 
sensoriais, então devemos ter um cuidado extra, respeitando os
limites e evitando tocar nela ou em seus objetos.
Imitar as ações gradualmente usando brinquedos parecidos - sem 
pegar os dela;
Fazer sons engraçados que complementam a brincadeira - somente 
se o pequeno não demonstrar incômodo com os sons.
Falar, narrar e comentar o que está acontecendo;
20Agora que nossos sons e comentários são aceitos, vamos, de fato, 
imitar totalmente.
Não importa o que ela esteja fazendo, colocando e tirando uma peça 
do mesmo lugar, jogando um carrinho para cima, rodando a bola
nas mãos… 
O importante é imitar seu comportamento!
Isso mostra que valorizamos suas ações e tornamos a brincadeira 
divertida para ambos. Diferente do que normalmente fazemos ao 
propor algo novo, quando imitamos a ação do pequeno criamos 
novas possibilidades e mostramos que há um interesse genuíno 
nosso em fazer parte daquele momento.
E, o pulo do gato está aqui: estamos dando um exemplo
a ser seguido!
A imitação é um pré-requisito super importante para o
desenvolvimento de outros comportamentos e habilidades,
então começamos ensinando pelo exemplo e, com o tempo,
a criança vai entendendo que pode (e deve!) nos imitar também.
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2. A criança aceita a sua presença, aceita a interação porém não
te inclui.
1. A criança aceita a sua presença, mas não a sua interação.
Situações possíveis:
Caso isso aconteça, é preciso ser mais sutil, fazendo os sons
e comentários de forma menos intensa e buscar outros jeitos
de participar.
3. A criança aceita a sua presença, aceita a sua interação e te inclui.
A posição defensiva se esvai de maneira orgânica e natural! Agora
você faz parte da brincadeira, é aceito e conquistou não só toda a
confiança da criança, mas também partilha de um momento com ela. 
Chegamos ao ponto chave! O que era uma brincadeira sozinha, agora 
é feita oficialmente numa via de mão dupla. O pequeno te olha, sorri, 
se interessa tanto que te imita de volta.
Esse já é um avanço importante, pois mostra que agora o pequeno 
confia em você e que não será interrompido de sua brincadeira. 
Porém, ainda precisamos que ele te olhe, de alguma forma te faça 
ser parte da atividade.
4. A criança aceita sua presença, aceita sua interação, te inclui
e te imita de volta.
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Se for testar algo de novo na atividade tenha sempre muito
cuidado para evitar uma desregulação.
Estereotipias: se a criança estiver fazendo movimentos repetitivos, 
podemos imitar também, mas dando uma função diferente. Ela está 
girando um brinquedo? Cante uma música sobre rodar.
Casos específicos:
Alinhamentos e empilhamentos: autistas tendem a ter dificuldade 
com flexibilidade mental, então buscam por manter a mesma ordem 
dos objetos e situações. Nesse caso, até o que fazemos de diferente 
com o nosso brinquedo já é um desafio para eles.
Participamos, trazemos algumas ideias novas, mas ainda não 
vamos incluir nossos pedidos! 
23
Passo 4: Tocar
Agora que o pequeno já está muito confortável com a nossa 
presença, brincando e nos imitando de volta, podemos fazer outro 
tipo de aproximação: o toque.
O objetivo desse passo é realizar as brincadeiras que chamamos
de sensório sociais. Um exemplo? As cosquinhas que muitas
crianças adoram!
Isso será muito importante porque gera aquelas risadas gostosas, 
momentos compartilhados, traz sentimentos gostosos de confiança 
e alegria. 
Além desse fator que fortalece (e muito) o vínculo entre vocês, 
também há a questão de relacionar a sensação prazerosa com a 
presença de outra pessoa. O pequeno não consegue fazer cócegas 
em si mesmo, ele precisa de alguém para essa brincadeira. 
 
Agora, como vamos fazer isso? Novamente, seguimos com as
estratégias propostas pelo Modelo Denver de Intervenção Precoce.
