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PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS OCUPACIONAIS EM INSTALAÇÕES CIVIS_ENGENHARIA EM SEG

Curso acadêmico: Prevenção de Riscos Ocupacionais em Instalações Civis (virtual, 30 h). Contém objetivos de aprendizagem, temas sobre NRs, PGR/PCMSO, EPIs/EPCs, métodos de avaliação de risco (APR, FMEA, matriz), investigação de acidentes (5 Porquês, Ishikawa), legislação e estatísticas 2024.

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05 /12 /2025
1
SST | Segurança do Trabalho Curso Acadêmico
Prevenção de Riscos Ocupacionais em
Instalações Civis
Curso acadêmico de 30 horas • Indústria da construção civil
Ênfase em NRs, PGR/PCMSO, EPIs/EPCs e casos práticos
CARGA 
HORÁRIA
30 horas
SETOR
Construção Civil
MODALIDADE
Virtual
Professor: Geovani Almeida
Temas Abordados
Normas Regulamentadoras
NRs aplicáveis à construção civil e instalações
Gestão de Riscos Ocupacionais
Identificação, avaliação e controle de riscos
Equipamentos de Proteção
EPIs e EPCs - seleção, uso e manutenção
Avaliação de Riscos
Métodos APR, FMEA, matriz de riscos
Análise de Acidentes
Técnicas de investigação e prevenção
Riscos por Fatores
Físicos, químicos e biológicos em instalações
Medidas Preventivas e Corretivas
Controles e ações de melhoria contínua
Programas de Prevenção
PGR, PCMSO, LTCAT e implementação
Curso estruturado em módulos com casos práticos do setor da construção civil
05 /12 /2025
2
Objetivos de Aprendizagem
OBJETIVO 1
Compreender o Marco Legal de SST na Construção Civil
Dominar CLT, NRs aplicáveis, hierarquia normativa e obrigações legais do empregador e trabalhador
OBJETIVO 2
Identificar e Avaliar Riscos Ocupacionais
Aplicar métodos de identificação, classificação dos 5 grupos de riscos e técnicas de avaliação (APR, matriz de riscos)
OBJETIVO 3
Selecionar e Aplicar EPIs e EPCs Adequados
Escolher equipamentos de proteção conforme riscos identificados, verificar CA e garantir uso correto
OBJETIVO 4
Implementar PGR e Integrar ao PCMSO
Elaborar inventário de riscos, plano de ação, coordenar com programa médico e documentar conforme NR-1 e NR-7
OBJETIVO 5
Investigar Acidentes e Propor Ações Preventivas
Utilizar técnicas de análise (5 Porquês, Ishikawa), identificar causas-raiz e implementar medidas preventivas e corretivas
Ao final do curso, o participante estará apto a atuar na prevenção de riscos em instalações civis
Conceitos Fundamentais de SST
Perigo vs. Risco
Perigo é a fonte potencial de dano; Risco é a combinação de 
probabilidade × severidade de ocorrência
Acidente vs. Incidente
Acidente causa lesão ou dano; Incidente é o quase-acidente (near 
miss) sem consequências
Exposição
Tempo e intensidade de contato do trabalhador com o agente de 
risco no ambiente de trabalho
Probabilidade e Severidade
Componentes fundamentais da matriz de riscos: frequência de 
ocorrência e magnitude das consequências
Prevenção
Eliminação completa do perigo ou da fonte de risco no ambiente de 
trabalho
Controle
Redução da exposição através de medidas de engenharia, 
administrativas ou EPIs/EPCs
Mitigação
Redução das consequências e da severidade dos danos em caso de 
ocorrência do evento
Compreender estes conceitos é fundamental para a gestão eficaz de SST na construção civil
05 /12 /2025
3
Legislação Brasileira de SST
CLT - Capítulo V
Arts. 154-201: Segurança e Medicina do Trabalho, direitos e 
deveres de empregadores e empregados
Portaria 3.214/78
Aprova as 37 Normas Regulamentadoras (NRs) vigentes do 
Ministério do Trabalho e Emprego
eSocial
Registro digital obrigatório de acidentes e eventos de SST desde 
2018, unificando informações trabalhistas
NBRs / ABNT
Normas técnicas complementares: NBR 5410 (instalações 
elétricas), NBR 15526 (instalações de gás), etc.
Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros
Normas estaduais para prevenção e combate a incêndios em 
edificações e canteiros de obras
Estrutura legal brasileira integrada: federal (CLT/NRs), técnica (ABNT) e estadual (Bombeiros)
Hierarquia das Normas de SST
1
Constituição Federal
Base do ordenamento jurídico brasileiro. Assegura direitos fundamentais dos 
trabalhadores e condições de trabalho seguras.
2
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho
Capítulo V estabelece normas sobre segurança e medicina do trabalho, aplicáveis a 
todos os setores.
3
Normas Regulamentadoras (NRs)
Portaria 3.214/78 do MTE. Detalham requisitos técnicos e legais de SST por atividade ou risco 
(37 NRs vigentes).
4
Normas Técnicas (ABNT)
NBRs complementam as NRs com especificações técnicas para projetos, instalações e 
equipamentos.
5
Procedimentos Internos
Instruções específicas da empresa, adaptadas à realidade do canteiro de obras e aos 
riscos identificados.
As normas superiores prevalecem sobre as inferiores • Todas devem ser observadas simultaneamente
05 /12 /2025
4
Estatísticas de Acidentes no Brasil (2024)
724.228
Acidentes Registrados
61%
Afastamento até 15 dias
+450
Mortes/ano na Construção Civil
27%
Sem Afastamento
Distribuição de Acidentes por Setor e Gravidade
Evolução Temporal de Acidentes na Construção Civil (2020-2024)
Fonte: Anuário Estatístico da Previdência Social (2024) • eSocial/MTE • Construção Civil é o setor com maior índice de mortalidade
Panorama de Acidentes na Construção Civil
+450
Mortes/ano no 
Brasil
+10%
Aumento em SP (2023-
2024)
40%
Quedas de Altura
18%
Choque Elétrico
57
Mortes em SP (2024)
Distribuição das Causas de Acidentes Fatais na Construção Civil
Fonte: MPT (Ministério Público do Trabalho), Observatório Digital de SST, Estatísticas SP 2023-2024 • Construção Civil é o setor com maior mortalidade ocupacional
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5
Definições de Riscos Ocupacionais
Risco Ocupacional (NR-1)
Probabilidade de ocorrência de evento adverso no ambiente de 
trabalho combinada com a severidade de suas consequências
Grupos de Riscos (Portaria 25/94)
Físicos (verde), Químicos (vermelho), Biológicos (marrom), Ergonômicos 
(amarelo), Acidentes (azul) - Mapa de Riscos
Limites de Exposição (NR-15, NR-9)
Valores máximos permitidos para agentes físicos e químicos (ruído: 85 dB, 
sílica: 0,05 mg/m³) - Nível de Ação: 50% do LT
Exemplos na Construção Civil
Ruído de marteletes (>90 dB), poeira de corte (sílica cristalina), trabalho em 
altura (quedas), choque elétrico, soterramento
Hierarquia de Controles de Riscos
Base legal: NR-1 (Gerenciamento de Riscos), NR-9 (Avaliação de Exposições), NR-15 (Insalubridade)
Classificação dos 5 Grupos de Riscos Ocupacionais
Mapa de Riscos Ambientais - Cores e Simbologia Padrão
RISCOS FÍSICOS
Ruído
Vibração
Calor / Frio
Radiações
Pressões
RISCOS QUÍMICOS
Poeiras
Fumos
Névoas
Gases
Vapores
RISCOS BIOLÓGICOS
Vírus
Bactérias
Fungos
Parasitas
Protozoários
RISCOS 
ERGONÔMICOS
Posturas
Repetitividade
Levantamento
Jornada
Monotonia
RISCOS DE 
ACIDENTES
Quedas
Máquinas
Eletricidade
Incêndio
Explosões
Verde Vermelho Marrom Amarelo Azul • Tamanho dos círculos no Mapa de Riscos representa a magnitude da exposição
Feito com GensparkFeito com Genspark
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6
Mapa de Riscos - Representação Visual com 5 Cores
Exemplo: Layout de Canteiro de Obras
Legenda de Cores Padronizadas
VERDE - Riscos Físicos
Ruído, vibração, calor, frio, radiações, pressões anormais, umidade
VERMELHO - Riscos Químicos
Poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, substâncias químicas, sílica
MARROM/ROXO - Riscos Biológicos
Vírus, bactérias, fungos, parasitas, insetos, animais peçonhentos
AMARELO - Riscos Ergonômicos
Posturas inadequadas, levantamento de peso, movimentos repetitivos
AZUL - Riscos de Acidentes
Quedas, máquinas sem proteção, choque elétrico, incêndio, atropelamento
Tamanho do Círculo = Magnitude do Risco
Pequeno
Médio
Grande
O Mapa de Riscos deve ser elaborado pela CIPA com participação dos trabalhadores e afixado em local visível • NR-5 e Portaria 25/94 MTE
Riscos Físicos em Obras
RISCO FÍSICO 1
RUÍDO
Equipamentos como marteletes, serras circulares e betoneiras podem gerar níveis acima de 85 dB(A), causando PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído). 
Exposição prolongada resulta em dano irreversível à audição.
RISCO FÍSICO 2
VIBRAÇÃO
Ferramentas manuais (furadeiras, britadeiras, lixadeiras) causam vibração localizada nas mãos e braços. Veículos pesados e compactadores causam vibração 
de corpo inteiro. Ambas podem causar danos vasculares e musculoesqueléticos.
RISCO FÍSICO 3
CALOR E FRIO
Trabalho exposto ao sol intenso pode causar exaustãofadiga, dificuldade de 
concentração, distúrbios do sono, aumento da pressão arterial, 
problemas cardiovasculares.
Limites de Tolerância (NR-15)
85 dB(A) para 8h/dia (limite). 90 dB(A) para 4h/dia. 95 dB(A) para 
2h/dia. 100 dB(A) para 1h/dia. Acima de 115 dB(A) é insalubre para 
qualquer período.
Medidas de Controle Coletivo (EPC)
Enclausuramento de máquinas ruidosas, barreiras acústicas, 
manutenção preventiva de equipamentos, isolamento de fontes, 
substituição por equipamentos menos ruidosos.
Proteção Individual e Administrativa
EPIs: protetores auriculares tipo plug (15-30 dB atenuação) ou 
concha (20-35 dB). Medidas administrativas: rodízio de 
trabalhadores, pausas, limitação de tempo de exposição.
Monitoramento e Avaliação
Dosímetro de ruído (medição individual), decibelímetro (medição 
ambiental), avaliação quantitativa conforme NHO-01 
FUNDACENTRO, audiometrias periódicas (PCMSO).
Nível de Ação (NA)
NA = 50% do Limite de Tolerância = 80 dB(A) para 8h/dia. Acima do 
NA, obrigatório: medidas preventivas, monitoramento periódico, 
audiometrias anuais, treinamento sobre riscos.
RISCO FÍSICO mais comum na construção civil - Proteção auditiva obrigatória acima de 85 dB(A)
Riscos Físicos - Vibrações e Temperaturas Extremas
Vibração Localizada
Ferramentas manuais (furadeiras, britadeiras, lixadeiras, 
marteletes). Causa síndrome do dedo branco, formigamento, 
redução de sensibilidade. Limite NR-15 Anexo 8.
Vibração de Corpo Inteiro
Veículos pesados (caminhões, tratores, retroescavadeiras). Causa 
dores lombares, problemas na coluna vertebral, fadiga. Medição em 
m/s².
Calor Excessivo
Trabalho exposto ao sol, ambientes confinados sem ventilação, 
próximo a fornos/caldeiras. Causa exaustão térmica, desidratação, 
intermação. IBUTG (NR-15 Anexo 3).
Frio Extremo
Câmaras frias, trabalho em regiões frias. Causa hipotermia, 
congelamento de extremidades, redução de destreza manual. 
Proteção térmica obrigatória.
Medidas de Controle - Vibração
Ferramentas antivibratórias, luvas especiais, rodízio de tarefas, 
pausas regulares, manutenção preventiva de equipamentos, 
treinamento sobre postura correta.
Medidas de Controle - Temperatura
Ventilação adequada, pausas para descanso, hidratação (calor), 
vestimentas térmicas (frio), aclimatização gradual, monitoramento 
IBUTG, rodízio de trabalhadores.
Exposições prolongadas a vibrações e temperaturas extremas causam doenças ocupacionais graves e irreversíveis
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35
Hierarquia de Controles de Riscos Físicos
1 ELIMINAÇÃOMAIS EFICAZ
Remoção total do perigo. Ex: eliminar ruído substituindo processo 
manual por automatizado, remover fonte de calor
2 SUBSTITUIÇÃOMUITO EFICAZ
Substituir por algo menos perigoso. Ex: trocar equipamento ruidoso por 
silencioso, material menos tóxico
3 CONTROLES DE ENGENHARIAEFICAZ
EPCs: enclausuramento, isolamento, barreiras acústicas, ventilação, 
climatização, blindagem
4 CONTROLES ADMINISTRATIVOSMODERADO
Procedimentos, treinamentos, rodízio, limitação de tempo de 
exposição, sinalização, pausas
5 EPIsÚLTIMA BARREIRA
Protetores auriculares, luvas anti-vibração, roupas térmicas, protetor 
solar. Usar quando outras medidas são insuficientes
Priorize sempre medidas nos níveis superiores da hierarquia • EPIs são complementares, não substitutos de medidas coletivas • NR-9 e NR-15
Riscos Químicos - Poeiras e Sílica
Sílica Cristalina Respirável
Presente em concreto, argamassa, cerâmica, granito. Exposição 
em corte, perfuração, demolição e jateamento
Silicose - Doença Ocupacional Grave
Fibrose pulmonar irreversível, progressiva. Pode levar à 
incapacidade permanente e óbito. Sem cura conhecida
Câncer de Pulmão
Sílica classificada como cancerígena (Grupo 1 - IARC). Risco 
aumentado mesmo com exposições abaixo do limite
Poeiras de Cimento e Concreto
Irritantes para vias respiratórias. Componentes alcalinos causam 
dermatites de contato e queimaduras químicas
Limite de Tolerância (NR-15)
Sílica livre: 0,05 mg/m³ (poeira respirável). Poeiras inertes: até 8 
mg/m³. Medições obrigatórias
Fontes Principais na Construção
Corte de pisos/azulejos, lixamento de concreto, jateamento, 
demolições, perfurações, britagem de materiais
Proteção Respiratória Obrigatória
EPR PFF2 (mínimo) ou PFF3 para exposições elevadas. Máscara 
semifacial com filtros P2/P3 em trabalhos prolongados
Controle na Fonte
Umidificação de materiais, ferramentas com aspiração acoplada, 
enclausuramento de processos, ventilação exaustora
A exposição à sílica é uma das principais causas de doenças ocupacionais graves na construção civil
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Riscos Químicos - Gases, Vapores e Fumos
GASES TÓXICOS - Monóxido de Carbono (CO)
Emitido por motores a combustão (geradores, compressores), 
incolor, inodoro, extremamente tóxico. Sintomas: tontura, náusea, 
perda de consciência, morte
Sulfeto de Hidrogênio (H2S)
Presente em fossas, esgotos, decomposição orgânica. Odor de ovo 
podre em baixas concentrações, paralisa olfato em altas. Fatal em 
minutos acima de 300ppm
Dióxido de Carbono (CO2)
Asfixiante simples, desloca oxigênio. Comum em espaços 
confinados, silos, fossas. Concentrações >5% causam asfixia 
rápida
VAPORES ORGÂNICOS - Solventes
Tintas, vernizes, colas, resinas, thinner, acetona. Efeitos: irritação 
respiratória, tontura, cefaleia, danos hepáticos/renais crônicos, 
câncer
FUMOS METÁLICOS - Soldagem
Óxidos de ferro, manganês, zinco, chumbo gerados em 
soldas/cortes térmicos. Febre dos fumos metálicos, danos 
neurológicos (manganês), câncer (cromo hexavalente)
Medidas de Controle Prioritárias
Ventilação/exaustão local exaustora, proteção respiratória 
adequada (cartuchos específicos, PFF2/PFF3), monitoramento 
ambiental, limites de tolerância NR-15
Riscos químicos invisíveis podem ser fatais - ventilação adequada e proteção respiratória são essenciais
Hierarquia de Controles para Riscos Químicos
1ELIMINAÇÃO
Remover completamente o agente químico perigoso. Ex: eliminar solventes com benzeno, usar blocos pré-
fabricados ao invés de corte
2SUBSTITUIÇÃO
Substituir por produto menos perigoso. Ex: tintas à base de água, argamassas prontas, 
impermeabilizantes sem VOCs
3CONTROLES DE ENGENHARIA (EPC)
Isolar trabalhador através de barreiras físicas. Ex: sistemas de exaustão local, cabines de pintura, 
umidificação de superfícies
4CONTROLES ADMINISTRATIVOS
Reduzir tempo de exposição. Ex: rodízio de trabalhadores, pausas obrigatórias, procedimentos 
documentados, treinamentos
5EPIs (ÚLTIMA BARREIRA)
Fornecer EPIs quando outras medidas são insuficientes. Ex: respiradores PFF2/PFF3, luvas químicas, 
óculos de proteção
Sempre priorizar eliminação/substituição sobre EPIs • EPIs são última barreira e devem complementar, nunca substituir controles 
coletivos
05 /12 /2025
37
Caso Prático 6: Exposição à Sílica Cristalina em Demolição
Cenário da Obra
Demolição de edifício comercial de 3 pavimentos com estrutura em concreto e alvenaria de 
blocos cerâmicos. Uso intensivo de marteletes pneumáticos, rompedores e serras 
diamantadas para corte de concreto. Ambiente confinado com ventilação natural insuficiente. 
