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TEMPLATE PADRÃO ÚNICO DO DESAFIO PROFISSIONAL ETAPA 2: Materiais de referência (ambientação) do seu Desafio Profissional Estudante, escreva aqui os três aspectos e justifique suas escolhas. Anote assim neste template: o que chamou atenção + por quê. 1-Deficiência de nitrogênio e baixa FBN: o amarelecimento e o baixo nível de N no solo se dão muito pela falha na FBN e os nódulos pouco desenvolvidos mostram que as bactérias do gênero bradyrhizobium estabelecem simbiose baixíssima. 2- Pressão dos patógenos: a presença do fungo fusarium indica o solo doente. Ele coloniza locais de baixa atividade microbiana e causa danos que impedem a absorção de água e nutrientes. 3- Atividade baixa de microbiana benéfica: a falta de simbiontes naturais como os fungos micorrízicos deixa as plantas vulneráveis. Sem eles há uma limitação de raízes percorridas no solo na busca de água e fosforo. ETAPA 3: Levantamento de conceitos teóricos A principal disfunção ocorre na rizosfera. Em um sistema saudável as raízes liberam exsudatos que atraem bactérias fixadoras e fungos protetores. Na lavoura citada ocorre: - Uma competição desfavorável onde o fusarium ocupa o nicho ecológico que deveria ser ocupado pelos microrganismos benéficos. - Uma quebra na sinergia do solo. Sem a presença da glomalina que é produzida por micorrizas a estrutura física do solo degrada, diminuindo a oxigenação que os nódulos bradyrhizobium respirem e fixem nitrogênio. ETAPA 4: Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional Para restaurar o solo proponho: - Reinoculação e co-inoculação: utilizar inoculantes de alta concentração de bradyrhizobium para N e azospirillum brasiliense para também ajudar a reestruturar com a co-inoculação o crescimento radicular e maior área com nódulos. - Usar biofungicidas: uso do trichoderma no sulco de plantio, ele atua como inimigo natutral do fusarium (parasitismo e competição) limpando o terreno para as raízes. - Manejar de forma cultural na entressafra: usar plantas de cobertura especificamente gramíneas aumentando assim a matéria orgânica diversificando a microbiota do solo e assim quebrando o ciclo do fusarium. A ETAPA 5 É A MAIS IMPORTANTE DE TODO O PROCESSO, POIS É A ETAPA QUE SERÁ AVALIADA! ENTÃO, PRESTE MUITA ATENÇÃO! MEMORIAL ANALÍTICO: CONSULTORIA EM MICROBIOLOGIA AGRÍCOLA Através da análise técnica, identifiquei que a queda na produtividade da soja deve-se a um fenômeno de disbiose na rizosfera. A baixa disponibilidade de nitrogênio (15 mg/kg), o desenvolvimento pífio de nódulos radiculares e a presença do patógeno Fusarium spp. revelam que a microbiota benéfica foi suprimida. A solução reside na restauração do equilíbrio biológico através da co-inoculação de bactérias fixadoras e o uso de bioinsumos fungicidas. O cenário apresenta uma propriedade rural no interior de Goiás especializada em soja, que enfrenta dois anos de declínio produtivo. O produtor relata plantas com clorose e crescimento lento. Como consultor microbiológico, analisei relatórios de solo que confirmam baixa atividade microbiana e a presença de fungos patogênicos, exigindo um diagnóstico integrado para reverter a degradação biológica da área. A situação é explicada pelo comprometimento da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e pela falha na Simbiose. A clorose indica que o ciclo do nitrogênio está interrompido; as bactérias do gênero Bradyrhizobium não conseguem colonizar as raízes devido à Competição Desfavorável com o Fusarium spp.. Além disso, a baixa atividade microbiana sugere a ausência de Micorrizas, que seriam essenciais para expandir o sistema radicular e aumentar a absorção de nutrientes e água, funcionando como uma barreira física e biológica contra patógenos. Recomendo a implementação imediata da co-inoculação de Bradyrhizobium com Azospirillum brasilense. Esta técnica, apoiada pela teoria das interações benéficas, utiliza o Azospirillum para produzir hormônios de crescimento que expandem as raízes, facilitando a nodulação. Para combater o Fusarium, proponho o uso do biofungicida Trichoderma spp., que atua por antagonismo e hiperparasitismo, eliminando o fungo patogênico sem agredir o meio ambiente. Adicionalmente, deve-se adotar o manejo de plantas de cobertura e a aplicação de fungos micorrízicos arbusculares. Essas práticas restauram a estrutura física do solo através da produção de glomalina, melhorando a retenção de umidade e criando um ambiente supressivo a doenças, o que reduz a dependência de fertilizantes químicos nitrogenados de alto custo. Esta experiência me permitiu compreender que o solo não é apenas um suporte físico, mas um ecossistema vivo e dinâmico. Aprendi que a produtividade agrícola está intrinsecamente ligada à saúde da microbiota da rizosfera e que intervenções químicas isoladas podem ser ineficazes se o equilíbrio biológico estiver rompido. Entendi a importância estratégica do microbiologista em diagnosticar a causa raiz dos problemas no campo, indo além dos sintomas visíveis. A transição para uma agricultura baseada em bioinsumos mostrou-se não apenas uma escolha ecológica, mas uma necessidade econômica para a viabilidade das lavouras modernas. Referências BESSON, J. C. F.; BONI, S. M. Microbiologia agrícola. 2. ed. Indaial: UNIASSELVI, 2023. EMBRAPA. Guia Prático para Interpretação de Resultados de Análises de Solo. Documentos 206. SUMITOMO CHEMICAL BRASIL. Entenda como as micorrizas atuam no solo. Vídeo educativo, 2024. ARAÚJO, et al. Avaliação de fatores produtivos de cultivares de soja com uso de fixadores biológicos de nitrogênio. REMUNOM, 2023. Durante este processo de estudo, percebi que minha capacidade de conectar conceitos teóricos (como o ciclo do N) a problemas práticos de campo (clorose e Fusarium) evoluiu significativamente. Identifiquei que a leitura atenta do material da Embrapa foi crucial para interpretar os níveis de nitrogênio, e o uso de referências audiovisuais ajudou a visualizar a atuação das micorrizas. Sinto-me apto a propor soluções que integram sustentabilidade e produtividade. image1.png