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Victória de Souza Damasceno Castro 1 Adrenérgicos e Aminas Simpaticomiméticas · Introdução Adrenalina e noradrenalina são as catecolaminas, derivados da tirosina. A tirosina hidroxilase adiciona uma molécula de hidroxila na molécula de tirosina, transformando-a em DOPA. A dopa sofre ação da dopa descarboxilase que tira o agrupamento carboxila, transformando em dopamina (primeira catecolamina com função biológica). A dopamina sofre ação da enzima dopamina beta hidroxilase e recebe uma hidroxila formando a noraepinefrina. A dopamina e noraepinefrina são secretadas por neurônios adrenérgicos. Em alguns lugares específicos como na glândula suprarrenal existe uma enzima que transforma nora em Epinefrina. A dopamina é o precursor metabólico da nora e da Epinefrina, porem também funciona como neuromodulador do SNC, atua em d1 e d2. D1 é excitatório e D2 é inibitório, os dois receptores são metabotropicos. A dopamina no SNC é importante para o controle do movimento nos núcleos da base. Ordem de preferência pelos receptores ALFA receptores: NOR>EPI>ISO BETA receptores: ISO>EPI>NORA A isoadrenalina é mais seletiva para receptores beta. Já a nora é mais para receptores alfa. Em casos de choque séptico (excesso de NO, muita vasodilatação), pode-se administrar noradrenalina para reverter o quadro do paciente, a nora tem mais afinidade com receptores alfa causando vasoconstrição. · Síntese, armazenamento e liberação de Catecolaminas Tirosina é enviada para dentro do neurônio pré por simporte, faz cotransporte com o sódio. A tirosina é transformada em DOPA e posteriormente em dopamina. A dopamina pode ser liberada direto ou sendo transportada para a vesícula, dentro da vesícula do neurônio pré a dopamina é transformada em nora. Ao acontecer o PA, abre canais de ódio voltagem dependente que libera nora na fenda sináptica que interage com receptores alfa e beta. Depois de liberada essa nora é recapitada por receptores NET, fazendo simporte com o sódio (influxo de nora e sódio). A nora é metabolizada pela MAO, localizada na superfície das mitocôndrias. Sua inibição causa aumento da biodisponibilidade de nora na fenda potencializando o efeito simpático. Existem dois tipos de MAO: -MAO A: efeito melhor pela serotonina, depois nora e depois dopa. -MAO B: DOP>SER>NOR Existe outra enzima de metabolismo chamada COMT, presente no fígado e no terminal pós sináptico. A metanfetamina não é detectada na urina, porem os níveis de ácido venilmandélico, pois e metanfetamina aumenta a biodisponibilidade de catecolaminas e assim vai ser metabolizada pela MAO e COMT, se o paciente usou mentafetamina, vai metabolizar mais devido a mais disponibilidade e assim gerando mais ácido venilmandélico. **Metanfetamina atua invertendo a ação do NET. · Etapas para a Ação Farmacológica As catecolaminas são produzidas e liberadas na fenda e posteriormente são degradas ou recaptadas. Existem substancias como anfetaminas que atuam invertendo o NET, ou seja, ao invés de ser influxo de nora, faz efluxo, potencializando a ação adrenérgica, tendo mais nora na fenda. Outras substâncias como a cocaína são bloqueadores de NET, consequentemente aumentam a biodisponibilidade de nora. Apresentam ação rápida pelo NET, causam pode aditivo (vicio). · Receptores adrenérgicos São todos metabotropicos Temos: ALFA1: excitatório acoplado a proteína Gq ALFA 2: inibitórios, acoplados a proteína Gi, receptor modulatorio pré sináptico BETA 1 BETA 2 Excitatórios, acoplados a proteína Gs BETA 3 Clonidina tem mais afinidade por receptores alfa2, como esses são inibitório e localizados no neurônio pré sináptico, diminuem a liberação de adrenalina e pode ser usado em casos de hipertensão. Dobutamina, aumenta a atividade simpática no coração, são beta agonistas e tem mais afinidade por receptores BETA 1. Salbutamol tem afinidade com receptores B2 nos pulmões, potencializam a Broncodilatação, podem ser usados em casos de asma e bronquite. · Propriedades Farmacológicas TGI ALFA2 (inibitório) Diminui motilidade e secreção Aparelho Respiratório BETA2 Relaxamento muscular, bronquiodilatação