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Fundamentos da Composição Visual

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COMPOSIÇÃO - AULA 1
INTRODUÇÃO 
A composição é a forma como organizamos e dispomos os elementos visuais dentro de uma criação. No design, entender essa estrutura é essencial para criar imagens que sejam claras, harmônicas e funcionais.
Assim como aprendemos a ler e escrever palavras (alfabetismo verbal), também existe o alfabetismo visual, que envolve aprender a “ler” e “escrever” com formas, cores, linhas e texturas.
1. FUNDAMENTOS DA LINGUAGEM VISUAL
Nós nos comunicamos de muitas formas — verbal, sonora, tátil, olfativa, gustativa e visual.
A linguagem visual é aquela que usamos o tempo todo, mesmo sem perceber: nas roupas que vestimos, nas cores dos objetos, nos ícones do celular e nas imagens que vemos diariamente. Ela pode ser:
· Casual: quando surge naturalmente, sem intenção (como ver formas nas nuvens).
· Intencional: quando há um objetivo claro na mensagem (como um logotipo ou cartaz).
Para que a comunicação aconteça, precisamos de:
2. MODOS DE REPRESENTAÇÃO VISUAL
A linguagem visual pode se apresentar de três modos principais:
· Representacional: É o mais próximo da realidade, como pinturas realistas e esculturas gregas. Exemplo: Retratos, fotografias, paisagens realistas.
· Abstrato: O foco está na forma, cor e composição — não na figura real. Exemplo: Obras de Kandinsky, que exploram a harmonia entre formas e cores.
· Simbólico: Depende da cultura e do repertório de cada pessoa. Exemplo: Ícones de aplicativos, placas de trânsito, bandeiras.
3. Ponto
O ponto é o elemento mais simples do desenho, ele marca uma posição e atrai o olhar do observador.
Muitos pontos juntos podem criar a sensação de forma, textura ou movimento. O ponto não precisa ser redondo — o que o define é seu tamanho em relação ao entorno. Quando vários pontos se agrupam, nosso cérebro tende a “fechar” uma forma (Gestalt da proximidade e fechamento).
4. LINHA
A linha é o ponto em movimento. Ela tem comprimento, espessura e direção, podendo ser reta, curva, interrompida ou livre.
As linhas têm características expressivas, podendo transmitir:
· Sensualidade (linhas curvas e suaves),
· Agressividade (linhas retas e duras),
· Leveza ou movimento (linhas soltas e fluídas).
É o elemento essencial do desenho e pode refletir a personalidade do autor.
5. FORMA
A forma nasce da união das linhas. As três formas básicas são:
· Quadrado: estático, racional, transmite estabilidade e honestidade.
· Triângulo: dinâmico, sugere ação, conflito e tensão.
· Círculo: contínuo, transmite proteção, movimento e harmonia.
Essas formas foram a base da Bauhaus, escola alemã fundamental para o design moderno. Segundo Kandinsky, cada forma se associa a uma cor primária:
· Triângulo → Amarelo
· Quadrado → Vermelho
· Círculo → Azul
Outros conceitos importantes:
· Forma fechada: contorno definido (figura completa).
· Forma aberta: contorno indefinido, sugere continuidade.
· Figura e fundo: relação entre o que se destaca (positivo) e o que serve de base (negativo).
De acordo com Lupton, a relação de figura e fundo pode ser apresentar três características distintas: 
· Estável: a relação entre figura e fundo é bem delimitada, pois a figura é identificada de maneira direta; 
· Reversível: ocorre quando os elementos positivo e negativo atraem a atenção de forma igual. 
· Ambígua: quando não existe uma relação clara entre positivo e negativo.
6. TEXTURA
A textura é o elemento que dá sensação tátil ou visual às superfícies. Ela pode ser:
· Real: percebida pelo toque (áspero, liso, rugoso).
· Visual: cria a ilusão de tato através da imagem.
TRÊS TIPOS DE TEXTURA VISUAL (WONG, 1998):
Decorativa: pode ser retirada sem alterar a forma.
Espontânea: faz parte da própria forma, é inseparável.
Mecânica: criada por processos técnicos (digitais, químicos, industriais).
Na natureza, a textura tem função de camuflagem e sobrevivência, ajudando animais a se misturarem com o ambiente.
