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Plano de Negócios e Gestão

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Unidade 2
Plano de negócios, Perspectivas Lean e Metodologias de Gestão
Aula 1
Plano de Negócios
Plano de negócios
Plano de negócios
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, convidamos você a se dedicar ao estudo do plano
de negócio, pois essa ferramenta desempenha um papel
crucial no sucesso empresarial. O plano de negócio é a
espinha dorsal de qualquer empreendimento,
proporcionando uma estrutura sólida para a definição,
características e etapas de um negócio. Ele começa com a
definição clara do conceito, metas e propósito da empresa,
seguindo com a identificação de características essenciais,
como o público-alvo, proposta de valor, análise da
concorrência e projeções financeiras. Sua importância é
inegável, pois fornece uma visão detalhada e organizada do
empreendimento.
Para ilustrar, considere que João, um empreendedor, deseja
lançar uma linha de produtos de beleza sustentáveis; ele
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/0485128d-28c2-58ff-87a4-26a79ba32901.pdf
enfrenta, portanto, um mercado competitivo e a crescente
demanda por produtos ecológicos. A necessidade de
elaborar um plano de negócio é clara, pois o ajudará a
compreender o mercado, estabelecer estratégias para se
destacar, avaliar recursos necessários e garantir a viabilidade
financeira de sua iniciativa.
O plano de negócio é a bússola que orienta o sucesso
empresarial, capacitando empreendedores a tomar decisões
informadas, minimizar riscos e otimizar suas chances de
êxito. Trata-se de uma ferramenta fundamental para quem
busca prosperar no competitivo mundo dos negócios.
Vamos conhecer mais o plano de negócios! A aprendizagem
é a chave que abre as portas do futuro.
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Plano de negócios
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INOVAÇÃO
A gestão eficiente de empreendimentos comerciais e
industriais é um desafio que requer a alocação estratégica
de diversos recursos, como capital humano, financeiro,
tecnológico e estrutural. Esses recursos desempenham um
papel crucial na construção e operação de uma empresa,
com o objetivo de atender às demandas de um mercado
específico. O plano de negócio é uma ferramenta que
possibilita ao empreendedor a análise da viabilidade do
negócio. Dornelas (2023, p. 6), conceitua o plano de negócio
como sendo:
O plano de negócios é um documento utilizado para
planejar um empreendimento ou unidade de negócios,
em estágio inicial ou não, com o propósito de definir e
delinear sua estratégia de atuação para o futuro. Trata-se
ainda de um guia para a gestão estratégica de um
negócio ou unidade empresarial.
Segundo os autores Hashimoto e Borges (2020), o plano de
negócios desempenha um papel multifacetado nas
operações empresariais, atuando em três dimensões-chave:
primeiro, ele serve como um guia para desenvolver e refinar
estratégias de negócios, permitindo que os empreendedores
avaliem a viabilidade sob todos os aspectos mercadológicos,
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financeiros e operacionais; em segundo lugar, atua como
uma ferramenta retrospectiva para avaliar o desempenho da
empresa ao longo do tempo, especialmente na gestão
financeira e orçamentária; já a terceira função é atrair
investimentos, pois ele é utilizado para se obter apoio
financeiro necessário para o crescimento e desenvolvimento
do empreendimento.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Elaboração de um plano de
negócios
A elaboração de um plano de negócios é um passo crucial
em diferentes momentos do desenvolvimento de uma
empresa, podendo ser realizada na sua fase inicial ou em
outros momentos. De acordo com Neto (2021), o plano de
negócios não é um documento estático; ele deve ser
atualizado à medida que a empresa evolui e o ambiente de
negócios muda. Manter um plano de negócios atualizado e
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relevante é uma prática importante para a gestão eficaz de
uma empresa.
A estrutura básica de um plano de negócios é composta de
várias seções, cada uma desempenhando um papel
fundamental no planejamento e na gestão da empresa.
Dornelas (2023), apresenta a seguinte estrutura e ordem do
plano de negócios:
1.    O conceito do negócio.
2.    Mercado e competidores.
3.    Equipe de gestão.
4.    Produtos e serviços.
5.    Estrutura e operações.
6.    Marketing e vendas.
7.    Estratégia de crescimento.
8.    Finanças.
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9.    Sumário executivo. 
Dornelas (2023) salienta que a análise de oportunidade não
é uma seção do plano em si, mas é a fase inicial crucial que
determina se a criação de um plano de negócios é viável.
Portanto, começa-se examinando uma ideia de negócio, para
avaliar seu potencial como uma oportunidade, e somente
após essa análise é que se decide avançar para a elaboração
do plano de negócios para esse empreendimento.
Para desenvolver o plano de negócio, segundo Dornelas
(2023), deve-se começar com “o conceito do negócio”, pois
ele apresenta a espinha dorsal do empreendimento,
definindo claramente o que a empresa é ou será ao
responder às perguntas fundamentais, como o que a
empresa vende e para quem. Se a empresa já está em
operação, esta é a oportunidade de destacar realizações
passadas, como faturamento, crescimento, diferenciais
competitivos e outros marcos importantes. Esse é o ponto
de partida para o desenvolvimento de um plano sólido e
envolvente, que atrairá investidores, parceiros e clientes.
Dornelas (2023) aponta que a segunda etapa do plano de
negócios, "mercado e competidores" é realizada em duas
fases distintas. A primeira fase envolve a análise setorial;
nesse contexto, é importante definir em qual ramo de
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negócios a empresa pretende atuar, e isso inclui entender
como esse setor é organizado, quem são os principais
players, o tamanho do mercado e quem domina essa
indústria, pois a identificação dos competidores-chave é
crucial para se compreender o ambiente competitivo.
Em seguida, a análise se concentra em definir o mercado-
alvo ou nicho de mercado específico em que a empresa se
concentrará inicialmente dentro desse setor. Essa análise
deve ser mais detalhada, envolvendo a identificação das
necessidades dos clientes potenciais que ainda não são
adequadamente atendidas, e ao apresentar a análise do
nicho de mercado, a empresa deve destacar onde estão as
lacunas no atendimento ao cliente e como pretende
preenchê-las. Isso ajuda a posicionar a empresa
estrategicamente no mercado.
Na terceira etapa do plano de negócios, "equipe de gestão",
segundo Dornelas (2023), são apresentados os principais
executivos e gestores do seu negócio, destacando suas
habilidades, experiência, comprometimento e como estão
alinhados com o empreendimento. Reconhecendo que as
pessoas são um ativo crucial, essa seção deve demonstrar a
capacidade da equipe de liderar para impulsionar o
crescimento da empresa.
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De acordo com Dornelas (2023), no tópico "produtos e
serviços" do plano de negócios, deve-se jogar luz sobre o que
realmente faz o negócio girar e descrever o que exatamente
a empresa oferece, de uma forma direta e fácil de entender.
Além disso, é o momento de fazer brilhar as características
especiais do que se está vendendo, que benefícios os
produtos ou serviços trazem para os clientes e o que os
torna únicos e inesquecíveis. É, também, a chance de
explicar qual é a finalidade deles, para que servem e qual é o
apelo que buscam atender, no entanto, é preciso se atentar
ao ciclo de vida dos produtos da empresa: eles estão
decolando, estagnados ou maduros? Isso ajuda a entender a
dinâmica do portfólio de produto.
Na seção de "estruturaviabilidade de seu conceito?
Como superar o "vale da morte" e garantir a
sobrevivência e o crescimento da StartupVision?
De que maneira o Canvas de modelo de negócios pode
ajudar a visualizar e estruturar o empreendimento?
Como as metodologias ágeis podem ser usadas para
gerenciar o desenvolvimento do aplicativo de realidade
aumentada?
Reflita
Você sabe o que pode ajudá-lo a solucionar esse desafio? Os
conceitos e estratégias aprendidos na unidade! A aplicação
deles resultará em uma abordagem mais fundamentada e
eficiente para o desenvolvimento da startup.
Resolução do Estudo de Caso
Após analisar o cenário da StartupVision e as questões
apresentadas, você pode oferecer as seguintes
recomendações:
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Plano de negócios sólido: inicialmente, a StartupVision
deve desenvolver um plano de negócios que inclua uma
clara visão da empresa, seus objetivos a longo e curto
prazo, estratégias de mercado e detalhes financeiros.
Isso garantirá que todos os envolvidos tenham uma
compreensão compartilhada da direção da empresa.
Abordagem Lean e MVP: para validar a viabilidade de seu
aplicativo, a StartupVision deve adotar a abordagem
Lean startup. Pode-se criar um MVP (Produto Mínimo
Viável) do aplicativo com as funcionalidades essenciais e,
em seguida, testá-lo com um grupo seleto de usuários
para coletar feedback e fazer ajustes com base nesse
feedback, possibilitando que a empresa economize
tempo e recursos.
Superação do "vale da morte": a StartupVision deve estar
preparada para enfrentar obstáculos financeiros iniciais,
para isso, pode procurar investidores, buscar parcerias
estratégicas e considerar fontes alternativas de
financiamento. Além disso, manter um olhar atento
sobre as métricas-chave de desempenho contribui para
decisões informadas e a sobrevivência da empresa.
Utilização do Canvas de modelo de negócios: a
StartupVision pode empregar o Canvas de modelo de
negócios para mapear os componentes-chave de seu
negócio, incluindo proposta de valor, segmento de
clientes, canais de distribuição e fontes de receita. Isso
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fornecerá uma visão clara da estrutura da empresa e de
como os elementos se relacionam.