Equipe de 15 trabalhadores expostos continuamente.
Achados da Avaliação
Poeira de Sílica Elevada: Medição ambiental detectou concentração de 0,18 
mg/m³ de sílica cristalina respirável, 3,6 vezes acima do Limite de 
Tolerância (0,05 mg/m³ - NR-15).
Proteção Respiratória Inadequada: Trabalhadores utilizavam respiradores 
PFF1 (inadequados para sílica) ou não utilizavam EPR. Ausência de Programa 
de Proteção Respiratória (PPR).
Exposição Contínua: Jornada de 8h/dia sem rodízio de funções. 
Trabalhadores expostos durante toda a jornada sem pausas em áreas 
limpas.
Risco de Silicose: Exposição crônica à sílica cristalina pode causar 
silicose (fibrose pulmonar irreversível), câncer de pulmão e 
tuberculose. Doença ocupacional grave e incapacitante.
Exposição à Poeira de Sílica
Exemplo de exposição à poeira durante trabalhos de demolição e corte de concreto
Lição Aprendida: A sílicacristalina é um dos agentes mais perigosos na construção civil. Medições ambientais e controles rigorosos (umidificação + exaustão + EPR adequado) são 
essenciais para prevenir silicose e outras doenças pulmonares graves
Caso Prático 6: Exposição à Sílica Cristalina em Demolição
Cenário da Obra
Demolição de edifício comercial de 3 pavimentos com estrutura em concreto e alvenaria de 
blocos cerâmicos. Uso intensivo de marteletes pneumáticos, rompedores e serras 
diamantadas para corte de concreto. Ambiente confinado com ventilação natural insuficiente. 
Equipe de 15 trabalhadores expostos continuamente.
Medidas Corretivas Implementadas
Umidificação Contínua: Sistema de aspersão de água em todos os pontos 
de demolição para reduzir geração de poeira em até 80%.
Exaustão Local: Ferramentas com sistema de aspiração integrado e 
ventilação forçada com exaustores industriais.
EPR Adequado - PFF3: Substituição por respiradores PFF3/N99 adequados 
para partículas muito tóxicas. Ensaio de vedação obrigatório.
Rodízio e Pausas: Rodízio de tarefas a cada 2 horas com pausas em área 
limpa. Redução de 50% no tempo de exposição.
Monitoramento: Avaliações ambientais semanais e exames médicos 
periódicos (espirometria, RX tórax) conforme PCMSO.
Resultados Obtidos
0,03 mg/m³
Concentração Final de Sílica (40% Abaixo do Limite)
Redução de 83% na concentração de sílica respirável. Zero casos de alterações 
respiratórias nos exames médicos. Conformidade 100% com NR-15 e NR-9. Obra 
concluída sem doenças ocupacionais.
Lição Aprendida: A sílica cristalina é um dos agentes mais perigosos na construção civil. Medições ambientais e controles rigorosos (umidificação + exaustão + EPR adequado) são 
essenciais para prevenir silicose e outras doenças pulmonares graves
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Riscos Biológicos em Obras
Vírus
Hepatite A (água contaminada), HIV (acidentes com materiais 
pérfuro-cortantes). Transmissão por contato com sangue e fluidos 
corporais.
Bactérias
Tétano (ferimentos com materiais enferrujados), Leptospirose 
(contato com água/lama contaminada por urina de ratos). Risco 
alto em enchentes.
Fungos
Histoplasmose (inalação de esporos em ambientes com fezes de 
pombos/morcegos), dermatofitoses (umidade constante). 
Problemas respiratórios e dérmicos.
Parasitas
Verminoses (contato com solo contaminado), giardíase. 
Transmissão fecal-oral em ambientes com saneamento precário.
Animais Peçonhentos
Cobras, escorpiões, aranhas em entulhos e escavações. Acidentes 
com picadas podem ser graves ou fatais sem atendimento rápido.
Ambientes Críticos
Fossas, esgotos, demolições, escavações, áreas com acúmulo de 
água. Maior risco de exposição a múltiplos agentes biológicos 
simultaneamente.
Cor marrom no mapa de riscos • Prevenção: vacinação, higiene rigorosa, EPIs adequados, controle ambiental
Hierarquia de Controles - Riscos Biológicos
Ordem de Prioridade das Medidas
Aplicação Prática em Riscos Biológicos
1 ELIMINAÇÃO (Mais Eficaz)
Evitar trabalhos em áreas com contaminação biológica • Substituir processos que gerem 
exposição a agentes patogênicos
2 SUBSTITUIÇÃO
Usar produtos de limpeza menos tóxicos • Substituir processos úmidos por secos quando possível 
• Mecanizar tarefas manuais
3 CONTROLES DE ENGENHARIA (EPCs)
Ventilação adequada • Sanitários e vestiários com chuveiros • Barreiras físicas • Sistemas de aspersão 
de água • Controle de umidade
4 CONTROLES ADMINISTRATIVOS
Vacinação obrigatória (tétano, hepatite B) • Treinamentos sobre exposição biológica • Higiene 
pessoal rigorosa • Exames médicos periódicos • Procedimentos de emergência
5 EPIs (Última Barreira)
Luvas impermeáveis • Respiradores PFF2/PFF3 • Botas de PVC cano longo • Macacão 
impermeável • Óculos de proteção
Sempre priorize controles de engenharia e administrativos antes dos EPIs • O uso de EPIs deve ser a última linha de defesa • Combine múltiplas medidas para proteção eficaz
05 /12 /2025
39
Monitoramento e Limites de Tolerância (NR-15)
NR-15: Atividades Insalubres
Estabelece limites de tolerância para agentes nocivos: ruído, calor, 
radiações, agentes químicos e biológicos. Adicional de 10%, 20% ou 
40% conforme grau.
Ruído Contínuo
Limite: 85 dB(A) para 8h/dia. Acima deste nível, redução do tempo de 
exposição conforme Anexo 1 NR-15. Nível de Ação (NA): 80 dB(A).
Agentes Químicos
Limites para poeiras, gases e vapores conforme Anexos 11, 13, 
13A. Exemplo: Sílica livre cristalina 0,05 mg/m³, Benzeno 1 ppm.
Calor (IBUTG)
Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo. Limites variam 
conforme atividade: trabalho leve até 30°C, moderado 26,7°C, 
pesado 25°C (Anexo 3).
Monitoramento Ocupacional
Avaliações periódicas obrigatórias para verificar exposições. 
Dosimetrias, medições ambientais, monitoramento biológico 
(indicadores biológicos de exposição).
Nível de Ação (NA)
NA = 50% do Limite de Tolerância. Acima do NA: implementar 
medidas preventivas, monitoramento periódico, controle médico 
mais rigoroso.
Metodologias de Avaliação
FUNDACENTRO (NHO-01 ruído, NHO-08 poeiras), NIOSH, ACGIH. 
Equipamentos calibrados, profissionais habilitados, relatórios 
técnicos.
Consequências da Ultrapassagem
Caracterização de insalubridade, adicional salarial obrigatório, 
necessidade de medidas de controle imediatas, responsabilização 
legal do empregador.
NR-15: Fundamento legal para caracterização de insalubridade e proteção à saúde do trabalhador
Módulo 8 - Análise de Acidentes de Trabalho
Técnicas e metodologias para investigação, análise e prevenção de acidentes e incidentes no ambiente de trabalho, com foco na
construção civil.
Conceitos Fundamentais
Diferenciação entre acidente, incidente e quase-acidente (near 
miss)
Método dos 5 Porquês
Técnica de questionamento para identificação da causa raiz
Diagrama de Ishikawa
Análise de causas: método, máquina, mão de obra, material, meio 
ambiente
Árvore de Causas
Análise lógica do encadeamento de fatores contribuintes
Investigação e CAT
Procedimentos de investigação e Comunicação de Acidente de 
Trabalho
Caso Prático Real
Análise detalhada de acidente fatal por queda de altura em obra
Investigação adequada de acidentes é fundamental para prevenção de recorrências
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40
Conceitos de Análise de Acidentes
Acidente de Trabalho
Evento não planejado que resulta em lesão, doença ocupacional ou 
dano à propriedade. Pode causar afastamento do trabalhador.
Incidente (Quase-Acidente)
Evento não planejado que não resulta em lesão, mas tinha 
potencial para causar. Importante indicador de risco iminente.
Pirâmide de Heinrich
Proporção: 1 acidente grave → 10 acidentes leves → 30 acidentes 
sem lesão → 600 incidentes. Foco na prevenção de base.
Objetivos da Análise
Identificar causas-raiz, prevenir recorrências, aprender com 
eventos, melhorar processos e cultura de segurança.
Causas Imediatas vs Básicas
Imediatas: atos/condições inseguras. Básicas: fatores gerenciais, 
organizacionais, falta de treinamento, projeto inadequado.
Importância do Registro
Documentação detalhada (CAT, relatórios, fotos, depoimentos) é 
essencial para análise eficaz e aprendizado organizacional.
Equipe de Investigação
Multidisciplinar: SESMT, CIPA, supervisores, testemunhas. Análise 
imparcial, sem busca de culpados, focada em soluções.
Tempo de Investigação
Iniciar imediatamente após o acidente. Coletar evidências antes 
que se percam. CAT deve ser emitida em até 24 horas.
A análise eficaz de acidentes é fundamental para prevenir recorrências e promover melhoria contínua em SST
Método dos 5 Porquês
Conceito
Técnica simples de análise de causa raiz desenvolvida por Sakichi Toyoda 
(Toyota). Consiste em perguntar "Por quê?" sucessivamente até identificar a 
causa fundamental do problema.
Como Aplicar
1. Descrever o problema claramente
2. Perguntar "Por quê?" o problema ocorreu
3. Repetir a pergunta 5 vezes (ou mais se necessário)
4. Identificar a causa raiz
5. Implementar ações corretivas
Método eficaz, rápido e de baixo custo para identificarcausas raízes de acidentes e implementar ações preventivas
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Método dos 5 Porquês (Continuação)
Exemplo Prático: Queda de Trabalhador em Obra
Análise de Acidente por Queda de Altura
1 Problema: Trabalhador caiu de andaime e sofreu fratura. Por quê? Porque o guarda-corpo estava ausente.
2 Por quê o guarda-corpo estava ausente? Porque foi removido para facilitar o transporte de materiais e não foi reinstalado.
3 Por quê não foi reinstalado? Porque não havia procedimento obrigatório de reinstalação após remoção temporária.
4 Por quê não havia procedimento? Porque a empresa não elaborou procedimentos de trabalho seguro para montagem de andaimes.
5 Por quê não elaborou? Porque não havia cultura de segurança estabelecida nem responsável técnico dedicado à SST.
CAUSA RAIZ: Ausência de sistema de gestão de SST e cultura de segurança na empresa → Ação: Implementar PGR, treinar equipe e 
designar responsável técnico
Método eficaz, rápido e de baixo custo para identificar causas raízes de acidentes e implementar ações preventivas
Diagrama de Ishikawa - Análise de Causas
MÉTODO
Procedimentos inadequados, falta de padronização, 
ausência de instruções de trabalho, treinamento 
deficiente.
MÁQUINA
Equipamentos sem manutenção, ferramentas 
defeituosas, máquinas desprotegidas, tecnologia 
obsoleta.
MÃO DE OBRA
Falta de qualificação, desatenção, fadiga, não 
cumprimento de normas, ausência de supervisão 
adequada.
MATERIAL
Materiais de baixa qualidade, produtos vencidos ou 
inadequados, armazenamento incorreto, falta de EPIs.
MEIO AMBIENTE
Iluminação inadequada, ventilação insuficiente, ruído 
excessivo, condições climáticas adversas, layout 
deficiente.
MEDIÇÃO
Falta de inspeções, ausência de indicadores, 
monitoramento inadequado, instrumentos 
descalibrados.Também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou 6Ms • Ferramenta para identificar causas-raiz de acidentes
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Árvore de Causas - Método de Análise
O que é Árvore de Causas?
Método de análise de acidentes que estabelece o encadeamento 
lógico de eventos e fatores que culminaram no acidente. Partindo do 
evento final (acidente), identifica-se retroativamente as causas 
imediatas, causas básicas e fatores contribuintes, criando uma 
estrutura em árvore.
Objetivos da Árvore de Causas
• Identificar causas-raiz: Ir além dos sintomas e encontrar as 
verdadeiras origens do problema • Visualizar relações: Mostrar como 
diferentes fatores se inter-relacionam • Prevenir recorrência: Atuar nas 
causas básicas para eliminar riscos sistêmicos • Documentar análise: 
Registrar de forma clara todo o processo investigativo
Exemplo Prático
No exemplo ao lado, a queda de altura resultou de múltiplos fatores: falta 
de EPCs (guarda-corpo), não uso de EPIs (cinto), planejamento inadequado, 
pressão por produtividade, treinamento insuficiente e fiscalização 
deficiente. A análise mostra que atuar apenas no trabalhador (usar EPI) não 
é suficiente - é necessário corrigir falhas sistêmicas de gestão.
A Árvore de Causas permite identificar múltiplos fatores contribuintes e não apenas a causa aparente • Método complementar ao Ishikawa e 5 Porquês
Investigação de Acidentes - Etapas
Processo sistemático de investigação de acidentes de trabalho: da comunicação imediata até o acompanhamento das 
medidas corretivas, garantindo análise técnica e imparcial focada na prevenção de recorrências
Investigação deve ser técnica, imparcial e focada na prevenção de recorrência
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Caso Prático 7: Análise de Acidente Fatal por Queda de Altura
Descrição do Acidente
Trabalhador de 32 anos, ajudante de pedreiro, sofreu queda de aproximadamente 
8 metros de altura durante aplicação de argamassa em laje do 3º pavimento de 
edifício comercial. Vítima foi encontrada inconsciente no térreo da obra. SAMU 
acionado imediatamente, mas trabalhador não resistiu aos ferimentos 
(traumatismo craniano grave e fraturas múltiplas). CAT emitida como acidente fatal. 
Obra interditada pelo MTE para investigação.
Causas Raízes Identificadas
Ausência de Guarda-Corpo: Borda da laje não possuía proteção coletiva 
(guarda-corpo) conforme NR-18. Apenas fita zebrada como sinalização, 
totalmente inadequada.
Falha no Sistema de Ancoragem: Linha de vida instalada, mas ponto de 
ancoragem subdimensionado (não resistiu à tração). Cinto de segurança 
rompeu-se durante a queda.
Falta de Treinamento NR-35: Trabalhador não havia recebido 
treinamento obrigatório de trabalho em altura. Desconhecia 
procedimentos de ancoragem segura.
Ausência de Supervisão: Encarregado não estava presente no momento do 
acidente. Fiscalização de uso de EPIs deficiente.
Lição Crítica: Quedas de altura são a PRINCIPAL causa de mortes na construção civil (40% dos óbitos). Proteção coletiva SEMPRE prioritária sobre individual. Treinamento NR-35 é 
obrigatório e salva vidas.
Caso Prático 7: Análise de Acidente Fatal por Queda de Altura
Ações Corretivas Implementadas
Proteção Coletiva Prioritária: Instalação imediata de guarda-corpos 
metálicos (1,20m de altura) em 100% das bordas de laje e vãos. 
Inspeção diária obrigatória.
Sistema de Ancoragem Certificado: Substituição completa dos pontos de 
ancoragem por sistemas certificados (ART de engenheiro estrutural). Teste 
de carga antes do uso.
Treinamento NR-35 Universal: 100% dos trabalhadores expostos a altura 
>2m receberam treinamento de 8h conforme NR-35. Certificados válidos por 
2 anos com reciclagem obrigatória.
Supervisão Reforçada: Contratação de técnico de segurança dedicado. 
Auditorias diárias de trabalho em altura com checklist fotográfico. 