Musculo Esquelético e Fígado BETA2 Estimula glicogenólise do músculo esquelético e fígado, aumento da glicemia para a energia. Tecido adiposo Beta 3 Aumenta a lipase, ácido graxo e glicerol (consumido pelo coração) Pâncreas B2 Diminui a liberação de insulina Mastócito B2 Diminui a liberação de histamina (faz vasodilatação periférica) Olhos B1 e ALFA 1 Aumenta produção de humor aquoso Midríase Trato Urinário BETA e ALFA Relaxamento do musculo detrusor da bexiga (enchimento) Contração do esfíncter interno Diminui a função urinaria Sistema Cardiovascular No coração receptores BETA1, efeitos cronotrópicos, dromotrópicos (velocidade) e ionotrópico (força de contração) positivos. Vasoconstrição ALFA 1 Vasodilatação BETA 2 A ação desses receptores depende da localização do leito arterial. No leito arterial muscular, são mais ricos em receptores beta do que em alfa pois durante a luta e fuga precisa de vasodilatação. Entretanto, existem regiões que durante luta e fufa precisa de vasoconstrição, como o TGI, para redirecionar o sangue para o local que mais precisa. Além disso, faz vasoconstrição periférica para evitar choque. Em casos de estimulação simultânea, tem aumento da resposta de ALFA 1 do que BETA2 pois alfa tem mais afinidade com catecolamina do que beta. · Fármacos Simpaticomiméticos Fármacos que podem ser de ação direta, atuam diretamente no receptores, podem ser: Além disso podem ser também de ação indireta, ou seja, não vão atuar sobre o receptor e sim no armazenamento e liberação de catecolaminas: -Aumentam a liberação de NA: Anfetamina e Tiramina -Inibidor da captação: Cocaína e Amitripilina -Inibidor da MAO: Selegilina -Inibidor da COMT: Entacapona Existem também fármacos de ação mista, além de atuar em receptores alfa e beta também tem ação sobre a liberação de nora, como a Efedrina. Esses fármacos são usados principalmente em doenças cardiovasculares e respiratórias. Atuam no neurônio adrenérgicos e na sínese e armazenamento de catecolaminas. **A noradrenalina pode fazer bradicardia reflexa devido a uma hipertensão acentuada, ativa barorreceptor e estimula o nervo vago a diminuir a taquicardia. **Adrenalina em choque séptico é utilizada pois promove a vasoconstrição e ajuda a drenar o edema causado pela liberação excessiva de histamina, é usada adrenalina ao invés de nora pois a nora tem mais afinidade para alfa do que pra beta e a adrenalina tem a mesma afinidade. **Clembutamol: promovem anabolismo, usado em casos de muita perda de massa muscular, apresenta rico de taquicardia, aumento da pressão arterial e pode fazer o crescimento de massa cardíaca, uma atrofia cardíaca. **Clonidina, agonista parcial de alfa 2, utilizado no tratamento de enxaqueca. ADRENALINA Metabolizada pela MAO e COMT. Uso Clinico: -Broncoespasmos associado ao choque anafilático -Associação com anestésicos -Parada Cardíaca Efeitos Adversos: -Ansiedade -Tremor -Taquicardia -Arritmia NORADRENALINA Usos Clínicos: Choque Hipotensão Efeitos adversos: Parecidos com adrenalina Hipertensão grave (mais seletiva para alfa) Necrose no local de injeção após o extravasamento Diminui fluxo sanguíneo para rins e tecidos, pode levar isquemia mesentérica por diminuir muito o fluxo sanguíneo. NORADRENALINA: tem mais afinidade para receptores alfa. Alfa>beta ADRENALINA: Alfa=beta AGONISTAS BETA 1 (agentes ionotrópicos positivo) Alvo = coração (BETA1) Aumenta debito cardíaco e força de contração Substancias de uso agudo e de curta duração DOPAMINA Age em receptores dopaminérgicos, em doses maiores ativa receptores beta1, também pode ativar receptores alfa 1 (aumenta resistência vasculares periférica) A infusão de dopamina aumenta o debito cardíaco e a perfusão renal (diferente da nora) Efeitos Os efeitos são doses dependentes Para ativar receptores de dopamina D1, e manter a função renal é necessário doses baixas. Doses mais altas atingemreceptores B1 e B2, tendo uma ação mais cardíaca, aumento o inotropismo (força). Em doses ainda mais altas atinges receptores alfa e fazem vasoconstrição. Contraindicado para casos de falência renal aguda, a vasodilatação muito intensa não tem pressão suficiente para