Metodologias ágeis na gestão do desenvolvimento: para
gerenciar o desenvolvimento do aplicativo de realidade
aumentada, a StartupVision pode adotar metodologias
ágeis, como Scrum ou Kanban. Isso permitirá que a
equipe trabalhe de forma mais flexível e colaborativa,
respondendo rapidamente às mudanças de requisitos e
às necessidades do mercado.
Com essas ações, a StartupVision estará mais bem
preparada para transformar sua visão inovadora em
realidade e enfrentar os desafios iniciais com eficácia. 
Assimile
A história da gestão de projetos é uma jornada fascinante
que abrange décadas de desenvolvimento e evolução. Ao
longo desse percurso, a gestão de projetos passou de uma
prática rudimentar e desorganizada para se tornar uma
disciplina altamente sofisticada e essencial em uma ampla
gama de setores e indústrias.
Na linha do tempo a seguir, exploraremos os principais
marcos e transformações que moldaram a gestão de
projetos, desde suas raízes iniciais até a era contemporânea,
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em que a tecnologia e as metodologias ágeis desempenham
um papel fundamental na otimização de processos e na
entrega de projetos bem-sucedidos. Vamos viajar pela
história da gestão de projetos e observar como ela se tornou
um pilar central na busca da eficiência e do sucesso nos
empreendimentos em todo o mundo.
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INOVAÇÃO
Fonte: elaborada pela autora.
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EMPREENDEDORISMO E
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Essa linha do tempo destacou as principais fases e
desenvolvimentos na evolução da gestão de projetos ao
longo das décadas.
Referências
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oportunidades. Curitiba: InterSaberes, 2022.
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Contentus, 2020.
BRASIL. Lei Complementar nº 182, de junho de 2021. Institui
o marco legal das startups e do empreendedorismo
inovador; e altera a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
e a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Brasília, DF, 2021. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm.
Acesso em: 26 dez. 2023.
CAMARGO, R. A. de; RIBAS, T. Gestão ágil de projetos. São
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DAHL, J. Liderança Lean. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm
DENNIS, P.; SIMON, L. Dominando a disrupção digital: como
as empresas vencem com design thinking, agile e lean
startup. Porto Alegre: Bookman, 2022.
DORNELAS, J. Plano de negócios com o modelo canvas: guia
prático de avaliação de ideias de negócio. 3. ed. Barueri:
Atlas, 2023.
DORNELAS, J. Plano de negócios: seu guia definitivo. 3. ed.
Barueri: Atlas, 2023.
GONÇALVES, S. C. A. Da ideia ao plano de negócios. Curitiba:
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GULBRANDSEN, K. E. Bridging the valley of death: The
rhetoric of technology transfer. 2009. Tese (Doutorado em
Filosofia) — Iowa State University, Ames, 2009. Disponivel
em: https://dr.lib.iastate.edu/entities/publication/d8046ea0-
c35d-43a5-85e0-00793a084ee9. Acesso em: 22 dez. 2023.
HASHIMOTO, M.; BORGES, C. Empreendedorismo: plano de
negócios em 40 lições. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educação,
2020.
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https://dr.lib.iastate.edu/entities/publication/d8046ea0-c35d-43a5-85e0-00793a084ee9
https://dr.lib.iastate.edu/entities/publication/d8046ea0-c35d-43a5-85e0-00793a084ee9
KERZNER, H. Gestão de projetos: as melhores práticas. 4. ed.
Porto Alegre: Bookman, 2020.
LACRUZ, A. J. Plano de negócios passo a passo:
transformando sonhos em negócios. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2021.
MAURYA, A. Comece sua startup enxuta. São Paulo: Saraiva,
2018.
MAXIMIANO, A. C. A.; VERONEZE, F. Gestão de projetos:
preditiva, ágil e estratégica. 6. ed. Barueri: Atlas, 2022.
MELLO, C. de M.; ALMEIDA NETO, J. R. M. de; PETRILLO, R.
P. Para compreender as startups. Rio de Janeiro: Processo,
2022.
MICELI, A. L. C.; SALVADOR, D. O. Startups: nos mares dos
dragões. Rio de Janeiro: Brasport, 2019.
NETO, J. F. C. Elaboração e avaliação de planos de negócios.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2021.
ORTIZ, F. C. Criatividade, inovação e empreendedorismo:
startups empresas digitais na economia. São Paulo: Phorte,
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2021.
Osterwalde; A. Business model generation: inovação em
modelos de negócios: um manual para visionários,
inovadores e revolucionários. Rio de Janeiro: Alta Books,
2011.
RIES, E. A startup enxuta: como os empreendedores atuais
utilizam a inovação contínua para criar empresas
extremamente bem-sucedidas. São Paulo: Lua de Papel,
2012.
VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidade
de negócios. São Paulo: Saraiva Educação, 2021.
WYSOCKI, R. K.; MARQUES, A. S. Gestão eficaz de projetos.
São Paulo: Saraiva Educação, 2020.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃOe operações" do plano de negócios,
para Dornelas (2033), são explorados a infraestrutura e os
processos internos da empresa, preenchendo lacunas que
podem ter persistido nas seções anteriores. Nela, há
informações detalhadas sobre a organização da empresa,
seus principais procedimentos, parcerias estratégicas,
recursos fundamentais e como tudo se integra para
assegurar uma operação eficiente. Além disso, deve-se
destacar aspectos operacionais específicos, como logística,
cadeia de suprimentos, localização física e a utilização de
tecnologia especializada que garante a fluidez das
operações.
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Para Dornelas (2023), o tópico "marketing e vendas" no
plano de negócios é um dos pilares para o crescimento da
empresa. É aqui que se desenvolve a estratégia que definirá
como os produtos ou serviços serão posicionados no
mercado, como serão precificados, onde e como serão
disponibilizados e como serão promovidos. Uma abordagem
comum e eficaz nessa etapa é a utilização dos 4 P’s:
posicionamento, preço, praça e promoção, que permitem
uma estrutura clara e abrangente para a estratégia de
marketing.
De acordo com Dornelas (2023), a seção "estratégia de
crescimento" é o mapa que delineia como a empresa planeja
alcançar seus objetivos e se desenvolver continuamente,
preparando-se para superar desafios futuros. Para traçar
essa estratégia, a empresa deve estar pronta para monitorar
tanto as mudanças no ambiente macroambiental, como as
demográficas, econômicas, tecnológicas, políticas, legais,
sociais e culturais, quanto as influências no ambiente
microambiental, como o perfil dos consumidores,
concorrência, canais de distribuição e fornecedores.
Para Lacruz (2021), na etapa “finanças”, são desenvolvidas
projeções e análises financeiras detalhadas que ajudam a
empresa a entender, planejar e comunicar sua saúde
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financeira e sua viabilidade. Alguns dos principais elementos
que são desenvolvidos no plano financeiro incluem:
Projeções financeiras: envolvem a criação de
demonstrações financeiras projetadas, como o balanço
patrimonial, a demonstração de resultados e o fluxo de
caixa. Essas projeções estimam as receitas, despesas e
lucros esperados ao longo de um período específico.
Plano de investimento inicial: descreve os custos iniciais
necessários para lançar o negócio, incluindo
investimentos em ativos, despesas de inicialização e
capital de giro.
Análise de viabilidade: avalia a capacidade do negócio de
gerar lucro e cobrir suas despesas operacionais, e isso
inclui cálculos de ponto de equilíbrio (PE), margens de
lucro e retorno sobre investimento (ROI).
Estratégia de precificação: define como os produtos ou
serviços serão precificados, levando em consideração
fatores como custos, concorrência e valor percebido
pelos clientes.
Fontes de financiamento: identifica as fontes de
financiamento necessárias para o negócio, como
empréstimos, investidores ou capital próprio, e como
esses recursos serão alocados.
Gerenciamento de fluxo de caixa: analisa como o
dinheiro entra e sai do negócio ao longo do tempo,
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garantindo que haja capital de giro suficiente para
operações contínuas.
Análise de riscos financeiros: identifica possíveis riscos
financeiros e desenvolve estratégias para mitigá-los.
Cenários alternativos: pode incluir análises de cenários
alternativos para ajudar a empresa a se preparar para
diferentes situações, como cenários otimistas,
pessimistas ou realistas.
O plano financeiro é fundamental para fornecer uma visão
clara das finanças da empresa, ajudando os
empreendedores a tomar decisões informadas, atrair
investidores, obter financiamento e planejar o crescimento
sustentável do negócio.
O sumário executivo, de acordo com Dornelas (2023), atua
como uma vitrine que atrai a atenção de potenciais parceiros
e investidores. Sua preparação exige cuidado e foco na
apresentação do conceito de negócio, destacando seu
potencial de retorno e os benefícios para quem se envolver
com a empresa. Embora seja a última seção a ser escrita, é a
primeira que os leitores veem e deve responder a perguntas
essenciais, esclarecendo o que o negócio representa, onde
opera, como será estruturado, quais investimentos são
necessários, como os recursos serão obtidos e o prazo de
retorno aos investidores. O sumário executivo desempenha
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EMPREENDEDORISMO E
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um papel fundamental na comunicação eficaz do plano de
negócios, gerando interesse e confiança naqueles
interessados na empresa, servindo como a porta de entrada
para um mundo de oportunidades.