Bloqueio de acesso sem autorização.
Análise de Risco Prévia (APR): Obrigatoriedade de APR assinada antes de 
qualquer trabalho em altura. Permissão de Trabalho (PT) com validade 
diária.
Indicadores de Melhoria
0
Acidentes Graves
em 18 Meses
100%
Trabalhadores
Treinados NR-35
95%
Conformidade
em Auditorias
Lição Crítica: Quedas de altura são a PRINCIPAL causa de mortes na construção civil (40% dos óbitos). Proteção coletiva SEMPRE prioritária sobre individual. Treinamento NR-35 é 
obrigatório e salva vidas.
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Medidas Preventivas e Corretivas
MEDIDAS PREVENTIVAS MEDIDAS CORRETIVAS
1º PRIORIDADE
Eliminação do Risco
Remover completamente o perigo (ex: substituir trabalho em 
altura por plataforma elevatória)
2º PRIORIDADE
Substituição
Trocar por processo/material menos perigoso (ex: tinta base água 
ao invés de solvente)
3º PRIORIDADE
Controles de Engenharia (EPC)
Guarda-corpos, enclausuramento, ventilação, isolamento de área
4º PRIORIDADE
Controles Administrativos
Procedimentos, treinamentos, rodízios, redução de exposição
5º PRIORIDADE
Equipamentos de Proteção Individual
EPIs como última barreira quando outras medidas são 
insuficientes
Ações Imediatas
Primeiros socorros, isolamento de área, desligamento de 
equipamentos, acionamento de emergência
Investigação e Análise
Identificar causas raízes através de métodos estruturados (5 
Porquês, Ishikawa)
Plano de Ação Corretivo
Definir ações, prazos, responsáveis e recursos necessários para 
correção
Implementação e Verificação
Executar correções, verificar eficácia, documentar lições 
aprendidas
Melhoria Contínua
Atualizar procedimentos, treinar equipe, compartilhar casos, 
prevenir recorrência
Hierarquia de Controles: priorizar sempre eliminação/substituição sobre medidas 
individuais
CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho
Prazo de Emissão
Até o 1º dia útil seguinte ao acidente ou 
imediatamente em caso de morte
Quando Emitir
Acidente típico, trajeto, doença ocupacional ou 
afastamento superior a 15 dias
Emissão via eSocial
Obrigatório pelo eSocial (evento S-2210) desde 
2018
Multa por Atraso
R$ 1.000 a R$ 5.000 por CAT não emitida no 
prazo
A emissão da CAT é obrigatória por lei (Art. 22 da Lei 8.213/91) - Não emitir configura infração grave
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Módulo 9 - Programas de Prevenção
MÓDULO 9
Este módulo aborda os principais programas de prevençãoe controle de riscos ocupacionais obrigatórios na construção civil, incluindo sua 
estrutura, implementação e integração para garantir a segurança e saúde dos trabalhadores.
PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos
Estrutura, inventário de riscos, plano de ação e documentação 
conforme NR-1
PCMSO - Programa de Controle Médico
Exames ocupacionais, ASO, integração com PGR e indicadores de 
saúde
LTCAT - Laudo Técnico
Condições ambientais de trabalho e requisitos previdenciários
Implementação e Documentação
Etapas de elaboração, cronograma e responsabilidades técnicas
Auditorias e Revisões
Monitoramento, indicadores de desempenho e melhoria contínua
Caso Prático 8
Implementação de PGR em construtora de médio porte
Programas obrigatórios que integram o Sistema de Gestão de SST na construção civil
PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos
Base Legal: NR-1 | O PGR é a materialização do processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), documento obrigatório que identifica 
perigos, avalia riscos e estabelece medidas de prevenção e controle. Substituiu o PPRA em 2022.
Objetivo Principal
Estabelecer processo contínuo de identificação, avaliação, 
controle e monitoramento de riscos ocupacionais em todos os 
setores da empresa
Inventário de Riscos
Levantamento detalhado de perigos e riscos por função, setor e 
atividade. Base fundamental do PGR
Plano de Ação
Medidas de eliminação/redução de riscos, prazos, responsáveis e 
recursos necessários. Hierarquia de controles aplicada
Monitoramento Contínuo
Acompanhamento de indicadores, verificação de eficácia das 
medidas, revisões periódicas (mínimo anual)
Integração PGR-PCMSO
PGR alimenta PCMSO com informações sobre riscos à saúde. 
Médico do Trabalho utiliza PGR para definir exames
Documentação eSocial
Evento S-2240 para condições ambientais. Obrigatoriedade de 
registro digital desde 2018
PGR é obrigatório para todas as empresas independente do grau de risco ou número de empregados (NR-1)
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Estrutura do PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos
Fluxo do Processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais conforme NR-1
O PGR deve ser integrado ao
PCMSO e documentado no eSocial
(evento S-2240) • Responsabilidade
técnica de profissional habilitado
(Engenheiro de Segurança ou
Técnico) • Revisões obrigatórias:
anual ou quando houver mudanças
significativas nos processos
PCMSO - Programa de Controle Médico
Objetivo do PCMSO
Promover e preservar a saúde dos trabalhadores através de 
exames médicos ocupacionais
Exames Obrigatórios (ASO)
Admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função e 
demissional
Integração PGR → PCMSO
PGR identifica riscos; PCMSO define exames específicos 
(audiometria, espirometria, RX)
Agravos à Saúde
Baseado no inventário de riscos do PGR - exposições a ruído, 
poeira, químicos, ergonômicos
Indicadores de Saúde
Monitoramento de absenteísmo, acidentes e doenças 
ocupacionais
Responsabilidade Técnica
Médico do Trabalho registrado no Conselho Regional de Medicina
Emissão do ASO
Atestado de Saúde Ocupacional com conclusão sobre aptidão 
para a função
Sigilo e Prontuário
Manutenção de prontuário médico com sigilo profissional por 20 
anos após desligamento
NR-7: Vigilância da saúde do trabalhador integrada ao gerenciamento de riscos ocupacionais
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LTCAT - Laudo Técnico das Condições Ambientais do 
Trabalho
O que é LTCAT
Documento técnico que identifica e caracteriza agentes nocivos à 
saúde presentes no ambiente de trabalho, com finalidade 
previdenciária
Finalidade Principal
Comprovar exposição a agentes nocivos para concessão de 
aposentadoria especial (15, 20 ou 25 anos) e conversão de tempo de 
contribuição
Elaboração
Profissional habilitado: Engenheiro de Segurança do Trabalho ou 
Médico do Trabalho, com ART/RRT recolhida junto ao conselho 
profissional
Conteúdo Obrigatório
Identificação da empresa, descrição de ambientes/processos, 
agentes nocivos, metodologias de avaliação, 
intensidades/concentrações e conclusões técnicas
Validade e Atualização
Atualização anual ou sempre que houver alteração no ambiente de 
trabalho, nos processos produtivos ou na exposição dos 
trabalhadores
Integração
Deve estar integrado ao PGR e PCMSO, alimentando o PPP (Perfil 
Profissiográfico Previdenciário) e eventos S-2240 do eSocial
Agentes Avaliados
Físicos (ruído, calor), químicos (sílica, amianto, benzeno), biológicos 
e associação de agentes conforme Decreto 3.048/99 e suas 
atualizações
Responsabilidades
Empresa: manter LTCAT atualizado e disponível. Profissional: 
elaboração técnica precisa. INSS: análise para concessão de 
benefícios previdenciários
LTCAT é documento essencial para garantir direitos previdenciários dos trabalhadores expostos a agentes nocivos
Auditorias e Inspeções de Segurança
Auditorias Internas
Verificação periódica do cumprimento de procedimentos, eficácia 
dos controles e conformidade com PGR/PCMSO
Auditorias Externas
Realizadas por organismos certificadores ou fiscalização (MTE, 
MPT), avaliação independente de conformidade
Frequência e Periodicidade
Inspeções diárias, semanais e mensais; auditorias 
semestrais/anuais; conforme cronograma do PGR e requisitos 
legais
Checklists e Formulários
Uso de listas de verificação padronizadas por área/atividade, 
registro fotográfico, não conformidades identificadas
Documentação e Registros
Relatórios de inspeção, planos de ação corretiva, prazos e 
responsáveis, evidências de correção implementada
Responsabilidades
SESMT, CIPA, liderança, profissionais habilitados (engenheiro de 
segurança, técnico SST) como auditores internos
Verificação de Conformidade
Cumprimento de NRs, procedimentos internos, uso de EPIs/EPCs, 
treinamentos realizados, validade de documentos (CA, ART)
Melhoria Contínua
Análise de indicadores (acidentes, quase-acidentes), identificação de 
tendências, ações preventivas e corretivas, ciclo PDCA
Auditorias e inspeções são ferramentas essenciais para garantir a eficácia do sistema de gestão de SST
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Caso Prático 8: Implementação de PGR em Construtora de Médio Porte
Perfil da Empresa
Construtora de médio porte com 350 funcionários, atuação em obras 
residenciais e comerciais. Média de 8 obras simultâneas. Necessidade de 
adequação à NR-1 (PGR obrigatório desde 2022) e melhoria dos indicadores de 
SST.
Situação Inicial - Desafios
Documentação Defasada: PPRA antigo desatualizado, não contemplava 
todos os riscos reais das obras. Falta de integração com PCMSO.
Gestão Descentralizada: Cada obra gerenciava riscos de forma 
independente, sem padronização. Ausência de inventário de riscos 
corporativo.
Indicadores Preocupantes: Taxa de acidentes de 12 por ano, 85% com 
afastamento. CATs frequentes. Multas do MTE por não conformidades em 
auditorias.
Cultura Reativa: Ações de segurança implementadas apenas após 
acidentes. Falta de engajamento da liderança e trabalhadores.
Fatores Críticos de Sucesso: Comprometimento da alta direção, investimento em capacitação, padronização de processos e monitoramento contínuo de indicadores
Caso Prático 8: Implementação de PGR em Construtora de Médio Porte
Plano de Implementação do PGR
Diagnóstico Inicial: Levantamento de todas as atividades e funções. 
Identificação de perigos e avaliação de riscos em 100% das obras. 
Matriz de riscos (P x S).
Elaboração do PGR: Contratação de Engenheiro de Segurança do Trabalho. 
Inventário de riscos corporativo + PGRs específicos por obra. Integração 
PGR-PCMSO.
Treinamentos Massivos: Capacitação de 100% da liderança (engenheiros, 
mestres). Treinamento admissional reformulado. DDS diário obrigatório 
com registro digital.
Implantação de Controles: Priorização de riscos críticos (altura, 
eletricidade). Aquisição de EPIs/EPCs adequados. Procedimentos 
operacionais padrão (POPs).
Monitoramento Contínuo: Sistema digital de gestão de SST. Indicadores 
mensais (taxa de frequência/gravidade). Auditorias internas trimestrais. 
Revisão anual do PGR.Resultados Após 12 Meses
75%
Redução de Acidentes
100%
Conformidade Legal
92%
Adesão aos Treinamentos
0
Multas do MTE
Melhoria significativa no clima organizacional. Redução de 60% nos custos com 
afastamentos e indenizações. Conquista de certificação ISO 45001.
Fatores Críticos de Sucesso: Comprometimento da alta direção, investimento em capacitação, padronização de processos e monitoramento contínuo de indicadores
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Implementação de Programas de Prevenção - Cronograma 
PGR/PCMSO
Etapas para Implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e Integração com PCMSO
ETAPA 1
Diagnóstico Inicial e Inventário de Riscos
Levantamento de todas as atividades, processos e perigos existentes. Inspeções in loco, entrevistas com trabalhadores e análise documental.
Prazo: 2-4 semanas
Eng. Segurança / SESMT
ETAPA 2
Elaboração do PGR por Profissional Habilitado
Documentação formal do PGR com inventário de riscos, avaliações (APR/matriz), plano de ação, prazos e responsáveis. Assinatura de Engenheiro de 
Segurança.
Prazo: 3-6 semanas
Eng. Segurança (CREA)
ETAPA 3
Integração PGR-PCMSO
Médico do trabalho analisa riscos do PGR e define exames complementares, programas de vacinação e monitoramento de agravos à saúde.
Prazo: 1-2 semanas
Médico do Trabalho
ETAPA 4
Treinamentos e Capacitações
Treinamento de lideranças, CIPA e trabalhadores sobre os riscos identificados, medidas de controle, uso de EPIs/EPCs e procedimentos de emergência.
Prazo: 2-3 semanas
SESMT / CIPA
Prazo total típico: 3-6 meses para implementação completa • SESMT: Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho • CIPA: Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes
Implementação de Programas de Prevenção - Cronograma 
PGR/PCMSO
Etapas para Implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e Integração com PCMSO
ETAPA 5
Implementação de Medidas de Controle
Execução do plano de ação: instalação de EPCs, adequação de máquinas, melhorias no layout, fornecimento de EPIs e implementação de procedimentos.
Prazo: 4-12 semanas
SESMT / Manutenção
ETAPA 6
Monitoramento e Indicadores
Acompanhamento contínuo de indicadores (taxa de frequência, gravidade, dias perdidos), inspeções de rotina, auditorias internas e análise de eficácia.
Contínuo (mensal)
SESMT / CIPA
ETAPA 7
Revisões Periódicas
Atualização do PGR e PCMSO sempre que houver mudanças nas atividades, novos riscos identificados ou alterações na legislação. Revisão obrigatória anual.
Anual (mínimo)
Eng. Segurança / Médico
Prazo total típico: 3-6 meses para implementação completa • SESMT: Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho • CIPA: Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes
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Treinamentos e Capacitações em SST
Treinamento Admissional
Integração obrigatória antes do início das atividades, abordando 
riscos gerais, normas de segurança, uso de EPIs e procedimentos 
emergenciais
Treinamentos Específicos por NR
NR-10 (40h eletricidade), NR-35 (8h altura), NR-33 (16h espaços 
confinados), NR-18 (capacitações específicas construção civil)
Reciclagens Periódicas
Renovação obrigatória: NR-10 bienal, NR-35 bienal, NR-33 anual. 
Manutenção da autorização e atualização de conhecimentos
DDS - Diálogo Diário de Segurança
Conversa breve (5-15min) antes do início do trabalho sobre riscos da 
atividade do dia, medidas preventivas e lições aprendidas
Capacitação de CIPA e SESMT
Treinamento específico para membros da CIPA (20h) e 
profissionais de SESMT conforme suas atribuições técnicas
Treinamentos por Função
Operadores de máquinas, montadores de andaimes, trabalhadores 
em altura, instaladores, conforme riscos específicos de cada função
Documentação e Registros
Lista de presença, certificados, conteúdo programático, carga 
horária, assinatura dos participantes. Registro no eSocial (S-2245)
Avaliação de Eficácia
Verificação de aprendizado (testes, práticas), observação 
comportamental, redução de incidentes, feedback dos 
trabalhadores
Treinamentos inadequados ou ausentes são causas principais de acidentes na construção civil
Módulo 10 - Prevenção e Combate a Incêndios
Este módulo aborda os requisitos de segurança contra incêndios conforme NR-23, sistemas de prevenção e combate, e gestão de 
emergências em instalações civis.
Classificação de Incêndios
Classes A, B, C, D e K - características e agentes extintores 
adequados
Triângulo e Tetraedro do Fogo
Elementos da combustão e métodos de extinção
Sistemas de Prevenção
Controle de ignição, compartimentação e gestão de inflamáveis
Sistemas de Combate
Extintores, hidrantes, sprinklers e suas aplicações
Rotas de Fuga e Sinalização
Saídas de emergência, iluminação e pontos de encontro
Brigada de Incêndio
Formação, treinamento e atuação em emergências
Plano de Emergência
Procedimentos de evacuação e resposta a sinistros
NR-23 e Legislação
Norma regulamentadora e Instruções Técnicas do Corpo de 
Bombeiros
A prevenção e o combate a incêndios são fundamentais para proteção de vidas e patrimônio em obras e instalações civis
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Classificação de Incêndios - Classes e Agentes Extintores
A
Combustíveis Sólidos
Madeira, papel, tecidos, 
borracha, plásticos. Deixam 
resíduos (cinzas).
Agentes: Água, Espuma, PQS 
ABC
B
Líquidos Inflamáveis
Gasolina, óleo, tintas, solventes, 
GLP. Não deixam resíduos.
Agentes: PQS BC, CO₂, 
Espuma
C
Equipamentos 
Elétricos
Quadros, motores, 
transformadores, cabos 
energizados.
Agentes: PQS BC, CO₂ (não 
condutores)
D
Metais Pirofóricos
Magnésio, titânio, alumínio em 
pó, sódio, potássio.
Agentes: Pó químico especial 
para metais
K
Óleos e Gorduras
Óleos vegetais, gorduras 
animais em cozinhas 
industriais.