Como fazer?
Mantemos o vínculo com a criança e respeitamos seus limites. Não 
interferimos em suas atividades nem tomamos seus objetos. Não 
queremos afastá-la ou criar desconfiança.
Continuamos fazendo o que a criança quer, sem impor demandas, 
trazer novas brincadeiras ou fazer perguntas. No entanto, agora ela 
está confortável o suficiente para permitir que façamos brincadeiras 
sensoriais e sociais também.
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Se o pequeno ri dos nossos comentários enquanto roda uma 
pecinha, podemos fazer cócegas em suas mãozinhas ou em algum 
lugar que ele permita que nos aproximemos como um reforço
daquele momento.
O vínculo nessa etapa é forte e reforçador! A confiança se torna
ainda mais sólida. E, lá na frente, isso facilitará imensamente
a aprendizagem de outros comportamentos.
Brincar de serra-serra: seguramos a criança no colo e a balançamos 
para frente e para trás enquanto cantamos.
Brincar de pega-pega (correr também funciona bem para envolver 
alguns pequenos);
Brincar de cócegas;
Cantar canções;
Brincar de cavalinho;
Bolinha de sabão;
Encher as bochechas e apertar;
Rolar no chão ou no tapete;
Encher bexiga;
Brincar com cataventos;
Tocar instrumentos musicais como pandeiro, violão, flauta, maraca...
Atividades sensório sociais:
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Você verá que, conforme o vínculo se fortalece e a alegria do
momento se torna reforçadora, o pequeno passará a pedir por essas 
atividades sensório sociais! 
E aqui vai uma dica de ouro: sempre que perceber algo que a criança 
gosta bastante, que arranca aquela gargalhada digna de filme, anote! 
Fazer uma listinha vai te ajudar muito a ter mais recursos e tornar o 
momento mais prazeroso.
A associação entre a alegria das brincadeiras e a interação social 
é preciosíssima! 
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Passo 5: Instigar
Estamos quase chegando nas tão sonhadas demandas! Mas antes, 
ainda há um ponto importante: adicionar pausas incitativas nas
brincadeiras sensório sociais.
Você deve estar se perguntando o que esse nome tão técnico quer 
dizer. Na prática, queremos basicamente incentivar que a criança 
busque por nós, os atos comunicativos.
Usando formas de comunicação verbal e não verbal, vamos estimular 
que a interação social agora parta da iniciativa do pequeno. Isso fará 
com que a criança entenda ainda mais a importância das relações 
sociais e encontre maneiras de expressar seus desejos.
Já dá para imaginar por que esse passo é tão importante, né? O
pequeno vai começar a procurar, por si só, como te explicar que ele 
quer continuar aquela brincadeira tão legal. Esse comportamento, 
com o passar do tempo e das repetições, se expandirá para milhares 
de outras situações da rotina.
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Olha só alguns exemplos para te ajudar a compreender melhor o que 
são esses atos:
Olhar para você;
Emitir um som;
Balançar os braços ou pernas;
Apontar - para você ou objetos;
Sorrir para você;
Cutucar você;
Pedir mais.
Atos comunicativos:
É muito comum que, a princípio, a gente entenda como ato
comunicativo algo que, logo de cara, já envolve a fala, os atos
verbais. Porém, existem muitos comportamentos faciais ou
corporais que já comunicam algo e eles são extremamente
importantes para estabelecer as interações.
Todas essas ações são maneiras que a criança descobriu para que 
você faça algo. É como se ela dissesse: "Oiiiii, eu quero brincar!!”
Como fazer?
Continue seguindo a liderança da criança, fazendo comentários e 
imitando suas ações. Mantenha também as brincadeiras sensório
sociais como reforço desse momento.
30
Mas agora, faça pausas, esperando por qualquer ato comunicativo da 
criança! Essas interrupções devem acontecer no auge da brincadeira, 
no momento mais legal para ela. Isso fará com que as chances dela 
realizar um comportamento de comunicação sejam maiores.
