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17/08/2017
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Enfª Lorena Campos 
2014
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA
INTRODUÇÃO
• ICC - conjunto de sinais e sintomas
• De início rápido
• Secundário à disfunção cardíaca 
• Pode ocorrer sem a doença cardíaca prévia.
INTRODUÇÃO
• O Choque Cardiogênico - perfusão tecidual inadequada
• Desencadeada por disfunção cardíaca grave 
• O coração torna-se incapaz (...)
• Por haver uma diminuição do DC
• Com evidência de hipoxemia tecidual 
INTRODUÇÃO 
• a maioria dos pacientes são avaliados, inicialmente, à beira leito;
• Onde se é possível estabelecer um diagnóstico clínico;
• O mesmo deve respeitar critérios de hipotensão e evidência de má perfusão 
• São eles: oligúria, cianose, extremidades frias e alterações do sensório. 
INTRODUÇÃO- CAUSAS PRINCIPAIS 
Causas e fatores precipitantes da ICC aguda 
• Descompensação de insuficiência cardíaca crônica
• SCA
• Crise hipertensiva 
• Arritimia aguda
• Tamponamento cardíaco 
•
• FATORES NÃO CARDÍACO 
• Não aderência ao tratamento medicamentoso
• Sobrecarga de volume 
• Infecções, particularmente pneumonia e sepse
FISIOPATOLOGIA 
• O processo inicial é a disfunção do miocárdio
• Do ponto de vista histológico, a alteração do miocárdio envolve:
• Perda de miócitos, e deposição de colágeno;
• Em contra- partida – liberação aldosterona, catecolaminas, endotelinas
e citocinas
• Agem como fatores de crescimento e alteram a síntese protéica
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FISIOPATOLOGIA 
• Diante desse processo, ocorre um remodelamento ventricular
• Caracterizado por aumento dos volumes sistólico final e diastólico final do 
ventrículo esquerdo
• Consequente redução da fração de ejeção e diminuição do DC;
PRÉ- CARGA E MECANISMO DE FRANK- STARLING
• Frank- Starling: capacidade do coração de se adaptar a variações do fluxo 
sanguíneo, modificando a sua contratilidade. 
• Entretanto, na IC tal mecanismo já encontra-se deficiente; 
• Podendo resultar numa congestão pulmonar
• Pois a pressão de enchimento para otimizar o DC, não dispara o mecanismo
PÓS- CARGA E VASOCONSTRIÇÃO PERIFÉRICA
• A ativação neuro- hormonal provoca também uma intensa vasocontrição
arterial periférica,
• Para destinar o fluxo sanguíneo para áreas preferenciais: SNC E 
MIOCÁRDIO; 
• Sacrificando outros territórios: 
• Esplâncnico, muscular e cutâneo
• Comumente se vê insuficiência renal de causa pré- renal.
QUADRO CLÍNICO- FATORES DE RISCO 
• HAS/ DM
• Idade avançada
• Histórico de IAM
• Valvopatias
• Cardiopatia congênita/ doença de Chagas
QUADRO CLÍNICO- APRESENTAÇÃO
• Pode predominar manifestações retrógradas causadas por congestão 
pulmonar 
• dispnéia a esforço progressivamente menor
• Estertores pulmonares
• Broncoespasmo
QUADRO CLÍNICO- APRESENTAÇÃO
• ou congestão sistêmica por disfunção ventricular
• Estase jugular
• Sinal que mais especificamente correlaciona-se com hipervolemia
• Em outros pacientes, predomina-se sinais de baixo débito
• Caracterizado: intolerância a esforço, fadiga, palidez cutânea, 
hipotensão e disfunção renal. 
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EXAMES SUBSIDIÁRIOS
• Radiografia de tórax
. 
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
• Ecocardiografia:
• Deve fazer parte da avaliação inicial
• Pois fornece informações sobre a cardiopatia de base 
• E condições funcionais.
EXAMES SUBSIDIÁRIOS
• Exames Laboratoriais
• Hemograma, eletrólitos, sorologia para Chagas
• Exames de função renal, hepática e tireoidiana
CLASSIFICAÇÃO DA ICC
• A classificação da ICC tem sofrido alterações; 
• Mais comumente utilizada- New York Heart Association
• Enfoca as condições funcionais;
• Sendo I, II, III e IV
I- sintomas ocorrem aos esforços maiores do que os habituais
II- sintomas ocorrem aos esforços habituais
III- sintomas ocorrem aos esforços menores que habituais
IV- ocorrem aos mínimos esforços e em repouso 
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CLASSIFICAÇÃO DA ICC
• E a classificação por estágios:
• Descreve a história natural da ICC
• Enfatiza a necessidade de intervenção antes do surgimento dos sintomas 
A-presença de fatores de risco para insuficiência cardíaca
B- disfunção sistólica esquerda assintomática
C- Disfunção sistólica esquerda sintomática
D- Insuficiência cardíaca refratária
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• “Terapia tríplice”
• Associação entre inibidor da enzima conversora de angiotensina, 
betabloqueador e espironolactona.