Agentes: Acetato de 
potássio, espuma
NUNCA usar água em incêndios classe B, C ou D • Escolha do extintor adequado é crítica para eficácia do combate
Triângulo do Fogo e Tetraedro do Fogo
A presença simultânea dos 3 elementos (triângulo) ou 4 elementos (tetraedro) é necessária para o fogo existir
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Triângulo do Fogo e Tetraedro do Fogo
Combustível
Madeira, papel, tecidos, líquidos inflamáveis, gases combustíveis
Comburente (Oxigênio)
Presente no ar atmosférico (mínimo 16% para combustão)
Calor
Faíscas, chamas, superfícies quentes, reações exotérmicas
Reação em Cadeia
Processo contínuo de liberação de radicais livres que mantém a combustão
Extinção do Fogo
Remova QUALQUER UM dos 4 elementos para extinguir o incêndio
Métodos de Extinção
Resfriamento (água), Abafamento (CO₂/espuma), Isolamento (remover 
combustível), Quebra da reação (PQS)
A presença simultânea dos 3 elementos (triângulo) ou 4 elementos (tetraedro) é necessária para o fogo existir
Sistemas de Prevenção e Combate a Incêndios
Sistemas de Detecção
Detectores de fumaça, calor e chama, alarmes sonoros/visuais, 
central de alarme com monitoramento 24h
Extintores Portáteis
Água (Classe A), PQS (ABC), CO2 (BC), Espuma (AB). Distribuição 
máxima 25m, inspeção mensal, recarga anual
Hidrantes e Mangotinhos
Rede independente, reserva técnica exclusiva, bombas de 
recalque, mangueiras Tipo 1/2/3 conforme risco
Sprinklers Automáticos
Sistema automático por temperatura (68-79°C), tipos: carga 
úmida, seca, dilúvio, pré-ação. Cobertura total/parcial
Sistemas de Ventilação
Controle de fumaça, exaustão forçada, pressurização de escadas, 
insuflamento de ar em rotas de fuga
Iluminação de Emergência
Blocos autônomos, centrais de bateria, sinalização 
fotoluminescente, autonomia mínima 1 hora (NBR 10898)
Manutenção Preventiva
Inspeções mensais (extintores), semestrais (hidrantes), anuais 
(sprinklers), testes funcionais, registros documentados
Brigada de Incêndio
Dimensionamento conforme população, treinamento prático, 
exercícios simulados, equipamentos específicos
Conforme NR-23 e Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros
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Rotas de Fuga e Saídas de Emergência
Rotas de Fuga Adequadas
Largura mínima 1,20m, livresde obstáculos, sem degraus ou 
desníveis perigosos, pisos antiderrapantes
Saídas de Emergência
Portas abrindo no sentido da fuga, barras antipânico, quantidade 
proporcional à população, desobstruídas permanentemente
Iluminação de Emergência
Sistema autônomo (baterias), acionamento automático na falta de 
energia, mínimo 5 lux nas rotas de fuga
Sinalização Obrigatória
Placas fotoluminescentes indicando saídas, rotas, escadas, 
símbolos NBR 13434, visíveis de qualquer ponto
Pontos de Encontro
Locais seguros externos, afastados da edificação, sinalizados, 
conhecidos por todos os trabalhadores, conferência de presença
Treinamentos e Simulados
Exercícios periódicos de evacuação (mínimo semestral), 
cronometragem de tempos, identificação de falhas, DDS sobre 
procedimentos
Distâncias Máximas
Até 30m para saídas (edifícios sem sprinklers), até 45m (com 
sprinklers), conforme Instruções Técnicas Corpo de Bombeiros
Proibições Críticas
Portas trancadas durante expediente, obstrução com 
materiais/equipamentos, uso de rotas para armazenamento, falta de 
manutenção
NR-23 e Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros estabelecem requisitos mínimos para rotas de fuga seguras
Brigada de Incêndio e SESMT
Brigada de Incêndio
Grupo organizado de trabalhadores treinados para atuar na prevenção e 
combate a incêndios. Dimensionamento conforme IT-17 do Corpo de 
Bombeiros
Responsabilidades
Inspeções preventivas, combate a princípios de incêndio, orientação 
para evacuação, primeiros socorros, acionamento do Corpo de 
Bombeiros
Equipamentos
Extintores, mangueiras, chave de hidrante, lanternas, rádios, kit 
primeiros socorros, identificação visual (crachás, braçadeiras, coletes)
Treinamentos
Curso de Formação (mínimo 8h), reciclagens anuais, simulados de 
evacuação semestrais, treinamento em uso de extintores
Estrutura do SESMT - NR-4
Dimensionamento
Definido por grau de risco da atividade (CNAE) e número total de empregados conforme Quadro II 
da NR-4
Funções Principais
Prevenção (inspeções, análise de riscos), Treinamento (DDS, NR), Saúde (exames médicos, 
PCMSO), Documentação (PGR, CAT)
Brigada de Incêndio e SESMT são fundamentais para prevenção e resposta a emergências em obras e instalações civis
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Plano de Emergência e Evacuação
Componentes do Plano
Identificação de cenários de emergência, recursos disponíveis, 
procedimentos detalhados e responsabilidades definidas
Procedimentos de Evacuação
Rotas de fuga sinalizadas, ordem de evacuação por setores, 
assistência a pessoas com mobilidade reduzida
Pontos de Encontro
Áreas seguras externas definidas, distância mínima da edificação, 
capacidade para todos os ocupantes, sinalização clara
Comunicação de Emergência
Sistemas de alarme (sonoros/visuais), contatos de emergência 
(Bombeiros 193, SAMU 192), cadeia de comunicação interna
Funções e Responsabilidades
Coordenador de emergência, líderes de evacuação, brigadistas, 
responsáveis por áreas críticas, equipe de primeiros socorros
Treinamentos e Simulados
Capacitação periódica (mínimo anual), exercícios práticos de 
evacuação, análise pós-simulado, atualização de procedimentos
Documentação
Plano escrito atualizado, plantas de evacuação, listas de 
verificação, registros de treinamentos e simulados
Revisão e Atualização
Revisão periódica (mínimo anual), atualização após alterações na 
edificação, incorporação de lições aprendidas
Plano de Emergência conforme NR-23 e Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros - Simulados obrigatórios
Caso Prático 9: Princípio de Incêndio Controlado em Canteiro
Cenário da Ocorrência
Canteiro de obra comercial, área de corte e solda no 3º pavimento. Durante uso de 
esmerilhadeira, ocorreu curto-circuito interno na ferramenta, gerando faíscas e 
início de combustão no cabo elétrico. Brigada de incêndio estava em treinamento 
no térreo no momento.
Situação Identificada
Princípio de Incêndio: Ferramenta elétrica em curto com combustão do 
cabo e isolamento plástico. Fumaça densa e chamas de pequena 
intensidade.
Materiais Inflamáveis Próximos: Área com estoque de madeiras, 
embalagens plásticas e EPS (isopor). Risco iminente de propagação do 
fogo.
Trabalhadores na Área: 8 trabalhadores no mesmo pavimento em 
atividades diversas. Necessidade de evacuação imediata e segura.
Brigada de Incêndio em ação durante treinamento prático
A preparação prévia (treinamento de brigada, extintores, plano de emergência) e a resposta rápida foram fundamentais para controlar o incêndio sem vítimas
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Caso Prático 9: Princípio de Incêndio Controlado em Canteiro
Cenário da Ocorrência
Canteiro de obra comercial, área de corte e solda no 3º pavimento. Durante uso de 
esmerilhadeira, ocorreu curto-circuito interno na ferramenta, gerando faíscas e 
início de combustão no cabo elétrico. Brigada de incêndio estava em treinamento 
no térreo no momento.
Resposta de Emergência
Acionamento Imediato: Trabalhador acionou alarme sonoro e 
comunicou brigada via rádio. Sinalização sonora alertou todos os 
pavimentos simultaneamente.
Corte de Energia: Eletricista desligou quadro geral do pavimento, 
desenergizando completamente a área e eliminando fonte de ignição.
Combate ao Fogo: Brigadista utilizou extintor CO2 (Classe C para 
equipamento elétrico) aplicando jato na base das chamas. Fogo extinto em 
menos de 2 minutos.
Evacuação: Evacuação parcial do pavimento realizada de forma 
ordenada. Trabalhadores seguiram para ponto de encontro externo 
conforme plano de emergência.
Resultados e Lições Aprendidas
0
Feridos / Danos Estruturais Significativos
Lições: Importância de inspeções periódicas em ferramentas elétricas; extintores 
acessíveis e sinalizados; DDS sobre procedimentos de emergência; brigada 
treinada e equipada; simulados de evacuação periódicos; manutenção preventiva 
de equipamentos elétricos.
A preparação prévia (treinamento de brigada, extintores, plano de emergência) e a resposta rápida foram fundamentais para controlar o incêndio sem vítimas
Checklist NR-23 - Conformidade em Prevenção de Incêndios
Verificação de Conformidade dos Requisitos da NR-23 para Proteção Contra Incêndios em Canteiros de Obras
REQUISITO 1
Extintores de Incêndio
Verificar quantidade adequada (1 extintor ABC 4kg/6kg a cada 25m), tipo correto por classe de incêndio, sinalização, acessibilidade, validade (carga anual, 
teste hidrostático quinquenal) e registros de inspeção mensal.
Inspeção: Mensal
SESMT / Brigada
REQUISITO 2
Saídas de Emergência
Confirmar que todas as saídas estão desobstruídas, portas abrindo no sentido da fuga, largura mínima 1,20m, rotas de fuga sinalizadas e iluminadas. 
Nenhum obstáculo (materiais, equipamentos) bloqueando acessos.
Inspeção: Semanal
SESMT / CIPA
REQUISITO 3
Sinalização de Segurança
Verificar existência de placas fotoluminescentes de saída, rotas de fuga, localização de extintores e hidrantes. Sinalização conforme NBR 13434 (verde para 
rotas de fuga, vermelho para equipamentos).
Inspeção: Trimestral
Eng. Segurança
REQUISITO 4
Iluminação de Emergência
Testar funcionamento da iluminação de emergência em rotas de fuga e saídas (autonomia mínima 1h). Verificar baterias, lâmpadas queimadas e sistema de 
acionamento automático em caso de falta de energia.
Teste: Mensal
Manutenção / SESMT
NR-23: Proteção Contra Incêndios • NBR 13434: Sinalização de Segurança • Corpo de Bombeiros: 193 • Não conformidades podem resultar em interdição, multas e responsabilização 
civil/criminal
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Checklist NR-23 - Conformidade em Prevenção de Incêndios
Verificação de Conformidade dos Requisitos da NR-23 para Proteção Contra Incêndios em Canteiros de Obras
REQUISITO 5
Hidrantes e Mangotinhos (quando aplicável)
Para edificações que exigem: verificar pressão adequada, mangueiras em bom estado (sem furos/ressecamento), esguichos funcionais, abrigos sinalizados e 
acessíveis, reserva técnica de água exclusiva.
Teste: Trimestral
Brigada / Manutenção
REQUISITO 6
Treinamento de Brigadade Incêndio (quando aplicável)
Quando exigido: confirmar que brigada foi dimensionada conforme IT/NBR, brigadistas treinados (curso mínimo 8h), reciclagens anuais, registros de 
treinamentos e simulados periódicos realizados.
Reciclagem: Anual
SESMT / Brigada
REQUISITO 7
Plano de Emergência e Evacuação
Verificar existência de plano de emergência elaborado, divulgado a todos os trabalhadores (DDS), pontos de encontro definidos, procedimentos de 
acionamento do Corpo de Bombeiros (193) e simulados de evacuação realizados.
Simulado: Semestral
SESMT / Brigada
NR-23: Proteção Contra Incêndios • NBR 13434: Sinalização de Segurança • Corpo de Bombeiros: 193 • Não conformidades podem resultar em interdição, multas e responsabilização 
civil/criminal
Referências Bibliográficas e Legislação
Fontes Consultadas para Elaboração do Curso de Prevenção de Riscos Ocupacionais em Instalações Civis
Legislação e Normas Regulamentadoras
CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, Capítulo V - Da Segurança e da Medicina do Trabalho 
(Arts. 154 a 201)
Portaria MTb nº 3.214/1978 - Aprova as Normas Regulamentadoras (NRs) relativas à Segurança e 
Medicina do Trabalho
NR-1 - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (atualizada 2024)
NR-6 - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
NR-7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)
NR-8 - Edificações
NR-9 - Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos
NR-10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
NR-12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos
NR-18 - Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção Civil
NR-23 - Proteção Contra Incêndios
NR-24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
NR-33 - Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados
NR-35 - Trabalho em Altura
Normas Técnicas ABNT
ABNT NBR 15526:2021 - Redes de distribuição interna para gases combustíveis em instalações 
residenciais e comerciais - Projeto e execução
ABNT NBR 5410:2004 - Instalações elétricas de baixa tensão
ABNT NBR 14280:2001 - Cadastro de acidente do trabalho - Procedimento e classificação
ABNT NBR 5626:2020 - Sistemas prediais de água fria e água quente - Projeto, execução, operação e 
manutenção
ABNT NBR 8160:1999 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução
ABNT NBR 13714:2000 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio
Material atualizado conforme legislação vigente em dezembro de 2024 • Consulte sempre as versões mais recentes das NRs no portal do Ministério do Trabalho e 
Emprego
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Referências Bibliográficas e Legislação
Fontes Consultadas para Elaboração do Curso de Prevenção de Riscos Ocupacionais em Instalações Civis
Publicações Institucionais
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - Guias Técnicos das NRs, Anuário Estatístico de Acidentes de 
Trabalho 2023-2024
FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho -
Publicações técnicas sobre SST
CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção - Guia para Gestão de Segurança nos Canteiros de 
Obras (2017)
SESI - Serviço Social da Indústria - Manuais de Segurança e Saúde no Trabalho para a Construção 
Civil
eSocial - Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas -
Estatísticas oficiais 2023-2024
INSS - Instituto Nacional do Seguro Social - Dados estatísticos sobre acidentes de trabalho e 
aposentadorias especiais
Bibliografia Especializada
ARAÚJO, G. M. Normas Regulamentadoras Comentadas e Ilustradas: Legislação de Segurança e 
Saúde no Trabalho. 12ª ed. Rio de Janeiro: GVC, 2023.
SALIBA, T. M. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional. 9ª ed. São Paulo: LTr, 2022.
GONÇALVES, E. A. Segurança e Medicina do Trabalho em 1.200 Perguntas e Respostas. 5ª ed. São 
Paulo: LTr, 2021.
ZOCCHIO, Á. Prática da Prevenção de Acidentes: ABC da Segurança do Trabalho. 8ª ed. São Paulo: 
Atlas, 2020.
CARDELLA, B. Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes: Uma Abordagem Holística. 2ª ed. São 
Paulo: Atlas, 2019.
Revistas científicas: Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), Revista Proteção, Brazilian 
Journal of Occupational Safety
Material atualizado conforme legislação vigente em dezembro de 2024 • Consulte sempre as versões mais recentes das NRs no portal do Ministério do Trabalho e 
Empregotérmica e insolação. Ambientes confinados sem ventilação elevam temperatura corporal. Câmaras 
frias e trabalho em períodos de frio extremo causam hipotermia.
RISCO FÍSICO 4
RADIAÇÕES
Radiação UV solar afeta trabalhadores em atividades externas, aumentando risco de câncer de pele. Soldas geram radiação não ionizante (UV e 
infravermelho) que pode causar queimaduras e lesões oculares (arco de solda).
RISCO FÍSICO 5
UMIDADE
Ambientes encharcados e trabalhos em locais úmidos favorecem o crescimento de fungos e bactérias. Aumentam o risco de doenças respiratórias 
(pneumonia, bronquite), dermatites e problemas circulatórios devido à exposição prolongada.