Estudante, ao explorar os componentes do plano de
negócios, você teve a oportunidade de mergulhar
profundamente na essência de um empreendimento, bem
como conhecer a importância de cada seção, desde a análise
do mercado e a estratégia de crescimento até a parte
financeira e o sumário executivo. Aliás, faz-se importante
compreender que o plano de negócios não é apenas um
documento estático, mas uma ferramenta dinâmica que
auxilia na definição, no planejamento e na execução de um
empreendimento de sucesso; ele desempenha um papel
vital na comunicação de sua visão de negócios, atraindo
investidores, parceiros e fornecendo direção para sua
jornada empreendedora. Por meio do plano de negócios,
você traduz ideias em ações tangíveis, identifica
oportunidades e ameaças e constrói uma base sólida para o
crescimento e a sustentabilidade de sua empresa. Portanto,
não subestime a importância desse documento e utilize-o
como uma bússola para navegar pelo complexo cenário dos
negócios, transformando suas aspirações em realidade.
Vamos Exercitar?
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
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Vamos Exercitar?
Como sabemos, a solução para o desafio enfrentado pelo
empreendedor João é, sem dúvida, a criação de um plano de
negócio sólido, que serve como um guia estratégico
abrangente, fornecendo a estrutura necessária para
entender, planejar e executar sua ideia de negócio de
produtos de beleza sustentáveis. Por meio desse plano, João
pode conduzir uma análise de mercado aprofundada,
identificar oportunidades e ameaças, definir claramente sua
proposta de valor única e estabelecer metas alcançáveis.
Além disso, o plano de negócio permitirá a João detalhar os
recursos necessários, como fornecedores de materiais
sustentáveis, métodos de fabricação e estratégias de
marketing. As projeções financeiras incluídas no plano de
negócio são cruciais para se avaliar a viabilidade do
empreendimento, considerando custos, preços de venda,
margens de lucro e gerenciamento do fluxo de caixa.
Por meio da contínua monitorização e ajuste do plano de
negócio, João pode responder às mudanças no mercado e às
lições aprendidas com a experiência prática do seu negócio.
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EMPREENDEDORISMO E
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O plano de negócio, portanto, é a ferramenta que o guiará
em direção ao sucesso e o auxiliará a enfrentar os desafios
do mercado de produtos de beleza sustentáveis. Trata-se da
base sólida que sustenta suas ambições empreendedoras e
seu caminho para o êxito.
Saiba mais
Saiba mais
Para conhecer um pouco mais a criação de negócios, assista
ao filme Jerry Maguire, que aborda o empreendedorismo e a
criação de um negócio a partir do zero.
Para ampliar os seus conhecimentos sobre as características
do plano de negócio, leia o capítulo 2 do livro Business
Model Generation, de Alexander Osterwalder e Yves Pigneur.
Convidamos você a acessar a página do Sebrae para obter
um guia detalhado de como elaborar um plano de negócios
eficaz para suas futuras empreitadas. Lá, você encontrará
recursos valiosos para iniciar ou aprimorar seus projetos
empresariais. 
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555204605/pageid/20
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/go/artigos/passo-a-passo-para-elaborar-o-plano-de-negocios-de-sua-empresa,bd4960ef67f4d610VgnVCM1000004c00210aRCRD
 
 
Referências
Referências
DORNELAS, J. Planode negócios com o modelo canvas: guia
prático de avaliação de ideias de negócio. 3. ed. Barueri:
Atlas, 2023.
DORNELAS, J. Plano de negócios: seu guia definitivo. 3. ed.
Barueri: Atlas, 2023.
GONÇALVES, S. C. A. Da ideia ao plano de negócios. Curitiba:
Contentus, 2021.
HASHIMOTO, M.; BORGES, C. Empreendedorismo: plano de
negócios em 40 lições. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educação,
2020.
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LACRUZ, A. J. Plano de negócios passo a passo:
transformando sonhos em negócios. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2021.
NETO, J. F. C. Elaboração e avaliação de planos de negócios.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2021. 
Aula 2
Perspectivas Lean no Empreendedorismo
Perspectivas Lean no empreendedorismo
Perspectivas Lean no
empreendedorismo
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sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Nesta aula, abordaremos conceitos fundamentais da
metodologia Lean startup, com foco especial no MVP
(Produto Mínimo Viável) e no Ciclo Lean startup, e
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/69954f51-25af-5782-9fd2-8eef9fdd357c.pdf
exploraremos como essas abordagens revolucionaram a
forma como as empresas desenvolvem produtos e serviços,
destacando sua importância na economia moderna.
A metodologia Lean startup, criada por Eric Ries,
transformou a maneira como as empresas inovam e lançam
produtos. Sua ênfase na agilidade, na validação de hipóteses
e na aprendizagem constante tem se mostrado crucial para
startups e empresas estabelecidas; aliás, o entendimento e a
aplicação desses conceitos podem promover a economia de
recursos, reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso
no mercado.
O empreendedor Luiz Fernando deseja conhecer a
metodologia, logo, ele elaborou uma lista de perguntas com
as suas dúvidas, sendo elas: o que é Lean startup e por que é
importante? Como definir e criar um MVP (Produto Mínimo
Viável)? Qual é o ciclo Lean startup e como ele ajuda as
empresas a inovar? Quais são os princípios do Lean startup e
como podem ser aplicados no cotidiano profissional? Como
o ciclo de construir, medir e aprender influencia a tomada de
decisões nas empresas?
Estudante, você está preparado para embarcar em uma
jornada de aprendizado que mudará a maneira como você
vê a inovação e o empreendedorismo? A metodologia Lean
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INOVAÇÃO
startup é mais do que uma simples teoria, é uma abordagem
prática que pode transformar ideias em produtos bem-
sucedidos. Ao entender como criar um MVP, medir o
progresso e aprender com os dados, você se torna um
profissional mais eficaz e adaptável em qualquer setor. Esse
conhecimento não é apenas teórico, é uma ferramenta
poderosa para o sucesso profissional e o crescimento de
empresas, portanto, mergulhe nesta aula, mantenha a
mente aberta e esteja pronto para aplicar esses conceitos
em seu futuro profissional. A inovação está ao alcance de
todos, e você está no caminho certo para dominá-la!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Lean startup
Eric Ries, um dos nomes mais influentes no mundo do
empreendedorismo e da inovação, apresentou-nos a
revolucionária filosofia da Lean startup, mas como surgiu a
Lean startup? Para Alessi (2022), precisamos, primeiro,
lembrar os 12 princípios do Manifesto Ágil, que enfatizam a
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EMPREENDEDORISMO E
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necessidade de trabalhar em ciclos curtos, manter um olhar
constante sobre os detalhes e cultivar equipes motivadas,
integradas e auto-organizadas. Essa abordagem ágil é
fortemente influenciada pela filosofia do pensamento
enxuto, originada a partir do Lean manufacturing ou
manufatura enxuta.
De acordo com Alessi (2022), o Lean manufacturing teve sua
origem após a Segunda Guerra Mundial e foi desenvolvido a
partir do Sistema Toyota de Produção, tendo como
elementos principais: começar projetos de forma simples,
minimizar desperdícios, avaliar constantemente os
resultados e buscar melhorias continuamente. Inspirado por
esses princípios, Eric Ries, um empreendedor do Vale do
Silício, introduziu o conceito de Lean startup em 2011, que é
uma aplicação direta dos princípios enxutos ao processo de
inovação.
A Lean startup, como proposta por Ries (2012), representa a
busca por eficiência e adaptação na criação de empresas e
produtos. Ela se concentra em desenvolver versões iniciais
simplificadas (MVPs) de produtos, medir as reações dos
clientes e aprender com essas respostas, a fim de aprimorar
e adaptar rapidamente o curso do empreendimento e evitar
o desperdício de recursos valiosos em ideias que possam
não ser bem recebidas pelo mercado, bem como incentiva a
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
inovação constante e a busca por soluções orientadas pelo
cliente.
Em essência, a Lean startup é a resposta à volatilidade do
mundo dos negócios, promovendo uma abordagem ágil e
eficaz para o processo de inovação. Alves (2020, p. 46)
entende Lean startup como:
Um método de simplificação das ações (e da elaboração
dos produtos) que busca uma maior eficácia. Nesse
método, os empreendedores devem ouvir seus clientes
fazendo uma ação de customer development, que
significa testar as suas hipóteses conversando com os
potências usuários para chegar ao seu MVP (Produto
Mínimo Viável).
Perceba que o Lean startup parte do princípio de que se
deve simplificar todas as etapas do desenvolvimento de um
negócio ou produto, eliminando tarefas e recursos
desnecessários que não agregam valor real. A simplificação é
adotada para tornar o processo mais ágil e eficaz, no
entanto, para isso, é essencial ouvir atentamente os clientes,
por meio de ações de customer development, que envolvem
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a validação de hipóteses por meio de interações diretas com
os potenciais usuários, permitindo que os empreendedores
ajustem seus produtos de acordo com o feedback real e,
finalmente, cheguem ao MVP (Produto Mínimo Viável), que é
a versão inicial e essencial do produto capaz de atender às
necessidades dos clientes.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
MVP (Produto Mínimo Viável)
O MVP é o acrônimo de Minimum Viable Product, que, em
português, significa Produto Mínimo Viável. Segundo Ries
(2012), é a versão mais básica de um produto ou serviço que
ainda consegue atender às necessidades essenciais dos
clientes e oferecer valor. Em vez de desenvolver um produto
completo com todos os recursos imagináveis, o MVP se
concentra em fornecer apenas o conjunto mínimo de
recursos necessários para resolver um problema específico
ou atender a uma necessidade crucial do cliente.