Tenha sempre em mente que, apesar de termos uma lista acima de 
alguns atos comunicativos, cada pequeno pode se expressar de
maneiras diferentes, então fique atento aos sinais.
Quando a ação acontecer, é muito importante valorizar e reforçar 
MUITO! Qualquer tipo de comunicação por parte de uma criança
autista é uma conquista. 
O cérebro atípico tem dificuldade em ver as relações sociais 
como algo prazeroso e educativo. Por isso valorize bastante
essa etapa!
31
Passo 6: Demandar
Ufa! Viu só como o caminho para construir o vínculo de 
aprendizagem é muito mais do que chegar fazendo um montão de 
pedidos para os pequenos?
Quando temos as informações certas e aprendemos esse método
se torna possível entender a complexidade que é estimular o
desenvolvimento infantil mas, também, como ele pode ser um
momento mais leve.
Então agora,com todo esse terreno muito bem preparado, vamos
às demandas com base no nosso Programa Comportamental!
Em todos os passos é essencial ter sincronia com a criança, e aqui
ela será imprescindível. Dizemos isso porque, além de incluirmos
os nossos pedidos precisaremos ser muito bons em reforçar os
comportamentos e isso só será possível se conhecermos muito bem 
o pequeno e soubermos o que ele gosta e o que o deixa feliz.
Como fazer?
Para introduzir as demandas, continuaremos brincando e seguindo a 
liderança da criança, como fizemos em todo nosso caminho. Quando 
ela estiver engajada em uma brincadeira, faremos um pouco do que 
ela quer por um curto período de tempo e, em seguida, fazemos um 
pedido diferente.
Essa demanda será o que chamamos de ‘variação’ da brincadeira. Isso 
quer dizer que, dentro da atividade que já estamos fazendo, proposta 
pelo pequeno, vamos propor uma pequena mudança rápida que seja 
viável naquele momento.
Após o pequeno cumprir a demanda, reforçamos imediatamente, 
mesmo que ele não tenha acertado totalmente o que pedimos.
E, por fim, voltaremos a fazer o que ele quer por mais alguns
segundos e reiniciamos o ciclo: introduzir uma nova demanda,
reforçar e voltar para brincadeira.
33
Durante todo esse processo, continuaremos imitando a criança,
fazendo sons, observando seus atos comunicativos e sua regulação 
emocional e sensorial. A variação da atividade ou brincadeira
é essencial para estimular a imaginação, aprendizagem e
flexibilidade mental.
 Exemplo:
Objetivo: desenvolver a habilidade de imitação
Se a criança está brincando de rodar um bloquinho, podemos propor 
uma variação da brincadeira colocando o brinquedo na nossa cabeça e 
pedindo: "Faz igual!". 
Desse momento em diante também será fundamental já ter em 
mãos o Programa Comportamental personalizado realizado pelos 
profissionais que acompanham o caso. Ele será um guia para
identificar as áreas e habilidades em que a criança possui atrasos e
determinar quais devem ser estimuladas com prioridade.
Objetivo: desenvolver a habilidade de imitação.
Exemplo:
Se a criança está brincando de rodar um bloquinho, podemos propor 
uma variação da brincadeira colocando o brinquedo na nossa cabeça 
e pedindo: "Faz igual!". 
Primeiro, daremos 3 tentativas para que ela faça e, a cada vez damos 
um pouquinho mais de apoio conforme as orientações:
Para facilitar e ser ainda mais preciso, é importante que você seja 
muito claro nos seus pedidos, não usando muitas palavras.
Isso será importante para que a associação entre o pedido e o
comportamento seja feita de forma mais rápida e assertiva.
Casos específicos:
Ajuda leve: podemos ser mais concretos para oferecer mais apoio. 
Nessa situação, você poderia pegar outro brinquedo que ele goste 
muito e realizar o movimento como se fosse colocar na cabeça
dele - respeite sempre o espaço da criança! - e repetir: Faz igual!