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• Tiazídicos (hidroclorotiazida)
• Reduzem a absorção de sódio
• 5% a 10% do sódio filtrado é eliminado
• Não é dose dependente
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• Diuréticos de Alça (furosemida)
• Usada em sinais congestivos acentuados
• Reduzem a absorção de sódio no ramo ascendente da alça de Henle,
• Promovendo a excreção de 15 a 20% do sódio filtrado. 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO- REFRATARIEDADE A 
DIURÉTICOS
• Em IC grave, frequentemente detecta-se resistência
• Nestes casos, usa-se os diuréticos em associação 
• Doses elevadas em bolus também pode-se considerar
• Ou infusão contínua. 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• Vasodilatadores
• Inibidores da enzima conversora da Angiotensina (captopril, enalapril...)
• Promove vasoconstrição periférica, na tentativa de preservar fluxo para os 
prioritários
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TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• Do ponto de vista hemodinâmico:
• Promovem vasodilatação arterial e venosa
• Otimizando o DC e melhorando tolerância ao exercício
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO 
• Betabloqueadores 
• Constitui um dos maiores avanços no tratamento da ICC
• Redução do consumo de energia, melhora efeitos incluem: inibição da 
cardiotoxiciade das catercolaminas
• Redução da FC, e melhora no remodelamento cardíaco
INTERVENÇÃO NÃO- FARMACOLÓGICA: ASSISTÊNCIA 
CIRCULATÓRIA MECÂNICA
• Balão intra- aórtico- curtos períodos; 
• Ventrículos artificiais E e D
• Substituição total por ventrículo eletromecânico implantável- permite 
manutenção da assistência por períodos superiores a um ano. 
INTERVENÇÃO NÃO- FARMACOLÓGICA: 
ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIO E/OU CIRCULATÓRIO 
• ECMO- EXTRACORPOREAL MEMBRANE OXIGENATION
• Suporte ventilatório e/ou circulatório temporário (1-30 dias)
INTERVENÇÃO NÃO- FARMACOLÓGICA: 
ASSISTÊNCIA RESPIRATÓRIA
• Assegurar oxigenação adequada
• Cateter,
• Ventilação não invasiva (CPAP ou BiPAP)
• Ventilação invasiva 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Risco para/ Débito Cardíaco Diminuído 
Característica: 
• FC aumentada, dispnéia, agitação, enzimas cardíacas aumentadas, arritmia
Relação: 
• Pré- carga alterada; pós- carga alterada; contratilidade alterada;
Intervenções: 
• Controle rigoroso de PA e FC
• Ausculta pulmonar e cardíaca
• Medicação conforme prescrição/ respeitar horário/ monitorar eficácia
• Controle de líquidos/ balanço hídrico
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM 
Perfusão tissular cardíaca / renal e periférica ineficaz
Característica: 
• Dispnéia, arritmia;
Relação: 
• Alteração de fluxo
Intervenções:
• Monitorização hidroeletrolítica
• Controle de arritmias
• Cuidados circulatórios controle hídrico
• Controle de ingesta hídrica
• Controle de função renal
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
Risco para/ Débito Cardíaco Diminuído 
Característica: 
• FC aumentada, dispnéia, agitação, enzimas cardíacas aumentadas, arritmia
Relação: 
• Pré- carga alterada; pós- carga alterada; contratilidade alterada;
Intervenções: 
• Controle rigoroso de PA e FC
• Ausculta pulmonar e cardíaca
• Medicação conforme prescrição/ respeitar horário/ monitorar eficácia
• Controle de líquidos/ balanço hídrico
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
• ELIAS & SOUZA. Balão Intra Aórtico- Teoria e prática, indicação e uso. Disponível em URL: 
http://www.perfline.com/tutorial/iabp/. Acessado em outubro de 2014. 
• SPORCATTE, R., et al. Cardiologia Intensiva- Bases Práticas. Livraria e Editora REVINTER Ltda. Rio de Janeiro,
2005.
• BRAUNWALD, E., ZIPES, P., LIBBY, P. Tratado de Medicina Cardiovascular. 6ª Edição, volume 1 e 2. Editora Roca
Ltda. São Paulo, 2003.
• SALLUM, A. M. C., PARANHOS, W. Y. O Enfermeiro e as situações de Emergência. Atheneu. Rio de Janeiro, 2010.• FELICE, C. D, et al. Choque: diagnóstico e tratamento na emergência. Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 55 (2):
179-196, abr.-jun. 2011.
• MOHALLEEM, FARAH, e LASELVA. Enfermagem pelo método de estudo de casos. Albert Einstein. Instituto
Israelita de Ensino e Pesquisa. Monole, São Paulo, 2009.

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