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Portanto, conhecer as características-chave do MVP é
fundamental para se compreender como essa abordagem
pode ser eficaz no desenvolvimento de produtos e serviços.
As características segundo Ries (2012), são:
Simplicidade: o MVP é notavelmente simples; ele
consiste apenas nos recursos essenciais necessários
para resolver um problema específico ou atender a uma
necessidade crítica do cliente. A simplicidade é priorizada
para garantir um desenvolvimento rápido e direcionado.
Validação de hipóteses: o MVP é projetado para testar
hipóteses críticas; em vez de supor o que os clientes
desejam, os empreendedores usam o MVP para validar
ou refutar suas suposições sobre o mercado, os
problemas a serem resolvidos e as soluções propostas,
reduzindo o risco de desenvolverem produtos que não
tenham demanda no mercado.
Feedback dos clientes: uma das características mais
importantes do MVP é a coleta de feedback dos clientes.
Uma vez que o MVP está no mercado, os
empreendedores interagem com os usuários finais para
obter insights sobre o que funciona, o que não funciona
e quais melhorias são necessárias. Esse feedback éfundamental para se aprimorar o produto.
Iteração contínua: com base no feedback dos clientes, o
MVP passa por iterações contínuas, e isso significa que o
produto é aprimorado e refinado ao longo do tempo, à
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medida que novas versões são lançadas com base no
aprendizado e nas necessidades reais do mercado. A
iteração contínua é uma parte essencial da abordagem
MVP.
Desenvolvimento rápido: a ênfase no desenvolvimento
rápido é outra característica do MVP. A simplicidade e a
priorização dos recursos essenciais permitem que as
equipes de desenvolvimento criem e lancem o MVP em
um curto espaço de tempo, e isso é crucial para se obter
feedback rapidamente e fazer iterações.
Foco no cliente: o MVP coloca o cliente no centro do
processo de desenvolvimento. A abordagem é orientada
pelo cliente, visando atender às reais necessidades dos
usuários, sendo essa uma mudança de paradigma em
relação ao desenvolvimento tradicional, que, muitas
vezes, concentra-se nas suposições internas da empresa.
Redução de desperdício: ao criarem um MVP, as
empresas evitam o desperdício de recursos em recursos
e funcionalidades que não sejam necessários ou
desejados pelos clientes, tornando o desenvolvimento
mais eficiente e econômico.
Teste no ambiente real: o MVP é testado no ambiente
real do mercado, e isso permite que as empresas
obtenham dados reais e feedback autêntico, em vez de
confiar em simulações ou pesquisas teóricas.
Minimização de riscos: ao lançarem um MVP no
mercado, as empresas reduzem o risco de fracasso. Se o
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MVP não for bem-sucedido, o impacto financeiro e de
tempo será limitado, permitindo que as empresas
pivotem, adaptem-se e aprendam com os erros.
As características-chave do MVP representam uma
abordagem focada na simplicidade, validação, feedback,
agilidade e orientação pelo cliente. Essas características são
fundamentais para garantir que o desenvolvimento de
produtos seja direcionado pelo mercado, eficaz e capaz de
criar soluções que realmente atendam às necessidades dos
clientes. O MVP é uma ferramenta valiosa para a inovação e
o empreendedorismo, pois permite que as empresas evitem
desperdícios e se adaptem rapidamente às demandas do
mercado em constante evolução.
Agora que conhecemos a importância do MVP, vamos
conhecer exemplos notáveis de empresas que utilizaram o
MVP em suas jornadas de desenvolvimento de produtos,
destacando casos nacionais e internacionais.
Dropbox (EUA): o Dropbox, um dos líderes globais em
armazenamento em nuvem, lançou um MVP que
consistia em um vídeo explicativo que demonstrava
como o serviço funcionaria antes de construir a
infraestrutura completa. Isso permitiu que a empresa
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medisse o interesse do mercado e a demanda antes de
investir recursos substanciais.
Twitter (EUA): o Twitter começou como um MVP
incrivelmente simples, permitindo aos usuários postar
mensagens curtas de texto (tweets). Sua abordagem
centrada na simplicidade conquistou o público, e, com
base no feedback dos usuários, foram adicionados
recursos como retweets, seguidores e hashtags.
Nubank (Brasil): o Nubank, uma das principais fintechs
da América Latina, lançou seu MVP com um cartão de
crédito sem anuidade e um aplicativo bancário simples.
Com base no feedback dos primeiros clientes, eles
aprimoraram seu produto e o expandiram para oferecer
serviços bancários completos.
iFood (Brasil): o iFood, um dos maiores serviços de
entrega de alimentos do Brasil, começou com um MVP
que oferecia a entrega de comida de restaurantes locais
em uma plataforma simples. Com base na demanda
inicial, eles expandiram para oferecer uma variedade de
opções de restaurantes e serviços.
Esses exemplos demonstram como as empresas utilizaram o
conceito do MVP para validar suas ideias e construir
produtos de sucesso. A abordagem ágil, orientada para o
cliente e focada na simplicidade tem sido fundamental para
a inovação e o crescimento dessas empresas. Elas ilustram a
universalidade e eficácia do MVP como uma estratégia
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essencial para empreendedores e empresas que buscam
atender às necessidades do mercado de forma eficaz.
Ciclo Lean startup
A metodologia Lean startup revolucionou a forma como as
empresas abordam o desenvolvimento de produtos e a
gestão de negócios. No centro dessa abordagem inovadora
está o ciclo construir-medir-aprender, que abrange a jornada
desde a concepção da ideia até a análise de dados para
impulsionar a inovação e o crescimento. Esse ciclo dinâmico,
de acordo com Ries (2012), permite que as empresas sejam
ágeis, focadas no cliente e orientadas por dados,
maximizando suas chances de sucesso.
A primeira etapa do ciclo, segundo o autor supracitado, é o
"construir". Aqui, as equipes de empreendedores
transformam uma ideia em um Produto Mínimo Viável
(MVP), que é uma versão simplificada do produto que
contém apenas os recursos essenciais para atender a uma
necessidade específica do cliente. O foco é a simplicidade e a
agilidade, e o objetivo do construir é transformar a visão em
algo tangível que possa ser testado no mercado real.
Após a criação do MVP, Ries (2012), orienta desenvolver a
etapa "medir". Nessa fase, o produto é lançado no mercado,
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e os empreendedores coletam dados cruciais. Eles medem
como os clientes interagem com o produto, coletam
feedback e examinam métricas relevantes. A medição
fornece informações objetivas sobre o desempenho do
produto, identificando o que está funcionando e o que não
está. Essa análise de dados é fundamental para se tomar
decisões informadas.
Segundo Ries (2012), a terceira etapa se refere ao
"aprender", quando os empreendedores transformam dados
em insights. Eles buscam entender o que os dados revelam,
validando ou refutando suas hipóteses iniciais. O
aprendizado é a chave para o ciclo Lean startup, pois
permite que as equipes pivotem (façam mudanças
significativas) ou perseverem (façam pequenos ajustes) com
base no feedback real dos clientes.
O ciclo construir-medir-aprender é uma abordagem
dinâmica que transforma uma ideia em dados para
impulsionar a inovação. Essa metodologia não se limita a
produtos, mas se estende a toda a gestão de negócios. Ela
coloca a ênfase na agilidade, na adaptação e na busca
constante pela melhoria, garantindo que as empresas
permaneçam relevantes em um mundo em constante
evolução. O ciclo envolve a concepção da ideia, a criação do
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produto e a análise de dados para se tomar decisões
informadas e impulsionar o sucesso empresarial.
Vimos que em um mundo empresarial dinâmico e incerto, o
Lean startup, MVP e o ciclo construir-medir-aprender são
ferramentas vitais para inovação e sucesso. Priorizando
simplicidade, foco no cliente e decisões baseadas em dados,
essas abordagens capacitam empresas a evitar desperdícios,
mitigar riscos e adaptar-se a mercados em constante
mudança. Utilizando MVPs para aprender e o ciclo Lean
startup como guia, as empresas estão mais preparadas para
enfrentar desafios e aproveitar oportunidades, oferecendo
produtos que atendam genuinamente às necessidades dos
clientes e impulsionam o crescimento.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
O empreendedor Luiz Fernando está no caminho certo ao
buscar compreender a metodologia Lean startup e suas
nuances, que é uma metodologia transformadora para o
desenvolvimento de produtos e negócios e cuja importância
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está em sua abordagem ágil que minimiza riscos e maximiza
aprendizado.
O MVP (Produto Mínimo Viável) é essencial; é a versão
simplificada de um produto que permite testar hipóteses e
obter feedback antes de se investir pesadamente.
O ciclo Lean startup envolve a criação do MVP, medição,
aprendizado e iteração, e isso ajuda empresas a inovar de
maneira ágil, adaptando-se com base no feedback real.
Os princípios do Lean startup incluem validação de
hipóteses, aprendizadovalidado, métricas de aprendizado,
contabilidade de aprendizado e flexibilidade para pivotar, e
eles podem ser aplicados no cotidiano profissional,
contribuindo para a tomada de decisões baseadas em
dados.
