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Aula 10   USOS CLÍNICOS DAS AMINAS SIMPATICOMIMÉTICAS
54 pág.

Farmacologia Universidade Estácio de SáUniversidade Estácio de Sá

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Resumo sobre Usos Clínicos das Aminas Simpaticomiméticas As aminas simpaticomiméticas, como a epinefrina, desempenham um papel crucial no sistema nervoso simpático, que é responsável por preparar o corpo para situações de estresse, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial. O sistema nervoso simpático é caracterizado por neurônios que se originam na região toraco-lombar (T1-L3), onde as fibras pré-ganglionares são curtas e as pós-ganglionares são longas. A sinapse adrenérgica é um ponto chave, onde a adrenalina é liberada pela medula adrenal e atua em diferentes tipos de receptores adrenérgicos, como os alfa e beta, que têm efeitos variados no organismo. Os receptores adrenérgicos são classificados em duas categorias principais: alfa e beta . Os receptores alfa-1, por exemplo, são responsáveis pela vasoconstrição arterial e venosa, dilatação da pupila e contração do esfíncter vesical. Já os receptores alfa-2, que atuam de forma pré-sináptica, têm um efeito inibitório sobre a liberação de neurotransmissores, resultando em hipotensão arterial e sedação. Por outro lado, os receptores beta-1, como os encontrados na dobutamina, promovem efeitos inotrópicos e cronotrópicos positivos, enquanto os beta-2, como o salbutamol, causam vasodilatação e relaxamento da musculatura lisa, sendo úteis em condições como asma. As aminas endógenas, como a adrenalina e a noradrenalina, não são absorvidas pela via oral e são administradas por via parenteral. A dopamina, por exemplo, apresenta um efeito dose-dependente, variando de vasodilatação em baixas doses a vasoconstrição em altas doses. O uso clínico das aminas simpaticomiméticas é particularmente relevante em situações de choque circulatório, onde o fluxo sanguíneo é insuficiente para atender às demandas teciduais, levando a hipóxia e falência orgânica. Os sinais de choque incluem taquicardia, pulso fino, extremidades frias e alterações no estado mental, que podem evoluir para hipotensão e oligúria. Tipos de Choque e Tratamento Os tipos de choque incluem o hipovolêmico, cardiogênico, obstrutivo e distributivo, sendo que o choque hipovolêmico é tratado com reposição de fluidos e, se necessário, com o uso de aminas vasoconstritoras. O objetivo do tratamento é manter uma pressão arterial suficiente para garantir o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, mesmo que isso implique em consequências adversas, como a vasoconstrição renal. As aminas vasoconstritoras, como a noradrenalina e a fenilefrina, são frequentemente utilizadas quando a pressão arterial sistólica está abaixo de 70 mmHg. O choque neurogênico, que pode ser causado por acidente vascular cerebral (AVE), trauma cranioencefálico (TCE) ou anestesia regional, resulta na interrupção das eferências simpáticas para o coração e vasos sanguíneos. O tratamento envolve a posição de Trendelenburg e a administração de aminas vasoconstritoras, que são consideradas o padrão ouro para a sustentação hemodinâmica em tais situações. Implicações Clínicas A compreensão dos mecanismos de ação das aminas simpaticomiméticas e suas aplicações clínicas é fundamental para o manejo eficaz de condições críticas. A capacidade de manipular a resposta simpática do corpo pode ser a diferença entre a vida e a morte em situações de choque. Além disso, a escolha do agente simpaticomimético adequado e a dosagem correta são essenciais para maximizar os benefícios terapêuticos e minimizar os efeitos colaterais. O uso responsável e informado dessas substâncias é vital para a prática clínica, especialmente em ambientes de emergência. Destaques As aminas simpaticomiméticas, como a epinefrina, são essenciais no tratamento de condições críticas, especialmente em situações de choque circulatório. Os receptores adrenérgicos (alfa e beta) têm efeitos distintos, influenciando a vasoconstrição, a frequência cardíaca e a liberação de neurotransmissores. O choque circulatório é caracterizado por um fluxo sanguíneo inadequado, levando a hipóxia e falência orgânica, com sinais clínicos como taquicardia e hipotensão. O tratamento do choque hipovolêmico envolve reposição de fluidos e uso de aminas vasoconstritoras para manter a pressão arterial. O choque neurogênico requer intervenções específicas, como a posição de Trendelenburg e a administração de aminas vasoconstritoras.

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