Ajuda física: quando as dicas na fala e gestuais não estimulam o
suficiente, repetimos o comando e, rapidamente mas com muita 
muita delicadeza e respeito, pegamos na mãozinha da criança e
concluímos a ação por ela.
A criança não faz o que eu peço!
Nesse caso, vamos dar algumas ajudas para que ela vá aprendendo
aos poucos a realizar o comportamento. Para isso, vamos usar a
Hierarquia de Dicas.
Ajuda gestual: apontamos de forma a auxiliar que ela olhe para
o objeto e falamos novamente o pedido. No caso do exemplo,
apontamos para o bloco na nossa cabeça e falamos: Faz igual.
35
Em todos os casos, não importando quanta ajuda a criança
precisa, vamos reforçar imediatamente!
Os maiores pré-requisitos de aprendizagem são: olhar, imitar e 
seguir comandos.
Não tenho programa comportamental!
O estímulo desses três principais comportamentos serão grandes
facilitadores para aumentar o repertório e as habilidades da criança 
no futuro.
E, tão importante quanto facilitar os próximos passos, isso também 
ajudará para que mais atrasos não se acumulem, o que a longo prazo 
pode trazer muitos prejuízos para o pequeno.
36
Passo 7: Reforçar
Quando somos movidos pela motivação, aprendemos muito
mais rápido!
Você provavelmente já passou por alguma situação, seja na rotina 
pessoal ou do trabalho, de encontrar uma tarefa nova e se deparar 
com dois cenários:
Com os pequenos, queremos sempre trazer o primeiro cenário!
Reforçar as conquistas, deixá-los motivados a continuar naquela
atividade com a gente, mesmo que exija um pouco mais dele do
que outras brincadeiras.
O cérebro das crianças precisa captar a informação de que aquele 
comportamento realizado após o nosso comando foi positivo. Isso 
trará sensações boas até fisicamente, tornando a aprendizagem
mais rápida e mais leve.
Então, vamos entender como reforçar!
A sensação deliciosa de superar um desafio!
A sensação frustrante de que ‘nunca dá certo’.
1.
2.
38
Como fazer?
A principal associação que queremos criar no cérebro da criança é: 
Quando realizo algo novo, volto para o que gosto de fazer!
É o que chamamos de reforçadores intrínsecos, já fazem parte da 
própria atividade. A motivação de atender ao seu pedido é continuar 
a brincadeira em seguida.
Além disso, também podemos usar os reforçadores sociais fazendo
a mesma atividade. Elogiamos, comemoramos, batemos palmas e 
seguimos brincando juntos antes de fazer outro pedido.
Porém, nem sempre isso será suficiente para manter a criança
engajada na nossa proposta. Nesse caso partimos para os
reforçadores extrínsecos.
A ideia é a mesma: oferecer uma motivação para continuar.
Mas agora traremos algo de fora da brincadeira para que o pequeno
se sinta recompensado pelo esforço.
Algumas coisas que podemos usar:
Brinquedos muito especiais que são utilizados somente
nesse momento.
Materiais sensoriais como massinha, slime e areia mágica;
39
E, em último caso, podemos usar alternativas comestíveis ou de 
eletrônicos. Essas precisam de muita atenção!
Comestíveis: como doces ou guloseimas. Divida em pequenas 
porções para evitar tanto que o pequeno se sinta mal ou que não 
queira se alimentar no horário da refeição;
Eletrônicos: como tablets e celulares. São, definitivamente,
o último recurso! Lembra que conversamos no início? As telas são
concorrentes desleais, cheias de estímulos e podem acabar
atrapalhando no desenvolvimento.
Atenção: na hora de realizar a demanda, é normal que a criança fique 
um pouquinho mais séria e concentrada. Observe sempre se o ar de 
diversão retorna quando retomam a brincadeira para garantir que 
não esteja sobrecarregando ou estressando ela. 