A composição visual é o resultado do domínio e da combinação de ponto, linha, forma e textura. Conhecer esses elementos é essencial para criar mensagens claras, equilibradas e visualmente agradáveis.
Assim como aprendemos a “escrever” com palavras, o designer aprende a compor com elementos visuais, formando uma linguagem própria e poderosa.
COMPOSIÇÃO - AULA 2
EQUILÍBRIO E PROPORÇÃO 
A composição visual é o modo como organizamos os elementos em um espaço, buscando harmonia, equilíbrio e proporção. 
Algumas formas nos atraem mais que outras porque o cérebro humano tende a preferir imagens equilibradas e proporcionais. 
Essa aula trata especialmente de equilíbrio visual e proporção áurea, fundamentos essenciais para o design.
1. EQUILÍBRIO
O equilíbrio é tanto psicológico quanto físico, uma sensação natural de estabilidade e segurança. É a referência visual mais forte do ser humano, acionada automaticamente ao observar uma imagem.
TIPOS DE EQUILÍBRIO
Equilíbrio Simétrico
· As partes da composição são espelhadas ou equivalentes. Fácil de alcançar, mas tende a ser estático e previsível. Exemplo: cartazes centrados e organizados igualmente nos dois lados.
Equilíbrio Assimétrico
· Consegue-se pela distribuição proporcional do peso visual entre elementos diferentes. É mais difícil de aplicar, mas traz movimento, dinamismo e riqueza visual. Exemplo: um objeto visualmente pesado de um lado pode ser equilibrado por textos ou formas menores do outro.
Peso Visual
· Cada elemento possui um peso dentro da composição — ele direciona o olhar. A parte inferior do plano é mais pesada que a superior. O canto inferior direito costuma parecer mais pesado que o esquerdo.
Direção do peso visual:
2. PERCEPÇÃO CROMÁTICA
COR E PESO VISUAL
As cores também possuem peso:
· Escuras → mais pesadas
· Claras → mais leves
Para equilibrar uma composição colorida, compensa-se o peso visual com áreas maiores de tons claros ou centralizando às escuras.
RELAÇÃO ENTRE CORES
As cores mudam de aparência conforme suas combinações podem parecer mais quentes, frias, luminosas ou opacas. Um mesmo vermelho pode parecer forte em fundo ciano e fraco em fundo magenta.
O contraste entre as cores pode ser mais acentuado ou mais sutil. Assim, quanto mais características opostas uma cor tem em relação a outra, maior será o seu contraste, como o preto e o branco.
CONTRASTES E EFEITOS VISUAIS
· Contraste de Limite → cores opostas (ex.: preto e branco), geram vibração e impacto visual.
· Contraste de Superfície → cores claras parecem maiores e escuras parecem menores.
· Distância e Profundidade → cores luminosas parecem mais próximas; escuras, mais distantes.
COR COMO EXPRESSÃO
A cor comunica emoções e significados simbólicos, influenciados pela cultura, geografia e história. Exemplo: alegria, tristeza, calma ou espiritualidade podem ser transmitidas por diferentes tonalidades.
3. PROPORÇÃO ÁUREA
A Proporção Áurea é uma relação matemática usada desde a Antiguidade para criar harmonia visual. Representada pelo número 1,618 (Φ – phi), está presente na natureza, arquitetura e no corpo humano.
Descoberta a partir da série de Fibonacci: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21…
Usada em Stonehenge, no Partenon, nas conchas do náutilo e no corpo humano. Pesquisas mostraram que as pessoas preferem naturalmente objetos proporcionais à seção áurea.
CONSTRUÇÃO DO RETÂNGULO ÁUREO
Pode ser feita com régua e compasso, resultando em um retângulo de lados proporcionais a 1:1,618.
O ponto de interseção dessa razão é chamado de ponto dourado, usado para posicionar o elemento principal da composição.
4. APLICAÇÃO DA PROPORÇÃO ÁUREA NA PRÁTICA DO DESIGN
A proporção áurea é usada para criar composições equilibradas, posicionando o elemento de interesse no ponto dourado.
Também pode ser aplicada por meio de grids e retângulos dinâmicos (baseados em √2, √3, √5...), que permitem subdivisões harmônicas e criativas.
· Um grid é uma estrutura composta porlinhas horizontais e verticais que se cruzam, criando um sistema de guias que ajuda a organizar os elementos visuais em um layout. 