fazer a filtração. O rim depende de pressão para a filtração. Uso clinico -Choque séptico ou cardiogênico -Tratamento agudo da ICC (paciente apresenta pulmão congesto pois o sangue não consegue circular para o VE, além disso causa também edema de membros inferiores). Efeitos Adversos -Náuseas -Vômitos -Taquicardia -Angina -Arritmias -Cefaléia Hipertensão -Vasoconstrição Periférica ISOPROTERENOL Ativa B1 e B2 Aumenta a FC e causa bronquiodilatação Uso terapêutico da asma, bradicardia ou bloqueio cardíaco. Efeitos Farmacológicos Diminui RVP Aumenta DC Relaxamento da musculatura lisa Efeitos Colaterais Taquicardia Isquemia cardíaca Arritmias cardíacas Cefaleia DOBUTAMINA É uma mistura racêmica A Dobutamina negativa tem papel agonista de alfa 1 potente e agonista de beta fraco A Dobutamina positiva é antagonista de alfa 1 e agonista potente de beta. Ela regula a ação de alfa e potencializa a de beta, tendo o efeito farmacológico mais beta do que alfa. Efeitos Farmacológicos -Inotropismo + -Cronotropismo + -Manutenção da RVP -Aumento da PA -Diminui a pré carga Uso terapêutico -Comprometimento cardiovascular -Em casos de choque hipovolêmico (diminuição do retorno venoso) -Usado em choque cardiogênico PA= DC(beta1) x RVP (alfa1) Fatores Adversos -Aumenta consumo de O2 do miocárdio (paciente caronáriopata piora) -Tolerância -Aumenta condução pelo AV- arritmias -Atividade ventricular ectópica AGONISTAS BETA 2 Efeitos Farmacológicos -Broncodilatação -Diminui a liberação de leucotrienos e histamina dos mastócitos -Aumenta depuração mucociliar ´-Diminui a permeabilidade microvascular Usos Clínicos -Doenças obstrutivas das vias aéreas -Tratamento do broncoespasmo agudo -Asma -Relaxante uterino Efeitos indesejáveis -Tremor da musculatura esquelética -Cansaço -Ansiedade Ação intermediaria são para casos de emergência. Agonistas beta2 não altera desfecho, apenas sintomas. Podem atuar também em beta1 causando: taquicardia, tolerância, mortalidade com a asma, aumenta hiperatividade brônquica a longo prazo, hiperglicemia (beta2 no musculo e fígado, aumenta a glicogenólise hepática e libera glicose) AGONISTA ALFA 1 FENILEFRINA Agonista alfa1 de ação direta Vasoconstritor Uso clinico -Descongestionante nasal -Midriático Efeitos Adversos -Hipertensão -Bradicardia reflexa por atividade vagal EFEDRINA Ação mista, ativa alfa1 e aumenta a liberação de nora Descongestionante nasal Efeitos adversos -Taquicardia -Palidez -Hipertensão -Insônia METOXAMINA Vasoconstritor: aumenta a RVP (dose dependente) Aumenta PA Bradicardia sinusal reflexa Uso clínico: hipotensão AGONISTA ALFA 2 A ativação dos receptores alfa 2 reduzem a atividade simpática eferente, de resposta, reduz a pressão sanguínea arterial. Em geral, vão reduzir secreção das catecolaminas. CLONIDINA Redução da PA Redução da RVP Redução do DC, FC e volume ejetado. Não modifica o fluxo sanguíneo renal Efeitos Adversos -Sedação -Secura da boca e resposta nasal -Disfunção Erétil -Depressão mental pela redução de catecolaminas **Serve para diagnósticos de felcromocitoma (tumor de adrenal). A administração de clonidina com o tumor leva a diminuição de nora a adrenalina continua alta. Em casos de clonidina sem a presença do tumor, leva a diminuição de nora e adrenalina. ALFA-METILDOPA Metabolizadas pelas mesmas enzimas que metabolizam as catecolaminas. Ela se liga ao receptor e não faz o efeito simpático. Uso clinico -hipertensão gestacional pois não ultrapassa a BHE -Antihipertensivo efetivo principalmente em pacientes com insuficiência renal Efeitos Adversos -Depressão -Redução da libido -Hiperprolactinemia (contraindicado para homens durante período grande de tempo|) ANFETAMINA Ação fraca sobres os receptores adrenérgicos Inibe a receptação do tipo 1, inverte o transportados, ao invés de influxo faz efluxo de nora. EX: Ritalina Ações farmacológicas No SNC: -Redução do Apetite -Autoconfiança, alucinação e dependência. No SNA: -Taquicardia -Midríase -Boca Seca Potencial de Abuso A pessoa fica em alerta, reduz o cansaço, elevação do humor, aumento da iniciativa e da autoconfiança, aumenta habilidade de concentração. Uso clinico -Obesidade -Déficit de atenção com hiperatividade Efeitos indesejados e toxicidade -Tremor -Insônia -Anorexia -Alucinação Paranóica -Convulsão -Coma -Efeitos cardiovasculares -Dependência e tolerância Como reverter a intoxicação? -Acidificação da urina, por ser uma base fraca com a urina acida sofre ionização e impede a reabsorção favorecendo a excreção. -Sedativos -Antagonistas alfa-adrenérgicos, bloqueia a ação da nora para reduzir as alucinações. Interações Farmacodinâmicas -Resperina: diminui os efeitos da redução da nora. -Imipramina: Reduz os efeitos pelo impedimentos da captação pelas terminações nervosas. · Resumo Clínico · Parada Cardíaca -Adrenalina intra venosa · Choque Cardiogênico -Dobutamina -Dopamina · Reação Anafilática -Adrenalina Aumenta pressão arterial media, faz vasoconstrição, Broncodilatação e inibição dos mastócitos · Asma -Salbutamol · Descongestionante Nasal -Oximetazolina -Fenilefrina -Metoxamina · Associação a anestésicos locais -Adrenalina e fenilefrina -Evita Sangramento pela vasoconstrição - Diminui a Taxa de remoção do fármaco, “aprisiona” o anestésico naquele local · Midríase · Anorexígeno · Efeitos Adversos de forma geral Aumento do simpático -Taquicardia -Hipertensão -Hiperglicemia -Agitação psicomotora e tremor muscular -Retenção urinaria -Constipação · Contra Indicações -Arritmia -Hipertensão -Infarto agudo do miocárdio (não usar agonista B2) -Glaucoma -Retenção urinaria -Constipação · Gráficos Gráfico 1- Administração de Fenilefrina Alfa-seletivo Aumentou Pressão arterial sistólica e diastólica porem diminuiu e FC. Fármaco preferencial de ALFA 1 pelo aumento da pressão e diminuiu a FC pelo reflexo vaso vagal Gráfico 2- Administração de Epinefrina Não seletivo PA aumentou e desceu, não se manteve. Atua em receptores Alfa e beta pois atuou em alfa 1 para o aumento da pressão e em beta 1 para o aumentou da FC. Não é preferencial. Ação rápida pois é degradada pela MAO e COMT Gráfico 3- Administração de Isoproterenol Beta-seletivo A pressão sanguínea diminuiu e a FC aumentou, sendo assim é um fármaco preferencial beta, não seletivo, atuando em beta 1 e beta 2. A PA diminuiu pela ação da vasodilatação no BETA2. Gráfico 1- Administração de fenilefrina- Alfa-seletivo Aumento da PA, diminuição da FC. É um fármaco alfa seletivo, aumentou a PA é diminui a FC devido ao reflexo vaso vagal. A pressão aumentou muito, ativou barorreceptor, esse ativou o nervo vago para liberar Ach e diminuir a FC. Gráfico 2 – Administração de fenilefrina em doses baixas. É possível observar aumento da PA e a FC se mentem estável. Nesse caso, a FC não alterou pois a não obteve resposta do barorreceptor, devido ao bloqueio ganglionar pela administração de trimetafano (bloqueia os receptores nicotínicos do neurônio pós ganglionar e assim não vai liberar nora) e assim não teve a resposta vagal. NORA (alfa; beta 1>>beta 2) Redução da frequência pois tem mais afinidade com receptores alfa, sendo preferencial alfa. Além disso, a FC diminuiu pelo reflexo vagal devido ao aumento da PA. Epinefrina FC aumentou, PA sistólica aumentou e a diastólica diminuiu, a pressão media não aumentou (pressão de perfusão dos tecidos) e a resistência caiu. Isso pode ser explicado pelo fato da Epinefrina atuar em alfa e em beta, aumentou a FC pois atuou em BETA1, BETA 1 também aumenta pressão sistólica e a diastólica diminui pela ação em beta 2 e a resistência vascular diminuiu pela ação em beta 2. Isoproterenol Aumenta a FC, mentem a sistólica,diminui a diastólica e diminui a resistência. Esse fármaco é beta seletivo, atua em beta 1 aumentando a FC, beta 2 reduz a diastólica e resistência, a pressão arterial media diminui e pode levar falência de órgãos. 