O ciclo de construir, medir e aprender influencia diretamente
a tomada de decisões, permitindo ação ágil e decisões
informadas. Com esses conceitos, o empreendedor Luiz
Fernando estará pronto para inovar com sucesso e enfrentar
os desafios empresariais com confiança. 
Saiba mais
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Saiba mais
Amplie os seus conhecimentos assistindo ao filme AIR: A
História Por Trás do Logo; nele, é possível identificar como
desenvolver o produto mínimo viável é essencial para
conquistar o cliente.
Sugerimos, também, a leitura do capítulo 4 do livro
Startups: nos mares dos dragões, de Miceli e Salvador, em
que nos são apresentados casos e lições de
empreendimentos clássicos de sucesso construídos a partir
do zero.
O artigo Lean Startup e MVP: entendendo e aplicando os
conceitos é uma excelente fonte de informações sobre como
aplicar os princípios da Lean startup e o conceito de MVP
(Minimum Viable Product) no desenvolvimento de novos
negócios; ele fornece insights valiosos para quem deseja
entender melhor esses conceitos e aplicá-los no mundo
empreendedor. 
Referências
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https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/177244/epub/0?code=SgZtM640DN7InD4Y12lOrpAqM/vIQyqddkFkIBIud11HBNPRjAOxF4m0QTVJymfnnmHidAq0zWHyYknDD9r7kQ==
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/artigosInovacao/entenda-o-que-e-lean-startup,03ebb2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/artigosInovacao/entenda-o-que-e-lean-startup,03ebb2a178c83410VgnVCM1000003b74010aRCRD
Referências
ALESSI, A. C. M. Gestão de startups: desafios e
oportunidades. Curitiba: InterSaberes, 2022.
ALVES, E. B. Gestão de startups e coworking. 1. ed. São Paulo:
Contentus, 2020.
DAHL, J. Liderança Lean. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021.
DENNIS, P.; SIMON, L. Dominando a disrupção digital: como
as empresas vencem com design thinking, agile e lean
startup. Porto Alegre: Bookman, 2022.
MAURYA, A. Comece sua startup enxuta. São Paulo: Saraiva,
2018.
MELLO, C. de M.; ALMEIDA NETO, J. R. M. de; PETRILLO, R.
P. Para compreender as startups. Rio de Janeiro: Processo,
2022.
MICELI, A. L. C.; SALVADOR, D. O. Startups: nos mares dos
dragões. Rio de Janeiro: Brasport, 2019.
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ORTIZ, F. C. Criatividade, inovação e empreendedorismo:
startups empresas digitais na economia. São Paulo: Phorte,
2021.
RIES, E. A startup enxuta: como os empreendedores atuais
utilizam a inovação contínua para criar empresas
extremamente bem-sucedidas. São Paulo: Lua de Papel,
2012. 
 
Aula 3
Startups
Startups
Startups
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Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, nesta aula, exploraremos o emocionante mundo
das startups focando três aspectos cruciais. Primeiro,
discutiremos o conceito de startups e seu papel na economia
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/39abe0e1-fbf1-521f-b2b8-beb485fe6b3e.pdf
moderna; em seguida, analisaremos o "vale da morte"
enfrentado por muitas startups, um período crítico em seu
desenvolvimento; por fim, abordaremos os desafios e
estratégias para escalar com sucesso um negócio inicial.
Com a crescente importância das startups no cenário
econômico, compreender esses tópicos é essencial para
futuros empreendedores, investidores e profissionais de
negócios. As startups representam um motor de inovação,
criando soluções inovadoras e impactando diversos setores,
no entanto, a taxa de falha é alta, especialmente durante o
"vale da morte," tornando-se crucial entender os desafios
envolvidos.
A fim de aprofundarmos os estudos de startups, vamos
entender o caso da Maria, uma palestrante experiente e
apaixonada por empreendedorismo. Ela foi convidada a dar
uma palestra em uma conferência local sobre startups, e sua
missão é clara: explicar o conceito de uma startup, explorar
o desafio "vale da morte" que muitas enfrentam e discutir os
obstáculos e estratégias para se escalar um negócio inicial.
A jornada pelo mundo das startups é empolgante,
desafiadora e repleta de oportunidades. Ao compreender os
conceitos fundamentais e os desafios associados a essas
empresas inovadoras, você está preparado para explorar
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seu potencial e contribuir de maneira significativa para a
economia e a sociedade. Portanto, esteja atento, participe
ativamente da discussão e comece a vislumbrar como esses
princípios podem ser aplicados em sua carreira e no mundo
dos negócios. O aprendizado é o primeiro passo para o
sucesso! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Startup: características e estágios
A palavra "startup" tem origem na língua inglesa e é derivada
do verbo to start up, que significa iniciar ou começar. O
termo começou a ser amplamente usado nos Estados
Unidos durante a década de 1970, especialmente no
contexto das empresas de tecnologia e informática. Com o
tempo, startup passou a se referir a empresas jovens,
geralmente, de base tecnológica, que estão em seus estágios
iniciais de desenvolvimento e têm potencial para
crescimento rápido. A popularização do termo aconteceu
durante a bolha das empresas de internet na década de
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1990 e, desde então, tornou-se comum no mundo dos
negócios e empreendedorismo global.
A Lei Complementar n° 182/2021, popularmente chamada
de Marco Legal das Startups, introduziu significativas
alterações e regulamentações inovadoras para esse
segmento empresarial. Seu propósito principal é promover e
aprimorar o empreendedorismo inovador no Brasil,
impulsionando, ao mesmo tempo, a modernização do
cenário de negócios. No seu capítulo II, artigo 4º, as startups
são definidas como “As organizações empresariais ou
societárias, nascentes ou em operação recente, cuja atuação
caracteriza-se pela inovação aplicada a modelo de negócios
ou a produtos ou serviços ofertados” (Brasil, 2021, [s. p.]).
Ries (2012, p. 14-15) comenta sobre o objetivo da startup:
Startups existem não apenas para fabricar coisas, ganhar
dinheiro ou mesmo atender clientes. Elas existem para
aprender a desenvolver um negócio sustentável. Essa
aprendizagem pode ser validada cientificamente por meio
de experimentos frequentes que permitem aos
empreendedores testar cada elemento de sua visão.
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Para Vilenky (2021), na essência das startups encontra-se
uma abordagem inovadora na maneira como concebem
soluções para desafios reais, caracterizando-se pela
constante criação e aprimoramento de suas soluções, ao
mesmo tempo em que mantêm uma postura inovadora por
definição. Portanto, para que uma empresa possa se
enquadrar na categoria de startup, é fundamental que ela
demonstre algumas características essenciais que a
habilitem a adotar esse modelo:
Ser inovadora: a inovação em uma startup se refere à
capacidade de pensar de forma criativa e original para
resolver problemas existentes ou atender às
necessidades dos clientes de maneira única. Envolve o
desenvolvimento de produtos, serviços ou modelos de
negócios que se destacam no mercado devido à sua
originalidade. Exemplo: a SpaceX, uma empresa de
exploração espacial fundada por Elon Musk, é um
excelente exemplo de inovação, revolucionando a
indústria espacial ao desenvolver foguetes reutilizáveis e
tornando as viagens espaciais mais acessíveis e
sustentáveis.
Ser escalável: escalabilidade em uma startup se refere à
capacidade de crescer de maneira eficaz e rápida,
aumentando a receitasem um aumento proporcional
nos custos. Isso permite que a empresa expanda suas
operações e alcance um público mais amplo. Exemplo: o
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Slack, um aplicativo de comunicação empresarial, é um
exemplo de escalabilidade, pois começou como uma
ferramenta para equipes e, à medida que ganhou
popularidade, expandiu-se para atender a grandes
empresas, mantendo custos operacionais relativamente
baixos.
Ser dinâmica: dinamismo em uma startup significa ser
ágil na tomada de decisões, adaptar-se rapidamente às
mudanças no mercado e responder eficazmente a
desafios imprevistos, bem como envolve a flexibilidade e
a disposição para ajustar o curso quando necessário.
Exemplo: o Zoom Vídeo Communications é um exemplo
de startup dinâmica. Durante a pandemia de COVID-19,
eles adaptaram rapidamente sua plataforma de
videoconferência para atender às necessidades de
trabalho remoto e educação a distância, respondendo às
mudanças na demanda do mercado.
Ser automatizada: a automação envolve a capacidade de
uma startup entregar produtos ou serviços de maneira
eficiente, padronizada e consistente em larga escala,
muitas vezes, por meio de processos automatizados,
reduzindo custos e melhorando a eficiência operacional.
Exemplo: a Amazon é um exemplo notável de automação
em uma startup. Eles usam robôs em seus centros de
distribuição para automatizar o processo de embalagem
e envio de pedidos, permitindo-lhes atender a um
grande número de clientes de forma eficaz e consistente.
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Segundo Alves (2020), os estágios da evolução de uma
startup são fundamentais para se compreender como uma
ideia inicial se transforma em um negócio de sucesso. Vamos
explorar em detalhes cada um desses estágios: hipótese,
validação, negócio e escala.
O estágio da hipótese é o ponto de partida de uma
startup. Nesse estágio, os empreendedores têm uma
ideia inicial, que é uma suposição ou uma hipótese de
como resolver um problema ou atender a uma
necessidade do mercado. Nesse ponto, muitas
perguntas permanecem sem resposta, e o principal
objetivo é validar se a ideia tem potencial.