Riscos Físicos são representados pela cor VERDE no Mapa de Riscos Ambientais (Portaria 25/94)
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Riscos Químicos em Obras
RISCO QUÍMICO 1
POEIRAS
Sílica cristalina (corte de concreto, cerâmica, demolição), cimento (cáustico), madeira, asbestos (obras antigas). Risco de silicose, pneumoconiose, 
dermatites de contato e irritação das vias aéreas
RISCO QUÍMICO 2
FUMOS METÁLICOS
Soldas (óxidos de ferro, manganês, zinco), corte térmico. Inalação causa febre dos fumos metálicos, intoxicação por manganês 
(parkinsonismo), danos neurológicos e pulmonares crônicos
RISCO QUÍMICO 3
NÉVOAS E NEBLINAS
Aplicação de tintas, impermeabilizantes, ácidos. Exposição cutânea e respiratória causa irritação, queimaduras químicas, sensibilização alérgica e 
doenças respiratórias ocupacionais
RISCO QUÍMICO 4
GASES
CO (motores a combustão - intoxicação, asfixia), H2S (fossas, esgotos - neurotóxico, morte súbita), CO2 (espaços confinados - asfixia por 
deslocamento de oxigênio). Requerem monitoramento contínuo
RISCO QUÍMICO 5
VAPORES ORGÂNICOS
Solventes (tintas, colas, resinas), thinner, acetona. Efeitos: depressão do SNC, náuseas, tontura, hepatotoxicidade, nefrotoxicidade, dermatites. Uso 
de proteção respiratória com cartuchos específicos é obrigatório
Riscos Químicos: Intoxicação aguda/crônica, silicose, dermatites – Proteção respiratória, ventilação e EPI adequados são essenciais
Riscos Biológicos em Obras
VÍRUS
Hepatite A e HIV
Hepatite A transmitida por água contaminada; HIV por acidentes com materiais pérfuro-cortantes (agulhas, seringas descartadas em entulhos)
BACTÉRIAS
Tétano e Leptospirose
Tétano por ferimentos com materiais enferrujados (pregos, vergalhões); Leptospirose pelo contato com água/lama contaminada por urina de ratos em 
enchentes e esgotos
FUNGOS
Histoplasmose e Dermatofitoses
Histoplasmose por inalação de esporos em ambientes com fezes de pombos/morcegos (forros, sótãos); Dermatofitoses (micoses) causadas por 
umidade excessiva
PARASITAS
Verminoses e Infecções Parasitárias
Contaminação por contato com solo contaminado (escavações, terraplenagens), transmissão de helmintos e protozoários em ambientes insalubres
ANIMAIS PEÇONHENTOS
Cobras, Escorpiões e Aranhas
Presença em entulhos, pilhas de materiais, áreas de vegetação não controlada. Risco de picadas com envenenamento que pode ser fatal sem 
tratamento adequado (soro antiofídico)
Ambientes Críticos: fossas, esgotos, demolições, escavações, terrenos baldios e áreas com acúmulo de entulhos
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Riscos Ergonômicos na Construção Civil
RISCO ERGONÔMICO 1
Posturas Forçadas
Trabalho agachado (instaladores), braços elevados (pintores, gesseiros), posição inclinada - causam fadiga muscular e 
lesões osteomusculares
RISCO ERGONÔMICO 2
Levantamento e Transporte de Cargas
Sacos de cimento (50kg), blocos, ferramentas pesadas - risco de lesões lombares, hérnias discais e dores crônicas na 
coluna
RISCO ERGONÔMICO 3
Movimentos Repetitivos
Aplicação de argamassa, aparafusamento, marteladas - podem causar LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e 
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)
RISCO ERGONÔMICO 4
Jornadas Prolongadas
Excesso de horas trabalhadas causa fadiga física e mental, redução de atenção e concentração, aumentando significativamente o risco 
de acidentes
RISCO ERGONÔMICO 5
Organização do Trabalho
Ritmo acelerado, pressão por produtividade, falta de pausas para descanso - geram estresse ocupacional e sobrecarga física e 
psicológica
NR-17 estabelece parâmetros ergonômicos para adaptar condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores
Riscos de Acidentes na Construção Civil
1. QUEDAS DE ALTURA PRINCIPAL CAUSA DE MORTE - 40%
Lajes, telhados, andaimes, escadas sem proteção coletiva adequada (guarda-corpos, telas, plataformas)
NR-35 - Trabalho em Altura
2. MÁQUINAS DESPROTEGIDAS
Serras circulares, betoneiras, guindastes, gruas sem proteções adequadas, falta de dispositivos de segurança
NR-12 - Máquinas e Equipamentos
3. ELETRICIDADE
Choque elétrico, arco elétrico, queimaduras por contato com instalações provisórias inadequadas, falta de DR e aterramento
NR-10 - Segurança em Instalações Elétricas
4. INCÊNDIOS E EXPLOSÕES
Materiais inflamáveis, armazenamento inadequado de GLP, faíscas de solda em áreas com combustíveis, falta de extintores
NR-23 - Proteção Contra Incêndios
5. SOTERRAMENTO
Escavações sem escoramento adequado, desmoronamentos de taludes, colapso de estruturas temporárias
NR-18 - Condições de Segurança na Construção
ATENÇÃO: Estes riscos causam lesões graves e óbitos • Cor AZUL no Mapa de Riscos • Prioridade MÁXIMA nas ações preventivas
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1 2
3 4 5
Métodos de Identificação de Riscos
Processo Sistemático de Identificação de Riscos Ocupacionais em Instalações 
Civis
Inspeções de 
Segurança
Vistorias periódicas em 
canteiros, instalações e 
equipamentos para 
identificar perigos e não 
conformidades
Observação 
Comportamental
Análise de práticas de 
trabalho, identificação de 
atos inseguros e 
comportamentos de risco 
dos trabalhadores
Entrevistas e DDS
Diálogo Diário de 
Segurança e entrevistas 
com trabalhadores para 
levantar percepções de 
riscos e sugestões
Revisão de 
Documentos
Análise de projetos, 
procedimentos, manuais, 
fichas de segurança e 
histórico de manutenções
Análise de 
Acidentes/Incidentes
Investigação de eventos 
passados para identificar 
causas-raiz e riscos que 
levaram aos acidentes
A identificação de riscos é um processo contínuo que deve ser realizado em todas as fases da obra • Integração com PGR obrigatória
Caso Prático 1: Identificação de Riscos em Canteiro Residencial
Cenário da Obra
Obra residencial de 4 pavimentos em fase de estrutura. Atividades simultâneas 
de montagem de fôrmas, instalação de andaimes e serviços de acabamento. 
Equipe de 28 trabalhadores. Prazo crítico de execução.
Riscos Identificados
Queda de Altura: Ausência de guarda-corpos nas bordas de lajes e vãos de 
escada. Trabalhadores expostos a alturas superiores a 12 metros sem 
proteção coletiva adequada.
Choque Elétrico: Rede elétrica provisória com emendas inadequadas, 
cabos expostos e ausência de DR (Dispositivo Residual). Quadros sem 
aterramento.
Poeira de Sílica: Corte de cerâmica e blocos sem sistema de exaustão ou 
umidificação. Trabalhadores sem proteção respiratória adequada (EPR).
Ações Implementadas
Proteção Coletiva em Altura: Instalação de guarda-corpos metálicos 
(1,20m) com rodapés e travessas intermediárias em todas as bordas de 
laje. Telas de proteção nos vãos.
Adequação Elétrica: Substituição de cabos danificados, instalação de DR de 
30mA em todos os quadros, aterramento conforme NR-10 e identificação 
de circuitos.
Controle de Poeira: Aquisição de sistema de aspiração local para 
ferramentas de corte. Fornecimento de respiradores PFF2 (CA válido) 
para todos os trabalhadores expostos.
Treinamento: DDS diário sobre os riscos identificados, uso correto de 
EPIs e procedimentos de trabalho seguro. Registro de participação 
obrigatório.
Resultados Obtidos
0
Acidentes na Fase Crítica da Obra
Redução de 100% nos incidentes reportados. Aumento da conscientização da 
equipe. Obra concluída dentro do prazo sem intercorrências relacionadas à 
segurança.
Lição Aprendida: A identificação proativa de riscos eimplementação de medidas preventivas evitam acidentes graves e mantêm a produtividade da obra
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Métodos de Avaliação de Riscos
APR - Análise Preliminar de Riscos
Método qualitativo que identifica perigos antes da execução das atividades. 
Mais usado na construção civil por sua praticidade e eficácia.
FMEA - Failure Mode and Effect Analysis
Análise de modos e efeitos de falha. Método quantitativo que avalia e 
quantifica a criticidade de falhas potenciais.
HAZOP - Hazard and Operability Study
Análise sistemática de desvios operacionais. Identifica riscos através de 
análise estruturada de processos e procedimentos.
CHECKLIST - Listas de Verificação
Listas estruturadas baseadas em normas técnicas e experiências 
práticas. Ferramentas de inspeção e conformidade.
WHAT-IF - Análise de Cenários
Análise de cenários hipotéticos através de questionamentos "E se...?". 
Estimula pensamento crítico sobre situações de risco.
APO - Análise Preliminar de Operação
Avaliação de riscos antes do início de operações. Identifica perigos e 
define controles operacionais necessários.
Aplicabilidade: O método APR é o mais utilizado na construção civil devido à sua praticidade, rapidez e eficácia. Cada método possui vantagens e 
limitações específicas que devem ser consideradas conforme o contexto e complexidade dos riscos analisados.
APR - Análise Preliminar de Riscos
Exemplo Prático: Montagem de Andaimes em Obra Residencial
Tarefa/Atividade Perigos Identificados Causas Potenciais Consequências Controles Existentes Medidas Recomendadas Risco (PxS)
Montagem de tubos e 
conexões do andaime
Queda de altura, queda de 
materiais, esforço físico 
excessivo
Montagem em altura sem 
proteção, manipulação 
inadequada de peças 
pesadas
Fraturas, traumatismos, lesões 
musculares, morte
Cintos de segurança tipo 
paraquedista disponíveis
Uso obrigatório de trava-quedas, 
linha de vida, capacitação NR-35, 
trabalho em dupla
ALTO
Instalação de plataformas 
de trabalho
Queda por piso instável, 
perfurações nas mãos/pés
Plataformas mal fixadas, 
pregos expostos, ausência 
de guarda-corpo
Queda de altura, perfurações, 
ferimentos graves
Luvas de vaqueta, botas com 
biqueira de aço
Inspeção de plataformas antes do 
uso, instalação de guarda-corpo 
triplo, rodapés, telas
ALTO
Fixação e amarração do 
andaime à estrutura
Colapso do andaime, 
queda de toda estrutura
Ancoragem inadequada, 
afrouxamento de 
conexões, sobrecarga
Colapso estrutural, múltiplas 
vítimas, morte
Procedimento de montagem 
disponível
Projeto de montagem por 
profissional habilitado, amarração a 
cada 4m vertical e 7m horizontal, 
limitação de carga
ALTO
Inspeção final e liberação 
para uso
Liberação de andaime com 
não conformidades
Inspeção inadequada, 
ausência de checklist, 
pressa na liberação
Acidentes durante uso do 
andaime, responsabilização 
legal
Inspeção visual realizada Checklist de inspeção obrigatório, 
etiquetagem verde (liberado) ou 
vermelha (interditado), registro 
fotográfico
MÉDIO
APR deve ser elaborada antes do início das atividades • Classificação: Baixo (1-4), Médio (5-9), Alto (10-16), Crítico (17-25) • Risco Alto/Crítico exige ações 
imediatas
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Classificação por Criticidade
Exemplo de Cálculo
Como Usar a Matriz
Matriz de Riscos 5×5 (Probabilidade × Severidade)
VERDE - ACEITÁVEL (1-4): Manter controles básicos
AMARELO - ATENÇÃO (5-9): Implementar controles adicionais
LARANJA - URGENTE (10-15): Ação imediata necessária
VERMELHO - CRÍTICO (16-25): Parar atividade até correção
Situação: Trabalho em altura sem cinto de segurança
Severidade: 5 (Catastrófica - risco de morte)
Probabilidade: 4 (Provável - ocorre frequentemente)
RISCO = 5 × 4 = 20 (CRÍTICO/VERMELHO)
Ação: Interromper atividade + fornecer cinto + capacitar
1. Identifique o perigo • 2. Avalie severidade (1-5) • 3. Avalie probabilidade (1-5) • 4. 
Multiplique os valores • 5. Classifique pela cor • 6. Defina controles adequados
Criticidade = Probabilidade × Severidade • Riscos Críticos e Altos exigem ação prioritária • Revisar matriz periodicamente (mínimo anual ou quando houver alterações)
Critérios para Avaliação de Riscos
Frequência e Tempo de Exposição
Quantas vezes por dia o trabalhador se expõe ao risco e duração da 
exposição (horas/dia, anos de trabalho). Exposição contínua aumenta 
significativamente o nível de risco.
Magnitude do Dano
Gravidade das lesões potenciais (leve, moderada, grave, fatal) e 
possibilidade de sequelas permanentes. Determina a severidade na 
matriz de riscos.
Número de Expostos
Quantos trabalhadores estão sujeitos ao risco (individual, grupo, toda 
equipe). Riscos que afetam múltiplos trabalhadores requerem prioridade 
na gestão.
Requisitos Legais Aplicáveis
NRs obrigatórias, limites de tolerância (NR-15), medidas de proteção 
mínimas exigidas por lei. Não conformidades legais aumentam a 
criticidade do risco.
Percepção do Risco
Os trabalhadores reconhecem o perigo? Há treinamento adequado? 
Cultura de segurança consolidada? A falta de percepção aumenta a 
probabilidade de acidentes.
Estes critérios devem ser considerados conjuntamente para uma avaliação completa e eficaz dos riscos ocupacionais
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Avaliação Quantitativa de Riscos
Envolve MEDIÇÕES TÉCNICAS de agentes físicos e químicos com equipamentos calibrados para comparação com limites de tolerância
RUÍDO
Equipamentos: Medidor de pressão sonora (decibelímetro), dosímetro de 
ruído. Análise em dB(A).
Limite NR-15: 85 dB(A) para 8h/dia
POEIRAS RESPIRÁVEIS
Equipamentos: Bombas gravimétricas, cassetes com filtros. Análise em 
mg/m³.
Sílica cristalina: limite 0,05 mg/m³
VIBRAÇÃO
Equipamentos: Acelerômetros triaxiais. Análise em m/s² (localizada e 
corpo inteiro).
Limites: NR-15 Anexo 8
ILUMINÂNCIA
Equipamento: Luxímetro digital. Medição em lux para verificação de 
níveis adequados.
Padrões: NBR 5413 / NBR ISO/CIE 8995-1
Metodologias Reconhecidas: NHO-01 (FUNDACENTRO), NIOSH, ACGIH. Comparação: Limites de Tolerância (LT) e Níveis de Ação (NA = 50% do LT). Medições devem ser 
realizadas por profissionais habilitados com equipamentos calibrados.
Avaliação Qualitativa de Riscos
Baseada em experiência profissional e observação sistemática, sem necessidade de medições instrumentais. Utiliza escalas descritivas (Baixo-
Médio-Alto) para classificar riscos.
Quando Utilizar
Avaliação preliminar (fase inicial), riscos evidentes (altura sem proteção), 
recursos limitados (sem equipamentos), riscos de acidentes (difíceis de 
quantificar)
Metodologia
Inspeções visuais, entrevistas com trabalhadores, análise de 
procedimentos de trabalho, aplicação de checklists padronizados
Escalas Descritivas
Classificação em níveis: Baixo (risco controlado), Médio (requer atenção), 
Alto (ação imediata necessária)
Experiência Profissional
Conhecimento técnico do avaliador, histórico de acidentes similares, 
boas práticas do setor, percepção dos trabalhadores
Vantagens
Rapidez na execução, baixo custo de implementação, não requer 
equipamentos especializados, aplicável a qualquer situação
Limitações
Subjetividade do avaliador, falta de precisão numérica, dificuldade em 
comparações quantitativas, variação entre avaliadores
Complementaridade
Deve ser complementada por avaliação quantitativa quando possível, 
especialmente para agentes físicos e químicos com limites de tolerância 
definidos
Aplicação Prática
Ideal para riscos de acidentes (quedas, choques), situações emergenciais, 
canteiros com recursos limitados, avaliações preliminares
Módulo 3: Avaliação de Riscos Ocupacionais - Métodos Qualitativos
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Ferramentas de Análise de Riscos
Planilhas Padronizadas
Modelos de APR, checklists, formulários de inspeção (Excel, 
Google Sheets)
Softwares de SST
Sistemas especializados para gestão de riscos (SOC, eSocial, SGSST 
integrados)
Formulários PGR
Documentação obrigatória conforme NR-1 (inventário de riscos, 
plano de ação)
Integração com eSocial
Eventos S-2240 (condiçõesambientais), S-2210 (CAT), S-2220 (ASO) -
obrigatório desde 2018
Apps Mobile
Inspeções digitais em campo, fotos georreferenciadas, relatórios 
automáticos
Benefícios: rastreabilidade, histórico de ações, indicadores de desempenho e auditoria completa
Priorização de Riscos
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Riscos Críticos (16-25)
18
Riscos Altos (10-15)
25
Riscos Médios (5-9)
31
Riscos Baixos (1-4)
Distribuição de Riscos por Categoria e Criticidade
Princípio de Pareto 80/20: 20% dos riscos causam 80% dos acidentes - priorizar riscos críticos e altos (total: 30 riscos)
Ação Imediata Requerida: Os 12 riscos críticos identificados necessitam de plano de ação emergencial conforme NR-1 (PGR)
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Caso Prático 2: Avaliação de Risco em Instalação Elétrica 
Provisória
Cenário da Obra
Obra comercial de 8 pavimentos com rede elétrica provisória para alimentação de 
equipamentos e iluminação. Sistema composto por quadros de distribuição, extensões e 
múltiplas emendas expostas. Inspeção realizada pelo SESMT identificou não conformidades 
graves relacionadas à NR-10.