1 V ict ória de S ouz a D amasceno C astro Adrenérgicos e Aminas Simpaticomiméticas Ø Introdução Adrenalina e nor adrenalina são as catecolaminas, derivados da tirosina. A tirosina hidroxilase adiciona uma molécula de hidroxila na molécula de tirosina, transformando - a em DOPA. A dopa sofre ação da dopa descarboxilase que tira o agrupamento carboxila, transformando em dopamina (primeira catecolamina com função biológica). A dopamina sofre ação da enzima dopamina beta hidroxilase e re cebe uma hidroxila formando a noraepinefrina. A dopamina e noraepinefrina são secretadas por neurônios adrenérgicos. Em alguns lugares específicos como na glândula suprarrenal existe uma enzima que transforma nora em Epinefrina. A dopamina é o precursor m etabólico da nora e da Epinefrina, porem também funciona como neuromodulador do SNC, atua em d1 e d2. D1 é excitatório e D2 é inibitório, os dois receptores são metabotropicos. A dopamina no SNC é importante para o controle do movimento nos núcleos da bas e. Ordem de preferência pelos receptores ALFA receptores: NOR>EPI> ISO BETA receptores: ISO>EPI>NORA A isoadrenalina é mais seletiva para receptores beta. Já a nora é mais para receptores alfa. Em casos de choque séptico (excesso de NO, muita vasodilatação), pode - se administrar noradrenalina para reverter o quadro do paciente, a nora tem mais afinidade com receptores alfa causando vasoconstrição. Ø Síntese, armazenamento e liberação de Catecolamin as Tirosina é enviada para dentro do neurônio pré por simporte, faz cotransporte com o sódio. A tirosina é transformada em DOPA e posteriormente em dopamina. A dopamina pode ser liberada direto ou sendo transportada para a vesícula , dentro da vesícula do neurônio pré a dopamina é transformada em nora. Ao acontecer o PA, abre canais de ódio voltagem dependente que libera nora na fenda sináptica que interage com receptores alfa e beta. Depois de liberada essa nora é recapitada por receptores NET, fazendo sim porte com o sódio (influxo de nora e sódio). A nora é metabolizada pela MAO, localizada na superfície das mitocôndrias. Sua inibição causa aumento da biodisponibilidade de nora na fenda potencializando o efeito simpático. Existem dois tipos de MAO: - MAO A: efeito melhor pela serotonina, depois nora e depois dopa. - MAO B: DOP>SER>NOR 1 Victória de Souza Damasceno Castro Adrenérgicos e Aminas Simpaticomiméticas Introdução Adrenalina e noradrenalina são as catecolaminas, derivados da tirosina. A tirosina hidroxilase adiciona uma molécula de hidroxila na molécula de tirosina, transformando-a em DOPA. A dopa sofre ação da dopa descarboxilase que tira o agrupamento carboxila, transformando em dopamina (primeira catecolamina com função biológica). A dopamina sofre ação da enzima dopamina beta hidroxilase e recebe uma hidroxila formando a noraepinefrina. A dopamina e noraepinefrina são secretadas por neurônios adrenérgicos. Em alguns lugares específicos como na glândula suprarrenal existe uma enzima que transforma nora em Epinefrina. A dopamina é o precursor metabólico da nora e da Epinefrina, porem também funciona como neuromodulador do SNC, atua em d1 e d2. D1 é excitatório e D2 é inibitório, os dois receptores são metabotropicos. A dopamina no SNC é importante para o controle do movimento nos núcleos da base. Ordem de preferência pelos receptores ALFA receptores: NOR>EPI>ISO BETA receptores: ISO>EPI>NORA A isoadrenalina é mais seletiva para receptores beta. Já a nora é mais para receptores alfa. Em casos de choque séptico (excesso de NO, muita vasodilatação), pode-se administrar noradrenalina para reverter o quadro do paciente, a nora tem mais afinidade com receptores alfa causando vasoconstrição. Síntese, armazenamento e liberação de Catecolaminas Tirosina é enviada para dentro do neurônio pré por simporte, faz cotransporte com o sódio. A tirosina é transformada em DOPA e posteriormente em dopamina. A dopamina pode ser liberada direto ou sendo transportada para a vesícula, dentro da vesícula do neurônio pré a dopamina é transformada em nora. Ao acontecer o PA, abre canais de ódio voltagem dependente que libera nora na fenda sináptica que interage com receptores alfa e beta. Depois de liberada essa nora é recapitada por receptores NET, fazendo simporte com o sódio (influxo de nora e sódio). A nora é metabolizada pela MAO, localizada na superfície das mitocôndrias. Sua inibição causa aumento da biodisponibilidade de nora na fenda potencializando o efeito simpático. Existem dois tipos de MAO: -MAO A: efeito melhor pela serotonina, depois nora e depois dopa. -MAO B: DOP>SER>NOR