Ele é amplamente utilizado no design gráfico paracriar layouts de página flexíveis e responsivos, facilitando a criação de um design harmonioso e equilibrado. Além disso, os grids modulares são importantes para a organização e a estética dos projetos de design.
RETÂNGULO DE RAIZ DE 2
Possui proporção 1:1,41 e é a base dos formatos de papel da série A (A0, A1, A2, A3, A4...).
É infinitamente divisível, permitindo composições equilibradas e evitando desperdício de material. Combina eficiência prática e beleza estética, seguindo princípios semelhantes aos da seção áurea.
A composição visual depende do entendimento entre equilíbrio, cor e proporção. Esses elementos trabalham juntos para criar harmonia, estabilidade e impacto emocional.
O designer deve aprender a ver e sentir o equilíbrio, aplicando técnicas matemáticas e perceptivas para construir projetos visualmente atrativos e coerentes.
COMPOSIÇÃO - AULA 3
DIMENSÕES BI E TRIDIMENSIONAIS 
Vivemos em um mundo tridimensional (3D), onde percebemos profundidade através da visão binocular e estereoscópica. Porém, muitas criações do design são desenvolvidas em superfícies bidimensionais (2D), como papel, telas, fotografias e vídeos. 
A tridimensionalidade nesses suportes é uma ilusão, construída por técnicas como: Perspectiva, luz e sombra, texturas, proporção e escala.
1. PERSPECTIVA
A perspectiva foi sistematizada no Renascimento, tornando possível desenhar objetos com profundidade e realismo. Seu objetivo é dar a sensação de volume e espaço, representando formas geométricas tridimensionais no plano.
A perspectiva também pode ser combinada com peso cromático, luz e sombras para intensificar o efeito tridimensional.
2. LUZ E SOMBRA
A sombra define volume e posição no espaço. A posição da luz altera totalmente a leitura da forma.
· Sombra própria: parte escura no objeto;
· Sombra projetada: lançada no ambiente ao redor.
CHIAROSCURO
É uma técnica de pintura que se consolidou e ficou famosa no período da Renascença, no século XV, é uma técnica bastante complexa e avançada, com resultados bastante marcantes.
O contraste é a força motriz do chiaroscuro. É a partir dele que são definidos os objetos, sem usar linhas de contorno, e o volume, por meio das sombras mais definidas.
De forma geral, uma pintura baseada na técnica do chiaroscuro possui seus motivos a princípio escuros, iluminados por uma fonte de luz única não apresentada na cena.
O chiaroscuro influenciou outros movimentos artísticos como o Barroco e o Maneirismo, além do que ficou conhecido como Tenebrismo, onde a técnica é levada ao extremo.
3. ENTRE O 2D E O 3D 
Além do naturalismo, a arte também questiona a realidade visual. Um grande exemplo é M. C. Escher, que brinca com as fronteiras entre planos. Ele mistura direções, perspectivas impossíveis e ilusão de ótica, e influenciou jogos, animações e design digital.
4. DESENHO TRIDIMENSIONAL
Construção do 3D no desenho:
O designer deve dominar esses princípios para projetar produtos, cenários e personagens. Para compreender um objeto tridimensional, precisamos observá-lo de:
· Vista frontal
· Vista superior
· Vista lateral
5. SOFTWARE 3D 
Com a evolução tecnológica e o surgimento da realidade virtual, surgiram vários softwares gráficos 3D cada vez mais realistas, que não param de ser aperfeiçoados.
A tecnologia trouxe ferramentas que permitem modelar objetos com realismo, criar animações e efeitos imersivos, simular materiais e iluminação, e otimizar projetos antes de fabricar.
“Representar o mundo tridimensional no plano exige domínio de perspectiva, luz, sombra e tecnologia.”
O designer não precisa dominar todas as tecnologias, mas deve conhecer seu potencial e aplicabilidade. Esses saberes conectam arte + técnica + percepção, essenciais para o desenvolvimento de projetos profissionais no Design.
COMPOSIÇÃO - AULA 4
TEORIA DA GESTALT 
A Teoria da Gestalt surgiu na Psicologia Experimental e busca entender como o cérebro humano percebe as formas. Ela ajuda o designer a compreender por que algumas composições são agradáveis e outras parecem confusas.
Entender a Gestalt é essencial para criar projetos visuais equilibrados, claros e com impacto comunicativo.