Achados da Inspeção
Ausência de DR: Quadros de distribuição sem Dispositivo Residual de 
30mA conforme exigência da NR-10 para instalações provisórias.
Cabos Danificados: Cabos elétricos descascados e expostos ao tempo, 
com isolamento deteriorado pela ação de sol e chuva.
Emendas Inadequadas: Emendas mal isoladas com fita isolante 
deteriorada, risco iminente de curto-circuito.
Falta de Aterramento: Sistema de aterramento inexistente ou 
inadequado, aumentando risco de choque elétrico fatal.
Sem Identificação: Quadros elétricos sem identificação de circuitos, 
sinalização de perigo e bloqueio para manutenção.
Avaliação de Criticidade
SEVERIDADE
5
Catastrófica
(Morte)
×
PROBABILIDADE
4
Provável
=
CRITICIDADE
20
CRÍTICO
(Vermelho)
Situação Encontrada
Exemplo de instalação elétrica provisória inadequada em canteiro de obras
Lição Aprendida: Instalações elétricas provisórias devem atender rigorosamente à NR-10. A avaliação quantitativa de riscos (matriz PxS) permite priorizar ações críticas que salvam vidas
Caso Prático 2: Avaliação de Risco em Instalação Elétrica
Provisória (CONTINUAÇÃO)
Plano de Ação Implementado
Adequação à NR-10: Revisão completa do sistema elétrico provisório 
para conformidade com todas as exigências normativas.
Instalação de DRs: Aquisição e instalação de Dispositivos Residuais de 30mA 
em todos os quadros de distribuição.
Substituição de Cabos: Troca de todos os cabos danificados por cabos 
novos com isolamento adequado e dimensionamento correto.
Isolamento Correto: Refazer emendas com conectores apropriados e 
isolamento de acordo com normas técnicas (NBR 5410).
Sistema de Aterramento: Implementação de sistema de aterramento eficaz 
com medição de resistência conforme NR-10.
Sinalização e LOTO: Identificação de circuitos, placas de advertência, 
e procedimentos de bloqueio/etiquetagem para manutenções.
Resultado da Intervenção
20
Crítico
4
Baixo
Nível de Risco Reduzido em 80%
Sistema elétrico adequado à NR-10. Zero acidentes elétricos. Investimento de R$ 8.500,00 
evitou tragédia e multas.
Lição Aprendida: Instalações elétricas provisórias devem atender rigorosamente à NR-10. A avaliação quantitativa de riscos (matriz PxS) permite priorizar ações críticas que salvam vidas
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Panorama das Normas Regulamentadoras
Atualmente existem 37 NRs vigentes aprovadas pela Portaria MTb nº 3.214/78 e suas 
atualizações
Estrutura das NRs: Objetivos • Campo de Aplicação • Requisitos Técnicos • Responsabilidades • Disposições Finais
Principais NRs Aplicáveis à Construção Civil
NR-1 - Disposições Gerais
PGR e gestão de riscos ocupacionais
NR-6 - EPIs
Equipamentos de proteção individual
NR-7 - PCMSO
Programa de controle médico
NR-8 - Edificações
Condições mínimas de segurança
NR-9 - Exposições Ocupacionais
Agentes físicos, químicos e biológicos
NR-10 - Eletricidade
Segurança em instalações elétricas
NR-12 - Máquinas
Segurança em equipamentos
NR-18 - Construção Civil 
Norma setorial mais importante
NR-23 - Incêndios
Proteção contra incêndios
NR-24 - Instalações Sanitárias
Condições sanitárias e conforto
NR-33 - Espaços Confinados
Segurança em ambientes confinados
NR-35 - Trabalho em Altura
Atividades acima de 2,00m
Atualização Relevante: GRO/PGR implementado em 2021/2022 substituindo o antigo PPRA
NR-1: Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos 
Ocupacionais
Disposições Gerais (NR-1)
Estabelece requisitos gerais aplicáveis a todas as empresas e 
empregadores no Brasil
GRO - Gerenciamento de Riscos
Processo contínuo de identificação, avaliação, controle e 
monitoramento de riscos ocupacionais
PGR - Programa de Gerenciamento
Documento que materializa o GRO com inventário de riscos e 
plano de ação estruturado
Obrigações do Empregador
Garantir condições seguras, fornecer EPIs gratuitamente, treinar e 
documentar ações
Inventário de Riscos
Levantamento detalhado de perigos e riscos por função/setor com 
classificação e severidade
Plano de Ação
Medidas de eliminação/redução de riscos com prazos definidos e 
responsáveis
Integração PGR-PCMSO
PGR alimenta PCMSO com informações sobre riscos ocupacionais à 
saúde dos trabalhadores
Documentação Digital
Registro obrigatório via eSocial (evento S-2240 - Condições 
Ambientais do Trabalho)
GRO/PGR implementado em 2021/2022 substituindo o antigo PPRA - Atualização obrigatória da NR-1
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NR-6: Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Fornecimento Gratuito Obrigatório
Empregador deve fornecer EPIs gratuitamente quando medidas de 
proteção coletiva forem insuficientes ou durante sua implantação
CA - Certificado de Aprovação
Obrigatório, expedido pelo MTE, válido por 5 anos, comprova que o 
EPI atende requisitos técnicos de segurança
Responsabilidades do Empregador
Adquirir EPI adequado ao risco, fornecimento gratuito, 
treinamento sobre uso/conservação, fiscalização, 
higienização/manutenção e substituição
Responsabilidades do Empregado
Usar somente para finalidade correta, responsabilizar-se pela 
conservação, comunicar qualquer alteração que torne o EPI 
impróprio
EPIs para Proteção da Cabeça
Capacetes de segurança (classe I, II, III), capacetes com jugular 
para trabalho em altura
EPIs para Extremidades
Luvas de proteção (corte, químico, térmico), botas com biqueira de 
aço, calçados antiderrapantes
EPIs para Proteção Facial e Ocular
Óculos de segurança, protetores faciais, máscaras de solda
EPIs Respiratórios e Auditivos
Máscaras PFF2/PFF3, respiradores com filtros, protetores 
auriculares tipo plug ou concha, cinto de segurança para altura
EPI é a última barreira de proteção - sempre priorizar medidas de proteção coletiva
NR-7: PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional
Objetivo do PCMSO
Promover e preservar a saúde dos trabalhadores através de exames 
médicos periódicos, prevenindo doenças ocupacionais e identificando 
precocemente agravos à saúde relacionados ao trabalho
Exames Obrigatórios (ASO)
Admissional: antes de iniciar atividades • Periódico: anual ou conforme 
PCMSO • Retorno: após afastamento >30 dias • Mudança: alteração de 
função/risco • Demissional: até 10 dias após desligamento
Riscos e Agravos à Saúde
Baseado no inventário de riscos do PGR: exposições a ruído (PAIR), 
poeiras respiráveis (silicose), agentes químicos (intoxicações), riscos 
ergonômicos (LER/DORT), temperaturas extremas e outros agentes 
nocivos
Integração PGR-PCMSO
PGR identifica riscos ocupacionais → PCMSO define exames específicos: 
Audiometria (ruído), Espirometria (poeiras), RX Tórax (sílica), Hemograma 
(químicos), Biomarcadores conforme exposição
Indicadores de Saúde
Monitoramento contínuo: taxa de absenteísmo por doença, frequência de 
acidentes de trabalho, incidência de doenças ocupacionais, índice de 
afastamentos, eficácia das medidas preventivas implementadas
Responsabilidade Técnica
Médico do Trabalho registrado no CRM é responsável pela elaboração, 
coordenaçãoe execução do PCMSO. Emissão de ASO (Atestado de Saúde 
Ocupacional) com aptidão ou inaptidão para função
PCMSO é obrigatório para todas as empresas que admitam trabalhadores como empregados (CLT)
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NR-8: Edificações
Requisitos técnicos mínimos para segurança em edificações onde se desenvolvem atividades de 
trabalho
Condições Mínimas
Pé-direito mínimo 3,00m (depósitos/garagens 2,50m), pisos 
resistentes e antiderrapantes, rampas/escadas com corrimãos, 
proteção contra intempéries
Estabilidade e Segurança
Estruturas calculadas por profissional habilitado, manutenção 
preventiva de estruturas, inspeções periódicas em estruturas 
antigas
Acessos e Circulações
Portas/saídas dimensionadas para rápida evacuação, desobstrução 
permanente de rotas de fuga, sinalização de saídas de emergência
Coberturas e Proteção
Quando houver risco de queda (lajes, telhados), instalação 
obrigatória de guarda-corpo ou telas de proteção
Inspeções e Manutenção
Verificações regulares das condições estruturais, manutenção de 
pisos, escadas, corrimãos e demais elementos de segurança
Aplicabilidade
Válida tanto para edificações permanentes quanto provisórias 
(canteiros de obras, instalações temporárias)
Edificações devem garantir segurança estrutural e condições adequadas para trabalho seguro
NR-9: Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais
Substituição do PPRA
NR-9 substituiu o antigo PPRA. Objetivo: avaliação das exposições 
ocupacionais e estabelecimento de medidas de controle
Agentes Físicos
Ruído, vibração, temperaturas extremas (calor/frio), radiações 
(ionizantes e não ionizantes), pressões anormais
Agentes Químicos
Poeiras (sílica, cimento), fumos metálicos (soldas), gases (CO, H2S), 
vapores orgânicos (solventes), névoas
Agentes Biológicos
Vírus (hepatite), bactérias (tétano, leptospirose), fungos (histoplasmose), 
parasitas em ambientes de trabalho
Metodologias de Avaliação
Medições ambientais com equipamentos calibrados, monitoramento 
biológico, avaliação qualitativa estruturada
Hierarquia de Controles
1-Eliminação, 2-Substituição, 3-Controles de Engenharia (EPC), 4-
Controles Administrativos, 5-EPIs (última barreira)
Monitoramento Periódico
Avaliações periódicas para verificar eficácia das medidas de controle 
implementadas e ajustar ações quando necessário
Integração PGR e PCMSO
NR-9 integra-se com PGR (identificação de riscos) e PCMSO (saúde 
ocupacional) para gestão completa dos riscos
NR-9 é fundamental para avaliação técnica e controle das exposições ocupacionais em instalações civis
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NR-10: Segurança em Instalações e Serviços em 
Eletricidade
Habilitação e Autorização
Somente profissionais autorizados com treinamento NR-10 básico 
(40h) ou complementar SEP podem realizar serviços em eletricidade
Medidas de Proteção Coletiva
Desenergização (procedimento padrão), sinalização, 
seccionamento, impedimento de reenergização, aterramento e 
equipotencialização
Medidas de Proteção Individual
EPIs específicos: luvas isolantes, capacete classe B, óculos de 
proteção, calçados de segurança e vestimentas antichama
Procedimentos e Documentação
Prontuário de Instalações Elétricas, procedimentos de trabalho, 
análise de risco e permissão de trabalho obrigatórios
Instalações Provisórias em Obras
Devem atender rigorosamente NR-10: DR 30mA obrigatório, 
aterramento adequado e cabos elétricos isolados
Requisitos Mínimos
Estabelece condições mínimas para garantir segurança de 
trabalhadores que interagem com instalações elétricas e 
prevenção de choques
NR-10 é fundamental para prevenção de acidentes elétricos (choque, arco elétrico, queimaduras)
NR-12: Segurança no Trabalho em Máquinas e 
Equipamentos
Proteções Coletivas Obrigatórias
Enclausuramento de transmissões (polias, correias, engrenagens), 
proteções fixas/móveis em zonas de perigo, distâncias de segurança
Dispositivos de Parada de Emergência
Botão cogumelo vermelho acessível, rearme manual obrigatório 
(não automático após acionamento)
Bloqueio e Etiquetagem (LOTO)
Procedimento obrigatório durante manutenção, somente pessoal 
capacitado pode operar/manter máquinas
Capacitação e Treinamento
Operadores devem ser qualificados e autorizados, registro 
documental de capacitações
Máquinas na Construção Civil
Betoneiras, serras circulares, gruas, guindastes, elevadores de 
carga - proteções adequadas obrigatórias
Inspeções e Manutenções
Inspeções periódicas obrigatórias, registro completo de todas as 
manutenções realizadas
NR-12: Previne acidentes graves com máquinas - proteções coletivas têm prioridade sobre EPIs
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NR-18: Construção Civil
Norma Setorial Mais Importante para Segurança em Obras
Organização do Canteiro
Áreas de vivência (vestiários, sanitários, refeitório), layout definido, 
isolamento/sinalização, ordem e limpeza
Andaimes, Escadas e Plataformas
Montagem por profissional qualificado, inspeção antes do uso, guarda-
corpos e rodapés obrigatórios
Instalações Provisórias
Elétricas conforme NR-10, hidráulicas adequadas, sanitárias 
proporcionais ao número de trabalhadores
Ferramentas e Equipamentos
Uso correto, manutenção preventiva, armazenamento e guarda 
adequada de ferramentas
Treinamentos Obrigatórios
Admissional (integração), periódicos (reciclagem), específicos (altura NR-35, 
espaços confinados NR-33, eletricidade NR-10)
PGR na Construção
Programa de Gerenciamento de Riscos substituiu o PCMAT em 2022 -
obrigatório para todas as obras
RESPONSABILIDADE DA CONSTRUTORA: garantir cumprimento integral da NR-18 em toda a obra
NR-23: Proteção Contra Incêndios
Prevenção
Controle de fontes de ignição (faíscas, chamas, cigarros), 
armazenamento adequado de inflamáveis, ordem e limpeza, 
manutenção de equipamentos elétricos
Sistemas de Combate
Extintores portáteis (distribuição máxima 25m classe A), hidrantes quando 
exigido pelo Corpo de Bombeiros, sprinklers em áreas críticas
Sinalização de Segurança
Saídas de emergência iluminadas e sinalizadas, rotas de fuga 
desobstruídas, placas de localização de extintores
Rotas de Fuga
Largura mínima 1,20m, portas abrindo no sentido da fuga, pontos de 
encontro externos definidos, desobstrução permanente
Planos de Emergência
Procedimentos de evacuação documentados, simulados periódicos, 
brigada de incêndio treinada (quando aplicável)
Canteiros de Obras
Atenção especial a áreas de solda, corte térmico, armazenamento de GLP, 
materiais inflamáveis e líquidos combustíveis
NR-23 estabelece requisitos obrigatórios de proteção contra incêndio em todos os locais de trabalho
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NR-24: Sanitárias e Conforto
Instalações Sanitárias
Separadas por sexo, proporção 1 conjunto (vaso, lavatório, 
chuveiro) para cada 20 trabalhadores, mictórios masculinos 1:20, 
água corrente, portas com fechaduras
Vestiários
Quando exigida troca de roupa: armários individuais com 
cadeado, ventilação adequada, bancos, separados por sexo
Refeitórios
Mesas/cadeiras suficientes, lavatórios para higienização, 
aquecedor de refeições, água potável filtrada
Água Potável
Bebedouros/copos descartáveis em locais acessíveis, filtros para 
água não tratada, distribuição adequada
Alojamentos (obras remotas)
Camas individuais, armários, instalações sanitárias proporcionais, 
ventilação/iluminação naturais
Limpeza e Manutenção
Higienização diária de todas as instalações, manutenção 
preventiva, conservação em perfeitas condições
Responsabilidade do empregador manter todas as instalações em perfeitas condições de uso e higiene
Outras NRs Aplicáveis à Construção Civil
NR-15: Insalubridade
Atividades/operações insalubres: ruído >85dB, calor, frio, umidade, 
agentes químicos/biológicos. Adicional de 10%, 20% ou 40% sobre 
salário mínimo conforme grau de exposição.
NR-16: Periculosidade
Atividades perigosas: explosivos, inflamáveis, energia elétrica, 
radiações ionizantes. Adicional de 30% sobre salário base. 
Caracterização através de laudo técnico.
NR-35: Trabalho em Altura
Toda atividade>2,00m do nível inferior com risco de queda. 
Treinamento 8h obrigatório, análise de risco, sistema de proteção 
contra quedas (coletivo prioritário, individual quando inviável).
NR-33: Espaços Confinados
Locais sem ventilação adequada: fossas, poços, tanques, silos. PET 
(Permissão de Entrada e Trabalho), vigia externo, medições 
atmosféricas (O₂, gases tóxicos), ventilação forçada obrigatória.