No estágio validação, a startup se concentra em validar
suas hipóteses iniciais, e isso envolve testar o conceito
no mercado real para determinar se ele é viável e se os
clientes estão dispostos a usá-lo.
No estágio negócio, a startup está pronta para
transformar-se em um negócio plenamente funcional. As
hipóteses foram validadas e a startup tem um modelo de
negócios sólido e uma base de clientes que continua
crescendo.
A fase de escala é quando a startup busca um
crescimento acelerado e a expansão para mercados
nacionais e internacionais. O objetivo é se tornar uma
empresa de grande porte com presença global.
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O desafio de escalar o negócio
Para Alves (2020), escalar um negócio em uma startup é uma
ambição que muitos empreendedores almejam, no entanto,
esse caminho é permeado por desafios significativos que
demandam abordagens estratégicas e resiliência. A gestão
de recursos humanos se torna uma questão central à
medida que a startup cresce, e a necessidade de aumentar a
equipe é inevitável, mas encontrar, atrair e manter talentos
qualificados é uma tarefa desafiadora. Além disso, manter
uma cultura organizacional coesa e alinhada com a visão da
empresa torna-se mais complexo com o crescimento, e isso
pode ser ainda mais complicado quando a equipe é
distribuída geograficamente.
Outro ponto a ser considerado, segundo Alves (2020), é a
escassez de recursos financeiros, que é um obstáculo
recorrente para startups em crescimento. À medida que
buscam expandir suas operações, precisam de
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investimentos significativos para cobrir despesas como
marketing, infraestrutura e contratação. A falta de capital
pode atrasar o crescimento e prejudicar a capacidade de se
competir eficazmente no mercado.
De acordo com Alves (2020), a tecnologia desempenha um
papel crítico no crescimento, e a escalabilidade tecnológica
se torna um fator-chave. Problemas nessa área, como
infraestrutura de TI incapaz de acompanhar o aumento na
demanda podem resultar em quedas no serviço, tempos de
inatividade e insatisfação dos clientes, portanto, manter
sistemas eficientes e escaláveis é essencial.
Segundo Alves (2020), manter a qualidade dos produtos ou
serviços oferecidos é fundamental, mas isso se torna mais
complexo à medida que a empresa cresce. O controle de
qualidade é um desafio constante, e manter padrões
elevados é essencial para atender às expectativas dos
clientes.
“Vale da morte”
O "vale da morte" (em inglês, valley of death) é um termo
frequentemente utilizado no contexto das startups e do
empreendedorismo para se referir a um estágio crítico e
desafiador no desenvolvimento de uma nova empresa.
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Segundo Gulbrandsen (2009), o "vale da morte" ocorre,
geralmente, após a fase inicial de financiamento de uma
startup. Nesse ponto, a empresa já utilizou os recursos
iniciais, como investimentos de fundadores, investidores
anjo ou capital semente, para desenvolver seu produto ou
serviço e lançá-lo no mercado, no entanto, ela ainda não é
capaz de gerar receita suficiente para cobrir seus custos
operacionais. Trata-se de uma fase crítica, em que a startup
se vê em uma posição de "queima de caixa", gastando mais
dinheiro do que ganhando, e os principais desafios do "Vale
da Morte" são:
Obtenção de financiamento adicional: para continuar
operando e crescer, a startup, muitas vezes, precisa
atrair novos investidores ou obter financiamento
adicional, e isso pode ser uma tarefa desafiadora, pois os
investidores procuram evidências de que a empresa é
viável.
Validação do modelo de negócios: a startup precisa
demonstrar que seu modelo de negócios é viável e que
existe demanda suficiente pelo que ela oferece, e isso
envolve encontrar um mercado-alvo, ganhar tração e
provar que o produto ou serviço atende a uma
necessidade real.
Pressão por resultados: a pressão é alta para alcançar
resultados mensuráveis e tangíveis, e o fracasso em
mostrar progresso pode levar a dificuldades na aquisição
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de mais financiamento ou ao desinteresse de
investidores.
Superar a incerteza do mercado: o mercado pode ser
altamente competitivo e volátil, logo, as startups devem
ser ágeis e capazes de se adaptar a mudanças nas
condições do mercado.
O "vale da morte" é uma etapa crítica e desafiadora no
desenvolvimento de startups, mas também uma
oportunidade de aprendizado e crescimento. Consciente dos
desafios que esse período apresenta, uma startup pode criar
estratégias mais sólidas, atrair investidores e,
eventualmente, alcançar o sucesso a longo prazo. Trata-se
de um estágio inevitável e valioso na jornada
empreendedora, em que a resiliência e a determinação
desempenham um papel fundamental.
Até aqui, estudamos que as startups representam a essência
da inovação e da ousadia empreendedora, buscando
revolucionar mercados, impulsionar mudanças e oferecer
soluções inovadoras. Já o "vale da morte" representa um
momento crítico nessa jornada, em que os recursos iniciais
se esgotam e a incerteza do mercado é elevada, no entanto,
é nesse ponto de inflexão que a resiliência e a capacidade de
adaptação se tornam os trunfos mais valiosos. Aqueles que
superam o "vale da morte", frequentemente, emergem mais
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fortes, demonstrando a viabilidade de seus modelos de
negócio e deixando um legado de sucesso duradouro.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Maria subiu ao palco com entusiasmo e se dirigiu à plateia
ansiosa: "Vamos falar sobre startups, que são empresas
inovadoras, frequentemente de pequeno porte, que buscam
soluções criativas para problemas, muitas vezes, utilizando
tecnologia. O que as diferencia das empresas tradicionais é
sua busca contínua por crescimento e adaptabilidade ao
mercado."
A plateia, porsua vez, ansiava por mais, e Maria continuou:
"Agora, falemos sobre o ‘vale da morte’, que diz respeito a
um período crítico, em que startups enfrentam desafios
financeiros ao tentar crescer. É como uma planta pequena
que precisa se expandir para sobreviver, e muitas lutam para
encontrar investidores, clientes ou estratégias sólidas."
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A audiência estava atenta, ciente da importância do tema,
logo, Maria prosseguiu sorrindo: "Há soluções para superar o
‘vale da morte’. Buscar investidores, como fundos de capital
de risco, é uma estratégia comum; além disso, o controle
financeiro e a compreensão do mercado são essenciais, bem
como a adaptabilidade e a resiliência, pois muitas startups
enfrentam desafios antes do sucesso."
Maria, por fim, encerrou com uma mensagem inspiradora: "o
empreendedorismo é desafiador, mas recompensador.
Compreender startups, o 'vale da morte' e estratégias de
escalabilidade pode levar ao sucesso. Mantenham a
curiosidade, aprendam com os erros e nunca desistam”. 
Saiba mais
Saiba mais
A fim de que possa ampliar os seus conhecimentos de
startups, sugerimos que assista ao filme A Rede Social (2010),
dirigido por David Fincher, que narra a história da criação do
Facebook por Mark Zuckerberg e seus colegas da
Universidade de Harvard.
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Leia, também, o artigo do SEBRAE intitulado A taxa de
sobrevivência das empresas no Brasil; nele você verá
elementos que concorreram para o encerramento das
empresas.
Ouça o podcast Start Podcast, apresentado por Fabrício
Carraro e Marcus Wilkerson, que discute tópicos
relacionados a startups, inovação e empreendedorismo,
trazendo insights de convidados e especialistas da área. 
Referências
Referências
ALESSI, A. C. M. Gestão de startups: desafios e
oportunidades. Curitiba: InterSaberes, 2022.
ALVES, E. B. Gestão de startups e coworking. São Paulo:
Contentus, 2020.
BRASIL. Lei Complementar nº 182, de junho de 2021. Institui
o marco legal das startups e do empreendedorismo
inovador; e altera a Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
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https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/a-taxa-de-sobrevivencia-das-empresas-no-brasil,d5147a3a415f5810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/a-taxa-de-sobrevivencia-das-empresas-no-brasil,d5147a3a415f5810VgnVCM1000001b00320aRCRD
e a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Brasília, DF, 2021. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm.
Acesso em: 26 dez. 2023.
GULBRANDSEN, K. E. Bridging the valley of death: The
rhetoric of technology transfer. 2009. Tese (Doutorado em
Filosofia) — Iowa State University, Ames, 2009. Disponivel
em: https://dr.lib.iastate.edu/entities/publication/d8046ea0-
c35d-43a5-85e0-00793a084ee9. Acesso em: 22 dez. 2023.
MAURYA, A. Comece sua startup enxuta. São Paulo: Saraiva,
2018.
MELLO, C. de M.; ALMEIDA NETO, J. R. M. de; PETRILLO, R. P.
Para compreender as startups. Rio de Janeiro: Processo,
2022.
MICELI, A. L. C.; SALVADOR, D. O. Startups: nos mares dos
dragões. Rio de Janeiro: Brasport, 2019.
ORTIZ, F. C. Criatividade, inovação e empreendedorismo:
startups empresas digitais na economia. São Paulo: Phorte,
2021.
Disciplina
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INOVAÇÃO
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp182.htm
https://dr.lib.iastate.edu/entities/publication/d8046ea0-c35d-43a5-85e0-00793a084ee9
https://dr.lib.iastate.edu/entities/publication/d8046ea0-c35d-43a5-85e0-00793a084ee9
Ries, E. A startup enxuta: como os empreendedores atuais
utilizam a inovação contínua para criar empresas
extremamente bem-sucedidas. São Paulo: Lua de Papel,
2012.