1. O QUE É GESTALT?
“Gestalt” significa forma ou configuração. Surgiu com Von Ehrenfels, e foi aprofundada por Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka em 1910.
A teoria afirma que não vemos partes isoladas, mas um todo integrado. Nosso cérebro busca organização e equilíbrio de forma automática, é uma tendência natural de unificar estímulos.
Exemplo: vemos uma forma completa mesmo quando ela está incompleta (como o logotipo do WWF, que mostra o panda “inacabado”, mas legível).
TEORIA DA GESTALT: COMO PERCEBEMOS O MUNDO
A percepção é global e unificada: o cérebro processa a imagem inteira e não cada parte separadamente. Existem forças externas (como a luz e os estímulos visuais) e forças internas (a organização mental).
As forças internas obedecem a leis de organização — princípios que determinam como percebemos as formas.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ORGANIZAÇÃO VISUAL
Essas leis explicam por que percebemos certas formas de um modo específico:
• Segregação: Capacidade de separar e identificar elementos distintos dentro de uma composição. Exemplo: identificar o barco, a água e as pessoas em uma imagem.
• Unificação: Quando elementos diferentes se unem de forma harmoniosa e equilibrada, formando um todo coeso. Exemplo: o símbolo do yin-yang e a Torre Eiffel, com equilíbrio visual perfeito.
• Fechamento: Tendência de completar mentalmente figuras incompletas. Exemplo: o cérebro “fecha” os contornos de um círculo mesmo que ele não esteja totalmente desenhado.
• Continuidade: O olhar tende a seguir linhas contínuas e fluídas, evitando interrupções. Exemplo: o caminho de uma curva que “segue naturalmente”.
• Proximidade: Elementos próximos entre si tendem a ser vistos como pertencentes a um mesmo grupo.
• Semelhança: Elementos parecidos em cor, forma ou tamanho são percebidos como uma unidade. Exemplo: formas iguais em cores semelhantes formam grupos visuais.
• Pregnância da forma: A forma mais simples, clara e equilibrada é a que o cérebro percebe com mais facilidade. Exemplo: um logotipo bem estruturado é mais fácil de reconhecer e memorizar.
2. LEIS DA GESTALT APLICADAS AO DESIGN
· Unidade: junção harmônica de partes compõem um todo.
· Segregação: separar visualmente elementos a leitura clara.
· Unificação: harmonia e coerência entre as partes.
· Fechamento: completar figuras mentalmente.
· Continuidade: percepção fluida e lógica.
· Proximidade e Semelhança: agrupamento visual por relação.
· Pregnância: clareza e impacto visual.
3. CATEGORIAS CONCEITUAIS
Complementam as leis da Gestalt e são muito usadas na composição gráfica:
• Harmonia: Organização equilibrada e agradável entre as partes de um todo. Exemplo: uso equilibrado de cores claras e escuras em uma mesma composição.
• Clareza: Pode estar presente tanto em composições simples quanto complexas, desde que haja organização e fácil leitura visual.
• Ambiguidade: Quando uma imagem pode ser interpretada de mais de uma forma, criando interesse ou confusão visual. Exemplo: a clássica imagem do vaso/perfil de duas pessoas.
4. LEITURA VISUAL DA FORMA
Para analisar uma imagem de acordo com a Gestalt, observe:
· Unidade: o conjunto é coerente?
· Segregação: dá pra diferenciar as partes?
· Unificação: existe harmonia geral?
· Fechamento: conseguimos “completar” mentalmente as formas?
· Continuidade: o olhar flui?
· Proximidade: elementos se agrupam?
· Semelhança: há padrões visuais?
· Pregnância: a leitura é clara e agradável?
Um cartaz com boa pregnância é aquele em que os elementos se destacam de forma clara, mesmo que o design seja complexo.
A Teoria da Gestalt mostra que nosso cérebro busca sempre organização, equilíbrio e clareza.
No design gráfico, dominar esses princípios é fundamental para criar composições harmoniosas, comunicativas e atraentes.
Com a Gestalt, o designer entende como o público interpreta as formas,tornando a mensagem mais eficiente e memorável.
COMPOSIÇÃO - AULA 5
FOTOGRAFIA 
A fotografia é muito mais do que apertar o botão da câmera — é um olhar sensível sobre o mundo. Henri Cartier-Bresson dizia que as fotos são feitas com “os olhos, o coração e a mente”.