NR-20: Inflamáveis e Combustíveis
Armazenamento e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis: GLP, diesel, gasolina. Capacitação específica, sinalização, sistemas de contenção de 
vazamentos. Aplicação depende das atividades específicas da obra.
Aplicação depende das atividades específicas desenvolvidas em cada obra
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Caso Prático 3: Aplicação da NR-18 em Obra Comercial
Cenário da Obra
Obra comercial vertical de 12 pavimentos com 80 trabalhadores. Múltiplas 
frentes de trabalho simultâneas (estrutura, alvenaria, instalações). Auditoria do 
Ministério do Trabalho e Emprego identificou não conformidades graves na 
organização do canteiro de obras.
Achados da Auditoria (Não Conformidades)
Áreas de Vivência Inadequadas: Vestiários improvisados sem ventilação. 
Sanitários insuficientes (1:40) quando o mínimo exigido é 1:20 
trabalhadores conforme NR-24.
Sinalização Deficiente: Falta de sinalização de segurança e isolamento 
adequado de áreas de risco. Trabalhadores expostos sem demarcação 
visual.
Circulação Não Segregada: Veículos e pedestres compartilhando 
mesmas rotas, gerando risco de atropelamento e colisões.
Gestão de Resíduos Inexistente: Entulho, madeira e metal misturados sem 
segregação. Descarte inadequado gerando riscos de tropeços e quedas.
Ausência de EPCs em Altura: Lajes sem guarda-corpos. Trabalhadores 
expostos a quedas de altura superior a 12 metros sem proteção coletiva.
Lição Aprendida: A adequação rigorosa à NR-18 não apenas evita penalidades legais, mas também melhora a segurança, organização e eficiência operacional do canteiro de obras
Caso Prático 3: Aplicação da NR-18 em Obra Comercial (Cont.)
Plano de Ação Implementado
Reorganização do Canteiro: Reestruturação completa do layout conforme 
NR-18. Construção de vestiários e sanitários adequados na proporção 
1:20.
Sinalização Horizontal e Vertical: Pintura de faixas de circulação, instalação 
de placas de advertência, perigo e obrigação. Isolamento de áreas de risco.
Rotas Segregadas: Criação de caminhos exclusivos para pedestres 
sinalizados. Rota de veículos demarcada e com controle de velocidade.
Gestão de Resíduos: Implantação de sistema de coleta seletiva com 
caçambas separadas (entulho, madeira, metal, plástico). Área de 
armazenamento temporário.
Instalação de EPCs: Guarda-corpos metálicos em todas as bordas de laje, 
telas de proteção lateral, plataformas de proteção primária e 
secundária.
Resultados Obtidos
100%
Conformidade com NR-18
Redução de 75% nos incidentes reportados. Melhoria significativa no clima 
organizacional e produtividade da equipe. Auditoria de retorno do MTE 
aprovada sem emissão de multas ou embargos.
Lição Aprendida: A adequação rigorosa à NR-18 não apenas evita penalidades legais, mas também melhora a segurança, organização e eficiência operacional do canteiro de obras
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EPIs: Conceito e Importância
Definição (NR-6)
EPI (Equipamento de Proteção Individual) é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à
proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. EPIs são a ÚLTIMA BARREIRA DE PROTEÇÃO entre o 
trabalhador e o risco, usados quando medidas de proteção coletiva são inviáveis ou insuficientes.
Princípio Fundamental
COMPLEMENTAM EPCs (nunca substituem proteção coletiva)
Utilizados quando EPC é inviável tecnicamente ou durante sua 
implantação
Proteção individual e específica para cada trabalhador
Importância dos EPIs
Proteção individual adaptada ao trabalhador
Treinamento sobre uso correto obrigatório
Ajuste individual para conforto e eficácia
Manutenção e higienização periódica essenciais
HIERARQUIA DE CONTROLES DE RISCOS
1
Eliminar
2
Substituir
3
EPC
4
Administrativo
5
EPI
ATENÇÃO: Todos os EPIs devem ter CA (Certificado de Aprovação) válido expedido pelo MTE
EPIs - Proteção da Cabeça
CLASSIFICAÇÃO POR CLASSE
Capacetes Classe A e Classe B
Classe A: trabalhos em geral, proteção contra impactos | Classe B: trabalhos com eletricidade até 30.000V, isolamento 
elétrico
CLASSIFICAÇÃO POR TIPO
Tipos I e II de Proteção
Tipo I: proteção topo da cabeça contra impactos verticais | Tipo II: proteção topo e lateral contra impactos verticais e laterais
COMPONENTES PRINCIPAIS
Estrutura e Componentes do Capacete
Casco rígido (polietileno alta densidade), suspensão interna (carneira ajustável), jugular obrigatória para trabalho em altura
VALIDADE E MANUTENÇÃO
Prazos de Validade
Casco: 2,5 anos | Suspensão interna: 1 ano | Substituição imediata quando danificado
INSPEÇÃO PERIÓDICA
Pontos de Verificação
Verificar trincas, deformações, perda de cor (degradação UV), histórico de impactos anteriores, estado da suspensão e 
jugular
CÓDIGO DE CORES
Cores por Função Profissional
Branco: engenharia | Amarelo: operários | Azul: eletricistas | Verde: segurança do trabalho | Vermelho: 
bombeiros/brigadistas
CAPACETE DE SEGURANÇA COM 
CARNEIRA PARA OBRA
CA (Certificado de Aprovação) obrigatório expedido pelo MTE - Verificar validade e conformidade antes do uso
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EPIs - Proteção do Corpo
PROTEÇÃO 1
Vestimentas de Alta Visibilidade
Coletes e jaquetas refletivas classes 1, 2 e 3 conforme área refletiva. Obrigatórias em vias com tráfego de 
veículos. Aumentam visibilidade do trabalhador em condições de baixa luminosidade.
PROTEÇÃO 2
Cintos e Talabartes de Segurança
Sistema antiqueda para trabalho em altura superior a 2,00m (NR-35). Tipos: cinto paraquedista (ponto dorsal ou 
peitoral), talabarte simples ou duplo (Y), absorvedor de energia, trava-quedas retrátil. CA obrigatório.
PROTEÇÃO 3
Aventais e Mangotes
Proteção contra respingos de produtos químicos (PVC, neoprene), trabalhos de solda (raspa de couro), e 
proteção contra abrasão. Seleção conforme agente de risco específico identificado na análise.
PROTEÇÃO 4
Uniformes Especiais
Antichama para eletricistas (NR-10), térmicos para trabalho em ambientes frios, impermeáveis para proteção 
contra umidade. Todos devem possuir CA válido e requerem treinamento específico de uso e conservação.
Cinto Paraquedista + Talabarte 'Y'
Sistema antiqueda completo
Absorvedor de energia integrado
CA válido e certificado
Todos os EPIs de proteção do corpo devem possuir CA (Certificado de Aprovação) válido e treinamento específico
EPIs – Proteção de Extremidades
Luvas para Corte e Perfuração
Malha de aço, kevlar ou fibras de alta resistência. Proteção contra cortes, perfurações e abrasões em 
manuseio de materiais cortantes, vidros, chapas metálicas
Luvas Químicas
Látex, nitrílica ou PVC conforme resistência química específica. Verificar compatibilidade com produtos 
manipulados (ácidos, bases, solventes, óleos). Tabela de resistência química obrigatória
Luvas Térmicas, Elétricas e Anti-vibração
Térmico/Calor: isolamento térmico, raspa de couro. Elétrico: borracha isolante classes 00 a 4 conforme 
tensão (500V a 36.000V). Anti-vibração: proteção para uso prolongado de ferramentas vibratórias
Botas e Botinas de Proteção
Biqueira de aço ou composite (proteção impactos 200J), solado antiderrapante e resistente a perfuração, 
botina cano médio/longo. Tipos especiais: antiestático, isolante elétrico, impermeável, térmico
Joelheiras, Cotoveleiras e Proteções Adicionais
Para trabalhos ajoelhados (assentamento de pisos, impermeabilização) ou rastejantes (tubulações, espaços 
confinados). Seleção conforme análise de risco específica da atividade
Luvas de Proteção - Construção Civil
Luva Multiflex para Obras e Serviços Pesados
Calçado de Segurança - Biqueira de Aço/Composite
CA (Certificado deAprovação) obrigatório para todos os EPIs • Verificar validade técnica e condições de uso
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EPIs - Proteção Respiratória, Auditiva e Visual
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
Respiradores e Máscaras
Respiradores Descartáveis: PFF1 (poeiras não tóxicas), PFF2/N95 (poeiras tóxicas, névoas), PFF3/N99 (poeiras muito tóxicas, fumos 
metálicos). Respiradores Semifaciais/Faciais: com cartuchos químicos específicos para cada contaminante (vapores orgânicos, gases 
ácidos, amônia). Linha de Ar Mandado: para espaços confinados com deficiência de oxigênio. Seleção baseada em avaliação 
quantitativa dos agentes. CA obrigatório.
PROTEÇÃO AUDITIVA
Protetores Auriculares
Tipo Plug (Inserção): descartáveis (espuma) ou reutilizáveis (silicone, borracha), atenuação 15-30 dB(A). Indicados para uso prolongado 
e ambientes quentes. Tipo Concha: atenuação 20-35 dB(A), mais confortáveis para uso intermitente, melhor para níveis muito 
elevados de ruído. Seleção: conforme nível de ruído medido e tempo de exposição - objetivo: reduzir exposição para abaixo de 85 
dB(A). Higienização diária obrigatória para plugs reutilizáveis.
PROTEÇÃO VISUAL E FACIAL
Óculos e Protetores Faciais
Óculos de Segurança: lentes incolor (uso geral), cinza (luminosidade intensa), verde (soldagem leve). Óculos de Ampla Visão: proteção 
lateral completa contra poeiras, respingos químicos e impactos. Protetores Faciais (Faceshields): proteção total do rosto contra impactos 
de alta energia, respingos químicos e radiação de solda. Especificações: todas as lentes devem ter tratamento UV e anti-embaçante. CA 
obrigatório para todos os equipamentos.
Seleção de EPIs deve ser baseada em avaliação de riscos específica e todos devem possuir CA válido
EPCs - Proteções Coletivas I
Guarda-Corpos e Rodapés
Sistema de proteção obrigatório em bordas de laje, escadas, rampas e plataformas. Altura mínima de 1,20m com travessas 
intermediárias para evitar quedas de pessoas. Rodapé mínimo de 0,20m para evitar queda de materiais e ferramentas.
Especificações NR-18: Resistência mínima 150 kgf | Travessas intermediárias obrigatórias | Fixação estrutural adequada
Telas e Redes de Proteção
Telas de nylon ou polipropileno com malha 3x3cm ou 5x5cm instaladas em fachadas e aberturas para proteção contra queda de 
materiais e pessoas. Redes de segurança tipo bandeja instaladas sob áreas de trabalho em altura para contenção de quedas.
Material: Nylon/polipropileno | Malha: 3x3cm ou 5x5cm | Instalação: Fachadas, aberturas, perímetros | Inspeção periódica 
obrigatória
Bandejas Primárias e Secundárias
Plataformas de proteção em balanço instaladas na fachada. Primária: a cada 3 metros de altura. Secundária: intermediária entre 
primárias. Largura mínima de 2,50m com inclinação de 45° para direcionar queda de materiais para dentro da obra.
Primária: 3 em 3 metros | Secundária: intermediária | Largura mínima: 2,50m | Inclinação: 45° | Material: madeira ou metálico 
resistente
NR-35 e NR-18: Proteção coletiva tem PRIORIDADE sobre proteção individual | EPCs protegem todos os trabalhadores simultaneamente
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EPCs - Proteções Coletivas II
EPC 1
Plataformas de Proteção (Bandejas)
Estruturas metálicas instaladas em balanço nas fachadas (primária a 3m da última laje e secundária a cada 9m), proporcionando proteção 
contra queda de materiais e pessoas. Obrigatórias conforme NR-18
EPC 2
Telas Fachadeiras
Telas de polietileno (malha 6x3mm) instaladas em toda fachada da edificação, impedindo projeção de materiais para vias públicas. Resistentes 
a UV, fixadas com corda e arruelas. Cores: verde, azul ou branca
EPC 3
Andaimes
Estruturas tubulares metálicas ou madeira para trabalhos em altura. Devem possuir guarda-corpo, rodapé, tábuas/plataformas travadas e 
escada de acesso. Inspeção obrigatória antes do uso (NR-18)
EPC 4
Sinalização de Segurança
Placas de advertência (amarelo/preto triangular), perigo (vermelho/branco circular), obrigação (azul/branco circular), proibição (vermelho/branco/preto circular). Inclui faixas, 
cones, cavaletes e fitas zebradas para demarcação
EPCs protegem coletivamente todos os trabalhadores e têm PRIORIDADE sobre EPIs conforme hierarquia de controles
Seleção de EPIs/EPCs e CA
Critérios Técnicos por Risco
Seleção baseada em análise detalhada:
Análise do risco: agente, intensidade, frequência de exposição
Hierarquia de controles: EPC prioritário sobre EPI
Especificações técnicas do fabricante e normas aplicáveis
Compatibilidade com outros EPIs utilizados simultaneamente
Conformidade e CA Válido
Certificado de Aprovação obrigatório:
CA expedido pelo MTE com validade de 5 anos
Número CA gravado permanentemente no equipamento
Consulta em cadastro nacional de CAs ativos
EPI sem CA ou vencido: infração grave (multa, interdição)
Conforto e Aceitação do Usuário
Participação dos trabalhadores na seleção:
EPI desconfortável não é usado corretamente
Envolvimento dos trabalhadores no processo de escolha
Teste piloto antes da compra em grande quantidade
Treinamento sobre uso correto e benefícios à saúde
Gestão e Controle
Documentação e rastreabilidade:
Registro de entregas individualizadas por trabalhador
Termo de responsabilidade assinado (empregado/empregador)
Controle de validade e cronograma de substituição
Evidências para defesa legal em casos de acidente
A seleção adequada de EPIs/EPCs é fundamental para garantir eficácia da proteção e adesão ao uso
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REGISTROS E EVIDÊNCIAS - Fundamentais para Defesa Legal
Responsabilidades: Empregador x Empregado
Obrigações Legais Estabelecidas pela NR-6 (Equipamentos de Proteção Individual)
RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO
1 Fornecer EPI adequado ao risco GRATUITAMENTE - sem qualquer ônus ao trabalhador 2 
Treinar trabalhador sobre uso correto, conservação e guarda adequada 3 Substituir 
imediatamente quando danificado ou extraviado 4 Fiscalizar uso efetivo durante toda a jornada 
de trabalho 5 Higienizar e realizar manutenção periódica ou substituir 6 Comunicar ao MTE 
qualquer irregularidade observada no EPI 7 Registrar fornecimento em ficha individual ou 
sistema digital
1 Usar EPI apenas para finalidade a que se destina 2 Responsabilizar-se pela conservação e 
guarda adequada do EPI 3 Comunicar ao empregador qualquer alteração que torne o EPI 
impróprio para uso 4 Cumprir determinações do empregador sobre uso adequado dos EPIs 5 
Submeter-se aos treinamentos oferecidos pelo empregador
Termo de Responsabilidade assinado pelo empregado • Ficha de EPI com histórico de entregas • Fotos e registros de uso em campo • Treinamentos documentados com lista de 
presença e conteúdo • Comprovantes de fornecimento com CA válido • Essenciais para comprovar cumprimento legal em fiscalizações, processos trabalhistas e investigações de 
acidentes
Descumprimento das obrigações pode resultar em multas, interdições, responsabilização civil e criminal em caso de 
acidentes
Caso Prático 4: Uso Inadequado de EPIs e Acidente em Obra
Exemplo de trabalhador sem equipamentos de proteção em canteiro de obras - situação de risco grave
Situação
Trabalhador realizando corte de cerâmica com serra circular portátil em obra 
residencial. Não utilizava óculos de proteção nem luvas adequadas (usava luvas de 
raspa inadequadas para a atividade). Tarefa rotineira sem supervisão direta.
Ocorrência do Acidente
Lesão Ocular Grave: Fragmento de cerâmica projetado atingiu olho 
esquerdo do trabalhador, causando corpo estranho penetrante na 
córnea.
Tratamento: Necessidade de cirurgia oftalmológica de emergência. 
Afastamento de 45 dias para recuperação.
Sequela Permanente: Redução de 30% da acuidade visual. CAT emitida, INSS 
reconheceu como acidente de trabalho com incapacidade parcial 
permanente.
Causas Raízes Identificadas
Falta de fiscalização efetiva do uso de EPIs pelos encarregados.
Treinamento inadequado (admissional genérico sem foco em riscos 
específicos).
EPIs fornecidos mas trabalhador não usava por desconforto/hábito.Cultura de segurança deficiente na obra.