VILENKY, R. Startup: transforme problemas em oportunidade
de negócios. São Paulo: Saraiva Educação, 2021.
Aula 4
Metodologias de Gestão
Metodologias de Gestão
Metodologias de Gestão
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Bons estudos!
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, nesta aula, adentramos em um campo de
conhecimento fundamental para a gestão eficaz de projetos:
o uso do Canvas, a integração da gestão de projetos e as
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metodologias ágeis. Esta aula é de suma importância, pois
esses conceitos se entrelaçam de maneira essencial para a
otimização de processos e o alcance de resultados notáveis
no mundo corporativo.
Em nosso percurso, acompanharemos a trajetória da Julia,
uma gerente de projetos talentosa que enfrenta um desafio
aparentemente intransponível: a necessidade de equilibrar a
eficiência dos processos de gestão de projetos com a
agilidade necessária para se adaptar a um mercado em
constante mudança. A história da Julia nos guiará ao longo
desta aula e seus dilemas serão o pano de fundo para
nossas discussões.
Julia precisa responder a algumas perguntas cruciais: como
garantir que os projetos sejam gerenciados de forma eficaz
com todos os elementos fundamentais cuidadosamente
considerados e planejados? Como adaptar-se rapidamente a
mudanças no ambiente de negócios sem perder o controle e
a direção? Como garantir que a equipe de projeto seja ágil e
capaz de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas?
Como equilibrar a estrutura e a flexibilidade?
Vamos começar esta jornada empolgante de descoberta e
aprendizado. Juntos, exploraremos o mundo do Canvas, da
gestão de projetos e das metodologias ágeis, capacitando
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você a se destacar no mundo profissional em constante
transformação.
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Business Model Canvas
O Business Model Canvas, frequentemente referido como
"Canvas," foi criado por Alexander Osterwalder e Yves
Pigneur e apresentado pela primeira vez no livro Business
Model Generation, lançado em 2010. O Canvas é uma
ferramenta que oferece uma estrutura visual para descrever,
projetar, desafiar e inovar modelos de negócios.
A criação do Canvas ocorreu como resultado de esforços de
pesquisa e colaboração entre Osterwalder, Pigneur e outros
colaboradores. Eles estavam empenhados em simplificar a
representação de modelos de negócios de uma forma que
fosse acessível, intuitiva e eficaz; tradicionalmente, as
descrições de modelos de negócios eram feitas em
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documentos longos e complexos, o que tornava difícil a
compreensão das estratégias de negócios.
De acordo com Osterwalder (2011), o Canvas foi projetado
para preencher essa lacuna, proporcionando uma
abordagem mais visual e concisa para representar um
modelo de negócios com base em nove elementos
principais, que são organizados em um quadro visual:
Figura 1 | Modelo de negócio Canvas. Fonte: Dornelas (2023,
p. 17).
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Segundo Osterwalder (2011), a proposta de valor descreve o
que torna o seu produto ou serviço único e valioso para os
clientes, bem como responde à pergunta: "Por que os
clientes escolheriam o que está oferecendo?". A proposta de
valor define os benefícios, características e vantagens
competitivas do produto ou serviço.
Já o segmento de clientes, segundo Osterwalder (2011),
refere-se aos grupos de pessoas ou empresas que se
pretende atender com a proposta de valor; para tanto, é
fundamental entender quem são os clientes-alvo, suas
necessidades e características, para adaptar a estratégia de
negócios a eles. O relacionamento com os clientes, por sua
vez, de acordo com Osterwalder (2011), descreve o tipo de
relacionamento que se estabelece com os clientes para
conquistá-los e mantê-los, podendo variar entre
relacionamentos pessoais, assistência técnica, automação,
comunidade online e outros.
Oscanais, para Osterwalder (2011), representam os meios
pelos quais a empresa alcançará seus clientes e entregará
sua proposta de valor, e isso inclui canais de vendas,
marketing, distribuição e comunicação, e é preciso escolher
os canais mais eficazes para alcançar o público-alvo.
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Osterwalder (2011) entende que as atividades-chave são os
principais processos e atividades que a empresa precisa
realizar para criar e entregar valor aos clientes, como
produção, marketing, pesquisa e desenvolvimento, logística,
entre outros. Os parceiros-chave, de acordo com
Osterwalder (2011), são organizações ou empresas externas
que colaboram para a criação e entrega de valor, e isso pode
incluir fornecedores, aliados estratégicos, distribuidores ou
qualquer outra entidade que desempenhe um papel crítico
em seu modelo de negócios.
Os recursos-chave, para o autor supracitado, são os recursos
essenciais que a empresa precisa para operar eficazmente, e
isso inclui recursos físicos, intelectuais, humanos e
financeiros. Os Recursos-chave são essenciais para a entrega
da proposta de valor e a execução das atividades-chave. Por
sua vez, a estrutura de custos detalha todos os custos
envolvidos na operação do modelo de negócios, e isso inclui
custos fixos e variáveis, como salários, aluguel, matéria-
prima, marketing etc. Compreender os custos é fundamental
para se determinar a viabilidade financeira do negócio.
As fontes de receitas, segundo Osterwalder (2011),
descrevem como sua empresa gera renda, podendo incluir
vendas de produtos, assinaturas, publicidade, licenciamento,
entre outros; aliás, a identificação e a diversificação das
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fontes de receita são fundamentais para a sustentabilidade
do negócio.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Gestão de projetos e
metodologias ágeis
Para Maximiniano e Veronese (2022), o projeto é um esforço
planejado e temporário, com um conjunto específico de
objetivos a serem alcançados dentro de um prazo
determinado e com recursos limitados. Cada projeto é uma
jornada única que visa criar um produto, serviço ou
resultado claramente definido, diferenciando-se das
operações contínuas de uma organização.
De acordo com Maximiniano e Veronese (2022), a natureza
temporária de um projeto implica um começo e um fim, em
contraste com as atividades de rotina, e o objetivo do projeto
é entregar algo novo, único ou aprimorado, atendendo às
necessidades ou resolvendo problemas identificados.
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Segundo Kerzner (2020), os recursos como tempo,
orçamento, mão de obra e materiais são alocados e
gerenciados com cuidado em um projeto, que é composto
de várias etapas inter-relacionadas, cada uma com suas
próprias tarefas e responsabilidades. O planejamento, a
execução, o monitoramento e o controle de um projeto são
atividades cruciais que garantem que o objetivo seja
alcançado de maneira eficiente e eficaz; além disso, os
projetos envolvem algum grau de incerteza e risco, que deve
ser avaliado e gerenciado ao longo do ciclo de vida do
projeto.
Maximiniano e Veronese (2022) entendem que a gestão de
projetos é uma abordagem estruturada que visa planejar,
executar e controlar projetos de forma eficaz. Suas etapas
principais incluem a iniciação do projeto, o planejamento
detalhado, a execução das tarefas, o monitoramento do
progresso e o encerramento ordenado. Gerir bem o projeto
é crucial para atingir metas, cumprir prazos e entregar
resultados de alta qualidade, beneficiando-se de
metodologias e ferramentas específicas para padronizar
processos e otimizar a colaboração da equipe.
Camargo e Ribas (2019) afirmam que a gestão ágil de
projetos se baseia em uma variedade de ferramentas e
práticas para facilitar o desenvolvimento de projetos de
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forma flexível e iterativa; para eles, o Scrum é um dos
métodos ágeis mais populares para a gestão de projetos e o
desenvolvimento de produtos. Maximiniano e Veronese
(2022) abordam que o Scrum é um framework composto de
papéis, artefatos e eventos.
Papéis no Scrum:
- Scrum master: é o responsável por garantir que a equipe de
desenvolvimento siga os princípios do Scrum; eles eliminam
obstáculos, facilitam reuniões e ajudam a equipe a melhorar
continuamente.
- Product owner: é o representante do cliente ou do usuário
final e responsável por definir as prioridades do backlog do
produto e garantir que a equipe esteja construindo o que é
mais valioso para o cliente.
- Equipe de desenvolvimento: é composta de profissionais
que realizam o trabalho real de criar o produto. Eles são
multifuncionais e autogerenciados.
Artefatos do Scrum:
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- Backlog do produto (Product Backlog): é uma lista
priorizada de funcionalidades, melhorias e requisitos do
projeto. O Product Owner é responsável por manter o
backlog do produto atualizado e priorizado.
- Backlog da sprint (Sprint Backlog): é uma seleção de itens
do backlog do produto que a equipe de desenvolvimento
planeja concluir durante uma iteração específica, chamada
de sprint.
- Incremento: é o produto parcialmente completo no final de
cada Sprint. O objetivo é ter um incremento potencialmente
entregável que agregue valor ao cliente.
Eventos do Scrum:
- Sprint: é um tempo fixo, geralmente 2 a 4 semanas,
durante o qual a equipe de desenvolvimento trabalha para
entregar um incremento do produto.
- Sprint planning: no início de cada sprint, a equipe de
desenvolvimento realiza uma reunião de planejamento para
selecionar e se comprometer com os itens do backlog da
sprint.
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- Daily: é uma reunião diária curta na qual a equipe
compartilha o que fez, o que fará e quais obstáculos estão
enfrentando.
- Sprint review: no final de cada sprint, a equipe de
desenvolvimento demonstra o incremento do produto aos
stakeholders e obtém feedback.