Eletrônicos: como tablets e celulares. São, definitivamente,
o último recurso! Lembra que conversamos no início? As telas
são concorrentes desleais, cheias de estímulos e podem acabar
atrapalhando no desenvolvimento.
Comestíveis: como doces ou guloseimas. Divida em pequenas
porções para evitar tanto que o pequeno se sinta mal ou que não 
queira se alimentar no horário da refeição;
O reforço é o melhor amigo da demanda! Ambos precisam andar 
juntos, um imediatamente após o outro.
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Passo 8: Repetir
Até pode parecer bobagem, mas a repetição é o caminho para o 
aprendizado! Quer um exemplo? Aposto que, na escola, você repetiu 
tanto a tabuada que em algum momento acabou até decorando!
Brincadeiras à parte, repetir nos ajuda muito a fixar um novo
conteúdo ou comportamento. Então, não seria diferente com
os pequenos!
Depois de fazer uma demanda e retornar para a brincadeira que
a criança estava engajada, é crucial repetir esse fluxo por pelo menos
3 vezes durante uma sessão.
Repetir o ciclo de brincadeira, demanda e retorno para a brincadeira 
estimula a consolidação dos aprendizados e reforça as habilidades 
que estão sendo trabalhadas. É importante ressaltar que as
repetições não precisam ocorrer de forma consecutiva, mas é 
recomendado que aconteçam em um mesmo intervalo de tempo,
que seria o equivalente a uma sessão de terapias.
Esse fluxo não é tão desafiador quanto parece, e com prática ele se 
tornará natural e rápido! À medida que você ganhaexperiência e se 
familiariza com as 10 etapas do Modelo Singular, será mais fácil de
realizá-lo em questão de minutos.
E sabe por quê? Pela sua própria repetição dos passos! Agora ficou 
fácil de lembrar porque concluir e repetir um método é tão
importante, né?
A repetição não se aplica apenas ao aprendizado da criança, mas 
também ao seu desenvolvimento. Com leitura, estudo e aplicação, 
você se tornará mais habilidoso e confiante, superando os desafios 
iniciais que possam surgir.
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Como fazer?
A repetição se aplica a nós! Quer dominar o método? Estude, 
aplique e repita!
Siga a liderança da criança;
Inclua a sua demanda;
Dê ajuda se necessário;
Reforce de acordo com o que ela gosta;
Comece de novo!
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Passo 9: Encerrar
PARE
E agora, é só guardar os brinquedos e acabou? Nada disso! 
Um bom encerramento das atividades beneficia e muito a
organização do próprio cérebro com aquele momento, garantindo 
que ele armazene ainda melhor o que você ensinou.
Propor um começo, meio e fim para a brincadeira ajuda a criança
a entender a lógica. E, quando falamos de pequenos no espectro, 
manter essa sequência clara será super importante até para que ele 
vá aprendendo que aquele é um momento de aprendizagem e exigirá 
atenção, mas que se encerrará.
Quando encerrar?
 
Se a criança já está olhando para os lados e perdeu o interesse na
atividade;
A brincadeira é a mesma há muito tempo (mais de 5 minutos já é
extenso);
Você mesmo já se cansou ou está achando chato.
Como fazer?
Até o momento de encerrar deve ser respeitoso e prazeroso para
o pequeno. 
Caso vá continuar as intervenções: busque por outra proposta,
direcione a atenção e o momento para um novo brinquedo, dando 
início a um novo ciclo.
Se a criança já está olhando para os lados e perdeu o interesse na
atividade;
A brincadeira é a mesma há muito tempo (mais de 5 minutos já é
extenso);
Você mesmo já se cansou ou está achando chato.
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Caso a brincadeira seja sensório social: vá diminuindo a intensidade, 
baixe a voz, faça menos barulhinhos e reduza os estímulos até que
se encerre.
Caso vá encerrar as intervenções: dê sentido àquela finalização.
Uma coisa legal é propor que guardem os brinquedos juntos e façam 
do próprio encerramento mais um momento partilhado. Você pode 
até criar uma música para a hora de guardar!