Lição Aprendida: O fornecimento de EPIs não é suficiente. É essencial fiscalização efetiva, treinamento específico e cultura de segurança forte para garantir o uso correto
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Caso Prático 4: Uso Inadequado de EPIs e Acidente em Obra (Cont.)
Exemplo de trabalhador sem equipamentos de proteção em canteiro de obras - situação de risco grave
Situação
Trabalhador realizando corte de cerâmica com serra circular portátil em obra 
residencial. Não utilizava óculos de proteção nem luvas adequadas (usava luvas de 
raspa inadequadas para a atividade). Tarefa rotineira sem supervisão direta.
Ações Corretivas Implementadas
Re-treinamento obrigatório NR-6 para todos os trabalhadores com foco em 
riscos específicos.
Inspeções diárias de uso de EPIs com registro fotográfico e checklist.
Bloqueio de ferramentas: não liberar uso sem EPI verificado pelo 
encarregado.
DDS semanal sobre casos reais e consequências de acidentes.
Envolvimento ativo da liderança na fiscalização e exemplo.
Resultados Obtidos
0
Acidentes Oculares
12 Meses Seguintes
95%
Adesão ao Uso
Correto de EPIs
Lição Aprendida: O fornecimento de EPIs não é suficiente. É essencial fiscalização efetiva, treinamento específico e cultura de segurança forte para garantir o uso correto
Riscos por Tipo de Instalação - Introdução
MÓDULO 6: Este módulo aborda riscos específicos por tipo de instalação em construção civil. Cada tipo exige conhecimento técnico
específico e medidas preventivas adequadas conforme normas técnicas brasileiras.
Instalações Elétricas
Choque elétrico, arco voltaico, queimaduras - NR-10
Instalações Hidráulicas
Vazamentos, contaminação, umidade excessiva
Instalações Sanitárias
Riscos biológicos, efluentes, gases de esgoto - NR-24
Instalações de Gás (GLP/GN)
Explosão, incêndio, intoxicação - NBR 15526
Instalações de Combate a Incêndio
Hidrantes, sprinklers, extintores - NR-23
Prevenção Específica
Normas técnicas, procedimentos e capacitação profissional
Cada tipo de instalação apresenta riscos específicos que requerem medidas preventivas adequadas
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Instalações Elétricas - Riscos
Choque Elétrico
Corrente elétrica atravessa corpo humano. Efeitos dependem de 
intensidade (mA), percurso e tempo de exposição. Acima de 30mA 
pode ser fatal (fibrilação ventricular). Risco grave em instalações 
provisórias.
Arco Elétrico
Descarga elétrica no ar com temperatura superior a 3.000°C. Causa 
queimaduras graves de 2º e 3º grau, cegueira por radiação UV e danos 
permanentes. Extremamente perigoso em manutenções sem EPIs 
adequados.
Queimaduras
Causadas por contato direto com partes energizadas, curto-circuitos e 
arcos elétricos. Lesões profundas e extensas que podem causar sequelas 
permanentes e incapacidade funcional.
Incêndios
Sobrecargas elétricas, curtos-circuitos e instalações inadequadas causam 
40% dos incêndios em canteiros de obras. Risco ampliado por materiais 
inflamáveis e falta de manutenção preventiva.
Atmosferas Condutivas
Umidade e locais molhados aumentam drasticamente o risco de choque 
elétrico. Instalações provisórias em obras são particularmente perigosas 
devido a improvisações e falta de manutenção adequada.
Instalações Provisórias
Principal fonte de acidentes em obras por improvisações, ausência de 
projeto técnico, falta de DR, cabos expostos e aterramento inadequado. 
Requerem atenção especial e conformidade com NR-10.
NR-10: Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade - Proteção obrigatória
Instalações Elétricas - Medidas Preventivas
NR-10 Obrigatória
Qualificação/autorização de profissionais (curso 40h), 
procedimentos documentados, EPIs/EPCs específicos
Aterramento e DR
Sistema adequado (TN, TT, IT), DR 30mA em circuitos de 
tomadas/iluminação provisórias
Bloqueio/Etiquetagem (LOTO)
Desenergização, seccionamento, impedimento de reenergização, 
constatação ausência tensão, aterramento temporário
Sinalização
Placas de advertência, delimitação de áreas energizadas, 
identificação de circuitos
Inspeções Periódicas
Verificação de cabos, emendas, quadros, aterramentos -
manutenção preventiva documentada
Projeto Adequado
Dimensionamento correto, proteções (disjuntores, fusíveis), 
separação de circuitos conforme NBR 5410
Conformidade com NR-10 é obrigatória para garantir segurança em instalações elétricas
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Instalações Hidráulicas - Riscos
Vazamentos e Alagamentos
Rompimento de tubulações, conexões mal executadas, pressões 
excessivas. Risco de escorregamento, danos materiais e infiltrações 
estruturais.
Contaminação
Cruzamento de redes (água potável x esgoto), retrossifonagem, 
proliferação bacteriana em reservatórios sem limpeza adequada.
Escorregamento
Pisos molhados são as principais causas de quedas em obras. 
Risco de lesões graves por escorregamento em áreas com 
vazamento.
Colapso de Tubulações
Sobrecarga, falta de suporte adequado, materiais inadequados. 
Risco de rompimento e acidentes graves com tubulações caindo.
Pressões Anormais
Golpe de aríete (fechamento rápido de válvulas) pode romper 
tubulações. Flutuações de pressão causam danos à rede 
hidráulica.
Instalações Provisórias
Obras utilizam instalações provisórias críticas pela falta de 
manutenção preventiva e uso intensivo sem controle adequado.
Riscos hidráulicos em obras requerem manutenção preventiva e inspeções periódicas
Instalações Hidráulicas - Medidas Preventivas
Projeto e Estanqueidade
Projeto por profissional habilitado conforme NBR 5626 (água fria), NBR 
7198 (água quente), NBR 8160 (esgoto). Testes de estanqueidade 
obrigatórios antes cobertura/utilização
Manutenção Preventiva
Inspeções periódicas, detecção de vazamentos, limpeza de 
reservatórios semestralmente, substituição preventiva de 
componentes
Sinalização e Isolamento
Identificação de tubulações por cores (azul=água fria, 
vermelho=quente, marrom=esgoto), isolamento de áreas com 
vazamento
Materiais Adequados
Tubos e conexões certificados (INMETRO), dimensionamento correto, 
suportes adequados para garantir durabilidade e segurança
Proteção Contra Contaminação
Válvulas de retenção, separação física de redes (água potável x esgoto), cloração periódica de reservatórios, prevenção de retrossifonagem
Conformidade com normas técnicas garante segurança e qualidade das instalações hidráulicas
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Instalações Sanitárias - Riscos
AGENTES BIOLÓGICOS
Vírus (hepatites A, B, C), bactérias (E.coli, Salmonella, Leptospira), 
parasitas (vermes) presentes em esgotos/efluentes. Exposição por 
contato, inalação, ingestão.
EFLUENTES
Esgoto bruto contém matéria orgânica, patógenos e químicos tóxicos. 
Vazamentos contaminam solo e água, criando riscos ambientais e 
sanitários graves.
GASES DE ESGOTO
H₂S (sulfeto de hidrogênio - tóxico/inflamável), CH₄ (metano -
asfixiante/explosivo), NH₃ (amônia - irritante), CO₂ (dióxido de carbono -
asfixiante).
ESPAÇOS CONFINADOS
Fossas, caixas de inspeção, tanques sépticos são extremamente perigosos. 
Acúmulo de gases tóxicos, deficiência de oxigênio, risco de intoxicação e 
morte.
LIMPEZA E DESINFECÇÃO
Higienização inadequada perpetua riscos biológicos. Proliferação de 
microrganismos patogênicos, odores, contaminação cruzada entre 
instalações.
NR-24 - REQUISITOS MÍNIMOS
Estabelece condições sanitárias e de conforto obrigatórias: instalações 
separadas por sexo, ventilação adequada, manutenção/limpeza diária, água 
corrente.
Instalações sanitárias inadequadas são fontes críticas de doenças ocupacionais e contaminação ambiental
Instalações de Gás (GLP/GN) - Riscos
Vazamento e Explosão
GLP (propano/butano) mais pesado que ar, acumula em partes baixas. GN 
(metano) mais leve, dispersa. LIE: GLP 2,1%, GN 5%. Faíscas/chamas causam 
explosões devastadoras.
Intoxicação por Asfixia
GLP/GN não são tóxicos mas causam asfixia por deslocamento de 
oxigênio. Sintomas: tontura, náusea, desmaio, morte. Risco crítico em 
ambientes confinados.
Incêndio por Ignição
Vazamentospróximos a fontes de calor (solda, fumo, equipamentos 
elétricos) causam incêndios. Propagação rápida em ambientes com 
materiais combustíveis.
Ventilação Insuficiente
Ambientes confinados ou mal ventilados acumulam gases. GLP em 
porões/fossas, GN em forros/tetos. Ventilação permanente obrigatória 
conforme NBR 15526.
NBR 15526: Estabelece requisitos técnicos para instalações seguras de gás combustível em edificações residenciais e comerciais - projeto, materiais, 
execução, testes e manutenção obrigatórios
Instalações de gás exigem projeto técnico, testes de estanqueidade e ventilação adequada
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Instalações de Gás - Medidas Preventivas
NBR 15526 Obrigatória
Projeto por profissional habilitado, materiais certificados (tubos 
cobre/aço, válvulas aprovadas), execução por instalador 
qualificado
Testes de Estanqueidade
Teste hidrostático ou pneumático antes da utilização, pressão 1,5x 
pressão de operação por 30min mínimo, sem vazamentos
Ventilação Permanente
Aberturas inferiores/superiores para circulação de ar, área 
mínima conforme NBR, ambientes de GLP ventilação inferior 
obrigatória
Detectores e Válvulas de Bloqueio
Detectores de vazamento com alarme sonoro/visual, válvulas de 
bloqueio automático, válvula de corte manual acessível
Sinalização
Placas indicativas, proibição de fumar, sinalização de emergência 
para gás
Inspeções Periódicas
Verificação anual de tubulações, conexões, válvulas, teste de 
estanqueidade
Instalações de gás devem seguir rigorosamente a NBR 15526 para prevenir explosões e incêndios
Instalações de Combate a Incêndio
Hidrantes e Mangotinhos
Rede de incêndio independente da rede de consumo, reserva técnica 
exclusiva, bombas de recalque, abrigos sinalizados. Hidrante tipo 1 
(residencial), tipo 2/3 (comercial/industrial). Pressão e vazão conforme 
IT/NBR.
Sprinklers
Sistema automático de extinção por água, acionamento por temperatura 
(bulbos 68°C, 79°C, etc). Tipos: carga úmida, seca, dilúvio, pré-ação. 
Cobertura total ou parcial conforme risco.
Extintores Portáteis
Distribuição conforme classe de incêndio e área protegida. Sinalização 
obrigatória, inspeção mensal (tag), recarga anual ou após uso. Tipos: água, 
PQS, CO2, espuma conforme classe de fogo.
Sinalização de Emergência
Rotas de fuga sinalizadas e iluminadas, saídas de emergência 
identificadas, localização de equipamentos de combate (placas 
fotoluminescentes). Iluminação de emergência autônoma com 
autonomia mínima 1 hora.
Acesso e Manutenção
Hidrantes acessíveis e desobstruídos permanentemente. Mangueiras em 
bom estado (sem furos/ressecamento). Teste hidrostático periódico. 
Acesso fácil para Corpo de Bombeiros.
Projeto Técnico
Elaboração conforme Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros 
estadual. Aprovação prévia obrigatória. ART/RRT de projeto e execução. 
Vistoria e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) para 
funcionamento.
Sistemas de combate a incêndio conforme NR-23 e Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros
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Medidas Preventivas Gerais para Instalações
Projeto Conforme Norma
Toda instalação deve ter projeto técnico por profissional habilitado 
(engenheiro/arquiteto), atendendo NBRs/NRs aplicáveis, ART/RRT 
recolhidas
Procedimentos de Trabalho
Elaboração de procedimentos seguros para execução/manutenção, 
análise de risco prévia (APR), permissão de trabalho quando aplicável
Manutenção e Inspeções
Manutenção preventiva programada, inspeções periódicas documentadas, 
correção imediata de não conformidades, registro de intervenções
Treinamento Contínuo
Capacitação específica por tipo de instalação (NR-10 para elétrica, NR-33 para 
espaços confinados), reciclagens periódicas, DDS sobre riscos específicos
Documentação
As-built atualizado, manuais de operação/manutenção, registro de testes/inspeções, certificados de equipamentos
Aplicação das medidas preventivas garante segurança e conformidade legal em todas as instalações civis
Caso Prático 5: Acidente Fatal por Choque Elétrico em Instalação 
Provisória
Cenário da Obra
Obra industrial de grande porte. Instalação elétrica provisória em condições precárias. Dia 
chuvoso com alta umidade. Trabalhador (eletricista sem curso NR-10) tentando conectar 
cabo de alimentação em quadro de distribuição provisório.
Ocorrência do Acidente
Choque elétrico fatal (220V). Trabalhador tocou cabo energizado descascado enquanto 
pisava em poça d'água. Corrente elétrica atravessou corpo (mão → coração → pés) 
causando fibrilação ventricular. Morte no local antes da chegada do SAMU.
ACIDENTE FATAL
Achados da Perícia Técnica
Instalação sem projeto técnico, executada por pessoa não 
qualificada
Ausência total de DR (Dispositivo Residual) no 
quadro
Cabos elétricos expostos sem isolamento 
adequado
Falta completa de aterramento no sistema 
elétrico
Quadro sem proteção contra intempéries 
(chuva)
Trabalhador sem treinamento NR-10 e sem EPIs (luvas 
isolantes)
LIÇÃO CRÍTICA: A economia em segurança NUNCA compensa. O descumprimento da NR-10 custou uma vida e trouxe consequências jurídicas e financeiras devastadoras para a empresa
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Caso Prático 5: Acidente Fatal por Choque Elétrico em Instalação
Provisória (Continuação)
Cenário da Obra
Obra industrial de grande porte. Instalação elétrica provisória em condições precárias. Dia 
chuvoso com alta umidade. Trabalhador (eletricista sem curso NR-10) tentando conectar 
cabo de alimentação em quadro de distribuição provisório.
Causas Raízes Identificadas
Economia Inadequada: Construtora não contratou eletricista qualificado 
para reduzir custos
Ausência de Fiscalização: Falta de SESMT e supervisão de segurança do 
trabalho
Descumprimento NR-10: Violação completa de requisitos legais de 
segurança elétrica
Falta de Gestão de Riscos: Inexistência de PGR, análise de riscos e 
procedimentos seguros
Consequências Legais
Processo criminal contra responsável técnico da obra e 
construtora
Multas pesadas aplicadas pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego
Interdição total da obra por 60 dias até adequação 
completa
Indenização milionária à família da vítima (danos materiais e 
morais)
Ações Implementadas Pós-Acidente
Contratação de empresa especializada para refazer toda instalação 
elétrica conforme NR-10 e NBR 5410
Treinamento NR-10 (40h) obrigatório para todos os trabalhadores 
que interagem com eletricidade
Inspeções diárias de instalações elétricas com registro fotográfico 
e documentação
Sistema de bloqueio de energização - somente com autorização técnica 
e procedimento LOTO
LIÇÃO CRÍTICA: A economia em segurança NUNCA compensa. O descumprimento da NR-10 custou uma vida e trouxe consequências jurídicas e financeiras devastadoras para a empresa
Módulo 7: Riscos Físicos, Químicos e Biológicos
Este módulo aborda os principais agentes de risco presentes em instalações civis, suas características, efeitos na saúde dos trabalhadores e 
medidas de controle específicas.
Riscos Físicos
Agentes relacionados a formas de energia no 
ambiente de trabalho
Ruído, vibração, temperaturas extremas, 
radiações, pressões anormais
Riscos Químicos
Substâncias, compostos ou produtos que 
possam penetrar no organismo
Poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, 
produtos químicos
Riscos Biológicos
Microrganismos e agentes infecciosos 
presentes no ambiente
Vírus, bactérias, fungos, parasitas, animais 
peçonhentos
Cada tipo de risco exige avaliação específica e medidas de controle adequadas conforme NR-9
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Riscos Físicos - Ruído em Obras
Definição de Ruído Ocupacional
Som indesejável que pode causar danos à saúde auditiva. Medido 
em decibéis - dB(A). Exposição prolongada acima de 85 dB(A) causa 
PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído).
Principais Fontes em Obras
Marteletes pneumáticos (100-110 dB), serras circulares (95-105 dB), 
betoneiras (85-95 dB), britadeiras (105-115 dB), compressores (90-
100 dB), lixadeiras (90-95 dB).
Efeitos na Saúde
PAIR (irreversível), zumbido (tinnitus), estresse,

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