- Sprint retrospective: após a revisão da sprint, a equipe
realiza uma retrospectiva para identificar melhorias no
processo e no trabalho da equipe.
Princípios do Scrum:
- Transparência: toda informação relevante deve ser visível
para todos os envolvidos.
- Inspeção: a equipe deve inspecionar regularmente o
progresso e os resultados, para identificar problemas.
- Adaptação: com base nas inspeções, a equipe deve se
adaptar, fazendo ajustes e melhorias para otimizar o
processo.
Ciclo de vida do Scrum:
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- Um projeto Scrum é dividido em iterações, chamadas de
sprints.
- Em cada sprint, a equipe desenvolve um incremento do
produto.
- O processo se repete até que o produto esteja completo ou
o projeto seja encerrado.
O Scrum é especialmente adequado para projetos cujos
requisitos sejam voláteis ou não totalmente conhecidos no
início, bem como a entrega de valor incremental seja
desejada. Ele promove a colaboração, a flexibilidade e a
capacidade de resposta a mudanças, tornando-se uma
metodologia valiosa para uma ampla gama de setores e
tipos de projetos
Até este momento, vimos que o Business Model Canvas é
uma ferramenta eficaz para definir estratégias de negócios
de forma visual e concisa. A gestão de projetos é essencial
para se planejar, executar e controlar empreendimentos
com sucesso. O Scrum, um método ágil popular, destaca a
importância da flexibilidade e da colaboração, permitindo
entregas incrementais. Juntos, esses conceitos fortalecem a
capacidade das organizações de inovar, adaptar-se e
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entregar valor, tornando-se elementos cruciais em
ambientes de negócios dinâmicos.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
A resposta para as dúvidas da Julian está na aplicação
cuidadosa do Canvas, na integração inteligente da gestão de
projetos com as metodologias ágeis. Para garantir que os
projetos sejam bem planejados e executados de forma
eficaz, a Julia pode usar o Canvas, que é como um quadro de
detalhes para um projeto, em que ela lista tudo o que é
importante,a fim de planejar de forma abrangente,
considerando todos os aspectos fundamentais, como
objetivos, custos e riscos.
Para lidar com mudanças no ambiente de negócios de forma
ágil, Julia pode adotar métodos ágeis, e para garantir que a
equipe tome decisões rápidas e bem fundamentadas, a
equipe de Julia pode ser ágil por meio da colaboração e
responsabilidade compartilhada. Todos na equipe
contribuem com suas ideias, tornando as decisões mais
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informadas, e para encontrar um equilíbrio entre estrutura e
flexibilidade, Julia pode usar o Canvas para criar uma
estrutura sólida no início, depois, a equipe pode usar
métodos ágeis para permanecer flexível e fazer ajustes,
conforme necessário, durante o projeto.
Saiba mais
Saiba mais
Recomendamos que assista ao filme Apolo 13, de 1995, que
aborda a gestão de projetos e a liderança de equipe de uma
maneira emocionante e inspiradora. O filme é baseado em
eventos reais e conta a história da missão Apollo 13, da
NASA, que enfrentou graves problemas técnicos no espaço.
Além disso, o Sebrae Canvas é uma ferramenta de
planejamento de negócios oferecida pelo Serviço Brasileiro
de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e essa
ferramenta é uma adaptação do famoso Business Model
Canvas, de Alexander Osterwalder e Yves Pigneur, voltado
especificamente para empreendedores e pequenas
empresas.
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https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/produtoseservicos/conteudos/canvas,02d9d1159cbfe610VgnVCM1000004c00210aRCRD
Por fim, para aprofundar o conhecimento de metodologias
ágeis, leia o artigo Metodologias ágeis podem ajudar seu
negócio a enfrentar desafios, desenvolvido pelo Sebrae.
 
 
Referências
Referências
CAMARGO, R. A. de; RIBAS, T. Gestão ágil de projetos. São
Paulo: Saraiva Educação, 2019.
DORNELAS, J. Plano de negócios com o modelo canvas: guia
prático de avaliação de ideias de negócio. 3. ed. Barueri:
Atlas, 2023.
KERZNER, H. Gestão de projetos: as melhores práticas. 4. ed.
Porto Alegre: Bookman, 2020.
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https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/metodologias-ageis-podem-ajudar-seu-negocio-a-enfrentar-desafios,1d9d781563028810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/metodologias-ageis-podem-ajudar-seu-negocio-a-enfrentar-desafios,1d9d781563028810VgnVCM1000001b00320aRCRD
MAXIMIANO, A. C. A.; VERONEZE, F. Gestão de projetos:
preditiva, ágil e estratégica. 6. ed. Barueri: Atlas, 2022.
Osterwalde; A. Business model generation: inovação em
modelos de negócios: um manual para visionários,
inovadores e revolucionários. Rio de Janeiro: Alta Books,
2011.
WYSOCKI, R. K.; MARQUES, A. S. Gestão eficaz de projetos.
São Paulo: Saraiva Educação, 2020.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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Ponto de Chegada
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Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta
unidade, que envolve conhecer o propósito e a relevância do
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/efdb8c10-bc8c-5ddd-84f0-13fd60096eb9.pdf
plano de negócios, bem como explorar as abordagens Lean,
o conceito de startups e as metodologias de gestão, é
essencial iniciar com uma sólida compreensão dos princípios
fundamentais que norteiam o plano de negócios, bem como
conhecer as características intrínsecas a esse plano e as
etapas envolvidas em sua elaboração. Igualmente, é
relevante explorar conceitos como Lean startup, MVP
(Produto Mínimo Viável), ciclo Lean startup, bem como o
próprio conceito de startups, as estratégias para superar o
desafio conhecido como "vale da morte", a questão da
escalabilidade nas startups, o uso do Canvas, a importância
da gestão de projetos e o emprego de metodologias ágeis.
Um plano de negócios é o alicerce sobre o qual muitas
empresas de sucesso são construídas; ele serve como um
guia estratégico que define os objetivos, estratégias e
recursos necessários para se alcançar o sucesso nos
negócios. Trata-se de uma ferramenta vital para
empreendedores e gestores, pois ajuda a visualizar o
caminho a ser percorrido e a antecipar desafios.
A perspectiva "Lean" se refere a uma abordagem enxuta de
gestão que enfatiza a eficiência e a eliminação de
desperdícios. Nesse contexto, a "Lean startup" é uma
metodologia que busca criar e gerenciar negócios de
maneira eficiente, testando ideias com o mínimo de recursos
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possível. O MVP ou Produto Mínimo Viável, por sua vez, é um
conceito-chave nessa metodologia, que envolve criar uma
versão inicial de um produto para validar sua viabilidade no
mercado.
O "ciclo Lean Startup" envolve a repetição de construir,
medir e aprender, adaptando continuamente o produto com
base no feedback do mercado, e isso permite que as
startups sejam ágeis e se ajustem às mudanças de forma
rápida. Aliás, as startups são empresas jovens e inovadoras
que buscam criar soluções para problemas do mercado;
elas, geralmente, enfrentam o "vale da morte," um período
desafiador em que precisam superar obstáculos financeiros
e de mercado para sobreviver e crescer.
A metodologia do Canvas é uma ferramenta de
planejamento que ajuda a esboçar o modelo de negócios de
uma empresa de forma clara e visual; trata-se de uma
abordagem útil para se identificar elementos-chave, como
proposta de valor, segmento de clientes, canais de
distribuição e fontes de receita.
A gestão de projetos, por sua vez, é fundamental para
garantir que todas as etapas do plano de negócios sejam
executadas com sucesso, dentro do prazo e do orçamento
planejados, e isso envolve a definição de metas, alocação de
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recursos, acompanhamento de progresso e resolução de
desafios. Por fim, as metodologias ágeis são abordagens
flexíveis de gestão que se concentram na colaboração, na
adaptação e na entrega contínua de valor ao cliente. Elas são
particularmente relevantes para startups e empresas que
precisam se ajustar rapidamente às mudanças do mercado.
Ao dominar esses conceitos fundamentais, você se prepara
para compreender e aplicar as perspectivas lean, o conceito
de startups e as metodologias de gestão em seus projetos e
empreendimento, e o conhecimento adquirido nesta
unidade será essencial para o seu sucesso no mundo dos
negócios e na construção de empresas inovadoras e
eficientes.
Reflita
Como a abordagem Lean pode ser aplicada em uma startup para
maximizar a eficiência e minimizar o desperdício no
desenvolvimento de produtos ou serviços?
Qual é a importância do conceito de MVP (Produto Mínimo Viável)
no processo de criação de novos negócios e como ele ajuda a
validar ideias e reduzir riscos?
De que maneira o Canvas de modelo de negócios pode ajudar
empreendedores a visualizar e planejar a estrutura de suas
startups de forma mais clara e eficaz?
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É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
Considere que você é um consultor de negócios e foi
contratado pela StartupVision, uma empresa recém-criada
por um grupo de jovens empreendedores apaixonados por
tecnologia que tem uma ideia inovadora para um aplicativo
de realidade aumentada que revolucionará o turismo
urbano. Esses jovens estão entusiasmados e têm grandes
expectativas, mas estão enfrentando desafios na
transformação de sua visão em realidade, por isso, listaram
os questionamentos que esperam que você responda:
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Como a StartupVision pode criar um plano de negócios
sólido que articule sua visão e objetivos inovadores?
Como a abordagem Lean startup e o MVP podem ser
aplicados para validar a

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