Nesta aula, o foco é compreender a fotografia como uma linguagem visual que captura momentos, emoções e histórias, explorando aspectos históricos, técnicos e estéticos que influenciam sua composição.
1. SURGIMENTO DA FOTOGRAFIA
A fotografia não teve um único inventor, mas foi resultado de vários experimentos científicos ao longo do tempo. Aristóteles (350 a.C.) já conhecia o princípio da câmara escura, base da máquina fotográfica moderna.
Leonardo da Vinci e Giovanni Baptista Della Porta descreveram detalhadamente o funcionamento da câmara escura. O grande avanço ocorreu em 1826, quando Joseph Niépce e Louis Daguerre conseguiram fixar a primeira imagem.
O processo de daguerreotipia reduziu o tempo de exposição de 8 horas para cerca de 30 minutos, marcando o nascimento oficial da fotografia (1839). Com o tempo, a fotografia passou de um experimento caro e demorado para uma forma de arte e comunicação acessível.
2. GÊNEROS FOTOGRÁFICOS
A fotografia evoluiu e se diversificou, tornando-se tanto arte quanto instrumento social e comercial. Entre os principais gêneros estão:
· Monocromático: tons de uma única cor (geralmente preto e branco); transmite realismo e atemporalidade.
· Pictorialismo: aproxima a fotografia da pintura, buscando valores estéticos e subjetivos.
· Fotografia pura: valoriza o olhar e a técnica fotográfica sem comparações com outras artes.
· Retrato: capta a personalidade e emoção do indivíduo; hoje é base das redes sociais e da moda.
· Fotografia de rua: registra o cotidiano espontâneo, sem encenação — é o olhar sobre a vida real.
· Natureza morta: retrata objetos e cenas estáticas, explorando luz, forma e composição.
· Humanismo: surgiu após a Segunda Guerra Mundial, retratando a vida cotidiana, os excluídos e a esperança humana.
· Moda: une arte, técnica e psicologia; é expressão estética e também ferramenta de venda.
· Publicidade: combina arte e comunicação comercial, muitas vezes com alto valor criativo.
· Fotojornalismo: narra fatos e emoções por meio de imagens. Exemplos notáveis: Henri Cartier-Bresson e Sebastião Salgado.
3. ASPECTOS TÉCNICOS: EXPOSIÇÃO, ABERTURA, VELOCIDADE E ISO
Exposição é a quantidade de luz que atinge o sensor. A regra é simples:
· Mais luz → menor tempo de exposição.
· Menos luz → maior tempo de exposição (precisa de tripé).
· Uma boa foto equilibra abertura, velocidade e ISO.
Abertura do diafragma (f/stop): controla a entrada de luz.
· f/4 → abertura maior, mais luz, fundo desfocado.
· f/16 → abertura menor, menos luz, fundo nítido.
Velocidade do obturador: tempo que o sensor fica exposto à luz.
· Alta velocidade (1/500s) → congela o movimento.
· Baixa velocidade (1/30s) → cria efeito de movimento.
ISO: sensibilidade do sensor à luz.
· ISO baixo (100) → fotos mais nítidas, mas exige boa iluminação.
· ISO alto (6400) → útil em ambientes escuros, porém com ruído.
Fotômetro: ajuda a medir a luz e ajustar a exposição, mas a criatividade e o olhar fotográfico continuam essenciais.
4. LENTES
As lentes influenciam a composição, a profundidade e a mensagem da foto.
· Grande angular: amplia o campo de visão; ideal para paisagens e interiores.
· Zoom de rua: versátil para cenas cotidianas e ambientes urbanos.
· Teleobjetiva: aproxima objetos distantes; usada em esportes e natureza.
· Olho de peixe: cria efeito curvo e ângulo muito aberto, para fotos criativas.
· Macro: captura detalhes minuciosos, como flores e insetos.
5. TRIPÉ
O tripé não serve apenas para estabilizar a câmera — ele refina o olhar do fotógrafo.
Usado para fotos de longa exposição, efeitos de movimento (como luzes de carros ou cachoeiras) e composições detalhadas, o tripé traz mais precisão e profundidade artística à imagem.
A fotografia é uma linguagem que combina técnica, sensibilidade e composição. Conhecer aspectos como luz, lente, exposição e olhar estético é fundamental para construir imagens expressivas.
Mais do que dominar o equipamento, o verdadeiro fotógrafo é aquele que observa o mundo com emoção e intenção, transformando instantes em narrativas visuais.