Importante: se o pequeno não estiver te auxiliando a guardar os
materiais, você também pode usar o que aprendeu sobre demandas 
e dicas para que ele realize essa tarefa com você.
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Passo 10: Registrar
Conseguimos! Agora é deixar tudo anotadinho para fazer um bom 
acompanhamento do desenvolvimento e evolução da criança.
Essa etapa se volta mais para os profissionais, que realizam
os gráficos e documentações de como as sessões estão indo.
No entanto, também pode te ajudar a dar uma continuidade melhor 
para os estímulos e até para o acompanhamento da equipe.
Como fazer?
Faça pequenas pausas, mais ou menos de 15 em 15 minutos, para 
anotar como foram as últimas brincadeiras. A criança fez? Precisou 
de ajuda? Muita ou pouca? 
Uma ideia legal é que você pode usar siglas para a Hierarquia de Dicas 
que explicamos no Passo 7!
AG - Ajuda Gestual;
AL - Ajuda Leve;
AF - Ajuda Física;
I - Independente (sem ajudas).
AG - Ajuda Gestual;
AL - Ajuda Leve;
AF - Ajuda Física;
I - Independente (sem ajudas).
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Registrando a evolução, transformamos dúvidas em certezas de 
que estamos no caminho certo!
Além de uma forma de nos organizarmos e documentar a evolução, 
registrar também será o nosso próprio reforçador! Quando vemos 
que o pequeno está evoluindo, isso nos motiva ainda mais a
continuar fazendo o nosso esforço e, quando conseguimos perceber 
onde estão as dificuldades, podemos ser ainda mais assertivos nos 
atrasos. Ou seja, a documentação retroalimenta a nossa atividade!
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Encerramento:
Primeiramente, gostaríamos de agradecer imensamente pelo tempo 
e dedicação em estudar sobre autismo, intervenções e cérebro de 
crianças. Juntos, nós somos capazes de transformar vidas e tornar
o mundo um lugar ainda melhor para os nossos pequenos com TEA.
Todos esses passos foram criados com base em estudos profundos
e comprovados da Neurociência, especialmente na área
da Neuroplasticidade. Nossa abordagem busca estimular
o desenvolvimento das crianças de forma alegre, baseada em
evidências científicas.
É importante ressaltar que não estamos fazendo experimentos ou 
desperdiçando o tempo valioso de aprendizagem da infância!
Estamos estimulando o desenvolvimento com alegria e
embasamento científico, proporcionando felicidade às crianças.
Esse material é apenas uma parte de uma infinidade de conteúdos e 
ensinamentos que nós, do Instituto Singular, disponibilizamos para 
que os pais dos pequenos que são atendidos nas nossas clínicas
estejam munidos de informação de qualidade para garantir o melhor 
aos seus filhotes.
Você também pode assistir as aulas em vídeo sobre o Modelo
Singular de Atendimento: Os 10 Passos para os melhores cuidados de 
crianças autistas! 
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Além disso, o novo livro da nossa fundadora, Mayra Gaiato, chamado 
Cérebro Singular, além de contemplar os 10 Passos de maneira mais 
aprofundada, também traz outras informações complementares 
sobre a formação do cérebro e neurociências.
Se você busca se especializar e compreender ainda mais sobre o
autismo e as diversas questões relacionadas, temos cursos sobre 
diversos assuntos, que vão desde a ABA e Estratégias Naturalistas, 
que embasa tudo que conversamos aqui, até Neurociências
do Autismo, com tudo sobre o funcionamento e formação do
cérebro atípico.
Por fim, você também pode ter acesso aos nossos conteúdos online 
de forma gratuita, no nosso site e nas nossas redes sociais, ou até
se especializar ainda mais com os nossos cursos.
Independente de quais sejam seus próximos passos na jornada de 
oferecer o melhor para as crianças, saiba que estamos lado a lado 
compartilhando esse propósito gigantesco. 
Obrigada e até logo!
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