COMPOSIÇÃO - AULA 6
PROPORÇÃO NA FOTOGRAFIA 
Nesta aula, o foco é desenvolver a criatividade e aplicar os conhecimentos sobre composição visual na fotografia. São trabalhados conceitos como proporção áurea, regra dos terços, iluminação e outros elementos que ajudam a criar imagens mais harmônicas e atraentes.
Com o avanço da fotografia digital e o uso de celulares, fotografar se tornou mais acessível. Porém, para que uma imagem tenha qualidade, é essencial saber compor, e não apenas dominar a técnica.
1. PROPORÇÃO ÁUREA E REGRA DOS TERÇOS
A proporção áurea é uma forma clássica de organizar elementos visualmente agradáveis. Ela ajuda a localizar o ponto focal da imagem, geralmente um pouco além de um terço do quadro.
Já a regra dos terços divide a imagem em uma grade de 3x3, com nove partes iguais. O ideal é posicionar o elemento principal nas interseções dessas linhas ou sobre uma delas.
Essa regra não é obrigatória, mas uma forma intuitiva e harmônica de enquadrar. Dividir o espaço igualmente ao meio geralmente torna a composição sem graça e sem foco visual, pois os elementos acabam se anulando.
2. NÚMEROS ÍMPARES NA COMPOSIÇÃO
O ser humano tende a achar números ímpares mais agradáveis e dinâmicos visualmente. O número três é o mais usado (como nos “Três Porquinhos” ou “Três Mosqueteiros”).
Essa preferência também se reflete na fotografia: grupos com três elementos costumam ter melhor equilíbrio visual e chamar mais atenção.
3. TEMAS FOTOGRÁFICOS
A composição pode explorar diversos temas visuais:
· Moldura: usar elementos naturais ou artificiais (como galhos ou janelas) para enquadrar o objeto principal.
· Fluidez: representar leveza e movimento, criando uma sensação de continuidade.
· Assimetria: criar contraste e dinamismo com elementos diferentes ou desequilibrados.
· Simetria: transmitir equilíbrio e harmonia através de partes iguais.
· Minimalismo: usar poucos elementos e foco em um único ponto, mostrando que “menos é mais”.
· Tempo: usar o obturador da câmera para capturar o movimento (borrões, ação ou passagem do tempo).
· Tempo nos materiais: mostrar efeitos do tempo em objetos — ferrugem, desgaste, erosão.
· Originalidade do olhar: buscar ângulos diferentes, usar o foco seletivo e explorar a luz criativamente.
4. PINTURA FOTOGRÁFICA (LIGHT PAINTING)
Antigamente, fotos “borradas” eram vistas como erros, mas hoje são usadas artisticamente.
“Pintar com a luz” é mover a câmera com o obturador aberto (1/4 a 1/2 segundo) para criar efeitos de luz e cor.
Em ambientes escuros, pode-se aumentar o tempo de exposição (2 a 8 segundos) para efeitos mais suaves e expressivos — como se fosse um pincel de luz.
5. ILUMINAÇÃO FOTOGRÁFICA
A luz é o principal elemento da fotografia. Sem ela, não há imagem. O brilho é uma luz mais clara tende a gerar fotos mais nítidas e coloridas.
O contraste depende do ângulo dos raios de luz — luz dura cria sombras fortes, luz suave cria sombras difusas.
A luz dura, vinda de uma fonte direta (como o sol), gera sombras marcadas. E a luz suave, difusa (como luz através de papel vegetal), produz sombras leves.
DIREÇÕES DA LUZ
· Frontal: ilumina o objeto de frente, sem profundidade (luz “chapada”).
· Lateral: realça volumes e texturas, criando sensação de profundidade.
· Superior: ilumina de cima, também destacando volume.
· 45º: mistura entre frontal e lateral, equilíbrio entre luz e sombra.
A temperatura da luz (quente ou fria) altera o tom da imagem, rebatedores podem suavizar a luz. Em estúdio, o fundo infinito é usado para facilitar a iluminação e o tratamento digital.
A composição é o coração da fotografia. Ela combina técnica e sensibilidade, permitindo criar imagens equilibradas, expressivase originais.
Aprender a ver é tão importante quanto aprender a fotografar — e o olhar criativo se desenvolve com prática e atenção aos detalhes.
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